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quinta-feira, 2 de julho de 2020

PRAGAS QUE O MUNDO DÁ

Surto, endemia, epidemia, pandemia...
Desgraceira pode ser tudo, menos arte.
O querido Hermeto Pascoal quando entra no palco diz, quase sempre, que está chegando pra fazer quebradeira. E bota pra lascar!
O Brasil e o mundo estão quebrados, no pior sentido.
As grandes potências estão broxadas.
Mas o triste, triste mesmo, é ouvir Trump e a sua cópia fajuta (Bolsonaro) dizendo absurdos que depõe contra a vida humana.
Fico eu cá com meus botões imaginando o que têm esses dois coitados na cabeça.
Imagino, também, legistas abrindo a cabeça dessas duas figuras e, não surpresos, encontrando buracos vazios. Quando muito, lá acham nesses buracos titica de rato e peçonha de cobra... Afe!
O Brasil anda fora dos rumos.
Em novembro, Trump perderá a reeleição e Bolsonaro entrará na sua pior fase astral.
Isso, pelo menos, é o que indicam pesquisas de opinião no Brasil e nos EUA.
Bolsonaro anda na fase “paz e amor”, mas até quando?
Surto é quando uma doença qualquer começa a se intensificar num bairro, num município, por exemplo.
Endemia é quando do Município a doença passa a se alastrar por Estados.
Epidemia é quando tal doença passa a ganhar preocupação nacional.
E pandemia?
A organização mundial de saúde, OMS, foi criada em abril de 1948. De lá pra cá, a OMS anunciou várias vezes pragas mundiais. Isso é pan-de-mi-a.
Antes do novo Coronavírus, o mundo viveu a pandemia da Gripe Suína (2009). Surgida no México.
Em 1918, ainda não havia OMS. Mas houve pandemia da Gripe Espanhola. Um horror. Mais de 50 milhões de pessoas mortas.
Em 1300 e qualquer coisa, não existia a OMS, mas existia pandemia provocada pela Peste Negra ou Bubônica.
Todos os dias milhões de pessoas morrem mundo afora.
Nascem mais pessoas do que morrem, todos os dias.
Porém fico eu cá comigo pensando se Bolsonaro é um vírus ou não.
Que tipo de vírus seria ou será Bolsonaro?

TEO AZEVEDO, 77



Teófilo de Azevedo Filho. Este é seu nome de batismo, mas conhecido mundo afora pelo diminutivo Téo, acrescido do sobrenome Azevedo.
Téo Azevedo nasceu em 2 de julho de 1943, no distrito de Alto Belo. Esse lugar integra o município mineiro de Bocaiuva, distante cerca de 400 km da capital belorizontina.
Menino pobre, cheio de problemas, estudos escolares escassos, cresceu encarando a vida com vigor e esperança.
Tinha uns 12, 13 anos de idade quando já se achava no oco do mundo, correndo em busca do sonho de ser artista.
Foram muitas as atividades que o menino, o adolescente, praticou antes de tornar-se o nome conhecido que é hoje. Foi engraxate e até lutador de boxe.
Em 1965, adaptou a música Deus te Salve Casa Santa (Cálix Bento) do folclore português. Nos seguidos anos compôs, sozinho ou em parceria, mais ou menos 1.500 títulos. Mais do que Chiquinha Gonzaga (Francisca Edwiges Neves Gonzaga, 1847-1935) e Capitão Furtado (Ariovaldo Pires, 1907-1979).
A carreira artística de Téo Azevedo é cheia de êxito.
Em 2013, ele conquistou o Grammy Latino com o CD Salve Gonzagão − 100 anos.
Em 2015, recebeu o título de Cidadão Paulistano.
Além do opúsculo O Cantador de Alto Belo, que publiquei em 2001, dois livros contam a história desse grande mineiro.
Composições de Téo foram gravadas por Cascatinha e Inhana, Grupo Forró In The Dark, Chrystian & Ralf, Mococa e Paraíso, Tião Carreiro e Pardinho, Jair Rodrigues, Luiz Gonzaga, Sérgio Reis e até pelo gaitista norte-americano Charlie Musselwhite.
Centenas e centenas de artistas já gravaram músicas de Téo Azevedo.
O artista mais famoso de Alto Belo gosta de ser chamado de matuto cantador, e não de cantor.
Em 2018, um de seus primeiros LPs foi relançado na Alemanha no formato original.
Seus últimos quatro discos são constituídos de chorinhos, todos por ele assinados. O mais recente traz como título Saudade de Waldyr Azevedo.
Téo Azevedo é do tamanho do Brasil rural.
O acervo do Instituto Memória Brasil (IMB) abriga grande parte da extensa obra do mineiro Téofilo de Azevedo Filho.
Confira uma amostra da obra do artista:
UM BAIÃOZINHO PARA O REI DO BAIÃO: https://youtu.be/ WZjVxxMtCNc
NO LAGO DA INSPIRAÇÃO EU NADEI NA POESIA: https://youtu. be/nw-zKdFXfek
SAUDADE DE MANEZINHO ARAÚJO: https://youtu.be/jwg6N9Erm1g
FEEL IT IN YOUR HEART: https://youtu.be/j9Ijd6y5JWE

quarta-feira, 1 de julho de 2020

ARTISTAS EM TEMPO DE PANDEMIA

O novo Coronavírus pôs o mundo de cabeça pra baixo.
Nunca o mundo e o povo do mundo sofreram tanto quanto agora quando o inimigo invisível espalha o terror por todo o canto, contaminando e matando sem escolher raça, credo ou cor.
O tempo que ora vivemos é de medo, intranquilidade e incerteza.
Já passa de dez milhões o número de pessoas contaminadas e de mais de meio milhão de mortos, entre homens, mulheres e crianças mundo afora.
No Brasil, já passa de 60 mil a quantidade de óbitos. O de pessoas contaminadas, 1,5 milhão.
O desespero se acha em todas as classes sociais.
Atuando na cena brasileira há cerca de cinco milhões de artistas, grande parte deles comendo o pão que o cão amassou. Sem saber quando voltarão ao palco. "É tudo muito incerto", diz o cantor, compositor e instrumentista piauense Jorge Melo. "Pois é, quem pode deve ajudar a quem mais precisa", acrescenta Jorge, lembrando que o Sindicato dos Músicos do Ceará está desenvolvendo frente para atender os menos favorecidos e mais sujeitos às intempéries.
Jorge Melo é artista consagrado e um dos integrantes do grupo Pessoal do Ceará, que marcou época a partir dos anos de 1970.
O Palácio da Música e a Orquestra Sinfônica de Teresina, PI, puseram na rua campanha para arrecadar alimentos e outras doações, para atender as necessidades de artistas impossibilitados de desenvolver suas funções em decorrência da pandemia provocada pelo Coronavírus.
No Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais outras entidades classistas estão em movimento visando captar recursos para artistas de várias áreas, como cinema, teatro e música. Caetano, Milton, Chico, Gil, Ivan Lins, Mariana Ximenes, Rodrigo Santoro, Fernanda Torres e Glória Pires, entre outros, são alguns dos engajados nessas ações.
Bons tempos aqueles em que o modinheiro Juca Chaves, "pedia" aos fãs que comprassem seus discos para que assim ele pudesse abastecer-se de bom uísque e caviar.
Há sim! O Congresso acaba de aprovar lei denominada Aldir Blanc de apoio oficial aos artistas e entidades culturais.
"O Aldir, que foi vítima da Covid-19, foi um dois maiores letristas da nossa música. Um corajoso cronista do nosso tempo. Deixou uma obra genial. Gosto muito de Resposta ao Tempo, por exemplo.", diz a cantora Mirianês Zabot.



FAKE NEWS
O Senado aprovou hoje lei que visa combater as Fake News. O próximo passo é votação na Câmara. Bolsonaro já se mostra indócil e promete vetar por completo se essa lei cair sobre sua mesa. Quer dizer, essa será lei que irá contra ele, seus pimpolhos e apoiadores. A que ponto chegamos...

segunda-feira, 29 de junho de 2020

O CEGO E O DUBLADOR

Não é de hoje que penso como era a vida humana no passado remoto.
Como era a fala do homem, da mulher, das pessoas?
Será que a fala do povo antigo, quando nem povo era, era apenas um gruído? Um som diferente vindo lá de dentro?
Muito tempo passou até que as ínguas passaram a se entender. Isto é, o povo passou a se entender verbalmente.
Até chegar aqui muita água passou debaixo da ponte.
Penso essas coisas todas por lembrar da importância da fala: eu falo, tu falas, ele fala...
Hoje é o Dia do Dublador.
O que esse dia tem haver com o que falei até aqui?
O cinema é uma invenção de fins do século 19. Era mudo. As cenas, os movimentos, as paisagens... Tudo era mudo, até as pessoas fazendo graça.
Meu amigo, minha amiga, você assistiu algum filme do Chaplin? Se sim, é certo que já imagina o ponto em que quero chegar.



Há anos perdi a luz dos olhos. E não adianta procura-la porque a mim não voltará.
Pois bem, é aqui o ponto: os dubladores são pra mim, e pra todos os cegos, de importância fundamental.
O dublador e o narrador, com sua voz, são os olhos de quem não enxerga. Daí a importância tão grande que é a figura de um e de outro na minha vida, na nossa vida.


CÉLIA E CELMA EM LIVE

Nestes tempos impositivos de Corona e Covid-19, respirar é um perigo. Mas é preciso respirar. É preciso rir. É preciso viver, sem abraço, beijos etc.
O mundo está mudando, mas tem gente que nem tchum!
O número de infectados pelo novo Coronavírus já passa de dez milhões. No Brasil, já são um milhão e tarará.
O número de pessoas tornadas almas pela Covid-19, já passa de meio milhão. No Brasil, o número está na casa dos 60 mil.
E nas ruas, nas avenidas, praças, logradouros no geral, está assim de gente sem máscara, sem proteção nenhuma. Essas são pessoas potencialmente candidatas à respirador, caixão e cova.
Mas, claro, tem há quem se cuide e pense no bem dos outros. Exemplo?
Anna da Hora, estudante de Artes Visuais, é uma dessas pessoas cientes do mal que ora grassa no mundo.
Como ela tem os artistas famosos e desconhecidos enchendo a telinha do celular, ou PC, com apresentação ao vivo. Quer dizer, fazem entradas ao vivo, lives.
Muita gente está em casa coçando a paciência.
Tenho conversado com muita gente boa, por telefone.
Vandré está rindo, mas com medo do vírus. Vital farias também. Oliveiras de Panelas idem. E por aí vão tantos e tantos.
Darlan Zurc está dando ponto final à um livro de contos, cujo o título guarda a sete chaves. Aguardem!
O jornalista e escritor de mancheia José Antônio Severo, que abastece quatro blogs diferentes, está com a cara enfiada em uma montanha de livros. Nunca vi alguém gostar tanto de ler.
Oswaldo Mendes jornalista, autor, ator, diretor, parou de fazer pão e começou a escrever uma peça.
Soraya e Maurício estão aproveitando a quarentena pra desenvolver projetos pra TV e Cinema. Foi o Maurício o diretor/produtor da série Brasil toca Choro. Curta um dos capítulos: 


O cantor e violinista Luiz Carlos Bahia está aprumando a garganta e se amostrando na Internet.
Mirianês Zabot inventou de dar aulas de música e cantar.
Vito Antíco anda às voltas com TCC que apresentará quarta-feira a uma banca na PUC.
No Piauí, Wilson Seraine está preparando mais um livro sobre o Rei do Baião e, em Pernambuco, o radialista cantor e compositor Ivan Ferraz continua apresentando programa forró verso e viola (Rádio Universitária FM 99.9). Voltarei ao assunto.
A jornalista Cilene Soares está dando uma caprichada na sua rede social.
Ali na baixada do Glicério, cá em Sampa, o repentista Sebastião Marinho, não para de afinar a viola. O cabra é bom.
Daqui a pouco, ali pelas 20h, o radialista Carlos Silvio apresenta ao mundo o baita poeta, compositor e cantador Bule-Bule. Ao vivo, pelo Instagram.
Antes disso, às 17h, as maravilhosas Célia e Celma mostrarão sua visão sobre cultura popular a partir dos anos de 1950. vão mostrar o que aprenderam década a década, até o ano 2000.

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