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domingo, 22 de outubro de 2017

BULLYING MATA

Santa Luzia é a santa dos cegos, padroeira que viveu no século 3 a.C..
Santa Luzia era italiana e morreu sob tortura, depois de seus algozes a cegarem foi decapitada. Muitos anos depois a mártir virou nome de uma cidade paraibana. Essa cidade e a Santa inspiraram o músico Sivuca a compor um bonito forró.
Santa Luzia tem inspirado a muita gente. Eu mesmo compus um poema, uma prece, que a tem como personagem, ouçam:



Santa Luzia foi, portanto, vítima de violência; de uma terrível violência. Ela foi sacrificada por recusar-se a desposar o jovem prometido pela mãe.
O caso de Santa Luzia, que também é nome de uma cidade goiana no centro oeste do nosso país, fez-me lembrar a morte de dois adolescentes provocada a tiros por outro adolescente, de 14 anos, Foi quinta, 19, numa escola da rede pública. O menino simplesmente sacou um revólver e passou a mirar na cabeça dos colegas, que morreram instantaneamente. O motivo? 
O criminoso, segundo seus colegas e professores sofria de um dos males que se alastram mundo afora: bullying.
O bullying é um mal que se instala em pessoas que se sentem discriminadas por outras. 
Precisamos nos tratar bem, cada vez mais e melhor.
O corre corre e a falta de atenção e respeito aos nossos semelhantes levam, quase sempre, a tragédias como essa.
Quem é o culpado nessa história, o criminoso ou os mortos?
Desrespeitamos o próximo no dia a dia, brigamso no dia a dia, xingamos todo mundo no dia a dia nos esquecendo que somos pessoas e como tais frágeis. A solidariedade está se acabando, sumindo do nosso dia a dia. O Bullying, como a hipocrisia, mata!
Na verdade somos todos culpados.Somos cegos, mesmo tendo olhos na cara.

sábado, 21 de outubro de 2017

GEREBA ESTÁ EM SÃO PAULO, TOCANDO E CANTANDO.

Gereba é um dos mais importantes compositores e violonistas do Brasil, também cantor, nascido há 71 anos na Bahia. Já compôs centenas de músicas, com parceiros os mais diversos. Eu inclusive. É nosso, por exemplo Hino ao CEU, gravado por Dominguinhos. Ouça:


Com Gereba também compusemos ao lado de Klévisson Viana, Dom Quixote Xote Xote, ouça:


Gereba tem músicas gravadas com meio mundo, incluindo Cássia Eller, Elizeth Cardoso, Elba Ramalho, Fagner, Bule-bule. O escritor seu conterrâneo Jorge Amado o tinha em grande estima, até porque Gereba fez a trilha sonora de uma das obras do Jorge, Quincas Berro d'Água. Luiz Gonzaga também gostava muito dele.
Há uns 20 anos, copiei numa fita cassete valsas e chorinhos do rei do baião. Essa seleção musical entreguei a Gereba, que reuniu um time de amigos supimpas para letrar esses choros etc. O disco, com essas músicas foi à praça há uns 3 ou 4 anos. Uma beleza!
Não faz muito tempo Gereba interpretou Carinhoso, de Pixinguinha e João de Barro, para um público estimado em 100.000 pessoas na Praça Castro Alves, na capital baiana. Antes interpretara a toada Asa Branca, de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, num comício a favor do mineiro Tancredo Neves.
Gereba acaba de chegar à capital paulista, para uma série de apresentações. Seu projeto de ir aonde o povo está, Cantiga de Boteco está circulando por todo o Brasil com grande sucesso.


CEGO TAMBÉM É GENTE

Os brasileiros que escolhemos para nos governar, são, quase sempre, brasileiros esquisitos.
O presidente que estreiou a primeira fase da República, Deodoro, chegou lá através de um golpe militar e deixou , já, o Brasil à deriva. O seu sucessor, o vice também militar Floriano, era dotado de grande violência. Seu DNA. E por aí fomos nos arrastando até novo golpe.
Um dia, chegamos a 1930 e ao golpe perpetrado pelo gaúcho Getúlio.
Depois de Getúlio, outro militar enfaixou-se e nos governou até Getúlio voltar de novo. E depois dele, mais 3 senhores ocuparam a Presidência antes de Juscelino, Janio e Jango . E novo golpe! Esse alcançou a maioridade, 21 anos (1964-1985).
Esses todos nunca deram bola aos brasileiros excluídos do processo social.
E aí vieram Tancredo, que não assumiu a faixa presidencial; Itamar, Collor, FHC, e ele de novo, Lula,  Lula , Dilma, e mais um pouquinho, e esse que aí está botando os pés pelas mãos demonstrando na prática, que se astuto com o dinheiro público é um negócio da Chona.
Bem, quero dizer o seguinte: existe uma quantidade enorme de pessoas que não enxergam nem de dia nem de noite. Cega dos olhos assim como eu hoje me acho.
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) há menos ou mais de 1 milhão de brasileiros nessa situação. Mais ou menos, porque ninguém do poder está nem aí para nós e os números que nos possam representar, dizendo quanto somos. Uma pena.
Tem um ditado popular segundo diz que "quem quer vai quem não quer amanda".
Daqui a pouco, cegos  se juntarão no Centro da cidade paulistana para protestar contra a indiferença de todos ou quase todos em relação a nós.
A discriminação e o preconceito são irmãos siameses, andam lado a lado, de mãos dadas. Isso precisa acabar.
Ainda segundo o IBGE, dados de 2010, há 45,3 milhões de brasileiros e brasileiras que apresentam algum tipo de deficiência física, intelectual, etc.Uma multidão, não é mesmo? Se nós todos nos juntarmos lado a lado, mão a mão, num pensamento só e força, seremos sem dúvida muito forte.
Tem um negócio chamado lei brasileira da pessoa deficiente. É uma lei bonita, em vigor desde o ano passado. Ela precisa ser praticada com rigor, até porque muitos dos seus artigos ainda são desrespeitados, não cumpridos. Quer ver? A parte referente a emprego, por exemplo,  não é devidamente observada pelos empresários. Os acessos nos são ainda muito difíceis. No tocante ao transporte público, também continua a desejar. É isso.
O encontro que reunirá deficientes visuais em Sampa, está previsto para logo mais às 9 horas, ali ao lado da nova unidade SESC , na 24 de maio, centro. Os colegas da instituição Laramara vão estar em peso, mostrando que cego também é gente.


sexta-feira, 20 de outubro de 2017

O BRASIL E SEUS FILHOS ESQUECIDOS

Nao tem jeito, o Brasil é, mesmo,  o país dos esquecidos.
No nosso país, comumente os grandes artistas caem, ao morrerem na vala comum .O compositor, cantor e ritmista paraibano Fuba de Taperoá é mais um exemplo do que digo, infelizmente.
Fuba morreu pobre e esquecido.Morava em Guarulhos, numa casa que lhe dera o amigo sanfoneiro Dominguinhos (1941-2013).
No decorrer da carreira que abraçou,  Fuba era tão bom no que fazia quanto o conterrâneo Jackson do Pandeiro. Fisicamente parecia-se com ele. Ambos chegaram, inclusive, a trabalhar juntos. Fuba trabalhou com meio mundo: Zito Borborema, Ary Lobo, Gordurinha, Elba Ramalho, o já referido Dominguinhos e Luiz Gonzaga, o rei do baião.
Não custa lembrar que Fuba se apresentou em rádio pela primeira vez, num programa do pernambucano Rosil  Cavalcanti, em Campina Grande. Rosil teve suas músicas gravadas por muita gente. O primeiro sucesso de Jackson, o coco Sebastiana, era de  Rosil. Há dois anos Rosil foi biografado por Romulo Nóbrega. Uma baita biografia, cuja leitura  recomendo.



quinta-feira, 19 de outubro de 2017

FUBA DE TAPEROÁ VIROU ESTRELA

Estou triste: morreu Fuba de Taperoá.
Taperoá é uma cidade pequena territorialmente e grande na sua beleza. Fica nos Cariris velhos da Paraíba. Lá nasceu muita gente bonita como Vital Farias. E teve até quem adotasse Taperoá sem lá ter nascido, como o palhaço mestre Ariano Suassuna (1927-2014).
Eu não sei porque Fuba de Taperoá botou no seu nome artístico Fuba. Eu só sei que gostava dele para danado. Eu sei que ele gostava de mim também, chegando até a por um retrato meu no seu primeiro ou segundo CD. Assim à toa.
Juberlino Martins, de batismo, fez muita coisa bonita enquanto viveu neste mundo louco e de disputas irracionais. Morreu pobre, viúvo e carente de tudo; imperdoavelmente, também das nossas atenções.
Fuba participou de várias edições do Programa São Paulo Capital Nordeste, que apresentei por mais de 6 anos na Rádio Capital.
Eu gostava muito de Fuba de Taperoá e o admirava muito como cidadão e artista popular.
Fuba nasceu em 1942 e deixou pela primeira vez a sua terra em 1964. Chegou ao Rio num pau de arara carregado de sal. O Rio, ele o trocou poucos anos depois por São Paulo, onde gravou o seu primeiro dos quatro LPs, chamou-se  Lembranças de Taperoá. com produção de Dominguinhos e edição de Pedro Sertanejo. Foi, além de zabumbeiro e cantor,  um dos maiores pandeiristas do Brasil. Houve até  quem o comparasse a Jackson, sim aquele do pandeiro (1919-1982).
Não custa lembrar aos esquecidos, que Fuba de Taperoá tocou zabumba e pandeiro em shows de Zito Borborema, seu primo; Ari Lobo, Gordurinha, Dominguinhos, Elba Ramalho e todo mundo.Além de bom tocador de instrumentos diversos, Fuba também era compositor. E como compositor, teve muitas músicas gravadas, inclusive por Dominguinhos.
Meste Fuba morreu na noite de terça passada 17, na cidade paulista de Guarulhos.

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