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segunda-feira, 18 de março de 2019

POESIA E MÚSICA NA VIDA BRASILEIRA




O dia 14 de março é um dia importante para a poesia e para a música brasileiras. Nesse dia, em 1941, o pernambucano Luiz Gonzaga estreava profissionalmente em disco. De uma só tacada ele gravou, pela extinta Victor quatro músicas, entre as quais a que se transformaria no seu primeiro sucesso: Vira e Mexe.
O dia 14 de março também marca a data de nascimento de um dos maiores poetas do Brasil: Castro Alves (1847-1871), baiano.
Castro Alves produziu pouco e só lançou um livro: Espumas Flutuantes. O tempo o imortalizou com o Navio Negreiro e o Gondoleiro do Amor. O Navio e o Gondoleiro são os mais gravados por nomes como Mário Pinheiro e Vicente Celestino, passando por Tonico & Tinoco e Inezita Barroso.
A gravação de Tonico e Tinoco data de 1962, que incluí num CD da série Som da Terra (Warner/ Continental). Essa série data de 1994, com encartes (26) assinados por mim.
Os discos que Luiz Gonzaga e as diversas gravações de O Gondoleiro do Amor (ai na foto) se acham no acervo do Instituto Memória Brasil, IMB.
O mês de março também marca o nascimento do sociólogo Gilberto Freyre (1900) e a estreia do paulista Carlos Gomes no SCALA de Milão (1870).










terça-feira, 12 de março de 2019

MARIELLE JÁ É TEMA DA CULTURA POPULAR



Era quarta, era noite de 14 de março de 2018, numa rua do Estácio, Rio de Janeiro. A testemunha do que se passou na ocasião foi a lua, foi o vento. Tiros de grosso calibre atingiram duas pessoas e traumatizaram uma terceira. Os mortos, que se achavam no carro,  foram a vereadora Marielle Franco e o seu motorista Anderson Gomes. A sobrevivente foi Fernanda Chaves, à época assessora da vereadora.
Dois dias antes de se completar uma ano do atentado, o governador do Rio reuniu a imprensa no Palácio da Guanabara para anunciar oficialmente, que a polícia acabara de prender o homem que acionou o gatilho contra Marielle e o seu motorista. Preso também foi o coautor do crime, que dirigia o carro de onde partiram os disparos.
Antes tarde do que nunca, diz o dito popular.
Do Paraguai, Bolsonaro falou rapidamente sobre o assunto, rapidamente mesmo. Disse apenas que as investigações continuam. Poderia ser mais enfático, não?
Curiosidade: o pistoleiro que matou Marielle e Anderson morava no condomínio do Bolsonaro.  Uma casinha lá custa algo em torno de 4 milhões. Como pode um policial aposentado, caso do pistoleiro ter tanta grana para comprar uma casa dessa.
O caso Marielle tem chamado a atenção de gente do mundo todo.
Marielle, negra e pobre da Maré, Gay, era uma mulher raçuda. Segundo o noticiário, nunca titubeou prá denunciar uma injustiça, uma covardia. Injustiça e covardia de que ela mesma foi vítima.
No Carnaval o nome de Marielle andou de boca em boca nos blocos e escolas de samba.
A campeã do Carnaval carioca, Estação Primeira de Mangueira, Escola de Angenor de Oliveira, o Cartola (1908-1980) levou a avenida um enredo que punha em destaque o nome de Marielle (acima).
Além de constar como tema principal ou parcial de enredos de escolas e marchinhas, Marielle Franco virou personagem de folhetos de cordel.










BLOCO FEIO O DE BOLSONARO


O carnaval deste ano de tantas desgraças foi, mesmo, de arrepiar. E o mês ainda nem terminou, mas já parece longe os males até aqui registrados.
O ministro da Educação de Bolsonaro, o colombiano protegido por Olavo de Carvalho, Ricardo Vélez Rodríguez, anda botando prá quebrar. O bloco dele é doido, doido de fazer mal ao presente e ao futuro, pois o passado à história pertence.
Rodríguez tem dito um monte de bobagem, como Bolsonaro.
Semana passada, com o bloco na rua, Rodríguez andou fazendo um reboliço dos infernos na Pasta que lhe foi confiada pelo general da banda Jair Bolsonaro. Antes, em entrevista à revista Veja, Rodríguez tascou: "todo brasileiro é ladrão" e não sei que mais lá.
No balanço do Carnaval paulistano feito pela Secretaria de Segurança de São paulo foi dito que um casal de colombianos foi preso com dezenas e dezenas, quase uma centena de celulares furtados de incautos foliões paulistanos. Bem feito!, não é? Rodríguez, com suas baboseiras, acabou queimando a própria língua.
Ah sim! Não custa lembrar: Foi num dia desse Carnaval que Bolsonaro tascou numa de suas contas um deplorável vídeo de safadeza explícita. Isso é coisa para um presidente do Brasil se ocupar?

segunda-feira, 11 de março de 2019

O BRASIL DOS ASSASSINOS


A violência é um mal que existe desde sempre. Na Idade da Pedra, por exemplo, o homem já espancava a mulher. E hoje não é diferente, embora haja leis que impeçam isso. As acusações que levaram Lula à prisão deixaram um rastro de violência contra jornalistas em Salvador, João Pessoa, Brasília, São Bernardo e outros lugares, quem não se lembra? 
Na virada do Império para a República (1889) houve muitos feridos e mortos. 
O cearense Antonio Conselheiro, de batismo Antônio Vicente Mendes Maciel (1830-1897), foi acusado por republicanos de ser monarquista. 
Antes de cair, Canudos venceu tropas do Governo Federal. 
No correr disso, e por causa disso, jornais monarquistas foram destruídos violentamente no Rio de Janeiro. Houve até morte. O mês era abril de 1897. Ao fim, a tragédia de Canudos resultou em mais de 20 mil mortes. 
No livro Os Sertões, a página 611 (13ª edição, Livraria Francisco Alves; 1936) escreveu Euclides da Cunha que “Eram quatro apenas: um velho, dois homens feitos e uma criança, na frente dos quais rugiam raivosamente cinco mil soldados”. 
Por volta de 1908 gravou-se a primeira música com referência, já no título, da região dizimada pelo Exército: Partida para Canudos. Essa música, uma polca, foi gravada pelo maestro Veríssimo para a Casa Edson, do Rio. Um exemplar desse disco (na foto) se acha no acervo do Instituto Memória Brasil, IMB.
Anualmente são assassinadas mais de 60 mil pessoas no Brasil. E pelo andar da carruagem esse número pode aumentar, infelizmente. O assassinato da vereadora Marielle Franco e do seu motorista, Anderson Pedro Gomes, ainda não foi esclarecido.

sexta-feira, 8 de março de 2019

HOJE É DIA DE MARIA BONITA E INEZITA BARROSO


Cantar o Hino Nacional nas escolas não pode deixar de ser uma coisa boa. Isso sempre aconteceu, no Brasil e mundo a fora. E não só o Hino Nacional, mas outros hinos brasileiros como o da Bandeira (Francisco Braga e Olavo Bilarc), o da Independência (D. Pedro Primeiro e Evaristo Ferreira da Veiga), o da República (Leopoldo Migez e Medeiros e Albuquerque) etc. O problema é alguém como o obscuro colombiano Ricardo Vélaz-Rodriguez, alçado repentinamente ao cargo de ministro da Educação do Brasil, determinar que as escolas façam os estudantes cantar e cantando serem filmados e as filmagens encaminhadas ao Ministério para fins sabem-se lá quais. Sim, esse é o problema.


Cresci cantando o hino nacional e outros hinos esse, aliás, é o modo mais simples e natural de se aprender a gostar das coisas do nosso País. A propósito: na metade dos anos de 1960 a cantora paulistana Inezita Barroso (1925-2015) gravou um LP (Copacabana) com repertório inteirinho constituído de hinos brasileiros. Esse disco, um LP, nunca foi lançado no formato de CD. Pena. O original se encontra no acervo do Instituto Memória Brasil. No acervo do Instituto se acham todos os discos de Inezita. A propósito: em 2012 eu publiquei o livro A Menina Inezita Barroso, Cortez Editora. Em 2014 eu e o músico Papete (José de Ribamar Viana; 1947-2016) compusemos a canção A Brasileira Inezita Barroso. Ouça:


Vamos ouvir os hinos que a Inezita gravou para a extinta Copacabana?

A propósito: Ignez Magdalena Aranha de Lima, Inezita, morreu no dia 8 de março. Nesse dia, Internacional da Mulher, nasceu na Bahia Maria Gomes de Oliveira. Essa Maria, que veio ao mundo em 1911, ganhou o apelido de Maria Bonita de jornalistas cariocas. Mas essa é outra história. Maria Bonita entrou para a história como a companheira do cangaceiro Lampião (1898-1938).

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