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sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

VIVA O BOM JORNALISMO!

Eu não diria que os jornalistas são a última reserva do bem no Brasil ou sei lá onde mais.
Os jornalistas são profissionais que lutam incansavelmente pelo bem da verdade, seja em que língua for.
Ser jornalista é quase uma sina. É uma sina! Uma escolha pessoal em prol da sociedade.
Os jornalistas são uma espécie de escudo contra a mentira, contra a inverdade, ou fake news, como se diz hoje.
Há exemplos incríveis de prática do bom Jornalismo, desde fins do século 19 do Brasil.
Um dos mais completos jornalistas foi João do Rio. Você já ouviu falar sobre João do Rio? LEIA: O JORNALISTA JOÃO DO RIO, UMA MARCA
Conheci grandes jornalistas. Alguns já foram, outros continuam a me inspirar: Caco Barcellos e José Hamilton Ribeiro.
Ser jornalista é uma barra. Como médico, como aviador, professor...
Se eu tivesse que começar tudo de novo, eu começaria como repórter.
Como repórter trabalhei em vários jornais e revistas.
Na Globo, trabalhei quando começava na profissão o nosso William Bonner.
O nome de batismo de William Bonner não é William Bonner, mas essa é outra história.
O irresponsável Bolsonaro sonha o tempo todo em ser dono do Brasil. E como tal, fechar a Globo, a Folha, o Estadão e a boca do povo.
A Imprensa brasileira, e do mundo todo, está fazendo um trabalho excepcional ao cobrir a desgraceira provocada pelo novo Coronavírus. A respeito, até folhetos de cordel eu andei escrevendo e publicando (ao lado). Leia também: Assis Ângelo, cego há sete anos, lança cordéis sobre a pandemia
Entre os veículos de comunicação, a TV Globo se destaca na cobertura da Covid-19. Ouçam o que Bonner disse ontem 14 no Jornal Nacional:

 

E A GLOBO, HEIN?

Muita gente, incluindo jovens a caminho do Jornalismo, escreve ou pergunta diretamente a mim sobre o passado e a história da TV Globo. É do bem ou do mau?
A TV Globo há muito tempo irrita a esquerda e a direita. Há gregos e troianos, como se diz.
No passado da Globo há manchas indeléveis. Ela foi participativa do golpe civil militar de 64. É história.
Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Mello, nascido na Paraíba, foi a pessoa que trouxe a televisão para o Brasil. Em 1950.
Chatô usou e abusou da sua invenção, inclusive ajudando a eleger o gaúcho Getúlio Vargas como presidente da República.
O que a Globo está fazendo é algo merecedor de aplausos.
O Brasil vai mal, mas sem o bom Jornalismo estaria muito pior.
Ah! Quando um jornal, uma revista, um rádio ou televisão desperta raiva da esquerda e da direita é porque está no bom caminho.
Verdade é verdade e não é fácil buscar a verdade.

SEM VERGONHA, BOLSONARO MENTE

No dia em que o mundo registra a marca de dois milhões de vidas colhidas pela Covid-19, o presidente da República Federativa do Brasil abre a boca para dizer mentiras:

A gente está sempre fazendo o que tem que fazer. Problema em Manaus. Terrível, o problema em Manaus. Agora, agora, nós fizemos a nossa parte. Recursos, meios. Hoje, as Forças Armadas 'deslocou' para lá um hospital de campanha. O ministro da Saúde esteve lá segunda-feira e providenciou oxigênio.

Bolsonaro mente quando diz que fez a sua parte.
Bolsonaro mente quando afirma que as Forças Armadas se deslocaram até Manaus para montar um hospital de campanha.
Bolsonaro mente quando garante que o seu general titular do Ministério da Saúde esteve em Manaus na segunda-feira 11 e resolveu o problema da falta de oxigênio nos hospitais da região.
Bolsonaro mente, mente, mente. E mente assassinando a língua pátria. É o presidente que mais dá medo e faz mal à Nação.
Nos números gerais de mortos da Covid, 2 milhões, o Brasil faz-se presente com mais de 200 mil.
Os brasileiros e brasileiras carregados pela Covid, estão em algum lugar chamando Bolsonaro.
Ele deve ser penalizado por essas mortes. É um genocida.
O Brasil se movimenta às cegas, perdido, sem rumo, desgovernado completamente. Leia: AUDÁLIO, UM GRANDE BRASILEIRO

ASFIXIADO, O BRASIL MORRE NA MÃO DE MILICO

Terrível, absurdo, incompreensível. Um horror!
Quase 210 mil brasileiros e brasileiras morreram desde março de 2020, vítimas da Covid-19.
São Paulo e Rio de Janeiro encabeçam a lista de mais mortes.
Amazonas e a sua capital Manaus acabam de entrar em colapso. 
Os mortos da Covid-19 se multiplicam, de ponta a ponta do Brasil. 
Enquanto isso, o presidente da República cruza os braços e fecha os olhos. Meses antes, ele tirou saro dos brasileiros aos dizer que o novo Coronavírus era apenas "uma gripezinha". 
Enquanto isso, o vice Presidente da República declara que o governo não tem bola de cristal para prever a tragédia que ora desaba sobre os brasileiros.
E chegou a culpar a uma variante do vírus a multiplicação dos mortos em terras amazonenses. Disse também que a distância do lugar (Amazonas, Manaus) é grande e dificulta tudo. Mas o governo está fazendo tudo que pode. Anhãm, sei!
Enquanto isso, o general titular do Ministério da Saúde culpa o clima e a falta de tratamento precoce contra o vírus. E tome Cloroquina nos amazonenses! Um agravante: está faltando oxigênio nos hospitais de Manaus e nos demais municípios do Estado. 
O mesmo general titular do Ministério da Saúde prometeu ordenar seus comandados a buscar 2 milhões de vacinas na Índia. Até agora o avião sequer decolou rumo aquele país. E talvez nem vá.
Notícias vindas da Índia dão conta que não há vacinas para o Brasil, no momento. 
As vacinas que estão sendo produzidas lá ainda são insuficientes para atender a própria demanda. É ou não é uma tragédia sem precedentes, a que vivemos? 
Ah! Sem contar que nem seringas e agulhas sequer temos. 
Pode um negócio desse? 
Enquanto isso, o general titular do Ministério da Saúde, nos seus rompantes de caserna, diz quase aos gritos que já estão definidos o dia D e a hora H: dia 20/01, às 10 horas. 
Nesse ponto, faço igual São Tomé, só acredito vendo, mas já que sou cego, como deverei crer nisso, hein? 
Abaixo, o desabafo de um brasileiro...







quinta-feira, 14 de janeiro de 2021

BOLSONARO DE BICO CALADO

Decreto governamental põe Pernambuco em estado de silêncio.
O motivo disso é a Covid-19 que tem engolido milhares de pernambucanos.
A pandemia provocada pelo Novo Coronavírus assusta o mundo, desde o começo do ano passado.
Mais de 50 países estão vacinando seus cidadãos. Uma recente foi a Turquia, berço da antiguidade.
É da Turquia Paulo, Saulo (perseguidor mortal dos cristãos), que virou santo: São Paulo.
É de São Paulo a autoria de 13 epístolas do Novo Testamento.
O presidente da Turquia convocou hoje 14 a Imprensa, incluindo a televisão, para mostrar o braço sendo espetado por uma agulha levando a vacina da CoronaVac.
Isso me fez lembrar Boris Johnson, 1º ministro do Reino Unido, dizendo em julho ou agosto que é louco quem não aceita vacinar-se contra o Novo Coronavírus.
E ouço agora, agora pouco, notícia dando conta de que o Papa também estendeu seu braço à vacina contra o mal que está matando o mundo.
Enquanto isso, o irresponsável presidente brasileiro recém saído das urnas fica na moita. Nada diz, diante da tragédia terrível que se multiplica no nosso País. E no mundo.
O silêncio é grave. É gravíssimo. Não só em Pernambuco. Mas em Brasília.
Há uma confusão dos infernos no centro do poder brasiliense.
O pau mandado da vez é o general intitulado do Ministério da Saúde, mais enrolado do que rabo de porco. Fala com petulância, recusando-se a falar como ser civilizado perante jornalistas curiosos e preocupados com o que sai da sua boca. Enfim não há ainda sequer um plano nacional de vacinação. E isso é grave.
O titular do Ministério da Saúde disse ontem que um avião estava saindo do Brasil pra buscar 2 milhões de vacinas na Índia. Errou. Seu Ministério corrigiu que sairia hoje 14. Não saiu. A empresa do avião, Azul não-sei-quê, sairá amanhã 15.
Pois é, o ministro e o Ministério estão mais perdidos do que cego em tiroreio.
Eu disse cego?
Eu sei o que digo, embora sem luz nos olhos.
O silêncio de Bolsonaro sobre as questões mais importantes do Brasil é tão grave quanto o silêncio da procissão do Bonfim, tradição religiosa de séculos.
A procissão do Bonfim não saiu nesse ano de tristeza e morte.

A BELA HISTÓRIA DE CAJU E CASTANHA, EM CORDEL


José Albertino da Silva tinha 12 anos de idade quando chamou a atenção do prefeito de Jaboatão dos Gruararapes, Severino Claudino. 
José Albertino não estava só, na ocasião, fazia-se acompanhado do irmão José Roberto da Silva, de 7 anos. 
Os dois Josés tocavam e cantavam emboladas de improviso, cercados de pessoas que os aplaudiam. 
O prefeito, encantado com o que via, convidou os meninos para um lanche e tal. Deu-lhes algum dinheiro e um papel onde escreveu o endereço, recomendando que os procurassem. 
A vida desses pequenos Josés começou a mudar naquele momento. De imediato ganharam um apelido que se transformou no nome artístico de ambos, Albertino (Caju) e Roberto (Castanha).
Muito rapidamente Caju e castanha chamara a atenção de outras pessoas que neles apostavam num futuro de arte. Entre essas pessoas, a cineasta Tânia Quaresma. 
Tânia estava desenvolvendo as filmagens do documentário Repente, Cordel e Canção (1975).
Belíssimo. Deste documentário participaram, além de Caju e Castanha, o Cego Oliveira e Zé Ramalho, que despontava nas paradas como Zé Ramalho da Paraíba. 
Não demorou muito, os jovens irmãos rumaram em direção à capital paulista. Nessa cidade, depois de comerem o pão que o diabo amassou, conheceram o compositor, violeiro e produtor musical mineiro Téo Azevedo. E logo lançaram um disco, LP, intitulado Embolando na Embolada (Ao lado).
A história de Caju e Castanha é uma história de luta, alguma tristeza e muita alegria. 
Além de Téo Azevedo, a dupla conheceu muitos outros artistas e produtores musicais. 
Rolando Boldrin e Lima Duarte deram um impulso fantástico à carreira da dupla, no extinto programa Som Brasil (TV Globo).
A história de Caju e Castanha virou filme e, agora, folheto de cordel assinado pelo cantor e compositor Luís Wilson, apresentador do programa dominical Pintando o Sete (Rádio Imprensa, FM 102.5).
O folheto de Wilson é um folheto muito bonito, muito bem escrito, em sextilha (acima).
José Albertino da Silva e José Roberto da Silva nasceram em Jaboatão, município distante 17km da capital pernambucana, Recife. 
Caju morreu em 2006. O seu lugar foi preenchido pelo sobrinho, Ricardo Alves da Silva. Chamado, intimidade, de Cajuzinho. 
Téo Azevedo compôs e Caju e Castanha gravaram uma música falando do programa São Paulo Capital Nordeste (Rádio Capital AM 1040) que apresentei durante quase 7 anos. Os dois participaram várias vezes desse programa. Para lembrar, clique: 
 



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