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quinta-feira, 16 de agosto de 2018

JORGE MELLO É CARTAZ NA GALERIA OLIDO

De um amigo, acabo de receber o seguinte texto:

Nesse próximo domingo dia 19 de agosto, Jorge Mello  se apresentará no Espaço Cultural OLIDO, na Av. São João 473, centro de São Paulo, ao lado da banda SOCIEDADE KAVERNISTA, para apresentar o repertório de dois de seus álbuns gravados há mais de 40 anos. Interpretará as canções do álbum FELICIDADE GERAL, gravado em 1972 no Rio de Janeiro e também do álbum CORAÇÃO ROCHEDO, gravado em São Paulo em 1978. Quando fez essas gravações Jorge Mello tinha no acompanhamento de seus shows, as bandas com quem gravou. Em FELICIDADE GERAL, gravou com a banda O GRÃO. Banda que depois foi a base do trabalho do Tim Maia. E ao gravar CORAÇÃO ROCHEDO, gravou com a banda PONTE AÉREA. Nesse evento, a banda SOCIEDADE KAVERNISTA, fará a sonoridade daquelas gravações originais, reproduzindo a psicodelia própria daquela época, presente nas gravações. Sonoridade muito  significativa para a música brasileira. Compareça.
Também serão mostradas composições de Belchior, o parceiro mais constante de Jorge Mello, porque criaram mais de duas dezenas de canções que foram gravadas por eles dois e por outros intérpretes. Até la!


CABEDAL QUARTETO


A tevê Brasil apresenta amanhã, 17, às 20:30 hs o Cabedal Quarteto. Será ao vivo e a cores. O Quarteto é formado por Bráu Mendonça (violão e guitarra), João Antonio Galba (violino e bandolim), Gilson Bezerra da Silva (baixo e cavaquinho) e Sandrinho (percussão e bateria). Rosângela Alves é a cantora convidada. Farão músicas autorais e clássicos da MPB durante o programa Fique Ligado - não perca!




PISADA DE BOLA

Um amigo telefona prá dizer que gostou do texto sobre Eça, mas que pisei na bola. A pisada foi o fato de eu dizer que Dom Miguel era o filho mais velho de Dom João VI. Putz! Vamos lá: Miguel Maria do Patrocínio João Carlos Francisco de Assis Xavier de Paula Pedro de Alcântara Antônio Rafael Gabriel Joaquim José Gonzaga Evaristo. Nasceu  em 1802, quatro anos depois do irmão Pedro, que dirigiu os destinos do Brasil como rei no século 19. Miguel, que também viraria rei em Portugal, chegou ao Brasil junto com os pais em 1808.
Miguel é referência rápida no romance A Cidade e as Serras, que andei comentando aqui.
Miguel não era brinquedo não. Ele derrubou a prima, a rainha Maria II, ficando no seu lugar até 1834, quando Pedro o pôs prá correr no exílio na Itália, Grã Bretanha e Alemanha, onde morreu em 1866.
No livro A Cidade e as Serras, o autor também faz referência a gregos e troianos, entre os quais Platão e Virgílio. Até Schopenhauer sai do bico da caneta de Eça prá garantir a imortalidade. Outro personagem citado é o lisboeta Sebastião, Dom Sebastião, o desejado.
Dom Sebastião virou mito depois de perder a vida em guerra campal em Marrocos. Tinha 24 anos de idade quando isso ocorreu, em 1578. Uma bobagem: Dom Sebastião nasceu 5 dias antes de os jesuítas Nóbrega e Anchieta fundarem a capital de São Paulo.      
Hoje, 16 de agosto, faz exatos 118 anos que o escritor Eça de Queiroz faleceu, provavelmente de tuberculose.                   

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

AINDA EÇA...

No mundo de Jacinto, o filho dileto de Galião, foi feliz o tempo todo em Tormes, o seu lugar. Eu conheci Tormes. Eu fui a Tormes. Depois de Tormes, eu fui a Baião. Antes de Baião e Tormes, tem Régua. História bonita, de caminhos.
Foi em Tormes que o personagem de Eça encontrou vigor e vida. Ele, o amigo fiel Zé Fernandes e o negro Grilo.
O palacete de Jacinto, no 202 de Campos Elísios em Paris, recebia o mundo mais importante da Europa. Esse mundo representado por príncipes etc. Grandes jantares com comidas de tudo quanto era lugar. Coisas caríssimas. 
Tudo que um homem poderia ter, tinha Jacinto. 
E aí a tristeza de ter tudo sem ter nada.
No palacete 202 de Campos Elísios, Jacinto comprava tudo que queria de qualquer canto, dinheiro não lhe faltava.
No 202 tinha telefone, telégrafo, revistas, jornais, incluindo Le Figaro.
Nesses jornais ele se informava sobre tudo. Ele era leitor compulsivo. No seu palacete tinha "de um tudo" de todo canto.
Quando Jacinto, borocoxô que estava, resolve ir a Tormes ele, sem saber estava indo de encontro as suas raízes. E ali ele foi feliz. Ele, a mulher Joaninha e dois pimpolhos...
Jacinto Galião, pai de Jacinto, morreu, se acabou. E aí teve, naquele momento da queda do Galião, Miguel. Miguel I. Dom Miguel I.
Dom Miguel, filho mais velho de Dom João VI e Carlota Joaquina, usurpou a cadeira de Maria II. Maria II era sobrinha.
Miguel foi o cara que acudiu Galião.
No livro A Cidade e as Serras, em que tudo ocorre isto que falamos, tem tudo e muito mais que se possa esperar de uma história de vida, de vidas.
Dom Miguel I, rei usurpador de Portugal foi posto para correr por seu irmão Dom Pedro I; A história é longa e bonita, e curiosa e incrível.
Ler faz bem.

terça-feira, 14 de agosto de 2018

EÇA, UM MESTRE DA LITERATURA

É um livro excepcional. Ele começa com o velho Jacinto Galião caindo que nem jaca no chão. Numa fração de segundo Galião é acudido pelo infante Dom Miguel, que reinaria em Portugal e Algarves entre os anos de 1828 e 1834, quando seria posto prá correr pelo irmão Pedro 1º. Mas isso é detalhe. 
O livro A Cidade e as Serras traz um enredo muito bem feito. 
O filho de Galião, Jacinto, mora num luxuoso palacete de dois andares na Paris de fins do século 19, cercado por serviçais e mais de 30 mil livros. Riquíssimo, mas infeliz.
O fiel escudeiro de Jacinto é José Fernandes, o narrador. Narrador e personagem importante junto ao protagonista.
Enfadado, sem saber bem o que fazer, Jacinto recebe notícia que dá conta de uma violenta tempestade que pusera abaixo a Capela e casas da localidade portuguesa chamada Tormes, seu berço. A tempestade espalhou os restos mortais dos seus avós. Isso o deixou preocupadíssimo. E o levou pessoalmente ao lugar. Foi uma viagem atormentada. Com ele viajaram Zé Fernandes e o negro Grilo, pau prá toda obra e fidelíssimo a seu amo.
Jacinto vivia uma vida de nababo no número 202 de um bairro de Campos Elíseos. 
Um dia, ainda em Paris, Zé Fernandes perguntou a Grilo o que poderia justificar a tristeza e infelicidade do seu patrão. Resposta: "Ele sofre de fartura". 
Em suma: a tempestade em Tormes foi altamente benéfica para o restabelecimento de Jacinto que lá, no campo, recobrou o vigor da juventude e a vontade de viver, casando-se com uma sobrinha de Zé Fernandes e tendo com ela 2 filhos, vivendo felizes para sempre.
A Cidade e as Serras é uma obra prima. Foi o primeiro dos onze livros de Eça de Queiroz publicado um ano depois da sua morte em 1901 e o último por ele escrito. No total, o grande Eça escreveu 25 livros, entre os quais os clássicos Os Maias, O Crime do Padre Amaro e O primo Basílio. Uma perguntinha: Meu amigo, minha amiga, você sabia que o pai de Eça, José Maria de Almeida Queiroz, nasceu no Brasil?
Eça de Queiroz morreu com 54 anos de idade, no dia 16 de agosto de 1900.





sexta-feira, 10 de agosto de 2018

GREGO E JAVANÊS NA BAND

Ao longo do debate entre alguns presidenciáveis ontem na Bandeirantes, descobri que Alckmin, Ciro e Marina falam com invulgar fluência o Javanês, de Lima Duarte. Nesse ponto, nota 1000 para o ex governador de São Paulo. A continuar assim, ele findará dançando o tango dançado pelo portador de kock do poema de Bandeira. 
O que se ouviu no correr de mais de 3 horas de lero lero, foi lero lero em Javanês, ou grego, como queiram.
Não entendi nada, quase nada. O que eu entendi foi uma total falta de ideias de homens aparentemente lustrados.
Álvaro Dias, de quem se esperava mais, foi de um oportunismo surpreendente. Se presidente, pasmem, ele convocará às fileiras o Juiz Moro para o Ministério da Justiça. Dias tá doido ou não tá doido?
Boulos, aquele do PSOL, que carrega uma nordestina à tiracolo como vice, atirou prá todo lado. Não acertou ninguém, mas atirou. Como atirador, surpreendeu.
Ciro parecia uma moça, toda toda, esperando convite para uma valsa nos braços de Bolsonaro. Não colou. Bolsonaro ficou na dele, apenas cortejando. 
Marina, ah Marina! Particularmente não entendi nada do que disse Marina. A propósito, acho que ela misturou javanês com grego e marcianês.
Quanto a Alckmin, posso dizer que fez jus àquela história de picolé de chu chu, sem gosto, sem nada.
Ah! E teve aquele Cabo não sei o quê, que não parava de pecar ao evocar em vão o nome de Jesus Cristo.
E confesso: Pesquei aqui e acolá enquanto ouvia o debate da Band, sendo que costumeiramente demoro a me pegar como o sono. Vá de Retro!
E Lula, hein? Acho que seria interessante ouvir o Lula. É sempre bom ouvir o Lula...Ele é engraçado e perigoso.

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