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segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

DÁ PRA VER NO ESCURO? DÁ



Meu amigo, minha amiga: você neste momento está me lendo, mas poderia não estar. Ficar cego é a coisa mais fácil do mundo, depois de comer pipoca e sorve sorvete. Eu mesmo perdi a visão depois de uma coceirinha ingênua e incômoda. Uma coceirinha besta.
Dados recentes da Organização Mundial da Saúde, OMS, indicão que há cerca de 130 milhões de cegos no planeta e que 80% desse total poderiam ser evitados se diagnosticados a tempo e a tempo tratados. Confira: http://g1.globo.com/pa/para/especial-publicitario/associacao-paraense-de-oftalmologia/noticia/2016/04/cegueira-saude-da-sua-visao-pode-estar-em-risco-.html

No Brasil, há pelo menos 1,2 milhão de pessoas como eu vendo a vida cor de breu.
O número de pessoas que apresentam algum tipo de deficiência visual é muito grande, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE. O total de pessoas que sofre algum tipo de deficiência visual, e não são poucas, mora na casa dos 6 milhões.
A última edição da revista Veja (acima) trás um texto, em forma de depoimento ao repórter Sérgio Martins, em que falo sobre a questão cegueira. Dói, mas doeu mais antes quando tudo começou.
A cegueira tornou-me um ser invisível, uma pessoa pouco notada no ambiente social.
Poderíamos ser mais amáveis, delicados, solidários...

Você conhecer a Associação  Laramara? (https://www.facebook.com/laramara.associacao.brasileira). Meus agradecimentos nestes versos:


O SEGREDO


Laramara veio a nós
Contente prá nos contar
Que no mundo há um modo
De o cego enxergar
A luz do fim do túnel
E seguir seu caminhar

Longo e tortuoso
É do cego o caminhar
É do cego a sina
De viver sem enxergar
A luz que vem da lua
Para o mundo alumiar

Outras luzes vem de longe
Prá também iluminar
São as luzes do Saber
Para quem não quer cegar
Quem caminha hoje sabe
Que o Saber é enxergar

Mas tem cego que não sabe
E se recusa a caminhar
Preferindo ficar quieto
A ir à luta  prá lutar
O segredo está no túnel

E na luz a nos chamar




segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

OSVALDINHO DA CUÍCA: 78 CARNAVAIS!

A contar de hoje 12, faltam somente 12 anos para Osvaldinho da Cuíca alcançar os 90 do historiador José Ramos Tinhorão, feitos no ultimo dia 7 com direito a muito samba, cachaça e alegria (as fotos abaixo) ali na Vila Buarque.

Assis e Osvaldinho


Pois é, Osvaldinho completa hoje 78 anos de vida.
Não tinha ainda nem 18 anos de idade, Osvaldinho já estava na gandaia carnavalesca, cuicando e batucando. O primeiro samba de sua autoria, feito para o cordão Garotos do Tucuruvi trás a data de 1958. Nesse ano, o Brasil era apresentado à Bossa Nova. Era também o ano do presidente Juscelino Kubitschek (1902-1976).
Em 1902, o cantor bahiano abria a discografia brasileira interpretando o lundu Isto é Bom, que anos depois Osvaldinho também o gravaria. Mas não é dele que eu quero falar, agora. Quero falar de Osvaldinho da Cuíca. Osvaldinho nasceu do dia 12 de fevereiro de 1940 no bairro paulistano do Bom Retiro. Nesse bairro também nasceu o Corinthians, em 1910. Curiosidade: é de Osvaldinho (e Papeti) o grito da torcida que virou marca através do samba Vai Corinthians!

sábado, 10 de fevereiro de 2018

BARÃO DO RIO BRANCO E CARNAVAL

É provável que pouquíssimas pessoas saibam quem foi o cidadão José Maria da Silva Paranhos Júnior (1845-1912). Se dissermos, porém, que esse mesmo cidadão atendia pelo nome de Barão do Rio Branco ai sim todos sabem, não é mesmo? Esse barão, de inteligência finíssima, morreu no dia de carnaval, num dia 10 de fevereiro. Por causa disso o Marechal Presidente Hermes da Fonseca decretou luto oficial adiando a folia para o dia 16.
O barão dizia que há duas coisas rigorosamente organizadas no Brasil, a desorganização e o Carnaval. Detalhe, naquele ano houve dois carnavais. Isso é história. O Barão do Rio Branco , também chamado de o  Advogado do Brasil, serviu no Império e nos primeiros anos da República, como diplomata. Se não fosse ele o mapa do Brasil certamente estaria desfalcado do Acre, Pará  e um bom pedaço de Santa Catarina. No total, por meio dele foram anexados mais de 900 mil Km quadrados.  Ele foi tão importante quanto o baiano Ruy Barbosa (1849-1923). No acervo do instituto Memória Brasil (IMB) há um raríssimo disco (na foto) com o registro de um discurso proferido pelo próprio barão. E lá pra tantas, ouve-se bem o povo gritando “Muito bem, muito bem!” Detalhe: num tempo em que existia o Cruzeiro, uma das notas mais valorosas era chamado de "Barão". E curiosamente, nenhum compositor de música popular, como era chamada a boa música do povo, homenageou o herói Barão do Rio Branco.

GILMAR CONTINUA SOLTO

O ministro Gilmar Mendes continua solto e soltando quem está preso, mas presos importantes. Tem uma marchinha muito bonitinha circulando por aí.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

UM ENCONTRO HISTÓRICO COM TINHORÃO

Foi, como previsto, um encontro muito bonito no projeto Ação Educativa (foto acima). Lá estávamos, Eu, Tinhorão, Bete e Jorge, que mediou o encontro. No auditório, pessoas que iam dos 30 aos 150 anos, ou 160, sei lá! Juntando tudo, todos e idades, tínhamos ali, no auditório da ação cultural , um tempo que somado que chegava ao início do império romano, quer dizer: há uns 200 anos a.C. ou à arca de noé....
Foi legal, mesmo.
Tinhorão falou sobre a influência da cultura européia e norte americana na vida brasileira e a ligação da capoeira e o frevo pernambucano. Muito bom. Deu um show. Como se não bastasse, ele falou sobre temas que abordou em seus livros como O Negro em Portugal, O Fado, etc. Silêncio na platéia, enquanto ele falava. Falou também que o Brasil já não tem mais música popular brasileira. Sobre ele eu disse o que digo sempre: é um intelectual completo, um pensador, sem papas na língua, que diz o que diz, um não-hipócrita.
O encontro que tivemos  foi aberto com um pequeno documentário sobre vida e obra de Tinhorão, um documentário que ficou aquém do que deveria ser. É oque eu acho. Foi um documentário que enalteceu a parte negativa que entendem sobre a obra de José Ramos Tinhorão, o cara que é esculhambado por muita gente, que nem sequer o leu. Uma pena. Juntando tudo, os seus mais de 30 livros, não chega a 50 ou 60 mil   leitores. E dito isto, basta. Infelizmente.
No Instituto Memória Brasil ( IMB) há todos os títulos de Tinhorão.

CARNAVAL É TINHORÃO!!!
Amanhã 10 é dia de comemorar com alegria, cachaça e samba, os 90 anos de idade do historiador José Ramos Tinhorão. A comemoração, atenção pessoal, é ali na Vila Buarque, no bar da Amélia, a partir das 15 horas. Eu vou,  você vai?

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

CARNAVAL COM TINHORÃO NA VILA BUARQUE



Oficialmente a folia de Momo começa amanhã, 09. Extra oficialmente, digamos assim, essa folia não tem dia para começar e nem prá terminar.
Uma vez entrevistando Juca Chaves, o cantor e humorista modinheiro, ouvi conclusiva definição sobre os brasileiros nascidos na Bahia, disse-me Juca: "Baiano quando não está dançando está ensaiando".
E assim é, no Brasil inteiro.
Também amanhã estaremos trocando um dedo de prosa sobre a obra do historiador José Ramos Tinhorão. Isso ocorrerá a partir das 18:30 hs, na sede do Projeto Ação Cultural: Rua General Jardim, 660, Vila Buarque.
Já falei muito a respeito do Tinhorão, mas todo o momento é oportuno para falar dele. E também é sempre tempo para desmistificar a fama de ranheta, mau humorado, radical etc. Tinhorão é polêmico. Isso é verdade. Como pessoa, ele é um doce de coco: educado, simples, atencioso, solícito. Ele carrega todos as qualidades de uma pessoa civilizada. Um cidadão incrível! Ele completou 90 anos de idade no último dia 07. Na foto acima, feita na minha casa por Cris Alves, aparecem Rômulo Nóbrega, eu, O tinhorão e o cartunista Fausto.  
O News letter Jornalistas & Cia desta semana traz uma saborosa entrevista que Wilson Baroncelli fez com Tinhorão. Confiram:


E depois de amanhã, 10, grupos de samba de Mauá, Santos, Capital e outros lugares estarão batucando com alegria em nome de Tinhorão, No Bar Amélia 596, à Rua General Jardim, 596, Vila Buarque, a partir das 15 hs. Todos estão convidados para beber, pular e cantar em nome da alegria.

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