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segunda-feira, 29 de agosto de 2016

QUEM CASA QUER CASA... E VIVA LUIZ GONZAGA!

https://www.youtube.com/watch?v=8zkn-8ZxHzI
Quem casa quer casa, diz sábio ditado popular. 
A origem da expressão casamento vem daí, de casa. E o hábito de juntar-se um ao outro, ou a outra, data de tempos d'antanho. Coisa do começo dos tempos; dos tempos em que o homem desceu da árvore e passou a se meter a besta só pelo fato de equilibrar o corpo sobre as pernas. Claro, uma façanha e tanto! Depois disso, o homem passou a criar muitos maus hábitos. Entre esses maus hábitos, incluiu o de arrastar mulheres pelos cabelos. O machismo, certamente, vem daí.
Pois bem, aos maus hábitos, inseriram-se, no correr do tempo, bons hábitos. Entre os bons hábitos, destaque para a união formal entre o homem e a mulher. Depois, bem depois, entre homem e homem e mulher e mulher. E há bem pouco tempo, está-se inserindo o hábito formal e triangular do casamento, ou seja, casamento a três. Eu, Tu, Ele...ou Eu, Tu, Ela...
Foi na Bahia, bem recentemente, que um juiz de Direito validou o casamento a três. Mas não há motivo para espanto, meu amigo, minha amiga que me lê. Lei árabe chancela há não sei quanto tempo a convivência matrimonial de um homem e seis mulheres. Desde, claro, que tenha ouro para bancá-las. É né? Não, não se espante: Há muito e muito tempo, já era permitida a prática de sultões e marajás proverem haréns. Não sei não, mas passagens do Velho Testamento indicam que o rei Davi pôs no mundo um milhar de descendentes diretos.
Mas por que diacho estou falando essas coisas?
Outro dia ouvi no rádio a notícia de que dedicados cientistas haviam descoberto mais um entre milhares de planetas: Próxima B, que fica, acho, já do lado de fora da Via Láctea. E não é tão próximo da gente a Próxima B, calculadamente a 4,2 bilhões de anos/luz do nosso judiado planetinha Terra.
Pará você não pirar de vez, meu amigo, minha amiga, 4,2 bilhões de anos/luz significam algo em torno de 74 mil anos. O cálculo é baseado no calendário gregoriano do velho e bom Papa Gregório, certo?
Mas eu dizia que quem casa quer casa.
O hábito de casar, comumente chamado de "juntar os trapos",  continua em prática, como em prática continua também o hábito de descasar.
O nosso planetinha acolhe, desorganizadamente, cerca de 7,5 bilhões de pessoas. Não seria uma boa, parte desse volume de pecadores ir de uma vez para o espaço? Mas, como vimos, Próxima B está completamente fora do alcance dessa pretensão, pelo menos por enquanto.
O que é que tem a ver amor com união contratual? 
Há mil e poucos anos a igreja católica teve a brilhante ideia de faturar em cima do homem e da mulher, de capitalizar o matrimônio. Detalhe: entre os mil e um pecados cometidos pela madre Igreja está o de não reconhecer a pureza entre sexos. Ou seja: a igreja não admite abertamente o casamento entre homem e homem  e mulher e mulher etc.
Em junho passado o Papa Francisco disse que era preciso pedir perdão aos homossexuais pela forma como a Igreja tem tratado a questão. 
Prá mim e muita gente, todo tipo de discriminação faz mal à saúde.
Quem casa quer casa...
Eu tenho um amigo, que tem casa e acaba de casar. Esse amigo passou boa parte da vida namorando  uma só mulher. Esse amigo, chama-se Joel. E a mulher,  Gracilda. Ele é paulistano, ela é mineira. No último dia 25 os dois resolveram unir-se em matrimônio, exatos quarenta anos depois de haverem juntado os trapos. Os dois são jóias raríssimas nesse mundo tão perdido de gentes e coisas.

TV OSASCO

A TV Osasco levou ao ar ontem, 28, entrevista que concedi (clicar link acima) ao programa Salada Brasil By Night. Falei sobre a importância musical do multimídia Luiz Gonzaga, o Rei do Baião. O competente entrevistador Cícero Walter tratou o tema com muito carinho e reconhecimento da obra do autor de Asa Branca e tantos outros clássicos imortalizados na alma do brasileiro. Aliás, por falar na toada Asa Branca, expressei a  minha insatisfação pelo espetáculo de abertura da 31ª Olimpíada, no início deste mês. Falei que faltou ênfase à cultura do Nordeste brasileiro, faltou Baião, por exemplo. No show de encerramento, foram apresentadas diversas manifestações culturais, incluindo ritmos como frevo, forró e baião. Um espetáculo e tanto! E lá, muito merecidamente,  estavam sendo lembrados Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro. 
O coração do povo identifica e canta facilmente a sua cultura.


BIENAL

Amanhã, às 18:00hs estarei falando sobre cultura popular na Bienal Internacional do Livro. Vamos lá? 


domingo, 14 de agosto de 2016

DIA DO PAI, DO FILHO E DA MÃE

Até aqui, o resultados dos Jogos Olímpicos, Rio 2016, é pífio. Muita gente já fez as malas e voltou para casa. As meninas do Basquete por exemplo. As medalhas insistem a continuar distante do eito dos nossos atletas. Por que será, hein? 
Mais não é disso que quero falar.
Em 1909, em Washington, EUA, uma garota de nome Luísa, ouvindo um discurso em homenagem as ma~es, decidiu fazer o mesmo com seu pai João, veterano da Guerra Civil Norte-Americana. E assim surgiu o Dia dos Pais.
Hoje é Dia dos Pais, dos filhos e tudo o mais, para alegria dos comerciantes e da sociedade consumista.
Mas não é disso que quero falar, não.
Ontem, da tarde pra noite, a Livraria Cortês ficou apinhada de artistas populares e doutores de áreas diversas. O motivo disso foi a inauguração da 10ª Semana do Cordel, idealizada em 2012.
Apresentaram-se cantando, tocando e declamando astistas do quilate de Moreira de Acopiara - que também atuou como Mestre de Cerimonia, João Gomes de Sá, Cacá lopes e sua filha Alice, de cinco anos; Luiz Carlos Bahia, Audálio Dantas, que inventou de me chamar irresponsavelmente de "Simbolo da Cultura Popular", e mais e muita gente.
Grandes destaques do evento, além de José Cortez, que empresta nome à Editora, Valdeck de Garanhuns e a dupla fabulosa de emboladores: Peneira e Sonhador. 
E mais nem conto, porque foi tudo de fato muito bonito.
Ah! José Cortez, que vai ganhar nome de escola pública da rede de ensino do Estado, no próximo dia 20, na Zona Sul de São Paulo,merece nota um milhão e um milhão de medalhas de ouro por nos honrar com seu trabalho...


PETER
O engenheiro Peter Alouche continua brilhando nas páginas dos jornais e nos jornalísticos da televisão. Clique aqui e aqui também.

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

UM PEQUENO MERGULHO NA HISTÓRIA



O Brasil é cheio de Silvas, Watanabes, Müllers, etc.
Pois bem, o Brasil de raça e tudo o mais.
Rafaela, uma Silva, é preta, pobre e militar da Aeronáutica. Sargenta com soldo de aproximadamente três mil reais. Muito esforçada, dedicada ao judô o tempo todo. Em Londres foi xingada por não ganhar ouro... agora, ganhou. E a sua namorada Tamara, ex-judoca e também muito esforçada, cuida da casa e cachorros, enquanto Rafaela tapa a boca dos maledicentes.
Viva Rafaela, a cara do Brasil!
O Brasil, um país por natureza multifacetado, tem lá suas esquisitices. 
Você sabia que cerca de 30% dos atletas brasileiros que participam dos jogos Rio 2016 são militares?
Eu já disse, digo e certamente voltarei a dizer que o Brasil é injusto com os brasileiros. Seus governantes desde a primeira República, com Deodoro, nunca deram bola à Educação, à Cultura e aos Esportes, por exemplo.Já tivemos até presidente doido de juízo perdido, como o Delfim Moreira.
A primeira e única vez que o Brasil ganhou medalha de ouro na modalidade tiro esportivo foi em 1920. Agora, nesses jogos, o Brasil ganhou a segunda medalha: de prata, nessa modalidade.
Na primeira parte dos anos 1930, Getúlio Vargas empossou Capanema como ministro da Educação, e  como seu chefe de gabinete, o poeta Drummond. Nesse meio tempo, outras duas figuras também marcariam época à frente de projetos vinculados à Cultura: o paulista Mário de Andrade e o carioca Villa-Lobos. E desde então nada mais significativo aconteceu. Triste dizer isso, não é mesmo?
Dia desse conversando com os amigos Biancamaria Binazzi e Cadu Gato com Fome,  eu expus esse raciocínio. Os dois chiaram e pularam que nem calangos em frigideira quente. A Biancamaria ainda tentou rebater fatos históricos; o Cadu, nem isso. Pois é.
Juscelino criou Brasília, Jânio renunciou, Jango levou uma rasteira dos militares, que assumiram o poder por vinte e um anos, Tancredo morreu antes de assumir o cargo de presidente, Sarney fez o que fez sem acreditar que seria presidente; postiço, mas presidente. Depois vieram Collor, ai ai ai; FHC; Lulalá e Dilma, cuja corda ela mesma enfiou no próprio pescoço para os congressistas puxarem. Mas a verdade, a verdade verdadeira, é que a Cultura, como o vento, sobrevive sozinha a todas as intempéries. 
Um país sem cultura é um país sem identidade. Não é mesmo?
Pois bem: O Brasil parece, mesmo, uma casa da Mãe Joana.
A última Copa do Mundo de futebol, realizada no Brasil, foi um Deus nos acuda. Aqueles 7 x 1... Tudo quanto era gringo da direção do Mundial mandou e desmandou nesta terra abençoada por Deus, na cantiga de Benjor.  Usurparam até a nossa língua. E agora, nos Jogos que ora se realizam no Rio e noutras capitais do País, o Hino Nacional era posto nos nossos ouvidos pela metade. Tocava-se a primeira parte e logo depois pulava-se para o final. Isso, por determinação dos gringos. Pode? Não pode, tanto que a partir de hoje já anunciam mudanças nessa execução.
O Hino Nacional é um dos nossos quatro símbolos. Foi originalmente criado para banda, em 1831.Francisco Manuel da Silva, maestro, foi o autor da melodia. No começo da primeira década do século passado, a Banda da Casa Edison registrou o Hino numa curiosa gravação (acima). Em 1909, o poeta e jornalista Joaquim Osório Duque Estrada criou a letra, e o hino, oficialmente foi dado por concluído em setembro de 1922. Em 1917, o cantor Vicente Celestino registrou a sua versão (abaixo).
Essa é parte da história, como parte da história é o Hino Nacional Brasileiro.
Ah! Você sabe quem foi o autor do Hino da Independência? Pois é, foi um tal de Dom Pedro I. Essa é outra história...









quinta-feira, 11 de agosto de 2016

OLIMPÍADA E FEIJOADA

Edmundo, Erivan, Assis e Carmem.
Silva, Rafaela Silva, 24, carioca, negra e pobre. É a cara do Brasil, não é mesmo ?
Felipe Wu, 24, paulista ...
Rafaela e Felipe são os primeiros medalhistas da Olimpíada de 2016, hora em andamento no Rio de Janeiro e noutras capitais.
Os dois, além da idade, em comum têm o fato de serem sidos adotados por nosso brilhoso Exército. Os dois recebem um soldo para sobreviverem às intempéries do cotidiano . Ele é sargento ...
Essa Olimpíada, como todas olimpíadas, é caríssima aos bolsos brasileiros.
Quanto custa uma Olimpíada.
Historicamente os governos brasileiros nunca investiram de verdade na educação, na cultura e nos esportes. Uma pena. Esse papo de bolsa disso e da daquilo incluindo para atletas, é uma piada de muito mal gosto.
Inaugurada no ultimo dia 5, a Olimpíada 2016, também chamada de Jogos Rio 2016, rendeu aos nossos representantes apenas 2 medalhas: a de ouro conquistada por Rafaela e a de prata, conquista por Felipe.
Na verdade, os nossos atletas são heróis por treinarem praticamente sozinhos sem o devido apoio do chamado poder publico.
Mais vamos torcendo para que o melhor sempre nos aconteça.
Dia desse, fui convidado pelo amigo e conterrâneo Erivan Dantas para comer uma feijoada no Hotel San Raphael.
Adorei o convite e a feijoada, uma das mais saborosas que o meu paladar refinadíssimo, já provou .
Na ocasião, tive a alegria de conhecer o fisioterapeuta das seleções masculina e feminina de judô. De cegos, é o detalhe.
Edmundo Costa é mineiro e integra das duas seleções há cinco anos.
O Hotel San Raphael me trás boas lembranças do tempo em que eu era repórter do jornal Folha de S.Paulo. é um hotel famoso, bonito e um dos símbolos da cidade de São Paulo. Nos seus quartos se hospedaram personalidades muito conhecidas, como a cantora Edith Piaf e Mohamed Ali.


domingo, 7 de agosto de 2016

FALTOU BAIÃO NO MARACANÃ

Os Jogos Olímpicos começaram ali pelos anos 800 a.C.
No começo, não eram tão espalhafatosos como o são hoje. E eram bons, principalmente por que não havia TV Globo e nem o chato de voz chata Galvão Bueno.
Na antiguidade, os jogos tinham por finalidade enaltecer e valorizar a força dos gregos.
Tudo começou em Olímpia, no ano de 776 a.C. com o domínio romano, as coisas ficaram ruins para os gregos.
Os jogos eram de cunho pagão.
O imperador romano Teodósio I, que de uma hora pra outra converteu-se ao Cristianismo, decidiu extinguir os Jogos. Isso no ano 993 d.C.
Cerca de 1500 anos depois de iniciados os Jogos Olímpicos, o barão de Coubertin (1863 - 1937), decidiu reascender a chama dos Jogos, isso em 1896, em Atenas.
O barão era francês, educador e historiador muito respeitado no seu tempo.
O barão, portanto, deu o pontapé aos jogos da Era Moderna.
Por razões até hoje ignoradas, as mulheres não participavam dos jogos da Antiguidade.
As mulheres só começariam a participar dos Jogos Olímpicos na virada dos 900.
Também demorou muito até que fossem criados os Jogos Paralímpicos.
As pessoas com deficiência visual, total ou quase total, passaram a disputar os jogos oficialmente em 1984, acho.
Em 1978, cegos de vários lugares do País participaram dos jogos estudantis, em Natal/RN, disputando o futebol; futebol dos cinco. Depois, em 1984, foi realizado o primeiro Mundial em São Paulo.
A presença de pessoas deficientes visuais nos Jogos Paralímpicos ocorreu em 1998, na Grécia.
Pessoalmente, acho de suma importância a realização desses jogos. Primeiro e principalmente porque reúne representantes de todos os países, incluindo os não reconhecidos pela ONU, como Vaticano, Palestina e poucos mais. É uma confraternização entre os povos. Ficamos sabendo, por exemplo, que o Brasil acaba de receber 207 representações estrangeiras. Detalhe: a ONU reconhece, oficialmente, apenas 193. 
Uma coisa, porém, não posso deixar de dizer: a sociedade em que vivemos é totalmente visual. Melhor: os poderosos que mandam. Na sociedade em que vivemos insistem em não reconhecer a existência de pessoas com deficiência física, visual ou mental. Quer dizer: grosso modo somos uma sociedade hipócrita, individualista... Uma sociedade que valoriza os seres "perfeitos". Quer dizer, somos ainda uma sociedade preconceituosa e aparentemente sem salvação. Doente.
O show de abertura dos Jogos Olímpicos, no Maracanã, dizem, foi liiiindo!
A televisão dos donos do poder não descreve os eventos para cegos.
Até onde ouvi, o espetáculo ganhou beleza com a participação do querido Paulinho da Viola. No mais a ver.
Musicalmente, o espetáculo ficou a dever. Não é o que as mídias estão dizendo por aí a fora. Foi uma salada de ritmos, mas não uma amostra real, que represente o nosso cancioneiro. E quem fez o repertório apresentado aos quatro cantos, sabe disso. Faltaram o baião, o forró, o xote, o arrasta pé, a marcha junina, que poderia ser uma reunião perfeita, mas faltou. E cadê o cantador repentista? Oliveira de Panelas, Ivanildo Vila Nova, Oliveira de Panelas, Valdir Teles. Lembraram, ainda bem, do mineiro Ary Barroso... 
Na batucada final, por ironia do destino, de um colapso, morreu em sua casa o mais importante cirurgião plástico do mundo, que era brasileiro, Ivo Pitangui.
Pois bem, a plástica das Olimpíadas 2016, me disseram que foi perfeita.
Ivo Pitangui passou a vida inteira fazendo plásticas perfeitas, mas ele não cuidava de conteúdo... E ele, na véspera, carregou a tocha Olímpica pelas ruas do Rio de Janeiro.




ENTREVISTA À TV VEJA:
No último dia 2, dos 27 anos de desaparecimento do Rei do Baião, Luiz Gonzaga, dei entrevista ao jornalista Sérgio Martins, da TV Veja: http://veja.abril.com.br/tveja/veja-musica/luiz-gonzaga-e-a-criacao-da-identidade-nordestina/ .

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