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terça-feira, 11 de março de 2014

ZÉ DANTAS, REFERÊNCIA GONZAGUEANA

Hoje neste espaço eu ia falar sobre a atuação de alguns profissionais da opinião, como José Nêumanne Pinto no rádio, jornal e TV; Joseval Peixoto e Alexandre Garcia, no rádio e TV; Reinaldo Azevedo no rádio e internet; Clóvis Rossi, no jornal; e outros.
Mas não, acabo de me lembrar do grande brasileiro que foi o pernambucano, de Carnaíba, José de Sousa Dantas Filho, mais conhecido por Zé Dantas ou Zedantas, grafia de que ele muito gostava.
Zé Dantas, que além de compositor era médico, partiu para a eternidade no dia 11 de março de 1962.
Ele se achava no Rio de Janeiro quando isso aconteceu.
Dentre os mais de 50 parceiros que teve, Luiz Gonzaga encontrou em Zé Dantas e Humberto Teixeira os seus maiores referenciais.
Humberto e Luiz deram forma ao baião, em 1946.
Zé Dantas e Luiz deram forma ao forró, em 1949.
Como expressão, o baião já existia antes de Humberto e Luiz.
O forró, também.
A história é comprida, contarei depois.
Repito: Humberto e Zédantas são os maiores referenciais musicais de Luiz, embora a história tenha destacado mais o nome de Humberto, injustamente.
Na reprodução do selo discográfico acima, o primeiro registro do ritmo forró.

Um comentário:

Anônimo disse...

Assis Ângelo, é pura verdade. Meu conterrâneo, Humberto Teixeira, se tornou mais conhecido no mundo da música, ao compor Asa Branca. Conforme você destacou tudo já existia . Lembro-me, perfeitamente, de uma declaração do Zé Gonzaga, na qual afirmava: Era ideia do velho Januário, o Humberto Teixeira só deu uma arrumadinha (Asa Branca). O próprio Luiz Gonzaga, declarou que gostava mais do Zedantas, pois ele tinha o cheiro do bode. Para mim, Zedantas refletia nas suas criações o que há de mais belo na musica nordestina. Enquanto Humberto falava da seca e tragédia no sertão, Zédantas mostrava a pureza, a beleza a alegria do povo do sertão, com a volta da asa branca, a terra molhada o mato verde que riqueza.
Se os maus políticos entendessem um pouco de música e houvissem "Vozes da Seca", não tinha, hoje, o mísero auxilio dado as famílias do povo nordestino.

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