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sábado, 15 de março de 2025

LICENCIOSIDADE NA CULTURA POPULAR (172)


De todas as regiões do Brasil, estatisticamente o Nordeste é a mais sofrida. A seca chegou lá e lá ficou.

Apesar das intempéries, o Nordeste e sua gente continuam insistindo em viver. Com graça, inclusive. Os exemplos são muitos. 

Chico Anísio fez sucesso e deixou saudade e pupilos como Tom Cavalcante.

São muitos os artistas talentosos que andam por aí espantando mau olhado, mau humor e desgraças de todo tipo que nos incomodam no dia a dia. 

Quando ouço Jessier Quirino declamando acho sempre graça. Das boas. O cabra tem presença. 

Quando ouço Jessier Quirino declamando lembro do Chico Pedrosa e do velho Patativa do Assaré. 

Quando ouço Jessier Quirino declamando lembro do querido Orlando Tejo, que usou seu talento para recriar Zé Limeira e sua obra. 

Digo isso com firmeza. 

E digo mais: quando ouço Jessier automaticamente lembro de outras belas figurinhas carimbadas como Rolando Boldrin, João Cláudio Moreno e Klévisson Viana, por que não?

Pois bem, Jessier Quirino traz consigo o talento do mundo. É autor e declamador de alto nível. Nasceu na Paraíba. Tem livros e discos lançados na praça. 

Outro dia peguei Jessier de jeito e tasquei-lhe perguntas que você meu amigo, minha amiga, pode conferir lendo o que segue aí abaixo:


ASSIS ÂNGELO — Como você vê a questão da licenciosidade nos dias atuais?

JESSIER QUIRINO — Licenciosidade partindo de quem se revela um desregrado moral, vejo como algo deplorável a qualquer tempo. Já o licencioso como objeto, texto, música etc., mesmo ferindo questões de virtude, educação e tudo mais, se estiver dentro de certas regras (fugir do escatológico), modos e circunstâncias, me parece palatável e digno de risos e aplausos. Destacando que sempre carece de uma boa embalagem para ser dita, escrita e representada. 


ASSIS Vê hipocrisia em condená-la? 

JESSIER — Acho que há uma boa dose de hipocrisia sim, devido ao quão falso são o caráter e a moralidade das pessoas, principalmente aquelas supostamente mais importantes, educadas, cheias de recatos e princípios religiosos, que a condenam até mesmo na arte. Mas foi me valendo da licenciosidade verbal que sobrevivi em colégio noturno e até botei o pé na poesia e nos palcos da vida.


ASSIS Como se deu isso?

JESSIER — Eu, rapazote de 16 anos, me beneficiei e muito por fazer uso da dita imoralidade em verso e prosa. Isso para despistar uma timidez aguda em território hostil de sala de aula no turno da noite no Colégio Pio XI, em Campina Grande. Eu trabalhava durante o dia e estudava no 3º turno onde a faixa etária dos colegas era muito desigual. Isso me obrigou, a bem dizer, ser artista e abrir os braços pra não ser engolido. Por quem? Por quem fumava, bebia, raparigava,  brigava, tinha carro e inda por cima era conquistador. Os bambambãs do lugar.


ASSIS Como foi conviver com isso na cabeça? 

JESSIER — Eu, coitado, zero tiquinho de pessoa, não tinha nenhum desses predicados. Na devassidão, eu era o mindinho do pequeno polegar e no comportamento era amoitado que só carneiro que tomou bicho na capação. E assim mesmo precisava sobreviver.  Era o segundo caçula de Seu Quirino - um homem cordial, poeta, de bons modos, culto e afável – fui dando de garra da poesia fescenina de domínio público que aprendia com a molecada do bairro. E tome paródias, declamação e loas em corredor de escola e só assim consegui ser respeitado. Depois virei declamador com a “pegada” matuta, depois virei poeta.


ASSIS Frequentou cabaré?

JESSIER — Penso, talvez, que ser putanheiro é uma aptidão que se herda. Um “talento” que nunca tivemos lá em casa. Éramos quatro filhos homens. Já entrei em cabaré pra tomar cerveja e me fazer de escroto. Mas tinha lá certa vontade de ver a música e dança da noite: Apolo na bateria e Jaime no piano, no Luz-Vermelha de Cazé lá em Campina Grande.

Fui lá, subi a escadaria, fiz cera, mas ainda era cedo pra tal música ao vivo.  


ASSIS Os cabarés de hoje já não são lá essas coisas…

JESSIER — A concorrência pesada derrotou o seguimento e a decadência impera. Mas como bom roteirista que sou e prestador de atenção da experiência alheia, boto olho de tejo no assunto e ouvido na escuta. É material de pesquisa. 

Um amigo meu chegou a morar durante três anos dentro dum cabaré aqui em Itabaiana. Exímio raparigueiro, pouca grana e bom de papo, convenceu a dona a ocupar o único espaço vago da casa: um quarto de duas portas, na esquina da sala para o corredor, que tinha uma radiola engavetada na porta da frente e que cantarolava pra sala. Morou nesse quarto e conta que nos domingos de manhã debulhava feijão verde no quintal arrodeado de quenga entre fuxicos e risadas. Pode?


ASSIS Que outras lembranças você tem?

JESSIER — Poucas. Basicamente a música. O sotaque dançante dos boleros, o brilho dos azulejos do boteco e portas de pano estampado. Mas a música é realmente o que marca. Só agora dou fé do quanto havia de produção naqueles discos: arranjos bem feitos, músicos talentosos, pianos e demais instrumentos. Uma mini orquestra.

  

ASSIS — Você lembra algum poema escrachado?

JESSIER — Lembro sim, dos mais ingênuos até um retrato-falado vaginal. 


A Ingênua é uma musiquinha:


Dona Maria o seu gato deu

Vinte cinco pirocada na bunda do meu

De novo!

Dona Maria o seu gato deu

Vinte cinco pirocada na bunda do meu


Já deu tá dado

Piroca de gato, não faz mal a ninguém

Já deu tá dado

Piroca de gato, não faz mal a ninguém


O Retrato Falado Vaginal é:


A buceta é uma gruta

De cabelo arrodeado

Tem parte que é enxuta

E tem parte que é molhada

É o roçado da puta

Consolo do vagabundo

Fica a dois dedos do fundo

Mas, pra aqueles que vêm nascendo

É a porteira do mundo


ASSIS - Nos velhos cabarés sempre teve música de putaria nos mais diferentes rítmos… 


JESSIER- Músicas, além dos boleros dançantes e samba canção, eram os sambas de latada ou samba de gafieira tocados nos bares. Lembro também de Abdias dos 8 baixos cantando Minha ex-Mulher: Coiatada da mulher que já foi minha / Hoje vive tão sozinha / Perambulando na rua  / Ninguém me ama / Ninguém me quer / E como sofre minha ex-mulher


E tem ainda o clássico de João Silva, Pra Não Morrer de Tristeza:


Mulher 

Deixaste tua moradia

Pra viver de boemia

E beber nos cabarés...


Na Rádio Borborema de Campina Grande o programa Forró do Zé Lagoa, do mestre Rosil Cavalcanti, tocava o clássico de Jackson do Pandeiro Forró em Campina que cita nomes dos cabarés (e de prostitutas) da época: 


Ó linda flor, linda morena

Campina Grande, minha Borborema

Me lembro de Maria Pororoca

De Josefa Triburtina e de Carminha Vilar

Bodocongó, Alto Branco e Zé Pinheiro

Aprendi tocar pandeiro nos forrós de lá


ASSIS — Na sua formação cidadã como entrou a licenciosidade?

JESSIER — Antes de mais nada, a mulher tem que ser respeitada. Havia sim um padrão Seu Quirino de civilidade na família. Na comissão de frente: educação, honestidade e respeito, sem exageros. Tinha de tudo um pouco do que tinha no Colégio. Os temas devassos eram assuntos de rua, de conversa de calçada e dos famosos “bacuraus”, que eram encontros noturnos de conversa fiada em esquinas estratégicas no esfriar da noite. 

E assim cresci. Dizer qualquer coisa pesada e com arte, como citei no início, era uma questão circunstancial. O acessório principal viria a ser a composição declamada com segurança. O texto pronto, a personagem e o tempo. Dizer quando? A qualquer momento a depender das circunstâncias. Aí nasce o compositor. Mas, mulher tinha que ser respeitada.


ASSIS — Alguma curiosidade autoral na área da licenciosidade? 

JESSIER — Algumas histórias autorais viraram clássicas.  Ex: O Matuto Doente das Partes, que conta a cirurgia de hemorroidas e outras mais:

 

UM RAPAZINHO FODAZ   -   (publicado no livro Bandeira Nordestina Editora Bagaço)

MATUTO DOENTE DAS PARTES  -  Cirurgia de hemorroidas  ( publicado no livro Agruras da Lata d´água – Editora Bagaço)

RELEMBRANDO A CHUPADELA  -  História de Bill Clinton e Mônica Lewinsky  ( Inédito)

SE ACHAR RUIM, COITE-SE!  - Um poema fescenino, baseado no clássico poema “SE” do poeta inglês Rudyard Kipling (1865 – 1936).   (Inédito)

MANIFESTO DA FUDENE (publicado e posteriormente retirado do livro Agruras da Lata D´água)


UM RAPAZINHO FODAZ

Jessier Quirino 


De primeiro, uma revista

Era a maior das conquistas

Dum rapazinho fodaz

Amaridado com ela

Era aquela coisa bela

Sonhando de paz em paz


Ele sorria e beijava

E ela de puta ria

Era revista rameira

Flor de lodo, messalina

Biscaia, franga, dadeira

Tolerada e pistoleira

Com semblante de felina


Sem cancha pra vadiagem  

Ou pra luz de cabaré

O jeito pra o rapazinho 

Era correr pro migué


Migué de porta fechada

E a revista escancarada

Querendo se desfolhar:

Tanta coisa em coisa-fofa

Tanto fruto proibido

Maçã de Adão provar...


Tanta matinha encantada

Tanto ventre, tanta furna

E tantos lábios vulvares

Pro mundo se envaginar


Tanta peça mamalhuda

Peitudinha, bundudinha

Luz-em-cu sem pirilampo

Tanta feira de mulher...


Tanto estrabismo nos olhos

Tantas vogais pelos lábios

Tanto fêmur almofadado

Antes de ser oboé


E o rapazinho fodaz

Amativo pela vista

Namorava essa revista 

Gozando de paz em paz

De garra com os possuídos

De punho masturbativo

Era aquela liberdade 

Misturada com prisão:


Teje solto, teje preso

Teje solto, teje preso

Teje solto, teje preso

Teje solto, teje preso...


A professora chega...

– Menino?!

– Professora! 

A senhora não morre tão cedo


MATUTO DOENTE DAS PARTE 

Jessier Quirino


No tronco do ser humano

Nos finá mais derradêro

Tem uma rosquinha enfezada

Que quando tá inflamada

Incomoda o corpo inteiro


Se tossir se faz presente

Se chorar se faz também

O cabra não pode nada

Com nada se entretém

Eu lhe digo meu cumpade

Não deseje essa maldade

Pra rosca de seu ninguém


Não sei o nome da cuja

Desta cuja eu tiro o “ja”

O que resta é quase nada

Bote o “nada” na parada

Quero ver tu aguentar?!


Eu lhe digo meu cumpade

Que é grande humilhação

Um cabra do meu quilate 

Adoecido das parte

Fazer uma operação


Não suportando mais dor

O meu ato derradeiro

Foi procurar um doutor

Do “Bocá do Arenguêro”


Do Bocá do Arenguêro

Fejoêro,  Fiofó

Bufante, Frescó e Lôrto

Apito, Brote e Bozó


De Furico, Fedegoso

Piscante, Pelado e Bóga

Fosquete, Frinfra e Sedém

Zuêro, Ficha e Vintém

De Ás de Copa e de Fóba


De Oití, Ôi de Porco 

Ané de Couro e Caguêro

De Gira-Sol e Goiaba

Roseta, Rosa,  Rabada

Bôto, Zero e Mialhêro


De Nó dos Fundo e Buzéco

De Sonoro e Pregueado

Rabichol, Furo e Argola

Ané de Ouro e de Sola

Boca de Véia e Zangado


Um doutô de Aro Treze

De Peidante e Zé de Bóga

Que não aperte o danado

Nem deixe com muita folga


Um doutô piscialista

Em Bocá da Tarraqueta

Doutô de Quinca e Dentrol

Zebesquete e Carrapeta


Doutô de Rosca, Rosquinha

Tareco, Frasco e Obrom

Ceguinho, Butico e Zero

Tripa Gaitêra e Fon-Fon


Mialhêro e Mucumbuco

Buraco, Brôa e Boguêro

For Ever, Cruaca, Urna

Gritadô, Frande e Fuêro.


Cano-de-Escape e Pretinho

Rodinha, X.P.T.O. 

Zerinho, Subiadô

Tripa Oca e Fiofó.


Um doutô de Helidório

Ou de Boca de Caçapa

Que não seja inimigo

Também não seja meu chapa

Tratador de Canto Escuro

De Boréu ou de Cheiroso

De Formiróide e Alvado

De Parreco e de Manhoso


De Chambica e Cibazol

Apolonio e Fobilário

Bilé, Briôco e Roxim

Fresado, Anílha e Cagário

Vazo Preto, Zé Careta

Olho Cego e Espoleta

Fuzil, Fiôto e Fuário


Não é doutô de ovário

É doutô de Oriol

De Cá-pra-nós e  Bostoque

De Futrico e de Ilhó


De Culiseu e Caneco

Roscofe, Forno e Botão

De disco, de Farinheiro

De Jolí, Fundo e Fundão

De Quo-Vadis e Fichinha

Que não venha com gracinha 

E que que não tenha  dedão


Um doutô de Zé de Quinca

Canal 2 e Cagadô

Buzina, Vesúvio e Cego

Federá e Sim-sinhô

Fagulhêro e Zé Zoada

Rosquete, Fim de Regada...

...Eu só queria um doutor


O doutô se preparou

Parecia Galileu

Aprumou um telescópio

Quem viu estrela fui eu

Ele disse arribe as perna

- Tenha calma, sonho meu!

A partir daquela hora

Perante Nossa Senhora

Não sei o que sucedeu


C`as força da humildade

Já me sinto mais milhó

Me desejo um anus novo 

Cheio de verso e forró 

Pros cumpade, com franqueza

Desejo grande riqueza:

Saúde no fiofó


RELEMBRANDO A CHUPADELA                   

Jessier Quirino

 ( Inspirado no mote de Alan Sales )


Foi na sala oval da Casa Branca

Que Biu Clinton hasteou seu berimbau

Chupistério maior não teve igual

E o mondrongo Lewinsky quase arranca

Presidente saiu botando banca

Pau-babado, machudo e comilão

A bruaca tacou-lhe uma versão

Que foi vítima daquele pau viril

O chupão que a Lewinsky deu em Biu

Custou caro para o Clinton garanhão


Ao desencaralhar seus possuídos

Da garganta daquela estagiária

Carimbou uma nódoa ordinária

E orgasmática no colo do vestido

Uma prova cabal de ter havido

Boceteio, ou qualquer xumbregação

E a bruaca fez a reclamação

Com a impressão genital do seu xibiu

O chupão que a Lewinsky deu em Biu

Custou caro para o Clinton garanhão


Viciado em rolhar uma perseguida

Pela cuja se achava perseguido

Biu-femeeiro, broxado e deprimido

Prometeu nunca mais foder na vida

Toda livre-fodança foi banida

Das alcovas e salas da mansão

E o Pentágono fez uma preleção:

“Putaria que é bom nem mais um piu”

O chupão que a Lewinsky deu em Biu

Custou caro para o Clinton garanhão


Nesta casa tão cheia de brancura

Já se viu muita escolhambatriz

A Lewinsky, fregona e meretriz

Por ali puteou e quis ser pura

Fuxicou pruma amiga de aventura

Que entregou à justiça a gravação

Foi fuxico no cu desta nação

E a nação dando corda ao mulheril

O chupão que a Lewinsky deu em Biu

Custou caro para o Clinton garanhão.


Êta feladaputa de azar

É o coitado do dito presidente

Bolofôtica, rameira e indecente

Foi a tipa que o leso quis champrar

Paula Jones foi outra que a chorar

Quis “pensão de priquito” de um milhão

Se disser que comeu vai pra prisão

Se mentir, toma dentro pois mentiu

O chupão que a Lewinsky deu em Biu

Custou caro para o Clinton garanhão


Ô país invocado é os Isteites

Machear ninguém pode machear

Se o sujeito quiser gavionar

Tem que vir pro Brasil mamãe-de-leite

Puteagem-política tem aceite

Pelas vias-urinárias da razão

Vaginosa ou macheira de plantão

Foi escrota a justiça faz psiu!

O chupão que Lewinsky deu em Biu

Custou caro para o Clinton garanhão.


MANIFESTO DA FUDENE

Fudedeiras Desenvolvendo o Nordeste

Jessier Quirino


Meus amigos fudedores

Gigolôs e cachaceiros

Ilustres raparigueiros

E todos da região!


Se a FUDENE não fudesse

Não fosse mulher bolida

Se não quengasse na vida

Não tava na eleição

Disputou com puta a puta

Mas trouxe no fim da briga

Um coral de rapariga

Pra cima do caminhão


Trouxe Zefa  Pragatão

Trouxe Priquito de Frande

Teinha do Obreiro Baixo

E com licença da palavra

Trouxe Roquete Cuzão


Roquete é feito feijão

Quando esquenta dá o bicho

Mas andará no capricho

No rumo da eleição


Reparem bem o estado

Dessa nossa região:

Do Estreito da Galheira

Do Beco do Pinguelão

Lá do Buraco da Velha

Do Pau Torto e Suvacão


Da Rua do Arrombado

Lá da Taiáda da Jega

Esquina do Lasca e Trinca

Suvaco de Cururú

Atolado da Frieira

Rua da Beira Seca

E do Beco do Tejú

                  

Não queiram ver o estado

Do Apertado da Hora

Da Pinguela do Tauá

Do Beco do Quebra Pote

Da Rua do Quixelau

Rua do Grude e da Merda

Escorrega Lá Vai Um

E Beco do Eita Pau

 

Estão levando na zona

A nossa zona sofrida

Zonaram da nossa zona

Nunca nos deram carona

No trem que sobe na vida


Mas esta bacafuzada

Tá com seus dias contados

Quem ganha a vida fudendo

Levando e sendo enganado

De tanto saber gemer

Quer “tanto assim” pra fuder

Prefeitos e Deputados


Vote em nossa bandeira

De Norte Sul Leste Oeste

Vamos votar na FUDENE

A redenção verdadeira

Que são essas Fudedeiras

Desenvolvendo o Nordeste


Finalizo estas palavras

Clamando de braço aberto

Aos companheiros de luta

Que vamos votar nas putas

Pois nos filhos não deu certo


4 comentários:

  1. Jessier Quirino16 março, 2025 01:23

    Meu cumpade Assis Angelo
    Você, como homem viajado, vivido e experimentado em conhecenças literárias e culturais, está dando um passo importante no tema da nossa licenciosidade de estimação, oferecendo ao querido leitor, um tratamento, digamos, almofadado com penas de sobrecu de pavão.
    Salve!
    Salve, a licenciosidade!
    Salve, o baixo calão!

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    Respostas
    1. Esse meu Cumpade Jessier Quirino é FHODA com PH de PHARMÁCIA.

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  2. Jessier Quirino é um ventilador
    Marelli ligado no 3 em Patos no pino do meio dia!

    Viva Jessier Quirino!
    Jório Aragão

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