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segunda-feira, 13 de maio de 2013

A FOME QUE AINDA TORTURA E MATA GENTE

O sistema capitalista continua fazendo grandes estragos na barriga do povo do mundo todo, através da fome que só no ano passado provocou a morte de pelo menos 18% de um total de 70 milhões de pessoas. Isso significa que a cada cinco segundos alguém morre de fome, ou: 57 mil por dia, o que quer dizer que nem o nazismo e o fascismo juntos foram páreo para o capitalismo que ainda massacra e assusta os povos de todos os recantos.
O assunto é conhecido e muito sério, com direito a lançamento de livro e debates que serão abertos daqui a pouco pelo rio-grandense do Norte José Xavier Cortez, na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, PUC. Os debates contarão com a presença de intelectuais mundialmente conhecidos como o sociólogo suíço de Berna Jean Ziegler e o economista e ativista social gaúcho João Pedro Stédile, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, MST, e da Via Campesina.
Ziegler autografará seu novo livro Destruição em Massa, Geopolítica da Fome (376 pág., Cortez Editora, SP), com texto de contracapa assinado por Stédile.
Em 1946 o médico pernambucano Josué de Castro, especializado em doenças de nutrição, publicou o desde então necessário livro Geografia da Fome (A Fome no Brasil), enquanto o mineiro João Guimarães Rosa publicava o belíssimo livro de contos Sagarana e a Assembleia Constituinte promulgava a 5ª Constituição dos Estados Unidos do Brasil e o Ato das Disposições Constitucionais Transitórias extinguindo o fantasma da pena de morte e reafirmando as liberdades constantes na Carta anterior, a de 1934.
Josué de Castro foi deputado federal por sua terra e o mais votado no Nordeste, em 1958, e embaixador do Brasil junto à Organização das Nações Unidas, ONU. Foi ele quem primeiro abordou com rigor e método próprio os estudos que tratam da fome no mundo, até então um tabu intocável, delicado e perigoso.
A sua obra, constituída por 30 livros e centenas de artigos publicados em cerca de 30 idiomas, tem por base a fome, uma questão que considerava política e achava ser resolvida só com uma distribuição séria e metódica de renda e o respeito às leis da natureza mundo a fora.
Josué, que teve seus direitos políticos cassados pela ditadura militar, morreu triste no exílio em Paris, com 65 anos de idade.
O livro de Jean Ziegler, cuja capa traz uma reprodução da obra-prima Criança Morta, de Portinari, é dividido em seis partes. A primeira (O Massacre), a segunda (O Despertar Das Consciências) e a quarta (A Ruína do PAM e a Impotência da FAO), trazem referências importantes a Josué e à sua obra.
Ziegler conta a história e as mazelas da fome com base nas informações que colheu no correr de anos, em organismos internacionais.
Atualíssimo e de denúncia responsável, Destruição em Massa traz uma radiografia da fome no mundo e indicativos de solução que provavelmente jamais se serão aplicados porque, grosso modo, não é essa uma questão de interesse dos governos; e não sendo do interesse dos governos essa questão nunca terá um fim feliz, o que o autor lamenta com todas as letras quando lembra que a riqueza atual da terra daria para alimentar com folga quase o dobro da população do mundo, hoje estimada em 7 bilhões de pessoas.
E você que está nos lendo agora, quer saber a opinião de Ziegler sobre a fome que ainda faz sofrer e matar gente no Brasil? Então, leia o livro Destruição em Massa.

CARTUNISTA FAUSTO
Como costumo fazer, ontem estive na Praça Benedito Calixto, na região de Pinheiros, e para minha alegria revi, depois de anos, o amigo Fausto (abaixo, no clique de Andrea Lago), que é um baita cartunista. Revi também o compositor e cantor Ibys Maceioh. Aproveitei para almoçar com eles, depois de adquirir livros e discos na feirinha de bugigangas da praça.

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