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quinta-feira, 27 de julho de 2017

ANTÔNIO NÓBREGA NA CBN

Ouvi hoje à tarde, na CBN, do artista multitudo Antônio Nóbrega (foto). Ele falou, naturalmente, sobre cultura popular. A sua praia. Lembrou que falta ao governo uma pauta cultural que beneficie as pessoas que gostam de cultura. Lembrou também que há, no Brasil, centenas e centenas de orquestras de repertório erudito e essas sim contam com apoio do governo. E por que as outras não? E aí ele se referia às orquestras populares, como a de frevo de Recife.
Nóbrega esteve coberto de razão no correr da entrevista que deu à CBN, ao vivo. É como se fôssemos dois Brasis, o de cima e o de baixo. Aliás, tema de um belíssimo poema do poeta popular Patativa do Assaré (1910-2002). Ouça, na voz do seu filho Cidrão:



O Brasil de baixo é o Brasil dos pobres, dos descamisados, dos sem ninguém, dos órfãos e pés no chão. Isto é, o Brasil da cultura popular. O outro Brasil, o de cima, é o dos afortunados etecétera e tal. Aqui não resisto de lembrar uma tirada atribuída ao anárquico grego Diógenes, que viveu há 4 séculos a.C. A tirada é a seguinte, segundo Diógenes: "em casa de rico não tem nada o que fazer a não ser cuspir na cara dele". Não tenho nada contra rico nem pobre. Tenho contra a burrice nacional e privilégios particulares.
A entrevista findou com Nóbrega ao violão cantando uma música do rei do Baião, Luiz Gonzaga.
Faz-se urgente uma pauta cultural para todos os brasileiros. Até porque os espaços da cultura popular no rádio e na tevê não existem. Não confundir cultura popular com cultura de massa, massificada, dos safadões da vida.
Hoje também ouvi no rádio, na Band, acho, notícia de Brasília dando conta de que o presidente em exercício chamou o seu ministro da cultura de "secretário". Daí vê-se a importância que a cultura brasileira tem para o presidente da República. Quer dizer, ele nem sabe se tem ministério ou Secretaria da Cultura. Um horror, não?
E o Secretário de Cultura do Município de São Paulo, hein?
O Homem da cultura do prefeito Dória, o tal Sturm, foi demoradamente vaiado ontem à noite, 26, na abertura do 12º Festival Latino Americano de Cinema, no Memorial da América Latina. Sturm é aquele que ameaçou bater num agente cultural em maio, na Zona Leste da cidade. A que ponto chegamos, Deus do Céu!

BRINCANDO COM A HISTÓRIA (40):

Eu já disse, mas não canso de repetir: O cartunista Fausto é incrível, um dos mais atentos, antenados do Brasil. O mergulho que Fausto está dando na pré história é completamente fantástico. Foi neste Blog que ele iniciou esse mergulho. Vejam que pérola é esse saque do primeiro beijo pré histórico, a descoberta do amor.




quarta-feira, 26 de julho de 2017

VAQUEJADA, PEGA DE BOI E FORRÓ

O nome de Temer ardeu nas fogueiras juninas do Nordeste de Meu-Deus-do-Céu. Queimou que fedeu, entre paus e gravetos de segunda linha. E queimou e fedeu até no último domingo, 23, em Serrita, PE.
Em Serrita, cidade sertaneja localizada há pouco mais de 500 km da capital pernambucana, umas 70.000 pessoas tomaram cachaça, comeram carne seca, rabada e buchada até o sol por de volta sua cara por aquelas bandas. Esse povo todo curtiu vaquejada, pega de boi e forró com o paraibano Flávio José e forrozeiros da região.
Foi bonita a festa, pá.
Desde 1971, Serrita vem se transformando no palco da maior missa campal do Brasil, quiçá do mundo. É festa religiosa e profana, inspirada no assassinato do vaqueiro exuense Raimundo Jacó, ocorrido no dia 08 de julho de 1954.
Raimundo, nascido no dia 16 de junho de 1912, era primo legítimo do rei do baião Luiz Gonzaga.
A missa realizada domingo passado foi a 47ª.
A Missa do Vaqueiro foi criada pelo poeta repentista Pedro Bandeira, paraibano, e pelo já referido Luiz Gonzaga, e a primeira celebração realizada pelo Pe. João Câncio (1936-1989).
Lembro-me de Luiz Gonzaga contando a história do seu primo em entrevista que publiquei no extinto suplemento dominical da Folha de S.Paulo. Enquanto falava, Gonzaga emocionou-se várias vezes. Chorou, mesmo. Ele tinha pelo primo um respeito e encantamento profundos. Tão profundo e respeitoso que chegou a compor e a gravar uma belíssima música em sua homenagem. Esta:


Lembro-me também de João Câncio, a mim apresentado noutra ocasião em São Paulo, Capital. João abandonara a batina para casar-se. Assisti o abraço forte, afetuoso entre os dois. Gonzaga prometera ao amigo um "anel de doutor", pois ele acabara de concluir o curso de Direito. Quanta história!
Raimundo Jacó transformou-se numa lenda. Já era uma lenda, segundo o primo Gonzaga. Jacó parecia falar a mesma linguagem do gado. Sabia até os pontos exatos em que pastavam e se escondiam e fácil, fácil, localizava com presteza as reses perdidas. Aliás, foi a busca por uma rês perdida que o levou à morte: Um cabra o matou por inveja. Foi acusado formalmente, mas não condenado por falta de provas. Seu nome: Miguel Lopes.
Nessa história havia um cachorro, um vira lata que ia prá todo o canto com o seu dono, Raimundo Jacó. Depois de o corpo do seu dono ser localizado, velado e sepultado, o cachorro permaneceu por vários dias à beira do túmulo, sem beber e sem comer nada. morreu ali. A história é triste, acompanhe:



BRINCANDO COM A HISTÓRIA (39):



domingo, 23 de julho de 2017

AMIZADE E DIREITOS AUTORAIS


Um argentino fora do eixo encheu de cartas muitas representações diplomáticas para apoiá-lo na criação do Dia Internacional do Amigo. Isso foi pouco antes de o homem pôr suas patas na Lua, no dia 20 de julho de 1969. Naquele dia, Armstrong (1930-2012) -o homem da Lua- disse que o nosso planeta era uma coisinha de nada perdida no Universo. Pois bem, o Dia Internacional do Amigo virou uma realidade, comemorada no dia em que o homem desceu da Apolo XI e foi procurar São Jorge...
Lembro disso porque acabo de receber um telefonema do dileto e querido amigo piauiense Jorge Melo, um dos mais festejados craques da nossa música popular e doutor de respeito na área de direitos autorais, no Brasil. Ele ligou para dizer que estava com saudade, e lembrou do Papete, que partiu há dois anos para a Eternidade.
Jorge Melo iniciou a carreira há cinquenta anos, gravando discos autorais e produzindo discos dos outros. O cabra é de bom cabedal: ator, cantor, compositor, instrumentista, cordelista, o escambau.
Você sabia, meu amigo, minha amiga, que Jorge recebeu há anos o desafio de pôr os pingos nos is no tocante à questão autoral dos direitos do Hino do Corinthians? 
Direitos autorais é uma questão complicada no mundo todo, especialmente no Brasil.
Eu mesmo levei peia nessa questão. Perdi por não receber o que deveria com livros e músicas. A última vez que recebi algo do ECAD não deu prá sequer fazer uma feira aqui de lado, na rua Antonio Gordo. 
Há poucos dias entrou e saiu de cartaz em São Paulo, um filme sobre nosso dileto autor pernambucano João 
Leocádio da Silva (1935-2013). Clique para ver uma das últimas entrevistas que ele me deu:


Não sei quem dirige o filme, O que me dizem é que a trilha sonora é toda recheada de músicas do João, mas seus herdeiros não receberam até agora nadica de nada e que sequer as editoras musicais foram consultadas.
Isso dá rolo. João é o autor mais frequente do repertório do Rei do baião, Luiz Gonzaga, por baixo passa de 900 o número de músicas de sua autoria, começou a gravar ali pela metade dos anos de 1950. 
São poucos os artistas que não têm o que reclamar do ECAD, entre os quais Caetano, Chico, Roberto, Milton e os sertanojos das paradas de sucesso.
Braguinha, o grande Braguinha (1907-2006), parceiro do gigante Noel Rosa, dizia que não recebia nada ou quase nada dos direitos da extensa obra que construiu. O Vandré reclama disso até hoje.

sábado, 22 de julho de 2017

NÃO HÁ FUTURO SEM PASSADO, E VIVA TINHORÃO!

Viver é bom demais, que o digam meninos como José Ramos Tinhorão. No dia 07 de fevereiro do ano que vem, Tinhorão entrará soberbamente na casa ainda pouco frequentada dos 90. E ontem, como toda sexta, ele chegou supimpa e serelepe dizendo que suspeitava estar entrando na chamada fase da velhice. "Ser velho é uma merda!"
Rimos muito.
O humor do Tinhorão é do tamanho da sua sabedoria, ou seja: enorme.
No começo deste mês, o gaúcho Paixão Côrtes inaugurou a casa dos 90. Paixão, como Tinhorão, tem muito o que falar. E já falamos, trocamos ideias, sobre vida e cultura popular. Foi no tempo em que eu apresentava um programa na Rádio Trianon, daqui de Sampa.



Inezita Barroso Adorava Paixão Côrtes e dele chegou até a gravar músicas. Mas voltemos a Tinhorão.
O Brasil deveria ou deverá tomar vergonha na cara e abrir-se em homenagens a José Ramos Tinhorão. Tinhorão merece todas as glórias, todos os louvores, por ser quem é e pela obra grandiosa que nos tem legado. Este ano ele já publicou livro novo e ano passado também. E agora mesmo está às voltas de outro, dessa vez sobre a poética licenciosa da arte e compositores brasileiros. Estamos nessa, junto com Rômulo Nóbrega, Roberto Luna, Kyldemir Dantas, Oliveira de Panelas, Téo Azevedo e outros e outros, amigos e comparsas.
Eu já disse e repito, a obra de Tinhorão que beira uns 40 livros, precisa ser adotada em todas as escolas públicas e privadas deste país varonil. Ler faz bem, tanto que Tico e Teco agradecem.
Atenção Edu Ribeiro, Barão, Audálio, Luciano Martins e Zé Hamilton Ribeiro: Preparemo-nos para uma bela entrevista sobre José Ramos Tinhorão para o portal Jornalistas&Cia. Atenção, atenção Brasil, Tinhorão está indo ocupar bela cadeira na casa de poucos, a 90.
Ah! Tinhorão foi o jornalista que criou a foto-legenda no JB, por onde se aposentou.

PRESENTE

Um país sem passado, que não respeita seu passado, que não estuda seu passado, que não prima por seu passado, não pode ter um bom futuro. Não há futuro sem passado.

O HOMEM MORRE, A ESPERANÇA NÃO!

Carroças e carroceiros, desde a Idade Média existem.
Os carroceiros são modernagem desde sempre. E importantíssimos, desde a Idade Média. 
Nesta nossa Idade, relegamos a último estágio o carroceiro. Quão idiotas somos, não é mesmo?
Carroças e carroceiros são e serão importantes o tempo todo neste mundo modernoso em que vivemos.
Um homem carroceiro morreu. Tinha 39 anos e era paulistano. 
Quantos homens paulistanos e de 39 anos há no Brasil, no mundo?
Esse homem de 39 anos, paulistano, tinha por nome Ricardo Silva Nascimento.
Ricardo, tantos Ricardos brasileiros, recebeu tiros no peito à queima roupa, sem poder defender-se.
Ricardo foi morto pela polícia.
Quantos Ricardos ainda morrerão, inocentemente, pelas balas policiais?
Ricardo foi brutalmente assassinado na quarta, 12. Pessoas se movimentaram e levaram o nome do Ricardo à consciência popular.
Uma missa foi rezada em memória de Ricardo.
Que Deus nos proteja da Polícia!




BRINCANDO COM A HISTÓRIA (38)




domingo, 16 de julho de 2017

DITOS, AS PÉROLAS DO POVO

A cultura popular e seus ditos são fantásticos, portadores de grande sabedoria, certo? 
A cultura popular está em todo o canto, como em todo o canto está o povo.
A cultura popular é resultado da vivência do povo. E isso se acha no teatro, no cinema, na música, nas artes em geral. E uma coisa puxa a outra. Por exemplo quando algo não interessa aos político, eles dizem desconhecer a causa ou a razão dos fatos. Quer ver? Lula nunca soube de nada, especialmente das acusações que lhe são feitas, é o que se lê, é o que se ouve. 
O nada saber de Lula faz-me lembrar o filósofo grego da Era Clássica, Sócrates.
Sócrates foi condenado à morte no ano 4.000 a.C., sob a acusação de corromper a juventude e negar os deuses do seu tempo. Corromper no sentido de convencimento de ideias e ideias. Sócrates, como se sabe, já nasceu avançadíssimo para o seu tempo. Tanto que ele e sua obra sobrevivem. 
Ao escolher o tipo de morte, Sócrates escolheu a cicuta. 
Além da obra, Sócrates legou à Eternidade a frase clássica: "Só sei que nada sei". Simplicidade profunda, profundíssima, não é mesmo?
Pode se dizer que Sócrates foi vítima da Justiça de seu tempo. A Justiça destes tempos acaba de condenar o ex presidente Luiz Inácio Lula da Silva a 9 anos e meio de cadeia. Justiça ou injustiça?
Ao fim do laudo condenatório o juiz Sergio Mouro recorreu à sabedoria popular: "Não não importa o quão alto você esteja, a lei ainda está acima". 
Uma coisa puxa a outra: "Aqui se faz, aqui se paga". Outra: "A Justiça tarda mas não falha". Mais uma : "Olho por olho, dente por dente". E esta, que está na boca de todo mundo: "Pau que bate em Chico bate em Francisco. E tem aquela também: "É pau que bate em doido!".
Olho por olho etc., tem origem babilônica, tá na Bíblia. Consta que foi dita muitos séculos antes de Cristo vir ao mundo. Tem pinta de vingança.
Já a Justiça tarda etc., veio do povo português, como tantas outras. 
A ideia de justiça foi amplamente exposta e discutida por Aristóteles.
Segundo a visão aristotélica, justiça é uma coisa para ser aplicada igualmente a todos. É aquela história de a Lei ser para todos. A injustiça é uma variante da justiça, que recai muitas vezes sobre a cabeço do povo que não tem grana pra pagar a advogados de elite, como esses que estão ai a defender lustrosos nomes da República. 
Uma vez questionado sobre lei, Getúlio Vargas teria dito: "A Lei? Ora a Lei!". Ele também teria dito a seguinte frase: "Para os amigos tudo, para os inimigos a Lei".
Para ilustrar, um poeminha que acabo de compor:

Diógenes foi um craque
Do escracho e do saber
E viveu por muito tempo
Tentando só entender
Por quê se rouba tanto
Desde sempre até morrer

Cego, pobre e doido
Ele partiu após dizer
Que Deus não teve culpa
De o homem escolher
O verbo Ter antes do Ser
Como via prá viver

Assim o tempo passa
Sem o homem perceber
Que entrou em parafuso
Nas entranhas do seu Ter
E é certo que nem sabe
Que perdeu-se do seu Ser.

Após elo perdido
partido, o que fazer?
Terá salvação salvação?
Ou ele irá morrer
No pó e na sujeira
Dos escombros do Poder?






BRINCANDO COM A HISTÓRIA (37)








sexta-feira, 14 de julho de 2017

FORRÓ PRÁ TODO MUNDO

Anastácia, a bam bam bam do Forró telefona toda feliz para dizer que as dores fortes que sentia nas penas sumiram, depois da intervenção cirúrgica feita há poucos dias no HC. Cirurgia simples, da vesícula. Agora está em casa, de molho, mas já se preparando para apresentações no Espírito Santo e em Sergipe. Depois disso, já no primeiro dia de Setembro, já estará na Espanha rumando em seguida a Portugal. É a primeira vez que sai do Brasil, de mala, mas deixando a cuia cá na terrinha. Além disso, tem novo disco chegando ao que sobrou do mercado na próxima semana ou na outra.
Viva Anastácia!
O sanfoneiro Targino Gondim é outro que sai do Brasil pela primeira vez. Ele viajou ontem e hoje já tem apresentação em Angola. De novo estará conosco semana que vem. Targino é o coautor do sucesso Esperando na Janela, gravado por tudo quanto foi intérprete. Gil, inclusive. 
Mês passado, o canal Futura e a Tevê Caatinga levaram ao ar a série de quatro episódios intitulada Sou Forró. Apresentada por Targino, a série reuniu grandes nomes do nosso forró, entre os quais Genival Lacerda e Maciel Melo. Eu participei do último episódio falando sobre danças populares. Curtam:



TÉO AZEVEDO

O cantador mineiro Téo Azevedo só saiu do Brasil uma vez, hás muitos anos. Foi cantar e tocar em Portugal, onde identificou-se com as raízes populares. Em Setembro, acho que dia 19, ele não estará na Alemanha, mas na Alemanha será lançada uma produção musical sua em vinil, LP. Trata-se do primeiro de quatro discos de chorinho que ele acaba de produzir, todos com músicas suas, instrumentais. O primeiro eu já ouvi e gostei demais. Na verdade surpreendi-me deveras com o que ouvi. Téo é um danado. Ontem ele esteve conosco, trazendo à tiracolo o cantor, também mineiro, Toni Agreste e rapadura e uma boa cachaça. Viva Téo.

CHIQUINHA GONZAGA

A mais fértil compositora musical brasileira, Chiquinha Gonzaga (1847-1935), ainda não caiu de vez no esquecimento popular, felizmente. Chiquinha era para ser lembrada, tocada e aclamada todos os dias, inclusive nos templos de música erudita. A propósito, praticamente despercebida ocorreu a apresentação da peça Aprendiz de Maestro - O Forrobodó de Chiquinha, na Sala São Paulo, com renda destinada às Crianças e Adolescentes portadores do mal do câncer. Foi no último dia 1º. O espetáculo contou com a participação do grupo musical As Choronas.

VIDA E MORTE

A vida e a morte são eternos temas na cultura universal, em todas as línguas. São milhares os idiomas e dialetos falados nos quase 200 países catalogados pela Organização das Nações Unidas ONU. Temos certeza absoluta de uma coisa: que vamos morrer, e quem vai nos levar, a morte. Eterno, portanto, a penas a vida e a morte.

BRINCANDO COM A HISTÓRIA (36)



quinta-feira, 13 de julho de 2017

O HOMEM, INIMIGO DO CACHORRO...

Acha-se nas páginas do folclore o seguinte: "cachorro é o melhor amigo do homem". Ouvi hoje na Tevê a notícia sobre a aposentadoria de um labrador de nome Popó. Popó tem 11 anos de idade e era queridíssimo por policiais rodoviários. Uma policial, despedindo-se de Popó abraçou-se a ele e não conteve as lágrimas.
São muitas as notícias que têm cachorros como personagens. 
Mais ou menos oito séculos antes de Cristo, um cidadão criou uma história de amor, paixão e guerra. Essa história andou de boca em boca por muito tempo e hoje é lida em quase todas as línguas conhecidas. Refiro-me à obra-prima Odisséia, de Homero. Homero era um cego como eu, mas muito mais criativo.
Em Odisséia acha-se um personagem chamado Argus. Argus é um cachorro. Durante uns 20 anos o seu dono, Ulisses, andou mundo afora procurando o raptor de Helena. Helena era a mulher de Menelau. Veja o resumo dessa história na música de Otacílio Batista, interpretada por Zé Ramalho.


É uma história bonita. Ao regressar, Ulisses foi imediatamente reconhecido por Argus. Argus estava terrivelmente debilitado, tanto que deu o último suspiro assim que reconheceu o seu dono.
Lembro-me de muitas histórias envolvendo cães.
Ali pelo século 5 a.C., uma cachorra, diz a lenda, amamentou os irmãos Rômulo e Remo. E surgiu Roma.
Quem, do meu tempo, não se lembra do pastor alemão de origem francesa Rim Tim Tim? O dono de Rim Tim Tim era um menino que nos momentos em que se achava em apuros, bastava dizer: "Rim Tim Tim"! Foi um seriado que passou entre os anos de 1950 e 1960.
Sim, são muitas as histórias que envolvem cães.
O alagoano Graciliano Ramos, na sua obra-prima Vidas Secas nos traz a história de uma família formada por um casal, dois filhos, um papagaio e uma cachorra. Baleia, a cachorra, é quem salva a família da fome, caçando preás. No fim da história, Baleia é morta com um tiro na cabeça.
Além de Graciliano outros grandes autores brasileiros inseriram em suas histórias cachorros de todos os tipos e comportamentos. Vocês já leram o Auto da Compadecida, do paraibano Ariano Suassuna? Quem não leu, leia. E a história do Cachorro que Defecava Dinheiro, de outro pernambucano, o cordelista Leandro de Barros?
Os cachorros prestam os mais diversos tipos de serviços ou auxílios aos seus donos, além de divertir crianças de todas as idades.
No Brasil há cerca de 6 milhões de pessoas cegas, parcial ou totalmente.
Não são ainda muitos os cegos que se utilizam de cães guia. As informações que tenho a respeito é que não é fácil treinar e cuidar de cães guia. Mas, dizem, cego com cão guia está no céu. E deve, mesmo!
Os cães surgiram lá prás bandas da Ásia, há uns 20, 30, 100 ou 300 mil anos. Os estudiosos ainda não definiram a data exata.
Os cachorros descendem dos lobos. Aliás, o nosso cartunista especial Fausto fez um homem pré histórico adotar um animal, Lobinho.
Existem cerca de 30 milhões de cães nas ruas do Brasil, abandonados.
No Brasil existem cerca de 65 milhões de domicílios. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, 44,3% desses domicílios têm pelo menos um cachorro e 17,7% um gato, no total, segundo a pesquisa do IBGE, publicada há dois anos, adotados há pelo menos 52 milhões de cachorros e 22 milhões de gatos.
Comecei este texto fazendo referência ao cachorro como melhor amigo do homem. E o homem do cachorro, o que é?
Foi não foi, nos deparamos com notícias entristecedoras. Notícias de homens que agem criminosamente contra os cães, verdadeiros seriais killer. Agora mesmo uma notícia que dói: Panda foi assassinada. Covardemente assassinada por alimento envenenado. O caso aconteceu na rua onde morava a querida Inezita Barroso, logo ali no Bairro da Água Branca, perto do Parque de mesmo nome e do Alianz Parque. Fica a pergunta, o homem que matou Panda é homem? Ou um bicho que não presta?
Sim, esse é mais um caso policial.

BRINCANDO COM A HISTÓRIA (35)


segunda-feira, 10 de julho de 2017

Cultura Popular, a alma do ser

Como é bom viver.
Como é bom viver e reencontrar pessoas queridas.
Eu vejo tanta gente, e tanta gente querida, que vem me ver e me ouvir, de modo que nem sei por que.
Ontem eu liguei por Boldrin, Rolando, e ele pediu pra eu ligar depois. Não entendi. Eu ligo pra Vital Farias e Vital me liga. Meia noite, duas da manhã. Algo parecido com Vandré. Sempre atento, sempre ouvindo.
Gato com Fome é um grupo que eu adoro.
Valdeck de Garanhuns acabou de sair daqui. E antes de sair, cantou, brincou, junto com a mulher Regina. E os Gato com Fome...
Gato com Fome é o nome de um grupo musical, paulistano, que se encantou com o Valdeck de Garanhuns.
É assim que é o Brasil: cultura popular em todos os meios e sentidos, campos e artes.
Cultura popular é a alma do ser.

quinta-feira, 6 de julho de 2017

NEGREIROS ETERNOS




O mundo está doido. Mas não quero falar disso.
O mundo sempre foi maior do que imaginamos. O mundo é simples, todo simples. Nós somos imundos. Nós não gostamos de nós. Há explicação para isso?
É quase normal, porque normal não é esquecermos de tudo, de tudo e quase tudo de nós.
A tarde do dia 6 de julho de 1871 carregou um homem chamado Antonio Frederico de Castro Alves, baiano nascido no coração dos sonhos e da liberdade.
Castro Alves guerreiro, mestre da palavra e sonhador da liberdade.
Nestes tempos loucos em que vivemos, a liberdade não significa nada.
Castro Alves, que partiu para a eternidade aos 24 anos, 3 semanas e 1 dia (1847-1871), deixou a lição que não aprendemos: viver com alegria, respeitar um ao outro, cantar, dançar, dizer coisas lindas um para o outro...
Castro Alves tentou nos ensinar o viver, o bom viver, o estar bem um com o outro. Castro Alves  foi e é um professor da vida, e com ele, parece, não aprendemos porque não queremos... Que pena, não é?
Castro Alves tinha muito respeito pelo seu avô materno, José Antonio da Silva e Castro, o "Periquitão", herói da Independência do Brasil. Sob o comando do avô de Castro Alves, estava Maria Quitéria.
Meu Deus, como é grande e forte a história do Brasil!
Eu, um besta, não posso reclamar de nada. Meus amigos, meus heróis, continuam a mim me abraçando.
Só não vê quem não quer ver.   E sabe por que? Porque é tudo muito rápido e a história é como se fosse um passado inatingível.
O passado é presente, se quisermos.
A gente, presente, aprende com o passado.
O ontem é hoje, se quisermos.
Castro Alves, o poeta que fez a transição do romantismo para o realismo, nos leva se quisermos, a entender o social que vivemos.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

E A AUTO ESTIMA DO BRASILEIRO, HEIN?

A saúva, nas suas mais diferentes formas, está roendo a raiz da honestidade e do respeito brasileiros. Não é de hoje que isso acontece, mas nunca com a intensidade que tem deixado o povo tão abismado, tão surpreso, tão decepcionado, tão triste.
Uma bala perdida, mais uma, achou  o útero de uma jovem de 29 anos no Rio de Janeiro. Grávida de 9 meses, a jovem foi levada às pressas a um hospital público onde ainda se acha. Seu bebê, atingido gravemente, já está paralítico e entre a vida e a morte.
Em São Paulo, um brasileiro foi submetido a uma cirurgia no hospital do Servidor e de lá saiu com um grampo na barriga. Depois de receber alta ele reclamou de dores intensas e os médicos disseram-lhe que não era nada. Depois de insistir durante dias, o paciente finalmente recebeu a informação do grampo, que ainda lhe provoca enormes dores. 
Numa cidadezinha do Triângulo Mineiro, uma mulher foi presa furtando shampoo num supermercado. Um advogado entrou com pedido de soltura no STF, onde o ministro Edson Fachin recusou o pedido e a mulher continua presa. Fachin é o mesmo juiz que soltou o Homem da Mala, pego com a mão na botija. O STF é uma loucura, não é? O Congresso também. Enquanto isso estão soltos na buraqueira Aécio e sua irmã, a mulher do Cunha, Jucá, Lula, Dilma, Renan, Gedel, Temer, Kassab, Moreira Franco, Eliseu Padilha e mais e mais e mais larápios da nossa cidadania. Aliás, sugiro que abram-se todos os presídios do País e solte-se todos que lá estão, inclusive o Sérgio Cabral, cuja mulher já está solta. 
Você sabia meu amigo, minha amiga, que as cadeias brasileiras abrigam pelo menos 300 mil presos provisórios.
Sexta feira passada a Câmara Federal estava completamente vazia. Não, vazia não: um deputado foi flagrado marcando ponto. Detalhe: o tal estava lá porque a Justiça assim decidiu. Ele tem que marcar ponto diariamente e voltar para a cadeia à noite.
Esse Brasil, melhor, as autoridades do Judiciário, Legislativo e Executivo são de lascar, não é mesmo?
Prá ver como são as coisas: Eu ia falar hoje sobre a independência da Bahia.

BRINCANDO COM A HISTÓRIA (34)







sexta-feira, 30 de junho de 2017

ARMADILHAS CONSTITUINTES


Dia 28 deste mês motivo havia para que se comemorasse o Dia Estadual do Choro. Mas não houve comemoração nenhuma sobre tão importante data. 
O Dia Estadual do Choro foi criado em homenagem ao paulista Anibal Augusto Sardinha (1915-1955). Augusto ficou famoso pela categoria com que tocava violão. Começou a tocar bem cedinho, com 12, 13 anos de idade, daí veio o apelido que o tornou famoso em boa parte do mundo: Garoto. Ouça-o acima. A respeito dele há um livro muito bem feito assinado pelo criador do gênero musical Jequibau, Mario Albanese.
No dia 29, algo igual poderia ter sido feito pois, nesse dia, a Igreja Católica trouxe para o seu calendário o nome do pescador Pedro, Petrus, Pedra, primeiro Papa Cristão. Pescador de primeira, irmão de André. Foi André que apresentou Pedro a Cristo e cá estamos, batendo palmas para Pedro, pedra, vida cristã.
No começo era o verbo, hoje é verba.
Não vou dizer que o Congresso seja fechado, jamais.
Por pior que seja, temos que nos encarar diante do espelho. O que está aí, democracia, fomos nós que conquistamos. A invenção vem de Petrus, da Grécia.
Demo é povo, não é diabo.
Diabo é o que em nome da democracia se inventou para nós, demo, povo.
A Constituição Brasileira em vigor, aprovada em 1988, é a melhor de todos os mundos. Tão boa, que é ruim para nós.
A Constituição Estadunidense tem, acho, 12 ou 14 artigos. E foi aprovada  pelo Congresso representante do povo Norte americano há mais de 200 anos.
A Constituição brasileira foi feita para defender a bandidagem. A bandidagem de hoje.
A Constituição Cidadã, assim chamada por Ulisses Guimarães está aquém do povo. E povo besta é o que somos.
Meu amigo, minha amiga, você chegou a ler a primeira Constituição do Brasil?
A primeira Constituição Brasileira data de 1824 e recebeu a chancela do imperador Pedro II.
A primeira Constituição Republicana data de 1891. A chancela foi do Marechal alagoano Deodoro da Fonseca, que durou, legalmente, nove meses no cargo como presidente da república.
Meus amigos, minhas amigas, a Constituição Cidadã é uma porcaria. Que o digam os ladrões pé rapados, os ladrões de galinhas, os errados de pé no chão, rachados.
O Aécio, o Eduardo não sei de quê, esses canalhas todos, incluindo o temerário Temer, cafajeste, são todos cheiros da pior espécie. E pelo andar da bicicleta sobreviverão.
Opa! levaram minha carteira!

FESTAS POPULARES

O telefone cá de casa não parou de tocar depois que, bonitão, apareci na televisão falando sobre a cultura popular brasileira no canal Futura. Foi hoje, todo mundo sabe, e se você me viu hoje, me veja também amanhã na tevê Caatinga, às 11 hs. Mas eu sei que você vai gostar. Ligue domingo às 11 hs da manhã também que eu lá estarei sorrindo prá você e falando sobre as origens das danças populares. Pelo que me disseram, ficou foi bom. O programa, Eu Sou o Forró, é apresentado pelo meu amigo sanfoneiro Targino Gondin. Cabra bom da gota serena!


BRINCANDO COM A HISTÓRIA (33)

O cartunista Fausto, o Faustinho, de Reginópolis, SP, é um gênio. Todo mundo sabe disso, não é mesmo? A sacada que ele teve ao por ao mundo da inteligência e da sensibilidade as tirinhas que contam a história da história é algo realmente absolutamente fantástico. Tirar os homens da caverna, que somos nós, e dar vida a eles nos tempos atuais é coisa que só faz quem pensa além do tempo. O Fausto é foda!



terça-feira, 27 de junho de 2017

VIVA O OITENTÃO BOLDRIN!

O paulista Rolando Boldrin já está habitando a casa dos oitenta. Festas e palmas para ele, merecidamente.
Ontem o programa Roda viva trouxe às falas o SR. Brasil. Uma boa bancada cuidou de fazê-lo lembrar causos e passagens curiosas e engraçadas da sua vida.
Boldrin é o cara.
Conheci Boldrin no tempo em que eu era repórter da Folha. O meu primeiro encontro com ele foi no Teatro Nídia Lícia, ali pelos lados do bairro da Liberdade, onde ele gravava o programa Som Brasil, da tevê Globo. Foi ali que conheci também o embolador de coco Chico Antônio, personagem do paulista Mário de Andrade no Livro O Turista Aprendiz.
No começo dos anos de 1990, eu e Boldrin fomos convidados pela extinta gravadora Continental para cuidarmos de uma coleção de artistas caipiras. Essa coleção, Som da Terra, saiu em 1994, acho, com 25 ou 26 discos nos formatos de LP e cedê e também em gravação prá fita cassete. O primeiro da série foi Cornélio Pires e o último, Boldrin. Eu terminei fazendo sozinho essa coleção, sozinho aspas, ninguém faz nada sozinho, mas o Boldrin me deixou na mão. Mas compreensivelmente, porque ele sempre foi um cara corrido, ocupado e pendente para o "não". No cotidiano, rotineiramente, ele diz mais "não" do que "sim". É seu jeitão. Aliás, o cedê que encerra a coleção ele o comprou em Nova York. Foi o que me disse, pelo menos.
No tempo em que eu apresentava o programa São Paulo Capital Nordeste, na rádio capital AM 1040, eu o convidei várias vezes para uma prosa no ar, ao vivo, e ele sempre dizendo "não". Dizendo não, porque etc. Até que um dia, uma noite melhor dizendo, ele chegou de repente e emburacou no estúdio de onde eu transmitia o programa. Foi um papo arretado, com ele e Théo Azevedo e uma dezena ou mais de artistas presentes. E ele com uma garrafa de vinho debaixo do braço, que cuidou de tomá-la inteira, sozinho, no decorrer do programa. e eu querendo dar uma bicadinha e ele "não".
O compadre Boldrin é assim mesmo, bom de papo, bom de prosa, bom de vida e sem frescuras, simples como botar cana num copo e beber.
Como se não bastassem o seu talento e maneira simples de ser, Boldrin ainda tem preocupação pela cultura musical brasileira. Ele é fonte de pesquisa e como tal também pesquisa. Uma vez Boldrin me surpreendeu quando disse que tinha uma música inédita de Noel Rosa. Fiquei curioso e ele cantarolou dizendo como ouvira pela primeira vez essa inédita do cantor e compositor da Vila. Já falei a respeito e procure nesse blog, numa postagem de um ano que não me lembro, que acharão.
Eu ri muito ouvindo Boldrin falando da sua vida ontem, na tevê cultura. Pena que não posso mais vê-lo.


JULIO MEDAGLIA

Enquanto dito estas linhas à amiga Cris Alves, ouço na rádio Cultura FM o programa Fim de Tarde, do querido maestro Julio Medaglia. Ele está apresentando belíssimos duetos extraídos de trilhas de filmes como West Side History e óperas como O Elixir do Amor, de Donizetti. Como se vê, ainda há boas coisas para ouvir. 


segunda-feira, 26 de junho de 2017

O BRASIL E A VERGONHA DO BRASIL

Segundo a Organização das Nações Unidas, ONU, oficialmente nosso planeta acolhe 197 países. A Noruega, país onde o temerário Temer cometeu um vexame danado, encabeça a lista dos dez países mais evoluídos e organizados do mundo. É o que nós, bestas, chamamos de “país de primeiro de mundo”. De primeiro não, primeiríssimo.
O nosso mundinho de meu Deus do Céu está em perigo, numa peiínha de nada.
Os perigos que nos rondam são muitos.
Na América do Norte tem o doido varrido Donald Trump. Ele está com a bomba na mão.
Na Coreia do Norte, tem outro doido com a bomba na mão: Kim Jong-un.
Bom, se esses caras estão com a bomba na mão, nós estamos com o que? Com azar, né?
Essa conversa é para dizer que esses caras parecem ser de outros planetas. De outros planetas também parecem ser os políticos deste Patropi.
Vocês já repararam que o Temer está com a fuça igualzinha à do Eduardo Cunha, um ET da Casa do Chapéu? Pois é, os homenzinhos cada vez ficam menores no campo da política brasileira. E o Temer enfiando eles no bolso, comprando com o dinheiro da gente. O balcão de negócios está sempre aberto aos homenzinhos da vida.
Esses caras do Congresso, que sabe-se lá Deus como os pusemos lá, são uns trolhas, assaltantes do dinheiro público.
Pesquisa no último fim de semana divulgada pelo Data Folha, o Temer está mais pra baixo que castanha de caju. O povo brasileiro, representado na pesquisa, colocou o marido da Marcela com índice de 7% de aprovação, numa escala que vai de zero a cem. Mais baixo que ele, só o Sarney em 1989.
E prá terminar, uma tristeza:O Câmara Cascudo (1897-1986), nosso mais importante estudioso da cultura popular iria ficar fulo da vida se soubesse que menos da metade do povo tem vergonha de ser brasileiro. Isso foi o que captou a mesma pesquisa que põe o Temer lá embaixo.
Cascudo costumava dizer que “o melhor do Brasil é o brasileiro”. Há uma entrevista muito interessante que fiz com ele publicada na Folha. Leiam: 

VIVA SÃO JOÃO! 

Há dez anos a Globo levou ao ar uma reportagem muito bonita sobre a festa de São João no Nordeste. Eu participo dessa reportagem e falo sobre um monte de coisas referentes ao período junino e ao Nordeste. O cantor e compositor piauiense |Jorge Melo também participa da reportagem cantando Asa Branca. E sobre essa primeira gravação em disco. São paulo é a capital brasileira que acolhe, historicamente, o maior número de nordestinos. Cliquem e não deixem de clicar também no último vídeo desta postagem.  







sábado, 24 de junho de 2017

HOJE É O DIA MUNDIAL DO DISCO VOADOR.

Hoje é o dia mundial do disco voador. Pois bem, quem já não ouviu a história de alguém que viu ou andou no disco voador? 
Muita gente acredita em disco voador. Você acredita? 
Elomar jura por Deus que já viu disco voador e acredita em disco voador e em seres extraterrestres.
Elba Ramalho já falou, publicamente, que acredita em disco voador. E como ela e Elomar, bilhões de pessoas acreditam que há vida no espaço, além de nós que habitamos e destruímos ao mesmo tempo este planetinha chamado Terra.
Nos meus tempos de Folha, entrevistei Erich von Daniken, autor do best seller Eram os Deuses Astronautas? A entrevista foi publicada na Folha Ilustrada, que chamou à época, uma ano qualquer dos oitenta, a atenção de muita gente.
Há filmes, peças de teatro, músicas e teses em todas as línguas, a respeito do tema.
Vamos ouvir algumas músicas?


VIVA SÃO JOÃO!

João, filho de Zacarias, nasceu na Galiléia e virou santo depois de morto. Aliás, João é o único santo da Igreja católica a ter o seu dia de nascimento comemorado. Assim como ele, só Jesus  e a sua mãe, Maria. João foi a pessoa que batizou Jesus no rio Jordão. Ambos são primos.
João é o principal santo homenageado do chamado ciclo Junino ou Joanino.
No começo de tudo, as festas que se realizavam neste mês de junho no Brasil e e em outros países, eram pagãs, ocorriam no solstício de verão. Tempos de frios na Europa e boa parte do oriente. Nos primeiros anos da Era Cristã, a Igreja assumiu as festas que ilustrou com os nomes de Antônio, João e Pedro.
Antônio é , no mundo popular, o santo casamenteiro. E ele nunca se casou. Era português de Lisboa.
João ganhou o sobrenome pelo gosto que sempre teve de batizar gente nas águas do Rio Jordão. Foi preso, torturado, morto e decapitado a pedido de uma filha de Heródes, na época o rei do pedaço. O pai de João era pescador e a mãe, doméstica.
Pedro, como o pai de João, vivia de pescar. No imaginário popular, ele é o chaveiro do céu. Foi o primeiro Papa da Igreja Católica.
A história da fogueira nas festas de São João surgiu por iniciativa de Isabel, prima de Maria. Maria, como Isabel, teve a gravidez anunciada pelo anjo Gabriel. As duas combinaram que uma fogueira seria acendida para anunciar o nascimento de João. E assim foi feito. Maria saiu de onde estava para ajudar a prima, já idosa e aparentemente sem condições de ter filho, nos serviços pós parto.
A música que caracteriza as festas juninas, no Brasil, têm na sua origem o toque bonito da sanfona de Luiz Gonzaga, o rei do Baião e de outros ritmos. Mas, hoje, a alegria musical dessas festas está sendo completamente descaracterizada, principalmente nas capitais. E chega de sertanojo e breganejo.E eu fiz isso aqui:

O céu fica enfeitado
Nas noites de São João
E alegre o povo dança
Nos forrós lá do Sertão
Embalado pelo som
De Luiz, rei do Baião

É uma festa bonita
A festa de São João
Tem pipoca e pau de sebo
Arrasta-pé e rojão
E a dança da quadrilha
No terreiro ou no salão

Tem de tudo nessa festa
Tem fogueira e tem quentão
Tem comadre e tem compadre
Arrastando os pés no chão
E todo mundo gritando:
Viva o Senhor São João













BRINCANDO COM A HISTÓRIA (32)


sexta-feira, 23 de junho de 2017

TINHORÃO, RÔMULO, VITAL FARIAS E HUMOR.

O dia foi bom, foi bom demais.Como toda sexta, Tinhorão esteve aqui trocando papo sem sopapo comigo. E como sempre falamos de tudo, inclusive sobre o constrangimento geral que o Brasil, hoje, sofre.
Temer foi recebido pelo sub sub sub sub qualquer coisa antes do presidente Putin, antes de o próprio Putin recebê-lo coma frieza que caracteriza o tempo russo. Putin assinou meia dúzia de coisas sem importância nenhuma, que para Temer foi o máximo. Bom, pelo menos ele escapou de ficar na Sibéria...
Na Noruega, Temer foi de novo humilhado. Na verdade quem foi humilhado foi o povo brasileiro, nós. Lá ele teve de ouvir da primeira ministra, Erna Solberg,que o Brasil passará a receber somente a metade da grana destinada à preservação da Mata Amazônica. Nova humilhação...
Ah! e no parlamento norueguês, Temer nervoso trocou a Noruega pela Suécia e o parlamento Norueguês pelo parlamento brasileiro, duas gafes imperdoáveis...
Mas o dia hoje, cá em casa, foi bom. Bom não, ótimo.
À distância, pela linha Graham Bell falamos com o biógrafo do radialista e compositor pernambucano Rosil Cavalcanti, Rômulo Nóbrega. Depois falamos com Vital Farias, autor da obra prima Saga Amazônica. E Vital cantou, cantou, cantou, e mostrou os arranjos sinfônicos que fez para algumas das suas músicas e que estarão no seu próximo disco.
Muitos de vocês hão de perguntar por que falo tanto de Tinhorão. Simples: José Ramos Tinhorão é um dos mais importantes brasileiros. Sua obra, como historiador é inestimável. Tá bom?
Tinhorão está pesquisando, agora, textos poéticos que têm a ver com putaria. Ha ha ha ha, sim, putaria.
Com isso ele estará, certamente, desmascarando parte da hipocrisia humana. Não podemos esquecer, aliás, que sexo e palavrões fazem parte do repertório humano. Choca, muitas vezes. Mas é a realidade ora escondida, ora escrachada. 
Há muitas paródias que o povo tornou clássicas, inclusive de Asa Branca. O humor está presente em todo canto e usa muitas vezes repertório de baixo calão. Quem não se lembra do Costinha (Lírio Mário da Costa, 1923-1995)?
E viva a cultura popular! 







BRINCANDO COM A HISTÓRIA (31)


quinta-feira, 22 de junho de 2017

CHEGAR AOS OITENTA É VIVER...

Na foto três amigos: Anderson Gonzaga, Assis e Beto Jr.
A televisão chegou ao Brasil em 1952, por iniciativa do meu conterrâneo Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Mello (1892-1968). Foi em setembro e eu tinha 2 anos de idade. Ele fundou o maior e mais importante, até hoje, Império da Indústria da Informação. A Globo veio depois.
O teatro, no Brasil, surge na tevê pelas mãos do Chateau. E a novela também.
Eu tenho amigos e amigas que adoram novelas.
A televisão engorda, você sabia disso?
Mas não é sobre isso que eu quero, hoje, dizer coisas.
Chateau morreu com 75 anos de idade. Viver faz um bem danado. Meu Deus, por que as pessoas têm medo da idade e a negam quando chegam lá?
Inezita Barroso, minha querida amiga, achava muita graça quando as suas amigas negavam a idade que tinham. A rainha do Baião Carmélia Alves, também. Gargalhavam a cada mentira que ouviam das suas amiga. "Por que mentir a idade?" perguntava rindo, gargalhando, Inezita Barroso.
Grande Inezita!
Grande Carmélia Alves!
Deus do céu, como é bom viver. E viver muito, mais ainda!
Hoje o querido Hermeto Paschoal completou 81 anos de idade. Ele é lá das bandas de Olho d'Água, Alagoas.
Nessa casa dos 80 já estão o baiano Tom Zé e o potiguar José Cortez. Ah! e também o paraibano Geraldo Pedrosa de Araújo Dias, que meio mundo e meio conhece pelo pseudônimo Geraldo Vandré.
É claro, não chegarei lá. Oitenta anos é uma casa de privilegiados.
Noel Rosa, o cantor e compositor carioca, morreu com 26 anos, quatro meses, três semanas e dois dias, ou três, por aí. Deixou uma obra incrível, sabemos; todos sabemos.
Machado de Assis, carioca como Noel, foi para a eternidade muito cedo. Ele nasceu em 1839 e foi-se embora em 1908, deixando uma obra irreparável, completa, insuperável.
A idade, como se vê, não é tão importante assim.
Noel morreu com 26 anos e Oscar Niemeyer, um mestre do cálculo, foi-se com mais de cem. E produzindo.
A idade, meus amigos e amigas, é uma questão de raciocínio lógico e produção, de amor e beleza, de reconhecimento e entendimento da vida, da natureza.
Estamos em 2017.
Pois bem, neste ano de 2017, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, revela através dos seus estudos que há quase 4 milhões de cidadãos na casa dos 80 anos de idade. Morando nessa casa e convidando a todos nós a conhecer essa casa.
Viva Hermeto, Cortez, Vandré, Tom Zé...!

ANIVERSARIANTES

Estou muito bem. Sinto-me bem praticando o exercício de preservar o corpo com saúde e vida. Estou quase todos os dias me mexendo em instrumentos necessários na CIA LIFE. Ali eu tenho dois anjos da guarda: Beto Jr e Gonzaga. Não, não são só dois anjos da guarda que eu tenho na Academia CIA LIFE. Meus anjos da guarda são todos que lá estão comigo brincando, conversando, rindo, gargalhando, cantando, dizendo vivas à vida! O Beto Jr. completou hoje 36 anos de idade. Gonzaga, 36 anos domingo que passou. Viver faz um bem danado, mas para isso é preciso que gostemos de nós e dos outros, das pessoas que estão à nossa volta. Se eu fosse você, meu amigo, minha amiga, iria estar conosco na Academia CIA LIFE. Ontem foi o dia mundial do aperto de mão e é muito bom apertar a mão de pessoas queridas e abraçar pessoas queridas. Em 1941, o gaúcho Nelson Gonçalves iniciou a carreira artística gravando o belíssimo samba Sinto-me bem, ouça:




BRINCANDO COM A HISTÓRIA (30)



terça-feira, 20 de junho de 2017

SIBÉRIA DE POETAS

O temerário Temer está em Moscou, Rússia. E se ele desse uma esticadinha até a Sibéria e por lá ficasse, hein?
Por cá, no Hemisfério Sul, o frio está de lascar. Aliás, o Outono termina hoje e o inverno começa amanhã, por volta da uma da madruga. 
Os termômetros marcam temperatura baixíssima em boa parte do Brasil. Chegou a gear em várias partes...Na Sibéria, o frio é pior do que aqui. Brrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr!
Houve tempo em que o governo russo mandou jornalistas, romancistas e poetas a dar duro na Sibéria. Temer diz-se poeta, portanto tem credenciais prá ir prá lá, nénão? Diz-se poeta, mas poeta de fato não é. Um bom poeta sabe o que é métrica, rima e oração, regras básicas para o bom fazer poético.
Dias atrás a Polícia Federal enviou a Temer um longo questionário, mas não obteve respostas. Isso faz-me lembrar o gaúcho Mario Quintana (1906-1994), esse sim poeta.
Quintana disse uma vez: "a resposta certa não importa nada: o essencial é que as perguntas estejam certas". 
Pois é, Mario Quintana é aquele que também um dia escreveu num belo poema o verso; "todos passarão e eu passarinho".
Eu nunca soube que Temer, Dilma e Lula tenham lido algum livro de teor literário. Lembro do Lula dizendo que ler não é importante.
Eu, hein?

MULHER SAPIENS 


Na tirinha abaixo mestre Fausto fez-me lembrar as tiradas sui generis da doutora Dilma. Certa vez eu a ouvi discorrer sobre "a mulher sapiens", prá quem perdeu, não custa clicar:



BRINCANDO COM A HISTÓRIA (29)




segunda-feira, 19 de junho de 2017

O POETA TEMER. POETA?

 Brasil é uma esculhambação só desde a queda do imperador Pedro II, em 1889.Dom Pedro foi um intelectual, uma pessoa extremamente afinada com a cultura. Foi um bom viajante e levou o nome do nosso País à várias partes do mundo, e de modo positivo. Chegou até a manter amizade com o mais importante poeta e romancista francês Victor Hugo (1802-1885), e a compor músicas.
O primeiro presidente do Brasil  Marechal Deodoro da Fonseca, não escreveu livro nenhum, mas convocou a primeira Constituinte republicana. Não consta que gostasse de literatura, como o seu sucessor Floriano Peixoto. Não consta também que o primeiro presidente civil do País, Prudente de Morais, lesse ou escrevesse livros.
Campos Sales e Rodrigues Alves, 4º e 5º presidentes republicanos, respectivamente, também nada escreveram ou leram algo do campo literário.
Michel Temer, 37º presidente dessa república construída e devastada por pessoas de má índole, na maioria, não seguiu exemplos dos seus primeiros antecessores e inventou de escrever poesia em guardanapos durante voos por aí afora.
 Meus amigos, minhas amigas, o que esse cidadão da terra do tieteense Cornélio Pires (1884 -1958) já cometeu contra o bom senso não está no gibi, é uma catástrofe, é um crime. Na verdade, ele foi  contra todas as regras do bom fazer poético. Só por isso, e não só pelos crimes de que vem sendo acusado por esse tal de Joesley, deveria ir para a cadeia, certo?
No programa de estreia do recém falecido jornalista matogrossense Jorge Moreno, na CBN, em março passado, o marido da esbelta Marcela deixou-se ouvir ao microfone com a "pérola" abaixo, que ele mesmo define como "coisa", confiram:

 https://oglobo.globo.com/brasil/temer-recita-poema-durante-entrevista-no-programa-moreno-no-radio-21043610#ixzz4kRoMIthk




" Não percebeu. Mas uma semente pousou em seu coração. Germinou. Cresceu em galhos, folhas e flores. Atravessou os caminhos do seu corpo.Boca, olhos, ouvido, tato, olfato. Todos os sentidos tomados pela mão pousada sobre a mão, pela proximidade da respiração, pelo leve roçar dos dedos, pelo olhar que penetrava, pelo perfume que dela vinha. A planta assim nascida tinha nome. Paixão. Que não pode se manter, porque o objeto desse amor não tinha a mesma sensação. Sem correspondência, a planta feneceu. Percorreu de volta todos os caminhos. Aninhou-se em seu coração. Voltou a ser simplesmente semente."

Claro que antes de Temer, do temerário Temer, outros presidentes se arvoraram a escrever coisas como Marimbondos de Fogo, do Zé Sarney. Aliás, onde anda o Sarney, na moita? Menos pretensioso foi o mineiro Juscelino, chamado pelo povo de pé de valsa e bom declamador e cantor. A cantora Enezita Barroso o adorava. Uma vez ele a convidou para cantar no palácio, mas essa é outra história. Eu tenho um disco aqui, LP, em que ele canta duas belas modinhas. Uma delas é, Elvira escuta. Confiram:





E chega, né? Mas a verdade é uma só, quase sempre compramos gato por lebre, ou, como diz o dito popular "de noite todos os gatos são pardos".


AMIGO BANDIDO andei acompanhando a repercussão da longa entrevista do Joesley à revista Época. São 12 páginas seguidas de tudo quanto é sujeira que o delator expele com a maior naturalidade do mundo. Segundo ele, Lula e o PT institucionalizaram a corrupção no Brasil e Temer, o mais perigoso chefe de gang já surgido nesse nosso Patropi. O próprio Temer, por sua vez, diz em nota oficial que o maior bandido do Brasil não é ele, mas Joesley. Durma-se com um barulho desse. Agora eu, cá comigo, fico incomodado pela questão: se Joesley é o grande bandido que afirma Temer, porque Temer o recebeu em palácio na calada da noite.


 

sábado, 17 de junho de 2017

E O BRASIL CONTINUA DOENTE!

Eu já disse e repito: o Brasil está doente. Doente em todos os sentidos. Doente pelo mal da corrupção e doente por todos os demais males.
São centenas e centenas as empresas que oferecem planos particulares de saúde, cobrando os olhos da cara e demais órgãos do corpo.
O Brasil está doente.
Milhões e milhões de brasileiros penam e morrem nas filas dos pronto socorros e hospitais, ao buscar um remédio qualquer para sobreviver ao dia seguinte.
Os planos particulares de saúde também não são uma joia da coroa e nem o sonho de um cidadão, digamos, de classe média.
As empresas de plano de saúde costumam não atender seu público e nem a satisfazê-lo, portanto.
O meu plano é sobreviver ao dia seguinte, mas não tenho plano particular de saúde.
Dia desse taquei a cabeça na parede do lugar onde moro e o resultado foi uma sangreira danada. Fiquei tonto mas resisti, impolutamente. Atordoado levaram-me ao PS que, em passo lento, fica a 5 minutos da minha casa. Uma hora depois eu estava de volta com pontos elevando-me a sombrancelha esquerda.
Dias depois voltei ao PS para a remoção dos pontos, mas me disseram que isso só poderia ser feito em dia útil. E hoje é sábado, foi hoje que fui lá.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

EMBOLADA DE OPINIÃO

Manezinho Araújo era incrível (1910-1993). Era pernambucano da cidade do Cabo de Santo Agostinho, a cento e tantos km da cidade onde nasci, João Pessoa. 
Manezinho foi meu amigo, me fez bem, me ensinou coisas da vida nordestina, da vida brasileira, da vida.
A história do Mané é uma história muito bonita.
Manezinho praticou o exercício da cidadania o tempo todo.
Ele começou a gravar músicas em disco em novembro de 1933. 
O primeiro disco que gravou pela Odeon, trazia duas músicas de sua autoria, emboladas: Minha Prantaforma e Se Eu Fosse Interventô.
Manezinho Araújo era incrível.

...Palmatória quebra dedo
palmatória faz vergão
quebra osso, quebra perna
mas não quebra opinião...

Eu estudei em colégio de padres. Eu era para ser padre, pessoa de futuro, como queriam pessoas da minha família depois que os meus pais morreram. Lá no colégio, apanhei de palmatória, e ninguém chorou por mim, só eu. Para aprender a viver na vida, foi bom. Dei nisso: alguém que insiste em ter e manter opinião. Pois, pois.
Escute o Manezinho cantar: 
 


BRINCANDO COM A HISTÓRIA (28)

 

quinta-feira, 15 de junho de 2017

SEM BALÃO NO CÉU


O céu fica enfeitado
Nas noites de São João
E alegre o povo brinca
Na cidade e no sertão
Embalado pelo som
de Luiz, rei do Baião


É uma festa bonita
A festa de São João
Em que não pode faltar
Milho, fogueira e quentão
E a dança da quadrilha
Com muita animação...



O céu mais enfeitado por balões no mundo é o da Capadócia, na Turquia. No céu de lá tem mais balões do que carros na terra de cá, acho. Aqui é proibido soltar balões, pois os riscos de choques com aviões e incêndios nas matas tropicais são enormes.
É crime soltar balões no Brasil. Os cabras que soltam balões são criminosos, irresponsáveis, que não ligam prá vida de ninguém.




Os balões da Capadócia são balões construídos, especialmente, para transportar pessoas em passeios fretados.
O amigo Peter Alouche esteve por lá e gostou e trouxe atr´é fotos para provar seus passeios no céu da Capadócia.
Os balões de passeio, não se quando foram inventados.
Os balões que ferem os céus do Brasil, provocando medo, não sei quando foram inventados.
Aliam-se balões às festas juninas.
Não me lembro, porém, de balões soltos nos céus da Paraíba nos tempos de São João da minha infância. Lembro-me de balõezinhos com os quais nós todos brincávamos. Eles eram pendurados entre bandeirinhas coloridas nos arraiás daqueles tempos. Uma vez até contei isso ao mestre da embolada Manezinho Araújo e, uns meses depois, dele recebi de presente a obra que se vê aí em cima e que decora a parede da sala onde moro.
Desnecessário repetir que os balões, embora bonitos aos olhos de qualquer um são perigosos.
Eu e o amigo Théo Azevedo compusemos uma marchinha falando do perigo que é balão no céu, gravada pelo cantor Emídio Santana, clique:



BRINCANDO COM A HISTÓRIA (27) 

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