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sábado, 23 de setembro de 2017

BRASILEIROS ESQUECIDOS

A casa dos Reis era só festa no dia 23 de setembro de 1916. O motivo era o nascimento de um rebento que ganharia na pia batismal o nome de Dilermando que o tempo tornaria num dos mais importantes violonistas do Brasil.
Dilermando nasceu em Guaratinguetá, interior de São Paulo.
Com 15 anos de idade, Dilermando já era o mais importante violonista da sua cidade. Foi morar no Rio de janeiro muito cedo e muito cedo começou a manter contato com professores e artistas. De repente viu-se acompanhando calouros num programa da extinta rádio Guanabara. Em 1944 gravou o primeiro disco (78 Rpm) com a valsa Noite de Lua e o choro Magoado, ambas composições de sua autoria e lançadas pela etiqueta Continental, que há muito não existe mais.
Dilermando Reis gravou 38 discos de 78 Rpm e umas duas dezenas de LPs. 
O Brasil legou à História outros grandes violonistas, como Rafael Rabelo e Paulinho Nogueira. O Brasil os legou , o Brasil os esqueceu.
Que país, hein?!



Ah, Dilermando Reis morreu no dia 02 de janeiro de 1977, portanto há 40 anos.

EM BUSCA DE SAÚDE

O ideal num país é que houvesse uma academia de ginástica em cada esquina, mas o ideal quando não é projeto é sonho. E nós, brasileiros, ficamos muito aquém do ideal em tudo ou quase tudo necessário para o bom viver. Mas eu sou um privilegiado. Aqui mesmo perto de casa tem uma academia e professores que me fazem muito bem. Chama-se Cia Life, e os professores, Anderson Gonzaga e Beto Jr.
Comecei a fazer treinos em academia no mês da libertação dos escravos, Maio. Sinto-me um cara livre, liberto de muitas coisas. Não pretendo ficar marombado, fortão, saradão, o que pretendo é revigorar-me fisicamente e mentalmente como cidadão.
Ando em busca de saúde. Sempre andei, mas hoje mais ainda. Com a idade chegando, temos que nos cuidar.
As coisas boas que faço, ou acho que faço, gostaria de compartilhar com os amigos. E aí está. E conclamo a todos bater pernas, braços e mente em academia de ginástica. Faz um bem danado. Na foto aí, o papai e o professor Anderson. O clique acima é do Beto.

JOSÉ CORTEZ

Meu amigo Cortez, criador da editora que leva o seu nome, topou o desafio e entrou no embalo. Está se sentindo como, digamos, um cara de meia idade. Ele treina numa academia quase pegada à sua editora, ali no paulistano bairro de Perdizes. Garante que já perdeu uns 3 Kg e tá que tá. No próximo dia 18 de novembro, José Cortez completa 81 anos de idade. E viva Cortez. Ah! Em breve publicarei aqui uma foto do jovem em atividade física na sua academia, fica a promessa.


quarta-feira, 20 de setembro de 2017

DIA NACIONAL DE LUTA DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA

No mundo todo, segundo a Organização Mundial de Saúde, a OMS, há mais de um bilhão de pessoas com algum tipo de deficiência, seja física ou visual....
No Brasil, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, há 45,6 milhões de pessoas portando algum tipo de deficiência, seja física, visual, mental... Desse total, 18,8 % são de deficientes visuais. São Paulo e Bahia são os Estados que reúnem a  maior parte dessas pessoas. 
Amanhã, 21, é o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência... Esse dia foi criado em 1985 e tem por finalidade chamar a atenção de todo o mundo, inclusive das chamadas "autoridades competentes"...
A cada cinco segundos uma pessoa fica cega no mundo. No Brasil eu não sei não. No Brasil é tudo complicado, especialmente no tocante à questão de saúde.
O Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência... tem programação específica amanhã. Em São Paulo, Capital, há uma agenda própria na Estação Tatuapé do metrô.
Quarenta e seis, seis milhões de pessoas é, como se vê, um número extraordinário. Se as pessoas portadoras de deficiência soubessem a força que têm o Brasil já poderia ser outro. Mas o Brasil é, ainda, um país em desenvolvimento e cheio de analfabetos de todos os tipos: de analfabetos políticos, inclusive.
Amanhã será outro dia.




BRINCANDO COM A HISTÓRIA (56)



WALDIR AZEVEDO, O MÁGICO DO CAVAQUINHO

Waldir Azevedo foi o mais importante tocador de cavaquinho do Brasil e do mundo. Não é demais dizer que ele reinventou esse instrumento criado, provavelmente em Portugal. Ninguém jamais tocou cavaquinho como Waldir. Antes dele o cavaquinho era simplesmente um cavaquinho. Pequeno em todos os sentidos.
Foi no bairro da piedade, no Rio, que nasceu Waldir. 
Waldir era prá ser aviador, mas o seu coração, sempre apressado, cortou as asas do seu sonho. Ele tinha apenas dez anos de idade quando se apresentou, pela primeira vez, em praça pública. Foi em 1933 e o seu instrumento era então, uma flautinha doce. Primeira música tocada?  Trem Blindado, de João de Barro, o Braguinha (1907-2006). Essa música foi inspirada na revolução constitucionalista (1932). A flauta ele a trocou por um bandolim, que foi trocado pelo cavaquinho. Suas duas primeiras músicas gravadas: Brasileirinho e Carioquinha, em 1949, logo transformadas em clássicos.



Waldir Azevedo deixou gravadas quase duas centenas de músicas, desde choros a frevos, pouco menos da metade de sua autoria. Isso, em menos de trinta anos de carreira. Em 1972, ele teve decepado, por uma máquina de cortar grama, o dedo anular esquerdo, e o milagre, como ele costumava dizer, fê-lo voltar a tocar o instrumento que magicamente recriou. O fato inspirou-o a compor o choro Minhas Mãos, Meu Cavaquinho.
Waldir Azevedo morreu na madrugada de 20 de setembro de 1980.
Eu o conheci uns cinco anos antes de morrer e guardo, até hoje, uma belíssima entrevista que fiz com ele. Foi no bairro paulistano do Bixiga. Nessa entrevista ele lembra a sua trajetória e diz como gostaria de morrer: amando uma mulher.






domingo, 17 de setembro de 2017

FILOSOFIA POPULAR É SUCESSO PELA CORTEZ



Ao correr da leitura do novo livro de Mario Sérgio Cortella, Vamos Pensar Um Pouco?, ia a me lembrar das tantas falas que tive com Luís da Câmara Cascudo (1898-1986).Com o mestre Cascudo, aprendi a ouvir melhor o que o povo sempre tem a dizer.
Pois bem a leitura do novo livro de Cortella, ilustrado pelo craque Maurício de Sousa, trás um bom punhado de ditos populares. Esses ditos refletem a sabedoria dos anônimos.
Luís da Câmara Cascudo foi o mais dedicado estudioso da cultura popular brasileira. A sua obra, extensa e rica, traça com clareza a beleza que é a cultura popular. Cortella, ciente disso, mergulhou sem preconceito no assunto, no tema, nesse verdadeiro mar de preciosidades do povo. O resultado disso é o livro já citado, que desde o começo deste mês, já caiu nas mãos de pelo menos 20 mil brasileiros. É um sucesso sem dúvida. É um sucesso popular resultante do trabalho e sensibilidade do grande filósofo que é Mário Sérgio Cortella
http://assisangelo.blogspot.com.br/2017/02/viva-mario-sergio-cortella.html. Vale a pena lê lo, e depressa.Aliás é motivo de alegria saber que um livro reunindo saberes do povo já teve esgotado várias edições em menos de 1 mês. É muita coisa num país de analfabetos, de poucos leitores. A média de uma edição de livros no Brasil é de 3 mil exemplares e são poucos os títulos que se esgotam no correr de 12 meses.
Vamos pensar um pouco? (Cortez Editora, 80 págs.), será lançado amanhã na PUC,  na capital paulista.






sábado, 16 de setembro de 2017

E DEPOIS DO HOMO SAPIENS, O QUE VIRÁ?

Ao descer das árvores e caminhar mais ou menos ereto, e ainda indefinido, o homem passou logo a inventar meios para matar em nome da própria sobrevivência. É isso o que concluem os estudiosos da matéria. A pedra, o pau e o cipó inspiraram aquele que ia virar gente a fazer sua primeira arma, uma espécie de machadinha. daí para o arco e flecha, passaram-se mais alguns anos, milhares, milhões, quem sabe e surgiram o arco, a flecha e tudo mais, e hoje temos os que temos...
Da machadinha à bomba atômica, foi um passo, melhor, milhões e bilhões de passos, trilhões, quem sabe?
Os pré-históricos, ao descerem das árvores, comiam o que encontravam pela frente. Fosse o que fosse, inclusive seres diversos encontrados mortos por razões quaisquer. E foi quando, certamente, os nossos antepassados, já se parecendo conosco, passaram a caçar, a pescar, a se juntar em grupos. O frio eles resolviam com a pele de animais que matavam e cuja carne comiam. A primeira guerra, o primeiro confronto armado, debitado ao homo sapiens, ocorreu há uns cinco mil anos a.C., na Alemanha. Os indícios levam a crer que desse confronto participaram pelo menos quatro mil homens. Deduz-se que foi um verdadeiro massacre, como os que ainda hoje ocorrem nos quatro cantos do mundo.
O homem está se matando o tempo todo e cada vez mais. Agora mesmo, o ditador da Coréia do Norte, Kim Jong-un, está mais do que ameaçando o Japão e os EUA, com suas bombinhas de Nitrogênio e sabe-se lá mais o quê. A coisa tá feia.



A propósito, acabo de ouvir o audiolivro Alabardas, Alabardas, Espingardas, Espingardas, obra do brilhante português José Saramago (1922-2010). Nesse livro que ele não concluiu, é abordada a questão das guerras desde o Neolítico, ou a Era do Metal.
O saque de Saramago foi genial. Ele, em leituras esparsas, questionou-se sobre a produção de armamentos que alimentam guerras em todo o planeta. Quem fabrica esses armamentos? Ele se perguntava, e por quê nunca há greves de funcionários que fabricam esses armamentos, era outra pergunta que ele se fazia o tempo todo. E foi quando, em 2009 ele iniciou aquele que seria o seu último trabalho literário.
O enredo de Alabardas, Alabardas, Espingardas, Espingardas gira em torno de um cidadão, Paz Semedo, funcionário antigo de uma empresa fabricante de armas, separado da mulher Felícia, uma pacifista renitente. É visível o conflito entre os dois. Saramago deixou apenas 3 capítulos escritos, mas são capítulos que mostram com clareza, o enredo imaginado, e iniciado portanto, pelo grande português autor de O Ano da Morte de Ricardo Reis e Ensaio Sobre a Cegueira.
Até o final do livro ele se imaginou, com a personagem Felícia, dando um Vá à Merda, dirigido a Paz (Sem Medo). Esse mundinho de berda vai um dia aos ares, numa explosão colossal. E o homo sapiens, vai virar o quê, Hein?


BRINCANDO COM A HISTÓRIA (55)






sexta-feira, 15 de setembro de 2017

O SUICÍDIO DO HOMO SAPIENS




Uma desumanidade, é a palavra exata para definir o que ora ocorre no mundo. No Iemen, um inferno negro  localizado na Península Arábica, o diabo alojou-se na forma de fome. São cerca de 250 milhões de almas penitentes, pagando pecados que não cometeram. A maioria dessas almas, vítima da gula capitalista, é constituída por crianças.
A fome e a injustiça se alastram que nem praga, rapidamente, que nem um pavio aceso correndo célere em direção a bombas.
Os jornais do mundo livre estão noticiando essa praga, esse desmazelo, esse horror,  esse fim do mundo.
Entre quatro e sete milhões de anos atrás, o nosso planetinha de berda começou a gerar a vida que em nós resultou.
Os hominídeos surgiram num tempo remoto, difícil, até hoje, de localizar com exatidão. Primeiro eles resultaram nos anglo australopithecus.
Australopithecus palavra de origem latina e grega, criada para identificar gorilas, orangotangos, chipanzés, primatas de quem certamente viemos.
Os australopithecus podem ter alguma coisa a ver com o gênero  homo. O homo erectus, por exemplo, que o tempo trouxe até nós, homo sapiens.
Em tempo mais recente, mas sempre a.C., houve o período que os naturalistas e outros estudiosos da vida, chamam de paleolítico.
O paleolítico é por volta de 3 milhões de anos.
O paleolítico é também chamado da Era da pedra lascada, que foi a Era em que os primeiros homens, começaram a ganhar forma de gente, mesmo. Isso não está na Bíblia. Foi a Era em que os tais começaram a construir instrumentos de caça e pesca, por exemplo, e acenderam o fogo. Foi a Era em que esses tais se deram conta da diferença entre eles e um sapo, uma cobra, um cavalo, uma besta qualquer.
Depois do paleolítico, veio o tempo do neolítico. Esse tempo é tambem conhecido , como o tempo em que nós, do passado, descobrimos o metal e otras cositas mas. E aí vieram as guerras, chacinas, loucuras absolutas.
Naquele tempo de milhões e milhões de anos, ou bilhões, os bichos se viravam como podiam. Andavam sós, segundo os estudiosos, mas descobriram logo que em bandos ou grupos, eram mais fortes e ser forte sempre foi sinônimo de categoria e solidariedade, de respeito mútuo, ao próximo.
O próximo sempre fomos nós, mas estamos perdendo essa compreensão, esse entendimento. E ao perdermos isso, nos perdemos.
O mundo está se acabando por falta de tudo: de compreensão, entendimento, solidariedade, respeito, a fome é consequência disso tudo, dessas desgraças, do individualismo, da hipocrisia, de tudo que não presta. O poder transforma o homem e quase sempre prá pior.
O continente africano foi riquíssimo. O seu subsolo sempre foi rico em tudo quanto se possa pensar, em ouro, pérolas etc.
Foi na Africa que surgiu o mais importante dos australopithecus. Quer dizer: foi na África foi que surgiu o homem tal como é hoje.  
Estamos nos acabando a partir do berço onde nascemos.
Há uns meses o grande cartunista Fausto iniciou uma série, neste blog, a que intitulamos de Pré-história. Nessa série Fausto conta com graça, mas sem rigor histórico, a origem do homo sapiens.Isso vai virar livro.
Não faz tempo, a cientista social diletante Dilma Roussef descobriu e anunciou ao mundo, para surpresa geral, a mulher sapiens. Clique:



BRINCANDO COM A HISTÓRIA (54)






quinta-feira, 14 de setembro de 2017

ACERVOS, SEBOS, LIMBO E LIXO


O que é que tem haver Jorge Lobo Zagallo com Ignez Magdalena Aranha de Lima? No rigor, nada. Em linha aberta, tudo.
Zagallo ganhou tudo que um craque de futebol poderia ganhar.
Ignez, também. Só que com outro nome: Inezita Barroso.
Portanto, em linha gerais, Zagallo e Inezita têm tudo em comum: foram dois craques, um do futebol e o outro, no caso outra, da música. E como uma coisa puxa outra ...
Lembrei-me de Inezita ao ouvir, há pouco ela cantando o samba canção Ronda, de Paulo Vanzolini (1924 – 2013)
, que a levou pela primeira vez às paradas de sucesso. Isso, em novembro de 1953. Eu tinha um ano e dois meses de idade.
Eu conheci de perto Inezita Barroso (1925-2015). Conversávamos muito, eu com ela lá em casa e ela comigo na casa dela. Entre um uísque e outro, muitas histórias...
Quando decidi contar a sua história no livro A menina Inezita Barroso (Cortez editora, 2011), fiquei sabendo por ela mesma da primeira decepção que teve na vida. Ela era muito jovem, contou-me. E recém casada, pegou um jipe e foi Brasil a fora conhecer o Brasil nas suas minúcias, nos seus detalhes, nas suas contradições, belezas e encantos. Meses depois, e depois de cantar pela primeira vez num teatro, em Recife, voltou à Capital Paulista e apresentou para seus diretores da Rádio Record o resultado de suas andanças pelo nordeste, especialmente. Eram muitas anotações.
“Sabe o que eles me disseram sobre essas pesquisas?”, perguntou-me e antes que eu respondesse qualquer coisa, ela emendou: “Nada, não disseram nada, não deram importância nenhuma e eu achei aquilo um horror, um descaso enorme. Fiquei triste e voltei para casa chorando”.
E sabe o q eu foi que Inezita fez, meu amigo minha amiga? Ela chegou em casa ainda triste chorando muito, sentou-se diante da lareira, ascendeu a lareira e jogou tudo lá dentro.
A história da cultura popular brasileira é, em geral, uma história triste, cheia de tristezas, cheia de decepções. Isso desde sempre. E isso poderia ter acontecido com as pesquisas do herói paulistano, como Inezita, Mário de Andrade (1893-1945). As pesquisas do Mário têm importância até hoje, como importância têm as pesquisas que o carioca Heitor Villa Lobos (1987-1959) fez com relação às cantigas infantis que ele colheu no nordeste, especialmente na Paraíba.
Os pesquisadores, os historiadores que se embrenham no mundo da cultura popular, no Brasil, estão sumindo e sendo substituídos pelo irresponsável Dr. Google.
Muitos acervos têm se perdido nos sebos da vida, ao longo da história. Alguns, muito poucos, têm como destino espaços que empresas da iniciativa privada abrem; outros, bem...
O que será do acervo do Instituto Memória Brasil hein?
O instituto Memória Brasil, IMB, já tem mais de quarenta anos de história. No seu acervo há pelo menos 150 mil itens, incluindo discos de todos os formatos e gêneros etc. etc. etc.
Eu, que o construí, entrevistei milhares de artistas de todos os campos da vida cultural do Brasil. Há muita coisa inédita nesse acervo, incluindo inéditos de Paulo Vanzolini, da própria Inezita, muita coisa, muitas entrevistas com Waldir Azevedo (1923-1980) etc.
Pergunto o óbvio, mas sou mesmo de perguntar: Para onde vão os acervos da cultura brasileira?
 Para lembrar Inezita CLIQUE: 




quarta-feira, 13 de setembro de 2017

AZAR DE QUEM CRÊ NO 13


Prá muita gente, o dia 13 é um dia de azar.
Prá muita gente, o dia 13 é um dia de sorte.
O Brasil perdeu a última Copa, mesmo com Zagallo induzindo os torcedores a comprar televisão nova para acompanhar os jogos. Segundo ele, tevê nova dá sorte. Não deu, engolimos sete frangos da Alemanha, um atrás do outro, um horror! E o sonho de mais um caneco para as prateleiras da Seleção Brasileira foi prá cucuia. Quer dizer, azar e sorte parece ser apenas questão de ponto de vista.
Hoje é dia 13...
O dia 13, sexta feira ou não, já foi cantado e decantado em prosa e verso. 
Foi no dia 13 de maio de 1888 que a princesa Isabel assinou a Lei Áurea, libertando entre aspas, os negros que viviam em regime total de escravidão...
Foi no dia 13 de maio de 1917 que a Virgem Maria apareceu, em Fátima, aos 3 pastorinhos, Francisco, Jacinta e Lúcia. Os irmãos Francisco e Jacinta já viraram santos por iniciativa recente do Papa Francisco. Uma belíssima oração foi composta para lembrara a data, ouça:



Mas vamo lá, 13 é 13.
Essa coisa de azar provocada pelo número 13 vem de longe.
O calendário gregoriano é do século 15, e o 13 está lá.
A fama, mesmo, veio no ano de 1307, quando o rei Filipe 5º, da França, pôs sua força prá cima dos templários. Isso ocorreu no dia 13 de outubro do ano citado. E era uma sexta feira! Foi um horror!
O 13 continua por aí, serelepe.
Hoje o juiz Sérgio Moro ouviu Lula, como réu, pela segunda vez. A primeira foi em maio. Não sei o que vai dar, mas o fato é que Moro é o titular da 13ª Vara do Paraná, e Lula foi quem criou o PT, cujo número que o representa na Justiça Eleitoral é o 13. Mais: na lista dos 100 nomes mais influentes do mundo, publicada pela revista Times, Moro ocupa a 13ª posição.
Enfim, o azar é uma patada na cara de quem acredita nele, é ou não é?
Ah! Zagallo nasceu no mês de agosto, um mês também considerado aziago, e continua dando sorte na vida até hoje. E caso não saiba, saiba: Luiz Gonzaga, o rei do baião nasceu no dia 13 de dezembro de 1912. E deu-nos muita sorte. Ouça:




terça-feira, 12 de setembro de 2017

HOJE É DIA DE VANDRÉ, VIVA VANDRÉ!


“Pois é, 82!”, foi o Geraldo agradecendo pelo telefonema que fiz a pouco, parabenizando-o pelo seu aniversário.
Geraldo Vandré é um dos mais importantes artistas da música brasileira. Bingo! 
Vandré nasceu em São Paulo, mas o seu criador, Geraldo Pedrosa de Araújo Dias , nasceu na capital paraibana no dia 12 de setembro de 1935. Ele sempre esteve à frente de seu tempo.
Vandré começou a gravar músicas em janeiro de 1961, nos estúdios da extinta RGE. Gravou poucos discos. Cinco LPs, pra ser exato. O último Terras de Bemvirá, na capital francesa. Foram poucas as músicas que gravou, mas muitas delas continuam sendo regravadas dos modos mais diferentes. Caminhando ou Pra não que não falei de flores, foi gravada em vários idiomas e em ritmos que vão do sertanojo ao rap.
A primeira gravação da guarânia Caminhando, feita em estúdio, é do rei do baião Luiz Gonzaga. Isso no mesmo ano em que essa obra foi classificada em segundo lugar do Festival Internacional da Canção, em novembro de 1968.
A primeira gravação de uma música do Vandré foi feita em 1962 pelo extinto e totalmente desconhecido grupo musical Os Bossais. A gravação, em 78 RPM (acima na foto), é da música Quem Quiser Encontrar o Amor, que tem o carioca Carlos Lira como coautor. Essa gravação, raríssima, se acha no acervo do Instituto Memória Brasil, IMB.
Uma curiosidade: Um dia achei num dos alfarrábios de Paris o compacto  La Passion Bresilienne, com músicas de Geraldo Vandré por ele mesmo interpretadas. Esse disco um dia eu mostrei ao Geraldo. Ao vê-lo, Geraldo  pareceu-me transportar-se à França.


Para ele, em sua homenagem, eu e Téo Azevedo compusemos Caminhando com Vandré. CLIQUE:


VANDRE/ JOAN BAEZ

Em março de 2014, eu promovido encontro entre Geraldo Vandré e Joan Baez. Foi um encontro bonito, na capital paulista. A respeito eu escrevi um texto. CLIQUE: http://assisangelo.blogspot.com.br/2014/03/joan-baez-e-vandre-o-encontro.html






domingo, 10 de setembro de 2017

VIVA A IMPRENSA!

Todo dia é dia de algo, de qualquer coisa ou de alguém. Mas pela ordem ou desordem, isso muda, tem mudança. Muitas vezes, inexplicavelmente. Um exemplo?
Até 1999, o Dia Nacional da Imprensa era comemorado no dia 10 de setembro. Mas aí não vem ao caso...
O Dia Nacional da Imprensa é agora comemorado no dia 1º de junho de todos os anos. Por que? Há de se perguntar.
O primeiro jornal publicado no território nacional foi A Gazeta, do Rio de Janeiro. Isso no dia 10 de setembro de 1808. Porém, há sempre um porém, como dizia Plínio Marcos: três meses antes o português Hypólito José da Costa Pereira Furtado de Medeiros lançou, em Londres, o que convencionou-se chamar Jornal Mensal, Correio Braziliense.
O Correio Braziliense não tinha o formato dos jornais convencionais, seja standar ou tabloide, mas , claro, foi de fundamental importância para o que hoje chamamos de jornal, e pela prática, jornalismo.
Hypólito José da Costa, como abreviadamente ficou para a história, deixou sua marca no jornalismo brasileiro. Aliás, o que Hypólito fez a partir de junho de 1908, três meses antes de ir à praça A Gazeta, é algo para aplaudir até hoje. E não aprendemos, pois continuamos, como jornalistas, a ter dificuldade de separar poder e jornalismo.
Hypólito José da Costa Pereira Furtado de Medeiros é tão grande para o jornalismo quanto o seu nome de batismo. O resto é história, e não adianta dizer que ele foi um mero mercador da notícia junto com o poder que emanava de Dom João VI. 
O dia da Imprensa é comemorado hoje no dia 1º de Junho. Foi nesse dia que Hypólito José da Costa levou à praça o primeiro número do Correio Braziliense. Essa publicação durou 14 anos e rendeu 175 números. Hypólito morreu em 1923, com 49 anos de idade. 
A imprensa é fundamental na vida de qualquer país, sem a imprensa, livre como deve ser, o Brasil continuaria na escuridão mortal provocada pela corrupção em todos os níveis.

BRINCANDO COM A HISTÓRIA (54)





quarta-feira, 6 de setembro de 2017

POETAS, POETAS, VIVA OS POETAS!


Eu não sei se a poesia salva o mundo, mas é certo que os poetas tentam.
O Brasil tem grandes poetas, sempre teve. A começar por Gregório de Matos Guerra, baiano, como o outro baiano Castro Alves. O Rio de Janeiro é cheio de poetas, sempre foi. A Paraíba também. É da minha terra, a Paraíba, Augusto dos Anjos. e por aí vai. E nem falei de Carlos Drummond, Ascenço Ferreira, Manuel Bandeira, Ferreira Gullar, Manoel de Barros, Cecília Meirelles, Cora Coralina.
Fora o Brasil, Deus foi pródigo ao criar poetas mundo afora: T. S. Eliot, Nicolas Guillén, Luís de Camões, Jorge Luiz Borges...
O português Fernando Pessoa divide até hoje as atenções do mundo, especialmente da crítica literária, sobre quem é ou quem foi o poeta maior da língua portuguesa... Ele ou Camões? O páreo é duro, duríssimo!
O argentino Jorge |Luís Borges, foi sem dúvida, o mais expressivo poeta da sua língua. Pessoa correspondia-se com Borges e com outros poetas de línguas diversas.
Há coisas muito importantes que a gente nem nota. Pessoa é pessoas, somos pessoas. Falamos uma língua que o Marquês de Pombal, português, trouxe prá nossa terra.
Brasil e Portugal tem tudo a ver e tudo a ver com Fernando pessoa e Camões.
Muito cedo, Pessoa perdeu o pai, vítima de tuberculose e a sua mãe o levou à África do Sul, ao casar-se de novo. Foi lá na África, numa cidadezinha chamada Durbam, que ele tomou gosto pela poesia, pela cultura e pela língua inglesa. Durbam era uma colônia inglesa. E isso, um detalhe, foi muito importante para Fernando pessoa, que morreu aos 47 anos de idade (1988-1935). Sem dúvida alguma Fernando pessoa foi uma pessoa simples, sensível e profundamente criativa, tanto que chegou a multiplicar-se em quase 130 heterônimos. Há muito o que dizer sobre poetas, Camões e Pessoa.
É pessoal o que digo: A poesia salva.

JESSIER QUIRINO

Jessier Quirino é um poeta paraibano de Campina Grande. Eu fico meio besta toda vez que o ouço em disco ou na tevê. No rádio não digo porque hoje rádio não gosta do que é bom. Quirino é paraibano como eu, repito. É dessa terra, a paraíba, Augusto dos Anjos. Houve um tempo que era comum os poetas declamarem em público, com mais frequência do que hoje. Houve um tempo em que os poetas deixavam a voz gravada em discos. Começou com Ascenço Ferreira, acho, depois seguiram-se Bandeira, Drummond, Cecília e tantos e tantos, incluindo o ainda entre nós Paulo Bonfim. Do acervo do Instituto Memória Brasil constam mais de 500 discos de poetas declamando seus poemas e poemas de outro poetas. Jessier Quirino, cabra novo e de voz arretada, de pensamento lépido, está vindo para preencher uma lacuna. O disco Paisagem de Interior 1, que acabo de receber do querido amigo Rômulo Nóbrega é muito legal, é muito bonito. Ana, minha filha, também o adorou. Especialmente a faixa Matuto no Cinema. Ah, sim, uma coisinha: eu andei gravando discos, declamando poemas junto com Elba, Zé Ramalho e Jackson Antunes, e quero continuar fazendo, pois poemas não me faltam.



BRINCANDO COM A HISTÓRIA (53)




terça-feira, 5 de setembro de 2017

RICARDO REIS, SARAMAGO E SAÚDE!


Naquela noite Ricardo Reis não estava gripado nem com frio. Dormira bem. E estava à espera Lídia, a serviçal do hotel onde se hospedara ao retornar à Lisboa e por quem acabara por ter um trelelê, sem o conhecimento da jovem Marcenda por quem de fato se apaixonara, sem correspondência, Lídia dele engravidara... De repente para sua surpresa, chega-lhe Fernando Pessoa (1888-1935). Sim, ele mesmo, o grande poeta lisboeta. 
O livro O Ano da Morte de Ricardo Reis, do português José Saramago (1922-2010), foi publicado em 1984. É um livro fantástico, em todos os sentidos.
Ricardo Reis é um dos muitos e muitos heterônimos de Pessoa, situando-se entre os três mais famosos: Alberto Caieiro e  Alvaro de Campos. O primeiro morreu, acho, lá pras bandas de África e o segundo, nas Europas da vida. Dos três, sobrou apenas Ricardo, o mais intelectual, digamos assim, deles. 
Alberto era, segundo o seu criador, uma pessoa simples, da vida sem muitas exigências, e sem da vida nada esperar, além do trivial.
Álvaro, por tudo que dele se depreende, é o mais complicado. Pessimista, niilista de formação e existência. Muito próximo do seu criador. Tipo alter-ego, cara-metade ou coisa assim. E muito esperto, enrolão, pedia emprestado e não cumpria o compromisso de devolução.
Antes de morrer de cirrose sem nunca ter ingerido álcool (há controvérsias, mas faltam provas), Fernando Pessoa "matou" dois dos seus  três mais famosos heterônimos... Pois bem, sobrou Ricardo que exilara-se no Brasil, mais precisamente no Rio de Janeiro de festas mil, em 1919. E aí, aqui Saramago encontrou o ponto de partida para gerar o belíssimo livro que é O Ano da Morte de Ricardo Reis. É lindo! 
Ao tomar conhecimento do passamento para a eternidade do seu criador, Ricardo despacha-se a Portugal. Hospeda-se num hotel etc., gerenciado por um certo Salvador, auxiliado por um certo Pimenta etc. etc. etc. E aí é quando lhe cai à sorte a simplérrima moçoila beirando os trinta, acho, Lídia. Não demora e o trelelê rola, entre ambos, e o final é o seguinte: ... Leiam-no. 

GRAVIDEZ 

Estou grávido de cinco meses. Grávido de saúde, vitalidade, de tudo que é bom. Hoje, exatamente hoje, faz cinco meses que ando pedalando, pedalando e nesse pedalar chegando à terra encantada do Olimpo, onde naturalmente habitam os Deuses da Paraíba, rarara. No registro acima, feito pelo amigo e treinador Anderson Ferreira - nada a Ele, como eu, é da Cia. Life. Ah, sim, ia me esquecendo de um detalhe: nesse período já perdi uns cem gramas e a meta é alcançar o dobro até dezembro.

BRINCANDO COM A HISTÓRIA (52)






quinta-feira, 31 de agosto de 2017

VIVA O CAPITÃO FURTADO!

Marcelo Tupinambá (1889-1953), que se escondia nos pseudônimos Fernando Lobo e XYZ, foi o primeiro parceiro de Ariowaldo Pires (1907-1979), mais conhecido por Capitão Furtado. O primeiro era compositor e pianista e o segundo compositor e um monte de coisas. Eram conterrâneos de Tietê, SP, cidadezinha muito bonitinha, localizada a 150 km da capital paulista. Foi nessa cidade que nasceram também Itamar Assunção (1949-2003) e o presidente tampão que ficou, Michel Temer.
A primeira composição gravada de Ariowaldo, criador do pseudônimo Capitão Prudêncio Pombo Furtado, foi gravada em 1929. Nesse mesmo ano ele traçaria o seu destino como espécie de assessor do tio Cornélio (1884-1958) e nome marcante da música popular brasileira, como autor, versionista, produtor, radialista et cétera e tal. Foi através dele que Cornélio chegou à gravadora Colúmbia, onde produziu e gravou 52 discos que entraram para a história´pela Série Cornélio Pires. Detalhe: todos esses discos foram bancados pelo próprio Cornélio. Quer dizer, Cornélio Pires foi o primeiro produtor de discos independentes do Brasil.
Na história da Música Popular no Brasil destacam-se 3 nomes como os que mais produziram e /ou gravaram discos no País: A carioca Chiquinha Gonzaga, de batismo Francisca Edwiges (1847-1935), Capitão Furtado e o mineiro Téo Azevedo. A Chiquinha deixou umas 1500 músicas. O capitão talvez um pouco mais e Téo Azevedo, por meus cálculos também navega na casa das mil músicas.
Chiquinha tem, entre seus clássicos, a marchinha de carnaval Oh Abre Alas, de 1839; e o Capitão e Téo continuam, como Chiquinha, fazendo sucesso...
Como radialista e produtor musical, o Capitão Furtado promoveu o primeiro Festival de Violeiros do país. Foi em 1958. Nesse ano ele reuniu 3.250 grupos amadores de violeiros de 512 cidades do Brasil inteiro e logo depois levou à praça o LP Roda de Violeiros, pela extinta gravadora Continental. Fora isso, ele convenceu o ator de cinema Milton Ribeiro (1921-1972) a gravar músicas em disco. No LP Irmãos do Campo e da Cidade, Ribeiro aparece em duas faixas: Terra Brasileira e Bumba, Meu Boi.
Milton Ribeiro ficou conhecido internacionalmente pelo filme O Cangaceiro de 1953. Detalhe: o filme abre com os Demônios da Garoa acompanhando o cantor Homero Marques no baião Mulé Rendeira, do paraibano Zé do Norte, confira:



Em 1944, a dupla Tonico e Tinoco inaugurou a sua discografia com uma música do Capitão: Invés de me Agradecer. Detalhe: a dupla Tonico e Tinoco firmou-se inicialmente, no programa Araial da Curva Torta, apresentado pelo Capitão.



Em 1971, a dupla Chitãozinho e Chororó estreou em disco LP Moreninha Linda, produzido pelo Capitão.
Há uns seis anos eu produzi o cedê Inéditos do Capitão Furtado e Téo Azevedo.
Ariowaldo Pires, o Capitão, nasceu no dia 31 de Agosto de 1907.


quarta-feira, 30 de agosto de 2017

A POPULAÇÃO NO BRASIL CONTINUA CRESCENDO....

Acabo de ouvir que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, diz que somos, agora, duzentos e sete milhões e seiscentos mil cidadãos habitando esta terra chamada Brasil. Diz o Instituto que a população cresceu cerca de um milhão e meio no último ano.Comparado com a China, isso é nada. Porém, há um porém: Não somos chineses e há muita gente de olho grande sobre nós...
A capital paulista continua sendo a mais populosa do País e da América do Sul, ocupando o 5º lugar no ranking das dez maiores cidades do mundo. 
São Paulo continua um caos. o Plano Diretor da nossa cidade é uma ficção, podre. Nos subterrâneos dessa capital até os piores bichos passam mal. 
Lembro que há um tempo li que para cada paulistano havia, acho, 8 ou 10 ratos, sem contar os de Brasília...
Mas não era bem disso que eu queria falar hoje. Eu queria falar sobre cegos e cegueira. Fica para outro dia.


TARGINO GONDIN

O bom Targino, sanfoneiro cada vez melhor, telefona para dizer que virá, amanhã, 31, trazer-me um abraço, da Bahia, ele disse que o Canal futura, foi não foi, está repondo no ar a conversa musical que gravamos não faz muito, na Ilha do Rodeadouro, localizada no meio do Rio São Francisco em Petrolina.




BRINCANDO COM A HISTÓRIA (51)



A MEMÓRIA DE UMA CIDADE PELA MÚSICA...

Toni, Assis, Gabi, Ottavio e Noam.
Eles foram chegando entusiasmados, falando sobre tudo e mais um pouco sobre São Paulo, Istambul, Nova Iorque, Berlin, Dubai. Com uma vontade danada, eles, de refazer São Paulo e mudar o mundo. Eu já passei por isso. Eles são Gabriella, Noam, Ottavio e Tony. Gabriella é de São Bernardo, Noam é de Curitiba, Ottavio é de Castrovillari, pequena cidade ao sul da Italia; e Tony, que deu os primeiros berros em Goiânia.
É sempre bom receber pessoas cheias de vida, jovens, querendo impor suas ideias no ambiente onde vivem.
Gabi, Noam, Ottavio e Tony são estudantes de Arquitetura. Gabi está no último ano e os colegas, correndo atrás dela.
Grosso modo os meninos aí, e a menina, acham a capital paulista uma bela capital, mas carente de mudanças radicais para quem mora e para quem vai chegar.
São Paulo é uma cidade feia, eu perguntei a eles. E responderam, quase ao mesmo tempo: " São Paulo não é feia, é um caos", desatou a falar Noam, "São Paulo é uma cidade cosmopolita, onde o antigo e o moderno se misturam. A mesma coisa acontece com quem chega de fora", e seja de onde for, disse Tony atropelado agora por Ottavio: " São Paulo é uma selva de concreto e um mar de humanidade". "Gosto de pensar São Paulo como um mar que me abraça, mais pelo acalento, como um grande afago", rende-se Gabi cheia de prosa poética à cidade dos paulistanos e do mundo todo, São Paulo.
Pois é, é muito bom saber o que pensa os estudantes que estão se preparando para atuar nos mais diversos campos profissionais da vida cotidiana, incluindo a Arquitetura.
Gabi, Noam, Ottavio e Toni procuraram-me para falar a respeito de um trabalho sobre a musicalidade de São Paulo. É tarefa lhes dada pelo professor Francisco Fanucci, Associação Escola da Cidade -  Faculdade de Arquitetura e Urbanismo.
Eu falei sobre tudo que já foi composto e gravado nos mais diversos formatos de discos, desde os velhos bolachões de 78 RPM até, os já em extinção, CDs. Detalhe: Gabi nunca havia pego em mãos um exemplar de 78...Falei de Nelson Gonçalves, Adoniran Barbosa, Francisco Alves, Texeirinha, Chiquinha Gonzaga, Tom Zé, Demonio da Garoa, Osvaldinho da Cuíca, Luiz Gonzaga, Paulo Vansolini, Inezita Barroso, Zica Bergami, Mario Zan. Toda esse pessoal aí citado compôs e gravou músicas falando sobre a cidade de São Paulo. E falei também sobre os gêneros musicais, todos, em que foram compostas. É isso, acho que gostaram. Fica o registro.

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

SÃO PAULO, SONS E DESAFIOS

Tem hora que eu fico pensando: o que é maior o Brasil ou o nordeste?
Brincadeirinha, brincadeirinha. Somos todos do tamanho do Brasil e dentro dele, Brasil, cabemos todos com nossas incompreensões e defeitos em geral.
No meu Brasil, no nosso Brasil, cabe amor carinho, respeito, solidariedade, tudo de bom. O diacho é que esse "tudo de bom” está se desmilinguido, quase em extinção. Mas como é bom ouvir notícias do Brasil, notícias de mós. De nós todos, do Brasil todo, dos seus cinco cantos.
Dia desse ouvi na rádio CBN um texto muito bonito assinado pelo potiguá de Currais Novos, José Cortez, meu amigo, criador da Cortez editora. O texto tratava da cidade de São Paulo, a cidade que acolheu José e que acolhei Francisco, que sou eu, por aí mais lembrado por Assis Ângelo, pois, pois...
O texto lido por Milton Jung, âncora do jornalístico matinal da CBN, é legal, bonito mesmo, tocante. Trata da história de uma pessoa simples que veio dos cafundós do Judas aventurar-se na maior e mais importante metrópole, na verdade megalópole, do Brasil e da américa do Sul; e a quinta maior do mundo. Refiro-me, claro, à cidade de São Paulo.

ONALDO QUEIROGA
Acabo de receber do meu querido amigo Onaldo Queiroga, Juiz – titulas da Comarca em que nasci – João Pessoa, PB – um texto tão brilhante quanto o texto de José Cortez, morador absoluto e eterno deste peito tão judiado, que é o meu. Queiroga fala dos sons rurais, das cidades pequenas, belas; e fala também, no contraponto, dos sonhos das cidades grandes, como São Paulo a capital que me acolheu no dia 22 de agosto de 1976 e que, para minha alegria, fez-me seu cidadão com direito a diploma provocado pelos vereadores...
O texto de  Onaldo Queiroga me remete a uma entrevista que dei já a bastante tempo à radio Eldorado. Nessa entrevista eu falava dos sons ríspidos, doídos, tonitroantes, da urbanoidade. Tá bom, essa palavra certamente não existe... Mas o som louco da cidade grande nos faz louco. É preciso muito juízo par anão enlouquecer por completo no convívio das grandes cidades. Eu ainda não enlouqueci e nem pretendo, a não ser ... deixa pra lá! O Texto de Queiroga é esse:


Sons da vida- Onaldo Queiroga


São muitos os sons que chegam aos nossos ouvidos durante o percurso da vida. Alguns oriundos da natureza, outros provenientes do homem. Uns são estridentes, inquietam a alma, causam ansiedade e estresse. Já outros são suaves, acalmam o espírito, tranquiliza-nos.
Os sons que emergem das grandes metrópoles não nos fascinam. A poluição sonora advinda do trânsito é algo que incomoda, provoca ânsia e desassossego. Já no campo, o som é tênue e afetuoso, aquieta a alma, fazendo com que o tempo caminhe mais docemente.
Cada ser humano se afeiçoa a um determinado tipo de som. Somos daqueles movidos a música. Logo que acordamos passamos logo a ouvir canções, preferencialmente, músicas instrumentais, de toque bem suave. Elas nos acompanham também quando estamos trabalhando, seja preparando despachos, sentenças ou mesmo escrevendo textos literários ou jurídicos. Trazem serenidade, equilíbrio e inspiração, parece que nos permite sair do nosso corpo e flutuar por templos de relaxamentos.
Sei que alguns acham que esse tipo de som, como também aqueles tidos como românticos e boêmios, podem causar tristeza e nos levar a um estágio de taciturnidade. Mas, conosco funciona diferente, pois, por exemplo, sob o som instrumental de Nando Cordel, os dias são mais fáceis e tranquilos. O Poeta de Ipojuca-PE, consegue com seu som adentrar em nosso espírito e no remanso das notas musicais espantar temores e angustias que o tormentoso mundo do terceiro milênio nos impõe, de vez em quando. Ouço também canções internacionais, antigas e atuais.

Sou amante do forró, xote, xaxado, coco e baião, enfim, desses ritmos do balaio Nordeste, pois contam a nossa história e, incrivelmente, mesmo com um tom melancólico, nos permite dançar com alegria nos terreiros da vida. A boa música é alimento espiritual e nos faz bem! 

domingo, 20 de agosto de 2017

CRISE NO MUNDO DOS REPENTISTAS.

Não há uma crise no Brasil, há várias ao mesmo tempo incomodando a vida dos brasileiros mais simples.
Há crise de todo tipo: política, econômica e de falta de vergonha na cara dos políticos que foram eleitos para nos representar nas três esferas do poder, municipal, estadual e federal.
É grave o que está a acontecer conosco.
Dados das anotações feitas por pesquisadores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, os desocupados e desempregados somam milhões e milhões de pessoas das mais diversas faixas etárias, incluindo os ocupados ocasionais, são 23 milhões de almas a penar por aí afora em busca do que comer...
São graves as crises que ora passamos, enquanto o vice que virou presidente da república faz tudo que lhe dá na veneta para continuar no cargo. Ai de nós.
As crises se estendem por todos os setores, incluindo a educação e a cultura.
A onda negativa que sufoca o País também atinge o mundo dos poetas cantadores. 
Muitos desses artistas, populares na essência, andam recolhidos sem ter muito o que fazer, pois faltam-lhes público. Há bom tempo, por exemplo que não há cantoria na sede da União dos Cantadores Repentistas e Cordelistas do Nordeste, UCRAN. Além isso, muitos dos bons profissionais desse ramo estão fora de combate, como Sebastião da Silva, em cadeira de rodas há uns dois anos. E o pior disso tudo é que não há renovação no setor. Sumidos andam Moacir Laurentino, que sofreu recentemente um AVC, Louro Branco, João Evangelista e outros, pena.
"De fato, não temos novidades no setor", diz, desolado, o fundador da UCRAN, o paraibano Sebastião Marinho.
Prá lembrar alguns dos grandes cantadores, clique:






AINDA SOBRE FELICIDADE



O amigo José Cortez telefona para saber como é que eu estou, se estou bem etc.E papo vai, papo vem, ele diz que está de molho etc., mas com uma vontade danada de fazer exercício na academia que fica bem ao lado da editora de livros que leva o seu nome, ao lado da PUC, cá perto no bairro paulistano de Perdizes. E papo vai, papo vai, ele conta que há poucos dias perdeu o celular e que agora o seu computador entrou em crise e pifou. "Parece incrível, mas estou me sentindo como um menino, livre leve solto como uma  pipa no ar. Na verdade estou feliz!é isso, estou feliz!"
Pois é, que diacho é felicidade?
Todo mundo em algum momento, já fez ou fará essa pergunta.
Ao perder o celular e o computador, Cortez disse feliz.Simples, não é? Nós é que complicamos o nosso dia a dia, criando e achando sarna para nos coçar.
A modernagem da vida, com seus valores invertidos, faze nos crer que estamos a criar o fogo e a roda e nessa brincadeira de mau gosto para conosco mesmo, pomos os pés pelas mãos e nos lascamos de verde e amarelo.
Eu acho que felicidade é morrer sem dor. Acho também que felicidade é uma risada sem compromisso, solta; é um abraço sincero, quente, querido; é, até, uma calça rasgada como diz velha propaganda que um dia escutei no rádio.
Os estudiosos da vida e do comportamento do povo dizem que felicidade é o estado de liberdade em que se acha a mente.
Eu já ouvi muitas definições de felicidade, certo?
Se folhearmos a história da cultura popular vamos achar muitas frases "definitivas sobre felicidade".
É um estado de espírito. É um momento especial que sucede conosco, de maneira ocasional, inesperado, de repente.
É o gozo que nos propicia a cópula, num encontro fortuito ou não.Quer dizer: felicidade é tudo e é nada.
Os poetas já disseram muitas coisas bonitas a respeito de felicidade, amor, alegria e amizade. Mas tudo isso é questionável sob todos os aspectos.
Há a felicidade falsa, aquela que nós mesmos, muitas vezes nos enganamos por apreciar por uma ótica errada, ilusória.
Há o amor falso, conveniente, oportunista, sacana.
Há as alegrias, muitas, variadas, variáveis, frouxa, tortas, enganosas, aquelas que parecem ser mas não são, não é mesmo?
Quanto à amizade.....bem, há amizades francas, sinceras, bonitas, únicas, verdadeiras e à  prova de tudo. Há amizades incríveis, que a cultura popular chega a definir como sendo "de sangue", "de carne e unha".
Os cordelistas compõem desde sempre,  histórias em versos sobre a felicidade, amor, alegria e amizade.
De Patativa do Assaré (1909-2002), é este soneto:


Soneto da Felicidade

Onde está a felicidade?
Para alcançá-la -- que se faz?
Que caminho, que verdade
Nos enche de amor e paz?

A pessoa que é feliz
AliMentA a paz na Terra
Seu amor à vida é que diz:
Não à fome e à guerra!

Onde a felicidade, então?
No poder? Riqueza? Fama?
Na alegre paixão de quem ama?

Na ciência? Na fé, porém?
Não! Está em fazer o bem
Sem idéia de retribuição.

Sobre Patativa:


BRINCANDO COM A HISTÓRIA (50)





sábado, 19 de agosto de 2017

FELICIDADE É CULTURA POPULAR



Tudo quanto é filósofo e estudioso da vida e do comportamento humano já falou sobre amor, alegria e felicidade. Mas, enfim, o que é felicidade?  
Eu, que não sou nada, arrisco com meus botões a dar uns pitacos.
A alegria antecede o amor que, por um desses mistérios da vida, leva à felicidade.
O matemático, físico e teólogo francês Blaise Pascal, que não era romântico nem nada, deixou para a cultura popular do mundo todo a emblemática frase: "o coração tem razões que a própria razão desconhece".
Pascal morreu com 39 anos e exatos dois meses, no dia 19 de agosto de 1662.
O polonês Arthur Schopenhauer, que nasceu em 1788 e morreu em 1860, deixou para a história e para os carentes de conselhos filosóficos, um livrinho com 50 regras para se alcançar a felicidade. Entre seus ensinamentos está o de se concentrar os próprios esforços como foco para a maravilha do mundo e da vida que é essa tal felicidade. Ao que consta,  Schopenhauer não conheceu o ápice da alegria suprema, que é a felicidade. E Nietzsche, hein?
O poeta, filólogo e compositor alemão Friedrich Nietzsche (1844-1900), aquele de bigodão e cara esquisita, assassino de Deus.dizia que felicidade tem a ver com genética , hummm...e que a força não tem a ver com isso não, certo? 
Pois é, tudo quanto é filósofo e pensador das coisas do mundo já falou sobre felicidade et cetera e tal. 
Séculos antes de Cristo, o grego Aristóteles dizia que tudo é muito simples, que para ser feliz basta apenas ter-se o que fazer.  E se a ocupação do espaço pelo ocioso for além do necessário, heim?
Aí certamente teremos um viciado em trabalho,  um workaholic. Tudo na vida é equilíbrio, dai, pode talvez vir a tal felicidade.
Não podemos ir além da nossa força...
O vício destrói o ser, mata o ser.
E cultura, o que é que tem a ver com felicidade?
Nada e tudo, senão vejamos: a cultura, grosso modo,  é o resultado de um esforço pessoal ou coletivo e quem dispende esse esforço acaba por fazer alguém feliz.  Um quadro, um desenho de Miguel dos Santos, o Picasso, por exemplo faz-nos bem. Esse bem nos faz ficarmos alegres e felizes, é ou não é?
Ouvir Bach, Beethoven, e outros clássicos da vida tem a ver com cultura popular e com felicidade?
Jesus, a Alegria dos Homens,  embora do repertório clássico, é uma peça que há muito integram o cancioneiro popular do mundo todo. E ouvir esse tipo de peça nos faz bem, e se nos faz bem...
O repertório de músicas que permeia o campo popular brasileiro é enorme, incluindo o que trata de amor, alegria e felicidade.
Seguem-se aí alguns exemplos:





BRINCANDO COM A HISTÓRIA (49)



quinta-feira, 17 de agosto de 2017

VIVA CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE!

A Argentina deu Papa e Prêmio Nobel e o Brasil Machado de Assis, Monteiro Lobato, Noel Rosa, Luiz Gonzaga, Pixinguinha, Tom Jobim, Vila Lobos, Drummond...
O mineiro Carlos Drummond de Andrade nasceu em Itabira do Mato Dentro em 1902. Teve uma infância agitada. Foi aluno interno, como Geraldo Vandré e eu. Drummond foi expulso do Colégio onde estudou, Vandré também e eu não.
Drummond foi jornalista, chefe de gabinete do Ministro Capanema, no governo Vargas, mas ganhou destaque na vida nacional como poeta.
Em 1928, a Revista de Antropofagia publicou o seu mais polêmico poema: No Meio do Caminho. É pequeno, sem rimas, e nos seus dez pés a expressão "No meio do caminho tinha uma pedra" é citada sete vezes. O poema é este:

No Meio do Caminho
Carlos Drummond de Andrade
  
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No meio do caminho tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meio do caminho
Tinha uma pedra
No meio do caminho tinha uma pedra

Nunca me esquecerei desse acontecimento
Na vida de minhas retinas tão fatigadas
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
Tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meio do caminho

No meio do caminho tinha uma pedra.

E ganhou versões em muitas línguas:



No final dos anos de 1950, Drummond gravou sua voz em disco pela primeira vez declamando vários poemas de sua lavra. Nos fins dos anos de 1970, quando o entrevistei para o suplemento Folhetim (FSP), ele voltou a por sua voz em poemas que ocuparam dois LPs inteiros, que saíram pela PolyGram.
O poeta mineiro declamava muito mal os seus poemas. A sua voz pequena não ajudava, mas, enfim, essas sua investidas no mercado fonográfico ficaram para a história.
Carlos Drummond de Andrade morreu de insuficiência respiratória na noite de 17 de agosto de 1987. A tristeza pelo seu desaparecimento cobriu de luto o Brasil mais sensível. Nesse mesmo ano, em março, a Escola de Samba Mangueira, do Rio, entrou na Avenida e ganhou o Carnaval com o samba No Reino das Palavras. Opuxador da Escola e do Samba foi o legendário Jamelão (1913-2008). Ouça:



quarta-feira, 16 de agosto de 2017

O BRASIL SEM MOYA, QUE MERDA!

O óbvio: Nascemos, vivemos e morremos. Assim, simples.
Nascer dói e não dói, morrer dói e não dói, sabe-se lá porquê!
Alguns que comigo estiveram em algum momento, partiram este ano: Almir Guineto, Belchior, Luiz Melodia...
Eu nem ia falar, mas o Fausto, cartunista, disse-me que eu deveria dizer algo sobre o paulistano Álvaro de Moya, que se foi no último dia 14.
Moya foi o mais importante entusiasta dos quadrinhos no mundo. Não à toa ele idealizou e executou o primeiro Encontro Internacional de Histórias em Quadrinhos. Foi em São Paulo, Capital, em 1951. Moya deixou muitos livros publicados sobre o tema que o alcançou no tempo em que ele era ainda criança.
Álvaro de Moya nasceu em 1930 e deixou dois filhos, um menino e uma menina, que não herdaram do pai o prazer e a alegria de viver no mundo da fantasia explicitado pelo traço genial de artistas como Will Eisner (1917-2005), criador do Spirit. 
Will eu o conheci na redação do suplemento Folhetim (FSP),  no dia que ele foi abraçar o Angeli, Glauco e Laerte...
Sebastião Marinho, Assis, Moya e Quino no Programa São Paulo Capital Nordeste
Em dois mil e qualquer coisa, eu levei Moya aos estúdios da Rádio Capital. Eu o convidei para estar comigo numa entrevista com o argentino criador da Mafalda, Quino. Conosco estiveram ainda Paulo Caruso e Custódio, e também o cantador repentista Sebastião Marinho, que deitou e rolou cantando história de fantasia.
Volto a bater na mesma tecla: por que os brasileiros que têm poder não gostam do Brasil?
Os artistas do nosso País nascem como qualquer pessoa e, com o tempo, firmam-se com o talento que do berço trazem. E morrem, muitos deles, no anonimato, como nasceram.
Chiquinha Gonzaga? Braguinha? Noel Rosa? Chico Alves? Manezinho Araújo?... Luiz Gonzaga começa a morrer e muitos que estão vivos, como Roberto Luna e Geraldo Vandré parecem já mortos. É como se o Brasil não gostasse do Brasil...
Deus do Céu, como é bom nascer no Brasil, mesmo sabendo que a Eternidade Brasileira é do tamanho de nada.
Hoje o querido jornalista Audálio Dantas telefonou-me dizendo que está sendo homenageado na sua terra, Alagoas, como um nome importante. Que bom. Fiquei feliz com a notícia e ele ainda falou da cearense Rachel de Queiroz. Grande Rachel!
Rachel de Queiroz, aos 20 anos de idade, levou à terra e céu a desgraceira do mundo terrestre provocada pela seca, aquela que mata de fome, de sede, de tudo.
Leiam o livro O Quinze.
Mas essa é outra história...
Álvaro de Moya foi de importância fundamental para a compreensão das nossa artes visuais. A história dele não cabe num trem.
Apesar de tudo e dos políticos que escolhemos para nos representar nas três esferas (municipal, estadual e federal) continuo crendo que o Brasil é de todos o maior. No mais tudo depende de nós. Viva Álvaro de Moya.
Ah sim, falei muito rapidamente do Fausto. Fausto é mestre do ofício que escolheu para viver. Moya sabia disso. Moya foi-se embora com 87 anos de idade, Fausto completa 65 em Novembro, gênios em tempos diferentes. Aí na foto, os dois juntos em Piracicaba, em 2015. 



BRINCANDO COM A HISTÓRIA (48)




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