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terça-feira, 3 de junho de 2014

DA CUÍCA PARA O MUNDO

Notícia de última hora: o paulistano Osvaldinho da Cuíca, de batismo Osvaldo Barro, e seu parceiro de aventuras musicais, Luizinho Sete Cordas, estão arrumando as malas para uma temporada de 15 dias na terra do sol nascente. Viajam no próximo dia 22. Essa não é a primeira vez que Osvaldinho vai ao Japão para tocar e ministrar oficinas. Aliás, ele já estee em muitos países fazendo isso: Estados Unidos, Itália, Rússia e muitos outros. No período em que estiver lá, em Okinawa, notadamente, o mestre da cuíca autografará seu novo disco, O Velho Batuqueiro, para o qual escrevi o seguinte texto de apresentação:

Antes de tudo, o seguinte: a cuíca de Osvaldinho tem coração, pensa e fala.
Artífice de uma carreira longa e brilhante, o instrumentista, compositor e intérprete paulistano Osvaldo Barro, na cena musical desde os fins dos anos de 1950, popularizou a cuíca no País como fez Waldyr Azevedo com o cavaquinho e Luiz Gonzaga, com a sanfona. Só por isso ele mereceria uma estátua e o direito de aboletar-se à fama e ficar se balançando numa rede sob os aplausos do mundo, que tão bem conhece. Mas, não, Osvaldinho é um cara inquieto e quer mais; quer fazer mais, e faz. A prova é este disco irretocável, com o samba apresentado n´algumas de suas diversas vertentes.
Incansável e perfeccionista, esse mestre da cuíca surpreende e rende loas à vida com classe, cantando a paz e agradecendo a Deus por sair-se vitorioso das tantas empreitadas que tem encarado na vida, sem cair nas manhosas armadilhas das concessões que a muitos destrói, indistintamente.
Esse velho batuqueiro reúne neste disco pérolas como a da primeira faixa, em que sua cuíca resiste com galhardia à provocação da guitarra nervosa e elétrica do baiano Armadinho.
No mais, note-se aqui a ousadia de Denilson Miller ao incluir nos arranjos sanfona, piano, sax, trompete, um quarteto de cordas e percussão impecáveis, sem falar no naipe de frigideiras que ganha status de orquestra. 
O resultado é incrível!
Sim, este é o melhor disco de Osvaldinho da Cuíca.

GERMANO MATHIAS
Disco de estreia de Germano
Em plena forma, o mais representativo sambista da Paulicéia Desvairada de Mário de Andrade, Germano Mathias, completou ontem 80 anos de idade. Germano começou a gravar ainda nos tempos de discos de 78 voltas. O seu primeiro grande sucesso veio no lado B do disco (ao lado, reprodução original do selo) de estreia gravado em 1956 nos estúdios da Polydor, Minha Nega na Janela, samba dele e seu parceiro Doca, de batismo Firmo Jordão, que provocou polêmica pelas características racistas. Ouvir: https://www.youtube.com/watch?v=c2VeUDJCsEA

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