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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

CHIQUINHA GONZAGA EM REVISTA, NO SESC. IMPERDÍVEL

Há 99 anos estreava no Teatro São José, do Rio de Janeiro, a peça em três atos Forrobodó, expressão em si que a meu ver, ao contrário de outros, nada tem a ver com o velho e bom forró de Luiz Gonzaga, o rei do baião.
Forrobodó é sinônimo de confusão.
E a música de Forrobodó de quem é?
É da primeira chorona do Brasil, também a primeira maestrina a reger uma orquestra no Brasil e primeira compositora da música popular do País a fazer real sucesso (deixou uma obra com cerca de dois mil títulos); filha de um general do Exército Imperial e afilhada do Duque de Caxias. Seu nome: Francisca Edwiges Neves Gonzaga, conhecida por Chiquinha Gonzaga, autora da primeira marchinha carnavalesca, Ó Abre Alas, feita em 1899 para o Cordão Rosas de Ouro e gravada integralmente pela primeira vez pelas irmãs Linda e Dircinha Batista, para a série da Abril Cultural, História da Música Popular Brasileira, sob a regência de José Menezes, somente em 1971, pois até então apenas trechos eram gravados... De todas, essa é a marchinha mais conhecida e inda hoje tocada nos salões de baile de carnaval.
O texto de Forrobodó levou a assinatura de Luiz Peixoto e Carlos Bittencourt.
Detalhe: pela primeira vez na discografia brasileira aparece a palavra baião numa composição musical, e essa composição vem a ser de autoria de... Chiquinha Gonzaga, em parceria com o poeta Viriato Correa. Título: A Sertaneja, de 1915.
Quatro anos depois, a dupla Gonzaga-Correa voltaria a incluir a palavra baião noutra composição, A Chinelinha do Meu Amor, acrescida à peça A Sertaneja, cuja letra é esta:

Prateia a serra, tudo prateia
O luar branco de minha aldeia
(O luar branco de minha aldeia)
Em minha terra, quando a lua sobre a serra
A saudade se desterra
Nos confins do coração
A natureza fica muda, fica presa
Enlevada na beleza
Do luar do meu sertão
Em minha aldeia quando brilha a lua-cheia
A matuta sapateia
Nos requebros do baião
E ao som do pinho da viola e cavaquinho
Tudo baila à luz de linho
Do luar do meu sertão!

Mas por que faço eu esse arrodeio todo?
Para dizer, meus amigos, que amanhã às 21 horas eu vou assistir Chiquinha em Revista, também título do CD que será lançado na ocasião, com a participação de Na Ozzetti, Vange Milliet, Suzana Salles, Carlos Careqa e Rita Maria e os craques em instrumentos diversos: Vitor Lopes (gaita), Ronen Altman (bandolim), Bel Latorre (clarone), Sérgio Reze (bateria e percussão), Paola Picherzky e Ítalo Peron (violão), Gabriela Machado (flauta), Luiz Guello (pandeiro), Luiz Amato e Esdras Rodrigues (violino), Emerson Lujiz De Biaggi (viola), Adriana Holtz (violoncelo) e Valdir Ferreira (trombone).
O CD está ótimo, já o ouvi.
Vem com 13 faixas, cada uma melhor que outra, a maioria há muito deixada ao limbo, como Passos no Choro, Fogo Foguinho (obra-prima), Sultana, Falena, Cubanita. E o que dizer de Tava Assim de Português e da já citada A Sertaneja?
Claro, Corta-jaca está entre as faixas selecionadas.
Cinco das 13 faixas de Chiquinha em Revista tem arranjos assinados pela ótima pianista Ana Fridman, uma atração especial, à parte.
Ana, junto com o contrabaixista Gilberto Assis, foi quem teve a idéia de trazer à tona essas pérolas de Chiquinha.
Meu Deus, como o Brasil é rico!
Vamos assistir Chiquinha em Revista, na unidade SESC Vila Mariana? Fica ali na Rua Pelotas, 141, Vila Mariana. Corra. Reserve entrada pelo telefone 5080.3000.

CARNAVAL
A folia de Momo está batendo à porta.
Vou-me amostrar em riba dum carro alegórico da X9, na madrugada de sábado pra domingo. Direi algo amanhã. Ou depois, sei lá!

PROJETO DE LEI
Quase na mesma hora – o dia foi o mesmo, segunda 8 - que embarcava de São Paulo para a Eternidade o mineiro sertanejo Pena Branca, dos bons, do palácio do governo, em Brasília, o seu inquilino Lula da Silva despachava para o Congresso Nacional projeto de lei prevendo responsabilização administrativa e civil a empresas cujos dirigentes metam a mão no cofre público.
Já estava mais do que na hora de providência nesse sentido ser tomada.
É o primeiro passo para o trem entrar nos trilhos.
Espera-se agora dos congressistas a aprovação do projeto, para carimbo real.
Se aprovado esse projeto de lei, será preso e julgado quem fraudar licitações, pagar propinas a servidores públicos ou praticar maquiagem de serviços em produtos fornecidos pelo governo.
No tocante à essa questão, diga-se, a legislação em vigor é branda e não prever instrumentos legais que garantam o ressarcimento de prejuízos provocados por gatunos ao erário público.
Fica o registro.

4 comentários:

Flávio Tiné disse...

Caro Assis:

O show do SESC é imperdível, mesmo porque conta com a participação da linda flautista Gabriela Machado, das Choronas. Estarei lá.

Ayrton Mugnaini Jr. disse...

>Vou-me amostrar em riba dum carro alegórico da X9, na madrugada de sábado pra domingo.<

Assis na X... Isso dá um bom mote! Felicitações pelo belo blog e um e-abraço.

Anônimo disse...

parabens pelo blog...
Na musica country VIRGINIA DE MAURO a LULLY de BETO CARRERO vem fazendo o maior sucesso com seu CD MUNDO ENCANTADO em homenagem ao Parque Temático em PENHA/SC. Asssistam no YOUTUBE sessão TRAPINHASTUBE, musicas como: CAVALEIRO DA VITÓRIA, MEU PADRINHO BETO CARRERO, ENTRE OUTRAS...
é o sonho eterno de BETO CARRERO e a mão de DEUS.

Anônimo disse...

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é o sonho eterno de BETO CARRERO e a mão de DEUS.

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