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terça-feira, 10 de abril de 2012

DIRETAS-JÁ: 18 ANOS E MOVIMENTO, UMA REPORTAGEM

Num dia como hoje, terça 10 de abril, há 18 anos, ocorria na região da Candelária, no Rio de Janeiro, a maior manifestação popular já realizada no País: o comício pelas eleições Diretas, que reuniu cerca de 1,2 milhão de pessoas.
O comício foi o começo do fim do regime militar implantado no Brasil desde a tomada de poder, em 1964.
Às 14 horas, a multidão começou a se aglomerar.
Às 16h10, começaram os discursos.
Discursaram artistas, intelectuais, políticos; entre os quais vários governadores, antes de Brizola.
Já era tarde da noite, quando a multidão entoava o Hino Nacional.
O final foi cheio de emoção, quando a multidão toda cantava a todo pulmões a célebre canção Pra Não Dizer que Não Falei de Flores, do paraibano Geraldo Vandré.
Quinze dias depois, a grande decepção: a emenda pelas Diretas-já não foi aprovada pelo Congresso Nacional, pois eram preciso 320 votos, ou 2/3 dos deputados.
O resto da história se sabe: Tancredo venceu Maluf, no Colégio Eleitoral formado por 686 delegados de vários partidos, entre os quais PMDB e PT.
Esse era um tempo de exceção, com censura na imprensa, inclusive. Daí existirem vários jornais pequenos, alternativos, nanicos.
Entre os jornais alternativos à chamada grande imprensa, havia Pasquim, Opinião e Movimento.
Movimento teve 334 edições; a primeira no dia 7 de julho de 1975 e a última, no dia 23 de novembro de 1981.
Foi um jornal raçudo, de posição, cuja história se acha no livro Uma Reportagem que acompanha um DVD com todas as edições do jornal.
A obra é assinada por Carlos Azevedo, Marina Amaral e Natalia Viana (Manifesto Editora, 2011).
Leiam-no.
Leiam também um dos mais importantes livros sobre a nossa chamada imprensa nanica: Jornalismo de Guerrilha, a Imprensa Alternativa Brasileira - da Ditadura à Internet (Disal Editora, 2004). 

JEQUIBAU E MÁRIO ALBANESE
Logo mais, às 20 horas, estarei dando um abraço no amigo paulistano Mário Albanese (foto), cocriador com o maestro gaúcho Ciro Pereira. São dos dois o ritmo musical Jequibau, lançado mundialmente em agosto de 1965. Mário será homenageado pela Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo com um jantar no restaurante Vila Távola, no Bixiga de Adoniran Barbosa. Motivo? Trabalhos prestados à cultura. Flores em vida! Detalhe: Mário é destaque na exposição instalada na área de Convivência II do Sesc Santana, no Jardim Paulista, que continuará aberta à visitação pública até o próximo dia 27 de maio. Você ainda não a viu? Tá na hora...

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