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terça-feira, 18 de setembro de 2012

FILME TROPICÁLIA E RAUL CÓRDULA

O filme Tropicália, de Renato Terra e Ricardo Calil, cumpre, de forma impecável, a tarefa de mostrar e explicar às gerações recentes - e futuras - o movimento tropicalista que tinha na linha de frente Gil, Caetano e Tom Zé no começo da segunda parte dos anos 1960.
O movimento durou um anos e dois meses, ou seja: de outubro de 67 a dezembro de 68.
E o registro musical original constante do seu acervo é de apenas seis discos.
O auge ocorre com o LP Panis et Circencis, de Caetano.
Pois é, e o barulho em torno dele continua.
O filme de Terra e Calil parte de imagens inéditas em p&b de Gil e Caetano em Portugal, ocasião em que os dois foram entrevistados numa TV pelo humorista Raul Solnado.
Àquela altura, o movimento já fora sepultado.
Vale a pena assistir o filme, com duração de uns 80 minutos.

RAUL CÓRDULA
O artista plástico campinense Raul Córdula é o curador da mostra 13 Artistas Paraibanos Contemporâneos que será aberta à visitação pública amanhã, às 20 horas, no Centro Universitário Maria Antônia (Espaço 5).
A mostra, que recentemente reinaugurou o Museu de Arte Assis Chateaubriand, de Campina Grande, PB, faz parte da 17ª Semana de Arte e Cultura da Universidade de São Paulo, na capital paulista.
Raul (eu sou de óculos), junto com Selene Sitônio e João Câmara Filho, foi um dos meus professores de artes plásticas na divisão de Extensão Artística da Universidade Federal da Paraíba, nos começos dos anos 1970.
A foto que ilustra este texto é dessa época e feita na redação do jornal O Norte, dos Diários Associados, onde iniciei a carreira de jornalista trabalhando ao lado de Augusto Crispim, Barroso Neto, Martinho Moreira Franco, Anco Márcio, o fotografo Djalma Goés; os veteranos José Leal e Gonzaga Rodrigues e tantos mais.
Quantas lembranças!
Meus professores viam em mim talento de artista que nunca tive, mas valeu o esforço: aprendi a gostar de artes.
Os 13 artistas que participam da exposição, no Espaço 5 do Centro  Universitário Maria Antônia, são:
Alice Vinagre, Braz Marinho, Célia Araújo, Chico Dantas, Chico Pereira, Dyógenes Chaves, João Lobo, Luiz Barroso, Manuel Dantas Suassuna, Marcelo Coutinho, Marlene Almeida, Rodolfo Athayde, Rosilda Sá.

ALAÍDE COSTA
A produtora musical Livia Mannini informa que a cantora Alaíde Costa se apresentará na noite de sexta 21, no espaço cultural Casa de Francisca, à Rua José Maria Lisboa, 190. Alaide é a voz da bossa nova, estranha e linda. Faz tempo que não a vejo, vamos ouví-la?

PINTANDO O 7
Foi legal domingo 16 a festa comemorativa aos cinco anos do programa Pintando o 7, do artista popular pernambucano Luiz Wilson na casa de espetáculos Eucaliptus, em Interlagos, zona Sul da cidade. O programa vai ao ar todos os domingos de manhã pela Rádio Imprensa FM 102,2. Compareceram à festa Fatel, Anastácia, Emídio Santana, a dupla de emboladores Caju e Castanha e Chambinho, que viverá o rei do baião quando jovem no filme de Pai Pra Filho partir do mês que vem.
Clique:

E de lambuja seguem uns versinhos setissílabos do Luiz Wilson ditos por ele mesmo na noite de domingo 16, como se eu os merecesse. Estes:

Agora peço licença
Para homenagear
Um Cidadão Paulistano
Paraibano exemplar.
Escritor vitorioso,
Jornalista e estudioso
De cultura popular.

Um cidadão Brasileiro,
Poeta João Pessoense
Instrutor e palestrante
Que faz com que o povo pense.
História no jornalismo
Que com profissionalismo
Já comprovou que convence.

Começou em tenra idade
Ainda na terra forte
No correio da Paraíba
Antes no Jornal o Norte.
Passou por Caruaru
Mas veio como eu e Tu
E São Paulo lhe deu suporte.

Inovou no jornalismo
Na escrita e linguajar
Folha, Estado de São Paulo
E no Diário popular.
Sem esquecer, no ensejo
Do Diário sertanejo
O caderno complementar.

Produziu e apresentou
Um Programa especial,
Que foi líder de audiência
Pela Rádio Capital
São Paulo capital Nordeste
Mobilizou o sudeste
Pelo diferencial.

Ele descreve com mérito
A Cidade e o Sertão,
Do resgate das origens
À modernização.
Conhece a fundo e de sobra
Sobre a vida e grande obra
De Luiz, Rei do Baião.

Fez história na TV
Abril vídeo e manchete
E também trabalhou na Globo
Com o talento que compete.
Tem história na bagagem
Pra merecida homenagem
DO PUBLICO QUE PINTA O SETE!

Um comentário:

Anônimo disse...

Esse Luiz Wilson, alem de ter sido modesto com os elogios a você, está se apresentando como um baita cordelista contemporâneo. Abração, Chico Salles.

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