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quinta-feira, 4 de setembro de 2014

OSWALDO MENDES, EM REVISTA

Baixinho, troncudo, barbudo de sorriso fácil - simpaticíssimo - gaiato e destemido.
Estas são as características que me fazem lembrar o mineiro Henrique de Souza Filho, Henfil.
Henfil, jornalista, cartunista de traço inconfundível, estaria completando agora 70 anos de idade.
Politicamente, Henfil era um anarquista, digamos assim, com objetivos concretos. Tanto que foi um dos mais dedicados personagens de movimentos sociais do País, como as campanhas pela Anistia  e Diretas Já.
Lembrei disso tudo por uma razão: Mexendo no acervo do Instituto Memória Brasil, encontrei um lp raríssimo: Revista do Henfil (acima no clique de Darlan Ferreira).
O lp do extinto selo Discos Bandeirantes traz doze faixas, quatro das quais assinadas por Oswaldo Mendes e Claudio Petraglia.
A Revista do Henfil foi uma obra para teatro baseada nas tirinhas do autor, publicadas em vários jornais e revistas entre os quais Jornal do Brasil, O Estado de São Paulo e O Cruzeiro.
A criação da Revista do Henfil foi uma iniciativa da empresária, produtora e atriz Ruth Escobar, que contratou alguns nomes de destaques da cena brasileira para se integrar à direção e elenco, como Fauzi Arap (1938-2013)
O texto é assinado pelo ator, autor e jornalista paulista de Marília Oswaldo Mendes e o próprio Henfil.
Entre os atores convidados para participar da Revista do Henfil que estreou no dia 1º de setembro de 1978, no Galpão/Teatro Ruth Escobar, estavam no elenco nomes como Paulo Cesar Pereio e Sonia Mamed.
Fauzi Arap foi o primeiro nome chamado para dar texto final à Revista, mas ele desistiu no último momento, levando Ruth Escobar a chamar  às pressas Oswaldo Mendes (abaixo, no clique de Jailton Garcia/Câmera Brasil Imagens), que deu conta do Recado.
Henfil morou em Natal, RN - onde foram feitos os primeiros esboços da Revista -, nos Estados Unidos, China, São Paulo e Rio de Janeiro.
Não dá para esquecer os 36 anos da estreia da Revista do Henfil, que à época percorreu várias cidades brasileiras.
A Revista do Henfil foi o embrião que levou à promulgação da Lei da Anistia (Lei n° 6.683), que diz:
Art. 1º É concedida anistia a todos quantos, no período compreendido entre 2 de setembro de 1961 e 15 de agosto de 1979, cometeram crimes políticos ou conexo com estes, crimes eleitorais, aos que tiveram seus direitos políticos suspensos e aos servidores da Administração Direta e Indireta, de fundações vinculadas ao poder público, aos Servidores dos Poderes Legislativo e Judiciário, aos Militares e aos dirigentes e representantes sindicais, punidos com fundamento em Atos Institucionais e Complementares …(vetado).
1º - Consideram-se conexos, para efeito deste artigo, os crimes de qualquer natureza relacionados com crimes políticos ou praticados por motivação política.
Essa é uma história incrível.
Quer saber mais um pouco sobre Henfil?  Então clique:
http://assisangelo.blogspot.com.br/2014/06/viva-hrnfil.html
Oswaldo Mendes em visita ao Instituto Memória Brasil - IMB

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