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segunda-feira, 2 de março de 2015

E O BELCHIOR, PIROU?

Faz tempo que não falo com Belchior. Uma das últimas vezes foi no programa São Paulo Capital Nordeste (ao lado), que apresentei durante mais de seis anos na Rádio Capital AM 1400 kHz.
Antônio Carlos Gomes Belchior Fontenelle Fernades é um um cearense cantor, compositor, instrumentista e, no meu ponto de vista o principal intelectual da Música Popular Brasileira. 
Por que digo isso?
Belchior foi seminarista - fala com domínio até o latim - e por pouco não virou padre, quando padre era referência do que melhor existia como ser pensante. Claro, na nossa música popular - e também na música erudita - tivemos e temos grandes criadores, grandes compositores como Orestes Barbosa e Paulo Vanzolini entre outros.
Conheço Belchior faz tempo e goto da música dele e do seu jeito muito peculiar de cantar. Sempre foi profundo no que vez.
Ele frequentou a minha casa e meus filhos achavam graça do seu jeito de falar e tiravam onda do seu bigode.
Mas Belchior sumiu. Está em local incerto e não sabido e seus amigos feito doidos querendo dele pelo menos notícias.
Onde andará o Bel?
Bel é como os amigos o chamam, na intimidade.
Pois bem, o Bel sumiu do convívio natural dos amigos no mesço de 2006. Nesse ano, eu participava uma ou duas vezes de um programa, ao vivo,  na rádio record chamado "Balanço Geral". Lembro que numa das edições desse programa convidei o cantor, compositor, showman piauiênse Jorge Mello, parceiro do Bel em 29 canções. Jorge me disse que meses antes recebera um telefonema do amigo. Foi um telefonema muito estranho, no qual Belchior perguntava dos amigos do passado como Mesquetinha. "Não entendi nada, foi uma conversa estranha e confusa", lembrou Jorge acrescentando que naquela ocasião o Bel já estava "sumido".
Três anos depois, na última semana que antecedeu o fim de agosto de 2009, o programa Fantástico, da TV Globo, trouxe notícia e uma  curiosa  e confusa entrevista que beirou o surreal com o coautor de Mucuripe, um dos clássicos da MPB; e, diga-se de passagem, reconhecida como uma das pérolas musicais até pelo autor de Disparada e Caminhando, Geraldo Vandré. Aliás, os dois são amigos de longa data.
Por onde andará Belchior?
Dizem que endoidou, mas não acredito nisso.

 RIO, 450 ANOS
A cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro completou ontem 450 anos de fundação. São Paulo, completou essa idade 11 anos antes.
Foi uma festa e tanto a do Rio de Janeiro, com espetáculo inesquecível que contou com a presença de artístas de primeira grandeza do panorama musical brasileiro, como Paulinho da Viola.
Em 1954, quando São Paulo completou 400 anos, o Brasil inteiro ganhou festa e teve a sua história passada a limpo. Dessa festa participaram nomes como Pixinguinha e Paulo Vanzolini. Foi uma confraternização geral.
Por que digo isso?

Simples: O Brasil se uniu nesse aniversário, sem notas dissonantes de personagens discutíveis da vida brasileira, como o apresentador de uma bobagem lamentável chamada BBB. Quem é esse personagem que disse bobagens sobre São Paulo, agora no aniversário do estado vizinho? Não lembro, mas ouvi isso num programa da Globo apresentado por Fátima Bernardes, marcante como reporter e ex-apresentadora do Jornal Nacional.

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