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segunda-feira, 10 de outubro de 2016

ANJOS DA REPRESSÃO

Hoje cedo ouvi na Pan notícia dando conta de que acaba de ser reaberto inquérito sobre a morte do baiano de Salvador Carlos Marighela. Criador e líder da Aliança Libertadora Nacional ALN, Marighela foi assassinado por agentes da ditadura liderados pelo delegado Sérgio Paranhos Fleury, de triste memória.
Marighela nasceu no dia 05 de Novembro de 1911, no bairro de comércio popular Baixa do Sapateiro. Esse bairro, aliás, inspirou o bom mineiro Ary Barroso a compor um samba homônimo.

Essa notícia fez-me lembrar de outros assassinatos cometidos pelos trogloditas da repressão militar. Vladimir Herzog, por exemplo,  foi assassinado no dia 25 de outubro de 1975, nas dependências do DOI-Codi, no bairro do Paraíso, ironicamente.
O jornalista alagoano de Tanque d'Arca, Audálio Dantas, escreveu um livro definitivo sobre a vida e morte de Herzog. Esse livro, As Duas Guerras de Vlado Herzog, da Perseguição Nazista à Morte sob Tortura no Brasil (Editora Civilização Brasileira, Rio de Janeiro, 2012; 405 págs), traz tudo sobre Vlado. Diz, por exemplo, que ele era iugoslavo de nascimento, formado em filosofia pela USP, e jornalista.
A notícia sobre Marighela fez-me também lembrar dos operários Manoel Fiel Filho e Santo Dias da Silva. Fiel Filho nasceu em Quebrangulo, AL, veio para São Paulo no começo dos anos 50,  onde morreu no DOI-Codi, como Herzog, no dia 17 de janeiro de 1976.
A morte de Fiel Filho parece ter sumido no tempo, como sumida no tempo está a morte de Santo Dias.
Santo Dias era de Terra Roxa, interior de São Paulo. Ele nasceu em 1942 e foi sequestrado e morto em 1979.
O Brasil continua morrendo na mão de bandidos

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