Hummm... Tá faltando alguém... Cadê o Lampa?
Zilidoro dá uma risadinha safada. Barrica cutuca o mamo Biu, enquanto é observado por Mané, Zé e Zoião.
Sentados, num banco rente à parede, se acham Pitoco e Fuinha.
Maria passa os olhos na sala perguntando por onde anda Olavim, que já começa a ser apelidado de O Sumido. Zilidoro:
"Seu Assis, o Lampa tá que tá! Tem feito a barba e penteado o cabelo todo dia...".
Zoião interrompe pra dizer que "O Lampa está ultimamente todo vaidoso. Acho até que ele tem tomado banho todo dia, coisa que não fazia há muitos anos".
Ah! É, é? A que se deve isso?
Zé, um tanto matreiro, com um sorriso irônico no canto da boca diz depressa: "É amor! É amor!".
Mané: "Eu acho também. E acho que o motivo disso tem a ver com dona Flor".
A fala de Mané provocou risos gerais, menos na historiadora. Para agravar a situação, Lampa deixa o banheiro enxugando o rosto e passando em si mesmo um perfume de péssima qualidade. Ele vem penteado e sorrindo numa ingenuidade de dar pena. E pela primeira vez dá boa tarde, com voz caprichada. Nisso, chega silenciosamente à sala o tão esperado Olavim. Ao vê-lo Barrica vai logo perguntando qual o seu mundo de origem. Pitoco cutuca Fuinha, que pisca pra Olavim. O silêncio é total. Sorrindo, Olavim dirige-se a Barrica:
"Já ouvi pessoas dizerem que são cidadãs do mundo. Eu posso dizer que sou um cidadão dos mundos. Conheço de perto muitos planetas, além dos oito que são indicados nas escolas por professores. As estrelas não conheço todas, até porque se acham na casa dos bilhões. Quando me canso dos passeios que faço, bem além da Via Láctea, corro pra descansar na Lua".
Ouve-se um ôôôôh geral. De queixo caído se acham quase todos. Flor Maria:
"Poxa! Que história fantástica!".
Pois bem, realmente é incrível essa história do Olavim. Satisfeito, Barrica?
"Barrica parece que se acha no mundo da lua", diz rindo Mané.
Todos caem numa risada só. Até Olavim dá um ar da risada, enquanto desaparece como num passe de mágica.
Flor, você costuma ler histórias de ficção científica? Eu gosto e gosto de autores como Isaac Asimov.
Rindo, Flor responde: "Passei a gostar dessa tipo de literatura depois que descobri um cara chamado H.G. Wells. Esse cara estreou na literatura em 1895, com A Máquina do Tempo. Em seguida, ele escreveu O Homem Invisível. Esse é de 1897. Em 1898, Wells lançou A Guerra dos Mundos. Mas também gosto de Asimov, Arthur C. Clarke e Ray Bradbury. E vocês aqui, também gostam de ficção científica?".
Um pequeno tumulto se forma rapidamente, com todos querendo se sobressair dizendo que gostam desse ou daquele autor.
Bom, chega né? A hora já bateu seu tempo e ainda tenho de pegar o trânsito.
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