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domingo, 15 de novembro de 2020

VAI DAR BOULOS!


Fui a urna, já votei
E votei com alegria...


Pois é, dormir pouco, acordei cedo e depressa fui votar. Votei (acima).
É muito bom essa prática cidadã. É coisa antiga, antiquíssima.
Tudo muito bom, tudo muito calmo.
A esperança é uma flor que não morre, mas é preciso regá-la.
Esperança e democracia andam juntas.
Até o final da noite é bem possível que todos nós já saibamos do resultado das eleições de hoje para prefeito, vice e vereador.
Serão eleitos ou reeleitos prefeitos de 5570 municípios.

Quase 9 milhões de pessoas que vivem na capital paulista estão habilitadas a votar, mas é possível que haja uma grande abstenção. Aqui e alhures. Motivo: a Pandemia provocada pelo Coronavírus, que atinge o Brasil de ponta a ponta.
Tomara que nas 55 cadeiras da Câmara Municipal de São Paulo se ache nossos melhores representantes.
Na urna depositei aposta em Boulos/Erundina e no piauiense Alfredinho.
Boulos e Erundina têm possibilidades concretas de chegarem ao segundo turno.
E se chegarem, levam.
Mudanças à vista no mapa nas eleições municipais de 2020.
Erundina (foto ao lado) é uma guerreira, mulher de fibra.

CÉLIA E CELMA

Foi bem legal a entrevista que as cantoras gêmeas Céli e Celma deram a rádio CBN, levada ao ar na madrugada de hoje.
Foram 40 minutos de boa prosa, com elas contando a sua história desde a sua infância em Ubá, MG, sua terra. Os pais eram amigos do Ari Barroso. Eram crianças quando se apresentaram pela primeira vez numa emissora de rádio. Tinham 14 anos quando o amigo da família Gabeira as levou para tomar uma café, num boteco, tabu à época, pois mocinhas não podiam frequentar esses ambientes. As duas estão escrevendo um livro cheio de causos ocorridos com elas. Ah! E cantaram belas canções do novo CD comemorativo aos 50 anos de carreira. Entre as músicas, Beijinho Doce.
Ouça:

https://www.youtube.com/watch?v=vQDfj1IsUTQ

sábado, 14 de novembro de 2020

PERIFERIA, VIDA E ARTE

Você sabe quantas e quais são as regiões do País?
Lá vai: Norte, Nordeste, Sul, Sudeste e Centro-Oeste...
Da mesma maneira são divididas as regiões de um Estado, de uma cidade.
A região mais rica do Brasil é a região Sudeste. A mais pobre, Nordeste.
A principal cidade do Brasil é São Paulo, capital do Estado.
Geralmente, o centro de uma cidade é uma região rica e de um Estado, também. Idem de um país. Se considerarmos os EUA como o país mais rico do mundo, podemos concluir que esse país se acha no centro do mundo. O resto, é periferia.
Em todos os países há uma periferia.
A periferia do Brasil é o Nordeste.
E a periferia da Capital paulista, qual seria?
Bom, periferia é a região que circunda o centro de uma cidade, de um estado, de um país...
Se levarmos em consideração que o marco de São Paulo é o Centro, que passa pelo Jardins, habitado atualmente por cerca 460 mil habitantes, concluiremos que o resto é periferia.

É na periferia de um lugar que as pessoas mais convivem com as outras, em todos os sentidos. Inclusive no tocante à arte. 

A periferia paulistana é pobre, mas rica em manifestações artísticas. Nela tem surgido muitos coletivos de natureza cultural, de samba, de rock, de rap. Por lá o teatro também tem vida bastante movimentada. É como se fosse outro mundo.

A periferia é a segunda parte de uma cidade, certo?
Embora populosa e agitada, a periferia é uma região carente e esquecida pelo chamado poder público.
É tempo de eleição, é tempo de mudança.
A periferia paulistana é habitada por mais de 11,5 milhões de pessoas.
O Centro precisa conhecer a periferia.

DE OLHO NO VOTO

Amigo, minha amiga

Escute, preste atenção

Eu fico muito feliz

Em dia de eleição

Eleição é festa livre

Na vida do cidadão


Cerca de quinhentos mil brasileiros concorrem a cargos de prefeito, vice e vereador País a fora neste ano de 2020.

Só no Estado de São Paulo são cerca cem mil candidatos a esses cargos.

Na Capital paulista são quase dois mil cidadãos disputando uma das 55 cadeiras da Câmara.

A prefeito, são treze. A pandemia provocada pelo Coronavírus bagunçou o coreto, deixando candidatos malucos. Nas duas últimas campanhas, o candidato da direitona começou lá em cima e caiu lá pra baixo. E, de novo, continua caindo. 

O atual prefeito parece estar surfando numa boa. Pode ir ao segundo turno.



Erundina participou algumas vezes do programa São Paulo Capital Nordeste, na Rádio Capital, am 1040. Fui eu que a convenceu de apresentar a ideia de homenagear Luiz Gonzaga, Rei do Baião, com o Dia Nacional do Forró. 


O Dia Nacional do Forró faz parte do calendário oficial de comemorações do Brasil.

Entre os candidatos a vereador acho que tem cadeira garantida o piauiense Alfredo Alves Cavalcante. Esse Alfredo, chamado de Alfredinho do PT, é ex-metalúrgico e uma cara voltado às questões mais simples da vida do povo. 

Vive na zona sul de Sampa.

Eu o conheci numa festa de aniversário da cantora pernambucana Anastácia. Alfredinho é um pé de forró.

Erundina, paraibana de Uiraúna, foi a primeira prefeita de São Paulo (1989-1992). Fez um belíssimo trabaalho. Agora é vice na chapa do paulistano Guilherme Boulos, um moço de quase 40 anos, professor.

Alfredinho(13.110) e Erundina sempre olharam com bons olhos as pessoas portadoras de algum tipo de  deficiência.

Tomara que Boulos, Erundina e Alfredinho continuem fazendo bem ao povo.

Eu sou viciado em eleição. Já estou ansioso para o amanhã logo chegar. Vou a urna de banho tomado, dentes escovados, de roupa nova  e cheiroso. Que tal, hein?

Viva a democracia!

Viva a esperança!


ELEIÇÃO EM MACAPÁ

O apagão que atingiu em cheio o povo do Amapá levou o TSE a remarcar eleições em Macapá. Será no dia 13 de dezembro.

Curiosidade: Luiz Gonzaga, rei do baião, nasceu no dia 13 de dezembro de 1912. E é autor do música Macapá. 

Ouça:



QUEM PROCURA ACHA

Nunca o Brasil teve um presidente tão louco, tão irresponsável, tão homofóbico, tão racista, tão tudo que não presta.
Na semana que hoje 14 finda, o presidente Bolsonaro superou-se.
Bolsonaro machão, machista, chamou de maricas os brasileiros por temerem se contaminar pelo Novo Coronavírus. E referiu-se logo depois, à Covid-19 como algo sem importância e se houver nova onda, que enfrentemos. Fala frouxa, sem responsabilidade.
O comportamento do presidente levou o Comandante do Exército, Edson Pujou, a dizer que lugar de Militar é o Quartel e não o Palácio, a política. "O nosso partido é o Brasil", acrescentou.
A fala do General lembrou-me da figura do Marechal Henrique Teixeira Lotte (1894-1984).
Lotte, Ministro da Guerra logo após o suicídio de Vargas, deixou o Exército para concorrer à Presidência da República em 1960. Perdeu para Jânio.
A História conta que Lotte foi um defensor intransigente da Constituição. Chegou a ser preso por suas posições em defesa da lei e da ordem, da democracia.
Uma vez perguntei ao cantor e compositor Geraldo Vandré, autor de Pra Não Dizer que Não Falei de Flores, que posição tinha a respeito do Marechal Lotte. Resposta: "a última vez que votei, votei nele".
Resposta idêntica também ouvir do humorista Chico Anísio(1931-2012)".
Bolsonaro, com suas declarações malucas está procurando sarna pra se coçar.

sexta-feira, 13 de novembro de 2020

BOLSONARO, O AVESSO DE TIRIRICA

Depois de tantas bobagens ditas por Bolsonaro, pergunto eu cá com meus botões: como findará o seu Governo?
Findará em renúncia (Jânio, Collor), findará em suicídio (Vargas), findará em morte provocada por doença, tiro ou facada? Findará em Impeachment? (Dilma) 
Como findará o governo Bolsonaro?
Na gaveta do Presidente da Câmara, Rodrigo Maia, se acham 40 ou 50 pedido de impeachment contra o atual presidente da República. 
Bolsonaro foi eleito por acaso, num momento em que a população brasileira se sentia traída pelas peraltices, digamos assim, do governo petista.
Povo decepcionado é que nem mulher traída: entra em desespero.
E foi o que aconteceu em 1918.
Quem não se lembra do caso cacareco? O BRASIL TÁ CHEIO DE TIRIRICAS. E SE...?
Bolsonaro é o avesso do cacareco. Bolsonaro é mau, ignorante, sem sentimentos. 
Como presidente, não governa para todos. Só quem vê nele a própria imagem. 
Banana caí de madura ou no bico de passarinho. 

Gosta de falar grosso
Mas logo depois afina
É seu jeito simples de ser
De dizer coisa cretina
Porém não tem respeito
Nem aqui nem lá na China

No Inferno tem Capeta
No espaço, pandemia
Muita gente já morreu
De dor, de agonia
Bolsonaro tira sarro
Do seu povo todo dia

Diante da pandemia
O Presidente debochou
Dizendo ser gripezinha
Sim, foi isso o que falou
Que diachos há com ele
Perdeu a cela, endoidou?

A Covid-19
No mundo é pandemia
No Brasil é quase nada
É somente gritaria
Segundo Bolsonaro
É conversa, fantasia

Os mortos se multiplicam
No colo do Capitão
Que o tempo todo só fez
Engendrar complicação
Deixando o povo tonto
Sem luz, na escuridão...

Do folheto, Serpente Quer por Ovo no Coração do Brasil

EUA 

O mundo todo, menos a Rússia, reconhece Biden como novo presidente norte-americano. Até a China reconheceu, mas Bolsonaro continua na moita chorando de tangas. 

quinta-feira, 12 de novembro de 2020

BRASIL, UM POBRE PAÍS RICO...

Eu nasci num país onde brancos ganham mais do que pretos e pardos, mesmo de profissões iguais.
Eu nasci num país onde mulheres ganham menos do que os homens, mesmo de profissões iguais.
Eu nasci num país onde há 52 milhões de pobres.
Eu nasci num país onde 14 milhões de pobres estão abaixo dessa linha, vivendo com 150 reais/mês.
Eu nasci num país onde homens batem em mulher, impunemente.
Eu nasci num país onde homens até matam mulher, impunemente.
Eu nasci num país onde a polícia mata por matar pobres, pretos e pardos.
Eu nasci num país pobres policiais reverenciam ricos.
Eu nasci num país onde ricos humilham pobres.
Eu nasci num país onde arte e artista não interessam aos governos pelo povo eleitos.
Eu nasci num país onde crianças são abandonadas a própria sorte, a despeito do poder público.
Eu nasci num país abençoado por Deus, sem terremotos, tsunamis...
Eu nasci num país abençoado por Deus, onde a natureza parece ter fincado seus primeiros filhos: as árvores, os bichos, o vento...
Eu nasci num país onde a Natureza parece ter dito: "Aqui, Deus nasceu".
Eu nasci num país onde, historicamente, os mandatários tomam pra si o poder de vida e morte.
Eu nasci num país onde o analfabetismo grassa...
Eu nasci num país onde a miséria é semente que frutifica até em solo tórrido.
Eu nasci num país onde a política é profissão da barbárie.
Eu nasci num país onde a Justiça é corrompida.
Eu nasci num país onde a esperteza é mais importante que a inteligência.
Eu nasci num país de marechais e baionetas.
O primeiro presidente do Brasil foi o golpista Marechal Deodoro. O segundo, Floriano Peixoto. O terceiro um civil de São Paulo, Prudente de Morais.
Civis continuaram ocupando a cadeira de presidente no começo dos anos 30. E houve doido, ocupando essa cadeira: Delfim Moreira.
E o povo sofrendo, até porque não tinha voz nas urnas.
A Semana de Arte de 22, tendo à frente Oswald e Mário de Andrade, pretendeu nacionalizar as artes...
À época da Semana o presidente era o paraibano Epitácio Pessoa.
Epitácio foi linha dura, duríssima. E preconceituoso, racista. Igualzinho ao irresponsável que ora ocupa a poderosa cadeira de presidente da República: homofóbico, machista...
O Brasil virou piada, no mundo. Que pena.
Estou triste, que país é esse?

quarta-feira, 11 de novembro de 2020

QUE SERÁ DE NÓS NA GUERRA, HEIN?

O Bolsonaro tá com a macaca.
Destrambelhado chegou a ameaçar os Estados Unidos com pólvora. 
E aí, sem ter o que fazer, lá vou eu em versos em homenagem ao dito cujo:

O Brasil está perdido
No passado e no presente
Do futuro que será
Com o tal do Presidente?

Ele anda para trás
Marchando na contramão 
Pensando poder um dia
Controlar nossa Nação?

Não pode, pirou de vez
Pirou completamente 
E agora o que fazer
Com um sujeito demente?

Camisa de força nele
Pra evitar mais confusão 
Ou deixar que vá à guerra 
Com pólvora em sem canhão?


PRA RELAXAR



terça-feira, 10 de novembro de 2020

GOVERNO POLITIZA VACINA

No Brasil, a cada dia, mais de 30 pessoas recorrem ao suicídio para sumir do mundo. 
A hipocrisia dos poderosos, mais do que me impressionar, deixa-me louco. Fora de mim.
O Trump ainda não se acostumou com as derrotas. Igualzinho a sua cópia brasileira, Bolsonaro.
Bolsonaro quis "curar" a Covid-19 com Cloroquina.
Bolsonaro, que nem um vírus, contagia da pior maneira possível os seus comparsas, coleguinhas de Governo.
O ministro da Saúde, por exemplo, é um subserviente sem classificação. Desclassificado. Uma marmota ativa do Exército brasileiro.
Triste, triste. Muito triste o comportamento do atual presidente da República.
Bolsonaro é rastro de cobra, se me entendem.
O ocupante da mais importante cadeira do Brasil, pode muito mas não pode tudo. Isso ele vai ver.
A China é o país que mais compra produtos do Brasil. 
Se a China deixar de comprar os produtos brasileiros, estaremos fu.
Hoje a bolsa de valores, no Brasil, fechou lá em cima. O dólar caiu.
O Brasil hoje foi surpreendido pelo anuncio de politização da ANVISA, Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
Triste, muito triste o que ocorre hoje no País. 
E Bolsonaro, nas suas redes de aranha choca, disse que mais uma vez ganhou. Ele disse isso no dia em que o Brasil se aproxima da marca lamentável de 163 mil mortes provocadas pela Covid-19.
A Covid-19 derrubou Trump.
A Covid-19 vai derrubar Bolsonaro, que ele considera gripezinha.
A politização da ANVISA deveu-se ao fato de um cidadão brasileiro ter morrido poucos dias depois de se submeter ao teste que certamente levará à aprovação da Coronavac, vacina de origem Chinesa que deverá ser fabricada pelo respeitadíssimo Instituto Butantã, de São Paulo.
Segundo a ANVISA, o cidadão foi vítima da Coronavac, certo?
Detalhe: o cidadão em questão foi encontrado morto no banheiro da sua moradia, cheio de picadas. 
Suicídio, concluem as autoridades de plantão no IML.
E agora, porque ele se matou?

E ESSA HISTÓRIA DE GOLPE E PODER, HEIN?

Há exatamente uma semana, os norte-americanos foram às urnas e escolheram Biden como novo presidente.
Os presidentes da China, Rússia e Brasil ainda não aceitaram a derrota de Trump.
Há exatamente uma semana, o povo do Amapá ganhou um apagão geral.
Há exatamente um mês completado ontem 9 os brasileiros começaram a acompanhar as promessas, quase todas vazias, dos candidatos a prefeito, vice e vereador.
Há 90 anos, Júlio Prestes ganhava nas urnas o cargo de presidente da República. Mas não levou.
A história mostra que no dia 1º de março de 1930, o povo brasileiro foi às urnas e o escolheu como presidente.
Seu Julinho, como era chamado, recebeu mais de 1 milhão de votos e Vargas, seu concorrente, menos de 800 mil. Mas a força do ditador e do Exército juntas puseram o vencedor na berlinda.
O golpe fez Vargas permanecer no poder durante 15 anos ininterruptos. Fato único na história.
Mesmo que quisesse, Trump não conseguiria tal façanha.

VANUSA

Ontem 9 o corpo da cantora Vanusa foi sepultado num cemitério da zona sul da Capital paulista.
A morte da artista foi registrada em menos de 30 segundos pelo Jornal Nacional.
Ah! Nenhum artista compareceu à cerimônia. Que coisa!

segunda-feira, 9 de novembro de 2020

BRASIL FORA DO MUNDO

Biden ganhou e Trump e Bolsonaro perderam.
Governos de boa parte do mundo civilizado já cumprimentaram o novo presidente norte americano pela vitória. O comportamento do presidente brasileiro é como se fosse, um comportamento de bocó.
Desde o primeiro momento em que virou presidente, Bolsonaro não negou ao mundo a sua admiração pessoal por Trump. 
Trump, na moita, enrolou Bolsonaro o tempo todo. Tipo um galã passando a perna numa donzela.
Trump prometeu, prometeu. Disse que faria tudo para por o Brasil na OCDE, Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico. E prometeu mais, muito mais, mas nada cumpriu. Bolsonaro, por sua vez, encheu de mimos o gringo do Norte. 
Para agradar Trump, Bolsonaro autorizou a entrada ao Brasil, sem visto, de qualquer norte americano. 
Trump, na dele, taxou produtos derivados do aço, enquanto o seu amigo abria as portas para a entrada, sem taxação, de etanol. Pode? 
Eu não ia nem falar disso. Eu estava propenso a falar sobre as eleições municipais que ora batem à nossa porta. 
Por falar nisso, Bolsonaro está apoiando alguns candidatos a prefeito de algumas capitais. 
Em São Paulo, o seu fã, Russomano, tá mais pra baixo do que rastro de cobra. Vai pro saco! 
No Rio, o futuro de Crivela, é uma peia. E bem merecida! 
A derrota de Trump pode se repetir no Brasil, daqui a dois anos.
Até o todo poderoso primeiro-ministro da direita radical da Hungria, Viktor Orbán, enviou suas congratulações ao novo presidente americano. 
Quando Bolsonaro vai imitar o seu par da Hungria, hein?
Enquanto isso, continuamos isolados do mundo e o fogo comendo solto, engolindo a Amazônia e o Pantanal...

domingo, 8 de novembro de 2020

TRUMP, TALIQUÁ CACHORRO LOUCO

O mundo está livre de Trump, certo? Errado!
Trump continua habitando não só o solo norte-americano, mas a cabeça de alguns presidentes mundo a fora.
Mas, sem dúvida, a direita levou uma esquerda no queixo.
Não que o Biden seja flor que se cheire. Não é bem isso. Mas não dá para compará-lo ao Trump.
E a transmissão de cargo, hein?

 

O primeiro presidente da República do Brasil foi o Marechal Deodoro. O segundo, seu vice, também era marechal.
O terceiro presidente, que substituiu Floriano, era civil: Prudente de Moraes.
Deodoro derrubou o imperador D. Pedro II, proclamou a República, fechou o Congresso e caiu. Floriano assumiu o poder desrespeitando a Constituição. Enfrentou revoltas populares ao cabo recusou-se a transmitir o cargo de presidente a Prudente de Moraes.
Até janeiro de 21 muita água vai rolar. Nos EUA, mundo a fora. Em 21 Bolsonaro continuará fazendo discurso com vistas a reeleição no ano seguinte.
A queda de Trump inspirou-me e compus o texto que abaixo interpreto.
Charge: Fausto Bergocce
Assis Ângelo, Instagram: @assisangelo_imb

VANUSA FOI BRILHAR NO CÉU


Em 1966, a paulista de Cruzeiro Vanusa aparecia pela primeira vez num programa de televisão. O programa O Bom, era apresentado pelo cantor e compositor da Jovem Guarda Eduardo Araújo. O artista gostou da cantora e a ela autorizou a gravação de Pra Nunca Mais Chorar(acima), composta em parceria com o provocador Carlos Imperial.

Com Pra Nunca Mais Chorar Vanusa estreou no mercado fonográfico, via RCA Victor.
Vanusa foi encontrada morta na madrugada de hoje 8, numa casa de repouso em São Paulo. Morreu dormindo, como Chaplin, Manezinho Araújo e Moraes Moreira. Cantora de voz afinadíssima e
compositora de nível, ela deixou quase duas dezenas de discos, entre os quais Vanusa 30 anos(Som Livre). Nesse disco, LP, ela gravou lançou Avohai do paraibano Zé Ramalho (ao lado).






Vanusa emplacou vários sucessos. Para lembrar, clique: 



sábado, 7 de novembro de 2020

JORNALISMO E DEMOCRACIA NO MUNDO

Difícil e perigosa é a profissão de jornalista, no Brasil e no mundo todo.
No final da noite de quinta 5, o atual presidente dos Estados Unidos reuniu a imprensa para um pronunciamento. Começou repetindo que a eleição foi uma fraude. E continuou repetindo absurdos. Lá pras tantas, alguns canais de TV mais importantes dos EUA, entre os quais ABC e NBC, interromperam a fala do falastrão.
Até grandes canais que o veem com certa aquiescência, como CNN e Fox News, o criticaram por apresentar ou fazer acusação sem provas.
Naquela noite, Trump ficou falando sozinho. A apuração dos votos continua no seu ritmo. No caso, lento.
São complicadas as regras que regem as eleições estadunidenses. Cinquenta são os Estados que formam os EUA.
Cada uma das 50 unidades do país permitem que os partidos façam uma lista de candidatos a delegados. Essa lista é levada à apreciação da população. O número de delegados aprovados pelo voto direto depende do tamanho da população e da quantidade de representantes na que têm Câmara e no Senado.
Quinhentos e trinta e oito delegados formam o colegiado que decidem as eleições. Trump disputa a reeleição à presidência e Biden, a eleição.
Por lá o pau está catando.
Se Biden ganhar os delegados da Pensilvânia, 20, ganha a chave da Casa Branca. Caso isso não ocorra dependerá dos votos da Geórgia, 16.
A barulheira toda que Trump está aprontando é perigosa.
Que nem um roedor, o atual presidente norte-americano está minando a base da democracia. Isso é péssimo para a convivência humano no Planeta.
O perfil de Trump, um autocrata, é claramente de ditador. Igualzinho a sua cópia brasileira, Bolsonaro.
Os EUA nunca tiveram, pra valer, um regime ditatorial. O Brasil, já.
Caso ganhe a parada para presidente, Biden espichará os olhos para a América Latina.
A região mais perigosa para jornalistas é atualmente, a América Latina. No ranking o México está em primeiro lugar e o Brasil, no segundo.
Nunca um mundo olhou tanto, de uma vez só, em direção aos Estados Unidos da América.

sexta-feira, 6 de novembro de 2020

APAGÃO EM MACAPÁ

O Brasil é um país incrível, riquíssimo de todos os lados.
São 26 Estados e um Distrito Federal ocupando uma área superior a 8,5 milhões de km². 
A maior região do País é a Norte, abrangendo 7 estado: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. 
O Norte está pegando fogo e pegando fogo também estão o Mato Grosso e o Mato Grosso do Sul, no Centro-Oeste. 
O pantanal continua ardendo em brasa. 
Há mais de 72 horas o Amapá entrou em colapso. Explica-se: um raio desabou sobre uma subestação de energia elétrica. 
São cerca de 800 mil pessoas prejudicadas pelo apagão provocado pelo raio.
O Amapá, que tem um área com pouco mais de 180 mil km², virou estado em 1943. Corria o governo Vargas.
Originalmente, o Amapá foi um território desmembrado do Pará.
O povo todo do Amapá está sofrendo por falta d'água, de luz, por falta de tudo. 
Igualmente precária é a situação dos hospitais, do IML. 
Que Deus tenha pena do povo do Norte, do Nordeste, do Centro Oeste, do Sul e do Sudeste. 
Em 1949, o pernambucano Luiz Gonzaga, já aclamado como Rei do Baião, foi fazer uma apresentação na Capital do Amapá, Macapá. Ele, Catamilho e Zequinha. Encantou-se com o povo da região. Um povo alegre, brincalhão, cheio de vida. 
Gonzaga apaixonou-se pela cultura do lugar. Resultado: compôs e gravou Macapá, que nos dará a entender ser um tipo de dança. Macapá é um expressão derivada do tupi guarani e significa lugar cheio de um tipo de palmeira, macabas. Fica o registro. Ouça: 

quinta-feira, 5 de novembro de 2020

VIVA A CULTURA BRASILEIRA

Morreu no Rio de Janeiro cartunista Lan, aos 95 anos de idade. 

A morte ocorreu ontem 4 à noite, mas só hoje o Brasil ficou sabendo. O Brasil e boa parte do mundo.

Lan deixou uma obra incrível. 

No correr da sua vida registrou no traço sua impressão sobre a vida brasileira e personagens como João Guimarães Rosa, Pixinguinha e Dorival Caymmi (ao lado).

O Ex-governador da Guanabara Carlos Lacerda entrou para a história com o apelido de Corvo, depois de "retratado" em charge por Lan.

O meio artístico recebeu a notícia com tristeza. O cartunista Fausto, por exemplo, disse que a morte levou um gênio do traço. Era único o traço de Lan, afirma Fausto. Não tem substituto é o que todo mundo acha. Eu inclusive.

Lan, de batismo Lanfranco Aldo Ricardo Vaselli Cortellini Rossi Rossini, nasceu na Itália e criou-se no Uruguai e do Uruguai foi trazido pelo jornalista Samuel Wainer, para trabalhar como ilustrador no jornal Última Hora.

O Brasil tomou conhecimento da morte de Lan no dia Nacional da Cultura. Esse dia/data foi criado há exatamente 50 anos e teve como inspiração o bahiano Rui Barbosa, que nasceu no dia 5 de novembro de 1849.

Rui Barbosa morreu com 53 anos de idade.

Também no dia 5 de novembro, nasceu na Bahia o escritor Darlan Zurc, de formação historiador.

Zurc veio ao mundo no dia 5 de novembro de 1978. Seu berço é Melancia, povoado de Nova Soure.

A Nova Soure também pertence o povoado de Paiaiá.

Dizem os mais velhos e novos também, que Zurc muito cedo interessou-se pela leitura, pelo conhecimento, tanto que inda menino devorava com os olhos os jornais que serviam de embrulho das frutas que os pais compravam na feira local. "Enquanto os pais comiam banana à mesa, Zurc comia literalmente as palavras que lia nas páginas dos jornais", lembra o amigo Carlos Silvio.

Os textos de Darlan Zurc são textos curtos e objetivos. 

Seus textos, mais das vezes, tratam da história da música e da literatura. Sua paixão é pelos clássicos.

Em 2021 é certo que o Brasil receberá um livro que está sendo concluído com a perícia e a perfeição de um ourives, de autoria de Zurc.

Para homenagear o amigo, o cartunista Fausto "retratou" a cena em que Zurc lê enquanto os pais se deliciam com bananas (acima).

quarta-feira, 4 de novembro de 2020

ELEIÇÕES E VIOLÊNCIA MARCAM 2020

Os olhos do mundo continuam voltados para os Estados Unidos da América, EUA. Mas os olhos dos EUA, e do mundo, não estão voltados para o Brasil.
O Brasil é o quinto maior país em território e população.
O Brasil, oficialmente República Federativa do Brasil, é formado por 26 Estados e um Distrito Federal.
No total, há 5.570 municípios brasileiros.
O maior Estado do Brasil é São Paulo, em população.
Dentro de semana e meia o Brasil vai às urnas para escolher seus novos prefeitos e vereadores.
Quase 45mil cidadãos concorrem aos cargos de prefeito e vereador.
A Câmara Municipal de São Paulo tem 55 cadeiras, que serão disputadas por quase 2.000 candidatos. Ou seja: 32 pessoas concorrerão à uma vaga.
Dezessete cidadãos estão concorrendo à cadeira de prefeito, incluindo o atual Bruno.
Na campanha que se ouve na Rádio e TV, que não é gratuita, Bruno alfineta o governador.
É pau pra todo lado.
Até aqui, no Brasil, dezessete candidatos a prefeito e vereador foram assassinados esse ano. Outros 19 sofreram algum tipo de atentado.
Que coisa!
O maior tempo de Rádio e TV é do PSDB (3min29), seguido do PSB (1min36), PT (1min7), PSL (1min7) e Republicanos (51s).
Consultando aqui a minha bola de cristal, cheguei à conclusão de que para o segundo turno, vão o candidato do PSDB e o candidato do PSol, que não se acha entre os 5 partidos com maior tempo na Rádio e TV. Na cabeça, PSol.
Bolsonaro está na moita, mas apoiando candidatos a prefeito de Manaus, Fortaleza, Rio de Janeiro e São Paulo. Seus candidatos estão, de tão pequenos, saindo ou entrando em rachaduras.
E a imagem do Brasil no exterior, hein?
O mundo está vendo o Brasil de olhos fechados, se me entendem.

SÓCRATES, MÚSICO E JOGADOR



A música rural é um tipo que registra, geralmente, a história de agricultores, camponeses, pessoas simples, gente da enxada. Coisa antiga.
A esse tipo de música é dado o carimbo de caipira ou sertaneja.
É o que convencionalmente se chama de “música de raiz”.
Em 1980, portanto há 40 anos, o insuspeito jogador de futebol Sócrates, de batismo acrescido Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira, ídolo eterno do Corinthians, foi a um estúdio e gravou uma dúzia de pérolas musicais identificadas, tematicamente, com o dia a dia do sertanejo, do homem do campo.
Foi por essa época que eu o conheci. 
Lembro de uma entrevista muito legal que fiz com ele, publicada no extinto D.O Leitura. Foi capa. Duas páginas (foto). 
Nessa entrevista, ele falava de tudo, principalmente de política, poesia e música. 
Sócrates, na intimidade, tocava e cantava cantigas rurais. 
Casa de Caboclo foi o título encontrado para reunir num LP um repertório escolhido a dedo pelo violonista e cantor amador Sócrates. Nesse disco estão músicas de Dorival Caymmi, Luiz Gonzaga e Catulo da Paixão Cearense, entre outros. 
Sócrates todo mundo sabe quem foi. Senão todo mundo, muita gente. 
Esse cara, esse cidadão, foi de importância fundamental na vida brasileira. E aqui não me refiro ao grego filósofo, que viveu muitos anos antes de Cristo. 
Esse Sócrates que ora trago à tona é o Sócrates que marcou época como jogador no Brasil e fora do Brasil. 
Começou a carreira no Botafogo de Ribeirão Preto (SP). Mas ele nasceu na capital do Pará, em 1954. 
A carreira profissional como jogador ganhou notoriedade a partir do Corinthians. Nesse time, permaneceu durante seis anos. Participou de 297 partidas e fez 172 gols. 
Em 1983, entrou no Morumbi para disputar a taça do Paulistão com o São Paulo. Nessa entrada no estádio, seu time exibiu uma faixa que dizia: “GANHAR OU PERDER, MAS SEMPRE COM DEMOCRACIA”. 
Importantíssimo: Sócrates foi um dos artífices do movimento que entrou para a história como Democracia Corinthiana. 
Sócrates era um cidadão tão completo, mas tão completo, que punha a igualdade e a felicidade acima de tudo. 
Era solidário, sonhava com a igualdade entre as pessoas. 
Uma vez eu o apresentei ao desenhista/quadrinista Jayme Leão (1945- 2014). Disse-lhe da beleza de Jayme como profissional e cidadão. E se ele, Sócrates, que acabara de assinar contrato com o Fiorentina (da Itália), permitia que eu e Jayme escrevêssemos a sua história em quadrinhos. Resposta, rápida: “Autorizado. Quer que eu assine alguma coisa?”. 
Sócrates morreu no dia 4 de dezembro de 2011. No acervo Instituto Memória Brasil (IMB) há inéditos do Sócrates poeta gravados em fita K-7. Gravações que fiz com ele. 
A quem interessar possa: https://www1.folha.uol.com. br/ilustrada/2009/03/534511-leia-os-votos-dos-criticos-na- -eleicao-da-melhor-musica-caipira.shtml

E SE O TRUMP PERDER, HEIN?

O dia 26 de junho de 1964 foi uma sexta-feira. Nesse dia, ali pelo meio da tarde, o embaixador brasileiro em Washington, Juracy Magalhães (1905 -2001), abriu a boca pra puxar o saco dos gringos:
"O que é bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil".
À época o presidente norte-americano era Lyndon Johnson.
Não é de hoje que brasileiros se curvam aos norte-americanos.
Em 1964, os militares depuseram o presidente João Goulart (1919-76) e assumiram o poder. Ditadura pura, com socos, pontapés, prisões e mortes.
Uns 500 brasileiros que discordavam do regime militar foram mortos. E muitos ainda andam na lista de desaparecidos.
Magalhães era militar, com carreira iniciada nos anos 20. Participou do movimento Tenentista (1922-27). E depois, no governo Vargas, teve o currículo impulsionado. Nas graças de Getúlio, virou interventor da Bahia. Era cearense de Fortaleza.
Os EUA sempre procuraram e procuram intervir nos países que desejam controlar. Brasil, por exemplo.
Quem não se lembra da campanha Aliança para o Progresso?
A lamentável frase de Juracy Magalhães ecoa até hoje no inconsciente popular do povo brasileiro, principalmente daqueles que viveram na época.
E a história, como se sabe, se repete de modo diferente, mas sempre igual.
Os militares de 1964 mandaram e desmandaram no Brasil até 1985.
Passaram Tancredo/Sarney, Collor/Itamar, FHC, Lula, Dilma, Temer, e agora, esse ex-capitão esquisitíssimo que acostumou-se a marchar para trás e abraçar o ideal de ditador do ídolo Trump.
Bolsonaro não tem voz própria. Não tem porque não pensa, porque não sabe.
Intelectualmente Bolsonaro não se desenvolveu, isso é óbvio. Merece pena.
O Brasil desde 1964, especialmente, tem nos deixado marcas.
Até pena de morte já tivemos, sabiam?
Por sua deficiência intelectual, Bolsonaro toma pra si os ideais de Trump.
Bolsonaro é um Trump malamanhado.
Bolsonaro é coração, mente e vísceras de Trump, que está que nem calango pulando em frigideira quente.
O que é bom para os Estados Unidos da América, não é bom para o Brasil.

Duvido que Trump e Bolsonaro saibam quem foi Jackson do Pandeiro. Jackson foi um paraibano bom de samba e coração aberto. Era gente. E um dia fez um belo desabafo. Ouçam: 



terça-feira, 3 de novembro de 2020

O BOM E O PÉSSIMO JORNALISMO

O que é jornalismo, você sabe o que é jornalismo?
Jornalismo é a via, que torna público os fatos do dia a dia.
Há dois tipos de jornalismo, o bom e o mau, o bem feito e o mau feito.
O jornalismo mal feito é chamado de jornalismo marrom.
O bom jornalismo serve de base para qualquer historiador. O ponto de partida para a reconstituição de um fato histórico.
A TV Globo é uma das 5 maiores emissoras de TV do mundo. Conquistou, inclusive, vários prêmios internacionais.
Trabalhei na Globo e aprendi muito, na Globo.
Aprendi também na Folha, no Estadão, onde ocupei o cargo de chefia de reportagem política etc.
O que ouvi na Globo sobre o passamento do ator que dava voz à personagem plumada Louro, irritou-me.
Esse não é o tipo de bom jornalismo, com certeza.
É compreensível esse destaque às personagens, ator e ave.
O que não é compreensível é o exagerado destaque dado ao louro que ora está sem "voz".
Todos os dias morrem grandes poetas, poetas repentistas, como Valdir Telles, cantores, escritores, atores...
Normalmente a Globo dispende pequeníssimos espaços a artistas mortos no dia a dia.
É tudo muito triste, quando não, incompreensível, o que se vê na Globo. Detalhe: respeito a Globo e os colegas jornalistas que lá trabalho. Repito: aprendi muito com a Globo. Leia: https://www.portaldosjornalistas.com.br/jornalista/assis-angelo/
É claro que estou sempre de olho no noticiário local e internacional, embora hoje cego dos olhos.
O mundo está de olho nos Estados Unidos da América, EUA. Hoje é dia de eleição à presidência dos EUA.
A Casa Branca amanheceu com barricadas.
O País, com seus 50 Estados, está nervoso. 
Trump sairá vitorioso dessa nova campanha? 
Trump é um incendiário e o seu adversário Biden é um bombeiro, digamos assim.
E se Trump ganhar? 





 

VISITA COM GRAÇA E POESIA

  

É muito difícil ficar de bom astral no Dia dos Mortos, 2 de novembro.
Mas é bom e fácil nos alegrarmos, em qualquer dia, quando pessoas queridas nos visitam.
Pois é, no meio da tarde de ontem 2, abri a porta para receber os artistas Luiz Wilson, Dantas do Forró e Moreira de Acopiara.
Luiz, todo mundo sabe, é cantor, compositor, poeta repentista e apresentador do programa dominical Pintando o sete, levado ao ar pela rádio Imprensa FM. Tem três horas de duração: das 10 às 13.
Dantas carrega como sobrenome a sua paixão: o forró.
E Moreira, que traz também no sobrenome a marca do berço onde nasceu (CE), é um dos mais inspirados cordelistas que habitam a Capital paulista.
A prosa foi boa, pois de prosa os dois entendem. ouve cantiga, ouve declamação. até eu arrisquei-me a declamar, começando assim:

Do circo sou palhaço
Do teatro sou ator
Do cinema sou astro
Da viola, cantador
Do espaço, pássaro
Da família, beija-flor

Sou forte e faço tudo:
Parei as ondas do mar
Mudei a rota dos ventos
O sol quente fiz esfriar
E a Netuno dei ordem
Pra viver sem reclamar

Mandei o homem à Lua
Depois o fiz voltar
Com mil estrelas no bolso
E histórias pra contar
Como a queda de São Jorge
Do seu cavalo lunar

Na terra de Platão
Ensinei filosofia
E mostrei como se faz
Uma bela cantoria
Com o bruxo zé limeira
Cantando filalumia

No mato peguei onça
Pra no seu peito mamar
Dei nó em cobra coral
Pra ela não me picar
E fiz chover chuva de luz
Para o meu bem se banhar

Fui a Marte, fui à Vênus
E também fui a Plutão
Viajei os sete mares
Montado num tubarão
Depois voltei à Terra
Mas a razão não digo, não

Evitei mais de mil guerras
No céu, na terra e no mar
Desarmei milhões de bombas
De origem nuclear
Depois voltei pra casa
Pra beber água e descansar

Mas descansar não descansei:
Mandei hitler se matar
Lampião ir pro Inferno
Bolsonaro se lascar
E só não fiz porque não quis
O mundo todo se acabar...

segunda-feira, 2 de novembro de 2020

UM LOURO DE MERDA MORREU

Estou triste.
O Brasil está morrendo, todos os dias. Com notícias horrorosas. De canto a canto. A cores, na realidade em preto e branco.
Homens matando mulheres. Feminicídio, no silêncio desesperado da pandemia da COVID-19.
Morro de tristeza. Quem morre assim, morre por ver a justiça sendo traficada a olhos nus.
O Louro José morreu.
Louro José?
Uma pessoa estava atrás do tal Louro, uma pessoa. Com todos os merecimentos. Viva.
Um louro idiota. Personagem sem nenhuma importância no imaginário popular, na tradição da nossa cultura. Cultura popular não é isso.
Ridículo, não é?
Louro idiota, parte da família da Maria-Não-Sei-do-Quê das manhãs globais.
Deus do céu, onde estamos?
O Boto, o Boi Tatá, Mula Sem Cabeça, o Negrinho do Pastoreio devem estar fulos da vida com esse louro, que não faz parte da sua história que tão bem vivem.
Do seu modo, a Globo derruba com seu louro a tradição da cultura popular, matando o que há de bom na tradição brasileira.
Que merda!
Idiotice total, uma mulher chorando desesperadamente por um louro de pau, madeira, papel; um louro de nada.
Estamos fodidos!
Como será que a Globo vai anunciar o fim do mundo, hein?
O Louro morreu, que louro?
Enquanto isso...

sexta-feira, 30 de outubro de 2020

BOLSONARO DEBOCHA DA CULTURA DO POVO

Jornais e revistas internacionais tiram sarro do Presidente brasileiro, quando se referem a nós.
Uma vergonha é o que é o ex capitão Bolsonaro, que foi forçado a deixar a carreira militar por não se adequar as regras. 
Outro dia eu disse não saber o que tem na cabeça dele. E não sei mesmo. Embora suspeite que não seja coisa que se cheire. 
Além de ignorante absoluto das questões nacionais, Bolsonaro constrange o País ao fazer "brincadeiras" de mau gosto, pensadas, contra as minorias. 
Ontem 29 por exemplo, no Maranhão, ele mostrou ser um homofóbico irrecuperável. 
Com sua trupe de puxa-sacos soltou esta pérola: “Agora virei boiola igual maranhense, é isso?”. 
Essa gracinha ele disse após beber o guaraná Jesus, criado no Maranhão em 1927. Produto exclusivo dos maranhenses. 
Nem o pai e nem a mãe de Bolsonaro existiam à época da criação desse refresco, de coloração rosa. 
Em centenas de municípios brasileiros há produtos exclusivos, desconhecidos na maioria do País. 
Em Taguatinga, SP, há um outro refrigerante muito famoso: guaraná Ideal, que pouquíssimos brasileiros conhecem. Esse refri surgiu em 1916. 
Em Salvador há os famosos acarajés das baianas e outros produtos da culinária local, igualmente saborosos. 
À propósito, Caymmi (1914 -2008) compôs um belo samba. Este: Você já foi à Bahia?


No Rio de Janeiro tem Partido Alto, em São Paulo tem Cururu, em Minas Gerais tem Calango, na Paraíba tem Nau Catarineta, em Pernambuco tem Frevo e Maracatu, no Sul, no Norte, no Nordeste, no Sudeste, no Centro-Oeste tem gente muito bonita, mas Bolsonaro não vê isso. Ele só vê o que não presta: os seus seguidores alucinados, para quem governa, quando deveria governar para todos os brasileiros, pois pra isso foi eleito. 
Ao dizer o que disse no Maranhão, o Bolsonaro menospreza os produtos regionais, a cultura popular, o povo. 
Enquanto isso, a Amazônia continua pegando fogo, o Pantanal também...



  
 

quarta-feira, 28 de outubro de 2020

NORDESTE, DE ERUDITOS E POPULARES

 

O Nordeste brasileiro tem o tamanho do mundo. Do mundo todo, que fique bem claro:
O povo do Nordeste brasileiro é um povo arretado, inteligente e sensível. E religioso.
No Nordeste tem artista em tudo quanto é canto. Populares e eruditos, como Alberto Nepomuceno.
Nepomuceno nasceu em julho de 1864, em Fortaleza, CE, e partiu para a Eternidade no dia 16 de outubro de 1920, mesmo ano em que nasceu o pernambucano Mário Souto Maior.
Mário era estudioso da cultura popular e deixou uns 50 livros publicados. Mas não nos perdemos no relato.
Eu relato o seguinte: são muitos e valorosos os poetas repentistas e poetas de bancada que o Nordeste nos deu. Entre os pioneiríssimos repentistas não podemos nunca nos esquecer de Ugolino e seu irmão Nicandro, Romano da Mãe d'Água e Inácio da Catingueira. Entre os poetas de bancada Silvino Pirauá e Leandro Gomes de Barros.
E são muitos os jovens que continuam se interessando pelo repentismo e cordelismo.
No cordelismo temos inspirados os poetas na Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Ceará...
José Edvaldo Lopes é um cara que escreve poesia com a naturalidade de um beija-flor pendurado no espaço.
Esse José, conhecido como Cacá Lopes, nasceu no interior de Pernambuco e mora em São Paulo há 35 anos. Aqui ele se casou com uma bela Maria e com ela teve o prosseguimento de sua vida: Rafaela de 17 e Alince, 9.
Hoje o Cacá tirou uma hora da sua agenda pra me visitar. E trouxe meia dúzia de folhetos por ele escritos e recentemente publicados. Um deles trata da trajetória do cantor e ritmista paraibano Jackson do Pandeiro. Outro, sobre a história do forró (na foto) e mais um sobre a trajetória do potiguar José Xavier Cortez, que em novembro completará 94 anos de idade.
Cacá também trouxe folhetos de outros cordelistas: Defensores do Nordeste, A Justiça do Amor, Guarema, Tem Futebol no Céu?, de Assis Oderan e Hiury Souza; e A Fé de um Caminhoneiro, de Assis Oderan.
Cacá é desses caras que não para de por a cachola pra tocar. Tem um monte de projetos para executar. Um deles trata dos bairros paulistanos, que quer contar em folhetos de cordel. Já tem dez, prontos para entrar na linha de impressão.
Com livros e três dezenas de folhetos publicados, dois discos compactos, um LP, e cinco CDs lançados à praça, Cacá Lopes é um nome talentoso nascido para ser lembrado.

 

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JORNALISTA: PROFISSÃO PERIGO

A profissão de jornalista é uma profissão difícil e perigosa.
Desde que o ex-capitão do exército Jair Bolsonaro assumiu o poder, muita coisa mudou no Brasil. Pra pior.
Bolsonaro, seus filhotes e cúmplices, não tratam com respeito os jornalistas, modo geral falando.
Desde que sentou-se na cadeira de presidente, Bolsonaro desacatou centenas de vezes os jornalistas, sem medir palavras, e independentemente se homem ou mulher.
Em dezembro passado, Bolsonaro humilhou um jornalista de o Globo. Chegou a insinuar que o profissional era gay: "Você tem uma cara de homossexual terrível. Nem por isso eu te acuso de ser homossexual. Se bem que não é crime ser homossexual...".
Dois meses depois Bolsonaro fez galhofa com a profissional de jornalismo Patrícia Campos Mello, da Folha. Disse: “Ela queria um furo. Ela queria dar o furo a qualquer preço contra mim”.
Sem dúvida, o atual presidente da República demostra ser o tempo todo uma pessoa sem noção, menosprezando até a importância do cargo em que ocupa. 
O comportamento do presidente termina induzindo comportamentos desastrosos, como o que acaba de ocorrer em Boa Vista, capital de Roraima. 
Segunda 26 o jornalista Romano dos Anjos, da TV Imperial, foi sequestrado em casa enquanto jantava com mulher e filho. No dia seguinte, o profissional foi encontrado amarrado e ferido, na zona rural do seu município. 
Ontem 28 o senador Telmário Mota, do PROS-RR, soltou vídeo na internet, dizendo: "Para mim, se o cabra não presta, pode até morrer, não vou dizer ‘ah, coitadinho, morreu”. Não. Se não presta, não presta. Acabou”.
Pois é, a profissão de jornalista não é brinquedo. 
No Brasil, jornalista é preso, espancado e morto desde meados do século XIX. 

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terça-feira, 27 de outubro de 2020

ATENÇÃO BRASIL, GOLPE À VISTA


Há momentos na vida que faz-se extremamente necessário que paremos para pensar. Agora por exemplo.
Ouço no rádio e TV o líder do governo da Câmara, Ricardo Barros, soltar a ideia de um plebiscito para mudar a Constituição em vigor.
Isso é golpe, à vista!
Por isso mesmo, a sociedade brasileira precisa ficar/continuar atenta, ri-go-ro-sa-men-te atenta.
Há malandros profissionais de plantão, querendo nos ferrar.
O sonho do atual presidente da República é perpetuar-se no poder. Para isso, ele fará o possível e o impossível.
O possível para ele não existe. O impossível, também.
Somos uma democracia.
Lutamos, fomos às ruas, e aqui estamos com o poder da palavra, em movimento. Não será um ex-capitãozinho iniciado na vida como dedo-duro que vai por tranca na nossa boca.
Fiquemos atentos.
Num dia qualquer deste ano, Bolsonaro disse ser ele a própria Constituição.
Ele quer mudar a Constituição Cidadã, que foi entregue ao povo brasileiro no dia 5 de outubro de 1988. É essa Constituição a 7ª do País, é a mais completa e a que garante de modo amplo os direitos do povo, das pessoas, da população.
A atual Constituição já sofreu pouco mais de 100 emendas.
Como jornalista, chefe de reportagem da editoria de política do jornal O Estado de S.Paulo, acompanhei passo a passo as discussões que geraram a atual Constituição. Mediei vários encontros, no Estadão, com deputados constituintes. Entre eles Lula (foto acima), José Serra, Afif Domingos e Robertão do antigo Centrão. A propósito, o líder do governo Ricardo Barros é do atual Centrão.

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COISA DE DOIDO

De fato, não sei o que há na cabeça do presidente Bolsonaro. Vejam essa pérola que ele acaba de lançar: "Não é mais barato investir na cura do que na vacina?" .

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