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quarta-feira, 1 de abril de 2026

QUE NUNCA SE REPITA 1964!


Pois é, meus amigos. Costumo falar sempre o que sei, verdades.
Hoje é o Dia da Mentira. Convivo com essa data há muitos anos.
Já contei muitas histórias e mais ainda ei de contar. 
Este Blog eu o iniciei no dia 1° de abril de 2009. Pois, acesse-o na data aí citada.
Ah! Ia-me esquecendo: o golpe civil-militar de 1964, apoiado pelos EUA, ocorreu no dia 1° de abril e não no dia 31 de março. 

segunda-feira, 30 de março de 2026

O CEGO NA HISTÓRIA (20)

Eu falo o que falo porque poucos falam assuntos que tais.

Bom seria que tal tema fosse mais vezes abordado nas páginas de livros, jornais e revistas. 
Bichinhos domésticos há muito são carinhosamente criados por homens, mulheres e crianças. Principalmente crianças. 
Eu ia dizendo e agora concluo que a menina que mandou de presente um gatinho para o velho e bom Machado ficou pra lá de feliz quando dele, do gato,  recebeu uma delicada cartinha. Dizia:

"D. Alba, Só agora posso pegar na pena e escrever-lhe para agradecer o obséquio que me fez mandando-me de presente ao velho amigo Machado. No primeiro dia, não pude conhecer bem este cavalheiro; ele buscava-me com palavrinhas doces e estalinhos, mas eu fugia-lhe com medo e metia-me pelos cantos ou embaixo dos aparadores. No segundo dia, já me aproximava, mas ainda cauteloso. Agora, corro para ele sem receio, trepo-lhe aos joelhos e às costas, ele coça-me, diz-me graças, e, se não mia como eu, é porque lhe custa, mas espero que chegue até lá".
"Só não consente que eu trepe à mesa, quando ele almoça ou janta, mas conserva-me nos joelhos e eu puxo-lhe os cordões do pijama. A minha vida é alegre. Bebo leite, caldo de feijão e de sopa, com arroz, e já provei alguns pedaços de carne. A carne é boa; não creio, porém, que valha a de um camundongo, mas camundongo é que não há aqui, por mais que os procure. Creio que desconfiaram que há mouro na costa, e fugiram. Quando virá ver-me? Eu não me canso de ouvir ao Machado que a senhora é muito bonita, muito meiga, muito graciosa, o encanto de seus pais. E seus pais, como vão? Já terão descido de Petrópolis? Dê-lhes lembranças minhas, e não esqueças este jovem... Gatinho preto".

E não podemos esquecer que o gatinho em questão era de cor preta.
Muitos poetas e romancistas, cronistas e contistas, também, escreveram sobre gatos. Pretos inclusive. 
Quem não se lembra do conto O Gato Preto, de Edgar Allan Poe (1809-1849)?
De qualquer modo, não custa refrescar a memória: o protagonista, um jovem amante de animais domésticos, casou-se com uma garota que também amava gatinhos, cachorros etc. Numa hora qualquer, o cara perde as estribeiras e cega um dos seus gatos. A história segue e termina em terrível tragédia. 
Poe, como tantas e tantos autores nacionais e estrangeiros, também gostava de gatos e gatas. Sua mulher, Virgínia, adorava Catterina. 
Era uma gatinha e tanto, Catterina...
O nosso pernambucano Nelson Rodrigues foi um entre os 11 filhos de seus pais. Cresceu achando que um dia poderia ficar cego. Essa crença lhe veio depois que seus olhos viram um moleque de uns 9 anos cegando um passarinho.
O tempo passou e ele se casou três vezes. A segunda mulher, Lúcia, deu-lhe uma menina que nasceu cega. Por pouco ele não enlouqueceu. Anos depois, num livro de memórias, Nelson conta essa tristeza sob o título A Menina Sem Estrela (1967). Lá pras tantas, lembra: 

"Uma noite, Lúcia foi internada, às pressas, na Casa de Saúde São José. Parto prematuro.... 
Tudo aconteceu numa progressão implacável. Daniela nasceu e não queria respirar...Mudaram o sangue da garotinha. E ela sobreviveu.
Lúcia quis ver a filha no dia seguinte. E veio numa cadeira de rodas... Voltou chorando, e dilacerada de felicidade. Também fui espiar Daniela pelo vidro do berçário. Uma enfermeira aparece e me pergunta, risonhamente: - "O senhor é o avô?". Respondi, vermelhíssimo: - "Mais ou menos". Mais uma semana, Lúcia e Daniele vinham para casa. Tão miudinha a garota, meu Deus, que cabia numa caixa de sapatos.
Dois meses depois, Dr. Abreu Fialho passa na minha casa. Viu minha filha, fez todos os exames. Meia hora depois, descemos juntos. Ele estava de carro e eu ia para a TV Rio; ofereceu-se para levar-me ao posto 6. No caminho, foi muito delicado, teve muito tato. Sua compaixão era quase imperceptível. Mas disse tudo. Minha filha era cega".

O tema gato também não passou batido em Nelson Rodrigues. É dele uma pequena história a que intitulou O Gato Cego. Nesse conto, curtíssimo, ele fala de um jovem que encontrou dificuldade para escolher a profissão que deveria seguir. Os pais queriam que fosse psicólogo. Optou por Veterinária. 
Um dia, bateu à porta do consultório uma mulher dizendo arrependidíssima por ter cegado um gato preto. 
Ao ouvir o que ouviu, o jovem profissional partiu pra cima da mulher e fez com ela o que ela fez com o gato.
Baixa o pano.
O gato de Edgar Allan Poe lutou pra se salvar. Não conseguiu.
O gato de Nelson Rodrigues vingou-se da dona que o cegou. 
Agora tem um gato de Stephen King que apronta loucuras inimagináveis. Chegou a uma casa como quem não quer nada. Manhosamente foi mostrando suas garras. Primeiro, matou uma mulher. Depois, outra. E, depois, o cara que cuidava da casa. Foi uma morte bárbara: atirou-se ao rosto da vítima, furando-lhe os olhos.
Refiro-me ao conto O Gato do Inferno.
Tudo isso ao contrário do que bem fazia o gato da menina Alice no País das Maravilhas. 
Os gatos, como as pessoas, só são iguais no DNA. Tem uns que andam se balançando, outros que além de andarem se balançando, miam charmosamente chamando para si a atenção de homens, mulheres e crianças. São vaidosos, não é Fausto Bergocce?



sexta-feira, 27 de março de 2026

O CEGO NA HISTÓRIA (19)


Pois é, eu disse e repito: dentro e fora da Bíblia há coisas que Deus duvida. Hehehe... 

Não sei bem em qual  versículo há prosa ou praga segundo a qual "Os olhos de quem zomba do pai ou despreza a obediência da mãe serão arrancados pelos corvos do ribeiro, e os filhotes da águia os comerão".
A violência sem limites que marcaram a Antiguidade e a Idade Média se repete ainda hoje diante de nossos olhos.
Ainda na Bíblia acham-se horrores previstos no Apocalipse. 
Não são poucos os escritores que têm se debruçado sobre a questão da violência e previsões constantes nas páginas sagradas.
O cristianismo pega impulso após a morte de Jesus. 
Não foram poucos os perseguidores de cristãos e do cristianismo.
Em nome de Deus, o povo e o Diabo fazem a festa. 
A história registra as várias expedições das cruzadas, entre os séculos 11 e 13. 
Naqueles distantes tempos, Jerusalém estava nas mãos islâmicas. E o pau cantou, sobrando até pra multidões de meninos arregimentados pela Igreja. Veja só!
Acreditou-se em determinado momento que Jerusalém só seria retomada por mãos inocentes, puras.
Entre 7 de novembro de 1896 e 5 de outubro de 1897, algo terrível aconteceu no nosso patropi: cerca de 25 mil pessoas entre velhos, mulheres e crianças, seguidoras do Conselheiro, foram massacradas pelo brioso Exército brasileiro daquele tempo. 
Refiro-me aqui a Canudos, um pedaço de terra abandonado nos confins da Bahia e ocupado pelo cearense Antônio Vicente Mendes Maciel, o Antônio Conselheiro (1830-1897).
O que ocorreu lá em Canudos, o fluminense Euclides da Cunha (1866-1909) conta tintim por tintim no livro tornado clássico Os Sertões (1902).
Antes de Os Sertões, foi publicado O Rei dos Jagunços, de Manuel Benício, que era repórter do Jornal do Commercio.
Euclides e Manuel estiveram em campo, cobrindo a guerra. 
Em 1981, o peruano Mario Vargas Lhosa (1936-2025) publicou A Guerra do Fim do Mundo. Nesse livro, o autor mistura o real com o irreal. Entre seus personagens, há alguns que são da sua pura imaginação. 
Vargas Lhosa reconta o sangrento episódio com certa fúria. É como se lá estivesse de corpo e alma. 
Há um momento no livro que um dos militares pede, pelo amor de Deus, que o matem. Isso porque, cego e maneta que ficou, já não aguentava as tantas dores que sofria. Seu nome: Pires Ferreira, tenente, participante ativo da primeira expedição derrotada a Canudos, em novembro de 1896.
No livro de Lhosa, Euclides é identificado como o jornalista míope, que finda por apaixonar-se por uma cabocla de nome Jurema. 
O escritor peruano não economiza tinta para mostrar a violência do massacre, que resultou em "um velho, dois homens feitos e uma criança, na frente dos quais rugiam raivosamente  cinco mil soldados" , como Euclides define ao fim de Os Sertões. 
O assassinato do ex-cangaceiro Pajeú, na obra de Lhosa, que pagou os pecados ao seguir o Conselheiro, é chocante: seus olhos são furados, as orelhas arrancadas e a cabeça decepada. 
Curiosidade: Antônio Vicente Mendes Maciel virou o Conselheiro e dedicou a vida a Deus depois de flagrar a mulher nos braços de outro homem. O contrário, exatamente o contrário, fez Euclides Rodrigues Pimenta da Cunha. Partiu para cima do rival disparando tiros perdidos. Em contrapartida, três balas o atingiram, matando-o.
Animais domésticos sempre fizeram a alegria de crianças e adultos. 
José de Alencar, Euclides da Cunha e Machado de Assis são alguns dos nossos autores que não negavam a afeição por gatos e cachorros. 
Ali por 1905, uma garotinha de nome Alba deu de presente a Machado um gatinho de cor preta. Ela era sua vizinha e tinha uns 7 anos de idade. 
Gato preto tem dia nacional e internacional.
No Brasil o dia desse gato é 27 de novembro.
Por que falo disso?

segunda-feira, 23 de março de 2026

O CEGO NA HISTÓRIA (18)

 

As Mil e Uma Noites é um livro conhecido por quase todo mundo, ou quase todo mundo. Reúne o número de histórias que o título indica. Nessa obra se destacam o rei Shariar e a bela e astuta Sherazade. 

Eu cresci ouvindo aqui e ali histórias do mundo de Alá. Ainda guardo na memória algumas dessas histórias. Tem umas de cego, muitas. 
Conta-se que um ambicioso mercador do Iraque antigo tudo que queria na vida era, simplesmente, ser o cara mais rico da sua região. Já tinha 80 camelos e dificuldade financeira nenhuma. Seu nome: Baba-Abdala.
Esse Baba um dia topou no caminho com um velho de fala e movimentos brandos. Seu modo simples era tocante. Do bem, como se diz.
O ambicioso mercador contou do seu sonho de ser o cara mais rico. O velho riu e disse que poderia ver isso. Assim dito, levou Baba a uma caverna atulhada de ouro e prata e tudo o mais. Encurtando a história:
Baba-Abdula encheu de joias tudo quanto era saco que tinha, carregando o quanto pôde os seus camelos. 
O trato era que os camelos carregados fossem divididos em duas partes iguais. Mas o mercador findou por ficar com tudo. Até com um vaso de ouro contendo uma pomada ou coisa que o valha o ambicioso mercador resolveu ficar. O velho avisou que se passasse a pomada no olho esquerdo veria tesouros e tesouros que estariam à sua disposição. Se passasse no olho direito, ficaria completamente cego.
Não crendo no que ouvira, Baba-Abdala continua cego até hoje.
Pois é, né?
Quem já não ouviu falar da capital da Síria, hein?
Damasco é uma cidade citada na Bíblia. 
Em junho de 2025, Damasco foi atacada por forças de Israel.
Foi a caminho dessa cidade que Saulo teve um "encontro" com Deus. Ouviu Saulo uma voz perguntando-lhe porque perseguia os cristãos. 
Sami era um cristão e Muhammad, mulçumano. O primeiro tinha o corpo disforme, como o nosso mineiro barroco Aleijadinho. Seus olhos eram perfeitos. O segundo era grandão e de corpo atlético. Era cego. Tornaram-se amigos e durante o tempo que Samir viveu, Muhammad o carregava às costas.
Sem Samir às suas costas, Muhammad não podia ver. Enfim, ambos se completavam pelas ruas estreitas de Damasco. 
Mais uma historinha:
Tinha um rei que reinava num lugar qualquer do Oriente Médio. Havia muitos roubos nas ruas do tal reino. Um dia, o rei decidiu fazer uma lei determinando que todo e qualquer sujeito que roubasse teria os olhos arrancados.
E bom tempo se passou sem que roubo algum fosse praticado. 
Porém, há sempre um pórem: um jovem foi preso em flagrante com a mão na cumbuca. 
Até aí tudo bem. O diacho é que o preso vinha a ser o filho do rei.  
Neste nosso mundinho de Deus e do Diabo há histórias do arco-da-velha.
Não é de se duvidar de que não nascemos para nos salvar. 
Dentro e fora da Bíblia há casos de arrepiar. 
Na Antiguidade teve um cara chamado Constantino. O pai morreu quando ele tinha nove anos de idade. A mãe, Irene, ocupou o lugar de rainha enquanto o filho não podia assumir o trono deixado pelo pai. É uma história sangrenta, de tortura e morte. De pessoas pagando com os olhos os pecados dos outros. 

segunda-feira, 16 de março de 2026

E ANSELMO DUARTE, HEIN?


Dia desse recente ouvi no rádio notícia dando conta de que cerca de 160 milhões de raios desabaram do céu sobre a nossa terra nacional, historicamente chamada de Brasil em homenagem ao pau que tanto proliferava em toda a Mata Atlântica, desde o Rio Grande do Norte até o Rio de Janeiro. 
Lembro dessa notícia porque ao mesmo tempo lembrei-me do enredo O Pagador de Promesas, do nosso criador original e por isso mesmo inesquecível Dias Gomes.
Na peça de Gomes, estreada no dia 29 de julho de 1960 (TBC), a personagem central é um Zé, por todos chamado de Zé do Burro. 
Um dia, um raio desaba sobre o lombo do burro do Zé. Quer dizer, não no lombo do Zé, mas no lombo do burro dele. Certo?
Bom, Zé promete a Santa Bárbara que se o seu burro escapasse dos ferimentos mortais provocados pelo raio ele, Zé, carregaria nas costas uma pesadíssima cruz até à igreja da Santa. 
 Zé morava no interior da Bahia e a igreja da sua Santa se achava fincada no Pelourinho, em Salvador. 
Foi um sucesso danado, mesmo com triste e lamentável final.
No dia 23 de maio de 1962, O Pagador de Promessas ganhava em Cannes, França, a almejadíssima Palma de Ouro do cinema. No elenco figurões das telas como Leonardo Villar, o bonitão Geraldo Del Rey ...
O Pagador de Promessas foi adaptado para o cinema pelo genial Anselmo Duarte. 
Em 1963, o filme de Duarte foi indicado ao Oscar. Não ganhou, mas história é história. 
Anselmo Duarte nasceu no interior de São Paulo num lugar chamado Salto. Da capital paulista até Salto é um pulo: cento e poucos quilômetros. 
O bom Anselmo frequentava bastante o  escritório onde eu marcava ponto ali na Paulista. E conversávamos, conversávamos. Um dia, ele me disse que o prêmio que ganhou em Cannes ficou guardado no cofre da prefeitura da sua cidade durante dez anos. Não havia explicação razoável para isso, mas enfim... O fato é que o tempo passou e o prefeito morreu. Resultado: chegou uma hora em que ninguém mais sabia o segredo do cofre, que acabou explodido. 
Esqueci de dizer, mas digo agora: a peça que virou filme pelas mãos de Anselmo Duarte foi dirigida pelo jornalista, tradutor, dramaturgo Flávio Rangel (1934-1988). Trabalhamos juntos na Folha. 
Um dia, Flávio esteve lá em casa para um papo com Geraldo Vandré. Papo vai, papo vem, ao fim nada deu. A ideia era levar de volta o cantor à ribalta. Mas essa é outra história. 
O filme O Agente Secreto, do diretor Kleber Mendonça Filho, foi indicado para quatro estatuetas. Não ganhou nenhuma. Fazer o quê?

terça-feira, 10 de março de 2026

O CEGO NA HISTÓRIA (17)


Pois é, já ouvi da boca de muita gente que o país mais antigo do mundo é a China.
Da boca de outras pessoas também já ouvi dizer que o país mais antigo do mundo é a Índia. Não é não. 
O país mais antigo do mundo é o Egito, seguido no ranking pelo Iraque e, em 3° e 4° lugares, pela China e pela Índia, seguidos pelo México, Grécia e Japão. 
E ainda para quem não sabe, na referida lista se acha a judiadíssima Palestina ocupando o 11°.
A Palestina, nas origens era identificada como Filístia, ocupada nos primórdios por hebreus e filisteus. Esses povos nunca se deram bem, não se bicavam.
Claro, estamos falando de séculos e séculos antes de Cristo. 
As pessoas que nasciam com problema de visão naquele mundo antigo, para falar só dessas, comiam o pão que o diabo amassava. Quer dizer: pagavam pecados nunca cometidos.
E já que falamos do país mais antigo do mundo, não custa falar também da cidade mais antiga e ainda preservada de que se tem notícia, historicamente. Sabe qual? 
A cidade mais antiga do mundo meu amigo, minha amiga, é Jericó. 
Na Bíblia há muitas referências a Jericó. A propósito: na Bíblia as palavras cego e cegueira são citadas umas 50 vezes. 
A idade dessa famosa cidade bíblica, que faz parte do território da Palestina, anda pela casa dos 10 mil anos.
O mais antigo país do mundo foi também berço do maior número de pessoas cegas entre todas as nações de antigamente.Terra essa de faraós e de grandes pragas como consta nos escritos bíblicos. E não custa lembrar que o Egito já mandou e desmandou na Palestina. 
A China, com seus mais de 1,4 bilhão de habitantes, aparece nas estatísticas com cerca de oito milhões de pessoas cegas, embora ocupe o 1° lugar desse triste ranking a Indonésia. A população desse país gira em torno de 220 milhões de habitantes, dos quais 3,3 são cegos.
Intrigas e violências há muito ocorrem na Palestina. Isso tudo cresceu e continua crescendo desde que a ONU bateu o martelo criando, em 1948, o Estado de Israel. Na ocasião, a Palestina perdeu 53,5% do seu território. 
Desde o século 19, países do Oriente Médio são citados na obra de Machado de Assis e de outros poucos escritores. 
Machado cita em crônicas o antigo Império Otomano e personagens daquelas bandas.
Em outubro de 1882, foi lançada pela primeira vez uma versão do persa para o português brasileiro da obra clássica As Mil e Uma Noites. O autor dessa façanha foi o alemão naturalizado Carlos Jansen (1829-1889). Curiosidade: o prefácio dessa obra por muitos intelectuais louvada teve a assinatura de Machado de Assis. 
O bruxo do Cosme Velho encantou-se com o que leu e não escusou-se de aplaudi-la. E até destacou a beleza de algumas histórias, incluindo uma em que se acha um árabe que perdeu os olhos pela ambição extremada que tinha.
Depois eu conto.

domingo, 8 de março de 2026

LEMBRANDO O DIA DA MULHER

Data comemorativa é o que indica o título. Mais ainda: indica também que essa data é oficializada também para levar à reflexão de quem dela toma conhecimento. 
Hoje 8 de março é o Dia Internacional da Mulher. 
Essa data, o Dia da Mulher, ganha reflexão para a condição em que vive a descendente de Eva em todo o mundo. 
A maioria da população brasileira é feminina, mas nem isso a torna igual em direitos individuais e sociais ao homem. Aliás, o número de mulheres agredidas de todas as formas tem crescido em nosso país.
O feminicídio é violência histórica e absurda que tem se perpetuado. Mais: os números são vergonhosamente crescentes.
Bom, o dia 8 de março de 2015 caiu num domingo. Curiosamente, como hoje.
Naquele domingo de  março de 2015, a cantora paulistana Inezita Barroso partia para a Eternidade pouco depois de completar 90 anos de idade.
No dia 8 de março de 2022 escrevi sobre esse assunto neste Blog.

quinta-feira, 5 de março de 2026

O CEGO NA HISTÓRIA (16)

Crédito: Monday Feelings

Pois é, o Oriente Médio reúne hoje pelo menos 15 países. Nem todos são árabes. Nem todos falam a língua árabe
A Palestina, durante algum tempo, quedou-se aos domínios da Arábia Saudita
A Palestina tem muito a ver com filisteus
A história é longa.
A Palestina tem a ver com Ciro. 
Ciro, o Grande, foi o cara, na Antiguidade, que transformou o mundo num império por ele feito o maior de todos. 
Claro, estou falando do mais importante império da Antiguidade patrocinado por um guerreiro sem limites: Ciro. 
Ciro foi o cara que colocou a pedra fundamental de Pasárgada.
Pois é, Pasárgada ainda existe na memória iraniana. Fisicamente com relembranças táteis.
Manuel Bandeira quando escreveu Pasárgada estava completamente infantil, nos seus 16 anos de idade.
É como se diz, e se rediz, a história é longa.
E é longa porque há sempre o que contar em qualquer história ou histórias. 
O pernambucano Bandeira, poeta de temas que anteciparam a famosa Semana de 22, contou sem vergonha a história natural da sua vida. Em Infância, por exemplo, ele não tem pruridos quando lembra seus anos de juventude. Quase cego.
Meninote, vejam só, diz ele que uma menina o carrega pelas mãos num corredor. Lá chegando, ela levanta a sainha e diz: "mete!" (Infância).
Essa é uma das histórias que Manuel Bandeira conta nos seus tempos de antigamente. Naqueles tempos, ele falou das dores da cegueira que compartilhou com a tuberculose que o levou à morte. 
Meu amigo, minha amiga: você sabe qual é o país mais antigo do mundo?
Voltaremos ao tema.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

O CEGO NA HISTÓRIA (15)


Neste mundo velho sem porteira, todos influenciam todos. Quando todos têm o que dizer, pra lá ou pra cá.
Inteligência não é produto. 
No campo da filosofia, Sócrates influenciou Platão, que influenciou Aristóteles, que influenciou...
O francês René Descartes (1596-1650) estudou filosofia e matemática. Como Newton, tinha também paixão pela Ciência. 
Isaac Newton (1643-1727) foi aquele cara que tentou descobrir e provar que a luz saía dos olhos, da retina, ao contrário do que pensavam os gregos. Pra isso, chegou a furar seus olhos... 
Em 1637, Descartes publicou Discurso do Método. Nesse livro, ele definiu com primor a razão do ser em movimento na vida. Está lá: "Penso, logo existo".
A isso chamou-se racionalismo. Quer dizer: a razão antes de qualquer compreensão. 
Claro que Descartes leu os gregos, pois não à toa cravou com simplicidade a frase que nos faz pensar até hoje: "Viver sem filosofar é o que se chama ter os olhos fechados sem nunca os haver tentado abrir".
E nesse mundo velho sem porteira quem não filosofa, hein?
Muita gente deve saber, e se não sabe fica sabendo agora, que o mineiro João Guimarães Rosa falava bem e muito bem umas 20 línguas incluindo inglês, francês, italiano, espanhol, russo, árabe, húngaro, chinês, japonês e alemão. 
Entre os autores alemães, Rosa apreciava e muito Schopenhauer e Nietzsche. Além desses dois, que ele cita aqui e ali em livros, gostava também de Franz Kafka (1883-1924).
De Kafka, Rosa colheu como fruto o fantástico permeado de um humor irretocável. Só dele.
Como se seguisse a dica de viver filosofando, o mestre de Minas faz isso em todos os seus contos e romances. Quer ver?

"As pessoas não morrem, ficam encantadas".

"Viver é muito perigoso".

"Qualquer amor já é um pouquinho de saúde, um descanso na loucura".

"Felicidade se acha é em horinha de descuido".

"Metafísica: é um cego, com olhos vendados, num quarto escuro à procura de um gato preto que não existe". 


O nosso Rosa tinha óculos com lentes dessa grossura. Ele e tantos outros escritores e poetas como Manuel Bandeira (1886-1968) e Carlos Drummond de Andrade (1902-1987).
Não são poucos os cegos que Rosa põe pra andar nas páginas dos seus livros. 
No conto Um Moço Muito Branco, aparece o cego Nicolau  e um padre de nome Baião. Esses dois personagens, como o moço branco,  dão vida ao povoado Serro Frio.
Em Grande Sertão, o cego é Borromeu. A propósito, Bandeira enviou uma curiosa e engraçada carta a Guimarães Rosa datada de 13 de março de 1957. Nessa carta, é elogiado o autor e personagens lá contidos como o cego e o seu guia, Guirigó. 
João Guimarães Rosa era uma pessoa muito antenada. Anotava tudo que lhe interessava.
Os filósofos da predileção de Rosa eram ateus. Ele, não. 
Manuel Bandeira também não era de frequentar igreja, mas era também um cara muito curioso. Lia muito. Entre as leituras de seu interesse, a história antiga. 
Era menino ainda Bandeira quando a história de Pasárgada lhe chamou a atenção. Atenção essa que resultou,  em 1930, no poema famoso Vou-me embora pra Pasárgada :

Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que quero
Na cama que escolherei

Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada 
Aqui não sou feliz
Lá a existência é uma aventura 
De tal modo inconsequente 
Que Joana a Louca de Espanha 
Rainha e falsa demente 
Vem a ser contraparente 
Da nora que nunca tive

E como farei ginástica 
Andarei de bicicleta 
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio 
Mando chamar a mãe-d'água
Pra me contar as histórias 
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada 

Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização 
Tem um processo seguro
De impedir a concepção 
Tem telefone automático 
Tem alcaloide à vontade 
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar

E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito 
Quando de noite me der
Vontade de me matar
- Lá sou amigo do rei -
Terei a mulher que eu quero 
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada 



Pasárgada foi a primeira capital do Império Persa.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

O CEGO NA HISTÓRIA (14)





Kant foi influenciado por Aristóteles que influenciou Artur Schopenhauer, que influenciou Richard Wagner e Friedrich Nietzsche
Schopenhauer e Nietzsche, além de grandes filósofos que foram, encontraram na música momentos de paz e conciliação consigo mesmos. O primeiro era flautista e o segundo, pianista.
Muito possivelmente Wagner seria apenas compositor e copista, mas depois que descobriu Schopenhauer mergulhou fundo no mundo da música. 
A ópera Tristão e Isolda, um tema medieval, foi musicalmente desenvolvida sob inspiração de Schopenhauer. 
Composta entre 1857 e 1859, Tristão e Isolda estreou no Teatro da Corte de Munique, no dia 10 de junho de 1865.
Bom, é sabido que Schopenhauer (1778-1860) tinha problemas com a religião católica. 
É sabido também que Schopenhauer batia e assoprava no item Catolicismo. 
Schopenhauer referia-se a Platão como "o Divino".
Meu amigo, minha amiga, Schopenhauer escreveu coisas interessantíssimas sobre visão e cores. Escreveu também sobre o cego de nascença, o cego de "vista curta", o estrábico... É dele: "A vontade é um cego robusto que carrega um aleijado que enxerga". Dizia também que curar a visão de um cego que não quer ver, não adiantaria nada, até porque "Tudo que um ressentido possui é a dor, a raiva".
Saber é pensar, pensar é saber.
E Friedrich Nietzsche, hein?
Como Schopenhauer, Nietzsche (1844-1900) era ateu e misógino de primeiro grau. Rousseau também. 
Um dos motivos que levaram Nietzsche a ser "ressuscitado" na primeira metade do século 20, foi a crença de que ele inspirou Hitler a fazer o que fez do começo ao fim da 2a. Guerra Mundial. Mas faltam provas. 
Todo mundo sabe que o autor do livro Para Além do Bem e do Mal morreu com a idade de 55 anos em 1900, louco. O que pouco se sabe é que a sua única irmã, Elizabeth, apossou-se dos inéditos do irmão, alterando-os.
A mesma Elizabeth era nacionalíssima dos pés à cabeça e casou-se com um militar de patente do exército alemão e com ele foi morar no Paraguai, onde tentou com o maridão criar um ambiente parecido com o que faria depois o sangrento "Führer".
Ao contrário de Nietzsche, Wagner (1813-1883) caiu na graça de Hitler que o adotou e fez de sua música a trilha dos  seus horrores.
Friedrich Nietzsche não chegou a ver a tragédia que deixou milhões e milhões de mortos, até porque morreu cego. Antes, porém, matou Deus. Disse: "Deus morreu. Deus está morto. Nós matamos Deus".



quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

O CEGO NA HISTÓRIA (13)


Crédito: A Morte de Sócrates de Jacques-Louis David

Os filósofos de ontem e de hoje fizeram e fazem incursões no mundo do imaginável. E dentro desse mundo se acham deuses e deusas.
Entre tudo e todos deuses e deusas o nome mais presente e discutível é... Deus, o criador de tudo que há no real e no imaginável. 
Aristóteles foi das figuras gregas mais importantes no tocante à filosofia. Tentou entender tudo e tudo tentou passar para as gerações além dele. E é da Antiguidade que estamos falando.
Aristóteles estudou tudo, até no campo da Astronomia. 
Foi Aristóteles que passou pra frente a Lei das Causalidades. O cego está na parada, nessa lei. Ele foi longe. Em todas as conclusões a que chegou deu-se por achado. Um detalhe: não conseguiu resposta para a existência dos planetas, do Sol, da Lua, do Universo...
E como não soube dizer quem foi o criador disso tudo, rendeu-se: Deus. 
Isso está na Lei das Causalidades.
Naqueles tempos, quer dizer tempos muito antigos de que nada ou pouca notícia se tem, formaram-se sábios que tentaram de todas as formas explicar a criação do mundo com suas incongruências e barbaridades.
Sócrates foi professor de Platão, que foi professor de Aristóteles. 
Muito pouco se sabe sobre Sócrates. 
A história conta que Sócrates era um cabeção privilegiado, que gostava de interromper pessoas para lhes fazer perguntas. 
A filosofia socrática teve por base a dialética. 
Provocador à exaustão, o mestre de Platão e Aristóteles foi acusado de rebeldia por não respeitar os deuses do seu tempo e de aliciar ou pôr no mal caminho a juventude. Vejam só! Por isso acabou condenado à morte. A opção que tinha era obedecer a tudo o que as autoridades de plantão lhe determinassem. Sem saída, recusou-se a obedecer as ordens dos seus algozes. E o que fez? Matou-se envenenado dizendo: "Só sei que nada sei".
O fato de Sócrates não ter legado à posteridade nenhum escrito de próprio punho, levou-se a crer que ele era cego ou quase cego. 
Esse trio de bambambãs da Filosofia influenciou e continua a influenciar estudiosos no mundo todo, inclusive no campo da Matemática e Astronomia. 


sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

O CEGO NA HISTÓRIA (12)

Crédito: Potty Lazzaroto

Guimarães Rosa foi realmente uma figura importantíssima para a literatura brasileira. 
Ele, Rosa, estreou pra lascar no ano da graça de 1946. Seu livro de estreia foi Sagarana. 
Em Sagarana, acha-se o conto São Marcos.
No conto São Marcos nos deparamos com o Brasil real de todos os tempos e até aqui. 
São Marcos começa com um médico recém-formado chegando a um vilarejo de nome Calango-Frito, localizado no fim do mundo de Minas.
O médico tem por nome João José. É figurinha antipática e metida a besta, movida a preconceito e tudo o mais que não presta. A cor da sua pele é branca. 
O branco médico passa na frente de um local onde mora o preto curandeiro Mangolô. Não resistindo, o médico recém-saído dos cueiros vai chegando e já dizendo: 
"Todo negro é cachaceiro. Todo negro é vagabundo. Todo negro é feiticeiro".
Mangolô até então ouvindo com paciência o que dizia o doutorzinho, cuspiu de lado e bateu a porta furioso. 
Encurtando conversa: o doutor, montado no seu cavalinho, seguiu trilhas até um bosque. Na verdade, uma mata cheia de plantas e bichos cuja beleza ia além da imaginação. De repente, o doutor João José ficou cego e desesperado sem saber o que fazer. Apurou o ouvido e ouvido apurado conseguiu chegar à casa do curandeiro Mangolô. E mais não digo.
Pois é, a vida é cheia de mistérios. 
Mistérios há em todo canto desde sempre. 



sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

O CEGO NA HISTÓRIA (11)


Ali mais pra frente do que pra trás do livro Grande Sertão: Veredas, Guimarães Rosa põe no livro o seu Riobaldo convencendo o cego bom Borromeu e o seu guia menino Guirigó a irem com ele para o bando que comanda. E lá vão eles. 
Outros cegos aparecem nas histórias do escritor. 
No conto A Benfazeja, inserido no livro Primeiras Estórias (1962), Rosa cria uma mulher, Mula-Marmela, como guia de um cego chamado Retrupé. 
O cego Retrupé tem cara de mau, de matador de gente. Por essa razão é evitado o tempo todo por quem cruza o seu caminho. A sua guia também tem cara de gente que não gosta de gente. Há quem diga que ela é assassina. 
A Benfazeja é um conto quase fora de rota de Guimarães Rosa. Claro, tem o seu lado fantástico. 
Sei não, mas acho que Rosa trouxe de leituras antigas o personagem refeito que representava para os gregos Tirésias. 
Não só Tirésias, mas na Antiguidade os cegos eram tidos como figuras especiais capazes de prever o futuro. Foi nesse contexto que Rosa pôs Borromeu no caminho do jagunço Riobaldo. 
Riobaldo via nos cegos algo como um bom amuleto. 
Entre os grandes personagens criados por por Rosa se acha Miguilim, um garoto muito sabido de apenas oito anos. Sofria com as agressões que o pai Bernardo desferia na mãe. 
Miguilim tinha vários irmãos e um tio de nome Terez que vivia esticando os olhos em direção à mulher de Bernardo. Mas isso o pai de Miguilim estava longe de desconfiar. Desconfiou de um amigo, Luisaltino. 
Enciumado, o suposto candidato a corno matou aquele que considerava rival. Após matar o amigo, o assassino pendurou-se num cipó e morreu. Tragédia por tragédia, ainda adianto que um irmão de Miguilim, Dito, de quem ele muito gostava, cortou-se num caco de vidro que o levou à morte.
Miguilim tinha os olhos avariados desde nascença. Sua visão era curtíssima. Tudo que viam os seus olhos eram figuras embaçadas, irreconhecíveis. Até que um dia, bateu à porta da casa onde morava um doutor, que emprestou-lhe um par de óculos. Foi uma festa. O menino saiu às carreiras feliz da vida.
A tragédia grega que tanta gente inspirou e continua inspirando, levou o alagoano Graciliano Ramos a criar o guia de cego Paulo Honório, personagem do livro São Bernardo. 
João Guimarães Rosa nasceu no dia 27 de junho de 1908. Foi cônsul e tudo mais. Falava bem um monte de línguas, umas 15.
À boca miúda, Guimarães Rosa dizia que morreria logo depois de assumir a cadeira de n° 2 da Academia Brasileira de Letras, ABL, por isso prorrogou enquanto pôde a sua posse. 
O escritor famoso de Minas trocou de andar no dia 19 de novembro de 1967, três dias após assumir a tal cadeira.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

VIVA O BRASIL!

O dia 8 de janeiro de 2023 é para nunca ser esquecido. Foi nesse dia que um canalha esperou nos EUA que os seus cupinchas, militarmente graduados, o chamassem de volta para assumir uma cadeira que já não era dele.Ele, lá na moita.
Meus amigos, minhas amigas, o Lula pernambucano é brasileiro do tamanho da nossa alma. É de paz. Pacífico. 
Bom, hoje 8 de janeiro de 2026 houve uma lembrança histórica na capital federal desse dia que foi uma tentativa de golpe para derrubar a nossa democracia. 
Aquele que arquitetou esse golpe continua na cadeia choramingando lágrimas de crocodilo, posicionando-se como vítima. 
Eu pergunto a meu amigo, minha amiga: Bolsonoro deve ou deveria viver eternamente abraçado com
- Trump
- Belzebu
- Capeta?



domingo, 4 de janeiro de 2026

BOM, CUIDADO COM O ANDOR...

Crédito: InfoMoney

O mundo está pegando fogo. Está não, sempre esteve.
Não temos salvação e certamente nunca teremos.
Exploramos e matamos o nosso próximo sob o pretexto de uma vida melhor. 
Na madrugada de sábado eu estava ouvindo rádio, quando ouvi a notícia de bombardeio aéreo sobre a capital venezuelana, Caracas.
A Venezuela é um país que fica aqui pertinho da gente, cujo povo sofre como o povo de todo canto. 
Venezuela é um país que nunca teve tradição fonográfica. 
Sempre quando ouço o nome desse nosso país vizinho, lembro de uma espanhola que cresceu e viveu respirando a vida venezuelana: Soledad Bravo. 
Soledad e os seus pais adotaram a Venezuela como, digamos, pátria. Segunda pátria, talvez. 
Em 1972, Soledad Bravo defendeu a canção Pátria Amada Idolatrada Salve Salve, de Vandré e Manduka.
Eu conheci o Manduka na casa do Vandré. Manduka era filho do poeta Thiago de Mello, principal tradutor do poeta chileno Pablo Neruda.
Thiago de Mello, uma vez participou do meu programa São Paulo Capital Nordeste, na rádio Capital.
Ana Belém, conterrânea de Soledad, gravou em 1982/83 a guarânia Pra Não Dizer Que Não Falei Das Flores. Na língua da cantora, Caminando...
O que está acontecendo na Venezuela é algo perigosíssimo. 
Claro que não dá pra defender o ditador Nicolas Maduro: canalha, assassino, ladrão e explorador do povo em todos os sentidos. 
A ética e o Direito Internacional têm de prevalecer no mundo da Democracia. 



quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

PAZ E ARTES COMBINAM


Hoje 1° de janeiro é o Dia Mundial da Paz.
Esse dia é de importância fundamental e deveria ser ainda mais do nosso pensamento e ação. 
O Brasil hoje 1° ficou ligado o tempo todo numa coisa chamada Sena da Virada. Seis apostas vão dividir 1 bilhão e 90 milhões de reais. 
Bom, felicidade a todos e ponto.
2025 terminou consagrando o já até então consagrado Oliveira de Panelas. 
Oliveira ganhou no ano que passou o título de doutor Honoris Causa da Universidade Federal da Paraíba. 
Oliveira de Panelas é pernambucano de Panelas. 
O município de Areia, PB, criou no ano que passou a Academia de Artes, Letras e Ciências Oliveira de Panelas. 
Essa história é fantástica. 

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