Seguir o blog

domingo, 9 de outubro de 2016

LIVROS, QUE MERDE!



Merde, merde!
Ali pelo fim do século XVIII, ou começo do XIV, atores franceses criaram a expressão que levava otimismo a seus colegas minutos antes de entrarem no palco.
Merde, merde, expressão que leva à boa realização. Ao sucesso.
Não faz muito, ouvi na TV notícia dando conta da extinção da editora Cosac Naif.
A editora, uma das mais caprichosas no formato e lançamento das suas obras, deixou em estoque algo em torno de 1,8 milhão de exemplares.
O que fazer com os títulos estocados no depósito ou depósitos da editora? Resposta dos seus responsáveis: vai tudo ser picotado e transformado em novelos de papel higiênico.
Agora, com todas as letras: que merda!
A poucos meses um dos mais dedicados editores brasileiros, José Cortez, criador da Cortez Editora, anunciou que botara à venda cerca de 1,5 milhão de exemplares da sua editora a preço de miudeza; ou seja, livros a um, dois, três, quatro, cinco reais...
Meu Deus, dói – e muito! – nascer e viver num país cujos governantes não dão bola ou importância à leitura e autores.
Na última edição da última Bienal Internacional do Livro, o escritor paulista Ignácio de Loyola Brandão, principal homenageado do evento, por estar completando 80 anos de idade, permaneceu o tempo quase todo sentado no stand da sua editora à espera de editores que não vinham.
Cena triste, meu Deus!
Por que os livros chegam às mãos dos poucos leitores a preços tão altos?
Uma vez, não faz tempo, eu sugeri ao ministro Juca Ferreira, da cultura, que estivesse sempre com um livro à mão toda vez que fosse dar entrevista. Também sugeri que ele sugerisse à Presidenta Dilma que fizesse o mesmo, mas não fui ouvido, pena.
O escritor brasileiro mais importante, em todos os tempos, continua sendo Machado de Assis.
Ah! Os meus últimos dois livros, escritos quando eu ainda enxergava com os olhos, foram publicados pela Cortez Editora.


ADERALDO CANTADOR
O cearense Aderaldo é um marco na cantoria brasileira, em todos os tempos. Eu não o conheci, mas alguns amigos meus o conheceram. Audálio Dantas e Agnaldo Loyo, o primeiro jornalista e o segundo músico, o conheceram e dizem maravilhas a seu respeito. E sobre ele fiz o poema Aderaldo Cantador. Este, clique: 

terça-feira, 4 de outubro de 2016

O FORRÓ ESTÁ DE LUTO



A terça-feira, 4 de outubro de 1960, chegou com os brasileiros de norte a sul felizes e esperançosos, por terem o matogrossense de Campo Grande, Jânio da Silva Quadros, como Presidente da República. Foi, até então, a maior votação para um presidente da República brasileira, na história. 5,6 milhões de votantes. E sete meses depois, ele renunciou. Foi golpe, ou não foi?

“A minha mãe é golpista, o meu pai é petista e eu sou anarquista”.
A definição é do impagável roqueiro paulistano Supla, referindo-se à posição política da sua mãe, Marta, e do seu pai, Eduardo.
Pois é, vivemos tempos mirabolantes, tempos de efervescência, politicamente falando.
   
Marta foi prefeita da cidade de São Paulo e Eduardo, o mais votado candidato a vereador desta cidade, nas eleições do último dia 2. Ele recebeu mais de 300 mil votos, ou seja: levou pra si a simpatia de quase todos os petistas da capital paulistana.

Luiza Erundina, paraibana conterrânea minha, prefeiturou São Paulo antes da Marta.

Erundina, Marta e Haddad disputaram entre si, o cargo para retornarem como prefeitos de São Paulo. Perderam e o tempo depressa nos dirá, se os eleitores ganharam ou perderam ao escolherem o empresário João Dória...

Cerca de 25 milhões de brasileiros negaram seu voto às urnas nas últimas eleições. Por que isso?

Na minha modesta compreensão de paraibano nato, de brasileiro inteiro, esses 25 milhões deixaram de ir às urnas porque estão, simplesmente, decepcionados com os políticos; profissionais, claro.

Ouso eu pensar assim: um país é uma empresa e como tal deve ser administrado, sem regalias, para funcionários. Portanto, com
profissionalismo. Uma empresa em má gestão, vai pras cucuias e seus acionistas, também. No caso, os acionistas que escolheram o gestor, são os munícipes.

PARAFUSO

O Brasil e são Paulo, especialmente, andam em parafuso há muito tempo. Mas não é desse parafuso, da complicação em que vivemos, que eu quero falar agora.
Com base em informações do correspondente informal Rômulo Nóbrega, no texto anterior, eu disse que o zabumbeiro Parafuso acabara de morrer tocando zabumba num palco da cidade de Colonia, Alemanha. Ele estava acompanhado dos colegas do grupo 3 do Nordeste. Parafuso, de batismo Carlos de Albuquerque Melo, era paraibano de João Pessoa, nascido no dia 16 de janeiro de 1940. E nada mais eu digo a respeito porque não sei. Não sei se o corpo ficará lá ou ficará cá. De qualquer forma, Parafuso ficara na memória de todos aqueles que gostam da boa música popular. 

Nas fotos que ilustram este texto, Parafuso aparece ao lado do grande forrozeiro Biliu de Campina e do biógrafo do mestre pernambucano Rosil Cavalcanti, Rômulo Nóbrega. 


POSTAGENS MAIS VISTAS