E não é mesmo.
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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021
PAÍS DE AMADORES
E não é mesmo.
UM HOMEM RIDÍCULO
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021
HISTÓRIAS DAS ARÁBIAS. PRINCESA PRESA (2)
Mais uma bela princesa
Pelo pai foi sequestrada
Ninguém sabe onde está
Se está bem ou maltratada
Quem sabe tenha morrido
Talvez de morte matada
Shamsa é irmã de Latifa.
Latifa e Shamsa são irmãs, filhas do todo poderoso Mohamed bin Rashed al-Maktum.
Mohamed é um cara que não sabe o que fazer com o dinheiro que tem. É dono de Dubai, um dos países de sistema político mais reprensivos do Oriente Médio. Integra os Emirados Árabes.
Mohamed é rei e suas filhas, princesas.
Mohamed não gosta das filhas que tem, tanto as castiga o tempo todo.
Shamsa, conhecedora da violência do pai, deixou o país em que nasceu e foi tentar a vida noutro lugar. Não conseguiu. O pai acionou seus milicianos e ela foi obrigada a voltar às rédeas do pai.
Shamsa tinha uns 18 anos quando isso aconteceu.
Nunca mais se ouviu falar de Shamsa.
Shamsa está viva ou está morta?
A irmã de Shamsa, Latifa, está presa numa mansão ou castelo de ouro.
Pobres meninas ricas, Shamsa e Latifa.
O pai de Shamsa e Latifa continua mandando e desmandando em Dubai.
CHOREI POR NÓS
Eu não sei direito porque acordei tão triste.
Quase chorando sem nem saber porque.
Sim, claro, há mil razões para chorarmos.
A desatenção um pelo outro é motivo suficiente para deixar até um poste triste.
Nem dormi. Chorei por mim chorei, por nós e por tantos que nem conheço.
Chorei pelos sem teto, pelos pés descalços, deserdados e pela vida pobre que corre solta pelas vielas e becos escuros.
Chorei por minha mãe, que se matou. chorei por Deus, que nem sei se existe.
Enfim, chorei por vivos e mortos...
Logo cedo ouvi no rádio que o Brasil chegou à triste marca de 250.079 mortes provocadas pela Covid-19.
Isso dói, não dói?
Dói e faz chorar a alma de quem tem pelo outro o mínimo de amor, o mínimo de carinho, o mínimo de respeito.
O piolho está feliz
Por sua triste missão
Duzentos e cinquenta mil
Já ceifou com seu facão
Isso porém é pouco
Para ele e seu patrão
O patrão desse piolho
É o próprio Cramunhão
Sujeito dono das trevas
Maldito, sem coração
Seu novo Coronavírus
É para o mundo maldição
Invisível ele chegou
Devagar e sutilmente
Enganando todo mundo
Ao lado do presidente
Covarde o bicho segue
Matando impunemente
Não há o que fazer
A não ser sentar, chorar, rezar
Pedindo a nosso deus
Pra do bicho nos livrar
O bicho é violento e
Mata mata por matar
É isso o que ele faz
Dia e noite sem parar
Pra cair nas garras dele
Basta só se descuidar
Esse bicho muito feio
Veio ao mundo pra ficar
O primeiro caso de morte pela covid-19 ocorreu, no brasil, no dia 16 de março de 2020. No dia seguinte, inventei de publicar o primeiro dos quatro folhetos de cordel (Capas acima) que escrevi sobre a nova praga que do mundo se avizinhava.
Em dezembro do ano citado, o repórter Ivan Finotti procurou-me pra falar sobre o que eu andava fazendo durante essa maldita pandemia que não nos larga. E aí falei. E aí ele publicou uma reportagem bem legal no Caderno Ilustrada no jornal Folha de S.Paulo. Confira: Assis Ângelo, cego há sete anos, lança cordéis sobre a pandemia
BREGUICE E JOVEM GUARDA
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021
KOTSCHO, UM CONTADOR DA HISTÓRIA
LEIA TAMBÉM:
ROBERTO STANGANELLI, 90 ANOS
Seja como for, há pessoas que nos deixam marcas indeléveis. Dentre essas, Roberto Stanganelli.
CÂMARA DISCUTE A CAPITAL DO PEQUI
O Brasil tem 26 Estados e um Distrito Federal, que é Brasília.
Brasília foi inaugurada em 1961, mas isso não vem ao caso.
Já houve, porém, quem encontrasse em São Paulo a Capital do Nordeste.
O engraçado Genival Lacerda, chamado de o Rei da Munganga, chegou até a gravar um forró intitulado Nordeste Capital São Paulo. Essa música, aliás, levou-me a intitular um programa que durante quase 7 anos apresentei na rádio Capital. Ouça: PROGRAMA SÃO PAULO CAPITAL NORDESTE, PARTE 1
Agora estou acompanhando uma discussão entorno do povo mineiro e goiano que quer cada um pra si o título de Capital do Pequi.
O pequi é um fruto do pequizeiro.
O pequizeiro é uma planta que se acha em quase 2 milhões de quilômetros quadrados do nosso território.
"O pequi é fruto que fácil, fácil mata a fome da pobreza", como diz o mineiro de Alto Belo Téo Azevedo.
O pequi, além de matar fome, serve pra fazer picolé e licor.
O fruto pequizeiro é colhido entre dezembro e fevereiro em pelo menos 10 Estados brasileiros.
São 16 os tipos diferentes do pequi.
Na Câmara Federal, a discussão continua para se saber que Estado levará o título de Capital do Pequi.
Em tom de provocação governador de Goiás, Ronaldo Caiado, diz: "Minas fica com seu uai e o queijo e nós, o pequi".
Téo Azevedo e Luiz Gonzaga, entre outros artistas, cantaram as qualidades do pequi. Ouça:
OUÇA TAMBÉM: EU VOU PRO CRATO - LUIZ GONZAGA
terça-feira, 23 de fevereiro de 2021
SÓ OS BOBOS SÃO SÉRIOS
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Dos quatro aí nas fotos, qual é o mais bonito? |
Em 1877 o russo Dostoiévski (1821-1881) escreveu um conto chamado O Sonho de um Homem Ridículo.
Um pouco antes, em 1966, o mesmo Dostoiévski escreveu O Jogador.
Os principais personagens de ambos os textos são sedutores, cada qual a seu modo.
O calendário de datas comemorativas indica que hoje 23 é o Dia da Sedução.
Meu amigo, minha amiga: você saberia dizer que diferença há entre sedução e conquista?
O Aurélio diz que o sedutor leva sua "vítima" ao descaminho, ao caminho conturbado, ao desespero.
O mesmo Aurélio diz que conquista é o contrário de sedução. É coisa boa. Fascínio. Encantamento.
Eu acho que sou a mistura dos dois. É só ver ali em cima o bonitão que se acha entre Einstein, Costinha e D'Ávila, certo?
Sim, claro: não dá pra ser sério o tempo todo. A vida é curta, não é?
Só os bobos apostam na hipocrisia, por isso demonstram ser tão sérios.
Bolsonaro, por exemplo, é bobo ou não é.
E Lula, hein?
Eu não tenho na lembrança uma risada do FHC. Nem de Collor...
Os homens sérios são bobos, não são?
O Homem Ridículo de Dostoiévski era sério e tal. E triste. Suicida.
O Homem Ridículo de Dostoiévski foi salvo por uma criança de 8 anos.
Sedutor, O Jogador era seduzido pelo jogo.
Pois é.
Houve um tempo no Nordeste brasileiro em que jovens apaixonados fugiam para viver juntos, isso quando os pais não concordavam com a união deles. Dizia-se: Fulano roubou a filha de Beltrano...
Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, não deixou de fora de seu repertório essa temática. Ouça:
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021
TEMPOS DE FOLHA (3)
domingo, 21 de fevereiro de 2021
TEMPOS DE FOLHA (2)
O time era bom, formado por: Hely Vannini, Fernando Barros, Marcos Zanfra, Jorge Zappia, José Luís Lima, Roberto Moschela, Manoel Dorneles, Celso Sávio, Hipólito Oshiro, Valmir Salaro, Luciano Martins, Taís, Cris Medeiros, Leivinha, Scarpa, Nery; incluindo os fotógrafos Manoel Izidoro, Jair Malavazi, Luís Carlos Murauskas, Dirceu Lene, Gil Passarelli, Matuiti Mayezo, Angelo Pirozelli e Valdemar Cordeiro, “irmão de criação” de Audálio Dantas, lembra o amigo Jorge Araújo.
Jorge é o autor da famosa foto da pomba, como ficou conhecida (ao lado).
Cordeiro era o chefe dos fotógrafos.
Vannini cuidava da editoria de Polícia.
Só cobras.
Lembro também do Ricardo Kotscho, do Nelson Merlin, do Oswaldo Mendes, Tarso de Castro, Miguel Raide, Cláudio Abramo, Tavares de Miranda, Moacir Amâncio, Dirceu Soares, Paulo Nogueira, Fortuna, Angeli, Glauco, Laerte, Fausto, Petchó, Luís Gê, Jota (Jotinha), Paulo Francis, Emir Nogueira, Dora Kramer e Lu Fernandes, que viraria presidente do Sindicato dos Jornalistas no Estado de São Paulo.
E o Boris?
Boris Casoy foi editor da Folha por um determinado tempo. Chato, grosso e arrogante, uma vez encontrou-se comigo no Roda Viva, programa da TV Cultura, e sarcástico perguntou: “O que é que você está fazendo aqui?”.
Estirei-lhe a língua ou disse-lhe um palavrão, sei lá.
Daquele tempo eram também Luís Carlos Rocha Pinto, Trovão, Tupamaro, Adilson Laranjeira...
Nos quase 7 anos que lá permaneci, publiquei centenas e centenas de reportagens.
Na Folha, ou Folhão como chamávamos, publiquei matérias ruidosas como a que me levou a ser processado pelo governo paulista.
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Clique na foto, para melhor visualização |
A matéria, publicada no dia 13 de janeiro de 1982 com chamada na 1ª página (recortes ao lado), tratava de um duplo linchamento praticado por operários do município de Ribeirão Pires, cujas famílias eram violentadas por marginais sem que o Estado nada fizesse em sua defesa.
Ganhou repercussão internacional.
Participei de grandes coberturas como a campanha pelas Diretas Já e as greves no ABC paulista.
Lembro da intervenção ao sindicato do qual Lula era presidente. SAIBA MAIS: LULA DÁ NÓ EM PINGO D´ÁGUA
Lembro também da greve dos Jornalistas, desencadeada após assembleia no Tuquinha, da PUC, na noite de 22 de maio de 1979. O presidente do nosso Sindicato era Davi de Morais. A greve, que durou uma semana, foi um fracasso total. Ninguém morreu, mas muita gente perdeu o emprego.
Entrevistei muita gente boa e marginais famosos como Hiroito, Fininho, Ze Guarda, Correinha, João Acácio (o Bandido da Luz Vermelha) e figurões como o delegado Fleury, de triste memória.
Fui várias vezes à casa de detenção e ao Carandiru, para mostrar a vida em prisão. Feminina inclusive.
Cobri rebeliões na FEBEM e em presídios da Capital e do interior.
Uma vez Quinzinho, famoso personagem da chamada Boca do Lixo Paulistana disse-me numa entrevista: “Heróis são as pessoas que vivem de salário mínimo”.
Quinzinho morreu atropelado, na avenida São João.
O velho Frias, dono do grupo Folha, foi não foi mandava me chamar pra registrar a visita de nomes importantes das artes e literatura, a quem lhes oferecia almoços e jantares regados a bons vinhos e outras bebidas. Isso ocorria no restaurante que havia na cobertura da sede do jornal, na Barão de Limeira, 425.
Lembro que uma das vezes fui chamado para registrar a presença do escritor Antonio Callado. Uma grande figura.
O Frias chamou-me também algumas vezes para acompanhá-lo com empresários à rodoviária que ganhou de presente do Maluf, na primeira vez que foi prefeito da cidade. Meu papel era fazer o registros dessas visitas.
Numa terça ou quarta-feira qualquer do ano de 1978, fui ao apartamento do cantor e compositor paraibano Geraldo Vandré para entrevistá-lo. O fotógrafo Gilberto Nascimento fez o que tinha que fazer. Belas fotos. No sábado seguinte, voltei à casa do Vandré e ele me disse: "Ângelo, acho melhor você não publicar a nossa entrevista”. Olhei pra ele e ri e, para sua surpresa, dei-lhe um exemplar do Folhetim que já estava chegando às bancas com uma foto sua na capa.
O Folhetim era um suplemento dominical da Folha, de muito sucesso.
Essa entrevista levou a liberação da canção Pra Não Dizer que Não Falei de Flores, que estava proibida pelo governo desde 1968.
Também recordo a vez que Samuel Wainer, criador do jornal Última Hora, pediu-me para que fizesse uma entrevista com o cantor e compositor Renato Teixeira, que começava a fazer sucesso com Romaria na voz de Elis Regina. Anos depois Renato me disse que Samuel era um parente dele distante.
Matérias que por uma razão qualquer não eram publicadas no Folhão, eu publicava noutros jornais. No Pasquim, por exemplo. LEIA: ATÉ TU, JAGUAR?
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No bar, sempre uma extensão da redação. Impossibilitado pela cegueira de identificar os retratados, Assis só lembra de Lu Fernandes estar na foto (abaixo dele, ao centro) |
Quatro meses e quatro dias depois do lançamento do jornal Folha da Noite, um ataque do coração matou João Paulo Emílio Cristóvão dos Santos Coelho Barreto. Esse João, criador da reportagem no formato como tal conhecemos, entrou para a história da Imprensa como João do Rio.
Hoje a Folha, o Estadão, e o Globo são os principais jornais do País.
Em fins dos anos de 1970, pedi ao poeta cearense Patativa do Assaré que escrevesse qualquer coisa sobre a Folha. Fez essa quadra:
A Folha de S.Paulo é rica
Tem ela um grande mister
Mas a mesma não publica
Tudo o que a gente qué
sábado, 20 de fevereiro de 2021
KOTSCHO FALA DE BRASIL NO PROGRAMA PAIAIÁ
Hoje 20 de fevereiro é o Dia Mundial da Justiça Social.
Quem me lembrou essa data foram duas pessoas queridas: Léo e
Zé Geraldo.
Essas duas figurinhas são incríveis. Léo é baiano e Zé,
paraibano.
O Brasil anda perdido faz muito tempo, desde D. Pedro II.
E não é só o Brasil que anda perdido. O mundo todo, também.
Mas do que escassez, há falta de emprego.
Há falta de tudo neste Brasil de todos nós.
Este nosso planetinha de berda habitado por quase 8 bilhões de
almas, não sabe pra onde vai.
Pois é, não sabemos pra onde vamos.
Hoje é o Dia Mundial da Justiça Social.
Essa data, criada pela ONU, começou a ser posta em pauta em
2009.
É uma data pra nos levar a reflexão sobre a vida que
vivemos.
É uma data importantíssima. E eu sei que o radialista Carlos
Sílvio vai perguntar a respeito ao seu entrevista de hoje 20: Ricardo Kotscho.
Kotscho é um dos mais importantes jornalistas brasileiros.
Não percam.
Para acompanhar a entrevistado, será hoje às 20h30, no
Facebook do Carlos Sílvio, em live.
TEMPOS DE FOLHA (1)

Essa não é a primeira pandemia que o Brasil e o mundo enfrentam.
Em 1918, milhares de brasileiros morreram vítimas da gripe espanhola. Como Olavo Bilac.
Naquele tempo, éramos um país quase totalmente rural.
Vivia-se a “Belle Époque”, que findaria com a Semana de Arte de 22.
A famosa semana de arte moderna, durou somente 3 dias.
Em 1921 centenas de jornais e revistas circulavam por aí. A maior parte deles no Rio de Janeiro, berço de João Paulo Emílio Cristóvão dos Santos Coelho Barreto.
A população do Rio, à época, passava de 1 milhão de habitantes.
Ainda não havia O Globo, RJ, que só seria fundado em 1925. Quatro anos antes, era fundado o jornal Folha da Noite (abaixo), em São Paulo.
A População da Capital paulista girava em torno de 580 mil habitantes.
Esse jornal foi à praça no dia 19 de fevereiro de 1921, com apenas oito páginas.
Em 1924, entre 3 e 30 de dezembro, questões políticas impediram a circulação do jornal. Para substituí-lo, os mesmos criadores da FN, Olival Costa e Pedro Cunha, lançaram a Folha da Tarde.
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clique na foto para melhor visualização |
Em 1925, chegava às bancas o jornal Folha da Manhã.
A Folha da Noite, a Folha da Tarde e a Folha da Manhã eram jornais direcionados a públicos diferentes e opiniões passariam a ter somente em 1930, quando as oficinas da Folha da Noite e a Folha da Manhã foram empasteladas por agentes do governo Vargas, que não era de brincadeira.
Em 1960, os três títulos se fundiram para dar vez a Folha de S.Paulo. Que surgiu para concorrer diretamente com o Estado de S.Paulo.
A Folha, como outros jornais brasileiros, apoiou o golpe que tirou do poder o presidente João Goulart.
Em 1986, a Folha tornou-se o jornal de maior tiragem do País.
À essa altura o grupo Folha já tinha sob seu guarda-chuva vários títulos. Incluindo, de novo, a Folha da Tarde e o Notícias Populares.
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021
TRAMBOLHO DA NASA CHEGA À MARTE (2, FINAL)
O homem parece imitar Deus em tudo. Enfim, Deus diz que somos a sua imagem e semelhança.
TRAMBOLHO DA NASA CHEGA À MARTE (1)
O trambolho especial logrou êxito, chegando ontem 18 ao alvo programado.
HISTÓRIAS DAS ARÁBIAS. PRINCESA PRESA (1)
Não tem sapo, nem príncipe
Nem fada com seu condão
Tem uma princesa presa
Pedindo ao rei perdão
Esse rei é o seu pai
Sujeito sem coração
Pois é, parece mesmo um conto de fada. Ou de cordel. Mas não é.
Essa história é real e está em andamento nos Emirados Árabes Unidos. O nome da vítima é Latifa, uma princesa filha do rei Mohammed Bin Rashid al-Maktoum.
Não tem dragão, não tem bruxa e outras figuras do reino encantado nessa história absurda.
O caso é real, realíssimo em todos os sentidos. E aos poucos começa a aparecer no noticiário internacional.
O caso de Latifa está chegando para apreciação da Organização das Nações Unidas.
Isso é cárcere privado. Caso de investigação.
De alma e sentimento
Pelo pai foi sequestrada
Sem razão, sem cabimento
O mundo agora segue
Sua dor, sofrimento
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021
O IBGE QUER SABER QUEM SOMOS
Ouvi agora há pouco a apresentadora do Jornal Hoje, Maju, da TV Plim Plim dando a notícia de que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, está chamando pra trabalhar mais de 200 mil brasileiros. É uma boa, não é?
O IBGE é uma Instituição de grande importância e credibilidade, pois à ela cabe o levantamento do comportamento dos brasileiros.
Além do censo demográfico, ao IBGE cabe identificar o fazer do povo. Quer dizer: o censo praticado pelo IBGE procura, fundamentalmente, identificar quem são os brasileiros.
A propósito, Carmem Miranda gravou uma música falando desse assunto. Ouça: RECENSEAMENTO
A última vez que o IBGE publicou o resultado de um censo foi em 2010.
No censo de 2010 faltaram dados mais específicos sobre pessoas com deficiência. Cegos, inclusive.
Tomara que o censo que se iniciará ainda este ano traga dados mais reais sobre o cego. Particularmente tenho interesse nisso.
Maju é uma jornalista como eu. E ao contrário de mim, maravilhosa. Confira:
JAIR RODRIGUES, SAUDADES...
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Assis e Jair Rodrigues, no programa São Paulo Capital Nordeste |
Depois de rir, ela diz: Eu acho que eu conheço isso. Isso é de Jair Rodrigues?
Sim, Anna. Essa música, Deixe isso pra Lá, não é do Jair. É dos compositores Alberto Paz e Edson Menezes, gravada em 1964 por Jair Rodrigues.
Aquele ano 1964, foi brabo.
Aquele ano durou até 1985.
Anna, uma menina estudante de Artes Visuais, pergunta: Por que você diz que aquele ano foi um ano brabo?
A madrugada de 1º de abril de 1964 chegou trazendo guerra de brasileiros contra brasileiros. Tanques na rua.
Jovens soldados armados marchando cegos sob o comando de velhos soldados.
Deu no que deu: um ex-capitãozinho mandando e desmandando no Brasil de hoje. Cuidemo-nos.
Anna não viveu 1964.
Anna é da safra de 98. FHC na parada.
Deixe Isso pra Lá foi um desenho do que é hoje o rap. "Eu sou pioneiro, Cachorrão", brincou comigo um dia Jair no programa São Paulo Capital Nordeste, que eu apresentava na rádio Capital AM 1040. Pra lembrar, clique:
Ah, sim! Jair Rodrigues de Oliveira nasceu no dia 6 de fevereiro de 1939, em Igarapava, SP.
DEUS E O DIABO NA CÂMARA DOS DEPUTADOS
É isso que eu acho. Mas: Deus e o Diabo têm o mesmo peso na conversação política.
POLÍTICOS NA MÚSICAS POPULAR
Na nossa música se acham todos os temas possíveis e inimagináveis do nosso viver cotidiano. Claro, em todos os ritmos.
Dorival Caymmi (1914 - 2008), cantor do viver baiano, tem muita coisa boa.
Meu amigo, minha amiga, você já ouviu João Valentão?
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021
CARNAVAL, PECADO E CINZAS
O amigo leitor deve ter percebido algo curioso na data de nascimento desses dois artistas brasileiros. Um nasceu em fevereiro e o outro, em março.
O Carnaval é uma festa móvel do nosso calendário de datas festivas.
Os dias de Carnaval estão atrelados à Páscoa.
O Carnaval, era nas suas origens, uma comemoração pagã. De olho nisso a Igreja entrou na parada e tomou para si essa festa, incluindo-a no seu calendário de datas comemorativas.
O Carnaval começa 46 ou 47 dias antes da Páscoa. A Páscoa começa sempre num domingo.
Depois da terça-feira de Carnaval, vem a quarta-feira de Cinzas e aí começa um período de 40 dias, Quaresma, em que os cristãos pagam seus pecados de antes e pós Carnaval.
Pecado por pecado muita gente pagou com a vida ao contaminar-se com a febre amarela, a varíola e a gripe espanhola.
Alfredo da Rocha Viana Filho, o Pixinguinha, pegou varíola, mas escapou. Era menino quando isso ocorreu. A doença, também chamada de bexiga, virou apelido do menino: Bexiguinha.
De Bexiguinha pra Pixinguinha foi um passo.
Pixinguinha foi um grande adepto do Carnaval, chegando a desfilar ao lado de bambas da sua época, incluindo o erudito Eleazar de Carvalho.
Eleazar, por sua vez, chegou a arriscar-se a compor música para os seguidores de Momo, sob o pseudônimo Razaele. Não fez sucesso algum, sucesso faria anos depois como maestro regendo orquestras dos EUA e da Europa. Em 1962 criaria o Festival de Inverno de Campos de Jordão, mas essa é outra história.
Em 1897, uma epidemia de febre amarela desabou sobre o Rio de Janeiro. Naquele ano o Carnaval foi adiado de fevereiro pra junho. Meio boca, mas houve.
A morte do Barão do Rio Branco em 1912, levou o governo a adiar o Carnaval de fevereiro para junho. O povo não gostou, mas deu um jeito: brincou o Carnaval em fevereiro e também em junho. Clique: BARÃO DO RIO BRANCO E CARNAVAL
O Barão dizia que as únicas coisas que funcionavam no Brasil era a bagunça e o Carnaval.
Em setembro de 1918 a gripe espanhola, assim chamada uma gripe surgida nos EUA, chegou ao Brasil e matou um mar de gente.
Tão rápida e misteriosamente chegou, assim foi-se a Espanhola. Ficou por aqui durante uns três meses e no fevereiro seguinte quem escapou dessa praga caiu na gandaia.
Foi o Carnaval mais depravado da história, dizem nas suas memórias Pedro Nava e Nelson Rodrigues. Leia: GRIPE MATA!
Pixinguinha deixou centenas e centenas de músicas, entre as quais os clássicos Carinhoso e Rosa. E também muitas composições para o Carnaval.
Pois é, depois da terça-feira de Carnaval, vem a quarta-feira de Cinzas. Ouça:
TOQUINHO & VINÍCIUS - MARCHA DA QUARTA-FEIRA DE CINZAS • MARIA, CARNAVAL E CINZAS - LUIZ CARLOS PARANÁ
FAGNER CONTA CAUSOS NA TV CULTURA
Ao apresentador Marcelo Tas, Fagner relembrou sua trajetória artísticas e as peladas de futebol que fez com Chico, Pelé e Zico.
Fagner contou também que, verdade ou mentira, por pouco não disputou a Copa de futebol de 1982. Houve vários pontos engraçados no decorrer da entrevista.
Amigo de políticos cearenses, Fagner contou que chegou a ser convidado a concorrer aos cargos de Deputado e até Governador no seu Estado.
Sobre se voltaria a apoiar ou não Bolsonaro, Fagner subiu no muro que nem psdebista que é.
Essa história de apoiar Bolsonaro, disse ele, foi mais por um acaso. "Eu estava num avião e Bolsonaro bateu uma foto minha, com ele".
Ali pelo meio da entrevista a Tas, Fagner lembrou a "cantada" que seu futuro pai deu na futura mãe. Detalhe: na ocasião o pai, um libanês, se achava num velório velando o corpo da sua primeira mulher.
Fagner tem sempre boas histórias para contar.
Toda vez que eu o entrevistei, sempre dele colhi bons causos.
Entrevistei Fagner várias vezes, ao vivo, para o programa São Paulo Capital Nordeste que eu apresentava na rádio Capital AM 1040.
Na foto ao lado, registro de um prêmio que ganhamos em Campina Grande, PB.
DEMOCRACIA EM PERIGO
Mais uma agressão contra a nossa democracia ocorreu há poucas horas. Quando o deputado Daniel Silveira, também ex policial militar, soltou um vídeo nas redes esculhambando com os ministros do STF e pedindo de volta o Ato Institucional n5.
Um horror!
terça-feira, 16 de fevereiro de 2021
TERÇA GORDA DE CARNAVAL
Há muito tempo não ouço a expressão "terça-feira gorda". Essa terça-feira que chamávamos de gorda talvez não exista mais, pelo menos no tocante à expressão.
Eu era menino quando ouvia minha avó falar dessa expressão: "Meu netinho, vamos comer que hoje é terça-feira gorda!".
Essa terça antecede a Quarta de Cinzas, início da Quaresma de 40 dias que finda na Páscoa.
Pois bem, a terça é o único dia de Carnaval marcado no calendário católico. E não é feriado no calendário festivo do País. Muita gente pensa que é, mas não é.
Esta terça-feira de hoje será marcada historicamente pela pandemia que ora assusta o mundo. Assusta e mata.
O vírus do novo Corona já pegou, só no Brasil, 10 milhões de pessoas.
Triste, muito triste é essa terça-feira que vivemos.
Dizer mais o quê?
Os brasileiros precisam reagir contra a desgraça que o Brasil ora vive, a partir do governo que se aboletou no Planalto.
Está tudo errado, presidente e seu governo.
Amanhã 17 é Quarta de Cinzas.
Cinzas que vivemos já a pouco mais de 2 anos. Triste.
VIVA O BRASIL, BRASILEIROS!
Claro que gostaríamos de saber o que se passa na cabeça do homem mais representativo do Brasil, politicamente falando.
Claro que gostaríamos de saber o que sente o homem mais representativo do Brasil quando o povo o classifica de tirano, canalha...
Claro que gostaríamos de saber o que pensa o mais importante figurão da República quando sabe que o povo o detesta.
Claro que gostaríamos de saber tanta coisa que não sabemos, especialmente de alguém que foi eleito equivocadamente para governar um país.
Claro que gostaríamos...
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