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domingo, 6 de novembro de 2016

PIMENTA NOS OLHOS DOS OUTROS


Na vida, há coisas incríveis. Incríveis mesmo! Aliás nós todos humanos somos uma criação incrível.
No mundo há pra lá de 40 milhões de pessoas cegas, sem luz nos olhos.
Segundo dados da ONU, Organização das Nações Unidas, uma pessoa fica cega a cada 5 segundos.
No mundo, há 197 países reconhecidos como tais pela ONU.
No Brasil, segundo dados do IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, há pra lá de 1 milhão de pessoas que passam as 24 horas do dia no breu da escuridão. Fora essas, há 6, ou 7, ou 8 milhões de pessoas que sofrem algum tipo de deficiência visual. Fora essas, há muitos e muitos milhões de homens e mulheres, principalmente homens, que têm olhos e não veem por alguma razão de difícil compreensão ou explicação.
Interessante tudo isso, não é mesmo?
Há pouco telefonei para um dos meus professores, William. Ele me atendeu com muita alegria. Disse que estava aproveitando o dia para passear com a sua mulher, Adriana, e a filha, Yasmin. Detalhe: Wiliam e sua companheira de vida e arte não enxergam com os olhos que Deus lhes deu, como eu que hoje também não enxergo...
Mas a bem da verdade não era bem sobre isso, cegos etcetera e tal, que eu ia preencher este blog. Eu ia falar do almoço ma-ra-vi-lho-so que eu tive hoje, a pouco. Comi o melhor feijão do mundo. Comi o arroz melhor do mundo. E comi, para a inveja de vocês que me leem, o melhor ovo frito do mundo, tudo feito pelas mãos mágicas da minha menina caçula, Clá. Ah, tudo isso com uma pimentinha muito da charmosa de nome habanero. Pimenta linda e ardida que só! É mexicana e não brinca em serviço; ou seja, na boca da gente. Ui! A habanero é famosa pelo ardor que nos dá, pelo cheiro que tem e pela graça que oferece. Mais: é a mais danadinha do mundo, segundo os especialistas.
Oh, dia danado de bom!

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

É POSSÍVEL VER ALÉM DOS OLHOS?



Neste mundo de Marias e Josés, vê quem quer; quem não quer não vê.
A cada cinco segundos uma pessoa fica cega no mundo. Dentre essas, uma criança a cada um minuto. No total, segundo dados da Organização das Nações Unida s- ONU, são mais de quarenta milhões de pessoas cegas habitando este nosso mundinho tão desigual.
Esses dados são de uma década atrás.
No Brasil, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, no Brasil indicam que há 1,2 milhão de pessoas totalmente cegas. Os dados são de dez anos atrás. Acrescentem-se a esses dados o número igualmente controverso de cerca de 7 a 9 milhões de pessoas que vivem com dificuldades visuais graves. Pessoas com visão baixa, por exemplo.
Por que as pessoas ficam cegas?
Neste mundo atribulado e de concorrências desiguais, há quem tem olhos e parece insistirem a não ver. Nossos últimos governantes, por exemplo.
O poeta português Camões, que perdeu a visão de um dos olhos numa guerra, de flechada, via mais do que milhões e milhões de pessoas da suas época; e de hoje também.
E assim como Camões, nossos compatriotas Aderaldo, Patativa, Oliveira, e tantos e tantos veem com os olhos da memória e da imaginação, quer dizer: os olhos muitas vezes servem apenas para enfeitar a cara, da gente.
E num tá bom?
A luz de meus olhos bateu asas e voou. Foi pra longe. Mas eu que não sou besta, não corri atrás. E mergulhei num mundo diferente, curioso, cheio de novidades e luzes diferentes. Pois, enfim...

Eu vejo com teus olhos
E caminho com meus pés
É teu meu pensamento...

Vocês, amigos e amigas, já ouviram falar de Maroca, Poroca e Indaiá? Pois bem, as três são irmãs. Nasceram sem luz nos olhos no sertão da Paraíba. Cresceram plantando e da roça tirando o sustento e da esperança, o futuro. E vejam só, a Paraíba é uma terra de luz, é ou não é?
Uma perguntinha bem besta:
Vocês que me leem acham que a maioria dos políticos que nós elegemos, nas várias esferas, são cegos ou videntes?


TURISMO E CEMITERIOS

Hoje é Dia de Todos os Santos, não foi ontem.
É pequeno o calendário cristão para acolher todos os santos.
Na Igreja Católica, há santo a dá com pau. Uí! Dar com pau, sabemos todos, é a penas força de expressão.
O Dia de Todos os Santos é uma criação do abade Odilon, que viveu ali pelo século II. Acho que na França.
Justificativa óbvia. homenagear todos os santos famosos e anônimos , pretos e brancos e mártires que dedicaram a vida aos humildes, etc. Seis séculos depois, o Papa Gregório III carimbou o dia escolhido por Odilon.
O dia 1º de Novembro, Dia de Todos os Santos, como o Dia de Finados é comemorado em quase todo o mundo.
O Dia de Finados, também criado pela Igreja Católica tem por finalidade levar os vivos a lembrar seus mortos.
Séculos antes de Cristo, os mortos sequer eram sepultados. Esse habito ganhou forma por uma razão simples: Os cadáveres transformavam-se em ameaça à saúde publica. Foi então que a Igreja passou a enterrar os mortos no subsolo dos templos. Mas lá eram enterrados apenas quem em vida tinha recursos. Os corpos de escravos e miseráveis continuaram sendo jogados ao léu. Alguns eram queimados em fogueiras.
O medo da morte todo mundo, ou quase todo mundo, sempre teve.
Você sabe a origem do velório?
Catalepsia é um mal que ainda hoje atinge a muita gente.
Estanho é um tipo de metal que mal usado, provoca nas pessoas o mesmo o mesmo que a catalepsia, ou seja: a pessoa cai em convulsões e de repente parece morta.
O estanho era usado na fabricação de objetos domésticos, como pratos e copos. E ai...Temerosos de seus entes queridos serem sepultados vivos, providenciavam-se a colocação dos corpos sub mesas ou o que valha e esperavam-se que o "morto" voltasse à vida. O velório vem dai.
Hoje é o Dia de Finados.
Em boa parte do mundo, cobram-se ingressos a pessoas que visitam cemitérios. Na França, por exemplo. Em Roma há túmulos muito bem construidos por engenheiros famosos.
No município de São Paulo há 22 cemitérios. O da Consolação guarda os restos mortais de grandes personagens da vida brasileira, como Monteiro Lobato. A propósito, por que não se planeja visitas monitoradas ao Cemitério da |Consolação e a outros cemitérios da capital dos paulistanos?
Em Londres o túmulo em que se acham os restos mortais de Karl Max, o grande ideólogo do Capitalismo, é o tempo todo visitado por todos que têm interesse por seu nome ou obra. O governo de lá ganha um dinheirão com isso. Ah! é rica e curiosíssima a relação da morte com a cultura popular.
No começo do século passo, bem no começo o paraibano Leandro Gomes de Barros, nos legou um clássico da literatura de cordel:  A História do Cachorro dos Mortos.


TERREMOTO

Nas últimas eleições o PT perdeu centenas de prefeituras Brasil a fora. A respeito, ouvi no rádio um político concluir comentários dizendo o seguinte: enterrem-se os mortos pois a vida segue. Isso fez-me lembrar o que disse o general Pedro D'Almeida ao rei dom José I ao lhe pedir opinião sobre o que deveria fazer depois do terremoto seguido de tsuname  que devastou Lisboa e o sul de Portugal no ano de 1755. Disse o general textualmente: "Enterre os mortos, cuide dos vivos e feche os portos". E assim foi feito. Anos depois,  sob a batuta do marquês de Bombal, Lisboa voltou a ser uma cidade belíssima .

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

CTN, 25 anos



Tudo é muito rápido, urgente, depressa. Ninguém tem tempo prá nada. Nem prá dizer oi, como vai? É uma correria dos infernos. Prá onde vamos? Somos gerados em fração de segundos, num gozo, a gestação dura de 7 a 9 meses. Eu Nasci com 12 anos, mas isso é caso à parte. A verdade é que poucas são as pessoas que acham tempo para dizer adeus. Ai! É gente entrando e gente saindo de tudo quanto é canto, buraco e biboca. No metrô então é um horror, e nos ônibus, um Deus nos acuda! É pressa como Diabo.
Correndo, voando, um carro parou perto de mim e o motorista depressa abriu a porta pedindo para eu entrar. Era o poeta Moreira de Acopiara. Nem bem entrei no carro outro poeta, Sebastião Marinho, da viola repentista, riscou no ponto: "E eu, vocês vão sem mim?"
Pedi para o motorista desacelerar o carro pois devagar também se chega ao longe. E lá fomos nós rumo ao Centro de Tradições Nordestinas, CTN, onde comemoravam-se seus 25 anos de fundação. Ao chegarmos, cordelistas e cantores do povo nos esperavam. Foi uma festa, claro. Cristina do Zé se expressou ao microfone com um palavreado bonito. Zé de Cristina Também. Estamos falando de Cristina e Zé de Abreu, mulher e marido e marido e mulher, fundadores do CTN.
E é tudo muito rápido.
Lembrei-me depressa que por lá estive no começo de tudo, até apresentando um programa de rádio chamado Gente e Coisas do Nordeste, de memória ainda hoje muito bem lembrado.
E fui ao microfone e falei e falei.
Cacá Lopes cantou, Luiz Carlos Bahia cantou, Sarah Brasil cantou, o menino Pedro declamou do alto dos seus dez anos de idade, Moreira de Acopiara declamou e Sebastião Marinho botou prá lascar, foi tudo muito bonito, nesse primeiros 25 anos de CTN. Agora só faltaram as fotos para confirmar tudo que aqui estou dizendo. Mas aconteceu e é fato. Se duvidarem perguntem à deputada Renata de Abreu.
Só faltou um uisquinho...

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

PELO BEM, PELO MAL, RENAN E BELCHIOR


Depois da postagem abaixo, sob o título Jagunços e Coronéis no Congresso Nacional, muita gente me telefonou; mas me telefonou por saber que é mais fácil me telefonar do que mandar mensagem por e-mail. Pois bem, termino a postagem perguntando em qual situação se enquadra o Cunha, entre jagunços e coronéis. Muitos disseram que o capeta Cunha se enquadra nas duas situações. E o Renan?

O alagoano Renan Calheiros é mais capeta do que o capeta Cunha. Os dois se merecem, não é mesmo? Inclusive na cadeia...O Renan está com 9, 10 ou 11 processos no STF, ainda não é réu, mas vai virar já já. Ciente disso, começa a jogar o anzol no lago para pescar. Na última tentativa deu-se mal, pois a presidente do STF, Carmen Lúcia, refugou.
O Renan é muito esperto. Ele aproveitou a prisão de policiais legislativos para atingir o Judiciário. Fazendo isso, ele chamaria a atenção de todo mundo do seu interesse e teria às suas mãos a presidente, seu alvo, mas ela entendeu isso muito rapidamente e não foi ao encontro que os coleguinhas da imprensa dizem que foi programado pelo presidente Temer. Na verdade foi o Renan que pediu a Temer para programar esse encontro. Quebrou a cara. Simples: depois de chamar a atenção para si, ele estaria frente a frente, numa boa, com a presidente do STF, tudo bem tramado.
No próximo dia 03, a Doutora Carmen Lúcia vai por em julgamento no STF algo que certamente o presidente do congresso não vai gostar.
Pois é, falávamos de jagunços e coronéis. E como uma coisa puxa outra, lembrei-me de outro alagoano. Só que esse, incrível, no boníssimo sentido. No sentido de cidadão, cidadania. Talento, arte e artista. Lembrei-me de Graciliano Ramos, autor da obra prima Vidas Secas. Esse romance, o quarto da carreira de Graciliano, trata do que trata o livro do mineiro Guimarães Rosa, ou seja: de cangaço, cangaceiro, de vida dura que é e sempre foi o sertão do Nordeste e do Sudeste. E de uma constatação triste:  cangaço, jagunço e cangaceiro, mais coronéis dá  nisso que vivemos hoje: a lei fora dos trilhos, querendo voltar aos trilhos. E voltará!
Graciliano Ramos nasceu no dia 27 de outubro de 1892.


BELCHIOR

Taí um cara que eu gosto muito, Belchior. Conheci o Bel, como os amigos o chamam, Lá pros 80 do século passado. Ele frequentava minha casa e tal, e no tempo que eu ainda era casado. Os meus meninos gostavam de tirar umas com seu bigode e seu jeito de falar e de cantar. Eu continuo gostando do Bel e tentando entender a razão que o faz nunca mais a mim telefonar: 36614561. Hoje, como todos os dias, é dia do Bel; amigo meu e de tanta gente bonita. Daqui deste ponto mando prá ti, Belchior, um abraço bonito e forte: e parabéns pelos 70 anos que vc completa nesta quarta feira de outubro de 2016.
Ah! Você sempre falava da importância dos maestros Carlos Gomes, Vila Lobos e do seu conterrâneo Alberto Nepomuceno. Aliás, lembro agora, você me pediu para escrever um livro sobre o Nepomuceno. Olhe, se você voltar prá comer o bacalhau que você tanto gosta na minha casa eu escreverei, mesmo cego, como hoje estou um livro sobre você e sobre o seu, que também é meu ídolo Nepomuceno.
Um beijo!



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PELO BEM, PELO MAL, RENAN E BELCHIOR


Depois da postagem abaixo, sob o título Jagunços e Coronéis no Congresso Nacional, muita gente me telefonou; mas me telefonou por saber que é mais fácil me telefonar do que mandar mensagem por e-mail. Pois bem, termino a postagem perguntando em qual situação se enquadra o Cunha, entre jagunços e coronéis. Muitos disseram que o capeta Cunha se enquadra nas duas situações. E o Renan?

O alagoano Renan Calheiros é mais capeta do que o capeta Cunha. Os dois se merecem, não é mesmo? Inclusive na cadeia...O Renan está com 9, 10 ou 11 processos no STF, ainda não é réu, mas vai virar já já. Ciente disso, começa a jogar o anzol no lago para pescar. Na última tentativa deu-se mal, pois a presidente do STF, Carmen Lúcia, refugou.
O Renan é muito esperto. Ele aproveitou a prisão de policiais legislativos para atingir o Judiciário. Fazendo isso, ele chamaria a atenção de todo mundo do seu interesse e teria às suas mãos a presidente, seu alvo, mas ela entendeu isso muito rapidamente e não foi ao encontro que os coleguinhas da imprensa dizem que foi programado pelo presidente Temer. Na verdade foi o Renan que pediu a Temer para programar esse encontro. Quebrou a cara. Simples: depois de chamar a atenção para si, ele estaria frente a frente, numa boa, com a presidente do STF, tudo bem tramado.
No próximo dia 03, a Doutora Carmen Lúcia vai por em julgamento no STF algo que certamente o presidente do congresso não vai gostar.
Pois é, falávamos de jagunços e coronéis. E como uma coisa puxa outra, lembrei-me de outro alagoano. Só que esse, incrível, no boníssimo sentido. No sentido de cidadão, cidadania. Talento, arte e artista. Lembrei-me de Graciliano Ramos, autor da obra prima Vidas Secas. Esse romance, o quarto da carreira de Graciliano, trata do que trata o livro do mineiro Guimarães Rosa, ou seja: de cangaço, cangaceiro, de vida dura que é e sempre foi o sertão do Nordeste e do Sudeste. E de uma constatação triste:  cangaço, jagunço e cangaceiro, mais coronéis dá  nisso que vivemos hoje: a lei fora dos trilhos, querendo voltar aos trilhos. E voltará!
Graciliano Ramos nasceu no dia 27 de outubro de 1892.


BELCHIOR

Taí um cara que eu gosto muito, Belchior. Conheci o Bel, como os amigos o chamam, Lá pros 80 do século passado. Ele frequentava minha casa e tal, e no tempo que eu ainda era casado. Os meus meninos gostavam de tirar umas com seu bigode e seu jeito de falar e de cantar. Eu continuo gostando do Bel e tentando entender a razão que o faz nunca mais a mim telefonar: 36614561. Hoje, como todos os dias, é dia do Bel; amigo meu e de tanta gente bonita. Daqui deste ponto mando prá ti, Belchior, um abraço bonito e forte: e parabéns pelos 70 anos que vc completa nesta quarta feira de outubro de 2016.
Ah! Você sempre falava da importância dos maestros Carlos Gomes, Vila Lobos e do seu conterrâneo Alberto Nepomuceno. Aliás, lembro agora, você me pediu para escrever um livro sobre o Nepomuceno. Olhe, se você voltar prá comer o bacalhau que você tanto gosta na minha casa eu escreverei, mesmo cego, como hoje estou um livro sobre você e sobre o seu, que também é meu ídolo Nepomuceno.
Um beijo!



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