Terça 7 ouvir o guru do Bolsonaro, um tal Olavo não sei do quê, dizendo ser preciso acabar com o Ministério da Educação. Segundo ele, "só dá prejuízo".
Quinta 9 ouvir o próprio Bolsonaro dizer, na sua live semanal, que "educação é um simbolismo".
Sábado 11 e hoje ouvir no rádio notícia dando conta de que o novo Ministro da Educação, Milton Ribeiro, é a favor da educação pela dor.
Essa metodologia, o conhecimento pela dor, eu conheci num passado já remoto.
Eu era estudante de colégio interno, em João Pessoas, PB. Qualquer coisa fora do esquadro, eu era castigado pela palmatória e por milhos sobre os quais professores obrigavam a me ajoelhar. De braços abertos, diante de uma classe passiva. Doía como o Diabo.
Jamais vou me esquecer disso e tomara que isso jamais volte às salas de aula.
O Ministério da Educação foi criado em novembro de 1930, pelo gaúcho Getúlio Vargas.
O mineiro Francisco Luís da Silva Campos (1891-1968) foi o primeiro titular dessa pasta. O segundo foi Gustavo Capanema (1900-85), que convidou outro mineiro que para lhe auxiliar: Carlos Drummond de Andrade, que todo mundo conhece e já deveria ter lido. Ele foi o Chefe de Gabinete de Gustavo.
A ideia desse Ministério era educar, formar pessoas nos mais diversos ramos da vida.
O tempo passa e Bolsonaro surgiu no meio da vida como a pedra do famoso poema de Drummond, que começa assim:
No meio do caminho tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meio do caminho
Tinha uma pedra
No meio do caminho tinha uma pedra
Nunca me esquecerei desse acontecimento
Atualmente, há, no Brasil, mais de 50 milhões de estudantes.
Nunca tantos estudantes sofreram tanto no País, como agora.
Meu amigo, minha amiga, você sabia que há pelo menos 11,3 milhões de brasileiros completamente analfabetos?
Você, meu amigo, minha amiga, sabia também que atualmente há quase 40 milhões de brasileiros formados funcionais?
Tudo bem que Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro e Zé Limeira entre tantos e tantos artistas da nossa terra, não frequentaram bancos escolares. Mas essa é outra história...
Aliás, pouca gente sabe, mas os versos "ano passado eu morri, mas esse ano eu não morro", que Belchior usou na música Sujeito de Sorte, são de autoria do velho Zé Limeira.
O cara era bom.
Foi poeta, foi o diacho. Até compositor de boa música, ele foi.
Era crítico da vida cotidiana, do comportamento , da nossa gente, do nosso povo, do Governo, Duvida?
Ouça, acima música para lavar a alma.
Nasceu em Campina, PB, viveu em Recife, PE, trabalhou em Brasília, BR, e morreu em João Pessoa, capital da Paraíba.
Escreveu em tudo quanto foi jornal.
Esse cara foi incrível. Foi, como se diz, um amigo de graça, daqueles que chegam de repente e ficam.
Estou falando do jornalista, advogado, poeta, tomador de café e admirador e respeitador de mulher Orlando Tejo.
Orlando morreu aos 83 anos, mas é como se não tivesse crescido: foi menino o tempo todo. Casou, teve 3 filhos.
Ele morreu no dia 1° de julho de 2018.
O mundo escureceu, quando ele morreu. Foi de madrugada.
Se dependesse de mim gente boa, bonita e inteligente não morreria nunca.
Conheci Orlando Tejo no tempo do jornal O Norte, de João Pessoa. Foi nesse jornal, aliás, que eu comecei a abrir os olhos para o mundo.
Quantas vezes eu, Orlando, Evandro Nóbrega e Gonzaga Rodrigues, meu professor de vida e arte, sentávamos nos bancos dos bares pra tomar café e falar de coisas que eu nem direito sabia.
Há uns oito, nove anos, encontrei-me por acaso com o Gonzaga, descendo a ladeira de onde havia a majestosa Rádio Tabajara, ali onde fica o Tribunal de Justiça de João Pessoa. Mas essa é outra história.
Orlando estava sempre com uma pasta debaixo do braço, ali pelos anos 1971,72. Nessa pasta se achavam os originais do livro Zé Limeira, O Poeta do Absurdo, que seria publicado pela gráfica de O Norte.
Meu nome se acha entre os citados nessa edição. E das outras.
Numa edição do semanário O Movimento, SP, escrevi matéria de página inteira sobre Limeira, o mais fantástico repentista de que se tem notícia na história da Cantoria do mundo. Personagem do Orlando.
Clique: https://pt.calameo.com/read/001893073d3434bca0876
Quer saber mais, clique:
Todo calendário que se preze, traz datas comemorativas.
O calendário de datas
comemorativas do Brasil nos lembra que hoje é o Dia Nacional da Pizza.
Não assino embaixo, mas há
muita gente que se diz pesquisador e passa adiante a informação de que a pizza
surgiu, pela primeira vez, no Egito, na Grécia, e até mesmo na China do sorvete
e do novo Corona vírus. E dos chineses, claro.
Não dá pra contar, mas é
possível que milhões de pizzas sejam assadas e consumidas todos os dias por sei
lá quantos milhares ou milhões de pessoas em São Paulo e noutros lugares Brasil
afora.
A informação mais próxima da
verdade é que a pizza chegou ao nosso País na virada do século XIX para o
século XX.
Os italianos, que devem ter
trazido essa coisinha tão gostosa de comer, foram os primeiros estrangeiros
convocados pra morar e trabalhar em São Paulo.
Há pizza de todos os sabores.
Eu prefiro todos.
Será que já há pizza de
rapadura, flor e cachaça levemente apimentada?
Pizza anda na boca de todo
mundo, inclusive de políticos.
Quando há denúncias e entorno muito
lenga-lenga, o povo diz: vai dar em pizza. Isto é, em nada.
Será que vai dar em pizza a rachadinha do filho do Bolsonaro?
Será que vai darem pizza a cassação da chapa Bolsonaro-Mourão?
Será que vai dar em pizza a CPI das Fake News?
Não foi do Bixiga, mas no bairro do Brás que surgiu o primeiro
estabelecimento de venda e consumo de pizza na Capital paulista. Foi no
Gasômetro, em 1910 (Ler o livro: Brás: Sotaques e Desmemórias, de Lourenço
Diaféria, e veja a entrevista acima).
Em 1910 nasceram dois grandes
artistas da nossa música popular: Noel Rosa, que morreu em 1937; e Adoniram
Barbosa, que morreu em 1982.
Adoniram começou a carreira
artística imitando Noel, no rádio.
Adoniram era um gozador, um
cara cheio de onda. Em 1979, ele compôs a joia Um Samba no Bixiga. Desse samba,
tem pizza e brachola voando pra todo lado. Ouça:
TRANSPOSIÇÃO DE BIOMA
O ministro das Comunicações, Flávio Faria, acaba de dar entrevista em que diz que "87% da floresta amazônica é formada pela Mata Atlântica". Pois é, dá nisso não estudar.
Teremos hoje novo ministro da Educação, como prometido ontem 9 pelo presidente Bolsonaro?
Um dos maiores sucessos musicais do Carnaval de 1944 foi a marcha Eu
Brinco, do paulista Pedro Caetano (1901-92) e do mineiro Claudionor Cruz
(1910-95). Essa marcha começava assim:
Com pandeiro ou sem pandeiro
Eh eh eh eh, eu brinco
Com dinheiro ou sem dinheiro
Eh eh eh eh eu brinco...
O Carnaval de 2021 tem data marcada: 16 de fevereiro, uma terça-feira.
Escolas de samba de vários pontos do país estão se movimentando em busca
dos seus enredos.
Não precisa ser bidu nem ter nas mãos bola de cristal pra descobrir que
o tema principal serão dois: a pandemia provocada pelo novo Coronavírus e o
vírus que é Bolsonaro.
Meu amigo, minha amiga, você saberia dizer porque o Presidente está tão
quietinho?
Chovem processos contra ele e seus pimpolhos maleducados, que são loucos
por mentira. Agora mesmo, por exemplo, o Facebook encerrou 35 contas e detonou
14 páginas ligadas ao chamado Gabinete do Ódio.
Dou um doce a quem souber da ligação da história desse gabinete, como
surgiu, quem a ele está ligado etc.
Não à toa, o Presidente anda tão quietinho.
No coração Bolsonaro mora o Gabinete do Ódio.
O titular do Ministério da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça,
está querendo o enquadramento do jornalista Hélio Schwartsman na Lei de
Segurança Nacional, LSN, só porque escreveu um artigo publicado na Folha
dizendo que queria Bolsonaro morto. Ora, ora...
Ocasião houve que Bolsonaro defendeu, em público, a tortura e o
fuzilamento do ex-presidente Fernando Henrique.
Houve também ocasião em que o mesmo Bolsonaro praguejou contra Dilma,
torcendo por sua morte na forma de infarte, também publicamente.
E agora mesmo, desrespeitando tudo e todos, o presidente ignora a
pandemia e diz que todos vão simplesmente morrer. Ele, pelo jeito, quer a morte
de todos de quem não gosta.
Se o Hélio pode ser enquadrado na LSN, porque Bolsonaro não pode ser
expelido da cadeira que ocupa?
A marcha Eu Brinco foi composta para animar os foliões do carnaval que
nada prometia, além de tristeza. Viviam-se os finais da Segunda Grande Guerra.
Em 1918, a Gripe Espanhola provocou uma pandemia dos infernos. Em menos
de três meses, morreram cerca de 35 mil brasileiros. Mesmo assim, houve um
baita carnaval nas ruas do Rio de Janeiro.
Inspirado nessa loucura, o baiano Assis Valente (1911-58) compôs esta
jóia:
Na manhã de 9 de julho de 1932 estourou a revolução contra o governo varguista e a favor de uma nova Constituição, que viria em 1934.
A Revolução Constitucionalista, também chamada de Guerra dos Paulistas, foi liderada pelo general Izidoro Dias Lopes (1865-1949).
Mais ou menos 200 mil paulistas e paulistanos participaram dessa Revolução.
Entre os "guerreiros", foram à luta, pelo menos 72 mil mulheres, incluindo adolescentes de ambos os sexos.
Fontes oficiais registraram 934 mortos, na Capital e em diversos municípios.
Extraoficialmente, falam-se em mais de 2200 mortos.
No livro, 1932 - Imagens de uma Revolução (2008; Imprensa Oficial Sp, 200 pags), capa ao lado, o autor, Marco Antonio Villa, diz que o número de mortos na revolução foi de 634.
Fontes norte-americanas garantem que morreram 1050 pessoas na revolução eclodida no dia 9 de julho de 1932, em São Paulo.
Essa guerra durou menos de 3 meses.
Várias músicas foram feitas sobre a revolução, que até um hino ganhou. Ouça acima.
Getúlio Vargas (1881-1954) foi o cara que mais tempo ficou à frente da presidência da República, de 1930 à 1945, continuamente. Quer dizer: 14 anos, 11 meses, três semanas e cinco dias.
Muita coisa boa o Getúlio fez, mas não foi brinquedo não.
Ele criou os ministérios da Educação, do Trabalho, a Petrobrás...
O ministério da educação, que originalmente chamou-se ministério da Educação e da Saúde Pública, foram um dos primeiros atos do presidente que perdeu a eleição popular em 1930.
O primeiro ministro da Educação foi o mineiro Francisco Campos (1891-1968), substituído, em 1934, por Gustavo Capanema (1900-85). Curiosidade: o chefe de Gabinete de Capanema foi o poeta Carlos Drummond de Andrade (1902-87).
Capanema e Drummond permaneceram no cargo até 1945.
Faz tempo que o Brasil anda sem ministro da Educação. Pois é, né?
MEIO AMBIENTE
O vice presidente da República, General Hamilton Mourão, e a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, participaram esta manhã de uma reunião à distancia com investidores estrangeiros. A pauta principal, a destruição da Amazônia. É isso, né? Ouça:
O poeta cearense Antônio Gonçalves da Silva, famoso como Patativa do
Assaré, morreu no dia 8 de julho de 2002. O triste fato se deu na casa onde
morava, numa rua pacata ao lado da igrejinha do município onde nasceu: Assaré.
Assaré é um dos 184 municípios do Ceará, localizado no Cariri. Cariri há
2: um na Paraíba, outro n Ceará.
O topônimo assaré é de origem tupi-guarani e significa estaca ou algo que
o valhia.
Patativa, denominação de um pássaro miudinho da região, nasceu no dia 5
de março 1909. desde que ele morreu, passaram-se 18 anos exatos. Em detalhes:
passaram se 6.570 dias.
É muito bonita e extensa a obra poética do poeta assareense.
O primeiro livro de Patativa, Inspiração Nordestina, foi publicado de
modo independente em 1956. nesse livro se acha um dos seus poemas clássicos: A
Triste Partida, que Luiz Gonzaga gravou num LP em 1964. Ouça, acima.
Eu conheci Patativa do Assaré na segunda parte dos anos de 1978, quando
ele estava lançando o LP A Terra é Naturá. Esse disco, que saiu por um selo da
extinta CBS, foi produzido pelo cantor e compositor Raimundo Fagner.
Em 1999, eu publiquei o livro O Poeta do Povo - Vida e Obra de Patativa
do Assaré (Reprodução da capa, ao lado).
Anos depois Klévisson Viana, Gereba e eu compusemos uma música em sua
homenagem. Ouçam:
Confesso: a Pandemia está me deixando meio zuado.
O telefone toca, atendo.
Quando o telefone fica em silêncio, telefone a algum amigo. Um desses amigos, o baiano de Paiaiá Carlos Sílvio, deu-me o que pensar, perguntando:
-Assis, você conhece os 10 mandamentos dos baianos?
Respondi, dizendo não. E imediatamente... Lá vão:
Dez mandamentos do baiano
1 – Ame sua cama como a si mesmo.
2 – Calma, ninguém nunca morreu por descansar!
3 – Descanse de dia para poder dormir à noite.
4 – Já que trabalho é saúde, que trabalhem os doentes!
5 – Nasça cansado e viva para descansar.
6 – O trabalho é sagrado, não toque nele.
7 – Quando sentir desejo de trabalhar, sente-se e espere que passe.
8 – Se vir alguém descansando, ajude-o.
9 – Trabalhe o menos possível. O que tiver para ser feito, deixe que outra pessoa o faça.
10 – Tudo aquilo que puder fazer amanhã, não faça hoje.
O COISO PEGOU A COISA
O Presidente diz está contaminado. Quer dizer: ele pegou o Novo Coronavírus e consequentemente, a COVID-19. Tomara que ele fique bem logo para entender que vírus é um mal democrático: pega todo mundo.
Catulo da Paixão Cearense nasceu em São Luís, Maranhão, como Artur
Nabantino Gonçalves de Azevedo.
Artur Azevedo, como ficou
conhecido Artur Nabantino, nasceu no dia 7 de julho de 1855.
Tinha oito anos de idade quando
já chamava a atenção do pai David vice-cônsul de Portugal, em São Luís, ao
imitar atores em ação.
Aos quinze o adolescente Artur já despertava a admiração de um
público que aos poucos ia formando.
O jornalismo, a poesia, o
conto, o teatro, logo cedo foram tomando conta do jovem que, para não depender
do pai, arranjou emprego público na terra onde nasceu. Muito jovem ainda,
trocou São Luís pelo Rio de Janeiro. E no Rio, logo integrou-se aos grupos de
intelectuais.
Foi amigo de Bilac, Castro
Alves e Machado de Assis, entre outros poetas e romancistas.
Pra sobreviver, independente da
família, Artur candidatou-se a um emprego público federal, no Rio. E ganhou.
Engajou-se ao movimento
abolicionista, ao lado de Joaquim Nabuco, Machado e José do Patrocínio.
Na sua obra, há vários
personagens negros.
Ele gostava muito de escritores
franceses e de operetas. Tanto que, em março de 1886, leva à cena a
adaptação que fez de A Donzela Teodora. A música para essa adaptação marcou a
estreia do músico paraibano Abdon Felinto Milanez (1858-1927).
A Donzela Teodora é uma personagem popular conhecida primeiramente
na Espanha do século XVIII.
A história da Donzela ganhou
versão em folheto de cordel,
do paraibano de Pombal, Leandro
Gomes de Barros (1865-1918), no começo do século XX.
Abdon Milanez era irmão do
pintor Pedro Américo. Catulo da Paixão Cearense (1863-1946) foi o primeiro
poeta letrista de chorinho, gênero musical criado pelo carioca Joaquim Antonio
da Silva Callado, que morreu em 1880, aos 31 anos de idade.
A letra do primeiro choro, Flor
Amorosa, é de autoria de Catulo. Essa música foi gravada em disco em 1902,
pelos irmãos Eymard (Casa Edison).
Artur Azevedo, autor de extensa
obra, morreu no dia 22 de outubro de 1908.
Ela deixou a voz em quatro músicas gravadas em disco Continental.
Foram dois discos com o baião “Rio, Meu Querido”, a marcha “Duas Polegadas”,
o samba “Abraço Fraternal” e o choro “...E Voltarás a Ser Feliz”, todos de
Pedro Caetano, Alcyr Pires Vermelho, Carlos Renato e Alcino Guedes. Vermelho
foi o mais frequente parceiro de Pedro.
Estou falando de Maria Martha Hacker Rochar, que boa parte do mundo
passou a conhecer apenas por Martha Rocha. Ela morreu sábado 4 passado, numa
casa de repouso em Niterói.
Martha ganhou o título de Miss Brasil no dia 14 de junho de 1954. e
nesse mesmo ano, no dia 23 de julho, ela deixou de ganhar o título de Miss
Universo em Long Beach, EUA.
Entrevistei Martha Rocha num sábado qualquer para o programa São Paulo
Capital Nordeste, que eu apresentava na Rádio Capital (AM 1040).
Na ocasião, Martha contou que não ganhou título de Miss Universo por
razões que ela desconhecia. Mas não foi pelo excesso de 2 polegadas no quadril,
isso garantiu.
Na mesma entrevista, Martha revelou que poderia ter seguido a carreira
de cantora ou de atriz. Não fez isso porque o homem com quem se casara não
permitiu. Notando meu espanto, ela acrescentou: tudo foi de comum acordo.
Queria uma vida boa, sem problemas financeiros, disse a ex Miss.
Essa entrevista se acha no acervo Instituto Memória Brasil, IMB.
Vamos ouvir Martha cantando junto com Emilinha Borba (1923-2005)?
ENNIO MORRICONE
Morreu hoje 6 o compositor e maestro italiano Ennio Morricone. Além de
saudade, o artista deixou uma obra estupenda. Seu nome se acha em mais de 500
trilhas feitas para o cinema. Ganhou dois Oscars. Curiosidade: em 1970, Ennio e
sua Orquestra acompanharam o brasileiro Chico Buarque no LP “Per un pugno di
samba”. Muito bonito, diga-se de passagem. Ouça acima Chico cantando “Roda
Viva”, acompanhado da orquestra do grande maestro que partiu aos 91 anos de
idade.
A pandemia escancarou a desigualdade entre nós, mostrando a hipocrisia a
descriminação, o preconceito, racismo e tudo mais.
Índios, negros e pobres comem o pão que o Diabo amassa nos fornos do
inferno, todos os dias.
Todos os dias os jornais noticiam violência contra os deserdados da
vida. Agora mesmo, em Recife, a displicência de uma dondoca provocou a morte de
um garoto de 5 anos. No Rio, a polícia matou pelas costas um garoto de 14. em
São Paulo, semana passada, policiais sequestraram e mataram um adolescente na
periferia. Todos negros.
O tráfico de africanos deixou uma chaga profunda na história do Brasil.
O tráfico começou há cerca de 50 anos após a chegada de Cabral ao nosso
País e só foi se findar em 1850, por força da lei Eusébio de Queirós.
Essa loucura, aliás, ocorre em boa parte do mundo.
nos estados unidos, a morte do segurança negro George Floyd continua a
provocar revolta na população. A morte dele ocorreu no último 25 de maio.
No último dia 1º, entregadores de aplicativos promoveram uma paralização
contra as péssimas condições de trabalho que enfrentam em São Paulo, rio de
Janeiro e outras capitais brasileiras.
Cerca de 70% dos motoqueiros são negros segundo o líder da categoria,
Paulo Gado.
Ontem 5, no GP da Áustria, Lewis Hamilton não conseguiu convencer todos
os seus colegas a protestar contra violência da polícia americana. Hamilton é
negro, o único da Fórmula 1.
Hoje 6, em Londres, policiais partiram com violência contra o casal de
atletas Bianca Williams e Ricardo dos Santos, ela britânica e ele português.
Há um mês, talvez mais, ouvi no rádio um líder da favela Paraisópolis
dizer que os moradores de lá não tinham água nem sabão suficientes pra lavar a
mão, tampouco álcool em gel. Abandono total. Segundo esse líder, Gilson
Rodrigues, os moradores se juntaram para alugar uma ambulância ou algo assim,
para atendimento local.
Paraisópolis, na região sul de São Paulo, reúne mais de 40 mil
moradores.
No Brasil, segundo dados do IBGE, há mais de 6 mil favelas e quase 12
milhões de pessoas morando nesses lugares.
A luta pela igualdade é uma luta de todos, pretos e brancos.
A Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, disse hoje 5 que o Agronegócio não precisa de terras da Amazônia e que é totalmente contra o desmatamento.
An han...
Mais de 30 mil militares do Exército estão marcando ponto no território amazônico. A ideia, segundo o vice-presidente, é por ordem no pedaço, ajudando os indígenas.
An han...
A Justiça deu um prazo de 15 dias para o Governo pôr pra correr quem lá ele botou: garimpeiros, madeireiros...
No começo, ali nos anos 1500, milhões de índios habitavam as terras que hoje ocupamos.
Hoje não passa de 900 mil o número de índios que ocupam suas terras.
Meu amigo, minha amiga, você já ouviu falar da batalha dos Guararapes?
O pau cantou violentamente em Pernambuco, entre fins de 1630 e 1654.
O período foi violentíssimo.
Negros e Índios botaram pra correr os Holandeses que, no pau, tomaram Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará e Maranhão.
É aí que entram o negro Henrique Dias e o Índio Poty Filipe Camarão.
Dias morreu em 1682. Camarão antes, 1648.
Esses dois brasileiros integram o panteão dos heróis do Brasil.
Os índios continuam morrendo de modo violento, assassinados sem chances de defesa.
Os negros, também. Crianças, inclusive. Os exemplos, no cegam.
Em 2019, foram assassinados 51 índios brasileiros. Quer dizer: um por semana.
O que eu quero dizer com isso?
O atual presidente da República incentiva, com sua fala clara, que garimpeiros, madeireiros e essa gentalha toda tomem conta da Amazônia, de preferência sem índios. Impunemente.
Índio não quer apito, como diz a marchinha carnavalesca de Haroldo Lobo e Milton de Oliveira(Carnaval de 1961).
Índio quer respeito. Quer que os deixemos em paz.
O que é que os mais de 30 mil militares, sob o comando do vice-presidente da República, estão fazendo na Amazônia além de levar terror e doenças?
Já há muitos índios contaminados pelo Novo Coronavírus. E mortos.
MARLUI MIRANDA
Você conhece, já ouviu falar da brasileira Marlui Miranda? Ela é incrível. Cantora de voz encantadora, compositora parceira de Egberto Gismonti, Milton Nascimento, Hermeto Pascoal, Taiguara e outros grandes da nossa música.
Antes de ouvi-la acesse: MARLUI MIRANDA, A VOZ DOS NOSSOS ÍNDIOS
Marlui Miranda estreou em disco em 1979. O disco todo é lindo. Ouça:
Em 1933, os irmãos índios Antenor e Natalício deixaram o Ceará rumo ao Rio de Janeiro. Pertenciam a etnia Tabajara.
Os nomes Antenor e Natalício foram nomes que ganharam ao pisarem na Terra de Tom Jobim.
Antenor e Natalício, diz a lenda, encontraram ocasionalmente um violão numa trilha da mata onde nasceram e viveram os primeiros 15 anos.
( https://www.youtube.com/watch?v=Kn0otFoT244&feature=youtu.be)
A curiosidade levou os dois a tirarem som do instrumento, que em pouco tempo os encantaram.
Em 1953, Antenor e Natalício entraram pela primeira vez num estúdio e lá gravaram o primeiro disco. Uma das músicas, o baião Tambor Índio(abaixo), chamou a atenção discreta do público e da crítica. Continental, já extinta, foi a gravadora que primeiro os contratou.
No ano seguinte, gravaram um novo disco.
Os dois logo passaram a se apresentar em salas de concerto e, em 1960, partiram para uma excursão no exterior.
Voltaram ao Brasil anos depois e a partir de 1968 fixaram residência nos Estados Unidos.
A dupla Índios Tabajaras gravou discos em quase todos os continentes, incluindo Europa e Ásia.
Lembrei-me de contar essa história ao ouvir há pouco um repórter dizer no rádio que a Justiça deu prazo de 15 dias para o Governo por pra correr os garimpeiros e madeireiros que atuam ilegalmente nas Terras Ianomâmis.
A Etnia Ianomâmis tem hoje cerca de 22 mil representantes.
A decisão da Justiça deve-se ao fato de os brancos assassinos estarem levando aos Índios o Novo Coronavírus.
Já há mortes por Covid-19 entre os Ianomâmis.
Os dois primeiros discos dos Índios Tabajaras quebraram-se, acidentalmente, no Instituto memória Brasil, IMB.
Aceitamos doação de discos, partituras, jornais, revistas que tenham a ver com a nossa cultura, a cultura brasileira. (ouça/veja o que digo acima).
Antenor e Natalício já morreram. O primeiro em 1997 e o irmão, em 2009.
Detalhe: os irmãos deixaram sua tribo e foram a pé até o Rio de Janeiro.
O percurso durou 3 anos. Já não se faz mais aventura como antigamente...
VOCÊ CONHECE O IMB?
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A corrupção é um mau de todos os tempos, desde o tempo antigo.
A corrupção é que nem unha encravada e ambas fazem mal ao tecido humano,
como a má política.
Não foi à toa que o Império Romano desabou dos seus alicerces.
Não foi à toa que Caim matou Abel e Cristo se lascou perante Pilatos,
que lavou as mãos para não se envolver numa questão puramente humana.
A história de estudo que o homem faz contra si e contra o próximo.
E o próximo sou eu, você, o vizinho...
O que faz um homem vender-se? É claro que tudo quanto é jornalista já
suspeitava dos rolos do Serra.
Os estrangeiros que invadiram o Brasil, de portugueses a holandeses,
levaram o que puderam dessas nossas terras ricas primeira e originalmente
habitadas por índios, seus verdadeiros donos.
Restam poucos índios no Brasil. Vergonha na cara, também.
O atual Presidente incentiva assassinos transvestidos de garimpeiros e madeireiros
a acabar com o que resta de índio.
Os bandeirantes dos séculos 16, 17 e 18 viraram heróis e o bando de
lampião, bandido.
No tempo de Lampião o homem mostrava a força que tinha contra o outro, em
briga pela sobrevivência. Era olho no olho. Pisou na bola, morreu.
Quem é mais bandido, o Serra ou Lampião?
A Câmara e o Senado estão cheios de bandidos, gente perigosa que não
mata como matava Lampião...
Covardes, matam o povo atacando o Erário público, na calada da noite e
até a luz do dia.
Nesses tempos loucos de pandemia provocados pelo novo Coronavírus,
muitos são os políticos que a Justiça deveria dar cabo, e rápido.
Da esquerda para direita: Diogo e Urbano, Vito e José
Demorou um pouco, mas valeu a pena: Vito Antico chamou a atenção da banca da Pontifícia Universidade Católica, PUC-SP, e ganhou nota dez no trabalho de conclusão de curso, TCC, que teve como tema, a atividade dos vendedores ambulantes e músicos anônimos que ganham a vida tocando e cantando nas ruas e nos vagões do Metrô de São Paulo.
A apresentação do TCC foi na noite de quarta 1, de modo remoto.
O trabalho intitulado Nas Esquinas dos Vagões Canibais durou cerca de um ano até ser concluído.
Vito, paulistano de 23 anos, entrevistou dezenas de personagens para formatar o texto que encantou o orientador-professor Diogo de Hollanda Cavalcanti, e os integrantes da banca José Paulo Florenzano e Urbano Nobre Nojosa, também professores da PUC.
O professor José Paulo ressaltou a forma como Vito captou o cotidiano dos seus personagens:
"Os vagões vão se fechando, um atrás do outro pela linguagem férrea que só o escalpe engrena. Deles, cabe o entendimento fluente de um idioma, um atrás do outro pelos salves feirantes somáticos de um arranjo dos dias, o cotidiano de nós.
Ainda se vão as tardes.
E a noite se espera.
Mas nada, realmente, termina"
Por sua vez, o professor Urbano Nobre lembrou a Vito Antico, que o jornalismo é uma prática do presente em que o repórter atua como um fio condutor da cultura e da sociedade. Por isso mesmo, muito importante.
Pois é, e mais, a história se nutre da reportagem como fonte de pesquisa. E viva o Jornalismo!
As origens do vendedor ambulante ou camelô datam de muito tempo.
Estudos indicam que essa figura vem do século XII e ganhou pernas nas ruas de Paris. E que sua presença no Brasil já era notada nos fins do século XIX, pelo nosso primeiro grande repórter: João do Rio (1881 - 1921).
No livro, A Alma Encantadora das Ruas (1908), João mostra como sobreviviam as pessoas despossuídas e desempregadas que se encontravam na venda de pequenos produtos o meio de manterem-se sem morrer de fome.
Hoje, no município de São Paulo, há cerca de 50 mil vendedores ambulantes lutando pela vida nas ruas e avenidas.
A maioria dessas pessoas, homens e mulheres, não se acha cadastrada pela Prefeitura.
Entre os entrevistados, Vito destaca os MC's Menor (Cauê) e Sávio, que ao correr dos trens, cantam e improvisam temas do dia a dia, o que quase sempre surpreende os passageiros. Dessa forma é que eles ganham o seu sustento.
Os MC's Sávio e Menor em ação no Metrô
Depoimento de Menor, 16 anos:
"E mano, eu tinha catorze... treze anos quando eu conheci o rap, e automaticamente minha vida mudou. Eu literalmente saí da bolha pro mundo, pra realidade que a gente consegue enxergar, porque o mundo é o que a gente enxerga né?! E a partir desse momento eu acabei abandonando muito a minha ignorância pra abrir caminhos para outras fitas, tá ligado? Mais pra minha humildade, simpatia e convívio assim com outras pessoas."
Sávio, cinco anos mais velho do que o Menor, contou um pouco da sua vida ante de encarar os trens do Metrô como área de trabalho: "Eu trampava no Brás, me matava, aí falei assim, acho que vou sair daquele trampo, vou tentar, tá ligado? Ver como que é... Carregava caixa pra porra, pra ganhar o quê? Mil e duzentos, mano. Se você for ver, não é nem cinquenta conto por dia... E cinquenta conto nóis faz, mano."
Depois de ler o texto de Vito e o depoimento dos entrevistados, Diogo de Hollanda fez questão de lembrar da importância do papel do professor na universidade. Aí é que faz-se necessário um mergulho profundo no trabalho, no pensar, do aluno. E aproveitou para dar parabéns e desejar um belo futuro ao novo jornalista.
Eu e os colaboradores do Instituto Memória Brasil, também dão a Vito, as boas vindas à profissão.
Quem também gostou da performance de Vito no TCC, foram seus familiares mais próximos: a avó, a mãe, a tia, a irmã e a namorada, respectivamente, Dona Giovanna, Carla, Claudia, Anna e Beatriz.
Um recadinho para Vito, leia muito, leia muito, leia muito!
E mais: jornalista sem curiosidade não existe.
Fica aqui o meu recado.
Você, meu amigo, minha amiga, já ouviu falar do Instituto Memória Brasil, IMB?
Clique e aproveite para se inscrever no canal do Assis Ângelo: https://institutomemoriabrasil.com.br/
O querido Hermeto Pascoal quando entra no palco diz, quase sempre, que
está chegando pra fazer quebradeira. E bota pra lascar!
O Brasil e o mundo estão quebrados, no pior sentido.
As grandes potências estão broxadas.
Mas o triste, triste mesmo, é ouvir Trump e a sua cópia fajuta
(Bolsonaro) dizendo absurdos que depõe contra a vida humana.
Fico eu cá com meus botões imaginando o que têm esses dois coitados na
cabeça.
Imagino, também, legistas abrindo a cabeça dessas duas figuras e, não
surpresos, encontrando buracos vazios. Quando muito, lá acham nesses buracos
titica de rato e peçonha de cobra... Afe!
O Brasil anda fora dos rumos.
Em novembro, Trump perderá a reeleição e Bolsonaro entrará na sua pior
fase astral.
Isso, pelo menos, é o que indicam pesquisas de opinião no Brasil e nos
EUA.
Bolsonaro anda na fase “paz e amor”, mas até quando?
Surto é quando uma doença qualquer começa a se intensificar num bairro,
num município, por exemplo.
Endemia é quando do Município a doença passa a se alastrar por Estados.
Epidemia é quando tal doença passa a ganhar preocupação nacional.
E pandemia?
A organização mundial de saúde, OMS, foi criada em abril de 1948. De lá
pra cá, a OMS anunciou várias vezes pragas mundiais. Isso é pan-de-mi-a.
Antes do novo Coronavírus, o mundo viveu a pandemia da Gripe Suína
(2009). Surgida no México.
Em 1918, ainda não havia OMS. Mas houve pandemia da Gripe Espanhola. Um
horror. Mais de 50 milhões de pessoas mortas.
Em 1300 e qualquer coisa, não existia a OMS, mas existia pandemia
provocada pela Peste Negra ou Bubônica.
Todos os dias milhões de pessoas morrem mundo afora.
Nascem mais pessoas do que morrem, todos os dias.
Porém fico eu cá comigo pensando se Bolsonaro é um vírus ou não.
Teófilo de Azevedo Filho. Este é seu nome de batismo, mas
conhecido mundo afora pelo diminutivo Téo, acrescido do sobrenome Azevedo.
Téo Azevedo nasceu em 2 de julho de 1943, no distrito de
Alto Belo. Esse lugar integra o município mineiro de Bocaiuva, distante cerca
de 400 km da capital belorizontina.
Menino pobre, cheio de problemas, estudos escolares
escassos, cresceu encarando a vida com vigor e esperança.
Tinha uns 12, 13 anos de idade quando já se achava no oco do
mundo, correndo em busca do sonho de ser artista.
Foram muitas as atividades que o menino, o adolescente,
praticou antes de tornar-se o nome conhecido que é hoje. Foi engraxate e até
lutador de boxe.
Em 1965, adaptou a música Deus te Salve Casa Santa (Cálix
Bento) do folclore português. Nos seguidos anos compôs, sozinho ou em parceria,
mais ou menos 1.500 títulos. Mais do que Chiquinha Gonzaga (Francisca Edwiges
Neves Gonzaga, 1847-1935) e Capitão Furtado (Ariovaldo Pires, 1907-1979).
A carreira artística de Téo Azevedo é cheia de êxito.
Em 2013, ele conquistou o Grammy Latino com o CD Salve
Gonzagão − 100 anos.
Em 2015, recebeu o título de Cidadão Paulistano.
Além do opúsculo O Cantador de Alto Belo, que publiquei em
2001, dois livros contam a história desse grande mineiro.
Composições de Téo foram gravadas por Cascatinha e Inhana,
Grupo Forró In The Dark, Chrystian & Ralf, Mococa e Paraíso, Tião Carreiro
e Pardinho, Jair Rodrigues, Luiz Gonzaga, Sérgio Reis e até pelo gaitista
norte-americano Charlie Musselwhite.
Centenas e centenas de artistas já gravaram músicas de Téo
Azevedo.
O artista mais famoso de Alto Belo gosta de ser chamado de
matuto cantador, e não de cantor.
Em 2018, um de seus primeiros LPs foi relançado na Alemanha
no formato original.
Seus últimos quatro discos são constituídos de chorinhos,
todos por ele assinados. O mais recente traz como título Saudade de Waldyr
Azevedo.
Téo Azevedo é do tamanho do Brasil rural.
O acervo do Instituto Memória Brasil (IMB) abriga grande
parte da extensa obra do mineiro Téofilo de Azevedo Filho.
O novo Coronavírus pôs o mundo de cabeça pra baixo.
Nunca o mundo e o povo do mundo sofreram tanto quanto agora quando o inimigo invisível espalha o terror por todo o canto, contaminando e matando sem escolher raça, credo ou cor.
O tempo que ora vivemos é de medo, intranquilidade e incerteza.
Já passa de dez milhões o número de pessoas contaminadas e de mais de meio milhão de mortos, entre homens, mulheres e crianças mundo afora.
No Brasil, já passa de 60 mil a quantidade de óbitos. O de pessoas contaminadas, 1,5 milhão.
O desespero se acha em todas as classes sociais.
Atuando na cena brasileira há cerca de cinco milhões de artistas, grande parte deles comendo o pão que o cão amassou. Sem saber quando voltarão ao palco. "É tudo muito incerto", diz o cantor, compositor e instrumentista piauense Jorge Melo. "Pois é, quem pode deve ajudar a quem mais precisa", acrescenta Jorge, lembrando que o Sindicato dos Músicos do Ceará está desenvolvendo frente para atender os menos favorecidos e mais sujeitos às intempéries.
Jorge Melo é artista consagrado e um dos integrantes do grupo Pessoal do Ceará, que marcou época a partir dos anos de 1970.
O Palácio da Música e a Orquestra Sinfônica de Teresina, PI, puseram na rua campanha para arrecadar alimentos e outras doações, para atender as necessidades de artistas impossibilitados de desenvolver suas funções em decorrência da pandemia provocada pelo Coronavírus.
No Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais outras entidades classistas estão em movimento visando captar recursos para artistas de várias áreas, como cinema, teatro e música. Caetano, Milton, Chico, Gil, Ivan Lins, Mariana Ximenes, Rodrigo Santoro, Fernanda Torres e Glória Pires, entre outros, são alguns dos engajados nessas ações.
Bons tempos aqueles em que o modinheiro Juca Chaves, "pedia" aos fãs que comprassem seus discos para que assim ele pudesse abastecer-se de bom uísque e caviar.
Há sim! O Congresso acaba de aprovar lei denominada Aldir Blanc de apoio oficial aos artistas e entidades culturais.
"O Aldir, que foi vítima da Covid-19, foi um dois maiores letristas da nossa música. Um corajoso cronista do nosso tempo. Deixou uma obra genial. Gosto muito de Resposta ao Tempo, por exemplo.", diz a cantora Mirianês Zabot.
FAKE NEWS
O Senado aprovou hoje lei que visa combater as Fake News. O próximo passo é votação na Câmara. Bolsonaro já se mostra indócil e promete vetar por completo se essa lei cair sobre sua mesa. Quer dizer, essa será lei que irá contra ele, seus pimpolhos e apoiadores. A que ponto chegamos...
Não
é de hoje que penso como era a vida humana no passado remoto.
Como era a fala do homem, da mulher, das pessoas?
Será que a fala do povo antigo, quando nem povo era, era apenas um gruído? Um
som diferente vindo lá de dentro?
Muito tempo passou até que as ínguas passaram a se entender. Isto é, o povo
passou a se entender verbalmente.
Até chegar aqui muita água passou debaixo da ponte.
Penso essas coisas todas por lembrar da importância da fala: eu falo, tu falas,
ele fala...
Hoje é o Dia do Dublador.
O que esse dia tem haver com o que falei até aqui?
O cinema é uma invenção de fins do século 19. Era mudo. As cenas, os
movimentos, as paisagens... Tudo era mudo, até as pessoas fazendo graça.
Meu amigo, minha amiga, você assistiu algum filme do Chaplin? Se sim, é certo
que já imagina o ponto em que quero chegar.
Há anos perdi a luz dos olhos. E não adianta procura-la porque a mim não voltará. Pois bem, é aqui o ponto: os dubladores são pra mim, e pra todos os cegos, de importância fundamental. O dublador e o narrador, com sua voz, são os olhos de quem não enxerga. Daí a importância tão grande que é a figura de um e de outro na minha vida, na nossa vida.
Nestes tempos impositivos de Corona e Covid-19, respirar é um perigo.
Mas é preciso respirar. É preciso rir. É preciso viver, sem abraço, beijos etc.
O mundo está mudando, mas tem gente que nem tchum!
O número de infectados pelo novo Coronavírus já passa de dez milhões. No
Brasil, já são um milhão e tarará.
O número de pessoas tornadas almas pela Covid-19, já passa de meio
milhão. No Brasil, o número está na casa dos 60 mil.
E nas ruas, nas avenidas, praças, logradouros no geral, está assim de
gente sem máscara, sem proteção nenhuma. Essas são pessoas potencialmente
candidatas à respirador, caixão e cova.
Mas, claro, tem há quem se cuide e pense no bem dos outros. Exemplo?
Anna da Hora, estudante de Artes Visuais, é uma dessas pessoas cientes
do mal que ora grassa no mundo.
Como ela tem os artistas famosos e desconhecidos enchendo a telinha do
celular, ou PC, com apresentação ao vivo. Quer dizer, fazem entradas ao vivo, lives.
Muita gente está em casa coçando a paciência.
Tenho conversado com muita gente boa, por telefone.
Vandré está rindo, mas com medo do vírus. Vital farias também. Oliveiras
de Panelas idem. E por aí vão tantos e tantos.
Darlan Zurc está dando ponto final à um livro de contos, cujo o título
guarda a sete chaves. Aguardem!
O jornalista e escritor de mancheia José Antônio Severo, que abastece
quatro blogs diferentes, está com a cara enfiada em uma montanha de
livros. Nunca vi alguém gostar tanto de ler.
Oswaldo Mendes jornalista, autor, ator, diretor, parou de fazer pão e
começou a escrever uma peça.
Soraya e Maurício estão aproveitando a quarentena pra desenvolver
projetos pra TV e Cinema. Foi o Maurício o diretor/produtor da série Brasil
toca Choro. Curta um dos capítulos:
O cantor e violinista Luiz Carlos Bahia está aprumando a garganta e se
amostrando na Internet.
Mirianês Zabot inventou de dar aulas de música e cantar.
Vito Antíco anda às voltas com TCC que apresentará quarta-feira a uma
banca na PUC.
No Piauí, Wilson Seraine está preparando mais um livro sobre o Rei do
Baião e, em Pernambuco, o radialista cantor e compositor Ivan Ferraz continua apresentando
programa forró verso e viola (Rádio Universitária FM 99.9). Voltarei ao
assunto.
A jornalista Cilene Soares está dando uma caprichada na sua rede social.
Ali na baixada do Glicério, cá em Sampa, o repentista Sebastião Marinho,
não para de afinar a viola. O cabra é bom.
Daqui a pouco, ali pelas 20h, o radialista Carlos Silvio apresenta ao
mundo o baita poeta, compositor e cantador Bule-Bule. Ao vivo, pelo Instagram.
Antes disso, às 17h, as maravilhosas Célia e Celma mostrarão sua visão
sobre cultura popular a partir dos anos de 1950. vão mostrar o que aprenderam
década a década, até o ano 2000.
Santo Antônio, São João e São Pedro.
Esses santos, mais São Paulo, fazem
as festas do povo no mês de junho.
Principalmente cá, nessas bandas.
Santo Antônio era português, intelectual,
descendente de família rica; deixou tudo para os pobres.
Tinha pouco mais da idade de Cristo quando morreu, na Itália.
São João, figura especial, nasceu na Galileia e morreu com
pouco mais de 90 anos. Foi um sabidão, muito inteligente,
teólogo.
São Pedro, o mais simples dos apóstolos, ganhava a vida
pescando no mar.
Foi São João que fez a ponte entre Pedro e Jesus.
Quando Jesus viu Pedro, teria exclamado: “Tu és pedra!”.
Em 29 de junho de 1906, nasceu em Santa Catarina um
menino que ganharia o nome de Pedro. Pedro Raimundo foi
tudo na vida, inclusive sanfoneiro.
Em 1943,
Pedro Raimundo gravou o primeiro disco. De um
lado, o choro Tico-Tico no Terreiro. Do outro, Adeus, Mariana.
Esse Pedro gravou pouco mais de 50 discos de 78 rpm,
alguns compactos e LPs.
Pedro Raimundo,
sanfoneiro de qualidade,
foi quem induziu o
pernambucano Luiz
Gonzaga a mostrar-se ao
público com a indumentária
característica do mundo
nordestino. Mais não fosse,
Raimundo compôs e
gravou muitas músicas com
a temática junina (na foto).
A igreja apresentou para festejos juninos Antônio, João e
Pedro. Antônio e João foram grandes intelectuais, pensadores.
E São Paulo?
Paulo, nascido Saulo, foi o apóstolo desgarrado que
enriqueceu o catolicismo com o seu saber e belíssimos textos
no Novo Testamento.
No acervo do Instituto Memória Brasil (IMB) está preservada,
em boa parte, a história dos festejos juninos. As danças
também integram os festejos.
Escute também Raízes do Brasil: https://www.youtube.com/watch?v=-OBOTZWZ1e4&feature=youtu.be
E Sem Balão no Céu: https://www.youtube.com/watch?v=K3tUl0zEUvk
Hoje é dia de José Marcolino Alves.
No meio da tarde de 19 de setembro de 1987, numa estradinha de terra batida do município pernambucano de Carnaíba, um carro rodopiou e jogou pra fora o motorista. Com ele, o companheiro. Socorridos não imediatamente, porque não era pra ser, no dia seguinte o companheiro do motorista morreu.
O motorista tinha por nome Ubirajara e o seu companheiro, José Marcolino.
José Marcolino Alves era o pai de Ubirajara.
José, virou Zé.
Zé Marcolino, que perdeu o sobrenome Alves, tornou-se o mais importante compositor do município paraibano de Sumé.
Sumé é uma cidade localizada na região do Cariri, localizada a 265 km da capital paraibana.
Zé Marcolino nasceu no dia 28 de junho de 1930.
As primeiras composições musicais de Zé Marcolino foram lançadas pelo pernambucano Luiz Gonzaga.
Muitas composições inéditas Marcolino deixou.
No começo dos anos 2000, a paraibana Socorro Lira lançou um CD (Pedra de Amolar), reunindo inéditos de Marcolino interpretados por Marinês, Flávio José, Dominguinhos, Sivuca e outros grandes da música brasileira. A escola do repertório foi do Bira a da Fátima Marcolino. A direção musical do pernambucano Jorge Ribbas.
No correr de todo tempo que viveu, Zé Marcolino lançou apenas um LP: Sala de Rebouco, pela Chantecler.
O CD Pedra de Amolar deve ser ouvido por todo mundo, no mundo todo, por todos aqueles que carregam em si a beleza do pensar e do fazer.
O LP Sala de Rebouco, nunca lançado na versão cd, foi gravado no estúdio da Rozenblit.
O radialista Ivan Ferraz, pernambucano de Floresta, acompanhou a gravação produzida inteirinha pelo Quinteto Violado.
Vamos ouvir:
CÉLIA E CELMA:
A música brasileira continua com grandes representantes, mesmo no correr da Pandemia provocada pelo Novo Coronavírus. Diante da desgraça que ora o mundo vive, coisas boas há.
Quer ver?
As cantoras gêmeas Célia e Celma, mineiras gêmeas, vão está amanhã 29 numa tal laive. Isso quer dizer que ambas estarão ao vivo contando suas histórias. O ponto de partida para isso, é a Casa de Cultuta de Tremembé.
Pergunta: Sílvio, eu sei que você é sãopaulino. O
Corinthians ficou campeonato durante mais de 20 anos. Quebrou o jejum em 1977,
você assistiu a final do Coringão contra Ponte Petra?
Resposta: Eu não sou desse tempo. Estava nascendo. Aliás,
nasci no dia 27 de junho de 1977 lá em São José do Paiaiá, Nova Soure, BA.
Pe: Quando você trocou o Paiaiá por São Paulo e o que
achou de melhor na capital dos paulistas?
R: Cheguei no dia 10 de janeiro de 1999. Acolhedora, a
cidade me possibilitou aprender um monte de coisas. Aqui casei, tive filho,
Murilo. Aliás, nem sei como a Gleice me aguenta.
Pe: Foi no mês de janeiro que nasceu no Rio Grande do
Sul o cara que inventaria o rádio, você sabia disso?
Re: Roberto Landell de Moura. Cientista formado
em Roma. Ele também era padre.
Pe: Além de inventar o rádio, Landell inventou o
telefone sem fio. O rádio tem sido muito importante como meio de transmissão de
música e notícia. Por que você escolheu o rádio, Sílvio?
Re: Não foi por acaso. Ouço rádio desde criança,
porque onde eu morava não havia energia elétrica e muito menos televisão. O
rádio era o principal companheiro, à pilha. E hoje, mesmo com tanta novidade
tecnológica, o rádio continua sendo a minha grande companhia. De milhares,
milhões de pessoas mundo à fora.
Pe: O mês de junho é o mês que tem muito a ver com Imprensa.
O dia 1°, por exemplo, é dedicado à Imprensa. Muitos jornalistas nasceram nesse
dia, como Carlos Castelo Branco (http://assisangelo.blogspot.com/2020/06/castelinho-100-anos.html). Ele nasceu no dia 25, há 100
anos. O mês termina com a morte de Landell: 30 de junho de 1928. Ele deve ter
sofrido muito, pois no dia 7 de setembro de 1922 o Presidente Epitácio Pessoa
(1865-1942), convidou o Italiano Marconi (1874-1937) para inaugurar o rádio, no
Brasil. O rádio tem futuro, Sílvio?
Re: Sim, mas os desafios são muitos. Com a chegada da
Internet o rádio migrou e tem que se adaptar as novas plataformas. Como a
televisão, também. Vivemos um outro mundo. E nesse novo mundo que o rádio tem
que viver. O futuro do rádio é a internet.
Pe. E as rádio comunitárias, como ficam?
Re. Não ficam. A tendência é sumirem.
Pe. Você entrou no rádio e dele pretende sair?
Re. Entrei nesse mundo no dia 17 de maio de 2016, pela Rádio
web Conectados (www.radioconectados.com.br). Se depender mim, não sairei. Aliás, não custa lembrar que o rádio tem um dia a ser comemorado. Não é em junho, é em setembro, dia 25. Esse dia marca o nascimento de Edigar Roquete Pinto (1884 -1954). Roquete Pinto, como você deve saber Assis, foi o fundador da primeira emissora de rádio do Brasil, Rádio Sociedade do Rio de Janeiro. Gosto muito do que faço.
Pe. E as lives? Essa onda virou mania, é uma coisa doida,
você concorda?
Re. Tenho usado a internet e recentemente inaugurei um programa
chamado Em Quarentena. Nesse programa, sempre ao vivo óbvio, já entrevistei
figuraças como os ex-jogadores Aloísio Chulapa, Bobô, o filósofo das ruas,
Eduardo Marinho, o músico Jorge Ribbas, o ator Felipe Folgosi.
Pe: Quem você gostaria de entrevistar?
Re: No programa Paiaiá na Conectados eu já entrevistei Joé Hamilton
Ribeiro, o maestro Júlio Medaglia, o acadêmico Ignácio de Loyola Brandão e
gostaria de entrevistar Geraldo Vandré. No Em Quarentena, eu gostaria de fazer
uma live com Milton Nascimento.
Pe: Você deve ser um craque da internet, por apresentar
visuais tão legais. Quem são os gênios que trabalha com você?
Re: Darlan Zurc é um deles. Outro é Rafael Shimdt(coordenador da Rádio Conectados) São
incríveis, como pessoas e profissionais.
Pe: E Paiaiá, o município que você nasceu, as pessoas te
acompanham, você volta sempre ou perdeu as raízes?
Re: Que perder raízes, que nada! Só nega suas raízes quem é
besta. E como não sou besta, e estou sempre por lá, revendo os amigos,
conterrâneos que lá deixei. Pelo menos uma vez por ano vou ao Paiaiá. O pessoal me companha e eu acompanho o Paiaiá.
Pe: E hoje vai ter bolo e Parabéns?
Re: Vai ter o mínimo. A pandemia não permite juntar amigos em
festa. Pena, né?
A Pandemia provocada pelo Coronavírus/Covid-19 derrubou os
sonhos de muita gente.
Já são cerca 10 milhões de pessoas contaminadas, mundo a
fora.
Só no Brasil, 1,3 milhão de brasileiros pegou o mal.
O número de mortos já beira a casa de 60 mil.
A tragédia é global, jamais vista no Brasil.
Como se não bastasse, o Brasil tem como presidente uma
pessoa que só pensa em si. Uma pessoa que amarra seu pensamento retógrado a do
presidente Norteamericano. É do mal.
Bolsonaro e Trump são seres esquisitos de um mesmo saco.
De uma hora pra, porém, nós pobres mortais somos surpreendidos
com o comportamento de Bolsonaro, tipo paz e amor. Mas não nos iludamos: ele age
desse modo por medo de cair nas garras da Polícia e da Justiça.
Há pouco morreu, de repente, o ex-ministro Bebiano. Esse
sabia muito.
Agora o advogado Wassef disse que escolheu a bomba relógio
Queiroz por temer que fosse assassinado e seu assassinato atirado às costas do
Presidente.
É muito rolo ou não é?
A Imprensa está fazendo um trabalho excepcional.
Sem a Imprensa, o Brasil estaria pior.
A Imprensa é instrumento da Democracia.
Se não fosse a Imprensa, os brasileiros não saberia o que
está ocorrendo na área de Saúde e da Economia.
Não temos ainda Ministro da Saúde.
Ao Ministério da Educação acaba de chegar um novo titular.Tomara
que dê certo. Aliás, todos torcemos para que o governo dê sempre certo.
Dados do IBGE, indicam que mais de 40% da população sofrem
de alguma deficiência, seja física, visual, etc.
Se eu pudesse poria em destaque na sociedade um cidadão que
sabe sobre deficiência: Claudio Vieira. A propósito, dia desse o comunicador baiano
Carlos Sílvio fez uma entrevista excelente com esse cidadão. Veja, ouça e
reflita: