Todo dia é dia de algo, de qualquer coisa ou de alguém. Mas pela ordem ou desordem, isso muda, tem mudança. Muitas vezes, inexplicavelmente. Um exemplo?
Até 1999, o Dia Nacional da Imprensa era comemorado no dia 10 de setembro. Mas aí não vem ao caso...
O Dia Nacional da Imprensa é agora comemorado no dia 1º de junho de todos os anos. Por que? Há de se perguntar.
O primeiro jornal publicado no território nacional foi A Gazeta, do Rio de Janeiro. Isso no dia 10 de setembro de 1808. Porém, há sempre um porém, como dizia Plínio Marcos: três meses antes o português Hypólito José da Costa Pereira Furtado de Medeiros lançou, em Londres, o que convencionou-se chamar Jornal Mensal, Correio Braziliense.
O Correio Braziliense não tinha o formato dos jornais convencionais, seja standar ou tabloide, mas , claro, foi de fundamental importância para o que hoje chamamos de jornal, e pela prática, jornalismo.
Hypólito José da Costa, como abreviadamente ficou para a história, deixou sua marca no jornalismo brasileiro. Aliás, o que Hypólito fez a partir de junho de 1908, três meses antes de ir à praça A Gazeta, é algo para aplaudir até hoje. E não aprendemos, pois continuamos, como jornalistas, a ter dificuldade de separar poder e jornalismo.
Hypólito José da Costa Pereira Furtado de Medeiros é tão grande para o jornalismo quanto o seu nome de batismo. O resto é história, e não adianta dizer que ele foi um mero mercador da notícia junto com o poder que emanava de Dom João VI.
O dia da Imprensa é comemorado hoje no dia 1º de Junho. Foi nesse dia que Hypólito José da Costa levou à praça o primeiro número do Correio Braziliense. Essa publicação durou 14 anos e rendeu 175 números. Hypólito morreu em 1923, com 49 anos de idade.
A imprensa é fundamental na vida de qualquer país, sem a imprensa, livre como deve ser, o Brasil continuaria na escuridão mortal provocada pela corrupção em todos os níveis.
BRINCANDO COM A HISTÓRIA (54)
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domingo, 10 de setembro de 2017
quarta-feira, 6 de setembro de 2017
POETAS, POETAS, VIVA OS POETAS!
Eu não sei se a poesia salva o mundo, mas é certo que os poetas tentam.
O Brasil tem grandes poetas, sempre teve. A começar por Gregório de Matos Guerra, baiano, como o outro baiano Castro Alves. O Rio de Janeiro é cheio de poetas, sempre foi. A Paraíba também. É da minha terra, a Paraíba, Augusto dos Anjos. e por aí vai. E nem falei de Carlos Drummond, Ascenço Ferreira, Manuel Bandeira, Ferreira Gullar, Manoel de Barros, Cecília Meirelles, Cora Coralina.
Fora o Brasil, Deus foi pródigo ao criar poetas mundo afora: T. S. Eliot, Nicolas Guillén, Luís de Camões, Jorge Luiz Borges...
O português Fernando Pessoa divide até hoje as atenções do mundo, especialmente da crítica literária, sobre quem é ou quem foi o poeta maior da língua portuguesa... Ele ou Camões? O páreo é duro, duríssimo!
O argentino Jorge |Luís Borges, foi sem dúvida, o mais expressivo poeta da sua língua. Pessoa correspondia-se com Borges e com outros poetas de línguas diversas.
Há coisas muito importantes que a gente nem nota. Pessoa é pessoas, somos pessoas. Falamos uma língua que o Marquês de Pombal, português, trouxe prá nossa terra.
Brasil e Portugal tem tudo a ver e tudo a ver com Fernando pessoa e Camões.
Muito cedo, Pessoa perdeu o pai, vítima de tuberculose e a sua mãe o levou à África do Sul, ao casar-se de novo. Foi lá na África, numa cidadezinha chamada Durbam, que ele tomou gosto pela poesia, pela cultura e pela língua inglesa. Durbam era uma colônia inglesa. E isso, um detalhe, foi muito importante para Fernando pessoa, que morreu aos 47 anos de idade (1988-1935). Sem dúvida alguma Fernando pessoa foi uma pessoa simples, sensível e profundamente criativa, tanto que chegou a multiplicar-se em quase 130 heterônimos. Há muito o que dizer sobre poetas, Camões e Pessoa.
JESSIER QUIRINO
Jessier Quirino é um poeta paraibano de Campina Grande. Eu fico meio besta toda vez que o ouço em disco ou na tevê. No rádio não digo porque hoje rádio não gosta do que é bom. Quirino é paraibano como eu, repito. É dessa terra, a paraíba, Augusto dos Anjos. Houve um tempo que era comum os poetas declamarem em público, com mais frequência do que hoje. Houve um tempo em que os poetas deixavam a voz gravada em discos. Começou com Ascenço Ferreira, acho, depois seguiram-se Bandeira, Drummond, Cecília e tantos e tantos, incluindo o ainda entre nós Paulo Bonfim. Do acervo do Instituto Memória Brasil constam mais de 500 discos de poetas declamando seus poemas e poemas de outro poetas. Jessier Quirino, cabra novo e de voz arretada, de pensamento lépido, está vindo para preencher uma lacuna. O disco Paisagem de Interior 1, que acabo de receber do querido amigo Rômulo Nóbrega é muito legal, é muito bonito. Ana, minha filha, também o adorou. Especialmente a faixa Matuto no Cinema. Ah, sim, uma coisinha: eu andei gravando discos, declamando poemas junto com Elba, Zé Ramalho e Jackson Antunes, e quero continuar fazendo, pois poemas não me faltam.
BRINCANDO COM A HISTÓRIA (53)
terça-feira, 5 de setembro de 2017
RICARDO REIS, SARAMAGO E SAÚDE!
Naquela noite Ricardo Reis não estava gripado nem com frio. Dormira bem. E estava à espera Lídia, a serviçal do hotel onde se hospedara ao retornar à Lisboa e por quem acabara por ter um trelelê, sem o conhecimento da jovem Marcenda por quem de fato se apaixonara, sem correspondência, Lídia dele engravidara... De repente para sua surpresa, chega-lhe Fernando Pessoa (1888-1935). Sim, ele mesmo, o grande poeta lisboeta.
O livro O Ano da Morte de Ricardo Reis, do português José Saramago (1922-2010), foi publicado em 1984. É um livro fantástico, em todos os sentidos.
Ricardo Reis é um dos muitos e muitos heterônimos de Pessoa, situando-se entre os três mais famosos: Alberto Caieiro e Alvaro de Campos. O primeiro morreu, acho, lá pras bandas de África e o segundo, nas Europas da vida. Dos três, sobrou apenas Ricardo, o mais intelectual, digamos assim, deles.
Alberto era, segundo o seu criador, uma pessoa simples, da vida sem muitas exigências, e sem da vida nada esperar, além do trivial.
Álvaro, por tudo que dele se depreende, é o mais complicado. Pessimista, niilista de formação e existência. Muito próximo do seu criador. Tipo alter-ego, cara-metade ou coisa assim. E muito esperto, enrolão, pedia emprestado e não cumpria o compromisso de devolução.
Antes de morrer de cirrose sem nunca ter ingerido álcool (há controvérsias, mas faltam provas), Fernando Pessoa "matou" dois dos seus três mais famosos heterônimos... Pois bem, sobrou Ricardo que exilara-se no Brasil, mais precisamente no Rio de Janeiro de festas mil, em 1919. E aí, aqui Saramago encontrou o ponto de partida para gerar o belíssimo livro que é O Ano da Morte de Ricardo Reis. É lindo!
Ao tomar conhecimento do passamento para a eternidade do seu criador, Ricardo despacha-se a Portugal. Hospeda-se num hotel etc., gerenciado por um certo Salvador, auxiliado por um certo Pimenta etc. etc. etc. E aí é quando lhe cai à sorte a simplérrima moçoila beirando os trinta, acho, Lídia. Não demora e o trelelê rola, entre ambos, e o final é o seguinte: ... Leiam-no.
GRAVIDEZ
Estou grávido de cinco meses. Grávido de saúde, vitalidade, de tudo que é bom. Hoje, exatamente hoje, faz cinco meses que ando pedalando, pedalando e nesse pedalar chegando à terra encantada do Olimpo, onde naturalmente habitam os Deuses da Paraíba, rarara. No registro acima, feito pelo amigo e treinador Anderson Ferreira - nada a Ele, como eu, é da Cia. Life. Ah, sim, ia me esquecendo de um detalhe: nesse período já perdi uns cem gramas e a meta é alcançar o dobro até dezembro.
BRINCANDO COM A HISTÓRIA (52)
quinta-feira, 31 de agosto de 2017
VIVA O CAPITÃO FURTADO!
Marcelo Tupinambá (1889-1953), que se escondia nos pseudônimos Fernando Lobo e XYZ, foi o primeiro parceiro de Ariowaldo Pires (1907-1979), mais conhecido por Capitão Furtado. O primeiro era compositor e pianista e o segundo compositor e um monte de coisas. Eram conterrâneos de Tietê, SP, cidadezinha muito bonitinha, localizada a 150 km da capital paulista. Foi nessa cidade que nasceram também Itamar Assunção (1949-2003) e o presidente tampão que ficou, Michel Temer.
A primeira composição gravada de Ariowaldo, criador do pseudônimo Capitão Prudêncio Pombo Furtado, foi gravada em 1929. Nesse mesmo ano ele traçaria o seu destino como espécie de assessor do tio Cornélio (1884-1958) e nome marcante da música popular brasileira, como autor, versionista, produtor, radialista et cétera e tal. Foi através dele que Cornélio chegou à gravadora Colúmbia, onde produziu e gravou 52 discos que entraram para a história´pela Série Cornélio Pires. Detalhe: todos esses discos foram bancados pelo próprio Cornélio. Quer dizer, Cornélio Pires foi o primeiro produtor de discos independentes do Brasil.
Na história da Música Popular no Brasil destacam-se 3 nomes como os que mais produziram e /ou gravaram discos no País: A carioca Chiquinha Gonzaga, de batismo Francisca Edwiges (1847-1935), Capitão Furtado e o mineiro Téo Azevedo. A Chiquinha deixou umas 1500 músicas. O capitão talvez um pouco mais e Téo Azevedo, por meus cálculos também navega na casa das mil músicas.
Chiquinha tem, entre seus clássicos, a marchinha de carnaval Oh Abre Alas, de 1839; e o Capitão e Téo continuam, como Chiquinha, fazendo sucesso...
Como radialista e produtor musical, o Capitão Furtado promoveu o primeiro Festival de Violeiros do país. Foi em 1958. Nesse ano ele reuniu 3.250 grupos amadores de violeiros de 512 cidades do Brasil inteiro e logo depois levou à praça o LP Roda de Violeiros, pela extinta gravadora Continental. Fora isso, ele convenceu o ator de cinema Milton Ribeiro (1921-1972) a gravar músicas em disco. No LP Irmãos do Campo e da Cidade, Ribeiro aparece em duas faixas: Terra Brasileira e Bumba, Meu Boi.
Milton Ribeiro ficou conhecido internacionalmente pelo filme O Cangaceiro de 1953. Detalhe: o filme abre com os Demônios da Garoa acompanhando o cantor Homero Marques no baião Mulé Rendeira, do paraibano Zé do Norte, confira:
Em 1944, a dupla Tonico e Tinoco inaugurou a sua discografia com uma música do Capitão: Invés de me Agradecer. Detalhe: a dupla Tonico e Tinoco firmou-se inicialmente, no programa Araial da Curva Torta, apresentado pelo Capitão.
Em 1971, a dupla Chitãozinho e Chororó estreou em disco LP Moreninha Linda, produzido pelo Capitão.
Há uns seis anos eu produzi o cedê Inéditos do Capitão Furtado e Téo Azevedo.
Ariowaldo Pires, o Capitão, nasceu no dia 31 de Agosto de 1907.
A primeira composição gravada de Ariowaldo, criador do pseudônimo Capitão Prudêncio Pombo Furtado, foi gravada em 1929. Nesse mesmo ano ele traçaria o seu destino como espécie de assessor do tio Cornélio (1884-1958) e nome marcante da música popular brasileira, como autor, versionista, produtor, radialista et cétera e tal. Foi através dele que Cornélio chegou à gravadora Colúmbia, onde produziu e gravou 52 discos que entraram para a história´pela Série Cornélio Pires. Detalhe: todos esses discos foram bancados pelo próprio Cornélio. Quer dizer, Cornélio Pires foi o primeiro produtor de discos independentes do Brasil.
Na história da Música Popular no Brasil destacam-se 3 nomes como os que mais produziram e /ou gravaram discos no País: A carioca Chiquinha Gonzaga, de batismo Francisca Edwiges (1847-1935), Capitão Furtado e o mineiro Téo Azevedo. A Chiquinha deixou umas 1500 músicas. O capitão talvez um pouco mais e Téo Azevedo, por meus cálculos também navega na casa das mil músicas.
Chiquinha tem, entre seus clássicos, a marchinha de carnaval Oh Abre Alas, de 1839; e o Capitão e Téo continuam, como Chiquinha, fazendo sucesso...
Como radialista e produtor musical, o Capitão Furtado promoveu o primeiro Festival de Violeiros do país. Foi em 1958. Nesse ano ele reuniu 3.250 grupos amadores de violeiros de 512 cidades do Brasil inteiro e logo depois levou à praça o LP Roda de Violeiros, pela extinta gravadora Continental. Fora isso, ele convenceu o ator de cinema Milton Ribeiro (1921-1972) a gravar músicas em disco. No LP Irmãos do Campo e da Cidade, Ribeiro aparece em duas faixas: Terra Brasileira e Bumba, Meu Boi.
Milton Ribeiro ficou conhecido internacionalmente pelo filme O Cangaceiro de 1953. Detalhe: o filme abre com os Demônios da Garoa acompanhando o cantor Homero Marques no baião Mulé Rendeira, do paraibano Zé do Norte, confira:
Em 1944, a dupla Tonico e Tinoco inaugurou a sua discografia com uma música do Capitão: Invés de me Agradecer. Detalhe: a dupla Tonico e Tinoco firmou-se inicialmente, no programa Araial da Curva Torta, apresentado pelo Capitão.
Em 1971, a dupla Chitãozinho e Chororó estreou em disco LP Moreninha Linda, produzido pelo Capitão.
Há uns seis anos eu produzi o cedê Inéditos do Capitão Furtado e Téo Azevedo.
Ariowaldo Pires, o Capitão, nasceu no dia 31 de Agosto de 1907.
quarta-feira, 30 de agosto de 2017
A POPULAÇÃO NO BRASIL CONTINUA CRESCENDO....
Acabo de ouvir que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, diz que somos, agora, duzentos e sete milhões e seiscentos mil cidadãos habitando esta terra chamada Brasil. Diz o Instituto que a população cresceu cerca de um milhão e meio no último ano.Comparado com a China, isso é nada. Porém, há um porém: Não somos chineses e há muita gente de olho grande sobre nós...
A capital paulista continua sendo a mais populosa do País e da América do Sul, ocupando o 5º lugar no ranking das dez maiores cidades do mundo.
São Paulo continua um caos. o Plano Diretor da nossa cidade é uma ficção, podre. Nos subterrâneos dessa capital até os piores bichos passam mal.
Lembro que há um tempo li que para cada paulistano havia, acho, 8 ou 10 ratos, sem contar os de Brasília...
Mas não era bem disso que eu queria falar hoje. Eu queria falar sobre cegos e cegueira. Fica para outro dia.
TARGINO GONDIN
O bom Targino, sanfoneiro cada vez melhor, telefona para dizer que virá, amanhã, 31, trazer-me um abraço, da Bahia, ele disse que o Canal futura, foi não foi, está repondo no ar a conversa musical que gravamos não faz muito, na Ilha do Rodeadouro, localizada no meio do Rio São Francisco em Petrolina.
BRINCANDO COM A HISTÓRIA (51)
A capital paulista continua sendo a mais populosa do País e da América do Sul, ocupando o 5º lugar no ranking das dez maiores cidades do mundo.
São Paulo continua um caos. o Plano Diretor da nossa cidade é uma ficção, podre. Nos subterrâneos dessa capital até os piores bichos passam mal.
Lembro que há um tempo li que para cada paulistano havia, acho, 8 ou 10 ratos, sem contar os de Brasília...
Mas não era bem disso que eu queria falar hoje. Eu queria falar sobre cegos e cegueira. Fica para outro dia.
TARGINO GONDIN
O bom Targino, sanfoneiro cada vez melhor, telefona para dizer que virá, amanhã, 31, trazer-me um abraço, da Bahia, ele disse que o Canal futura, foi não foi, está repondo no ar a conversa musical que gravamos não faz muito, na Ilha do Rodeadouro, localizada no meio do Rio São Francisco em Petrolina.
BRINCANDO COM A HISTÓRIA (51)
A MEMÓRIA DE UMA CIDADE PELA MÚSICA...
![]() |
| Toni, Assis, Gabi, Ottavio e Noam. |
É sempre bom receber pessoas cheias de vida, jovens, querendo impor suas ideias no ambiente onde vivem.
Gabi, Noam, Ottavio e Tony são estudantes de Arquitetura. Gabi está no último ano e os colegas, correndo atrás dela.
Grosso modo os meninos aí, e a menina, acham a capital paulista uma bela capital, mas carente de mudanças radicais para quem mora e para quem vai chegar.
São Paulo é uma cidade feia, eu perguntei a eles. E responderam, quase ao mesmo tempo: " São Paulo não é feia, é um caos", desatou a falar Noam, "São Paulo é uma cidade cosmopolita, onde o antigo e o moderno se misturam. A mesma coisa acontece com quem chega de fora", e seja de onde for, disse Tony atropelado agora por Ottavio: " São Paulo é uma selva de concreto e um mar de humanidade". "Gosto de pensar São Paulo como um mar que me abraça, mais pelo acalento, como um grande afago", rende-se Gabi cheia de prosa poética à cidade dos paulistanos e do mundo todo, São Paulo.
Pois é, é muito bom saber o que pensa os estudantes que estão se preparando para atuar nos mais diversos campos profissionais da vida cotidiana, incluindo a Arquitetura.
Gabi, Noam, Ottavio e Toni procuraram-me para falar a respeito de um trabalho sobre a musicalidade de São Paulo. É tarefa lhes dada pelo professor Francisco Fanucci, Associação Escola da Cidade - Faculdade de Arquitetura e Urbanismo.
Eu falei sobre tudo que já foi composto e gravado nos mais diversos formatos de discos, desde os velhos bolachões de 78 RPM até, os já em extinção, CDs. Detalhe: Gabi nunca havia pego em mãos um exemplar de 78...Falei de Nelson Gonçalves, Adoniran Barbosa, Francisco Alves, Texeirinha, Chiquinha Gonzaga, Tom Zé, Demonio da Garoa, Osvaldinho da Cuíca, Luiz Gonzaga, Paulo Vansolini, Inezita Barroso, Zica Bergami, Mario Zan. Toda esse pessoal aí citado compôs e gravou músicas falando sobre a cidade de São Paulo. E falei também sobre os gêneros musicais, todos, em que foram compostas. É isso, acho que gostaram. Fica o registro.
segunda-feira, 28 de agosto de 2017
SÃO PAULO, SONS E DESAFIOS
Tem hora que eu fico pensando: o que é maior o Brasil ou o nordeste?
Brincadeirinha, brincadeirinha. Somos todos do tamanho do Brasil e
dentro dele, Brasil, cabemos todos com nossas incompreensões e defeitos em
geral.
No meu Brasil, no nosso Brasil, cabe amor carinho, respeito,
solidariedade, tudo de bom. O diacho é que esse "tudo de bom” está se desmilinguido,
quase em extinção. Mas como é bom ouvir notícias do Brasil, notícias de mós. De
nós todos, do Brasil todo, dos seus cinco cantos.
Dia desse ouvi na rádio CBN um texto muito bonito assinado pelo
potiguá de Currais Novos, José Cortez, meu amigo, criador da Cortez editora. O
texto tratava da cidade de São Paulo, a cidade que acolheu José e que acolhei
Francisco, que sou eu, por aí mais lembrado por Assis Ângelo, pois, pois...
O texto lido por Milton Jung, âncora do jornalístico matinal da CBN, é
legal, bonito mesmo, tocante. Trata da história de uma pessoa simples que veio
dos cafundós do Judas aventurar-se na maior e mais importante metrópole, na
verdade megalópole, do Brasil e da américa do Sul; e a quinta maior do mundo.
Refiro-me, claro, à cidade de São Paulo.
O texto
interpretado por Jung é o que segue, clique: https://soundcloud.com/miltonjung/conte-sua-historia-de-sp-de-jose-xavier-cortez-com-narracao-de-milton-jung
ONALDO
QUEIROGA
Acabo de receber do meu querido amigo Onaldo Queiroga, Juiz – titulas da
Comarca em que nasci – João Pessoa, PB – um texto tão brilhante quanto o texto
de José Cortez, morador absoluto e eterno deste peito tão judiado, que é o meu.
Queiroga fala dos sons rurais, das cidades pequenas, belas; e fala também, no
contraponto, dos sonhos das cidades grandes, como São Paulo a capital que me
acolheu no dia 22 de agosto de 1976 e que, para minha alegria, fez-me seu
cidadão com direito a diploma provocado pelos vereadores...
O texto de Onaldo Queiroga me remete a uma entrevista que
dei já a bastante tempo à radio Eldorado. Nessa entrevista eu falava dos sons
ríspidos, doídos, tonitroantes, da urbanoidade. Tá bom, essa palavra certamente
não existe... Mas o som louco da cidade grande nos faz louco. É preciso muito
juízo par anão enlouquecer por completo no convívio das grandes cidades. Eu ainda
não enlouqueci e nem pretendo, a não ser ... deixa pra lá! O Texto de Queiroga
é esse:
Sons da vida- Onaldo
Queiroga
São muitos os sons que chegam
aos nossos ouvidos durante o percurso da vida. Alguns oriundos da natureza,
outros provenientes do homem. Uns são estridentes, inquietam a alma, causam
ansiedade e estresse. Já outros são suaves, acalmam o espírito,
tranquiliza-nos.
Os sons que emergem das grandes
metrópoles não nos fascinam. A poluição sonora advinda do trânsito é algo que
incomoda, provoca ânsia e desassossego. Já no campo, o som é tênue e afetuoso,
aquieta a alma, fazendo com que o tempo caminhe mais docemente.
Cada ser humano se afeiçoa a um
determinado tipo de som. Somos daqueles movidos a música. Logo que acordamos
passamos logo a ouvir canções, preferencialmente, músicas instrumentais, de
toque bem suave. Elas nos acompanham também quando estamos trabalhando, seja
preparando despachos, sentenças ou mesmo escrevendo textos literários ou
jurídicos. Trazem serenidade, equilíbrio e inspiração, parece que nos permite
sair do nosso corpo e flutuar por templos de relaxamentos.
Sei que alguns acham que esse
tipo de som, como também aqueles tidos como românticos e boêmios, podem causar
tristeza e nos levar a um estágio de taciturnidade. Mas, conosco funciona
diferente, pois, por exemplo, sob o som instrumental de Nando Cordel, os dias
são mais fáceis e tranquilos. O Poeta de Ipojuca-PE, consegue com seu som
adentrar em nosso espírito e no remanso das notas musicais espantar temores e
angustias que o tormentoso mundo do terceiro milênio nos impõe, de vez em
quando. Ouço também canções internacionais, antigas e atuais.
Sou amante do forró, xote,
xaxado, coco e baião, enfim, desses ritmos do balaio Nordeste, pois contam a
nossa história e, incrivelmente, mesmo com um tom melancólico, nos permite
dançar com alegria nos terreiros da vida. A boa música é alimento espiritual e
nos faz bem!
domingo, 20 de agosto de 2017
CRISE NO MUNDO DOS REPENTISTAS.
Não há uma crise no Brasil, há várias ao mesmo tempo incomodando a vida dos brasileiros mais simples.
Há crise de todo tipo: política, econômica e de falta de vergonha na cara dos políticos que foram eleitos para nos representar nas três esferas do poder, municipal, estadual e federal.
É grave o que está a acontecer conosco.
Dados das anotações feitas por pesquisadores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, os desocupados e desempregados somam milhões e milhões de pessoas das mais diversas faixas etárias, incluindo os ocupados ocasionais, são 23 milhões de almas a penar por aí afora em busca do que comer...
São graves as crises que ora passamos, enquanto o vice que virou presidente da república faz tudo que lhe dá na veneta para continuar no cargo. Ai de nós.
As crises se estendem por todos os setores, incluindo a educação e a cultura.
A onda negativa que sufoca o País também atinge o mundo dos poetas cantadores.
Muitos desses artistas, populares na essência, andam recolhidos sem ter muito o que fazer, pois faltam-lhes público. Há bom tempo, por exemplo que não há cantoria na sede da União dos Cantadores Repentistas e Cordelistas do Nordeste, UCRAN. Além isso, muitos dos bons profissionais desse ramo estão fora de combate, como Sebastião da Silva, em cadeira de rodas há uns dois anos. E o pior disso tudo é que não há renovação no setor. Sumidos andam Moacir Laurentino, que sofreu recentemente um AVC, Louro Branco, João Evangelista e outros, pena.
"De fato, não temos novidades no setor", diz, desolado, o fundador da UCRAN, o paraibano Sebastião Marinho.
Prá lembrar alguns dos grandes cantadores, clique:
Há crise de todo tipo: política, econômica e de falta de vergonha na cara dos políticos que foram eleitos para nos representar nas três esferas do poder, municipal, estadual e federal.
É grave o que está a acontecer conosco.
Dados das anotações feitas por pesquisadores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, os desocupados e desempregados somam milhões e milhões de pessoas das mais diversas faixas etárias, incluindo os ocupados ocasionais, são 23 milhões de almas a penar por aí afora em busca do que comer...
São graves as crises que ora passamos, enquanto o vice que virou presidente da república faz tudo que lhe dá na veneta para continuar no cargo. Ai de nós.
As crises se estendem por todos os setores, incluindo a educação e a cultura.
A onda negativa que sufoca o País também atinge o mundo dos poetas cantadores.
Muitos desses artistas, populares na essência, andam recolhidos sem ter muito o que fazer, pois faltam-lhes público. Há bom tempo, por exemplo que não há cantoria na sede da União dos Cantadores Repentistas e Cordelistas do Nordeste, UCRAN. Além isso, muitos dos bons profissionais desse ramo estão fora de combate, como Sebastião da Silva, em cadeira de rodas há uns dois anos. E o pior disso tudo é que não há renovação no setor. Sumidos andam Moacir Laurentino, que sofreu recentemente um AVC, Louro Branco, João Evangelista e outros, pena.
"De fato, não temos novidades no setor", diz, desolado, o fundador da UCRAN, o paraibano Sebastião Marinho.
Prá lembrar alguns dos grandes cantadores, clique:
AINDA SOBRE FELICIDADE
O amigo José Cortez telefona para saber como é que eu estou, se estou bem etc.E papo vai, papo vem, ele diz que está de molho etc., mas com uma vontade danada de fazer exercício na academia que fica bem ao lado da editora de livros que leva o seu nome, ao lado da PUC, cá perto no bairro paulistano de Perdizes. E papo vai, papo vai, ele conta que há poucos dias perdeu o celular e que agora o seu computador entrou em crise e pifou. "Parece incrível, mas estou me sentindo como um menino, livre leve solto como uma pipa no ar. Na verdade estou feliz!é isso, estou feliz!"
Pois é, que diacho é felicidade?
Todo mundo em algum momento, já fez ou fará essa pergunta.
Ao perder o celular e o computador, Cortez disse feliz.Simples, não é? Nós é que complicamos o nosso dia a dia, criando e achando sarna para nos coçar.
A modernagem da vida, com seus valores invertidos, faze nos crer que estamos a criar o fogo e a roda e nessa brincadeira de mau gosto para conosco mesmo, pomos os pés pelas mãos e nos lascamos de verde e amarelo.
Eu acho que felicidade é morrer sem dor. Acho também que felicidade é uma risada sem compromisso, solta; é um abraço sincero, quente, querido; é, até, uma calça rasgada como diz velha propaganda que um dia escutei no rádio.
Os estudiosos da vida e do comportamento do povo dizem que felicidade é o estado de liberdade em que se acha a mente.
Eu já ouvi muitas definições de felicidade, certo?
Se folhearmos a história da cultura popular vamos achar muitas frases "definitivas sobre felicidade".
É um estado de espírito. É um momento especial que sucede conosco, de maneira ocasional, inesperado, de repente.
É o gozo que nos propicia a cópula, num encontro fortuito ou não.Quer dizer: felicidade é tudo e é nada.
Os poetas já disseram muitas coisas bonitas a respeito de felicidade, amor, alegria e amizade. Mas tudo isso é questionável sob todos os aspectos.
Há a felicidade falsa, aquela que nós mesmos, muitas vezes nos enganamos por apreciar por uma ótica errada, ilusória.
Há o amor falso, conveniente, oportunista, sacana.
Há as alegrias, muitas, variadas, variáveis, frouxa, tortas, enganosas, aquelas que parecem ser mas não são, não é mesmo?
Quanto à amizade.....bem, há amizades francas, sinceras, bonitas, únicas, verdadeiras e à prova de tudo. Há amizades incríveis, que a cultura popular chega a definir como sendo "de sangue", "de carne e unha".
Os cordelistas compõem desde sempre, histórias em versos sobre a felicidade, amor, alegria e amizade.
De Patativa do Assaré (1909-2002), é este soneto:
Soneto da Felicidade
Onde está a felicidade?
Para alcançá-la -- que se faz?
Que caminho, que verdade
Nos enche de amor e paz?
A pessoa que é feliz
AliMentA a paz na Terra
Seu amor à vida é que diz:
Não à fome e à guerra!
Onde a felicidade, então?
No poder? Riqueza? Fama?
Na alegre paixão de quem ama?
Na ciência? Na fé, porém?
Não! Está em fazer o bem
Sem idéia de retribuição.
Sobre Patativa:
BRINCANDO COM A HISTÓRIA (50)
sábado, 19 de agosto de 2017
FELICIDADE É CULTURA POPULAR
Tudo quanto é filósofo e estudioso da vida e do comportamento humano já falou sobre amor, alegria e felicidade. Mas, enfim, o que é felicidade?
Eu, que não sou nada, arrisco com meus botões a dar uns pitacos.
A alegria antecede o amor que, por um desses mistérios da vida, leva à felicidade.
O matemático, físico e teólogo francês Blaise Pascal, que não era romântico nem nada, deixou para a cultura popular do mundo todo a emblemática frase: "o coração tem razões que a própria razão desconhece".
Pascal morreu com 39 anos e exatos dois meses, no dia 19 de agosto de 1662.
O polonês Arthur Schopenhauer, que nasceu em 1788 e morreu em 1860, deixou para a história e para os carentes de conselhos filosóficos, um livrinho com 50 regras para se alcançar a felicidade. Entre seus ensinamentos está o de se concentrar os próprios esforços como foco para a maravilha do mundo e da vida que é essa tal felicidade. Ao que consta, Schopenhauer não conheceu o ápice da alegria suprema, que é a felicidade. E Nietzsche, hein?
O poeta, filólogo e compositor alemão Friedrich Nietzsche (1844-1900), aquele de bigodão e cara esquisita, assassino de Deus.dizia que felicidade tem a ver com genética , hummm...e que a força não tem a ver com isso não, certo?
Pois é, tudo quanto é filósofo e pensador das coisas do mundo já falou sobre felicidade et cetera e tal.
Séculos antes de Cristo, o grego Aristóteles dizia que tudo é muito simples, que para ser feliz basta apenas ter-se o que fazer. E se a ocupação do espaço pelo ocioso for além do necessário, heim?
Aí certamente teremos um viciado em trabalho, um workaholic. Tudo na vida é equilíbrio, dai, pode talvez vir a tal felicidade.
Não podemos ir além da nossa força...
O vício destrói o ser, mata o ser.
E cultura, o que é que tem a ver com felicidade?
Nada e tudo, senão vejamos: a cultura, grosso modo, é o resultado de um esforço pessoal ou coletivo e quem dispende esse esforço acaba por fazer alguém feliz. Um quadro, um desenho de Miguel dos Santos, o Picasso, por exemplo faz-nos bem. Esse bem nos faz ficarmos alegres e felizes, é ou não é?
Ouvir Bach, Beethoven, e outros clássicos da vida tem a ver com cultura popular e com felicidade?
Jesus, a Alegria dos Homens, embora do repertório clássico, é uma peça que há muito integram o cancioneiro popular do mundo todo. E ouvir esse tipo de peça nos faz bem, e se nos faz bem...
O repertório de músicas que permeia o campo popular brasileiro é enorme, incluindo o que trata de amor, alegria e felicidade.
Seguem-se aí alguns exemplos:
BRINCANDO COM A HISTÓRIA (49)
quinta-feira, 17 de agosto de 2017
VIVA CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE!
A Argentina deu Papa e Prêmio Nobel e o Brasil Machado de Assis, Monteiro Lobato, Noel Rosa, Luiz Gonzaga, Pixinguinha, Tom Jobim, Vila Lobos, Drummond...
O mineiro Carlos Drummond de Andrade nasceu em Itabira do Mato Dentro em 1902. Teve uma infância agitada. Foi aluno interno, como Geraldo Vandré e eu. Drummond foi expulso do Colégio onde estudou, Vandré também e eu não.
Drummond foi jornalista, chefe de gabinete do Ministro Capanema, no governo Vargas, mas ganhou destaque na vida nacional como poeta.
Em 1928, a Revista de Antropofagia publicou o seu mais polêmico poema: No Meio do Caminho. É pequeno, sem rimas, e nos seus dez pés a expressão "No meio do caminho tinha uma pedra" é citada sete vezes. O poema é este:
No Meio do Caminho
Carlos Drummond de Andrade
exibições
288.692
No meio do caminho tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meio do caminho
Tinha uma pedra
No meio do caminho tinha uma pedra
Nunca me esquecerei desse acontecimento
Na vida de minhas retinas tão fatigadas
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
Tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meio do caminho
No meio do caminho tinha uma pedra.
E ganhou versões em muitas línguas:
No final dos anos de 1950, Drummond gravou sua voz em disco pela primeira vez declamando vários poemas de sua lavra. Nos fins dos anos de 1970, quando o entrevistei para o suplemento Folhetim (FSP), ele voltou a por sua voz em poemas que ocuparam dois LPs inteiros, que saíram pela PolyGram.
O poeta mineiro declamava muito mal os seus poemas. A sua voz pequena não ajudava, mas, enfim, essas sua investidas no mercado fonográfico ficaram para a história.
Carlos Drummond de Andrade morreu de insuficiência respiratória na noite de 17 de agosto de 1987. A tristeza pelo seu desaparecimento cobriu de luto o Brasil mais sensível. Nesse mesmo ano, em março, a Escola de Samba Mangueira, do Rio, entrou na Avenida e ganhou o Carnaval com o samba No Reino das Palavras. Opuxador da Escola e do Samba foi o legendário Jamelão (1913-2008). Ouça:
O mineiro Carlos Drummond de Andrade nasceu em Itabira do Mato Dentro em 1902. Teve uma infância agitada. Foi aluno interno, como Geraldo Vandré e eu. Drummond foi expulso do Colégio onde estudou, Vandré também e eu não.
Drummond foi jornalista, chefe de gabinete do Ministro Capanema, no governo Vargas, mas ganhou destaque na vida nacional como poeta.
Em 1928, a Revista de Antropofagia publicou o seu mais polêmico poema: No Meio do Caminho. É pequeno, sem rimas, e nos seus dez pés a expressão "No meio do caminho tinha uma pedra" é citada sete vezes. O poema é este:
No Meio do Caminho
Carlos Drummond de Andrade
exibições
288.692
No meio do caminho tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meio do caminho
Tinha uma pedra
No meio do caminho tinha uma pedra
Nunca me esquecerei desse acontecimento
Na vida de minhas retinas tão fatigadas
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
Tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meio do caminho
No meio do caminho tinha uma pedra.
E ganhou versões em muitas línguas:
No final dos anos de 1950, Drummond gravou sua voz em disco pela primeira vez declamando vários poemas de sua lavra. Nos fins dos anos de 1970, quando o entrevistei para o suplemento Folhetim (FSP), ele voltou a por sua voz em poemas que ocuparam dois LPs inteiros, que saíram pela PolyGram.
O poeta mineiro declamava muito mal os seus poemas. A sua voz pequena não ajudava, mas, enfim, essas sua investidas no mercado fonográfico ficaram para a história.
Carlos Drummond de Andrade morreu de insuficiência respiratória na noite de 17 de agosto de 1987. A tristeza pelo seu desaparecimento cobriu de luto o Brasil mais sensível. Nesse mesmo ano, em março, a Escola de Samba Mangueira, do Rio, entrou na Avenida e ganhou o Carnaval com o samba No Reino das Palavras. Opuxador da Escola e do Samba foi o legendário Jamelão (1913-2008). Ouça:
quarta-feira, 16 de agosto de 2017
O BRASIL SEM MOYA, QUE MERDA!
O óbvio: Nascemos, vivemos e morremos. Assim, simples.
Nascer dói e não dói, morrer dói e não dói, sabe-se lá porquê!
Alguns que comigo estiveram em algum momento, partiram este ano: Almir Guineto, Belchior, Luiz Melodia...
Eu nem ia falar, mas o Fausto, cartunista, disse-me que eu deveria dizer algo sobre o paulistano Álvaro de Moya, que se foi no último dia 14.
Moya foi o mais importante entusiasta dos quadrinhos no mundo. Não à toa ele idealizou e executou o primeiro Encontro Internacional de Histórias em Quadrinhos. Foi em São Paulo, Capital, em 1951. Moya deixou muitos livros publicados sobre o tema que o alcançou no tempo em que ele era ainda criança.
Álvaro de Moya nasceu em 1930 e deixou dois filhos, um menino e uma menina, que não herdaram do pai o prazer e a alegria de viver no mundo da fantasia explicitado pelo traço genial de artistas como Will Eisner (1917-2005), criador do Spirit.
Will eu o conheci na redação do suplemento Folhetim (FSP), no dia que ele foi abraçar o Angeli, Glauco e Laerte...
Em dois mil e qualquer coisa, eu levei Moya aos estúdios da Rádio Capital. Eu o convidei para estar comigo numa entrevista com o argentino criador da Mafalda, Quino. Conosco estiveram ainda Paulo Caruso e Custódio, e também o cantador repentista Sebastião Marinho, que deitou e rolou cantando história de fantasia.
Volto a bater na mesma tecla: por que os brasileiros que têm poder não gostam do Brasil?
Os artistas do nosso País nascem como qualquer pessoa e, com o tempo, firmam-se com o talento que do berço trazem. E morrem, muitos deles, no anonimato, como nasceram.
Chiquinha Gonzaga? Braguinha? Noel Rosa? Chico Alves? Manezinho Araújo?... Luiz Gonzaga começa a morrer e muitos que estão vivos, como Roberto Luna e Geraldo Vandré parecem já mortos. É como se o Brasil não gostasse do Brasil...
Deus do Céu, como é bom nascer no Brasil, mesmo sabendo que a Eternidade Brasileira é do tamanho de nada.
Hoje o querido jornalista Audálio Dantas telefonou-me dizendo que está sendo homenageado na sua terra, Alagoas, como um nome importante. Que bom. Fiquei feliz com a notícia e ele ainda falou da cearense Rachel de Queiroz. Grande Rachel!
Rachel de Queiroz, aos 20 anos de idade, levou à terra e céu a desgraceira do mundo terrestre provocada pela seca, aquela que mata de fome, de sede, de tudo.
Leiam o livro O Quinze.
Mas essa é outra história...
Álvaro de Moya foi de importância fundamental para a compreensão das nossa artes visuais. A história dele não cabe num trem.
Apesar de tudo e dos políticos que escolhemos para nos representar nas três esferas (municipal, estadual e federal) continuo crendo que o Brasil é de todos o maior. No mais tudo depende de nós. Viva Álvaro de Moya.
Ah sim, falei muito rapidamente do Fausto. Fausto é mestre do ofício que escolheu para viver. Moya sabia disso. Moya foi-se embora com 87 anos de idade, Fausto completa 65 em Novembro, gênios em tempos diferentes. Aí na foto, os dois juntos em Piracicaba, em 2015.
Nascer dói e não dói, morrer dói e não dói, sabe-se lá porquê!
Alguns que comigo estiveram em algum momento, partiram este ano: Almir Guineto, Belchior, Luiz Melodia...
Eu nem ia falar, mas o Fausto, cartunista, disse-me que eu deveria dizer algo sobre o paulistano Álvaro de Moya, que se foi no último dia 14.
Moya foi o mais importante entusiasta dos quadrinhos no mundo. Não à toa ele idealizou e executou o primeiro Encontro Internacional de Histórias em Quadrinhos. Foi em São Paulo, Capital, em 1951. Moya deixou muitos livros publicados sobre o tema que o alcançou no tempo em que ele era ainda criança.
Álvaro de Moya nasceu em 1930 e deixou dois filhos, um menino e uma menina, que não herdaram do pai o prazer e a alegria de viver no mundo da fantasia explicitado pelo traço genial de artistas como Will Eisner (1917-2005), criador do Spirit.
Will eu o conheci na redação do suplemento Folhetim (FSP), no dia que ele foi abraçar o Angeli, Glauco e Laerte...
![]() |
| Sebastião Marinho, Assis, Moya e Quino no Programa São Paulo Capital Nordeste |
Volto a bater na mesma tecla: por que os brasileiros que têm poder não gostam do Brasil?
Os artistas do nosso País nascem como qualquer pessoa e, com o tempo, firmam-se com o talento que do berço trazem. E morrem, muitos deles, no anonimato, como nasceram.
Chiquinha Gonzaga? Braguinha? Noel Rosa? Chico Alves? Manezinho Araújo?... Luiz Gonzaga começa a morrer e muitos que estão vivos, como Roberto Luna e Geraldo Vandré parecem já mortos. É como se o Brasil não gostasse do Brasil...
Deus do Céu, como é bom nascer no Brasil, mesmo sabendo que a Eternidade Brasileira é do tamanho de nada.
Hoje o querido jornalista Audálio Dantas telefonou-me dizendo que está sendo homenageado na sua terra, Alagoas, como um nome importante. Que bom. Fiquei feliz com a notícia e ele ainda falou da cearense Rachel de Queiroz. Grande Rachel!
Rachel de Queiroz, aos 20 anos de idade, levou à terra e céu a desgraceira do mundo terrestre provocada pela seca, aquela que mata de fome, de sede, de tudo.
Leiam o livro O Quinze.
Mas essa é outra história...
Álvaro de Moya foi de importância fundamental para a compreensão das nossa artes visuais. A história dele não cabe num trem.
Apesar de tudo e dos políticos que escolhemos para nos representar nas três esferas (municipal, estadual e federal) continuo crendo que o Brasil é de todos o maior. No mais tudo depende de nós. Viva Álvaro de Moya.
Ah sim, falei muito rapidamente do Fausto. Fausto é mestre do ofício que escolheu para viver. Moya sabia disso. Moya foi-se embora com 87 anos de idade, Fausto completa 65 em Novembro, gênios em tempos diferentes. Aí na foto, os dois juntos em Piracicaba, em 2015.
BRINCANDO COM A HISTÓRIA (48)
segunda-feira, 14 de agosto de 2017
OS CEGOS, ESSES INVISÍVEIS SERES
Anotações de pesquisadores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, de 2010, indicam que há em torno de um milhão de cegos absolutos no Brasil. Somando-se a esses os parciais, o número de cegos chega à casa dos seis milhões. É muito cego, não é?
Sempre houve cegos no Brasil e no mundo. A situação de antes talvez fosse pior do que hoje, mas ser cego é uma barra dos diachos!
Eu perdi a luz dos meus olhos há poucos anos e nesses poucos anos creio que já paguei todos os meus pecados e os pecados dos amigos que continuam a minha volta. São amigos de ouro, amigos queridos e aqui nem vou citá-los porque certamente eles não gostariam desse tipo de propaganda.
Amigos de verdade, verdadeiros, são pérolas, são tudo de bom, são anjos que estão sempre a nos dar força, distribuindo alegrias.
Muito antes de Cristo vir à terra, cegos incríveis marcaram história. Caso de Homero...
Eu conheci muitos cegos na minha vida de menino, de adolescente na Paraíba e mundo afora. Anônimos e famosos, incluindo Patativa do Assaré. Assaré fica no Ceará, antes do Crato. Era da cidade do Crato o cidadão Pedro Pereira da Silva, que nasceu em 1912 e morreu em 1997.
Pedro nasceu cego e com 29 anos de idade ganhou uma rabeca e danou-se a tocar e a cantar romances inteiros que decorava. E logo ficou famoso, e logo passou a ser chamado de cego Oliveira.
Casou-se e teve 9 filhos. Um deles, José, também rabequeiro, desaparecido em 2009. Cego Oliveira comeu o pão que o diabo amassou, como todos os cegos.
No decorrer da vida Cego Aderaldo cantou tudo que lhe vinha ao conhecimento. Tocou e cantou em folias de rei e prá morto seguir em paz com suas incelenças ou "cantos de vigilança", ainda comuns no interiorzão do sertãozão deste Brasilzão sem eira nem beira.
O Brasil, ou melhor, seus governantes, dispensa à população cega indiferença. Sou testemunha disso, portanto falo com cátedra.
Você meu amigo, minha amiga, sabe quantos cegos trabalham formalmente no Senado?
Dia desse pedi a um amigo, Severo, que mora em Brasília e trabalha no Senado, que fizesse um levantamento a respeito desse tocante assunto. resultado: No Senado brasileiro há apenas dois cidadãos formalmente contratados... Triste, não é? Enquanto isso, o Congresso aprova Estatuto disso e daquilo, incluindo o das pessoas com deficiência visual, ou seja, cegas. Uma pergunta, não custa fazer: quem, de fato, são cegas, as pessoas que têm poder e vêm com os olhos ou as pessoas que não têm poder e vêm com as luz dos olhos apagada.
O cego Oliveira cantou em toda parte do Ceará, nos bares, nas festas de casamento e batizado, nas feiras livres, até que participou de um filme Nordeste.... e Repente de Tânia Quaresma, e de um disco produzido por Fagner em que Patativa declamava seus próprios poemas. E aí começou a dar entrevista no rádio, na televisão e o povo achando que com isso ele estava rico. Resultado: morreu à míngua e só uns quinze dias depois é que apareceu nos jornais cearenses a notícia da sua partida definitiva deste mundinho de meu Deus do Céu.
BRINCANDO COM A HISTÓRIA (47)
O BRASIL E REPENTE DE CEGO ADERALDO
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| Jornalista Audálio Dantas media palestra de Assis Ângelo sobre o Cego Aderaldo, no Sesc |
Para o Cego Aderaldo eu fiz o poeminha que segue:
Neste mundo ainda tem
Muito cego apaixonado
Cantando a vida em verso
De modo improvisado
Como o tempo todo fez
O bardo Cego Aderaldo
Aderaldo foi exemplo
De poeta e cidadão
Enxergava muito longe
Sem nos olhos ter visão
E lutava boa luta
Com as armas do coração
E lutava e cantava
Com uma rabeca na mão
Enaltecendo a natureza
E os filhos da Criação
Como os peixes do mar
E as aves de arribação
Ele era incomparável
No seu tempo de repente
Estava em todo o canto
Cantando sempre contente
Brincando com a rabeca
E fazendo verso para a gente
E não via com os olhos
Ele via com a mente!
Ele era especial
Sensível, inteligente
E mais do que ligeiro
No gatilho do repente
O repente é arte
É a alma da cantoria
É a via que transforma
Tristeza em alegra
E leva o povo todo
Ao mundo da fantasia
Um mundo fabuloso
Bonito, encantado
De violas repentinas
Por poetas habitado
E onde sempre estará
O mago Cego Aderaldo
Bom tocador de rabeca
E doutor em verso rimado
Foi primeiro sem segundo
No canto metrificado
E nunca fugiu à luta
Toda vez que foi chamado
Lutou com Patativa Sinfronio e Oliveira
Rogaciano e Pinto
E também com Zé Limeira
Aderaldo foi um marco
da porfia brasileira
Ele chegou, ele partiu
Mas deixou verso plantado
E verso de toda a cor
Pra um dia ser lembrado
E é por isso que digo
Viva o Cego Aderaldo!
sábado, 12 de agosto de 2017
COLOMBO UMA OVA!
O mundo todo tá uma josta.
No mundo árabe há muito o pau tá comendo, com o ditador Bashar al-Assad matando tudo quanto é vida, de homem, mulher e criança, com a ajuda do manda chuva Putin.
Na África a fome e a miséria se uniram para acabar com o continente em que surgiram os primeiros seres identificados com a raça que representamos, humanos.
Agora mesmo ouço no noticiário do rádio e tevê o tal Trump dizendo que vai mandar bala, das grandes, na cabeça daquele sujeitinho pequenininho, ditadorzinho, que mantém sob rédeas o povo norte-coreano. O tal ditadorzinho ameaça fazer o mesmo com o povo norte-americano, se Trump et cétera e tal.
Norte-americanos...
No final do século 15, o italiano Cristóvão Colombo (1451-1506) descobriu, sem querer, as Américas. É o que se diz nas escolas, mas há quem diga que a história não foi bem assim.
Semana passada, o vendedor de São Paulo João Dória, andou de mãos dadas com o prefeito neto do coronel falecido ACM. As mãos dadas de Dória e Neto deveram-se à uma visita à Câmara Municipal de Salvador, onde Dória foi agraciado com o título de cidadão. à entrada da Câmara, uma chuva de ovos desabou sobre o prefeito paulistano.
No rádio e tevê ouvi há pouco a notícia de que a população de 16 países europeus estava sendo abastecida com ovos contaminados procedentes da Holanda e Bélgica. Pois é.
À Colombo é atribuída a descoberta das Américas, não é mesmo? Quando ele chegou às Bahamas, pensou que estava nas Índias, porém, diga-se de passagem, que ele comprovou a tese de que o mundo é arredondado e não plano como muita gente pensava, até então.
Colombo era genovês, morou na Ilha da Madeira, Portugal e Espanha, de onde partiu em busca de novos ares comandando as naus Pinta, Nina e Santa Maria. Ao voltar à terra de Espanha, ele recebeu todos os louros e papagaios...brincadeirinha.
Conta-se que alguém, menosprezando suas aventuras por mares e terras, teria dito que sua façanha poderia ser feita por qualquer um. E aí ele teria dito que tudo bem, mas para isso, preciso se faria que o aventureiro, digamos assim, tivesse antes de tudo ideias. Foi quando, então, desafiou os presentes a por um ovo em pé. Ninguém conseguiu, só ele.
BRINCANDO COM A HISTÓRIA (46)
DOIDURA
Uma Roberta suíça, filha e neta de banqueiros, casou-se e separou-se do brasileiro Protógenes Queiroz. Até aí, tudo bem. O diacho é que essa Roberta está apaixonada por Lula. Ela promete doar ao fundador do PT a bagatela de quinhentos mil reais em dinheiro e bugigangas, entre as quais um Rolex e uma bolsa feminina de marca. É muita tranqueira junta, não é mesmo? E mais: ela ameaça vir ao Brasil, naturalizar-se brasileira e filiar-se ao PC do B ou PT.
Ah! Protógenes é aquele delegado que envolveu-se com corrupção e tal e que foi deputado federal puxado por votos do Tiririca.
CEGO ADERALDO, PALESTRA
Durante duas horas e pouco eu falei o que sei sobre o repentista cearense Cego Aderaldo (1878-1967). Foi ontem à noite no SESC da Bela Vista. Platéia maravilhosa, selete e atenta, com perguntas inteligentes. Ao meu lado, o jornalista, amigo de muitas jornadas, o alagoano do reino encantado de Tanque D'Arca, Audálio Dantas. Aliás, abaixo, Audálio ao lado do legendário cego. Foto raríssima, a mim cedida por outro alagoano, o escritor Paulo Dantas.
quinta-feira, 10 de agosto de 2017
A INCRÍVEL INVENÇÃO DO ZERO
É curioso e engraçado o mergulho que o cartunista Fausto tem dado na história, melhor, na pré-história. Nesse mergulho ele traz à tona flashes, digamos assim, que nos levam a matutar sobre a nossa origem, o homo sapiens. E se há o homo sapiens, há também a "mulher sapiens", como num rompante de profunda meditação tornado público pela engraçada Dilma Roussef.
Quem nasceu primeiro, o homo sapiens ou a mulher sapiens, o grito, a fala, a risada ou a escrita...?
O zero (0) deu muita dor de cabeça aos seus criadores.
Foi na China ou na Grécia que o zero surgiu.
Os números de 1 a 9 foram criados e só depois de muito tempo que o zero deu o ar de sua graça na Índia e não na Grécia ou China.
Espantados com a criação hindu, os árabes pegaram o zero e o puseram debaixo do braço, quase como se fosse deles, e o levaram prá casa e depois prá Europa.
O zero foi uma invenção incrível!
O zero é tudo e é nada. Ele está em todo canto, em todas as línguas. Não haveria internet sem o zero e nem avião, nem navio, nem nada. Melhor, tudo seria nada, sem o zero.
Ao mergulhar na história, melhor, na pré-história, Fausto nos dá o que pensar, não é mesmo?
Quem da safra dos cinquenta (olha o zero aí, gente!), não leu um livro do pernambucano Júlio César de Melo e Souza (1895-1974), conhecido mundo afora pelo pseudônimo de Malba Tahan?
Malba Tahan, elogiado por grandes nomes da literatura mundial como Jorge Luiz Borges, escreveu dezenas de livros abordando temas da matemática. Um desses livros, O Homem que Calculava, vendeu algo em torno de 2 milhões de exemplares. Incrível, não é? O autor fala com muita graça sobre o zero.
Fulano de tal é um zero à esquerda, quem já não ouviu essa frase? A tradução é que Fulano de Tal não presta.
Eu nunca fui um bom aluno de matemática, mas também nunca recebi zero.
De zero a dez, quanto a gente dá ao Fausto, pela iniciativa de nos trazer à tona histórias da pré-história?
Uma coisa puxa a outra: Em 1916 o carioca Pixinguinha compôs o chorinho para o craque Friedenreich: 1 x 0, que foi gravado em disco somente 30 anos depois. O paraibano Jackson do Pandeiro também fez uma música gostosa de ouvir, em que diz "esse jogo não pode ser 1 x 0".
BRINCANDO COM A HISTÓRIA (45)
CEGO ADERALDO
Amanhã às 19 horas, estarei falando sobre o cantador rabequeiro, cego Aderaldo, no SESC. É isso, fica o registro.
Quem nasceu primeiro, o homo sapiens ou a mulher sapiens, o grito, a fala, a risada ou a escrita...?
O zero (0) deu muita dor de cabeça aos seus criadores.
Foi na China ou na Grécia que o zero surgiu.
Os números de 1 a 9 foram criados e só depois de muito tempo que o zero deu o ar de sua graça na Índia e não na Grécia ou China.
Espantados com a criação hindu, os árabes pegaram o zero e o puseram debaixo do braço, quase como se fosse deles, e o levaram prá casa e depois prá Europa.
O zero foi uma invenção incrível!
O zero é tudo e é nada. Ele está em todo canto, em todas as línguas. Não haveria internet sem o zero e nem avião, nem navio, nem nada. Melhor, tudo seria nada, sem o zero.
Ao mergulhar na história, melhor, na pré-história, Fausto nos dá o que pensar, não é mesmo?
Quem da safra dos cinquenta (olha o zero aí, gente!), não leu um livro do pernambucano Júlio César de Melo e Souza (1895-1974), conhecido mundo afora pelo pseudônimo de Malba Tahan?
Malba Tahan, elogiado por grandes nomes da literatura mundial como Jorge Luiz Borges, escreveu dezenas de livros abordando temas da matemática. Um desses livros, O Homem que Calculava, vendeu algo em torno de 2 milhões de exemplares. Incrível, não é? O autor fala com muita graça sobre o zero.
Fulano de tal é um zero à esquerda, quem já não ouviu essa frase? A tradução é que Fulano de Tal não presta.
Eu nunca fui um bom aluno de matemática, mas também nunca recebi zero.
De zero a dez, quanto a gente dá ao Fausto, pela iniciativa de nos trazer à tona histórias da pré-história?
Uma coisa puxa a outra: Em 1916 o carioca Pixinguinha compôs o chorinho para o craque Friedenreich: 1 x 0, que foi gravado em disco somente 30 anos depois. O paraibano Jackson do Pandeiro também fez uma música gostosa de ouvir, em que diz "esse jogo não pode ser 1 x 0".
BRINCANDO COM A HISTÓRIA (45)
CEGO ADERALDO
Amanhã às 19 horas, estarei falando sobre o cantador rabequeiro, cego Aderaldo, no SESC. É isso, fica o registro.
segunda-feira, 7 de agosto de 2017
À MULHER, RESPEITO E FLORES
O Brasil tem mais mulheres do que homens, segundo anotações dos pesquisadores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE. Menor ainda é o número de homens, homens mesmo!
São constantes e cansativas as notícias, tristes, as notícias que dão conta de que homenzinhos agridem e matam mulheres Brasil afora. Mulheres, crianças e adolescentes.
Não era incomum cangaceiros ferrarem a fogo mulheres no Nordeste, depois de serem por eles abusadas, violentadas, estupradas.
Ouço no rádio que está entrando em pauta no Congresso uma lei que pune de modo rigoroso os estupradores. Esse crime, pela nova lei a ser votada, deverá ser inafiançável e imprescritível.
Ouço no rádio a notícia de uma criança de seis anos de idade que foi sequestrada, violentada por um homenzinho no Rio de Janeiro. O corpo da criança foi posto numa mala e atirado a um córrego no Rio de Janeiro. O cabra foi preso e a sua frieza tem chocado a polícia de lá.
Hoje faz 11 anos que a Lei Maria da Penha foi aprovada.
Maria da Penha é uma cearense que vive hoje numa cadeira de rodas. Ela foi vítima do próprio marido que tentou matá-la duas vezes a tiros.
Quando é que os homens vão entender que mulher se trata com respeito, carinho, amor e flores?
São constantes e cansativas as notícias, tristes, as notícias que dão conta de que homenzinhos agridem e matam mulheres Brasil afora. Mulheres, crianças e adolescentes.
Não era incomum cangaceiros ferrarem a fogo mulheres no Nordeste, depois de serem por eles abusadas, violentadas, estupradas.
Ouço no rádio que está entrando em pauta no Congresso uma lei que pune de modo rigoroso os estupradores. Esse crime, pela nova lei a ser votada, deverá ser inafiançável e imprescritível.
Ouço no rádio a notícia de uma criança de seis anos de idade que foi sequestrada, violentada por um homenzinho no Rio de Janeiro. O corpo da criança foi posto numa mala e atirado a um córrego no Rio de Janeiro. O cabra foi preso e a sua frieza tem chocado a polícia de lá.
Hoje faz 11 anos que a Lei Maria da Penha foi aprovada.
Maria da Penha é uma cearense que vive hoje numa cadeira de rodas. Ela foi vítima do próprio marido que tentou matá-la duas vezes a tiros.
Quando é que os homens vão entender que mulher se trata com respeito, carinho, amor e flores?
domingo, 6 de agosto de 2017
JOÃO RUBINATO GRAVA INÉDITAS DE ADONIRAN
Hoje, o dia amanheceu frio, normal. Estamos na cidade das quatro estações ao mesmo tempo, São Paulo. Adoniran Barbosa adorava São Paulo. Ele era de Valinhos, SP, e deixou uma obra ligada intrinsecamente à cidade dos paulistanos e do mundo todo, que é a Sampa em que vivemos.
É de Adoniran o clássico popular Trem das Onze, gravado em 1964, pelo grupo paulistano Demônios da Garoa.
O Demônios da Garoa encontrou em Adoniran a sua cara e, de tabela, a cara da Capital paulista.
A parceria de Adoniran e Demônios começou na década de 1950 e durou até 68,70. Detalhe: Adoniran e Demônios nunca se apresentaram juntos e também nunca gravaram uma música juntos. Esquisito, não? E querem saber o motivo? Pois bem, cá está: Essa parceria não se concretizou por uma razão: Adoniran não aceitava receber em partes iguais, queria mais um pouco e nesse ponto nunca chegaram a um acordo.
Adoniran Barbosa era um péssimo cantor e como instrumentista, a rigor, nunca existiu, mas era melodioso. Suas letras já nasciam com melodia, que ele extraía de uma caixa de fósforos ou batucando numa mesa.
Adoniran Barbosa veio ao mundo no dia 06 de Agosto de 1910 e partiu em novembro de 1982.
Eu conheci bem Adoniran. Conversávamos bastante nos bares da cidade. Ele gostava de beber uísque Passport, um horror! E fumava muito, embora não gostasse de gastar dinheiro com cigarros e também com bebidas que passarinho não bebe.
Em novembro de 1980, exatos dois anos antes de ele morrer, publiquei uma conversa nossa na extinta revista Homem, edição nº 27. Ele deixou muitas músicas inéditas. Uma parte já foi gravada por vários artistas como Tom Zé e Passoca e agora outra parte inédita de Adoniran chegará à praça ainda este ano, por iniciativa do músico e pesquisador musical Tomás Bastian, do conjunto João Rubinato. Esse conjunto, que tem oito integrantes, está dando retoques finais ao cedê Adoniran em Partitura. Desse disco participa Gregory, do paulistano grupo Gato com Fome.
Algumas músicas do disco: Minha Vida se Consome; Socorro; Teu Sorriso e Mamaô, respectivamente os dois primeiros sambas, uma marcha e um ponto de macumba.
Coisa boa vem aí, portanto. Fiquem ligados.
A obra de Adoniran é, como toda boa obra, imortal.
Quem conhece a obra de Adoniran Barbosa, os bons ouvintes mais de ontem, continuam cultuando-a, e os mais novos, de hoje, estão eufóricos descobrindo o talento de Adoniran. Exemplo? O músico Paulo Miklos, do Titãs, estrelou um curta intitulado Dá Licença de Contar, no papel de Adoniran. O mesmo Miklos promete levar levar à frente o projeto de transformar a história de Adoniran em um longa metragem. Adoniran Barbosa foi o sambista popular de São Paulo e Paulo Vanzolini, o erudito.
É de Adoniran o clássico popular Trem das Onze, gravado em 1964, pelo grupo paulistano Demônios da Garoa.
O Demônios da Garoa encontrou em Adoniran a sua cara e, de tabela, a cara da Capital paulista.
A parceria de Adoniran e Demônios começou na década de 1950 e durou até 68,70. Detalhe: Adoniran e Demônios nunca se apresentaram juntos e também nunca gravaram uma música juntos. Esquisito, não? E querem saber o motivo? Pois bem, cá está: Essa parceria não se concretizou por uma razão: Adoniran não aceitava receber em partes iguais, queria mais um pouco e nesse ponto nunca chegaram a um acordo.
Adoniran Barbosa era um péssimo cantor e como instrumentista, a rigor, nunca existiu, mas era melodioso. Suas letras já nasciam com melodia, que ele extraía de uma caixa de fósforos ou batucando numa mesa.
Adoniran Barbosa veio ao mundo no dia 06 de Agosto de 1910 e partiu em novembro de 1982.
Eu conheci bem Adoniran. Conversávamos bastante nos bares da cidade. Ele gostava de beber uísque Passport, um horror! E fumava muito, embora não gostasse de gastar dinheiro com cigarros e também com bebidas que passarinho não bebe.
Em novembro de 1980, exatos dois anos antes de ele morrer, publiquei uma conversa nossa na extinta revista Homem, edição nº 27. Ele deixou muitas músicas inéditas. Uma parte já foi gravada por vários artistas como Tom Zé e Passoca e agora outra parte inédita de Adoniran chegará à praça ainda este ano, por iniciativa do músico e pesquisador musical Tomás Bastian, do conjunto João Rubinato. Esse conjunto, que tem oito integrantes, está dando retoques finais ao cedê Adoniran em Partitura. Desse disco participa Gregory, do paulistano grupo Gato com Fome.Algumas músicas do disco: Minha Vida se Consome; Socorro; Teu Sorriso e Mamaô, respectivamente os dois primeiros sambas, uma marcha e um ponto de macumba.
Coisa boa vem aí, portanto. Fiquem ligados.
A obra de Adoniran é, como toda boa obra, imortal.
Quem conhece a obra de Adoniran Barbosa, os bons ouvintes mais de ontem, continuam cultuando-a, e os mais novos, de hoje, estão eufóricos descobrindo o talento de Adoniran. Exemplo? O músico Paulo Miklos, do Titãs, estrelou um curta intitulado Dá Licença de Contar, no papel de Adoniran. O mesmo Miklos promete levar levar à frente o projeto de transformar a história de Adoniran em um longa metragem. Adoniran Barbosa foi o sambista popular de São Paulo e Paulo Vanzolini, o erudito.
NEYMAR, ESCRAVIDÃO E EURO
O time tal comprou o jogador time de tal....
O jogador fulano de tal foi vendido para o time tal...
É comum ouvirmos isso no noticiário dos editorias esportivos dos jornais, revistas, etc.
Nos últimos dias, as manchetes esportivas do mundo todo têm anunciado a venda do brasileiro Neymar para o PSG.
A história é a seguinte e muito simples: com grana árabe, dos poderosos árabes, os franceses pagaram a fabulosa multa de 222 milhões de Euros ao Barsa da Espanha, para ter Neymar vestindo a camisa 10 que consagrou pelé nos áureus tempos do Santos; Santos de onde também saiu Neymar....
O time tal comprou o jogador fulano de tal.
O jogador fulano de tal foi vendido ao time tal....
Pois é, parece que estamos falando de escravos, de gente sendo vendida e comprada por gente de poder; poder de grana. Detalhe: e a essas vendas de humanos o mundo livre, democrático, aplaude com a maior naturalidade da vida.
Neymar foi vendido, e daí??
Enquanto isso, grandes homens da ciência e da educação pelejam para ensinar e salvar o mundo, das loucuras todas que o cercam.
Meu amigo, minha amiga, você sabia que o brasileiro inventor do avião, Santos Dumont, deu de garra de uma corda e enforcou-se numa casa da baixada santista, no comecinho dos anos de 1930? e você sabe por quê ele fez isso?
Meu amigo, minha amiga, você já se deu conta de que Einstein entrou para a história como um palhaço, e dos mais simplórios?
Meu amigo, minha amiga, você lembra do nome do médico que realizou o primeiro transplante de coração do mundo?
Meu amigo, minha amiga, você sabe quem foi Ana Neri e Florence Nightingale?
Pois é, os nomes aqui citados são nomes de grande importância para a história do mundo e do Brasil, particularmente. E não sabemos de nada, e insistimos em não sabermos de nada. Não saber de nada, nestes tempos de tantas "ferramentas" virtuais, parece ser o máximo.Curtimos, compartilhamos sem saber o que e digitamos o esquisito KKKK. Parece, até, que apostamos na nossa própria burrice, não já lemos mais os grandes livros, os clássicos.
Meu amigo, minha amiga, você conhece ou lembra de Platão, de Sócrates, seu Mestre? de Aristóteles, professor de Alexandre o Grande?
Neymar é um escravo de ouro, com milhões e milhões de grana no bolso. O que ele fará com isso??
O jogador fulano de tal foi vendido para o time tal...
É comum ouvirmos isso no noticiário dos editorias esportivos dos jornais, revistas, etc.
Nos últimos dias, as manchetes esportivas do mundo todo têm anunciado a venda do brasileiro Neymar para o PSG.
A história é a seguinte e muito simples: com grana árabe, dos poderosos árabes, os franceses pagaram a fabulosa multa de 222 milhões de Euros ao Barsa da Espanha, para ter Neymar vestindo a camisa 10 que consagrou pelé nos áureus tempos do Santos; Santos de onde também saiu Neymar....
O time tal comprou o jogador fulano de tal.
O jogador fulano de tal foi vendido ao time tal....
Pois é, parece que estamos falando de escravos, de gente sendo vendida e comprada por gente de poder; poder de grana. Detalhe: e a essas vendas de humanos o mundo livre, democrático, aplaude com a maior naturalidade da vida.
Neymar foi vendido, e daí??
Enquanto isso, grandes homens da ciência e da educação pelejam para ensinar e salvar o mundo, das loucuras todas que o cercam.
Meu amigo, minha amiga, você sabia que o brasileiro inventor do avião, Santos Dumont, deu de garra de uma corda e enforcou-se numa casa da baixada santista, no comecinho dos anos de 1930? e você sabe por quê ele fez isso?
Meu amigo, minha amiga, você já se deu conta de que Einstein entrou para a história como um palhaço, e dos mais simplórios?
Meu amigo, minha amiga, você lembra do nome do médico que realizou o primeiro transplante de coração do mundo?
Meu amigo, minha amiga, você sabe quem foi Ana Neri e Florence Nightingale?
Pois é, os nomes aqui citados são nomes de grande importância para a história do mundo e do Brasil, particularmente. E não sabemos de nada, e insistimos em não sabermos de nada. Não saber de nada, nestes tempos de tantas "ferramentas" virtuais, parece ser o máximo.Curtimos, compartilhamos sem saber o que e digitamos o esquisito KKKK. Parece, até, que apostamos na nossa própria burrice, não já lemos mais os grandes livros, os clássicos.
Meu amigo, minha amiga, você conhece ou lembra de Platão, de Sócrates, seu Mestre? de Aristóteles, professor de Alexandre o Grande?
Neymar é um escravo de ouro, com milhões e milhões de grana no bolso. O que ele fará com isso??
sábado, 5 de agosto de 2017
E A VERDADE NO BRASIL, HEIN?
Diógenes foi um cara que viveu há uns 400 anos antes de Cristo. Era grego, nascido numa localidade chamada Sinópe, região que fica ali pelas bandas do Mar Negro e ao Norte da Turquia.
Diógenes não era garapa, era um palavrão entalado na garganta dos poderosos da sua época. Pintou e bordou e não deixou barraca de pé. Nem Alexandre, o Grande, escapou da língua ferina de Diógenes, que se recusava a ser chamado de mestre e tal e recusava as benesses de Estado. Uma perguntinha: O que Diógenes tinha a ver com Aristóteles, Sócrates e Platão? Nada.
Diógenes não obedecia leis e nem puxava o saco dos homens ricos do seu tempo, nem a filosofia, que imortalizou Aristóteles, Sócrates e Platão e seus pares romanos, lhe interessava. Tanto que não deixou nada escrito, que nem Sócrates. Sócrates também não era bolinho não. Era., digamos, um Diógenes mais ilustrado e mestre de Platão, que foi mestre de Aristóteles.
Uma vez, diz a lenda, Diógenes num linguajar nada rebuscado teria mandado Alexandre se catar, sair da sua frente.
Sócrates era seguido por todos os jovens atenienses, era ídolo, mesmo.
Se Diógenes e Sócrates vivessem no Brasil de hoje, o Brasil teria, quem sabe, um destino melhor. Um porém: Sócrates correria o risco de ser condenado pelo STF por causa das suas ideias.
Diógenes morreu com 89 anos de idade e Sócrates com 70 e poucos.
Em homenagem a Diógenes eu compus o poeminha que segue:
A terra de Homero
E da Mitologia
Dos deuses do Olimpo
E da Democracia
Plantou em Diógenes
A flor da Anarquia
Diógenes era um doido
Diplomado em Poesia
Com sua lanterna acesa
Em pleno dia
Procurou mas não achou
No poder cidadania
Outras coisas ele achou
Mas não o que queria:
Um Ser que fosse honesto
A verdade sem fantasia
e um santo que falasse
Do valor da valentia
Valente é todo Ser
Que vive de teimosia
Que detesta injustiça
E a lei da "Mais Valia"
E não vou falar mais disso
Adeus, até outro dia!
BRINCANDO COM A HISTÓRIA (44)
Diógenes não era garapa, era um palavrão entalado na garganta dos poderosos da sua época. Pintou e bordou e não deixou barraca de pé. Nem Alexandre, o Grande, escapou da língua ferina de Diógenes, que se recusava a ser chamado de mestre e tal e recusava as benesses de Estado. Uma perguntinha: O que Diógenes tinha a ver com Aristóteles, Sócrates e Platão? Nada.
Diógenes não obedecia leis e nem puxava o saco dos homens ricos do seu tempo, nem a filosofia, que imortalizou Aristóteles, Sócrates e Platão e seus pares romanos, lhe interessava. Tanto que não deixou nada escrito, que nem Sócrates. Sócrates também não era bolinho não. Era., digamos, um Diógenes mais ilustrado e mestre de Platão, que foi mestre de Aristóteles.
Uma vez, diz a lenda, Diógenes num linguajar nada rebuscado teria mandado Alexandre se catar, sair da sua frente.
Sócrates era seguido por todos os jovens atenienses, era ídolo, mesmo.
Se Diógenes e Sócrates vivessem no Brasil de hoje, o Brasil teria, quem sabe, um destino melhor. Um porém: Sócrates correria o risco de ser condenado pelo STF por causa das suas ideias.
Diógenes morreu com 89 anos de idade e Sócrates com 70 e poucos.
Em homenagem a Diógenes eu compus o poeminha que segue:
A terra de Homero
E da Mitologia
Dos deuses do Olimpo
E da Democracia
Plantou em Diógenes
A flor da Anarquia
Diógenes era um doido
Diplomado em Poesia
Com sua lanterna acesa
Em pleno dia
Procurou mas não achou
No poder cidadania
Outras coisas ele achou
Mas não o que queria:
Um Ser que fosse honesto
A verdade sem fantasia
e um santo que falasse
Do valor da valentia
Valente é todo Ser
Que vive de teimosia
Que detesta injustiça
E a lei da "Mais Valia"
E não vou falar mais disso
Adeus, até outro dia!
BRINCANDO COM A HISTÓRIA (44)
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