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sexta-feira, 17 de junho de 2011

MARCO BENETON, MARCO MENDES E MACONHA

Gosto de falas, de diálogos, de entendimentos.
Isso é necessário, não é?
A gente erra aqui, a gente acerta acolá.
A gente sugere uma coisa aqui, a gente sugere uma coisa acolá; enquanto isso a roda, roda.
Tai: ontem, sob o título “sigilo federal”, eu comentei:
“O puxa e repuxa de um lado e outro continua intenso na esfera federal.
A presidente Dilma agora é a favor do sigilo eterno de documentos oficiais, especialmente aqueles referentes ao período da ditadura militar no Brasil, iniciado nos anos de 1960.
O ex-presidente Lula agora é contra a manutenção desse sigilo.
Pode?
Antes, era a favor.
Mas que diachos há nesses documentos que não possamos saber, hein?
Numa boa?
Vejo a liberação desses documentos para consulta do público como a necessidade que os familiares dos presos, torturados e mortos têm de identificar seus entes queridos tombados nos campos ou trucidados na escuridão das masmorras”.
Agora, agorinha, leio no portal Uol:
"Em direitos humanos, nenhum caso pode ser ultrassecreto", diz Dilma sobre documentos.
Bonito, não é?
Viver e participar da vida que nos rodeia é necessário.
Viva o Brasil!

EDITORA HORIZONTE
Amanhã, às 4h30, se você ligar o rádio no AM 740 Trianon, ou pela Internet, ouvirá O BRASIL TÁ NA MODA comigo proseando com o advogado-escritor sorocabano Marco A. H. Beneton, que está lançando o livro de contos a ver com a cidade de São Paulo: A Misteriosa Pureza dos Tolos, Histórias Entre Ruas e Padarias, pela Editora Horizonte.
Tomara que goste.

MARCO MENDES
O paraibano cheio de ondas Marco Mendes se apresenta domingo no lugar bom da peste Lua Nova, ali no Bixiga de Adoniran, que ele, Adoniram, ficava fulo quando eu, pra provocar, dizia que era Bexiga ou Bela Vista o bairro de que tanto ele gostava. Eu vou, e você? Valendo um porre!

RECADO
A Representação São Paulo do Ministério da Cultura se reunirá com representantes da Comissão Paulista de Pontos de Cultura na próxima segunda 20, para definir a metodologia e plano de trabalho da ação colaborativa de prestação de contas dos pontos conveniados com o Ministério, nos editais 1, 2 e 3.

FHC
O tal ficou anos na Presidência sem falar de discriminalização nunca. Saiu e provocou: é importante discrimilizar a maconha. Então, tá! E aí vem o Tribunal e concorda com passeata, com base no ir e vir garantidos pela Constituição. Ok. Eu cá comigo e meus botões, pensamos: então, tá! Que tal discriminalizar também o pó e cositas más? Essa guerra tá perdida, seu FHC. Na página do Uol foi postada agora, agorinha mesmo, uma notícia cujo título é: "FHC Elogia Dilma e Critica Lula: `Ele deve ter algum problema psicológico`". Ele, no caso, é Lula. Pessoalmente, sabe o que acho? Que fê-agá-cê tá é doidão. Tá faltando bandeira pro PSDB, né não?

quinta-feira, 16 de junho de 2011

CARLOS BRICKMANN E O JORNALISMO RESPONSÁVEL

Carlos Brickmann é um dos mais respeitados jornalistas brasileiros, com bunker fundado em parceria com Marli Gonçalves no já distante ano de 1988. Está instalado aqui na capital paulista e pode ser identificado facilmente como Brickmann & Associados Comunicação, também chamado de B&A (www.brickmann.com.br). Esse Brickmann,meus amigos, é pau pra toda obra. O seu estilo é único. Ele é mestre da escrita rápida, clara, enxuta, em cujo bojo carrega a tinta e as cores da acidez do bom humor e do jornalismo sério e capacitado. Como profissional da empresa que dirige, que chamo de bunker, ele gerencia com responsabilidade e galhardia crises em áreas diversas, como as movediças política e economia.
Duvida?
Não duvide, consulte-o.
Carlos Brickmann, que foi editor do extinto jornal Folha da Tarde, dos Frias; diretor de jornalismo da Rede Bandeirantes, repórter especial, editor de Economia e de Internacional da Folha de S.Paulo, dos bons e velhos tempos. Foi também secretário de redação e editor da extinta revista semanal Visão e bam-bam-bam do Jornal da Tarde. Hoje escreve textos para o newsletter Observatório da Imprensa, também publicados em vários jornais, entre os quais Correio Popular, O Dia, Diário do Grande ABC, Folha de Pernambuco e Gazeta de Ribeirão.
O cabra é dos bons, é de raça, é do Brasil!
E ele, não sei em quais horas, ainda escreve livros como A Vida é um Palanque, os Segredos da Comunicação Política, de 1994; e 1º Guia Básico do Candidato, de 1998.
Carlos Brickmann é o meu convidado especial hoje no programa O BRASISL TÁ NA MODA, no ar a partir das 14h30, pela rádio Trianon AM 740.
Não seja bobo, não perca o nosso papo.

SIGILO FEDERAL
O puxa e repuxa de um lado e outro continua intenso na esfera federal.
A presidente Dilma agora é a favor do sigilo eterno de documentos oficiais, especialmente aqueles referentes ao período da ditadura militar no Brasil, iniciado nos anos de 1960.
O ex-presidente Lula agora é contra a manutenção desse sigilo.
Pode?
Antes, era a favor.
Mas que diachos há nesses documentos que não possamos saber, hein?
Numa boa?
Vejo a liberação desses documentos para consulta do público como a necessidade que os familiares dos presos, torturados e mortos têm de identificar seus entes queridos tombados nos campos ou trucidados na escuridãoa das masmorras.

GIGOLÔS DA CULTURA NACIONAL

O secretário Andrea Matarazzo, da Cultura, compareceu, como previsto, à Assembléia Legislativa para falar de temas ligados a sua pasta. Lembrou que o governo do Estado tem planos de interiorização da cultura, com investimentos na produção e capacitação de agentes, por região. Em seguida, reconheceu o óbvio: que a cultura permite uma grande transformação social “a custo baixíssimo”. E surpreendeu quando chamou os captores de recursos para o Proac, via ICMS, de gigolôs.Ele disse isso por entender que há muitos “intermediários voltados ao mercado" com o fito único de atender "a demandas e interesses de empresas patrocinadoras”; e que muitas vezes esses intermediários não têm compromisso ou relação alguma com a produção cultural do País. A verba destinada ao Proac para incentivo indireto a projetos culturais, advinda do ICMS via captores, lembrou, "é da ordem de R$ 80 milhões/ano"; e para incentivo direto, através de editais, "de R$ 25 milhões". Agora, pergunto e sugiro: por que o secretário Matarazzo não eleva o valor da verba dos editais para incentivo direto à produção e divulgação da cultura e não cria algo como um fundo com gestão mista para uso do ICMS? Isso talvez possa impedir ou dificultar a farra dos bois, isto é: dos gigolôs da cultura nacional a que se referiu.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

FUBA DE TAPEROÁ E FERNANDO COELHO, DA BAHIA

Fuba de Taperoá, de nascimento Juberlino Martins Levino, é desses artistas que a gente costuma dizer que não deve nada ao destino, pois já nasceu com talento desmedido.
Desde quando se conhece por artista, e faz tempo, Fuba carrega no seu sobrenome de guerra o nome de paz da belíssima Paraíba, que é uma das 27 unidades federativas do Brasil e uma das nove nordestinas localizada a Leste da região, limitada pelo Rio Grande do Norte, ao norte, terra do estudioso da cultura popular Luís da Câmara Cascudo; o Oceano Atlântico a leste, Pernambuco, ao sul; e Ceará a oeste.
Pois bem, Fuba é um brasileiro de Taperoá, na Paraíba, também terra de Zito Borborema, Abdias e Vital Farias.
Taperoá, chamada de A Princesa do Cariri, tem clima semi-árido e está localizada na microrregião do Cariri Ocidental. Foi fundada no dia 6 de outubro de 1886 e ficou famosa por ser cenário do enredo d´O Auto da Compadecida, do escritor Ariano Suassuna, que também é taperoaense.
A Paraíba tem bandeira, brasão e um hino muito bonito, com letra do poeta Francisco Aurélio de Figueiredo e Melo e melodia do maestro Abdon Felinto Milanês.
Esse hino foi apresentado em público pela primeira vez no dia 30 de junho de 1905.

FESTIVAL DE CINEMA
Ocorreu ontem à noite, no Teatro São Joaquim, em Goiás, a abertura da 13ª edição do Festival Internacional e Vídeo Ambiental, que contou com a presença do governador Marcos Perillo e do cineasta Cacá Diegues. O teatro esteve lotado.

CULTURA POPULAR
Começa hoje no Teatro Dix-Huit Rosado, em Mossoró, o XI Seminário de Cultura Popular. A obra do rei do baião, Luiz Gonzaga, estará em discussão. Um dos palestrantes é o engenheiro e cordelista Kydelmir Dantas, que há anos conheci num desses seminários, no Rio Grande do Norte.

ANDREA MATARAZZO
O secretário Andrea Matarazzo estará logo mais às 15 horas participando de encontro com produtores culturais na Assembléia Legislativa de São Paulo. Alessandro Azevedo, do Raso da Catarina, está convocando interessados na discussão da cultura popular brasileira.

NA MOSCA!
Carlos Brickmann, um dos mais brilhantes jornalistas brasileiros, mais uma vez acertou na mosca ao escrever sobre o terrorista italiano Cesare Battisti. Leiam seu texto no Observatório da Imprensa.

DESMONTE CULTURAL
Do colega jornalista e poeta baiano Fernando Coelho, recebo este protesto:
“O desmonte da alma baiana vem de longe. O Pelourinho enterrado no desgosto. A ladeira, de moleques e povos, de escritores e pensadores, do mundo, prensada entre o descaso e a miséria. O espírito baiano não tem mais oxigênio. Na Bahia, os espíritos precisam de ar. São o som da inteligência invisível. Dos pretos enterrados há muito, com seus sonhos misturados ao óleo de baleia que unta os tijolos das igrejas, sobre o suor. Apenas. Nas pedras cabeça de negro, corrimão dos nossos pés nas ladeiras surradas do Pelô, sobram o cuspe velho dos áulicos novos. A Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos do Pelourinho, na Europa seria um tesouro. Para o baiano é um estorvo. Mas do que é feita a alma baiana desmontada? Mas do que é feito o espírito baiano, esmaecido com o mata-borrão da burocracia? De que barro é feito o brasileiro? Como é o retrato da autoridade baiana? Igual ao de Brasília? A morte da tradição baiana não tem velório. Não tem verba para velas. Não tem verba para as carpideiras. Alguém, como eu, já foi chorar na sacristia da Igreja do Rosário? Alguém, como eu, já ficou enterrado até o pescoço naquele silêncio de final de dia ali, no antigo cemitério de negros, pensando na dor e no sofrimento e ainda assim na vida e na vitória? É ali na Igreja do Rosário que está o umbigo de Salvador. É ali onde os chefes das salas oficiais querem que seja o calvário da preservação. O mórbido caixão do despreparo histórico, do reconhecimento da História, do respeito à fidalguia do nosso nascimento. Vamos salvar essa igreja, porque o futuro das autoridades perdidas entre papéis, votos e nada não tem salvação. A Bahia precisa se respeitar. O baiano precisa se respeitar. Lembrar-se mais da quarta-feira de cinzas do que do carnaval. Os cordeiros de Salvador, de mãos mais sangradas, com falta de comida em casa, com falta de dinheiro pro ônibus, são mais autoridade do que os que dominam os destinos de um povo que somente ouve e ouve. Mas não era assim. Cadê Gregório de Mattos, Cosme de Farias, Cuíca de Santo Amaro? Precisamos de Jorge Amado, Mestre Bimba e Pastinha, Calasans e Carlos Bastos. Precisamos de Mãe Senhora, de Mãe Menininha que nos abençoam de cima. Precisamos de Odé Kayodê, Mãe Stella de Oxóssi, que nos ouve e vê ali da rua Direta de São Gonçalo do Retiro. Ainda precisamos do dono da praça, que deu a praça para o povo: Castro Alves. Precisamos dos que se foram, porque os que ficaram estão mudos. Se não é possível salvar o Terreiro de Jesus e o Pelourinho, que mais pertence a Unesco do que ao Brasil, tentemos salvar a pequena igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Prestos do Pelourinho. É preciso ouvir mais Clarindo Silva, preto velho, homem sem temor, o último guerreiro que não deixa a cidadela do Pelô de vez ser invadida pela contra-mão da visão modernista e oportunista dos gabinetes. Ouvir Clarindo Silva é ouvir a voz dos becos e do povo excluído do Pelourinho. Salvemos essa igrejinha escondida no seu manto de azul que tanto ilumina o frontal da Baía de Todos os Santos lá de cima. Ela é um patrimônio nacional. Assim, já estaremos fazendo alguma coisa pelo nosso destino. Este relato que nos manda Patrícia Bernardes Sousa, é a prova cruel de nossa falta de civilidade e amor pelo que somos.

terça-feira, 14 de junho de 2011

PROGRAMA PÉ NO CHÃO E INTELIGÊNCIA NO AR

Ontem 13 foi o dia de Santo Antônio, o santo consultor casamenteiro desde muitos séculos.
Pra falar a respeito e também de outros assuntos incluindo política e literatura, esteve no programa O Brasil tá na Moda, que apresento todos os dias ao vivo a partir das 14h30 pela rádio Trianon AM 740, a colega jornalista Marli Gonçalves, que falou bonito, com graça e não só sobre o velho santo lisboeta, pois, pois.
Ela falou até de movimentos de pessoas adeptas da marijoana que invadiram a Paulista em passeata, há poucos dias, para pedir a discriminalização da bichinha, oxente!
Marli também falou dos seguidores da vadiagem, que o nosso Código Penal já nem liga muito.
E hoje sabe quem esteve no programa?
Sérgio Cursino e Marco Bin (foto).
Cursino é craque do jornalismo; e Bin, doutor em Ciências Sociais que está lançando o livro Histórias Invisíveis a quatro mãos com Mônica Rebecca, professora da área de Semiótica.
No livro se movimentam personagens da vida; mas, digamos, retransformados. Isto é: Histórias Invisíveis (Editora Horizonte) é um livro cujos personagens habitam o buraco do real com o irreal.
É uma ficção da realidade, se é que pode ser dito.
Foi um papo solto o papo com Cursino e Bin, entremeado com boa música e intervenções telefônicas do estudioso da cultura popular gaúcho Paixão Côrtes, do escritor de livros sobre música Ricardo Cravo Albin e dos artistas paulistas Renato Teixeira e Rolando Boldrin, postos pra serem ouvidos interpretando a toada-baião Mulher Rendeira do folclore nordestino, adaptado por Zé do Norte.
Rolou também uma entrevista, por telefone, com o engenheiro e cordelista nordestino Kydelmir Dantas, diretamente de Mossoró, RN, sobre a importância de Luiz Gonzaga no panorama cultural brasileiro.
Amanhã o meu convidado especial é o forrozeiro Fuba de Taperoá.
Taperoá é uma cidade da Paraíba.
E Fuba, compositor e percussionista d extraordinário talento, já se apresentou ao lado de grandes artistas brasileiros, incluindo Luiz Gonzaga, rei do baião; e Jackson do Pandeiro, rei do ritmo.
E desde já adianto: o meu próximo convidado, comigo quinta 16 é Carlos Brickmann, um jornalista de aguda sensibilidade e dono de um estilo ímpar.
Brickmann é bom que só!
Não deixem de ouvir o nosso papo, a partir das 14h30.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

SIMPLICIDADE RADICAL, 2

Uma estrela se desgarrou das outras e caiu no céu, da boca.
..............................
Era noite e a lua, cheia. E chovia muito, torrencialmente. Relâmpagos, raios e trovões provocavam gritos e arrepios. A lua, alumiando o aguaçal, acabou engolida por uma boca de lobo. E tudo virou breu.
......................
Um vendaval de meteoros e cometas desabou do nada sobre a lua, pegando São Jorge de surpresa. O dragão o salvou, engolindo-o; e o vendaval parou deixando o solo lunar todo craterado, tal qual tábua de pirulitos.
...................................
E o sol caiu, queimando o nada.
.............................
Ele nunca entendeu que a vida é tudo. Até que um dia acordou com dor de dente.
..................
Marx brincava dizendo que Deus nunca existiu. E Marx morreu.

domingo, 12 de junho de 2011

XANGAI SOZINHO AO VIOLÃO; ENCONTRO RARO

Encontro raríssimo, que, quem sabe, poderá se repetir Brasil afora: Xangai sozinho ao violão, diante de uma platéia respeitosa e em plena sintonia.
Esse encontro – mágico, por que não dizer? – ocorreu ontem à noite, na unidade Sesc Ipiranga, cá na capital paulista.
Quem não foi, perdeu.
E perdeu porque certamente atrasou de reservar ingresso.
O espetáculo terminou com todos batendo palmas e pedindo bis.
E ele acabara de chegar de outro encontro, dessa vez na parte velha de Recife, junto com os malungos Geraldinho Azevedo e Maciel Melo, também de grande qualidade artística.
Não parecia cansado, parecia feliz.
Não assisti o encontro em Recife, mas as informações dão conta de que foi fantástico.
Lembrando: Xangai entrou na cena musical brasileira nos princípios dos anos de 1980, na Bahia e em São Paulo.
Marcantes desde então têm sido suas apresentações, primeiro ao lado do sempre incrível Elomar, o das Quadradas do velho Gavião; Vital Farias e o já citado Geraldinho.
Pena os meios de comunicação eletrônicos e impressos do País não abram espaço para Xangai, cujo talento é difícil de medir.
Mas ele não dobra a língua cantando na expressão do Tio Sam, não é?
Xangai é um artista plenamente consciente da riqueza musical do Brasil e da sua voz.
Como poucos, ele consegue cada vez mais melhorar o que interpreta como o fez ontem com o hit do caldeirão brega Eu Não Sou Cachorro Não, de Waldick Soriano.
Da obra de Elomar, então, ele é o fiel da balança.
Impossível alguém cantar melhor Elomar do que Xangai (na foto, de Veronica Manevy).
Viva Xangai!

sexta-feira, 10 de junho de 2011

ZÉ LUIZ PARTIU. SERGIO SALVADORI, TAMBÉM

Ontem, através do amigo e colega jornalista Marco Zanfra, noticiei, com enorme pesar, a partida para a Eternidade do também colega e amigo José Luiz Lima.
Partiu-me o coração a notícia.
Hoje, através do amigo e engenheiro Nestor Tupinambá, noticio também a partida para o Desconhecido, e igualmente com muito pesar, do amigo e também engenheiro, Sergio Salvadori, ao lado de quem trabalhei durante anos na Companhia do Metropolitano de São Paulo –Metrô.
Zé era um amigo e tanto!
Ele não bebia e não fumava; andava na linha, como se diz, e acolhia todo mundo sempre com um sorriso largo por traz de uma densa barba.
Trabalhamos juntos na Folha, por muitos anos.
Já Salvadori, sempre bonachão e afável, pode-se dizer que era diferente no comportamento com relação a Zé.
Ele adorava uma cerveja, ao lado dos amigos e companheiros de trabalho.
Que Deus os acolha bem, como eles nos acolheram.
Sim, estou triste.
E a Lua é Cheia.

SIMPLICIDADE RADICAL

Ele era tão radicalmente simples, que um dia subiu num tamborete e, ai! Mordeu a própria testa.
~~~~~~
Pois é. E um dia disse que estava cansado. Os amigos se preocuparam, pensando que ele ia se matar. Mas, não. Ele sentou-se num meio-fio e descansou.
~~~~~~~
Desempregado, sem grana, desceu a Consolação e bateu à porta de um empresário de artistas, dizendo que era mágico e sabia voar. O empresário o olhou com desdém e o enxotou do escritório; mas vendo a janela aberta, o artista jogou-se ao espaço e saiu voando.
~~~~~~~~
Se der, deu. Se não, chau dé!
João era o nome dele.
Débora, o dela.
João era sonhador e queria mudar o mundo.
Débora, na dela.
Um dia, ele disse que ia cair na guerrilha. Iria para o tudo ou nada.
Ela, na dela.
E ele partiu.
Dias depois, Débora abriu o jornal e leu uma notícia em letra miúda: “O guerrilheiro João tombou ontem com uma metralhadora na mão”.
Isto é: não deu.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

ESTRANHA ENTREVISTA COM JORGE AMADO

Tudo começou com a informação que o cantor e compositor cearense Belchior, até hoje em lugar incerto e não sabido após entrevista à Globo, no Fantástico, estaria hospedado na mansão de Carlos di Gênio, que não faço a menor idéia de onde seja ou se existe, embora a informação indicasse uma saída ou entrada pela Avenida Paulista.
Pois bem, um amigo seguiu comigo até a tal mansão.
Ao chegarmos encontro de pé à entrada, em dúvida, sem saber se entra, o escritor baiano Jorge Amado.
Ele estava só.
Quando me vê, pergunta se é ali mesmo que Belchior está.
Convido-o a entrar.
O meu amigo segue na frente.
Num instante, o escritor para e afirma:
- Não, não vou mais ficar aqui.
Ao virar as costas, me convida a acompanhá-lo.
Aceito.
Começo então a lhe dirigir uma série de perguntas, que responde sem titubear.
Diz, por exemplo, que não publica livro novo há quatro anos, e que esse tempo é muito para o leitor esperar.
De repente, num descampado, ele começa a correr em zig-zag.
Pede que o acompanhe.
E lá vou também, feito um besta.
Do nada, vão surgindo árvores à esquerda e a nossa frente.
À direita, um precipício.
É quando recomendo atenção e cuidado.
Ele olha pra mim, rir, vira as costas e some.
Eu fico sozinho, observando a sua figura desaparecer devagar, envolta num nevoeiro.
E pronto!
Acordei.

ZÉ LUIZ
Há minutos, abri minha caixa de mensagens e li uma que desde já lamento profundamente: “Não sei se vocês já sabem, mas faleceu nosso amigo José Luiz Lima, meu grande companheiro durante 37 anos - desde a Cásper Líbero - e meu afilhado de casamento. Ele teve um infarto fulminante na AL. Tinha acabado de completar 60 anos. Acho que não vou conseguir dormir até embarcar no vôo que vai me deixar em Congonhas, às 7h15. A família informou que o enterro será às 14 horas, no Cemitério da Paz (Morumbi)”. Quem assina esta trágica notícia é Marco Zanfra, com quem trabalhei na Folha, ao lado do Zé. Ultimamente Zé prestava serviços na Assembléia Legislativa de São Paulo. Na noite de 31 de março nos encontramos pela últma vez, no coquetel de lançamento do livro As Covas Gêmeas, de Zanfra.

terça-feira, 7 de junho de 2011

SÃO PAULO DE CONTRASTES, VIDA E CORES

O dia em São Paulo hoje não foi diferente dos dias anteriores, dos meses, dos anos.
A instabilidade climática da cidade é incrível!
A madrugada nos embalou num frio danado, mas já nas primeiras horas do dia o sol despontava desafiante com força e calor, nos fazendo tirar o casaco e não pensar em guarda-chuvas.
Ao beirar da tarde, ventos fortíssimos formaram redemoinhos derrubando árvores, e assustando.
A barra do horizonte de manhã e à tarde ficou amarelada, pintada de sujeiras.
Mais ao final do dia e ao desabrochar da noite, chuvas torrenciais despencaram do céu e nos pegaram desprevenidos.
E sem relâmpagos e trovões, fato que por si só já é bastante curioso, não?
A iluminação de muitas ruas sumiu num piscar d´olhos, nos trazendo o breu.
Ê, São Paulo sem garoa!
Pois é, esta cidade é assim: a gente sabe que o dia trará zebra, mas a gente ainda aposta no contrário.
E o trânsito?
Colapso total.
Em muitas ruas, carros parados de um lado e outro testavam a paciência de quem dirige.
E só de táxis são 33.607, com a Prefeitura anunciando mais 1.200 nos próximos dias.
O motorista que me levou à rádio, diz:
- Antes, eu fazia umas 20 corridas por dia e me dava bem. Hoje quando faço cinco, faço muito.
Pois é, e com essa instabilidade toda a Rede Bandeirantes de rádio e TV inaugura a uma torre de 212 metros (foto), que pode ser vista praticamente de qualquer canto da cidade.
Uma abeleza!
Uma obra de arte, com variação de cerca de 6.000 cores.
E ver o maestro João Carlos Martins regendo na inauguração, é uma beleza sem par.
Viva São Paulo!

PALOCCI
Demorou. Crédito à Dilma, que acertou ao demiti-lo e errou ao convocá-lo para integrar seu governo na qualidade de ministro-chefe da Casa Civil. Ingenuidade, talvez. O cargo será agora ocupado pela senadora Gleisi Hoffmann, do Paraná.

VIVA DOLORES DURAN!

Há exatos 81 anos, nascia numa rua de vila no centro da cidade do Rio de Janeiro uma menina que receberia na pia batismal o nome de Adiléia Silva da Rocha, que desde cedo tomou gosto pela música brasileira e cantava onde quer que se encontrasse, tanto que não demorou a virar cantora profissional, com o pseudônimo de Dolores Duran.
Era muito pobre e sequer chegou a conhecer o pai.
Tinha 12 anos de idade quando se inscreveu, com a permissão da mãe, no programa de calouro do mineiro Ary Barroso. Fácil, fácil, ela classificada.
Não demora, conhece um casal de posses financeiras privilegiadas, Lauro e Heloisa Paes de Andrade.
Lauro, notando tristeza profunda nos seus olhos, a chama de Dolores, que em espanhol significa dor, dores no plural. O sobrenome artístico Duran foi escolhido por uma razão: em português, Duran significa durante, sempre, insistente etc.
E ficou Dolores Duran, para o mundo artístico e fãs, que se multiplicam até hoje, embora tenha desaparecido em outubro de 1959.
Viva Dolores Duran!

NARA LEÃO
Hoje é uma data especial para quem gosta de bossa nova: no dia 7 de junho de 1989, morria no rio de Janeiro Nara Leão, que começou a carreira tomando aulas de violão do grande cantor Patrício Teixeira. Só depois, muito depois disso, é que virou musa da bossa nova. Eu a conheci pouco antes de sua morte, no hotel Eldorado, no bairro de Higienópolis, num dia que fui entrevistar o gaúcho Teixeirinha, para o extinto semanário Pasquim. Fica o registro.

CARLOS PRESTES
Outro registro: no dia 7 de junho de 1966, ano do empate das canções Banda e Disparada, de Chico Buarque e Geraldo Vandré, respectivamente, o líder comunista Luís Carlos Prestes foi levado a júri e condenado a 14 anos. À época, ele era o secretário geral do PCB.

BUROCRACIA
Logo mais às 19 horas, será lançado na Livraria Cultura, em Brasília, o livro Burocracia e Participação (A Gestão no Orçamento de Porto Alegre), de Marianne Nessuno. A edição tem a marca da Editora Horizonte e o prefácio, de Luiz Carlos Bresser Pereira. Informações pelos telefones 61.2109.2700 e 19.3876.5162.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

CANTORA JORDANA HOJE, N´O BRASIL TÁ NA MODA

A mineira de Ubá Jordana chega à praça com um CD e um DVD gravados ao vivo, nos quais interpreta obras de compositores calejados, como Edvaldo Santana e Fernando Teles, Alzira Espíndola e Arruda, João Ricardo, Geraldo Vandré; Ademir Assunção e Zeca Baleiro, Gonzaguinha; Paulo Cesar Pinheiro e Vicente Barreto e Alceu Valença, cuja Embolada do Tempo ela canta com o calor e a graça de quem normalmente vem do Nordeste.
Ao repertório do CD e do DVD, Jordana acrescentou uma composição de sua própria autoria: Labuta, que fala do dia-a-dia da gente comum neste mundinho besta de meu Deus do céu.
A letra de Labuta é uma letra poética e meio emblemática. Um trecho:

...Em qualquer canto voa a ave mãe coberta de véus
Enche os teus olhos, clama o teu temor, acolhe o teu amor
Trabalhador que une o teu suor mostre que é capaz
Viva o teu filho e o teu irmão que semeiam a paz...

Jordana é dona de uma voz forte, metálica, detalhe que deixa claro logo na primeira faixa (Cantora de Cabaré) do CD homônimo que ora nos brinda.
Ela é bonita e se movimenta no palco como se simplesmente passeasse diante de atenções já conhecidas, o que não é o caso. O seu desembaraço é suficiente para encantar friezas.
Sem dúvida, Jordana é uma cantora para ficarmos de olho, pois pode surpreender mais ainda.
Aguardemos o passar do tempo.

Jordana é a minha convidada hoje no programa O BRASIL TÁ NA MODA, daqui a pouco às 14h30, ao vivo, na rádio Trianon AM 740, e também online pela Interne. O programa será reprisado amanhã, às 4h30.

domingo, 5 de junho de 2011

XANGAI CANTA NO SESC IPIRANGA. VÁ!

Estão desmontando a televisão brasileira.
Agora foi a vez de a Gazeta demitir uma das mais belas e firmes vozes do jornalismo brasileiro:
Maria Lydia, que há duas décadas andou dando categoria ao noticiário.
E com opinião.
Um nome-exemplo e tanto, sem dúvida, essa Maria.
Lamentável a decisão da Gazeta.
Há mês e pouco, a Fundação Padre Anchieta, representada não sei por quem do Olimpo sujo político, mandou à rua um dos maiores maestros do País: Júlio Medaglia.
E ninguém falou nada.
E ninguém fala nada.
E por ninguém nada falar, a gente vai se acomodando.
O futuro dirá o quanto estamos perdendo com esse mutismo conveniente.
Vou dizer mais nada não, para não me irritar mais do que já estou.
Mas o que dizer de um jornal que troca a sua capa principal, a primeira, e num domingo, por anúncio?
Isso fez hoje o Folha de S.Paulo.
Ingenuidade minha?
Mas é duro constatar: notícia é tapa-buraco, apenas um detalhe que entra nas folhas quando não há mais espaço para publicidade.
Putz!
E ninguém diz nada; e tudo em nome da pluralidade de expressão, da democracia etc.
Palmas.
Palmas?
Vou dormir.

XANGAI EM SÃO PAULO
O grande cantador baiano Xangai (foto) é a presença que faltava na unidade Sesc Ipiranga, no próximo dia 11. Ele acompanha-se-á ao violão, num espetáculo desde sempre primoroso e histórico que define como Brasilerança.
Eu vou, você vai? Se você não for é porque é bobo. Corra, pois, os ingressos estão no fim.

PALOCCI
Cai quando?

sexta-feira, 3 de junho de 2011

PALOCCI CONTINUA DEVENDO EXPLICAÇÕES

Não gostei; a mim não me convenceram as explicações do ministro-chefe da Casa Civil do Governo Dilma, Antonio Palocci, minutos atrás no Jornal Nacional.
Ele foi vago, vazio, não disse nada com coisa nenhuma a respeito do faturamento que obteve como consultor de empresas da iniciativa privada em tão pouco tempo num ano, talvez menos.
Vinte milhões de reais não é coisa pouca.
E transparência de ser respeitada, em todos os tempos e em qualquer lugar.
A presidente Dilma, coitada, deve estar sofrendo demais.
E o Lula, também.
O Palocci foi uma carta que escapou do colete.
Antes de falar uma fala amena com o repórter escalado pela Globo, Palocci deveria ter se mostrado espontâneo com a reportagem da Folha de S.Paulo, explicando imediatamente o que tem de explicar.
Pois, enfim, foi a Folha que revelou à Nação o milagre de tanto dinheiro no bolso dele, como consultor.
Os nomes das empresas, para as quais ele fez consultoria, têm de ser apresentadas, publicamente.
E imediatamente.
Há algo a esconder?
Tomara que não.
Se há, é porque esse “algo” não deve ser revelado.
Poxa vida, e há tanta gente apostando em Dilma.

LANDELL
Foi uma fala bonita a fala de hoje com o colega jornalista Hamilton Almeida, em torno do padre Landell de Moura no programa O BRASIL TÁ NA MODA, que apresento de segunda a sexta-feira na rádio Trianon AM 740, ao vivo. A fala foi enriquecida em idéias com a presença do vereador Eliseu Gabriel, que propôs, e aprovou na casa que representa, a Câmara, a proposta de cessão de título de cidadão paulistano (in memoriam) ao padre, inventor do rádio.
Aviso aos notívagos: manhã às 4h30, o programa será reprisado.

CHORINHO
E foi bonita demais a apresentação, naturalmente ao vivo, de Adnré Parise e do Conjunto Língua Brasileira.
Hamilton e o vereador Eliseu eram emoção pura, na apresentação do grupo musical de André.
Viva o Brasil!
O Brasil tem jeito.
Na foto do produtor Darlan Ferreira, um momento do programa.

FORTUNA
Fala bonita foi também a fala que tive ontem com o diplomata carioca Felipe Fortuna, filho do grande cartunista Fortuna, criador do Pasquim e Folhetim, junto com Tarso de Castro, no céu hoje. Felipe é um poeta de grande talento, que o Brasil certamente tomará gosto por conhecê-lo. Tem vários livros publicados. Falarei um pouco mais a respeito, em breve.

O BRASIL TÁ NA MODA COM LANDELL E CHORORINHO

Num dia como o de hoje, 3 de julho, há 111 anos, o padre gaúcho Roberto de Moura Landell realizava em São Paulo experiência definitiva consolidando uma de suas invenções, a do rádio. Porém – e há sempre um porém –, pessoas que tinham condições de tornar essa invenção conhecida do Brasil e do mundo todo, como o governador de São Paulo e deputados estaduais, não deram bola, não ligaram a mínima, apagaram as luzes, fecharam os olhos e sumiram. E assim, infelizmente, a glória da invenção do rádio ficou para o italiano Marconi.
Mas há alguns anos brasileiros abnegados consideraram isso um absurdo e arregaçaram as mangas e partiram para o campo de batalhas, em nome da justiça.
Resultado, vitória: mesmo tardiamente, o padre Landell tem agora o seu lugar devidamente garantido na história das invenções.
Não custa revelar: entre os abnegados do movimento pró Landell se acham os jornalistas Hamilton Almeida, Audálio Dantas e Eduardo Ribeiro, criador do prestigioso semanal newsletter Jornalistas & Cia.
O movimento cresceu tanto que até um selo e o título de cidadão paulistano, in memoriam, foram dados ao padre. O título foi proposto pelo vereador Eliseu Gabriel.
Vitória e tanto!

O BRASIL TÁ NA MODA
Daqui a pouco, às 14h30, abrirei o programa O Brasil tá na Moda com Hamilton Almeida, jornalista e biógrafo do padre gaúcho Landell de Moura. Junto conosco etará também o vereador Eliseu Gabriel. Ainda no programa a criadora do Espaço Pra Ler do Parque da Água Branca, Tatiana Fraga, e, como toda sexta-feira, um grupo de chorões tocando chorinhos e alegrando a nossa vida; tudo ao vivo, pela rádio Trianon AM 740 e também pela Internet, com repetição amanhã às 4h30.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

FELIPE FORTUNA E A FORTUNA CRÍTICA POÉTICA

Uma vez Tom Zé me contou como fez a canção São-Paulo, Meu Amor que ele mesmo defendeu no IV Festival de Música Popular Brasileira, promovido pela TV Record, e depois gravou em disco como vários outros intérpretes, como Joel de Almeida o fez em 1969.
Foi assim:
Ele acabara de trocar sua cidade Irará, na Bahia, pela megalópole São Paulo de oito milhões de habitantes à época, 1968.
Passando pela região central da cidade, ele se deparou com uma notícia de primeira página do extinto jornal Notícias Populares, dando conta de que as prostitutas estavam em passeata e greve. Espantado, mas bem humorado, ele cantou:

... Salvai-nos por caridade
Pecadoras invadiram
Todo centro da cidade
Armadas de ruge e batom
Dando vivas ao bom humor
Num atentado contra o pudor
A família protegida
Um palavrão reprimido
Um pregador que condena
Uma bomba por quinzena
Porém com todo defeito
Te carrego no meu peito...

Lembro isso por causa do dia de hoje, 2 de junho, que boa parte do mundo conhece como dia de protesto das prostitutas.
Meus respeitos.
E com meus botões comento o quanto de gente há ainda nestes tempos que simplesmente agridem as moçoilas que fazem do corpo a porta de entrada para prazer e meio de vida.
E daí?
Tom voltou ao tema pouco depois.
Lembro que assisti uma apresentação dele no teatro Caetano de Campos nos fins dos anos de 1970, ali na Praça da República, cá em Sampa.
O tema tinha como personagem central uma certa Maria Bago Mole, que já nascera vocacionada pra coisa, isto é: pra fazer bem à molecada de Irará. A letra:

Guilherme se requebra
Rufino bota pó
Euclides Morde o braço
Das Dores fala só
João Régis diz que é vi, é don e é ado
Germino curado por Dalva foi surrado
Lucinda sobe e desce
Tiririca bole-bole
Mas todos passam bem com Maria Bago Mole...

Os nomes citados - esclarecia Tom Zé durante o show - eram de doidos populares da sua cidade, como Guilherme, Rufino etc.
Fica o registro.
Detalhe: Tom jamais recebeu o prêmio em dinheiro prometido no regulamento do festival.

DIPLOMATA FORTUNA
Agora vou seguir até a Avenida Paulista, precisamente à Casa das Rosas, para um reencontro com o querido amigo diplomata Felipe Fortuna, filho do grande e inesquecível cartunista Fortuna, outro amigo impossível de esquecer e com quem tive o orgulho de trabalhar nos primórdios do extinto Folhetim, suplemento dominical do jornal Folha de S.Paulo; e de quem tive o privilégio de merecer uma capa de livro (O Coronel e a Borboleta e Outras Histórias Nordestinas) e ilustrações diversas. Felipe veio de Brasília, onde mora, para fazer uma palestra sob o título "Poesia Brasileira e Crítica Poética, Hoje", Felipe é autor dos livros A Escola da Sedução (1991), A Próxima Leitura (2002) e Em Seu Lugar (2005). A sua nova obra é Esta Poesia e Mais Outra, de crítica literária, elaborada a partir de textos extraídos da coluna semanal que mantinha no Jornal do Brasil até 2009. Esse livro aborda temas como “identificação de um sistema endogâmico na produção e divulgação da poesia” e a “reflexão sobre a resenha – essa forma de crítica sujeita a muitos ataques e quase sempre avaliada como superficial”. Como diplomata, Felipe Fortuna já representou o Brasil em Londres, Caracas e Moscou.

RAPAZIADA DO BRÁS
O amigo Alberto Marino Jr., autor da belíssima letra da valsa Rapaziada do Brás, do começo dos anos de 1920, andou um pouco adoentado mas desde hoje se acha de volta ao aconchego do seu lar, junto com seus entes mais queridos. O nosso desejo é que se recupere totalmente o mais rápido possível para um brinde de bom vinho. Viva a vida. Tim, tim!

E ANTONIO PALOCCI, HEIN?

O ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, está mais enrolado do que rabo de porco.
Pois é, e está mais do que na hora de ele prestar esclarecimentos à presidente Dilma Rousseff, que anda triste e envergonhada (ler última edição da revista Carta Capital, nas bancas) e à Nação brasileira sobre os ganhos milionários que obteve como suposto consultor de empresas privadas no correr de ano passado.
Segundo denúncia veiculada em abril pelo jornal Folha de S.Paulo, ele teve seus bens multiplicados pelo menos 20 vezes, isto é: teria faturado fácil, fácil cerca de R$ 20 milhões.
A denúncia é forte o suficiente para derrubar um poste.
Se ele ganhou tanto dinheiro em tão pouco tempo, sem receber herança ou ganhar em jogos de azar, por que depois das necessárias explicações não ensina aos mortais comuns como conseguir tal façanha?
Uma boa, não é?
Hoje a presidente Dilma lança o plano Brasil sem Miséria, que prometeu durante a campanha à Presidência.
Será que Palocci vai estar presente?
Eu duvi-dê-ó-dó!
Mas, enfim, há um ditado que diz: quem não deve, não teme.

O BRASIL TÁ NA MODA
Durante hora e meia, ontem, o público do programa que apresento de segunda a sexta na rádio Trianon foi brindado com música ao vivo interpretada pelo Regional Sarravulho, formado por Coca Pereira, Samuel Marques, Maik Moura, Emerson Bernardes e Rodrigo Carneiro. Também esteve no programa, cantando e tocando bonito, o bamba do samba paulista nota mil Oswaldinho da Cuíca (foto). E o gaúcho Joel Marques, além de Alessandro Azevedo, o criador do palhaço Charles.
Foi bonita a festa, pá!
E amanhã teremos mais, ao vivo, outra roda de choro.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

HOJE COMEÇA O MÊS DE SÃO JOÃO

Hoje é o 152º dia do ano, de acordo com o calendário gregoriano.
Faltam, portanto, 129 dias para 2011 terminar.
E daí?
E daí que hoje começa o mês de São João e de seus parceiros de hospedaria celestial: Antônio, o casamenteiro que nunca se casou; e Pedro, o dono da chave da porta do céu de que Zé Ramalho andou falando em versos de Dylan.
Hoje, quarta 1º de junho, também é o Dia da Imprensa, em homenagem ao alemão João Gutenberg, que no século 15 inventou a prensa móvel e possibilitou a impressão de livros e jornais como até então jamais havia sido feito.
E sejamos todos bem-vindos aos ares frios de junho, principalmente nesta parte de cá do Brasil.

INEZITA BARROSO
Quem não foi, perdeu.
Ontem à noite tivemos um bate-papo daqueles no Sesc Pinheiros, ao lado da rainha da moda, Inezita Barroso (foto acima; às direita, o violonista Joãozinho).
Tinha muita gente no ambiente, mas cabia mais.
Por isso acho que quem não foi, perdeu.

O BRASIL TÁ NA MODA
Daqui a pouco, às 14h30, entro nas ondas médias da Trianon 740 e fico falando de Brasil e brasileiros, música e arte popular, até às 16 horas. Comigo estarão Oswaldinho da Cuíca, com sua orquestra de caixa de fósforos; Papete, com a categoria que Deus lhe deu; Alessandro Azevedo, criador do palhaço Charles e do Espaço Raso da Catarina; o escritor Roniwalter Jatobá e seu filho Fernando, empresário internacional do campo do entretenimento musical, entre outras presenças bonitas e agradáveis.
Liguem o rádio ou acessem a Internet, que também transmitira online o programa O BRASIL TÁ NA MODA, que hoje completa dois meses no ar, sempre ao vivo e sempre retransmitido na manhã do dia seguinte.

domingo, 29 de maio de 2011

RACHEL SHEHERAZADE, SEJA BEM-VINDA

Soberana e burra, a mesmice paira na imprensa brasileira.
Essa mesmice chega a irritar, no rádio e na televisão.
E também nos impressos.
O que uma empresa jornalística dá, a outra parece que obrigatoriamente tem também de dar.
Quanta bobagem!
É só abrir os jornais e constatar, quase sempre, que a manchete de um jornal é igual a do outro.
Isso também parece válido para as revistas.
É como se houvesse acabado a reportagem.
Bons tempos os da revista Realidade e do Jornal da Tarde, e da Folha...
Há um engessamento geral, uma dormência lamentável e contagiante.
Raro o furo, hoje em dia.
É a tal globalização engolindo tudo e alienando a todos.
Pensando nisso, e lendo o suplemento TV do Estadão de hoje, vislumbrei necessidade óbvia na fala firme da conterrânea Rachel Sheherazade, que amanhã, às 19h30, estréia na bancada nacional do SBT, apresentando o SBT Brasil ao lado do veterano radialista Joseval Peixoto, há muito na Pan, rádio onde nos fins dos anos 80, depois de deixar a chefia de política do jornal O Estado de S.Paulo, cedi muitas horas do meu dia a dia fazendo pautas e dizendo coisas.
Rachel, um talento incrível que reveste a pessoa maravilhosa que é, chega a nossos lares com o propósito de ler notícias e opinar.
Pois é, falta hoje ao jornalista o desembaraço natural da opinião responsável.
Como ser formador de opinião, se não opinamos?
Esta uma questão levantada por Rachel.
Seja bem-vinda aos lares brasileiros carentes de boa informação e opinião, Rachel Sheherazade!

quinta-feira, 26 de maio de 2011

AMANHÃ TEM MAIS CHORINHO N´O BRASIL TÁ NA MODA

No começo era o som, eram os ruídos provocados por humanos ou pela natureza, como o vento, as stempestades etc.
Depois, isso foi mudando.
Criaram-se as notas musicais para identificar e desenvolver melodias e passamos a ter música instrumental, sem poesia ou letra.
As primeiras gravações musicais em quaisquer formatos foram instrumentais.
No Brasil, o registro pioneiro de música instrumental em disco, aliado à poesia ou letra, é o lundu ou lundum Isto é Bom, do baiano Xisto de Paula Bahia (1841-94), feito por outro baiano: Manuel Pedro dos Santos (1887-1944), chamado de "Bahiano", que foi o primeiro cantor profissional do País.
Essa gravação foi à praça pelo selo Zon-o-phone, em 1902.
A palavra (poesia ou letra) quase sempre enriquece a melodia, a música.
E surgiram grandes cantores, como Chico Alves, Sílvio Caldas, Orlando Silva, Nélson Gonçalves, de voz abaritonada, vozeirões como se diz.
E vozes menores, como as de Mário Reis e João Gilberto.
Não vejo a importância da palavra, da poesia etc., na canção para o intérprete.
Vejo para a estrutura musical em si, e a partir daí para os ouvintes.
Os festivais da canção foram marcantes no Brasil, mais do que em qualquer outro país.
Motivo: o Brasil vivia momentos nervosos, politicamente falando, nos anos 60, que foram os anos dos grandes festivais.
Naqueles tempos, a palavra contida nas canções foi de grande importância para muitos, por se transformar numa espécie de arma contra a ditadura.
Desses festivais se destacaram nomes importantíssimos para o enriquecimento do que se convencionou chamar de MPB, como Geraldo Vandré, Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, entre outros.
O uruguaio naturalizado brasileiro Taiguara foi um dos maiores intérpretes de canções daqueles festivais.
Mas a poesia, letra etc., na canção, na música brasileira, é, como se vê, muito anterior aos festivais dos anos de 1960.

RODA DE CHORO
Amanhã, sexta 27, teremos mais uma roda de choro no programa O BRASIL TÁ NA MODA, que apresento todos os dias na rádio Trianon AM 740, também online pela Internet, a partir das 14h30 e repetido no dia seguinte, às 4h30. Meus convidados são Felipe Soares, sanfona; Marcel Martins, cavaco; Ivan Banho, percussão; e Marquinho Mendonça, violão 7 cordas, que integram o grupo Felipe Soares e Conjunto e amanhã às 21 horas se apresentam no Teatro da Vila (Rua Jericó, 256, na Vila Madalena). Eles integram também o Movimento Sincopado, um coletivo de choro que reúne vários grupos e compositores que ocupam espaço no Parque da Água Branca, na região oeste da capital paulista.

PS - Na foto da roda de choro de sexta passada, aparecem: Marcel Martins, cavaco;
Allan Abbadia, trombone; Tiganá, percussão; e Samuel, 7 cordas.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

PAIXÃO CORTES E INEZITA BARROSO: CRAQUES

O cantor e compositor nordestino Nininho de Uauá (foto) e a jornalista gaúcha Ângela Maria Pereira estiveram esta semana no programa O Brasil tá na Moda, que apresento todos os dias na rádio Trianon AM 740, a partir das 14h30, ao vivo.
Ambos falaram de música, cultura popular e do 1º Encontro do Povo do Sul em Sampa, realizado, com sucesso, domingo 22 no bairro paulistano da Bela Vista.
Além de Nininho e Ângela, também participou do programa o folclorista e musicólogo Paixão Cortes, de batismo João Carlos D´Ávila Paixão Cortes), a quem dediquei toda a edição do programa de ontem, repetido hoje às 4h30.
Idealizador dos Centros de Tradição Gaúcha junto com Barbosa Lessa, Cortes, além de musicólogo e folclorista especializado na vida e arte do povo da sua terra, o Rio Grande do Sul, é agrônomo e jornalista.
Tem dezenas de livros publicados e músicas gravadas por cantores e cantoras, como Inezita Barroso.
Em 1956, Inezita lançou um disco de dez polegadas (oito faixas) só com músicas de Paixão e Lessa, intitulado Danças Gaúchas.
Saiu pela extinta Copacabana.
Hoje, uma raridade.
É natural de Santana do Livramento, nascido no dia 12 de julho 1927.
A obra de Paixão Cortes está para o Sul como a obra de Luís da Câmara Cascudo está para o Nordeste.

MÊS DE FLORES E LADAINHA
O mês de maio é flores e cantigas sacras. De Sebastião Marinho, presidente da União dos Cantadores, Repentistas e Apologistas do Nordeste, Ucran, recebo convite para participar no próximo sábado 28, às 20 horas, da queima de flores em fogueira na rua (Teixeira Leite, 263; fone 3208.0819), ali na Baixada do Glicério. Depois, tem cantoria com várias duplas de repentistas. Vamos todos lá?

INEZITA NO SESC PINHEIROS
Agendem-se: no próximo dia 31, estaremos eu e Inezita Barroso trocando falas no Sesc, unidade de Pinheiros, a partir das 19h30. O encontro é gratuito e tem como pretexto o livro A Menina Inezita Barroso, de minha autoria e que a Cortez Editora está lançando. Sem dúvida, vale a pena ouvir as histórias dessa menina.

CRÍTICA DE ARTE
O assessor de imprensa do Centro Cultura do BNB, Luciano Sá, recebo notícia de que a jornalista Ana Cecília Soares, do Caderno 3 do Diário do Nordeste, ministrará o curso Introdução à Crítica de Arte. O curso será ministrado entre os dias 7 e 10 próximos, das 14h30 às 17h30. Serão disponibilizadas 80 vagas. Ana é especialista em Teorias da Comunicação e Imagem, pela Universidade Federal do Ceará. Mais informações com o próprio Luciano, através dos telefones (85) 3464.3196 e 8736.9232 ou pela e-mail lucianoms@bnb.gov.br

A DAR COM PAU
No melhor sentido, claro. E a notícia: amanhã 26 a gráfica Sociedade Bíblica do Brasil, instalada em Baureri, cidade da região Grande São Paulo, registra a fantástica tiragem de 100 milhões de exemplares impressos da bíblia, o livro mnais lido do mundo. Detalhe: a cada três segundos, a gráfica imprime um exemplar. Se fossem enfileiradas uma página a outra, daria para dar voltas ou embrulhar o planeta Terra 113 vezes.

SOCORRO LIRA
A cantora, compositora e instrumentista paraibana Socorro Lira acaba de voltar de um giro pelo Velho Mundo. Foi se apresentar nas bandas de Espanha e Portugal. Está com disco novo. É a convidada de hoje do programa O BRASIL TÁ NA MODA, ao vivo pela Trianon AM 740, a partir das 14h30, que pode ser também acessado pela Internet, online. Será reprisado amanhã às 4h30, para atender os notívagos.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

CHORINHO AO VIVO HOJE, N´O BRASIL TÁ NA MODA

Em 1851, portanto há 160, anos nascia no município de Macaé, Rio de Janeiro, o compositor e instrumentista Viriato Figueira da Silva (ilustração acima), aluno e parceiro musical de Joaquim Antônio da Silva Callado Júnior, pioneiro do choro.
Viriato foi o primeiro solista de saxofone do País.
Ele compôs xotes, tangos, polcas e choros.
Choro ou chorinho é a denominação de um tipo de música surgido no Brasil no início da segunda metade do século 19, no Rio de Janeiro.
Desde os primórdios, o choro era desenvolvido basicamente por instrumentos de sopro e cordas, como flauta, cavaquinho e violões de seis e sete cordas.
Mas outros instrumentos podem ser incluídos, como a sanfona.
Nos anos da década de 20, Villa-Lobos compôs choros para orquestras e conjuntos de câmaras.
Luiz Gonzaga foi um dos primeiros artistas a incluir a sanfona no choro.
O pioneiro do gênero foi o carioca Joaquim Antônio da Silva Callado, seguido de Patápio Silva, que foi o primeiro flautista a gravar disco interpretando chorinho.
Pixinguinha deu forma definitiva a esse gênero.
Entre os anos de 16 e 17 do século passado, Pixinguinha compôs Carinhoso e Lamentos, avançadíssimos na estrutura para a época e hoje, clássicos.
O chorinho - resultado da mistura de ritmos do lundu, polca e xote, da música negra e européia - se acha hoje no repertório de aristas do mundo todo.
Há uma gravação de Tico-Tico no Fubá, de Zequinha de Abreu, feita pelo negro norte-americano Charlie Parker.
É excepcional. Você a conhece?
Caso não a conheça, ligue o rádio hoje na faixa AM 740 (Trianon), às 14h30, e ouça essa gravação, feita no dia 12 de março de 1951 - há 60 anos - em New York City, para o LP 10" Charlie Parker Plays South of the Border.
E ouça também, ao vivo, Marcel Martins (cavaco), Allan Abbadia (trombone), Tiganá (percussão), Samuel (7 cordas) e André Parisi (clarineta).

quinta-feira, 19 de maio de 2011

INEZITA, UMA GUERREIRA DE ESPADA NA MÃO

Outro dia a menina Inezita Barroso, personagem central do livro homônimo, de minha autoria, que acaba de ser lançado pela Cortez Editora, sentiu uma coisinha esquisita entre o peito e os pulmões.
Precavida, ela foi direto ao Sírio Libanês junto com o sobrinho Marcelo.
Conversa vai conversa vem com seu médico, a sugestão salutar: ficar de repouso por uns dias, que tal?
E assim foi.
Hoje, com saudade de remedinho sem gelo e água de coco, fui vê-la para um dedo de prosa.
E ô prosa boa!
A menina é boa de briga sô, sabiam!
Não esmorece nunca nos papos de amigo.
Ela é uma revolucionária incrível, no modo de ver e viver a vida.
E disse, com aquele sorrisão bonito entremeado de gargalhada estampado no rosto que Deus lhe deu e que todos nós conhecemos e gostamos sempre:
- Já nasci assim, com uma espada na mão.
Através dela, fiquei sabendo que a Dilma - sim, ela mesma! - também ficou no Sírio por um tempinho rápido, horas talvez; umas 48, e saiu porque o quarto que queria, o do Zé Alencar, ex-vice do ex-Lula, estava ocupado.
“Fofoca de enfermaria” justificou a menina, com aquele sorrisão maroto da menina Zitinha, barulhenta no pensar e no agir.
E conversa vai conversa vem, revelou:
- A próxima gravação do (programa) Viola será sobre São João. Vou convidar o Valdeck com seus mamulengos e a Anastácia, o que você acha?
Achei ótimo.
Valdeck é o de Garanhuns, e Anastácia é a Rainha do Forró que teve um de seus LPs produzidos nada mais nada menos pelo rei do baião, Luiz Gonzaga.
Foi o único disco, aliás, que o Rei produziu em toda a vida.
Nos fins dos anos de 1970, Inezita fez uma curta temporada no Teatro João Caetano, do Rio, com Gonzaga.
Tenho procurado o teipe dessa temporada feito um louco, em vão.
Mas Inezita está feliz, e isso é o que importa.
Ela e o seu público adoraram o último Viola, de domingo passado, especial com Chitãozinho & Xororó.
Os dois irmãos, que começaram a carreira ligados nas modas de viola, foram ao programa à paisana, isto é: sem a parafernália eletrônica que habitualmente os acompanha.
E foi bonito, sim.
O programa será reprisado no próximo sábado, ali pelas 20 horas.

PS - a foto que ilustra este texto foi feita hoje no final da tarde, por Darlan Ferreira. As flores que levei para a Rainda da Moda foram cultivadas em Itapeva, SP, e têm o nome de campânula e origem da Europa e Sibéria. São lindas e cheirosas. Aguando-as bem, duram muito.

O BRASIL TÁ NA MODA
- Amanhã no programa que apresento todos os dias na rádio Trianon AM 740, que pode ser acessado também pela Internet, entre 14h30 e 15 horas, inaugurarei atração especial: uma roda de choro, ao vivo, com Marcel Martins (cavaco), Allan Abbadia (trombone), Tiganá (percussão) e Samuel (violão 7 cordas), além do clarinetista André Parise, que está lançando o CD Língua BRasileira. O programa é reprisado diariamente às 4h30 do dia seguinte. Só não o ouvirá quem for besta ou surdo.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

QUEM PODE, PODE. E AGORA, MAESTRO?

Hoje volto a falar no programa O BRASIL TÁ NA MODA, que apresento todos os dias na rádio Trianon AM 740, entre às 14h30 e 15 horas, sobre o padre-inventor gaúcho nascido na capital do Estado, Roberto Landell de Moura, homenageado in memoriam ontem à noite na Câmara Municipal de São Paulo, onde cerca de meia centena de pessoas esteve aplaudindo a iniciativa do vereador Eliseu Gabriel, do PSB, que entregou o título de cidadão paulistano a um dos representantes da família, Zemo Landell, que anda pela casa dos oitent´anos.
A homenagem, como de praxe, começou com a audição do Hino Nacional Brasileiro seguida de uma palestra ilustrada do jornalista Hamilton Almeida, biógrafo do padre, e de falas de integrantes da mesa formada na ocasião, como os jornalistas Audálio Dantas, Augusto Camargo, o Guto, presidente do Sindicato e secretário da Federação Nacional dos Jornalistas, e o criador e diretor da newsletter Eduardo Ribeiro, que sem titubear abraçou há quase dois anos a causa do movimento de valorização e reconhecimento da obra de Landell de Moura, que inclui a invenção do rádio, no começo do século passado.
O Brasil precisa acreditar no Brasil.
Digo isso porque é comum não nos darmos importância em nada, ou quase nada.
Que o digam os americanos do Norte.
O padre Landell foi um grande inventor.
A história, aos poucos, está mostrando isso.
Tudo está documentado e quem quiser entender isso melhor, basta ir à cata dos livros de Hamilton Almeida, sobre o inventor gaúcho.

MAESTRO MEDAGLIA
- O maestro Júlio Medaglia é exemplo parecido com o que ocorreu em vida com o padre Roberto Landell de Moura.
Ao ser demitido há poucos dias sem razão alguma de suas atividades no rádio e televisão Cultura, da Fundação Padre Anchieta, o maestro topou ocasionalmente com o governador Alkimim, que fingiu surpresa pela demissão. Resultado, pra Kafka ver: o todo poderoso da Fundação, Sr. Sayad, chamou o demitido para uma conversa e disse que sua demissão será revista e que ele poderá continuar na Casa, mas para que isso ocorra tem de apresentar novos projetos.
Bingo!
O maestro precisa mostrar que sabe o que sabe.
Júlio Medaglia é um dos maiores maestros do Brasil, em todos os tempos.
Só a Fundação Anchieta não sabe.
Conclusão: quem pode fazer não faz, e quem não pode faz.
Deus do céu, nada muda nesta terra abençoada por Deus!

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