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domingo, 8 de setembro de 2013

SÓ HOJE O II SALÃO DO JORNALISTA ESCRITOR

Mauro de Almeida (aí ao lado) foi repórter policial e cronista carnavalesco de jornais cariocas, como A Folha do Dia. Ele foi também autor teatral e entrou para a história da música popular como coautor do samba amaxixado Pelo Telefone.
Os compositores da época não gostaram nem um pouco dessa história, especialmente o seu conterrâneo José Barbosa da Silva, chamado por amigos e conhecidos frequentadores da casa da Tia Ciata de Sinhô e depois, famoso, de O Rei do Samba.
Pelo Telefone - gravado por Bahiano, em 1917 - teve partitura transcrita por Pixinguinha e foi registrado no dia 1º de novembro de 1916 na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, no seu nome e no nome de Ernesto Joaquim Maria dos Santos (1890-1974), o Donga, que também assinava como E. Santos.
Mauro nasceu no Rio de Janeiro em 1882 e morreu em 1956.
Sinhô nasceu num dia como o de hoje, há 125 anos. 
Quer saber mais um pouco sobre a história do samba? 
Então clique lá em cima, na linha azul.
JORNALISTA ESCRITOR
Daqui a pouco estarei trocando ideias e experiências com Moacir Assunção e Ricardo Viveiros no auditório Simón Bolivar do Memorial da América Latina, ali no bairro da Barra Funda. O encontro faz parte da programação do II Salão Nacional do Jornalista Escritor (programação abaixo) 
iniciado anteontem com Juca Kfouri, Heródoto Barbeiro, Sérgio Gomes, 
Eliana Brum, José Nêumanne, Fernando Mitre, 
Antônio Torres, Miriam Leitão e João Batista de Andrade, 
e que seguiu ontem com Cassiano Elek Machado, Hélio Campos Mello, Quartim de Moraes, 
Fernando Morais, Ricardo Ramos Filho, Regina Echeverria, Alberto Dines, Lira Neto, 
Florestan Fernandes Júnior, Mino Carta, Ricardo Kotscho e Carlos Chaparro. 
O Salão, que é dedicado ao jornalista escritor Graciliano Ramos, termina hoje e na programação, além de mim, Moacir e Ricardo, se acham Luiz Fernando Emediato, Carlos Andreazza, Claudiney Ferreira, Domingos Meirelles, Carlos Moraes, Nildo Carlos Oliveira, Caco Barcellos, Ivan Marsaglia e Fernando Coelho. 
Eu, se fosse você, daria uma esticada até lá.

sábado, 7 de setembro de 2013

O HINO NACIONAL BRASILEIRO

Você sabia que o tenor brasileiro Vicente Celestino foi o primeiro cantor a gravar o Hino Nacional, com melodia de Francisco Manoel da Silva (1795-1865) e letra do poeta Joaquim Osório Duque Estrada (1970-1927)?
Pois é, e isso aconteceu em 1918, quando ainda nem fora oficializado como o principal hino do nosso País.
A gravação foi feita com acompanhamento da Banda do Batalhão Naval, para a Odeon.
O Hino Nacional Brasileiro foi originalmente escrito para comemorar a independência do Brasil em 1822, e oficializado no dia 6 de setembro de 1922.
Essa é a música mais cantada – muitas vezes de modo errado – no País, obrigatória em todas as solenidades oficiais.
Em disco, é gravada desde a primeira década do século passado.
Fica o registro.
Vicente Celestino, nascido no dia 12 de setembro de 1894, era carioca do bairro de Santa Tereza.
Ele morreu no dia 23 de agosto de 1968. 

SALÃO DO JORNALISTA
Prossegue o Salão do Jornalista Escritor agora à tarde, com mesas reunindo para exposição e debate nomes consagrados do jornalismo brasileiro: Fernando Morais, Ricardo Ramos Filkho, Regina Echeverria, Alberto Dines, Lira Neto, Florestan Fernandes Júnior, Mino Carta, Ricardo Kotscho e Carlos Chaparro.
A minha presença será amanhã entre às 16h30 e 18h30, na penúltima mesa do Salão reunindo Moacir Assunção e Ricardo Viveiros.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

INAUGURADO SALÃO DE JORNALISTAS

https://www.youtube.com/watch?v=9sYGD-Vwhes
Começou hoje à tarde e segue amanhã e depois de amanhã o II Salão do Jornalista Escritor, no auditório Simón Bolivar do Memorial da América Latina, no bairro paulistano da Barra Funda, zona Oeste da cidade.
O Salão, que homenageia o jornalista escritor alagoano Graciliano Ramos pelos 80 anos da publicação do seu primeiro romance, Caetés, foi inaugurado com falas de seu curador, Audálio Dantas (acima, clique), e do presidente da Câmara Municipal, José Américo, entre outras pessoas.
Da primeira mesa participaram Juca Kfouri e Heródoto Barbeiro, mediados por Sergio Gomes. Nela, debateram-se questões pertinentes ao futuro do jornalismo.
Barbeiro destacou a importância das novas mídias e Kfouri findou a sua participação recomendando os estudantes a valorizarem mais e mais a notícia.
A segunda mesa foi mais movimentada do que a primeira.
José Nêumanne e Eliane Brum falaram muito sobre a relação do jornalista com o autor de livros.
Eliane discordou de Nêumanne num ponto: a transcrição e publicação ipsis litteris de entrevistas.
Nêumanne também destacou o papel do ghost writer, ao lembrar que ele próprio chegou a desempenhar essa função como autor de discursos pronunciados no Senado pelo ex-banqueiro José Eduardo Andrade Vieira e do livro autobiográfico Ninguém Faz Sucesso Sozinho, do dono da rádio Jovem Pan, Antonio Augusto Amaral de Carvalho, Tutinha.   
 

FOLHETO DE CORDEL
Inda bem que o bom senso do juiz Frederico Azevedo, da 3ª Vara Federal, prevaleceu ontem a favor da livre comercialização do folheto de cordel A Lei da Previdência Para a Aposentadoria (aí à direita, a reprodução da capa), do cordelista Davi Teixeira, por conter criticas ao sistema previdenciário brasileiro.
O juiz não acatou o pedido de censura à obra de Davi feito por um tal Grupo de Proteção do Nome e Imagem das Autarquias e Fundações Públicas Federais e justificou  a sua decisão dizendo ser os folhetos uma forma natural de livre expressão e o ganha pão do autor e sua família.
Pois é, era só o que falta a Justiça proibir a circulação de um folheto de cordel, em pleno ano de 2013!
Davi Teixeira da Silva nasceu na cidade pernambucana de Bezerros, em 1959. Essa é a primeira vez que o cordelista – que também é xilogravurista - ganha destaque na imprensa por causa de um de seus folhetos. Radicado em Recife desde 1965, Davi é casado e tem três filhos.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

ANTENÓGENES SILVA E CARLOS GARDEL

Se disséssemos que o Brasil é a terra da sanfona e dos sanfoneiros não estaríamos exagerando, tampouco dizendo bobagem.
A sanfona chegou ao Brasil em 1913, ano em que o italiano naturalizado Giuseppe Rielli gravou tocando esse instrumento num precário estúdio montado em São Paulo para essa finalidade. A gravação resultou num 78 RPM com a valsa Coração de Fogo, de autor desconhecido, que foi posto à praça sob a chancela Odeon.
Suas origens se acham entre as dinastias chinesas Zhou, Chin, Han ou sei lá.
Portas abertas, os sanfoneiros foram chegando e fazendo bonito.
Antes de o pernambucano Luiz Gonzaga se transformar no Rei do Baião, o mineiro Antenógenes Silva encantou os brasileiros com suas valsas, polcas, maxixes, choros e também muitos tangos, além de mazurcas, rancheiras, sambas e chotis; ou xotes.
Quando Gonzaga começou a formar a sua discografia, a partir de 14 de março de 1941, Antenógenes – seu professor e afinador de sanfonas – já havia gravado exatas 60 músicas pela Victor, Arte-Fone e Odeon. As primeiras incluídas no seu primeiro disco foram Gostei de Tua Caída, um choro; e Norma, uma valsa; ambas dele próprio.
Num programa que apresentei há muitos anos na extinta Rádio Atual, de São Paulo, Antenógenes Silva contou que fora o único artistas sul-americano a se apresentar tocando sanfona num palco, na Argentina, para o rei do tango, Carlos Gardel, cantar.
Fica o registro.  
Nascido no dia 30 de outubro de 1906 e falecido no dia 9 de março de 2001, Antenógenes Honório da Silva era filho de um serralheiro ferrador de cavalos, Olímpio Jacinto, e de uma dona de casa, Maria Brasilina de São José, descendente de um barão mineiro falido, sem grana, de nome Antonio Elói Casimiro de Araújo.
Antenógenes entrou para a história da música popular brasileira como O Mago da Sanfona.
Curiosidade: no dia 27 de maio de 1955, ele gravou a valsa Rapaziada do Brás, de Alberto Marino, um clássico do gênero que a Odeon pôs no mercado em junho do ano seguinte.
A primeira gravação dessa valsa foi feita pelo próprio autor e seu conjunto, o Sexteto  Bertorino Alma, pouco antes de 1930. Ouça a gravação Columbia, de novembro de 1934, clicando:
O Memorial da América Latina acolhe a partir de amanhã, e até domingo 8, o II Salão Nacional do Jornalista Escritor. A inauguração, no Auditório Simón Bolivar, às 12h30, contará com a presença do prefeito Fernando Haddad e do presidente da Câmara Municipal de São Paulo, José Américo Dias. 
A curadoria é de Audálio Dantas. 
Dedicado Graciliano Ramos, o Salão reunirá alguns dos mais expressivos nomes do jornalismo  do País, entre os quais Mino Carta, Caco Barcelos, Quartim de Moraes, Fernando Coelho, Ricardo Viveiros e Moacir Assunção. 
Estarei no dia 8, a partir das 16h30 e até duas horas depois, ancorando uma mesa com Viveiros e Assunção. 
Vale a pena ir; e é de graça, vá. 
Agora clique abaixo para ouvir Audálio falando a respeito do Salão:
E também aqui, para ouvi-lo falar sobre outros assuntos além do Salão:

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

O FIM DA MÚSICA BRASILEIRA?

É de chorar, de raiva, o que acabo de ver e ouvir no canal pago Multishow: o anúncio, dentre outros, de Luan Santana, Di Ferrero, Fiuk, Tiaguinho e MC Koringa como os melhores artistas do ano.
Isso me arrepia e me leva à triste conclusão de que a nossa boa música e nossos bons cantores e cantoras foram enterrados vivos.
O canal ainda anunciou como grande destaque do ora dito setor musical, Anitta - quem???? - com a faixa Show das Poderosas.
A listinha dos mais tocados atualmente no rádio e vistos na televisão e shows Brasil afora é esta, na chamada Categorias Júri popular, como Melhor cantor:
- Di Ferrero (NX Zero)
- Fiuk
- Luan Santana
- Thiaguinho
- Xande de Pilares (Revelação)
Melhor cantora
- Ana Carolina
- Claudia Leitte
- Ivete Sangalo
- Marisa Monte
- Paula Fernandes
 Melhor grupo
- Chiclete Com Banana
- O Rappa
- Restart
Revelação
- Sorriso Maroto
Melhor música
- Ana Carolina - "Combustível"
- Claudia Leitte - "Largadinho"
- Ivete Sangalo - "Dançando"
- Luan Santana - "Te Vivo"
- Thiaguinho - "Buquê de Flores"
Melhor show
- Caetano Veloso
- Ivete Sangalo
- Luan Santana
- Naldo
- Paula Fernandes
Experimente
- Lia Sophia
- P9
- Roberta Campos
- Oba Oba Samba House
- Sambô
Música-chiclete
- Anitta - "Show das Poderosas"
- Gusttavo Lima - "Gatinha Assanhada"
- Mc Koringa - "Dança Sensual"
- Munhoz & Mariano - "Camaro Amarelo"
- Turma do Pagode - "Lancinho"
Categorias do Júri Especializado
- Novo hit
- Bonde das Maravilhas - "Quadradinho de Borboleta"
- Mahmundi - "Calor do Amor"
- Rodrigo Amarante - "Maná"
Versão do ano
- Bárbara Eugênia - "Por Que Brigamos" (versão original: Diana)
- Metá Metá - "Let's Play That" (versão original: Jards Macalé)
- Silva - "Mais Feliz" (versão original: Cazuza)
Melhor clipe
- Anitta - "Show das Poderosas"
- Apanhador Só - "Despirocar"
- Banda Tereza - "Sandau"
Música compartilhada
- Karol Conka - "Batuk Freak"
- Metá Metá - "MetaL MetaL"
- Rael - "Ainda Bem Que Segui As Batidas Do Meu Coração"
Categorias do Superjúri
Artista revelação
- Anitta
- Clarice Falcão
- Karol Conka
- Strobo
Melhor disco
- Caetano Veloso - "Abraçaço"
- Guilherme Arantes - "Condição Humana"
- Metá Metá - "MetaL MetaL"
Melhor show
- Baby do Brasil - "Baby Sucessos"
- Caetano Veloso - "Abraçaço"
- Gang do Eletro - "Gang do Eletro"
Nova canção
- Lucas Santtana - "Now No One Has Anything"
- Silva - "Amor Pra Depois"
- Wado - "Palavra Esquecida". 

Não está muito longe da verdade a ficção aí em baixo. 
Clique:

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

JORNALISTA ESCRITOR, NO MEMORIAL

http://www.memorial.org.br/2013/08/ii-salao-do-jornalista-escritor-homenageia-graciliano/
Nos próximos dias 6, 7 e 8 será realizado no Memorial da América Latina (Rua Auro Soares de Moura Andrade, 664, Barra Funda) o II Salão Nacional do Jornalista Escritor, que conta apoio da Petrobras e Caixa Econômica Federal e curadoria do alagoano de Tanque D´Arca Audálio Dantas, um dos mais expressivos e respeitados nomes do jornalismo brasileiro.
Para mais detalhes, dê um clique ali em cima na linha azul.
Na função de âncora e entrevistando os craques Moacir Assunção e Ricardo Viveiros, participarei da penúltima mesa (dia 8, das 16h30 às 18h30) do Salão que será inaugurado às 10 horas do dia 6.
As exposições e debates ocorrerão no Auditório Simon Bolívar, a partir das 11 horas.
Haverá sessão de autógrafos.
Entrada franca.

FIM DO MUNDO
Num ano dos 50 o sanfoneiro Sivuca convidou o bruxo Hermeto Pascoal para formar um trio, junto com Zé Neto. Nome do trio: O Mundo Pegando Fogo, que, porém, nunca se apresentou profissionalmente em lugar nenhum.
Eu me lembro dessa história que Sivuca e Hermeto me contaram porque estou acompanhando a movimentação dos instrumentos e bólidos de guerra de Obama, que está doido para encher a Síria de bombas e matar o quanto puder.
As guerras servem para girar a roda da fortuna.
Guerra é grana.
Aguardemos o apocalipse!

IMB
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domingo, 1 de setembro de 2013

REPENTISTAS EM AÇÃO

Está começando agora o 1º Festival de Repentistas de Itapevi, com a presença dos profissionais do gênero Geraldo Amâncio, Sebastião da Silva, Moacir Laurentino e Fenelon Dantas. Também participam do festival Edival Pereira, Gilberto Alves, Antônio Rocha, Heleno Feitosa, Edezel Pereira e Severino Pereira.
Poetas repentistas, os que improvisam ao som de violas, no Brasil são uma herança portuguesa.
Atualmente em São Paulo há cerca de uma centena desses poetas em atividade, a maioria filiada à União dos Cantadores, Repentista e Apologistas do Nordeste, entidade presidida pelo paraibano Sebastião Marinho.
O festival que está se realizando em Itapevi, a 35 quilômetros da capital paulista, tem entrada gratuita. Endereço: Rua Lafaiete Rodrigues, 252, no Jardim Vitápolis.   
CEU BUTANTÃ
Ontem à tarde assisti a mais uma bela apresentação de Osvaldinho da Cuíca, dessa vez no CEU, unidade Butantã. Hoje tem mais. Quem estiver afim é só. A entrada é franca.

CORNÉLIO PIRES
E ontem também, só que no final da noite, assisti no Teatro e Bar Cemitério de Automóveis ao monólogo Querência, com textos de Cornélio Pires adaptados por Nélson Peres e Roberto Lima, com Peres e direção de Lima. A trilha sonora, ao vivo, ficou a cargo de Fábio Brum. É um espetáculo denso. 

sábado, 31 de agosto de 2013

HOJE É DIA DE EMILINHA BORBA

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Dona deste pouco conhecido nome comprido Emília Savana de Sousa Costa da Silva Borba, a carioca Emilinha Borba foi uma das mais aplaudidas cantoras do Brasil. A carreira ela a iniciou aos 14 anos de idade, ao ganhar o primeiro lugar num concurso de calouros da Rádio Cruzeiro do Sul, Hora Juvenil.
Cinco anos depois, no dia 2 de março de 1939, ela entrava num estúdio da extinta Columbia e gravava seu primeiro disco de 78 RPM, com o samba-choro Faço o Mesmo (Nássara/Frazão) e o samba Ninguém Escapa... (Frazão)
No carnaval de 1949 ela ganhava as paradas de sucesso com a marcha Chiquita Bacana (João de Barro/Alberto Ribeiro), lançada em janeiro daquele ano pela gravadora Continental, que também não existe mais.
Aliás, diga-se de passagem, já não há mais nenhuma gravadora nacional em atividade no País, pois os gringos compraram todas com o propósito criminoso de esconder os acervos e pôr no mercado as suas porcarias.
Emilinha gravou em vários ritmos: mambo, bolero, batucada, valsa, canção, fox-trot e até baião de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, estes: Paraíba (na reprodução do selo, acima) e Baião de Dois, lançados entre março e abril de 1950, antes mesmo do conjunto Quatro Ases e um Coringa (RCAS Victor, outubro de 1950) e do próprio Gonzaga RCA Victor, maio de 1952).
Eleita em concurso como Rainha do Rádio em 1951, Emilinha ganhou fama como a cantora Preferida da Marinha e Marlene, da Aeronáutica.
Por anos, seus fãs alimentaram saudável disputa de quem era a melhor.
Marlene, de batismo Victória Bonaiutti de Martino, nasceu São Paulo e ano que vem fará 90 anos.
Emilinha no dia 31 de agosto de 1923 e morreu no dia 3 de outubro de 2005.

DALVA DE OLIVEIRA
Os jornais do dia 31 de agosto de 1972 (aí ao lado) trouxeram a notícia da morte, aos 55 anos de idade, da cantora paulista de Rio Claro Dalva de Oliveira. Numa entrevista ao programa São Paulo Capital Nordeste, que apresentei por quase sete anos na Rádio Capital, o seu filho Pery Ribeiro contou que era comum o Rei do Baião frequentar a sua casa aos sábados, dia em que a mãe Dalva reunia amigos e artistas em torno de uma saborosa feijoada que só ela dizia saber fazer. Rolavam uísque e cachaça, mas gato escaldado Gonzaga evitava beber.
Dalva sofreu muito na unha de Herivelto Martins durante boa parte do tempo em que esteve casada, entre 1938 e 1950.
Pra mim ela, que era chamada de Rouxinol e Estrela Dalva, foi a voz feminina mais afinada e bonita do Brasil.
Incentivada por Carmen Miranda, Dalva começou a cantar em 1933, com 16 anos.
Em 1936, ela passou a integrar o Trio de Ouro assim batizado pelo radialista Cesar Ladeira, ao lado de Herivelto e Nilo Chagas.
A sua primeira gravação em disco data de 11 de maio de 1938, pela Odeon.
Ela cantoiu tangos, fados, marchas, boleros, um jongo e dois baiões de Humberto Teixeira, Kalu, gravado em Londres; e Sem Ele, com acompanhamento de Roberto Inglez e sua Orquestra, em 1958. 
Viva Dalva!

REI DO BAIÃO
No Teatro do Núcleo Experimental, à Rua Barra Funda, 637, na zona Oeste da cidade, seguirá até o próximo dia 8, aos sábados e domingos às 16 horas, o musical Menino Lua, baseado na vida - e obra - de Luiz Gonzaga. Thiago França vive o artista e Vivian Bertocco, a personagem Rosinha. Estreou no dia 27 do mês passado. Direção de Fernanda Maia e figurinos de Zé Henrique de Paula. Vamos enquanto não sai de cartaz?  

Ouça-a cantando o baião Sem Ele, clicando:
E também Bandeira Branca:
Mais:

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

ISAURINHA GARCIA

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A Personalíssima Isaura Garcia – Isaurinha, para os íntimos e próximos – nasceu no bairro paulistano do Brás, mais precisamente numa casa da Rua da Alegria, em 1923.
Antes de se tornar a grande cantora de samba e tudo o mais que o Brasil todo aplaudia, ela frequentou programas de calouro sem lograr êxito, até que tomou coragem e bateu à porta do apresentador Otávio Gabus Mendes e se deu bem interpretando o samba Camisa Listrada, do baiano Assis Valente (1911-58).
Após isso, e de formar dupla com o cantor paulistano Vassourinha (Mário Ramos), ela foi contratada pela Rádio Record, onde permaneceu até se aposentar, em 1970.
Vassourinha nasceu em maio de 1923 e morreu, segundo Raul Duarte, que conheci, em agosto de 1942, exatos um ano, dois meses e 20 dias depois de Isaurinha gravar em disco a primeira música da sua carreira, que foi o choro Chega de Tanto Amor, de Mário Lago, no dia 23 de junho de 1941.
Vítima de uma parada cardíaca, Isaurinha partiu há 20 anos, num dia 30 de agosto como o de hoje, dois anos antes do sambista carioca Agepê.
Agepê, de batismo Antônio Gilson Porfírio, alcançou as paradas de sucesso em 1975, com Moro Onde Não Mora Ninguém, dele e do compositor Canário.
Carmen Miranda e Aracy de Almeida eram exemplos de artistas que Isaurinha seguia.
Ela era uma pessoa muito espontânea, tanto que não controlava os palavrões que costumava falar.
E falava muito, talvez movida pela solidão.
A vez que telefonei como repórter da Folha pedindo uma entrevista, ficamos por quase uma hora conversando.
Isaurinha gravou muita coisa que transformou em sucesso, como o samba Mensagem, de Aldo Cabral e Cícero Nunes.
O carioca Aldo, pseudônimo de Antônio Guimarães Cabral, era jornalista e nessa condição foi o primeiro a entrevistar o então futuro Rei do Baião para a revista Vitrine em 1942, saudando-o pela estreia em disco Victor com o texto Luiz Gonzaga, o Virtuoso do Acordeon.
Sete anos depois, precisamente no dia 11 de novembro de 1949, Isaurinha gravava Baião no Brás (acima, reprodução do selo do disco de 78 RPM), de Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga.  
Num dos já tradicionais especiais da TV Globo, o cantor Roberto Carlos convidou Isaurinha e juntos cantaram Mensagem.
Clique:

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

VIVA O MESTRE VITALINO!

Diz a Bíblia em Gênesis 1,1 que Deus criou o mundo em sete dias.
E lá para as tantas a Bíblia diz também que nesse curto espaço de tempo Deus criou o Éden, os bichos e gentes representados pelo primeiro casal, que, aliás, nem chegou a casar porque não havia cartório e nem sistema capitalista, criados, diga-se, pelo Demo.
E esse casal, que virou escravo de si próprio ao depender de seus esforços para sobreviver, ganhou o nome de Adão e Eva.
E Adão viveu por nove séculos...
A Bíblia, chamada de livro dos livros, vai além. Diz que Deus criou o homem do pó, do barro, à sua semelhança; e a mulher, de uma costela dele.
História estranha, esquisita, meio de Carochinha, tanto que – todos sabem – o inglês Charles Darwin, que era cientista, não acreditou e em 1858 publicou o que chamou de teoria da evolução. Isto é: que a origem do homem se acha na origem do macaco, e que ganhamos forma de moderno – e depredador - há apenas uns 150 mil anos.
O teórico jesuíta francês Teilhard de Chardin ficou assim, assim, em cima do muro, ao dizer de modo emblemático que Deus não criou nada: fez criar.
Pois bem, criado o homem, criados os problemas.
Porém, para amenizar os problemas, Deus criou outra forma de vida muito especial: o artista.
E o artista ganhou nome: Vitalino Pereira dos Santos, que virou mestre.
Mestre Vitalino, pernambucano de Caruaru, foi criado fazendo da arte brinquedo em 1909 e voltou ao pó famoso e respeitado em 1963, isto é, há 50 anos. Mas por natureza egoístas e depredadores que somos sequer lembramos hoje que pela terra passou um artista que, à semelhança de Deus, extraía do barro a vida representada por gentes (cantadores repentistas, cangaceiros) e bichos (cavalos, bois, bodes e cachorros) em cenas do cotidiano nordestino (abaixo), como a seca e as vaquejadas.
Mestre Vitalino também era tocador de pífano (acima).
Viva Vitalino!
Clique:

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

LOURENÇO DIAFÉRIA: SAUDADE

O contista e cronista dos mais inspirados Lourenço Diaféria faria hoje 80 anos de idade. Ele nasceu no Brás paulistano, virou jornalista e escritor aplaudido em todo o País. 
Humanista por formação e pendor, Lourenço era amigo e parceiro. 
E mais: era um ser incrível.
Chamava-me de filho.
Pedi-lhe certa vez que escrevesse umas linhas para o livro Nordestindanados, Causos e Cousas de Uma Raça de Cabras da Peste – de Padre Cícero a Câmara Cascudo, que eu estava lançando em 2000. Ele não se fez de rogado e me presenciou com uma verdadeira pérola, que é como eu chamo o texto Com um Gosto de Tapioca, em que, lá pras tantas, ele diz que sou “uma fonte de informações cristalinas onde quem está sedento de conhecer, cada vez mais, a cultura popular, em especial a cultura nordestina, se sacia”. E mais adiante: “Este é um livro feito de oralidades. Um livro loquaz. Um livro que tem material para ser puro ouvido, pura audição”.
Diaféria publicou suas histórias em muitos jornais e deixou uma obra plena de grandeza.
Quando o dispensaram do Diário Popular, jornal paulistano já extinto, eu escrevi um texto a seu respeito, e para minha surpresa recebi dele outra pérola (acima, cliquem sobre) que ora compartilho com vocês.
Lourenço, que foi preso pelo regime militar por enaltecer numa crônica a bravura indômita de um sargento que morreu ao salvar uma criança das garras das ariranhas do zoológico de Brasília, em 1977, partiu para a eternidade no dia 16 de setembro de 2008, onze dias depois do meu aniversário.
Ele deixou muita saudade e um gosto amargo de jiló passado em todos nós. 
Grande Lourenço! 
No link abaixo, na linha azul, um trecho de debate sobre bienal de livro e literatura de que participamos ao lado de outros autores. 
Clique: 

QUANTO PIOR...
Pois é, leio por aí que Sílvio Santos corta da programação o SBT Repórter, põe o noticioso Jornal do SBT para a madrugada e mandar esticar o Programa do Ratinho. Mais uma vez a máxima “quanto pior, melhor” se confirma. 

ÀS CEGAS
O Nordeste quase todo – a exceção é o Maranhão – sofreu hoje um apagão pouco depois das 15 horas.  Ainda não se sabe as razões que levaram o sistema de fornecimento de energia elétrica cair. A queda começou em Salvador, às 1505, e seguiu célere por Feira de Santana, Camaçari, Campo Formoso... E agora?

terça-feira, 27 de agosto de 2013

DOMINGUINHOS EM DISPUTA

Musicalmente falando, e com relação a outros países, posso dizer que o Brasil sempre foi privilegiado.
São milhares e milhares de artistas que engrandeceram e continuam a engrandecer o nosso País. E em todos os gêneros e em todas as áreas, do cinema ao teatro, da dança às artes plásticas etc.
Profissionalmente, o primeiro cantor a gravar discos no Brasil foi o baiano de Santo Amaro da Purificação Manuel Pedro dos Santos (1870-1044), chamado de Bahiano, com “h”, em 1902.
O primeiro sanfoneiro a gravar solo de sanfona no Brasil foi o italiano naturalizado Giuseppe Rielli (1885-1947).
Depois de Giuseppe, surgiram outros e outros, e grandes, como o gaúcho Moysés Mondadori (1895-1976), apelidado de Cavaleiro Moysé; e o mineiro Antenógenes Silva, que chegou até a tocar ao lado do argentino rei do tango, Carlos Gardel.
Também marcaram época Luiz Gonzaga, Sivuca, Orlando Silveira e tantos.
Dominguinhos (acima comigo no programa São Paulo Capital Nordeste, que por anos apresentei na Rádio Capital, em São Paulo) foi o mais fiel seguidor do Rei do Baião.
Após a sua morte, um quiproquó familiar armou-se em torno do seu espólio. Nem o desejo que alimentou de ter seus restos sepultados em Garanhuns, PE - a terra onde nasceu -, foi respeitado por um dos lados da família.
Fui perguntar ao craque do acordeom Oswaldinho o que achava disso, e ele:
- O que eu acho disso tudo é que perdemos uma pessoa muito querida. Querida para mim e para todo o Brasil. Independentemente de onde ele foi sepultado, em Recife. Que descanse em paz,. Os seus últimos meses de vida entre nós foram de muito sofrimento. O que mais me chamou a atenção nessa história foi a dimensão que o caso tomou na imprensa. Uma situação que já está estabelecida pela lei, supõe-se que foi uma resolução justa, mas o que pareceu foi que tentaram tirar vantagem do que ficou decidido. Aí, o pau quebrou...
A disputa pelo espólio de Dominguinhos envolve um dos filhos... 
- Mauro – conta Oswaldinho – eu conheci ainda rapazinho. Ele é uma pessoa pacata, trabalhadora, responsável e honesta. Quanto a Guadalupe, eu não posso ir além do que conheço. Desde quando ela era casada com Dominguinhos, e mesmo depois da separação dos dois (que já faz muitos anos), o meu convívio com ela nunca passou de encontros esporádicos em eventos ou shows.
Oswaldinho encerra as suas impressões sobre o caso Mauro x Guadalupe dizendo que não quer “agradar ou desagradar a ninguém”, pois é “amigo dos dois lados” e pede “a Deus que tudo se resolva dentro de um consenso de paz e justiça”.
“Consenso de paz e justiça” é tudo o que diz querer Mauro, o filho de Dominguinhos.
Não consegui falar com Guadalupe.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

CURURU E MODA DE VIOLA EM TIETÊ

De sexta até ontem fiquei em Tietê, uma cidadezinha muito bonita administrada pelo prefeito Manoel David e localizada a cerca de 120 quilômetros da Capital.
Eu já a conheço há bons anos.
Pertencente à mesorregião de Piracicaba e à microrregião de Sorocaba, Tietê surgiu à beira do rio que leva o seu nome, por iniciativa dos desbravadores bandeirantes do século 18.
Tietê é berço de boa gente e do mais puro folclore paulista.
Foi lá que em julho de 1884 nasceu quem hoje podemos chamar de pai da cultura caipira, Cornélio Pires.
Também em Tietê nasceram Ariowaldo Pires, o Capital Furtado; Fernando Lobo, que assinava suas obras musicais como Marcello Tupinambá e XYZ, entre outros pseudônimos.
O maestro Camargo Guarnieri, o cantor e compositor Itamar Assumpção e o versionista Fred Jorge também nasceram lá.
Cornélio foi o primeiro produtor de discos independentes do Brasil.
Ele nos legou meia centena de discos de 78 RPM, com gravações de cateretês, cururus, danças folclóricas da região onde nasceu etc.
Foi de sua iniciativa a primeira gravação em disco de uma moda de viola: Jorginho do Sertão, em 1929.
Cornélio foi cantor bissexto; e também compositor, escritor e humorista dos melhores.
Partiu para a eternidade em fevereiro de 1958.    
Há mais de 50 anos é comemorada a Semana Cornélio Pires, e há pouco também a Semana Capitão Furtado.
Uma fundação em memória de Camargo Guarnieri está sendo construída em Tietê.
Fui àquela cidade a convite da Prefeitura para participar, como palestrante, das comemorações em torno de Cornélio e do Capitão.
O domingo findou com rodas de prosas e de violas.
À frente da sede do Museu Cornélio Pires (acima), no Parque Ecológico da cidade, houve apresentação de duplas de violeiros cantando e tocando modas de viola; e, depois, de cururu com o mais expressivo nome desse gênero, o legendário Luizinho Rosa (abaixo, ao meu lado), de 85 anos, lúcido, bem-humorado e inspirado como poucos, entre tantos que, já vi.
Viva Tietê, o seu povo, seus artistas!
Aí na foto o secretário da Cultura Edilberto Paludeto e um dos seus assistentes Ronaldinho (de boné), 
no Parque Ecológico de Tietê.
Aí na foto, na comissão de frente, a professora de dança Anabete, a produtora cultural Andrea Lago, o prefeito Manoel David e o ex-prefeito, Clóvis Pasquali E, de cima pra baixo, a secretária de Turismo,
Lyria Pontes (Lirita); o secretário de Cultura, Edilberto; este escrevinhador,
o Sr. Waldomiro e a ex-vereadora Wanda.

domingo, 25 de agosto de 2013

A RENÚNCIA DE JÂNIO

A noite de 25 de agosto de 1961 findou com os brasileiros tontos com a renúncia de Jânio Quadros, ao cargo de 22º presidente da República.
Eu tinha nove anos de idade e não sabia o que isso significava para o País.
Fiquei sabendo pouco tempo depois, com a tomada do poder pelos militares.
Jânio governou o Brasil por exatos seis meses e 27 dias.
Mas ele não foi o presidente que menos tempo ficou no poder.
Essa façanha coube ao presidente da Câmara dos Deputados Carlos Luz, que assumiu o governo no dia 8 de novembro de 1955, após um enfarto sofrido por Café Filho, vice de Vargas.
A permanência de Luz no cargo durou apenas três dias.
O segundo cidadão a ocupar de modo breve a presidência da República foi o também presidente da Câmara, Ranieri Mazzili. Seu tempo: 13 dias, a partir do golpe que derrubou Jango, vice de Jânio, e levou o marechal Castelo Branco a iniciar o ciclo de governo militar que se estendeu por 21 longos anos.
Detalhe: Mazzili esteve nesse cargo por duas vezes.
A primeira durou 14 dias, em substituição a Jânio.
Café Filho tentou voltar ao poder, mas o Senado impediu. O seu presidente, Nereu Ramos, esquentou a cadeira de chefe do País por dois meses e 21 dias, até passar o bastão ao presidente eleito pelas urnas, Juscelino Kubitschek, no dia 31 de janeiro de 1956. 
Uma vez, como chefe de reportagem do jornal O Estado de S.Paulo, entrevistei Jânio (acima) no seu gabinete de prefeito, no Ibirapuera. Lá pras tantas, perguntei a razão da sua renúncia à Presidência. 
Como resposta, ele deu uma estrepitosa gargalhada. 
Fica o registro.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

MISSA EM MEMÓRIA DE DOMINGUINHOS

Depois de quase sete meses de sofrimento e internação nos hospitais Santa Júlia, em Recife, e Sírio-Libanês, na capital paulista, Dominguinhos virou saudade. Hoje, 23, faz um mês que isso aconteceu. Em sua memória algumas missas serão celebradas país afora, como em São Paulo, na Igreja de Santa Cecília, às 19 horas, por iniciativa de sua antiga companheira e parceira musical, Anastácia.
Enquanto isso se arrasta na Justiça o processo que visa atender o último pedido do famoso cantor, compositor e sanfoneiro que há dois anos externou, numa entrevista à Rádio Jornal da capital de Pernambuco, a vontade de ter os restos sepultados na cidade onde nasceu - Garanhuns.
Ontem foi feito um debate em torno do assunto na Rádio Jornal, com a presença da filha Liv e da mãe, Guadalupe.
O prefeito Izaías Régis, de Garanhuns, também participou do debate e acredita que até setembro se cumprirá o desejo de Dominguinhos serão transladados para a sua cidade.
Clique:

Há alguns anos, eu e Gereba compusemos uma espécie de hino para o Centro Educacional Unificado, CEU (acima), para Dominguinhos gravar; o que foi feito, embora a gravação continue inédita em disco. 

CORNÉLIO PIRES E CAPITÃO FURTADO
Hoje participarei da abertura da 53ª Semana Cornélio Pires, em Tietê, SP.
Amanhã falarei sobre música rural e também sobre o Capitão Furtado.
Cornélio e o Capitão eram parentes.
Cornélio foi pioneiro na produção e gravação de discos independentes no Brasil.
Aí em baixo, reprodução do folder com a programação.  
JORGE PAULO E O FOLCLORE
Em 1974 o radialista Jorge Paulo era vereador e fez aprovar na Câmara paulistana um projeto que instituía no município a Semana do Folclore Brasileiro. Isso, no dia 27 de setembro daquele ano. Oficialmente, porém, até hoje essa semana está por existir.
Quem sabe o ano que vem, hein?
Já deputado federal, o mesmo radialista apresentou na Câmara
federal um projeto criando o Museu Nacional do Folclore.
O projeto não foi aprovado.
Que coisa, hein?
Fica o registro.
KATYA TEIXEIRA
A Rosa Também se Muda é música que dá título ao primeiro clip de Katya Teixeira.
A voz dessa cantora é tão forte e bonita que nem precisa de palavras ou versos para encantar. Confira, clicando:

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