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sábado, 28 de novembro de 2009

PAULO BENITES GANHA PRÊMIO DE TECNOLOGIA

Empreendedor.
Esse é um dos adjetivos correntes da nossa língua que melhor identificam o irrequieto paulistano Paulo Assis Benites, profissional gabaritado da turma de Engenharia Elétrica da Universidade de Mogi das Cruzes formada em 1990, com mestrado e doutorado chancelados pela Universidade de São Paulo, USP, em 1992 e 1995.
Aos 41 anos de idade, Paulo vem se destacando intensamente na vida brasileira como um dos mais ousados empreendedores do campo da engenharia elétrica e da tecnologia de ponta, isto é: a ver com o que há, hoje, de mais moderno e prático no mundo todo, especialmente no setor que tão bem domina ao lado de mais de 800 pessoas de sua confiança, absolutamente bem-preparadas para atender o que for necessário num raio de atuação que abrange alguns países, entre os quais Argélia, Venezuela e Colômbia.
A sua empresa, a Trends – que integra uma holding em que se alinham harmoniosamente outras empresas, como a Atlantis Sistemas de Gestão, a Atex do Brasil, a Principia Software e a Serviços Digitais – tem raízes fincadas na capital paulista há mais de dez anos, tempo que suficientemente a capacitou para atuar com categoria e zelo no concorrido e complexo meio da engenharia elétrica e da tecnologia avançada como uma das empresas mais respeitadas do País, e que, em contrapartida, têm sobremaneira contribuído decisivamente para o bem-estar de muita gente, mesmo que essa “muita gente”, a população, no caso, não saiba disso direito, pois o seu trabalho, o trabalho da Trends, é desenvolvido de maneira quase silenciosa nos bastidores sob túneis, estações de metrô etc., desde a sua sede na capital de São Paulo a cidades da Bahia, Ceará, Pernambuco, Rio de Janeiro, Goiás, Paraná e o Distrito Federal.
A especialidade de Paulo, pois, e do Grupo Trends Tecnologia, pioneiro no campo da consultoria de projetos de transporte e infraestrutura, é resolver problemas relacionados à operacionalidade de veículos sobre trilhos e também na área ambiental, urbana e rodoviária, incluindo corredores de ônibus e terminais como o de Santo Amaro, localizado no bairro de mesmo nome e o mais populoso da capital paulista, na zona Sul.
Noutras palavras: onde há problemas, é fácil encontrar Paulo Assis Benites às voltas com processos de solução, a qualquer hora do dia ou da noite de qualquer dia, seja em qualquer de suas empresas, seja nos aviões que ora o levam com freqüência à China, à Coréia do Sul, Portugal ou Estados Unidos, países com os quais mantém compromissos de parceria profissionais de grande importância também para o Brasil.
À China, por exemplo, Paulo Benites viajou três vezes em menos de um ano. E também ao Japão, Alemanha etc. ele viajou.
Como resultado de suas últimas viagens à Coréia, se concretizará até março do ano que vem mais um de seus projetos: o que visa, exatamente, a implantação de um revolucionário sistema tecnológico d e fechamento de plataformas do Metrô de São Paulo, de forma que quando se abrirem as portas dos trens serão abertas também as portas das plataformas...
É aguardar para ver e desfrutar desse novo benefício que será oferecido aos 3,5 milhões de usuários/dia do metrô paulistano, um dos cinco mais seguros, asseados e pontuais do planeta.
Trabalhei nele...
Um dos principais compromissos pessoais de Paulo na vida brasileira é o de trazer know-how e aumentar a participação da engenharia nacional nos projetos que vem desenvolvendo. É dele, Paulo, a urgência de operacionalizar a nossa infraestrutura para que possamos nos tornar, como ele diz, no big player que todos esperamos. Tarefa árdua, sem dúvida, pois é de se considerar que ainda nesse ponto estamos um pouquinho atrasados...
Os projetos da Trends são muitos.
O trem de alta velocidade, por exemplo, popularmente chamado de trem-bala, que deverá deslizar sobre trilhos entre o Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas, contará com a contribuição do Grupo, que no momento participa da modernização da rede da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, CPTM, e da implantação de um moderno sistema de energia e ventilação das linhas 2-Verde, 4-Amarela e 5-Lilás.
Por isso, e não à toa, Paulo Assis Benites, que faz parte do Conselho-diretor da Associação Nacional de Transportes Públicos, ANTP, e integra o quadro de associados União Internacional de Transportes Públicos, UITP, acaba de ser escolhido por uma comissão de alto nível para receber no Dia do Engenheiro, 11 de dezembro, o Prêmio Personalidade da Tecnologia 2009, oferecido anualmente pelo Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo, desde
1987, aos profissionais que se destacam no setor.
E tenho dito!
Detalhe 1: dentre todTos os agraciados até agora, Paulo é o mais jovem.
Detalhe 2: a inteligência e a sensibilidade de Paulo na geração e concretização de grandes idéias não se limitam ao campo da engenharia e tecnologia. Estendem-se também ao campo das artes, pois além de ser um exímio pianista apaixonado pela obra de Zequinha de Abreu – a sua interpretação para o chorinho Tico-Tico no Fubá é excepcional –, ele desencalha projetos culturais que têm a ver com a preservação da cultura brasileira. Por isso, e não à toa, fez suas empresas patrocinarem este ano a edição do livro Pascalingundum! Os Eternos Demônios da Garoa, que trata da história do mais antigo conjunto musical do mundo, em atividade ininterrupta. Aliás, o livro servirá de base para um filme. A 13 Produções já está identificando possíveis patrocinadores...
Voltarei ao assunto.

AEAMESP

Anteontem estive na festa de confraternização dos engenheiros que integram o corpo de associados da Aeamesp. Foi uma noite e tanto, ali nas proximidades da Avenida Paulista. O pau tá cantando, me dirão depois. Mas o importante é que revi grandes amigos, como Nestor Tupinambá,Peter e Belda.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

O MUNDO EM SECA VAI VIRAR MAR?

Seca na China já atinge 20 milhões de pessoas, leio no jornal. É a maior em 50 anos.
Na Venezuela, a solução para a estiagem prolongada pode vir através do bombardeamento de nuvens, já autorizado por Chávez.
No Irã, milenarmente terra árida, poeirenta, o povo parece estar se acostumando com os problemas advindos dela.
Bom?
Em Portugal, não.
Na Austrália, idem.
Tampouco nos Estados Unidos, no sudeste asiático, no Brasil...
Bem, no Brasil há seca no Nordeste, no Norte, no Sul...
Intempéries, contradições climáticas históricas em parte explicam essa danação.
O aquecimento global explica mais ainda, pois é provocado pela sede de ganhos de capital do bicho chamado gente.
No sul do País as chuvas continuam castigando a população como nunca, incrédulo vejo e escuto o repórter dizer na telinha de TV.
Pelas terras do chimarrão e de Paixão Cortes, nem bem acaba uma enchente, vem outra e mais e outra mais arrasadora ainda.
Hoje mesmo aqui em São Paulo, capital, já fez frio, choveu. O sol está abrindo...
Vivemos sertões chuvosos, sertões secos de canto a canto do mundo todo.
A coisa tá feia, como diz a letra do pagode de Tião Carreiro e Lourival dos Santos.
Vocês já assistiram 2012?
Falo depois.

Nesse fim de semana reli Vidas Secas, de Graciliano, e li também o belíssimo Sertões Bravios, do jornalista e sertanista santista desaparecido em 1968 Willy Aureli, 2ª edição revisada, ilustrada, ano 62, que também fala de chuva e seca do homem e da natureza.
Mas ao contrário de Vidas Secas, livro no qual se movimentam o vaqueiro Fabiano, a mulher Sinhá Vitória, os meninos “o mais novo e o mais velho” e a humaníssima cadela Baleia, na obra de Willy o interessante é o conjunto de histórias curtas em que se sobressaem personagens que o autor resgata de suas memórias.
Sertão, para Willy, “é a mesma coisa que deserto para o beduíno”. Ele:
- Sertão está na maioria das canções, das baladas, das rapsódias tão nossas! Sertão está na alma de todo caboclo que forma o enorme continente amassado e disperso aquém litoral (...) Sertão é o jaguar, é o hidrossáurio, o sáurio, o selvagem, o cervo, o ofídio, o corvo, a queixada. Sertão é tudo quanto rasteja, corre, negaceia. Sertão é sol e sombras atiradas por sobre a terra em grandes pinceladas. É o tormento sem igual, é a sede, a fome, a loucura. Sertão é o dia escaldante, pavoroso, a noite fria...
E como dizia Guimarães, em resumo:
- O sertão está em todo canto.

Visita polêmica essa, hoje, a do presidente do Irã Mahmoud Ahmadinejad ao Brasil. Ele é odiado por mundo e meio, inclusive por boa parte dos próprios árabes.
Considerado uma espécie de Hitler destes tempos modernosos em que o petróleo e coisas que tais são moedas muito fortes, Ahmadinejad, eleito há poucos meses por pleito fraudulento, segundo seus inimigos, quer discutir com Lula acordos no campo nuclear.
Isso dá arrepios.
Sempre que pode, o cara do Irã prega o fim de Israel e nega a existência do holocausto que dizimou seis milhões de judeus no correr da Segunda Grande Guerra.
Sei não, mas acho que isso não é bom para o Brasil...
Aliás, internacionalmente, acho que estamos num rumo torto.
Como fica o caso Battisti?
O Supremo entende que o ex-militante político italiano deva ser entregue ao país de origem para o acerto de contas devido, mas essa decisão caberá a Lula.
Eu, hein?
E o caso de Honduras?
Já passa de dois meses que Zelaya está morando na Embaixada brasileira de lá e nada se resolve.
O que fazer?
E o caso da Venezuela?
Embora cheio de petróleo, os venezuelanos andam em fila lenta para comprar alimentos nos supermercados. E isso com a falta de luz, água, seca...
Em noite de Balada Literária idealizada por Marcelino Freire, na Vila Madalena, perguntei ao poeta venezuelano Léo Felipe Campos, em mesa de bate-papo com o diretor do Museu da Língua Portuguesa Frederico Barbosa, Cláudio Willer e Rodrigo Garcia, na Livraria da Vila, o que se quer no seu país: democracia, foi a resposta.
O Chávez está enrolado.
.......................
O amigo cearense José Xavier Cortez, da Cortez Editora, manda convite para lançamento hoje às 18 dos livros Educação Infantil e Registro de Práticas, de Amanda Cristina Teagno Lopes; Indisciplina e Disciplina Escolar Fundamentos para o Trabalho Docente, de Celso dos Santos Vasconcellos; e Formação de Professores na Educação Infantil, de Marineide de Oliveira Gomes. O lançamento será na livraria Cortez, à Rua Monte Alegre, 1074, Perdizes. Informações pelo telefone 3873.7111.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

OS MIL GOLS DE PELÉ; BUDA RAM E O PADRE CÍCERO

Há quase um ano, o adolescente nepalês Ram Bohadur Bomjan está arrastando multidões a Nijgadh, lugarejo distante cerca de 160 quilômetros da capital do Nepal, Katmandu, onde, na posição de lótus e debaixo de uma árvore centenária que não se balança ao vento, tomou gosto pelo vício de não comer, beber e imitar Dorival Caymmi no sadio e sagrado exercício de não fazer nada.
Pois bem, assisti o documentário do Discovery Channel e logo me lembrei de fenômenos parecidos, seja: de pessoas que provocam a curiosidade de outras e, por isso, fazem um rebuliço danado na região em que vivem ou andam.
O padre Cícero era craque no assunto.
O rei da voz Chico Alves, também
Idem Orlando Silva, não à toa chamado de Rei das Multidões.
Quando morreu, Getúlio levou o Brasil todo às ruas e à loucura.
Um chororô danado.
Tancredo parou São Paulo, também quando partiu.
Padre Cícero arrastou na vida e na morte gente de todo canto para vê-lo em Juazeiro do Norte, CE.
Depois de excomungado pela Igreja Católica, está ele, o padre, em vias de virar santo.
No tocante à religião, Juazeiro é a maior cidade do País; espécie de Meca, cidade saudita para onde acorre uma vez por ano o mundo todo árabe, para se arrepender dos pecados cometidos e a serem cometidos.
Lembrar do Padrim é lembrar também de Maria de Araújo, aquela do milagre da hóstia ensangüentada ocorrido no dia 1º de março de 1889, e que a boca do dos peregrinos nordestinos sacramentou santa.
Lembram disso?
Cícero ficou de calças curtas, isto é, de batina curta e obrigado a se justificar em Roma perante o Papa Leão XIII, no ano de 89 do século 19. Mas nem isso impediu que fosse excomungado pela mão-de-ferro que sempre caracterizou a madre-mãe Igreja Católica que inda faz o medievo baiano Elomar Figueira de Mello, meu amigo, se arrepiar todo; pois embora católico, me disse ele um dia, não é “apostólico romano”.
Mas, atenção, não confundir a beata Maria de Araújo com a beata Mocinha, de batismo Joana Tertuliana de Jesus, tesoureira e secretária especial do Padrim.
Vejam lá, hein?
Inda hoje reina uma confusão dos infernos em torno desses dois nomes e o fato em si, sangrento, que gerou lenda.
Confusão, diga-se, que levou o rei da embolada Manezinho Araújo a se enrolar todo na hora de fazer a valsa Beata Mocinha, que o rei do baião Luiz Gonzaga gravou no dia 29 de agosto de 1952 e lançou em novembro do mesmo ano, pela extinta RCA Victor.
À guisa de informação, acrescento: o disco com essa gravação, primorosa, de nº 80.1015, traz no lado A o Baião de Vassouras, com Os Cariocas.
Isso quer dizer o seguinte: foi um disco historicamente dividido entre um cantor/compositor/sanfoneiro, Gonzaga, e um grupo musical chamado Os Cariocas, de grande prestígio enquanto existiu.
No mínimo curioso, não?
Mas eu estava falando mesmo era do rapazote Ram Bomjan.
Bomjan é de um mundo muito especial, cheio de esquisitices, segredos, mistérios.
O Nepal, país localizado no mundo asiático, na encosta do Himalaia, perto da China e da Índia, lugar de passagem de Cristo, é pobre e cheio de contradições.
Uma espécie de Juazeiro do Norte, digamos, ou a Canindé das bandas do Ceará.
O moço nepalense que está sendo chamado de novo Buda tem obrado milagres pra familiares, digas-se, com seu jeitão simples de chamar atenção para coisas sem explicações nesta vida.
O seu caso me lembra também o caso de Tambaú, no interior de São Paulo, onde o padre Donizete fez e desfez e por pouco não levou ao linchamento físico do meu querido amigo Otávio, chargista dos grandes de atuação inesquecível no extinto jornal Folha da Tarde, do Grupo Folhas, onde trabalhei.
E tudo isso para dizer, ao fim, que parei de beber leite; vez que Ram não come, não bebe...
Osvaldinho da Cuíca também não é chegado a líquidos. Melhor: não bebe água, leite, suco...
Acho que vou virar santo.
Ah!
Hoje faz 40 anos que Pelé, o rei do futebol, marcou seu 1000º gol. Foi no Maracanã, de pernas bambas, contra o Vasco. De pênalti. Na ocasião, não entendido por muitos, ele chamou a atenção para o descaso que já à época se dava à criança brasileira, abandonada.
Vocês já assistiram Pelé Eterno? É um belo filme. Dele sou consultor musical.
Fica o registro.
Viva Pelé!

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

TIMES, CORDEL E BURCA PARA GEISY

Li:
Repórter do The New York Times vira fã de autor de cordel gay.
Opa!
Li de novo e entendi que o repórter Larry Rother tem paixão por folhetos que tratam do tema gay. ele tem um monte em casa: 2 mil.
Pois bem, Rohter é da terra detonada por Bin Laden.
Morou aqui, no Brasil, durante uns trinta e tantos anos sem que ninguém o incomodasse.
Não o questiono como profissional, inclusive porque não o conheço pessoalmente; mas ele nos conhece de sobra e sobre nós escreveu – e deve continuar a escrever – o que bem quis e quer, em centenas de reportagens publicadas no seu jornal, The New York Times.
Até sobre a nossa cachaçinha gostosinha querida etc. e tal, quente que só, do dia-a-dia santo-santificado ele escreveu.
Rohter uma vez desceu a lenha no Lula só porque, coitado, como eu e milhões e milhões, gosta, Lula, de uma branquinha um dia sim, outro também.
Ora, e que mal há nisso?
Lula parece estar fazendo bem ao País...
E o Rohter?
Paulo Vanzolini, mestre, gênio, amigo querido, também gosta da branquinha popularmente chamada de cana, caninha, água benta, metida e tal, como tantos. E olha que o Paulo, moço estudado e doutor até em Harvard, está quase acima do bem e do mal... Outro amigo, o Bill Hinchberger, jornalista norte-americano como Rohter, morador destas paragens por 22 anos – hoje na França –, correspondente de jornais e revistas como a velha Variety, de 1905, também gosta.
De quê? De uma gostosinha, não é mesmo Marco Haurélio?
Marco é dos cordelistas brasileiros hoje um dos melhores, como os irmãos Ari e Klévisson Viana.
Ari também é chegado.
A quê?
Ora, ora...
Uma vez nos sentamos à mesa eu, Paulo e Bill.
Foi ali pelas bandas do Museu de Zoologia.
Paulo era seu diretor.
A conversa fluiu muito bem, como sempre. E olha que nada falamos de cobras e lagartos, a especialidade profissional do autor de Ronda e Volta por Cima. Aliás, a biblioteca do Museu foi toda constituída por grana advinda dos autorais de Ronda, doada por Paulo.
Repito: que mal há beber o que é bebível, hein?
O mal é a desinformação.
Larry Rohter, que lhe pese o fato de morar tanto tempo no País, ainda não conhece direito a cultura popular de cá. De certo modo, essa questão beira o campo da gravidade porque ele, Rohter, tem espalhado mundo afora que a literatura de cordel no Brasil é feita basicamente por J. Borges.
Não é.
São mais de três mil cordelistas, pelos meus cálculos.
Borges é um xilogravurista de grandes qualidades, mas não é um cordelista nos moldes tradicionais de um Leandro Gomes de Barros ou João Martins de Athayde, José Bernardo da Silva, José Camelo de Melo Resende, Firmino Teixeira do Amaral, José Pacheco e Francisco das Chagas Batista, entre tantos e tantos da galeria dos antigos; e dos mais novos os já citados Ari, Klévisson e Marco, além de Audifax Rios, Moreira de Acopiara, Antônio Alves da Silva, Valdir Soares, Pedro Costa, Sinzenando Cerqueira Lima, Horácio Custódio de Sousa, William Brito, Mateus José dos Santos, Aparecido Balbino, Roberto Coutinho da Motta, Gilmar S. Ferreira, Francisco Salviano da Cruz, Varneci Nascimento, Pedro Monteiro e João Gomes de Sá.
Sem falar no grande Patativa do Assaré e também no Chico Pedrosa, Jessier Quirino...
Rohter não sabe o que está dizendo.
Pena.
Sugiro que ele se inteire um pouco mais antes de voltar a ocupar páginas do seu jornal com meias informações a respeito de cana e literatura de cordel. Pode começar lendo os 40 folhetos resultantes do 1º e do 2º concursos paulista de literatura de cordel que promovemos em 2001 e 2003, em São Paulo através do Metrô e da CPTM. Os folhetos selecionados em ambos concursos tiveram uma tiragem de 410 mil e foram distribuídos nas escolas da rede pública do Estado.
E por falar em cordel, replico aqui o folheto de ocasião escrito por Miguezim de Princesa a mim enviado por Peter Alouche. Claro, é sobre a cliente da Uniban que continua provocando um tumulto danado. Título: Uma Burca para Geisy.

I
Quando Geisy apareceu
Balançando o mucumbu
Na Faculdade Uniban,
Foi o maior sururu:
Teve reza e ladainha;
Não sabia que uma calcinha
Causava tanto rebu.

II
Trajava um mini-vestido,
Arrochado e cor de rosa;
Perfumada de extrato,
Toda ancha e toda prosa,
Pensou que estava abafando
E ia ter rapaz gritando:
"Arrocha a tampa, gostosa!"

III
Mas Geisy se enganou,
O paulista é acanhado:
Quando vê lance de perna,
Fica logo indignado.
Os motivos eu não sei,
Mas pra passeata gay
Vai todo mundo animado!

IV
Ainda na escadaria,
Só se ouvia a estudantada
Dando urros, dando gritos,
Colérica e indignada
Como quem vai para a luta,
Chamando-a de prostituta
E de mulherzinha safada.

V
Geisy ficou acuada,
Num canto, triste a chorar,
Procurou um agasalho
Para cobrir o lugar,
Quando um rapaz inocente
Disse: "Oh troço mais indecente,
Acho que vou desmaiar!".

VI
A Faculdade Uniban,
Que está em último lugar
Nas provas que o MEC faz,
Quis logo se destacar:
Decidiu no mesmo instante
Expulsar a estudante
Do seu quadro regular.

VII
Totalmente escorraçada,
Sem ter mais onde estudar,
Geisy precisa de ajuda
Para a vida retomar,
Mas na novela das oito
É um tal de molhar biscoito
E ninguém pra reclamar.

VIII
O fato repercutiu
De Paris até Omã.
Soube que Ahmadinejad
Festejou lá no Irã,
Foi uma festa de arromba
Com direito a carro-bomba
Da milícia Talibã.

IX
E o rico Osama Bin Laden,
Agradecendo a Alá,
Nas montanhas cazaquistãs
Onde foi se homiziar
Com uma cigana turca,
Mandou fazer uma burca
Para a brasileira usar.

X
Fica pra Geisy a lição
Desse poeta matuto:
Proteja seu bom guardado
Da cólera dos impolutos,
Guarde bem o tacacá
E só resolva mostrar
A quem gosta do produto.

Quem é Miguezim de Princesa? Em versos, o próprio responde:

Meu nome é Miguel Lucena,
O Miguezim de Princesa,
Saio espalhando alegria
Para espantar a tristeza;
No entulho da feiúra
Boto um rio de beleza.

Meu pai é Migué Fotogra,
Minha mãe é dona Emília,
Minha casa é de oito irmãos,
Meu filho é uma maravilha,
Minha mulher é meu amparo,
Meu coração é família.

Concursado delegado,
Há duas décadas jornalista,
Vivo a escrever versos tortos,
Inspirado em repentista,
A quem me chama doutor:
Em sou mesmo é cordelista.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

ANA BERNARDO, INTÉRPRETE DE PAULO VANZOLINI

Como previsto, o espetáculo poético-musical com o especialíssimo dublê de cientista e compositor aclamado Paulo Emilio Vanzolini ontem à noite no palco do teatro Fecap, no bairro da Liberdade, cá em Sampa, foi simplesmente primoroso.
O autor de Ronda e Volta por Cima e de mais cinco dezenas de títulos que formam uma obra musical singular iniciada nos 40, e que nos enobrece e enobrece também o País hoje musicalmente tão judiado, espoliado, esteve totalmente à vontade numa mesinha à esquerda do palco, cervejinha à mão e à goela, por cerca de hora e meia perante umas 400 pessoas de idades diversas, desde o adolescente curioso à avó saudosa e o tiozinho íntimo de suas belas (e bem-feitas) canções.
“Esse é o meu público”, frisou feliz uma hora Paulo, retribuindo com humildade os aplausos que recebia de maneira quase intermitente a cada intervenção que fazia, ora para declamar um trecho do livro Tempos de Cabo, ora para cantarolar e contar causos e a história de algumas de suas músicas famosas como Cravo Branco, que nasceu a partir de uma observação colhida de uma empregada doméstica.
Aliás, também de uma simples observação do ato de bater carteiras dos incautos que transitavam na Praça Clóvis Bevilácqua e redondezas nos anos 60 de chumbo, na capital paulista, surgiu Praça Clóvis, samba de valor reconhecido até pelo turrão Adoniran de Saudosa Maloca e Trem das Onze, que chegaria a ganhar uma música em sua homenagem (Seu Barbosa), feita pelo próprio Paulo a pedido do cantor, compositor e instrumentista Luiz Carlos Paraná (1932-70), seu amigo e autor de Cafezal em Flor (gravada pela dupla Cascatinha & Inhana e tantos) e Maria, Carnaval e Cinzas (defendida por Roberto Carlos no III Festival de Música Popular Brasileira, em 1966), entre outras.
A parte musical propriamente dita do espetáculo de ontem, a cargo do impecável grupo formado por Ítalo Perón (violão e arranjos), Jayme Saraiva, Pratinha (flauta e bandolim) e Adriano Busko (percussão), foi, digamos, algo inesquecível.
Sim, um show à parte foi a apresentação de Ana Bernardo.
Ela estava iluminada. Correta na voz e postura.
Os músicos, completamente afinados uns com os outros, pareciam brincar em cena.
O entrosamento deles com a experiente cantora em palco foi mais do que perfeito.
Ana é filha de Arthur Bernardo (1930-90), lendário violonista integrante de primeira hora do longevo grupo paulistano Demônios da Garoa.
Ela iniciou a noite cantando os sambas Chorava no Meio da Rua, Longe de Casa e Samba Erudito.
Após a primeira intervenção de Paulo, ela prosseguiu cantando Cara Limpa, Cravo Branco, Boca da Noite e Cuitelinho.
Nesse ponto, uma nova pausa para o autor de Capoeira do Arnaldo revelar à platéia que essa toada deve ser creditada também a outro autor, Antônio Xandó.
E por aí seguiu a noite feito criança, como dizem os poetas e boêmios em geral.
Quem não foi perdeu inclusive a apresentação de Pedacinhos do Céu.
Nesse ponto, uma informação adicional:
Num dos nossos encontros há anos, Paulo perguntou se eu conhecia o chorinho de Waldir Azevedo e se eu poderia lhe fazer uma cópia do original. Fiz e o resultado foi o que Ana nos brindou.
Detalhe: Paulo contou que durou uns 25 anos a sua luta para terminar a letra de Pedacinhos do Céu.
Eu passei uns 25, para concluir Pascalingundum! Os Eternos Demônios da Garoa.
Após o espetáculo, Paulo passou a atender o público no hall do teatro, autografando Tempos de Cabo, que trata de seus tempos... de cabo do Exército. É desse período, em ronda a cavalo pela região central da cidade, o famoso samba-canção que Inezita Barroso gravou em agosto de 1953, no seu segundo disco de 78 RPM, sete anos depois de composto.
A fila parecia não acabar nunca.
Deparei-me com vários amigos nela, como Vicente Dianezzi, da velha Folha de S.Paulo, e amigas como Geisa, companheira eterna de mestre Lourenço Diaféria (“inventor da crônica paulistana”), meu amigo querido e a quem dedico o livro Pascalingundum!
Pascalingundum também é dedicado a Paulo, , diga-se, o “intelectual do samba e da vida, co-autor da Teoria dos Refúgios, segundo a qual as mudanças climáticas em florestas contínuas, como a Amazônia, fragmentam formações vegetais que causam especiação e, consequentemente, enriquecem a biodiversidade da nossa América”.
Grande noite a de ontem, no teatro da Fecap.
Quero mais!

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

PAULO VANZOLINI E TEMPOS DE CABO

O renomado biólogo paulistano especializado em herpetologia, ex-cabo e compositor bissexto Paulo Emílio Vanzolini dará o ar da sua graça amanhã e depois, 14 e 15, às 21 e 19 horas, respectivamente, no teatro da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado, Fecap, à Avenida Liberdade, 532.
O pretexto de tão boa notícia é a edição fac-similar do livro Tempos de Cabo, viabilizada pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo. O livro é recheado de belíssimas ilustrações assinadas pelo craque cearense Aldemir Martins, ao contrário da edição original, que, aliás, é bem anterior a essa composta em março de 1981 pela Palavra e Imagem Editora Ltda., que tinha endereço ali na Rua Augusta, de tantas histórias.
Paulo é um dos mais importantes e práticos seres humanos nascidos em solo brasileiro que já conheci, e com quem tenho tido, ao longo dos anos desde os 80, o prazer de molhar o bico com cerva da boa, geladinha, seja na sua casa, seja no boteco da esquina mais próxima.
A trajetória do cientista Paulo Emílio Vanzolini é orgulho para todos que sabem o que é cidadania e ser cidadão, e que gostam deste País acima dos outros países.
Como compositor Paulo é um clássico, o contraponto poético perfeito do seu amigo Adoniran Barbosa, com quem também muitas vezes molhei a palavra no velho Mutamba de guerra, que existia no térreo de um prédio ao lado da sede do extinto Diário Popular, na Major Quedinho.
Adoniran é o popular clássico.
O primeiro, autor do samba-canção Ronda.
O segundo, do samba Trem das Onze.
Tanto um quanto o outro, ótimo motivo para boas discussões em torno da música paulista.
Paulo é o clássico popular como Bach e Beethoven, se me entendem.
Fantástico!
Há uns dois ou três anos, eu o convidei a subir comigo no palco de uma das unidades do Centro Educacional Unificado (CEU), na periferia de São Paulo.
Ele foi e nos proporcionou uma noite memorável, pois difícil esquecê-lo contando histórias suas e nos desafiando a encontrar na sua obra a palavra “malandro”.
Na obra de Paulo não há espaço para dúbio sentido e nem vez para personagens “espertos”, que passam a perna nos outros.
Sua obra é seu espelho, espelho cristalino.
A sua obra, formada por 52 músicas distribuídas em quatro CDs de 13 faixas cada um, acondicionados numa caixa (Acerto de Contas), é seu legado para o porvir. Além, claro, dos estudos que fez no campo da pesquisa científica.
Paulo Emílio Vanzolini é um homem de moral, como acertadamente foi escolhido o título do filme que trata um pouco da sua vida e obra, dirigido com sensibilidade e talento pelo paulistano, e também biólogo, Ricardo Dias.
Uma amostra do conteúdo poético de Tempos de Cabo a ser relançado amanhã e depois, na Fecap:

Quem me viu e quem me vê
Há de dizer certamente
Que hoje me vê deferente
Se essa vida é mesmo um circo,
Paiaço dela sô eu.
Destino se riu de mim,
Me deu muler que eu não quero,
Muler que eu quero num deu.

Uma, coitada, me adora.
Seu eu passo e num ligo, chora.
Sempre eu passo, nunca ligo.
A otra, veja você,
Destino brinco comigo,
Nem finge que não me vê,
Si ri pra mim tudo dia,
Não sorriso de bondade,
Nem de amor nem de amizade,
De mardade e de ironia.

Quem me viu e quem me vê
Hoje me vê deferente.
Onde eu to tem tempo quente,
Tem tiro, tem punhalada,
Tem sangue, tem entrevero.
Diz que eu não sô bom de gênio,
Dissesse que é desespero.

Quem conhece um pouco a vida
Vê meu destino traçado:
Vô acabá de madruga
Espichado numa carçada,
Morrendo de morte matada.

E nesse dia de sangue
Essa muler que eu não gosto,
Me vendo morto se mata.
E essa que gosto, essa ingrata,
Não há de chorar por mim,
Só há de dizer assim,
Com seu jeito de princesa:
– Era nego muito salafra,
Morrendo até foi limpeza.

Paulo Vanzolini não estará só amanhã e depois – e nem nunca – no teatro da Fecap. Acompanhando-o estarão Ana Bernardo, cantora e companheira; Ítalo Peron (violão), Jayme Saraiva, o Pratinha (flauta) e Adriano Busko (percussão). Ana interpretará clássicos vanzolianos, como Chorava no Meio da Rua, Falta de Mim, Bandeira de Guerra, Cara Limpa e Praça Clóvis. Antes, Paulo contará histórias curiosas sobre a sua vida e obra, o que fez magnificamente noutra ocasião quando estivemos juntos com seu parceiro Eduardo Gudin, seu ex-aluno de medicina Dráuzio Varela e o produtor musical Fernando Faro, no palco do SESC Vila Mariana.
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DOMINGUINHOS
O sanfoneiro Dominguinhos se apresenta hoje 13 de sorte no Remelexo Brasil, ali na Rua Paes Leme, 208. Mais detalhes com Fabíola Lima, pelo telefone 11.9579-8222 ou através do e-mail fabíola@duolfcomunic.com.br

RAPAZIADA DO BRAZ
De Braz Baccarin, responsável pelo lançamento à praça do clássico Trem das Onze na primeira metade dos anos de 1960, recebo por e-mail:
Prezado amigo Assis Ângelo, boa tarde
Gostei da história da música Rapaziada do Braz, porém, faltou um detalhe sobre essa famosa obra. Antes da letra de Alberto Marino Júnior, ela teve letra de Álvaro Rodrigues e foi editada em 1923 por Vicente Giordano Editor e somente em 1954 foi transferida para Irmãos Vitale. Não é história de pescador: tenho a partitura.
Um abraço.

BLOG
De Álvaro Alves de Queiroz, recebo também por e-mail:
Prezado conterrâneo Assis Ângelo
Não sei se você se lembra de mim, eu lhe conheci no SESC de São José dos Campos/SP, quando você fez palestra sobre O Nordestino em São Paulo. Fiquei com o seu e-mail e até já mandei alguns artigos que escrevo para os amigos internautas sobre a Olimpíada no Brasil - o Rio de Ontem e de Hoje, e outro sobre as invasões do MST. Agora, venho lhe cumprimentar pelo seu blog, que é excelente e onde você expõe um repertório de contactos muito bom, e faz considerações muito boas e procedentes sobre diferentes assuntos, como as da minissaia da aluna da Uniban, Geisy Arruda. Como sou um velho muito enrolado no computador e na Internet, não estou conseguindo me manifestar em seu blog, para lhe cumprimentar sobre a excelência de seu espaço; por isso, aqui vão os meus cumprimentos.
Saudações nordestinas.

CORDEL
A respeito do episódio envolvendo a cliente da Uniban, Geyse Arruda, recebo de Peter Alouche um cordel assinado por Miguezim de Princesa. Posto depois, para deleite dos leitores.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

O RAPAZ DA RAPAZIADA DO BRÁS FAZ 85. VIVA!

O ex-procurador de Justiça do Estado de São Paulo, o paulistano do Brás Alberto Marino Júnior completa amanhã 85 anos de idade. Ele é o autor da letra para a primeira música dedicada a um bairro da capital paulista, Rapaziada do Brás, composta por seu pai Alberto Marino na noite de 20 de novembro de 1917 e lançada no ano de 27 pelo Sexteto Bertorino Alma, através do selo fonográfico Brasilphone.
A musa inspiradora da melodia foi Ângela Bentivegna, com quem o autor se casaria em 1924. Desde então, quase uma vintena de músicas foi lançada à praça com títulos parecidos: Rapaziada do Bom Retiro, Rapaziada da Liberdade, Rapaziada do Ipiranga, Rapaziada do Centro, Rapaziada do Pari, Rapaziada das Perdizes, Rapaziada de Santana etc., mas a que ficou para a eternidade foi Rapaziada do Brás.
Mas são muitas as músicas que tratam da cidade de São Paulo. No total, até agora, contabilizei mais de 2,7 mil títulos.

São Paulo é Paulo
Lá eu chego já
Quem não gosta de São Paulo
De que é que vai gostar?

Eu ouvi esses versos, nunca gravados, cantados por seu autor Manezinho Araújo, o rei da embolada, numa de minhas idas a sua casa, ali na Rua Augusta.
O engenheiro e poeta Peter Alouche, bacharelado em Letras pela Universidade de Nancy, França, ex-professor do Mackenzie e da FAAP, hoje consultor gabaritado da área de transportes do GTT Grupo Trends Tecnologia, de São Paulo, também escreveu:

Vim de terras bem longínquas
Abrigar-me no teu calor;
Fugi da fome de solos áridos
Fugi de guerras de almas secas;
Vim da Sicilia, vim do Japão
Sou português, sou catalão,
Sou libanês, perdi meu chão...

Chão esse que encontrou em São Paulo, caopital.
Os versos integram o poema São Paulo de Todos Nós, musicado e gravado por Téo Azevedo, em 2003.
São Paulo também aparece num texto poético que nem o autor, Paulo Vanzolini, lembrava mais e que encontrei entre livros e discos do meu acervo. Um trecho:

Nesta cidade de São Paulo,
Neste meu berço, nesta minha arena,
Eu sou na noite uma espécie de poeta
Das menores e mais fáceis
Que sai sem rumo e volta sem destino
Traçando o chão por força do costume
E não faltando no braço ao dia a dia...

São Paulo guarda verdadeiros tesouros na boca do povo.
Clássicos, além de Rapaziada do Brás?
Alguns:
- Trem das Onze, de Adoniran Barbosa.
- Ronda, do citado Vanzolini.
- Lampião de Gás, de Zica Bérgami.
- Eh São Paulo, de Alvarenga e Ranchinho.
- Silêncio no Bixiga, de Geraldo Filme
- São Paulo Meu Amor, de Tom Zé.
- O Tempo e a Hora, de Billy Blanco.
A letra da valsa Rapaziada do Brás, considerada irretocável pelo autor, foi feita num fim de semana a pedido do cantor argentino naturalizado Carlos Galhardo, que a gravou no dia 19 de agosto de 1960, nos estúdios da RCA Victor, e a lançou em outubro do mesmo ano.
Parabéns a Alberto Marino Júnior.
São Paulo tem motivos para estar em festa, por ter filho tão ilustre.
Outro dia, eu disse que cheguei a entrevistar o Bandido da Luz Vermelha para a Folha de S.Paulo, jornal em que trabalhei como repórter. A propósito, um dos filhos de Alberto Marino Jr., Roberto, mandou o seguinte e-mail:
“Sobre o bandido da Luz Vermelha, quem assinou a sentença de libertação dele foi meu irmão, Alberto Marino Neto, quando era juiz das Execuções Penais.
Uma coincidência, pois quem funcionou como promotor, no Tribunal do Júri, quando o Luz Vermelha foi condenado, foi meu pai, Alberto Marino Júnior, que estará completando 85 anos nesta quarta-feira, 12 de novembro.
A letra da valsa famosa é esta:

Lembrar,
Deixe-me lembrar,
Meus tempos de rapaz,
No Brás.
As noites de serestas,
Casais de namorados,
E as cordas de um violão,
Cantando em tom plangente,
Aqueles ternos madrigais.
Sonhar,
Deixe-me sonhar,
Lembrando aquele amor,
Fugaz,
Uma sombra envolta na penumbra,
Detrás da vidraça,
Faz um gesto lânguido,
E cheio de graça,
Imagem de um passado,
Que não volta mais.
Tão somente
Uma recordação,
Restou daquele grande amor,
Daquelas noites de luar,
Daquela juventude em flor,
Hoje os anos correm muito mais,
E as noites já não tem calor,
E uma saudade imensa,
É tudo quanto resta
Ao velho trovador.

PS - Alberto Marino Júnior aparece acima num clic de Andrea Lago, ao lado de Paulo Vanzolini (de chapéu), na memorável noite de 2 de abril do ano passado, quando foi lançado o livro São Paulo Minha Cidade, na Sala São Paulo. Através do site www.saopaulominhacidade.com.br podem ser acessados o texto poético de Vanzolini, interpretado por ele mesmo, e todo o conteúdo do livro e do CD que produzi e que o acompanha como encarte.

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ARTISTA DE MOMENTO 1
E o caso da menina cliente da Uniban, hein? Daqui a pouco vai ser chamada pra Playboy. E pra gravar disco e pra apresentar programa de rádio, TV, essas coisas. Os tempos corridos de hoje são assim. A Uniban pisou na bola. Que coisa!

ARTISTA 2
Recebo e-mail informando da vida de Frank Aguiar no cinema. Eita! Terezina parou hoje pra assistir a movimentação cinematográfica. É o sucesso.

ARTISTA 3
Bons tempos em que arte era produto verdadeiro, e de artista.

APAGÃO
O Brasil escureceu ontem todinho. A americana rede de televisão CBS disse domingo em ampla reportagem que isso poderia acontecer. Coisa de hackers. Se eu fosse o governo, contrataria os hackers Os cabras são bons e poderia ajudar no sentido de detetar as fragilidades do sistema. Aliás, dos sistemas político, elétrico...

terça-feira, 10 de novembro de 2009

PROGRAMA DO FAUSTÃO 0, CLÃ BRASIL 10.

Mais uma vez a feiúra ganhou da beleza, descarada e desonestamente.
Foi domingo 8 à boca da noite no Rio de Janeiro, mais precisamente na Plim, plim. Inda mais precisamente no Faustão, um programa de baixarias intermináveis da nossa televisão que, diga-se, continua, inexplicavelmente, com uma programação situada entre a faixa do ruim e a faixa do pior.
Lamentável.
Eu não quis crê no que vi.
Liguei a TV menos por impulso e mais por recomendação.
O e-mail pedia para que eu desse uma espiadela na telinha de fazer doido - como dizia o velho Ponte Preta -, pois o grupo de forró Clã Brasil, que acaba de chegar de um giro pela Europa e é formado por meninas e seus pais, iria se apresentar.
Caí na besteira e liguei.
Fiquei ouvindo e vendo de um apresentador medíocre e cheio de razões um blá, blá, blá nojento, sem fim, recheado por um palavreado chulo e sem graça.
Deus do céu!
Chacrinha faz falta. E como!
Às 18:27 foi anunciado um embate entre o Clã e uma porcaria vinda não sei de onde denominada Tchê Barbaridade.
Não era embate o que eu esperava.
Pensei numa apresentação bonita, pois o Clã Brasil não sabe fazer outra coisa senão isso. Seus integrantes estudam música e procuram entender este País. Pois é, e se não fosse assim mestre Sivuca, o Mago da Sanfona aplaudido no mundo todo, e a rainha do xaxado Marinês não o teriam escolhido para se deixar gravar juntos em ação pela última vez.
Duvidam?
Vejam o DVD do Clã.
Aliás, nem foi embate o que vi.
O que vimos foi um clip de um lado e um clip de outro, ambos pré-gravados e enviados ao programa pela WEB.
Num, o Clã.
Noutro, o Tchê.
A letra do grupo viondo não sei de onde repetia este refrão besta, à exaustão:

Canalha eu sou
Canalha eu sou
Canalha eu sou
É assim que elas me chamam
Depois de fazer amor.

O começo da esculhambação gaúcha é assim:

Todo mundo lá na zona tá me tirando
Quando passo lá na rua todos ficam comentando
Lá vai o canalha que a fulana falou...

Alguns minutos depois, e depois de ver cenas de horrores no quadro Te Vira nos 30, no qual um cara puxou dois carros a dentes, literalmente, e um certo Homem Borracha vindo não sei de onde andou bizarramente numa magrela e entrou num cano ou algo parecido, o apresentador anunciou com jeito idiota: galera não sei quê, não sei que lá, o Tchê Barbaridade está classificado para o próximo domingo, com 66% etc.
E pronto!
Mas até gostaria de saber como esses 66% foram apurados.
Quem votou?
Quantos votaram no grupo “x” e no grupo “y”?
Empulhação pura.
O povo brasileiro parece que gosta mesmo de ser enrolado...
Melhor o mote do Sílvio: Quem quer dinheiro?
Esse, pelo menos, parece menos canalha.
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RASGUEMOS A CONSTITUIÇÃO?

E o caso da garota da Uniban, hein?
A Uniban perdeu uma grande oportunidade: a de discutir com seriedade os valores e rumos da sociedade em que vivemos, a partir do episódio envolvendo uma de suas clientes, a estudante Geisy Arruda, hoje na boca de meio mundo por ter usado um vestido acima da canela.
Era para usar aqueles vestidões das mulehres de burca, do Oriente?
Ora, ora, pois, pois, e já estamos no fim da primeira década do terceiro milênio, será que dá pra notar?
A menina foi alvo de uma alcatéia esfomeada que se prepara para saltos profissionais chancelados pela universidade.
O caso lembra um pouco os tempos da Inquisição.
E o direito de todos, o de ir e vir, onde fica?
Rasguemos a Constituição?
Foi isso o que a Uniban fez, ao optar pela expulsão da aluna.
Quero ver agora como vai se manifestar o Ministério da Educação a respeito desse caso, que está ganhando repercussão internacional.
Por que a expulsão?

CELIA E CELMA
As meninas Célia e Celma, cantoras de gogós invejáveis, escrevem:
“Oi moço, tudo bom? Pelo seu blog é que ficamos sabendo da partida do grande e querido Anselmo Duarte. Estávamos em Cuba e chegamos hoje. Estivemos com Anselmo em várias ocasiões e era sempre muito prazeroso e divertido ouvir suas histórias...
Não conseguimos postar no blog e assim passamos aqui pra você as palavras que ele nos dedicou no dia em que nos conhecemos. Vai também a cópia do certificado da Universidade de Matanzas, em Cuba, onde fizemos a conferência para professores e alunos. Foi muito boa a receptividade. O interesse deles por nossa cultura é total, nem piscam!
bjs duplos”.
O bilhete do Anselmo, que ilustra esta página, traz uma frase enigmática. Esta: "O fã admirado e assustado”.
O que ele quis dizer com isso, hein, Célia e Celma?

sábado, 7 de novembro de 2009

ANSELMO, GONZAGA E LEMBRANÇAS

O premiadíssimo ator, roteirista e diretor de cinema Anselmo Duarte, paulista de Salto, fez hoje, aos 89 anos, a sua derradeira viagem.
Partiu dormindo o sono dos anjos, no começo da madrugada.
Ele era um sujeito encantador, bom de prosa.
Gostava de falar de si e mais ainda dos amigos; e de forma bonita, pois não era de pabulagem.
Encontramo-nos algumas vezes no meu escritório, ainda nos tempos em que eu trabalhava para a Cia. do Metropolitano de São Paulo –Metrô, como assessor de imprensa.
Ao escritório ele ia espontaneamente, quase sempre sem nem avisar. Como, aliás, também o fazia João Pacífico, parceiro de Raul Torres nas toadas Pingo d´Água, Cabocla Tereza, Chico Mulato e No Mourão da Porteira, entre outras obras-primas.
Conversávamos sobre tudo, principalmente sobre cinema e música.
Eu como aprendiz, sempre.
Há 20 anos quando nos conhecemos, lhe pedi uma fala para o livro que eu estava findando sobre o Rei do Baião, que, na ocasião, acabara de partir.
Anselmo:
“Com a morte de Luiz Gonzaga, a nossa música popular fica mais pobre, sem dúvida”.
Em seguida, a informação:
“Conheci o Lua na década de 40, no Rio de Janeiro. Encontrávamos nos bares da região do Mangue. Eu, Jorge Dória, Francisco Carlos e outros amigos. Foi através do Lua que também conheci Humberto Teixeira, outra figura maravilhosa”.
Isso está no livro Eu Vou Contar pra Vocês.
Anselmo tocava violão e bandolim. Também era “pianeiro”, isto é: pianista autodidata, nas horas vagas.
Sobre ele, que dirigiu e roteirizou O Pagador de Promessas, drama baseado em texto de Dias Gomes que ganhou em 1962 a primeira e única Palma de Ouro em Cannes para o nosso cinema, parodio sua fala a respeito de Gonzaga:
“Com a morte de Anselmo Duarte, o nosso cinema fica mais pobre, sem dúvida”.
PS - A foto que ilustra o blog registra uma cena do filme que teve Leonardo Villar no papel titulo. Curiosidade: antes de ganhar a Palma de Cannes, O Pagador foi dirigido por Flávio Rangel, com quem tive o prazer de trabalhar no jornal Folha de S.Paulo. Flávio, em reuniões lá em casa, tentou trazer de volta aos palcos o cantor e compositor paraibano Geraldo Vandré. O autor de Caminhando participou uma ou duas vezes dessas reuniões, que, como se sabe, não deu em nada. Infelizmente, para todos nós.
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CONVITE/FAU
O amigo Nestor Tupinambá manda convite para o concerto Sobre o Grande Amor, hoje 7 às 20h00, com Viviane Rocha, Bruno Brasil e Thelma Nascimento interpretando canções de Villa-Lobos, Alberto Nepomuceno, Claudio Santoro, Ricardo Miranda e Carlos Gomes. Será no auditório da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, FAU-USP, à Rua Maranhão, 88, Higienópolis. Na faixa 0800, isto: de graça, incluindo estacionamento. Mais informações pelos telefones 30914891 e 32567341.

DIVERSIDADE CULTURAL
Recebo e passo pra frente a informação de que gestores públicos e privados da área cultural da região Centro-Oeste participam hoje em Campo Grande do 4º Seminário Diversidade Cultural. O evento, chancelado pelo Ministério da Cultura por meio da Secretaria de Identidade e Diversidade Cultural (SID/MinC), em parceria com a Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), tem por objetivo desenvolver atividades que propiciem conhecimento e integração dos gestores com a Convenção adotada na Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) em 2005 e promulgada no Brasil em 2007 através do Decreto-Lei 6.177.

EDUCAÇÃO MUSICAL
Na próxima semana, no SESC Consolação, será realizado o Seminário Ibero-Americano de Educação Musical e Inclusão Social com representantes do Brasil, Argentina, Espanha, Paraguai, Chile, Uruguai e Colômbia. O evento pretende discutir a criação de uma rede de apoio mútuo e de intercâmbio entre programas socioculturais que tenham a música como eixo de suas ações, iniciativa que tem obtido significativo crescimento em todo o mundo nos últimos anos, e que ganham ainda mais apelo no Brasil com a obrigatoriedade do ensino de música nas escolas a partir do ano que vem. A programação inclui palestras com grandes nomes do setor nesses países, mostras de programas e apresentações musicais. Mais informações com Cristiane Batista, através do e-mail cristiane.batista@conteudonet.com ou pelos telefones 11. 5056.9826 e 11.9664.0754

TOQUINHO EM ITAJAÍ
O mais profícuo parceiro do poetinha Vinicius de Moraes se apresenta hoje, às 21 horas, no Teatro Municipal de Itajaí. Acompanhado da pianista Silvia Góes, do baixista Ivâni Sabino, da baterista Lilian Carmona e da cantora Vanda Breder, Toquinho encerra o Festival de Música de Itajaí. Informações pelo telefone 47.3349.6447.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

ACHADO SAMBA INÉDITO DO REI DO BAIÃO

O pernambucano de Exu Luiz Lua Gonzaga do Nascimento, o eterno rei de todos os baiões, continua despertando atenção de muitos, pois não são poucos os intérpretes Nordeste a fora que foi não foi entram em estúdio e regravam seus forrós, xotes, cocos, toadas e maracatus aos montes.
Agora, samba.
Isso mesmo: samba!
A prova está num dos três discos que acabo de receber.
Três não, quatro.
O 4º, vol. 7 da série Seu Canto, Sua Música e Seus Amigos, da Revivendo, traz pelo menos uma novidade: a inédita Quem É?, resultante de parceria bissexta do Rei do Baião com o alagoano José Luiz Rodrigues Calazans (1896-1977), o Jararaca, da inesquecível dupla com Ratinho (Severino Rangel de Carvalho, paraibano; 1896-1972).
Quando digo “inédita”, digo por uma razão: Gonzaga nunca gravou nenhum samba, tampouco de sua autoria.
Entre as 18 faixas do repertório do CD da Revivendo, acha-se o raro Sivuca no Baião, com o próprio Sivuca à sanfona que o imortalizou, tocando já de maneira fantástica e sensível ainda na fase dos 78 RPM.
Depois, no disco, vêm Cajueiro Velho (Cecéu), Forró Gostoso (João Silva/LG) e Terra, Vida, Esperança (Jurandy da Feira), essas com Gonzaga cantando e tocando nos tempos dos 33 RPM, ou seja, dos LPs.
Os outros discos recebidos são:
- Forró Sinhá Guilé vol. 1: Luiz Gonzaga não Morreu, com repertório inteiro do Rei do Baião e parceiros. Mas, infelizmente, sem valor ou nenhuma importância musical pra quem prima pelo bom, no sentido arte. E primar por isso é preciso.
- Ed Carlos Canta Luiz Gonzaga. Esse dá pro gasto, mas o seu intérprete precisa melhorar.
- Com a Sanfona Agarrada no Peito Forroxote 8, Xico Bizerra, é dez! É o melhor dos três, merecedor de prolongados e sinceros aplausos.
Com a Sanfona Agarrada no Peito é o 8º disco do cearense Xico Bizerra (xicobizerra@br.inter.net). Esse disco também serve de pretexto para homenagens a Dominguinhos, Gennaro, Flávio José e outros sanfoneiros; uns mais, outros menos conhecidos mais igualamente bons como Chico de Odete e Severino de Zé do Ubaldo, citados no texto de encarte.
O resultado não poderia ser diferente: ótimo.
Tomam parte de Com a Sanfona Agarrada no Peito, além de Dominguinhos etc., a cantora Irah Caldeira, João Cláudio, misto de intérprete e humorista do Piauí; Maciel Melo, Petrúcio Amorim e Santana o Cantador, todos em momentos muito inspirados.
Dono de voz bonita, aprumada, moldada pelo calor do sol, Xico há muito anda na boca do povo.
É conhecido.
Suas letras mostram o quanto ama a terra em que vive.
Xico Bizerra é dos bons e por isso faz jus à semente plantada pelo Rei do Baião no árido solo nordestino.
....................

PALESTRA GONZAGA
- O amigo Wilson Seraine manda dizer que está tocando pra frente palestra sobre Luiz Gonzaga, no Piauí. Ele é de lá. O título é Curiosidades Gonzagueanas. Bom, muito bom.

LANÇAMENTO DE DISCO
- Logo mais às 21 horas, no Teatro da Vila, o lançamento do CD Manuella Cavalaro Canta Cristina Saraiva, com a presença do excepcional violeiro Renato Braz e da cantora, compositora e instrumentista paraibana Socorro Lira, de elegante timbre sertanejo.

SHOW DE VIRGÍNIA AROSA
- Amanhã e depois de amanhã a cantora Virgínia Rosa canta no SESC Santana, a partir das 19h30. Ela está lançando mais um CD, Baita Negão. Mais informações com Fernanda Teixeira, da Arteplural: 11.3885. 3671 e 11.9948.5355.

PRÊMIO JABUTI
- A tradução para O Conde de Monte Cristo, de Alexandre Dumas, feita por André Telles e Rodrigo Lacerda, para a editora Jorge Zahar, ganhou a 51ª edição do Prêmio Jabuti de literatura realizada na noite de anteontem na Sala São Paulo, aqui na capital paulista. O segundo prêmio ficou com Topografia Ideal para uma Agressão Caracterizada, de Rachid Boudjedra, tradução de Flávia Nascimento. Em terceiro lugar ficou A Elegância do Ouriço, de Muriel Barbery, na tradução de Rosa Freire d'Aguiar.

CASTRAÇÃO QUÍMICA
- Portugal está discutindo. O Brasil está mudo. A Dinamarca, Suécia, Alemanha e Reino Unido já adotaram o que chamam de “castração química” contra estupradores e pedófilos. Sabe como funciona? É simples: o cabra é pego na marra e nele aplicado uma injeçãozinha pra baixar a safadeza. Ah! Se o capitão Virgolino inda estivesse por cá, hein? Por certo iria ter trabalhinhos que faria com gosto, de cabo com sua faquinha de picar fumo.

BLOG
- Recebo muitos e-mails de amigos e conhecidos. Pediria a todos que mandassem suas opiniões por este próprio blog. Assim todos poderão compartilhar melhor dos escritos que cometo, hein? Aproveito para mandar um beijo para a minha querida amiga Márcia Accioly, guerreira das Alagoas.

LEON BARG
-Cliquem:

http://www.youtube.com/leonbarg

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

NO GOGÓ DE MARCELO: SS, PELÉ, LULA E MALUF

O amigo jornalista Marcelo Cunha é personagem real da vida brasileira com ligeira atuação no campo da ficção, pois por um breve tempo atendeu pelo aumentativo de seu sobrenome, o que provocava riso e festa por parte dos amigos ursos.
Com seu sobrenome o paulistano Marcelo fez sucesso nas páginas do livro O Coronel e a Borboleta e Outras Histórias Nordestinas, de minha autoria, com capa – bela capa a conferir ao lado – assinada por mestre Fortuna e ilustrações especiais de Aldemir Martins, Nássara, Ionaldo Cavalcanti e Carlos Jacchieri; Fausto, Luiz Gê, Alcy e Jaguar.
Esses continuam conosco, em convivência e prosa.
Os outros, incluindo Fortuna, infelizmente não; fato que nos empobrece e empobrece também este mundinho besta de meu Deus do céu.
Ele também fez marcante presença como imitador do animador SS, do jogador Pelé e dos políticos Maluf e Lula no São Paulo Capital Nordeste, programa de rádio de duas horas e tanto, que por anos seguidos apresentei, ao vivo, nas infindáveis noites de sábado, através do dial AM 1.040.
Nessas noites, naquelas noites bonitas do SPCN, lado a lado se achavam grupos musicais como Demônios da Garoa, Mestre Ambrosio e Banda de Pífanos de Caruaru, trios Sabiá, Virgulino e Juazeiro; duplas João Mulato e Cassiano e Célia e Celma, sanfoneiros Dominguinhos, Flávio José, Waldonys, Mário Zan, Negrinho dos 8 Baixos, Cezar e Oswaldinho do Acordeon; atores, cantores, compositores e instrumentistas diversos como Izaias do Bandolim, João do Pífano, Bily Blanco, Rolando Boldrin, Antônio Nóbrega, Tom Zé, Jarbas Mariz, Téo Azevedo, Roberto Luna, Carlos Poyares, Belchior, Renato Teixeira, Paulinho Nogueira, Geraldo Azevedo, Genival Lacerda, Jackson Antunes, Osvaldinho da Cuíca, Germano Mathias, Pery Ribeiro, Fagner, João Carlos Martins, Inezita Barroso, Carmélia Alves, Anastácia, Cláudia, Maria da Paz, Cris Aflalo e tantos e tantas, sem falar nos desenhistas e cartunistas Jô Oliveira, Fortuna, Paulo Caruso, Fausto, Quino, argentino criador da Mafalda; poetas, romancistas, estudiosos e jornalistas Audálio Dantas, Roniwalter Jatobá, José Nêumanne, Mário Chamie, Tinhorão e Gilles Lapouge, francês correspondente do Estadão há meio século.
Boas noites aquelas de festa em que bons ventos traziam também ao nosso programa o canto cordelista e repentista dos grandes Klévisson Viana, Maxado Nordestino, Pedro Costa, Zé Francisco, Bule-Bule, Oliveira de Panelas, Fenelon Dantas, Antônio Maracajá, Valdir Teles, Andorinha, Sebastião Marinho, Sebastião da Silva, Ivanildo Vila Nova, Ismael Pereira, Diniz Vitorino, Minervina Pereira e Mocinha de Passira, além de tiradores de coco Caju e Castanha.
Epa! Estou fugindo do tema.
Marcelo como imitador dos personagens linhas acima citado é irrepreensível.
Certa vez eu quis fazer um BBBqualquer imaginário no rádio e convoquei o seu talento e ele veio com a garganta afinada, trazendo SS, Lula, Maluf e Pelé.
Tranquei os quatro imaginariamente num quarto e o pau cantou, durante sábados.
Foi hilariante.
Lembrei de falar de Marcelo Cunha após assistir numa estação de metrô de São Paulo o filme-documento Alô, Alô, Terezinha, de Nelson Hoineff.
Por que a lembrança?
Primeiro porque cheguei a entrevistar o personagem do filme. Depois porque, antes disso, o folclorista Luís da Câmara Cascudo uma vez me falou muito bem dele: que era o melhor e mais autêntico animador da televisão brasileira etc. Depois de novo porque Marcelo Cunha foi dar uns dós de peito no programa que o velho guerreiro apresentava na TV Bandeirantes, isso em novembro de 1981. Ou seja: há 28 anos! Detalhe: Marcelo não foi buzinado, embora tivesse algo para ser, a música escolhida: Agonia, de Oswaldo Montenegro.
Pessoalmente, porém, prefiro ver Marcelo imitando figurinhas carimbadas.
E tibiritiba Brasil!

sábado, 31 de outubro de 2009

GERALDO NUNES, EXEMPLO DE BOM JORNALISMO

São Paulo deveria estar em festa, com sua população batendo palmas etc., pois as razões são todas: Geraldo Nunes.
Geraldo é um paulistano da safra de 58; ano, segundo ele, “em que tudo de bom aconteceu”.
Ora, ora...
Nesse ano de 58 também aconteceu uma coisa boba, de “flor” e “barquinho”, lembram?
Pois é: a tal bossa, alardeada por João Gilberto & Cia.
E uma coisa nem boa nem boba, ruim mesmo, também aconteceu nesse ano: o começo do esquecimento do Rei do Baião.
Mas foi por pouco.
Hoje Gonzaga é eterno.
Geraldo nasceu no bairro da Bela Vista ou Bixiga, como gostavam de falar Armandinho e Adoniran, amigos que já se acham no céu por embarque inesperado, fora de hora, no trem das onze que o Demônios da Garoa inda lembra e relembra nos discos e shows que faz Brasil afora, e cuja história acabo de pôr no livro Pascalingundum! Os Eternos Demônios da Garoa via GTT Grupo Trends Tecnologia, de Paulo Benites, amigo querido, cá de Sampa, já leram?
As razões para São Paulo estar em festa, são:
1. Geraldo, prefaciador de Pascalingundum!, é jornalista preocupado – como todos deveriam ser – com a verdade e o bem-estar das pessoas, independentemente de raça, cor, credo, origem etc.
2. Geraldo – pombas! – se não bastasse ser o que é, está completando 20 anos este mês, de atividades cidadãs acima da terra como “repórter aéreo” de São Paulo, a cidade 5ª maior do planeta que insiste a não dormir, a não parar de crescer, custe o que custar.
Problema.
Geraldo é o pioneiro na modalidade “repórter aéreo”, no Brasil.
Pois bem, finde o mundo em temporal ou não, em chuva de canivetes ou não, todos os dias, bem cedo, exatamente há duas décadas completadas neste outubro, Geraldo pega no Campo de Marte o miudinho helicóptero Esquilo da Rádio Eldorado e sobrevoa lépido e profissionalmente, argutamente, a capital do Estado; esta que me adotou em 76.
Lá de cima, privilegiadamente alisando o cangote de São Pedro, ele Geraldo, manda para todos nós na terra, mortais presunçosos, bestas, informações para que o trânsito flua melhor. E a nossa vida, também.
Pacientemente Geraldo nos guia acima dos cegos, indicando de maneira minuciosa quais os melhores caminhos e desvios que devemos seguir entre uma rua e outra.
A Marginal?
“Hoje está um inferno”, às vezes ele diz com sua voz forte, potente, bonita, informativa.
O que Geraldo faz é uma belíssima prestação de serviço, sim. O bom jornalismo.
A prestação de serviço nos diários impressos e eletrônicos do mundo todo é um dos caminhos que justificam sua existência, a existência dos impressos e eletrônicos.
Acho que esses diários sobreviverão pelo bem que possam fazer a outrem, pelo respeito e transparência de quem os lê, os ouve e os vê.
Por aí.
Claro: a transparência forma o cidadão e dá cidadania, identidade, cartão de visita a um país.
Por isso, importante também é o falar sobre cultura popular.
Mas esse ponto é pífio.
Quer ver?
A Rádio CBN nos empulha quando adota o slogan: “A Rádio que Toca Notícia”.
Poderia ser a rádio que “toca Brasil”, talvez.
Daria noticia e tocaria música, penso. Mostraria um lado cultural muito rico – e bonito – do nosso país, certo?
Tentei dizer e fazer isso quando pedi socorro ao amigo Heródoto, querendo levar pra lá um programa aos moldes do que eu apresentava na Rádio Capital. Mas não deu.
Também tentei a Bandeirantes, Gazeta, Trianon etc.
Na Cultura, pensei ser caminho mais leve.
O Markun achou possível, entendi. Depois, não.
Por quê?
Quando a CBN usa o slogan “A Rádio que Toca Notícia”, manda aos nossos ouvidos a mensagem “música”.
Mas cadê música?
Bom, Geraldo Nunes faz prestação de serviço pela Eldorado. Das melhores, sem dúvida.
A idéia de cidadania se enquadra perfeitamente no que Geraldo faz e a emissora assume, por entender que é esse o caminho correto.
Viva Geraldo Nunes!
Viva a Rádio Eldorado!
.............
RECADINHO:
- Dulce, que tal recomemorarmos o aniversário, hein? Andei viajando e por isso perdi a cervejada com você e os amigos, entre eles, o querido Roberto Luna.

KLÉVISSON VIANA
Por onde anda esse Viana, um dos maiores cordelistas do Brasil, hein? Será que entrou na onda do bom Belchior?

ROLLING STONE
- Vocês já leram a edição da revista Rolling Stones que está nas bancas? Traz a relação de uma centena de músicas bonitas da discografia brasileira. No meu entender, vale a pena ler.

COLETIVA
- Recebo convite para participar de entrevista coletiva do júri da 33ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, NO Unibanco Arteplex, às 10 horas deste sábado que acaba de chegar. É cedo demais. Tô fora. Juliana Pereira, juli@mostra.org, dá a informações gerais.

LEON BARG, GENTE QUE FAZ
- Recebi de Laís Barg um belo doc televiso de Leon Barg, amigo que bateu asas rumo à eternidade sem dar o menor aviso. Falarei a respeito já, já, pois a memória cultural brasileira não pode ser relegada a escanteio.

SECALL
- Secall é amigo recente, engenheiro de talento e categoria. Inda gosta de molhar a goela em bons momentos com coisa que presta, hein? Com um 18 anos, por exemplo. E concorda com muita coisa que digo e que diz também o querido Nestor Tupinambá. Só que anda desaparecido. Já acionei o pessoal da Paraíba...

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

O PEQUENO PRÍNCIPE, PARA TODAS AS IDADES

Ontem as 11 assisti no mezanino da estação Santa Cecília do Metrô de São Paulo, ao lado do amigo Nestor Amazonas, do Brasil Leitor, o filme Alô, Alô, Terezinha!, de Nelson Hoineff. Depois fui ver a exposição O Pequeno Príncipe, na Oca. Ao cair da tarde, corri para entregar a Hermeto, no camarim do Auditório Ibirapuera, um exemplar do Dicionário Gonzagueano de A a Z, de minha autoria, chancelado pelo GTT Grupo Trends Tecnologia, do querido Paulo Benites. Nesse livro, inseri um depoimento tomado dois anos atrás do “mago das Alagoas” sobre o rei do baião, Luiz Gonzaga. Daí a razão. Ontem ainda, com a noite já chegando cheia de frio e chuva, fui com Andrea e as crianças aplaudir o próprio Hermeto e Hamilton de Holanda e Quinteto no palco externo do Auditório.
O filme é um barato e importante, do ponto-de-vista documental.
As chacretes imbuídas da santa vaidade humana, falaram e falaram até de passados íntimos elas falaram. Houve até quem dissesse ter abusado de Chico Buarque, que estava na ocasião bebinho, bebinho da silva e, por se achar nesse estado, não deu conta do recado.
Hahahaha.
Ponto pro filme.
Houve quem dissesse também que abusou de Simonal, de Garricha e de outros e outros.
De Roberto Carlos? Não, não. De Roberto, não.
Mas dos braços das chacretes não escapou nem o velho guerreiro, como era chamado o animador de auditório e humorista pernambucano, de Surubim, Abelardo Barbosa, o Chacrinha.
Alguém lembrou que Jerry Adriano foi quem mais deu alegria às meninas do Chacrinha, o que melhor se saiu.
O filme é interessante inclusive por trazer imagens impagáveis dos programas do Chacrinha, apresentados ora pela TV Tupi, ora pelas TVs Excelsior, Globo e Bandeirantes.
Recomendado, nota 10.
A estréia comercial de Alô, Alô, Terezinha! será nesses dias.
A mostra O Pequeno Príncipe é bonita, mas apresenta algumas falhas imperdoáveis, como o som ambiente inaudível, esquisito, e o preço salgado da visitação. Pontos positivos: os textos informativos sobre a trajetória do francês filho de conde e de uma duquesa conhecido no mundo todo por Antoine de Saint-Exupéry, piloto de guerra (título de um dos seus livros) desaparecido no mar do Mediterrâneo, e os originais de seus desenhos e escritos para o livro famoso, o mais lido no mundo depois da Bíblia. Podem-se ver ainda na Oca edições do livro em quase 200 idiomas: inglês, francês, norueguês, italiano, japonês, grego, russo, indiano, tailandês, turco, árabe, alemão, latim, coreano, persa, espanhol, hebraico e até zulu.
O Pequeno Príncipe é livro para ser lido em todas as idades, sempre. Recomendado inclusive para misses, cujas idades eu nunca soube de fato: elas não envelhecem. Será que são anjos ou princesas?
Exupéry esteve em andanças pelo Brasil: São Paulo, Rio de Janeiro, Natal...
Em Florianópolis, era chamado de Zé Perry, viu Marco Zanfra?
Zé Perry pela dificuldade que os nativos da ilha tinham de pronunciar o seu nome.
Bom, os shows de Hermeto Pascoal são sempre incríveis, fantásticoss. São imprevisíveis como ele, que ora canta, ora fala e toca instrumentos diversos: flauta, piano, o que lhe cair nas mãos. Ontem não foi diferente no Parque do Ibirapuera. Hermeto, que conheço desde os anos 80, brincou com as pessoas, fez a platéia cantar e repetir suas palavras.
Hermeto?
Incrível, um gênio.
Ah! Faço uso da capa de uma edição de O Pequeno Príncipe em árabe, para homenagear seu fã brasileiro mais ardoroso, Peter Alouche.
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ROLLING STONE
Vocês já viram/leram a nova edição da revista Rolling Stone, a que está nas bancas? Traz a relação das 100 melhores e mais conhecidas músicas de autores brasileiros, escolhidas a dedo por gente do meio. Chico Buarque, com Construção, ficou em 1º lugar. Asa Branca, assinada por Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, ficou em 4º. Escrevi texto a respeito, e também sobre outras músicas apontadas pelos jurados, entre os quais me acho.
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GRANAJA VIANA
De Selma Martins, recebo:

Amigos queridos,

Vejam e chorem diante do horror das fotos que vocês
poderão ver acessando www.granjaviana.blogspot.com.br
Até quando esses empreendedores gananciosos vão
Agredir a mãe natureza.
Até quando eles praticarão crimes ambientais e sairão ilesos?
Ajudem-nos a dizer NÃO a tudo e a todos que eliminam da
nossa sofrida São Paulo o pouco do verde que nos resta.
A Granja Viana agradece, São Paulo agradece, o Brasil
Agradece, o Planeta agradece.

sábado, 24 de outubro de 2009

PRÊMIO VLADIMIR HERZOG

Esta Sampa de Nóbrega e Anchieta é mesmo incrível.
Não à toa, essa cidade reúne gente de quase todo canto, acho que até da longínqua Ilha de Java, onde, naturalmente, se fala o javanês que o esperto personagem Castelo do conto do carioca Lima Barreto não falava, embora todos, mesmo um barão e um visconde, bestas, pensassem que sim; por isso, de desempregado e malandro sem futuro o personagem galgou posto de grande relevância na estrutura administrativa da representação federal até no Exterior. É história atualíssima; mas essa é outra história.
Pois bem, em São Paulo a vida corre mais depressa do que em qualquer outro lugar do País; e do planeta, talvez.
Aqui há de tudo, para todos os gostos. E a qualquer hora do dia ou da noite. Seja trabalho, seja diversão.
Nada mais natural: enquanto uns trabalham, outros se divertem.
E o trabalho pode ser remunerado ou voluntário.
A diversão também pode ser paga ou de graça.
Nos fins de semana, então...
Exemplos?
Hoje 25 às 18h30 no Ibirapuera, mais precisamente na parte externa do Auditório presidido por Mario Cohen, o mago alagoano Hermeto Pascoal vai receber a noite e seus fãs. Junto, o amigo Hamilton de Holanda (foto acima, de Artur Monteiro). Quanto? De graça como só ocorre aqui, em Sampa.
Também hoje, no Museu de Arte Brasileira da Fundação Armando Álvares Penteado, à Rua Alagoas, 903, será inaugurada a exposição Vertigem, da dupla Osgemeos, que continuará aberta à visitação pública até 13 de dezembro, dia do nascimento do rei do baião, Luiz Gonzaga – só para lembrar... Mais informações pelo telefone 3662.7198 ou pelo e-mail Luiza.4@uol.com.br
Da assessora de imprensa Roberta Ribeiro (roberta@mostra.org), recebo a informação de que hoje também tem um evento legal, e no peito: a exibição em primeira mão do filme Alô, Alô Terezinha, de Nelson Hoineff, às 11 horas na estação Santa Cecília do Metrô. A exibição faz parte da programação da 33ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo. Vamos nessa?
Na Casa das Rosas, ali na AVenida Paulsita, tem holando hhoje o projeto Cantando de Brincdeira, com os músicos Manuel Filho e Beto Marsola, a partir das 17 horas. Na faixa, é claro.
Bom agora esse é pago, mas uma ninharia: 20 paus (bilhete inteiro) para assistir o desembaraço pleno no palco do contrabaixista Arismar do Espírito Santo, do trombonista Bocatto, do percussionista Cléber de Almeida, do trompetista Proveta, do baterista Celso de Almeida e do saxofonista Roberto Sion, junto com o ex-sanfoneiro e tecladista bossanovista João Donato. Vale a pena? Será no Teatro Fecap, à Avenida Liberdade, 532. Mais informações pelo telefone 2626.0929.
São Paulo é dez, não é?
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Da Laterit Productions (laterit@laterit.fr) recebo a informação de que o filme Saudade do Futuro, baseado no livro A Presença dos Cordelistas e Cantadores Repentitas em São Paulo, de autoria aqui do papai, continua ganhando prêmios e rodando mundo. Agora em Portugal, onde foi exibido no último dia 23, no Cine São Jorge.
Viva a cultura popular!
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VLADIMIR HERZOG
A colega jornalista Vanira Kunk intima a mim e a todos, com o convite: O 31º Prêmio Vladimir Herzog será entregue na segunda-feira 26 em noite de gala no Tuca, mas as atividades começam no sábado, seguem no domingo e se encerram com a cerimônia em que está prevista uma homenagem especial a Audálio Dantas.
Audálio é meu amigo, não conheci Herzog, mas fui jurado por duas ou três vezes do prêmio para ele criado pelo Sindicato dos Jornalistas no Estado de São Paulo, ao qual sou ligado há duzentos anos.
fui!

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

ROBERTO ESTÁ LONGE DE HERMETO PASCOAL

Ontem eu disse que mestre Hermeto, num gesto impressionantemente lúcido e verdadeiro, pioneiro, disponibilizou para músicos do Brasil e do planeta que tanto judiamos, que é este, o nosso, Terra, toda a sua discografia para regravação em CD, gratuitamente, sem burocracia e perreps.
Isso, já há um ano a se completar no próximo dia 17.
Aliás, devo dizer para tristeza funda que não li notícia a respeito em jornal nenhum, em revista nenhuma, e nem ouvi no rádio e tampouco na tevezinha de bomba notícia alguma sobre tão importante acontecimento.
Por que, hein?
Mereceria digo eu como jornalista de tempos de ontem, manchetes esse gesto fantástico desse grande brasileiro Hermeto Pascoal, da terra dos marechais.
Hermeto é tempestade ou chuva que chove ao contrário quando de necessidade. E necessidade se faz agora nestes tempos bicudos, onde o ter se sobrepõe descaradamente ao ser.
E preciso ter coragem para viver.
Hermeto tem.
Curiosamente Roberto Carlos, o rei dos jovens de ontem disponibilizou na Internet hoje, há poucas horas, e pela primeira vez, uma música de sua autoria em formato digital: A Mulher que eu Amo, tema da novela Viver a Vida, da Plim, plim.
E o que isso quer dizer?
Bem, pouca coisa.
A novidade é o “disponibilizar”.
Na verdade ele, Roberto, está usando a Internet como simples meio, mídia, para vender mais sua música; e não disponibilizar no sentido democrático.
Mais uma vez, portanto, é de se tirar o chapéu para mestre Hermeto.
Roberto contabiliza dinheiro.
Hermeto contabiliza carinho, respeito, amor, solidariedade, incentivo aos que vêm. E dar exemplo de cidadania a todos nós. Mostra, assim, que a arte é o meio para integração de uma gente, no sentido mais natural.
Arte é dádiva, é isso o que ele quer nos dizer.
Viva Hermeto!
Aliás, a respeito do texto de ontem tenho recebido uma pá, como se diz, de falas sobre. Do Piauí, precisamente de Terezinha, o professor Wilson Seraine manda via meu e-mail: “Que grande exemplo, Assis, o do Hermeto”.
O Olivinho, sanfoneiro Olívio Filho, pelo mesmo meio manda: “Hermeto é mesmo o nosso mestre e guru, não só na música, mas na arte de levar essa vida que todos sabem é uma passagem... Por essa e outras é que ele é o meu ídolo”.
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TV CULTURA: MOSAICOS
Da coleguinha Deborah Morabia, da TV Cultura, recebo release dando conta de que a série Mosaicos Musicais dará amostras de D. Ivone Lara e Aracy de Almeida sendo interpretadas por Nei Lopes, Délcio Carvalho, Bernadete, Dona Inah, Paulinho da Viola, Juliana Amaral e o grupo Revista do Samba, no dia 27 de outubro, a partir das 00h10, na TV Cultura. Detalhes pelo telefone 2182.3465.
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TOM ZÉ
O meu amigo, parceiro musical e conterrâneo paraibano Jarbas Mariz manda dizer que o novo filme de Tom Zé, Astronauta Libertado, estréia amanhã 24, às 19h20, no Cine SESC, à Rua Augusta, 2075, como uma das grandes atrações da 33ª Mostra Inter5nacional de Cinema de São Paulo.
Viva Tom!
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SOBRE AS ÁGUAS
Poxa, agora é que me dei conta: eu ia escrever sobre um monge budista que está se vciando a correr sobre águas, usando apenas conhecimentos baseados nas artes marciais chinesas. Ele conseguiu, hoje, percorrer 18 metros em um reservatório em Quanzhou, na província de Fujian, China. A ontinuar assim, acabará voando sem asas. VAi ver, não bebe nenhum pingo de cana das bandaas mineiras.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

BELO GESTO DO BRASILEIRO HERMETO

No próximo dia 17, faz um ano que o orgulho da raça Hermeto Pascoal disponibilizou generosa e gratuitamente para artistas do planeta a gravação em CD de suas músicas, constante no site http://www.hermetopascoal.com.br/licenciamento.asp.
Quer dizer: enquanto gente de todo canto perde tempo se matando pela proibição por via judicial ao acesso de obra própria ou de outrem, em nome de grana e fama, o mago de Alagoas, cidadão do mundo, parece achar graça nisso tudo e age de maneira original, como sempre.
Quer ver?
Com o testemunho e concordância da sua alma gêmea Aline Morena, gaúcha de enorme talento musical, o velho mestre, genial sob todos os aspectos, inclusive o humanitário, dá de garra de um papel e de próprio assina a alforria da sua obra com palavras definitivas: “Eu Hermeto Pascoal declaro que a partir desta data (17-11-2008) libero, para os músicos do Brasil, e do mundo, as gravações em CD de todas as minhas músicas que constam na discografia deste site”.
E como se não bastasse, encerra a declaração com um recadinho pra lá de positivo, instigante mesmo, antes de assinar: “Aproveitem bastante”.
São mais de 600 músicas à disposição de todos.
Desapegado ao supérfluo, às coisas materiais, Hermeto é nascido numa cidadezinha alagoana no junho de 36, e que à nossa terra muito nos orgulha.
Cedo, descobriu que podia criar sons.
Tinha talvez uns quatro anos, quando isso ocorreu. Com uns sete, já se munia de beleza e simplicidade para encantar o povo do seu meio, com um fole de oito baixos emprestado do pai Pascoal.
Abrilhantava festas de casamento e batizado, ao lado do irmão mais velho, Zé Neto.
Com Zé, aliás, formou um trio que tinha Sivuca nos teclados da sanfona. Nome: O Mundo Pegando Fogo, por serem seus integrantes todos albinos. Mas esse trio jamais se apresentou em público, contou-me Sivuca logo que voltou ao Brasil, em fins dos 70, numa entrevista que fiz para o suplemento folhetim, do jornal Folha de S.Paulo.
Há muitas histórias em torno de Hermeto, o homem que é uma orquestra inteira.
Hermeto toca tudo, faz tudo, é de tudo e todos e, principalmente: a música em pessoa; e vida. Exemplo bonito de muita coisa.
Bom, da colega jornalista Luciana Stábile recebo a informação de que Hermeto estará domingo que vem, a partir das 18h30, dividindo palco com Hamilton de Holanda, na parte externa do Auditório Ibirapuera. Diz o release que “O evento, uma iniciativa da Fnac Brasil e patrocinado pela Redecard, será um espetáculo-homenagem que Hamilton de Holanda e Quinteto farão ao bruxo Hermeto Pascoal, em presença dele e tocando o seu repertório, conjuntamente”.
Ainda segundo a nota, “Além dos shows, haverá também a gravação de um documentário sobre o encontro. A filmagem começou por Arapiraca-AL, e vai até Paris. Foi na cidade luz, quando passou uma temporada de um ano, que Hamilton agregou duas cordas ao seu bandolim, tornando-se o primeiro bandolim do mundo de dez cordas”.
Do repertório, constam: Bebê, Chorinho pra Ele, Rebuliço, Viajando pelo Brasil, De Sábado pra Dominguinhos, O Farol que nos Guia, São Jorge, Suite Norte-Sul, Leste-Oeste, Garrote, Intocável e Joyce.
Para o mestre, Hamilton compôs: Hermeto tá Brincando.
Contato: Ana Rita de Holanda/ 61–9151.2447/61-3567.3896.
Vamos lá?
Ah! No livro Dicionário Gonzagueano de A a Z, de minha autoria, inseri uma fala do Hermeto, sobre Luiz Gonzaga.
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FESTIVAL DO MINUTO
Do jornalista Luciano Sá, do BNB, recebo a notícia: O Festival do Minuto realiza uma ação no próximo dia 2 de novembro, em Juazeiro do Norte, no Cariri, região sul do Ceará. O feriado de finados é o dia da Procissão de Padre Cícero - tema para a criação dos vídeo-minutos. As inscrições estão abertas até 30 de novembro para participantes de todo o Brasil.
Serão três prêmios de R$ 1.000,00 cada, sendo um deles destinado a quem realizar um vídeo durante a romaria, no dia 2 de novembro. A ação é patrocinada pelo Banco do Nordeste.
Mais informações com João Perassolo ou Regina Cintra, pelos telefones (11)3023.5814 e 3023-3940.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

O FIM DO MUNDO, NOS MORROS E FAVELAS

Não é mole.
Estamos vivendo cenas reais do fim do mundo, de arrepiar Nostradamus.
O clima é de guerra, mesmo. Aqui, no nosso País.
Veja a foto aí, da AP.
Até ontem morreram 22 pessoas num – mais um – confronto entre o Bem e o Mal no Rio de Janeiro, onde tudo aparentemente se agravou quando traficantes derrubaram a tiros, no fim de semana, um helicóptero da polícia.
Três mortos, de cara. Depois, o número foi subindo e assim certamente continuará.
Cá em Sampa, o cenário também é dantesco. Na favela Heliópolis, por exemplo, localizada na parte Sul da cidade, a polícia descobriu ontem uma fortaleza daquelas, com portões de aço e trancas de cinema; mais armas, coca, rádios transmissores e um esquema em construção para monitoramente da favela.
O mago George Orwell viu longe...
No Rio estão sendo vasculhados os morros dos Macacos, São João e dos Prazeres e as favelas Nova Holanda e Parque União, na zona Norte. Foram apreendidas carabinas 12, um rifle 30 antiaéreo, um fuzil 762 Madsen, uma submetralhadora URU, munições, coletes à prova de balas, uniformes clonados do Batalhão de Operações Policiais e até uma espada.
Isso não vai ficar assim.
O governador Cabral já espalhou que vai repassar nos próximos dias 100 milhões de reais para sua polícia se cuidar e cuidar da paz dos cidadãos, sempre no meio de fogo cruzado.
A pergunta óbvia: como o outro lado se comportará?
Bons tempos em que se roubavam galinhas dos quintais...
O Bandido da Luz Vermelha?
Fixinha.
Entrevistei para a Folha o Luz no Manicômio Judiciário de Franco da Rocha, SP.
Não, ele não oferecia perigo maior além o de contar lorotas e sonhar com Deus e discos voadores.
Lembro que na ocasião o famoso bandido me deu uma carta escrita de próprio punho para eu entregar ao general Figueiredo, à época no posto de mandatário da nação.
O que ele, Luz, queria? Osa, simples: apenas alertar para o fim do mundo que se avizinhava... E só.
Fui!
Ah! Mais uma coisinha: pediria encarecidamente a vocês que ao invés de encaminharem suas opiniões para o meu e-mail, que as encaminhem diretamente para o blog. Isso possibilitará uma troca de idéias entre os apreciadores destas mal traçadas, não?

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

POESIA NO METRÔ

Muito bom.
Depois de tantas atividades culturais há tanto em andamento nas estações do Metrô de São Paulo, agora mais uma: Projeto Poesia que será inaugurado amanhã terça 20, às 11h30, na estação Vila Madalena, linha 2-Verde, banda Oeste da cidade.
Já não era sem tempo.
Quando estivemos à frente da área de imprensa do Metrô por quase uma dúzia de anos, conseguimos também desenvolver projetos de importância no campo da cultura, incluindo a poesia tão necessária em qualquer tempo e lugar. Promovemos, por exemplo, o 1º Concurso Paulista de Literatura de Cordel. Depois, o 2º. E também, quando andamos pela CPTM como assessor especial da presidência, realizamos um concurso de contos e poesias, que resultou no livro Literatura nos Trilhos lançado pela editora Ibrasa, em parceria com a Secretaria dos Transportes Metropolitanos.
Desse último concurso participaram mais de 900 autores de quase todos os cantos do País, dando prazerozamente um trabalho e tanto para a comissão que organizamos junto à União Brasileira de Escritores, UBE-SP, presidida por Cláudio Willer.
Ah! Os concursos de literatura de cordel por nós idealizado e coordenado resultaram na impressão recorde – até hoje! – de 410 mil folhetos, que foram distribuídos gratuitamente em toda a rede de ensino público do Estado.
Uma semente e tanto plantada, não?
Vamos prestigiar o projeto Poesia no Metrô?
.....................
LANÇAMENTO DE LIVRO
Do Centro de Estudos de Tradução Literária da Casa Guilherme de Almeiida, recebo convite para o lançamento do livro Cantos Orfícos e Outros Poemas, de Dino Campana com tradução de Aurora Fornoni Bernardini, pela editora Martins Fontes. Será dia 22, a partir das 19 horas, no Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura da Casa das Rosas, à Avenida Paulista, 37. Dino Campana (1885-1932) era poeta toscano exemplar para o grupo dos herméticos e das neo-vanguardas (de Mario Luzi a Pier Paolo Pasolini e Andrea Zanzotto, passando por Montale e Caproni), ocupa lugar definitivo na geografia poética do século XX. Sua vida dramática, aflita por um tipo de loucura violenta, levou-o a passar 14 anos num asilo, onde morreu. Entre suas obras, a principal, apenas parcialmente conhecida no Brasil, é Cantos Órficos, uma inspirada transposição da realidade em sonho – ou um Pequeno Faust como ele teria gostado de chamá-la –, composta por poemas e textos poéticos e acompanhada, nessa edição bilíngue da Martins-Martins Fontes, por outros poemas avulsos. Mais inforrmaçãoes pelo telefone 3285.6986.
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GRANJA VIANA
Os especuladores imobiliários que construíram Alphaville continuam com a fome dos infernos, agora atacando os habitantes da Granja Viana. Eles derrubam tudo, acabam com tudo. Nem os sagüis têm escapado à sanha desses filhos sem mãe. As árvores centenárias, coitadas, vão ao chão com um toquinho de nada das moto-serras assassinas. Uma tristeza... E nenhuma linha nos jornais, nas revistas, tampouco no rádio e na televisão denunciando esse crime contra a natureza e todos de boa índole. Até quando?
Voltarei ao assunto.

sábado, 17 de outubro de 2009

IRMÃOS GRIMM, MÚSICA, CORDEL E SBT

Desde quarta 14 se acha aberta à visitação pública a exposição Quem Quiser que Conte Outra, no SESC Santana. A mostra é referente ao mundo encantado dos irmãos Grimm. Entrada livre de terça a sexta, entre as 8 e 21h30, até o dia 28 de fevereiro de 2010. Aos sábados das 10 às 21h30 e domingos e feriados, das 10 às 20.
Os famosos irmãos foram os responsáveis, digamos, pelo resgate feito da boca do povo dos personagens infantis Gata Borralheira, Bela Adormecida, Branca de Neve, Chapeuzinho Vermelho, Pequeno Polegar, João e Maria e Rapunzel.
O projeto cenográfico é assinado por Aby Cohen e Lee Dawkins.
Lê-se no release que me mandam que a exposição se estende por vários espaços da unidade de Santana:na entrada, no túnel da piscina, no deck, nas áreas de Convivências 1 e 2, no quiosque, no jardim. Com o objetivo de utilizar materiais que possam ser doados ou reaproveitados posteriormente, os cenógrafos construíram a maioria das peças em papelão, arame e estruturas modulares em alumínio de alta resistência (Box Trans). Pedido do SESC aos artistas era não caracterizar os personagens, apenas dar referências, sem evidenciar os detalhes da parte física. Mais informações pelos telefones (11) 3885-3671 e 9948-5355 ou pelo e-mail: adriana@artepluralweb.com.br
♦Arievaldo Viana, um dos mais importantes cordelistas do País, manda avisar que a Edições Demócrito Rocha está lançando em parceria com o Ministério da Cultura e a Secretaria de Educação do Estado do Ceará uma coleção especialmente dedicada a um dos principais agentes no processo da leitura e do aprendizado: o professor. Entre contos, crônicas, poesia, cordel, oralidade e outros gêneros, o projeto Fábrica de Leitores reúne 20 títulos destinados aos estudantes das séries iniciais (1ª e 2ª) de escolas da rede estadual de ensino cearense. Arievaldo explica:
“São crianças entre seis e oito anos residentes nos 36 municípios com as menores notas no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica. Mantido pelo Ministério da Educação, o IDEB associa o desempenho e a taxa de aprovação nas escolas. O resultado reflete o nível de alfabetização e aprendizagem em todo o País”.
Ao todo 2.546 educadores serão beneficiados com o projeto, que tem aprovação do Minc. A coleção Fábrica de Leitores traz livros escritos e ilustrados por “gente da terra”. De forma criativa, eles apresentam narrativas tradicionais (A Lenda do Labirinto, de Audifax Rios e Suzana Paz), fantasia (A Batalha de Jericoacoara, de Daniel Adjafre e Ronaldo Almeida), histórias de trancoso (Um Sapo Dentro de um Saco, de Marcos Mairton e Eduardo Vieira), causos populares (Dona Baratinha e seu Casório Atrapalhado, de Arievaldo Viana, Selma Ginêz e Marisol Albano).
♦O meu amigo Flávio Tine convida: show amanhã 18, às 11h30, do Quarteto de Violões Quaternaglia, no Centro Cultural São Paulo, Sala Jardel Filho, à Rua Vergueiro, 1000. Preço na faixa 0800, isto é: grátis.
O quarteto é integrado por Chrystian Dozza, Fabio Ramazzina, Paola Picherzky e Sidney Molina.
Borá todos?
♦Numa hora qualquer depois das 14:15, estarei hoje no SBT falando sobre o meu novo livro, Pascalingundum! Os Eternos Demônios da Garoa. O grupo, o mais antigo em atividade profissional do mundo, também foi entrevistado. A repórter que gravou comigo, Renata Caetano, disse que a matéria, de uns 10 minutos, ficou muito legal, “e que até a Marlene Matos, diretora do programa do Netinho, gostou”. Vamos conferir?

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

A PEDRA DO REINO DE MIGUEL DOS SANTOS

O pernambucano de Caruaru Miguel dos Santos é hoje o mais importante pintor e escultor-ceramista do Brasil. Seu monumento à Pedra do Reino não deixa dúvidas.
Com 8,55m de altura e toda feita em concreto, cerâmica e aço inox, a obra, batizada com o mesmo nome do romance de Ariano, foi entregue ao público em clima de festa, sexta última 9.
Isso ocorreu no Parque Sólon de Lucena, Centro da capital paraibana.
Testemunharam o acontecimento pessoas de todos os tipos e níveis, incluindo o homenageado Ariano, o prefeito de João Pessoa e o autor da obra, naturalmente.
Muitas palmas.
Justo.
Entregue com atraso de pelo menos dois anos, a obra vinha sendo gerada no berço do silêncio há sabe-se lá, antes mesmo de o filho ilustre de Taperoá chegar à casa dos 80, em 2007.
Acompanhei o processo.
Ao pensar a Pedra, Miguel pensou numa homenagem especial a Ariano.
Pensou também no que foi feito milênios antes dele e de todos nós, aqui e alhures.
Pensou nos filósofos, nos artistas que se expressaram em formas diversas no correr do tempo.
E pensando assim, não foi à toa que Miguel chegou a Aleijadinho, o mestre da pedra-sabão, e a Vitalino, o mestre do barro. Ambos criadores, como deuses.
Lembrou ainda Miguel o grego Platão, que certa vez, escancarando mistérios, disse algo como: A força do bem se refugia na natureza do belo.
E foi dessa viagem incrível que resultou o magnífico monumento que resume não só a obra de Ariano, mas a idéia de mundo e humanidade em suas múltiplas facetas e cores: Do negro, do branco, do índio...
A Pedra do Reino de Miguel dos Santos é, assim, uma espécie de memorial ouu baú de tudo, no qual se acham símbolos, marcas, pegadas do homem da caverna, sopros do homem da pedra, gestuais do homem do bronze e também do sertanejo mais forte, duro, árido, com suas crenças, medos e sonhos inabaláveis a lhes perseguir.
Na Pedra de Miguel está o tempo, representado por quatro cavalos.
Na Pedra de Miguel está a violência, representada por quatro onças aladas.
A obra à Pedra de Ariano é, além de memorial e baú de Miguel, uma espécie de refúgio derradeiro dos mortos em vida, como os tamanduás, as cascavéis e os carcarás tangidos e encurralados pelo chicote da ruindade humana.
Um ser absurdamente consciente do seu tempo, Miguel dos Santos é antes de tudo um observador da rua e crítico feroz de si próprio e da arte que faz.
O que fica é a pedra.
Viva Miguel!
......................
♦ O jornalista Tárik de Souza, do Jornal do Brasil, escreveu sobre o desaparecimento de Leon Barg:
“Lamentável, Assis. Leon era imprescindível para a memória musical brasileira, tão maltratada pelas gravadoras proprietárias dos fonogramas, e que nunca os reeditam. Nem sequer os conservam em arquivos como fazia o leão da Revivendo. Esperemos que a família continue sua missão estóica.
Um grande abraço e parabéns pelo seu blog”.

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