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domingo, 25 de dezembro de 2016

É NATAL!

É Natal, anunciam pessoas de bom coração. E daí?, Indagam pessoas de sensibilidade menos aguçada.
O Menino filho de Maria e José nasceu em uma gruta em Belém e cresceu em Nazaré, no Oriente. A terra onde o Menino nasceu vive em conflito até hoje. É morte pra todo lado, por falta de entendimento mútuo. Perto de onde ele nasceu há cerca de nove séculos não chove. É deserto puro.
A Síria está se acabando há cinco anos, pelo menos. Cerca de meio milhão de pessoas já morreram no decorrer desse tempo. Fora isso, cinco milhões de pessoas já fugiram da região e milhares morreram no mar, tentando chegar a portos seguros.
A Síria de Al Assad parece ser um inferno sem fim. Os Russos estão a seu favor, brigando contra os rebeldes. Os Estados Unidos estão contra.
Hoje mais um avião Russo despencou do Céu e caiu nas aguas revoltas do Mar Negro. Morreram todos os seus ocupantes, 92 pessoas morreram. Entre os mortos, muitos soldados, prontos para brigar na região síria. Mas é Natal...
Durante a Missa do Galo, o papa Francisco rogou aos céus paz e clemência para as crianças que estão sofrendo os males dos homens em guerra, O Papa também manifestou-se contra a troca interesseira de presentes que se faz nesta época do ano. Gostei.
Há poucos dias um maluco atirou um caminhão de quase trinta toneladas contra pessoas que compravam presentes de Natal num mercado de Berlim, capital da Alemanha. Muitos morreram e dezenas ficaram feridas, deixando a Europa toda em alvoroço. A polícia da Itália, onde se acha o Vaticano, matou o maluco à queima roupa.
O terror estar em todo canto.
Todo tempo é tempo para reflexão em torno da vida e do mundo.
O melhor presente que se pode dar a alguém querido é um abraço, um beijo, uma fala...e isso pode ser feito todos os dias e em todas as línguas.
O mundo comemora o nascimento de Jesus Cristo desde o segundo século da era cristã.
 A cada ano o comércio, em torno desse acontecimento, cresce que nem bolas de neve, isso em quase todos os recantos do nosso planetinha, que há muito equilibra-se num perigoso fio de navalha.
No Nordeste mais profundo, os festejos natalinos são muito bonitos. Tem as ladainhas, os pastoris, reizados...
No campo do comércio musical há algumas verdadeiras pérolas que podem ser ouvidas em qualquer dia do ano.
Em 1954, a extinta gravadora RCA Victor lançou à praça a canção Cartão de Natal, dos pernambucanos Luiz Gonzaga e Zé Dantas. Ouçam:
FAUSTO
Fausto é um dos mais importantes cartunistas do Brasil, nascido no interior de São Paulo. Eu o conheço desde quando iniciou sua carreira, nos anos de 1970. Ele ilustrou muitas reportagens minhas na Folha, Pasquim e revistas por onde passei.
Até um cego, como eu, reconhece o talento incomum desse paulista. A ilustração acima é naturalmente inédita e feita especialmente para este blog.
Tomara qwue ele se faça mais presente aqui, certo?


sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

UMA TARDE COM ALCY E VITOR




Hoje, no final da tarde, tive na memória lembrança de um amigo paraibano chamado Onaldo Queiroga. Onaldo é juiz, de profissão e direito; titular da 1ª Vara Cível de João Pessoa.
Lembrei-me de Onaldo por sua naturalidade, por sua beleza e conhecimento das coisas simples da vida. Nas horas vagas, Onaldo é o que é o tempo todo: cidadão.
Enquanto eu lembrava de Onaldo, o telefone tocava. Era Osvaldinho da Cuíca, mestre da vida e do samba paulistano. O cara que deu voz à cuíca; que reinventou o instrumento cuíca...
E os meus dias têm sido tão bonitos.
Todos os meus dias têm sido bonitos, pela compreensão que eu tenho tido do mundo que me acolhe e que me tem.
Os meus amigos jamais deixaram de ser meus amigos.
E foi não foi, recebo telefonemas do estrangeiro e do interior da Paraíba, do Ceará, do Piauí, Minas Gerais, do Brasil...
É bom demais viver!
Eu tenho por mim que sou a pessoa mais feliz do mundo. Eu tenho amigos!
Hoje eu tive vontade de comer um bacalhau, e não é que eu comi um bacalhau?! Trouxeram-me... E com vinho português!
E quando eu pensei que a tarde havia terminado, eis que me chegam dois queridos amigos. Vitor, que vem sempre à minha casa, e Alcy, que há muito eu não abraçava. Amigo querido, dos tempos de Folha e outras publicações. Alcy de Fortuna, de Jaguar, de Ziraldo, de Glauco, Angeli, Fausto...

Assis e Alcy: versos e imagens (Fotos: Vitor Nuzzi)














Alcy Linares Deamo, que o Brasil todo conhece como Alcy, cartunista dos maiores que conhecemos, trouxe-me de presente o seu abraço, o seu carinho, e compartilhou comigo e com Vitor o seu respeito pelas pessoas.
Alcy é exemplo de cidadão, como o foram Fortuna e Luiz Gonzaga, o Rei do Baião.
Alcy nasceu em 13 de julho de 1943 e é, desde sempre, eterno. Pelo que faz e pelo respeito, carinho e reconhecimento que tem por nós, todos seus irmãos.

Alcy relembrando a obra de Fortuna, na parede da casa de Assis, onde está o acervo do Instituto Memória Brasil
                 
Se eu fosse cartunista, daria um jeito de desenhar uma estrela com a cara e o jeito do cartunista Alcy.
É Natal todos os dias.
Viva Alcy!
Viva Vitor!

Para terminar, mestre Nélson Cavaquinho, que se foi há 30 anos.

  As flores em vida, sempre. Especialmente aos amigos

FELICIDADE, GUERRA E NATAL

Hoje cedo eu soube que a polícia italiana deu cabo do tunisiano suspeito de atirar um bólide contra um mercado de bugigangas vendidas nessa época de natal, na capital alemã, Berlim.
Estamos vivendo, e há muito, tempos de horrores.
No correr deste ano, o terror orquestrado pelo Estado Islâmico fez-se presente em várias cidades européias, em nome de Alá.
Alá no mundo islâmico é Deus.
Deus é a imagem que criamos do Criador.
Diz-se nos escritos sagrados que Deus é semelhança do homem.
Meu Deus!
Deus, segundo os escritos sagrados, é o pai do mundo, e de nós, seus habitantes e demais seres vivos, como o gato e o cachorro.
O filho de Deus é Jesus Cristo, nascido de uma mágica entre Maria e o Espírito Santo, anunciado pelo anjo Gabriel.
Jesus nasceu há 2 mil e poucos anos em Belém e criou-se Nazaré, que fica naquela região de incompreensão entre os homens. Refiro-me à Israel, Palestina, Oriente Médio, onde o pega prá capar dura até hoje.
Por que os homens não se entendem?
José, o carpinteiro, e sua companheira Maria, fugiram das garras de Heródes e enfrentaram a violência das intempéries das terras áridas do Egito. Um sofrimento da gota serena viveu o casal. Até que ele e ela encontraram um cantinho para o Menino nascer.
Foi um nascimento solitário, triste e heróico pelo que se deduz das histórias contadas nos escritos sagrados.
As primeiras pessoas a dar boas vindas ao casal e ao recém nascido foram uns cientistas. Fala-se de três reis magos.
Na Bíblia, sabemos, não há referência específica a "três" reis magos, pode ter sido um, dois, três, quatro, cinco... A Bíblia refere-se a três presentes, não necessariamente dados por três pessoas ou reis ou magos.
Mago, sabemos, é pessoa que faz mágica. É um mágico.
As primeiras pessoas que atravessaram o deserto no Oriente levaram ouro, incenso e mirra, significando respectivamente fortuna, começo e fim de uma vida ou época. Era, à forma dos visitantes, receberem o Messias representado no filho de Maria e José.
O mundo continua pegando fogo, naquela parte em que Jesus nasceu.
Bachar al-Assad é um Anti-Cristo.
Vocês leram "As Profecias de Nostradamus"?
Vocês, que são católicos, ainda lembram da tábua com os dez mandamentos?
Eu, quem sou eu, não vou entrar nos detalhes da tábua apresentada às ovelhas pecadoras por Moisés, até porque sou pecador do tamanho de um trem.
O mandamento que se refere à vida e morte não foi, pelo jeito, compreendido e tampouco praticado por nós.
Gritamos, berramos. xingamos, cometemos ilícitos, acusamos e no fianl, morremos sem saber porque.
Há uma vasta literatura sobre a existência humana e dos animais em geral.
O vento é vida, o mar é vida, o sol é vida, a lua é vida...
Meu Deus, o tempo passa e cada vez pioramos.
O Natal está presente entre nós desde o segundo século da Era Cristã.
Eu disse que há uma literatura riquíssima sobre o assunto, não foi?
Peter Alouche é um ser nascido naquelas bandas do Egito. É um amigo meu, fala milhões de línguas, talvez até o hebraico. Em Nancy, França, ele fez Letras e antes disso chegou a ser até elogiado em correspondência pelo presidente Charles De Gaulle, por um poema que fez em enaltecimento à liberdade. E, católico que é, compôs em poesia, uma história incrível em que cria um encontro fabuloso entre um trabalhador e Jesus Cristo, numa véspera de Natal no metrô de São Paulo. Clique:


DE SURPRESA, LAMBANÇA NA CÂMARA MUNICIPAL

O Brasil nasceu roubado. Melhor, nasceu sendo roubado já no berço. Isso em 1500, quando o navegador Pedro Álvares desembarcou na Costa Baiana, com seus celerados portugueses.
Depois de escravizar e violentar os nativos, as riquezas do nosso solo logo passaram a ser contrabandeadas, levadas para Portugal, que faturava em cima. O ouro extraído das terras brasileiras era negociado a troco de banana para a Inglaterra.
Durante muitos anos, a Europa pintou e bordou com as riquezas do nosso país.
Posto prá correr por Napoleão, Dom João VI desembarcou na Bahia e transformou Salvador na primeira capital brasileira. Em seguida, ele foi alojar-se com sua turma nas plagas cariocas.
Dom João fugiu de Portugal trazendo milhares de bacanas que sobreviviam à sua volta, que nem moscas. Entre esses bacanas, algumas centenas de religiosos.
Bem, a história de furtos, roubos e toda a sorte de violência no nosso país tem aí suas origens.
Herdamos coisas boas dos portugueses, mas também muita coisa que não presta. Exemplo? Aquela história do santo do pau oco, que tem a ver com contrabando de ouro. Entre as coisas boas, herdamos a literatura de cordel, a desgarrada que aqui chamamos de repentismo, as folias de reis etc.
Na metade dos 500, São Paulo era uma Vila, o nome da futura cidade foi dado pelos jesuítas Nóbrega e Anchieta.
Um ato régio criou a edilidade paulistana. Tudo muito simples, com reuniões feitas na casa dos senhores edis. As safadezas já começavam ali, ou melhor: Ali dava-se prosseguimento à mania de tirar proveito dos munícipes, ou algo à época equivalente.
São 5.571 Câmaras de vereadores espalhadas Brasil afora. Só em São Paulo, o Estado, são 645. E foi não foi ouço noticiário denúncias e prisões contra os senhores edis. Agora mesmo, por exemplo, vêm à tona falcatruas cometidas nas Câmaras de Osasco e Embú das Artes.
Os jornais também trazem notícias sobre as ladroeiras cometidas por deputados, senadores, prefeitos e governadores.
No Rio, o ex Cabral está no xilindró...Cunha, ex presidente da câmara, também se acha no xilindró. O juiz Moro está fazendo uma limpeza e tanto.
Na calada da noite, deputados federais aprovaram o monstrengo por eles engendrado que poderá beneficiá-los. Isso tem a ver com corrupção, é claro. Algo parecido ocorreu há poucos dias na Câmara de Vereadores do Município de São Paulo, quando nos últimos momentos de uma sessão às vésperas do Natal, aprovaram o aumento dos próprios salários em 26,3%, pegando todo mundo de surpresa. Quer dizer, numa crise dos infernos como essa que estamos vivendo os vereadores deitam e rolam...
Na Câmara dos Vereadores de São Paulo são alocados 2.020 funcionários, incluindo concursados, comissionados e apaniguados em geral, além dos 55 cidadãos eleitos por nós e que têm direito a cadeira no plenário. Detalhe: cada vereador paulistano pode contratar até 30 assessores, pagos por uma verba de gabinete que ultrapassa R$ 100.000,00/mês. Juro que senti vergonha!
Cada vereador paulistano recebe a bagatela mensal de quase R$ 20.000,00, você acha pouco, meu amigo? Isso significa 20 vezes o salário mínimo. E se levarmos em conta que, só em São Paulo, há pelo menos 2 milhões de pais de família desempregados...
É uma sem vergonhice, não é mesmo?
Prá encerrar, pergunto: Você sabe quanto pagamos este ano para que a Câmara funcionasse desse jeito? Pois é, mais de meio bilhão de reais... Ah! E cada vereador tem direito a carro, gasolina, motorista etc... Que tal?
Ouvi hoje na Pan o futuro prefeito João Dória dizer que estará todos os dias iniciando seus trabalhos a partir de 6 da manhã e que o seu salário será doado até o final da gestão a instituições filantrópicas. AH sim, ele está tirando de circulação 1300 veículos que até agora estão sendo utilizados pela prefeitura.




quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

SILVIO SANTOS VEM AÍ: VIVA A CULTURA POPULAR

Várias pessoas que se movimentam ao meu redor demonstraram surpresa e espanto em torno do projeto Espalha Brasa, a que fiz referência em texto anterior a este. Igualmente surpresas e espantadas ficaram, muitas delas, quando fiz referência ao filósofo cibernético Sílvio Santos. Eu disse que ele tem tudo a ver com cultura popular.
O projeto Espalha Brasa é um projeto de ideais culturais que envolve artistas de rua e outros mais, incluindo cordelistas e cantadores de viola. Esse projeto existe há cerca de dois anos segundo sua idealizadora Telma Queiroz. O animador paraibano Zé Geraldo está na parada.
Fiz-me explicar?
Pois bem, o Espalha Brasa está com fogo e muita prosa. Outro dia mesmo, muitos dos artistas que integram o projeto apareceram pimpões na telinha da Plim Plim, depois de uma apresentação gloriosa em estações do metrô paulistano. No total, só de sanfoneiros, tinha uns 30 ou 40, incluindo o Joca, tio do Oswaldinho do Acordeon e o paulista Chambinho, que, no cinema, interpretou o Rei do Baião.
Nesse filme, Luiz Gonzaga De Pai prá Filho, participei como consultor musical.
Quanto às palavras que dirigi a Sílvio Santos, acrescento a quem passou batido no texto que aqui bloguei,
a televisão brasileira traz bobagens sem fim, repetitivas, óbvias e quase sempre de má qualidade. Principalmente aos sábados e domingos. Pois é, o último e primeiro dia da semana são dias de relaxamento, não é mesmo? Faustão, Gugu, Ratinho, Eliana, Angélica, Huck e um tal de Faro. Juntando essa raça toda, não dá um quadro em Sílvio Santos. E olhem que nem estou falando de outras figurinhas de fins de tarde e noites comuns na telinha tupiniquim.
Sílvio Santos, que aparece na tevê desde 1962, serve prá relaxar comn as suas brincadeiras espontâneas. Ele é simples, como a alma popular. É um tipo parecido com Chacrinha. Lembram-se do Chacrinha?
Sílvio continua fazendo suas graças...
Chacrinha, pseudônimo do pernambucano Abelardo Barbosa, começou no rádio, como Sílvio.
Chacrinha foi-se embora aos 71 anos de idade sem deixar seguidores. Era popular, mas até agora não surgiu ninguém com seu espírito natural, criativo e genial. Eu digo isso até porque o conheci e o entrevistei. Aliás, no dia 30 de Setembro de 2017 ele faria 100 anos de idade. Detalhe: atualmente, no Brasil, há cerca de 7.000 cidadãos e cidadãs com cem anos ou mais, segundo os últimos números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE. Sílvio conta atualmente com 86 anos de vida e continua no palco.
Cultura popular é espontaneidade, simplicidade e criatividade. Sílvio Santos tem isso.
E que diacho tem a ver Sílvio, Chacrinha e o projeto Espalha Brasa? Não entenderam, eu já disse: espontaneidade, simplicidade e criatividade.
Os domingos brasileiros deveriam ser mais espontâneos na televisão. Ah! No Museu de Imagem e do Som, há uma belíssima exposição ou ocupação como se diz hoje, retratando a trajetória do homem do Baú:
Sílvio Santos Vem Aí, que recomendo a gregos e baianos...



 ESPALHA BRASA

São muitos os artistas que integram o projeto cultural Espalha Brasa. No último dia 13, o projeto levou artistas para apresentações em estações do Metrô paulistano. Nesse dia, as mentes sensíveis à cultura popular comemoraram o dia de nascimento de Luiz Gonzaga, o rei do baião. Cliquem:


terça-feira, 20 de dezembro de 2016

CULTURA POPULAR É SIMPLICIDADE.

Outro dia, uma amiga sugeriu que eu escrevesse sobre o Nada. E ela até sugeriu: "Vamos, que  vamos!" E eu fiquei pensando: escrever sobre o Nada e no " vamos que vamos" é simples e complicado.
O Nada é tudo e o simples, Nada.
No complexo simples popular, certas coisas são complexas.

Batatinha quando cresce
Esparrama pelo chão...

Todo mundo sabe de modo salteado
Essa brincadeira poética que brincávamos no tempo em que tudo era simples.

... espalha rama pelo chão...

Tudo é muito simples, no complexo da vida, não é mesmo?
Em textos recentes andei falando que o mundo está se acabando. Mesmo.
 
No texto anterior a este, falei de Putin, Trump e Bashar al-Assad,
que a eles cabe o nosso destino.
O fundamentalismo islâmico, da ala do terror, representado por um idiota de 22 anos,  matou,  covardemente, um embaixador russo que visitava uma galeria de arte em Ancara, Turquia.

Putin é aliado de Bashar al-Assad
O russo é o que é como o sérvio.

Dentro de um mês, portanto a partir do próximo dia 20, Donald Trump estará com o código de destruição do nosso planeta nas suas mãos.

Enquanto isso, o semiárido brasileiro continua,  desde sempre, sucumbindo à mingua.
E em Brasília,  o jogo maldito da política partidária, continua nos matando.

E vejam vocês, meus amigos, não era sobre isso que eu, hoje, iria falar. Eu iria falar sobre um projeto cultural que conheci há alguns dias: esse projeto tem por nome Espalha Brasa, tem a ver totalmente com o que eu penso sobre Brasil popular. E, até ressaltaria um nome: Silvio Santos.





segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

A SECA CONTINUA MATANDO

Eu tenho dito que está faltando muito pouco para o mundo se acabar. E quem diz isso não sou eu só não. O mundo todo diz, inclusive os sábios do meu Nordeste.
Em texto anterior eu disse que o mundo tem Putin, Trump e Bashar al-Assad são o que temos para o buuuummmm do planeta; pois, enfim eles têm ao alcance dos dedos o nosso destino.
Eu disse também no texto anterior que o Nordeste está pegando fogo, por causa da saca crescente. E ninguém faz nada, e nem a imprensa diz coisa nenhuma a respeito. É como se estivéssemos todos de bem neste inferno terrestre.
A seca no Nordeste, que já dura cinco anos contínuos, está matando gado e deixando gente com a barriga prá trás.
Em 1909, o governo da época criou o departamento Nacional de Obras contra as Secas, DENOX.
Em Dezembro de 1959, cinquenta anos exatos depois, o governo da época criou a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste, SUDENE.
Pois bem, esses dois órgãos foram criados para amenizar a dor dos nordestinos diante das estiagens provocadas pelas intempéries naturais.
O semiárido brasileiro ocupa e agride o povo que vive ou sobrevive em 18,3% do território nacional. Isso significa algo em torno de 1.000.000 de terra doída, seca, maltratada pelo tempo, quye faz o povo penar, já por séculos e séculos.
Ali pela metade do século XIX, Dom Pedro II foi ao Ceará e chorou que nem besta, diante da miséria provocada pela seca. Na ocasião, ele jurou que se desfaria da última pérola da coroa pára que aquela miséria se acabasse. Pedro ficou com a coroa, com as pérolas, e a seca, de novo, aí está, e o governo nem nem.
Enquanto isso, a ladroeira continua solta no território nacional.
E Temer, hein?

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