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sexta-feira, 20 de novembro de 2020

BARBÁRIE NO RIO GRANDE DO SUL

Por que se mata tanto
Nesta terra brasileira?
Terra boa e bonita
De gente forte, guerreira
Covardes mataram a socos
Um homem chamado Silveira

Antes com culpa foi preso
Preso foi humilhado
Humilhado foi agredido
Agredido foi condenado
Condenado foi morto
E por ser preto, culpado

O crime bárbaro ocorreu ontem 19 na região norte da capital gaúcha, Porto Alegre.
João Beto Silveira saiu com a mulher pra fazer compras num supermercado. 
No caixa, uma brincadeira provocou irritação numa funcionária, que chamou a segurança. Rapidamente, João foi levado ao estacionamento do supermercado, onde apanhou até a morte.
Alguém gravou a cena e a colocou na internet. Viralizou. 
Os jornais amanheceram com manchetes dando conta do massacre. 
Autoridades de vários setores da vida cotidiana se manifestaram, inclusive ministro do STF. E da OAB. 
O presidente Bolsonaro ficou na moita, mas o seu vice, Mourão, abriu a boca para dizer mentira. Disse: "Não existe racismo no Brasil".
Negro e pobre sofrem que nem cachorro, no Brasil. Desde sempre. 
O tráfico de negros africanos terminou em 1850, quando foi aprovada uma lei que ficou conhecida como Eusébio de Queiroz. 
Queiroz, Ministro da Justiça do Império, é considerado o fundador do STF. 
A história conta que pelo menos 4,8 milhões de africanos foram escravizados no Brasil. 
Em 1888, os escravos em atividade no País foram libertados pela Princesa Isabel, filha de Dom Pedro I. 
Mesmo libertados, comeram e continuam comendo o pão que o diabo amassou. 
Você, meu amigo, minha amiga, já ouviu falar em João Cândido?
João Cândido era gaúcho. E negro. Logo cedo quis ser marinheiro. Com 15 anos foi levado ao Rio de Janeiro, e lá foi apresentado ao mar. 
Muito jovem ainda, na casa dos 30, revoltou-se com os maus tratos sofridos por ele e seus companheiros nas embarcações da Marinha do Brasil.
Foi ele, João Cândido, o líder da Revolta da Chibata deflagrada no dia 22 de novembro de 1910. À época, o presidente da República era o Marechal Hermes da Fonseca. Também Gaúcho. 
A população do Rio Grande do Sul é, atualmente, de quase 11,5 milhões de pessoas. Dessas, 82,3% declaram-se brancas, 11,4 declaram-se pardas e 5,9%, pretas. 
Triste Brasil.







quinta-feira, 19 de novembro de 2020

LUGAR DE MULHER É NO MUNDO

O machismo é uma praga como qualquer doença que mata. Antes de matar, tortura. Terrível.
Mulheres são vítimas dos machos desde sempre, aqui e em tudo quanto é lugar. Inclusive na literatura: O FEMINICÍDIO NAS ARTES
Explicar isso é coisa muito difícil. Eu não seria capaz.
A população feminina no Brasil é superior à população masculina.
Em 1980, 750 mil mulheres excediam o número da população masculina.
Atualmente, segundo o IBGE, a população brasileira já passa de 210 milhões de pessoas negras, brancas etc.
Atualmente, há 4,5 milhões de mulheres a mais do que homens, no Brasil.
Mulheres estão em toda parte, em todo canto, atuando de formas diferentes na sociedade. Na política, porém, o número de mulheres ainda é muito pequeno. Mas nessas eleições, aumentou. Pouco, mas aumentou.
Em São Paulo de 11 o número de mulheres na câmara agora chega a 13.
Há coisas terríveis acontecendo contra mulheres na política.
Pela primeira vez os curitibanos/curitibanas elegem uma mulher. E negra. Resultado: essa mulher, agora vereadora, está sendo agredida de todas as formas. E até ameaça de morte tem recebido. Seu nome: Carol Dartora, professora.
E não nos esqueçamos que no Rio de Janeiro milícias assassinaram, há dois anos, a vereadora Marielle Franco. O caso ainda não foi totalmente esclarecido, embora muitas personagens desse crime estejam presas.
A violência contra as mulheres vem de longe e parece não ter fim.
Lugar de mulher, sabe onde é?
Lugar de mulher é em todo canto que ela quiser. E não só na cozinha, como gostam de dizer os machistas.
Na história do Brasil, muitas mulheres se destacaram nas mais diversas áreas do cotidiano e fora do cotidiano. Exemplo: a bahiana Ana Néri lutou como voluntária na Guerra do Paraguai (1864-1870).
Antes, outra bahiana, Maria Quitéria, caracterizou-se de homem e foi engrossar as fileiras do Exército na Guerra pela Independência (1822).
E teve também a gaúcha Anita Garibaldi, que participou ativamente da Guerra dos Farrapos (1835-1845).
No campo da Educação e Cultura, destacou-se há quase 200 anos a nordestina do Maranhão Maria Firmina dos Reis (1822-1917).
Maria Firmina, negra como Maria Quitéria, foi a primeira jornalista educadora e a primeira romancista do Brasil.
Maria Firmina e Maria Quitéria morreram cegas e pobres.

 

LEANDRO GOMES DE BARROS, MESTRE DO CORDEL

 

Certa noite de um ano que não me lembro, telefonei ao amigo Vital Farias para um dedo de prosa. Sua companheira foi logo dizendo que o bairro estava às escuras. A casa também, naturalmente. Ela: "Vital está lendo um folheto de cordel para nosso filho dormir, à luz de vela".
Literatura de cordel é coisa muito séria.
Desde cedo, muito cedo, tomei familiaridade com esse tipo de literatura.
Nesse tipo de folheto, existe todo tipo de história. Das mais críveis às mais incríveis.
Foram dois os pioneiros escrever folhetos, no Brasil: Silvino Pirauá e Leandro Gomes de Barros.
Silvino nasceu em Patos e Leandro, Pombal.
Eram paraibanos.
Silvino Pirauá nasceu em 1860 e Leandro, cinco anos depois.
Foi no dia 19 de novembro de 1865 que nasceu Leandro Gomes de Barros.
Em 1913 rolava, no Brasil, a praga/pandemia da varíola.
Silvino morreu em Recife, vitima de Varíola.
Leandro também morreu em Recife, de morte natural.

Leia: O AMOR E OUTRAS HISTÓRIAS EM CORDELMINHA GENTE, CORDEL É COISA SÉRIA! 

 Bom, ouça com atenção a leitura do folheto A História do Cachorro dos Mortos:

quarta-feira, 18 de novembro de 2020

CIÊNCIA PODE DAR VISÃO A CEGO

Foi no comecinho da segunda parte de fevereiro de 2013 que eu recebi a notícia, de viva-voz, que jamais voltaria a enxergar com os meus olhos.
A meu lado a minha filha Ana Maria. E também a mulher que pensei que seria da minha vida até o último dia.
Naquele momento, no HC-SP, comecei a chorar feito um condenado sem nada a entender. Gritei, gritei: "Eu preciso ver!". Eu já não via nada. A minha Ana me abraçou...
Poxa, foi tão difícil...
Os momentos e dias seguintes foram terríveis.
Senti-me só completamente.
Ana Maria, minha filha, me salvou.
Eu só pensava em pular do 7º andar, de onde moro.
A Ivone, anjo da guarda.
Ivone é incrível. Está sempre comigo. Até sabe dos pratos de que gosto.
Por que tudo?
A leitora Avellar fez-me lembrar de coisas de ontem. E cá estou eu a dizer coisas, a lembrar passagens da minha vida.
A leitora manda pra mim notícia a ver com possível cura de cegueira nos mais diversos níveis. No meu caso, descolamento de retina.
A notícia da conta de que um cientista húngaro "descobriu uma terapia baseada em genes que reprograma células do olho humano para que possam realizar o trabalho dos receptores sensíveis à luz necessários para a visão humana".
Essa é notícia recente, deste ano de 2020.
Dois anos antes, cientistas norte-americanos "desenvolveram uma retina ultrafina que tem uma matriz de sensores capaz de reproduzir todo o ciclo de geração de imagens".
Bom, tomara que a ciência traga aos meus olhos as cores e demais belezas que a natureza nos dá, de graça.

CEGUEIRA NEM CRISTO SALVA

Eu não sei se já disse aqui, mas houve um tempo na minha vida que ajudei missa. Fui coroinha.
Eu era mulecote, adolescente.
Foi no Dehon, na Capital paraibana.
Bons tempos.
Eu lia a bíblia, num determinado momento da missa. Esse momento era a Homilia.
Era legal aquilo tudo.
Eu li a bíblia várias vezes. E só não leio mais, porque fiquei cego.
A leitura da bíblia é legal, é boa, bonita. Todos os temas da vida humana lá estão. Só não tem rock. Mas tem sexo, traição e mais coisa que não presta.
Eu concordo e discordo de muita coisa que está na bíblia.
A Bíblia é traduzida em quase todas as línguas que existem, mais de 6 mil incluindo dialetos.
Tem uma passagem lá que, em português, me espanta. Esta:
"JOÃO 9:6 Então, tendo dito essas palavras, cuspiu no chão e fez barro com saliva; em seguida ungiu os olhos do cego com aquela mistura.
JOÃO 9:7 E ordenou ao homem: “Vai, lava-te no tanque de Siloé” . O cego foi, lavou-se e voltou vendo."
Não dá, né?
Uma leitora deste Blog, Shellah Avellar, mandou-me uma mensagem que trata de estudos científicos relacionados à cura da cegueira.
Cientistas de vários lugares estudam a questão, diz a mensagem.
Eu perdi a visão, em 2013, por decorrência de descolamento de retina.
Perdi a visão e perdi também muita gente que amava. Nada contra.
É da natureza ficarmos juntos aos vencedores.
Tudo é uma questão de ponto de vista, não é mesmo?

ANIVERSÁRIOS, MITOS E LENDAS



Lampião foi mito ou lenda?
E Robin Hood, hein?
A minha infância e adolescência foram marcadas por leitura de gibis. 
Li Flash Gordon, Fantasma, Tarzan, Mandrake, Zorro, Flecha Ligeira, Príncipe Valente e, claro, Robin Hood (acima).
Esses personagens me encantavam. Eram incríveis, como incríveis são as pessoas que se destacam entre outras. É comum a gente dizer que fulano não existe. Fulano é fantástico!
Robin Hood é personagem surgido na Inglaterra, mais de dois séculos e pouco antes de findar-se à Idade Média, 1476 - 1553. 
Ele entrou para a história como o sujeito que roubava dos ricos em benefício dos pobres. 
Foi um arqueiro, segundo as diversas versões sobre suas origens. 
Uma das versões da conta de que ele tinha uns 18 anos de idade quando inscreveu-se num campeonato de arco e flecha. Um grupo de profissionais da guarda do Rei da Inglaterra, tirou sarro dele, dizendo ser ainda muito novo e ali não seria o seu lugar. Seu lugar, segundo os guardas, seria o colo da mãe. Era um moleque, queriam dizer. Na hora em que foi convocado para participar do campeonato, pimba! Acertou na mosca. Entre incrédulo e irritado, um dos guardas o atacou pelas costas e em troca recebeu uma flechada no coração. 
Verdade ou não, o fato é que o nome de Robin Hood tomou amplo espaço na história de heróis.
Fantástico, não?! 
Fantástico também são o cartunista Fausto e o editor José Cortez (ao lado).
Fausto, depois de pelejar muito chegou serelepe ao lugar onde antes dele cheguei.
Eu fiz 68 anos em setembro, e só agora Fausto chega a essa idade. 
Quanto a Cortez... Bom, Cortez chega hoje aos 84 anos, forte e cheio de onda.
Isso coloca Fausto na condição de caçula. Novato, moleque, que nem Robin Hood. 
Robin Hood teria morrido em 1247, depois de ser traído por uma freira que era prima sua. 
Robin Hood é mito ou lenda? 
O mito se diferencia da lenda. 
Mito é um ser, um personagem criado pela imaginação. 
Lenda é um ser, um personagem real que no correr do tempo tem seu nome desalinhado com os fatos. 
Lampião, por exemplo, é uma lenda. 
Zeus, na mitologia grega, é o Deus dos Deuses. Um mito. 
Seu equivalente na mitologia greco-romana é Júpiter. 
Enquanto Mário de Andrade, Oswald e outros intelectuais inauguravam a famosa Semana de Arte de 22, em São Paulo, na Inglaterra era rodado o primeiro filme abordando o famoso arqueiro, Robin Hood. (https://www.youtube.com/watch?v=x73nPX-06X8)
Um ano antes, Lampião assumia a chefia do cangaço, no Nordeste. 
Em 1938, foi impressa no Brasil a primeira revista em quadrinhos contando a história de Robin Hood. Nesse mesmo ano, traído por um coiteiro, Lampião era assassinado a tiros pela polícia alagoana. Lampião virou lenda como Rei do Cangaço, sendo também chamado de Robin Hood do Brasil. 
Coincidência ou não, o fato é que Fausto nasceu no mesmo dia em que nasceu Cortez. 
Fausto no interior de São Paulo e Cortez, no Rio Grande do Norte. 



terça-feira, 17 de novembro de 2020

LUTANDO A BOA LUTA POR SAMPA

LEIA: https://assisangelo.blogspot.com/2020/11/periferia-vida-e-arte.html

De mangas arregaçadas
E prontos pra trabalhar
O Boulos e Erundina
Com o povo vão lutar
O tempo que for preciso
Até Sampa melhorar

A paraibana Luiza Erundina engrossou a fileira petista no começo de tudo, em 1980.
Em 1982, Erundina disputou e ganhou a primeira eleição. No caso, à Câmara Municipal.
Foi uma vereadora que não decepcionou os eleitores.
Em 1988 candidatou-se de novo e ganhou a Prefeitura.
Erundina foi a primeira prefeita de São Paulo. A segunda, Martha Suplicy.
Erundina foi abandonada pelo PT. Filiou-se ao PSB e, agora, sai como vice do PSOL na chapa do paulistano Guilherme Boulos, um jovem professor comprometido com as causas populares, que nem ela.
É o jovem e o antigo juntos.
Erundina entrou na vida pública em 1958. É de 1934. Trabalhou em Campina Grande e João Pessoa, PB.
Seu primeiro emprego foi como diretora de Educação e Cultura, em Campina.
Tangida pelas intempéries, Erundina desembarcou em São Paulo no ano de 1971. Concorreu a um concurso público e passou a atuar na periferia de Sampa. O resto é sabido.
Ah! Sim: Erundina está no 6º mandato de deputada federal, por São Paulo.
Seu aniversário de nascimento é 30 de novembro. 
À repórter Natacha Cortêz, da Revista Marie Claire, Luiza Erundina concedeu uma longa entrevista. Lá pelas tantas, respondendo a uma pergunta sobre velhice, disse:

“Minha idade não mudou em nada minha atuação. Tenho pressa em usar intensamente esse tempo que me resta. E tenho consciência que não terei muito mais tempo. Por isso a pressa. Isso do preconceito de idade é injusto, cruel, tira a dignidade e a autoestima da pessoa. Daí ela se entrega, adoece. Imagina considerar uma pessoa aos 60 anos inválida. Eu era jovem aos 60. E o próprio tratamento que é dado à pessoa idosa na família é esse de que ela incomoda, de que é chata, de que deve ser isolada. Mas ela não é isso, isso é o que fizeram dela...”

Leia a íntegra dessa entrevista: Candidata à vice-prefeita de SP, Erundina tem pressa: "A velhice não impede o sonho" 

VIVA JUVENAL GALENO!


Júlio Medaglia e Assis Ângelo

Nestes tempos loucos de pandemia no mundo todo, Júlio Medaglia ainda é o nome mais expressivo da música erudita no Brasil. E na nossa música popular também é de importância fundamental. Que não nos esqueçamos da sua participação no Movimento Tropicalista.
Medaglia é um guerreiro.
Outro dia ele me disse que andou tentando convencer o governador cearense a fundar uma orquestra sinfônica naquele Estado. Aguardemos. 
O Ceará é berço de grandes nomes das artes. 
Em Iguatú, nasceu o maestro Eleazar de Carvalho (1912-96). https://www.yumpu.com/pt/document/view/23691491/especial-cultura-popular-jornalistas-cia
No Ceará também nasceram José de Alencar, Alberto Nepomuceno e Juvenal Galeno. 
Juvenal Galeno (1836-1931) foi um dos mais inspirados poetas nascidos na Capital, Fortaleza. O Brasil não sabe disso, mas deveria saber. 
Tinha 13 anos Juvenal quando inventou de fazer o primeiro jornal literário de seu Estado: Sempre Viva. 
Com 17 anos, criou o primeiro jornal estudantil a que deu o título de Mocidade Cearense. 
Os pais, José e Maria, tinham posses de gente rica. Eram produtores agrícolas, cafeicultores. 
Encurtando a história: Juvenal é de grandeza estelar. Em 1856, lançou o primeiro livro: Prelúdios Poéticos. Em 1865, lançou a obra prima Lendas e Canções. 
Em 1908, aos 72 anos de idade, Juvenal ficou cego dos olhos. Mas isso não o impediu de viver, com graça e harmonia. 
No caminho de Juvenal, apareceu um conterrâneo: Alberto Nepomuceno. 
A história de Alberto Nepomuceno é incrível. A respeito dele já andei falando em textos nesta coluna. 
Nepomuceno pôs melodia num dos mais belos poemas de Juvenal: A Jangada. 
Em 1999, num CD produzido por Téo Azevedo, gravei três poemas de Juvenal: A Jangada, A Mulatinha e A Cabocla. 
Grande, grande, grande demais, Juvenal Galeno! 
Em 1959, acho, o jornalista Freitas Nobre (1921-1990), publicou um livrinho de 64 páginas (Ed. Melhoramentos) intitulado simplesmente Juvenal Galeno. Começa assim: “Foi da Serra de Aratanha, de lá, onde os rios, onde as matas, onde os ares significam beleza e suavidade, que surge Juvenal Galeno...” 
Nobre, também natural de Fortaleza, atuou intensamente na vida brasileira. Foi vereador e vice-prefeito da Capital paulista no Governo de Prestes Maia (1896-1965), entre os anos de 1961 e 1965 e presidiu o Sindicato dos Jornalistas de São Paulo em quatro ocasiões diferentes. A Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas) ele presidiu em duas oportunidades. 
Freitas Nobre deixou um legado e tanto. 
No dia 19 de novembro de 1990, Nobre encantou-se. 
Juvenal morreu tendo ao lado as filhas Júlia e Henriqueta. 
Júlio Medaglia, repito: é um guerreiro. E tomara que consiga concretizar o desejo de fundar uma sinfônica no Ceará. Se conseguir isso, diz ele, “viverei meus últimos dias curtindo o Sol da Terra de Nepomuceno e Juvenal”. 
FALA DE CEGO: https://youtu.be/MlDIfRoU8x8 
POEMA DOS OLHOS: https://www.youtube.com/watch?v=bM9STb620l4

segunda-feira, 16 de novembro de 2020

BOULOS DE NOVO, NA CABEÇA!

Deu Boulos na cabeça
E de novo Boulos vai dar
São Paulo está com pressa
Não pode mais esperar
Por isso chamou Boulos
Pra com ele trabalhar

Um novo mapa político está se delineando no Brasil.
As eleições municipais deste 2020 mostram isso.
O PSDB e o PT perderam cadeiras na Câmara Municipal de São Paulo, mas mesmo assim continuam sendo maioria.
A terceira maior bancada é a do PSOL.
Novidades: pela primeira vez os paulistanos elegeram duas pessoas trans, Erika Hilton e Tammy Miranda.
Também pela primeira vez, a Câmara paulistana tem 13 mulheres e mais negros do que em outras eleições.
A renovação na Câmara de Sampa, nestas eleições de 2020, chegou à casa de 40%.
Nessas eleições, Lula perdeu. Bolsonaro, também.
Lula e o PT "assumiram" pra si o protagonismo da esquerda.
Bolsonaro, por sua vez, assumiu pra si o protagonismo de dono do mundo. Tal e qual seu ídolo norte-americano, Trump.
Duas bestas.
O extremismo não presta. Seja de um lado, seja de outro.
Pois bem, como previu este blogueiro: Boulos/Erundina iria, como foi, ao 2º turno.
Boulos é moço novo de 38 anos, que foi a campo falando a linguagem dos moços. Com ele foi uma experiente mulher paraibana, de nome Erundina.
O novo e o velho se encontram na chapa PSOL, Partido Socialismo e Liberdade.
Liberdade é liberdade, em qualquer língua.
Na liberdade não cabe voluntarismo autoritário.
Liberdade combina com paz, progresso. Amor.
Lula mais uma vez perdeu por não aliar o PT a outros partidos de esquerda. E deu no que deu.
Bolsonaro, bom... Bolsonaro age como um idiota. Perigoso, mas ainda assim idiota.
Se os partidos de esquerda estivessem somados nas eleições deste 2020, possível seria que o PSDB não estaria nem no 2º turno.
Lição é lição, aprende quem quer.
O PT impôs candidato próprio, na cabeça de chapa. Pena. Alguma visão neste ponto é falha.
Lá pras tantas, prevendo derrota, Lula sugeriu que o candidato do seu partido renunciasse e apoiasse o PSOL de Boulos. O candidato não topou e deu no que deu. De novo: pena.

Tragédia anunciada, o petista Suplicy (ao lado) de bate-e-pronto anunciou apoio a Boulos. Haddad fez o mesmo. Detalhe: enquanto apuravam-se os votos da eleição pelo TSE em Brasília, o dirigente petista José Américo dizia à TV Cultura que o partido poderia apoiar Boulos. Mas isso, segundo ele, dependia "de contrapartida".
Heeein?
Bom, Boulos/Erundina está no 2° turno das eleições à Prefeitura paulistana. Tem tudo pra ganhar. E vai ganhar!
Ah! Sim, ia-me esquecendo: Alfredinho do PT foi reeleito para continuar seu trabalho em prol do povo e da arte popular da periferia da maior cidade do Hemisfério Sul, São Paulo.
Nada acontece por acaso. 
É preciso analisar momentos e circunstâncias.

ALBERTO NEPOMUCENO, 100 ANOS




Você já ouviu falar de José Maurício Nunes Garcia (1767-1830)?
E de Carlos Gomes, hem?
Gomes nasceu em 1836. Sobre ele até escrevi um livrinho para o chamado público jovem.
Em 1836 também nasceu um cidadão de nome Juvenal Galeno.
Garcia era do Rio.
Gomes era de São Paulo e Galeno, do Ceará.
Em 1864 nasceu, em Fortaleza, um cara chamado Alberto Nepomuceno. Ele começou os estudos em Recife, para onde a família mudou-se em 1872. 
A nossa história, a história de todo mundo, dá um livro, como já foi dito. 
Nepomuceno, ainda adolescente, comeu o pão que o diabo amassou. Mas ele insistiu, porque a música e o Brasil estavam nele de forma inseparáveis. E assim foi por toda a sua vida. 
Alberto Nepomuceno teve bolsa de estudos recusada pelo Império, para estudar música na Europa. 
Sem grana, sem nada, deixou Recife, voltou por pouco tempo a Fortaleza e daí seguiu para o Rio de Janeiro. A partir do Rio, fez uma breve turnê por alguns estados nordestinos com o propósito de angariar meios para estudar na Europa. E assim foi. 
Itália, Alemanha, França. 
Em 1895, Nepomuceno voltou ao Brasil cheio de glórias e convites para mostrar em tudo quanto era lugar a obra que começou a construir desde a Europa. 
José Maurício Nunes Garcia era um cidadão pobre e que encontrou na Igreja o meio para se formar. Carlos Gomes era vintém sem valor, depois de Garcia. 
Nepomuceno também não era procedente de boas posses. 
Podemos até dizer que Garcia foi o nosso primeiro compositor erudito. 
O primeiro compositor brasileiro a ganhar o mundo foi Carlos Gomes, seguido de Alberto Nepomuceno. 
Nepomuceno foi o embrião da música nacionalista nos tópicos mais clássicos. 
E Heitor Villa-Lobos, hem? 
Nepomuceno achava que a música lírica era canto para se cantar na língua de cada país, no caso em português. Nossa língua. 
E assim pensando, assim fez quando voltou da Europa. 
Em Coelho Neto, Osório Duque-Estrada (autor do Hino Nacional) e Juvenal Galeno Alberto Nepomuceno encontrou o ponto para se firmar no nacionalismo musical. Pensamento esse que Villa-Lobos assumiu completamente. 
A propósito, Nepomuceno foi o primeiro compositor-maestro brasileiro a levar Villa-Lobos a palco. 
A história é longa. 
Alberto Nepomuceno morreu no dia 26 de outubro de 1920. Sozinho, na casa de um amigo. Pobre. 
Nepomuceno punha melodias em poemas. O último poema que ganhou melodia dele foi A Jangada, do seu conterrâneo Juvenal Galeno (1836-1931).

domingo, 15 de novembro de 2020

VAI DAR BOULOS!


Fui a urna, já votei
E votei com alegria...


Pois é, dormir pouco, acordei cedo e depressa fui votar. Votei (acima).
É muito bom essa prática cidadã. É coisa antiga, antiquíssima.
Tudo muito bom, tudo muito calmo.
A esperança é uma flor que não morre, mas é preciso regá-la.
Esperança e democracia andam juntas.
Até o final da noite é bem possível que todos nós já saibamos do resultado das eleições de hoje para prefeito, vice e vereador.
Serão eleitos ou reeleitos prefeitos de 5570 municípios.

Quase 9 milhões de pessoas que vivem na capital paulista estão habilitadas a votar, mas é possível que haja uma grande abstenção. Aqui e alhures. Motivo: a Pandemia provocada pelo Coronavírus, que atinge o Brasil de ponta a ponta.
Tomara que nas 55 cadeiras da Câmara Municipal de São Paulo se ache nossos melhores representantes.
Na urna depositei aposta em Boulos/Erundina e no piauiense Alfredinho.
Boulos e Erundina têm possibilidades concretas de chegarem ao segundo turno.
E se chegarem, levam.
Mudanças à vista no mapa nas eleições municipais de 2020.
Erundina (foto ao lado) é uma guerreira, mulher de fibra.

CÉLIA E CELMA

Foi bem legal a entrevista que as cantoras gêmeas Céli e Celma deram a rádio CBN, levada ao ar na madrugada de hoje.
Foram 40 minutos de boa prosa, com elas contando a sua história desde a sua infância em Ubá, MG, sua terra. Os pais eram amigos do Ari Barroso. Eram crianças quando se apresentaram pela primeira vez numa emissora de rádio. Tinham 14 anos quando o amigo da família Gabeira as levou para tomar uma café, num boteco, tabu à época, pois mocinhas não podiam frequentar esses ambientes. As duas estão escrevendo um livro cheio de causos ocorridos com elas. Ah! E cantaram belas canções do novo CD comemorativo aos 50 anos de carreira. Entre as músicas, Beijinho Doce.
Ouça:

https://www.youtube.com/watch?v=vQDfj1IsUTQ

sábado, 14 de novembro de 2020

PERIFERIA, VIDA E ARTE

Você sabe quantas e quais são as regiões do País?
Lá vai: Norte, Nordeste, Sul, Sudeste e Centro-Oeste...
Da mesma maneira são divididas as regiões de um Estado, de uma cidade.
A região mais rica do Brasil é a região Sudeste. A mais pobre, Nordeste.
A principal cidade do Brasil é São Paulo, capital do Estado.
Geralmente, o centro de uma cidade é uma região rica e de um Estado, também. Idem de um país. Se considerarmos os EUA como o país mais rico do mundo, podemos concluir que esse país se acha no centro do mundo. O resto, é periferia.
Em todos os países há uma periferia.
A periferia do Brasil é o Nordeste.
E a periferia da Capital paulista, qual seria?
Bom, periferia é a região que circunda o centro de uma cidade, de um estado, de um país...
Se levarmos em consideração que o marco de São Paulo é o Centro, que passa pelo Jardins, habitado atualmente por cerca 460 mil habitantes, concluiremos que o resto é periferia.

É na periferia de um lugar que as pessoas mais convivem com as outras, em todos os sentidos. Inclusive no tocante à arte. 

A periferia paulistana é pobre, mas rica em manifestações artísticas. Nela tem surgido muitos coletivos de natureza cultural, de samba, de rock, de rap. Por lá o teatro também tem vida bastante movimentada. É como se fosse outro mundo.

A periferia é a segunda parte de uma cidade, certo?
Embora populosa e agitada, a periferia é uma região carente e esquecida pelo chamado poder público.
É tempo de eleição, é tempo de mudança.
A periferia paulistana é habitada por mais de 11,5 milhões de pessoas.
O Centro precisa conhecer a periferia.

DE OLHO NO VOTO

Amigo, minha amiga

Escute, preste atenção

Eu fico muito feliz

Em dia de eleição

Eleição é festa livre

Na vida do cidadão


Cerca de quinhentos mil brasileiros concorrem a cargos de prefeito, vice e vereador País a fora neste ano de 2020.

Só no Estado de São Paulo são cerca cem mil candidatos a esses cargos.

Na Capital paulista são quase dois mil cidadãos disputando uma das 55 cadeiras da Câmara.

A prefeito, são treze. A pandemia provocada pelo Coronavírus bagunçou o coreto, deixando candidatos malucos. Nas duas últimas campanhas, o candidato da direitona começou lá em cima e caiu lá pra baixo. E, de novo, continua caindo. 

O atual prefeito parece estar surfando numa boa. Pode ir ao segundo turno.



Erundina participou algumas vezes do programa São Paulo Capital Nordeste, na Rádio Capital, am 1040. Fui eu que a convenceu de apresentar a ideia de homenagear Luiz Gonzaga, Rei do Baião, com o Dia Nacional do Forró. 


O Dia Nacional do Forró faz parte do calendário oficial de comemorações do Brasil.

Entre os candidatos a vereador acho que tem cadeira garantida o piauiense Alfredo Alves Cavalcante. Esse Alfredo, chamado de Alfredinho do PT, é ex-metalúrgico e uma cara voltado às questões mais simples da vida do povo. 

Vive na zona sul de Sampa.

Eu o conheci numa festa de aniversário da cantora pernambucana Anastácia. Alfredinho é um pé de forró.

Erundina, paraibana de Uiraúna, foi a primeira prefeita de São Paulo (1989-1992). Fez um belíssimo trabaalho. Agora é vice na chapa do paulistano Guilherme Boulos, um moço de quase 40 anos, professor.

Alfredinho(13.110) e Erundina sempre olharam com bons olhos as pessoas portadoras de algum tipo de  deficiência.

Tomara que Boulos, Erundina e Alfredinho continuem fazendo bem ao povo.

Eu sou viciado em eleição. Já estou ansioso para o amanhã logo chegar. Vou a urna de banho tomado, dentes escovados, de roupa nova  e cheiroso. Que tal, hein?

Viva a democracia!

Viva a esperança!


ELEIÇÃO EM MACAPÁ

O apagão que atingiu em cheio o povo do Amapá levou o TSE a remarcar eleições em Macapá. Será no dia 13 de dezembro.

Curiosidade: Luiz Gonzaga, rei do baião, nasceu no dia 13 de dezembro de 1912. E é autor do música Macapá. 

Ouça:



QUEM PROCURA ACHA

Nunca o Brasil teve um presidente tão louco, tão irresponsável, tão homofóbico, tão racista, tão tudo que não presta.
Na semana que hoje 14 finda, o presidente Bolsonaro superou-se.
Bolsonaro machão, machista, chamou de maricas os brasileiros por temerem se contaminar pelo Novo Coronavírus. E referiu-se logo depois, à Covid-19 como algo sem importância e se houver nova onda, que enfrentemos. Fala frouxa, sem responsabilidade.
O comportamento do presidente levou o Comandante do Exército, Edson Pujou, a dizer que lugar de Militar é o Quartel e não o Palácio, a política. "O nosso partido é o Brasil", acrescentou.
A fala do General lembrou-me da figura do Marechal Henrique Teixeira Lotte (1894-1984).
Lotte, Ministro da Guerra logo após o suicídio de Vargas, deixou o Exército para concorrer à Presidência da República em 1960. Perdeu para Jânio.
A História conta que Lotte foi um defensor intransigente da Constituição. Chegou a ser preso por suas posições em defesa da lei e da ordem, da democracia.
Uma vez perguntei ao cantor e compositor Geraldo Vandré, autor de Pra Não Dizer que Não Falei de Flores, que posição tinha a respeito do Marechal Lotte. Resposta: "a última vez que votei, votei nele".
Resposta idêntica também ouvir do humorista Chico Anísio(1931-2012)".
Bolsonaro, com suas declarações malucas está procurando sarna pra se coçar.

sexta-feira, 13 de novembro de 2020

BOLSONARO, O AVESSO DE TIRIRICA

Depois de tantas bobagens ditas por Bolsonaro, pergunto eu cá com meus botões: como findará o seu Governo?
Findará em renúncia (Jânio, Collor), findará em suicídio (Vargas), findará em morte provocada por doença, tiro ou facada? Findará em Impeachment? (Dilma) 
Como findará o governo Bolsonaro?
Na gaveta do Presidente da Câmara, Rodrigo Maia, se acham 40 ou 50 pedido de impeachment contra o atual presidente da República. 
Bolsonaro foi eleito por acaso, num momento em que a população brasileira se sentia traída pelas peraltices, digamos assim, do governo petista.
Povo decepcionado é que nem mulher traída: entra em desespero.
E foi o que aconteceu em 1918.
Quem não se lembra do caso cacareco? O BRASIL TÁ CHEIO DE TIRIRICAS. E SE...?
Bolsonaro é o avesso do cacareco. Bolsonaro é mau, ignorante, sem sentimentos. 
Como presidente, não governa para todos. Só quem vê nele a própria imagem. 
Banana caí de madura ou no bico de passarinho. 

Gosta de falar grosso
Mas logo depois afina
É seu jeito simples de ser
De dizer coisa cretina
Porém não tem respeito
Nem aqui nem lá na China

No Inferno tem Capeta
No espaço, pandemia
Muita gente já morreu
De dor, de agonia
Bolsonaro tira sarro
Do seu povo todo dia

Diante da pandemia
O Presidente debochou
Dizendo ser gripezinha
Sim, foi isso o que falou
Que diachos há com ele
Perdeu a cela, endoidou?

A Covid-19
No mundo é pandemia
No Brasil é quase nada
É somente gritaria
Segundo Bolsonaro
É conversa, fantasia

Os mortos se multiplicam
No colo do Capitão
Que o tempo todo só fez
Engendrar complicação
Deixando o povo tonto
Sem luz, na escuridão...

Do folheto, Serpente Quer por Ovo no Coração do Brasil

EUA 

O mundo todo, menos a Rússia, reconhece Biden como novo presidente norte-americano. Até a China reconheceu, mas Bolsonaro continua na moita chorando de tangas. 

quinta-feira, 12 de novembro de 2020

BRASIL, UM POBRE PAÍS RICO...

Eu nasci num país onde brancos ganham mais do que pretos e pardos, mesmo de profissões iguais.
Eu nasci num país onde mulheres ganham menos do que os homens, mesmo de profissões iguais.
Eu nasci num país onde há 52 milhões de pobres.
Eu nasci num país onde 14 milhões de pobres estão abaixo dessa linha, vivendo com 150 reais/mês.
Eu nasci num país onde homens batem em mulher, impunemente.
Eu nasci num país onde homens até matam mulher, impunemente.
Eu nasci num país onde a polícia mata por matar pobres, pretos e pardos.
Eu nasci num país pobres policiais reverenciam ricos.
Eu nasci num país onde ricos humilham pobres.
Eu nasci num país onde arte e artista não interessam aos governos pelo povo eleitos.
Eu nasci num país onde crianças são abandonadas a própria sorte, a despeito do poder público.
Eu nasci num país abençoado por Deus, sem terremotos, tsunamis...
Eu nasci num país abençoado por Deus, onde a natureza parece ter fincado seus primeiros filhos: as árvores, os bichos, o vento...
Eu nasci num país onde a Natureza parece ter dito: "Aqui, Deus nasceu".
Eu nasci num país onde, historicamente, os mandatários tomam pra si o poder de vida e morte.
Eu nasci num país onde o analfabetismo grassa...
Eu nasci num país onde a miséria é semente que frutifica até em solo tórrido.
Eu nasci num país onde a política é profissão da barbárie.
Eu nasci num país onde a Justiça é corrompida.
Eu nasci num país onde a esperteza é mais importante que a inteligência.
Eu nasci num país de marechais e baionetas.
O primeiro presidente do Brasil foi o golpista Marechal Deodoro. O segundo, Floriano Peixoto. O terceiro um civil de São Paulo, Prudente de Morais.
Civis continuaram ocupando a cadeira de presidente no começo dos anos 30. E houve doido, ocupando essa cadeira: Delfim Moreira.
E o povo sofrendo, até porque não tinha voz nas urnas.
A Semana de Arte de 22, tendo à frente Oswald e Mário de Andrade, pretendeu nacionalizar as artes...
À época da Semana o presidente era o paraibano Epitácio Pessoa.
Epitácio foi linha dura, duríssima. E preconceituoso, racista. Igualzinho ao irresponsável que ora ocupa a poderosa cadeira de presidente da República: homofóbico, machista...
O Brasil virou piada, no mundo. Que pena.
Estou triste, que país é esse?

quarta-feira, 11 de novembro de 2020

QUE SERÁ DE NÓS NA GUERRA, HEIN?

O Bolsonaro tá com a macaca.
Destrambelhado chegou a ameaçar os Estados Unidos com pólvora. 
E aí, sem ter o que fazer, lá vou eu em versos em homenagem ao dito cujo:

O Brasil está perdido
No passado e no presente
Do futuro que será
Com o tal do Presidente?

Ele anda para trás
Marchando na contramão 
Pensando poder um dia
Controlar nossa Nação?

Não pode, pirou de vez
Pirou completamente 
E agora o que fazer
Com um sujeito demente?

Camisa de força nele
Pra evitar mais confusão 
Ou deixar que vá à guerra 
Com pólvora em sem canhão?


PRA RELAXAR



terça-feira, 10 de novembro de 2020

GOVERNO POLITIZA VACINA

No Brasil, a cada dia, mais de 30 pessoas recorrem ao suicídio para sumir do mundo. 
A hipocrisia dos poderosos, mais do que me impressionar, deixa-me louco. Fora de mim.
O Trump ainda não se acostumou com as derrotas. Igualzinho a sua cópia brasileira, Bolsonaro.
Bolsonaro quis "curar" a Covid-19 com Cloroquina.
Bolsonaro, que nem um vírus, contagia da pior maneira possível os seus comparsas, coleguinhas de Governo.
O ministro da Saúde, por exemplo, é um subserviente sem classificação. Desclassificado. Uma marmota ativa do Exército brasileiro.
Triste, triste. Muito triste o comportamento do atual presidente da República.
Bolsonaro é rastro de cobra, se me entendem.
O ocupante da mais importante cadeira do Brasil, pode muito mas não pode tudo. Isso ele vai ver.
A China é o país que mais compra produtos do Brasil. 
Se a China deixar de comprar os produtos brasileiros, estaremos fu.
Hoje a bolsa de valores, no Brasil, fechou lá em cima. O dólar caiu.
O Brasil hoje foi surpreendido pelo anuncio de politização da ANVISA, Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
Triste, muito triste o que ocorre hoje no País. 
E Bolsonaro, nas suas redes de aranha choca, disse que mais uma vez ganhou. Ele disse isso no dia em que o Brasil se aproxima da marca lamentável de 163 mil mortes provocadas pela Covid-19.
A Covid-19 derrubou Trump.
A Covid-19 vai derrubar Bolsonaro, que ele considera gripezinha.
A politização da ANVISA deveu-se ao fato de um cidadão brasileiro ter morrido poucos dias depois de se submeter ao teste que certamente levará à aprovação da Coronavac, vacina de origem Chinesa que deverá ser fabricada pelo respeitadíssimo Instituto Butantã, de São Paulo.
Segundo a ANVISA, o cidadão foi vítima da Coronavac, certo?
Detalhe: o cidadão em questão foi encontrado morto no banheiro da sua moradia, cheio de picadas. 
Suicídio, concluem as autoridades de plantão no IML.
E agora, porque ele se matou?

E ESSA HISTÓRIA DE GOLPE E PODER, HEIN?

Há exatamente uma semana, os norte-americanos foram às urnas e escolheram Biden como novo presidente.
Os presidentes da China, Rússia e Brasil ainda não aceitaram a derrota de Trump.
Há exatamente uma semana, o povo do Amapá ganhou um apagão geral.
Há exatamente um mês completado ontem 9 os brasileiros começaram a acompanhar as promessas, quase todas vazias, dos candidatos a prefeito, vice e vereador.
Há 90 anos, Júlio Prestes ganhava nas urnas o cargo de presidente da República. Mas não levou.
A história mostra que no dia 1º de março de 1930, o povo brasileiro foi às urnas e o escolheu como presidente.
Seu Julinho, como era chamado, recebeu mais de 1 milhão de votos e Vargas, seu concorrente, menos de 800 mil. Mas a força do ditador e do Exército juntas puseram o vencedor na berlinda.
O golpe fez Vargas permanecer no poder durante 15 anos ininterruptos. Fato único na história.
Mesmo que quisesse, Trump não conseguiria tal façanha.

VANUSA

Ontem 9 o corpo da cantora Vanusa foi sepultado num cemitério da zona sul da Capital paulista.
A morte da artista foi registrada em menos de 30 segundos pelo Jornal Nacional.
Ah! Nenhum artista compareceu à cerimônia. Que coisa!

segunda-feira, 9 de novembro de 2020

BRASIL FORA DO MUNDO

Biden ganhou e Trump e Bolsonaro perderam.
Governos de boa parte do mundo civilizado já cumprimentaram o novo presidente norte americano pela vitória. O comportamento do presidente brasileiro é como se fosse, um comportamento de bocó.
Desde o primeiro momento em que virou presidente, Bolsonaro não negou ao mundo a sua admiração pessoal por Trump. 
Trump, na moita, enrolou Bolsonaro o tempo todo. Tipo um galã passando a perna numa donzela.
Trump prometeu, prometeu. Disse que faria tudo para por o Brasil na OCDE, Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico. E prometeu mais, muito mais, mas nada cumpriu. Bolsonaro, por sua vez, encheu de mimos o gringo do Norte. 
Para agradar Trump, Bolsonaro autorizou a entrada ao Brasil, sem visto, de qualquer norte americano. 
Trump, na dele, taxou produtos derivados do aço, enquanto o seu amigo abria as portas para a entrada, sem taxação, de etanol. Pode? 
Eu não ia nem falar disso. Eu estava propenso a falar sobre as eleições municipais que ora batem à nossa porta. 
Por falar nisso, Bolsonaro está apoiando alguns candidatos a prefeito de algumas capitais. 
Em São Paulo, o seu fã, Russomano, tá mais pra baixo do que rastro de cobra. Vai pro saco! 
No Rio, o futuro de Crivela, é uma peia. E bem merecida! 
A derrota de Trump pode se repetir no Brasil, daqui a dois anos.
Até o todo poderoso primeiro-ministro da direita radical da Hungria, Viktor Orbán, enviou suas congratulações ao novo presidente americano. 
Quando Bolsonaro vai imitar o seu par da Hungria, hein?
Enquanto isso, continuamos isolados do mundo e o fogo comendo solto, engolindo a Amazônia e o Pantanal...

domingo, 8 de novembro de 2020

TRUMP, TALIQUÁ CACHORRO LOUCO

O mundo está livre de Trump, certo? Errado!
Trump continua habitando não só o solo norte-americano, mas a cabeça de alguns presidentes mundo a fora.
Mas, sem dúvida, a direita levou uma esquerda no queixo.
Não que o Biden seja flor que se cheire. Não é bem isso. Mas não dá para compará-lo ao Trump.
E a transmissão de cargo, hein?

 

O primeiro presidente da República do Brasil foi o Marechal Deodoro. O segundo, seu vice, também era marechal.
O terceiro presidente, que substituiu Floriano, era civil: Prudente de Moraes.
Deodoro derrubou o imperador D. Pedro II, proclamou a República, fechou o Congresso e caiu. Floriano assumiu o poder desrespeitando a Constituição. Enfrentou revoltas populares ao cabo recusou-se a transmitir o cargo de presidente a Prudente de Moraes.
Até janeiro de 21 muita água vai rolar. Nos EUA, mundo a fora. Em 21 Bolsonaro continuará fazendo discurso com vistas a reeleição no ano seguinte.
A queda de Trump inspirou-me e compus o texto que abaixo interpreto.
Charge: Fausto Bergocce
Assis Ângelo, Instagram: @assisangelo_imb

VANUSA FOI BRILHAR NO CÉU


Em 1966, a paulista de Cruzeiro Vanusa aparecia pela primeira vez num programa de televisão. O programa O Bom, era apresentado pelo cantor e compositor da Jovem Guarda Eduardo Araújo. O artista gostou da cantora e a ela autorizou a gravação de Pra Nunca Mais Chorar(acima), composta em parceria com o provocador Carlos Imperial.

Com Pra Nunca Mais Chorar Vanusa estreou no mercado fonográfico, via RCA Victor.
Vanusa foi encontrada morta na madrugada de hoje 8, numa casa de repouso em São Paulo. Morreu dormindo, como Chaplin, Manezinho Araújo e Moraes Moreira. Cantora de voz afinadíssima e
compositora de nível, ela deixou quase duas dezenas de discos, entre os quais Vanusa 30 anos(Som Livre). Nesse disco, LP, ela gravou lançou Avohai do paraibano Zé Ramalho (ao lado).






Vanusa emplacou vários sucessos. Para lembrar, clique: 



sábado, 7 de novembro de 2020

JORNALISMO E DEMOCRACIA NO MUNDO

Difícil e perigosa é a profissão de jornalista, no Brasil e no mundo todo.
No final da noite de quinta 5, o atual presidente dos Estados Unidos reuniu a imprensa para um pronunciamento. Começou repetindo que a eleição foi uma fraude. E continuou repetindo absurdos. Lá pras tantas, alguns canais de TV mais importantes dos EUA, entre os quais ABC e NBC, interromperam a fala do falastrão.
Até grandes canais que o veem com certa aquiescência, como CNN e Fox News, o criticaram por apresentar ou fazer acusação sem provas.
Naquela noite, Trump ficou falando sozinho. A apuração dos votos continua no seu ritmo. No caso, lento.
São complicadas as regras que regem as eleições estadunidenses. Cinquenta são os Estados que formam os EUA.
Cada uma das 50 unidades do país permitem que os partidos façam uma lista de candidatos a delegados. Essa lista é levada à apreciação da população. O número de delegados aprovados pelo voto direto depende do tamanho da população e da quantidade de representantes na que têm Câmara e no Senado.
Quinhentos e trinta e oito delegados formam o colegiado que decidem as eleições. Trump disputa a reeleição à presidência e Biden, a eleição.
Por lá o pau está catando.
Se Biden ganhar os delegados da Pensilvânia, 20, ganha a chave da Casa Branca. Caso isso não ocorra dependerá dos votos da Geórgia, 16.
A barulheira toda que Trump está aprontando é perigosa.
Que nem um roedor, o atual presidente norte-americano está minando a base da democracia. Isso é péssimo para a convivência humano no Planeta.
O perfil de Trump, um autocrata, é claramente de ditador. Igualzinho a sua cópia brasileira, Bolsonaro.
Os EUA nunca tiveram, pra valer, um regime ditatorial. O Brasil, já.
Caso ganhe a parada para presidente, Biden espichará os olhos para a América Latina.
A região mais perigosa para jornalistas é atualmente, a América Latina. No ranking o México está em primeiro lugar e o Brasil, no segundo.
Nunca um mundo olhou tanto, de uma vez só, em direção aos Estados Unidos da América.

sexta-feira, 6 de novembro de 2020

APAGÃO EM MACAPÁ

O Brasil é um país incrível, riquíssimo de todos os lados.
São 26 Estados e um Distrito Federal ocupando uma área superior a 8,5 milhões de km². 
A maior região do País é a Norte, abrangendo 7 estado: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. 
O Norte está pegando fogo e pegando fogo também estão o Mato Grosso e o Mato Grosso do Sul, no Centro-Oeste. 
O pantanal continua ardendo em brasa. 
Há mais de 72 horas o Amapá entrou em colapso. Explica-se: um raio desabou sobre uma subestação de energia elétrica. 
São cerca de 800 mil pessoas prejudicadas pelo apagão provocado pelo raio.
O Amapá, que tem um área com pouco mais de 180 mil km², virou estado em 1943. Corria o governo Vargas.
Originalmente, o Amapá foi um território desmembrado do Pará.
O povo todo do Amapá está sofrendo por falta d'água, de luz, por falta de tudo. 
Igualmente precária é a situação dos hospitais, do IML. 
Que Deus tenha pena do povo do Norte, do Nordeste, do Centro Oeste, do Sul e do Sudeste. 
Em 1949, o pernambucano Luiz Gonzaga, já aclamado como Rei do Baião, foi fazer uma apresentação na Capital do Amapá, Macapá. Ele, Catamilho e Zequinha. Encantou-se com o povo da região. Um povo alegre, brincalhão, cheio de vida. 
Gonzaga apaixonou-se pela cultura do lugar. Resultado: compôs e gravou Macapá, que nos dará a entender ser um tipo de dança. Macapá é um expressão derivada do tupi guarani e significa lugar cheio de um tipo de palmeira, macabas. Fica o registro. Ouça: 

quinta-feira, 5 de novembro de 2020

VIVA A CULTURA BRASILEIRA

Morreu no Rio de Janeiro cartunista Lan, aos 95 anos de idade. 

A morte ocorreu ontem 4 à noite, mas só hoje o Brasil ficou sabendo. O Brasil e boa parte do mundo.

Lan deixou uma obra incrível. 

No correr da sua vida registrou no traço sua impressão sobre a vida brasileira e personagens como João Guimarães Rosa, Pixinguinha e Dorival Caymmi (ao lado).

O Ex-governador da Guanabara Carlos Lacerda entrou para a história com o apelido de Corvo, depois de "retratado" em charge por Lan.

O meio artístico recebeu a notícia com tristeza. O cartunista Fausto, por exemplo, disse que a morte levou um gênio do traço. Era único o traço de Lan, afirma Fausto. Não tem substituto é o que todo mundo acha. Eu inclusive.

Lan, de batismo Lanfranco Aldo Ricardo Vaselli Cortellini Rossi Rossini, nasceu na Itália e criou-se no Uruguai e do Uruguai foi trazido pelo jornalista Samuel Wainer, para trabalhar como ilustrador no jornal Última Hora.

O Brasil tomou conhecimento da morte de Lan no dia Nacional da Cultura. Esse dia/data foi criado há exatamente 50 anos e teve como inspiração o bahiano Rui Barbosa, que nasceu no dia 5 de novembro de 1849.

Rui Barbosa morreu com 53 anos de idade.

Também no dia 5 de novembro, nasceu na Bahia o escritor Darlan Zurc, de formação historiador.

Zurc veio ao mundo no dia 5 de novembro de 1978. Seu berço é Melancia, povoado de Nova Soure.

A Nova Soure também pertence o povoado de Paiaiá.

Dizem os mais velhos e novos também, que Zurc muito cedo interessou-se pela leitura, pelo conhecimento, tanto que inda menino devorava com os olhos os jornais que serviam de embrulho das frutas que os pais compravam na feira local. "Enquanto os pais comiam banana à mesa, Zurc comia literalmente as palavras que lia nas páginas dos jornais", lembra o amigo Carlos Silvio.

Os textos de Darlan Zurc são textos curtos e objetivos. 

Seus textos, mais das vezes, tratam da história da música e da literatura. Sua paixão é pelos clássicos.

Em 2021 é certo que o Brasil receberá um livro que está sendo concluído com a perícia e a perfeição de um ourives, de autoria de Zurc.

Para homenagear o amigo, o cartunista Fausto "retratou" a cena em que Zurc lê enquanto os pais se deliciam com bananas (acima).

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