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quinta-feira, 11 de março de 2021

VACINA SIM, JÁ, IMEDIATAMENTE (6)

Artistas de ontem e de hoje continuam dando o braço à vacina contra o novo coronavírus. Na nova leva se acham: Tarcísio Meira, Betty Faria, Raul Gil, Zezé Motta, Paulo César Pereio, Stepan Nercessian e Leny Andrade. 
Zezé, Pereio e Leny  vivem no Retiro dos Artistas, RJ, entidade presidida pelo ator ex-deputado federal Stepan Nercessian.
O Retiro acolhe, atualmente, 57 artistas brasileiros da chamada "velha guarda".

ADEUS, SEU JONAS

Ontem 10, logo cedo, a tristeza e o silêncio tomaram corpo no sobradinho de um bairro da região noroeste da Capital paulista.
Nesse sobradinho morava Jonas, seu Jonas. 
Seu Jonas nasceu numa cidadezinha baiana chamada Macaúbas, distante nem sei quantos quilômetros da capital Salvador. 
Só sei que seu Jonas nasceu lá e firmou raízes em São Paulo a partir dos oito anos de idade.
Sei também que seu Jonas cresceu firme e forte e foi longe na vida.  
Era um cidadão comum, normal. 
Aposentou-se como funcionário público do município de São Paulo. 
Muito jovem, conheceu uma Maria e com ela casou-se. Foram felizes. E com ela teve sete filhos: José, Orlando, Irene, Milton, Aparecida, Cilene e Reinaldo.
Reinaldo, o mais novo, sempre foi cheio de graça, brincalhão.
Reinaldo fazia seu Jonas rir com muita facilidade. Pareciam até amigos que se igualavam na idade.
Cilene e Aparecida não sabiam o que fazer para agradar o pai. Uma coisinha e outra fora de ordem deixavam as duas em estado de alerta.
Domingo 7 seu Jonas acordou com um certo mal estar. Uma coceirinha, ou sei lá.
Isso foi o suficiente para deixar as duas preocupadíssimas. E o levar ao médico, ao hospital. 
Na noite de ontem seu Jonas ajeitou-se como pode no leito hospitalar onde se achava, fechou os olhos e partiu. 
Jonas Soares tinha 95 anos de idade. 
 

quarta-feira, 10 de março de 2021

DONA LINDALVA, UMA CIDADÃ

A professora Lindalva com seus alunos
numa feira de ciências

Com todos os defeitos que possam ter o SUS,  Sistema Único de Saúde, sem ele o Brasil estaria na UTI. Até está, mas poderia estar pior.
O SUS foi criado no dia 17 de março de 1986. O governo era Sarney, substituto ocasional de Tancredo Neves (1910-1985).
Tancredo foi um político incrível. Mineiro, do tipo mussun. Escorregadio, técnico, craque. Uma cultura invejável.
Depois de Sarney vieram Collor, Itamar, FHC...
Os presidentes aí citados reforçaram o SUS, dando-lhe a importância precisa.
Lula não tirou dinheiro do SUS, nem Dilma. Temer, ficou na moita, não acrescentando nada.
O Coiso hoje aboletado na cadeira de presidente faz tudo para matar o SUS. Não conseguirá. É bicho pequeno, nem capitão foi, na ação do termo.
Conversa vai, conversa vem, discorrendo sobre questões do nosso país, ouço da professora paranaense Lindalva Cavalcante, radicada em São Paulo desde 1996, opiniões que confirmam a importância do SUS para todos nós."País nenhum tem um sistema de saúde tão bem direcionado ao povo, como o SUS tem", observa dona Lindalva.
Dona Lindalva, no seu linguajar natural, e popular, entende que entende que o Coiso neste momento está agindo como um verdadeiro piá pançudo, como um lumbriguendo, catarrento, tentando detonar o SUS. Ela tem razão.
Mas o Brasil é muito grande, rico, bonito. Nem o Coiso que lá está no Planalto acabará com o nosso País, mesmo tentando detonar o SUS, a Educação, a Cultura e o Meio-Ambiente.
É claro que nós, brasileiros comuns, estamos tristes com o comportamento decepcionante do governo sem governo que aí está.
Dona Lindalva é uma brasileira que sai cedo de casa para ensinar o que sabe aos meninos e meninas de Paraisópolis. Tudo adolescente, construindo uma vida bonita.
Paraisópolis, comunidade localizada na zona sul da Capital paulista, existe desde 1950. A sua população é formada, basicamente, por nordestinos.
Mais de 40.000 pessoas vivem, como podem, em Paraisópolis.
O Coiso que está aboletado na cadeira de presidente da República, precisa entender que o povo merece respeito.
"Estou com o meu braço estendido pra receber vacina, seja ela de onde for".
Além de brasileira, dona Lindalva é cidadã.
Dona Lindalva planta esperança no coração do Brasil.

MORRE O JORNALISTA HÉLIO FERNANDES

Ouvi há pouco Maju dizer no seu jornal da Plim Plim que o jornalista Hélio Fernandes (foto ao lado) havia morrido. Morreu em casa de morte natural.
No decorrer da fala de 1 hora e 23 minutos, Lula falou pra todo mundo sobre a vida difícil que vivem os brasileiros das periferias e do fundão do Brasil. 
Na sua fala, Lula disse que cinema, salas de exposição e parques não são para o povão. O povão trabalha, não se diverte.
Esse foi um jeito dele falar sobre cultura.
Lula incentivou a cultura brasileira no decorrer dos seus 2 governos. Fez o que um bom presidente faria: olhar para os pobres e apostar no desenvolvimento do País.
Incentivos à cultura começaram a ser levados avante no início do governo Vargas, paralelamente ao embrião do Ministério da Educação.
Os artistas da nossa música frequentavam com assiduidade o Catete. E lá cantavam, brincavam diante do presidente. Era uma festa.
Em março de 1985, o maranhense José Sarney criou o Ministério da Cultura. O primeiro titular desta pasta foi o mineiro José Aparecido de Oliveira (1929-2007). Um craque, um mestre da política. Depois teve mais um e o terceiro foi o paraibano Celso Furtado (1920-2004). Outro mestre.
O Coiso que se acha aí aboletado na cadeira de presidente acabou com o Ministério da Cultura, transformando-o numa insignificante secretaria vinculada ao Ministério do Turismo. Também quer acabar com a Educação e o Meio-Ambiente. Os Direitos Humanos pra ele nada valem. É um Coiso, com eu disse.
O Ministério da Cultura é possível acabar, mas a cultura nunca.
Lula incentivou a cultura, popular inclusive. 
Vargas foi o presidente mais lembrado pelos cordelistas, na história. Não, o presidente mais lembrado pelos cordelistas na nossa história foi Lula. Sobre ele, umas três centenas de folhetos foram escritos e publicados.
Nenhum presidente do Brasil inspirou tantas composições musicais como Lula.
Brisola foi muito cantado, mas o número de músicas a Brisola é inferior ao número de músicas a Lula.
É a cultura popular que dá identidade a um país. Eu já disse isso.
Houve um tempo que muitos jornais brasileiros traziam nas edições de fins de semana suplementos culturais, literários, como o Diário Popular, O Estadão e tal.
As edições de fins de semana do jornal A Tribuna da Imprensa traziam um encarte intitulado Suplemento Literário. Anos 70, por aí. Fui colaborador desse suplemento durante bastante tempo. Muitos textos meus eram cortados pela Censura. Aquele tempo, o editor do jornal era o carioca Hélio Fernandes, um profissional que jamais temeu os poderosos de plantão. Pagou por isso, respondendo a muitos processos.
O jornalista Hélio Fernandes era irmão do consagradíssimo Millôr Fernandes (1923-2012). 
Com Millôr só não aprendia quem não quisesse.
Hélio iria completar 100 anos de idade no próximo dia 17 de outubro.
E não custa lembrar: A Tribuna da Imprensa foi um jornal criado pelo ex-governador da Guanabara Carlos Lacerda (1914-1977), que levou Vargas ao suicídio.
 

LULA ELOGIA A TV GLOBO

 
O pernambucano Lula nasceu com o dom da palavra. É claro no que diz. Fala com naturalidade, ao expor suas ideias.
No decorrer de sua carreira política nunca mediu distância para trocar ideias com interlocutores, fossem de que partidos fossem. Com isso, carreou respeito e admiração de todo o mundo. 
Segunda 8 o ministro Fachin, do STF, tacou fogo nas acusações contra Lula, cancelando-as. 
Ontem 9 a segunda turma do STF, presidida por Gilmar Mendes, pôs em julgamento a suspeição do ex juiz Sérgio Moro nos processos contra Lula. 
Essa movimentação toda em torno do ex presidente da República fez o PT respirar ares que anunciam novos tempos na política brasileira. 
Hoje, depois das 11, Lula fez demorado pronunciamento aos brasileiros, a partir da sede do sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo, SP. 
Falou e falou. 
Agradeceu a muita gente, incluindo Martinho da Vila e Chico Buarque. Antes disso também agradeceu ao atual presidente da Argentina e à prefeita de Paris, entre outros apoiadores internacionais. 
Lá pras tantas, no seu pronunciamento, Lula falou sobre quase todos os temas da vida cotidiana. Não esqueceu de atacar Bolsonaro e desclassificar o seu já desclassificado Governo. O Brasil está desgovernado, disse. Criticou a política econômica e o modo como vem sendo tratada a pandemia provocada pelo novo coronavírus. Quer dizer, voltou com tudo. Falando pelos cotovelos. Não esquecendo sequer de se solidarizar com as famílias dos 270 mil mortos pela Covid. Isso é cidadania e neste ponto, ele é bom.
Disse também estar ansioso para se vacinar. Nesse ponto, recomendou que não se aceite as recomendações cretinas de Bolsonaro e de seu ministro da Saúde. Vacinação em massa é a saída. Para tudo, principalmente para a ecônomia.
Nos últimos instantes da sua fala, transmitida ao vivo por várias emissoras de rádio, Lula afirmou estar se sentindo cada vez mais jovem e pronto pra seguir em frente dialogando com todo mundo. Desistir é uma palavra que não consta do seu vocabulário. 
Disse que o povo não precisa de armas, quem precisa de armas são as Forças Armadas e a polícia.
Lula encerrou sua fala ao 12:57 e dispôs às perguntas dos repórteres que se achavam no sindicato do ABC.
Ah, sim, não custa deixar registrado os elogios que Lula dirigiu à TV Globo. Para ele e para o mundo civilizado é importante que os países tenham uma Imprensa livre.
A política, em qualquer tempo e lugar, muda a cada segundo, como a cada segundo, mudam o movimento e as nuvens do céu.

terça-feira, 9 de março de 2021

VIVA A DEMOCRACIA! (2)

Lembro que o lema da revolução francesa foi "liberdade, igualdade, fraternidade".
Esse lema correu o mundo. 
É o que precisamos, claro.
Poderíamos anotar, cá entre nós, o lema: responsabilidade, trabalho e cidadania. O resumo disso é, claro, Democracia.
Foi logo após a Revolução Francesa que surgiram as palavras "esquerda" e "direita". Para indicar a posição onde se achavam representantes do povo na Câmara francesa. E isso também correu o mundo, com um detalhe: a 'esquerda" representa os pobres e "direita", os ricos. 
Nos tempos atuais e sempre, essas denominações já não cabem aos representantes do povo. Não basta ser de esquerda ou de direita, até porque, essas expressões já não dizem nada. 


Leia mais: https://assisangelo.blogspot.com/2016/03/viva-democracia-opoder-continuado-leva.html
https://assisangelo.blogspot.com/searc
h?q=direita+e+esquerda



 

domingo, 7 de março de 2021

VACINA SIM, JÁ, IMEDIATAMENTE (5)

 Profissionais e todas as áreas continuam sendo vacinados contra a peste que é o Novo Coronavírus.


Muitos oitentões e noventões já receberam pelo menos uma picada no braço. Entre esses, o cartunista Ziraldo, o imortal Loyola Brandão, o ex-apresentador do JN Cid Moreira, a deputada Federal Luiza Erundina, o ex-jogador e treinador de futebol Zagallo e o cantor e compositor Geraldo Vandré.

Falei ontem6, no final da noite com Vandré. Ele no Rio e eu em São Paulo. Estava contentíssimo, alegríssimo, soltíssimo, parecendo um menino ao receber uma balinha de ortelã.

Curiosidade: em 1968, Vandré lançou a emblemática canção Terra Plana. Ouça:

 

ZÉ DANTAS E NOSSA HISTÓRIA (2)

A riqueza da nossa música popular deve se a compositores do naipe de Ari Barroso, Dorival Caymi, Rosil Cavalcanti, Humberto Teixeira e Zé Dantas, por exemplo.

Zé Dantas era pernambucano, como o seu principal intérprete Luiz Gonzaga.

No penúltimo dia do mês passado, Dantas completaria 100 anos de nascimento. A respeito, vários jornais brasileiros lembraram da sua história e trajetória  profissional. O Jornal A União, o terceiro mais antigo ainda vivo no País, destacou o nome dele numa página. (reprodução abaixo). Ao repórter desse jornal, Guilherme Cabral, eu disse algumas coisas sobre esse grande pernambucano. Leia: JORNAL A UNIÃO, pg 9


sábado, 6 de março de 2021

BOLSONARO, VAI VER SE EU ESTOU LÁ NA ESQUINA

Eu já fui criança, já fui adolescente.

Nos meus tempos de antigamente, brinquei de cavalo de pau e dei muito tiro de mentira com revólver de dedo.

Naqueles tempos, já um tanto distante, construir caminhões de taliscas e outros brinquedos que tinham latinhas, garrafas, chuchus e melancias.

Brinquei com sonhos.

Também joguei bola de gude e desses jogos sair com os bolsos cheios, de bola de tudo quanto era cor.

E rachei muito pião, deixando coleguinhas loucos. Até chorando.

Pião eu punha na unha e na unha ele rodava. Mais: na minha mão, o pião também rodava...

Pião rodando na minha mão era como valente metido a besta.

Naqueles tempos, brincávamos também com castanhas.

Castanha era um jogo de canto de parede. 

Quem lembra disso?

Hummm...

Eu também adorava brincar de médico. Era legal.

Naquele tempo, um tempo já longe de hoje, não havia safadeza. Era tudo bonito, puro.

Ai, ai...

E depois de crescido, de virado homem, a realidade bateu forte no peito e fez transbordar dos meus olhos, lágrimas.

Sempre pensei ser possível a felicidade. Para todos.

Por algum tempo, fui feliz.

Hoje como brasileiro, virando a esquina, sou infeliz. Mas ainda sou daqueles de quem o Luis da Câmara Cascudo dizia que pra ser feliz é preciso não desistir nunca. 

Cascudo, com quem aprendi muito, dizia que "o melhor do Brasil é o brasileiro".

Eu e o Brasil, que fomos crianças, choramos e continuamos a chorar pela tristeza que nos dão. Realidade.

Lá atrás, nos meus tempos de menino, quando um coleguinha nos chamava de "feladaputa" a gente respondia:


Feladaputa

É banana curta

Teu pai é corno

Tua mãe é puta


Essa era a maneira que nós crianças, encontrávamos para defender a nossa mãe. Mãe não tem pecado.  E tantas e tantas coisas tínhamos na nossa infância.

Nos meus tempo de ontem, muitas coisas lembro hoje. Mais uma delas: quando enchiam a minha paciência, eu dizia e isso é do povo: vai ver se eu tô na esquina.

Dessa frase , há hoje uma variação: vá catar coquinho.

Estou triste: o mundo está caçoando do Brasil. E você, meu amigo, minha amiga, sabe por quê?

O Brasil está virando chacota, no mundo todo, por causa do ditador sem ditadura Jair Bolsonaro.




sexta-feira, 5 de março de 2021

VACINA SIM, JÁ, IMEDIATAMENTE! (4)

 
 
Vacinas continuam chegando aos braços dos brasileiros como Paulinho da Viola, Caetano Veloso, Rolando Boldrin, Ary Toledo e Suzana Vieira.
Disse Paulinho: "". 
E o Ary Toledo disse também: "".
Leia mais:

ANIVERSARIANTE DO DIA


Murilo é um garoto que hoje completa 12 anos. É paulistano. Seus pais Carlos e Gleice são naturais da Bahia. Os três estão numa felicidade só. Claro, daqui a pouco haverá bolo, pipoca, suco e tal. Daqui bato palmas para Murilo Fonseca Ramos e seus pais. Façam da minha ausência uma presença. Arriba!

PRESIDENTE MENTIROSO

Uma vez mestre Luís da Câmara Cascudo (1898-1986) me disse, brincando que "Uma mentirinha não faz mal a ninguém". Digo eu: mas uma mentinora, faz.
O atual presidente da República, é um desclassificado, moral e intelectualmente falando.
Durante os quase 30 anos que ocupou cadeira de deputado federal, em benefício do povo nada fez. Só mamou e ainda ensinou aos filhotes como mamar. O resultado é o que se vê, rachadinhas até numa mansão.
Numa ocasião agrediu uma colega da Câmara dizendo ser ela muito feia, por isso não a estupraria. Não deu nada. Ficou por isso mesmo.
Como presidente, o povo pena na sua unha. 
Nunca se viu na história um sujeito tão baixo com faixa de presidente, achando-se dono do mundo. Não é.
Não é difícil explicar a razão pela qual esse sujeito chegou à Presidência.
Um dos seus vícios é agredir a Imprensa, sem piedade.
Negacionista a qualquer prova, recomenda a população a prevenir-se do novo Coronavírus ingerindo Cloroquina. Esse remédio não serve para o mal indicado.
O que mais faz na vida esse presidente sem estatura é mentir. Ele mente, mente, mente.
O site Aos Fatos, enumerou mais de 2.500 mentiras proferidas por esse brasileiro que não respeita o Brasil. Nem o povo.
Ontem4 em Goiás, GO, o presidente disse: "Chega de frescura e de mimimi. Vão ficar chorando até quando?". 
Ainda ontem4 em Minas Gerais, ele diz: "Tem idiota que a gente vê nas redes sociais, na imprensa, [dizendo] 'vai comprar vacina'. Só se for na casa da tua mãe. Não tem [vacina] para vender no mundo".
Em sua homenagem, seguem os versinhos abaixo:
 
Idiota é quem me chama
Isso, claro, posso dizer
Debaixo da tua cama
Tem um bicho pra te comer
 
Esse bicho é muito fei
Tem os zói de holofote
Entre as perna tem um rabo
Do Capeta é seu fiote

Pro Inferno, mizerávi!
Corre lá pra sua gente
Teu lugar não é aqui
É sentado num tridente

Irritado com o comportamento negacionista do presidente, o prefeito de Pirassununga Dimas Urban, SP, desabafou: "E tem ainda idiota que diz que máscara não serve para nada". E disse mais: "Para de ser ignorante, pelo amor de Deus, o Covid tá aí. E quem não acredita nele é porque é ignorante, "zóio tapado", pelo amor de Deus. Inferno!".
Há situações na vida em que rir é melhor do que chorar.

quinta-feira, 4 de março de 2021

VACINA SIM, JÁ, IMEDIATAMENTE! (3)

 

Personalidades das mais diversas áreas de atuação estão rindo à toa após receber vacina contra a Covid-19.

Já receberam a primeira dose os atores Fernanda Montenegro, Ary Fontoura, Laura Cardoso e Lima Duarte, o apresentador de TV Silvio Santos, o humorista Renato Aragão, o desenhista Maurício de Sousa e as cantoras Elza Soares e Anastácia (acima, no destaque). 

Anastácia, de batismo Lucinete Ferreira, nasceu em recife, PE, e no próximo dia 30 de maio completará 80 anos de idade, embora nos seus documentos indique que nasceu em 1940. Ela trocou a Capital pernambucana por São Paulo no começo dos anos 60. Queria ser aeromoça, mas desistiu a tempo de se transformar na mais representativa forrozeira do Brasil.

A respeito de Anastácia, leia mais: ANASTÁCIA, PRINCESA OU RAINHA?

A IMPRENSA CONTINUA SENDO ALVO DE BOLSONARO

Soldado, soldadinho
Que fazes na contramão
Pensando no passado 
Quando eras capitão?

Uma coisa vou contar 
Escute, preste atenção 
Um soldado de verdade 
Não marcha na contramão

Contramão é pra maluco 
Pra sujeito sem noção
Pra sujeito que não sabe 
Dirigir uma nação

Os versinhos que produzi aí acima dizem um pouco do comportamento do cara que assumiu a Presidência sem interesse algum de cuidar do bem estar do país e da nação. Pena.
O que mais faz o sujeito aí é marchar na contramão contra o povo e seus interesses reais. 
Não precisamos de um analfabeto que insiste em não aprender o bê-á-bá que leva ao sucesso um país. 
Só é analfabeto, no sentido aqui exposto, quem não quer, ou quer, afundar um país combatendo o seu povo. É o caso, não? 
O incompetente e negacionista Bolsonaro insiste em detonar o povo e a Imprensa. 
No dia 11 de março de 2020, a OMS declarou estar o mundo em pandemia provocada pela covid-19.
Um dia antes, 10, o presidente do Brasil declarou: "Obviamente, temos no momento uma crise, uma pequena crise, né, no meu entender muito mais fantasia a questão do coronavírus, que não é isso tudo que a grande mídia propaga pelo mundo todo".
A partir daí Bolsonaro, que nem um cachorro louco, partiu pra cima dos jornalistas brasileiros. Confira:

“Ela queria dar o furo a qualquer preço contra mim” (18/02) 
"Há um alarmismo muito grande por grande parte da mídia. Alguns dizem que estou na contramão. Eu estou naquilo que acho que tem que ser feito. Posso estar errado, mas acho que deve ser tratado dessa maneira". (22/03)
"Eu não vou falar com a imprensa, porque eu não preciso falar. Vocês não distorcem mais, inventam. O que eu li hoje…Inventam tudo. Então, podem continuar inventando aí” (22/04)
"Imprensa lixo chamada Globo" (30/04)
“É uma manchete canalha e mentirosa, e vocês da mídia, tenham vergonha cara. A grande parte publica patifaria” (05/05)
"Vocês da Folha têm que entrar de novo numa faculdade que presta e fazer um bom jornalismo. E não contratar qualquer uma ou qualquer um pra ser jornalista. Pra ficar semeando discórdia e perguntando besteira" (16/05)
"Vamos parar com essa bobagem, a campanha acabou para a imprensa. Eu ganhei! A imprensa tem que entender que eu ganhei. Eu, Johnny Bravo, Jair Bolsonaro, ganhou, porra! Ganhou, porra! Vamos entender isso” (05/08)
"Vontade de encher tua boca com porrada, tá? Seu safado" (23/08)
"Jornalista "bundão", "só usam caneta para maldade" (24/08)
"Você tem uma cara de homossexual terrível, mas nem por isso eu te acuso de ser homossexual" (20/12)
'Pergunta para tua mãe o comprovante que ela deu pro teu pai' (20/12)

A imprensa continua sendo alvo de Bolsonaro, ontem mesmo ele disse que a imprensa leva o povo ao pânico, ao divulgar informações sobre a pandemia. Até agora, 260 mil brasileiros morrera, vitimas da covid-19. 



PATATIVA, A VOZ DO POVO



A pandemia fechou as livrarias, no Brasil e no mundo.
Já não se ouve falar em lançamento de livros ou de quem está com livro pra lançar. De poesia inclusive.
O Brasil é uma terra de poetas. De grandes poetas, como Gregório de Matos, Casimiro de Abreu, Alphonsus de Guimaraens, Augusto dos Anjos, Olavo Bilac, Mário Quintana, Ascenso Ferreira, Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade e tantos e tantos. Esses, eruditos, digamos assim. E populares, como Leandro Gomes Barros, Firmino Teixeira do Amaral, João Martins de Athayde, Francisco das Chagas Batista, João Melchíades Ferreira, Pedro Bandeira, José Camelo de Melo Resende, José Pacheco, Zé Praxédi, Zé da Luz, Manoel Camilo dos Santos e Patativa do Assaré. 
Patativa, de batismo Antônio Gonçalves da Silva, nasceu no município cearense de Assaré em 5 de março de 1909. Teve uma penca de irmãos, mas somente ele deu pra poesia. Começou a carreira como cantador repentista, profissão que largou ali pelos fins de 1930. Perguntei-lhe por qual razão fizera isso. Resposta: “Já tinha muito cantador e eu seria só mais um no meio”. 
A história desse Antônio que virou Patativa é longa e cheia de altos e baixos. Logo cedo perdeu a visão de um olho e cego completamente ficou na fase adulta, mas isso não o impediu de trabalhar e se “divertir” compondo suas “coisas”, mentalmente. “Guardo tudo na cachola”, disse-me um dia na sua casa em Assaré. 
Conheci Patativa do Assaré em dezembro de 1979, em São Paulo. Nessa ocasião ele estava lançando o primeiro de dois LPs que seu conterrâneo Raimundo Fagner produzira. Títulos: Poemas e Canções e A Terra É Naturá (1980). 
Antes e depois de publicar o primeiro livro, Inspiração Nordestina (1956), Patativa publicou vários folhetos de cordel. A rigor, era um cordelista.
A obra de Patativa é desenvolvida em quadras, sextilhas, décimas e aqui e acolá, sonetos. 
Baixinho, franzino, o poeta tirava da alma belíssimos poemas que faziam chorar, como chorar fazia e faz o Assum Preto, de Luiz Gonzaga. Quando não líricos, os poemas eram de protesto contra o poder vigente. É dele, por exemplo, Eu Quero. Dele também é A Triste Partida, gravada pelo Rei do Baião em 1964. Não poupava políticos. Meteu a ripa em FHC quando foi lançado o Real. 
Os políticos o procuravam o tempo todo, notadamente nos períodos de pré-eleição. Dentre todos, o que mais dele se aproximou foi o ex-governador do Ceará Tasso Jereissati. 
Em 1989, Tasso telefonou a Patativa perguntando o que ele queria de presente de aniversário. Um carro, por exemplo. Estava completando 88 anos. Resposta do poeta: “Pra que diabo eu quero um carro se sou cego e não sei dirigir, obrigado”, e desligou. O governador insistiu e Patativa: “Não precisa nada, muito obrigado. Estou bem”. 
Uma semana depois desse diálogo, Patativa ganhou uma cadeira de balanço com os números 88. 
Há muitas histórias engraçadas, curiosas em torno do poeta cearense. 
No livro O Poeta do Povo eu conto a história desse cidadão que nos deixou uma obra à altura do seu talento e cidadania. 
Sobre ele, Gereba, Klévisson Viana e eu compusemos a canção A Flor de Cacto no Sertão da Vida:
 
 
Era, como diziam: a voz do povo é sacrificada, judiada pelos poderosos de plantão. 
Antônio Gonçalves da Silva morreu no dia 8 de julho de 2002.

quarta-feira, 3 de março de 2021

O BRASIL É BARCO PERDIDO NO MAR

O Brasí é um barquim
Deslizano pelo má
Levano, trazeno gente
Daqui pralí, dali pracá

Nesse eterno vai-vem
Muita gente cai no má
Muita gente vai pro céu
Sem saber que trem tem lá

Desse jeito o Brasí vai
Se balançano no má
Pareceno u’a donzela
Convidano pra dançá

Hoje3, bem no começo da tarde, ouvi na TV Cultura uma assessora do governador dizer, emocionada, que sua avó deixou Sergipe num pau de arara com 16 filhos rumo a São Paulo.
Faz tempo, ela disse.
Acho que há algum exagero nessa frase.
São Paulo, a cidade, é habitada por milhões de nordestinos e descendentes. Sou descendente. Tenho filhos paulistanos.
A assessora, Patrícia não-sei-o-quê, faz parte do Centro de Contingência do Coronavírus, ela disse um monte de coisa bonita. Tomara que esteja certa, ela e o governador.
Antes da assessora, o governador falou e falou. Meteu a ripa no lombo do Bolsonaro. Merecidamente.
Bolsonaro é nada à esquerda do nada. Um negacionista completo. Tranqueira. Está onde jamais pensou estar.
O PT pisou na bola e Bolsonaro ganhou.
Trinta milhões de radicais por si só não elegem ninguém.
Decepcionados com o PT, brasileiros encontraram no protesto um caminho. E deu no que deu.
Mas Bolsonaro não é nada. E nada será. A lata do lixo da história o espera. Porém, cuidemo-nos: ele está preparando canalhice, que nem o capeta faz nas horas do Trump.
O discurso do governador de São Paulo foi perfeito. Disse o que tinha que dizer.
Dória defendeu São Paulo com garra, como deveria defender.
Meu amigo, minha amiga, você sabe qual é o lema de São Paulo? O lema é este: "Non Ducor, Duco". Expressão latina. Ou seja "não sou conduzido, conduzo".
Esse lema se acha cravado na bandeira do município de São Paulo. Também há nessa bandeira uma coroa, que representa o Império; folhas de café e braço de bandeirante...
Essa é a bandeira do município de São Paulo.
São Paulo é a locomotiva do Brasil, dizia-se há pouco tempo.
O discurso do governador Dória, no começo da tarde de hoje, abarcou o lema da Capital paulista. Mas tem sido frouxo ao tomar decisão paliativa para a tragédia que vivemos. Talvez por pressões.
O Brasil carece de um fechamento geral, já que está sem rumo. Pelos crimes que o presidente está cometendo, providências a Justiça deve tomar. Imediatamente.
O Estado de São Paulo tem 645 municípios.
Está difícil conter o novo Coronavírus. Sabemos os lúcidos.
O Brasil está perdido, que nem um barquinho no mar. De papel.

VACINA SIM, JÁ, IMEDIATAMENTE! (2)

Pele diz estar feliz com a vacina 
Os brasileiros estão à mingua, sempre estiveram. Principalmente os mais pobres.
Os pobres deste país penam na unha do negacionista Bolsonaro, cujo governo, um horror. Pra lá disso. 
Está faltando vacina e o presidente manda uma delegação oficial para trazer de Israel um tal de "spray nasal". Para aplicar na venta de quem pegou a covid-19. Ai, ai. 
Ele mesmo diz que não conhece bem esse spray, "mas acho que é milagroso". 
Sobre o tal spray nasal não há nada que indique ter alguma utilidade. Matar mosca, talvez.
Se esse spray tivesse alguma serventia, o próprio governo de Israel já o teria utilizado a favor da sua população. 
O que Bolsonaro tem na cabeça, hein?
Não, não responda. 
Enquanto isso os brasileiro mais velhos vão aos poucos sendo vacinados. 
Vacinados já foram os sambistas Nelson Sargento e Martinho da Vila. Ontem foi a vez de Pelé, que disse: “Hoje [terça] foi um dia inesquecível. Eu recebi a vacina! A pandemia ainda não acabou. Nós precisamos manter a disciplina para preservar vidas enquanto muitas pessoas ainda não foram imunizadas. Por favor, lavem bem as mãos e continuem em casa, se possível. Quando você sair, não esqueça de usar máscara e de manter o distanciamento social. Isso vai passar se conseguirmos pensar no próximo e ajudar uns aos outros.”

terça-feira, 2 de março de 2021

VIVA TONICO. E TINOCO!

Tonico, da dupla Tonico e Tinoco, foi um poeta do sertão paulista. Nasceu no dia 2 de março de 1917, em São Manoel.
Eu conheci Tonico e seu irmão, Tinoco.
Tinoco chegou a participar da gravação de um disco meu. Talvez tenha sido sua última gravação em disco. Confira: 

Sinto saudade desses dois irmãos, músicos do mundo caipira que engrandeceram a nossa música.

Leia Mais: MORRERAM CORISCO E TINOCO BOB DYLAN E TONICO E TINOCO  

E ouça: LUAR DO SERTÃO, TONICO E TINOCO

VACINA SIM, JÁ, IMEDIATAMENTE! (1)

Bolsonaro e o seu vice são farinhas do mesmo saco. Da pior qualidade, não se enganem. Tanto um quanto o outro são negacionistas. Para eles, o Coronavírus é nada. Andam sem máscaras por aí...
O ministro titular da Saúde é outro negacionista.
O governo brasileiro está sem rumo.
Todos os integrantes do governo federal dizem sim a morte.
O titular da Saúde diz que até junho a metade da população brasileira estará vacinada, o restante até dezembro.
Ver pra crer, eu heim!
Você meu amigo, minha amiga, acredita no que dizem os negacionistas desse governo?
Os cidadãos de bem, de pés no chão, continuam na expectativa de receber no braço a vacina que os imunizará do novo Coronavírus.
Ney Matogrosso e outras estrelas da nossa música popular, incluindo Roberto Carlos, acabam de dar o braço à vacina. Disse Roberto: “Todo mundo tem que vacinar, deve vacinar, é importante. VACINA SIM!”

GRIPEZINHA DO BOLSONARO FAZ UM ANO

Diante da pandemia
O Presidente debochou
Dizendo ser gripezinha
Sim, foi isso o que falou
Que diachos há com ele
Perdeu a cela, endoidou?

A Covid-19
No mundo é pandemia
No Brasil é quase nada
É somente gritaria
Segundo Bolsonaro
É conversa, fantasia

Os mortos se multiplicam
No colo do Capitão
Que o tempo todo só fez
Engendrar complicação
Deixando o povo tonto
Sem luz, na escuridão

(Trecho do cordel, Serpente Quer Por Ovo no Coração do Brasil, de Assis Ângelo)


Louco ou oportunista, ou ambas as coisas, o presidente Bolsonaro continua ignorando completamente os estragos provocados pelo novo coronavírus.
Todos os dias, desde março de 2020, Bolsonaro leva o Brasil ao caos.
Bolsonaro precisa do caos para viver.
Nessa luta contra a ordem e o bem comum, Bolsonaro vai se enterrando buraco abaixo.
A cruzada do presidente da República a favor do caos e do coronavírus começou, com frases bombásticas, em março de 2020.
No dia 20 de março, Dia da Felicidade, Bolsonaro disse: “Depois da facada, não vai ser uma gripezinha que vai me derrubar, tá ok?” (20/3).
E ele, o doido ou oportunista, continuou no dia 24: "Pelo meu histórico de atleta, caso fosse contaminado pelo vírus, não precisaria me preocupar, nada sentiria ou seria acometido, quando muito, de uma gripezinha ou resfriadinho, como bem disse aquele conhecido médico, daquela conhecida televisão" (24/03).
Não são poucas as frases horrendas a favor da morte pronunciadas por Bolsonaro, O Impiedoso.
Impiedoso?
Meu amigo, minha amiga, você já ouviu falar da Rainha Louca.
Maria I, de batismo, Maria Francisca Isabel Josefa Antónia Gertrudes Rita Joana de Bragança, nasceu em 1734 e morreu em 1816.
Essa Maria, que governou o Brasil por pouco tempo, morreu no Rio de Janeiro. Era Mãe de D. João VI, e louca, segundo a história. Porém, do bem.
Ao contrário do tirano Bolsonaro, Maria I também ficou conhecida como, A Piedosa.
O desastroso comportamento de Bolsonaro tem levado o Brasil, repito, ao caos. 
Que nem um barquinho de papel em alto mar, o Brasil está desgovernado. 
O Judiciário já percebeu isso. 
Atacando tudo e a todos em benefício do desmazelo no Brasil, Bolsonaro está usando armas pesadas contra governadores e prefeitos. Quem não concordar com ele, leva bala. É isso que está acontecendo.
Atenção, a pensar, Bolsonaro está armando suas milícias para tornar-se o pior dos ditadores eleitos pelo voto democrático. 
Cuidemo-nos, pois o Brasil pode virar uma Venezuela da direita radical. 
As forças do bem precisam se juntar contra as forças do mal. Óbvio, não?
A primeira morte provocada pelo vírus defendido por Bolsonaro ocorreu no dia 16 de março de 2020.
Escrevi Cordéis a respeito (ao lado). 
Não sou Bidu, mas muitas coisas que se acham naqueles folhetos, confirmam-se agora. Infelizmente. 
Até agora, quase 260 mil brasileiros foram a óbito pela Covid-19. E mais de 10,5 milhões de brasileiros foram contaminados pelo coronavírus.
Confira frases cretinas pronunciadas por Bolsonaro em março de 2020: 



“Muito do que falam é fantasia, isso não é crise” (10/3)
“Eu não vou viver preso no Palácio da Alvorada com problemas grandes para serem resolvidos no Brasil” (16/3)
"O que está errado é a histeria, como se fosse o fim do mundo. Uma nação como o Brasil só estará livre quando certo número de pessoas for infectado e criar anticorpos” (17/3)
“Não se surpreenda se você me ver (sic) no metrô lotado em São Paulo, numa barcaça no Rio. É um risco que um chefe de Estado deve correr. Tenho muito orgulho disso” (18/3)
“Sabe quando esse remédio (hidroxicloroquina) começou a ser produzido no Brasil? Ele começou a ser usado no Brasil quando eu nasci, em 1955. Medicado corretamente, não tem efeito colateral” (26/3)
“O povo foi enganado esse tempo todo sobre o vírus” (26/3)
“O brasileiro tem de ser estudado, não pega nada. O cara pula em esgoto, sai, mergulha e não acontece nada.” (26/3)
“Alguns vão morrer? Vão, ué, lamento. É a vida. Você não pode parar uma fábrica de automóveis porque há mortes nas estradas todos os anos”. (27/3)
“O vírus tá aí, vamos ter de enfrentá-lo, mas enfrentar como homem, pô, não como moleque” (29/3)
“Se o vírus pegar em mim, não vou sentir quase nada. Fui atleta e levei facada” (30/3)

Ah, sim! Ia-me esquecendo: Maria I, A Piedosa ou Louca, foi a primeira rainha de Portugal. Quer dizer, a primeira mulher a subir ao trono. 


segunda-feira, 1 de março de 2021

BOLSONARO É LOUCO OU NÃO É?

Você já olhou diretamente na cara do presidente?
O bicho é doido, mau, carente de uma boa camisa de força, depois de uma pisa, claro. 
E foi não foi, diz que é macho, atleta e tal. Imbrochável. 
A impressão que tenho é que Bolsonaro assumiu a cadeira de presidente para implodir o Brasil. Está conseguindo.
Negacionista de primeira hora que é, dá de ombros e diz que o vírus que tem matado milhões não passa de uma bobagem. Por isso, os Brasileiros são maricas. 
O bicho é louco ou não é?
Não que no Brasil nunca houvesse um louco na presidência. O mineiro Delfim Moreira (1868-1920) era louco de pedra. Clinicamente falando. 
Em 1918, Moreira assumiu a vaga do presidente Rodrigues Alves, que morreu de Gripe Espanhola. 
Jânio Quadros (1917 -1992) presidiu o governo por apenas sete meses. Renunciou no mês do cachorro louco, agosto. 
À propósito, nesse mesmo mês, o gaúcho Getúlio Vargas, enfiou uma bala no peito. Não, ele não era considerado louco. 
Outro cara que assumiu a presidência foi o alagoano Fernando Collor. Cheira aqui, rouba ali e pimba: renunciou à cadeira para não ser "impichado". 
Diziam que Collor era um doido, por ultrapassar a barreira do som numa geringonça do nosso brioso Exército. 
Se Bolsonaro for fazer uma consulta com um médico qualquer, estagiário, inclusive, será diagnosticado como louco, sem dúvida.
Tudo que Bolsonaro faz é obra de louco, de alguém sem juízo, que não bate bem da bola, e é do mal, não nos esqueçamos. 
Delfim Moreira não fazia mal a ninguém. Era um louco vaidoso, digamos assim. Adorava amedalhar-se, que é o ato espontâneo de encher o próprio peito de medalhas. E costumava fazer isso no seu próprio gabinete. 
Conta-se que uma vez o baiano Rui Barbosa foi visitá-lo. E depois a amigos comentou: "No Brasil elege-se até doido, vai ver que foi por isso que não me elegeram". 
Nada não, mas eu queria era ver se Bolsonaro teria peito pra fazer o que Vargas fez. 
Eu hein!
Em sua homenagem, Jorge Ribbas e eu compusemos uma modinha:
 

sábado, 27 de fevereiro de 2021

UM MAR DE GENTE MORTA

O Novo Coronavírus, que num passe de mágica transforma-se em COVID-19, está pegando todo mundo. Todo o mundo.

O número de mortes provocado pela Covid-19 já matou pra lá de 2 milhões. Só nos EUA, mais de 500 mil. No Brasil, mais da metade de 500 mil.

É muita gente morrendo sufocada, não é mesmo? Triste, muito triste.

Indiferente a essa desgraça, esse pandemônio, o presidente Bolsonaro fecha os olhos e dá de ombros como se nada tivesse ocorrendo no nosso solo pátrio.

Bolsonaro, ao contrário do que deveria fazer joga absurdamente contra a população brasileira. Ele só pensa naquilo, isto é: reeleição.

Como se vê, o Brasil é um barquinho de papel flutuando sem rumo num mar em tempestade.

Até quando o presidente da República continuará à solta, cometendo crimes contra nós, hein?

Quando o número de mortes provocada pela Covid-19 chegou a 100 mil, escrevi um poema.

Quando o número de mortes chegou a 200 mil, escrevi um poema.

Quando o número de mortes chegou a 250 mil, escrevi um poema.

Confira abaixo os poemas que fiz para marcar a tragédia que é a Covid-19:

https://www.youtube.com/watch?v=pCXFuSpcvoE&feature=emb_title 

https://www.youtube.com/watch?v=_Zblbw5AGF0&t=41s




ZÉ DANTAS E NOSSA HISTÓRIA (1)

Quem foi que disse que música não tem a ver com política?
Tudo é política, já dizia o dramaturgo alemão Bertolt Brecht (1898-1956).
A música popular é riquíssima, no Brasil e no mundo inteiro.
A música popular registra tudo que se passa com o popular, quer dizer: com o povo, com a vida do povo.
Em 1952/53 o Nordeste vivia mais uma seca terrível.
Naquele tempo, o Brasil tinha 22 Estados. Mas o governo não dava bola ao Nordeste, como hoje.
Não era brinquedo o que o Nordeste vivia naquele tempo, com o sol torrando a terra nada sobrevivia. A não ser a esperança, que não morre à toa.
O abandono era total. Cada um por si. Mas os nordestinos sobreviviam, como costumam sobreviver a todas as intempéries. Políticas, inclusive.
O gaúcho Getúlio Vargas, caudilho, tomou o poder em 1930.
Em 1937, ele deu mais um golpe: Estado Novo.
Em 1939, Hitler assustou o mundo invadindo países e matando gente. Getúlio virou seu aliado.
No ano de 39, um pernambucano preto e semi-analfabeto deixava as fileiras do Exército para se aventurar nos puteiros do Rio de Janeiro. Era sanfoneiro: Luiz Gonzaga.
Em 1945, Getúlio foi obrigado a renunciar à presidência.
O governo que substituiu Getúlio, Gaspar Dutra, foi breve. Durou quatro anos. Em seguida, Getúlio voltou pela força dos Diários Associados do magnata da Imprensa Assis Chateaubriand (1892-1968).
Até então, na nossa música, ninguém ousara expor as mazelas do País. A não ser, timidamente, o embolador Manezinho Araújo (1910-1993).
Manezinho estreou no mercado fonográfico em 1933, com Se Eu Fosse Interventô e Minha “Pranta Forma”. LEIA MAIS: MANEZINHO ARAÚJO E O HINO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
Em 1953 o Nordeste comia o pão que o Diabo amassava. Destemido, o pernambucano de Carnaíba, José Dantas, filho de outro José e Josefina, centrava-se nas amarguras do seu povo e compunha Vozes da Seca.

Vozes da Seca, um baião, foi a primeira música constante da discografia brasileira que denunciava aos ouvidos do grande público as mazelas vividas pelo povo nordestino. No Congresso, um Deputado levantou-se para dizer que essa música tinha a força de qualquer discursos contra fome, a seca, a dor e todas as demais mazelas sofridas por um povo abandonado pelo poder público.

Logo depois de Dantas, veio outro pernambucano chamado Luiz Vieira. No poema, Se Eu Pudesse Falar, denuncia também o sofrimento do povo pobre.

Getúlio matou-se com um tiro no peito em 1954. Cinco anos depois Gonzaga gravaria uma música de engrandecimento às riquezas do País: Marcha da Petrobrás.
Zé Dantas foi um dos mais conscientes cidadãos pernambucanos. Intelectual de boa cepa. Foi médico, mas encontrou no viver da simplicidade a grandeza de um povo que retratou em mais de 40 composições gravadas por Luiz Gonzaga.
Os dois se conheceram em 1947, em Recife, mesmo ano em que conheceu sua primeira e única mulher, Iolanda Simões, com quem teve três filhos. Detalhe: a primeira música de Zé Dantas foi feita em homenagem à sua mulher, à época namorada. Título: Flor Ingrata, que foi gravada muitos anos após a morte do autor... LEIA: NO CÉU MAIS UMA ESTRELA, IOLANDA DANTAS ZÉ DANTAS, REFERÊNCIA GONZAGUEANA
Em 1949, Gonzaga gravava a primeira música de Zé Dantas: Vem Morena, cujo o título original era Resfolego da Sanfona.
Nome completo desse cidadão nascido de Carnaíba: José de Souza Dantas Filho, nascido no dia 27 de fevereiro de 1921.


 

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

COVID MATA MAIS DO QUE GUERRAS

A Guerra do Paraguai começou em 1864 e terminou em 1870, envolvendo além do Paraguai, Argentina, Uruguai e Brasil.
A Guerra de Canudos começou em novembro de 1896 e terminou em outubro do ano seguinte, envolvendo grandes levas de nordestinos que não tinham o que comer nem onde morar.
A primeira vítima fatal da Covid-19 no Brasil ocorreu em março de 2020.
Pois bem, na Guerra do Paraguai morreram cerca de 50 mil brasileiros.
No decorrer da Guerra de Canudos, no interior da Bahia, morreram 25 mil pessoas.
No decorrer de 11 meses a contar de março de 2020, morreram 251.661 pessoas sufocadas pela Covid-19 no Brasil.
Nos seis anos que durou a Guerra do Paraguai, houve grandes perdas de todos os lados. O confronto mais sangrento dessa guerra ocorreu na região pantanosa de Tuiuti, no dia 24 de março de 1866, quando morreram 737 brasileiros.
O número de mortos pela Covid ontem 25 foi de 1582, ou seja: mais do que o dobro de mortes ocorridas na terrível batalha de Tuiuti.
Não dá pra esquecer: a Covid-19 já matou 5 vezes mais do que a Guerra do Paraguai.
Não dá pra esquecer: a Covid-19 já matou 10 vezes mais do que a Guerra em Canudos, quando sobraram pouquíssimas pessoas para contar aquela história.
Enquanto isso, o presidente da República dá de ombros à tragédia que vivemos. Chegou a dizer ontem 25 que as máscaras provocam efeitos colaterais nos usuários. É o capeta. LEIA MAIS: O CRIMINOSO BOLSONARO

PAÍS DE AMADORES

O Tom Jobim tinha razão quando dizia que o Brasil não é para amador.
E não é mesmo. 
O Brasil parece ser um país fora de qualquer contexto. 
No Brasil não tem terremoto, tsunami, vulcões em atividade, mas tem uns políticos que deus nos acuda. 
O que Bolsonaro faz com o povo é triste, lamentável. Ele faz o que ninguém faz: humilha-nos a todo tempo.
Jornalista, pra ele, não é gente. 
Desde sempre ele ataca jornais e jornalistas de todas as formas. 
A mais recente agressão ocorreu ontem 25 no Acre. 
Durante entrevista coletiva, um repórter quis saber o que achava da decisão do STJ em suspender os sigilos bancário e fiscal do seu filho senador, Flávio. 
Subiu nos tamancos e latiu: "Acabou a entrevista!".
Pois é, somos mesmo amadores. 




UM HOMEM RIDÍCULO

Não tinha Covid nem nada, mas queria morrer. Matar-se. Para isso comprou um revólver e balas, mesmo com a grana curta e morando numa espelunca.
Faltava a hora exata para a vida com os miolos estourados. 
A hora estava chegando. 
Era noite, umas onze.
Lá fora caia uma chuva fina, fininha, muito gelada.
Olhando para o céu, descobriu uma estrela lá longe. Parecia piscar-lhe. E ele pensou: é hoje. 
Estava a caminho de casa. 
De repente, uma menina de uns oito anos correu a seu encontro tremendo e pedindo ajuda. Ele não deu bola e apressou o passo. A menina implorou. Mas ele fez-se ouvido de mercador. 
Chegou na espelunca em que vivia e arriou numa poltrona. 
Na espelunca tinha um divã, uma mesa e duas cadeiras, além da poltrona. 
Sobre a mesa, alguns livros. 
Na gaveta da mesa, um revólver carregado esperava seu dono. 
Todo mundo o achava ridículo, mas não ligava. Até gostava. 
Fora ridículo desde sempre, desde os 7 anos.
Ninguém sabia o seu nome, sua profissão ou idade. 
Era recatado o homem ridículo que queria matar-se, faltando escolher apenas dia e hora. 
O local era onde morava.
Nada nem ninguém incomodava esse homem. Seu vizinho era um capitão esquisito, que vivia jogando cartas com amigos igualmente esquisitos. O homem dessa história naquela noite rapidamente adormeceu. E sonhou que enfiara um tiro no peito e que esse tiro o levou a outra dimensão onde surpreendeu-se com os habitantes. Todos seres felizes, lindos, alegres, sem dor, sem nada. Um lugar perfeito, onde o amor imperava.
Foi nesse sonho que o homem encontrou o sentido da vida.
Quanto a menininha que tirlintava de frio quando o procurava, perdeu-se no tempo. E mais não contarei. Fica o suspense e a dica para os leitores de bom gosto procurarem o conto O Sonho de um Homem Ridículo, escrito por Dostoievski em 1877. 
Fiódor Dostoievski nasceu há dois séculos e morreu 1881 aos 60 anos de idade. 
 

 
 

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