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domingo, 22 de setembro de 2013

GONZAGUINHA E PRIMAVERA

Você já leu o especial Memória da Cultura Popular sobre Luiz Gonzaga, resultante de parceria entre o Instituto Memória Brasil, IMB, e o newsletter Jornalistas&Cia? Clique:
http://www.jornalistasecia.com.br/edicoes/culturapopular04
Foi num dia como este, com flores anunciando aos quatro ventos a chegada da primavera, que nascia no ano de 45, num morro carioca, o cantor e compositor Gonzaguinha, famoso não só por trazer no nome o nome do rei do baião, Luiz Gonzaga, mas também por seu inegável talento musical.
Eu o o entrevistei algumas vezes (acima, recorte de uma revista da editora 3).
Gonzaguinha era uma pessoa difícil digamos assim, briguenta, daquelas que não gostam de rir e tampouco levam desaforos para casa.
Mas eu gostava dele.
Lembro de uma vez que Gonzaguinha me telefonou fulo da vida para reclamar que lera num jornal que não era filho legítimo do Rei do Baião, e que essa notícia se achava no livro Eu Vou Contar Pra Vocês (título dado pelo cartunista Fortuna). O livro, de minha autoria, estava pra ser lançado e de fato trazia essa notícia, mas de modo discreto. 
Eu tentei explicar, mas ele não queria explicação.
E falava e falava atropelando palavras, irritado.
Foi a última vez que falamos.
O livro foi lançado em clima de festa, com Inezita Barroso cantando ao lado de grupos folclóricos no palco do extinto Teatro das Nações, na capital paulista.
O lançamento provocou até uma entrada minha, ao vivo, na telinha da Globo.
Gonzaguinha, que morreria cerca de um ano depois disso, a respeito de mim e do livro falou apenas uma vez, que eu saiba, na revista Veja.
Fica o registro.
 

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

VIVA ZEQUINHA DE ABREU!

Primeiro Roniwalter Jatobá, agora Audálio Dantas. 
Os dois estão na lista dos autores escolhidos para premiação pela Câmara Brasileira do Livro, ABL. 
Audálio, na categoria Reportagem. 
O prêmio foi criado em 1959. 
A notícia deixou os conselheiros do Instituto Memória Brasil pimpões da vida.

A cidade paulista Santa Rita do Passa Quatro é uma das 12 estâncias climáticas do Estado, localizada a cerca de 250 quilômetros da capital. Foi lá que nasceu no dia 19 de setembro de 1880 o compositor e pianista José Gomes de Abreu, o Zequinha de Abreu, que ganhou notoriedade mundial com o choro Tico-Tico no Fubá, de sua autoria, gravado pela primeira vez no começo de 1931 pela Orquestra Colbaz e, depois, por centenas de intérpretes nacionais e estrangeiros, de Carmen Miranda ao maestro Roberto Inglez (aí ao lado, na reprodução do selo do disco original feito em Londres), Ethel Smith, Alberto Semprini, Georges Henry e, mais recentemente, por uma malaia, JIt San, de seis anos de idade que o interpreta de modo incrível num instrumento chamado electone. Clique:
http://www.youtube.com/watch?v=X-b7n0_3Ca0
Clique também paracurtir Carmen Miranda:
Tico-Tico no Fubá, que era para se chamar Tico-Tico no Farelo, foi apresentado com letra, de Eurico Barreiros, pela primeira vez pela cantora Ademilde Fonseca (à direita, na reprodução do selo do disco), em setembro de 1942.
Zequinha de Abreu, cuja mãe o queria padre e o pai, médico, morreu no dia 22 de janeiro de 1935. 
Boa parte do mundo aplaude a obra de Zequinha. 
Clique:

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

HISTÓRIA...

O jornalista e escritor Roniwalter Jatobá, vice-presidente do Instituto Memória Brasil, IMB, está na primeira lista dos escolhidos para ganhar o Prêmio Jabuti, na categoria Contos ou Crônicas.
Clique:
http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2013/09/1343640-premio-jabuti-anuncia-livros-finalistas-da-primeira-etapa-veja-lista.shtml
No dia 18 de setembro de 1946, uma quarta-feira como esta, sob o governo do marechal Eurico Gaspar Dutra (abaixo, com o general Coronbert Pereira e o rei do baião Luiz Gonzaga), a mesa da Assembleia Constituinte promulgou a 5ª Carta do País (à esquerda, no recorte), considerada pelos estudiosos do Direito como a mais completa e justa dentre todas, até hoje.
Cito o 18 de setembro por achá-lo emblemático, pois no final da tarde de hoje – Dia dos Símbolos Nacionais - o ministro Celso de Mello, o decano do Supremo Tribunal Federal, STF, praticou um fato que certamente entrará para os anais da História: o desempate do placar de cinco votos a favor e cinco votos contra a retomada dos trabalhos de julgamento de alguns acusados no escândalo Mensalão.
A rigor, porém, o anúncio do voto do ministro não foi propriamente uma novidade, pois ser já esperado.
No dia 2 de agosto do ano passado, aniversário da morte do Rei do Baião, o ministro de Mello já cantara clara e abertamente a sua opção pelo acolhimento dos chamados embargos infringentes, que possibilitam novo julgamento de uma parte dos réus envolvidos no  estrondoso escândalo.
       Portanto, não foi surpresa alguma o que se viu hoje no plenário do STF. 


LUIZ GONZAGA
Você quer saber um pouco mais sobre o Rei do Baião?
Então, clique:

terça-feira, 17 de setembro de 2013

CULTURA POPULAR E ROCK IN RIO

Peço licença ao prugilo
Dos quelés da juvenia
Dos tolfus dos aldiácos
Da baixa da silencia
Do genuíno da Bríbria
Do grau da grodofobia.

Era o poeta cantador paraibano Zé Limeira em peleja com seu par Arrudinha, num ano que há muito o vento levou.
Embasbacado, Arrudinha humildemente perguntou:

Eu jamais ouvi falar
Nessa tal de juvenia
Nem tampouco em aldiácos
Dessa sua silencia...
Limeira me fale sério:
Que diabo é grodofobia?

Após risada espalhafatosa, Limeira respondeu:

O mestre inda não sabia
Que Jesus grodofobou?
Apois fique conhecendo
Que Limeira prugilou
E o cipó de seu Pereira
Também já juvenciou.

Hoje, há pouco, estiveram conosco os craques Papete e Ibys Maceioh (acima, na foto) cantando, tocando e contando causos. Mas não era sobre eles e Zé Limeira (versos aí, à esquerda), grande poeta popular paraibano falecido na primeira metade dos anos de 1950, que eu queria falar.
Eu queria e quero falar é dos R$ 12 milhões autorizados para captação pelo Ministério da Cultura - via Lei Rouanet - para o megaespectáculo musical Rock in Rio, ora em andamento com atrações do mundo inteiro.
Até agora os produtores/organizadores desse festival de barulho em terras cariocas captaram R$ 8,75 milhões; desses, R$ 2,1 milhões aportados com a chancela séria dos Correios brasileiros.
O Rock in Rio nessa sua 5ª edição é, mais uma vez, sucesso absoluto de público etc. 
Um estouro, como se diz.
Basta dizer que todos os ingressos foram rapidamente vendidos através da Internet.
Conclusão: os produtores do Rock in Rio são craques do ramo, o contrário exato dos produtores envolvidos com a cultura nacional popular. 
Entendo que esse é motivo para ficarmos tristes.
Os jornais que dão conta desta notícia informam, porém, que nem todos os pareceristas do Minc foram favoráveis à liberação de apoio financeiro oficial para a realização desse festival.
Mas essa é outra história. 
O que dói mesmo, cá na mente e no peito, é a nossa incompetência de mostrar a beleza que é a cultura popular brasileira através de apoio financeiro oficial...
Uma perguntinha: você não sabe quem foi Zé Limeira? 
Então, clique: 
http://www.jornalistasecia.com.br/edicoes/culturapopular08.pdf

PIMENTA NOS OLHOS...
O governo norte-americano é um governo que serve para os norte-americanos, e tão-somente.
Bingo!
Prepotente, o governo norte-americano só olha para o próprio umbigo.
Ponto.
Prepotente, o governo norte-americano é para o povo norte-americano, óbvio.
O governo norte-americano espiona o mundo, mas o mundo não pode espionar o governo norte-americano.
Exemplo?
Outro dia a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, ordenou que se investigasse o Consulado norte-americano em Frankfurt; na moita, para saber se havia antenas de escuta por lá. 
Ao saberem disso, os Estados Unidos ficaram putos e pediram explicações.
Pois é, pimenta nos olhos...  
E acho, mesmo, que a Dilma não deve ir aos EUA antes de explicações oficiais de lá, deles, sobre a espionagem que têm feito contra nós, o Brasil.

HERIVELTO MARTINS
Hoje faz 21 anos da morte do criador do Trio de Ouro e autor de Ave Maria no Morro, uma obra-prima integrada ao cancioneiro brasileiro.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

SABIÁ, A AVE-SÍMBOLO DO BRASIL

Diz a lenda que um sabiá-laranjeira todos os dias exibia seu trinar do alto de uma palmeira na Praça da Sé.
Ele trinava e trinava ao amanhecer, mas só uma menina de rua o escutava.
Mas um dia a menina notou que o sabiá sumira.
E ela ficou muito preocupada com isso, até que lhe foi dito que o sabiá fora-se embora porque as pessoas não gostavam dele.
Pois é, simples assim: as pessoas não gostavam dele.
E não gostavam dele porque trinava e trinava bem alto, parecendo provocação.
Em notícia de quase página inteira o jornal Folha de S.Paulo diz hoje que o trinar dos sabiás está incomodando os paulistanos.  
Pode?
Pode sim, especialmente quando as pessoas perdem a sensibilidade e trocam o trinar dos pássaros pelo barulho das ruas e dos carros.
O repórter o que nem deveria dizer, ou seja: que o belo trinar dos sabiás é comparado ao som de uma flauta doce.
Pois é, e desde quando o som bem tirado de uma flauta doce pode incomodar alguém, hein?
O trinar dos sabiás servem para seus filhotes aprenderem a também trinar.
E se os sabiás fazem isso da madrugada para o amanhecer é para não expor os filhotes aos predadores, que não são poucos.
Uma pergunta: você sabia que o sabiá-laranjeira é a ave-símbolo do Estado de São Paulo, desde 1966?
Outra: que o sabiá-laranjeira é a ave-símbolo do Brasil, desde 2002?
O sabiá é personagem de muitas obras literárias e musicais.
Quem não se lembra destes versos, do maranhense Gonçalves Dias constante do poema famoso Canção do Exílio?

Minha terra tem palmeiras
Onde canta o sabiá
As aves que aqui gorjeiam
Não gorjeiam como lá...

É de Luiz Gonzaga e Zé Dantas o baião Sabiá, cujos versos dizem:

A todo mundo eu dou psiu
Perguntando por meu bem
Tendo um coração vazio
Vivo assim a dar psiu
Sabiá vem cá também...

Aliás, o seguinte: o sabiá como “personagem” musical se acha na discografia brasileira desde os primeiros anos do século passado, quando o cantor e violinista carioca, de Campos, Mario Pinheiro gravou no estrangeiro a modinha Sabiá, de autor desconhecido, para a Victor Record. Isso entre 1910, 1911.
O trinar do sabiá-laranjeira pode ser ouvido na moda Disparada, de Geraldo Vandré/Téo de Barros, numa gravação, para o selo musical Sabiá (acima), coordenada pelo ornitólogo Dalgas Frisch.
Fica o registro.  

SABIÁ-LARANJEIRA
No dia 13 de maio de 1937, o cantor carioca Patrício Teixeira (1893-1972) entrou num estúdio da extinta Victor, no Rio, e gravou o samba Sabiá-laranjeira, de Max Bulhões e Milton de Oliveira, lançado à praça três meses depois.
Clique, ouça e opine:
http://www.youtube.com/watch?v=0Zx0lw1-cAA

domingo, 15 de setembro de 2013

PRA QUE MEMORIAL DA AMÉRICA LATINA?

São Paulo é do Brasil a cidade que maior número tem de casas de espetáculos em funcionamento.
Mas faltam casas de espetáculos para ocupação de público em São Paulo.
Portanto, São Paulo não pode se dar ao luxo de menosprezar os espaços culturais que tem, como o da Fundação Memorial da América Latina, que fica ali na Barra Funda, bairro famoso e histórico por ser o berço do samba da cidade há mais de 100 anos.
Mas o vazio que tenho visto no Memorial me decepciona e dói, e muito.
O projeto cultural desse importantíssimo espaço para São Paulo deve-se à inteligência e persistência do antropólogo carioca Darcy Ribeiro; e a sua construção, em terreno cedido pela Companhia do Metropolitano de São Paulo – Metrô, ao arquiteto também carioca Oscar Niemeyer.
O Memorial foi inaugurado em março de 1989.
De direito público sem fins lucrativos, mantida pelo governo do Estado, a Fundação Memorial da América Latina é uma ideia de integração também política e social dos países vizinhos, com a Argentina à frente.
Mas esse espaço, de quase 85 mil metros quadrados, está quase sempre vazio, abandonado às moscas, por isso triste e assim dizer.
Hoje, mais uma vez, constatei a tristeza do abandono da cultura popular nesse espaço tão rico, indo à Feira Nacional de Cordel, Fenacordel, lá em vão livre instalada por iniciativa e insistência de seus criadores abnegados, entre os quais os cordelistas Varneci Santos do Nascimento e João Gomes de Sá.
O que hoje vi, mais uma vez, no Memorial, doeu.
Doeu porque não vi público lá, vi artistas simples do povo, incríveis, profissionais que sonham, como a dupla de poetas repentistas João Doutor e Adão Fernandes, do Ceará e da Paraíba, respectivamente (acima, na foto de Andrea Lago).
Pergunto-me: por que tamanho descaso dar a Fundação Memorial da América Latina à cultura popular?
Fiquei sabendo que os espaços do Memorial hoje são alugados.
Fiquei sabendo que cultura popular não é importante para o Memorial.
Fiquei sabendo que o presidente do Memorial, o cineasta João Batista de Andrade, tem tentado o impossível para manter acesa a luz da esperança no Memorial.
Fiquei sabendo que...
Ora, governador Alckmin!
Sugiro que se fechem as portas do Memorial, porque do jeito que está o Memorial não passa de um elefante branco, e elefante branco é uma desgraça num país sem elefantes.
Quando o Brasil descobrir que a digital do povo é a cultura popular, quem sabe as coisas mudem, mas até lá...
Puta que pariu! 

INSTITUTO MEMÓRIA BRASIL 
Você sabe o que é o Instituto Memória Brasil? 
Clique:

sábado, 14 de setembro de 2013

VIVA CACO VELHO!


O meu amigo Osvaldinho da Cuíca gosta de Germano Matias, que gostava de Caco Velho. 
O meu amigo Paulo Vanzolini gostava de Caco Velho, que gostava de Ary Barroso, que gostava do que é bom.
De tanto gostar do que é bom, como o repertório do próprio Ary, por exemplo, Caco – de batismo Matheus Nunes) – ganhou o apelido que o tornou famoso por aí a fora.
Explica-se: ainda na flor da idade tentando a vida como artista popular, Matheus assobiava, cantava e batucava o samba canção de Ary que Elisa Coelho e Orlando Silva gravaram em 1934 e 1955 pela Odeon e Copacabana, respectivamente.
Caco Velho virou apelido e como Caco Velho Matheus Nunes passou a assinar as suas composições.
Caco Velho gravou poucos discos e não compôs tanto, mas fez muito sucesso na Europa com o batuque - que virou fox e tango baião - Mãe Preta, que foi feito em parceria com Piratini (Antonio Amabile).
Mãe Preta foi gravada por muitos intérpretes, até pelas portuguesas Amália Rodrigues e Gilda Valença, em discos de variadas rotações.
Mais: essa música integrou a trilha sonora original do filme de produção francesa Os Amantes do Tejo (Les Amants du Tege), sob o título de Barco Negro (acima). 
Matheus Nunes nasceu em Porto Alegre, no dia 12 de junho de 1920 e morreu no dia 14 de setembro de 1971. 

RODAS GONZAGUEANAS
Atenção para a contagem regressiva: faltam 108 dias para 2013 terminar e 20 para a inauguração do projeto Rodas Gonzagueanas no Centro Cultual dos Correios, no Rio de Janeiro (clique aí ao lado).
Nos dias 4, 5 e 6 do mês que entra, eu e amigos como Ricardo Cravo Albin, Rildo Hora e Chico Salles estaremos contando histórias da passagem do rei do baião, Luiz Gonzaga, 
por este pedaço de mundo chamado Brasil.
Cantando, acompanhada de Oswaldinho do Acordeon, estará Socorro Lira e também 
a rainha do forró, Anastácia.
Eu não tenho dúvida de que todos nós vamos gostar, e muito.
Portanto, agendem-se!
Clique lá em cima, para ouvir umas historinhas que andei contando no programa Fantástico, da TV Globo, por ocasião do lançamento do filme Gonzaga, de Pai Pra Filho, do qual eu participo como consultor musical.
Aliás, o filme é muito bom e se acha nas mídias DVD e Blu-Ray Disc.

SAPIRANGA 
E hoje, às 16 horas, tem Sapiranga no Memorial da América Latina.
Vamos?

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

ESPALHE E RESERVE O SEU LUGAR

ATENÇÃO AMIGOS, COMPANHEIROS, BRASILEIROS E BRASILEIRAS!
Contados nos dedos, vamos lá: a partir de amanhã faltarão três semanas para apresentarmos no teatro do Centro Cultural dos Correios, no Rio de Janeiro, o projeto Rodas Gonzagueanas. 
A Roda reunirá artistas que conheceram de perto o rei do baião, Luiz Gonzaga. Entre esses o compositor, instrumentista e produtor musical Rildo Hora, os também produtores musicais José Milton e Ricardo Cravo Albin, que empresta o seu nome ao mais popular e completo dicionário da música brasileira; a rainha do forró Anastácia, os compositores e sanfoneiros de 8 baixos Zé Calixto e o de 120, Oswaldinho do Acordeon; o cordelista criador da Feira de São Cristóvão, Azulão... 
Eu apresento, interajo e curo o projeto. 
Clique na linha azul lá em cima, para se inteirar da programação.

ITAMAR ASSUMPÇÃO
O cantor e compositor tieteense Itamar Assumpção, um dos representantes da vanguarda paulista, faria 64 anos de idade hoje. Ele desapareceu do convívio terreno no dia 12 de junho de 2003, vítima de câncer intestinal. O seu primeiro LP foi Eu Beleléu, Leléu ((lira Paulistana, 1980). Em 2010, o selo Sesc reuniu a sua obra num projeto denominado Caixa Preta. Hoje na Oficina Maestro Orlando Silveira, em Tietê, tem festa em sua homenagem que começa com a exibição do documentário Daquele Instante em Diante

MACHADO DE ASSIS
“Eu vos conjuro, filhas de Jerusalém, que se encontrardes o meu amado, lhe façais saber que estou enferma de amor...”.
Trecho de invencionices do mago da palavra e da imaginação Machado de Assis, no conto O Cônego ou a Metafísica do Estilo, originalmente publicado no jornal carioca A Gazeta de Notícias, em 1885.

SEXTA 13
Dizem que dá azar porque foi nesse dia que Cristo foi à cruz. Bobagem. Hoje é um dia qualquer, de altos e baixos, véspera do sábado de pernas pro ar e, como diria a troco de complemento o poeta pernambucano Ascenso Ferreira, "que ninguém é de ferro"!

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

RÁDIO NACIONAL, VANDRÉ E GONZAGA

Geraldo Vandré (aí ao lado, no jornal, comigo e Zé Ramalho) tinha exatamente um ano de idade quando o locutor Celso Guimarães anunciou:
- Alô, alô Brasil, aqui fala a Rádio Nacional do Rio de Janeiro!
A hora era 9 da noite.
O dia, 12 de setembro.
O ano, 1936.
Logo depois entrou na abertura da programação a canção Luar do Sertão, de Catulo da Paixão Cearense e João Pernambuco.
A Nacional foi a primeira grande emissora de rádio do País, com audiência em quase todos os estados brasileiros e tornada empresa estatal no governo Vargas cerca de quatro anos depois de criada.
Por seus microfones desfilaram algumas das vozes mais bonitas do Brasil, de Chico Alves a Orlando Silva, passando por Luiz Gonzaga (aí ao lado), Nelson Gonçalves, Sílvio Caldas, Cauby Peixoto, Nuno Roland, Carmélia Alves, Ângela Maria e as irmãs Batista Linda e Dircinha, entre outras.
E também passaram por lá grandes produtores artísticos, como Almirante e Lamartine Babo, também compositor; e locutores e apresentadores além de Celso Guimarães, cujo nome completo era Celson Tuson Foot Hummel Guimarães (1907-73), paulista de Jundiaí: Oduvaldo Cozzi, Renato Murce, Paulo Gracindo, Manoel Barcelos, Afrânio Rodrigues e Cesar de Alencar; e maestros-arranjadores que fizeram história, entre os quais Guerra Peixe, Gaó, Radamés Gnatalli e Léo Peracchi.
Vandré, pseudônimo de Geraldo Pedrosa de Araújo Dias, que hoje completa 78 anos de idade, começou a carreira musical como calouro da Rádio Tabajara, de João Pessoa, PB. 

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

TRAGÉDIAS INSPIRAM ARTISTAS

Há 12 anos, num dia e mês como os de hoje, homens treinados de Bin Laden sequestraram e atiraram dois aviões de carreira com passageiros sobre as torres gêmeas do Trade Center da ilha de Manhattan, nos arredores de Nova Iorque, e mataram milhares de pessoas, incluindo mulheres e crianças.
A tragédia chocou o mundo.
Inúmeras músicas foram compostas, inúmeros livros foram escritos e outras formas de manifestação cultural, incluindo filmes e gibis, foram lançados por aí a fora.
No Brasil, poetas populares expressaram sua revolta e descontentamento em folhetos de cordel, como Klévisson Viana (acima), Mestre Azulão, José Honório entre outros.
O ataque ao Trade Center só aumentou a gula pelo poder dos norte-americanos.
Depois disso, guerras foram fomentadas pelo morador da Casa Branca ou por ele incentivadas e patrocinadas no Oriente Médio, por exemplo.
Informações vazadas à imprensa dão conta de espionagem que os Estados Unidos têm feito no Brasil e noutros países latinos. E ler-se ainda a dúvida se nós somos amigos ou não deles.
E agora?
Culturalmente, o Brasil há muito foi invadido pelos gringos do Norte.
Ah, sim: a pior invasão que uma nação pode sofrer de outra é a cultural.
Nesse ponto, estamos fritos.

FOGO DO PARANÁ
No dia 6 de setembro de 1963, um incêndio de enormes proporções atingiu cidades do Paraná e praticamente as destruiu. Quinze dias depois, ainda não se sabia o número exato de mortos que ultrapassou a centena.
A tragédia fez o Brasil chorar, e no Exterior até o Papa Paulo VI, que acabara de ser eleito, fez a doação de Cr$ 3 milhões para amenizar o drama das vítimas sobreviventes.
A tragédia fez também o maranhense João do Vale compor uma música, Fogo do Paraná, para o rei do baião Luiz Gonzaga e ele próprio gravar, o que foi feito. Ouça abaixo, clicando: http://www.youtube.com/watch?v=TGwrS4yafYQ  
João do Vale nasceu no dia 11 de outubro de 1934.
Aliás, no próximo sábado 14, às 16 horas, o músico Sapiranga (a lado) se apresentará na esplanada do Memorial da América Latina, no bairro da Barra Funda, ao lado de Oswaldinho do Acordeon, Papete e Gereba. O espetáculo, em Homenagem a João do Vale, faz parte da programação da Feira Nacional do Cordel, que começará no dia 13, às 10 horas.
Vamos lá?

terça-feira, 10 de setembro de 2013

E O HOMEM CRIOU DEUS...

E o homem criou o mundo.
E depois o homem criou o fogo e a roda.
E o homem criou muito mais, dizem que até Deus ele criou à sua semelhança...
E o tempo passou e o homem criou a imprensa para divulgar as notícias que corriam de boca em boca ao redor de si.
E assim, antes mesmo da imprensa, o homem criou uma forma de expressão cultural das mais autênticas: a oralidade, meio pelo qual o mundo se recomporia depois de explodir...
E no começo era apenas a notícia correndo de boca em boca e nas páginas dos jornais, depois no rádio e na televisão.
E a notícia virou produto perigoso e caro.
E a imprensa virou indústria.
E a notícia passou a ser manipulada em todos os meios correntes, e até na internet, que é uma espécie de babel moderna, onde, de um modo ou de outro, se tenta chegar ao cume com a finalidade sabe-se lá qual!
Mas a notícia na internet não é a mesma lida no jornal, no rádio e na televisão.
A confusão na internet é dos infernos, pois formada também por jornais convencionais que se misturam nas suas entranhas, parecendo ser o que não são.
E para onde vão os jornais e as notícias?
No começo a notícia era oral, sem a forma palpável do jornal impresso.
Depois a notícia virou negócio e o pau cantou.
E hoje é o que se vê.
No dia 10 de setembro de 1808 circulou em território brasileiro o primeiro jornal: A Gazeta.
Esse fato histórico seria lembrado como o Dia da Imprensa Brasileira, mas veio o homem e o mudou em votação no Congresso Nacional para 1º de junho, em homenagem a Hipólito José da Costa, que criou o Correio Brasiliense para brasileiros em território londrino três meses depois de A Gazeta começar a circular no Rio de Janeiro.
Viva a imprensa?

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

MÚSICA CAIPIRA, NO JORNALISTASECIA

http://www.jornalistasecia.com.br/edicoes/culturapopular17.pdf
Num mês como este, de primavera, o pioneiro num monte de iniciativas culturais Cornélio Pires, de Tietê, SP, se achava na capital paulista às voltas com o lançamento da segunda leva de cinco discos da sua série Caipira contratada à empresa Byington & Company, representada no Brasil pela gravadora Columbia, que era dirigida pelo norte-americano Wallace Downey. Esses discos seriam lançados em outubro de 1929.
Quem apresentou Cornélio a Downey foi o Capitão Furtado, que viria a se transformar num grande compositor e descobridor de talentos, como a dupla Tonico & Tinoco (acima, Tinoco participando pela última vez da gravação de um disco).
A série resultou em meia centena de discos, todos produzidos e pagos de próprio bolso por Cornélio.
Esses discos eram vendidos de mão em mão pelo interior do Estado, com muito sucesso. 
Com Cornélio, a música do campo chegou ao disco e ao alcance das pessoas de bom gosto. Já hoje...
Quer saber mais? Clique na linha azul, ali em cima.

ROBERTO SILVA
Hoje faz um ano que o cantor carioca Roberto Silva partiu para o chamado andar de cima. Ele nasceu no dia 9 de abril de 1920 e morreu no dia 9 de setembro de 2012. Era uma das mais belas vozes do samba-canção. Eu o conheci uns dois ou três anos antes de ele partir, após uma de suas últimas apresentações em São Paulo, mais precisamente na choperia do Sesc Pompéia. Quem nos apresentou foi Osvaldinho da Cuíca.

domingo, 8 de setembro de 2013

SÓ HOJE O II SALÃO DO JORNALISTA ESCRITOR

Mauro de Almeida (aí ao lado) foi repórter policial e cronista carnavalesco de jornais cariocas, como A Folha do Dia. Ele foi também autor teatral e entrou para a história da música popular como coautor do samba amaxixado Pelo Telefone.
Os compositores da época não gostaram nem um pouco dessa história, especialmente o seu conterrâneo José Barbosa da Silva, chamado por amigos e conhecidos frequentadores da casa da Tia Ciata de Sinhô e depois, famoso, de O Rei do Samba.
Pelo Telefone - gravado por Bahiano, em 1917 - teve partitura transcrita por Pixinguinha e foi registrado no dia 1º de novembro de 1916 na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, no seu nome e no nome de Ernesto Joaquim Maria dos Santos (1890-1974), o Donga, que também assinava como E. Santos.
Mauro nasceu no Rio de Janeiro em 1882 e morreu em 1956.
Sinhô nasceu num dia como o de hoje, há 125 anos. 
Quer saber mais um pouco sobre a história do samba? 
Então clique lá em cima, na linha azul.
JORNALISTA ESCRITOR
Daqui a pouco estarei trocando ideias e experiências com Moacir Assunção e Ricardo Viveiros no auditório Simón Bolivar do Memorial da América Latina, ali no bairro da Barra Funda. O encontro faz parte da programação do II Salão Nacional do Jornalista Escritor (programação abaixo) 
iniciado anteontem com Juca Kfouri, Heródoto Barbeiro, Sérgio Gomes, 
Eliana Brum, José Nêumanne, Fernando Mitre, 
Antônio Torres, Miriam Leitão e João Batista de Andrade, 
e que seguiu ontem com Cassiano Elek Machado, Hélio Campos Mello, Quartim de Moraes, 
Fernando Morais, Ricardo Ramos Filho, Regina Echeverria, Alberto Dines, Lira Neto, 
Florestan Fernandes Júnior, Mino Carta, Ricardo Kotscho e Carlos Chaparro. 
O Salão, que é dedicado ao jornalista escritor Graciliano Ramos, termina hoje e na programação, além de mim, Moacir e Ricardo, se acham Luiz Fernando Emediato, Carlos Andreazza, Claudiney Ferreira, Domingos Meirelles, Carlos Moraes, Nildo Carlos Oliveira, Caco Barcellos, Ivan Marsaglia e Fernando Coelho. 
Eu, se fosse você, daria uma esticada até lá.

sábado, 7 de setembro de 2013

O HINO NACIONAL BRASILEIRO

Você sabia que o tenor brasileiro Vicente Celestino foi o primeiro cantor a gravar o Hino Nacional, com melodia de Francisco Manoel da Silva (1795-1865) e letra do poeta Joaquim Osório Duque Estrada (1970-1927)?
Pois é, e isso aconteceu em 1918, quando ainda nem fora oficializado como o principal hino do nosso País.
A gravação foi feita com acompanhamento da Banda do Batalhão Naval, para a Odeon.
O Hino Nacional Brasileiro foi originalmente escrito para comemorar a independência do Brasil em 1822, e oficializado no dia 6 de setembro de 1922.
Essa é a música mais cantada – muitas vezes de modo errado – no País, obrigatória em todas as solenidades oficiais.
Em disco, é gravada desde a primeira década do século passado.
Fica o registro.
Vicente Celestino, nascido no dia 12 de setembro de 1894, era carioca do bairro de Santa Tereza.
Ele morreu no dia 23 de agosto de 1968. 

SALÃO DO JORNALISTA
Prossegue o Salão do Jornalista Escritor agora à tarde, com mesas reunindo para exposição e debate nomes consagrados do jornalismo brasileiro: Fernando Morais, Ricardo Ramos Filkho, Regina Echeverria, Alberto Dines, Lira Neto, Florestan Fernandes Júnior, Mino Carta, Ricardo Kotscho e Carlos Chaparro.
A minha presença será amanhã entre às 16h30 e 18h30, na penúltima mesa do Salão reunindo Moacir Assunção e Ricardo Viveiros.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

INAUGURADO SALÃO DE JORNALISTAS

https://www.youtube.com/watch?v=9sYGD-Vwhes
Começou hoje à tarde e segue amanhã e depois de amanhã o II Salão do Jornalista Escritor, no auditório Simón Bolivar do Memorial da América Latina, no bairro paulistano da Barra Funda, zona Oeste da cidade.
O Salão, que homenageia o jornalista escritor alagoano Graciliano Ramos pelos 80 anos da publicação do seu primeiro romance, Caetés, foi inaugurado com falas de seu curador, Audálio Dantas (acima, clique), e do presidente da Câmara Municipal, José Américo, entre outras pessoas.
Da primeira mesa participaram Juca Kfouri e Heródoto Barbeiro, mediados por Sergio Gomes. Nela, debateram-se questões pertinentes ao futuro do jornalismo.
Barbeiro destacou a importância das novas mídias e Kfouri findou a sua participação recomendando os estudantes a valorizarem mais e mais a notícia.
A segunda mesa foi mais movimentada do que a primeira.
José Nêumanne e Eliane Brum falaram muito sobre a relação do jornalista com o autor de livros.
Eliane discordou de Nêumanne num ponto: a transcrição e publicação ipsis litteris de entrevistas.
Nêumanne também destacou o papel do ghost writer, ao lembrar que ele próprio chegou a desempenhar essa função como autor de discursos pronunciados no Senado pelo ex-banqueiro José Eduardo Andrade Vieira e do livro autobiográfico Ninguém Faz Sucesso Sozinho, do dono da rádio Jovem Pan, Antonio Augusto Amaral de Carvalho, Tutinha.   
 

FOLHETO DE CORDEL
Inda bem que o bom senso do juiz Frederico Azevedo, da 3ª Vara Federal, prevaleceu ontem a favor da livre comercialização do folheto de cordel A Lei da Previdência Para a Aposentadoria (aí à direita, a reprodução da capa), do cordelista Davi Teixeira, por conter criticas ao sistema previdenciário brasileiro.
O juiz não acatou o pedido de censura à obra de Davi feito por um tal Grupo de Proteção do Nome e Imagem das Autarquias e Fundações Públicas Federais e justificou  a sua decisão dizendo ser os folhetos uma forma natural de livre expressão e o ganha pão do autor e sua família.
Pois é, era só o que falta a Justiça proibir a circulação de um folheto de cordel, em pleno ano de 2013!
Davi Teixeira da Silva nasceu na cidade pernambucana de Bezerros, em 1959. Essa é a primeira vez que o cordelista – que também é xilogravurista - ganha destaque na imprensa por causa de um de seus folhetos. Radicado em Recife desde 1965, Davi é casado e tem três filhos.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

ANTENÓGENES SILVA E CARLOS GARDEL

Se disséssemos que o Brasil é a terra da sanfona e dos sanfoneiros não estaríamos exagerando, tampouco dizendo bobagem.
A sanfona chegou ao Brasil em 1913, ano em que o italiano naturalizado Giuseppe Rielli gravou tocando esse instrumento num precário estúdio montado em São Paulo para essa finalidade. A gravação resultou num 78 RPM com a valsa Coração de Fogo, de autor desconhecido, que foi posto à praça sob a chancela Odeon.
Suas origens se acham entre as dinastias chinesas Zhou, Chin, Han ou sei lá.
Portas abertas, os sanfoneiros foram chegando e fazendo bonito.
Antes de o pernambucano Luiz Gonzaga se transformar no Rei do Baião, o mineiro Antenógenes Silva encantou os brasileiros com suas valsas, polcas, maxixes, choros e também muitos tangos, além de mazurcas, rancheiras, sambas e chotis; ou xotes.
Quando Gonzaga começou a formar a sua discografia, a partir de 14 de março de 1941, Antenógenes – seu professor e afinador de sanfonas – já havia gravado exatas 60 músicas pela Victor, Arte-Fone e Odeon. As primeiras incluídas no seu primeiro disco foram Gostei de Tua Caída, um choro; e Norma, uma valsa; ambas dele próprio.
Num programa que apresentei há muitos anos na extinta Rádio Atual, de São Paulo, Antenógenes Silva contou que fora o único artistas sul-americano a se apresentar tocando sanfona num palco, na Argentina, para o rei do tango, Carlos Gardel, cantar.
Fica o registro.  
Nascido no dia 30 de outubro de 1906 e falecido no dia 9 de março de 2001, Antenógenes Honório da Silva era filho de um serralheiro ferrador de cavalos, Olímpio Jacinto, e de uma dona de casa, Maria Brasilina de São José, descendente de um barão mineiro falido, sem grana, de nome Antonio Elói Casimiro de Araújo.
Antenógenes entrou para a história da música popular brasileira como O Mago da Sanfona.
Curiosidade: no dia 27 de maio de 1955, ele gravou a valsa Rapaziada do Brás, de Alberto Marino, um clássico do gênero que a Odeon pôs no mercado em junho do ano seguinte.
A primeira gravação dessa valsa foi feita pelo próprio autor e seu conjunto, o Sexteto  Bertorino Alma, pouco antes de 1930. Ouça a gravação Columbia, de novembro de 1934, clicando:
O Memorial da América Latina acolhe a partir de amanhã, e até domingo 8, o II Salão Nacional do Jornalista Escritor. A inauguração, no Auditório Simón Bolivar, às 12h30, contará com a presença do prefeito Fernando Haddad e do presidente da Câmara Municipal de São Paulo, José Américo Dias. 
A curadoria é de Audálio Dantas. 
Dedicado Graciliano Ramos, o Salão reunirá alguns dos mais expressivos nomes do jornalismo  do País, entre os quais Mino Carta, Caco Barcelos, Quartim de Moraes, Fernando Coelho, Ricardo Viveiros e Moacir Assunção. 
Estarei no dia 8, a partir das 16h30 e até duas horas depois, ancorando uma mesa com Viveiros e Assunção. 
Vale a pena ir; e é de graça, vá. 
Agora clique abaixo para ouvir Audálio falando a respeito do Salão:
E também aqui, para ouvi-lo falar sobre outros assuntos além do Salão:

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