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sábado, 19 de dezembro de 2015

COM OS OLHOS DA MEMÓRIA

Olá a tod@s!

Que tal conferir a matéria de André Cananéa, pelo Jornal da Paraíba, e refletir acerca da importância do acervo do Memória Brasil para o conhecimento e reconhecimento da cultura popular para os brasileiros?

COM OS OLHOS DA MAMÓRIA

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

MOCINHA DE PASSIRA EM NOVO CD


MUSAS DA CANTORIA

O novo CD da única poeta repentista que vive dessa arte no Brasil, mocinha de Passira, acaba de chegar á praça .É um disco maravilhoso, produzido pelo mais fértil produtor musical do nosso país, Téu Azevedo. O disco, Musas Da Cantoria, tem a participação da mais nova poeta repentista do Brasil, a paraibana Luzivan Matias. Eu tenho a alegria de assinar o texto do encarte, este.. 


É raro, raríssimo, um disco de mulheres repentistas.
É raro, raríssimo, chegar às nossas mãos um disco excepcional de mulheres repentistas.
E é raro, raríssimo, um produtor reunir num disco só a mais antiga e a mais nova repentistas brasileiras: Mocinha de Passira e Luzivan Matias.
Este disco, MUSAS DA CANTORIA, é uma excepcionalidade no mundo da cantoria. Melhor dizendo, é um disco histórico por reunir, além desses dois grandes talentos, um repertório incrível, que começa com a sextilha Eu Queria um Mundo Assim e termina com a canção Gosto de Viver.
Pois é, este é um CD formado por um repertório desafiante que nos alegra a mente e a alma, por sua qualidade literária/musical e positividade existencial.
MUSAS DA CANTORIA nos traz dez faixas.
Além da sextilha e da canção, que abrem e fecham o disco, temos o prazer de ouvir nas vozes privilegiadas de Mocinha de Passira e Luzivan Matias Martelo, Gemedeira, Rojão Pernambucano, Mourão de Perguntas e Respostas e até motes de sete sílabas.
Sem dúvida, este é um disco de fato excepcional. Pois, como se não bastasse, o produtor Téo Azevedo ainda inventa de inventar uma coisa incrível: ele coloca uma rabeca, um violão de seis cordas e uma viola caipira.
Mocinha começou a cantar ao tom de viola e de modo poético improvisado ainda nos tempos de menina, na sua terra Passira, PE.
O resultado é fantástico.
A paraibana Luzivan Matias também começou a cantar nos seus tempos de menina.
Mocinha, de batismo Maria Alexandrina da Silva, nascida no dia 14 de novembro de 1948, é a decana do repentismo brasileiro e a única a viver exclusivamente da profissão que abraçou na sua terra; a sua parceira Luzivan, nascida em 1971, é a mais nova. Ambas se somam no tirocíneo e beleza poética e violeira.
E não vou mais falar dessas Musas do mundo da Cantoria. Descubram o porquê.
Meu abraço, carinho e respeito para Téo Azevedo - que dispensa apresentações - também, obviamente para Mocinha e Luzivan.
Viva o Brasil das repentistas!


domingo, 6 de dezembro de 2015

ESTAMOS APRENDENDO COM O ANO DE 2015

Eu disse que o Brasil está quebrado, se desmilinguindo e tal.
Eu também poderia dizer que este 2015 foi um horror. Foi por que já acabou. Mas vejamos a situação por outro ângulo: mesmo quebrado, desmilinguido, o Brasil deste ano tira uma lição que jamais seus filhos, nós brasileiros, jamais esquecerá.
Quem de sã consciência poderia imaginar que um dia políticos e até um banqueiro de grande porte iriam pra trás das grades! Pois é, isso aconteceu e certamente continuará acontecendo, pois a polícia federal, com as bençãos do poder judiciário, está fazendo o que nunca antes fizera: o trabalho que lhe cabe, que é de investigar e prender...
Além dos presidentes da câmara e do senado, Cunha e Renan respectivamente, outros 40 parlamentares estão na mira da polícia e da justiça.
Em 2006, aprovou-se uma lei de transparência dos três poderes para o público comum. Já é alguma coisa, pois isso não existia desde sempre, ao contrário da Suécia e da Colômbia. Lei idêntica existe na Suécia desde 1776 e na Colômbia, vejam vocês, desde a lei que "libertou" os escravos negros no Brasil, ou seja, 1888.
O que tem tudo a ver com isso?
A transparência faz bem a saúde do povo.
Estamos aprendendo muito com 2015, saia ou não Dilma da Presidência por força de um Capítulo da constituição em vigor que trata de impeachment.
E o povo voltará às ruas exigindo a sua saída?
Na semana que findou, os estudantes da rede pública do estado de São Paulo aprenderam uma lição que jamais esquecerão: sozinhos somos nada, juntos somos tudo. E não à toa, por isso mesmo, o governador Geraldo Alckmin viu-se encurralado na decisão de "reorganizar" o ensino do Estado. E voltou atrás.
Aguardemos os próximos capítulos que envolvem São Paulo e o governo federal.
O povo irá ou não irá às ruas?
Opinar faz bem, vocês não acham?
O PSDB continua em cima do muro e o PMDB na moita.
Viva o Brasil, até porque o Brasil é nosso!

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

VIVA SÉRGIO RICARDO!

O paulista de Marília Sérgio Ricardo é um dos mais ativos e criativos compositores e instrumentistas desse País despedaçado.

Sérgio começou a carreira artística no Rio de Janeiro tocando piano em uma boate, em substituição aquele cara que viria ser conhecido mundo afora como Tom Jobim.
Além de compositor, cantor e instrumentista, Sérgio também é cineasta e pintor dos melhores. Ele tem um balaio de discos incríveis, um deles é Esse Mundo é Meu, lançado há exatos 50 anos. Esse disco tem músicas do maestro gaúcho Lindolfo Gaya, que tive a alegria de conhecer através do querido Taiguara.


Sérgio eu o conheci há um monte de anos atrás. Clique:

NOVO IMPEACHMENT?

Eu sou do século passado, tudo bem, mas jamais pude imaginar que assistiria entristecido a dois pedidos de impedimento contra presidentes da nossa judiada e corroída República. O primeiro impedimento ocorreu em Dezembro de 1992. O alvo foi o Collor. O segundo impedimento, contra Dilma...

A abertura para os trâmites do segundo impedimento normais e legais feitos à letra da Constituição vigente acaba de se dar por iniciativa do indivíduo Eduardo Cunha, que durante os últimos dois meses andou tramoiando com o Partido dos Trabalhadores representado por Rui Falcão e outras eminências.

Isso tudo é muito triste, mas o fato é que o Brasil está quebrado.
Por personalidade, Dilma é uma pessoa de difícil trato. É daquele tipo de pessoa que se apresenta acima do Bem e do Mal. Pra ela, é como se o povo não existisse, embora seja o povo o responsável por sua colocação e recolocação na cadeira mais importante do país: a Presidencial.

Ficou-me à mente a imagem da última eleição: Dilma cumprimentando Lula e representantes dos partidos de base, esquecendo-se de agradecer aos eleitores.

E lembro-me de uma de suas falas à imprensa pouco antes de reeleger-se: “podemos fazer o diabo quanto é hora de eleição”.

Meu Deus, o Brasil está quebrado. Não se fala em outra coisa que não seja corrupção. De todos os tamanhos e em todas as áreas.

O fogo está a mais de mês devorando matas em Minas, Tocantins e Mato Grosso do Sul, sem falar da Seca que há 4 anos consome a alma do Sertão Nordestino.

Por que não leio a respeito dessa catástrofe ambiental?  E por falar em ambiental, e a tragédia provocada pelo mar de lama em Mariana, hein?
MaIs de 200 famílias continuam sem ter onde morar, vítimas da irresponsabilidade das mineradoras que exploram o lugar. E irresponsabilidade é o que motivou o pedido de impedimento contra Dilma. Ontem mesmo ela foi à televisão para fazer comparação do seu currículo e do currículo do Cunha. A isso se diz "por os pés pelas mãos" ou "o sujo falando do mal lavado". A propósito Dilma poderia ser mais humilde...


Sim, o Brasil está quebrado, se desmilinguindo, mas o “crime não vencerá a Justiça”, disse outro dia a ministra Carmen Lucia, do STF. Clique:


terça-feira, 1 de dezembro de 2015

DE SILVINO PIRAUÁ A OUTROS CABRAS BONS DE VERSOS


Foi não foi, eu me lembro do conterrâneo Silvino Pirauá. Ele transitava com imensa facilidade entre o poeta de bancada e o poeta repentista, aquele que guiado por Deus, consegue nos encantar com extrema facilidade. Pois bem, Silvino eu considero um artista injustiçado. Por que? Simples: Ele e sua arte foram esquecidos atrás da porta. Mas, claro, essa é apenas a minha opinião. Klévisson Viana, por exemplo, que é do ramo, discorda completamente disso que digo. Sua justificativa: “Silvino não é tão lembrado quando os seus contemporâneos Leandro Gomes de Barros e Francisco das Chagas Batista porque sua produção se restringiu a poucos títulos, apesar da altíssima qualidade da sua obra.”
Na verdade, esse injustificável esquecimento do gigante da poesia popular deve-se a nos todos e em ultimo caso às bancas oficiais, como o MINC – Ministério da Cultura, por exemplo.
Segundo o pesquisador Sebastião Nunes Batista, filho de Francisco das Chagas Batista, Silvino Pirauá de Lima nasceu e 1848, no município de Patos, estado da Paraíba, e faleceu em Bezerros, Pernambuco, em 1913. Cantador, glosador e poeta popular, foi discípulo de Romano do Teixeira. Escreveu, entre outras estórias: História do capitão do navio, As três moças que quiseram casar com um só moço e Verdadeira peleja de Francisco Romano com Inácio da Catingueira.
Abaixo, uma mostra do gênio desse paraibano arretado:


E TUDO VEM A SER NADA
Autor: Silvino Pirauá de Lima

Tanta riqueza inserida
Por tanta gente orgulhosa
Se julgando poderosa
No curto espaço da vida
Oh! que idéia perdida
Oh! que mente tão errada
Dessa gente que enlevada
Nessa fingida grandeza
Junta montões de riqueza
E tudo vem a ser nada

Vemos um rico pomposo
Afetando gravidade
Ali só reina bondade
Nesse mortal orgulhoso
Quer se fazer caprichoso
Vive de venta inchada
Sua cara empantufada
Só apresenta denodos
Tem esses inchaços todos
E tudo vem a ser nada

Trabalha o homem, peleja
Mesmo a ponto de morrer
É somente para ter
Que ele se esmoreja
Às vezes chove troveja
E ele nessa enredada
Alguns se põem na estrada
À lama, ao sol ao chuveiro
Ajuntam muito dinheiro
E tudo vem a ser nada

Temos palácios pomposos
Dos grandes imperadores
Ministros e senadores
E mais vultos majestosos
Temos papas virtuosos
De uma vida regrada
Temos também a espada
De soberbos generais
Comandantes, marechais
E tudo vem a ser nada

Honra, grandeza, brazões
Entusiasmos, bondades
São completas vaidades
São perfeitas ilusões
Argumentos, discussões
Algazarra, palavrada
Sinagoga, caçoada
Murmúrios, tricas, censura
Muito tem a criatura
E tudo vem a ser nada

Vai tudo numa carreira
Envelhece a mocidade
A avareza e a vaidade
E quer queira ou não queira
Tudo se torna em poeira
Cá nesta vida cansada
É uma lei promulgada
Que vem pela mão divina
O dever assim destina
E tudo vem a ser nada

Formosuras e ilusões
Passatempos e prazeres
Mandatos, altos poderes
De distintos figurões
Cantilenas de salões
E festa engalanada
Virgem donzela enfeitada
No goso de namorar
Mancebos a flautear
E tudo vem a ser nada

Lascivas, depravações
Na imoral petulância
São enlevos da infância
São infames corrupções
São fingidas seduções
Que faz a dama enfeitada
Influi-se a rapaziada
Velhos também de permeio
E vivem nesse paleio
E tudo vem a ser nada

Bailes, teatros, festins
Comédia, drama, assembléia
Clube, liceu, epopéia
Todos aguardam seus fins
Flores, relvas e jardins
Festas com grande zuada
Oiteiro e campinada
Frondam copam e florescem
Brilha, luzem, resplandecem
E tudo vem a ser nada

O homem se julga honrado
Repleto de garantia
De brasões e fidalguia
É ele considerado
Mas quanto está enganado
Nesta ilusória pousada
Cá nesta breve morada
Não vemos nada imortal
Temos um ponto final
E tudo vem a ser nada

Tudo quanto se divisa
Neste cruento torrão
As árvores, a criação
Tudo enfim se finaliza
Até mesmo a própria brisa
Soprando a terra escarpada
Com força descompassada
Se transformando em tufão
Deita pau rola no chão
E tudo vem a ser nada

Infindo só temos Deus
Senhor de toda grandeza
Dos céus e da natureza
De todos os mundos seus
Do Brasil, dos Europeus
Da terra toda englobada
Até mesmo da manada
Que vemos no arrebol
Nuvem, lua estrela e sol
Tudo mais vem a ser nada

FIM

Cá do meu lado, Klévisson lembra a linhagem de alguns poetas populares do Nordeste como Ugulino Nunes da Costa, José Camelo de Melo Rezende e Joaquim Batista de Sena. E ao lembrar desses nomes, recordo agora com tristeza do passamento recente do amigo jornalista e apologista da poesia Moacir Japiassu. Viva Japi!!! Os últimos meses têm sido de grandes perdas para o universo da poesia popular, partiram, como Japi, João Paraibano e Silvio Granjeiro.



DE MARIANA A CARLOS GOMES

Vocês viram o que ouvi
Tiros na esperança
Mar de Lama em Mariana
E Mar de Sangue na França?

Vocês viram o que eu vi
Os mortos de Mariana
Pedindo Justiça e Paz
E uma vida mais humana?



A Europa e Estados Unidos da América do Norte estão se juntando para dar um basta na organização terrorista denominada Estado Islâmico, que de Estado não tem nada e nada tem com o Islã e Islamismo.

Em nome de Deus e em línguas diversas tem se cometido os mais pavorosos crimes.

O Papa Francisco acaba de lembrar disso na África, onde esteve pregando a paz em nome de Deus.

Deus existe, lembra o empresário Elie Horn em belíssima entrevista na mais recente edição da Revista Época Negócios. Do ramo da construção civil, o empresário está doando cerca de 60% da sua fortuna estimada em bilhões.
Leia:


E pensar que os empresários que controlam Samarco estão fazendo desaparecer todo o dinheiro da empresa, que só no ano passado teve um lucro avaliado em 2,4 bilhoes de reais.

Vocês viram o que eu vi
Os mortos de Mariana
Pedindo Justiça e Paz
E uma vida mais humana?


Neste mês de Dezembro há no calendário 03 grandes datas de nascimento: Luiz Gonzaga (dia 13), Rosil Cavalcanti (dia 20) e Jesus Cristo (dia 25). São datas para ser lembradas e comemoradas em todo o país e mundo afora.

Sobre o rei do baião, tenho interrompido um livro que ainda espero poder concluir: Luiz Gonzaga, o divisor de águas da música popular brasileira.

Sobre Rosil, há um belíssimo livro correndo solto na praça: Para Dançar e Xaxar na Paraíba de Rômulo Nóbrega e José Batista Alves. Há poucos dias, o diário Correio Braziliense publicou texto a respeito da obra. Leia:


Quarta passada fui levado por uma amiga a assistir a ópera de viés popular O Homem dos Crocodilos, de Arrigo Barnabé e libreto do argentino Alberto Muñoz. É um texto longo que chega a cansar. Natural, faz parte das coisas do Arrigo. Tudo bem que somos um País sem tradição operística e por ser o que somos, contraditoriamente, é do Brasil o autor considerado o maior compositor operístico das Américas. Antonio Carlos Gomes, sobre quem, aliás publiquei o livro pela editora Companhia Nacional (1987), O Brasileiro Carlos Gomes. No próximo ano, poderemos comemorar os 80 anos de nascimento do grande artista que foi o primeiro a levar o nome do nosso país ao mundo. Ele estreou a sua primeira ópera, O Guarani, em Milão. Caruso, foi o primeiro tenor a gravar a ária da famosa ópera.

E por falar em Carlos Gomes, lembro do maestro Eleazar de Carvalho. Eleazar era doido por Gomes de quem chegou a gravar um disco inteiro com obras do autor campineiro. 


sábado, 21 de novembro de 2015

E OS CORDELISTAS QUE SILENCIAM POR MARIANA?


Ubá é uma cidade mineira, situada na Zona da Mata, a 245 km da capital, Belo Horizonte.
Em Ubá nasceu um homem de ouro: Ary Barroso. E por falar em ouro, Minas entrou para a história do Brasil como uma das regiões que justificam o amarelo na bandeira brasileira.
O Brasil é enorme de paz (branco), em matas (verde), em céu de brigadeiro, calmo(azul)  e de minérios...
Os gananciosos homens dos minérios nunca deixaram Minas Gerais. Eles tomaram o minério mineiro, e, primeiro, o levaram para Portugal e mundo inteiro. Hoje, a China e os Estados Unidos da América do Norte, são os principais países receptores da riqueza encontrada em solo médio e profundo do nosso Patropi.
A ganância capitalista é tal, desde suas origens, que não obedece e nem prima um pouco sequer pela alma e esforços humanos. E o resultado disso é o que se vê: mais uma grande tragédia ambiental e humana registrada há duas semanas e dois dias na região mineira de Mariana.   
Quem devolverá à natureza os estragos catastróficos provocados em Mariana e Espírito Santo? A propósito, o mar de lama de Mariana chegou ontem à Colatina e ainda hoje deverá se misturar às águas do Atlântico, o oceano de todos nós brasileiros.
E pensar que tudo começou com os portugueses ao invadirem a Costa baiana...
E sabe o que eu penso?
Eu penso que todos os responsáveis por essa catástrofe incomparável, deveriam estar na cadeia.
E cadê os cordelistas do meu país que ainda nada escreveram a respeito desse assunto terrível que de todas as maneiras nos envolve?  


quinta-feira, 19 de novembro de 2015

SEBASTIÃO SALGADO, FUTEBOL E CHORINHO

A tragédia de Mariana chegou à cidade de Colatina no Espírito Santo.

Colatina, uma cidade habitada por cerca de 100 mil pessoas, foi o berço do meu amigo Carlos Poyares (1928-2004), um dos dois maiores flautistas do Brasil. Altamiro Carrilho (1924-2012) o admirava muito.

A tragédia de Mariana, incomparável, aos poucos está voltando às mídias. Essa tragédia jamais poderá ser esquecida e aí é onde se acha um problema histórico: o esquecimento, a perda da memória, (o deixa pra lá etc), é o que também contribui para o atraso do país.

Não tenho sentido muito firmeza das autoridades que estão lidando com a questão Mariana.

Porém, um nome começa a aparecer com destaque na imprensa: Sebastião Salgado.

Salgado – uma doce pessoa – é um fotógrafo de reputação e talento internacionais. É um dos poucos que, de fato, preservam a memória humana. Ele está juntando as pessoas de consciência e sensibilidade em torno do Rio Doce e região. Mas: está fazendo renascer os milhares de olhos d’agua escondidos na região dilacerada pela irresponsabilidade e ganancia dos empresários do setor de mineração que escolheram aquela parte de Mina para encher as burras a qualquer preço.

Eu conheci Sebastião Salgado num momento em que eu cuidava da área de imprensa da Companhia Metropolitana de São Paulo, Metrô. Na ocasião ele fora em busca de autorização para fotografar o povo que ia e vinha nas estações do Metropolitano. As fotos que fez ilustraram seu projeto de Transporte.

Na verdade eu gostaria de saber uma coisa: Autoridade, autoridade serve pra quê? Ah! Eu gostaria de saber outra coisa: Por que os cordelistas ainda não dissertaram em poesia a tragédia de Mariana?

Carlos Poyares foi um dos maiores chorões da música brasileira. E para lembrar seu amigo Altamiro, clique:





MIL GOLS


Hoje está fazendo 46 anos que Pelé, o eterno Rei do Futebol, de um pênalti contra o Vasco marcou seu milésimo gol. Esse feito foi dedicado às crianças abandonadas deste País sem Pai e sem Mãe até hoje. Esse Gol foi incluído no filme Pelé Eterno, do qual fui consultor musical. Esse filme começa com Jackson do Pandeiro cantando Esse jogo não pode ser 1x1.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

ESTÃO ESQUECENDO MARIANA...


No Brasil há peculiaridades que nos assustam. Há 12 dias, por exemplo, ocorreu em Bento Rodrigues – distrito de Mariana, MG -, o mais destruidor desastre ambiental do mundo solidificado pela irresponsabilidade dos administradores da mineradora Samarco (Vale e BHP). E vejam vocês, esse terrível “acidente” já está praticamente esquecido. E, claro, isso não pode acontecer.

Mas é assim mesmo no Brasil. Aqui um escândalo faz o anterior rapidamente ser esquecido. No caso, a série de ataques terroristas em solo francês ( https://www.facebook.com/assis.angelo.9/videos/903825809698559/?pnref=storytem contribuído para o esquecimento da tragédia de Mariana e redondeza. “Redondeza?”, me
cutuca aqui ao lado a coleguinha Carla Figlia, “até o Espírito Santo, passando pelo mar”, diz ela. E não é brincadeira isso. É tragédia incomparável. Uma tragédia calculada em 62 milhões de metros cúbicos de lama tóxica passando sobre distritos e cidades mineiras e alcançando, 800 quilômetros depois, parte do território capixaba onde um rio inteiro, o Doce, foi totalmente encoberto pelos rejeitos da Samarco. Sem falar nas perdas humanas que, cá pra nós, acho que estão sendo minimizadas.

Enquanto isso, os ratos que estão sendo identificados pela Lava Jato...


Vocês viram o que eu ouvi?
Tiros na esperança
Mar de lama em Mariana
Mar de sangue na França

Vocês ouviram o que eu vi?
Os mortos de Mariana
Pedindo Justiça e Paz
E Igualdade humana

Isso até parece pouco
E pouco de fato é
Mas isso é incentivo
Pra quem caiu ficar de pé

Cair e depois ficar de pé
É arte pra João Teimoso
Que o tempo todo se equilibra
Entre o real e o fabuloso


TRAGÉDIAS E TRAGÉDIAS

O mundo é uma tragédia, nós sabemos disso. Dá pra comparar a tragédia em Mariana e a tragédia em Paris?

Pela ótica mais exata, não dá. Tragédias são tragédias, ponto. Pensando nisso, pois outra coisa não faço há tempo, gerei os versos acima, mas não gerei o título. Aceito sugestões. 




segunda-feira, 16 de novembro de 2015

O AMOR VIVE PELA MORTE

Novembro sempre foi um mês marcante na história do Brasil, marcante por fatos históricos.
Ontem mesmo, o calendário marcou uma data que jamais podemos nos esquecer: a queda do imperador e a ascensão do marechal do militarismo.
O imperador caiu e foi posto pra correr.
O marechal foi a figura que representa, hoje, a mudança do Império para a República.
Desde esse primeiro golpe, muitos golpes foram praticados contra e durante a república que hoje vivemos, como sistema de governo.
A presidente Dilma se posicionou de modo bonito no correr da reunião do G-20, na Turquia, quando disse que o mundo civilizado deve tomar posição contra a barbárie levada avante pelo Estado Islâmico.
Que bom.
Saber que a representante do nosso país no mundo se coloca com clareza sobre questões difíceis que o mundo vive é muito bom.
É bom porque a nossa presidente chegou a crer, no momento, que seria possível negociar com o Estado Islâmico.
Não dá. E nem dará.
O Estado Islâmico é resultado de tudo quanto houve de porcaria no mundo desde as cruzadas, passando pela inquisição e culminando no Nazismo. Pois é, e a gente não está levando em conta o que disse Nostradamus...
Nas suas ideias incríveis, Nostradamus disse que o fim começaria por um lugar que o tempo identificaria como Oriente Médio...
Eu adoro um uísque.

Tim, tim. 

O MUNDO PEGANDO FOGO



sexta-feira, 13 de novembro de 2015

POR QUE SOMOS TÃO INSENSÍVEIS?

Do Chile chega notícia sobre uma pesquisa desenvolvida n’algumas das principais Capitais do nosso País. Segundo a pesquisa, mais de 90% dos brasileiros não confiam uns nos outros.

Incrível, não?

A propósito, hoje é o dia Mundial da Gentileza. Essa data foi escolhida durante encontro que reuniu profissionais de todas as áreas em Tóquio, Japão, no ano de 1996, mas efetivada em 2000. Detalhe: no Brasil, há uma data igual a essa comemorada no dia da morte do artista popular José Datrino, conhecido como Profeta Gentileza, no dia 29 de maio. 

Isso é assustador, não é?

Eu acredito nessa pesquisa, até porque não há diálogo entre vizinhos no próprio prédio onde moro há duas décadas, cá no bairro paulistano de Campos Elíseos. Muitas vezes desço à portaria pra conversar com os amigos que lá trabalham e não raro dirijo meus “bom dia, boa tarde, boa noite” e nem sempre recebo de volta o cumprimento que dirijo às pessoas no seu entra e sai do prédio.

Uma pena.

Num dos meus últimos textos, digo que se nós todos conversássemos mais, o mundo – quem sabe? – seria melhor.

Mas somos assim mesmos, somos incompreensíveis, insensíveis, uns bestas. E foi não foi sugiro que os seguidores deste blog opinem, digam alguma coisa, provoquemos, nos provoquemos para, quem sabe, sermos melhores. Aliás, Tico e Teco devem agradecer por essa provocação, pois falar faz bem, cumprimentar as pessoas faz bem, abraçar as pessoas faz bem...

Bom dia!


ENTREVISTA / KALUNGA


A última edição da revista mensal Kalunga trás uma matéria que talvez vocês gostem: A Cultura sob um Novo Olhar.

Clique:
http://www.revistakalunga.com.br/geral/a-cultura-sob-um-novo-olhar/#more-2336


quinta-feira, 12 de novembro de 2015

BRASIL E RANGEL JUNIOR

Ouço no Rádio notícia dando conta que Collor está mais enrolado do que arame farpado, com três ou quatro processos correndo na área da Justiça. Também ouço no Rádio que o Presidente do Senado Renan está em situação, de novo, idêntica à do seu conterrâneo de Alagoas, onde o filho Renanzinho impera como Governador eleito nas últimas fraudes.

E como se não bastasse, o Rádio ainda me diz que o Presidente da Câmara – vocês sabem quem é – que pôs até o nome da sua santa mãe no enrosco em que se acha. Vejam só! Fora esses, há mais uns quarenta parlamentares envolvidos nas tramoias que a lava jato está trazendo a tona.

Coisa de Ali Baba, dos meus tempos de histórias infantis...

O mar de lama que ora devasta Mariana, MG, e redondezas até Espírito Santo, ES, parece ser menor do que o mar de lama que engoliu os homenzinhos que legislam a seu favor e usam a democracia e o nome do povo, e de Deus, em benefício próprio.

Quando será que o nosso Brasil tão judiado voltará a deslizar nos trilhos com firmeza em direção ao progresso, hein?

Bom, mas não é exatamente disso que eu quero falar.

Vocês já ouviram falar no paraibano Rangel Júnior?

A Paraíba, como todo mundo sabe, é um dos nove Estados nordestinos. Lá tem gente muito legal; gente que ganhou e ganha espaço bem arejado na história do Brasil, por trabalhar de modo sério e competente.

Em 1950, o pernambucano Luiz Gonzaga lançou em praça pública, em Campina Grande, o baião que até hoje dá o que falar: Paraíba, que já foi gravado até em japonês.

Ouça:




Paraíba foi lançado no mesmo ano em que seus autores (Gonzaga e Humberto Teixeira) lançaram também Juazeiro, que logo depois a norte-americana Peggy Lee pegou a novidade e gravou na sua voz, sem, porém, dar os créditos  de praxe aos autores.  

Detalhe: originalmente, o baião Paraíba foi composto como jingle; e como tal foi lançado à praça tornando-se um clássico da música brasileira.

Rangel Junior nasceu numa cidade do Cariri paraibano, Juazeirinho.

Juazeirinho fica a pouco mais de 200 quilômetros de João Pessoa, a minha terra.

Profissional da Psicologia, doutor em Educação, reitor da Universidade Estadual da Paraíba.  Político como todo ser antenado, Rangel é violonista, compositor e cantor, dos melhores. Ele tem alma e estilo próprios. Não dá para compará-lo a outro grande artista daquelas bandas, Biliu de Campina por exemplo.

Na música popular, Rangel navega por vários ritmos: xote, forró, baião, coco e até samba de breque.

Rangel Junior é o único cantor-reitor que conheço no nosso País, e duvido que haja outro por aí mundo afora.




terça-feira, 10 de novembro de 2015

ISMÁLIA, UMA OBRA PRIMA.

Alguns amigos, como Peter Alouche, me puxaram a orelha por não ter postado o poema Ismália, do poeta mineiro Alphonsus de Guimaraens. Não será por isso que irei me atirar ao mar e minha alma deixará de subir ao Céu. Se bem que tenho um monte de amigos que devem estar comendo frango e bebendo Uísque em lugar que certamente não é onde Deus está.

A obra de Alphonsus é recheada de emblemas míticos.

Agora deixo pra vocês fazerem leitura própria da obra prima que é Ismália.



O CRUZEIRO

Hoje está fazendo 87 anos do lançamento do que foi a mais importante revista semanal do Brasil: O Cruzeiro. O dono dessa revista foi o paraibano Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Mello (1892 – 1968). Ele era de Umbuzeiro e eu sou de João Pessoa.


Chatô, como ficou conhecido, foi o primeiro e mais importante magnata da imprensa brasileira. Coube a ele a iniciativa de trazer para o Brasil a televisão. Isso, em setembro de 1950. Num período dos 80, trabalhei como repórter dessa revista, à época editada por Arlindo Silva...

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

CONVERSA, SUICÍDIO E PAZ

Se o mundo conversasse entre si, o mundo seria melhor.
Se todos nós conversássemos, claro seríamos todos melhores.
Conversar faz um bem danado!
Mas como estamos sempre distante de nós mesmos, nos perdemos. Não nos amamos, e de novo nos perdemos.
Não é porque não existam guerras, as guerras sempre existirão porque sempre serão um bom negócio para quem vive das guerras.
E são muitos os que vivem das guerras no mundo todo. Putin e Obama, por exemplo.
Poxa, não conversar não é bom.
Conversa e guerra têm a ver com poesia?
Pois bem, foi-não- foi amigos batem à minha porta para conversar, e eu fico muito feliz com isso.
Domingo, meu amigo Peter chegou trazendo um galeto numa mão e na outra um uísque; e comemos o galeto, bebemos o Uísque e conversamos. E tivemos uma conversa que durou mais de hora. E aí senti-me feliz, porque conversar é entender.
E papo vai, papo vem, Peter me pergunta se eu conheço o poema Ismália. Fiquei em dúvida. Ele deu dicas: Mallarmé foi um poeta simbolista. O autor desse poema era simbolista. Augusto dos Anjos também foi simbolista, eu disse. Aí foi legal, Peter lembrou que conhecera Ismália desde a adolescência. Ismália é uma obra prima de Alphonsus de Guimaraens, em que nos fica na memória a cena mais linda de um suicídio, se é que se pode chamar de linda uma cena de suicídio.
Conversar com Peter Alouche, só soma, nos engrandece. 
Eu sempre aprendi com pessoas que passei a amar, como Luís da Câmara Cascudo, Paulo Vanzolini, Inezita Barroso, Patativa do Assaré, Luiz Gonzaga, José Ramos Tinhorão, Papete e tantos e mais alguns que me trouxeram à luz a vida mais forte do que ele é.
Mas ele insistiu se eu conhecia o poema Ismália.
Ismália, ele me disse, é um poema muito bonito do Alphonsus.
A ficha caiu: o autor de Ismália nasceu no dia 24 de julho de 1870, mesmo tempo em que Carlos Gomes estreava na Itália a ópera indianista O Guarani, a sua primeira das seis óperas que o transformaram no maior compositor das Américas.
Coisas incríveis nos dão vida, não é?
Alphonsus de Guimaraens nasceu em Ouro Preto e morreu em Mariana. Meu Deus! A poesia faz bem e a tragédia é o que é...
Em 1954, Getúlio Vargas foi para o inferno com um tiro no peito. Motivo? Um mar de lama que o ladeava. Denúncia do Lacerda.
Um mar de lama, é, na verdade, um horror que engole tudo que vai achando pela frente, inclusive almas inocentes. 

Quando a democracia nos fará felizes?

E conversar faz um bem danado, não é mesmo Eduardo Valbueno? 
Ah, sim! Alphonsus de Guimaraens, ao contrário de Vargas, chegou ao Céu no dia 15 de julho de 1921. 


sábado, 31 de outubro de 2015

MEXENDO NO MUNDO


O Fábio mexe pra lá e mexe pra cá.
O Fábio nem sabe o que quer, por desconhecer o que quer.
O mundo é mundo: do tamanho de todos nós.
Entender o mundo é entender a gente, nós.
No mundo tem tudo.
Tem pensadores, tem poetas, tem tudo...
O mundo se faz conosco. O mundo não existe sem... nós.
Pensar é fundamental.
Mas, para pensar, é preciso pensar.
Pensar o quê, como pensar?
Tudo isso tem a ver com educação.
Educação e cultura formam cidadãos.
Um cidadão só se forma
À luz da filosofia
Com educação e cultura
E um quê de sabedoria.


Cidadania tem a ver com todos nós.

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

VIVA O DIA DO LIVRO!

Postos pra correr por Napoleão Bonaparte, Dom João VI e família juntaram seus teréns e se lançaram ao mar em direção ao Brasil de Cabral.
Depois de braçadas e braçadas mar adentro, a família Real portuguesa desembarcou   na incipiente província  de São Sebastião do Rio de Janeiro. Na trouxa o imperador trouxe documentos, livros e prensas.
Isso em 1808.
Dois anos depois, e depois de criar a Imprensa Régia, dom João VI também criou o Dia Nacional do Livro, 29 de outubro, que é hoje.
Belo dia.
A leitura transforma quem ler.
O livro é o professor que está sempre a nossa disposição, em qualquer lugar que estejamos  Ele nos leva a grandes viagens, a grandes aventuras; ele nos provoca, nos tira dúvidas, nos ensina de todas as formas transformando a nossa vida.
Quem ler conhece tudo ou quase tudo do tudo que há no mundo.
Depois de Louis Brailler, até os cegos leem.
Eu quero dizer o seguinte: quem aprendeu a ler e não ler livros, é um bobo, pois não sabe o que está perdendo. Aliás, o paulista Monteiro Lobato cunhou uma frase que diz tudo: "Um país se faz com homens e livros".
Livros dão conhecimentos e mostram o caminho do saber.

Um cidadão só se faz à luz da filosofia.
Com educação e cultura
E um quê de sabedoria.

Claro, os versos acima são meus, mas o importante não é isso. O importante é ler. Sei , porém, que livros no nosso país são produtos muito caros. Nesse setor há muitos problemas, como de resto problemas há em todo canto. Conheço grandes e sensíveis editores do ramo literário que estão comendo o pão que o Diabo amassou. Entre  esses verdadeiros paladinos da cultura do saber, se acha José Cortez, que está pondo no mercado 1,5 milhão de exemplares de livros a preços que variam de 1 real a dez reais.

Viva o Dia do Livro!

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

BOI É TEMA DO NOVO CD DE CLAUDIO LACERDA


Carro de boi é carro de tração animal. Foi o primeiro a rodar nos sertões do nosso País. Isso tem ali, por baixo, uns quatro séculos. Tem carro de boi com  2 bois, com 4 bois, 8 e até 12.
Boi carreiro é boi de carro de boi.
Carreiro é o condutor do carro de bois.
Carro de boi é carro, hoje, em extinção. Portanto, não há mais carreiro nem boi carreiro.
Tem muita história de carreiro e carro de boi. De vaqueiro também.
Vaqueiro era o homem que vaqueja.
O vaqueiro, também em extinção, tocava boi, aboiava.
Guimarães Rosa – sim, aquele de Grande Sertão Veredas – tangeu boi e boiada e, como resultado disso, gerou para nos e o mundo, a obra-prima que em 2016 estará completando 60 anos desde seu lançamento.
A motocicleta substituiu o vaqueiro no Sertão
O tema gerou inúmeras cantigas; algumas clássicas, como Boi Soberano, moda de Izaltino Gonçalves e Pedro Lopes; e Boiadeiros, toada da dupla Armando Cavalcante e Klécius Caldas, essa imortalizada na voz abaritonada de mestre Lua Gonzaga, rei de todos os baiões.
Pra mim é uma alegria muito grande quando me chega às mãos disco como Trilha Boiadeira, do violeiro de verdade Cláudio Lacerda.
Esse novo disco de Lacerda traz uma dúzia de pérolas do repertório de cantigas de viola que o tempo não nos faz esquecer.Além das duas músicas já citadas, destaque para Boiadeiro Errante ( Teddy Vieira),Triste Berrante (Adauto Santos), Tocador de Boi ( Gutia, Braúna e Téo Azevedo) e Disparada, do genial paraibano Geraldo Vandré.
O disco Trilha Boiadeira é um disco muito bonito, cuja beleza sonora deve ser espalha por aí afora.

BOI

Não lembro bem o ano agora, mas andei escrevendo texto sobre boi carreiro.
Escvrevi e interpretei no filme BOI, dos diretores Edu Felistoque e Nereu Cerdeira.

CLIQUE.



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