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segunda-feira, 13 de junho de 2011

SIMPLICIDADE RADICAL, 2

Uma estrela se desgarrou das outras e caiu no céu, da boca.
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Era noite e a lua, cheia. E chovia muito, torrencialmente. Relâmpagos, raios e trovões provocavam gritos e arrepios. A lua, alumiando o aguaçal, acabou engolida por uma boca de lobo. E tudo virou breu.
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Um vendaval de meteoros e cometas desabou do nada sobre a lua, pegando São Jorge de surpresa. O dragão o salvou, engolindo-o; e o vendaval parou deixando o solo lunar todo craterado, tal qual tábua de pirulitos.
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E o sol caiu, queimando o nada.
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Ele nunca entendeu que a vida é tudo. Até que um dia acordou com dor de dente.
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Marx brincava dizendo que Deus nunca existiu. E Marx morreu.

domingo, 12 de junho de 2011

XANGAI SOZINHO AO VIOLÃO; ENCONTRO RARO

Encontro raríssimo, que, quem sabe, poderá se repetir Brasil afora: Xangai sozinho ao violão, diante de uma platéia respeitosa e em plena sintonia.
Esse encontro – mágico, por que não dizer? – ocorreu ontem à noite, na unidade Sesc Ipiranga, cá na capital paulista.
Quem não foi, perdeu.
E perdeu porque certamente atrasou de reservar ingresso.
O espetáculo terminou com todos batendo palmas e pedindo bis.
E ele acabara de chegar de outro encontro, dessa vez na parte velha de Recife, junto com os malungos Geraldinho Azevedo e Maciel Melo, também de grande qualidade artística.
Não parecia cansado, parecia feliz.
Não assisti o encontro em Recife, mas as informações dão conta de que foi fantástico.
Lembrando: Xangai entrou na cena musical brasileira nos princípios dos anos de 1980, na Bahia e em São Paulo.
Marcantes desde então têm sido suas apresentações, primeiro ao lado do sempre incrível Elomar, o das Quadradas do velho Gavião; Vital Farias e o já citado Geraldinho.
Pena os meios de comunicação eletrônicos e impressos do País não abram espaço para Xangai, cujo talento é difícil de medir.
Mas ele não dobra a língua cantando na expressão do Tio Sam, não é?
Xangai é um artista plenamente consciente da riqueza musical do Brasil e da sua voz.
Como poucos, ele consegue cada vez mais melhorar o que interpreta como o fez ontem com o hit do caldeirão brega Eu Não Sou Cachorro Não, de Waldick Soriano.
Da obra de Elomar, então, ele é o fiel da balança.
Impossível alguém cantar melhor Elomar do que Xangai (na foto, de Veronica Manevy).
Viva Xangai!

sexta-feira, 10 de junho de 2011

ZÉ LUIZ PARTIU. SERGIO SALVADORI, TAMBÉM

Ontem, através do amigo e colega jornalista Marco Zanfra, noticiei, com enorme pesar, a partida para a Eternidade do também colega e amigo José Luiz Lima.
Partiu-me o coração a notícia.
Hoje, através do amigo e engenheiro Nestor Tupinambá, noticio também a partida para o Desconhecido, e igualmente com muito pesar, do amigo e também engenheiro, Sergio Salvadori, ao lado de quem trabalhei durante anos na Companhia do Metropolitano de São Paulo –Metrô.
Zé era um amigo e tanto!
Ele não bebia e não fumava; andava na linha, como se diz, e acolhia todo mundo sempre com um sorriso largo por traz de uma densa barba.
Trabalhamos juntos na Folha, por muitos anos.
Já Salvadori, sempre bonachão e afável, pode-se dizer que era diferente no comportamento com relação a Zé.
Ele adorava uma cerveja, ao lado dos amigos e companheiros de trabalho.
Que Deus os acolha bem, como eles nos acolheram.
Sim, estou triste.
E a Lua é Cheia.

SIMPLICIDADE RADICAL

Ele era tão radicalmente simples, que um dia subiu num tamborete e, ai! Mordeu a própria testa.
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Pois é. E um dia disse que estava cansado. Os amigos se preocuparam, pensando que ele ia se matar. Mas, não. Ele sentou-se num meio-fio e descansou.
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Desempregado, sem grana, desceu a Consolação e bateu à porta de um empresário de artistas, dizendo que era mágico e sabia voar. O empresário o olhou com desdém e o enxotou do escritório; mas vendo a janela aberta, o artista jogou-se ao espaço e saiu voando.
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Se der, deu. Se não, chau dé!
João era o nome dele.
Débora, o dela.
João era sonhador e queria mudar o mundo.
Débora, na dela.
Um dia, ele disse que ia cair na guerrilha. Iria para o tudo ou nada.
Ela, na dela.
E ele partiu.
Dias depois, Débora abriu o jornal e leu uma notícia em letra miúda: “O guerrilheiro João tombou ontem com uma metralhadora na mão”.
Isto é: não deu.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

ESTRANHA ENTREVISTA COM JORGE AMADO

Tudo começou com a informação que o cantor e compositor cearense Belchior, até hoje em lugar incerto e não sabido após entrevista à Globo, no Fantástico, estaria hospedado na mansão de Carlos di Gênio, que não faço a menor idéia de onde seja ou se existe, embora a informação indicasse uma saída ou entrada pela Avenida Paulista.
Pois bem, um amigo seguiu comigo até a tal mansão.
Ao chegarmos encontro de pé à entrada, em dúvida, sem saber se entra, o escritor baiano Jorge Amado.
Ele estava só.
Quando me vê, pergunta se é ali mesmo que Belchior está.
Convido-o a entrar.
O meu amigo segue na frente.
Num instante, o escritor para e afirma:
- Não, não vou mais ficar aqui.
Ao virar as costas, me convida a acompanhá-lo.
Aceito.
Começo então a lhe dirigir uma série de perguntas, que responde sem titubear.
Diz, por exemplo, que não publica livro novo há quatro anos, e que esse tempo é muito para o leitor esperar.
De repente, num descampado, ele começa a correr em zig-zag.
Pede que o acompanhe.
E lá vou também, feito um besta.
Do nada, vão surgindo árvores à esquerda e a nossa frente.
À direita, um precipício.
É quando recomendo atenção e cuidado.
Ele olha pra mim, rir, vira as costas e some.
Eu fico sozinho, observando a sua figura desaparecer devagar, envolta num nevoeiro.
E pronto!
Acordei.

ZÉ LUIZ
Há minutos, abri minha caixa de mensagens e li uma que desde já lamento profundamente: “Não sei se vocês já sabem, mas faleceu nosso amigo José Luiz Lima, meu grande companheiro durante 37 anos - desde a Cásper Líbero - e meu afilhado de casamento. Ele teve um infarto fulminante na AL. Tinha acabado de completar 60 anos. Acho que não vou conseguir dormir até embarcar no vôo que vai me deixar em Congonhas, às 7h15. A família informou que o enterro será às 14 horas, no Cemitério da Paz (Morumbi)”. Quem assina esta trágica notícia é Marco Zanfra, com quem trabalhei na Folha, ao lado do Zé. Ultimamente Zé prestava serviços na Assembléia Legislativa de São Paulo. Na noite de 31 de março nos encontramos pela últma vez, no coquetel de lançamento do livro As Covas Gêmeas, de Zanfra.

terça-feira, 7 de junho de 2011

SÃO PAULO DE CONTRASTES, VIDA E CORES

O dia em São Paulo hoje não foi diferente dos dias anteriores, dos meses, dos anos.
A instabilidade climática da cidade é incrível!
A madrugada nos embalou num frio danado, mas já nas primeiras horas do dia o sol despontava desafiante com força e calor, nos fazendo tirar o casaco e não pensar em guarda-chuvas.
Ao beirar da tarde, ventos fortíssimos formaram redemoinhos derrubando árvores, e assustando.
A barra do horizonte de manhã e à tarde ficou amarelada, pintada de sujeiras.
Mais ao final do dia e ao desabrochar da noite, chuvas torrenciais despencaram do céu e nos pegaram desprevenidos.
E sem relâmpagos e trovões, fato que por si só já é bastante curioso, não?
A iluminação de muitas ruas sumiu num piscar d´olhos, nos trazendo o breu.
Ê, São Paulo sem garoa!
Pois é, esta cidade é assim: a gente sabe que o dia trará zebra, mas a gente ainda aposta no contrário.
E o trânsito?
Colapso total.
Em muitas ruas, carros parados de um lado e outro testavam a paciência de quem dirige.
E só de táxis são 33.607, com a Prefeitura anunciando mais 1.200 nos próximos dias.
O motorista que me levou à rádio, diz:
- Antes, eu fazia umas 20 corridas por dia e me dava bem. Hoje quando faço cinco, faço muito.
Pois é, e com essa instabilidade toda a Rede Bandeirantes de rádio e TV inaugura a uma torre de 212 metros (foto), que pode ser vista praticamente de qualquer canto da cidade.
Uma abeleza!
Uma obra de arte, com variação de cerca de 6.000 cores.
E ver o maestro João Carlos Martins regendo na inauguração, é uma beleza sem par.
Viva São Paulo!

PALOCCI
Demorou. Crédito à Dilma, que acertou ao demiti-lo e errou ao convocá-lo para integrar seu governo na qualidade de ministro-chefe da Casa Civil. Ingenuidade, talvez. O cargo será agora ocupado pela senadora Gleisi Hoffmann, do Paraná.

VIVA DOLORES DURAN!

Há exatos 81 anos, nascia numa rua de vila no centro da cidade do Rio de Janeiro uma menina que receberia na pia batismal o nome de Adiléia Silva da Rocha, que desde cedo tomou gosto pela música brasileira e cantava onde quer que se encontrasse, tanto que não demorou a virar cantora profissional, com o pseudônimo de Dolores Duran.
Era muito pobre e sequer chegou a conhecer o pai.
Tinha 12 anos de idade quando se inscreveu, com a permissão da mãe, no programa de calouro do mineiro Ary Barroso. Fácil, fácil, ela classificada.
Não demora, conhece um casal de posses financeiras privilegiadas, Lauro e Heloisa Paes de Andrade.
Lauro, notando tristeza profunda nos seus olhos, a chama de Dolores, que em espanhol significa dor, dores no plural. O sobrenome artístico Duran foi escolhido por uma razão: em português, Duran significa durante, sempre, insistente etc.
E ficou Dolores Duran, para o mundo artístico e fãs, que se multiplicam até hoje, embora tenha desaparecido em outubro de 1959.
Viva Dolores Duran!

NARA LEÃO
Hoje é uma data especial para quem gosta de bossa nova: no dia 7 de junho de 1989, morria no rio de Janeiro Nara Leão, que começou a carreira tomando aulas de violão do grande cantor Patrício Teixeira. Só depois, muito depois disso, é que virou musa da bossa nova. Eu a conheci pouco antes de sua morte, no hotel Eldorado, no bairro de Higienópolis, num dia que fui entrevistar o gaúcho Teixeirinha, para o extinto semanário Pasquim. Fica o registro.

CARLOS PRESTES
Outro registro: no dia 7 de junho de 1966, ano do empate das canções Banda e Disparada, de Chico Buarque e Geraldo Vandré, respectivamente, o líder comunista Luís Carlos Prestes foi levado a júri e condenado a 14 anos. À época, ele era o secretário geral do PCB.

BUROCRACIA
Logo mais às 19 horas, será lançado na Livraria Cultura, em Brasília, o livro Burocracia e Participação (A Gestão no Orçamento de Porto Alegre), de Marianne Nessuno. A edição tem a marca da Editora Horizonte e o prefácio, de Luiz Carlos Bresser Pereira. Informações pelos telefones 61.2109.2700 e 19.3876.5162.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

CANTORA JORDANA HOJE, N´O BRASIL TÁ NA MODA

A mineira de Ubá Jordana chega à praça com um CD e um DVD gravados ao vivo, nos quais interpreta obras de compositores calejados, como Edvaldo Santana e Fernando Teles, Alzira Espíndola e Arruda, João Ricardo, Geraldo Vandré; Ademir Assunção e Zeca Baleiro, Gonzaguinha; Paulo Cesar Pinheiro e Vicente Barreto e Alceu Valença, cuja Embolada do Tempo ela canta com o calor e a graça de quem normalmente vem do Nordeste.
Ao repertório do CD e do DVD, Jordana acrescentou uma composição de sua própria autoria: Labuta, que fala do dia-a-dia da gente comum neste mundinho besta de meu Deus do céu.
A letra de Labuta é uma letra poética e meio emblemática. Um trecho:

...Em qualquer canto voa a ave mãe coberta de véus
Enche os teus olhos, clama o teu temor, acolhe o teu amor
Trabalhador que une o teu suor mostre que é capaz
Viva o teu filho e o teu irmão que semeiam a paz...

Jordana é dona de uma voz forte, metálica, detalhe que deixa claro logo na primeira faixa (Cantora de Cabaré) do CD homônimo que ora nos brinda.
Ela é bonita e se movimenta no palco como se simplesmente passeasse diante de atenções já conhecidas, o que não é o caso. O seu desembaraço é suficiente para encantar friezas.
Sem dúvida, Jordana é uma cantora para ficarmos de olho, pois pode surpreender mais ainda.
Aguardemos o passar do tempo.

Jordana é a minha convidada hoje no programa O BRASIL TÁ NA MODA, daqui a pouco às 14h30, ao vivo, na rádio Trianon AM 740, e também online pela Interne. O programa será reprisado amanhã, às 4h30.

domingo, 5 de junho de 2011

XANGAI CANTA NO SESC IPIRANGA. VÁ!

Estão desmontando a televisão brasileira.
Agora foi a vez de a Gazeta demitir uma das mais belas e firmes vozes do jornalismo brasileiro:
Maria Lydia, que há duas décadas andou dando categoria ao noticiário.
E com opinião.
Um nome-exemplo e tanto, sem dúvida, essa Maria.
Lamentável a decisão da Gazeta.
Há mês e pouco, a Fundação Padre Anchieta, representada não sei por quem do Olimpo sujo político, mandou à rua um dos maiores maestros do País: Júlio Medaglia.
E ninguém falou nada.
E ninguém fala nada.
E por ninguém nada falar, a gente vai se acomodando.
O futuro dirá o quanto estamos perdendo com esse mutismo conveniente.
Vou dizer mais nada não, para não me irritar mais do que já estou.
Mas o que dizer de um jornal que troca a sua capa principal, a primeira, e num domingo, por anúncio?
Isso fez hoje o Folha de S.Paulo.
Ingenuidade minha?
Mas é duro constatar: notícia é tapa-buraco, apenas um detalhe que entra nas folhas quando não há mais espaço para publicidade.
Putz!
E ninguém diz nada; e tudo em nome da pluralidade de expressão, da democracia etc.
Palmas.
Palmas?
Vou dormir.

XANGAI EM SÃO PAULO
O grande cantador baiano Xangai (foto) é a presença que faltava na unidade Sesc Ipiranga, no próximo dia 11. Ele acompanha-se-á ao violão, num espetáculo desde sempre primoroso e histórico que define como Brasilerança.
Eu vou, você vai? Se você não for é porque é bobo. Corra, pois, os ingressos estão no fim.

PALOCCI
Cai quando?

sexta-feira, 3 de junho de 2011

PALOCCI CONTINUA DEVENDO EXPLICAÇÕES

Não gostei; a mim não me convenceram as explicações do ministro-chefe da Casa Civil do Governo Dilma, Antonio Palocci, minutos atrás no Jornal Nacional.
Ele foi vago, vazio, não disse nada com coisa nenhuma a respeito do faturamento que obteve como consultor de empresas da iniciativa privada em tão pouco tempo num ano, talvez menos.
Vinte milhões de reais não é coisa pouca.
E transparência de ser respeitada, em todos os tempos e em qualquer lugar.
A presidente Dilma, coitada, deve estar sofrendo demais.
E o Lula, também.
O Palocci foi uma carta que escapou do colete.
Antes de falar uma fala amena com o repórter escalado pela Globo, Palocci deveria ter se mostrado espontâneo com a reportagem da Folha de S.Paulo, explicando imediatamente o que tem de explicar.
Pois, enfim, foi a Folha que revelou à Nação o milagre de tanto dinheiro no bolso dele, como consultor.
Os nomes das empresas, para as quais ele fez consultoria, têm de ser apresentadas, publicamente.
E imediatamente.
Há algo a esconder?
Tomara que não.
Se há, é porque esse “algo” não deve ser revelado.
Poxa vida, e há tanta gente apostando em Dilma.

LANDELL
Foi uma fala bonita a fala de hoje com o colega jornalista Hamilton Almeida, em torno do padre Landell de Moura no programa O BRASIL TÁ NA MODA, que apresento de segunda a sexta-feira na rádio Trianon AM 740, ao vivo. A fala foi enriquecida em idéias com a presença do vereador Eliseu Gabriel, que propôs, e aprovou na casa que representa, a Câmara, a proposta de cessão de título de cidadão paulistano (in memoriam) ao padre, inventor do rádio.
Aviso aos notívagos: manhã às 4h30, o programa será reprisado.

CHORINHO
E foi bonita demais a apresentação, naturalmente ao vivo, de Adnré Parise e do Conjunto Língua Brasileira.
Hamilton e o vereador Eliseu eram emoção pura, na apresentação do grupo musical de André.
Viva o Brasil!
O Brasil tem jeito.
Na foto do produtor Darlan Ferreira, um momento do programa.

FORTUNA
Fala bonita foi também a fala que tive ontem com o diplomata carioca Felipe Fortuna, filho do grande cartunista Fortuna, criador do Pasquim e Folhetim, junto com Tarso de Castro, no céu hoje. Felipe é um poeta de grande talento, que o Brasil certamente tomará gosto por conhecê-lo. Tem vários livros publicados. Falarei um pouco mais a respeito, em breve.

O BRASIL TÁ NA MODA COM LANDELL E CHORORINHO

Num dia como o de hoje, 3 de julho, há 111 anos, o padre gaúcho Roberto de Moura Landell realizava em São Paulo experiência definitiva consolidando uma de suas invenções, a do rádio. Porém – e há sempre um porém –, pessoas que tinham condições de tornar essa invenção conhecida do Brasil e do mundo todo, como o governador de São Paulo e deputados estaduais, não deram bola, não ligaram a mínima, apagaram as luzes, fecharam os olhos e sumiram. E assim, infelizmente, a glória da invenção do rádio ficou para o italiano Marconi.
Mas há alguns anos brasileiros abnegados consideraram isso um absurdo e arregaçaram as mangas e partiram para o campo de batalhas, em nome da justiça.
Resultado, vitória: mesmo tardiamente, o padre Landell tem agora o seu lugar devidamente garantido na história das invenções.
Não custa revelar: entre os abnegados do movimento pró Landell se acham os jornalistas Hamilton Almeida, Audálio Dantas e Eduardo Ribeiro, criador do prestigioso semanal newsletter Jornalistas & Cia.
O movimento cresceu tanto que até um selo e o título de cidadão paulistano, in memoriam, foram dados ao padre. O título foi proposto pelo vereador Eliseu Gabriel.
Vitória e tanto!

O BRASIL TÁ NA MODA
Daqui a pouco, às 14h30, abrirei o programa O Brasil tá na Moda com Hamilton Almeida, jornalista e biógrafo do padre gaúcho Landell de Moura. Junto conosco etará também o vereador Eliseu Gabriel. Ainda no programa a criadora do Espaço Pra Ler do Parque da Água Branca, Tatiana Fraga, e, como toda sexta-feira, um grupo de chorões tocando chorinhos e alegrando a nossa vida; tudo ao vivo, pela rádio Trianon AM 740 e também pela Internet, com repetição amanhã às 4h30.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

FELIPE FORTUNA E A FORTUNA CRÍTICA POÉTICA

Uma vez Tom Zé me contou como fez a canção São-Paulo, Meu Amor que ele mesmo defendeu no IV Festival de Música Popular Brasileira, promovido pela TV Record, e depois gravou em disco como vários outros intérpretes, como Joel de Almeida o fez em 1969.
Foi assim:
Ele acabara de trocar sua cidade Irará, na Bahia, pela megalópole São Paulo de oito milhões de habitantes à época, 1968.
Passando pela região central da cidade, ele se deparou com uma notícia de primeira página do extinto jornal Notícias Populares, dando conta de que as prostitutas estavam em passeata e greve. Espantado, mas bem humorado, ele cantou:

... Salvai-nos por caridade
Pecadoras invadiram
Todo centro da cidade
Armadas de ruge e batom
Dando vivas ao bom humor
Num atentado contra o pudor
A família protegida
Um palavrão reprimido
Um pregador que condena
Uma bomba por quinzena
Porém com todo defeito
Te carrego no meu peito...

Lembro isso por causa do dia de hoje, 2 de junho, que boa parte do mundo conhece como dia de protesto das prostitutas.
Meus respeitos.
E com meus botões comento o quanto de gente há ainda nestes tempos que simplesmente agridem as moçoilas que fazem do corpo a porta de entrada para prazer e meio de vida.
E daí?
Tom voltou ao tema pouco depois.
Lembro que assisti uma apresentação dele no teatro Caetano de Campos nos fins dos anos de 1970, ali na Praça da República, cá em Sampa.
O tema tinha como personagem central uma certa Maria Bago Mole, que já nascera vocacionada pra coisa, isto é: pra fazer bem à molecada de Irará. A letra:

Guilherme se requebra
Rufino bota pó
Euclides Morde o braço
Das Dores fala só
João Régis diz que é vi, é don e é ado
Germino curado por Dalva foi surrado
Lucinda sobe e desce
Tiririca bole-bole
Mas todos passam bem com Maria Bago Mole...

Os nomes citados - esclarecia Tom Zé durante o show - eram de doidos populares da sua cidade, como Guilherme, Rufino etc.
Fica o registro.
Detalhe: Tom jamais recebeu o prêmio em dinheiro prometido no regulamento do festival.

DIPLOMATA FORTUNA
Agora vou seguir até a Avenida Paulista, precisamente à Casa das Rosas, para um reencontro com o querido amigo diplomata Felipe Fortuna, filho do grande e inesquecível cartunista Fortuna, outro amigo impossível de esquecer e com quem tive o orgulho de trabalhar nos primórdios do extinto Folhetim, suplemento dominical do jornal Folha de S.Paulo; e de quem tive o privilégio de merecer uma capa de livro (O Coronel e a Borboleta e Outras Histórias Nordestinas) e ilustrações diversas. Felipe veio de Brasília, onde mora, para fazer uma palestra sob o título "Poesia Brasileira e Crítica Poética, Hoje", Felipe é autor dos livros A Escola da Sedução (1991), A Próxima Leitura (2002) e Em Seu Lugar (2005). A sua nova obra é Esta Poesia e Mais Outra, de crítica literária, elaborada a partir de textos extraídos da coluna semanal que mantinha no Jornal do Brasil até 2009. Esse livro aborda temas como “identificação de um sistema endogâmico na produção e divulgação da poesia” e a “reflexão sobre a resenha – essa forma de crítica sujeita a muitos ataques e quase sempre avaliada como superficial”. Como diplomata, Felipe Fortuna já representou o Brasil em Londres, Caracas e Moscou.

RAPAZIADA DO BRÁS
O amigo Alberto Marino Jr., autor da belíssima letra da valsa Rapaziada do Brás, do começo dos anos de 1920, andou um pouco adoentado mas desde hoje se acha de volta ao aconchego do seu lar, junto com seus entes mais queridos. O nosso desejo é que se recupere totalmente o mais rápido possível para um brinde de bom vinho. Viva a vida. Tim, tim!

E ANTONIO PALOCCI, HEIN?

O ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, está mais enrolado do que rabo de porco.
Pois é, e está mais do que na hora de ele prestar esclarecimentos à presidente Dilma Rousseff, que anda triste e envergonhada (ler última edição da revista Carta Capital, nas bancas) e à Nação brasileira sobre os ganhos milionários que obteve como suposto consultor de empresas privadas no correr de ano passado.
Segundo denúncia veiculada em abril pelo jornal Folha de S.Paulo, ele teve seus bens multiplicados pelo menos 20 vezes, isto é: teria faturado fácil, fácil cerca de R$ 20 milhões.
A denúncia é forte o suficiente para derrubar um poste.
Se ele ganhou tanto dinheiro em tão pouco tempo, sem receber herança ou ganhar em jogos de azar, por que depois das necessárias explicações não ensina aos mortais comuns como conseguir tal façanha?
Uma boa, não é?
Hoje a presidente Dilma lança o plano Brasil sem Miséria, que prometeu durante a campanha à Presidência.
Será que Palocci vai estar presente?
Eu duvi-dê-ó-dó!
Mas, enfim, há um ditado que diz: quem não deve, não teme.

O BRASIL TÁ NA MODA
Durante hora e meia, ontem, o público do programa que apresento de segunda a sexta na rádio Trianon foi brindado com música ao vivo interpretada pelo Regional Sarravulho, formado por Coca Pereira, Samuel Marques, Maik Moura, Emerson Bernardes e Rodrigo Carneiro. Também esteve no programa, cantando e tocando bonito, o bamba do samba paulista nota mil Oswaldinho da Cuíca (foto). E o gaúcho Joel Marques, além de Alessandro Azevedo, o criador do palhaço Charles.
Foi bonita a festa, pá!
E amanhã teremos mais, ao vivo, outra roda de choro.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

HOJE COMEÇA O MÊS DE SÃO JOÃO

Hoje é o 152º dia do ano, de acordo com o calendário gregoriano.
Faltam, portanto, 129 dias para 2011 terminar.
E daí?
E daí que hoje começa o mês de São João e de seus parceiros de hospedaria celestial: Antônio, o casamenteiro que nunca se casou; e Pedro, o dono da chave da porta do céu de que Zé Ramalho andou falando em versos de Dylan.
Hoje, quarta 1º de junho, também é o Dia da Imprensa, em homenagem ao alemão João Gutenberg, que no século 15 inventou a prensa móvel e possibilitou a impressão de livros e jornais como até então jamais havia sido feito.
E sejamos todos bem-vindos aos ares frios de junho, principalmente nesta parte de cá do Brasil.

INEZITA BARROSO
Quem não foi, perdeu.
Ontem à noite tivemos um bate-papo daqueles no Sesc Pinheiros, ao lado da rainha da moda, Inezita Barroso (foto acima; às direita, o violonista Joãozinho).
Tinha muita gente no ambiente, mas cabia mais.
Por isso acho que quem não foi, perdeu.

O BRASIL TÁ NA MODA
Daqui a pouco, às 14h30, entro nas ondas médias da Trianon 740 e fico falando de Brasil e brasileiros, música e arte popular, até às 16 horas. Comigo estarão Oswaldinho da Cuíca, com sua orquestra de caixa de fósforos; Papete, com a categoria que Deus lhe deu; Alessandro Azevedo, criador do palhaço Charles e do Espaço Raso da Catarina; o escritor Roniwalter Jatobá e seu filho Fernando, empresário internacional do campo do entretenimento musical, entre outras presenças bonitas e agradáveis.
Liguem o rádio ou acessem a Internet, que também transmitira online o programa O BRASIL TÁ NA MODA, que hoje completa dois meses no ar, sempre ao vivo e sempre retransmitido na manhã do dia seguinte.

domingo, 29 de maio de 2011

RACHEL SHEHERAZADE, SEJA BEM-VINDA

Soberana e burra, a mesmice paira na imprensa brasileira.
Essa mesmice chega a irritar, no rádio e na televisão.
E também nos impressos.
O que uma empresa jornalística dá, a outra parece que obrigatoriamente tem também de dar.
Quanta bobagem!
É só abrir os jornais e constatar, quase sempre, que a manchete de um jornal é igual a do outro.
Isso também parece válido para as revistas.
É como se houvesse acabado a reportagem.
Bons tempos os da revista Realidade e do Jornal da Tarde, e da Folha...
Há um engessamento geral, uma dormência lamentável e contagiante.
Raro o furo, hoje em dia.
É a tal globalização engolindo tudo e alienando a todos.
Pensando nisso, e lendo o suplemento TV do Estadão de hoje, vislumbrei necessidade óbvia na fala firme da conterrânea Rachel Sheherazade, que amanhã, às 19h30, estréia na bancada nacional do SBT, apresentando o SBT Brasil ao lado do veterano radialista Joseval Peixoto, há muito na Pan, rádio onde nos fins dos anos 80, depois de deixar a chefia de política do jornal O Estado de S.Paulo, cedi muitas horas do meu dia a dia fazendo pautas e dizendo coisas.
Rachel, um talento incrível que reveste a pessoa maravilhosa que é, chega a nossos lares com o propósito de ler notícias e opinar.
Pois é, falta hoje ao jornalista o desembaraço natural da opinião responsável.
Como ser formador de opinião, se não opinamos?
Esta uma questão levantada por Rachel.
Seja bem-vinda aos lares brasileiros carentes de boa informação e opinião, Rachel Sheherazade!

quinta-feira, 26 de maio de 2011

AMANHÃ TEM MAIS CHORINHO N´O BRASIL TÁ NA MODA

No começo era o som, eram os ruídos provocados por humanos ou pela natureza, como o vento, as stempestades etc.
Depois, isso foi mudando.
Criaram-se as notas musicais para identificar e desenvolver melodias e passamos a ter música instrumental, sem poesia ou letra.
As primeiras gravações musicais em quaisquer formatos foram instrumentais.
No Brasil, o registro pioneiro de música instrumental em disco, aliado à poesia ou letra, é o lundu ou lundum Isto é Bom, do baiano Xisto de Paula Bahia (1841-94), feito por outro baiano: Manuel Pedro dos Santos (1887-1944), chamado de "Bahiano", que foi o primeiro cantor profissional do País.
Essa gravação foi à praça pelo selo Zon-o-phone, em 1902.
A palavra (poesia ou letra) quase sempre enriquece a melodia, a música.
E surgiram grandes cantores, como Chico Alves, Sílvio Caldas, Orlando Silva, Nélson Gonçalves, de voz abaritonada, vozeirões como se diz.
E vozes menores, como as de Mário Reis e João Gilberto.
Não vejo a importância da palavra, da poesia etc., na canção para o intérprete.
Vejo para a estrutura musical em si, e a partir daí para os ouvintes.
Os festivais da canção foram marcantes no Brasil, mais do que em qualquer outro país.
Motivo: o Brasil vivia momentos nervosos, politicamente falando, nos anos 60, que foram os anos dos grandes festivais.
Naqueles tempos, a palavra contida nas canções foi de grande importância para muitos, por se transformar numa espécie de arma contra a ditadura.
Desses festivais se destacaram nomes importantíssimos para o enriquecimento do que se convencionou chamar de MPB, como Geraldo Vandré, Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, entre outros.
O uruguaio naturalizado brasileiro Taiguara foi um dos maiores intérpretes de canções daqueles festivais.
Mas a poesia, letra etc., na canção, na música brasileira, é, como se vê, muito anterior aos festivais dos anos de 1960.

RODA DE CHORO
Amanhã, sexta 27, teremos mais uma roda de choro no programa O BRASIL TÁ NA MODA, que apresento todos os dias na rádio Trianon AM 740, também online pela Internet, a partir das 14h30 e repetido no dia seguinte, às 4h30. Meus convidados são Felipe Soares, sanfona; Marcel Martins, cavaco; Ivan Banho, percussão; e Marquinho Mendonça, violão 7 cordas, que integram o grupo Felipe Soares e Conjunto e amanhã às 21 horas se apresentam no Teatro da Vila (Rua Jericó, 256, na Vila Madalena). Eles integram também o Movimento Sincopado, um coletivo de choro que reúne vários grupos e compositores que ocupam espaço no Parque da Água Branca, na região oeste da capital paulista.

PS - Na foto da roda de choro de sexta passada, aparecem: Marcel Martins, cavaco;
Allan Abbadia, trombone; Tiganá, percussão; e Samuel, 7 cordas.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

PAIXÃO CORTES E INEZITA BARROSO: CRAQUES

O cantor e compositor nordestino Nininho de Uauá (foto) e a jornalista gaúcha Ângela Maria Pereira estiveram esta semana no programa O Brasil tá na Moda, que apresento todos os dias na rádio Trianon AM 740, a partir das 14h30, ao vivo.
Ambos falaram de música, cultura popular e do 1º Encontro do Povo do Sul em Sampa, realizado, com sucesso, domingo 22 no bairro paulistano da Bela Vista.
Além de Nininho e Ângela, também participou do programa o folclorista e musicólogo Paixão Cortes, de batismo João Carlos D´Ávila Paixão Cortes), a quem dediquei toda a edição do programa de ontem, repetido hoje às 4h30.
Idealizador dos Centros de Tradição Gaúcha junto com Barbosa Lessa, Cortes, além de musicólogo e folclorista especializado na vida e arte do povo da sua terra, o Rio Grande do Sul, é agrônomo e jornalista.
Tem dezenas de livros publicados e músicas gravadas por cantores e cantoras, como Inezita Barroso.
Em 1956, Inezita lançou um disco de dez polegadas (oito faixas) só com músicas de Paixão e Lessa, intitulado Danças Gaúchas.
Saiu pela extinta Copacabana.
Hoje, uma raridade.
É natural de Santana do Livramento, nascido no dia 12 de julho 1927.
A obra de Paixão Cortes está para o Sul como a obra de Luís da Câmara Cascudo está para o Nordeste.

MÊS DE FLORES E LADAINHA
O mês de maio é flores e cantigas sacras. De Sebastião Marinho, presidente da União dos Cantadores, Repentistas e Apologistas do Nordeste, Ucran, recebo convite para participar no próximo sábado 28, às 20 horas, da queima de flores em fogueira na rua (Teixeira Leite, 263; fone 3208.0819), ali na Baixada do Glicério. Depois, tem cantoria com várias duplas de repentistas. Vamos todos lá?

INEZITA NO SESC PINHEIROS
Agendem-se: no próximo dia 31, estaremos eu e Inezita Barroso trocando falas no Sesc, unidade de Pinheiros, a partir das 19h30. O encontro é gratuito e tem como pretexto o livro A Menina Inezita Barroso, de minha autoria e que a Cortez Editora está lançando. Sem dúvida, vale a pena ouvir as histórias dessa menina.

CRÍTICA DE ARTE
O assessor de imprensa do Centro Cultura do BNB, Luciano Sá, recebo notícia de que a jornalista Ana Cecília Soares, do Caderno 3 do Diário do Nordeste, ministrará o curso Introdução à Crítica de Arte. O curso será ministrado entre os dias 7 e 10 próximos, das 14h30 às 17h30. Serão disponibilizadas 80 vagas. Ana é especialista em Teorias da Comunicação e Imagem, pela Universidade Federal do Ceará. Mais informações com o próprio Luciano, através dos telefones (85) 3464.3196 e 8736.9232 ou pela e-mail lucianoms@bnb.gov.br

A DAR COM PAU
No melhor sentido, claro. E a notícia: amanhã 26 a gráfica Sociedade Bíblica do Brasil, instalada em Baureri, cidade da região Grande São Paulo, registra a fantástica tiragem de 100 milhões de exemplares impressos da bíblia, o livro mnais lido do mundo. Detalhe: a cada três segundos, a gráfica imprime um exemplar. Se fossem enfileiradas uma página a outra, daria para dar voltas ou embrulhar o planeta Terra 113 vezes.

SOCORRO LIRA
A cantora, compositora e instrumentista paraibana Socorro Lira acaba de voltar de um giro pelo Velho Mundo. Foi se apresentar nas bandas de Espanha e Portugal. Está com disco novo. É a convidada de hoje do programa O BRASIL TÁ NA MODA, ao vivo pela Trianon AM 740, a partir das 14h30, que pode ser também acessado pela Internet, online. Será reprisado amanhã às 4h30, para atender os notívagos.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

CHORINHO AO VIVO HOJE, N´O BRASIL TÁ NA MODA

Em 1851, portanto há 160, anos nascia no município de Macaé, Rio de Janeiro, o compositor e instrumentista Viriato Figueira da Silva (ilustração acima), aluno e parceiro musical de Joaquim Antônio da Silva Callado Júnior, pioneiro do choro.
Viriato foi o primeiro solista de saxofone do País.
Ele compôs xotes, tangos, polcas e choros.
Choro ou chorinho é a denominação de um tipo de música surgido no Brasil no início da segunda metade do século 19, no Rio de Janeiro.
Desde os primórdios, o choro era desenvolvido basicamente por instrumentos de sopro e cordas, como flauta, cavaquinho e violões de seis e sete cordas.
Mas outros instrumentos podem ser incluídos, como a sanfona.
Nos anos da década de 20, Villa-Lobos compôs choros para orquestras e conjuntos de câmaras.
Luiz Gonzaga foi um dos primeiros artistas a incluir a sanfona no choro.
O pioneiro do gênero foi o carioca Joaquim Antônio da Silva Callado, seguido de Patápio Silva, que foi o primeiro flautista a gravar disco interpretando chorinho.
Pixinguinha deu forma definitiva a esse gênero.
Entre os anos de 16 e 17 do século passado, Pixinguinha compôs Carinhoso e Lamentos, avançadíssimos na estrutura para a época e hoje, clássicos.
O chorinho - resultado da mistura de ritmos do lundu, polca e xote, da música negra e européia - se acha hoje no repertório de aristas do mundo todo.
Há uma gravação de Tico-Tico no Fubá, de Zequinha de Abreu, feita pelo negro norte-americano Charlie Parker.
É excepcional. Você a conhece?
Caso não a conheça, ligue o rádio hoje na faixa AM 740 (Trianon), às 14h30, e ouça essa gravação, feita no dia 12 de março de 1951 - há 60 anos - em New York City, para o LP 10" Charlie Parker Plays South of the Border.
E ouça também, ao vivo, Marcel Martins (cavaco), Allan Abbadia (trombone), Tiganá (percussão), Samuel (7 cordas) e André Parisi (clarineta).

quinta-feira, 19 de maio de 2011

INEZITA, UMA GUERREIRA DE ESPADA NA MÃO

Outro dia a menina Inezita Barroso, personagem central do livro homônimo, de minha autoria, que acaba de ser lançado pela Cortez Editora, sentiu uma coisinha esquisita entre o peito e os pulmões.
Precavida, ela foi direto ao Sírio Libanês junto com o sobrinho Marcelo.
Conversa vai conversa vem com seu médico, a sugestão salutar: ficar de repouso por uns dias, que tal?
E assim foi.
Hoje, com saudade de remedinho sem gelo e água de coco, fui vê-la para um dedo de prosa.
E ô prosa boa!
A menina é boa de briga sô, sabiam!
Não esmorece nunca nos papos de amigo.
Ela é uma revolucionária incrível, no modo de ver e viver a vida.
E disse, com aquele sorrisão bonito entremeado de gargalhada estampado no rosto que Deus lhe deu e que todos nós conhecemos e gostamos sempre:
- Já nasci assim, com uma espada na mão.
Através dela, fiquei sabendo que a Dilma - sim, ela mesma! - também ficou no Sírio por um tempinho rápido, horas talvez; umas 48, e saiu porque o quarto que queria, o do Zé Alencar, ex-vice do ex-Lula, estava ocupado.
“Fofoca de enfermaria” justificou a menina, com aquele sorrisão maroto da menina Zitinha, barulhenta no pensar e no agir.
E conversa vai conversa vem, revelou:
- A próxima gravação do (programa) Viola será sobre São João. Vou convidar o Valdeck com seus mamulengos e a Anastácia, o que você acha?
Achei ótimo.
Valdeck é o de Garanhuns, e Anastácia é a Rainha do Forró que teve um de seus LPs produzidos nada mais nada menos pelo rei do baião, Luiz Gonzaga.
Foi o único disco, aliás, que o Rei produziu em toda a vida.
Nos fins dos anos de 1970, Inezita fez uma curta temporada no Teatro João Caetano, do Rio, com Gonzaga.
Tenho procurado o teipe dessa temporada feito um louco, em vão.
Mas Inezita está feliz, e isso é o que importa.
Ela e o seu público adoraram o último Viola, de domingo passado, especial com Chitãozinho & Xororó.
Os dois irmãos, que começaram a carreira ligados nas modas de viola, foram ao programa à paisana, isto é: sem a parafernália eletrônica que habitualmente os acompanha.
E foi bonito, sim.
O programa será reprisado no próximo sábado, ali pelas 20 horas.

PS - a foto que ilustra este texto foi feita hoje no final da tarde, por Darlan Ferreira. As flores que levei para a Rainda da Moda foram cultivadas em Itapeva, SP, e têm o nome de campânula e origem da Europa e Sibéria. São lindas e cheirosas. Aguando-as bem, duram muito.

O BRASIL TÁ NA MODA
- Amanhã no programa que apresento todos os dias na rádio Trianon AM 740, que pode ser acessado também pela Internet, entre 14h30 e 15 horas, inaugurarei atração especial: uma roda de choro, ao vivo, com Marcel Martins (cavaco), Allan Abbadia (trombone), Tiganá (percussão) e Samuel (violão 7 cordas), além do clarinetista André Parise, que está lançando o CD Língua BRasileira. O programa é reprisado diariamente às 4h30 do dia seguinte. Só não o ouvirá quem for besta ou surdo.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

QUEM PODE, PODE. E AGORA, MAESTRO?

Hoje volto a falar no programa O BRASIL TÁ NA MODA, que apresento todos os dias na rádio Trianon AM 740, entre às 14h30 e 15 horas, sobre o padre-inventor gaúcho nascido na capital do Estado, Roberto Landell de Moura, homenageado in memoriam ontem à noite na Câmara Municipal de São Paulo, onde cerca de meia centena de pessoas esteve aplaudindo a iniciativa do vereador Eliseu Gabriel, do PSB, que entregou o título de cidadão paulistano a um dos representantes da família, Zemo Landell, que anda pela casa dos oitent´anos.
A homenagem, como de praxe, começou com a audição do Hino Nacional Brasileiro seguida de uma palestra ilustrada do jornalista Hamilton Almeida, biógrafo do padre, e de falas de integrantes da mesa formada na ocasião, como os jornalistas Audálio Dantas, Augusto Camargo, o Guto, presidente do Sindicato e secretário da Federação Nacional dos Jornalistas, e o criador e diretor da newsletter Eduardo Ribeiro, que sem titubear abraçou há quase dois anos a causa do movimento de valorização e reconhecimento da obra de Landell de Moura, que inclui a invenção do rádio, no começo do século passado.
O Brasil precisa acreditar no Brasil.
Digo isso porque é comum não nos darmos importância em nada, ou quase nada.
Que o digam os americanos do Norte.
O padre Landell foi um grande inventor.
A história, aos poucos, está mostrando isso.
Tudo está documentado e quem quiser entender isso melhor, basta ir à cata dos livros de Hamilton Almeida, sobre o inventor gaúcho.

MAESTRO MEDAGLIA
- O maestro Júlio Medaglia é exemplo parecido com o que ocorreu em vida com o padre Roberto Landell de Moura.
Ao ser demitido há poucos dias sem razão alguma de suas atividades no rádio e televisão Cultura, da Fundação Padre Anchieta, o maestro topou ocasionalmente com o governador Alkimim, que fingiu surpresa pela demissão. Resultado, pra Kafka ver: o todo poderoso da Fundação, Sr. Sayad, chamou o demitido para uma conversa e disse que sua demissão será revista e que ele poderá continuar na Casa, mas para que isso ocorra tem de apresentar novos projetos.
Bingo!
O maestro precisa mostrar que sabe o que sabe.
Júlio Medaglia é um dos maiores maestros do Brasil, em todos os tempos.
Só a Fundação Anchieta não sabe.
Conclusão: quem pode fazer não faz, e quem não pode faz.
Deus do céu, nada muda nesta terra abençoada por Deus!

terça-feira, 17 de maio de 2011

ANTES TARDE DO QUE NUNCA. VIVA LANDELL!

Oitenta e dois anos depois de sua morte, provocada por tristeza e incompreensão, o padre inventor porto-alegrense Roberto Landell de Moura tem o nome aprovado para título de cidadão paulistano proposto pelo vereador Eliseu Gabriel, do PSB.
O título, in memoriam, será recebido hoje por um sobrinho-neto do homenageado, Zemo Landell, em sessão solene prevista pra daqui a pouco, às 19 horas, no Salão Nobre da Câmara Municipal de São Paulo.
Reprodução do convite, acima.
Embora tardia, é sem dúvida justíssima homenagem que se faz a esse grande brasileiro.
Nos anos de 1980, em Porto Alegre, admiradores e estudiosos da vida e obra do padre intensificaram por todo o País um movimento de valorização e reconhecimento oficial de sua invenção, o rádio, até que o titular do newsletter Jornalistas&Cia., Eduardo Ribeiro, abraçou a causa.
Muita gente importante se envolveu no processo pró Landell em São Paulo, incluindo os jornalistas e escritores Audálio Dantas e Hamilton Almeida, autor de Padre Landell de Moura, um Herói sem Glória (Record).
Roberto Landell de Moura nasceu na capital gaúcha no dia 21 de janeiro de 1861 e morreu no último dia de junho de 1928, também em Porto Alegre, com fama de lunático.
Detalhe: no longínquo ano de 1901, Landell conseguiu patentear sua invenção aqui mesmo, no Brasil, e nos Estados Unidos. Só que não recebeu apoio nenhum do governo brasileiro, representado à época pelo presidente Rodrigues Alves, e nem da iniciativa privada, até hoje sem o costume e ousadia de apostar no novo.
Sobre Landell de Moura voltarei a falar amanhã no programa O BRASIL TÁ NA MODA, a partir das 14h30, ao vivo, pela rádio Trianon AM 740.
Os convidados de bancada são Eduardo Ribeiro e Hamilton Almeida, que sabem tudo e mais um pouco a respeito do grande padre.

JOSÉ MARQUES DE MELO
- Recebo convite para assistir cerimônia de entrega do Prêmio Personalidade da Comunicação ao titular da Cátedra Unesco de Comunicação para o Desenvolvimento Regional da Universidade Metodista de São Paulo, José Marques de Melo, primeiro doutor em Jornalismo do Brasil. A cerimônia ocorrerá no próximo dia 24, às 18h30, no Centro de Convenções Rebouças (Av. Rebouças, 600, São Paulo, SP).

segunda-feira, 16 de maio de 2011

ESTRELAS NO CÉU, SILÊNCIO NA TERRA

Foi numa manhã friorenta como a de hoje, há exatos quatro anos, que a rainha do xaxado Marinês (foto) partiu para a Eternidade deixando familiares e fãs órfãos do seu canto limpo e belo.
Ela passara mal semana e pouco antes e morreu às 9h45 do dia 14 de maio de 2007, no Hospital Português da capital pernambucana, aos 71 anos.
O Jornal Nacional não deu lhufas ao caso, ao contrário do que ocorreu com a personagem lheguelhé de uma ridícula eguinha pocotó que por meses incomodou os bons ouvidos e olhos.
O silêncio em torno do passamento de Marinês, de batismo Inês Caetano de Oliveira, também ocorreu com dona Zica Bergami, que morreu há precisamente um mês (16 de abril), aos s97 anos. Ela deixou várias composições musicais sobre o cotidiano da capital paulista de antigamente, como a valsinha Lampião de Gás que a rainha da moda, Inezita Barroso, imortalizou ao gravá-la em 1958, com arranjos do mineiro Hervê Cordovil.
Fica o registro.

O BRASIL TÁ NA MODA
- Daqui a pouco, às 14h30, teremos novidades e curiosidades no programa O Brasil tá na Moda, que apresento diariamente, ao vivo, na Trianon AM 740. No ar também online, via Internet.

À PALMATÓRIA
- É bom saber que há leitores atentos ao que posto neste blog, meio por diversão. Agradeço, pois, aos jornalistas-escritores Marco Zanfra e Roniwalter Jatobá, que fizeram correção oportuna ao título do texto anterior a este: Quis é com “s”, ensinaram.

domingo, 15 de maio de 2011

O CORINGÃO PERDEU PORQUE QUIZ, SABE-SE

A televisão continua com programação lixo, como se sabe.
Aos domingos, então... Tristeza total.
Num canal aparece jovem com voz de horror, rouca, fantasmagórica e sorriso idiota assustando a vida dos telespectadores incautos e pacatos, enquanto a apresentadora, aparentado ingenuidade e desconhecimento da pauta, tal-qual Hebe Camargo, faz caras e beiços de surpresa e inteligência inexistentes, naturalmente.
Noutro, o apresentador mostra imagens horríveis de uma espécie de concurso nos Estados Unidos sobre chulé.
Sim, chulé!
Pode, e no horário dito nobre da televisão?
No 2, Cultura etc., uma edição boba de filosofia besta, cansativa e enfadonha, se estende minuto um após outro nos convidando ao sono salutar da noite...
Sei não, mas continuo achando que o Sr. Sayad assumiu a presidência da Fundação Anchieta com o propósito único e louco de acabar com o mínimo de qualidade da televisão brasileira, representada pelo 2, até sua chegada.
E quando falo de qualidade da Fundação Anchieta, falo também do que se apresentava de melhor nos dials AM e FM.
Cabra inteligente ese Sayad.
E o Corinthians, hein?
Mais uma vez o Timão deu um título de graça ao adversário porque quis, mas desnecessariamente.
Tudo começou no primeiro tempo às 16 horas, mostrado pela Plim, Plim e Band.
Entrega óbvia e esse era o objetivo, claro.
No segundo, o Timão provocou o mais que pode o adversário a lhe enfiar bolas na rede.
Mas como o adversário não entendeu o recado, e acabou ele próprio, o Timão, através do Morais, fazendo um gol à toa, só pra levantar a torcida.
E pra que isso?
O "peixe" tinha de ganhar a parada desde o começo, como ganhou; pois, enfim, nós corinthianos, não precisávamos de título algum, tampouco dessa bobagem chamada Paulistão 2011.
Pra quê?
E ficou assim, como se viu: 2 x 1.
Pra eles, claro, que poderiam ter jogado melhor.
Fui!

PS - Esse Neymar é uma besta, não é?

sábado, 14 de maio de 2011

JORNADA INTERNACIONAL DE ESCRITORAS, NO SESC

As mulheres são seres obviamente importantíssimos no cotidiano do mundo todo, desde tempos de antanho.
Basta dizer que sem elas não existiríamos.
Em alguns lugares, elas são violentamente discriminadas e cerceadas no seu ir e vir, principalmente no Oriente Médio e ainda no continente africano.
Na Arábia Saudita, são proibidas até de dirigir carros, lambretas e o que for.
Pintar quadros, fazer cinema, atuar no teatro, na dança, assumir, enfim, suas aptidões intelectuais e artísticas e exibi-las em público nem pensar.
Tudo isso, mais o fato de viajarem desacompanhadas, é considerado crime pelo eterno e sem solução ultraconservador reino saudita.
Grosso modo, porém, o panorama pró-mulheres vem mudando desde a segunda metade dos anos de 1960, quando elas arrancaram dos seios o sutiã, encurtaram o vestido e foram à luta.
Movimentos conduzidos por elas antes e depois dos 60 as colocaram em situação de destaque e respeito em boa parte da sociedade civilizada do planeta.
No Brasil, inclusive.
Nos fins dos anos 20, por exemplo, elas conquistaram o direito ao voto, primeiro em Mossoró, RN.
Em 1930, como na velha Grécia, as mulheres de Princesa Isabel – cidade paraibana a 430 km da capital – se juntaram a seus homens e partiram num pé de guerra contra o governo do Estado, à época João Pessoa.
A revolta de Princesa foi um dos estopins da Revolução de 30.
O pau cantou e todos perderam.
Mas essa é outra história.
O pioneirismo no cotidiano social é marca indelével da luta das mulheres por liberdade no mundo.
E na literatura?
Em 1859 (coincidentemente, ano da fundação da cidade de Princesa), a catarinense Ana Luiza de Azevedo publicou o romance indigenista D. Narcisa de Vilar.
Nesse mesmo ano, a maranhense Maria Firmina dos Reis publicou o romance considerado primeiro do ciclo abolicionista escrito por mulher: Úrsula.
No campo da poesia, outra nordestina: a baiana Adélia Josefina de Castro Fonseca, da safra de 1827, colheu elogios do velho Machado de Assis na coluna que assinava no Diário do Rio de Janeiro.
Ele escreveu que ela agradava por expremir "uma verdadeira individualidade feminina", sem falsa "imitação dos tons másculos, que algumas escritoras procuram mostrar nas suas obras, como recomendação dos seus talentos".
Muita água correu por baixo da ponte até chegarem ao ponto que chegaram.
No CD Poetas Nordestinos dos Séculos XIX e XX, que lancei em 2009, inclui uma poeta incrível do Rio Grande do Norte: Auta de Sousa (1876-1901).
Auta é autora de muitas pérolas, entre as quais o soneto Caminho do Sertão.
Vale a pena sair procurando coisas dela.
Uma explanação a respeito deste assunto será trazida à tona durante a realização da IV Jornada Internacional de Mulheres Escritoras, entre os dias 18 e 19 próximos no Sesc Pinheiros e no Sesc Rio Preto e Associação Comercial de São José do Rio Preto nos dias 20 e 21 seguintes.
Participarão do evento, idealizado pela tradutora e pedagoga paulista Isabel Ortega, poetas e romancistas da Costa Rica, Colômbia, Espanha, Bolívia, Argentina, México e, naturalmente, do Brasil.
O evento será aberto com a entrega do Prêmio Lygia Fagundes Telles (foto)ao crítico literário e ex-presidente da União Brasileira de Escritores, em São Paulo, Fábio Lucas.
Palestras como Gramáticas Femininas: a Escritura de Mulheres Diante de novos Desafios a ser proferida pela argentina Alicia Poderte, e Mulheres que Escrevem como Homens pela colombiana Pilar Quintana, prometem.
Vamos lá?

quinta-feira, 12 de maio de 2011

ATAQUE SUJO E COVARDE

O bombardeio contra a ministra Ana de Hollanda, da Cultura, é totalmente descabido; mas só os ingênuos, muito ingênuos, acreditam que não haja interesses feios por trás disso tudo.
E dos grandes.
Os ataques começaram antes mesmo da campanha vitoriosa de Dilma ao Planalto e se redobraram com a escolha de seus principais auxiliares, entre os quais Ana.
O caso é que há interesses individuais e de grupos fortemente contrariados desde a posse do novo governo, quando os titulares dos ministérios do Planejamento e da Fazenda anunciaram à nação o corte de pelo menos R$ 50 bilhões no orçamento para este ano.
Ana é apenas um alvo para o grande alvo almejado: Dilma Rousseff.
E se nesse momento houver qualquer titubeio ou insegurança da parte do governo, o pior pode acontecer: o desprestígio da presidente no cargo que ocupa e sei lá mais o quê!
Nessa tentativa tresloucada e clara de desestabilização do governo e da democracia, o que temos visto no dia-a-dia é um ataque feroz, desumano e covarde contra a ministra da Cultura, promovido por tendências políticas e forças econômicas estranhas ao bom convívio social.
O que aconteceu anteontem à saída da ministra da Assembléia Legislativa de São Paulo, onde dialogou civilizadamente com representantes da classe artística e recebeu apoio da bancada federal e estadual paulista, foi grave: um repórter de O Globo entrou furtivamente no carro oficial do Ministério para interrogar a ministra, naturalmente sem o seu consentimento.
Antes, o coleguinha fez-se de vítima.
Lamentável.
Quem não conhece essa história?
Pois é.
Atenção: daqui a pouco reprisarei entrevista exclusiva que fiz com a ministra Ana de Hollanda para o programa O Brasil tá na Moda, no ar pela rádio Trianon a partir das 14h30.

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