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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

O MUNDO PEGANDO FOGO

No começo dos anos 1950, o sanfoneiro Sivuca, o multitudo musical Hermeto e o seu irmão pianista Zé Neto, todos nordestinos albinos e fantásticos, criaram um trio musical que jamais subiu ao palco. 
Nome: o Mundo Pegando Fogo.
Por que lembro isso?
Porque estou achando que o Brasil tá pegando fogo, mesmo.
Por que penso isso?
Vocês não estão vendo o que está acontecendo em Porto Velho, RO?
Pois é, na última madrugada integrantes do PGC deram ordens a seus comandados para tacar fogo em carros e aterrorizar cidadãos comuns que pagam impostos e cumprem seus compromissos perante o Estado.
E o Estado nada faz?
Pobres de nós.

ARRUMAÇÃO E DESORDEM
Como dizia o Barão do Rio Branco: no Brasil, organizados mesmo só o carnaval e a desordem.
No verão paulistano, por exemplo, a chuva tem caído às 4 da tarde.
Aparentemente, isso predominou até segunda última.
Anteontem a chuva chegou com atraso de uma hora, às 3.
E até agora, ansioso, espero a chuva voltar e nada.

OI
Nos últimos cinco dias, a operadora Oi foi multada pela Anatel por não cumprir obrigações perante clientes. As multas lavradas chegam a R$ 39,3 milhões.
Uma pechincha, como se vê.
E ainda diz a empresa que vai recorrer.
Que coisa!

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

EM TEMPO DE HOMENAGEM

Sob o auspício dos editores do Anuário Brasileiro de Comunicação Corporativa 2013 (Megabrasil) será realizado na próxima quinta 21, no Auditório Mário Henrique Simonsen, o seminário Caminhos da Sustentabilidade. 
Esse seminário tem por objetivo abrir discussões em torno das novas tecnologias que estão surgindo e impactando o modelo de negócios na imprensa. Quer dizer que há tudo a ver com o exercício jornalístico e, consequentemente, com o relacionamento dessas tecnologias em volta do mundo empresarial.  
O tema é, sem dúvida, pra lá de oportuno nesses dias incertos que vivemos.
Exposição e debates ocorrerão entre às 10 e 12h30, a cargo dos jornalistas Ascânio Seleme (O Globo), Ricardo Gandour (O Estado de S.Paulo (Sérgio Dávila (Folha de S.Paulo) e Vera Brandimarte (Valor Econômico). O mediador será o ex-ministro do Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge.
O Auditório Mário Henrique Simonsen fica no prédio do Jockey Club, à Rua Boa Vista, 280, 11º andar, Centro da capital paulista.
Mais informações com Amanda Castro, pelo e-mail Amanda@megabrasil.com.br
HOMENAGEM
O cantor, compositor e advogado especializado em direitos autorais Jorge Mello, piauiense de Piripiri, 
é uma das oito personalidades que serão homenageadas logo mais à noite em solenidade aberta ao público na sede da Associação Comercial de São Paulo, à Avenida Mário Lopes Leão, 406, em Santo Amaro, 
Distrito localizado na zona Sul da cidade que está completando 461 anos de fundação.
Santo Amaro, com forte presença nordestina, foi fundado dois anos antes da capital paulista, 
em 15 de janeiro de 1552. O artista mora em São Paulo desde dezembro de 1973. Foi aqui, ele diz, “que gravei o meu primeiro LP, Besta Fera (Crazy, 1976), e prossigo no dia a dia dando andamento à minha vida de cidadão e artista”. No referido LP, Jorge Mello, nascido Jorge Francisco de Carvalho Melo, insere a primeira homenagem
 que fez à Sampa: São Paulo Zero Grau, um xote com cheiro de blues.
Salve, Jorge!

RODA DE CHORO - Como previsto, inaugurou-se ontem à noite a roda de música instrumental Tem Alemão no Choro, no Bar do Alemão, fundado há 45 anos por Dagoberto Caldas, um cara que fumava até sete marços de cigarros por dia e morreu um ano depois de deixar de fumar a pedido médico, sem fumar mais nenhum. Vários artistas foram prestigiar o evento, entre os quais as artistas Dona Inah e Socorro Lira. Tocaram lá Barão do Pandeiro, Zé Roberto Figueiroa e Artur (pandeiros), Milton de Mori, Mike e Luis Nassif (bandolins), Rui Kleiner (violão tenor), Serginho Arruda,Valdo Gonzaga, João Macacão e Marquinhos (violões), Thadeu Romano (sanfona) e John Bermman (clarineta). Também presente à roda vi/ouvi um menino de 12 anos tocar à flauta, irrepreensivelmente, o chorinho 1 x 0, de Pixinguinha (abaixo, no registro de DArlan Ferreira).

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

DOMINGUINHOS CONTINUA EM COMA


O DVD Gonzaga – de Pai Pra Filho nem bem chegou às lojas, na praça de São Paulo já há cópia pirata ao preço de R$ 2,50 a unidade.
O filme de Breno Silveira foi visto nas salas de cinema de boa parte do País por cerca de 1,5 milhão de pessoas, fora os telespectadores que também o viram na telinha da Plim, Plim.
É um bom número.
Na minha modesta opinião, o filme sobre a história do Rei do Baião e seu filho postiço Gonzaguinha é muito bom, mesmo não retratando com fidelidade a realidade vivida pelos personagens.
Esse, aliás, não era e nem foi o propósito.  
A minha presença foi simples, com a cessão de imagens e informações.
Quem ainda não assistiu, recomendo o DVD.
E por falar em Gonzaga...
O herdeiro musical do Rei do Baião, Dominguinhos, continua internado em estado grave no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. O filho Mauro conta que os batimentos do coração do pai estão bons, “mas ele não se mexe, não reage a perguntas ou a conversas a sua volta e só dorme”.
Faz dois meses hoje que Dominguinhos entrou em estado de coma.
Ele perdeu muito peso.

MORTE ANUNCIADA
A menina Isadora Faber e sua família estão sendo ameaçadas de morte. O motivo é a repercussão enorme que o seu Diário de Classe - página na Internet criada com o objetivo de denunciar as mazelas da escola onde estuda, em Santa Catarina.  
Que surjam outras Isadoras Brasil a fora.

MAIS VIOLÊNCIA
A população de 35 cidades catarinenses continua alarmada, mesmo com a transferência de presos perigosos para presídios de segurança máxima de outras regiões do País. Automóveis e ônibus já foram destruídos pelo fogo criminoso ateado por vândalos. A onda de violência começo no dia 30 de janeiro. Já passa de 100 o número de ocorrências policiais.

CHUVA
A chuva das 16 está se anunciando, enchendo com suas nuvens negras e ameaçadoras o céu de verão da capital paulista. Tomara que não nos afogue.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

TEM ALEMÃO NO CHORO

O Bar do Alemão (Avenida Antártica, 554, Água Branca), há muito tocado por seu proprietário Eduardo Gudin, inaugura amanhã uma roda de choro batizada de Tem Alemão no Choro, à frente os chorões Valdemar Gonzaga e Luís Nassif.  
A roda toma forma a partir das 21 horas.
O Bar do Alemão, por onde já passaram figuras imortais do samba e do choro, como Cartola, Nelson Cavaquinho, Toquinho, Vinicius e Márcia e Clara Nunes, entre outros, está completando 45 anos de existência. 
Eu vou estar presente lá, amanhã; Paulo Vanzolini, Théo de Barros e Luís Avelima (aí comigo, Théo e Gudin, no clique de Darlan Ferreira) também vão estar.
E você?
Acho que vale a pena ir, no mínimo para saber, se ainda não sabe o que é choro e suas origens, que datam da segunda metade do século 19.
Joaquim Antônio da Silva Callado Júnior, que era flautista e funcionário público nascido no Rio, em 1848, um dia reuniu um grupo de amigos para tocar. E aí eles formaram um time musical que entrou para a história como O Choro de Callado.
A princípio, o grupo tocava lundus, modinhas, valsas e polcas, gêneros e ritmos da época.
Um dos clássicos do choro é Flor Amorosa, originalmente instrumental e depois letrada pelo poeta maranhense Catulo da Paixão Cearense.
Callado morreu cedo, com 31 anos de idade.
Gudin, um paulistano da safra dos 50, iniciou a carreira profissional aos 17 anos, a convite ou provocação da Pimentinha Elis Regina, que o levou a se apresentar no programa O Fino da Bossa, em 1966. Dois anos depois, ele foi classificado num festival de música da Record, junto com Chico, Caetano e outros nomes que se tornariam famosos.
Sua discografia chega à casa das 300 composições gravadas e editadas, algumas delas compostas em parceria com Paulo Vanzolini, Paulo César Pinheiro, Elton Medeiros e Paulinho da Viola e gravadas por João Nogueira, Dona Inah, Clara Nunes e muito mais gente. 
É dele e de Paulo César o clássico E aí se Vão Meus Anéis.
Outro clássico é Velho Ateu, com Roberto Riberti, lançada por Beth Carvalho.

LIXO
E antes de Gudin chegar quinta aqui, Théo comentava irritado - e eu concordando - o incompreensível com o sucessos alcançado no mundo todo com a bobagem Ai se eu te Pego, de Teló. O pior é o mundo todo acreditar que isso é a música do Brasi. Teló: ai se eu te pego!

VIRADA CULTURAL
Você sabia que apenas cerca de 18% de cerca de R$10 milhões foram praticados comprovadamente na última Virada Cultural? E o resto pra onde foi, hein? E também que as atrações internacionais, 35, se apresentaram como "turistas"? Será verdade? Acho que não, mas a informação é da Ordem dos Músicos. 

VERÃO
Terminou ontem o horário de verão, que existe em vários países. Terminou o horário, mas não a estação que continua com chuvas, relâmpagos e trovoadas. Se chover mais como tem chovidos nos últimos dias, São Paulo se afoga e com ela todos nós. Se não todos, aumenta o desespero da população mais carente.

REDE
E a Marina Silva, hein? Acaba de criar um partido que não é de direita e nem de esquerda, "pois está à frente". À frente de quê, hein? Essa mesma história está explícita no partido do Kassab: nem é de esquerda nem de direita. Como um partido político pode existir sem idiologia, hein?

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

DARLAN 50, IBYS 60, DOMINGUINHOS 72

O sanfoneiro, cantor e compositor pernambucano José Domingos de Moraes, o Dominguinhos (na foto ao lado, no programa de rádio São Paulo Capital Nordeste), faz hoje 72 anos de idade e continua internado no hospital paulistano Sírio Libanês.
O seu estado de saúde continua delicado, mas estável.
Dominguinhos é um dos mais importantes artistas da música popular brasileira.
Ele começou a carreira ainda criança, tocando pandeiro com o trio que formava com os irmãos Moraes (sanfona) e Valdomiro (melê).
Nome do conjunto: Os Três Pinguins.
Foi num sábado, quando tinha oito anos, que Dominguinhos conheceu o rei do baião, Luiz Gonzaga.
Mas nem Dominguinhos nem seus irmãos sabiam quem era Gonzaga.
O trio tocava onde arrumasse espaço, fosse na rua, na praça ou onde partisse convite para se apresentar em casa de família etc.
Moraes era o mais velho.
Os integrantes do trio, que se somavam a outros 13 filhos de dona Maria e seu Francisco, tocavam porque precisavam tocar.
Era pouco o que ganhavam, mas necessário como ajuda na manutenção de casa.
Aquele sábado, um sábado especial de 1949, foi muito importante para todos, principalmente para o menino Dominguinhos, já dono de um talento que encantou o Rei do Baião.
O Rei então se apresentou aos três e disse: "Quando forem ao Rio de Janeiro, me procurem".
E deu o endereço.
Cinco anos depois estavam o trio, o pai e a mãe batendo à porta de Luiz Gonzaga.
A primeira vez que Dominguinhos entrou num estúdio de gravação para acompanhar Gonzaga à sanfona foi no dia 21 de março de 1957. Três meses depois o disco foi lançado à praça, com os baiões A Feira de Caruaru, de Onildo Almeida; e Capital do Agreste, de Onildo e Nélson Barbalho.
O resto da história o Brasil todo sabe.
Acorda Dominguinhos!
Nós te esperamos para uma festa e um brinde à vida.

DARLAN FERREIRA
Hoje outro amigo aniversaria: Darlan Ferreira, compositor e produtor musical.
Ele gosta do que faz e continua fazendo tudo de que gosta.
Darlan produz e multiplica amigos, por isso costuma sair ileso de situações adversas, mesmo diante de tempestades, de intempéries.
Como um mágico, ele parece estar em todo canto e lugar (aí na foto, ele com o trompetista dinamarquês
Jens Winther e o brasileiro Geraldo Vandré).
Parabéns, Darlan, seja bem vindo à casa por onde passei há dez anos e Dominguinhos, há 20.

IBYS MACEIOH
Há 60 anos, completados no dia 3 de julho do ano passado, nasceu o alagoano de Porto Calvo Valmiro Pedro Costa. Pouco mais da metade desse tempo ele dedicou à música, mas não se apressou a gravar nada em disco; coisa que só faria em 2000.
Ibys canta e toca muito bem.
E também compõe, como se não bastasse.
A sua voz é clara, bonita, com alguma semelhança ao timbre de Orlando Silva e, de certo modo, Nélson Gonçalves.
Isso, no campo da seresta.
No campo mais popular, de raízes nordestinas, impossível não encontrar nele um quê de Jackson do Pandeiro ou de Luiz Gonzaga.
Instrumentalmente Ibys segue com desembaraço a trilha de Dilermando Reis, Paulinho Tapajós e Baden Powell.
Isso, porém, não significa dizer que ele não tenha estilo.
Tem, sim.
A sua obra merece ser mais conhecida.
Ele é bom demais.
Arriba, Ibys!
CLIQUE:
http://www.youtube.com/watch?v=IBQIT9jCtOs
BLOCO AGORA VAI
Centenas de foliões voltaram a desfilar hoje no final do dia no bloco Agora Vai, criado em 2005.
Nenhum acidente ou incidente foi registrado, só descontração e alegria. Os foliões se concetraram no Largo Padre Péricles (foto acima, de Andrea Lago) e sairam depois por ruas próximas e viaduto Minhocão. Não é fácil criar um bloco na capital paulista, onde há cerca de 30. A burocracia é enorme e depende de conchavos políticos para que isso aconteça, ao contrário do Rio de Janeiro, Salvador, João Pessoa e outras cidades. No Rio, há mais de 400 blocos devidamente legalizados pela Prefeitura.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

MIGUEL DOS SANTOS NO CARNAVAL

Dezenas de blocos na capital paulista, centenas no Rio e milhares espalhadas Brasil a fora enfeitam e enriquecem o carnaval destes tempos bicudos de escolas de sambas vendidas ao poder irrecusável do dinheiro internacional, inclusive.
Blocos de São Paulo e de capitais como João Pessoa, na Paraíba, arrastam milhares de foliões de todas as idades, em cores, brilho e sexos.
Outros no Rio de Janeiro, como Bola Preta, e em Recife, como Galo da Madrugada, arrastam mais de 1 milhão de pessoas por ruas e bairros, cada um.
Mais aí a coisa já complica, pois um bloco com mais de 1 milhão de foliões já não é bloco: é um absurdo que beira a intranquilidade de todos.
Mas blocos com foliões ainda às centenas é bom ver.
Ontem mesmo, no final da tarde, fui ver o afro Ilú Obá de Min (acima, no clique de Andrea), que há uns anos sai daqui de perto de onde eu moro, no Campos Elíseos.
Achei legal.
Mas legal ainda foi ver e ouvir a percussão formada só por mulheres; umas noventa, todas craques.
Os marmanjos à frente do bloco dançavam, faziam evoluções até com uma perna só.
E tinha um deles que até engolia fogo arrancando vivas e aplausos.
Muitas flores foram atiradas ao público, entre batuques.
Circulamos um pedaço da Barão de Limeira, outro pela Conselheiro Nébias e outro pela Lopes de Oliveira.
O trajeto, seguido por umas 400 pessoas, durou cerca de três horas.
Nenhuma confusão, só alegria.
É bom ver blocos e saber que eles estão voltando, não é?

MIGUEL DOS SANTOS
O pintor e ceramista pernambucano radicado na capital aparaibana Miguel dos Santos brilhou sábado 9 no carnaval de Niterói. Mais precisamente na Marquês de Sapucaí. É que uma obra de sua autoria aparecereu em destaque num alegórico da escola Acadêmicos do Cubango. A obra, contratada pela Prefeitura de Niteró, será nos próximos dias instalada em praça pública daquela cidade.
Fica o registro.
CLIQUE:

sábado, 9 de fevereiro de 2013

CARNAVAL NA TV CULTURA

O carnaval brasileiro começou há uns três séculos.
Primeiro ao modo francês, com flores atiradas uns nos outros nos salões de baile da aristocracia carioca.
Depois seguiu com o entrudo, que era um modo sujo de sacanear com os incautos lhes atirando água fedorenta e coisas piores.
Com o Zé Pereira, que dizem ter sido um português que escolheu o Rio para morar, isso foi mudando até que os foliões do Cordão Rosa de Ouro pediram a Chiquinha Gonzaga uma música para melhor lhes alegrar.
E aí Chiquinha, que compunha como quem bebe água, fez Ó Abre Alas.
E todo mundo ficou feliz, cantando na rua essa que foi a primeira marchinha de carnaval da nossa história.
Corria o carnaval de 1899.
Esse clássico popular, porém, só seria levado ao disco integralmente pelas irmãs Batista, em 1971.
Os anos 30 e 40 do século passado seriam marcados pela graça e qualidade das marchinhas de Braguinha, Nássara, Lamartine, Jararaca, Mário Lago, Ary Barroso, Zé da Zilda, João Roberto Kelly...: Chiquita Bacana/lá da Martinica... As pastorinhas... O teu cabelo não nega, mulata... Se você fosse sincera/Ôôôô... Me dá um dinheiro aí... Mamãe eu quero/Mamãe eu quero... Olha a cabeleira do Zezé?Será qu´ele é?...
Todo mundo cantava esse tipo de música.
E eram também tempos do lança-perfume.
Os anos 60 e 70 logo chegaram e as escolas de samba passaram a substituir os blocos.
Os blocos, aliás, era uma beleza à parte do carnaval.
Espontâneos, de graça.
Em 1969 o sambista Ismael Silva, um dos fundadores da primeira escola, Deixa Falar, recusou-se a participar do carnaval, porque decidiram cobrar entrada para se assistir o desfile.
Dez anos depois, o fundador da Mangueira, Cartola, estrilou quando lhe comunicaram que as escolas passariam a desfilar com tempo cronometrado: 80 minutos. Sua reação: “Isso não é desfile, é parada militar”.
E hoje é o que é: luxo só.
Quem hoje deseja acompanhar os desfiles, tem duas opções: ou paga uma nota preta ou fica em casa comendo pipoca e vendo pela televisão.
Mas os blocos aos poucos estão voltando em João Pessoa, Recife, Fortaleza, Rio, São Paulo e cidades do interior.
Pergunta: o carnaval acabou?
Resposta: não. Acabou a qualidade, a ingenuidade. Acabou a contribuição espontânea para as escolas, feita por comerciantes e bicheiros, em detrimento das prefeituras.
Espaço livre, nesse ponto, é ocupado pelas grandes empresas.
É como diz o filósofo Silvio Santos: tudo por dinheiro.
Quer saber um pouco mais sobre o assusnto?
CLIQUE:
PIXINGUINHA
Morreu num sábado de carnaval, em 1973.

BARÃO DO RIO BRANCO
Também, em 1912.
Ele dizia que só há duas coisas bem organizadas no Brasil: a desordem e o carnaval.

TV CULTURA
Logo mais às 21:15 estarei no estúdio da TV Cultura, falando sobre isso.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

KLÉVISSON DÁ ADEUS A JOÃO FIRMINO

Nem bem Gonzaga de Pai Pra Filho saiu de cartaz e entrou nas locadoras em forma de DVD, os piratas urbanos atacaram com fúria capital: cópia do filme de Breno Silveira já pode ser achada fácil, fácil, nas bancas improvisadas nas esquinas do Centro da capital paulista, ao preço de R$ 2,50.

LIVROS
Mais dois livros sobre o Rei do Baião acabam de chegar à praça: Baião em Crônicas, do juiz de Direito Onaldo Queiroga (Prazer de Ler, Recife, PE; 2012) e O Beabá do Sertão na Voz de Gonzaga, da historiadora Arlene Holanda e do poeta popular Arievaldo Viana (Armazém da Cultura, Fortaleza, CE; 2012).
O Beabá é ilustrado por Suzana Paz.
O livro de Onaldo é simples, fácil de ler.
Um deleite.
O livro de Arlene e Arievaldo também é muito bom. Os autores pecam apenas na linguagem escolhida, recheada de expressões notadamente regionais e frases como a que se acha no final do penúltimo parágrafo do capítulo Forró, à página 19, um tanto grosseira para um público que pode estar se iniciando nos encantos e mistérios do Sertão/Nordeste que Luiz Gonzaga tão bem apresentou ao País e em boa parte do mundo.
Acho que a obra mereceria um pequeno glossário.
As ilustrações são ótimas.
Arievaldo é autor de outro livro sobre Gonzaga: O Rei do Baião, do Nordeste Para o Mundo (Planeta Jovem, São Paulo, SP; 2012), com ilustrações do craque pernambucano Jô Oliveira.
Destinado a leitores adolescentes, o livro, todo desenvolvido em estrofes de seis versos (sextilhas), encanta do começo ao fim:

Dois mil e doze é o ano
Já marquei no calendário
A cultura brasileira
Fez um grande relicário
Pros fãs de Luiz Gonzaga
Festejarem o centenário.
Luiz Gonzaga do Nascimento veio ao mundo no dia 13 de dezembro de 1912, em Exu, Pernambuco.

SOCORRO LIRA
A cantora Socorro Lira está ajeitando a garganta pra cantar em Brasília. Será no próximo dia 13, no teztro da Caixa Ecônomica. Depois ela lvolta pra se apresentar no Sesc.

SOBRANDO INGRESSOS
Há ingressos para o carnaval paulistano hoje e amanhã no Sambódromo sobrando. Motivo: o preço. Os ingressos de arquibancada custam entre R$ 80,00 e R$ 165,00, pro povaréu. Para o público menos povo, os ingressos custam entre R$ 240,00 a R$ 500 (cadeira de pista) e R$ 1.100,00 a R$ 2.400,00 (mesa de pista).

JOÃO FIRMINO
Do poeta popular Klévisson Viana, eu acabo de receber:
- Assis, estas estrofes eu fiz em homenagem a meu mestre João Firmino Cabral, e estou lhe mandando para você publicar no seu blog.
Eis, pois, em décimas de cantador, a homenagem de Klévisson para o poeta João, que nos deixou no dia 1º deste mês:

Minha pena quebrou, perdi o tino,
O meu verso tremeu, turvou a vista,
Com a morte do grande cordelista
Meu querido amigo João Firmino...
Um anjinho no Céu cantou um hino,
Recitando uma história predileta,
Uma mala de versos bem repleta
João Firmino levou pro firmamento
E Jesus lhe falou nesse momento:
— Todo o Céu lhe esperava meu poeta!

Nesse instante Manoel D’Almeida Filho
Veio então pro salão bem sorridente
E falou pra Firmino bem contente:
— Meu compadre, hoje o Céu ganhou mais brilho.
Nessa vida o poeta é um andarilho,
Divulgando esse dom celestial,
Faz romance, folheto e recital,
Revelando as antigas tradições,
Fala em Deus, no amor, nas emoções,
Tudo isso de forma magistral.

João disse: — Parti, mas lá ficou
Meu filhinho Joelson, que é fiel!
Divulgando a cultura do cordel
Batalhando assim com o que restou...
João Firmino do bolso retirou
Uma estrofe que fez de despedida
Para esposa, os filhos, sua vida...
E um folheto contando a sua história
Sua infância difícil, a trajetória...
Foi aplaudido por todos em seguida.

A quem chora a perda de Firmino,
Lamentando sua morte, sua passagem,
Segue ao mestre a nossa homenagem
Ao poeta na casa do Divino.
Uma viola, ou som de um violino
E uma estrofe de rima bela e pura.
Leve flores à sua sepultura
Enxugue as lágrimas em paz e siga em frente,
Tenha fé em Deus Pai Onipotente,
Pois o bálsamo do tempo tudo cura!

E NADA DE VOTAÇÃO
De novo a semana findou, os congressistas cairam na folia e o povo, ó, chupando o dedo. O orçamento da União para 2013 continua engavetado. Era para ser votado ano passado, mas os congressitas tinham mais com que se ocupar, por exemplo: com a escolha do presidente da Câmara, do presidente do Senado, do líder do PMDB...  

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

HOJE É DIA DE CLEMENTINA DE JESUS

Clementina de Jesus nasceu às vésperas do carnaval de 1901, em Valença, cidade ao sul do Rio de Janeiro.
Eu era repórter da Folha num ano qualquer dos 70, mais para o fim da década, quando a conheci.
Eu a entrevistei para o suplemento Folhetim, sem saber direito a sua história.
E fui sincero ao dizer-lhe que não sabia.
Ela abriu aquele sorriso conivente e tranquilizador de mãe e me conquistou ao dizer que ninguém falava dela, que eram poucos os repórteres que escreviam sobre ela etc.; portanto nada mais natural que eu não conhecesse a sua história, e que por conta disso eu ficasse tranquilo, que ela entendia etc. e tal.
Ufa!
Algo parecido ocorreu entre mim e Gilberto Freyre.
Só que Freyre disse que me daria entrevista só quando eu lesse toda a sua obra.
Ele escreveu muito, publicou muitos livros. E por não ter conseguido ler tudo que escreveu, eu jamais o entrevistei.
Luís da Câmara Cascudo, estudioso e mais fiel intérprete da alma brasileira, foi comigo tão compreensível quanto Clementina de Jesus.
Até hoje não li todos os seus livros – cerca de 170; mas nem por isso deixou de me atender na sua casa em Natal, no Rio Grande do Norte.
Aprendi com os três.
Clementina nasceu no dia 7 de fevereiro de 1901 e lançou o primeiro disco cantando pérolas, junto com Aracy Côrtes, em 1965. Seu descobridor foi Hermínio Belo de Carvalho, que uma noite conheci no extinto bar/restaurante Vou Vivendo (em homenagem a Pixinguinha), que pertencia a cantor e compositor Eduardo Gudin.

CARNAVAL
A dupla de artistas Dodô e Osmar contribuiu enormemente com o carnaval baiano. Dodô e Osmar amplificaram guitarras. A barulheira que hoje por lá se ouve – e em todo o País, também - é deturpação do que a dupla fez. Uma pena, não é? E tudo, lá, começou em 1942. Armandinho, filho de Osmar, conta: "Eles compravam o cavaquinho e o violão e quebravam a parte oca, ficavam só com o braço, e botavam um corpo feito de madeira de jacarandá e um captador. Até que resolveram fazer isso usando sebo maciço. A guitarra baiana antigamente não tinha identidade, não tinha o peso da guitarra elétrica. A que usamos hoje não é adaptada, a de Armandinho tem um pedal próprio embutido. Antes elas usavam captadores de outros modelos, era um problema. Os modelos tinha um campo harmônico pequeno, o som era estridente. Hoje ficou mais grave e robusto. O pau elétrico foi um divisor de águas, inventaram uma nova forma de tocar”

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

BRASIL PRECISA DE CHOQUE DE EDUCAÇÃO

Mais uma constatação de que devemos nos envergonhar está nos resultados do Censo Escolar/2011: 72,5% das escolas públicas do País não têm bibliotecas. Isso significa 113.269 escolas públicas sem um livro sequer para os alunos.
Pode hoje em dia isso acontecer e passar batido dos olhos de todos nós?
Educação é coisa séria, aqui ou em qualquer lugar.
Outro dia comentei possível corte de verbas previstas em orçamento da União para o exercício de 2013 destinadas às áreas de Educação e Saúde, da ordem de R$ 7,4 bilhões.
Em agosto do ano passado anunciou-se um orçamento para essas áreas bem diferente, de 11,9% a mais em relação ao exercício anterior.
Os 11,9% recairiam sobre R$ 104,997 bilhões, o que dariam R$ 117,424.
Nada mal.
Do total previsto, R$ 79,331 bilhões iriam para a Saúde (alta de 10,7%) e R$ 38,093 bilhões para a Educação (alta de 14,4%).
Mas a realidade pode ser bem outra.
A proposta de Orçamento Geral da União que deveria ter sido votada em 2012, não foi. Ficou para hoje, 5 de fevereiro do ano da graça de 2013.
Você acredita que isso ocorrerá?
Eu sou meio São Tomé...

NO TÁXI
Hoje num táxi, conversa vai, conversa vem com o motorista, ouço:
- O nosso País precisa de um choque de educação! A picaretagem política está demais. Os valores morais se inverteram. Como é que pode malandros como Renan Calheiros e esse aí um tal de Henrique serem presidente do Senado e da Câmara? O povo está em perigo.
Vox populi, vox Dei.

PMDB EM ALTA
Falei ontem de Renan na presidência do Senado e de sua peroração em torno de ética etc. Mas esqueci de falar que Eduardo Campos, nessa brincadeira, também foi premiado como líder do PMDB na Câmara, casa da qual agora é presidente o rio-grandense do Norte Eduardo Cunha.
Eita, é a farra do boi em detrimento a do bode!

BRINCADEIRINHA
Só pode ser isso, mesmo de mau gosto; pois só de pensar que o grupo de poderosos da Câmara, incluindo naturalmente o seu novo presidente, possa desrespeitar decisão do STF que condenou réus de movimentar o trem mensaleiro, arrepia.
Pelo sim, pelo não, estou com as orelhas de pé.

TIRIRICA
Leio nos jornais que o palhaço Tiririca não quer mais brincar de deputado. Alega que está decepcionado. A verba que embolsa (R$ 26,7 mil) é boa, como não é de se jogar fora a verba de gabinete (R$ 97.200 mil). E ter o direito de movimentar emendas até R$ 15 milhões é legal. Mas ele está desiludido com a política oficial e garante que não se candidatará a mais nada.
O palco do circo Brasília não é sopa.

CORDELISTA JOÃO
O cordelista João Firmino Cabral despachou-se deste mundo para Deus. Foi sexta 1 passada, de morte natural. João era sergipano e poeta há mais de 50 anos. Deixou obra bonita e muitos fãns. Seu mestre foi Manoel D´Almeida Filho, que não conheci pessoal,ente – apenas de telefone. Já o João conheci numa daquelas bienais de livro que ocorrem em Fortaleza. Na foto acima aprecemos eu ao lado de Mestre Azulão, Bule-Bule atrás com seu indefectível chapéu; Klévisson Viana e Marco Haurélio. João é o cidadão de camisa de mangas compridas.
Viva João Firmino!

FLÁVIO TINÉ
O amigo jornalista Flávio Tiné está passando uns dias no Hospital Santa Catarina, cá em Sampa. Tiné não é brincadeira, não. É macho das terras pernambucanas, madeira de lei, de dar em doido. Mas sai logo daí Tiné, tem skindô na rua. Recife tá frevendo. Arriba!

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

TOMBEMOS A MÚSICA CAIPIRA?

O povo do Norte está em movimento para tombar o ritmo Carimbó como patrimônio cultural imaterial do Brasil, a exemplo do que já foi feito com o Samba de Roda do Recôncavo, do Samba Carioca, do Frevo, do Tambor de Crioula, da Capoeira...
Agora acho que está mais do que na hora de a Música Caipira ser também tombada como tal.

ADEUS, JOÃO
Fico sabendo através de e-mail de Klévisson Viana que o cordelista sergipano de Itabaiana João Firmino Cabral acaba de se despedir desde mundinho besta. Ele nasceu no dia 1º de janeiro de 1940, segundo curto verbete à pagina 96 do Dicionário Bio-Bibliográico de Repentistas e Poetas de Bancada, de Átila Augusto F. de Almeida e José Alves Sobrinho, edição 1978 da Editora Universitária de João Pessoa.

TÁ DOMINANDO
Desde sexta passada responde pela presidência do Senado o alagoano do PMDB Renan Calheiros, que cinco anos antes havia sido apeado do mesmo posto que agora assume devido acusações de mau comportamento perante o erário público.
Dando pistas do que fará, disse no seu discurso que a ética em si não é nada.
Desde hoje 4 responde pela presidência da Câmara dos Deputados o rio-grandense do Norte Henrique Eduardo Alves, do PMDB.
Esse Alves também é acusado de mau comportamento.
Ambos foram escolhidos por maioria de seus pares, em votação secreta.
E quem é o vice-presidente da República?
Temer, Michel Temer, também do PMDB.
O PMDB, que sucede o MDB, partido que bateu de frente com o governo militar, hoje bate de frente com nada.
É verdade que nunca elegeu um de seus membros presidente, mas precisa?
Ah! Sim: ao passar a bola ao Renan, Sarney - muito emotivo - chorou.
Enquanto isso, hoje, quem chorou também foi Eduardo Alves.

MARCHINHAS DE CARNAVAL
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sábado, 2 de fevereiro de 2013

E AÍ, VOCÊ GOSTA DE MÚSICA CAIPIRA?

O que tem a ver Adão e Eva com Luiz Gonzaga e Cornélio Pires?
E Roberto Carlos com Tonico e Tinoco, hein?
E Shakespeare com Luís da Câmara Cascudo?
Foi no campo e não na cidade que se originou um tipo de cultura – musical, inclusive – a que chamamos grosso modo de caipira, com variantes noutros lugares e países.
Caipira como se diz ainda em São Paulo é o homem simples, sem estudos formais, mas de uma inteligência fora do comum, em extinção.
Há caipira negro, branco e caboclo.
O negro descende de escravos; o branco, de bandeirantes; e o caboclo, de brancos e índios.
Os africanos nos trouxeram o jongo e outros ritmos.
O samba carioca tem influência do jongo.
Mas, enfim, os meios de comunicação, satélites etc., a mecanização e os hábitos modernos em geral levados ao campo, à roça, à vida rural, têm contribuído enormemente para o fim do caipira e tradição, incluindo a fala ou dialeto, riquíssimo.
Muitas vezes o termo caipira, derivado do tupi, é usado de modo pejorativo como, aliás, matuto também o é no Nordeste; e capiau ou catrumano, em Minas.
À música caipira, também chamada de música do interior, deu-se o acréscimo de “raiz” para distingui-la nos tempos atuais da música sertaneja ou “sertanoja”, na expressão do radialista Moraes Sarmento.
No campo da música caipira ou sertaneja há ritmos e gêneros diversos, como catira ou cateretê de origem indígena, toada, recortado, moda de viola etc.
Tonico e Tinoco (CLIQUE abaixo, nas linhas azuis) formaram uma das duplas mais autênticas da música caipira.
Luiz Gonzaga, por sua vez, levou à discografia brasileira o baião, o forró, o xaxado e o xote, entre outros gêneros originalmente rurais.
Agora deixo pra você responder as perguntas lá de cima, senão eu as responderei mês que vem em palestra na Fundação Cultural Ema Gordon Klabin, ali no Jardim Europa.

http://www.youtube.com/watch?v=V3Ep-bLUTOk
http://www.youtube.com/watch?v=pwJRxc8lF9k
http://www.youtube.com/watch?v=WzlR9UnXD9U

PS - A foto que ilustra este texto foi feita durante a gravação do CD Assis Ângelo Apresenta Inéditos de Capitão Furtado e Téo Azevedo, em 2008.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

VOCÊ SABIA QUE...

... O cantor paulistano Paraguassu (Roque Ricciardi), autor de várias músicas sobre São Paulo, gravou seu primeiro disco, um 78 RPM, em 1912?
- Que Alberto Marino Jr., letrista da primeira música sobre um bairro de São Paulo, o Brás (Rapaziada do Brás), era corinthiano e que antes de se doutorar pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco foi “crooner” da Orquestra Columbia, e que participou da gravação do Hino do Palmeiras’?
- Que o cardiologista, músico e maestro italiano Antonio Sergi, o Totó, autor do Hino do Palmeiras, e Gennaro Rodrigues eram a mesma pessoa?
- Que a paulistana Inezita Barroso é corinthiana roxa?
- Que vão de A a Z as quase 3.000 músicas compostas e gravadas sobre São Paulo?
- Que a primeira música feita para a capital paulista (Missa a São Paulo) data de 1750, e a última (Verás Que um Filho Fiel Não Foge à Luta), de 2012?
- Que há 67 músicas com o título São Paulo, e que a mais conhecida é a de Lamartine Babo e José Francisco de Freitas, o Freitinhas, ex-aluno do autor da melodia do Hino à Bandeira, o maestro Francisco Braga? 
- Que o imigrante italiano Giuseppe Rielli foi o primeiro artista a gravar solos de sanfona em discos, no Brasil, e que o filho Osvaldo Rielinho era o titular de uma academia de sanfoneiros na capital de São Paulo?
- Que na letra do Hino Nacional Brasileiro aparece pela primeira vez a citação literal a um bairro paulistano, o Ipiranga, e que o hino foi gravado pelo tenor Vicente Celestino, em 1921?
- Que o mineiro Antenógenes Silva gravou discos com a cantora mexicana Libertad Lamarque, se apresentou com Carlos Gardel em Paris, tocou música lírica no Teatro Municipal do Rio e que da sua extensa discografia destaca-se a polca Viajando pra São Paulo?
- Que Vinicius de Moraes compôs Dobrado de Amor a São Paulo com o pernambucano Antônio Maria, antes de dizer que São Paulo não tinha samba e que esse dobrado foi lançado em disco em 1954, pela carioca Araci de Almeida e Orquestra Tabajara, do paraibano Severino Araújo?
- Que há gravações do samba Trem das Onze em várias línguas, incluindo a italiana, por Del Turco; e a hebraica por Matt Caspi, uma espécie de Roberto Carlos de Israel?
- Que Luiz Gonzaga faz referência a São Paulo em cinco músicas e que chegou até a lançar um LP intitulado Luiz Gonzaga/SP-QG do Baião, em 1971?
- Que a cantora Laura Okumura participou do filme de suspense Dama do Cine Xangai cantando Ronda, de Paulo Vanzolini, em japonês?
- Que Paulo Vanzolini é um biólogo respeitado no mundo todo, é PhD em Harvard, membro da Academia Brasileira de Ciências desde 1963 e que dirigiu o Museu de Zoologia da USP por muitos anos e cuja biblioteca ele formou e depois a doou com os direitos de autor de Ronda e Volta por Cima?
- Que Adoniran Barbosa foi garçom do ministro da Guerra Pandiá Calógeras (governo Getúlio Vargas) e atuou como ator do premiado filme em Cannes O Cangaceiro, de Lima Barreto, em 1953?
- Que é ibitinguense quem nasce em Ibitinga-SP, e que era de lá a compositora e desenhista “naïf” Zica Bergami, autora da valsa Lampião de Gás, gravada em japonês por Keiko Ikuta?
- Que há mais de 40 músicas que se referem ao Metrô paulistano?
- Que o baiano de Irará Tom Zé ganhou o IV Festival da TV Record, em 1968, com a canção São São Paulo Meu Amor e que até hoje ele não recebeu o prêmio em dinheiro constante do Regulamento?
- Que Rapaziada do Brás, com “z” no original, foi a primeira música dedicada a um bairro da cidade de São Paulo e que seu autor, Alberto Marino, tinha apenas 15 anos de idade quando a compôs?
Quer saber mais um pouco sobre a cidade de São Paulo, aniversariante de hoje?
Então, clique:
http://www.jornalistasecia.com.br/edicoes/culturapopular01.pdf
A respeito da menina Sampa falarei daqui a pouco no SPTV 2ª edição e no Jornal da Cultura, ali pelas 21 horas, ao vivo. Se estiver dando sopa aí na poltrona, sintonize o canal 5 e depois o 2. E falaremos depois.

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