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sexta-feira, 10 de março de 2017

HOJE É DIA DE SEBASTIÃO MARINHO!

Sebastião Marinho é um dos mais sensíveis e instruídos repentistas brasileiros. Nasceu em Solânea, PB, no dia 10 de março de 1948. Desde sempre, o seu brinquedo principal foi a viola. Começou a tocar e a cantar de improviso quando tinha 20 anos de idade. Primeiro na sua cidade e depois em Campina Grande e João Pessoa até chegar de mala e cuia a São Paulo, a "Capital dos bandeirantes e dos nordestinos", como eu gostava de dizer no programa São Paulo Capital Nordeste (Rádio Capital, AM 1.040), que apresentei durante seis anos.
A sonoridade que Marinho tira da viola dá gosto, dá alegria total aos bons ouvidos e a sua poética improvisada é encantadora, por se diferençar de boa parte dos seus pares. Ele já cantou com os mais importantes repentistas do País, incluindo Mocinha de Passira, Oliveira de Panelas, Valdir Teles, João Quindingues. Seu parceiro mais frequente é o conterrâneo Andorinha. Acima, uma pequeníssima amostra do talento do paraibano de Solânea.
O repentista Sebastião Marinho, fundador da União dos Cordelistas, Repentistas e Apologistas do Nordeste, UCRAN, vive em São Paulo desde os primeiros dias de Abril de 1976, e hoje na UCRAN ele recebe amigos e profissionais da viola para uma belíssima noite de cantoria. O endereço? Rua Teixeira Leite, 263, Liberdade.


SARAH BRASIL

A pobreza cultural apresentada nas emissoras de rádio e televisão é de dar dó. Raros são os momentos de qualidade que a tevê tem oferecido ao público. Exemplo disso foi o que fez a Band. Clique:


quarta-feira, 8 de março de 2017

8 DE MARÇO: DIA INTERNACIONAL DE TUDO QUE É BOM

Nasci homem e gosto de mulher. De todas as mulheres. De todos os credos e raças. Nasci de uma delas, Maria. Embora carpinteiro, o meu pai se chamava Severino. Sou de lá, do Nordeste. Brasileiro, brasileiríssimo.
Aprendi desde cedo que homem e mulher são iguais, antes de tudo, pela Lei de Deus. Quem é Deus?
Aristóteles foi filósofo pioneiro no que se refere a todas as questões. Ele não citava o nome de Deus para concluir as suas descobertas no campo da vida, no campo de tudo; das leis e desejos humanos, inclusive.
Desde sempre, e antes de Cristo, a humanidade não se entende. Daí as guerras, religiosas ou não. Lembremos das Cruzadas e do tempo da Inquisição.
No tempo antigo, muito antigo, depois de descer das árvores o homem comprazia-se no seu dia a dia a judiar com as mulheres, a bater nas mulheres, a puxar pelos cabelos das mulheres pelos caminhos por onde andavam. É história, é pré-história. Eu li muito, estudei bastante e não encontrei uma mulher como chefe de Estado declarando guerra a qualquer nação.
Na história, a mulher se defende e age para se defender contra predadores.
Na mitologia grega, as mulheres ocupam um espaço fantástico. De amor e carinho.
A mulher é natureza.
Eu conheci mulheres incríveis, mulheres briguentas que defenderam o direito de ocupar espaço na vida.
Eu andei falando neste blog sobre a potiguar Nísia Floresta, você leu? Nesse Blog também andei falando sobre Maria dos Reis, você leu? A primeira nasceu no Rio Grande do Norte e a segunda no Maranhão. Maria  foi uma revolucionária, como Nísia. Aliás, ambas foram professoras em territórios diferentes de origem. Nísia deixou uns quinze livros publicados, três dos quais na França e um na Itália. Maria, que morreu com 92 anos de idade, deixou menos livros publicados, mas uma história incrível. Ela foi a primeira mulher no Brasil a abrir uma escola com alunos dos dois sexos na mesma sala e gratuitamente. Isso lhe valeu muitos problemas, de perseguição, inclusive.
Os mais recentes dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, revelam que somos, mais de 200.000.000 de brasileiros, dos quais mais de 50% são do sexo feminino. Bonito, não é?
O mesmo IBGE afirma com dados nas suas pesquisas que há mais mulheres no Brasil do que homens e que as mulheres são educacionalmente melhor educadas do que nós, homens. Porém ganham menos, em relação ao homem. A discriminação começa aí, e depois vem um monte de outras discriminações contra a mulher, de cujo ventre nascemos.
A mulher - perdoem-me o chavão - para sobreviver precisa matar um leão por dia. Em todas as áreas, em todas as matas, em todos os cantos e recantos da vida cotidiana.
Na política, no Brasil, a mulher ocupa apenas 13% dos cargos eletivos.
O Rio Grande do Norte é um Estado Nordestino que sempre esteve à frente do tempo, da vida.
Em 1926, um Decreto estadual fez com que as mulheres tivessem direito a votarem e ser votadas.
Em 1928, Luíza Soriano elegeu-se prefeita da cidade potiguar de Lages.
No ano seguinte, com 32 anos de idade ela assumiu o cargo. E fez bonito.
Somente em 1932, a mulher teria direito a voto - e ser votada - em todo o território nacional, por decisão do Congresso Nacional.
A história é incrível. Na história do mundo as mulheres, com muita luta, estiveram presentes.
Em 1969, Golda Meir foi escolhida por voto popular a primeira Primeira Ministra de Israel. E única, até hoje. Ficou no cargo por cinco anos. Antes, em 66, Indira Gandhi assumiu o poder na Índia e nele permaneceu até ser assassinada em 1984.
De 1979 até 1990, Margaret Thatcher mandou e desmandou na Inglaterra.
Na Alemanha, permanece no poder Angela Merkel.
As mulheres são incríveis e delas nascemos todos nós. O dia de hoje é mais um dia no dia a dia de todos nós, homens e mulheres.
Como na lei de Deus, a lei dos homens também garante igualdade entre todos nós humanos:

Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
I - homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição ;


CRIS TIM TIM

É claro que o dia Internacional da Mulher tem que ser brindado, tem que ser festejado. Somos iguais, o que diferencia o homem da mulher, a rigor é apenas a anatomia. Quero aproveitar o dia de hoje, em nome da minha amiga Cris, para parabenizar todas as aniversariantes do Brasil e do mundo todo. Prá mim todas as mulheres nasceram neste dia. E nascerão neste dia.




Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
I - homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição ;

segunda-feira, 6 de março de 2017

A MULHER NA LITERATURA DE CORDEL

O genial cantador Sebastião Marinho era adolescente quando, pela primeira vez, cantou com a mais famosa repentista. Ele tinha 13, 14 anos, e ela bem mais.
Otília Soares foi a poeta repentista que passou o bastão de "rainha" para Mocinha de Passira, a única que vive até hoje da profissão; de poeta repentista.
Otília publicou cordel e Mocinha também.
E o ponto é este: mulher atuando no campo masculino do Cordelismo.
A primeira delas foi Maria das Neves Batista.
Maria das Neves era Nevinha, filha de Francisco das Chagas Batista, paraibano do século 19.
Sua filha Nevinha entra para a história do Cordelismo a partir do momento que publica seu primeiro cordel: O Violino do Diabo ou o Preço da Honestidade, sob o pseudônimo de Altino Alagoano, em 1938.
Cordel é folheto e folheto, nas suas páginas, traz versos. É isso o que é e é o que gostamos...
Olavo Bilac publicou um texto seu num folheto. De Cordel?
Historicamente, a mulher em todos os tempos e em todos os cantos foi tida como menor.
Para o machismo não há explicação, porque se houvesse encontraríamos sua gênese em Eva.
Fazer poesia é coisa difícil de fazer.
Contar história, história da vida, é sempre muito difícil. Agora pensemos: contar a história da vida em versos. É difícil, não é?
As duas primeiras mulheres a publicar versos foram Nísia Floresta e Maria dos Reis, no século 19.
Elas poderiam ter publicado seus poemas em folhetos
A história é longa. Em 1938, a paraibana Nevinha publicou O Violino do Diabo ou o Preço da Honestidade. E ponto. E hoje temos na lembrança de ontem e de hoje muitos nomes femininos e de grandeza poética, incluindo uma das mais novas Julie Ane Oliveira (foto acima), que continua crescendo. Essa menina começou cedinho, com apenas 11 anos de idade, foi quando eu a conheci; filha do cordelista Rinaré.
Antes de relacionar os nomes que seguirão abaixo, quero agradecer a atenção de Sebastião Marinho, Kydelmir Dantas, Moreira de Acopiara, Rômulo Nóbrega e outros nomes queridos de Pernambuco, Sergipe e Piauí.


MULHERES CORDELISTAS

·         Alda Oliveira (Iguatu-CE)
·         Anilda Figueiredo (Crato-CE)
Bastinha Job (CE)
·         Benedita Delazari (SP)
·         Celia Castro (PB)
·         Cleusa Santo,
·         Clotilde Tavares (Campina Grande-PB),
·         Creusa Meira (BA),
·         Cora Coralina,
·         Dalinha Catunda (natural do Ceará)
·         Dalva Moreira
·         Djanira Feitosa (natural do Ceará)
·         Esmeralda Batista (CE),
·         Fanka Santos (Barbalha-CE),
Francinete Fernandes Souza,
·         Francisquinha Confessor (RN),
·         Geni Milanez  (Cerro Corá-RN),
·         Gloria Fontes Puppin (RJ),
·         Helvia Callou (PE),
·         Iracema Mendes Régis (natural do Ceará)
·         Ivonete Morais (natural do Ceará)
·         Izabel Nascimento (SE),
·         Isaura Melo,
·         Josenir Lacerda (natural do Ceará)
·         Josenira Fraga (Guaramiranga-CE),
·         Josy  Maria
·         Julie Ane Oliveira (natural do Ceará)
·         Leila Freitas (natural do Ceará)
·         Lourdes Ramalho (Jardim do Seridó-RN),
·         Luma (CE, Maria Godelivie (PB),
·         Magaret M. P. de Lima
·         Mana Cardoso (Crato-CE)      
           Maria Alda de Oliveira
·         Maria Carlos Pereira
·         Maria das Neves Batista Pimentel,
·         Maria de Fátima Lucas (natural de São da Boa Vista - SP)
·         Maria do Rosário Lustosa da Cruz
·         Maria Godelivie (natural de Paraíba)
·         Maria Jose De Oliveira (AL),
·         Maria Julita Nunes
·         Maria Luciene (natural do Ceará)
·         Maria Matilde Mariano
·         Maria Rivaneide (natural do Ceará)
·         Maria Rosimar Araujo
·         Maria Soledade,
·         Mariane Bigio (natural de Recife)
·         Minervina Ferreira (Cuité-PB),
·         Mirian Carlos Moreira de Souza
·         Mocinha da Passira (Limoeiro-PE),
·         Nalva Poeta
·         Nezite Alencar (Crato-CE),
·         Raimunda Frazão (Catanhede – MA),
·         Rita Maria de Oliveira
·         Rosa Régis (Jacaraú-PB),
·         Ruth Hellmann (Erechim-RS),
Salete Maria
·         Sírlia Lima (Mossoró-RN),
·         Suêldes – poetisa popular
·         Susana Morais (natural de Recife)
·         Tonha Mota (Taperoá-PB),
·         Valéria Albuquerque
·         Vânia Freitas (Fortaleza-CE),
·         Vicência Macedo Maia (BA),
·         Zaira Dantas da Silva (PB),
·         Zuzu Oliveira (Anguera-BA)

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