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segunda-feira, 22 de julho de 2019

O TRISTE CASO SEVERINA

Carlos Mira, Giovana Arruda, Mirtes Nogueira, Aiman Hammoud e Maria Siqueira em ação no palco no Galpão de Folias, na capital paulista


Meia dúzia de grandes atores dá o lustre necessário à peça O Caso Severina. Esse caso ocorreu no agreste pernambucano, mais precisamente num distrito de Caruaru. Foi há poucos anos.
Severina Maria da Silva nasceu da união de um casal de agricultores, que teve vários filhos. O pai de Severina, Severino Pedro de Andrade, manteve relação incestuosa durante duas décadas, desde quando ela tinha apenas 9 anos de idade. Essa relação resultou em doze filhos com a filha dos quais sete morreram.
A história é terrível sob todos os aspectos e incrivelmente verdadeira. Severina foi presa e se não fosse a advogada Natália de Queiroz, certamente estaria ainda presa. Detalhe: Severina, após descobrir que o pai iria violentar uma filha-neta, contratou dois assassinos de aluguel para dar cabo ao tarado. O que foi feito.
O julgamento que livrou Severina da cadeia ocorreu em 2011, na capital pernambucana. Se ocorresse em Caruaru ela poderia ter sido condenada. Esse caso foi amplamente divulgado pelos jornais de Recife e chamou especialmente a atenção do diretor de teatro Ednaldo Freire que, com ajuda do roteirista Alex Moletta, levou o drama ao palco com os atores: Mirtes Nogueira, Aiman Hammoud, Maria Siqueira, Giovana Arruda e Carlos Mira. Os atores, que integram a Fraternal Companhia de Arte e Malas-Artes, interpretam quase todos mais de uma personagem. A belíssima trilha sonora trás a assinatura do craque Luiz Carlos Bahia. A direção musical é de Luiã Borges, também competentíssimo nessa tarefa. Emocionei-me com o que se passou no palco. O Caso Severina estreou no ultimo dia 5 e permanecerá no palco do Galpão de Folias (Espaço Reinaldo Maia) até o dia 18 de agosto, sempre ás sextas e sábados ás 21h e domingos, às 19h. 
O teatro fica ali na rua Ana Cintra, 213, Santa Cecília. (fone: 3361-2223).


domingo, 21 de julho de 2019

JORGE RIBBAS, UMA HISTÓRIA CIDADÃ

Pois é, meus amigos, o pernambucano da paraíba Jorge Ribbas é dono de um talento e tanto. Vocês viram, vocês ouviram, e ainda vã ouvir muito sobre este cidadão nascido no agraste meridional pernambucano. Sem trocadilhos, Ribbas é uma cachoeira que esborrota sons e ideias. É um homem de sonhos. Não sei se vocês sabem, mas esse Jorge foi o cara que fez arranjos ou rearranjos orquestrais para as músicas: Pra Não dizer que não falei de Flores (Caminhando), Fabiana e Mensageira, uma canção inédita que Geraldo fez em homenagem à bandeira da Paraíba (NEGO). Isso aconteceu na "volta" de Vandré à terra em que nasceu, em março de 2018. Insisti e ele prontificou-se a falar mais de si para nós. leiam:


1964 – “MAS QUE NADA, SAI DA MINHA FRENTE QUE EU QUERO PASSAR[1]”...
Dando “tudo de mim” entoei meu canto primal na Casa de Saúde Santa Terezinha sita à Avenida Simôa Gomes nº 342 no mesmo dia que nasceu David Gilmour (1946), um dos guitarristas que na adolescência fariam minha cabeça para a música e para a guitarra. Era uma sexta-feira, dia seis de março às nove horas e cinquenta e cinco minutos em Garanhuns – Pernambuco, também conhecida como: a Suíça pernambucana, terra de frio e bastante aconchegante. Meu berço estava à minha espera na Rua Alice Dourado número 113 no bairro de Heliópolis. Fui batizado como Jorge José Ferreira de Lima Alves em homenagem ao meu avô paterno e, mais tarde, adotei o nome artístico de Jorge Ribbas, mas essa história ainda será contada.

A vida não estava fácil, “Deus e o Diabo estavam na terra do sol”. Jânio Quadros já tinha renunciado e o povo tinha eleito João Goulart (Jango). Pois é também sou filho da revolução de 1964, o movimento que depôs João Goulart justificando uma “ameaça comunista”. Uns chamam de revolução outros de golpe de estado e, depois da ditadura, preferiram chamar de golpe militar que deixou a ideia de violência e Ilegitimidade nas costas do Marechal Humberto de Castelo Branco. No entendimento de hoje, as elites, junto aos militares e a imprensa, catalisaram o que hoje se chama de golpe civil-militar que afetou toda a sociedade.
Pelo resto do mundo aconteceram os XVIII jogos olímpicos em Tóquio, a moda da minissaia foi lançada pela inglesa Mary Quant e Nikita Khruschev perde o poder para Leonid Brezhnev.
Nasci na gestação da MPB, junto com a estreia do show Opinião[2] no RJ, num momento onde a bossa-nova declinava e gestavam os movimentos populares de contestação ao sistema que refletiam os dissabores do golpe de 64 na ânsia pela democracia.
O xará Jorge Goulart já prenunciava a moda dos cabelos grandes quando lançou “Olha a Cabeleira de Zezé” enquanto Roberto Carlos antecipava as futuras campanhas anti-fumo com “É Proibido Fumar”, especialmente descendo a augusta a 120Km por hora.
Eram os chamados anos 60 da gestação da MPB, do auge do Baião que vai ceder espaço para a jovem guarda – iê, iê, iê, no caldeirão da revolução. Desde o ano anterior a garota de Ipanema ainda não dormia, deslumbrada com a composição de Tom Jobim e Vinícius de Morais. O baião saia da moda, sendo substituído na mídia pela bossa-nova e depois pela jovem-guarda. Sou da mesma idade de Diana Krall, Tracy Chapman, João Gordo, Dinho Ouro Preto, Lenny Kravitz, Courtney Love, Tom Morello do Rage Against the Machine e Eddy Veder, vocalista do Pearl Jam.
A música popular internacional desse ano nos deu muitas canções, mas as que, mais tarde, fizeram parte da minha existência foram: Canção tema de The Addams Family (Vic Mizzy), Glad All Over (Dave Clark & Mike Smith), Oh, Pretty Woman (Roy Orbison & Bill Dees), A World Without Love (John Lennon e Paul McCartney) e Zorba's Dance (Mikis Theodorakis).
De janeiro a maio os Beatles, que se tornariam muito presentes na minha carreira musical, fizeram a festa; lançaram o Beatles for Sale, fizeram sua primeira viagem pelos Estados Unidos quebrando todos os recordes de audiência na televisão ao se apresentarem no Ed Sullivan Show, Lennon lançou “In His Own Write” seu primeiro livro e, ainda, foram os primeiros artistas pop a serem representados em cera no Museu de Madame Tussaud. Ocupam todas as cinco primeiras posições na lista de Top Pop Singles da Billboard com "Can't Buy Me Love", "Twist and Shout", "She Loves You", "I Want to Hold Your Hand", e "Please Please Me", detêm 14 posições na lista dos Hot 100 da Billboard - Anteriormente, o maior número de singles de um único artista a fazerem parte da Hot 100 ao mesmo tempo foi de nove de Elvis Presley em 1956. E pra completar a febre Beatlemaniaca, nos Estados Unidos, o Segundo Disco dos Beatles sobe ao primeiro lugar nas paradas de LPs apenas duas semanas após seu lançamento, sendo o primeiro álbum na história a atingir o primeiro lugar tão rápido, além de ocupares as seis primeiras posições das paradas australianas.
Enquanto na BBC estreia o Top of the Pops, os Rolling Stones lançam seu primeiro trabalho em 26 de abril, o grupo The Mamas & the Papas e Marianne Faithfull iniciam suas carreiras e Elvis Presley lança o seu 14º filme (Kissin' Cousins) no cinema.
Na música clássica Aaron Copland estreava sua: Musica para uma grande cidade, meu xará George Crumb dava nascimento ao seus quatro Noturnos (Música Noturna II) para violino e piano e Dimitri Shostakovich estreava seus quartetos de cordas nº 9 em Mi bemol maior, Op. 117 e nº 10 em Lá bemol maior, Op. 118, e eram estreadas as óperas Traces de Luciano Berio, Curlew River de Benjamin Britten e Don Rodrigo de Alberto Ginastera, onde o tenor Plácido Domingo fez sua estreia na cidade de Nova York. Continua...


[1] “Mas que nada”, música do xará Jorge Benjor no disco Samba Esquema Novo de 1963..
[2]  “Podem me bater, podem me prender, podem até deixar-me sem comer que eu não mudo de pinião”.
[3] Filmes lançados em 1964.

Essa é uma parte da história do nascimento do cidadão Jorge Ribbas, cantor e compositor da vida brasileira. Espalhem esse nome... Eu gostaria de ouvir o Jorge tocando e cantando junto com Vandré, Milton Nascimento, Paulinho da Viola e Socorro Lira. Jorge Ribbas é multi. Ouçam mais um pouco do Jorge Ribbas: https://tratore.com.br/smartlink/realidadehttps://tratore.com.br/smartlink/cantoandino

O ROCK TEM CRONISTA: JORGE RIBBAS

Você conhece Jorge Ribbas?
Você já ouviu falar de Jorge Ribbas?
Você já ouviu Jorge Ribbas?
Se você não conhece Jorge Ribbas, se você não ouviu falar, e nem o ouviu num palco, num disco, num programa de rádio ou televisão, você, meu amigo, está mais por fora do que casca de ovo.
Não, você não tem culpa. De qualquer modo, se eu fosse você ia deixar pelo avesso todas as ferramentas da internet, pois em algumas delas ou em todas certamente ele está. Mas adianto: Jorge Ribbas é um pernambucano de Garanhuns, cidade localizada ali no agreste pernambucano onde nasceu muita gente boa, como o sanfoneiro Dominguinhos.
Outro dia pedi que o Ribbas se definisse como músico e cidadão. Ele respondeu: "Sou simplesmente um músico honesto na arte e na vida, noutras palavras, sou um cidadão comum como tantos".
Jorge Ribbas começou a fazer música ainda em pernambuco por volta de 1980. Essa arte que ele abraçou como profissão, ganhou forma em Campina Grande, PB, onde passou a morar a partir de 1982. De lá pra cá, gravou musicas autorais num LP (Delírio - Apocalipse Já) e em vários CD's, ao mesmo tempo que acompanhava performances de artistas como Dominguinhos, Marines Belchior Nando Cordel, Miucha, Maria Creuza e Tadeu Mathias. Dos treze ou quatorze discos da paraibana Socorro Lira, onze trazem sua assinatura em todos os arranjos.

Fora isso, ele dá aulas na UFCG e fundou a escola de MUSIDOM, em Campina. Agora  ele esta disponibilizando uma dezena de novas obras nas principais plataformas de streaming SPOTIFY, Deezer e iTunes. Uma mostra: https://open.spotify.com/track/7qiteckpr9EI3t0IdYE34F.
Nosso mundo é o título do novo projeto de Jorge Ribbas. É ele mesmo quem conta: "O meu trabalho posso classificar como uma crônica do nosso cotidiano. O rock é a linguagem que encontrei para melhor expressar as inquietações que perturbam a paz dos nossos dias". Mais uma mostra que ele intitula de Mundo hipócrita: https://open.spotify.com/track/3abYAJCiHp6A9s2X0vC15r.
Alguns dos melhores músicos em atuação no pais estão ao lado de Ribbas, como Moisés Freire, Rainere Travassos, Giordano Frag, Silvio Silva, Beto Piller dentre outros. E ele já está desenvolvendo arranjo para um texto poético atualíssimo da sua lavra, este:


INCERTEZA (Jorge Ribbas)

 EM UM TEMPO DE INCERTEZA E APREENSÃO
AS LEMBRANÇAS DE UM PASSADO
VEJO CLARA A UTOPIA QUE SONHEI
SENTIMENTO DE IMPOTÊNCIA

SE OS ACORDES DESSE TEMPO DÃO CANÇÕES
SERÃO BALAS FUGIDIAS
EU APRENDO COM OS PROBLEMAS QUE ENFRENTEI
VOU SURFANDO EM MINHA ONDA

EU SÓ QUERO SABER SE VAI TER
UM LUGAR PRA TODO MUNDO
DIGA ENTÃO SE VOCÊ PREPAROU
SEU TRANSPORTE PRO FUTURO

SE AS PALAVRAS NÃO PERMITEM COMPREENSÃO      
É QUE A LÍNGUA JÁ NÃO FALA
MESMO CLARA A LETRA QUE IMAGINEI
SERPENTEIA INCOMPREENSÍVEL

Antes de optar seguir a carreira de músico, Jorge Ribbas concluiu o curso de química Industrial pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB).
O poeta Augusto dos Anjos (1884-1914), paraibano, iria certamente lisongear-se com os rótulos assinados por Jorge Ribbas na obra Nosso Mundo. Essa obra, prestem atenção, é marco fundamental da música como música e não só como rock. O mundo está doente. O cronista do rock brasileiro percebeu isso

O NEGRO NA MPB
Bonito, de uma boniteza sem igual foi o espetáculo que assisto ontem à noite no espaço cachuêra. Esse espaço cultural fica logo ali na rua Monte Alegre, Perdizes, na capital dos paulistanos e paulistanas. No palco, apresentando o repertório que forma o Negro na MPB estavam: Brown e Rosângela, cantora de bom gogó. Enriquecendo o ambiente, o grupo cabedal quarteto e convidados especiais Douglas e Karina, filha do peixe-cobra Vidal França, meu amigo do peito de anos que o passado nem o futuro roubam. Esse espetáculo para correr o Brasil inteiro, a parte do Cachuêra e da rede SESC etc. Ah! ia me esquecendo: na noite de ontem no cachuêra, reencontrei pessoas incríveis como Airto Mugnaini e sua companheira a artista plástica, Martha Zimbarg. Claro, o Vidal estava lá. O Cortez da editora homônima, saiu do ambiente com as mão ardendo de tanto bater palmas. Emocionei-me, já que lá estive para abrir e fechar o espetáculo.

sábado, 20 de julho de 2019

ESCRITOR TEM MEDO DE DITADURA

Carlos Silvio (conectados) e o escritor Loyola Brandão: Inteligência no programa Paiaiá
É muito bom ouvir um brasileiro falando das bonitezas do brasil.
Melhor ainda quando esse brasileiro tem por nome Ignácio de Loyola Brandão, cidadão que carrega consigo 82 anos de vida e sabedoria.
Loyola, autor de 46 livros, falou bonito no programa Paiaiá (conectados), apresentado semanalmente aos sábados, a partir do meio dia. O apresentador é um baiano arretado, de nome Carlos Silvio. A ele o escritor de Araraquara SP, falou da sua obra e do medo que tem da burrice e de ditadores. À Silvio ele confessou recear os caminhos que o Brasil pode tomar com o capitão-presidente que acaba de dizer que não há fome no Brasil, que pode pôr fim à ANCINE, etc.
A entrevista que Carlos Silvio fez com Loyola Brandão foi uma das mais bonitas que já ouvi no rádio.
A entrevista será repetida amanhã às 19h.
Assista; https://www.youtube.com/watch?v=ugfb8PuCN1Q

HOJE É DIA DE HOMEM NA LUA


O sonho do homem foi voar, desde Ícaro.
Depois de dar asas à imaginação, o brasileiro de Minas Gerais, Santos Dumont (1873-1932) mostrou ser possível realizar esse sonho.
Grandes potências como Rússia e Estados Unidos, fecharam a cara e partiram em conquista do espaço.
Os russos por pouco não chegaram antes dos norte-americanos à lua.
Os americanos pisaram no solo lunar no dia 20 de julho de 1969, um dia como o de hoje.
Após o feito dos tripulantes da Apollo 11 (Michael Collins, Edwin Aldrin Jr. e Neil Armstrong), o mundo poderia ter ficado melhor. Mas não ficou, como vemos.
Entre 1969 e 1972, foram realizadas seis idas de americanos à lua. Agora o Trump quer retomar essas viagens. É, como ele diz, espécie de treinamento para se pisar em Marte. O feito de Collins, Aldrin e Armstrong ganhou estupefação naquele 20 de julho. Todas as revistas, jornais, rádios, TVs etc. registraram o fato. 
Pesquisa recente da Datafolha diz que 7% dos brasileiros, algo em torno de 11 milhões acham que a Terra é plana. Esse assunto é antigo. Os pré-socráticos também achavam isso, mas Pitágoras 5 ou 6 séculos antes de Cristo já cria no contrário, como Copérnico (1473-1543).
No acervo do Instituto Memória Brasil se acham muitas reportagens (acima) e entrevistas sobre o assunto. No tocante à discografia, o acervo do IMB também guarda relíquias.

quarta-feira, 17 de julho de 2019

LOYOLA, UM IMORTAL NA CONECTADOS!


Ler o araraquarense Ignácio de Loyola Brandão é, antes de tudo, um prazer sensivelmente racional. E fantástico.
Loyola, como escritor, é um fabulista realista de dimensões que vão além do simples livre pensar. Nascido no fim do mês de julho de 1936, cresceu apostando que seria um dos textos literários mais importantes do Brasil. Aposta feita, aposta ganha.

Zero é o primeiro, ou o segundo, romance desse cabra nascido nas brenhas brasileiras de Araraquara. Tornou-se jornalista e observador do mundo. Começou do zero pra chegar ao ponto mais alto que um intelectual pode aspirar.
O escritor Ignácio de Loyola Brandão, 82 anos, foi escolhido por unanimidade para ocupar a cadeira de número 11 da Academia Brasileira de Letras (ABL), no dia 14 de março deste ano.
A ABL foi fundada por Machado de Assis, no dia 20 de julho, de 1897.
Tive a alegria de conhecer esse Ignácio nos anos de 1970, na Folha em que eu trabalhava.

Neste sábado, a partir do 12h, ele conversará com um dos maiores entrevistadores do Brasil atual: Carlos Sílvio, no programa Paiaiá na Conectados. O ilustre entrevistado fez até uma chamadinha muito bonita a que o blog do ASSIS ÂNGELO teve acesso.

segunda-feira, 15 de julho de 2019

VIOLONISTA GAROTO PARTICIPOU DA REVOLUÇÃO DE 32


O 9 de julho de 1932 era para ser deflagrado no dia 14, mas foi no dia 8.O dia 9 foi o dia em eclodiu a Revolução Constitucionalista. Antes, no dia 23 de maio, os jovens estudantes Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo foram assassinados pela força policial do ditador Getúlio Vargas (1882-1954) na Praça da República, na capital paulista.O Assunto é amplo. E muita gente boa participou da Revolução, como o poeta Guilherme de Almeida e o violonista Garoto. Leia mais:https://assisangelo.blogspot.com/2018/07/viva-guilherme-de-almeida.htmlNo acervo do Instituto Memória Brasil, IMB se acham todos os discos com músicas sobre o movimento, sangrento, que forçou Vagas a apresentar uma nova Constituição em 1934.Ai na foto, alguns registros sobre o movimentado ano de 1932 em São Paulo.

quarta-feira, 10 de julho de 2019

JOÕES E PAULOS MORREM TODOS OS DIAS...


A morte de Paulo Henrique Amorim levou-me à lembrança da morte do Paulo Francis.  Amorin morreu aos 77 anos e Francis, aos 67.

Eu conheci Amorin no tempo em que trabalhávamos na Globo.
Eu conheci o Francis no tempo em que trabalhávamos na Folha de SP.
Paulo Henrique Amorin imitava, ou tentava, imitar o jeitão do Francis.
O Francis tinha a postura de um rei, de um ser superior, de um galo diante de uma galinha. Voz poderosa. Os óculos do Francis carregavam a força do seu pensamento.
O Amorin  tentava uma certa simplicidade, que não correspondia com o seu falar, com o seu comportamento. O Francis era o contrário: assumia-se como personagem arrogante da vida cotidiana.
Paulo Henrique uma vez me ligou pedindo-me opinião sobre cultura popular e política. Falei de tudo que rege a vida brasileira. Essa entrevista foi publicada no seu, blog Conversa Afiada.
Paulo Francis, com a arrogância do seu personagem conseguia ser mais natural do que a simpliscidade forjada de Paulo Henrique.
Em outubro de 1996, Francis denunciou a diretoria da Petrobrás por roubalheira. Disse que os diretores tinham 50 ou 60 milhões de dólares depositados em conta sigilosas na Suiça. Mês depois ele recebeu comunicado dos advogados dos denunciados de que estava sendo processado. A defesa da Petrobrás pedia do denunciante 100 milhões dólares por calúnia, etc. Francis desesperou-se. Três meses depois um ataque no coração o levava ao túmulo. Isso, no dia 04 de fevereiro de 1997.
Paulo Henrique Amorim morreu numa madrugada, Paulo Francis também.
PAULO BOMFIM O POETA FOI-SE EMBORA, NO DIA SEGUINTE A IDA DO BOSSANOVISTA JOÃO GILBERTO. PAULO DEIXOU-NOS UMA OBRA POÉTICA DE EXTREMA IMPORTÂNCIA. ELE FAZIA POESIA COM QUEM BRINDA A ALEGRIA DE ALGUÉM, COMO QUEM RESPIRA, COMO ALGUÉM QUE SEMPRE SOUBE QUE A VIDA É PLUF! O PAULO, CLARO, SEMPRE O ADMIREI. TENHO ALGUNS LIVROS QUE ELE A MIM DEDICOU. CHEGOU A PARTICIPAR DO PROGRAMA QUE EU APRESENTAVA NA RÁDIO CAPITAL. PAULO NÃO MORRUE, PAULO BOMFIM VIVE. AH! IA-ME ESQUECENDO: O POETA PAULO CHEGOU NA GARVAR UM LP MUITO BONITO EM QUE ELE DECLAMA ALGUNS DOS EUS POEMAS. POUCOS SABEM: O ARTISTA MINEIRO TÉO AZEVEDO CHEGOU A MUSICAR DOIS OU TRÊS POEMAS DO PAULO.
Mas para lembrar o poeta assista-o a entrevista na TV Gazeta, no programa Todo Seu:

domingo, 7 de julho de 2019

CARNERA, UM SERGIPANO QUE ENSINOU VIOLÃO A JOÃO GILBERTO


Bom, muita gente sofreu com o passamento de Gilberto     para o outro nível de vida.
O corpo do joão foi sepultado hoje, depois de velado por amigos , amigas, e o público em geral.
O João nasceu no Juazeiro da Bahia, como se diz. Da Bahia para diferenciar o Juazeiro do Norte, que fica ali no Ceará. O João pegou as primeiras notas de violão em Aracaju, SE. Pegou, assim no ar. Depois ele foi para o Rio de Janeiro, onde conheceu Geraldo Vandré. Vandré, com 16, 17 anos de idade, era levado por João para cantar nos ambientes noturnos da alegre cidade maravilhosa.


Claro, é muita história.
Essa e outras histórias se acham no livro "Pra Dançar e Xaxar na Paraíba - Andanças de Rosil Cavalcanti", livro , do paraibano de Campina Grande, Rômulo Nóbrega. 
É no livro de Rômulo Nóbrega que encontra-se que o Urcino Fontes de Araújo Góes, o Carnera, um Sergipano nascido em Boquim, SE, foi professor de violão de João Mello e João Gilberto, o expoente da Bossa Nova.
Carnera em nenhum momento afirmou ter ensinado violão a João Gilberto.
Porém, em um show em Aracaju, João Gilberto, já famoso, chegou a atrasar a apresentação, justificando ao público, que só iniciaria quando Carnera estivesse presente, visto que ele o ensinou a tocar violão.
Há, desta forma, evidências de entrelaçamento da Bossa Nova , através de João Gilberto, com o estado de Sergipe, quando os anos de 1942, 1943 e 1944 foram determinantes na carreira do cantor.
João Gilberto vive!


sábado, 6 de julho de 2019

BAIANO NÃO MORRE. MORREU JOÃO GILBERTO!

João Gilberto Pereira de Oliveira, dizem, acaba de morrer. Não acredito. O João sempre foi um cara polêmico. Tinha voz pequena, mas polêmico.
Eu mesmo disse coisas que ele não gostou. Por exemplo: que ele era melhor "carateiro" do que cantor. "Carateiro" é o cara que faz careta. Tipo assim; uuuuuuuuhhhhhhhhhh...
João era uma boa alma. Claro que eu fiquei chateado quando ele fez aquela canção: Bim, bom. link:https://www.youtube.com/watch?v=rFdWNktUWq0 Um homem quando ama uma mulher, ele fica nas mãos dela. João amou muitas mulheres, mas se perdeu nas mãos de uma delas.O João era o João. João menino que enfeitou a vida de muitos "Joões" , "Joanas", "Josés", "Marias"... com a sua voz pequena e o coração desafinado.Sim, sei que fui grosso com ele em alguns momentos. Viva João!
Ah! o João foi virar estrela neste dia 06/ de julho. Neste dia foram também para a eternidade o poeta italiano Ariosto ( 1533) e o poeta baiano Castro Alves (1871).
Como se vê, o dia 06 de julho é o dia universal do poetas.Ariosto foi o cara que criou na linguagem poética o que chamamos de medida nova. Essa medida é Decassílaba, destribuída em estrofes de oito versos. A rima é:o primeiro verso rima com o terceiro o quinto; o 2° com 4° e o 6°; e o 7° com o 8°. Essa é a Medida Nova. Castro Alves foi um dos primeiros , talvez o primeiro, a fazer poesia na modalidade Sextilha. Assim: o 2° verso rima com 4° e o 6°; o 1°, 3° e 5° , são livres. Detalhe: a sextilha tem a ver com a Redodilha Maior: de 7° a 11° sílabas. O João deve está, agora, mostrando aos desafinados, como cantar.
E um amigo meu, Carlos Sílvio, também baiano, diz pra mim que baiano não morre. É uma opinião. Quem sabe um tema...

quinta-feira, 4 de julho de 2019

Eu só acredito vendo...


Ontem 03/07, foi dia de São Tomé. 
São Tomé foi aquele apóstolo pescador "rinhento". Ele era preto no branco. E preto. Quando Cristo ressuscitou, ele não acreditou. "Só acredito vendo", disse ele. 
Pois é: eu só acredito na democracia brasileira quando nós, brasileiros, nos entendermos. E para um entender o outro, basta um entender outro.
Viva o Brasil!

CULTURA MINEIRA
Luciano Pacco é um artista mineiro, como seu amigo Téo Azevedo. Há propósito, os dois estiveram agora há pouco na sede provisória do Instituto Memória Brasil, IMB, (registro acima). Muita conversa bonita rolou. Brasil em pauta. Ontem 03, quatro amigos e amigas estiveram comigo aqui no Instituto falando de Brasilidade.
Ele é  Fruta de  Leite, uma cidade localizada no de MInas Gerais. Luciano é cantor , compositor, violonista. Do Vilão, aliás, é professor. Meu amigo, minha amiga: você quer aprender violão de raiz, autêntico, coisas assim mineira. Então você tem bom gosto. Luciano Pacco é o cara que vai ensinar brasilidade através do violão,
Esse cara é bom e eu aposto nele. Você quer o telefone dele? 
WhatsApp: 038 998346040

E PAIAIÁ?
O Paiaiá na Conectados é um programa de rádio que leva cultura brasileira para o mundo todo através da Rádio web Conectados (www.radioconectados.com.br), e vai ao ar todos os sábados, dás 12h00 às 13h00.
Eu também estou lá com a coluna "Um Minuto de Prosa", falando de brasilidade.

segunda-feira, 1 de julho de 2019

CASTRO ALVES, PATATIVA E CASCUDO. QUE HISTÓRIA!


Neste mês de julho há datas de nascimento e morte de grandes brasileiros, como o baiano Antonio Frederico de Castro Alves (1847-1871), o cearense Antonio Gonçalves da Silva (1909-2002) e o potiguar Luís da Câmara Cascudo (1898-1986).
Castro Alves que em vida publicou apenas um livro (Espumas Flutuantes), notabilizou-se por poemas como Navio Negreiro. Foi abolicionista de primeira hora em Recife, onde levou a público os seus dois primeiros poemas: A Destruição de Jerusalém e A Primavera. Neste último, ele torna pública a sua paixão pela temática escravidão. Foi um grande poeta improvisador. Adorava fazer versos de improviso em apresentações no teatro Santa Isabel.
Patativa do Assaré começou também a fazer poesia de improviso ao som de uma viola. O apelido, que remete a um passarinho comum no Nordeste, ele o ganhou em 1929. Essa história o estudiosos da cultura popular Luís da Câmara Cascudo conta no livro Vaqueiros e Cantadores (1939).
Câmara Cascudo foi o mais profícuo estudioso da cultura popular brasileira. Deixou quase duas centenas de títulos publicados. Falava várias línguas, incluindo grego e latim.
Castro Alves morreu no dia 6 de julho de 1871.
Patativa do Assaré morreu no dia 8 de julho de 2002.
Luís da Câmara Cascudo morreu no dia 30 de julho de 1986.
Muitos poemas de Castro Alves continuam sendo gravados em disco (foto acima).
Leiam entrevista que fiz com Câmara Cascudo. Coisa bonita:  http://www.jornalistasecia.com.br/edicoes/culturapopular05.pdf
E ouça também um trecho de conversa que tive com ele:
https://www.youtube.com/watch?v=5AoY8wZHIE4
No acervo do Instituto Memória Brasil se acham todos os livros e folhetos de cordel de Patativa do Assaré, incluindo os discos que gravou produzidos por Fagner.

domingo, 30 de junho de 2019

VIVA GERMANO MATHIAS ANTES QUE MORRA!



O cantor e compositor Germano Mathias, paulistano do Pari, nasceu em junho de 1934 e acaba de fazer, pois, 85 anos de som, graça e vida.
É meio invocado, especialmente para quem não conhece. Assim meio Adoniran Barbosa...
Germano, figura ímpar do samba paulistano, atirou-se na carreia artística nos começos dos anos de 1950. Eu era menino quando ele já era bamba. Foi reconhecido, mas hoje em dia é um totem esquecido. Infelizmente. É assim que somos, não é mesmo?
Esse é o mais representativo artista do samba sincopado.
No começo dos anos de 1960, ele recebeu um “diploma” de Diplomata do Samba. Logo depois, o diplomada virou “Catedrático”.
Germano Mathias é o professor do samba de São Paulo, junto com Osvaldinho da Cuíca, Henricão, Geraldo Filme e o já mencionado Adoniran.
Germano merece todos os aplausos do Brasil, antes que morra.
Ah! Não custa lembrar que Germano estrelou bons filmes nacionais.
No acervo do Instituto Memória Brasil se acham os discos que o Germano gravou em todos os formatos: 78RPM, compactos simples e duplos, LP’s e CDs.

sábado, 29 de junho de 2019

DIA DE SÃO PEDRO E SÃO JOÃO


Pedro, de batismo era Simão. Foi um dos apóstolos de Cristo, o mais questionador de todos. Estava sempre a perguntar sobre isso e aquilo. Era pescador.
Paulo era Saulo, antes Saul. Não conheceu Cristo, mas tornar-se-ia um dos seus mais diletos seguidores. Isso, porém, depois de perseguir cristãos com milicianos,    personagens esses reais na vida brasileira da atualidade.
Um dia, a caminho de Damasco Saul, que virou Saulo e depois Paulo, após ter uma visão ficou cego durantes 3 dias. Esse tempo foi o suficiente para ele converter-se ao Cristianismo,
O dia 29 de junho é lembrado no calendário católico como o dia de martírio de Pedro e Paulo. Hoje, portanto, é o dia de São Pedro e de São Paulo.
No Evangelho São Pedro é citado 154 vezes, enquanto São João é referido 46 vezes. Isso mostra a importância de Pedro na igreja católica. Ele foi o primeiro papa.
As festas juninas substituiram as festas pagâs que eram feitas para comemorar colheitas, etc
Paulo não chegou a conhecer pessoalmente Cristo, mas sua importância na interpretação dos princípios de Deus e Cristo foram fundamentais para o entendimento da mensagem cristã.

SÃO JOÃO DE ANTONIO, PEDRO E PAULO
No começo de julho de 2013, apresentei um belo espetáculo junino no Vale do Anhangabaú em São Paulo. Umas 80 mil pessoas (acima) encheram a região de alegria, etc.No repertório foram convidados nomes salientes da nossa música popular como Zé Ramalho e Amelinha. Foi bonita a festa pá!

BRINCANTE
Logo mais as 18h, o Brincante (Rua Purpurina, Vila Madalena) estará abrindo suas portas para quem quiser continuar brincando nesse ciclo das juninas, com o pernambucano Antonio Nóbrega. Hoje é dia de São Pedro e São Paulo.



segunda-feira, 24 de junho de 2019

HOJE É DIA DE SÃO JOÃO!




Antes de mais nada, devo dizer que aprendo com as pessoas.
Julgo eu que aprendi com a minha avó Alcina e meus pais Maria e Severino, com colegas jornalistas Gonzaga Rodrigues, Luis Crispim, Mário Souto Maior, Câmara Cascudo, Lourenço Diaferia...
Meu querido amigo José Ramos Tinhorão continua dodói, assim meio fora de combate.
Tinhorão foi o primeiro jornalista que conheci em São Paulo, depois o querido alagoano Audálio Dantas. Resumo da ópera: aprendi com esse pessoal todo que as festas juninas definem certa linha do folclore brasileiro e alinha o amor ao coração. Tudo isso com foguetão no ar e outros fogos de festim. Sem falar que no período junino tem ainda dança, fogueira e uma culinária espetacular, que leva à mesa canjica, pamonha, etc...
O São João une o Brasil com Santo Antônio, São Pedro e São Paulo.
O cara que criou a marcha junina se chamava Assis Valente, baiano.
Muita gente acha que no Rio Grande do Sul só tem churrasco.
No RS tem churrasco e um povo maravilhoso. Esse povo no chamado período junino dança alegremente ao som de sanfona de grandes sanfoneiros, como Pedro Raimundo (Dança da Fogueira).
O Rio de Janeiro nos deu gente importantíssima fazendo marchinha de São João, como Lamartine Babo (Isto é lá com Santo Antônio).
No acervo do Instituto Memória Brasil, IMB, há centenas e centenas de marchas de canções juninas, como as referidas acima.


segunda-feira, 17 de junho de 2019

SÃO JOÃO DE NORTE A SUL DO PAÍS




Nas origens, o São João existe antes de Cristo.
Séculos antes de Jesus Cristo nascer, o povo comemorava as boas safras no campo. Para tudo sempre houve motivo de comemoração, como hoje. Só que na antiguidade não existiam nem forró de Gonzaga nem humorismo de Ludurego, nem quadrilha de dança nem mais um monte de coisa.
Ali pelo século II, depois de batalhar contra os festejos pagãos, a Igreja rendeu-se aos encantos dos hereges e incluiu essa festa no seu calendário. E mais: incluiu Santo Antônio, São João e São Pedro. São Paulo faz parte da festa, mas pouca gente sabe disso talvez porque São Paulo foi o cara que virou santo depois de perseguir e matar cristãos.
A quadrilha junina teve início na França do século XVIII, por ai. Era dança de salão. A nobreza adoravam, mas ai essa dança chegou ao Brasil e tudo mudou. E é isso que há ai.
A música do chamado ciclo junino, no Brasil, data do século XIX, no Rio de Janeiro.
Em disco, as primeiras gravações datam do início do século passado.
O gênero musical mais marcante do chamado ciclo junino é chamado de marcha.
O primeiro compositor a compor nesse referido ritmo foi o baiano Assis Valente (1911-1958). É dele Cai, Cai Balão, uma obra prima. Ouçam:


As festas juninas de espalham de norte a sul do País.
Um detalhe une os sotaques das festas juninas: sanfona e fogueira.
Ai a acima, na foto, mostro discos do pernambucano João Silva (1935-2013), do gaúcho Pedro Raimundo (1906-1973), do carioca Lamartine Babo (1904-1963), paulista Raul Torres (1906-1970) e a potiguar Ademilde Fonseca (1921-2012). Ademilde foi a mais importante interprete do chorinho. Ela deu voz, literalmente, ao choro. Ficou conhecida como a Rainha do Choro.
No acervo do Instituto Memória Brasil, IMB, se acham centenas de discos com músicas sobre São João e os outros santos da época.

terça-feira, 11 de junho de 2019

JORNALISTAS&CIA HOMENAGEIA O RÁDIO


da esquerda para direita: Carlos Maglio, José Paulo Lanyi, Assis Ângelo e Luiz Carlos Freitas


Jornalistas de São Paulo foram premiados pela segunda vez no concurso promovido pela empresa Jornalistas&Cia para homenagear o padre Landell de Moura, gaúcho inventor do Rádio.
A entrega do prêmio aos jornalistas que se destacaram na cobertura dos seus trabalhos ocorreu ontem 10 no plenário da Câmara Municipal de São Paulo. Estive lá.
Landell foi um cientista dedicadíssimo. 
Intelectual, brilhante do seu tempo, Landell antecipou-se a Marconi quando levou aos brasileiros de São Paulo a fala de gente por ondas magnéticas. Mas, como sempre, o novo no Brasil é visto como nada. E aí perdemos para o italiano Marconi a oportunidade de sermos conhecidos no mundo como inventores do Rádio.
O resto a história c-a-p-e-n-g-a-m-e-n--t-e registra.
Assis
Os vencedores do 2º Prêmio Landell de Moura, escolhidos pelos jurados Carlos Maglio, José Paulo Lanyi, Assis Ângelo, Luiz Carlos Freitas e Arlete Taboada, são:
Âncora: José Paulo de Andrade (Bandeirantes).
Repórter: Maiara Bastianello (BandNews).
Comentarista: Carlos Alberto Sardenberg (CBN).
Programa Jornalístico: Jornal da Bandnews.
O jornalista Eduardo Ribeiro e o vereador Eliseu Gabriel merecem deste blog todo respeito pela história que estão fazendo.


HISTÓRIAS DO ALÉM



Já não há tantos e bons médiuns como antigamente.  É o que se depreende pelo noticiário recente.
O mineiro Zé Arigó,  que partiu para a Eternidade, aos 50 anos de idade, em 1971, marcou época. Nasceu pobre e morreu pobre, num acidente de carro. Ele jamais aceitou qualquer dinheiro  a título de doação pelo bem que fazia aos semelhantes. Em 1956 foi preso, acusado  pela prática irregular da medicina. O presidente Juscelino Kubistcheck o indultou. Ele não sabia bem o que era indulto, mas ficou sabendo logo depois. Em 1963, um padre o acusou de exorcismo etc. Centenas de pessoas se mobilizaram para fazer com que o presidente João Goulart o indultasse. Zé Arigó já então sabendo o que era indulto decidiu cumprir a pena que lhe fora imposta de 1 ano e 7 meses. Sem favor ou perdão presidencial.
E Chico Xavier, heim? 
Chico nasceu em 1910 e partiu em 2002. Era mineiro como Arigó. E como Arigó nunca aceitou paga pelo que fez em benefício a milhões de pessoas. Ele psicografou milhares de textos. Da sua biografia consta que publicou 451 livros. Os direitos autorais desses livros ele nunca aceitou, doando para entidades espíritas.
E vocês já ouviram falar do paraibano Euricledes Formiga?
Formiga nasceu em 1924 e nos deixou em 1983. Resistiu enquanto pôde a receber espíritos. Ele era alegre, bonachão, cheio de graça e vida. Publicou livros e até gravou um LP ao lado de José Soares Cardoso (acima).
Formiga chegou a psicografar ao lado de Chico Xavier, que o admirava.
E o paulistano Jorge Rizzini?
Rizzini nasceu em 1924 e foi juntar-se a Arigó, Chico Xavier e  Formiga, em 2008.
O Espiritismo é algo que foge à razão comum. A Ciência torce o nariz a esse fenômeno.
Rizzini psicografou obras de grandes nomes da poesia nacional e estrangeira, como: Luís de Camões, Edgar Allan Poe, Gonçalves Dias, Manuel Bandeira e Mário de Andrade.
O repertório do LP Compositores do Além é todo psicografado por  Rizzini. Os compositores são Lamartine Babo, Ataulfo Alves, Noel Rosa, Assis Valente, Francisco Alves, Vicente Paiva, interpretados por Roberto Amaral, Silvia Maria, Rosaly, Gilberto Santamaria, Adilson Godoy e  Neyde Fraga. Esse disco foi gravado nos estúdios da  rádio Eldorado, em 1982.
O mentor espiritual de Jorge Rizzini era Manoel de Abreu. Curiosidade: Rizzini, como Formiga, era jornalista e coube a ele  apresentar o primeiro programa de televisão (TV Cultura) sobre espiritismo.
João de Deus! Anotem: um pesadelo, uma vergonha, uma tristeza, um blefe.

segunda-feira, 10 de junho de 2019

JUNINAS, FUTEBOL E CARNAVAL

O carioca Lamartine Babo foi um dos maiores compositores da Música Popular Brasileira. Ele transitou em quase todos os gêneros, inclusive o Teatro de Revista. Lamartine nasceu em 1904 e partiu para a eternidade em 1963, mais exatamente no dia 16 de junho. São dele clássicos da nossa música como O teu cabelo não nega, Serra da Boa Esperança, Chegou a hora da fogueira, No rancho fundo e Cantores do rádio. Serra do Boa Esperança, aliás, ele fez em parceria com Ary Barroso, para homenagear a região homônima de Minas. Um gênio, que deveria continuar na boca do povo. Só para lembrar, mais uma coisinha: foi parceiro de Noel Rosa, Ary Barroso e outros craques. E é autor dos hinos de diversos times de futebol do Rio, entre eles Flamengo, Botafogo, Bangu e América, sua paixão. Quase toda a obra de mestre Lamartine Babo está no acervo do Instituto Memória Brasil (IMB).

O VIAJANTE ONALDO QUEIROGA


Eu penso: O Brasil tem, sim, futuro.
Onaldo Queirog (acima, comigo há pouco) é um paraibano, juiz de Direito. Um cidadão à toda a prova. E proza. Tem senso incomum sobre o comum da vida cotidiana. É um pensador no seu estado natural, cheio de leituras e pontos de vista.
Minha casa, hoje, encheu-se de alegria e saber com a presença de Onaldo Queiroga. Ele é titular da 1ª Vara Civil da Comarca de João Pessoa, PB. Tenta compreender a filosofia popular e seus autores. Ele próprio colabora, na prática, com a compreensão desse entendimento. Tem vários livros publicados sobre Direito e experiências do dia a dia. Agora mesmo está publicando o livro Crônicas de um Viajante, no qual relata experiencias que a vida lhe tem dado. 
Onaldo Queiroga, paraibano de Pombal, é ouvinte assíduo de cantadores repentistas e das cantigas do povo. Luiz Gonzaga foi um artista que muito o inspirou na vida que leva de encontro ao pensamento popular.
A toada A Vida do Viajante, de Gonzaga e do mineiro Hervê Coldovil, cabe perfeitamente na vida de Onaldo. Ouça:




segunda-feira, 3 de junho de 2019

Humor desde sempre. Viva Cornélio Pires!


Nestes tempos bicudos, de raiva, desencontro e mau humor, não custa lembrar que a graça, a ironia, o bom humor, a piada existe desde sempre.
O primeiro produtor independente de discos no Brasil chamou-se Cornélio Pires, um brasileiro da cidade paulista Tietê.
Em maio de 1929, ele lançou a primeira anedota que se conhece gravada em disco: Anedotas Norte Americanas (ai na foto).
Cornélio tirou grana do próprio bolso para produzir 52 discos registrando o comportamento do povo do mundo rural paulista. A primeira moda de viola que se conhece em disco foi ele quem produziu e lançou: Jorginho do Sertão.
Cornélio Pires é um nome de grande importância para a história dita caipira do Brasil.
No Nordeste, caipira é chamado de matuto.
No Sudeste, especialmente em Minas Gerais, o matuto é chamado de catrumano.
Para designar o matuto nordestino do caipira, outros nomes também são dados: capial, caboclo...
Quando será que os governantes das três esferas vão dar importância à cultura popular, hein?
No acervo do Instituto Memória Brasil, IMB, se acham todos os discos da série Turma Caipira Cornélio Pires. E se acham também todos os 22 livros que Cornélio lançou.
Cornélio Pires foi jornalista com carreira iniciada no jornal Tietê.
Além de produzir como jornalista no Tietê, como jornalista ele produziu para o jornal Comércio e revistas Pirralho, O Saci, etc. Curiosidade: foi revisor do centenário do Estado de S.Paulo.
Cornélio Pires nasceu no dia 13 de julho de 1889 e morreu no dia 17 de fevereiro de 1958, no Hospital das Clínicas, SP.


sexta-feira, 31 de maio de 2019

VIVA, ANASTÁCIA!




Foi uma noite muito bonita a de ontem na casa da querida Anastácia, cantora e compositora de forró e outros ritmos de origem nordestina.
Anastácia reuniu amigos e amigas para juntos comemorar os seus 79ª aniversário de nascimento.
Reencontrei muitos amigos e amigas que não via há muito entre os quais Luiz Wilson, Fatel, Joquinha irmão de Oswaldinho do Acordeon, Sara e Samantha filhas de Oswaldinho, Dantas do Forró e tantos e tantas.
Foi, mesmo, legal!
Anastácia está num pique incrível, cantando e compondo como nunca.
Ela mora na Av.  Leonardo da Vinci, na zona sul paulistana.
E por falar em Leonardo, não custa lembrar que ele morreu há 500 anos, na França. Deixou um legado incrível. Monalisa é uma obra que quem vê não esquece jamais aquele sorriso...
Está no Louvre.
Pois é: Anastácia e Leonardo da Vinci, que tal?





http://assisangelo.blogspot.com/2019/05/da-vince-500-anos.html






quinta-feira, 30 de maio de 2019

TRISTEZA DE LADO E ALEGRIA COM FAUSTO



O Brasil anda triste e os brasileiros, sorumbáticos.
A tristeza que o Brasil e os brasileiros vivem hoje em dia é plenamente explicável: ataques ao erário público das três esferas. Aí já viu, né?
Não há povo que aguente...
Mas  podemos fazer uma pausa nisso tudo e dá um tempo ao tempo.
Quer dizer: vamos deixar a tristeza de lado e correr para um abraço ao craque do humor inteligente, Fausto.
O cartunista Fausto estará lançando daqui a pouco um DVD pra lá de bonito.
Ó o título: Fausto Animado.
Fausto é um cabra animado desde que nasceu. Pelo menos desde quando eu o conheço: há uns 200 anos. Ele estará ao lado de Leandro Franco e Darlan Zurc, lançando o DVD aí referido.

Local: Rua Felício Marcondes, 290 – Centro -  Guarulhos – Epa! Estou em cima da hora: o lançamento é agora, a partir das 18h.
Acima a reprodução da capa do DVD e abaixo, a contracapa.





AUDÁLIO DANTAS, SAUDADE...

Hoje faz exatamente um ano que o querido amigo alagoano Audálio Dantas partiu para a Eternidade. Esse era um cara arretado, todo mundo sabe disso. Brincalhão, solidário, uma figura incrível. Foi o primeiro jornalista que conheci em São Paulo. Há 42 anos. O segundo jornalista que conheci, e que também fez-se meu amigo, foi José Ramos Tinhorão. Tinhorão anda dodói. Viva Audálio Dantas e que o mundo fique melhor. Ele lutou por isso. Nós lutamos por isso também. 
Abaixo, amigos falam de Audálio. Vejam:






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