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sábado, 19 de outubro de 2019

O BRASIL TEM NOVO IMORTAL: IGNACIO DE LOYOLA BRANDÃO


Ontem sexta 18 a Academia Brasileira de Letras, ABL, anunciou ao mundo um novo imortal: Ignacio de Loyola Brandão, 82, brasileiro de Ararquara, SP.
Loyola é um cidadão a toda prova e a sua obra, importante e originalíssima.
Conheci Loyola no meus tempos de Folha de S.Paulo. Cheguei até a entrevistá-lo para o suplemento Folhetim, que circulava aos domingos no Folhão. Term Estadão, tem Folhão. O tempo passou e fui lá eu desenvolver a minha profissão nos outros jornais, revistas e emissoras de rádio e TV. 
Houve um tempo em que nos reuníamos na livraria cultura, ali no conjunto Nacional. E nessas reuniões, tomando uma cervejinha, Jose Neumanne, Arnaldo Xavier, Roniwalter Jatobá, Marcos Rey, Loyola Brandão e tantos outros amigos jornalistas escritores.
No dia 20 de julho, o apresentador do programa Paiaiá Carlos Sílvio (Conectados) recebeu o novo imortal para um bate papo. Foi muito bonito.Foi um encontro de craques ao vivo.Confiram aí, clicando:





São Paulo é a principal capital do Brasil. Esta cidade reúne o maior número de nordestinos do país. É uma megalópole, a 4a. ou 5a. maior do mundo. Nas ruas dessa cidade circulam cerca de 70 línguas, quer dizer: de pessoas, de nacionalidades as mais diversas.
Já foi dito, em música inclusive, que São Paulo não pode parar. E não pára.É uma cidade que não dorme.
A noite paulistana ferve nas suas entranhas. São milhares de bares, restaurantes e todo tipo de casa comercial com suas luzes acesas e a clientela falando, cantando, comendo, brincando, fazendo o diabo a quatro.
Ontem a noite 18 fui levado a conhecer um barzinho por essas bandas em que moro, Campos Elíseos, para ouvir os amigos Brau e Antonio Gauber. Brau é violonista, compositor e cantor, e o seu parceiro Gauber, toca violino como quem toca rabeca.
A rabeca é o irmão pobre do violino. O violino é instrumento das salas de concerto. A rabeca dos ambientes populares.
Gostei de ver a rabeca se entrosando de modo natural com o violão.
O violão fala grosso e a rabeca se impõe com sua alma feminina.
Palmas para Brau e Gauber ( aí ao lado).
                                     
                                         

Domingo à tarde 13 fomos o amigo escritor Darlan Zurc e eu,  abraçar o querido cartunista Fausto num ambiente cheio de gente ali pelos lados de Ana Rosa. Não era propriamente uma livraria, mas um lugar cheio de gente falante. Esse público era formado basicamente, por quadrinhistas, ilustradores, etc. O Fausto chegou de viagem de fora quase direto para lançar seu novo livro. Chama-se Gataiada (aí na foto).  E ele é muito observador. Vejam vocês: outro dia, conversa vai conversa vem, ele me pergunta o que eu acho de gato. Aqui em casa, além de mim, tem Geraldo e Luna. Esse casal é formado por gato mesmo. Pois bem, foi então que respondi "que não sei, você não sabe, mas há quem ache que gato já foi gente" e não é que essa bobagem de frase o Fausto incluiu no seu livro?
Após abraçar o Fausto lá fomos Zurc e eu tomar um chopp com o paiaiaense Carlos Sílvio, que estava comandando um evento com umas três mil pessoas. A grande maioria, de Paiaiá, BA, e redondezas. Uma zoada dos infernos. E de repente, não mais que de repente, lá fui eu chamado para dizer umas coisas. E eu disse esse poema aí, que escrevi há pouco:

Há quem conte com tristeza
Eu conto com alegria
A história de um homem
Que viveu pra ver o dia
Depois de massacrado
Pelas mãos da covardia

Ele era cantador
O melhor da cantoria
Cantor de bom discurso
Em prol da minoria
E fosse qual fosse ela
De bate pronto defendia

Defender o bem comum
Era só o que fazia
Fosse tarde fosse noite
Não tinha hora nem dia 
Pra carregar a bandeira:
Povo, democracia

Defendeu a liberdade
Combatendo a tirania
Com uma viola no peito 
Disse tudo que queria
O povo gostava dele
Ele o povo aplaudia

E fosse pra onde fosse
O povo todo o seguia
Cantando batendo palmas
Plantando cidadania
Demorou, mas conseguiu
Mesmo cego ver o dia!

sexta-feira, 18 de outubro de 2019

RECORDAR É VIVER. VIVA A VIDA!



Téo Azevedo em entrevista à Assis Ângelo, Carlos Sílvio e Helvídio Mattos, ao canal Instituto Memória Brasil

Na foto menor, ontem, 17, reunimos amigos para falar sobre o dia nacional da Música Popular. Essa data foi inspirada no aniversário de nascimento da maestrina Francisca Edwiges Neves Gonzaga, que entrou para a história da nossa música como Chiquinha Gonzaga (1847-1935),
Chiquinha deixou centenas e centenas de músicas de sua autoria. Ela foi incrível. Sua história é incrível. É preciso conhecer mais e mais a história dessa grande compositora e instrumentista brasileira.
Estiveram conosco na sede eternamente provisória do Instituto Memória Brasil, IMB, Maurício Pereira (grande mestre cuca!), Téo Azevedo, que nos concedeu uma excepcional entrevista transmitida ao vivo pelo cinegrafista Chico Silva; Cris Alves (uma das batutas do IMB); Carlos Sílvio, apresentador de raro talento (Paiaiá, Rádio Conectados) e Helvídio Mattos.

A IDADE ESTÁ CHEGANDO...

Há poucos dias acrescentei mais um ano à minha idade. Na ocasião tive a alegria de receber Wilson Baroncelli, José Hamilton Ribeiro e Yolanda; Darlan Zurc, Carlos Sílvio, Luiz Wilson, José Cortez, Germano Jr., violonistas César Amaral e Gislânia; Marquinho e Ibys Maceioh; a cantora Laya, Cris Alves, Ana e Geremias; Lúcia, Márcia e Andréia, Vanira e Mari; Sílvia Jardim e Marcelo, Silene. Recordar é viver. É só clicar:



terça-feira, 15 de outubro de 2019

IRMÃ DULCE AGORA É SANTA. E O PADIM CIÇO?

A irmã Dulce virou santa e o padre Cícero, hein?
Dos nove Estados nordestinos, o Ceará é o que oferece mais candidatos à eternização no correr dos tempos: quatro, além do Padim.
Em 1928 a menina Benigna Cardoso da Silva preferiu morrer na ponta de uma faca a ceder aos instintos sexuais de um tresloucado adolescente. Ela tinha só 13 anos de idade e já à época foi considerada uma santa mártir pela população cearense.
Os outros três candidatos a santo são religiosos, como José Antônio de Maria Ibiapina (1806-1883).
O padre Ibiapina nasceu no Ceará e morreu na Paraíba. Ele foi um dos mais completos cidadãos que andaram pelo árido solo nordestino desenvolvendo bondades e todo o tipo de assistência aos miseráveis que topava pela frente. Foi um dos grandes intelectuais da Igreja Católica.
Todos esses candidatos, mais o padre Padim Ciço esperam reconhecimento para beatificação pelo Papa Francisco, que acaba de canonizar a soteropolitana Maria Rita de Sousa Brito Lopes Pontes (1914-1992).
Para o povo nordestino, Ciço já é santo há muito tempo, mesmo antes de ser excomungado pela Igreja.
O Padre Cícero faz parte do imaginário popular desde sempre.
No início do século XX, quando a industria fonográfica passou a florescer, o nome do padre apareceu  num disco da casa Edson (1902) na música A Farofa gravada pelo primeiro cantor profissional do país, Manoel Pedro dos Santos (Bahiano). Depois de Bahiano, o primeiro cantor a cantar o nome do padre do Ceará foi Luiz Gonzaga (1912-1989), na música Légua Tirana. Essa música foi gravada no dia 9 de junho de 1949 e lançada em outubro desse mesmo ano.




domingo, 13 de outubro de 2019

Baianos de Nova Soure em Sampa


O mês de outubro jamais deveria ser esquecido na história do Brasil. Por uma razão gritante: foi nesse mês, precisamente no dia 5, que as Forças Armadas liquidaram com toda a população do 
Arraial de Canudos, na Bahia.

Quem mandou acabar com o povo de Canudos, entre os anos de 1896 e 1897, foi o então presidente da República Prudente de Morais. Prudente foi o primeiro presidente civil do País.

Ontem 12 foi o aniversário de nascimento do cantor country do Brasil, Bob Nelson.

E por falar em country, ali na Zona Sul paulistana, no Terra Country, está rolando um som da pesada, como diz o pessoal aí mais novo.

O nova-sourense Darlan Zurc conta que todos os anos, desde 2016, é promovido em São Paulo o Encontro dos Baianos Nova-Sourenses perdidos na capital dos bandeirantes. Esse encontro, ainda segundo ele, é cometido com o intuito de localizar os conterrâneos e pô-los frente a frente. O primeiro que sacar a arma, qualquer arma, pode morrer, mas sabendo o motivo.

Nova Soure é um município distante uns 230km de Salvador, capital-berço de personagens de grande relevância na cultura nacional como o compositor, ator, poeta e músico Xisto Bahia, autor da primeira composição gravada em disco no Brasil: o "Lundu Isto é Bom", gravado por Bahiano, de batismo Manuel Pedro dos Santos (1870-1944).

Deixo aqui uma sugestão para o próximo encontro dos nova-sourenses: que se mostre a cultura daquela região.

Ah! Pra quem não sabe: Luiz Gonzaga, rei do baião, abria os espetáculos de Bob Nelson. Em vinte e quatro músicas da discografia de Nelson, traz o som da sanfona do grande exuense.

Você, meu amigo e minha amiga, já foi pousar os olhos na belíssima exposição multimídia sobre Luiz Gonzaga, ali no Centro Cultural de Santo Amaro?


segunda-feira, 7 de outubro de 2019

HÁ 70 ANOS O REI DO BAIÃO CRIAVA O FORRÓ




Luiz Gonzaga morreu, mas a sua obra está viva.
O Rei do Baião, como ficou conhecido, deu vida a vários ritmos que hoje integram o cancioneiro popular.
Além do baião, que lançou com o cearense Humberto Teixeira em 1946, Gonzaga e o sei conterrâneo Zé Dantas criaram o forró como ritmo e gênero musical.
O forró foi gravado pela primeira vez no dia 10 de novembro de 1949, há 70 anos portanto. É tempo, pois, de comemorarmos essa ultima criação do pernambucano de Exu Luiz Gonzaga do Nascimento.
Gonzaga é o mais biografado artista da música popular brasileira. Mais de 50 livros já foram escritos a seu respeito. Eu mesmo escrevi e publiquei três: Eu vou contar pra vocês, Dicionário Gonzagueano e Lua Estrela e Baião, a História de um Rei. Fora isso, o artista já foi personagem de mais de 400 folhetos de cordel. Em sua homenagem já foram compostas e gravadas mais de quinhentas músicas.
A partir de quarta 9 estaremos apresentando ao público uma grande exposição sobre a vida e carreira artística do Rei do Baião. Isso, no Centro Cultural de Santo Amaro. Vale a pena dar uma espiada nessa mostra. Para saber mais, acesse os links ai:








domingo, 6 de outubro de 2019

LUIZ GONZAGA: NA ETERNIDADE DOS 30



É impressionante como ainda há brasileiros e brasileiras que não sabem o tamanho do Brasil, novos e de ontem.
O Brasil é do tamanho dos melhores pensamentos, das melhores ideias.
Não há um Brasil fora do Brasil, tão grande quanto este em que vivemos. O Brasil é especial.
Foi no Brasil que nasceu o maior compositor de todas as Américas: Antônio Carlos Gomes (1836-1896).
Amar o Brasil, é amar quem mais a gente ama: pessoas iguais a nós, de todos os sexos.
No campo da cultura popular, o Brasil não tem igual dentre quase 200 nações catalogadas pela Organização das Nações Unidas, ONU.
Eu andei por aí, procurando Luiz Gonzaga em tudo quanto é lugar. E eu achei o Brasil em todo canto.
O Brasil é único, nos seus mais de 8,5 milhões km².
Os capitães idiotas passam, e o Brasil fica.
Tudo isso, até aqui dito, tem uma razão: Luiz Gonzaga (1912-1989).
O brasileiro Luiz Gonzaga do Nascimento corneteiro 122 do Exército brasileiro transformou-se no Rei do Baião, do Xote, do Xaxado, da Marchinha Junina e do Forró.
Luiz Gonzaga e o seu conterrâneo José  Dantas , o Zé Dantas (1921-1962) inventaram o forró. Isso aconteceu, historicamente, no dia 10 de novembro de 1949.
O Forró, como gênero musical, está completando, pois, 70 anos de vida.
No próximo dia 8, estarei junto com o Brasil contando a história do forró no Centro Cultural Santo Amaro. O endereço é este: Av. João Dias, 822, Santo Amaro.
É coisa bonita o que ocorrerá nesse 8 de outubro, a partir das 19h. Lá estaremos com a fabulosíssima Laia, cantora por todos os astros a nós enviada e o menino-mestre Marquinhos Mendonça (do violão, incrível).
Nessa noite de 8 de outubro de 2019 estarão comigo, além de Laya e Marquinhos, o caboco forte das Alagoas Ibys Maceioh.
Isso tudo tem a ver com Luiz Gonzaga: Na Eternidade dos 30.
É muita história.
Ou a gente redescobre o Brasil e o ama ou estaremos perdidos.

Atenção: A visitação pública a essa exposição ocorrerá a partir de quarta feira 9, até o dia 7 de novembro.

https://soundcloud.com/user-779693455/radio-usp-programa-vira-e-mexe-assis-angelo-5-10-2019

https://tvuol.uol.com.br/video/bem-da-terra-homenagem-aos-30-anos-de-morte-de-luiz-gonzaga-04024E19316CC0B96326


segunda-feira, 30 de setembro de 2019

SETEMBRO MÊS DOS REIS CHICO MANÉ...







No dia, mês e ano em que o cantor Francisco de Morais Alves, o Chico Alves, também conhecido como o Rei da Voz, partia em direção ao céu depois de um a cidade automobilístico na via Dutra, região de Taubaté e Pindamonhangaba, eu desembarcava neste-mundinho-de-meus-Deus-do-céu também, para poucos, conhecido como inferno. E cá estou eu chiando, mas vivo desde a madrugada do dia 27 de setembro de 1952.
Chico Alves morreu aos 54 anos, uma semana e um dia de idade, deixando 983 músicas gravadas em disco de 78 RPM, nos mais diversos ritmos.
Em 1919, Chico gravou em Disco Popular a primeira música (ai ao lado) do seu amplo repertório: O pé de anjo, marcha carnavalesca de Sinhô (José Barbosa da Silva;1888-1930).
Sem dúvida, Chico é uma lenda. Até porque diziam ser ele um grande “comprositor”. Mas essa é outra história.
Chico partiu para a Eternidade no dia em que também nascia Manuel Pereira de Araújo (ai comigo, na foto), pernambucano da cidade de Cabo de Santo Agostinho e que o tempo o transformaria no Rei da Embolada. Mané nasceu no ano de 1910 e foi-se dia 23 de maio de 1993, deixando aqui a gente chorando por ele. Para amenizar a dor eu chamei uma semana depois Teo Azevedo, Rolando Boldrin e outros amigos para um canto de roda naquela igrejinha que há ali por perto da rua Frei Caneca, bairro paulistano de Cerqueira Cesar.
Mané começou a gravar discos em 1933. Ele era admirador quase fanático de Minona Carneiro (1902-1936). Minona era um embolador arretado!
Quem descobriu Manezinho para a música foi o violonista Josué de Barros (1888-1959), também descobridor da portuguesinha Carmem Miranda (1909-1955).
Eu guardo com muito carinho, na memória, a imagem e a voz do Rei da Embolada. Eu costumava frequentar a sua casa na rua Augusta, cá em Sampa. Muitas vezes o querido colega de profissão e amigo Audálio Dantas (1929-2018) ia comigo abraçar o Mané. Quanta história!


67 ANOS, UMA ETERNIDADE...

Até aqui, pelas minhas contas, eu já vivi 804 meses, 3500 semanas, 25 mil dias e pelo menos 580 mil horas. É tempo, não é? Pra comemorar esse tempo, a minha filha Ana e a santa Ivone resolveram chamar amigos para eu comer e beber com eles. Foi sábado, 28. Tem um registro ai, que abre este texto. 
Agradeço a Deus por ter me dado pessoas tão queridas como essas que ai estão, na foto. 

segunda-feira, 23 de setembro de 2019

A TRAGÉDIA BRASILEIRA EM REVISTA



Para lembrar:

Comédias e tragédias da política nacional se acham registradas em fotos e charges desde o Império. O pioneiro do traço satírico Angelo Agostini (1843-1910) deitou e rolou fazendo graça e irritando os poderosos do seu tempo.
No final de 1897, o presidente civil Prudente de Morais (1841-1902) foi atacado por um soldado do Exército, que errou o alvo e matou o Marechal Carlos Machado Bittecourt, ministro da Guerra.
Esses dois casos ganharam grande repercussão na imprensa, como repercussão também ganhou o assassinato do super senador gaúcho Pinheiro Machado, que segundo os observadores da época era quem mandava no presidente Hermes da Fonseca (1855-1923). Machado foi apunhalado pelas costas por um padeiro no hall do chiquérrimo Hotel dos Estrangeiros, no Rio.
Tivemos muitas revistas semanais de crônica e crítica à política, importantíssimas.
O Malho, surgida em 1902 e finda em 1954, deixou nas suas páginas um legado incrível sobre o comportamento e vida dos bambambans que mandavas e desmandavam no Congresso, como ainda hoje.
Em 1929, o deputado federal Idelfonso Simões Lopes (1866-1943) matou com dois tiros o seu colega de Câmara, Souza Filho.
Em 1928, surge no Rio de Janeiro a revista de maior tiragem da época: O Cruzeiro, que também deixou um material de extrema importância para o estudo da História. Essa revista durou 47 anos ininterruptos. A Manchete, outra revista também importante, surgiu em 1952 e ficou nas bancas durante 48 anos.
Em 1954, depois de duramente atacado por Carlos Lacerda, o presidente Getúlio Vargas decidiu encerrar seus dias com um tiro no próprio peito. A consternação foi geral.
Em 1963 o senador Arnon de Melo (1911-1983), pai do ex-presidente Fernando Collor, sacou o revólver e disparou vários tiros contra um desafeto. Isso no Senado. Os tiros atingiram o suplente de senador José Kairala, do Acre, que morreu na hora.
A revista semanal de maior duração é, hoje, Veja (11 de setembro de 1968).
Curiosidade: o assassino do Marechal Carlos Machado Bittencurt tinha Bispo no nome (Marcelino Bispo de Melo), como o cara (Adelíno Bispo de Oliveira) que partiu armado de faca pra matar o candidato militar reformado Jair Bolsonaro.
No acervo do Instituto Memória Brasil, IMB, há centenas de títulos de revistas brasileiras, incluindo Fon-Fon, Cena Muda, Vida doméstica etc.

PROVOCAÇÕES


José Hamilton Ribeiro, jornalista dos bons, estará amanhã 24 no programa Provocações, apresentado pelo provocador Marcelo Tas. Esse Zé tem muito o que dizer. E ele vai dizer muita coisa ao Tas ali pelos começos das 22h. Fiquem ligados. O Tas que se cuide, pois o Zé é bom de papo.


PROGRAMA PAIAIÁ

O jornalista e biógrafo de Geraldo Vandré, Vitor Nuzzi participou nesse fim de semana do programa Paiaiá, apresentado pelo craque baiano Carlos Silvio. Foi uma conversa muito gostosa. Confiram:



sexta-feira, 20 de setembro de 2019

O SEPARATISMO NO BRASIL



O dia 20 de Setembro marca o início da mais duradoura revolução brasileira. Foi no Rio Grande do Sul, notadamente em Porto Alegre e Santa Catarina, que a coisa eclodiu. Duas centenas de homens armados declararam guerra contra o Império. Queriam a separação do Rio Grande, sua independência. Tudo começou quando o imperador passou a cobrar altos impostos dos produtores gaúchos, privilegiando os produtores argentinos e uruguaios. Mas o que isso tem a ver com música brasileira?
No começo do século passado, surgiu no Rio Grande a 2a. mais importante fábrica de discos do País: A Elétrica.
No correr do tempo, os gaúchos registraram parte de sua história musical nos discos de A Elétrica, através do selo Gaúcho. Mas foi na já extinta gravadora Continental que os artistas do Rio Grande encontraram guarida para dar prosseguimento a sua história musical.
São do Rio Grande do Sul o conjunto Farroupilha, surgido em 1948 e extinto no início dos anos de 1970. Fez história.  E fizeram história também muitos outros grupos musicais. É dessa região também Paixão Côrtes, Teixeirinha (Coração de Luto), Gildo de Freitas, Gaúcho da Fronteira e tantos e tantos mais.
A revolução Farroupilha também chamada de Guerra dos Farrapos  começou em 1835 e terminou em  Março de 1845. Dez anos, portanto. Morreram 3.400 pessoas, mais ou menos.
Foram muitos os movimentos separatistas no Brasil. Muitos desses movimentos continuam em Brasília, São Paulo, Rio Grande do Sul e até na Paraíba.Voltarei ao assunto. Ah! ia-me esquecendo: a expressão Farroupilha surgiu no Rio de Janeiro, nos anos 20 do século 19.


No acervo do Instituto Memória Brasil, IMB, se acha uma grande quantidade de discos registrando a musicalidade da terra de Bento Gonçalves, que nasceu no dia 23 de Setembro de 1788  e morreu, como herói, em 18 de julho de 1847. Ele foi presidente da República Farroupilha. Essa República contou com brasão, hino e bandeira. A bandeira do RGS tem as cores verde, vermelha e amarela representando, respectivamente, as florestas, as revoluções e as riquezas minerais. Além disso, exibe a data: 20 de setembro de 1835.

SEMANA FARROUPILHA

Terminou hoje a Semana Farroupilha, que existe desde o início da segunda metade dos anos de 1940. A semana conta, tradicionalmente, com uma ampla programação e lembra os grandes personagens da Revolução. Detalhe: o personagem de destaque dessa semana foi o folclorista Paixão Côrtes (1927-2018). Côrtes deixou muitos livros sobre a cultura do RGS. Foi ele um dos criadores do CTGs. De sua autoria, deixou o hino do Rio Grande do Sul. Há uns sete anos eu o entrevistei para um programa de rádio em São Paulo. Ouça:








segunda-feira, 16 de setembro de 2019

J.K., PRESIDENTE E CANTOR


Em 1919, Juscelino Kubitschek de Oliveira tinha de idade 17 anos. Á época ele concorreu a uma vaga de telegrafista no município onde nasceu, Diamantina, MG. Mas não seguiu carreira, pois queria mesmo era ser médico. Virou médico. Mas de mansinho, como todo o bom mineiro, Juscelino foi embrenhando-se no mundo da política. Antes de virar presidente do Brasil, em 1955, foi prefeito de Belo Horizonte. Quem o conheceu de perto lembra que JK era uma pessoa muito simples, afável, comunicativa. Arranhava o violão e da garganta extraia notas de modinha. Foi um seresteiro nato.
Um dia a cantora Inezita Barroso contou-me da beleza que era estar com Juscelino.
Certa vez JK já presidente mandou um avião pra levar Inezita de São Paulo à Brasília. Ela não acreditou que era ele quem estava do outro lado da linha. Depois de duas tentativas de falar com Inezita, JK conseguiu convence-la de que a voz que a convidava era, mesmo, do presidente. “Ai foi o máximo, adorei. E cantamos muito, juntos”.
No final de 1969, Juscelino foi convidado para participar de um LP que chamou-se J.K. em Serenata. Ele topou cantar e ser gravado. O LP referido é esse ai que se acha nas minhas mãos.
A direção artística do disco coube a Yonne Lopes e Crisantino Dionísio Gomes; e a coordenação geral a Serafim de Melo Jardim. Três violões, um cavaquinho, uma clarineta e uma flauta, mais o grupo de seresta de Diamantina acompanharam JK na empreitada que resultou no LP lançado em 1970 pelo extinto selo Beverly.
Já não se faz presidente como se fazia há bem pouco tempo.
Ah! Juscelino Kubistchek de Oliveira nasceu no dia 12 de setembro de 1902, e morreu no dia 22 de agosto de 1976.



segunda-feira, 2 de setembro de 2019

A HISTÓRIA NUM RELÂMPAGO: REPÓRTER FOTOGRÁFICO EM AÇÃO


O 02 de setembro é o dia do repórter fotográfico.
O que é um repórter fotográfico?
O repórter fotográfico é o profissional que gera fotografias que dizem tudo de um momento.
Os momentos na foto jornalismo foram, são e serão sempre de importância fundamental na história de qualquer país.
A fotografia nasceu nos começos do século 19, na França.
A fotografia como foto jornalismo começou a ganhar força e importância no Brasil a partir da terceira década do século passado.
Falar da foto jornalismo no Brasil e no mundo é lembrar uma história que movimentou a vida Nacional.
O jornal O Estado de S. Paulo mostrou, a partir do começo dos anos 1930, que a fotografia instantânea seria um marco fundamental para se compreender historicamente a realidade do mundo.
No começo de 1950, no Rio de Janeiro, Samuel Wainer criou o jornal Última Hora. Esse jornal foi o jornal que apostou fundamentalmente na fotografia como registro da história.
Em 1966, o jornal da Tarde fez o que fez a Última Hora.

Entre a Última Hora e o Jornal A Tarde, o jornal do Brasil também mostrou a importância da foto jornalismo.
Grandes repórteres fotográficos integram e fazem parte dessa história, da história da foto jornalismo. De bate pronto, lembro de Gil Passarelli, José Pinto (O Cruzeiro) e Jorge Araújo. O Jorge, que conhece mundo e meio, fez história com fotos históricas.
É dele a foto aí embaixo:





JORNALISTAS E CIA
Esta semana o NewsLatter Jornalista e Cia publicará um caderno especial sobre o fotógrafo José Pinto.

ROSIL E JACKSON DO PANDEIRO, MESTRES DA BOA MÚSICA!




Jackson do Pandeiro, de batismo José Gomes Filho (1919-1982) foi um grande ritmista nascido na cidade paraibana de Alagoa Grande. Desde cedo interessou-se pela música. Comparecia com frequência aos encontros de violeiros, na sua terra. A mãe tirava coco no pandeiro, de que ele muito gostava. Apresentou-se em várias emissoras de rádio, antes de alcançar o estrelato. A primeira emissora que contou com a sua graça especial no palco, auditório, foi a Tabajara, que João Pessoa. Em Campina Grande, conheceu o pernambucano Rosil Cavalcanti. Em outubro de 1953, Jackson lançou a primeira música, um coco de Rosil: Sebastiana, pela extinta gravadora paulistana Copacabana. Esse foi o seu primeiro sucesso nacional. Jackson ficou conhecido como o Rei do Ritmo e Rei do Rojão. Luís Gonzaga inventou o baião a partir de uma célula musical extraída da viola dos cantadores repentistas. Jackson fez o mesmo com o rojão, que também é uma batida peculiar dos violeiros. O primeiro disco de Jackson do Pandeiro, um 78 rpm (foto acima), se acha no acervo do Instituto Memória Brasil, IMB.
 Quem quiser conhecer mais a fundo a história de Rosil Cavalcanti e Jackson do Pandeiro, sugiro a imediata leitura dos livros "Pra Dançar e Xaxar na Paraíba" de Rômulo Nóbrega e José Batista Alves; e Jackson do Pandeiro O Rei do Ritmo de Fernando Moura e Antônio Vicente.
Eu e o músico Jorge Ribbas acabamos de compor uma música em homenagem a Rosil e Jackson. Título: Viva Rosil Cavalcanti e Jackson do Pandeiro. Clic e diga o que achou:







segunda-feira, 26 de agosto de 2019

TEO AZEVEDO E JOELMA NO RÁDIO



Villa-Lobos (1887-1959) tocava instrumentos de corda e sopro e foi o compositor e maestro de altíssimo nível que o mundo conheceu.
Deixou mais de mil composições, entre elas The Forest of Amazon.
Luiz Gonzaga (1912-1989), o Rei do Baião, deixou mais de 600 músicas gravadas nos ritmos e gêneros os mais diversos. Ele cantou o Nordeste em todos os sentidos, e o Brasil. Em 1989 ele deixou uma obra prima chamada Xote Ecológico.
Téo Azevedo já compôs e gravou mais de 2 mil músicas nos gêneros os mais diversos. Já falou sobre tudo, inclusive sobre pássaros e bichos diversos. No inicio deste ano ele compôs "Floresta em coma quase sem oxigênio" em parceria com Gonzaga Neto, o texto é este:

O REI DO RÍTMO ( O MESTRE DA DIVISÃO)
Téo Azevedo

No ano de dezenove
Era trinta e um de agosto
Nascia em Lagoa grande
Um astro de fino gosto
O filho de José Gomes
E dona Ana Mourão
Quando tinha sete anos

Com dez anos de idade
Adorava ver cinema
Assistir um faroeste
Na vida foi seu esquema
Já tocava com a mãe
Pagodeira, grande artista
Sendo muito conhecida
Como cantora conquista

Os filmes de bangue-bangue
Sua maior diversão
E o ator Jack Perin
Sua grande inspiração
Arranjou um novo nome
De Zé Jack,  escolheu
Depois, Jackson do Pandeiro
Ficou sendo o nome seu

Era um mestre do ritmo
E excelente cantor
Sua fama foi crescendo
Nesse estilo, um doutor
De Campinas a Recife
Até o Rio de Janeiro
Começou a lançar discos
Por este Brasil inteiro

E falando em sucessos
Do seu belo repertório
Tem “A Mulher do Anibal”
Falo do “Cabo Tenório”
E também “Um a Um”
Lembro de “Sebastiana”
E a “Cantiga de Cego”
E “Chiclete  com Banana”

Lembro a “Falsa Patroa”
Junto ao “Falso Toureiro”
“Moxotó” e “Ele Disse”
É “Forró e Limoeiro”
“Forró em Caruaru”
Com “Maria do Angá”
A “Cantiga da Perua”
“Sapo” e “Velho e Gagá”

Já na “Base da Chinela”
Dezessete na Corrente”
O “Xote em Copacabana”
 “Canto da Ema”, oxente
E virgem, Como Tem Zé”
Nas bandas da “Paraíba”
“Vou Gargalhar” com Zé
Zé de Baixo e Zé de Riba

Dia dez aconteceu
Foi Julho ele partiu
Ano de oitenta e dois
Do Brasil se despediu
Chora Almira e Severo
E o Rossil Cavalcante
Edgar Ferreira disse
O homem foi um gigante

O grande mestre Coquista
É o rei do simcopado
Sua forma de cantar
No mundo tá registrado
Canta Caju e Castanha
O Jackson é o enredo
A sincera  homenagem
Do nosso Téo Azevedo

Seu estilo de cantar
Nunca apareceu igual
Brincava com os compassos
De maneira sem igual
O centenário  do Mestre
Nos todos vamos saudar
E pode passar  mil anos
Não tem outro em seu lugar

Salve o nosso Jackson
Do Ritmo, o Campeão
É o maior desse Brasil
Nosso rei da divisão



A FLORESRA EM COMA QUASE SEM OXIGÉNIO

Gonzaga Neto/ Teo Azevedo

A floresta tá em chama
Por idéias   dos irônicos
Com pensamentos crônicos
Não vê que a flora clama
Na UTI  sentindo drama
Seu pulmão  cada milênio
Ausência de hidrogênio
E seu  trauma só Deus soma
Amazônia está em coma
Quase sem oxigênio

Corpo da Amazônia pede
SOS para o mundo
Prá o  pulmão cada segundo
Num estrago que  Deus mede
E se a justiça não impede
A  flora sem nitrogênio
Falta a idéia de gênio
Pois  justiça só embroma.       
Amazônia está em coma
Quase sem oxigênio


Grileiros e fazendeiros
O pulmão verde ameaça
Com mata morta  e fumaça
Com ações de desordeiros
E matam índio os primeiros
Produzindo fosfogenio
E haja promessa e convênio
E o câncer amazônia toma
Amazônia está em coma
Quase sem oxigênio

Teo Azevedo é um artista de grande dimenssão.


Sábado passado eu, ele e a cantora Joelma (abaixo) estivemos no programa do cantor e compositor do Rio Grande do Norte Germanno Jr. Foi uma delícia. Teo, na ocasião, lançou mais um disco de choro (acima)



domingo, 25 de agosto de 2019

ARTISTAS DEFENDEM AMAZÔNIA

Nós todos crescemos ouvindo na escola o professor de geografia dizer que a área territorial brasileira é de 8,5 milhoes de Km2. Levantamentos recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, mostra que a essa área acrescentaram-se quase  900 Km2. Quer dizer, o Brasil tem na realidade 8.515.767,049 km². que Muita coisa , não é? Estamos atrás apenas da Rússia, Canadá, China e Estados Unidos.Dentre todas as regiões que formam o nosso país,  a maior é onde se acha a Amazônia, que o desmatamento e o fogo estão destruindo. Essa região, representa 67%  do nosso  território.
O Brasil é grande em todos os sentidos e direções.
A Amazônia representa, como aprendemos na escola, o pulmão do Brasil e do mundo.
Desde sempre os artistas brasileiros tem mostrado preocupação com a preservação da região amazônica. E não vou aqui me estender em citações. Ouçam Luiz Gonzaga interpretando a maravilha Xote Ecológico (Gonzaga, parceria com Aguinaldo Batista 1989). Ouça, clicando:


sábado, 24 de agosto de 2019

FLORESTA EM CHAMAS




Acabo de escrever o poema abaixo. Apreciem-no.



Grotesco, prepotente
Pelo mundo odiado
No Chile, China e Japão
Deixou o solo manchado
Com o verbo da violência
Por ele mesmo ditado

O Brasil está perdido
O Brasil está ferrado
A mata pegando fogo
O povo desempregado
E um sujeito maluco
Fazendo tudo errado

Ele brinca com fogo
Que mata bicho, queimado
Que mata mata mata tudo
Que se bole no Cerrado
O Brasil está perdido
Sem rumo, desgovernado

Como se fosse um trem
Sem trilhos,  descarrilhado
O Brasil agora chora
Num canto, desconsolado
Pedindo perdão a Deus
Rezando sem ter pecado

O pecado desse povo
Desse povo acuado
Foi um dia ter
Um país mais respeitado
Por isso foi às urnas
Votou, mas deu errado!






SAGA DA AMAZÔNIA, 40 ANOS




O paraibano de Taperoá Vital Farias é um dos mais importantes artistas da música popular brasileira. Em quantidade, sua obra é pequena. Em qualidade, sua obra é imensa. Não grava discos há muitos anos.
Em 1979 o cantor, compositor e instrumentista Vital Farias começou a compor a clássica Saga da Amazônia, uma pérola, um grito, declaração de amor a região norte do Brasil, especialmente a floresta mais importante do mundo.
Lembro disso tudo em tempo necessário, urgente: podemos morrer sem ar, embora pense o contrário o presidente que aí está.
Saga da Amazônia e o seu autor deveriam ser tombados e eternamente lembrados desde já nas escolas do Brasil.
Todos os discos que Vital gravou até hoje se acham no acervo Assis Ângelo no Instituto Memória Brasil, IMB.
 Há! Não custa dizer: Vital farias é um mestre da arte da música, como Elomar Figueira Mello a quem lhe apresentei há muitos anos. Vital foi parceiro de outros grande da nossa música, como Livardo Alves(1935-2002) esquecido hoje como tantos.
Ouça s
Saga da Amazônia:



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