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segunda-feira, 16 de maio de 2011

ESTRELAS NO CÉU, SILÊNCIO NA TERRA

Foi numa manhã friorenta como a de hoje, há exatos quatro anos, que a rainha do xaxado Marinês (foto) partiu para a Eternidade deixando familiares e fãs órfãos do seu canto limpo e belo.
Ela passara mal semana e pouco antes e morreu às 9h45 do dia 14 de maio de 2007, no Hospital Português da capital pernambucana, aos 71 anos.
O Jornal Nacional não deu lhufas ao caso, ao contrário do que ocorreu com a personagem lheguelhé de uma ridícula eguinha pocotó que por meses incomodou os bons ouvidos e olhos.
O silêncio em torno do passamento de Marinês, de batismo Inês Caetano de Oliveira, também ocorreu com dona Zica Bergami, que morreu há precisamente um mês (16 de abril), aos s97 anos. Ela deixou várias composições musicais sobre o cotidiano da capital paulista de antigamente, como a valsinha Lampião de Gás que a rainha da moda, Inezita Barroso, imortalizou ao gravá-la em 1958, com arranjos do mineiro Hervê Cordovil.
Fica o registro.

O BRASIL TÁ NA MODA
- Daqui a pouco, às 14h30, teremos novidades e curiosidades no programa O Brasil tá na Moda, que apresento diariamente, ao vivo, na Trianon AM 740. No ar também online, via Internet.

À PALMATÓRIA
- É bom saber que há leitores atentos ao que posto neste blog, meio por diversão. Agradeço, pois, aos jornalistas-escritores Marco Zanfra e Roniwalter Jatobá, que fizeram correção oportuna ao título do texto anterior a este: Quis é com “s”, ensinaram.

domingo, 15 de maio de 2011

O CORINGÃO PERDEU PORQUE QUIZ, SABE-SE

A televisão continua com programação lixo, como se sabe.
Aos domingos, então... Tristeza total.
Num canal aparece jovem com voz de horror, rouca, fantasmagórica e sorriso idiota assustando a vida dos telespectadores incautos e pacatos, enquanto a apresentadora, aparentado ingenuidade e desconhecimento da pauta, tal-qual Hebe Camargo, faz caras e beiços de surpresa e inteligência inexistentes, naturalmente.
Noutro, o apresentador mostra imagens horríveis de uma espécie de concurso nos Estados Unidos sobre chulé.
Sim, chulé!
Pode, e no horário dito nobre da televisão?
No 2, Cultura etc., uma edição boba de filosofia besta, cansativa e enfadonha, se estende minuto um após outro nos convidando ao sono salutar da noite...
Sei não, mas continuo achando que o Sr. Sayad assumiu a presidência da Fundação Anchieta com o propósito único e louco de acabar com o mínimo de qualidade da televisão brasileira, representada pelo 2, até sua chegada.
E quando falo de qualidade da Fundação Anchieta, falo também do que se apresentava de melhor nos dials AM e FM.
Cabra inteligente ese Sayad.
E o Corinthians, hein?
Mais uma vez o Timão deu um título de graça ao adversário porque quis, mas desnecessariamente.
Tudo começou no primeiro tempo às 16 horas, mostrado pela Plim, Plim e Band.
Entrega óbvia e esse era o objetivo, claro.
No segundo, o Timão provocou o mais que pode o adversário a lhe enfiar bolas na rede.
Mas como o adversário não entendeu o recado, e acabou ele próprio, o Timão, através do Morais, fazendo um gol à toa, só pra levantar a torcida.
E pra que isso?
O "peixe" tinha de ganhar a parada desde o começo, como ganhou; pois, enfim, nós corinthianos, não precisávamos de título algum, tampouco dessa bobagem chamada Paulistão 2011.
Pra quê?
E ficou assim, como se viu: 2 x 1.
Pra eles, claro, que poderiam ter jogado melhor.
Fui!

PS - Esse Neymar é uma besta, não é?

sábado, 14 de maio de 2011

JORNADA INTERNACIONAL DE ESCRITORAS, NO SESC

As mulheres são seres obviamente importantíssimos no cotidiano do mundo todo, desde tempos de antanho.
Basta dizer que sem elas não existiríamos.
Em alguns lugares, elas são violentamente discriminadas e cerceadas no seu ir e vir, principalmente no Oriente Médio e ainda no continente africano.
Na Arábia Saudita, são proibidas até de dirigir carros, lambretas e o que for.
Pintar quadros, fazer cinema, atuar no teatro, na dança, assumir, enfim, suas aptidões intelectuais e artísticas e exibi-las em público nem pensar.
Tudo isso, mais o fato de viajarem desacompanhadas, é considerado crime pelo eterno e sem solução ultraconservador reino saudita.
Grosso modo, porém, o panorama pró-mulheres vem mudando desde a segunda metade dos anos de 1960, quando elas arrancaram dos seios o sutiã, encurtaram o vestido e foram à luta.
Movimentos conduzidos por elas antes e depois dos 60 as colocaram em situação de destaque e respeito em boa parte da sociedade civilizada do planeta.
No Brasil, inclusive.
Nos fins dos anos 20, por exemplo, elas conquistaram o direito ao voto, primeiro em Mossoró, RN.
Em 1930, como na velha Grécia, as mulheres de Princesa Isabel – cidade paraibana a 430 km da capital – se juntaram a seus homens e partiram num pé de guerra contra o governo do Estado, à época João Pessoa.
A revolta de Princesa foi um dos estopins da Revolução de 30.
O pau cantou e todos perderam.
Mas essa é outra história.
O pioneirismo no cotidiano social é marca indelével da luta das mulheres por liberdade no mundo.
E na literatura?
Em 1859 (coincidentemente, ano da fundação da cidade de Princesa), a catarinense Ana Luiza de Azevedo publicou o romance indigenista D. Narcisa de Vilar.
Nesse mesmo ano, a maranhense Maria Firmina dos Reis publicou o romance considerado primeiro do ciclo abolicionista escrito por mulher: Úrsula.
No campo da poesia, outra nordestina: a baiana Adélia Josefina de Castro Fonseca, da safra de 1827, colheu elogios do velho Machado de Assis na coluna que assinava no Diário do Rio de Janeiro.
Ele escreveu que ela agradava por expremir "uma verdadeira individualidade feminina", sem falsa "imitação dos tons másculos, que algumas escritoras procuram mostrar nas suas obras, como recomendação dos seus talentos".
Muita água correu por baixo da ponte até chegarem ao ponto que chegaram.
No CD Poetas Nordestinos dos Séculos XIX e XX, que lancei em 2009, inclui uma poeta incrível do Rio Grande do Norte: Auta de Sousa (1876-1901).
Auta é autora de muitas pérolas, entre as quais o soneto Caminho do Sertão.
Vale a pena sair procurando coisas dela.
Uma explanação a respeito deste assunto será trazida à tona durante a realização da IV Jornada Internacional de Mulheres Escritoras, entre os dias 18 e 19 próximos no Sesc Pinheiros e no Sesc Rio Preto e Associação Comercial de São José do Rio Preto nos dias 20 e 21 seguintes.
Participarão do evento, idealizado pela tradutora e pedagoga paulista Isabel Ortega, poetas e romancistas da Costa Rica, Colômbia, Espanha, Bolívia, Argentina, México e, naturalmente, do Brasil.
O evento será aberto com a entrega do Prêmio Lygia Fagundes Telles (foto)ao crítico literário e ex-presidente da União Brasileira de Escritores, em São Paulo, Fábio Lucas.
Palestras como Gramáticas Femininas: a Escritura de Mulheres Diante de novos Desafios a ser proferida pela argentina Alicia Poderte, e Mulheres que Escrevem como Homens pela colombiana Pilar Quintana, prometem.
Vamos lá?

quinta-feira, 12 de maio de 2011

ATAQUE SUJO E COVARDE

O bombardeio contra a ministra Ana de Hollanda, da Cultura, é totalmente descabido; mas só os ingênuos, muito ingênuos, acreditam que não haja interesses feios por trás disso tudo.
E dos grandes.
Os ataques começaram antes mesmo da campanha vitoriosa de Dilma ao Planalto e se redobraram com a escolha de seus principais auxiliares, entre os quais Ana.
O caso é que há interesses individuais e de grupos fortemente contrariados desde a posse do novo governo, quando os titulares dos ministérios do Planejamento e da Fazenda anunciaram à nação o corte de pelo menos R$ 50 bilhões no orçamento para este ano.
Ana é apenas um alvo para o grande alvo almejado: Dilma Rousseff.
E se nesse momento houver qualquer titubeio ou insegurança da parte do governo, o pior pode acontecer: o desprestígio da presidente no cargo que ocupa e sei lá mais o quê!
Nessa tentativa tresloucada e clara de desestabilização do governo e da democracia, o que temos visto no dia-a-dia é um ataque feroz, desumano e covarde contra a ministra da Cultura, promovido por tendências políticas e forças econômicas estranhas ao bom convívio social.
O que aconteceu anteontem à saída da ministra da Assembléia Legislativa de São Paulo, onde dialogou civilizadamente com representantes da classe artística e recebeu apoio da bancada federal e estadual paulista, foi grave: um repórter de O Globo entrou furtivamente no carro oficial do Ministério para interrogar a ministra, naturalmente sem o seu consentimento.
Antes, o coleguinha fez-se de vítima.
Lamentável.
Quem não conhece essa história?
Pois é.
Atenção: daqui a pouco reprisarei entrevista exclusiva que fiz com a ministra Ana de Hollanda para o programa O Brasil tá na Moda, no ar pela rádio Trianon a partir das 14h30.

terça-feira, 10 de maio de 2011

MINISTRA PARTICIPA D`O BRASIL TÁ NA MODA

A ministra da Cultura (foto), Ana de Hollanda, participou hoje do programa O Brasil tá na Moda, que apresento todos os dias entre às 14h30 e 15 horas, na rádio Trianon AM 740, repetido sempre às 4h30 do dia seguinte.
Ana de Hollanda disse que veio a São Paulo para encontros com artistas e produtores culturais situados na periferia da cidade e com políticos na Assembléia Legislativa, hoje à tarde.
Ela falou das dificuldades que encontra como ministra e lamentou o fato de ainda haver no País quem dê mais importância a interesses pessoais em detrimento a interesses coletivos, e que o seu cargo é, naturalmente, muito cobiçado.
A ministra lembrou a necessidade e obrigação de o Estado valorizar e disseminar cada vez mais as manifestações artísticas do País.
A participação da ministra no programa O Brasil tá na Moda foi encerrada com a execução da faixa 3 (Estrada da Vida, dela e Helvius Vilela) constante no CD Só na Canção, gravada em 2009.
A letra diz:

Toda estrada que vejo
Leva-me para outra estrada.
Toda estrada da vida
Traz a rota projetada.

Toda estrada tem pedras
Entocadas no caminho.
Essas pedras indicam
Que na volta estou sozinho.

Tudo aquilo que eu queria ver
Emergiu esfumaçado.
Nessa nuvem consegui reconhecer
Trilhas do caminho,
Cacos de uma ponte havida,
Um esboço do que é
Minha estrada da vida,
Vida torta ensaiada.

FESTIVAL DOE MÚSICA
- Do jornalista assessor de imprensa do Centro Cultural Banco do Nordeste, Luciano Sá, recebo a informação de que O VI Festival BNB da Música Instrumental apresentará 40 concertos gratuitos de 21 formações instrumentais oriundas de onze Estados de três regiões brasileiras, incluindo o Sudeste e o Centro-Oeste, e também da Argentina. O festival se realizará entre os dias 18 e 28 deste mês, em Fortaleza, Juazeiro do Norte e Sousa, no alto sertão paraibano. Mais informações pelos telefones (85) 3464.3196 e (85 8736.9232) ou pelo e-mail lucianoms@bnb.gov.br

sexta-feira, 6 de maio de 2011

LEITURA E LAZER NO PARQUE DA ÁGUA BRANCA

A exposição de xilogravuras baseada no livro A Menina Inezita Barroso, de minha autoria e lançado pela Cortez Editora, poderá ainda ser vista por quem for nesse fim de semana - e nos próximos, até o final deste mês - ao Parque da Água Branca.
As xilos que formam a bela expo são de autoria de um dos maiores artistas plásticos do Brasil: o paraibano de Uiraúna Ciro Fernandes, nascido na mesma rua em que nasceram a ex-prefeita da capital paulista Luiz Erundina e o escritor José Nêumanne Pinto, também poeta e editorialista famoso do Jornal da Tarde e comentarista político do SBT e Rádio Jovem Pan.
Ciro é um artista de renome internacional e há pouco esteve em São Paulo, realizando oficina no Parque.
Ele começou a se entusiasmar pela arte da madeira entalhada ainda nos tempos de criança, no sertão paraibano.
Tinha uns nove anos de idade quando decidiu ser xilogravador com obras nas páginas de livros de Gilberto Freyre, Rachel de Queiroz, Ana Maria Machado e dezenas e dezenas de outros, inclusive do paulista Orígenes Lessa, que foi jornalista, ensaísta etc., imortal pela Academia Brasileira de Letras e hoje nome de uma avenida na cidade de São Paulo.
É de Lessa, entre muitos outros título romance O Feijão e o Sonho romance publicado em 1938 transformado por sua beleza num clássico do gênero; e também o ensaio Getúlio Vargas na Literatura de Cordel, de 1974, obrigatória referência do tema.

Ontem recebi no programa O Brasil tá na Moda, que apresento diariamente na Rádio Trianon (AM 740), a partir das 14H30, o maestro Julio Medaglia.
Uma conversa e tanto!
No mesmo programa, para um papo sobre a programação deste e do próximo mês, receberei hoje a colega jornalista Tatiana Fraga, criadora do Espaço de Leitura PraLer, do qual é coordenadora.
Farei indicações do melhor do melhor no campo da cultura para este fim de semana em Sampa.
Ouçam o programa e atentem para a trilha musical, na qual incluirei uma versão bonita e curiosa em italiano da canção Eu só Quero um Xodó (Lui Que Lui la), de Dominguinhos e Anastácia, feita por S. Bardotti e gravada em 1974 por Ornella Vanoni.
Acima, reprodução da capa do LP La Voglia di Sognare, de Ornella, com a música da dupla Anastáciá-Dominguinhos, a 2ª do lado A.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

BATE-PAPO COM MEDAGLIA, NA TRIANON

Falar com o maestro paulistano Julio Medaglia é o mesmo que dialogar com o Brasil, de viva voz.
Conferi isso hoje no programa O Brasil tá na Moda, que apresento de segunda a sexta-feira na Rádio Trianon AM 740, entre às 14h30 e 15 horas, ao vivo.
Começamos a prosa falando sobre o maior dentre todos os compositores operísticos das Américas, o paulista Antônio Carlos Gomes.
Após estréia mundial de O Guarani, de Gomes, cujo libreto assinado pelo italiano Scalvini é baseado no romance homônimo do cearense José de Alencar, Verdi, autor de Aida e outras belas óperas, disse em referência - e reverência - a seu colega paulista:
- Esse jovem começa por onde eu termino.
O ano era 1870 e o palco, o teatro Scala de Milão, Itália.
Seguimos falando sobre o cearense Alberto Nepomuceno e o mineiro Ary Barroso, passando por Elomar Figueira Mello e o paraibano Geraldo Vandré, para cuja obra, excepcional, o maestro paulistano revelou que em breve fará arranjos especiais.
Com extrema mestria, e há muito, Medaglia trafega com desenvoltura tanto no campo da música erudita, como no campo da música popular ou de divertimento, como uma vez me disse outro grande regente, Eleazar de Carvalho, criador do Festival de Inverno de Campos do Jordão.
Carvalho era de Iguatu, CE.
Nos anos 60, Julio Medaglia fez diversos arranjos para canções do universo popular como Tropicália, marco do movimento Tropicalista liderado pelo baiano Caetano Veloso.
Nossa conversa diante dos microfones da Trianon seguiu com o maestro dizendo que acaba de ser consultado pelo prefeito de uma cidade da Grande São Paulo para fundar uma orquestra jovem.
Ele está animado, com essa perspectiva.
Medaglia é formado em regência sinfônica em Freibug, Alemanha, e por vários anos dirigiu o Teatro Municipal de São Paulo.
Experiência não lhe falta.
Idem talento.
E pensar que o Sr. Sayad, da Fundação Padre Anchieta, o dispensou sem razão das atividades de formação cidadã pela música que desenvolvia há duas décadas e meia no rádio e na televisão Cultura...
Insanidade pura!
A propósito, o maestro revelou que centenas de mensagens contrárias a sua saída da Fundação foram despejadas no e-mail particular do governador.
E isso o surpreendeu.
Ele também contou que ontem teve um encontro casual com o governador Alckmin, que lhe disse que não gostou nem um pouco da sua demissão assinada por Sayad e que verá que providências tomar.
“Agora estão me chamando para uma conversa”, disse.
Aguardemos o próximo capítulo dessa lamentável novela estrelada irresponsavelmente pela cúpula dirigente da Fundação Padre Anchieta.
Conversamos também sobre a pobreza da programação televisiva e radiofônica absurdamente reinante entre nós e que quem pode nada faz para mudá-la.
Medaglia criou programas incríveis, no rádio e na televisão, como Opus 7, na Record de antigamente; e Prelúdio, da TV Cultura.
Por fim, um aviso: o bate-papo a que aqui me refiro, será reprisado amanhã às 4h30 da matina.
Quem acordar cedo ouvirá.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

REVIVENDO TRAZ DE VOLTA LUIZ AMERICANO

Luiz Americano, sergipano da capital, nascido em 1900, foi para a clarineta o que o carioca Waldir Azevedo, da safra de 23, foi para o cavaquinho.
A clarineta antes de Americano não tinha grande força e significado na música que se fazia no Brasil, como o cavaquinho que Azevedo transformou no principal instrumento de cordas do chorinho estilizado pelo grande Pixinguinha no começo do século passado.
Uma belíssima amostra da obra de Luiz Americano pode ser curtida nos três CDs que a Revivendo, sempre a Revivendo, acaba de pôr no mercado: Luiz Americano, 50 Anos de Saudade.
Os destaques aparecem logo no CD 1:
- Alma do Norte, Ao Luar, Eu te Quero Bem, com a participação dos instrumentistas também pouco lembrados Tute e Luperce Miranda; e Gozando a Vida, um dos seus primeiros maxixes, de 1925.
E seguem no disco 2:
- Luiz Americano de Passagem Pela Arábia, Meu Brasil, Pisando em Brasas, de Sá Roris; e Nathalia, uma valsa de Vadico, grande parceiro de Noel, com o próprio Vadico ao piano.
O último CD da trilogia de 20 faixas cada, traz Seu Braboza, chorinho de Vicente Paiva, a valsa Wilma, de Radamés Gnatalli, e uma regravação de Eu te Quero Bem, de 1937, cinco anos depois de feita a primeira gravação, contida no CD 1.
Oportuníssimo esses discos, para quem gosta do que é bom.
Corram às lojas especializadas, porque os discos da Revivendo têm pouca tiragem e acabam rápido; e músicas de Luiz Americano e outras por ele interpretadas não se acham todos os dias e em todo canto.
Americano partiu no dia 29 de março de 1960.

O BRASIL TÁ NA MODA
- As minhas convidadas hoje para participar do programa O BRASIL TÁ NA MODA, pela rádio Trianon AM 740, no ar também pela Internet, são as irmãs Célia e Celma, mineiras como o foi o saudoso Ary Barroso.

terça-feira, 3 de maio de 2011

LIVRO DE JOSÉ SEVERO VIRA FILME NO RIO GRANDE

Começaram as filmagens da história narrada pelo jornalista José Antônio Severo no livro Os Senhores da Guerra, sobre uma das pouco lembradas guerras civis ocorridas no Brasil.
É, pois, verídica a história escrita por Severo, e aconteceu nos fins da primeira metade dos anos de 1920, no Rio Grande do Sul.
Durou pouco menos de um ano, como a guerra de Canudos.
O ponto de partida é o drama vivido por dois irmãos da elite gaúcha, Júlio e Carlos Bozano.
O primeiro, ex-prefeito de Santa Maria aos 25 anos e o outro, aos 18, secretário particular do general maragato Zeca Netto.
Maragatos ou assisistas, identificados por um lenço vermelho ao pescoço, era como eram chamadas os aliados de Joaquim Assis Brasil, contrários às forças de Antônio Augusto Borges de Medeiros, poderoso chefe político do Rio Grande do Sul, durante 25 anos presidente do Estado.
Quem integrava suas fileiras eram chamados de borgistas ou ximangos, identificados por um lenço branco.
O sucessor de Borges foi Getúlio Vargas.
O filme promete, como indicam o enredo, os figurinos e o talento e sensibilidade do diretor gaúcho Tabajara Ruas.
As filmagens serão concluídas de mais um mês.

O BRASIL TÁ NA MODA
- A minha convidada hoje para uma prosa no programa O Brasil tá na Moda é a compositora e cantora pernambucana Anastácia. Uma de suas músicas, feita em parceria com o sanfoneiro Dominguinhos, Eu só Quero um Xodó, foi até aqui gravada de modo diferente mais de 400 vezes, inclusive no Exterior.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

INEZITA NO PARQUE, CORINTHIANS E BIN LADEN

Deus fez Inezita Barroso e o Corinthians, o time do povo. E também, por estar bem humorado e dispor de tempo, fez o Rio de Janeiro num piscar d´olhos, para depois o escritor mineiro Guimarães Rosa, de Grande Sertão: Veredas, dizer que o Flamengo é o time dos homens inteligentes.
E aí foi a vez de o compositor carioca Lamartine Babo entrar na parada e fazer o hino que anda inda na boca do povo:
- Uma vez Flamengo/Sempre Flamengo...
Ontem foi um dia especialíssimo, por várias razões.
A primeira, por Inezita ir ao Parque da Água Branca para contar histórias para crianças de todas as idades (foto), dos oito aos oitent´anos, durante uma hora inteira, a partir das 11:15.
A presença de Inezita seria notícia de destaque em qualquer jornal do País, estranhamente menos nos jornais de São Paulo, pois não é todo dia que ela sai por aí contando histórias infantis nos parques da cidade.
Aliás, ela fez isso, em público, pela primeira vez ontem.
Que viu, viu, ouviu e aplaudiu.
A segunda razão, é que o Corinthians, time de Inezita, bateu por pênaltis o Palmeiras, do Felipão.
O bicho vai pegar!
Domingo dia 8 tem mais Corinthians, contra o Santos.

O MUNDO A MIL
O mundo capitalista agora parece respirar mais aliviado, pois Osama Bin Laden, o homem mais procurado do mundo, finalmente foi assassinado ontem por forças norte-americanas em Abbottabad, no Paquistão. O anúncio da sua morte, feita pelo presidente Obama, levou as principais bolsas de valores de todo canto subir e o preço do petróleo baixar.
Sei não, mas acho que vem represália por aí.

sábado, 30 de abril de 2011

INEZITA CONTA HISTÓRIAS INFANTIS NO PARQUE

Inezita ligou para dizer da sua alegria com o livro A Menina Inezita Barroso, que escrevi e a Cortez editou. A Menina acaba de ser lido por uma de suas netas que mora em Londres.
Outra alegria, que ela revelou, foi a gravação especial para o seu programa Viola Minha Viola com os irmãos paranaenses José e Durval, mais conhecidos por Chitãozinho e Xororó.
Há muito isso estava previsto, mas só quarta foi possível por causa da agenda cheia dos dois.
Durante a gravação a dupla canta várias músicas e a última, exatamente Chitãozinho e Chororó, de Serrinha e Athos Campos, junto com a apresentadora.
O programa Viola Minha Viola, líder de audiência da TV Cultura, vai ao ar no próximo dia 15, um domingo.
Chitãozinho e Xororó está completando 40 anos de carreira, a contar do primeiro disco que gravou, um LP, intitulado Moreninha Linda, com o esclarecedor subtítulo: Chitãozinho e Chororó (dupla infantil de violeiros), lançado em 1971 pelo selo Tropicana, da extinta CBS.
Chitãozinho (José Lima Sobrinho) nasceu no dia 5 de maio de 1954 e Xororó (Durval Lima), no dia 30 de setembro de 1957.
Detalhe: no segundo LP, o C de Chororó é substituído por um X, para diferençar a dupla da ave que inspirou os autores da música, comum de sul a norte do País.
O disco de estréia dos dois foi produzido por Roberto Stanganelli e Ariowaldo Pires, famoso por sua vasta obra e pelo curioso pseudônimo Capitão Furtado.
A primeira gravação da música que mudou a vida dos irmãos José e Durval foi gravada como toada pela primeira vez por um dos seus autores, Serrinha, e Caboclinho, no dia 24 de janeiro de 1946 e lançada no ano seguinte pela fábrica de discos Odeon, à época com sede no rio de Janeiro. A segunda gravação foi feita pela mesma dupla, no dia 5 de junho de 1951 e lançada simultaneamente PE extinta Continental e um de seus selos, Caboclo.
Detalhe para o título original dessas gravações: Chintanzinho e Chororó.
Mais Inezita: amanhã, às 11 horas, a apresentadora do Viola Minha Viola estará no Parque da Água Branca, contando histórias para crianças de 8 a 80 anos.
Eis aí uma raríssima oportunidade para ver e ouvir Inezita contar histórias infantis.
E de graça!
Vamos nessa?
PS- detalhe para a capa de disco que ilustra este texto, mas precisdamente para o crédito abaixo.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

INTELIGÊNCIA E SENSIBILIDADE, DE LUTO

É a velha história:
“... Na primeira noite, eles se aproximam/e roubam uma flor/do nosso jardim./E não dizemos nada./Na segunda noite, já não se escondem:/pisam as flores, matam nosso cão,/e não dizemos nada./Até que um dia,/o mais frágil deles/entra sozinho em nossa casa/roubam-nos a luz, e,/conhecendo nosso medo,/arrancam-nos a voz da garganta/E já não podemos dizer nada...”.
Lembrei desse poema (No Caminho Com Maiakósvski), do niteroiense Eduardo Alves da Costa, ao tomar conhecimento do crime cometido por João Sayad esta semana, ao demitir, num minuto e meio e sem nenhuma razão e prosa, o grande maestro e arranjador paulistano Júlio Medaglia, um nome cuja inteligência e sensibilidade o mundo civilizado elogia e aplaude; menos a direção da Fundação Padre Anchieta, que há muito anda correndo loucamente para se nivelar por baixo, como tudo indica, à grade comercial das emissoras abertas, que não têm compromisso algum com educação e cultura deste País historicamente judiado pelas elites e colonizadores.
A demissão do maestro da Fundação Padre Anchieta equivale a um retrocesso sem igual no campo da cultura musical, por isso não custa compará-la à violência praticada pelo personagem do poema de Eduardo Alves da Costa, que, aliás, por falta de esclarecimentos, muita gente inda pensa ser da lavra do poeta russo referido no título.
Júlio Medaglia tem ensinado e ajudado o quanto pode a formar opinião e a divulgar o que há de bom na nossa cultura, primeiro através do programa Pentagrama e depois através do programa Temas e Variações, que apresentou até terça passada pela Rádio Cultura FM.
Perdemos todos, incluindo os jovens instrumentistas que exibiam talentos a granel no belíssimo programa Prelúdio, criado, dirigido e apresentado pelo maestro nos fins de semana, via TV Cultura.
Enquanto Serra trabalha no desmonte do PSDB e a direção Fundação Padre Anchieta troca os pés pela cabeça, quem paga o pato são os cidadãos, em prejuízo à formação cultural de quem não tem opção de escolha na televisão.
O maestro foi funcionário da Fundação durante cerca de duas décadas, não custa lembrar.
Nos últimos cinco anos, ele continuava trabalhando na empresa, mas sem vínculos empregatícios; e o que ganhava como remuneração, servia apenas como ajuda de custo, digamos assim. Isto é: praticamente ele pagava para trabalhar.
Uma pena.
A sua demissão pelo Sr. Sayad é lamentável sobre qualquer aspecto.
A inteligência está de luto.
E não fazemos nada...

AVANT-PREMIÈRI
João Bernardo Caldeira informa hoje na sua coluna que será lançado até junho um novo canal de TV a cabo, o Movie Box Brazil, com conteúdo 100% nacional. Inicialmente, a programação será toda composta por programas licenciados, adquiridos com produtores e distribuidores como Downtown e Imovision. Até outubro, outros dois canais serão lançados, também dedicados a conteúdo nacional, focados em música e turismo. Nos próximos 20 dias, o sinal via satélite entrará em fase de testes. Para exibição dos canais, estão sendo mantidas negociações com a NET e a OI TV. No ano passado, o setor de TV por assinatura cresceu 30% em assinantes. Além do mercado interno aquecido, o momento é bom porque o Brasil atualmente é uma vitrine internacional.
Fica o registro.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

CORDEL, PRÍNCIPES E PRINCESAS

Como Amor e Revolução do SBT, o folhetim eletrônico Cordel Encantado da Globo estreou nos primeiros dias deste mês de abril.
Mas não dá pra fazer comparações.
Uma trata de episódios da ditadura militar implantada no Brasil no dia 1º de abril de 1964, e a outra é toda ficção.
O ponto de partida da história da Globo é o reino encantado de Seráfia do Norte, governado pelo rei Augusto (Carmo Dalla Vecchia).
Augusto e sua rainha Cristina (Alinne Moraes), mais a herdeira de ambos, ainda bebê, chamada Aurora, partem para uma aventura arriscada no Brasil: caçar um tesouro escondido n´alguma parte do sertão nordestino pelo fundador do reino, dom Serafim.
E acontece a primeira tragédia: a morte da rainha, planejada pela malvada duquesa Úrsula (Débora Bloch), que trama ocupar o trono e se vingar de Augusto, que a trocou por Cristina, uma plebéia como Kate Middleton que amanhã se casa com o príncipe William, o segundo na linha de sucessão ao trono britânico.
Na fictícia história escrita por Duca Rachid, a filha do rei Augusto e da rainha Cristina é salva e entregue a um casal de roceiros, que a cria com o nome de Açucena.
O reino de Seráfia do Norte vive em pé de guerra com Seráfia do Sul, do rei Teobaldo (Thiago Lacerda).
Para a paz voltar a ambos os reinos, é preciso que se cumpra um acordo: a filha de Augusto casar com o filho de Teobaldo, Felipe.
E a encrenca está criada.
A história é bonita e recomendável a todas as idades.
Detalhe: para preparar os telespectadores, a Globo destacou uma equipe do programa Globo Rural para mostrar a riqueza da nossa cultura popular, representada por cordelistas, repentistas e xilogravadores. A reportagem foi ao ar no começo deste ano e nela faço a distinção entre poesia popular e erudita: “Uma tem o lustre, tem o brilho da erudição no sentido de formação acadêmica e a outra, não. A outra é a poesia pobre. Ela é direta, é clara, não fica preocupada com expressões que as pessoas não conheçam. Ela não fica mexendo dicionários para encontrar palavras bonitas. São poesias que têm história com começo, meio e fim”.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

JORNALISTAS, REQUIÃO E DELEGADO FLEURY

O ex-governador Leonel Brizola ficou fora do Brasil na qualidade de exilado das forças da ditadura militar, durante uns 15 anos. Quando retornou, com a democracia engatinhando, disse que a nossa imprensa era a melhor do mundo etc. e tal, e que dela muito se orgulhava, pois através dela ficava sabendo o que ocorria no País.
Tanto tempo depois, ainda ouço e leio declarações de figurões da República espinafrando jornalistas, como o fez esta semana esse Requião senador do PSDB pelo Paraná.
Ele não gostou de ser questionado por um repórter sobre a pensão de R$ 24 mil que recebe do erário, como ex-governador do Estado do Paraná. E por não gostar do questionamento, arrancou abruptamente das mãos do repórter um gravador e o ameaçou: “Você já pensou em apanhar, rapaz?”
Triste episódio.
A imprensa ainda é a culpada de tudo, acusada etc.
São muitos os episódios parecidos com esse protagonizado por Requião, envolvendo profissionais da imprensa e figurões da vida pública.
Também aconteceu comigo nos meus tempos de Folha.
E ainda pior: apanhei do delegado Fleury durante uma entrevista coletiva, diante de alguns colegas que riam, enquanto ele, apoplético, gritava impropérios e me expulsava de seu gabinete a tapas e pontapés, no DOPS.
Apenas um jornal registrou isso, em poucas linhas: o JT.
Faz muito tempo.
Antes, noutra ocasião, eu quis saber do seu envolvimento com o Esquadrão da Morte, e ele disse: "No momento estou sub judice e acho um desrespeito à Justiça falar agora".
E prometeu que um dia responderia a tudo que lhe perguntassem, mas não deu tempo.
Na madrugada de 1º de maio de 1979, ele escorregou de sua lancha Adriana I, no ancoradouro de Ilhabela, litoral Norte de São Paulo, e morreu afogado, segundo o noticiário da época.
Detalhe: a matéria era para a Folha, mas a Folha, capitaneada por Bóris Casoy, não publicou. O Pasquim não só a publicou em várias páginas, como ainda deu capa.
Não está na hora de acabar com esse negócio de impedir o trabalho de jornalistas?

terça-feira, 26 de abril de 2011

MAIS AMOR E MENOS ÓDIO

É pesado, bastante pesado, o folhetim eletrônico do SBT Amor e Revolução, menos pela dramaturgia em si, mais pela carga emocional e violenta que o enredo apresenta.
As imagens são fortíssimas, especialmente as que contêm modos operandi de torturas praticadas por agentes do sistema da época.
A história se passa após o golpe militar que apeou do poder o presidente João Goulart, no dia 1º de abril de 1964.
A trilha sonora é variada: vai desde A noite de Meu Bem, de Dolores Duran, a Cálice, de Gil e Chico, com Pitty; passando por Opinião, de Zé Kétti, com Nara; a Disparada, de Theo de Barros e Vandré, e Pra Não Dizer Que Não Falei de Flores, ou Caminhando, do mesmo Vandré, com Fafá de Belém e, noutra versão, com Charlie Brown Jr.
A trilha, até aqui, representa o que se ouvia na época; mas ainda falta muito, como A Triste Partida, de Patativa do Assaré, gravada pelo rei do Baião, Luiz Gonzaga, em 1964.
Para a abertura do folhetim, pensou-se na guarânia Pra Não Dizer Que Não Falei de Flores, música-símbolo da resistência à ditadura.
As conversas entre a produção de Amor e Revolução e o autor de Caminhando ainda não chegaram a ponto final.
Bom, Vandré continua como o único brasileiro em greve no Brasil.
Ah! Sim: acho que o folhetim do SBT deve ter mais amor e menos ódio.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

CARMEN QUEIROZ LANÇA NOVO CD, NO SESC

A cantora procopense Carmen Queiroz está com disco novo chegando à praça de maneira independente. É o 4º da carreira bonita que tem trilhado, completando agora 20 anos.
Chama-se Enquanto eu Fizer Canção, cujo repertório homenageia uma dezena de cantoras de sua predileção, como a portuguesinha Carmen Miranda, Dalva de Oliveira, Aracy de Almeida, Elizeth Cardoso e Ângela Maria.
A faixa que inicia o disco é Alô, Alô, do carioca André Filho, também autor de Cidade Maravilhosa, hino oficial do Rio de Janeiro. Essa música, originalmente uma marchinha, foi gravada originalmente em disco de 78 rpm por Aurora Miranda, irmã de Carmen, e o autor André.
Enquanto eu Fizer Canção será lançado no próximo dia 30, às 21 horas, no Sesc Pompéia, em show de 90 minutos que contará com a participação de Ângela Maria. Os músicos que as acompanharão são de primeira linha: Edmilson Capelupi (violão 7 cordas), Edson Alves (6 cordas), Daniel Ferruge (cavaquinho), João Poleto (flauta), Jotagê Alves (clarinetes), Celso Almeida (bateria) e Roberta Valente e Léo Rodrigues (percussão).
Ontem Carmen Queiroz (foto) esteve no programa O BRASIL TÁ NA MODA (de segunda a sexta, entre 14H30 e 15 horas), pela Rádio Trianon AM 740 (que pode ser acessado também pela Internet, online).
Hoje, o meu convidado é o escritor Roniwalter Jatobá, que há pouco lançou o livro O Jovem Luiz Gonzaga, pela editora Nova Alexandria.
Fiquem ligados!

ANIVERSÁRIO
Deixou aqui registrado o aniversário, hoje, de Joana Neiva, provavelmente a brasileira que se faz mais presente nos eventos culturais desta cidade de São Paulo. Meus parabéns Joana, e muitas felicidades.

terça-feira, 19 de abril de 2011

NO MULHERES DA GAZETA EU, INEZITA E PAPETE

Foi bom demais rever os amigos Elomar, Xangai, Vital Farias e Geraldinho Azevedo no Teatro Simon Bolivar do Memorial da América Latina, ontem às 9 da noite.
Os malungos cantaram e cantaram.
Foi bonita a festa, pá!
Vital dominou o espetáculo, com natural brasilidade.
Falou, entre uma música e outra, de pessoas importantes da nossa cultura popular como o historiador José Ramos Tinhorão, que sábado viaja, mais uma vez, a Portugal.
Depois do espetáculo, fui tomar cana com Elomar, tendo Andrea e Rita Cajaíba como anjas de plantão, a tudo observando e cuidando.
Eita!
No bar, Elomar estava mais desenvolto do que no palco.
Detalhe: o espetáculo, chamado de Cantoria, confirmou a tendência política de Vital, hoje o esquerdista mais autêntico do País.
Velha história: não digam a Tinhorão que o Muro foi derrubado, pois ele é o muro.
....................
Vocês estão acompanhando o programa O BRASIL TÁ NA MODA?
O convidado especial de amanhã é o romancista mineiro Roniwalter Jatobá. Vamos conversar a respeito de literatura etc. e tal.
Quem não nos ouvir é bobo.
E tenho dito!
.......................
Logo mais às duas e pouco da tarde, estarei no programa Mulheres, da TV Gazeta, junto com Inezita Barroso e o percussionista maranhense Papete, meu parceiro na música A Brasileira Inezita. O programa é reprise e vale de novo no ar por sua importância documental e histórica. Inezita é dez, multiplicada por milhões!

segunda-feira, 18 de abril de 2011

DONA ZICA PARTIU E NINGUÉM NOTOU. PÕXA VIDA!

Lamentável, sob todos os sentidos: nenhuma linha nos nossos jornais do rádio e tevê, e também no portal UOL e noutros portais e saites de pesquisas como o Google, sobre o encantamento sábado, pouco depois das 20, da artista plástica e autora da valsa Lampião de Gás, Zica Bergami.
Na foto, eu e ela.
Dona Zica se despediu de nós dormindo, com seus 97 aninhos...
Era uma pessoa dulcíssima.
Cheia de vida, alegre.
Eu a conheci há quase trinta anos, de ir a sua casa e beber o uísque - sem gelo, claro - que sempre gostei e que me ofertava sem, por seu turno, tomar um tico sequer.
Andrea brigou comigo várias vezes, pedindo pra me controlar...
Eu, hein!
Dona Zica ria, achava graça disso.
Ela era natural, espontânea, amabilíssima.
Deixou apenas uma filha: Silvinha, maravilhosa.
E eu dizia a Andrea: vamos à casa da Zica, vamos visitá-la, ela tem andado cansada...
Mas não sobrava tempo.
Deus do céu! Como somos desatenciosos à vida e às pessoas de quem gostamos e de quem queremos bem!
Dona Zica era a avó que todos nós gostaríamos de ter, sem dúvida.
Grande pintora "naïf", que a gente do nordeste chama de "primitiva".
Tenho vários desenhos seus valorizando de querência as paredes do meu lar.
E agora, confesso: ela seria a minha próxima “menina” na série de livros que estou preparando e que teve como primeira biografada a rainha da moda, Inezita “Zitinha” Barroso.
Flores em vida como cantava o sábio e querido Nélson Cavaquinho.
Adeus, dona Zica.
Certamente nos reencontraremos em breve.
Detalhe: ao tomar conhecimento do passamento de dona Zica, Andrea avisou o mais rápido a Marcelo, sobrinho e produtor de Inezita dizendo o que havia sucedido. E triste, Inezita, que se aprezentava num palco da programação Virada Paulista, na Luz, espalhou o seu sentimento: partiu para a eternidade uma grande mulher e amiga, a Zica.
A vida é de morte.
Outra informação que não se acha nos jornais de hoje é:
Daqui a pouco, às 21 horas, os amigos Elomar, Xangai, Geraldinho Azevedo e Vital Farias estarão mais uma vez reunidos num encontro de malungos, dessa vez no Memorial da América Latina.
Claro, estarei lá.
Agora pergunto: vocês estão acompanhando o programa O BRASIL TÁ NA MODA, pela Trianon AM 740, e também pela Internet online?
Boa noite.

domingo, 17 de abril de 2011

MORREU A AUTORA DE LAMPIÃO DE GÁS


Coisas da vida.
Zica Bergami, autora da valsinha Lampião de Gás partiu.
Tinha 97 anos completados em agosto.
O caso se deu ontem por volta do Jornal Nacional, quando era anunciada a programação da 7ª Virada Cultural, na capital paulista.
Ela estava dormindo, em casa. De repente, foi percebido que já não respirava.
Tomei ciência da notícia agora, quando me preparava para sair e assistir Inezita Barroso cantar num palco armado na estação da Luz, aqui perto de casa.
No repertório, claro: Lampião de Gás, cujos arranjos originais foram feito pelo maestro Hervê Cordovil.
A música foi lançada em maio de 1958, num disco de 78 rpm. Selo acima.
Dona Zica deixa músicas, saudades e uma filha sem filhos, Sílvia.
O corpo está sendo velado no Cemitério São Paulo e será sepultado ao meio-dia.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

POEMA PRA EMBALAR TRISTEZAS

O negócio notícia é coisa de pega pra capar.
Ver Boris Casoy chiando porque a TV Globo deu notícia que a sua empresa, a Bandeirantes, não deu antes, como queria, é de lascar!
Nos meus tempos e nos tempos inda de hoje, o furo é salutar. Como conseguí-lo são outros quinhentos, ora!
Boris, para com isso!
Eu mesmo fiz furos nos tempos que você chefiava as minhas pautas na Folha e alguns você não publicou,lembra?
Um exemplo: o caso do Esquadrão da Morte...
O caso aqui se refere à loucura do louco de Realengo.
Um poeminha meu, para ilustrar a tristeza dos brasileiros. Nós:

O Brasil está de luto
O Brasil está chorando
Com a tragédia em Realengo
Todo o povo está pensando:
“Meu Deus, como pode um ser
Sem razão sair matando?”

Foram dezenas de tiros
Disparados à queima-roupa
Dentro de uma escola pública
Uma tragédia muito louca
Que enlutou o mundo todo...
Meu Deus: não é coisa pouca!

Um elemento terrível
Insano, sem piedade
Atirou e matou gente
Confrontando a liberdade
Acabou com muitos sonhos
Exercitando bestialidade

Meu Deus, Meu Deus por que,
Por que tanta crueldade?
Se a vida a nós é dada
De graça e sem maldade
Sem nenhum gasto, sem nada
Por que tão dura realidade?

domingo, 10 de abril de 2011

PLIM, PLIM, INEZITA BARROSO!

Há coisas curiosas e legais na capenga grande da nossa televisão.
Como explicar, por exemplo, o Faustão falando do livro A Menina Inezita Barroso que a Cortez Editora acaba de levar à praça e prosseguir serelepe apresentando o seu programa dominical, cheio de besteiras e quadros perdas de tempo?
Gugu?
Deus do céu, um horror!
Silvio Santos?
Deixa pra lá, como o seu clone Amilcare não sei o quê que se vangloria por vender tudo, “menos a mulher e os filhos”, como disse em longa entrevista publicada ontem pelo portal UOL.
E o Amary Jr., hein?
Datena e sua cópia da Record, então, cujo nome nem lembro, falando de tragédias brasileiras, quando eles próprios são isso?
Quanto aos telejornais, esses são pura e simplesmente iguais.
Diferentes, só os canais.
O noticiário da serena Maria Lídia, na velha Gazeta, é dos melhores, embora conte com pouquíssimos recursos.
Com referência aos canais a cabo são poucos os que se salvam, como o National Geographic.
No 2, da Fundação Padre Anchieta, um detalhe parece se esconder aos olhos de todos, no cômputo geral mediado pelo Deus Ibope: Viola Minha Viola, há três décadas no ar sob o comando da Rainha da Moda, Inezita Barroso, é o líder de audiência da grade, apesar dos pouquíssimos recursos que a apresentadora conta para se firmar no topo da programação.
Aliás, uma pergunta: por que a direção não investe mais nessa grande mulher e no seu longevo programa, hein?
O caderno TV do Estadão de hoje mostra a atração de Inezita empatada com Planeta Terra e Festival Mazzaropi.
Detalhe: o que se está levando ao ar a um tempão são reprises do Viola.
Pois, pois, como dizem os portugueses quando nada querem dizer.

AMOR E REVOLUÇÃO
- E a nova novela do SBT, hein? Mistura de ficção e realidade?
Vamos ver, vamos ver.

CULTURA POPULAR
- E a nova novela da TV Globo, hein? Estréia segunda, com o título Cordel Encantado.
Ontem ouvi cordelistas felizes, dizendo que, enfim, a Plim, Plim começa a reconhecer o trabalho deles. Eu, hein! A Globo não é boba,gente!

ROBERTÃO 70
- Pois é: no próximo dia 19, também Dia do Índio, o Robertão das canções e baladonas apaga 70 velhinhas, como dizem os cariocas.

sábado, 9 de abril de 2011

MARCO HAURÉLIO E MEUS ROMANCES DE CORDEL

Coisa bonita de conteúdo e embalagem é o novo livro do baiano Marco Haurélio, doutor em cordel e brasilidade.
Chama-se o livro Meus Romances de Cordel, que a Global Editora, do meu velho amigo Luís, está pondo à praça.
Luís, como Haurélio, foi mordido pelo vírus da brasilidade.
E como Luís e Haurélio, também José Cortez das terras do Rio Grande do Norte, do imortal Câmara Cascudo, que, assim mordido, pôs à praça A Menina Inezita Barroso, deste besta cá de linhas tortas.
E desse modo, nas contadas dos botões, dá pra perceber mais do que depressa que o Brasil de baixo pode chegar ao Brasil de riba antes do que se pensa.
Pelo menos no tocante cá imaginável.
Meus Romances de Cordel reúne meia dúzia, mais um, de folhetos de Haurélio.
Eu os li muito antes de serem enfeixados nesse belo volume, ilustrado por um nome a mim até aqui onde me permite a ignorância: Luciano Tasso, de sensibilidade invejável e de bom traço, e a quem a história certamente reservará um bom lugar.
O novo livro de Marco Haurélio traz de uma só tacada O Herói da Montanha Negra, Presepadas de Chicó e Astúcia de João Grilo.
E também a História de Belisfronte, o Filho do Pescador.
Tudo é muito bom e bonito de leitura.
Pra mim, que leio pouco e penso menos ainda, os destaques do livro são História da Moura Torta e Os Três Conselhos Sagrados.
Haurélio ainda tem muito a nos dar.
Viva Marco Haurélio!

PS - Meus Romances de Cordel foi lançado hoje, no fim da tarde, na Livraria Cortez, em Perdizes. Na ocasião, tive o prazer de reencontrar cordelistas amigos,entre os quais Moreira de Acopiara, João Gomes de Sá, Rouxinol do Rinaré, Klévisson Viana e Varneci Nascimento; além do romancista Roniwalter Jatobá.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

INEZITA, KLÉVISSON E ITAMAR BORGES NO RADIO

Muita coisa tem sido dita ao meu respeito, como esta:
- Assis é defensor da cultura popular, da cultura brasileira.
A cultura do País não precisa de defensor. Ela por si só existe e por si só se perpetua.
É importante que a vivamos.
Só isso.
É maravilhosa a nossa cultura, especialmente a do povo, a popular, essa que o tempo nos revela desde que o tempo é tempo.
O estudioso e amigo que Deus levou Luís da Câmara Cascudo me disse muitas vezes nas conversas em sua casa, em Natal, que a formação de um bom cidadão passa necessariamente pelo conhecimento do que faz o povo anônimo da terra.
Faz-se necessário, pois, que se estude a cultura popular, e que esse estudo vá direto à escola, à petizada.
Antes de mostrarmos a cultura de outros povos, é importante mostrarmos a riqueza cultural do País.
Como gostar do País se nada ou quase nada dele conhecemos?
Nesse ponto, estamos a descoberto.
É preciso ensinar.
É preciso mostrar o que se faz culturalmente nas nossas cinco regiões: Norte, Nordeste, Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
Temos música de ritmos vários e danças tantas, folguedos etc.
Tenho procurado mostrar a nossa riqueza cultural através dos programas de rádio e TV que apresento, e também através dos meus textos neste blog e também nos livros que publico, como no mais novo A Menina Inezita Barroso, pela Cortez Editora; e também através do programa de rádio O Brasil tá na Moda, pela Trianon todos os dias, entre 14:30h e 15 horas, ao vivo.
Hoje, por exemplo, encerrarei a série Inezita Barroso, no ar desde segunda passada.
No estúdio, muita gente que tem o que dizer como o cearense Klévisson Viana, cordelista incrível e não menos incrível desenhista.
Klévisson é uma bomba sempre prestes a explodir em idéias e ações.
Agora mesmo ele está com uma obra fantástica prestes a ser editada, Santuário Brasileiro - 10 Santos do Imaginário Popular, resultante de parceria com o artista plástico Tarcísio Garcia.
O cordelista escreveu e o artista desenhou uma história de santos que estão na boca do povo: Santa Briguilina, São Nunca, Santo de Casa, Santo de Barro, Santo do Pau-Oco, Santo Remédio, Santa Paciência, Santo do Dia, Santa Ignorância e Todo Santo. Ele diz:

Todos crêem no Santo Dia
Que é santo poderoso
Tem a Santa Ignorância
Que castiga o vaidoso
E o famoso Todo Santo
Que é muito pesaroso.

E um pouco mais adiante, escreve Klévisson:

Para baixo Todo Santo
É quem sempre presta ajuda
Uma âncora na cintura
Sua figura não muda
Precisar de Todo Santo
É sempre um Deus nos acuda.

Lá pelo meio do texto, desenvolvido em sextilhas, escreve o cordelista:
Rogo a Santa Paciência
Que me dê disposição
Perseverança e coragem
E amor no coração
Pois a mesma é padroeira
Da sonhada perfeição.

Os últimos versos do Santuário Brasileiro, obra que nasce clássica, são estes:

Baseado no folclore
Eu escrevi este artigo
Porém para sua vida
Lhe dou um conselho amigo
O meu avô já dizia:
“Creia em Deus que é santo antigo”.

Comigo também estarão o ex-gerente de políticas públicas do Sebrae em São Paulo, Silvério Crestana, e o deputado estadual de Santa Fé do Sul Itamar Borges. Claro, falaremos de cultura popular, política e economia.
A cultura popular é a identidade do povo.

quarta-feira, 30 de março de 2011

O BRASIL TÁ NA MODA: TÁ CHEGANDO O DIA!

Inezita está ótima.
Um pouco ansiosa pelo dia 2 que se aproxima, sábado; dia que abre o seu mês no Parque da Água Branca, perto da casa onde nasceu de parto normal, feito por parteira, na Rua Marta e da outra onde vive, na verdade um apartamento na Gabriel dos Santos, entre os bairros da Barra Funda e Campos Elíseos.
A ansiedade nos levou a molhar o bico com uísque sem gelo na tarde calorenta e de chuva hoje, fim de tarde início da noite, nesta multifacetada Sampa de amor, mistério e pecado.
Ingerimos uns golinhos bons de fino malte enquanto falávamos de cultura popular, especialmente a musical.
Entre um gole e outro, vieram à tona boas lembranças de grandes nomes, desde o nortista Waldemar Henrique ao nordestino Capiba, passando por Hervê Cordovil, Raul Torres, Rielinho e Luiz Gonzaga, o rei do baião.
Muita coisa foi dita.
E até de cinema.
Falamos até do vira-lata Virgulino, um cachorrinho pra lá de simpático que anda e late no tom de dieta recomendada por veterinário escolado.
O causo é o seguinte:
Virgulino estava engordando desbragadamente e se coçando muito.
Inezita ficou preocupada e lá foi acionar especialista, que depois de exames e tal recomendou que o cachorrinho, dengoso e saltitante, fosse alimentado à base de cenorinha, carne de cordeiro ou de coelho; arroz integral e água mineral sem gás, inclusive no preparo do arroz e da carne.
É mole?
Inezita informou que Virgulino perdeu gramas incríveis, em menos de uma semana.
E aí brinquei:
- Prepare-se, pois daqui a pouco ele vai exigir canudinho para tomar uísque ou cerveja.
Nenão?
A ansiedade de Inezita também tem um pouco, acho, a ver com a sua participação na estréia do programa O Brasil tá na Moda, depois de amanhã 1º de abril, que apresentarei diariamente pela Rádio Trianon, AM 740.
Ao lado dela, no estúdio, estarão os amigos Ciro Fernandes, Papete, José Cortez, Cris Aflalo, Anastácia, Valdeck de Garanhuns, Sebastião Marinho, Osvaldinho do Acordeon e Roberto Marino, autor da letra da valsa Rapaziada do Brás, o primeiro clássico musical da história dedicado a um bairro da capital de São Paulo.
Também participarão do programa Oliveira de Panelas, Fagner, Dominguinhos e Paulo Vanzolini.
Vai ser bom, não vai?
Pelo menos spromete.
E tudo ao vivo, durante uma hora e meia – das 14:30 às 16 hs.
O Brasil tá na Moda também poderá ser acessado online, pela Internet.

O BRASIL TÁ NA MODA COM INEZITA, OSVALDINHO...


"Não tenho medo da morte, tenho medo da desonra",
José de Alencar, ex-vice-presidente da República (1931-2011).

Dizer o quê?
Conheço o Faustão de um ou dois encontros com o compadre Nêumanne, seu amigo, ainda nos gloriosos tempos que eu chefiava a editoria Política do jornal O Estado de S.Paulo.
Farsano, o restaurante chique dos Jardins.
Foi lá, todo mundo comendo cosiquinha.
Hebe Carmargo ao lado, lembro de uma das vezes.
Bom, acho que continuo trilhando bem o caminho que mestre Câmara Cascudo, como Cortez do Rio Grande do Norte, me ensinou; e que o amigo Tinhorão, paulista da cepa, de Santos, e o mais importante historiador do Brasil, procura, como pode, me mostrar.
Sou menino novo...
Podemos sempre ser novos, quando a cabeça por novos caminhos nos leva.
Entre as várias pessoas que me disseram que Faustão a nosso respeito falou domingo desses destaco Natálício, do bar da esquina que freqüento, perto de casa, e o querido Osvaldinho do Acordeon.
Osvaldinho, disse me fazendo estufar o peito:
- O Faustão falou de você, do seu novo livro e da Inezita Barroso. Fiquei feliz.
Minutos antes dessa fala, Dominguinhos havia me dito, por telefone, sobre problemas de saúde que ora vive.
Eu quis que ele, Dominguinhos, fosse à estréia do meu novo programa na Rádio Trianon, ali na Paulista, 900.
Dominguinhos retrucou, com calma e simplicidade:
- Não posso, mas posso falar por telefone.
Em suma:
Vai ser bonita a inauguração do programa O Brasil tá na Moda, às 14:30h de sexta que vem, 1º de abril.
É isso:
O BRASIL TÁ NA MODA.

PS - Na foto que ilustra estas linhas, o acordeonista Osvaldinho se apresentando ao vivo no extinto programa Tão Brasil, levado ao ar por este cabra durante um ano e pouco via allTV, pioneira tevê pela Internet no Brasil.

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