O tempo é tempo em qualquer tempo. Mas foi há quatro séculos e tralalá que o tempo, entre nós, passou a ser contado de forma diferente, isto é: pelas normas do denominado calendário gregoriano em homenagem ao Papa Gregório 13, que um dia acordou às avessas e sem delongas convocou seus sábios de plantão para um ajustezinho no calendário Juliano criado quatro décadas antes de Cristo nascer por Júlio César, um bam, bam, bam na política e também na arte da guerra do velho Império Romano.
Antes da interferência do Papa na vida cotidiana do planeta, a contagem dos dias, semanas, meses e anos era feita de forma confusa, segundo especialistas da área.
Não que não se comemorassem datas festivas como aniversários de amigos, por exemplo.
A propósito, os amigos Peter Alouche e Paulo Assis Benites estrearam o mês aniversariando.
Peter no começo deste outubro; Paulo, semana passada.
Peter nasceu em terras distantes, estudou Letras em Nancy, França, e se tornou um dos mais importantes especialistas em Engenharia Elétrica no Brasil, ajudando a criar, inclusive, o metrô de São Paulo.
Paulo, por sua vez, paulista de Mogi das Cruzes, acaba de completar 44 anos - Peter não diz quantos fez - e com orgulho carrega consigo o reconhecimento de ter desenvolvido na Politécnica da USP tese de doutorado nota dez sobre motor linear há quase 20 anos, quando pouquíssimas pessoas no mundo sabiam do que se tratava.
Peter escreveu há dez anos e Téo Azevedo musicou e gravou a canção São Paulo de Todos Nós, cuja letra é esta, uma pérola:
Vim de terras bem longínquas
Abrigar-me no teu calor;
Fugi da fome de solos áridos
Fugi de guerras de almas secas;
Vim da Sicília, vim do Japão,
Sou português, sou catalão,
Sou libanês, perdi meu chão,
Não tenho pátria, sou judeu errante,
Vim procurar paz, lar e pão.
Sou branco, sou negro, sou oriental,
Sou nordestino do sertão,
Deixei a casa onde eu nasci,
Ah! Que saudades do Cariri!
Vim descobrir minha esperança
Ao te pedir chão e trabalho;
Com muita lágrima e suor,
Fui perseguir teu futuro,
Edifiquei tua riqueza,
Tornei-te forte e poderosa,
A mais altiva da nação.
São Paulo, São Paulo de todos nós,
Ao te ver de braços abertos,
Te adotei no coração.
Nas horas vagas, Paulo toca piano - e bem -, como os filhos Paulinha e Dedé.
É de Paulo também outra façanha, além daquela que o reconhece como autor da primeira tese de doutorado sobre motor linear no Brasil: a criação do Grupo Trends Tecnologia, GTT, que tem implantado novidades no Metrô paulistano, como as portas automáticas nos trens, por exemplo.
Bom, o tempo é o “senhor” de tudo, quem já disse ou não ouviu isso um dia?
Tim, tim, parabéns aos aniversariantes.
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segunda-feira, 24 de outubro de 2011
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
FIDEL CASTRO HOJE NO RODA VIVA, ÀS 22 HORAS
Há décadas, o risonho feiticeiro das massas Sílvio Santos alardeia na telinha do seu brinquedo, o SBT, o atraente refrão “tudo por dinheiro”, como se a vida se resumisse a isso. Mas ele, como gerente-mor dessa maquininha de fazer doido, tem pessoalmente se saído muito bem, obrigado, no seu incansável exercício de faturar e faturar pela cartilha do capitalismo. Mas será que sabem o que dizem alguns de seus seguidores?
Um tal de Rafinha, por exemplo, do programa CQC da TV Bandeirantes, há pouco sacou de seu chulo vocabulário uma expressão altamente agressiva contra uma gestante e seu bebê, ainda por nascer.
Isso, em nome do humor.
Um chapinha seu, Danilo não-sei-o-quê, levou há pouco ao programa que apresenta Agora é Tarde, também na Band, uma Dani Calabresa de quem nunca ouvi falar para menosprezar duas grandes cantoras brasileiras: as irmãs Celia e Celma.
Esse mesmo Danilo, como seu parceiro do CQC, também andou agredindo os judeus da região do bairro de Higienópolis, ao fazer referência ao campo de extermínio nazista de Auschwitz.
Um horror!
Antes disso, no Twitter, o mesmo tal partiu pra cima dos órfãos, no Dia dos Namorados.
Como se não bastasse, defendeu um cara de nome Mion não-sei-o-quê, da REcord, num caso de homofobia.
Será que vamos continuar a ver na televisão tantas baixarias?
E Lei, hein, não é pra todos?
Então, lei neles!
Ah! Célia e Celma estão lançando mais um imperdível CD (reproduçao da capa, acima): Lembrai-vos das Procissões e Devoções de Minas, que traz uma belíssima curiosidade: uma cântico de Lamartine Babo (1904-63), Ó Maria Concebida Sem Pecado, composta quando ele tinha 15 anos de idade.
FIDEL CASTRO
- O jornalista e historiador gaúcho José Antônio Severo, que tem um de seus livros, Senhores da Guerra, ajustado para o cinema, em breve nas telas, foi um dos integrantes da banca formada para entrevistar em março de 1990 o ex-presidente de Cuba, Fidel Castro. A entrevista foi feita para o programa Roda Viva, da TV Cultura, que está completando 25 anos de existência. Esse é um dos melhores programas da televisão brasileira.
O papo com Fidel sobre segurança, socialismo, liberdade de imprensa e outros assuntos ainda em pauta vai ao ar logo mais às 22 horas.
Não dá para perder.
Além de Severo, integraram a bancada Márcio Chaer, Clóvis Rossi e Alceu Náder, do Jornal do Brasil, Folha de S.Paulo e Jornal da Tarde, respectivamente. À época, Severo era um dos editores do extinto Gazeta Mercantil.
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
EM PAUTA, A CULTURA POPULAR
Almocei hoje cá em Sampa com o ministro da Educação, Fernando Haddad. Aproveitei para sugerir que encampe a idéia de levar a sério a cultura do povo, inclusive porque creio profundamente que é a partir da cultura popular que um país, qualquer país, poderá ganhar respeito e o passaporte definitivo para o reconhecimento mundial.A cultura popular é a digital de um povo, e é muito e é tudo.
Falei da importância de trazer de volta às escolas públicas - e privadas - a música que o povo anônimo faz e faz bem.
E não só a música, mas tudo referente à cultura popular.
Mas para isso é necessário que se prepare condignamente e com profissionalismo o professor, que por sua vez tem como incumbência preparar o brasileiro para dias melhores do amanhã.
Preparar quer dizer instrumentalizar o professor com todos os recursos possíveis.
Educação é palavra-chave para a formação cidadã.
Lembrei que o Brasil está cada vez mais se americanizando, em prejuízos vários, incluindo à língua herdada dos portugueses e que adotamos como nossa, oficialmente.
Primeiro aprendamos a nossa língua, ora!
As emissoras de rádio, salvo um ou outro caso, já não tocam música brasileira há muito.
Dei ao ministro um monte de razões para que leve a sério a nossa cultura popular.
Lembrei do estudioso Luiz da Câmara Cascudo, que passou a vida pesquisando a vida e a cultura do povo e que deixou, de legado, uma centena e meia de livros publicados por meios e esforços próprios.
Hoje acham-se uma dezena e meia desses livros nas bancas do ramo, se tanto.
E quem tem seguido os passos de mestre Cascudo?
Pesquisador sério e de tempo integral dedicado a essa tarefa é difícil de ver por aí.
Contam-se nos dedos e sobram dedos, pois agora a moda é pesquisar pelo Google.
Ainda sugeri ao ministro que ande com um ou outro exemplar de um bom livro debaixo do braço, de Cascudo inclusive, de José Ramos Tinhorão, de Darcy Ribeiro e outros dessa linhagem.
Por que?
Para chamar a atenção dos coleguinhas jornalistas e explicar a razão disso.
A sugestão é extensiva à presidente Dilma.
Bom, vamos ver no que vai dar o que eu disse hoje ao ministro Haddad.
AUDIÊNCIA PÚBLICA
- Depois de amanhã 5, às 14h30, tem audiência pública referente aos pontos de cultura no Estado de São Paulo, na Assembléia Legislativa, ali na Av. Pedro Álvares Cabral, 201, auditório Teotônio Vilela. A convocação é da Comissão de Educação e Cultura, que tem como presidente o deputado Simão Pedro e a deputada Leci Brandão como coordenadora.
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
UMA HISTORINHA A VER COM VINHO, NO RÁDIO
Acabei de ver na TV o compadre Rolando Boldrin (numa das fotos aí, eu com ele) apresentando coisas e gentes de que gosta.Férias.
Mas por que lembro isso?
Porque vi/ouvi o cantor Toninho Nascimento assassinando a canção - na verdade, uma guarânia - Caminhando ou Pra Não Dizer que Não Falei de Flores, de Vandré.
Conheci Toninho de vista, de sopetão, e o elogiei na acústica do Parque Villa-Lobos, há uns dois anos. Talvez três ou um ou um menos.
Boa voz, performance etc.
Mas ele se apresenta em público de forma como se fosse o dono de todas as canções que canta.
Tem de baixar um pouquinho a bola, senão não vai pra lugar nenhum.
Sem câmera a sua frente, aliás, ele é bem melhor.
Mas, enfim, antes de Toninho ter a cara posta no ar, o compadre lembrou de uns causinhos de cana.
Uma: aquela que o cabra tá pra lá das tantas, carregando uma garrafa e a garrafa cai no chão fazendo crac! E o tal lamenta, com a língua enrolada:
- Tomara que seja a minha perna.
A platéia cai na risada.
Outra: o cabra vai se consultar com dores e o médico pergunta:
- Você bebe?
E ele, dobrando também a língua:
- Sim, doutor. Aceito.
Boldrin conta essas coisas de forma pra lá de natural.
Como eloe não tem ninguém. Nisso, é fantástico.
Lembro, porém, que uma vez o chamei prum papo num programa que eu apresentava na Rádio Capital.
Ele foi com uma garrafa de vinho tinto debaixo do braço, e dizendo:
- Só vou ficar uns dez minutos.
E o programa de duas horas, ao vivo, rolando.
E ele bebendo.
Lá pras tantas, num intervalo, pedi um gole. E ele, imperativo:
- Não!
Resultado: ele bebeu o vinho todo sem a minha ajuda - um pecado, não é? - e terminei passando com ele pelo menos dez minutos, além do horário.
Viva Boldrin!
GASTOS, MALUF E CHICO XAVIER
Caso eu pare hoje de fumar, daqui a um ano terei economizado pelos menos 1,7 mil reais.
Quem diz isso são especialistas em previsão da Sociedade Brasileira de Cardiologia.
...Se desde já eu parar de bebericar - e eu beberico bem -, também economizarei não sei quanto.
Se eu deixar de viajar num ou noutro fim de semana a uma cidadezinha - que seja a belíssima, pacata e resistente São Luiz do Paraitinga, como fiz no último fim de semana - não sei quanto eu deixaria de tirar do bolso; para o bem do meu futuro, claro.
E tem: se eu parar de andar de táxi, mais um tanto eu deixarei de gastar também não sei quanto.
Se eu comprar um carro, estarei lascado!
Se eu comprar um carro e contratar um motorista pra me levar por aí - eu não sei dirigir, nunca tirei carta -, estarei duplamente lascado.
Agora, vamos dizer que resolverei aprender a dirigir...
Pois, pois.
Feito isso, passarei a praticar mais um ensinamento.
Se eu estacionar o carro à ré (o que é isso?), economizarei 6 reais por semana, ou R$ 310/ano (o estacionamento está pela hora da morte...).
Mas se eu fizer plano de saúde com empresas que meu amigo querido Lourenço Diaféria, já no céu, chamava de “açougueiras”, elas me levarão tudo que eu poderia economizar até agora, e mais um tanto, caso seguisse à risca o que aconselham os especialistas das contas dos outros.
E aí tem o que deixaríamos de gastar, vislumbrando, hipoteticamente, uma vida melhor no futuro.
Exemplo:
- Ir a cinema por que, se temos tevê em casa?
- Ir a restaurante por que, se podemos comer em casa?
- Ir a motel pó que se...
Por aí vai a coisa dos especialistas, para nos fazer bem no futuro.
Ora, se sabemos que o equilíbrio é o ponto-chave do bem-viver, o futuro do presente, porque razão, então, nós teríamos de seguir “deixas” desses especialistas?
Aliás, e se há quem siga essas “dicas” e pague por elas a eles, especialistas, se deixar de pagá-las o que deixariam eles de ganhar, hein?
Uma coisinha só: não dá pra ficar pensando que seremos felizes no futuro gastando a grana que poderíamos economizar se perdermos o presente, o prumo da vida.
Ora, ora.
MALUF
- E pensar que o deputado Maluf, ex-governador de São Paulo, movimentou algo em torno de US$ 1 bilhão no exterior, extraído dos cofres públicos para os próprios cofres e os cofres da família... Esta notícia estará nos jornais de amanhã.
Não me lembro direito o ano.
Talvez fins dos 80, quando chefiei a reportagem da Editoria de Política do jornal O Estado de S.Paulo.
O colega jornalista Saulo Gomes me convidou para participar de uma entrevista coletiva.
À época, ele trabalhava para Maluf.
Ligadas as câmeras, uma delas veio a mim e perguntei:
“Doutor Maluf, é verdade que o sr. é ladrão?”.
Fui convidado a sair.
Saulo é o entrevistador da belíssima reportagem sobre Chico Xavier, no programa Pinga Fogo, da extinta TV Tupi, em 1971.
Quem diz isso são especialistas em previsão da Sociedade Brasileira de Cardiologia.
...Se desde já eu parar de bebericar - e eu beberico bem -, também economizarei não sei quanto.
Se eu deixar de viajar num ou noutro fim de semana a uma cidadezinha - que seja a belíssima, pacata e resistente São Luiz do Paraitinga, como fiz no último fim de semana - não sei quanto eu deixaria de tirar do bolso; para o bem do meu futuro, claro.
E tem: se eu parar de andar de táxi, mais um tanto eu deixarei de gastar também não sei quanto.
Se eu comprar um carro, estarei lascado!
Se eu comprar um carro e contratar um motorista pra me levar por aí - eu não sei dirigir, nunca tirei carta -, estarei duplamente lascado.
Agora, vamos dizer que resolverei aprender a dirigir...
Pois, pois.
Feito isso, passarei a praticar mais um ensinamento.
Se eu estacionar o carro à ré (o que é isso?), economizarei 6 reais por semana, ou R$ 310/ano (o estacionamento está pela hora da morte...).
Mas se eu fizer plano de saúde com empresas que meu amigo querido Lourenço Diaféria, já no céu, chamava de “açougueiras”, elas me levarão tudo que eu poderia economizar até agora, e mais um tanto, caso seguisse à risca o que aconselham os especialistas das contas dos outros.
E aí tem o que deixaríamos de gastar, vislumbrando, hipoteticamente, uma vida melhor no futuro.
Exemplo:
- Ir a cinema por que, se temos tevê em casa?
- Ir a restaurante por que, se podemos comer em casa?
- Ir a motel pó que se...
Por aí vai a coisa dos especialistas, para nos fazer bem no futuro.
Ora, se sabemos que o equilíbrio é o ponto-chave do bem-viver, o futuro do presente, porque razão, então, nós teríamos de seguir “deixas” desses especialistas?
Aliás, e se há quem siga essas “dicas” e pague por elas a eles, especialistas, se deixar de pagá-las o que deixariam eles de ganhar, hein?
Uma coisinha só: não dá pra ficar pensando que seremos felizes no futuro gastando a grana que poderíamos economizar se perdermos o presente, o prumo da vida.
Ora, ora.
MALUF
- E pensar que o deputado Maluf, ex-governador de São Paulo, movimentou algo em torno de US$ 1 bilhão no exterior, extraído dos cofres públicos para os próprios cofres e os cofres da família... Esta notícia estará nos jornais de amanhã.
Não me lembro direito o ano.
Talvez fins dos 80, quando chefiei a reportagem da Editoria de Política do jornal O Estado de S.Paulo.
O colega jornalista Saulo Gomes me convidou para participar de uma entrevista coletiva.
À época, ele trabalhava para Maluf.
Ligadas as câmeras, uma delas veio a mim e perguntei:
“Doutor Maluf, é verdade que o sr. é ladrão?”.
Fui convidado a sair.
Saulo é o entrevistador da belíssima reportagem sobre Chico Xavier, no programa Pinga Fogo, da extinta TV Tupi, em 1971.
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
EU E CHICO ALVES
Aos 54 anos de idade e uma herança de 526 discos gravados, o rei da voz Chico Alves partiu para a eternidade na madrugada de 27 de setembro de 1952, após show no bairro paulistano do Brás e acidente automobilístico na via Dutra, altura do município de Pindamonhangaba.
Eu nasci no começo desse dia; também no mês e ano na capital paraibana, João Pessoa.Para lembrar a data juntei ontem cá em casa alguns amigos queridos, entre os quais os que aparecem aí na foto feita por Darlan Ferreira: os jornalistas Audálio Dantas, José Ramos Tinhorão e Roniwalter Jatobá, além da minha companheira de vida e sonhos Andrea Lago e as cantoras Celma e Celia.
Tim, tim.
Vinho no ponto.
O papo se estendeu até pouco depois da hora que se vê no relógio.
MANCHETE
- Falha minha: na postagem anterior, citei a revista O Cruzeiro como sendo a que publicou a foto na qual aparecem Célia e Celma. Na verdade, é Manchete; exemplar de agosto de 1969.
terça-feira, 27 de setembro de 2011
DAS IRMÃS CELIA E CELMA À MINISTRA ANA DE HOLLANDA
Movimentei-me bastante nos últimos dias, por estas plagas de meu-Deus-do-céu. E nessas andanças me peguei entusiasmado batendo palmas para a dupla gêmea de artistas Ubá, Minas, Célia/Celma no lançamento oficial do novo disco de ambas: Lembrai-vos das Procissões e Devoções de Minas, ocorrido na igreja do Calvário, ali em Pinheiros, com a presença sagrada de gente que de fato representa a vida, como Deus.Dizer que é muito bonito é pouco.
É incrível, pois nos enleva.
Lembrei dos meus tempos de coroinha, em João Pessoa.
E as duas estão ótimas, por que não dizer?
Principalmente no tocante à voz e à postura em palco.
A primeira voz (Celma) se soma com a qualidade da segunda (Célia).
Depois, fui jantar com as duas no Consulado Mineiro, ali na pracinha da Benedito Calixto, junto com José Severo.
Severo, companheiro da Célia, está prestes a mostrar ao Brasil - e ao mundo -, na grande tela, uma das últimas e significativas (redundância,né?) revoluções do Rio Grande do Sul, através do filme baseado num seu livro em duas partes, Senhores da Guerra.
Severo é uma espécie de relíquia da historiografia brasileira; jornalista de formação, homem de grandes méritos que merece com espontaneidade total respeito e referência da parte de todos nós.
Bom, tomei umas com ele e elas ainda depois na mesma mesa em que estávamos com o craque de olho e mente afiadíssimos, Paulo Caruso.
Amigo dos tempos de ontem.
E fui dormir.
A primavera, pois, me pegou assim, meio besta; dormindo.
Quando me dei conta, já estava me preparando, ao lado de Andrea e filhos, para uma esticada a São Luiz do Paraitinga, a uns cento e tantos quilômetros da capital de Sampa.
É uma cidade fantástica Paraitinga, habitada por uma gente pra lá de bonita, receptiva e briosa, que acaba de sair de uma tormenta com altivez.
Quem não se lembra de São Luiz de Paraitiga totalmente afogada, no último dia de 2010?
Almoçamos eu, Andrea e os menino no gostosíssimo restaurante Sol Nascente, da descendente japonesa Alice.
Recomendo.
Em Paraitingfa me encontrei, por acaso, com a ministra Ana de Hollanda.
Ana, cuja fala e ideias levei outro dia ao programa O Brasil tá na Moda, acaba de sair de um temporal e continua serelepe, como São Luiz de Paraitinga.
Encontrei também, lá, um cara que há muto não via, desde o século passado: Luiz Egypto, velho companheiro das páginas do extinto Folhetim, encarte dominical disputado à época da Folha de S.Paulo.
E ele, Egypto. ligado, ligadíssimo, à cultura popular.
Fiquei maravilhado.
Ele a ver com o compositor e maestro Elpídio dos Santos, nome que deveria ser mais lembrado.
Levá-lo às escolas é uma obrigação do governo, acho.
Elpídio nasceu em 1909 e partiu para a eternidade no dia 3 de setembro de 1970.
Ele deixou uma obra extensa e bonita, gravada por intérpretes de qualidade, como Cascatinha & Inhana; e, ultimamente, por Renato Teixeira, Fafá de Belém e Almir Sater.
Em São Luiz de Paraitinga há um instituto com o seu nome.
Ainda é pouco...
Depois, hoje, folheando para catalogação revistas aqui no meu acervo, aos meus olhos pulou a foto que ilustra este texto, extraído da extinta revista O Cruzeiro, do paraibano Assis Chateaubriand.
Desafio vocês a identificar quem nela se acham.
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
HOJE É DIA DE GLÓRIA, ASTIER E JÔ OLIVEIRA
A cantora e compositora paraibana Glória Gadelha, também contista e parceira de vida e obra do sanfoneiro conterrâneo Severino Dias de Oliveira, o Sivuca, reunirá amigos, artistas e intelectuais em torno de sua mais nova obra; não um disco, mas um livro intitulado Um Anjo de Dois Anjos (Escrituras), a ser lançado logo mais às 19 horas na sede da Academia Paraibana de Letras, à rua Duque de Caxias, 25/37, centro da capital João Pessoa.Essa é a segunda incursão de Glória no campo da literatura.
A primeira ocorreu no começo dos anos de 1970, quando ela pôs à praça o romance O Bailado das Sardinhas.
Esse novo livro traz textos opinativos dos jornalistas escritores Luiz Augusto Crispim, já falecido, e José Nêumanne Pinto.
Glória Gadelha nasceu num 19 de fevereiro em Souza, cidade do sertão da Paraíba. Cedo deixou seu berço e foi estudar Medicina na capital paraibana. Formou-se, mas peferiu seguir a carreira de artista da música popular.
Entre uma aula e outra de música na Universidade da Columbia, em Nova Iorque, apaixonou-se pelo mestre da sanfona Sivuca e com ele se casou. A dupla acabou gerando muitas pérolas que o povo assobia na rua, como Feira de Mangaio.
Como intérprete, Glória Gadelha tem meia dúzia de discos gravados.
Sivuca morreu em dezembro de 2006.
ASTIER BASILIO
- Quem também lança livro novo hoje é o poeta e jornalista Astier Basílio. Chama-se Retratos Falados (Dobra Editorial), com prefácio do craque paraibano Bráulio Tavares. A ocorrência se dará às 19 horas na Casa das Rosas, ali na avenida Paulista, 37, região da Bela Vista.
A Casa das Rosas é um belo casarão criado por Ramos de Azevedo, o mesmo que assina a planta do Teatro Municipal. A construção do imóvel data de 1935.
JÔ OLIVEIRA
- Mestre Jô Oliveira abre exposição hoje à noite no Centro Culltural Correios, na avenida Maruês de Olinda, 262, em Recife. A exposição contará com 80 obras de sua autoria, representando temas de brasilidade e africanismo; o Brasil dos tempos coloniais, personagens históricos (cangaceiros, cordelistas e cantores), lendas, festas populares etc. Jô é desses cabras para quem a gente não acha maneiras de medir o talento que Deus lhes deu. Viva jô!
terça-feira, 20 de setembro de 2011
OSVALDINHO DA CUÍCA E BNB
Amanhã 21, no começo da noite, o cidadão samba de Sampa Osvaldinho da Cuíca se apresentará no Café Paon, ali na avenida Pavão, 950, em Moema.
De cara, digo: é coisa boa.
E quem não for não fará ideia do que estará perdendo.
Eu vou que não sou besta.
Ah! Textos abaixo, eu disse que na madrugada do último sábado estive na quadra da Gaviões acompanhando a apresentação do samba Verás Que Filho Fiel Não Foge à Luta. Lula, o Retrato de Uma Nação, assinado por Osvaldinho, Ernesto Teixeira e Mario Caselli, “puxado” pelo craque Renê Sobral, que fez bonito.
Pois bem, esse samba passou na 4ª peneira classificatória e estará na eliminatória da noite do próximo 7 de outubro.
De novo, estarei lá.
Mais um motivo, pois, para ver e aplaudir Osvaldinho amanhã, no Café Paon.
BNB 1
- Também amanhã 21, a partir das 21 horas, o Centro Cultural Banco do Nordeste do Brasil, CCBNB, localizado na rua Floriano Peixoto, 941, no centro de Fortaleza, será palco de palestra da francesa Marion Aubrée. O chamado público-alvo “são artistas, críticos, professores e estudantes de graduação e pós-graduação”, segundo o assessor de imprensa da instituição Luciano Sá. Marion, ainda segundo Luciano, falará sobre “religiões nos cinco continentes e a singularidade brasileira no desfile das crenças”.
BNB 2
- O Banco do Nordeste do Brasil, BNB, acaba de lançar edital de seleção de propostas artísticas para preenchimento da programação dos Centros Culturais BNB-Fortaleza, Cariri (em Juazeiro do Norte, região sul do Ceará) e Sousa (no alto sertão paraibano), para 2012. Mais informações pelos telefones (85) 3464.3196 e 8736.9232 ou pelo e-mail lucianoms@bnb.gov.br
De cara, digo: é coisa boa.
E quem não for não fará ideia do que estará perdendo.
Eu vou que não sou besta.
Ah! Textos abaixo, eu disse que na madrugada do último sábado estive na quadra da Gaviões acompanhando a apresentação do samba Verás Que Filho Fiel Não Foge à Luta. Lula, o Retrato de Uma Nação, assinado por Osvaldinho, Ernesto Teixeira e Mario Caselli, “puxado” pelo craque Renê Sobral, que fez bonito.
Pois bem, esse samba passou na 4ª peneira classificatória e estará na eliminatória da noite do próximo 7 de outubro.
De novo, estarei lá.
Mais um motivo, pois, para ver e aplaudir Osvaldinho amanhã, no Café Paon.
BNB 1
- Também amanhã 21, a partir das 21 horas, o Centro Cultural Banco do Nordeste do Brasil, CCBNB, localizado na rua Floriano Peixoto, 941, no centro de Fortaleza, será palco de palestra da francesa Marion Aubrée. O chamado público-alvo “são artistas, críticos, professores e estudantes de graduação e pós-graduação”, segundo o assessor de imprensa da instituição Luciano Sá. Marion, ainda segundo Luciano, falará sobre “religiões nos cinco continentes e a singularidade brasileira no desfile das crenças”.
BNB 2
- O Banco do Nordeste do Brasil, BNB, acaba de lançar edital de seleção de propostas artísticas para preenchimento da programação dos Centros Culturais BNB-Fortaleza, Cariri (em Juazeiro do Norte, região sul do Ceará) e Sousa (no alto sertão paraibano), para 2012. Mais informações pelos telefones (85) 3464.3196 e 8736.9232 ou pelo e-mail lucianoms@bnb.gov.br
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
REFÉM DA LERDA AJATO/TVA
Há três semanas estive fora do ar por culpa e incompetência da empresa aJato/TVA, que por contrato tem a obrigação de me permitir conectar com o mundo. Mas não foi isso o que ela fez nesses últimos dias. Tanto, que precisei apelar para a Anatel (1331), que também não anda lá muito rápida no que tange ao serviço de apuração e cobrança das prestadoras como aJato/TVA.
Consegui postar uma ou outra coisinha através de outra máquina, nesse tempo todo.
Mas, enfim, ficam estas linhas como justificativa aos amigos que me acompanham neste blog.
A sensação é de insegurança e total abandono.
Claro que tive prejuízo.
E deixo a pergunta: quem me ressarcirá por isso?
Ah, sim!
O serviço ainda não está como deveria, pois é lerdeza pura.
Para se ter ideia, faz mais de meia hora que estpu tentando blogar este texto e lhufas!
Continuo tentando...
Consegui postar uma ou outra coisinha através de outra máquina, nesse tempo todo.
Mas, enfim, ficam estas linhas como justificativa aos amigos que me acompanham neste blog.
A sensação é de insegurança e total abandono.
Claro que tive prejuízo.
E deixo a pergunta: quem me ressarcirá por isso?
Ah, sim!
O serviço ainda não está como deveria, pois é lerdeza pura.
Para se ter ideia, faz mais de meia hora que estpu tentando blogar este texto e lhufas!
Continuo tentando...
domingo, 18 de setembro de 2011
JOSÉ ALVES SOBRINHO É AGORA ESTRELA NO CÉU
Morreu ontem em Campina Grande, na Paraíba, aos 90 anos de idade, um dos mais sérios e necessários estudiosos da cultura popular brasileira, José Alves Sobrinho; que na juventude se fazia respeitar como poeta improvisador de grande talento, que exibia ao som de viola.
Nos fins dos anos de 1960, Sobrinho abandonou os ambientes de cantoria depois de perder a voz.
Ele deixou vários livros publicados, mas o principal foi o Dicionário Bio-Bibliográfico de Repentistas e Poetas de Bancada, escrito a quatro mãos com outro craque do ramo: Átila Augusto F. de Almeida, já falecido.
Esse dicionário, em dois volumes, foi lançado pela Editora Universitária de João Pessoa, em parceria com o Centro de Ciências e Tecnologia de Campina Grande, em 1978.
Em 2009, José Alves Sobrinho foi alvo de pesquisa para tese da professora convidada da Universidade Estadual da Paraíba Joseilda de Souza Diniz, orientada especialista francesa Ria Lamaire, da Universidade de Poitiers.
Ano passado essa tese, Um Poeta Entre Dois Mundos, foi escolhida para publicação pelo Edital Prêmio Mais Cultura de Literatura de Cordel, edição Patativa do Assaré.
Nos fins dos anos de 1960, Sobrinho abandonou os ambientes de cantoria depois de perder a voz.
Ele deixou vários livros publicados, mas o principal foi o Dicionário Bio-Bibliográfico de Repentistas e Poetas de Bancada, escrito a quatro mãos com outro craque do ramo: Átila Augusto F. de Almeida, já falecido.
Esse dicionário, em dois volumes, foi lançado pela Editora Universitária de João Pessoa, em parceria com o Centro de Ciências e Tecnologia de Campina Grande, em 1978.
Em 2009, José Alves Sobrinho foi alvo de pesquisa para tese da professora convidada da Universidade Estadual da Paraíba Joseilda de Souza Diniz, orientada especialista francesa Ria Lamaire, da Universidade de Poitiers.
Ano passado essa tese, Um Poeta Entre Dois Mundos, foi escolhida para publicação pelo Edital Prêmio Mais Cultura de Literatura de Cordel, edição Patativa do Assaré.
sábado, 17 de setembro de 2011
MAIS UMA VEZ, O CANTADOR XANGAI DÁ O BOM RECADO
Hélio, eu não sabia, deixou este nosso louco planeta num dia do primeiro trimestre deste ano.
Pena.
Mas o causo é que Xangai começou encantando a sua fiel e tradicional platéia de admiradores com Água, dele e Jatobá; Em Nome do Sol, dele e Jacinto; e Espiral do Tempo de Geraldo Azevedo e Carlos Fernando, frevista de mão cheia nascido na terra de mestre Capiba, autor de tantas e tantas belas músicas, como Madeira Qe Cupim Não Rói, que a rainha do baião, Carmélia Alves, gravou num antigo compacto.
Ino no Cangaço, resultado de parceria de Xangai com o poeta improvisador pernambucano Ivanildo Vila Nova, é uma pérola de destaque no repertório apresentado ontem no Ibirapuera, como Bolero de Isabel, do poeta paraibano Jessier Quirino.
Xangai fez bonito, sim.
Cantou o que só ele sabe cantar.
Meus Tempos de Criança, or exemplo, do velho Ataulfo, emocionou.
Após a embolada do Gago Grego, de Jacinto, que era da terra do grande estudioso das coisas do povo Luís da Câmara Cascudo, o Rio Grande do Norte, Xangai apresentou com categoria a bonita Dispenar, de Juraildes Cruz, e João e Duvê, uma cantiga de Maciel Melo que fala dos dois filhos do intérprete e na casa dele composta numa dessas visitas que se faz à toa aos amigos.
Forró em Caruaru, de Zé Dantas, foi m prazer à parte.
Aliás, de Dantas Xangai musicou uma inédita, que certamente será novidade no seu novo disco.
E por aí foi Xangai ontem no Ibirapuera, cantando e encantando seus admiradores.
Hoje tem mais.
Sugiro que não percam.
O cabra e dos bons, e sem peixeira na cinta.
ARTES PLÁSTICAS
Hoje 17, às 19 horas, Claudia Colagrande e Marco Mendes, que estiveram ontem batendo palmas para o cantador Xangai, participam de exposição coletiva na Galeria de Arte e Fotografia Solange Viana, na Rua São João, 246, Granja Viana, cá em Sampa. Além de Claudia e Marco, a expo será enriquecida por Ana Sefair Mitre, Lígia Vargas, Luiz Ross, Raphael Armando, Marcelo Salum e Fonthor. Claro, estarei lá dando prazer aos olhos e alma e degustando vinho, que nã sou de ferro.
RETRATO DE UMA NAÇÃO
O paulistano Osvaldinho da Cuíca é bem mais do que um cuiqueiro, ritmista, compositor e intérprete de sua obra e também da obra de outros artistas. Ele é um cidadão no mais amplo sentido do termo, consciente de sua presença neste mundinho besta de todos nós e que nós mesmos contribuímos, e muito, para a confusão enorme nele reinante.
Hoje de madrugada estive com ele, acompanhando na quadra do Grêmio Gaviões da Fiel Torcida mais uma eliminatória para escolha do samba de enredo do carnaval de 2012, que tem por mote a figura do antecessor da presidente Dilma Rousself: “Verá Que o Filho Fiel Não Foge a Luta. Lula, o Retrato de Uma Nação!”.
Osvaldinho assina o samba Retrato de Uma Nação junto com Ernesto Teixeira e Mario Caselli, que diz através da voa possante do excepcional puxador Renê Sobral:
Nasceu...
Na terra seca do sertão
Pau de arara pés no chão
O retirante nordestino vive...
O sofrimento do lugar
E na cultura popular
Fortaleceu o seu destino cresceu...
Sob a influência de escorpião
Acreditando no poder da transformação
Bateu asas e voou...
E foi assim que tudo começou
Mãe coragem abençoa - pra vencer
Vem pra terra da garoa - aprender
Operário consciente - é cidadão
É o braço forte da nação
No jogo da democracia
De peão foi rei
Deu xeque-mate com sabedoria
Estrela guia em que eu me inspirei
E com São Jorge Guerreiro
Ele venceu o dragão
Levando esperanças foi feliz
E mudou a cara do País
Oi... É carnaval...
É futebol nossa paixão
Coração corintiano bate mais forte é ritimão
Aplausos ao presidente
E um grande abraço deste Gavião.
Acompanhe pelo youtube, clicando:
Hoje de madrugada estive com ele, acompanhando na quadra do Grêmio Gaviões da Fiel Torcida mais uma eliminatória para escolha do samba de enredo do carnaval de 2012, que tem por mote a figura do antecessor da presidente Dilma Rousself: “Verá Que o Filho Fiel Não Foge a Luta. Lula, o Retrato de Uma Nação!”.
Osvaldinho assina o samba Retrato de Uma Nação junto com Ernesto Teixeira e Mario Caselli, que diz através da voa possante do excepcional puxador Renê Sobral:
Nasceu...
Na terra seca do sertão
Pau de arara pés no chão
O retirante nordestino vive...
O sofrimento do lugar
E na cultura popular
Fortaleceu o seu destino cresceu...
Sob a influência de escorpião
Acreditando no poder da transformação
Bateu asas e voou...
E foi assim que tudo começou
Mãe coragem abençoa - pra vencer
Vem pra terra da garoa - aprender
Operário consciente - é cidadão
É o braço forte da nação
No jogo da democracia
De peão foi rei
Deu xeque-mate com sabedoria
Estrela guia em que eu me inspirei
E com São Jorge Guerreiro
Ele venceu o dragão
Levando esperanças foi feliz
E mudou a cara do País
Oi... É carnaval...
É futebol nossa paixão
Coração corintiano bate mais forte é ritimão
Aplausos ao presidente
E um grande abraço deste Gavião.
Acompanhe pelo youtube, clicando:
domingo, 11 de setembro de 2011
11 SETEMBRO, ROBERTO CARLOS E CORINTHIANS
Haja paciência!
Em todos os jornais, revistas, rádio e televisão o assunto hoje é um só: os 10 anos da fatídica manhã de 11 de setembro, em Manhattan, Estados Unidos.
Haja!
Quase três mil mortos e o mundo traumatizado, dizem à exaustão viúvas e viuvinhos nos convencendo do óbvio que foi a terrível iniciativa do tresloucado demolidor Bin Laden, agora no fundo do mar.
Enquanto isso, no correr deste ano, morrerão na Somália mais de 100 mil pessoas - incluindo mulheres, velhos e crianças -, de fome.
A previsão é da ONU, Organização das Nações Unidas.
E aí?
Aliás, o mundo esqueceu do contnente africano.
E foi lá que o homem desceu da ávore...
Poderosos como os Estados Unidos, diante dessa triste e terrível tragédia anunciada, nada dizem ou fazem.
Mas em todas as mídias o 11-9 é destaque...
Naquele dia, eu havia me atrasado num compromisso e, por isso, vi na telinha da tv de casa um avião entrando num edifício como uma mosca entra numa janela aberta; ou uma faca quente se enfia numa barra de queijo, para prazer de quem gosta de queijo.
Eu não gosto, nem de leite.
E depois mais um avião varando outro edifício.
Por fim, dois enormes arranha-céus caídos no chão envoltos em chamas, fumaça e pó.
E o competente Carlos Nascimento, na plim, plim, narrando tudo daqui, de Sampa.
Enquanto isso a Somália, e não só a Somália, está morrendo.
De esguelha, vi, na TV, um pedaço do show do Roberto ontem à noite, em Israel.
Ao Roberto, tudo parece azul a sua volta.E um circo.
.........................
E hoje o Corinthians perdeu para o Fluminense, no Engenhão, Rio, mas continua no topo da tabela do Brasileirão e assim permanecerá se o São Paulo perder do Grêmio. O que acontecerá, acho.
........................
Daqui a pouco, teremos Dilma no Fantástico.
Torço por nós.
Em todos os jornais, revistas, rádio e televisão o assunto hoje é um só: os 10 anos da fatídica manhã de 11 de setembro, em Manhattan, Estados Unidos.
Haja!
Quase três mil mortos e o mundo traumatizado, dizem à exaustão viúvas e viuvinhos nos convencendo do óbvio que foi a terrível iniciativa do tresloucado demolidor Bin Laden, agora no fundo do mar.
Enquanto isso, no correr deste ano, morrerão na Somália mais de 100 mil pessoas - incluindo mulheres, velhos e crianças -, de fome.
A previsão é da ONU, Organização das Nações Unidas.
E aí?
Aliás, o mundo esqueceu do contnente africano.
E foi lá que o homem desceu da ávore...
Poderosos como os Estados Unidos, diante dessa triste e terrível tragédia anunciada, nada dizem ou fazem.
Mas em todas as mídias o 11-9 é destaque...
Naquele dia, eu havia me atrasado num compromisso e, por isso, vi na telinha da tv de casa um avião entrando num edifício como uma mosca entra numa janela aberta; ou uma faca quente se enfia numa barra de queijo, para prazer de quem gosta de queijo.
Eu não gosto, nem de leite.
E depois mais um avião varando outro edifício.
Por fim, dois enormes arranha-céus caídos no chão envoltos em chamas, fumaça e pó.
E o competente Carlos Nascimento, na plim, plim, narrando tudo daqui, de Sampa.
Enquanto isso a Somália, e não só a Somália, está morrendo.
De esguelha, vi, na TV, um pedaço do show do Roberto ontem à noite, em Israel.
Ao Roberto, tudo parece azul a sua volta.E um circo.
.........................
E hoje o Corinthians perdeu para o Fluminense, no Engenhão, Rio, mas continua no topo da tabela do Brasileirão e assim permanecerá se o São Paulo perder do Grêmio. O que acontecerá, acho.
........................
Daqui a pouco, teremos Dilma no Fantástico.
Torço por nós.
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
OUÇAM MARCIA MAH E OSVALDINHO DA CUÍCA
Ela nasceu no interior de São Paulo, Sorocaba, e a mim me foi levada para uma entrevista no rádio pelas mãos do paulistano compositor, cantor, ritmista e maior cuiqueiro do mundo, Osvaldinho da Cuíca, também conhecido como Cidadão Samba de São Paulo.
Eu falo de Márcia Mah (foto), que se formou em filosofia antes de estudar música e se aventurar pelo nebuloso e traiçoeiro campo da composição e da interpretação-vocal musical, especialmente no tocante a reconhecimento artístico.
Ela é, sem dúvida, uma grande cantora.
Veio pra ficar e pé corajosa, pois só faz e grava o que quer.
Já tem três CDs e um DVD, um melhor do que o outro.
A última obra de Marcia Mah, intitulada Lá lá iá, nos chega na forma de CD/DVD, encartada numa espécie de folheto bem produzido por ela mesma e Ferreydoun, com fotos de Álvaro Mestre Ramos.
A produção artística e executiva da obra é dela também.
Uma jóia.
Ouçam-na comigo daqui a pouco na Rádio Trianon AM 740, no programa O BRAIL TÁ NA MODA.
No mesmo programa, que começa às 14 horas, vamos ouvir também, com exclusividade, o novo samba de enredo de Osvaldinho, composto em parceria com Ernesto Teixeira e Mario Caselli, para a Gaviões da Fiel. Título: Verás Que o Filho Fiel Não Foge à Luta, Lula o Retrato de Uma Nação, para o carnaval de 2012.
Esse samba, que é bonito e torço por ele, concorrerá com outros 16 para o carnaval de 2012.
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
A BANDA X DISPARADA, HÁ 45 ANOS
As músicas eram uma moda de viola estilizada assinada por ele, Théo, e Geraldo Vandré, Disparada; e uma marchinha, A Banda, de Chico Buarque de Hollanda.
A primeira foi defendida pelo paulista Jair Rodrigues, acompanhado pelo Trio Marayá e pelo Trio Novo.
A segunda, pela carioca Nara Leão.
Disparada e A Banda confirmaram naquela histórica noite o talento de seus autores.
Théo é o meu entrevistado especial hoje, no programa O BRASIL TÁ NA MODA.
VIVA DALVA!
Volta hoje a São Paulo, para três apresentações no Teatro João Caetano (rua Borges Lagoa, 650, Vila Clementino), o espetáculo Viva Dalva!, com a participação do cantor Pery Ribeiro, filho de Dalva de Oliveira e Herivelto Martins. A entrada é franca. Mais informações pelos telefones 5573.3774 e 5549.1744.
NAZARÉ PEREIRA
A cantora Nazaré Pereira foi a minha convidada ontem 31 no programa O BRASIL TÁ NA MODA, que apresento todos os dias pela Rádio Trianon AM 740, a partir das 14 horas. Quem perdeu, pode ouvir agora:
terça-feira, 30 de agosto de 2011
OSVALDINHO DA CUÍCA N´O BRASIL TÁ NA MODA
Osvaldinho da Cuíca, para o povo.
Esse Osvaldo/Osvaldinho nasceu ao som do batuque do extinto Cordão de Campos Eliseos, no bairro paulistano do Bom Retiro, berço do timão Corinthians.
Foi num dia de carnaval que isso ocorreu, em 1940.
Muito cedo, pequeno de 15 anos, ele já batucava feito gente grande nos instrumentos de percussão que lhe caiam às mãos. Tanto, que com ele a cuíca - instrumento de origem africana - logo ganharia prestígio, como prestígio ganharia também, no começo dos anos de 1950, o cavaquinho nas mãos do grande Waldyr Azevedo, autor do choro Brasileirinho e do baião Delicado.
Não à toa, Osvaldinho (foto), que o povo consagrou como Osvaldinho da Cuíca, se transformou no mais respeitado cuiqueiro do País.
Ao longo do tempo, Osvaldinho se apresentou e gravou discos com centenas de nomes importantes da nossa música popular, como Orlando Silva, Nélson Gonçalves, Beth Carvalho, Toquinho, Vinicius de Moraes, João Nogueira, Martinho da Vila, Germano Matias, Geraldo Filme, Eduardo Gudin, Ismael Silva, Nélson Cavaquinho, Cartola, Elton Medeiros, Adoniran Barbosa, Paulinho da Viola, Zé Kéti, Ângela Maria e Clementina de Jesus.
Ele chegou até a participar da trilha sonora do filme clássico Orfeu Negro, premiado em Cannes com a Palma de Ouro, prêmio disputadíssimo por todos que fazem cinema, seja no Brasil seja em que país for.
Esse cuiqueiro, autor de um enorme repertório musical, também integrou por longo tempo, em duas ocasiões, o grupo vocal-instrumental Demônios da Garoa.
A cuíca, também chamada por alguns de quinca, adulfe, roncador e omelê, passou a integrar baterias de escolas de samba nos anos de 1930, no Rio de Janeiro e depois em São Paulo.
Outra coisa: Osvaldinho é fundador da Ala de Compositores da Escola de Samba Vai-Vai e também das escolas Gaviões da Fiel e Acadêmicos do Tucuruvi.
E correu mundo: Japão, Estados Unidos, França, Itália, Holanda.
Gênio esse sambista, ritmista, passista e compositor paulistano?
Que nada, ele, na sua simplicidade franciscana se considera apenas um bom cuiqueiro e dançador de samba.
Detalhe: ele foi o primeiro artista a ganhar o título de Cidadão Samba de São Paulo, num concurso promovido pela Secretaria de Turismo do Município de São Paulo em 1974, ano de sua estréia em disco pelo selo Marcus Pereira.
É de Osvaldinho também o título de Embaixador Nato do Samba Paulista, conferido pela União das Escolas de Samba Paulistanas, Uesp.
Ele é o meu convidado especial hoje no programa O BRASIL TÁ NA MODA, que apresento todos os dias, ao vivo, pela Rádio Trianon AM 740; no ar, a partir das 14 horas. Na ocasião, ele mostrará samba-enredo para o carnaval de 2012. Viaja sábado à Cuba.
TEATRO DESPUDORADO
Apresentar aos espectadores mundos marginalizados, e de certo modo desconhecidos e desprezados pela sociedade em que vivemos. Pelo menos é essa a idéia da 2ª Mostra de Teatro Despudorado promovida pelo Centro Cultural do BNB, em Fortaleza. Na programação da Mostra, classificada para pessoas a partir de 18 anos e que começa no próximo sábado 3, estão as peças Silvestres, Barrela e Navalha na Carne, as duas últimas de Plínio Marcos. Mais informações pelo telefone 85.3464.3108, com o jornalista Luciano Sá, assessor de imprensa do BNB.
ROLANDO BOLDIN
O cantor, compositor, instrumentista e apresentador do programa Sr. Brasil, pela TV Cultura, conta que está de malas arrumadas para uns dias de férias na Itália e redondezas. Viaja sábado e volta só em outubro.
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
MACUNAÍMA, JÂNIO E SARNEY. ALGO EM COMUM?
Não há como dizer o contrário: o modernista paulistano Mário de Andrade, de batismo Mário Raul de Moraes Andrade, da safra de outubro de 93 do século 19, foi, de fato, um cidadão que encontrou na cultura literária (e musical) o caminho para agitar o Brasil do século 20 e até hoje, com seus escritos de grande importância documental e de esclarecimento.
Exemplos são muitos, como as cartas que enviou a centenas de intelectuais maduros ou em formação, mas que não queria que fossem publicadas depois da sua morte, como segredou ao poeta pernambucano Manuel Bandeira: “As cartas que mando pra você são suas. Se eu morrer amanhã não quero que você as publique. Essas coisas podem ser importantes, não duvido, quando se trata dum Wagner ou dum Liszt, que fizeram também arte pra se eternizarem. Eu amo a morte que acaba tudo. O que não acaba é a alma e essa que vá viver contemplando Deus”.
Pois bem, agora mesmo acabo de ler 71 Cartas de Mário de Andrade, Coligidas & Anotadas por Lygia Fernandes (Livraria São José; s/d).
Nessas cartas, o missivista fala de tudo.
Nada lhe escapa.
A sua visão crítica aparece com clareza nas observações que faz a obras que marcaram época, como A Bagaceira, de José Américo de Almeida.
Em carta a Alceu de Amoroso Lima, o Tristão de Ataíde, datada de 22 de abril de 1928, ele diz:
“Acho de fato um livro muito bom, mas muito irregular. O assunto geral, sobretudo, tem um ar de coisa já sabida, já lida que agúa bem o livro”.
Depois, ele reconhece:
“Esse paraibano (José Américo) é de força”.
Ao mesmo Tristão, que parece não ter gostado de ser chamado pelo pseudônimo (“Está feito. De hoje em diante você fica sendo Alceu de Amoroso Lima pra todos os efeitos da camaradagem”), Mário revela que um de seus livros máximos, Macunaíma, o Herói Sem Nenhum Caráter, foi “escrito em dezembro de 1926, inteirinho em seis dias, correto e aumentado em janeiro de 1927”. Ele explica:
“Resolvi escrever porque fiquei desesperado de comoção lírica quando lendo o Koch Grünberg (etnólogo, explorador alemão de Oberhessen falecido em 1924, no Brasil) percebi que Macunaíma era um herói sem nenhum caráter sem moral nem psicológico, achei isso enormemente comovente nem sei porque, de certo pelo ineditismo do fato, ou por ele concordar um bocado bastante com a época nossa, não sei... Sei que me botei dois dias depois pra chacra dum tio em Araraquara levando só os livros indispensáveis pra criação seguir como eu queria e zaz, escrevi feito doido, você não imagina, era dia e noite (...) Seis dias e o livro estava completo”.
As 71 cartas recolhidas por Lygia Fernandes foram endereçadas a 29 de intelectuais brasileiros, entre os quais Antônio Cândido, Carlos Drummond de Andrade, Carlos Lacerda, Dyonélio Machado, Francisco Mignone, João Condé, Jorge de Lima, Luís Martins, Menotti Del Picchia, Moacyr Werneck de Castro, Oneyda Alvarenga e Paulo Duarte.
Numa busca a sebos, talvez seja possível achar esse livro.
Vale a pena lê-lo.
SARNEY
- E o Sarney, hein? É uma espécie de Macunaíma?
Piorada, eu acho.
O outro era preguiçoso e gozador, fruto da imaginação de um escritor.
Esse, fruto de si próprio, goza com a desgraça alheia e passa o tempo todo tramando tirar vantagens das tetas da varonil vaquinha brasil.
Ao contrário do outro, que não era político e nem nada, esse vive serelepe, singrando garboso com seus bigodes esvoaçantes os céus do País em helicópteros do governo, com prejuízo ao contribuinte. E por mês, na sua conta, pelo menos 62 paus saídos diretamente do erário público.
Do Maranhão, com QG no Amapá há anos, esse não nasceu entre índios e é sarna, é saúva, que consegue sobrevidas incríveis, uma atrás da outra.
Sustenta-se até em paus de sebo.
Um dia cairá?
Hoje, aliás, faz extatos 50 anos que Jânio Quadros surpreendeu a nação renunciando à Presidência da República.
Fica o registro.
IBYS MACEIOH
- O cantor, compositor e violonista alagoano de Porto Calvo Ibys Maceioh, de batismo Valmiro Pedro da Costa, é o meu convidado hoje no programa O BRASIL TÁ NA MODA, no ar todos os dias pela Rádio Trianon AM 740, a partir das 14 horas.
terça-feira, 23 de agosto de 2011
INTERNAUTAS, ACESSEM MOREIRA DE ACOPIARA!
Parece óbvio, mas não custa dizer que o calendário gregoriano foi inventado por um grupo de luminares sob o comando do Papa Gregório 13, às vésperas do ano de 1600.
Esse calendário, que recebe a derivação do nome do Papa que o promulgou, foi, primeiramente, adotado na Itália, depois em Portugal e noutros países católicos, incluindo o Brasil.
As datas servem também para lembrar o dia, mês e ano em que nascemos e que a vida pode andar nos eixos, se quisermos, e que o bisaco da história guarda grandes acontecimentos; grandes feitos do homem e da natureza, em todos os tempos.
O 7 de Setembro é o dia que nos leva à lembrança de que às margens do riacho Ipiranga, em São Paulo, o imperador Dom Pedro sacou da espada e deu um grito em nome da liberdade, nos desligando de Portugal.
O Dia Nacional do Forró é outro exemplo da importância das datas.
Esse dia, resultante da minha insistência junto à deputada Luiza Erundina para patentear a grandeza de Luiz Gonzaga na música popular, é o dia em que boa parte dos brasileiros se reúne em festa para comemorar o aniversário dele, do Rei do Baião.
O 22 de Agosto é o Dia Internacional do Folclore, quem não sabe?
E quem não sabe que a expressão “folclore” - folk, povo; lore, ciência – foi criada em 1846 pelo arqueólogo Ambrose Merton, mais conhecido pelo pseudônimo de William John Thoms, hein?
E hoje é o Dia Internacional do Internauta, por ser o dia do anúncio, na Suiça, da expressão World Wide Web - ou WWW, que em português significa Rede de Alcance Mundial. É esse WWW que nos leva a acessar sem perréps a Internet, que em linhas gerais é um emanharado de redes interligando mais de dois bilhões de computadores em todo o mundo. Esse complexo de redes, que é a Internet, permite a qualquer mortal armazenar e dispor de informações as mais diversas.
Mais da metade da população europeia faz uso da Internet, hoje.
Cerca de 55% dos brasileiros têm computador em casa, o que os leva a permanecer “navegando” quase 70 horas/mês.
Bom dia pois, internautas!
INEZITA BARROSO
- Sábado passado estive proseando para calorosa platéia num teatro no município de Votorantim, junto com a Rainha da Moda, Inezita Barroso (foto). Foi bonita a festa, pa!, com violeiros e tudo encerrando a nossa prosa. Joãozinho, ponta-de-lança do Regional do programa Viola Minha Viola, arrasou, com alegria e desenvoltura. Parte do pate-papo, regado à música, foi transmitida ao vivo pela filial do SBT da região. Outros encontros como esse estão sendo agendados na capital e no interior paulista. Estou gostando.
MOREIRA DE ACOPIARA
- O meu entrevistado especial hoje no programa O BRASIL TÁ NA MODA é o poeta popular Moreira de Acopiara, autor de livros e muitos folhetos e também excepcional declamador. O programa começa pontualmente às 14 horas, ao vivo, no ar pela Rádio Trianon AM 740 e também pela Internet, com direito a reprise amanhã, às 4h30.
JOSÉ NÊUMANNE
- O jornalista e poeta José Nêumanne Pinto, editorialista do Jornal da Tarde e articulista do Estadão, lançará logo mais às 18h30 o seu mais novo livro: O Que Sei de Lula (Topbooks). O causo terá por local a concorrida Livraria da Vila, ali na Rua Fradique Coutinho, 915, Vila Madalena. Estarei lá, misturado à multidão de admiradores do poeta.
terça-feira, 16 de agosto de 2011
DA MORTE VIVE DATENA
Tristeza um cara máximo-deus-da-mídia no País.
No campo policial, sei.
Fui repórter da área.
Conheço.
Anos 70.
Folha, sequestro, tiro simulado na cabeça.
Pêi!
Noite, madrugada, longe de qualquer lugar.
Lua cheia.
Frio danado.
Foi assim.
Uns fela.
Um deus sacana vive da miséria dos miseráveis.
Datena.
Deus-diabo.
Pobre diabo!
Quem?
Fela.
Bobo Datena.
No campo policial, sei.
Fui repórter da área.
Conheço.
Anos 70.
Folha, sequestro, tiro simulado na cabeça.
Pêi!
Noite, madrugada, longe de qualquer lugar.
Lua cheia.
Frio danado.
Foi assim.
Uns fela.
Um deus sacana vive da miséria dos miseráveis.
Datena.
Deus-diabo.
Pobre diabo!
Quem?
Fela.
Bobo Datena.
BRASIL GRANDE. OUÇA HOJE A RÁDIO TRIANON
A beleza do Brasil é de todo tamanho, menos pequena.
É um país rico de tudo.
Até na pobreza, se levarmos em consideração que do lixo riqueza e arte também são extraídas.
São quase 200 milhões de pessoas habitando um território de mais de 8,5 milhões de km² se entendendo numa língua só.
No mais, é um país sem terremotos, maremotos, tsunamis, vulcões explodindo etc.
As catástrofes naturais, portanto, praticamente inexistem.
A não ser na ilha da fantasia, que é Brasília fincada no coração do serrado.
Temos cinco regiões: norte, nordeste, sul, sudeste e centro-oeste.
E mais mulheres do que homens.
Quer dizer, até nisso Deus foi bonzinho.
Mulher é dádiva.
Não vejo defeito em mulher.
Aliás, se dependesse de mulher Jesus não teria sido assassinado pela plebe há 2011 anos.
E no Brasil nasceram grandes homens.
Até o inventor do rádio, o gaúcho Landell de Moura e não o italiano Marconi, como há quem ache.
E o inventor da aviação Santos Dummont, também.
Dos quadrinhos, Angelo Agostini.
Da fibra ótica, José Ellis Riper.
O cinematógrafo, que já na virada do século 19 para o século 20 filmava, copiava, fazia o diabo foi inventado aqui, por Ludovico Persici.
Na na história, na ciência, em todos os campos de atuação se acham brasileiros.
Na política, na literatura, nas artes, então...
E em todas as regiões se sobressaem brasileiros, a começar pelo Nordeste que é formado por nove Estados.
No Rio Grande do Norte nasceu o estudioso da cultura popular, Câmara Cascudo.
Na Bahia, o poeta Castro Alves e o romancista Jorge Amado.
No Ceará, os maestros Alberto Nepomuceno e Eleazar de Carvalho, para não falar do poeta popular Patativa do Assaré e do romancista José de Alencar.
Padre Cícero também nasceu lá.
Na Paraíba, José Américo, o pintor Pedro Américo, o poeta Augusto dos Anjos, o romancista Ariano Suassuna, o repentista Pinto do Monteiro e os cantores Geraldo Vandré, Zé Ramalho, Vital Farias e tantos.
Em Alagoas o marechal Deodoro, o primeiro presidente da República.
Em Sergipe, terra de reisado, caboclinho e samba de parelha, nasceu o escritor Tobias Barreto, que até nome de cidade virou.
Pernambuco?
Foi em Pernambuco que nasceram Gilberto Freyre, Luiz Gonzaga e Lampião, por exemplo. E Otacílio Batista, e Oliveira de Panelas, e Ivanildo Vila Nova, Miguel dos Santos, e Francisco Brennand, e Samico, e...
No Maranhão, nasceram o autor da obra-prima Canção do Exílio, Gonçalves Dias, e o multiinstrumentista Papete.
É pouco?
No Piauí, nasceu um dos maiores cordelistas do País: Firmino Teixeira do Amaral.
Além de Amaral, nasceu no Piauí o cantor, compositor, instrumentista, repentista, cordelista Beto Brito (foto).
Quem é Beto Brito?
Legue a freqüência 740 AM rádio Trianon, logo mais às 14 horas, que ficará sabendo.
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
O CRAQUE MULTITUDO JORGE MELLO
Último sábado 13 de lua cheia, o descuido de um técnico da rede plim plim de tv fez milhares, milhões ou sei lá quantos telespectadores ficarem estarrecidos com uma imagem pornô vindo do nada, durante transmissão ao vivo de Botafogo x América.
O Bota enfiou quatro, ganhando com uma diferença de dois do combalido América
Outra: o reality Fazenda 4, levado ao ar pela rede do bispo Macedo, está faturando os tubos.
Até agora, a trama com as intrigas e prazeres que fariam corar os devassos das gêmeas pecadoras Sodoma e Gomorra de que trata o Gênesis, faturou 150 milhões de reais.
Essa dinheirama sai dos bolsos dos bobos, que ligam pra interferir na vidinha ridícula dos hóspedes da fazenda do bispo.
Pense comigo: e se por descuido um cabeção do Pentágono apertar o botãozinho de fazer explodir as bombinhas atômicas dos EUA, hein?
Na verdade, nem é bom pensar.
JORGE MELLO
O multitudo Jorge Mello (foto), piauiense morador das cercanias da Grande São Paulo, fez sábado 13 de lua cheia um espetáculo inesquecível para quem esteve no ponto de cultura do Butantã. Ele cantou, tocou, dançou e improvisou versos aos moldes dos trovadores nordestinos, ao som de viola. Foram muitos os aplausos. Esse Jorge, parceiro freqüente da obra do cearense invocado Belchior, é o mesmo que há alguns anos deixou embatucado o gordo Jô e sua platéia, ao responder perguntas na forma de versos encaixados em estrofes de seis e de sete bem definidas. A apresentação no Butantã fez parte da programação do 1º Festival de Cordel, idealizado por mim e Andrea Lago e levado avante pelo Centro de Tradições Nordestinas, CTN.
PATRIMÔNIOS CULTURAIS
Há uns anos, provoquei a conterrânea deputada Erundina a apresentar no Congresso proposta de lei para criação do Dia Nacional do Forró. A proposta foi apresentada e aprovada e Lula a chancelou como lei a ser lembrada todo dia 13 de dezembro. Ano passado um deputado paraibano quis que o forró fosse considerado patrimônio cultural imaterial da Paraíba. Conseguiu. Este ano validou-se também como patrimônio cultural o chamado “maior forró do mundo”, criado no ano de 86 em Campina Grande. O repente e o poeta repentista foram no rastro. Arriba, PB!
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
CÁTIA DE FRANÇA E SOCORRO LIRA, NO SESC
Catarina Maria de França Carneiro, na arte musical Cátia de França, com C, num dia 13de fevereiro na capital paraibana, João Pessoa.
Cátia toca piano, sanfona, violão, flauta e todos ou quase todos os instrumentos de percussão.
Foi professora de música.
Em 40 anos de carreira profissional, essa paraibana de força e raça gravou três LPs e um CD, Avatar (reprodução da capa, acima).
Também já escreveu e publicou livros.
A sua obra musical tem por referência a brasilidade nordestina e os escritos de Guimarães Rosa, Zé Lins, João Cabral de Melo Neto, Manuel de Barros.
Num período dos anos de 1980, foi parceira de palco do rei do ritmo, Jackson do Pandeiro.
Bagagem artística é o que não lhe falta.
Cátia de França e Socorro Lira são as grandes atrações musicais hoje no choperia do Sesc Pompéia, a partir das 21 horas, e minhas convidadas especiais para o programa que apresento todos os dias: O BRASIL TÁ NA MODA, a partir das 14 horas, ao vivo também pela Internet.
FESTIVAL DE CORDEL
Na posição de curador, inauguro hoje com uma palestra o 1º Festival de Cordel. A minha fala, começará às 19 horas. Depois, será servido um coquetel. Endereço: rua Jacofer, 615, bairro do Limão, na capital paulista. O regulamento se acha no site do Centro de Tradições Nordestinas, CTN: http://www.ctn.org.br/
Cátia toca piano, sanfona, violão, flauta e todos ou quase todos os instrumentos de percussão.
Foi professora de música.
Em 40 anos de carreira profissional, essa paraibana de força e raça gravou três LPs e um CD, Avatar (reprodução da capa, acima).
Também já escreveu e publicou livros.
A sua obra musical tem por referência a brasilidade nordestina e os escritos de Guimarães Rosa, Zé Lins, João Cabral de Melo Neto, Manuel de Barros.
Num período dos anos de 1980, foi parceira de palco do rei do ritmo, Jackson do Pandeiro.
Bagagem artística é o que não lhe falta.
Cátia de França e Socorro Lira são as grandes atrações musicais hoje no choperia do Sesc Pompéia, a partir das 21 horas, e minhas convidadas especiais para o programa que apresento todos os dias: O BRASIL TÁ NA MODA, a partir das 14 horas, ao vivo também pela Internet.
FESTIVAL DE CORDEL
Na posição de curador, inauguro hoje com uma palestra o 1º Festival de Cordel. A minha fala, começará às 19 horas. Depois, será servido um coquetel. Endereço: rua Jacofer, 615, bairro do Limão, na capital paulista. O regulamento se acha no site do Centro de Tradições Nordestinas, CTN: http://www.ctn.org.br/
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
ROBERTO MENDES E A CHULA
O romântico Gonçalves Dias, maranhense de Caxias, é um dos mais importantes poetas brasileiros, de todos os tempos.
E também teatrólogo, mas esquecido nesse campo de atuação artística.
Nasceu no dia 10 de agosto do longínquo ano de 1823.
O seu poema mais famoso é Canção do Exílio, que compôs cinco anos depois de deixar sua terra para estudar Direito em Coimbra, Portugal.
Foi vítima de naufrágio, no regresso ao Brasil em 1864.
Transitava pelo lirismo poético e por temas nacionalistas e medievais.
Teve e tem muitos seguidores.
Poetas de escolas diversas, como o modernista Oswald de Andrade, encontraram no famoso poema inspiração para suas obras, como Casimiro de Abreu e Guilherme de Almeida (Canção do Expedicionário) e letristas da música popular, como o uruguaio naturalizado Taiguara Chalar da Silva (Terra das Palmeiras) e os cariocas Chico Buarque e Tom Jobim (Sabiá).
Canção do Exílio, constantemente recriado e parodiado, foi escrito em julho de 1843.
Dois de seus versos estão no Hino Nacional Brasileiro, estes:
“Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida, mais amores”.
E o poema inteiro é este, formado por três quadras e dois sextetos ou sextilhas:
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o sabiá;
As aves que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.
Em cismar sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o sabiá.
Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar sozinho, à noite
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o sabiá.
Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu'inda aviste as palmeiras,
Onde canta o sabiá.
ROBERTO MENDES
O cantor e compositor Roberto Mendes, baiano de Santo Amaro da Purificação, nascido no dia 22 de novembro de 1952, é o meu convidado especial, hoje, no programa O BRASIL TÁ NA MODA, que apresento todos os dias, ao vivo, na rádio Trianon AM 740. O programa pode ser acessado também pela Internet e repetido diariamente às 4h30.
Roberto, junto com o jornalista Waldomiro Júnior, está lançando um livro sobre a chula (reprodução da capa, acima), que é dança e música do baú de heranças portuguesas.
SOCORRO LIRA
Amanhã 11, a paraibana Socorro Lira recebe a conterrânea pra uma contoria na choperia do Sesc Pompéia. O pagode, dos bons, começará às 21h30. Agendem-se, pois a coisa é boa. E Socorro está lançando mais um belíssimo CD, dessa vez trazendo à tona obras de outro paraibano: Zé do Norte. Recomendadíssimo, tanto a cantoria quanto o CD.
terça-feira, 9 de agosto de 2011
CTN LANÇA 1º FESTIVAL DE CORDEL, EM SAMPA
No próximo dia 11, às 19 horas, será lançado o 1º Festival de Cordel em São Paulo, com o objetivo de reunir, premiar e divulgar as melhores obras dos autores concorrentes.
A promoção é do Centro de Tradições Nordestinas, CTN, localizado à rua Jacofé, 625, bairro do Limão, na capital paulista.
Poetas cordelistas, profissionais ou amadores, estão, desde já, convidados a participar desse evento e, naturalmente, concorrer ao festival, cujas inscrições se estenderão por um mês (até 11 de setembro).
O regulamento pode ser lido no site www.festivaldecordel.com.br
Farei uma palestra de abertura, antes de ser servido um coquetel aos presentes.
A última vez que idealizamos e realizamos um concurso do gênero, com apoio da Companhia do Metropolitano de S. Paulo (Metrô) e da CPTM, foi em 2003.
Na ocasião, foram escolhidos por uma banca de especialistas e premiados os 20 melhores textos inscritos.
Posteriormente, esses textos foram impressos na forma de folhetos e distribuídos gratuitamente na rede pública de ensino do Estado, no total de 210 mil unidades acopladas em 10 mil caixinhas especiais.
Desse 1º Festival de Cordel, também deverão ser escolhidas as 20 melhores obras.
Dessa vez, os textos escolhidos também serão distribuídos de graça nos pontos de cultura e bibliotecas públicas.
Além do concurso em si, a iniciativa levada à pratica pelo CTN será enriquecida por uma oficina de cordel e xilogravura, saraus e sessões de cinema em vários pontos da cidade.
Um dos filmes exibidos no correr do festival, Saudade do Futuro, dirigido por Cesar Paes e Marie Clémence, inédito no Brasil, teve por base um dos meus livros (A Presença dos Cordelistas e Cantadores Repentistas em São Paulo).
Cópia desse filme em DVD pode ser adquirido na França, através de pedido à Livraria Cultura de São Paulo.
A produção executiva do 1º Festival de Cordel é da produtora cultura Andrea Lago.
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