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sexta-feira, 15 de março de 2013

PROCULTURA X LEI ROUANET

Produtores e gestores culturais do Brasil juntos com artistas de cinema, teatro, música e representantes de outros setores artísticos, estão mobilizados e participando de discussões em torno do Projeto de Lei nº 1139/2007 que deverá ser votado – e aprovado – a qualquer momento no Congresso Nacional.
O Projeto em apreciação substituirá a Lei Rouanet, ainda em vigor.   
Como forma de reforçar as discussões, será aberto ao público no auditório do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo o Fórum de Cultura e Educação, que terá a presença do deputado-relator do ProCultura, Pedro Eugênio (PT-PE), e da deputada federal por São Paulo, a ex-prefeita Luiza Erundina.
De modo geral, o ProCultura em tramitação no Congresso visa dar força ao Fundo Nacional de Cultura, FNC, e descentralizar a produção cultural entre o Rio de Janeiro e São Paulo, permitindo que a iniciativa privada abata até 6% do IR devido na fonte em projetos culturais.
O fórum será inaugurado no próximo dia 21, às 9h30.
A atriz Esther Góes volta a lembra que “se ficarmos de braços cruzados, calados, sem nada fazer, nada de bom e necessário acontecerá no setor artístico”.
Da mesma opinião é a produtora e arte-educadora Valéria Di Pietro, atriz “atualmente fora dos palcos”, que é também diretora de teatro.
Valéria e Esther (acima, na foto) entendem que precisam ser permanentes os debates em torno de educação e cultura no nosso País.
No sindicato dos Jornalistas em São Paulo têm participado ativamente das discussões para uma nova lei de incentivos culturais sem amarras e excesso de burocracia os produtores Samanta Albuquerque, Andrea Lago, Magda Crudelli e Daniel Gomes Gouveia; da mesma maneira que Denise Weinberg, Renato Modesto, Cacá Toledo, Ariel Borghi, Clovys Torres e Socorro Lira, que integram a Comissão de Coordenação do Fórum de Cultura e Educação.

PESQUISA
Pesquisa do IBGE aponta que apenas 14% dos brasileiros frequentam regularmente salas de cinema, 96% não vão a museus e 93% jamais foram a uma exposição de arte. Mais: 98% nunca foram a um espetáculo de dança e 90% das cidades brasileiras não dispõem de cinema, teatro, museu ou centro cultural.
Tristeza maior do que essa só morrer de fome, o que ocorre ainda em nosso País.

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quinta-feira, 14 de março de 2013

DISCUSSÃO E CULTURA: ACORDA, GENTE!

O binômio educação/cultura anda como não deve: separado. A cultura virou um simples negócio de entretenimento. Pior: um meganegócio de entretenimento. Quem não se enquadrar à ditadura dos departamentos de marketing estará automaticamente fora do processo de apoio oficial a projetos culturais.
Estes são alguns dos pensamentos e opiniões da atriz Esther Góes, agitadora cultural incansável e coordenadora do Fórum de Cultura e Educação que será instalado de modo permanente no próximo dia 21, às 9h30, no auditório do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo, à rua Rego Freitas, 530, s/l.
Formarão a mesa de abertura para esclarecimentos e discussões do fórum “Em Que Deve se Fundamentar um Verdadeiro Projeto Cultural Para as Pequenas e Médias Produções no Município, no Estado e no País?” o deputado relator do Procultura Pedro Eugênio, que falará a respeito do substitutivo do projeto de lei 1139, a ser aprovado a qualquer momento pelo Congresso Nacional; a deputada federal por São Paulo e ex-prefeita da capital paulista Luiza Erundina; a atriz, diretora e produtora cultural Denise Weinberg; e a educadora e diretora de programas especiais do município de São Paulo Ana Cecília Simões, além de Esther Góes, que coordenará as atividades da mesa.
Cecília falará sobre os Centros de Educação Unificados, CEUs, espalhados pela cidade.
Esther diz que é grave a “questão cultura” no País, pois, a rigor, o governo não está cumprindo a tarefa que é sua, de educar as pessoas e valorizar as artes. Segundo ela, “é danosa a interferência dos departamentos de marketing na escolha de projetos culturais, especialmente os projetos de teatro e música” no nosso País.
Ainda segundo a atriz, “vivemos um momento grave de exclusão cultural; pois a arte, a verdadeira arte, está sem incentivo e sem mercado no Brasil”.
E ela e eu nos perguntamos: até quando essa situação perdurará, hein?
O Fórum de Cultura e Educação é formado por atores, músicos, arte-educadores e produtores de pequeno porte, especialmente, “mas todos aqueles que tiverem interesse por educação, arte e cultura estão desde já convidados para acompanhar e participar das nossas discussões”, diz Esther, lembrando que o fórum pretende encontrar mecanismos de mudança para todos, valorizando a educação e a cultura do Brasil.
Esther Góes lamenta que os artistas - e pequenos produtores - ainda estejam alheios à falta de uma pauta oficial em pró da cultura e do problema que isso acarreta, consequentemente.
“Uma nova lei de incentivo cultural está para ser aprovada a qualquer momento e ninguém a discute como deveria. E a saída, sabemos, é o berro, é o grito, a denúncia. Se ficarmos calados, a situação só tende a piorar”, diz.
É isso, concordo em gênero e grau com Esther. 
No mais e lembrando o dito popular: quem fica parado é poste... até que uma porrada o tire do lugar. 
Na foto acima, da esquerda para direita: Muna Zeyn, Socorro Lira, Esther Góes, Carlos Meceni, Valéria Di Pietro, Ariel Borghi e Andrea Lago.

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quarta-feira, 13 de março de 2013

O PAPA É ARGENTINO; E DEUS, BRASILEIRO

Continua inalterado o estado de saúde do compositor, cantor e sanfoneiro pernambucano Dominguinhos no Hospital Sírio Libanês em São Paulo, onde se acha desde o dia 13 de janeiro.
O artista está com os batimentos do coração em compasso considerado normal, mas ele não responde a nenhum estímulo dos médicos. E aparentemente não ouve. Está em coma.
Dominguinhos é o mais autêntico discípulo do rei do baião, Luiz Gonzaga. Depois dele Oswaldinho do Acordeon, um mestre do instrumento que imortalizou Gonzaga e que acaba de gravar conosco o CD O Samba do Rei do Baião, já na praça via distribuidora Trattore.
E como uma coisa puxa outra, não custa informar que o filme Gonzaga - de Pai Pra Filho já saiu de cartaz, mas pode ser encontrado nas mídias DVD e Blu-ray Disc via livrarias Cultura e da Vila, entre outras.
O filme de Breno Silveira, do qual participo como mero consultor, levou cerca de 2 milhões de pessoas às salas de boa parte do País. Sobre ele foi dito que é um filme bom, ótimo mesmo, etc. e tal. Mas houve quem dissesse também que faltou inserir muita coisa. Mas isso é mais do que compreensível. O que não é compreensível é nele faltar crédito a imagens extraídas de filmes dos quais o Rei do Baião participou como Chapéu de Couro (ao lado, cartaz do filme), de 1978, produzido pela Capri Filmes, dirigido por Salo Felzen e estrelado por Jorge Paulo, Anastácia, Zé Nilton, Jofre Soares e Venâncio, entre outros artistas, com locações em Serrita, cidade pernambucana onde desde o começo dos anos 1970 é celebrada a Missa do Vaqueiro, criação de Gonzaga, padre João Câncio e Pedro Bandeira.
Jorge Paulo, cantor, compositor e radialista dos mais importantes do País, com passagens na vida como vereador e deputado federal por São Paulo, não gostou nem um pouco de ver no filme de Breno um corte abrupto de uma cena que dividia com Luiz Gonzaga no filme Chapéu de Couro, cujos originais ele doou ao Instituto Memória Brasil.
Estou com Jorge. 
CLIQUE:
http://www.jornalistasecia.com.br/edicoes/culturapopular04.pdf

PAPA ARGENTINO
Aconteceu o que ninguém esperava. Pois é. Os argentinos sempre foram um povo pacato, mas impossível no trato. E agora, então, com o anúncio do cardeal jesuita Jorge Mario Bergoglio, de Buenos Aires, como o papa que substituirá a Bento XVI, como se já não bastassem Maradona e Messi, agora... A fumaça branca anunciando a boa nova saiu hoje da chaminé da capela Sistina pouco depois das 3 da tarde, hora de Brasília. Sob frio e uma chuva torrencial, católicos aos milhares lotaram a praça São Pedro, no Vaticano, para ver o novo papa, que escolheu o nome de Francisco para representar a Igreja.  

DEUS BRASILEIRO
Cutucam-me aqui de lado para não deixar de lembrar que Deus é brasileiro. Pois é: O papa é argentino, mas Deus é brasileiro como Pelé, Carlos Gomes, Villa-Lobos, Ary Barroso, Chico Alves, Luiz Gonzaga, Manezinho Araújo, Mário de Andrade, Câmara Cascudo, Leandro Gomes de Barros, Zé da Luz, Zé Limeira, Patativa do Assaré, João Guimarães Rosa, Augusto dos Anjos, Paulo Vanzolini...

TUMULTO NA CÂMARA
O pastor deputado Marco Feliciano, novo presidente da Comissão de Direitos Humanso e Minorias, da Câmara, iniciou hoje os trabalhos da comissão sob vaias e aplausos do público que lotou as galerias da Câmara hoje em Brasília.


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