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quarta-feira, 19 de março de 2014

MEIO CONTO QUASE NADA

... E tinha um bom coração!
Sim, era de bom coração a pessoa que fazia até pé de pimenta murchar.
Bastava ela pegar na planta, que a planta não resistia, murchava e morria.
Era mulher e até bonita, daquelas branquinhas sardentas, metida, provocativa que só.
Era fogosa.
No norte das Gerais não tinha quem não a conhecesse.
Havia quem a achasse meio gente, meio bruxa.
E um dia ela casou-se e teve uma penca de filhos.
As meninas, umas mais bonitas do que as outras.
Os meninos pareciam ter azougue nos olhos e faziam sucesso entre as moçoilas.
E um dia ela murchou e morreu.
Ninguém chorou.

terça-feira, 18 de março de 2014

IGNORÂNCIA E GUERRA-PEIXE

O petropolitano Cesar Guerra-Peixe completaria hoje 100 anos de idade, mas até este momento, a data e o personagem, não mereceram nenhuma referência no rádio ou televisão. Os jornais também amanheceram mudos quanto ao assunto, como as revistas de fim de semana.
Somos mesmo umas bestas.
Enquanto continuarmos assim o Brasil será de todos, menos nosso.
Que pena.
Guerra-Peixe foi um dos maiores artistas que já tivemos.
Ele começou a carreira com sete anos de idade, tocando bandolim, aos oito violino, aos nove piano e depois tudo quanto é de corda e outros instrumentos, em seguida virou compositor, maestro, tudo.
Grade Guerra!
E nós aqui batendo palmas para o lepo lepo.
Que tristeza!
Sim, o Brasil oficial não conhece e nem liga para o Brasil das artes e dos artistas.

domingo, 16 de março de 2014

O FENÔMENO DO ABANDONO

Este é o último domingo de verão deste ano de 14.
Por estas bandas de cá do Sudeste não caíram do céu as águas que um dia levaram o soberano maestro Tom Jobim a, digamos, se inspirar numa simples moda do povo, Água do Céu, para gerar a bossa famosa Águas de Março. "É chuva de Deus, é chuva abençoada/É água divina, é alma lavada", diz a letra - e a melodia - que não é do Tom, mas essa é outra história.
Na região Norte, em Rondônia principalmente, tem chovido horrores. Lá o número de vítimas já passa dos 100 mil.
O Rio Madeira (acima), por exemplo, já subiu perto dos 20 metros acima do seu nível, cobrindo cidades e matando gente e peixes.
Essa tragédia de excesso de chuvas no Norte me faz lembrar a tragédia secular da seca no Nordeste, que um dia, em 1877, fez o imperador dom Pedro II prometer vender até a última joia da Coroa para pelo menos amenizar sofrimento das vítimas.
A seca daquele tempo fez pelos menos 500 mil almas, deixando insepultos e à mercê dos urubus os seus corpos.
Claro, a coroa permaneceu intacta brilhando sobre a coroa do rei, que segundo os compêndios era um cara justo e sensível, estudado, sabedor das coisas do seu reinado.
Muitas outras grandes estiagens se repetiram em 32, que fez o poeta popular Patativa do Assaré compor sem plágio a obra-prima A Morte de Nanã; 79, que quase levou às lágrimas o general de ferro João Batista de Figueiredo, que detestava cheiro de povo; 85...
Em 1985, choveu tanto no Nordeste que o Nordeste quase se acaba.
Chico, Fagner, Gonzaga, Gonzaguinha, Gil, Jobim e outros artistas se juntaram para gravar um disco cuja renda se reverteu às vítimas.
Nesse mesmo ano, Michael Jackson e outros se juntaram com o mesmo propósito para atender as vítimas da seca na África, que matou uma quantidade enorme de pessoas, incluindo mulheres e crianças.
O projeto brasileiro se chamou Nordeste, Já http://www.youtube.com/watch?v=g4Om94w_61g.
O projeto estrangeiro se chamou USA and Africa, com a música We Are The World.
O projeto brasileiro não deu certo porque as emissoras de rádio do Brasil só tocaram, e à exaustão, a música dos gringos.
Você sabe por que as secas e as enchentes ainda são um fenômeno no Brasil?

sábado, 15 de março de 2014

MATANÇA DE JUMENTOS

A Ciência e a Arqueologia provam que o homem moderno nasceu na África.
Na África também nasceu o jumento, que o rei do baião Luiz Gonzaga chamava de “nosso irmão”.
Mas esse animal, referido no Evangelho de Mateus (2, 13-18) como meio de fuga de Jesus, Maria e José para o Egito, está sendo abandonado nas ruas e estradas do interior do Brasil, e não só do Nordeste.
O que se faz com o jumento é maldade.
Num trecho da letra O Jumento é Nosso Irmão, de 1967 (LP O Sanfoneiro do Povo de Deus, RCA), dizem os autores Gonzaga e José Clemente:

O jumento sempre foi
O maior desenvolvimentista
Do sertão...
Ajudou o homem na vida diária
Ajudou o homem...
Ajudou o Brasil a se desenvolver,

Arrastou lenha...
Madeira, pedra, cal, cimento, tijolo, telha
Fez açude, estrada de rodagem,

Carregou água pra casa do homem,
Fez a feira e serviu de montaria
O jumento é nosso irmão...

E o homem em retribuição o que lhe dar?
Castigo, pancada, pau nas pernas, pau no lombo,
Pau no pescoço, pau na cara, nas orelhas...


A ideia agora é abatê-los e levá-los  à mesa em pratos finos e ao calor das grelhas de churrasco.

sexta-feira, 14 de março de 2014

CONEXÃO REPÓRTER E IMB

Carlos Massa, o Ratinho de Silvio Santos, foi o personagem central do programa Conexão Repórter, levado ao ar anteontem à noite pelo SBT.
O programa tem a assinatura do experiente Roberto Cabrini, que aparece aí na foto junto comigo e Luciana Freitas, mais Osvaldo Vitta, o Colibri; e Sinval de Itacarambi Leão, diretor-fundador da Revista Imprensa.
Embora bem feito etc., essa edição do Conexão não deixou de parecer um release ou matéria encomendada.
Nada contra que se saiba que Ratinho tem grana saindo pelo ladrão, que é marido exemplar, que é filho exemplar, que é pai exemplar e exemplar amigo dos amigos exemplares frequentemente brindados com churrascos e cantorias nas suas fazendas no interior de São Paulo e no Paraná.
O público merece, não é mesmo?
Mas, cá pra nós, eu trocaria o perfil do Ratinho no Conexão por uma reportagem no mesmo Conexão sobre o Instituto Memória Brasil, como já fizeram a TVT https://www.youtube.com/watch?v=HBA2G_7jepI, a TV Brasil https://www.youtube.com/watch?v=nYDbO1ln6vk e a TV Mega https://www.youtube.com/watch?v=pIwkiRBTnUA, além das revistas Bravo http://bravonline.abril.com.br/materia/reliquias-sonoras e Brasil.

quarta-feira, 12 de março de 2014

O SAMBA EM LIVRO

Artistas Negros da Música Popular e do Rádio é o título do novo livro (ao lado, reprodução da capa) da jornalista paulistana Thaís Matarazzo, que será lançado sábado 15, em tarde festiva na Casa de Portugal, ali na Avenida da Liberdade, 602, a partir das 15h30.
Resultante de demorada e cuidadosa pesquisa, o livro é um mergulho na história pouco conhecida do samba em São Paulo, especialmente no que se refere a personagens que deixaram uma obra ainda carente de apreciação e reconhecimento, caso de Vassourinha, Henricão, Risadinha e Chocolate.
A respeito do livro de Thaís, André Domingues, autor de Caymmi Sem Folclore (2009) e coautor de Batuqueiros da Paulicéia (2009), com Osvaldinho da Cuíca, escreveu o seguinte:
A ainda obscura história do samba de São Paulo recebe mais um luminoso facho de luz nesta obra da jornalista e pesquisadora Thaís Matarazzo . Nela, vidas de humildes batuqueiros são contadas com o mesmo cuidado de quem fala sobre um papa ou um imperador. É uma inversão interessante: no lugar de milagres e batalhas, ficam registradas as batucadas, os cordões, as escolas de samba, os programas de rádio. É um livro que chama a atenção, sobretudo, pela narrativa rica em detalhes. Detalhes que, de um lado, refletem uma busca quase obsessiva da autora pela verdade dos acontecimentos passados; de outro lado, iluminam muitas outras histórias que ainda esperam – quase imploram! – por serem contadas”.

SINVAL DA GAMELEIRA
Há pouco, recebi do compositor e cantador mineiro Téo Azevedo a notícia da morte do sanfoneiro e construtor de rabecas Sinval da Gameleira (acima, com Téo), vítima ontem, à tarde, de um fulminante ataque do coração no momento em que chegava em casa, em Alto Belo, no norte de Minas, onde o conheci há uns dez anos, talvez mais. Sinval, que deixa dois filhos, era nascido na beira do Rio das Pedras, um berço de artistas populares de Minas. O seu nome de batismo era Sinval Alves Botelho e tinha cerca de 50 anos de idade.

RODOLFO COELHO
Na quarta 19 de março de 1919, nascia em Rio Largo,
em Alagoas, provavelmente o mais profícuo autor de folhetos de cordel no Brasil,
Rodolfo Coelho Cavalcanti.
Rodolfo desapareceu da convivência humana no dia 7 de outubro de 1985, vítima de atropelamento, em Salvador, BA. Fica o registro.

terça-feira, 11 de março de 2014

ZÉ DANTAS, REFERÊNCIA GONZAGUEANA

Hoje neste espaço eu ia falar sobre a atuação de alguns profissionais da opinião, como José Nêumanne Pinto no rádio, jornal e TV; Joseval Peixoto e Alexandre Garcia, no rádio e TV; Reinaldo Azevedo no rádio e internet; Clóvis Rossi, no jornal; e outros.
Mas não, acabo de me lembrar do grande brasileiro que foi o pernambucano, de Carnaíba, José de Sousa Dantas Filho, mais conhecido por Zé Dantas ou Zedantas, grafia de que ele muito gostava.
Zé Dantas, que além de compositor era médico, partiu para a eternidade no dia 11 de março de 1962.
Ele se achava no Rio de Janeiro quando isso aconteceu.
Dentre os mais de 50 parceiros que teve, Luiz Gonzaga encontrou em Zé Dantas e Humberto Teixeira os seus maiores referenciais.
Humberto e Luiz deram forma ao baião, em 1946.
Zé Dantas e Luiz deram forma ao forró, em 1949.
Como expressão, o baião já existia antes de Humberto e Luiz.
O forró, também.
A história é comprida, contarei depois.
Repito: Humberto e Zédantas são os maiores referenciais musicais de Luiz, embora a história tenha destacado mais o nome de Humberto, injustamente.
Na reprodução do selo discográfico acima, o primeiro registro do ritmo forró.

segunda-feira, 10 de março de 2014

OPINIÃO E PONTO DE VISTA

Esse negócio de “politicamente correto” entendo como uma espécie de tábua de salvação para quem vê na cautela extrema um meio cínico, preguiçoso e covarde de sobrevivência sem riscos.
Não, não tem a ver com a fala daquele personagem do Rosa no Grande Sertão, o Riobaldo.
Tem a ver com oportunismo, safadeza e puxa-saquismo mesmo, na expressão popular e mais corrente nesse nosso cotidiano selvagemente globalizado, onde cultura é palavrão e educação é confundida com subserviência de modo puro e simples.
Os malefícios provocados pela prática do não opinar são muito maiores do que opinar.
No primeiro caso, a massa encefálica do sujeito tem o seu processo de desenvolvimento natural estancado.
Isso é péssimo; e para recuperá-lo depois, hein?
A ciência ainda não sabe exatamente quanto utilizamos do nosso cérebro, mas é certo que se o estimularmos ele se desenvolverá melhor.
Daí não ser difícil crer que um cidadão esclarecido, de ideias próprias, é cidadão que enriquece a si mesmo e ao seu país, inclusive por provocar debates sociais e abrir clareiras no aqui agora e para o tempo que vem depois.
Opinião e ponto de vista são as mesmas coisas.

domingo, 9 de março de 2014

AS FLORES NÃO MORREM

Laura Alouche deixou este mundo hoje por volta das 9 horas, após permanência no Hospital Santa Paula, na zona Sul da capital paulista. Mas ela preparou-se antes, espiritualmente, e foi sem pressa para os braços de Deus.
O padre Ramirez, da Igreja São Judas Tadeu, lhe deu a extrema unção.
Laura gostava de flores e de fazer comida árabe para os amigos.
Nascida na terra encantada e cheia de magia dos faraós, das mil e uma noites, ela um dia trocou o Egito pelo Brasil e aqui formou uma enorme legião de amigos (ao lado) e fãs.
Era adorada.
De uma família de mais seis irmãos, Laura falava com fluência várias línguas e era considerada uma excelente profissional da tradução.
Durante anos ela contribuiu para o sucesso da gravadora e editora musical Fermata do Brasil, onde conheceu e ajudou a inúmeros artistas em início de carreira.
O seu corpo foi sepultado nas colinas do Gethsêmani, sob uma garoazinha fina que cobria silenciosa e discretamente os mais de 100 mil m2 do cemitério.
As flores não morrem; elas são uma continuidade diária e eterna de si próprias, como a esperança.
Viva Laura!

sábado, 8 de março de 2014

BLOCOS DE CARNAVAL E CIDADANIA

Cena 1:
É terça de carnaval e o Minhocão, no centro da capital paulista, treme ameaçando cair com milhares de foliões felizes da vida. Um deles perde os óculos. A informação é rapidamente passada e repassada e em poucos minutos ele passa de mão em mão e chega ao dono, míope.

Cena 2:
Na Vila Madalena, zona Oeste da capital paulista, pequenos grupos com seus próprios carrinhos ou o que valha, coolers como chamam os gringos, portando cervejas, se misturam à multidão. De repente uma das pessoas desses grupos esbarra num folião e perde desculpas, mil desculpas.

Cena 3:
Uma voz feminina, forte, reboa no ar: “Somos da paz, queremos a paz e a alegria é a palavra de ordem, agora. Quem veio aqui para roubar, para fazer o mal suma!”.

Estes três casos ocorreram durante a brincadeira de blocos de carnaval nas ruas da cidade de São Paulo neste ano de 2014; o último com o afro Ylu Oba de Min, que reúne cerca de duas dezenas de milhar de foliões, predominantemente mulheres.
O contraponto desses três casos foram outros três ocorridos na Vila Madalena, onde a boemia quase sempre leva à embriaguez e a atos de irresponsabilidade como os registrados na delegacia de polícia da região.
Mais de um milhão de pessoas, incluindo crianças e famílias inteiras, engrossaram este ano os blocos que chegaram a se duplicar na capital do mundo, São Paulo.
A leitura que se tem, é: os paulistanos estão espontaneamente reconquistando as ruas para se divertir.
E isso é bom, e isso é cidadania.
Viva a paz e alegria de viver!

quinta-feira, 6 de março de 2014

LIXEIROS E SOCIEDADE

É absolutamente justa a paralização dos garis no Rio de Janeiro, por melhores condições de trabalho e aumento da merreca que ganham como salário. Fizeram bem, sim, em parar para chamar a atenção de todo mundo e mostrar, assim, a importância social que têm e o injustificável desmerecimento público por seu labor.
O serviço de coleta de lixo no Brasil data do tempo do Império.
A primeira pessoa que se dispôs profissionalmente a cuidar do nosso lixo foi o francês Pedro Aleixo Gary, daí a origem do nome que identifica os homens - e mulheres - que recolhem diariamente o lixo que a sociedade gera e põe na rua.
Em São Paulo, as mulheres que limpam a cidade são denominadas de margaridas.
A expressão, criada com o início da construção do Metrô, nos anos de 1970, lembra a flor, a mulher e também o gari.
Em homenagem a esses profissionais anônimos a nossos olhos, que trabalham quase como sombras, algumas poucas músicas foram compostas (clique abaixo). A mais conhecida é a de Adoniran Barbosa, http://www.youtube.com/watch?v=Q-9tcWzb55s.
Paris já foi considerada a cidade mais suja do mundo. Lá o serviço de limpeza urbana só se efetivou em 1919.
Nesse serviço, Londres foi pioneira.
A nota dissonante nessa história toda é que há quem humilhe esses nobres trabalhadores.
No réveillon de 2009, o apresentador de TV Boris Casoy envergonhou a classe dos jornalistas e todos os brasileiros ao fazer um grave comentário na Bandeirantes, ao vivo, contra os garis http://www.youtube.com/watch?v=0H9znNpeFao, mas ele pagou por isso na Justiça em decisão proferida pelo juiz da 8ª Câmara de Direito Privado de São Paulo.
Você sabe quanto ganha um gari? E um deputado?
Você conhece alguma rua com o nome de um gari, e de um deputado, senador, governador, presidente...?
http://www.youtube.com/watch?v=E0mOHo9lRmo

quarta-feira, 5 de março de 2014

VIVA INEZITA BARROSO!

Inezita Barroso, de batismo Ignez Magdalena Aranha de Lima, nasceu numa quarta-feira de cinzas há exatos oitenta e nove anos e um dia completados hoje.
Você sabia que fui eu quem escreveu o primeiro livro (acima) sobre ela?
Pois é, Inezita merece todas as honras, todas as glórias por ser, definitivamente, uma brasileira completa, que ama e canta a sua terra e a sua gente.
Quer saber mais?
Clique:
http://www.jornalistasecia.com.br/edicoes/culturapopular12.pdf 


segunda-feira, 3 de março de 2014

O PAPA E O PALAVRÃO

O papa Francisco é normal, isto é: humano.
Viva o papa!
Ontem na hora do Angelus o meu xará argentino pronunciou de modo errado uma palavra de origem italiana e acabou por dizer um palavrãozinho, coisa do tipo "carajo" ou "cazzo".
Se cada um de nós não acumular riquezas para si mesmo, mas colocá-las ao serviço dos outros, neste c..., neste caso, ele corrigiu rapidamente, “a Providência de Deus torna-se visível neste gesto de solidariedade".
A fala do papa me fez lembrar alguns artistas que falavam palavrões a torto e a direito para melhor se expressar, como a atriz Dercy Gonçalves e a cantora Isaurinha Garcia.
Tem hora que um palavrãozinho faz bem, e está provado; tanto que meu amigo Mário Souto Maior – que já está no céu – chegou a escrever um dicionário (acima) sobre o tema.
Eu, cá com meus botões, ficou imaginando que expressão o papa Francisco pronuncia quando dá uma topada.

domingo, 2 de março de 2014

RC E LEPO LEPO!

O caldeirão fervente do besteirol musical continua gerando sucessos relâmpagos e descartáveis, naturalmente.
Mais uma vez, as tranqueiras chegam da Bahia e atendem pelo nome geral de furdunço e lepo lepo.
Furdunço é um movimento cultural que agrega tendências musicais, definem os inspirados foliões baianos entre um esquindô e outro.
Para lepo lepo, bem, os sábios de plantão da costa baiana ainda não encontraram uma definição, digamos, politicamente correta, em que pudesse se encaixar a palavra cultura, por exemplo; mas não é difícil imaginar do que se trata.
Lepo lepo é... 
Clique:
https://www.youtube.com/watch?feature=share&v=AHVS5DW434g&app=desktop

É UMA BRASA!
Sintonizado na Jovem Pan, ouvi que o velho monarca da outrora jovem guarda embolsou um cachê de R$ 25 milhões para fazer um comercial para a TV em que mente, dizendo que parou de comer carne (acima). Essa grana equivale a um edifício de 13, opôs!, andares de 138m2 no bairro paulistano do Itaim ao custo de R$ 1,8 milhão, que é quanto custa um apartamento da sua imobiliária.
Numa boa?
Eu faria esse anúncio pela metade do cachê e ainda ajudava os pobres da minha rua, HAHAHHA.   

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

CONHEÇA O INSTITUTO MEMÓRIA BRASIL

http://www.institutomemoriabrasil.org.br/
A edição deste fevereiro da Revista do Brasil traz em duas páginas um pouco da história do Instituto Memória Brasil, IMB (acima).
A reportagem (ao lado, na reprodução parcial) é assinada pelo jornalista Vitor Nuzzi.
O Instituto foi criado em 2011, com a finalidade de preservar e divulgar
http://www.rodasgonzagueanas.org.br/#!nos-correios/csrm um pedaço
do Brasil encontrável em segmentos diversos da nossa cultura popular, seja através da literatura de cordel, seja através do repente de viola comum em algumas partes do País, principalmente no Nordeste. O acervo da instituição é formado por mais de 150 mil itens, incluindo fotos, partituras, livros, jornais, revistas, discos de todos os formatos fabricados no Brasil e no exterior desde os primeiros anos do século passado.
Quer saber mais? Então, clique:
http://www.youtube.com/watch?v=pIwkiRBTnUA
http://www.youtube.com/watch?v=nYDbO1ln6vk

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

MORREU O ARNESTO DO SAMBA

Deixar de se manifestar contra ou a favor de alguém ou de uma situação é um absurdo sem tamanho que ainda prevalece na sociedade globalizada, por covardia ou interesse individual ou de grupo. As consequências disso para a formação de cidadãos são catastróficas, bastando dizer que a falta de opiniões gera indiferença, medo e burrice da parte de quem se deixa contaminar pelo excesso de cautela.
Deixar de opinar é deixar de pensar, de ter pensamentos e ideias próprias.

LAMPIÃO
O celerado Virgolino Ferreira, vulgo Lampião, fuzilado pela polícia alagoana em julho de 1938, foi lembrado hoje à tarde em sessão do Supremo Tribunal Federal pelo ministro Luiz Fux, ao ter seu bando comparado com os condenados pelo Mensalão atualmente presos na Papuda, em Brasília. O voto do ministro foi favorável que se mantenham inalteradas as penas aos condenados pronunciadas no ano passado pelo Supremo.

ARNESTO
O advogado e ex-vendedor de chuchu, engraxate e violonista Ernesto Paulella morreu hoje aos 99 anos de idade, após cair e fraturar o fêmur em casa, na Mooca onde morava.
O fato se deu por volta do meio-dia no Hospital Sancto Maggiore. Na capital paulista.
Em 1955 Paulella foi surpreendido ao ouvir no rádio a música Samba do Arnesto (acima, na reprodução do selo do disco), de Adoniran Barbosa, composta em sua homenagem.
Paulella é personagem da biografia que escrevi sobre o grupo Demônios da Garoa, Pascalingundum.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

JOTABÊ ESTRÉIA EM LIVRO

Será hoje a partir das 20 horas, no boteco Sabiá, na Vila Madalena, cá em Sampa, o lançamento do livro O Bisbilhoteiro das Galáxias, do conterrâneo Jotabê Medeiros, baluarte do Caderno 2, suplemento diário de variedades do centenário O Estado de S.Paulo.
Esse é livro de estreia de Jotabê, que é paraibano de Campina Grande e tem 25 anos de jornalismo. Nesse quarto de século ele entrevistou algumas das mais reluzentes estrelas  do universo pop internacional, entre as quais Bob Dylan. Especialmente por se tratar basicamente de um livro de bastidores, digamos assim, é um livro necessário à leitura, seja para especialistas, seja para leitores convencionais.
Vamos dar um abraço no Jotabê?
O Sabiá fica ali na esquina das ruas Fidalga e Purpurina.

BRASILIDADE
André Domingues, uma das cabeças mais brilhantes deste País tão judiado, apresentará sua tese de doutorado (Cinco Cantos de Vanguarda: Populares e Eruditos em Luta pela Brasilidade Moderna) amanhã, 25, às 14 horas, na USP. Local preciso: prédio da administração da FFLCH (Rua do Lago, 717), atrás da FAU.
O novo doutor avisa que o evento é um pouco longo, mas promete que fará “o máximo para que não seja chato!”.
Terminada a defesa, “ficam todos convidados para comemorar o fim dessa etapa na minha casa (Rua João Batista de Souza Filho, 121, Butantã). Comemoraremos junto o aniversário do meu irmão. Até lá!”.
Um resumo do próprio André:
- A tese “Cinco cantos de vanguarda: populares e eruditos em luta pela brasilidade moderna” analisa historicamente cinco diferentes momentos em que músicos populares e intelectuais eruditos brasileiros estabeleceram intercâmbios e trabalharam em parceria na construção de discursos sobre o ser nacional, sob influência marcante de um ideário de vanguarda. Para cada um desses momentos, elegeram-se parcerias representativas a serem estudadas. Os momentos abordados, compreendidos entre 1924 e 1969, foram o modernismo, o regionalismo baiano, a bossa-nova, a música de protesto da década de 1960 e o tropicalismo, tendo como representantes escolhidos, respectivamente: Marcelo Tupinambá e Mário de Andrade; Dorival Caymmi e Jorge Amado; Antônio Carlos Jobim, João Gilberto e Vinícius de Moraes; Carlos Lyra e Gianfrancesco Guarnieri; Caetano Veloso e Rogério Duprat.
 

domingo, 23 de fevereiro de 2014

O FIM DOS SAMBAS DE ENREDO

Denominou-se Deixa Falar a primeira escola de samba do País, surgida no Rio de Janeiro, em 1928.
Entre seus fundadores achava-se o compositor Ismael Silva.
Em São Paulo, em 1937, a primeira escola a receber essa denominação foi a Lavapés.
O primeiro samba-enredo carioca data dos anos de 1940, mas há controvérsias em torno da questão. O primeiro LP com registro de desfile de escolas de samba foi lançado em 1958.
Em 1949, a escola de samba Império Serrano desfilou com Exaltação a Tiradentes. Seis anos depois, o cantor Roberto Silva gravou com o título reduzido para, simplesmente, Tiradentes.
Não era bem um samba-enredo.
Pela Chantecler em São Paulo, em 1969, Carmélia Alves e Geraldo Filme gravaram o primeiro LP só com sambas de enredo (acima, reprodução da contracapa), com pérolas como São Paulo Antigo, História do Aleijadinho e Biografia do Samba.
Mas o samba-enredo de qualidade acabou, ou está se acabando. E  os motivos resumem-se num só: grana.
Hoje, muito mais do que ontem, as escolas fazem tudo por dinheiro, dede aumentar o ritmo do samba a “biografar” quem pagar mais. E a constatação é mais do que simples: basta ouvir os discos dos últimos dez, 15 anos, de São Paulo ou do Rio de Janeiro.
Compor um Chica da Silva como foi composto em 1963 e a Salgueiro mostrou na avenida, impossível.
E o que dizer da obra-prima Heróis da Liberdade, que Mano Décio, Silas de Oliveira e Manoel Ferreira compuseram para a Império Serrano em 1969, em plena ditadura militar, hein?
E como compor nos dias atuais sambas da qualidade de um O Mundo Encantado de Monteiro Lobato, com o qual a Mangueira desfilou em 1967?
Esses são sambas definitivos como Os Sertões, que a escola Em Cima da Hora apresentou ao Brasil em 1976.
Um dos últimos sambas-enredo com a grandiosidade que todos merecem foi Liberdade, Liberdade, na avenida em 1989 pela Imperatriz Leopoldinense.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

A VOLTA DAS MARCHINHAS DE CARNAVAL

É claro que, ao contrário de Cabral pai, Cabral filho, governador do Rio de Janeiro, não gosta nem um pouco de marchinhas de carnaval, pois querem lhe apear do poder custe o que custar cantando coisas do tipo:

Quanto tiro, oh!
Quanta policia
A tropa de choque em ação
Ditador de helicóptero
E no meio da cidade
Um monte de Caveirão!

Além dessa paródia, de Máscara Negra, foram feitas outras de Alah-lá ô, Mamãe eu Quero, Ó Abre Alas etc., e uma em especial.
Clique:
A presidente Dilma também não escapou da ironia popular:
Também sobrou pau para os deputados:
E o Hnerique Cazes compôs uma joia, abordando o tema maconha;
Clique:

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

A VOLTA DOS BLOCOS DE CARNAVAL

Milhares de blocos carnavalescos pequenos, médios e grandes, também chamados de bandas e num tempo mais atrás de cordões, estão se preparando para desfilar nas ruas do Brasil. Dois, especialmente, chamam a atenção pela quantidade de foliões que arrastam: Bola Preta, do Rio de Janeiro; e Galo da Madrugada, da capital pernambucana; que, aliás, este ano homenageia o escrito paraibano Ariano Suassuna (ver abaixo) .
De respeito também é o Muriçocas do Miramar, de João Pessoa, seguido por uma multidão calculada em 500 mil pessoas.
Em algumas localidades a folia de Momo se inicia hoje, como na capital paraibana onde o Bloco Folia de Rua sai do Ponto de Cem Réis, no centro da cidade.
Em João Pessoa, como noutras cidades, está-se retomando, aos poucos, a tradição dos concursos de marchinhas de carnaval, que tinha entre seus grandes compositores Lamartine Babo e Braguinha, entre tantos.
O mais antigo bloco paulistano de ininterrupta folia é a Banda Redonda, que está completando 40 anos e anualmente arrasta muita gente pelas ruas do centro da Paulicéia Desvairada, como chamava a sua cidade o observador cultural Mário de Andrade.
A quantidade de blocos carnavalescos minguou a partir dos anos de 1970, mas começaram a voltar com força total a partir da última década. Hoje, só na capital de São Paulo, são cerca de 170. Até Gueri-Gueri, fundado na região do bairro de Pinheiros em 1986, está voltando.
A Banda Redonda desfila sempre na segunda-feira que antecede o carnaval.
Na semana que entra, os blocos continuam nas ruas, como o Umes Caras-Pintadas, na terça; a Banda do Candinho, na quarta; a Banda do Trem Elétrico, na sexta; e no sábado, domingo etc., saem o Bloco dos Bastardos e muitos outros.
Até depois do carnaval, dia 4, tem alegria de blocos como o Ó do Borogodó, que sai ressacado às 14 horas pelas ruas do bairro boêmio de Vila Madalena.

BLOCO DE FORRÓ
De Paulinho Rosa, recebo:
“O nosso bloco, o bloco de FORRÓ, vai sair!
Neste sábado, 22/02/2014 o bloco A EMA GEMEU DE CANTO A CANTO sai entoando os forrós clássicos e desfilando nesta São Paulo tão eclética colocando o forró em mais um evento cultural da cidade.
Vamos nos concentrar a partir das 13:00 hs no CANTO DA EMA na Avenida Brigadeiro Faria Lima 364 e caminharemos com trios e músicos de forró até o CANTO MADALENA NA RUA Medeiros de Albuquerque, 471 - Vila Madalena.
Vamos colocar FORRÓ na rua, com toda a animação que os forrozeiros e simpatizantes tem!


RECADO
De Andrea, a convocação:
“É sábado, pessoal! Tá chegando o carnaval de Olinda em SP, de graça! Amanhã tem Siba e Mombojó junto com a Orquestra de Frevo Henrique Dias, Bonecos Gigantes e Casais de Passistas! Foliões e brincantes, vamos colorir de azul, verde, amarelo e vermelho o Centro de SP agitando sombrinhas e jogando confete e serpentina, exibir adereços, máscaras e fantasias e esbanjar alegria. Às 13 horas concentração da Orquestra de Frevo em frente ao CCBB/SP, com Boneco Gigante e Casal de Passistas fazendo um arrastão pelas ruas do Centro de SP e finalizando na Praça do Patriarca, em frente ao palco”.

ARIANO SUASSUNA
O escritor paraibano Ariano Suassuna é o grande homenageado, este ano, do bloco pernambucano Galo da Madrugada.
Clique:
http://globotv.globo.com/rede-globo/netv-2a-edicao/v/ariano-suassuna-homenageado-do-galo-da-madrugada-vai-participar-do-desfile-do-bloco/3098943/
 

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

FESTA EM CURRAIS NOVOS

A estação das chuvas continua distante dos nordestinos.
Na primeira quadra do ano iniciada neste mês se aguardam chuvinhas esporádicas aqui e ali, parecidas com as que caíram ontem em Currais Novos; o suficiente, porém, para fazer feliz seus quarenta e poucos mil habitantes. E o bom foi que ela caiu dentro de açudes há muito secos e estorricados.
A cidade de Currais Novos, localizada na mesorregião central potiguar, é conhecida como Princesa do Seridó; a rainha é Caicó, a cerca de 270 quilômetros da capital, Natal.
Fala-se muito do sol e calor que têm castigado o Norte, Sul e Sudeste do País, mas o Nordeste, com seus nove Estados ocupados por mais de um terço da população do território nacional, continua ao Deus dará, esquecido por Deus etc.
A situação climática da região prevista para a este ano pelos meteorologistas é péssima.
Enquanto isso, os reservatórios continuam lá em baixo.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

A AUDÁCIA DE LULINHA ALENCAR

No seu CD de estreia, o potiguar Lulinha Alencar mostra que tem sensibilidade e sabe tocar sanfona.
A sua audácia no disco, Cem Gonzaga, se resume no fato de buscar no repertório gonzagueano músicas pouco conhecidas do chamado grande público, como Santana, Aquele Chorinho, Pisa de Mansinho, Seu Januário e Araponga, entre outras.
Ao contrário de muitos sanfoneiros, Lulinha não agride as teclas do seu instrumento; ele as acaricia com gosto e pertinácia e o resultado disso é um som bonito, suave, aos nossos ouvidos ultimamente tão judiados pelo lixo sonoro produzido como se fosse música.
Mas a grande audácia, mesmo,  cometida por esse artista das terras de Luís da Câmara Cascudo foi agrupar as 12 músicas escolhidas de Gonzaga numa espécie de trilha em que se escuta apenas o som da sanfona. E isso é pra sanfoneiro macho!
As três últimas músicas que encerram o disco duas trazem a sua assinatura e a última um improviso de Dominguinhos, que partiu para a eternidade depois de deixar o corpo numa espécie de agonia para seus seguidores.
Sim, esse é um disco especialmente para quem quer conhecer de perto o som de sanfona.

ps: Luiz Gonzaga, o Rei do Baião nasceu num dia 13 de dezembro; Lulinha, também.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

REPÓRTER, PROFISSÃO ARRISCADA

Comemora-se hoje, 16 de fevereiro, o Dia do Repórter.
Repórter é quem faz reportagem, e quem faz reportagem é um tipo de profissional meio criança, meio maluco, que atua no jornalismo, desde sempre uma profissão desgastante e altamente arriscada, inicialmente regulamentada por lei nos fins dos anos de 1960.
As perguntas básicas para a elaboração de qualquer reportagem, em qualquer língua e lugar, são: quem, como, quando, onde e por quê?
O bom profissional do jornalismo precisa, necessariamente, saber perguntar e ouvir muitíssimo; ter calma, muita calma, e respeitar o entrevistado; jamais forjar notícias ou induzir o entrevistado a responder sob qualquer tipo de pressão.
Alguns grandes repórteres viram grandes escritores, como Audálio Dantas, Joel Silveira e Caco Barcelos, entre muitos outros.

Estou no jornalismo desde o final dos anos de 1960, quando iniciei a profissão no velho e bom jornal O Norte, PB (acima); até chegar à Folha (ao lado), no começo da segunda metade da década seguinte, bati pernas e comi o pão que o Diabo amassou.
Caso eu tivesse de recomeçar a vida, recomeçaria como repórter.
Em tempo: O bloco carnavalesco Imprensa que eu Gamo, que saiu ontem pelas ruas do Rio de Janeiro, homenageou o repórter cinegrafista Santiago Andrade, em pleno exercício da profissão.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

NÊUMANNE DEIXA O SBT

Nestes pobres tempos de prática do “politicamente correto” e ação de patrulheiros vadios é de se lamentar profundamente o corte dos comentários políticos e oportunos de José Nêumanne da grade dos jornalísticos do SBT.
Junto com os comentários, foi banido o seu autor; e também seus colegas, Carlos Chagas e Denise Campos de Toledo.
E não à toa, isso acontece no momento em que a nossa frágil democracia, conquistada a duras penas, sangue, suor e lágrimas, é ferida nas ruas por vândalos alugados por sabe-se lá quem.
Pobres e tristes tempos estes em que minguam cada vez mais as opiniões - principalmente as opiniões críticas – nas mídias, incluindo o facebook desta vidinha corrida e banal de valores inversos.
Com a saída de Nêumanne do SBT, perdemos todos nós. Mas seus comentários continuam sendo feitos diariamente na Rádio Jovem Pan, de onde, aliás, saí graças também ao atual diretor de Jornalismo do SBT.
Pois é, esse Marcelo é mesmo uma parada.
Quem quiser saber mais um pouco sobre a saída de Nêumanne do SBT, recomendo a leitura da última edição do newsletter Jornalistas&Cia.
Clique:
http://www.jornalistasecia.com.br/edicoes/jornalistasecia935sa12.pdf

TEO AAZEVEDO
Hoje, a partir das 21 horas, o cantor, compositor e instrumentista mineiro Téo Azevedo estará se apresentando pela primeira vez no Hotel San Rapajel, no centro da capital paulista. Na ocasião ele estará lançando o CD Salve Gonzagão, 100 Anos, vencedor do prêmio Grammy Latino 2013, do qual, aliás, participo com uma faixa declamando e contando um pouco da história do rei do baião, Luiz Gonzaga. Azevedo aproveitará a ocasião para autografar o livro Catrumano 70, uma biografia sua escrita por Amelina Chaves. Vamos prestigiá-lo? O San Raphael fica ali no largo do Arouche, 150/200.
Clique:

http://pordentrodamidia.com.br/cascudo-e-loas-4/

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

HOJE É DIA DE OSVALDINHO DA CUÍCA

O empresário da noite Paulinho Rosa, do ramo de forró e congêneres, foi o único, no País, a se organizar para comemorar em alto estilo os 73 de idade que hoje faria o pernambucano José Domingos de Morais, o Dominguinhos. Paulinho é paulistano, dono da casa de espetáculos Canto da Ema.

Dominguinhos nasceu em Garanhuns e foi um dos 17 filhos gerados por dona Mariinha e seu Chicão, ou mestre Chicão, como era conhecido por ser sanfoneiro e afinador de sanfonas.
Dona Mariinha e seu Chicão eram alagoanos e muito pobres, como toda família.

A sorte de Dominguinhos, dos pais e irmãos começou a mudar no dia em que o trio Os Três Pinguins conheceu o rei do baião, Luiz Gonzaga, no final dos anos de 1950, quando tocava pra turistas a troco de tostões à entrada do hotel Tavares Correia, que existe até hoje totalmente remodelado.

O trio era formado por Morais, Valdomiro e Neném, que tocava triângulo e pandeiro e viraria Neném do Acordeon antes de se tornar nacionalmente famoso pelo diminutivo Dominguinhos.

Eu conheci Dominguinhos na segunda parte dos anos de 1970 e sobre ele escrevi muitos textos, como o publicado no semanário O Momento (acima), de João Pessoa (acima) e em cerca de mais 50 jornais, via Agência Brasileira de Reportagens, ABR, em abril de 1980.

Ele, como Sivuca, Mário Zan, Waldonys, Bombarda, Oswaldinho, Cezar do Acordeon e Olivinho, entre outros grandes sanfoneiros, participou várias vezes de programas de rádio que apresentei, nas rádios Atual e Capital.

Foi Dominguinhos quem me telefonou para dar a notícia da morte de um dos seus mestres, Orlando Silveira, em dezembro de 1993.

Saudade.

DOMINGUINHOS NO CANTO DA EMA

Hoje, ali por volta da meia-noite, vai ter festa das boas em homenagem a Dominguinhos no Canto da Ema; a festa contará com a presença de Elba Ramalho, Anastácia e Oswaldinho do Acordeon, entre outros artistas que insistem a fazer boa música. Eu vou, você vai? Aí no link http://mais.uol.com.br/view/k77arz6psxw4/os-dez-dedos-de-ouro--anastacia-04020D9C3170D4C14326?types=A& , a canção Os Dez Dedos de Ouro, para Dominguinhos, cantada por Elba e Anastácia, a autora e principal parceira de Dominguinhos ao longo de mais de uma década.

Para saber mais um pouco sobre Dominguinhos ou simplesmente lembra-lo, clique:

http://www.youtube.com/watch?v=pwM9658fKtk

http://www.youtube.com/watch?v=owDSH_C4Cxk

http://www.youtube.com/watch?v=BczQh7ilpiE

http://www.youtube.com/watch?v=1okVsNbwjYM

OSVALDINHO DA CUÍCA

Com cara e jeito de menino arteiro, peralta, o paulistano do Bom Retiro Osvaldo Barro completa hoje 74 de idade. Alheio a loas, ele continua enfiado num estúdio de gravação dando retoques finais no novo disco, que será lançado à praça ainda neste semestre. Atenção: antes do carnaval, ele estará na telinha da TV Globo participando da minissérie O Atravessador de Samba, que também traz no elenco o craque Germano Mathias.

Parabéns e muitos anos de alegria, Osvaldinho!

Clique no link abaixo para ouvir o mestre da cuíca:

http://www.youtube.com/watch?v=zBs6yz-6rQM

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