Não é todo dia que o sino toca nos chamando a atenção para a hora do dia.
Não é todo dia que a gente se acha sem se perder.
Não é todo dia, meu amigo, minha amiga, que temos a alegria de receber pessoas que pensam, que nos fazem bem.
Agora pouco, por exemplo, recebi Manoel Dorneles, jornalista, e José Ramos Tinhorão também jornalista que todo mundo conhece. E a conversa foi fantástica. Uma conversa sobre tudo. Sobre homem, mulher e menino. História.
Deus do céu, como o Brasil é bonito!
O Brasil que pensa está sofrendo.
O Brasil que pensa sofre porque se acha sem alternativa para o futuro.
Bolsonaro é futuro, é futuro bom para o Brasil? A história dirá.
Amigos queridos como músico Osvaldinho da Cuíca, o advogado Braz Bacarin e o compositor e instrumentista Vital Farias (ai que sodade de ocê) e tantos e tantos outros grandes das relações do meu coração e pensamento optaram por Bolsonaro. Fazer o quê? Democracia é vida. É relação, é respeito mútuo. E outros e outros tantos que pelo ex-capitão do Exército optaram.
Um amigo queridíssimo, Flávio Tiné, jornalista do nosso coração, diz que está doido por não saber em quem votar.
O Tiné, que andou levando porrada no tempo da ditadura militar, tem mais de 80 anos.
Meus amigos mais queridos têm mais de 80 anos. Eu acho que eu nunca vou chegar aos 80 anos.
Tinhorão tem 90 anos e está beirando 91 e diz que vai votar. Mas não sabe em quem.
E eu?
Como tantos e tantos sofro por viver opções dilacerantes: um ou outro?
É triste, triste demais, acompanhar na televisão os debates dos candidatos sobre o que eles mais pretendem: o governo. E não acrescentam nada, e não dizem nada, pena. Precisamos de debates. Precisamos saber o que pensa Haddad e Bolsonaro. E isso só será possível, em parte, com debate público no rádio e na televisão.
Nenhum dos candidatos, no primeiro ou no segundo turno, falou de cultura popular ou cultura brasileira em geral. Deveriam. Como deveriam com clareza falar sobre educação, saúde e economia.
Um amigo lá da minha terra Paraíba, Rômulo, diz pra mim que está entre a cruz e a espada. E me pergunta: Assis, em que a gente vai votar?
Ai lhe respondi, simplesmente: opte por sua consciência.
O PT, como todos nós, está cheio de pecados. O Bolsonaro, também. O problema é que o PT tem que achado acima de Deus e do diabo. Talvez mais pró diabo. E não dá pra ser assim. Para acertar na vida, erramos. PT PT PT mea culpa.
Um amigo, dentre tantos, encurralado pela dúvida, chegou a me dizer: Assis tá foda, não sei em quem vou votar.
O foda a que o amigo aqui se refere, não tem nada a ver com transa, com relação sexual, com amor entre amantes. O foda, aqui, é um desabafo. É um querer sem saber o que fazer. É uma doidura. Tipo: "é foda, não sei o que fazer".
Dizem isso é palavrão
Palavrão é fome
Na língua do povo tem:
Palavrinha e palavrão
Palavrinha é cochicho
Palavrão eu não sei não
Mas isso é besteira
Na boca do cidadão
Palavrinha é fome
Essa sim é palavrão
Assassina serial
Na cidade e no sertão
A fome é coisa feia
Ela mata sem razão!
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sexta-feira, 19 de outubro de 2018
quinta-feira, 18 de outubro de 2018
O POVO COMO MOEDA DE TROCA
O dia do médico, hoje 18, me fez lembrar do pernambucano José de Souza Dantas Filho (1921-1962), o Zé Dantas, de tantas belas obras, assinadas e gravadas por intérpretes talentosos como Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Marinês e tantos e tantos.
É de Zé Dantas, por exemplo, o baião A Profecia. Ouçam:
Em 1953, o mesmo Zé Dantas gerou a obra prima Vozes da Seca, que o mesmo Luiz gravaria com sucesso estrondoso. Essa música, também um baião, foi uma estocada das brabas na consciência dos poderosos de plantão. Vários políticos, no Congresso, disseram que Vozes da Seca "vale por mil discursos". Ouçam:
A miséria no Brasil, especialmente no Nordeste, persiste desde sempre. Ela ferra e mata.
Milhões de nordestinos ainda sobrevivem de fé e esperança, provocadas pela miséria do dia a dia. Daí as bolsas-família disputadas por presidentes, ex-presidentes e candidatos à presidência da República. A conclusão disso é que se cortarem as bolsas acabam-se os votos, por isso é preciso alimentar a necessidade dessas bolsas nas mesas de quem vive de esperança e fé.
As bolsas foram criadas por FHC e assumidas por Lula, que as transferiu para Dilma, que Haddad pretende manter. Essas mesmas bolsas o Bolsonaro disse ser um crime, mas voltou atrás dizendo que não só irá mantê-las, mas vai aumentar o seu valor. Pobre de um país rico em miséria e de miseráveis milionários, usurpadores da alma do povo.
Eu sonho com um país rico, de iguais, de respeito mútuo, dessas coisas todas que a todos fazem bem. E aqui lembro do velho e bom Patativa do Assaré, autor imortal de A Triste Partida. Ouçam:
A Profecia e A Triste Partida foram gravadas em 1964, ano em que as forças militares assumiram o Poder. Esse mesmo poder que provavelmente cairá nas mãos do ex capitão do exército, Bolsonaro. Ainda Patativa:
TEVÊ CULTURA
O presidente da Fundação Padre Anchieta, Marcos Mendonça, reuniu artistas, jornalistas, críticos para anunciar a nova série musical que será exibida na Tevê Cultura a partir do dia 4 de Novembro, sempre as 11 hs. O anúncio foi feito na aconchegante Casa de Espetáculos Tupi Or Not Tupi, que fica ali na Rua Fidalga, 360, na festiva Vila Madalena. Foi ontem, 17. A nova série terá 13 capítulos e enfocará o Chorinho. Começa com Pixinguinha e termina com Jacob do Bandolim. Luiz Gonzaga também está presente na série. Ele gravou duas dúzias de choro. Eu conto lá essa história.
É de Zé Dantas, por exemplo, o baião A Profecia. Ouçam:
Em 1953, o mesmo Zé Dantas gerou a obra prima Vozes da Seca, que o mesmo Luiz gravaria com sucesso estrondoso. Essa música, também um baião, foi uma estocada das brabas na consciência dos poderosos de plantão. Vários políticos, no Congresso, disseram que Vozes da Seca "vale por mil discursos". Ouçam:
A miséria no Brasil, especialmente no Nordeste, persiste desde sempre. Ela ferra e mata.
Milhões de nordestinos ainda sobrevivem de fé e esperança, provocadas pela miséria do dia a dia. Daí as bolsas-família disputadas por presidentes, ex-presidentes e candidatos à presidência da República. A conclusão disso é que se cortarem as bolsas acabam-se os votos, por isso é preciso alimentar a necessidade dessas bolsas nas mesas de quem vive de esperança e fé.
As bolsas foram criadas por FHC e assumidas por Lula, que as transferiu para Dilma, que Haddad pretende manter. Essas mesmas bolsas o Bolsonaro disse ser um crime, mas voltou atrás dizendo que não só irá mantê-las, mas vai aumentar o seu valor. Pobre de um país rico em miséria e de miseráveis milionários, usurpadores da alma do povo.
Eu sonho com um país rico, de iguais, de respeito mútuo, dessas coisas todas que a todos fazem bem. E aqui lembro do velho e bom Patativa do Assaré, autor imortal de A Triste Partida. Ouçam:
A Profecia e A Triste Partida foram gravadas em 1964, ano em que as forças militares assumiram o Poder. Esse mesmo poder que provavelmente cairá nas mãos do ex capitão do exército, Bolsonaro. Ainda Patativa:
TEVÊ CULTURA
O presidente da Fundação Padre Anchieta, Marcos Mendonça, reuniu artistas, jornalistas, críticos para anunciar a nova série musical que será exibida na Tevê Cultura a partir do dia 4 de Novembro, sempre as 11 hs. O anúncio foi feito na aconchegante Casa de Espetáculos Tupi Or Not Tupi, que fica ali na Rua Fidalga, 360, na festiva Vila Madalena. Foi ontem, 17. A nova série terá 13 capítulos e enfocará o Chorinho. Começa com Pixinguinha e termina com Jacob do Bandolim. Luiz Gonzaga também está presente na série. Ele gravou duas dúzias de choro. Eu conto lá essa história.
quarta-feira, 17 de outubro de 2018
O OVO E A GALINHA
Os tempos estão mudados, sem dúvida.
Quem poderia imaginar que a Justiça levasse à cadeia figurões da República escolhidos pelo povo como seus representantes no Congresso e noutras instâncias, como a Presidência?
Pois bem, muitos desses figurões se acham presos no Rio de Janeiro, Paraná e Brasília. Hoje mesmo mais um senador foi apeado do cargo para puxar cana na Papuda.
Hoje, também, o presidente Temer foi indiciado pela Polícia Federal. Ele a alguns dos seus colaboradores mais próximos, incluindo o Coronel Lima.
Os desmantelos provocados pela cúpula do Partido dos Trabalhadores têm levado os eleitores a abominar o partido.
Lula está preso, como todo mundo sabe. No seu lugar, e por ele indicado está Haddad disputando o cargo de presidente da República com o ex capitão Bolsonaro.
Bolsonaro é uma cria inconteste do ódio que ora o povo sente pelo PT. Essa conclusão não é minha. Acha-se em todas as pesquisas de opinião pública.
É triste, muito triste o panorama político que se divisa de ponta a ponta do país.
O Brasil está dividido, como também indicam as pesquisas.
Haddad, por orientação do Lula, abriu a porta convidando FHC a entrar. Horas atrás FHC recusou apoio ao PT dizendo: "a porta está enferrujada".
Ontem, 16, o senador Cid Gomes, recém eleito, pela sigla PDT, abriu a boca e disse um monte de coisas. Coisas de arrepiar o PT. Clique:
Depois de também pedir apoio a Ciro Gomes Haddad foi tentar levar às fileiras petistas o ex juiz Joaquim Barbosa e outras e outras figuras de realce na sociedade. Em vão.
O PT fez muita coisa bonita por determinada parte da população brasileira, especialmente a mais carente, do Nordeste, mas também fez coisas lamentáveis, que levaram Lula e outros e outros à cadeia.
Discordar do PT é complicado. Que o digam Marina, Erundina, Marta, Eduardo Jorge e tantos outros.
Bolsonaro, eu já disse é resultado dos desmantelos do PT que levaram o povo a irritar-se e perder a esperança pelo Partido que nasceu sob o símbolo da honestidade etc.
Os nomes aí citados, que um dia engrossaram as fileiras do PT, lavaram as mãos, que nem Pilatos diante de Cristo.
E agora? Haddad o Bolsonaro?
O futuro do Brasil é uma incógnita.
Agora só falta uma coisa: Bolsonaro não ir a debates até a véspera da eleição. Se fizer isso não estará sendo original e nem tomando uma posição que outros no passado não tomaram. Em 2006 Lula não compareceu ao debate da Globo. Antes dele Collor e FHC também negaram fogo na hora H.
Ah! Hoje o Bolsonaro, do alto da sua prepotência e arrogância, disse como quem come banana que já está com as mãos na faixa. Entenda-se: faixa presidencial, aquela verde e amarela que fica atravessando o peito do vencedor. Se a minha avó Alcina vivesse ela resumiria essa fala com o dito popular: "ele está contando com o ovo no cú da galinha".
CULTURA
O diabo nessa história toda é que nós, eleitores, ficamos sem saber em que projeto de governo votar. A propósito, a Cultura, erudita ou popular, nunca esteve na pauta dos candidatos.
Ah! Hoje o Bolsonaro, do al
terça-feira, 16 de outubro de 2018
NA CORDA BAMBA DE SOMBRINHA
Quase 150 milhões de brasileiros e brasileiras estiveram aptos a votar no primeiro turno das eleições deste ano da graça de 2018. Nunca foi tanta gente brazuca às urnas. O resultado disso é o que se vê: um embate da gota serena entre partes que ideologicamente estão dividindo o País.
Bolsonaro ou Haddad?
Pois bem, a questão é essa: escolher quem para dirigir o Brasil nos próximos 4 anos.
O Brasil está rachado politicamente, ideologicamente.
Votar em quem para presidente do Brasil?
Jovens têm brigado muito com os pais e nas ruas e redes sociais. Muita gente tem quebrado relações de amizade, de namoro etc.
Votar em quem, Haddad ou Bolsonaro?
O Brasil foi invadido por gente de todo canto, desde sempre.
Depois do Império veio a República.
Foi em 1824 que o rei Pedro I entrou para a história por ter anunciado a independência do Brasil, com um gripo ali às beiras do Riacho Ipiranga, bairro de mesmo nome na capital paulista.
A nossa primeira Constituição foi um horror, no rigor do termo. Era toda pró imperador e o povo, Ah, o povo.
Em 1889 veio a República usurpada pelo Marechal Deodoro. Depois outro Marechal tomou as rédeas do Brasil. O terceiro presidente e primeiro civil mandou tropas militares para destruir Canudos, lá na Bahia. E a história seguiu...Não vou aqui nem falar do golpe de 64 que levou a todos nós a uma escuridão que durou 21 anos.
Mas votar em quem, em Bolsonaro ou em Haddad?
As pesquisas mostram que os brasileiros estão, na maioria, indignados com o PT, com Lula, com Haddad...
As eleições deste ano estão se apresentando como as mais difíceis de todas as que vivemos nas últimas décadas. O PT tem buscado aliança com tudo quanto é partido, mas não tem obtido êxito nessa empreitada. Até o Ciro, do PDT, deu uma banana ao Lula. A propósito, ele está na Europa, e o apoio que deixou ao PT é crítico, ele disse "apoio crítico". Quer dizer: não está nem aí com Lula e o PT. Na verdade ele está magoado com Lula e o PT.
Essas eleições entrarão para a história, pelo radicalismo das partes.
Uma coisa eu posso dizer, pela experiência obtida no correr dos anos: ganhe a parte que ganhar, a democracia brasileira se manterá. Viva o Brasil!
Bolsonaro ou Haddad?
Pois bem, a questão é essa: escolher quem para dirigir o Brasil nos próximos 4 anos.
O Brasil está rachado politicamente, ideologicamente.
Votar em quem para presidente do Brasil?
Jovens têm brigado muito com os pais e nas ruas e redes sociais. Muita gente tem quebrado relações de amizade, de namoro etc.
Votar em quem, Haddad ou Bolsonaro?
O Brasil foi invadido por gente de todo canto, desde sempre.
Depois do Império veio a República.
Foi em 1824 que o rei Pedro I entrou para a história por ter anunciado a independência do Brasil, com um gripo ali às beiras do Riacho Ipiranga, bairro de mesmo nome na capital paulista.
A nossa primeira Constituição foi um horror, no rigor do termo. Era toda pró imperador e o povo, Ah, o povo.
Em 1889 veio a República usurpada pelo Marechal Deodoro. Depois outro Marechal tomou as rédeas do Brasil. O terceiro presidente e primeiro civil mandou tropas militares para destruir Canudos, lá na Bahia. E a história seguiu...Não vou aqui nem falar do golpe de 64 que levou a todos nós a uma escuridão que durou 21 anos.
Mas votar em quem, em Bolsonaro ou em Haddad?
As pesquisas mostram que os brasileiros estão, na maioria, indignados com o PT, com Lula, com Haddad...
As eleições deste ano estão se apresentando como as mais difíceis de todas as que vivemos nas últimas décadas. O PT tem buscado aliança com tudo quanto é partido, mas não tem obtido êxito nessa empreitada. Até o Ciro, do PDT, deu uma banana ao Lula. A propósito, ele está na Europa, e o apoio que deixou ao PT é crítico, ele disse "apoio crítico". Quer dizer: não está nem aí com Lula e o PT. Na verdade ele está magoado com Lula e o PT.
Essas eleições entrarão para a história, pelo radicalismo das partes.
Uma coisa eu posso dizer, pela experiência obtida no correr dos anos: ganhe a parte que ganhar, a democracia brasileira se manterá. Viva o Brasil!
segunda-feira, 15 de outubro de 2018
FIM DE SEMANA EM TAUBATÉ
Ali pelos finais de 1950 o Brasil passou a se ilustrar, a viver melhor, mesmo com uma imensa quantidade de brasileiros analfabetos.
Hoje somamos cerca de 12 milhões de brasileiros que têm dificuldade em distinguir um "o" de uma roda de caminhão. Mas avançamos, né? Há! Ainda temos hoje algo em torno de 30 milhões de brasileiros que leem sem saber o que estão lendo, estes são os "famosos" analfabetos funcionais". É uma pena. Eu nasci numa capital. Sou de João Pessoa, PB. Minhas férias de estudante eu passei no interior paraibano. Brinquei muito de colher feijão, milho, inhame, macaxeira, batata doce... Também espantei como espantalho vivo, os passarinhos que enxiam o bico de arroz molinho, gostoso, como se leite fosse. Belê!
Nesse ultimo fim de semana revivi emoções do meu passado em Alagoinha, PB.
Fiz parte de verdadeiros quadros da natureza, como esse ai em cima clicado pelo meu mais novo amigo de infância Mario, o Chileno.
Foi bom demais estar ao lado de Mário, Hélio, do Carlos, do cantor Saturno (Moreno)companheiro da Ieda, da Stella, da Beatriz, da Rosa, da Benê, do Robson, do menino Vitor e da mãe, Renata.

Foi bom demais esse fim de semana a mim concedido pela namorada Lúcia.

Foi bom demais esse fim de semana a mim concedido pela namorada Lúcia.
Essa curtição toda nesse fim de semana foi em Taubaté, terra bonita e gostosa do grande Monteiro Lobato.
Lobato foi um ser incrível. Um grande criador de personagens, de histórias infantis. Politicamente, porém, Lobato decepcionou a muita gente. Ele como Luiz da Câmara Cascudo, nosso maior estudioso do comportamento humano e do Folclore, certamente estaria vociferando contra a péssima campanha política que nos levará a um ganhador. Tomara que esse ganhador seja a povo brasileiro.
Ai a cima há fotos que me flagram curtindo a natureza e o que a natureza nos dá: como a cachaça, por exemplo.Estive no alambique do mestre Jair e lá encontrei muitas pessoas incríveis, a partir do próprio Jair.
No alambique artesanal do Jair Presoto foi apresentado a Luiz, Lelé, José Esquerdinha, Adriano e outros mais da linhagem de Tonico e Tinoco.
O alambique de Jair esta instalado numa fazenda construída por escravos há uns 200 anos, pelo menos.
A fazenda do Jair está intacta, pelo menos no tocante à casa grande. Foi lá que Jair e seus filhos, todos, nasceram sob os auspícios do saber das parteiras.
No Brasil há, hoje, cerca de três mil parteiras.
As parteiras são mães do povo, tão deusas. Meus respeitos a elas.
É isso, amigos, e pensar que no texto de hoje eu ia falar de piadas caipiras, das coisas de Cornélio Pires.
Cornélio foi o pioneiro em gravação da música de viola, de música de caipira, como dizia a Inezita Barroso.
Cornélio Pires gravou a primeira moda em 1929: Jorginho do Sertão. Ele, Cornélio, era de Tietê, SP, mesma terra em que nasceu esse "coiso" ai chamado Michel Temer. Mas essa é outra história. Há! Ia-me esquecendo de dizer a coisa curiosa do Alambique de Jair. Ele, Luis, chegou como saiu: montado num trator de ultimo título.
quinta-feira, 11 de outubro de 2018
O BRASIL É NOSSO
Estamos todos nos perdendo à toa.
Estamos nos perdendo por brigarmos uns contra outros. Um contra outro, é o caso. A favor de (A) ou a favor de (B). O A é Haddad e B é o Bolsonaro.
Por quê isso?
Famílias estão se despedaçando, é filho brigando com pais e pais.....
Dizem me que a guerra entre amigos e amigas no facebook é terrível. Eu digo que dizem porque não vejo com olhos, mas com os ouvidos. E ainda tem o tal de Watzap. Que veio pra lascar!
O fato é que estamos nos perdendo, em discussões banais, rasteiras, rotineiras. Mas tem uma coisa: o Brasil é nosso e pelo Brasil temos que pensar. E o melhor para o Brasil é melhor para nós.
Você gosta do Haddad? vote nele. Você gosta do Bolsonaro? vote nele.
Não deixe que ninguém vote por você. O voto é seu, opine na urna. Faça-se presente na urna. Com isso você estará escolhendo o nosso futuro.
O PT é vermelho e virou verde amarelo.Paciência....
O PSL nem existia antes do Bolsonaro.
Deus do céu, a situação é complicadíssima. Nunca vivemos uma situação tão complexa, tão difícil quanto a que hoje vivemos, não é mesmo?
A vida é um eterno desafio.
E antes do dia 28, do domingo decisivo, abrace o seu amigo que pensa diferente de você.
Estamos nos perdendo por brigarmos uns contra outros. Um contra outro, é o caso. A favor de (A) ou a favor de (B). O A é Haddad e B é o Bolsonaro.
Por quê isso?
Famílias estão se despedaçando, é filho brigando com pais e pais.....
Dizem me que a guerra entre amigos e amigas no facebook é terrível. Eu digo que dizem porque não vejo com olhos, mas com os ouvidos. E ainda tem o tal de Watzap. Que veio pra lascar!
O fato é que estamos nos perdendo, em discussões banais, rasteiras, rotineiras. Mas tem uma coisa: o Brasil é nosso e pelo Brasil temos que pensar. E o melhor para o Brasil é melhor para nós.
Você gosta do Haddad? vote nele. Você gosta do Bolsonaro? vote nele.
Não deixe que ninguém vote por você. O voto é seu, opine na urna. Faça-se presente na urna. Com isso você estará escolhendo o nosso futuro.
O PT é vermelho e virou verde amarelo.Paciência....
O PSL nem existia antes do Bolsonaro.
Deus do céu, a situação é complicadíssima. Nunca vivemos uma situação tão complexa, tão difícil quanto a que hoje vivemos, não é mesmo?
A vida é um eterno desafio.
E antes do dia 28, do domingo decisivo, abrace o seu amigo que pensa diferente de você.
quarta-feira, 10 de outubro de 2018
SE CORRER O BICHO PEGA, SE FICAR O BICHO COME
Triste, muito triste o que está acontecendo no Brasil.
Nunca vi tanta lama envolvendo político. Lama que vira mar, que vira ondas tsunâmicas.
Nunca vi uma campanha política tão radical como a que ora acompanhamos. É muita mentira rolando solta por aí. Os candidatos acusam-se mutuamente e de modo baixo. è uma baixaria dos infernos.
Em que nós, o povo, devemos acreditar? Em Haddad que parece não ter opinião e voz própria ou em Bolsonaro, que fala mal e parece ameaçar o futuro do País. Com agressões fora de qualquer raciocínio lógico. Ou de bom senso.
O poeta romancista e dramaturgo francês Vitor Hugo (1802-1885) dizia que uma das maiores virtudes do ser humano, senão a maior, é a razoabilidade.
Ser razoável é muito importante.
É muito importante respeitarmos o próximo com seus conflitos e imperfeições. Enfim o próximo somos nós.
Haddad chama Bolsonaro de fascistinha, de ditador e outras coisas horrorosas, enquanto Bolsonaro chama Haddad de marmita do preso corrupto...Um horror!
Política é a arte do entendimento entre os contrários. É ou deveria ser uma arte.
A prática cotidiana da política enriquece uma nação e dá forças à democracia.
Estamos mais ou menos assim, como diz o ditado popular: se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. Ou como naquele samba que diz: o couro vai comer na casa de Noca.
terça-feira, 9 de outubro de 2018
DÓRIA TRAIDOR
Traição imperdoável, seja em que tempo for.
Judas traiu Jesus, e Brutus?
A política é uma arte, como arte é pintar um quadro...
Traição dói, o amor não correspondido dói também.
Dória, aquele da prefeitura que jurou mundos e fundos está aí, traindo, traindo, traindo.
O inferno está cheio de Dórias.
Judas traiu Jesus, e Brutus?
A política é uma arte, como arte é pintar um quadro...
Traição dói, o amor não correspondido dói também.
Dória, aquele da prefeitura que jurou mundos e fundos está aí, traindo, traindo, traindo.
O inferno está cheio de Dórias.
O BRASIL DAS ARÁBIAS
![]() |
| Marco Haurélio e Némer Salamún |
Marco Haurélio é um baiano nascido na roça. No sudoeste da
Bahia. Ele plantou e, agora, está colhendo os frutos da cultura, da vida e da
história. Fugindo à regra nordestina, das quebradas lá de longe, ele aprendeu o
beabá desenvolvendo o intelecto. Intelecto é aquela coisinha, massa cinzenta,
que carregamos no cérebro. E os seus pais, Valdi e Maria, fizeram tudo para lhe
dar um canudo uma beca. E, assim, Marco Haurélio Fernandes Farias entrou na
universidade m Caetité (BA) e, quatro depois, licenciado em Letras, fez sorrir
seus pais. E o mundo abriu-se para Marco. Abriu-se, ele continua lutando
apaixonadamente pela história do Brasil, pela cultura popular, pelas coisas da
gente. Eu conheci muitas pessoas importantes da área da cultura popular como
Luís da Câmara Cascudo ou Mário Souto Maior. Eu tenho certeza de que Cascudo e
Souto Maior orgulhar-se-iam do Marco como eu.
Assis – Marco, você andou pelo mundo todo, ou quase. Você esteve ausente? Tá
bom, eu sei onde você esteve, mas os leitores do blog não sabem. Diga. Onde
você esteve ultimamente.
Marco – Estive em Sharjah, nos Emirados Árabes
Unidos, a convite do Institute for Heritage, ou melhor, do presidente desta
importante instituição do Oriente Médio, o Dr. Abdul Aziz Al-Mussalam.
A – E você foi o que lá, nesse lugar
tão distante?
M – Fui contar histórias de nossa
tradição oral num evento que acontece por lá há 18 anos, o International
Narrator Forum, que reúne narradores e pesquisadores de várias partes do mundo.
A – O que se fez mais presente lá, a
cultura popular ou a erudita? Ou as duas se juntaram?
M – As duas estão tão mescladas que não
dá para saber onde termina uma e começa a outra. Vi grupos de música
tradicional, ouvi a voz do muezzin,
convocando os fiéis para a mesquita, e lembrei do nosso vaqueiro na solidão dos
ermos nordestinos. Li sobre lendas e mal-assombros muito próximos dos nossos
mitos, como o camelo sem cabeça, em tudo semelhante à nossa mula-sem-cabeça.
Vi, no Museu da Civilização Árabe, artigos em couro que lembravam a civilização
do couro do Nordeste, evocada por Capistrano de Abreu. Confesso que me senti em
casa.
A – Ao pisar o solo árabe, você
lembrou-se de quê? Das Mil e Uma Noites?
M – As Mil e Uma Noites são a nossa principal referência cultural em
termos de literatura, abrangendo a vastidão do mundo islâmico, que vai da Índia
ao Marrocos. Lá, a arquitetura, os trajes, as saudações, a devoção remetiam aos
velhos contos narrados por Xerazade, mas vai muito além disso. Há todo um
caudal de tradições que dialogam com os nossos costumes, com o Brasil que, irresponsavelmente,
estamos deixando morrer.
A – O real e o imaginário se confundem
mais em Sharjah do que em outro lugar que você conhece?
M – O trabalho de recolha e catalogação
feito pelo Dr. Abdulaziz Al-Mussalam, entre os povos do deserto, revelou um
mundo muito rico, em que as superstições, os seres fantásticos impregnam a vida
cotidiana. Na capital, isso não está tão presente, mas, uma coisa é certa:
Sharjah é um exemplo de país em que a modernidade e a tradição convivem em
perfeita harmonia.
A – Estamos falando de cultura popular.
Provocado, o que você viu no mundo árabe semelhante ao local em que você
nasceu?
M – Muita coisa em comum. O fato de as
mulheres usarem lenço no sertão é uma herança do mundo árabe. O medo de
criaturas que habitam nas profundezas da caatinga, assombrando árvores como
juazeiro, umbuzeiro e gameleira é parecida com uma lenda de lá, de uma
tamareira assombrada. Lá, tem um camelo que leva embora as pessoas ruins num
saco que traz entre os dentes, assim como nós temos o velho do saco ou velho do
surrão. E, na música, embora não saiba nada de árabe, conversando com pessoas
de lá, descobri que os temas eram quase sempre amorosos, líricos, e me lembrei
de Teófilo Braga, etnógrafo português, que estudou as cantigas de amor
portuguesas, as aravias, assim chamadas, pois tiveram origem entre os povos do
deserto que conquistaram e deitaram raízes na Península Ibérica.
A – A distância é um ponto de vista.
Você encontrou na Arábia o Brasil, Marco?
M – Claro. O Brasil recebeu, dos povos
de cultura islâmica, além de várias palavras incorporadas para sempre ao nosso
vocabulário, crenças arraigadas na alma de nosso povo. O saci preso na garrafa
com o fito de propiciar riqueza deriva do djin do folclore árabe, o gênio das
lâmpada dos contos das Mil e Uma Noites.
Outra ligação que merece ser ressaltada tem a ver com a culinária,
principalmente a nordestina, carregada de tempero, saborosa como mais não pode
ser. A história explica isso, pois, além de Portugal ter sido dominado pelos
mouros, tempos depois, no período de expansão marítima, os nossos patrícios
foram os primeiros povos do Ocidente a conquistar a região, usada como
entreposto em suas viagens à Índia.
A – O que te fez aceitar um convite
para ir para um lugar tão distante?
M – Na Bienal do Livro de São Paulo,
por indicação da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, participei de
uma mesa redonda sobre contos folclóricos com o Dr. Abdulaziz, representante de
Sharjah, país homenageado no evento. Dois dias depois, numa cerimônia
reservada, recebi, das mãos do Dr. Addulaziz, uma medalha de honra por meu
trabalho de pesquisa e salvaguarda da tradição oral brasileira. O convite foi
feito nesse mesmo dia, 6 de agosto, uma segunda feira.
A – Marco, fala-se muito da mulher
árabe. O que você viu por lá?
M – Lá, as mulheres
ocupam cargos importantes, dirigindo entidades, na coordenação de importantes
eventos. Lá estive com minha companheira Lucélia, também convidada pela
organização do Forum, para ministrar uma oficina de xilogravura para crianças.
Lá esteve ainda um casal de amigos, Fabio Lisboa e Bianca Tozato, também
representando o Brasil. Sentimo-nos muito à vontade, como eu disse antes, estávamos
em casa.
A – Então, você se sentiu em casa.
Temos muito a ver com o mundo árabe. E a Donzela Teodora, você a encontrou?
M – A Donzela Teodora, Simbad, Ali
Babá estão presentes na fala cantada de nossos irmãos. A Donzela Teodora é a
Douta Simpatia das Mil e Uma Noites,
a mulher sábia que foi imortalizada em nosso cordel por Leandro Gomes de Barros
e na voz de Elomar. Afinal de contas, o nosso Brasil, repositório de culturas,
é também filho das Arábias. Salam Aleikum!
A – Dá pra resumir tudo isso numa
estrofe em decassílabo?
M – O Brasil, um país continental,
Traz na veia o sangue de mil povos,
Dos nativos e de outros bem mais novos,
Integrando o concerto universal.
Das Arábias herdou um cabedal,
Reunido ao cantar do lusitano,
Índio negro, francês, bantu, cigano,
Que atravessam minh’alma como açoites,
Como os contos das Mil
e Uma Noites,
Que eu celebro em martelo alagoano.
quinta-feira, 4 de outubro de 2018
CONSTITUIÇÃO CIDADÃ, 30 ANOS
A Constituição Cidadã, assim chamada por Ulysses Guimarães
(1916-1992), completa amanhã, 5, 30 anos. Foi promulgada no dia 5 de outubro de
1988. Até hoje, recebeu 105 emendas. Antes dela, tivemos a primeira (1824),
escrita quase na totalidade por José Bonifácio de Andrada e Silva (1763-1838) o
Patriarca da Independência, outorgada pelo Imperador D. Pedro I. Em seguida
tivemos a de 1891, que foi quase toda elaborada pela pena de Ruy Barbosa
(1849-1923). Ruy concorreu e perdeu 2 vezes ao cargo de Presidente da
República. Depois vieram as Cartas de 1934 e 1937, bancadas pelo ditador de
plantão Getúlio Vargas e, talvez, a mais completa: a de 1946, já no governo do
Marechal Eurico Gaspar Dutra e que durou até 1967 quando os militares apagaram
tudo e fizeram a Carta que desceu goela abaixo do povo brasileiro. No acervo do
Instituto Memória Brasil se acham todas as constituições brasileiras.
Como repórter e chefe da editoria de política do jornal O
Estado de S. Paulo, acompanhei de perto os debates em torno da Constituição Cidadã.
Ai na foto resultado de alguns debates que mediei no Estadão. A época da
constituinte de 88, o PT tinha 16 deputados. O candidato de Lula à presidência,
Fernando Haddad está prometendo inaugurar mais uma Constituinte.
O governo Bolsonaro, se houver, pretende fazer o mesmo que diz Haddad. Prá que isso? O juiz de
Direito da 5ª Vara Cívil da Comarca de João Pessoa, PB, Dr. Onaldo Queiroga, a
respeito das nossas Cartas diz o seguinte: “Acho completamente desnecessário a
convocação de uma nova constituinte, até porque a quantidade e diversidade de
leis que nós temos são suficientes para atender a qualquer situação. Há um
porém: diante da evolução tecnológica vejo a necessidade de adaptação da
legislação no que concerne as circunstâncias atreladas a este aspecto.
Percebemos que há até um excesso de leis. Basta apenas cumpri-las”.
No seu discurso, o presidente constituinte Ulysses Guimarães ressaltou o desejo de que o Congresso não abrigasse nova Constituição, ouça a voz do grande político que ele foi, defendendo uma construção democrática e cuidadosa das Leis Cidadãs que temos há exatas 3 décadas:
No seu discurso, o presidente constituinte Ulysses Guimarães ressaltou o desejo de que o Congresso não abrigasse nova Constituição, ouça a voz do grande político que ele foi, defendendo uma construção democrática e cuidadosa das Leis Cidadãs que temos há exatas 3 décadas:
NUM MATO SEM CACHORRO
Até há poucos meses estava tudo muito calmo.As pessoas não estavam nem aí com eleição. E isso graças à má ação política dos nossos representantes no Legislativo e Executivo.
A roubalheira geral deixou os brasileiros indiferentes às eleições. Mas de repente uma facada no bucho do ex capitão Bolsonaro despertou da letargia o ânimo popular.
Treze candidatos disputam a presidência da República, dois deles são os mais pontuados: o esfaqueado Bolsonaro e o enviado dos deuses para tirar da cadeia o Dom Sebastião.
A volta do Sebastianismo aos dias atuais depende do esforço e sorte de um cabra chamado Haddad.
O triste disso tudo é que quase 150 milhões de almas irão às urnas no próximo domingo sem saber o que estão endossando.
O que propõem os candidatos à Presidência?
Na verdade, na verdade, iremos votar às cegas nesse Fla Flu que poderá, ao fim e ao cabo, nos levar ao mais profundo poço da história.
Bolsonaro a que vem? E a que vem, de fato, Haddad representando Lula?
Ciro é um braço agitado do petismo.
Marina é a parte mais sofrida do petismo e do petismo ela ainda não conseguiu se desvencilhar.
Alckmin, com aquele jeitão de mediador de time de várzea, com batidinha nas costas etc, não conseguiu decolar nem no Estado que governou por quatro ocasiões.
E o que nos sobra, Meirelles? Boulos? Amoedo? Álvaro Dias? O filho do Goulart? Estamos numa encruzilhada danada, sem saída.
E o que dizer dos candidatos ao governo do Estado de São Paulo, por exemplo?
Bom, hoje tem debate na Globo. Quer dizer, temos a vista pelo menos um bom divertimento na plin plin. É triste mas é verdade.
quarta-feira, 3 de outubro de 2018
DÓRIA É MAIS UM NOME NA HISTÓRIA DA TRAIÇÃO
Do ano passado para cá as páginas dos jornais e revistas nacionais têm se enchido de nomes de pessoas delatando outras. Nesse ponto, o PT foi o partido político que sofreu o maior número de baixas. A última delação bombástica veio do ex ministro Antonio Palocci.
A deduragem é uma coisa horrorosa, uma "tradição" que vem de tempos imemoriais.
Quem foi o primeiro delator da história?
Não sei o nome do primeiro dedo duro da história, mas o dedo duro mais famoso de todos os tempos conta a bíblia que foi um dos doze apóstolos de Cristo: Judas.
Judas traiu Cristo por 30 dinheiros, mas arrependido, acabou enforcando-se num pé de pau.
A Bíblia também nos traz a história de outra horrorosa pessoa que traiu o seu amado: Dalila.
Dalila entregou Sansão para tirar proveito de todo tipo.
Dalila cegou Sansão, antes cortou seus cabelos de onde advinha sua força, e o entregou aos poderosos da época. Antes de morrer, Sansão pediu ajuda a Deus e derrubou o Palácio onde se achavam seus algozes. Matou umas 3 mil pessoas.
A história conta que Brutus traiu Júlio César.
Até Hitler foi traído, ainda segundo a história.
Pois é, são muitos os casos de traição que a história registra.
Antonio Silvino e Lampião, cangaceiros famosos, tombaram vítimas de traição.
E como esquecer o caso do grande Euclides da Cunha, hein?
A mulher de Euclides o traiu e o traído foi tomar satisfação ... resultado: no duelo com o amante de sua mulher, Euclides tombou.
Na literatura romântica, a traição é um fato comum, rotineiro.
Há casos de traição nos livros O Primo Basílio, de Eça de Queiroz; Dom Casmurro de Machado de Assis, Lolita de Nabokov, Madame Bovary de Flaubert e tantos e tantos.
O caso mais recente de traição parece coisa do cinema. Trata-se de João Dória, que traiu primeiramente o povo de São Paulo e depois o seu padrinho político e protetor Geraldo Alckmin
DEBATE TEVÊ GLOBO
Sete candidatos ao governo de São Paulo participaram de um debate na Tevê Globo ao vivo. Lá estiveram os mais pontuados:Dória, Skaf e França. Muito lenga lenga, mas não deixa de ser engraçado o que diz França sobre Dória. Não vou repetir, mas o Skaf encerrou sua participação lembrando o cantor e compositor Gonzaguinha (1945-1991). A música lembrada foi Nunca Pare de Sonhar.
HORÁRIO POLÍTICO
O chatérrimo horário político no rádio e tevê termina amanhã.
A deduragem é uma coisa horrorosa, uma "tradição" que vem de tempos imemoriais.
Quem foi o primeiro delator da história?
Não sei o nome do primeiro dedo duro da história, mas o dedo duro mais famoso de todos os tempos conta a bíblia que foi um dos doze apóstolos de Cristo: Judas.
Judas traiu Cristo por 30 dinheiros, mas arrependido, acabou enforcando-se num pé de pau.
A Bíblia também nos traz a história de outra horrorosa pessoa que traiu o seu amado: Dalila.
Dalila entregou Sansão para tirar proveito de todo tipo.
Dalila cegou Sansão, antes cortou seus cabelos de onde advinha sua força, e o entregou aos poderosos da época. Antes de morrer, Sansão pediu ajuda a Deus e derrubou o Palácio onde se achavam seus algozes. Matou umas 3 mil pessoas.
A história conta que Brutus traiu Júlio César.
Até Hitler foi traído, ainda segundo a história.
Pois é, são muitos os casos de traição que a história registra.
Antonio Silvino e Lampião, cangaceiros famosos, tombaram vítimas de traição.
E como esquecer o caso do grande Euclides da Cunha, hein?
A mulher de Euclides o traiu e o traído foi tomar satisfação ... resultado: no duelo com o amante de sua mulher, Euclides tombou.
Na literatura romântica, a traição é um fato comum, rotineiro.
Há casos de traição nos livros O Primo Basílio, de Eça de Queiroz; Dom Casmurro de Machado de Assis, Lolita de Nabokov, Madame Bovary de Flaubert e tantos e tantos.
O caso mais recente de traição parece coisa do cinema. Trata-se de João Dória, que traiu primeiramente o povo de São Paulo e depois o seu padrinho político e protetor Geraldo Alckmin
DEBATE TEVÊ GLOBO
Sete candidatos ao governo de São Paulo participaram de um debate na Tevê Globo ao vivo. Lá estiveram os mais pontuados:Dória, Skaf e França. Muito lenga lenga, mas não deixa de ser engraçado o que diz França sobre Dória. Não vou repetir, mas o Skaf encerrou sua participação lembrando o cantor e compositor Gonzaguinha (1945-1991). A música lembrada foi Nunca Pare de Sonhar.
HORÁRIO POLÍTICO
O chatérrimo horário político no rádio e tevê termina amanhã.
segunda-feira, 1 de outubro de 2018
PARTIU MAIS UMA GRANDE VOZ: ÂNGELA MARIA
![]() |
| Assis Ângelo e Onaldo Queiroga no acervo do Instituto Memória Brasil com parte da longa discografia de Ângela Maria |
O Brasil, desde a lírica Bidu Sayão, é rico em tudo quanto é coisa boa. incluindo no campo das artes.
Gente de todas as cores e sexos deixaram e ainda deixam marcas profundas na cultura nacional. Geraldo Vandré, por exemplo, é um valor inestimável para todos nós. paraibanos, isso, para falar de música. Há alguns anos chegou-me ao conhecimento um grupo fantástico de artistas em inicio de carreira, fiquei encantado com o grupo Clã Brasil. Incrível. A memina Lucy Alves chamou-me sobremaneira a atenção: sanfoneira maravilhosa, compositora idem, voz, que voz!
Agora fico sabendo que o grupo Clã Brasil já não existe e que a sua líder, Lucy, trocou o regionalismo universal pelo pop que pede voz bonitinha e pancadas fortes à gisa de melodia. Pena. Tomara que Lucy volte ao eixo indicador de seu rumo inicial. Quando esse dia chegar serei o primeiro da fila a bater palmas até cansar.
É difícil manter o rumo nessa vida louca de sucessos imediatos mas Deus existe e é paraibano. Vocês vão ver. Uma coisinha a mais: é fundamental a crítica para o artista, a qualquer artista a crítica é um indicativo de um caminho. Tomara que Lucy aceite a critica. Grande Lucy!
Ó as coisinhas que a Lucy está fazendo. Não é coisa boa não.
Ângela Maria Perdeu-se por falta de repertório será que isso vai acontecer com a Lucy?
Ângela, que gravou 88 discos de 78 rpm e compactos simples e duplos além de LPs e CDs, interpretou coisas como essas ai:
sábado, 29 de setembro de 2018
PRA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DE FLORES, 50 ANOS
O momento político em que vivemos é crítico, como crítico
era o momento político que vivíamos em 1968, 67, 66, 65, 64 e na ordem
contrária até 1985, quando Tancredo Neves (1910-1985) foi eleito para governar
o país, mas não governou.
Em 1964, os militares assumiram o poder com a ajuda de civis poderosos. Quer dizer: os civis de muita grana compactuaram com os militares e quem pagou o pato foi o povo.
Em 1968, o ano mais marcante do século em todo o mundo, o
governo militar decretava o mais perigoso dos atos institucionais: o AI-5.
Nos dias 12 e 14 de setembro de 1968, a TV Globo promoveu o
mais importante dos seus festivais: o Internacional da Canção.
Na noite daqueles dias ora lembrados aconteceu, no teatro da
Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Tuca, a primeira eliminatória
das canções inscritas nesse festival. Dessa primeira disputa, foi para o Rio de
Janeiro a canção Pra não Dizer que Não Falei de Flores (Caminhando) do
paraibano Geraldo Vandré.
A segunda eliminatória do Festival Internacional da Canção
ocorreu nas noites de 26 e 28 de setembro. E na noite 29, hoje é 29, no Maracanãzinho
lotado, ocorreu a finalíssima do festival que resultou na premiação em primeiro
lugar da canção Sabiá, dos cariosas Chico Buarque e Tom Jobim (1927-1994). O segundo
lugar entrou para a história com a música de Vandré, que ganharia no correr do
tempo mais de uma centena de regravações em discos nos mais diferentes formatos
por artistas brasileiros e estrangeiros, incluindo o italiano Sergio Endrigo
(1933-2005), da espanhola Ana Belén e do norte americano Ernie Sheldon (acima a
matriz original dessa gravação). Luiz Gonzaga, o rei do baião, também gravou essa música, aliás, foi ele o primeiro cantor a gravar Pra Não Dizer que Não Falei de flores, gravação de estúdio abaixo.
Sabiá é uma canção baseada no poema Canção do Exílio, do
maranhense Gonçalves Dias (1823-1864). Lindíssima, aliás, outro dia o Vandré
nos disse que alimenta o desejo de um dia gravar essa música.
No acervo do Instituto Memória Brasil, IMB, se acha toda a
obra discográfica de Geraldo Vandré. Caminhando é uma espécie do hino francês
La Marseillaise.
Quer saber mais sobre Vandré? Clik os links abaixo:
http://assisangelo.blogspot.com/2014/03/joan-baez-e-vandre-o-encontro.html
ZIRALDO
O cartunista mineira Ziraldo foi o autor do desenho que gerou o troféu Galo de Ouro, do festival internacional da canção que eternizou Sabiá e Pra Não Dizer que Não Falei De Flores. Ziraldo está internado num hospital do Rio de Janeiro. Saúde e longa vida a Ziraldo.
sexta-feira, 28 de setembro de 2018
TINHORÃO CHEIO DE GRAÇA
Eu tenho amigos que pensam, que dizem e que agem sem medo de errar. Pessoas que traçaram e viveram uma trajetória de orgulho, de grandeza a quem por perto anda. Uma dessas pessoas têm por nome José Ramos, que o acaso lhe deu o "sobrenome"Tinhorão. E ficou assim José Ramos Tinhorão, um sobrenome inventado, mas que diz muito.
Ontem 27, alguns sabem, cheguei aos 66 anos de vida. E Tinhorão foi logo chegando, como faz sempre: "não queira envelhecer Assis, envelhecer é uma merda".
E ele foi dizendo isso e outras coisas mais referentes à idade. Idade da vida, idade das gentes. "Melhor do que ficar velho é morrer. Morrer antes de ficar velho. Eu mesmo já fiz o que tinha que fazer e agora estou ocupando espaço".
Pois é, Tinhorão é cheio disso tudo, o assunto morte que ele fala, trata de forma humorística, sempre tirando sarro. "Eu já cumpri minha missão, vou fazer o que agora?".
Ano que vem, em Maio, Tinhorão voltará a Portugal. Uma vez o encontrei lá, em Lisboa. E ele levou-me a um restaurante daqueles bem antigos, com sabor mais gostoso do melhor bacalhau tratado lá, na terra de Camões.
Mas voltando a conversa morte...Tinhorão: "o velho vive a idade do não pode, não pode isso, não pode aquilo!"
Bom, eu nunca fiz 66 anos de idade, a não ser ontem 27. Na verdade, se e soubesse chegar a essa idade que cheguei, ao lado de pessoas tão bonitas, confesso que teria aniversariado antes, quer dizer, teria feito 66 antes. Ô coisa boa!
TITO MADI
Um dos precursores da bossa nova, o paulista Tito Madi, morreu esta semana com 89 anos de idade. Ele deixou umas 300 músicas gravadas feitas, muitas delas, em parceria. Em 1957 ele lançou num disco de 10 polegadas, um dos seus maiores sucessos Chove lá Fora. Tito tinha uma voz muito bonita. Arrisco dizer que se João Gilberto tivesse a voz dele, seria um grande cantor. Mas, enfim, temos na garganta a voz que Deus nos dá. Aí abaixo, Chove lá Fora com o autor, Tito Madi. Cliken:
terça-feira, 25 de setembro de 2018
A HISTÓRIA NO ROMANCE BRASILEIRO
O cangaceiro pernambucano Antonio Silvino nasceu em 1875. Cometeu crime prá danado. Depois dele, houve outros cangaceiros violentos que ficaram famosos, como Sinhô Pereira, primeiro e único chefe de Virgulino Ferreira, o Lampião. Mas não é de Silvino Pereira e Lampião que eu quero falar. Eu quero falar de O Cabeleira.
Em 1876, o escritor cearense Franklin Távora (1842-1888) publicou um livro de extrema importância para a história do cangaço: O Cabeleira.
Cabeleira era a alcunha de José Gomes, filho de Joaquim e Joana.
Dona Joana era uma delícia de pessoa, segundo a narrativa de Franklin Távora.
Ainda segundo a narrativa de Franklin, Joaquim era o capeta em pessoa.
Joaquim levou o filho José ao inferno. A ele, ensinou todas as maldades do mundo: matar, roubar, estuprar, tudo o que não presta Joaquim ensinou ao filho José. O resultado disso foi O Cabeleira, um assassino frio, violento, terrível, que terminou encurralado pela polícia do Império e pendurado numa forca.
No livro O Cabeleira, se acha história da nossa música popular.
Viva a história!
Em 1876, o escritor cearense Franklin Távora (1842-1888) publicou um livro de extrema importância para a história do cangaço: O Cabeleira.
Cabeleira era a alcunha de José Gomes, filho de Joaquim e Joana.
Dona Joana era uma delícia de pessoa, segundo a narrativa de Franklin Távora.
Ainda segundo a narrativa de Franklin, Joaquim era o capeta em pessoa.
Joaquim levou o filho José ao inferno. A ele, ensinou todas as maldades do mundo: matar, roubar, estuprar, tudo o que não presta Joaquim ensinou ao filho José. O resultado disso foi O Cabeleira, um assassino frio, violento, terrível, que terminou encurralado pela polícia do Império e pendurado numa forca.
No livro O Cabeleira, se acha história da nossa música popular.
Viva a história!
VIVA A DEMOCRACIA!
Um homem de princípios é burro, idiota.
Eu li isso ali pelos anos de 1960. O livro, acho, intitulava-se O Imoral, do francês André Gide. Esse livro, novamente acho, é de um ano qualquer dos 50. Remoei, remoei tentando entender o que dizia o autor no seu livro O Imoral. Esse livro mexeu comigo.
Demorou até que entendi o óbvio: um homem de princípios é um idiota.
A mente humana, a nossa, está em constante agitação.
Isso tudo para dizer o seguinte: amigo meu que vota em Lula, Bolsonaro, Ciro, Geraldo e todos os demais candidatos a quaisquer cargos públicos continuará sempre amigo meu. Agora, prestem bem atenção: se qualquer dos meus amigos ousar dizer prá mim que não gosta de tapioca, de cuscuz, de carne verde com pirão, de rapadura e tal, aí já é provocação. Não é amigo meu.
Alguém contou essa história de outro jeito, Fiquei sabendo através de minha filha Ana. E prá variar a querida amiga Ivone veio com uma história parecida: quem não gosta de arroz com pequi é um besta!
Eita!
Votar, expressar a nossa vontade é fundamental.
O Brasil é nosso, e dele precisamos cuidar.
quinta-feira, 20 de setembro de 2018
BICHO QUE NÃO SE MEXE, URUBU CARREGA...
"Bicho que não se mexe, urubu carrega".
Esse é dito popular que ouvi no meu tempo de infância lá no nordeste, de onde sou originário.
Pois bem meus amigos, minhas amigas, é preciso se mexer, é preciso caminhar, correr em busca de paz e saúde. É isso o que estou a fazer aí na esteira, ao lado do meu algoz treinador Anderson Gonzaga (na foto ao lado).
Nós, brasileiros, tradicionalmente não nos mexemos para nada. Está mais do que na hora de nos mexermos. Se não nos mexermos, o urubu carrega.
No dia 7 de Outubro tem eleição para deputado estadual, deputado federal, governador, senador e presidente da República.
Está mais do que na hora de nos mexermos. Se não for agora, perderemos o bonde da história.
Um presidente da República governa com contrários, com partidos e pensamentos diferentes.
É preciso, pois, que saibamos escolher os nossos representantes; aqueles que se alinharão ao Presidente em nosso nome.
quarta-feira, 19 de setembro de 2018
IPHAN RECONHECE CORDEL E XILO COMO ARTES DO POVO
De uma tacada só o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional IPHAN, aceitou hoje, 19, propostas de intelectuais voltados à preservação da memória cultural e tombou, digamos assim, a literatura de Cordel e a arte da xilogravura.
A literatura de cordel é uma herança que recebemos dos portugueses, como a xilogravura.
A literatura de Cordel, que nos primórdios não era assim chamada, chegou ao Brasil no começo dos anos 800. E na região da Serra do Teixeira, na Paraíba, começou a ser apreciada e recriada por poetas como Leandro Gomes de Barros (1965-1918).
Os primeiros folhetos - sim, era assim que eram chamados - já nasceram clássicos, como a Imperatriz Porcina, a Princesa Magalona, a História de Carlos Magno etc.
A xilogravura começou as ser difundida primeiramente no Rio Grande do Norte, logo depois na capa dos folhetos.
Literatura de cordel e xilogravura são arte do povo.
Em março de 2016 andei escrevendo sobre o movimento que resultou no tombamento do Cordel e da Xilo como patrimônios nacionais. Clique:
A literatura de cordel é uma herança que recebemos dos portugueses, como a xilogravura.
A literatura de Cordel, que nos primórdios não era assim chamada, chegou ao Brasil no começo dos anos 800. E na região da Serra do Teixeira, na Paraíba, começou a ser apreciada e recriada por poetas como Leandro Gomes de Barros (1965-1918).
Os primeiros folhetos - sim, era assim que eram chamados - já nasceram clássicos, como a Imperatriz Porcina, a Princesa Magalona, a História de Carlos Magno etc.
A xilogravura começou as ser difundida primeiramente no Rio Grande do Norte, logo depois na capa dos folhetos.
Literatura de cordel e xilogravura são arte do povo.
Em março de 2016 andei escrevendo sobre o movimento que resultou no tombamento do Cordel e da Xilo como patrimônios nacionais. Clique:
A propósito estou lendo um dos mais bonitos livros do autor carioca João do Rio: a Alma Encantadora das Ruas. Nesse livro, lançado em 1907, João fala dos costumes e hábitos dos cariocas do seu tempo. Pois é, os cariocas no começo do século passado já tinham bastante intimidade com a literatura de Cordel.
ADEUS CEZAR DO ACORDEON
![]() |
| Rômulo, Fausto e Cezar; Esta foi a última foto em que aparece o Cezar... |
Domingo 16, depois do meio dia, ouvi Luiz Wilson dizer no seu programa da Rádio Imprensa que mestre Cezar do Acordeon estava internado num Hospital carecendo de orações.
Ontem 18, pouco antes das 17 horas, Tio Joca telefonou prá nos dar a triste notícia: Cezar do Acordeon morreu.
Cezar, cearense dos bons, era um grande artista da sanfona. Um criador, um mestre.
Conheci de perto Cezar. Era ele um dos mais assíduos frequentadores do programa São Paulo Capital Nordeste que durante anos apresentei na Rádio Capital AM 1040.
Em 1991, escrevi texto para a contracapa de um dos seus LPs. Leia:
No dia 1º de agosto deste ano o cartunista Fausto telefonou dizendo que está na casa do Cezar, em Guarulhos, SP, junto com o amigo Rômulo Nóbrega. Nesse dia falamos longamente. E em mais duas ocasiões antes de ele ser levado a um hospital desta capital paulistana, onde morreu.
Era para ele estar conosco, cá em casa, na próxima sexta, 21.
Escrevi muito sobre Cezar, para lembrar, clique:
http://assisangelo.blogspot.com/2017/04/a-casa-caiu.html
Num ano que não me lembro qual, Cezar e eu escrevemos um baiaozinho em homenagem à rainha do baião Carmélia Alves. Essa música composta na casa da Carmélia em Teresópolis, não foi ao mercado, mas tenho em algum lugar o IMB uma cópia dessa música. Fica o registro.
Num ano que não me lembro qual, Cezar e eu escrevemos um baiaozinho em homenagem à rainha do baião Carmélia Alves. Essa música composta na casa da Carmélia em Teresópolis, não foi ao mercado, mas tenho em algum lugar o IMB uma cópia dessa música. Fica o registro.
segunda-feira, 17 de setembro de 2018
TEM CACARECO NA POLÍTICA
Houve um tempo em que os artistas participavam ativa e
democraticamente das campanhas políticas, como Elza Soares, Luiz Vieira, Inezita
Barroso, Jorge Veiga, Bibi Ferreira, Luiz Gonzaga. Adhemar de Barros entrou para a história
como o político “Que rouba mas faz”. Esse slogan, aliás, foi roubado por Paulo
Maluf. Há coisas incríveis na política brasileira. No acervo do Instituto
Memória Brasil IMB há centenas de músicas que tratam do tema. Vocês se lembram de Cacareco? Será que
teremos um Cacareco neste ano da graça de 2018?
Ouça a maRchinha que elegeu um Cacareco na campanha de 1960:
quinta-feira, 13 de setembro de 2018
SOBRE ATENTADOS
Há poucos dias o candidato a Presidência do
PSL Jair Bolsonaro foi atacado por um maluco na área central de Juiz de Fora
MG. A vítima foi golpeada no abdomen e para isso o agressor fez uso de uma faca
peixeira. O agressor foi preso e a vítima socorrida às pressas e levada à Santa
Casa de Misericórdia mineira, onde recebeu os primeiros socorros. O fato fez me lembrar o atentado de que foi
vítima João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque (1878-1930) em Julho de 1930, numa
confeitaria da capital pernambucana. João Pessoa recebeu 3 tiros desferidos por
João Dantas (1888-1930). O atentado que vitimou João Pessoa, a época
governador da Paraíba, gerou uma comoção nacional. O caso foi o estupim para a
deflagração da Revolução de 30. O governador assassinado era sobrinho do
presidente da República Epitácio Pessoa (1919-1922). Encurtando a história:
João Pessoa deu seu nome à capital paraibana e entre as muitas outras
homenagens, virou tema de um hino composto por Eduardo Souto e Oswaldo Santiago
e gravado em agosto de 1930 pelo rei da voz Chico Alves (1898-1952) e depois
pela Banda do Regimento Naval, em
dezembro desse mesmo ano e lançado em 1931.A campanha eleitoral de 2016 resultou em 28
mortos. As vítimas, 16 das quais do Rio de Janeiro, eram candidatas a prefeito
e a vereador.Bolsonaro escapou fedendo.
TIRIRICA É DÓRIA
Está um bololô danado a campanha política que
hora vivemos.
A esquerda não existe mais, está toda
fragmentada.
A direta, idem.
O povo brasileiro está desacreditado em tudo.
E a razão é simples: a esperança está na lata do lixo.
Na mesma lata em que se acha o capitão do mato
Bolsonaro, se acham também Ciro e o PT detonados pela história recente. Um é
coronel do Ceará, o outro é coronel brasileiro também nascido no Nordeste.
Na verdade, meus amigos, estamos que nem
caçador num mato sem cachorro. Perdão: o que mais tem nesse campo, minado, é
cachorro.
Eu sou da safra de 1952 e confesso: nunca vi
nada igual como ora acontece. Por exemplo: dá pra votar num dória, que mente,
mente, mente em nome da verdade. Dá pra votar num Tiririca?
Bom, Tiririca é Dória.
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