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sexta-feira, 9 de agosto de 2024

FICÇÃO REAL

Ditaduras não prestam, sejam de direita ou de esquerda.
Ditaduras perseguem, prendem, torturam e matam pessoas...
Atualmente há muitas guerras mundo afora.
Atualmente grassam ditaduras aparentemente civis e militares.
Os ditadores, do alto da sua arrogância e perversidade, incentivam de todos os modos as pessoas a denunciarem outras.
O ditador Maduro, da Venezuela, tem feito isso. Ou seja, incentivado os venezuelanos a dedurarem venezuelanos. Vizinhos inclusive.
Isso é real, lamentavelmente real e criminoso.
No livro 1984 o autor George Orwell (1903-1950) "cria" vizinhos denunciando vizinhos, filhos denunciando pais. À página 54, lê-se:

Quase todas as crianças de hoje em dia eram horríveis. O pior de tudo era que por meio de organizações como os Espiões eles eram sistematicamente transformados em pequenos selvagens ingovernáveis, e nem mesmo isso produzia neles alguma tendência a se rebelar contra a disciplina do Partido. Pelo contrário, eles adoravam o Partido e tudo o que estava ligado a ele. As canções, as procissões, as bandeiras, as caminhadas, os exercícios com armas de mentirinha, a repetição dos slogans em gritos, o culto ao Grande Irmão – tudo isso era uma espécie de jogo glorioso para eles. Toda a ferocidade deles era voltada para fora, contra os inimigos do Estado, contra os estrangeiros, traidores, sabotadores, criminosos do pensamento. Era quase normal que as pessoas com mais de trinta anos tivessem medo de seus próprios filhos. E com razão, já que não passava uma semana sem que o jornal The Times publicasse um parágrafo descrevendo como um bisbilhoteiro – a frase que normalmente se usava era “herói mirim” – tinha ouvido alguma observação comprometedora e denunciado seus pais à Polícia do Pensamento...

À página 100, segue o autor escrevendo:

Aos três anos de idade, o camarada Ogilvy havia recusado todos os brinquedos, exceto um tambor, uma submetralhadora e um modelo de helicóptero. Aos seis anos – um ano antes, por conta de relaxamento especial das regras – ele havia se juntado aos espiões, aos nove anos ele havia sido líder de uma tropa. Aos onze anos, ele havia denunciado seu tio à Polícia do Pensamento após ter ouvido uma conversa que lhe pareceu ter tendências criminosas...

O ditador Maduro, de ação e pensamentos podres, deseja como seus iguais perpetuar-se no poder. Seja de que modo for, para tanto não mede esforços.
Praticamente todos os países dessa região cá do Equador, e de além mar, não tem reconhecido a eleição que o ditador diz ter sufragado há poucos dias.
Está ou não está na hora do nosso Lula mandar o Maduro se catar?



PODCAST DIRETO AO ASSUNTO

Bom papo esse aí com Nêumanne, Miguel de Almeida e Renato Teixeira. Confira:

quinta-feira, 30 de maio de 2024

DUAS OU TRÊS COISINHAS...

Muita gente, posso dizer assim, tem me ligado pra saber do que andei fazendo por aí afora. Anninha cuidou disso. Leiam:

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Jornalista e estudioso da cultura popular, acumula vasta experiência nos principais jornais do país e também na imprensa alternativa. Participou de várias coletâneas musicais e de filmes. 
Assis Ângelo é paraibano de João Pessoa (1952). Iniciou a carreira profissional no jornal O Norte, no final dos anos 1960. Foi colunista e repórter dos jornais A União e Correio da Paraíba. Em meados dos anos 1970, editou o Diário do Agreste, em Caruaru (PE). Em 1976, mudou-se para a capital paulista e, a partir do ano seguinte, trabalhou nos jornais Folha de S.Paulo, Diário Popular e O Estado de S.Paulo. 
No Estadão ocupou a chefia da Editoria de Política, em 1987. Integrou os quadros das TVs Abril/Vídeo, Manchete e Globo. Foi correspondente, em São Paulo, do Jornal de Brasília e colaborador de inúmeras publicações brasileiras, entre as quais o Pasquim e a Tribuna da Imprensa, do Rio de Janeiro; Movimento, de São Paulo; e CooJornal, de Porto Alegre. Também foi colunista da Agência Estado e um dos criadores da Agência Brasileira de Reportagens (ABR). 
Produziu e apresentou pela Rádio Capital o programa São Paulo Capital Nordeste, que se tornou líder de audiência e referência nacional, por mais de seis anos. Para esse programa criou a personagem dona Mariquinha, que chegou a ser interpretada pela cantora Maria da Paz. Essa mesma personagem virou tema de vários folhetos de cordel feitos por Bule-Bule e Klévisson Viana, entre outros poetas populares. Em 1998, foi agraciado com o título de cidadão paulistano pela Câmara Municipal de São Paulo. 
Participou do longa-metragem franco-brasileiro Saudade do Futuro, de César Paes e Marie-Clémence, premiado na Europa e EUA. Esse filme foi baseado no livro: A Presença dos Cordelistas e Cantadores Repentistas em São Paulo.
Em 2000, lançou o CD Assis Ângelo Interpreta Poetas Brasileiros ao lado de Zé Ramalho, Elba Ramalho, Jackson Antunes, Oswaldinho do Acordeon, Aleh Ferreira, Toninho Carrasqueira, Rodrigo Mattos e Ney Couteiro, entre outros artistas. Em 2004, foi lançado um DVD com o curta-metragem Boi, de Edu Felistoque e Nereu Cerdeira, com texto e narração de sua autoria. Como consultor participou de várias coletâneas musicais (Fitas-K7, LPs e CDs) e do filme Pelé Eterno, de Aníbal Massaíni, em 2004.
Foi o autor dos textos da coleção Som da Terra, com 26 títulos sobre música caipira, da gravadora Warner/Continental, em 1994. Chefiou o departamento de Imprensa da Companhia do Metropolitano de São Saulo (metrô) e respondeu durante dois anos pela Assessoria Especial da Presidência da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), período em que promoveu nas estações dezenas de atividades culturais relacionadas à cultura popular, incluindo a literatura de cordel e a cantoria de improviso ao som de violas nordestinas.
Integrou a mesa de jurados de Festival de Repentistas em São Caetano, em 1989. Organizou e presidiu a mesa de jurados do 1º Festival de Repentistas da Rádio Atual, levando nomes da importância do compositor Paulo Vanzolini e do poeta Mário Chamie. Esse festival resultou em um LP, em 1989. Participou como jurado de grande encontro de cultura popular em Mauá, na grande São Paulo, em 1990.
Lançou o livro A Presença dos Cordelistas e Cantadores Repentistas em São Paulo, em 1996. Escreveu textos e lançou a série de CDs O Que é... Repentismo, em três volumes, da coleção Primeiros Acordes, pela gravadora Copacabana, em 1996.

Coordenou e presidiu a comissão julgadora do mais importante Festival de Poetas Repentistas do Brasil (por seu tamanho, formato e repercussão), com classificatórias no teatro da CPC/Umes, em São Paulo, cuja final ocorreu no Memorial da América Latina e resultou em três CDs, um duplo e um simples, em 1997. Da final deste Festival integraram a mesa julgadora o novelista Benedito Ruy Barbosa, o ex-governador da Paraíba e ex-senador Ronaldo Cunha Lima, o maestro Marcus Vinícius, o brincante Antonio Nóbrega, o jornalista Audálio Dantas e a poeta repentista Mocinha de Passira, entre outros. O 2º Festival Paulista de Repente, da CPC/Umes lhe foi dedicado, em 1999.
Idealizou e realizou o 1º Concurso Paulista de Literatura de Cordel, que resultou na distribuição de 200 mil folhetos nas escolas públicas do Estado (2001). Também idealizou e realizou o 2º Concurso Paulista de Literatura de Cordel, com distribuição gratuita de 210 mil folhetos na rede pública de ensino do Estado em 2003, pela CPTM. Lançou e produziu o Concurso Literário com a temática trens e trilhos, que teve mais de 900 concorrentes. Esse concurso resultou no livro A Literatura sobre Trilhos (2004). Entre os jurados, representantes da União Brasileira dos Escritores (UBE, SP). Apresentou o programa Tão Brasil, pela allTV, a primeira tevê pela Internet do país, entre 2005 e 2007. E assinou a coluna diária no portal Music News, entre 2007 e 2008. Foi contemplado em dois editais da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo e do BNB, que resultaram em dois CDs, em 2008: Assis Ângelo Apresenta Inéditos do Capitão Furtado e Téo Azevedo e Assis Ângelo Interpreta Poetas Nordestinos dos Séculos XIX e XX. 
Participou do 1º Festival Internacional de Trovadores e Repentistas nas cidades de Quixadá e Quixeramobim, em 2008, declamando poemas autorais.
Foi curador de um projeto sobre o ano de 1968, que incluiu uma exposição e um ciclo de debates no Centro Cultural do Banco do Nordeste (BNB), em Fortaleza, ao lado dos cantores, compositores e instrumentistas Sérgio Ricardo e Théo de Barros e do jornalista José Hamilton Ribeiro. Discutiu-se a política e artes daquele ano de 2008. Em 2015 o BNB lançou à praça um DVD em que Assis discorre sobre a cultura nordestina. 
Também respondeu pela curadoria do projeto realizado na Casa das Rosas e no Metrô (Estação Paraíso) em homenagem ao centenário do poeta Patativa do Assaré, que gerou o áudio-livro O Poeta e o Jornalista, em parceria com a Universidade Falada e a Editora Hedra, em 2009. Foi membro do conselho editorial do Jornal Unidade do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo, ao qual filiou-se em 1977. Tem sido jurado de importantes prêmios jornalísticos, como o Vladimir Herzog, do Sindicato dos Jornalistas.
Produziu e participou em 2006 do Projeto Música do Brasil (Baião), com Dominguinhos, Carmélia Alves (Rainha do Baião), Anastácia (Rainha do Forró), Gereba e Camerata. Sesc Pinheiros. Antes disso, em 2001, participou do projeto 100 Anos de Cordel, que teve como curador o jornalista Audálio Dantas. Ocupação no Sesc Pompéia.
Do seu acervo saíram discos em todos os formatos com músicas contando a história da cidade de São Paulo, resultando numa ocupação de 350m² na unidade Sesc Santana, SP. Participaram do projeto, Roteiro Musical da Cidade de São Paulo, artistas como Paulo Vanzolini, Inezita Barroso, Altamiro Carrilho, Tom Zé, Eduardo Gudim, Oliveira de Panelas, entre outros. A mostra permaneceu à visitação pública durante três meses. Tudo isso resultou num jogo para crianças e um livro lançados pelo próprio Sesc em 2012.

No decorrer da sua vida profissional, percorreu centenas de cidades brasileiras ora fazendo reportagens, entrevistas; ora fazendo pesquisas sobre música e folclore em campo e sebos e bibliotecas do exterior, inclusive. Fez também centenas de palestras e debates em escolas, universidades e entidades culturais, entre essas a rede CEU (Centros Educacionais Unificados) com três palestras sobre a literatura brasileira, a música popular brasileira e a música que conta a história de São Paulo. Apresentou grandes espetáculos musicais em espaços abertos como o Vale do Anhangabaú, em São Paulo. Apresentou programas em várias  emissoras de rádio em João Pessoa, PB e em São Paulo, SP. Seu nome se acha em verbetes do Dicionário Houaiss Ilustrado Música Popular Brasileira (2006) e do Dicionário de Folcloristas Brasileiros, de Mário Souto Maior (2000). Fora isso, o seu nome se acha em pelo menos 300 livros sobre música, jornal, rádio e TV. 

BIBLIOGRAFIA

LIVROS

Em Revista 5 (Editora do Escritor, São Paulo, 1978). Literatura brasileira. Vários autores. Conto: Obsessão de um Rapaz de Olhos Míopes.
A Prostituição em Debate (Ed. Paulinas, São Paulo, 1982). Jornalismo/Sociologia. Org. Vários autores.
O Brasileiro Carlos Gomes (Ed. Nacional, São Paulo, 1987). Biografia do maior compositor operístico das Américas.
Tropicália 20 anos (Ed. Sesc, São Paulo, 1987). Vários autores, entre os quais Caetano, Gil, Tom Zé e Zé Celso.
Nordestindanados, Causos & Cousas de uma Raça de Cabras da Peste – De Padre Cícero a Câmara Cascudo (RG Editores, São Paulo, 1987). Literatura brasileira.
Eu Vou Contar Pra Vocês (Ed. Ícone, São Paulo, 1990). Biografia do rei do baião, Luiz Gonzaga.
O Coronel e a Borboleta e Outras Histórias Nordestinas (Estúdio F, São Paulo, 1992). Literatura brasileira. Contos, Crônicas.
A Presença dos Cordelistas e Cantadores Repentistas em São Paulo (Editora Ibrasa, 1996, São Paulo). Folclore.
Dicionário Catrumano, Pequeno Glossário de Locuções Regionais (Ed. Letras & Letras, 1996, São Paulo), com Téo Azevedo. Linguística.
O Que é Folclore (Edição patrocinada pela Companhia do Metropolitano de São Paulo, 1998, São Paulo). Folclore.
As Origens da Canção de Natal, Da Antiguidade à Atualidade (opúsculo patrocinado pela Companhia do Metropolitano de São Paulo, 1988, São Paulo). História.
O Poeta do Povo, Vida e Obra de Patativa do Assaré (Editora CPC/Umes, São Paulo, 1999). Literatura brasileira. Biografia do poeta popular Antônio Gonçalves da Silva. Acompanha um CD, com trechos de entrevista com o biografado, feita em 1978.
O Cantador de Alto Belo (2001, São Paulo). Biografia do artista popular Téo Azevedo. Edição do biografado.
A Presença do Futebol na Música Popular Brasileira (Ed. Paulus, 2002, São Paulo).
O Clarim e a Oração (Geração Editorial, 2002, São Paulo). Literatura brasileira. Org. Rinaldo de Fernandes. Vários autores: Ariano Suassuna, Augusto de Campos, Roberto Pompeu de Toledo, entre outros.
Dicionário Gonzagueano, de A a Z (Edição patrocinada pela Trends Engenharia e Tecnologia, 2006, São Paulo). Biografia.
São Paulo Minha Cidade.com (Edição SPTuris, 2008, São Paulo). Acompanha um CD.
Uma breve história do cordel (Edição do Governo do Estado do Ceará, 2008).
Pascalingundum! Os Eternos Demônios da Garoa (Edição patrocinada pelo grupo Trends Tecnologia, 2009, São Paulo). Biografia.
Caminhos do Nordeste em São Paulo (Sesc, 2009, São Paulo). História.
A Menina Inezita Barroso (Cortez Editora, 2011, São Paulo). Biografia.
Lua Estrela Baião, A História de Um Rei (Cortez Editora, 2012, São Paulo). Infanto-Juvenil.
Histórias de Esquina (Maio Produções, 2023, São Paulo), com Fausto Bercocce. História/Cultura popular.
A Fabulosa Viagem de Vasco da Gama no Mar, Versão Poética de Os Lusíadas 
(Camões); Prêmio Proac 2023.

CORDÉIS

Coronavírus: Piolho do Cramunhão Faz o Mundo Todo Tremer (2020). Cordel.
Repórter Entrevista Piolho do Cramunhão (2021). Cordel. 
Serpente Quer Pôr Ovo no Coração do Brasil (2021). Cordel.
Jornalismo e Liberdade nos Tempos de Pandemia (2021). Cordel.
João do Rio: Repórter é Caçador e a Verdade Sua Pauta (2021). Cordel.
A Vida como Tragédia e um Cego por Testemunha. (2022). Cordel
O Menino e o Mar na Trilha do Etéreo (2023). Cordel.

MÚSICAS

A BRASILEIRA INEZITA BARROSO (Assis Ângelo/Papete)
CAMINHANDO COM VANDRÉ (Assis Ângelo/ Téo Azevedo)
CLARICE (Assis Ângelo/ Téo Azevedo); trilha do filme francês Saudade do Futuro
ESTRELAS DO CÉU E DA TERRA (Assis Ângelo/ Téo Azevedo)
HINO AO CÉU (Assis Ângelo/Gereba)
MINHA RENDEIRA (Assis Ângelo/Téo Azevedo)
MODINHA À MODA MINEIRA (Assis Ângelo/Téo Azevedo)
O ÍNDIO (Assis Ângelo/Téo Azevedo)
O VELHO PATATIVA (Assis Ângelo/Gereba/Klévisson Viana)
O VENTO (Assis Ângelo/Téo Azevedo)
QUIXOTEANDO (Assis Ângelo/Gereba/Klévisson Viana)
ROMANCE NO METRÔ (Assis Ângelo/Enok Virgulino)
SÃO PAULO ESQUINA DO MUNDO (Assis Ângelo/Jarbas Mariz)
SEM BALÃO NO CÉU (Assis Ângelo/Téo Azevedo)
BRASIL PENTACAMPEÃO (ASSIS ÂNGELO/GEREBA)
RUMO AO HEXA (Assis Ângelo/Jarbas Mariz)
PINTO NOVO QUER BRIGAR (Assis Ângelo/Jarbas Mariz)
O CANTADOR DE ALTO BELO (Assis Ângelo/Cacá Lopes/Luiz Wilson)
FORRÓ PRA ANASTÁCIA (Assis Ângelo/Jorge Ribbas)
XOTE ERUDITO (Assis Ângelo/Jorge Ribbas)
HINO A BADARÓ (Assis Ângelo/Jorge Ribbas)
VIVA ROSIL! (Assis Ângelo/Jorge Ribbas)
FORRÓ NA LUA (Assis Ângelo/Jorge Ribbas)
O PLANTAFLOR (Assis Ângelo/Jorge Ribbas)
TEUS OLHOS (Assis Ângelo/Jorge Ribbas)
EMBOLADA PRA JOÃO DO RIO (Assis Ângelo)
DECLARAÇÃO DE AMOR A SÃO PAULO (Assis Ângelo, com acompanhamento musical de Oswaldinho da Cuíca)
BAIÃOZINHO PARA O REI DO BAIÃO (Assis Ângelo/Oswaldinho do Acordeon)
CAPITÃO (Assis Ângelo/Téo Azevedo)
SR. BOLDRIN (Assis Ângelo)

ENTREVISTAS COM ASSIS


DEPOIMENTOS LEVADOS AO AR DURANTE O PROGRAMA SÃO PAULO CAPITAL NORDESTE — RÁDIO CAPITAL, AM 1.040


“O TEU PROGRAMA É LINDO, RAPAZ. ADORO. OBRIGADO PELA IDÉIA DE FAZÊ-LO”.
Mário Lago, ator e compositor

“O SÃO PAULO CAPITAL NORDESTE EU CONSIDERO UM PROGRAMA ESSENCIAL PARA TODOS NÓS NORDESTINOS, SEJAM NASCIDOS, SEJAM ADOTADOS”.
Paulo Vanzolini, cientista e compositor

“CABRA DA PARAÍBA, CABRA COMPETENTE. CONHEÇO BEM O SÃO PAULO CAPITAL NORDESTE. VOCÊ, ASSIS, É UMA DAS MAIS LEGÍTIMAS BANDEIRAS ALTEADAS EM PROL DA MÚSICA POPULAR DESTE PAÍS. EU CONTINUO REVERENCIANDO O SEU TRABALHO, DESENVOLVIDO COM DENODO E INTELIGÊNCIA”.
Luiz Vieira, cantor e compositor

“ADORO OUVIR O SÃO PAULO CAPITAL NORDESTE, TALVEZ O MAIS BRASILEIRO PROGRAMA DO RÁDIO”.
Paulinho Nogueira, violonista e compositor

“GOSTO MUITO DO SEU PROGRAMA. CURTO MUITO AS MÚSICAS QUE VOCÊ TOCA, A CONVERSA COM SEUS ENTREVISTADOS. ESTOU SEMPRE LIGADO NO SÃO PAULO CAPITAL NORDESTE”.
Renato Teixeira, violeiro, cantor e compositor

“QUANDO É UM POETA COMO VOCÊ, ASSIS ÂNGELO, QUE FICA À FRENTE DE UM PROGRAMA, ESSE PROGRAMA SÓ PODE SER BOM. QUE BELEZA! VIVA O NOSSO SÃO PAULO CAPITAL NORDESTE”.
Tinoco, violeiro, cantor e compositor
“EU ESTOU SEMPRE SINTONIZADO NESSA MARAVILHA QUE É O PROGRAMA SÃO PAULO CAPITAL NORDESTE”.
Oswaldinho do Acordeon

“LOUVO A RÁDIO CAPITAL/E VOCÊS SABEM QUE É/A ESTAÇÃO ONDE ASSIS/FALA COM AMOR E FÉ”.
Patativa do Assaré, poeta popular

“ASSIS ÂNGELO É UM GRANDE COMUNICADOR E POETA, E PRODUZ E APRESENTA O PROGRAMA QUE MELHOR EXALTA A NOSSA CULTURA, A NOSSA TERRA. O SÃO PAULO CAPITAL NORDESTE ESTÁ CADA VEZ MELHOR”.
Raimundo Fagner, cantor e compositor

“ESTOU SEMPRE ESCUTANDO O SEU PROGRAMA, ASSIS, QUE É DE LASCAR O CANO”.
Jorge de Altinho, cantor e compositor

“O QUE É BOM ESTÁ NO SÃO PAULO CAPITAL NORDESTE, COM O NOSSO ESCRITOR ASSIS ÂNGELO”.
Dominguinhos, sanfoneiro, cantor e compositor

“O MEU CORAÇÃO BATE FEITO UMA ZABUMBA QUANDO ESCUTO O PROGRAMA SÃO PAULO CAPITAL NORDESTE”.
Maria da Paz, cantora, compositora e instrumentista

“SEMPRE QUE POSSO, LIGO O MEU RADINHO E FICOU OUVINDO O PROGRAMA SÃO PAULO CAPITAL NORDESTE, NA BONITA VOZ DE ASSIS ÂNGELO”.
Jackson Antunes, ator, poeta e cantor

“ASSIS É UM PATRIMÔNIO DA CULTURA BRASILEIRA AUTÊNTICA, GRANDE DIVULGADOR DA MÚSICA DE RAIZ”.
Téo Azevedo, cantador e compositor

“O SÃO PAULO CAPITAL NORDESTE É UM PROGRAMA MUITO BONITO”.
Geraldo do Norte, poeta declamador

“EU TAMBÉM CURTO O SÃO PAULO CAPITAL NORDESTE”.
Rita Ribeiro, cantora e compositora

“PARTICIPAR OU SIMPLESMENTE OUVIR O SÃO PAULO CAPITAL NORDESTE É O MESMO QUE FICAR NO CÉU COM OS PÉS DE FORA. É BOM DEMAIS!”
Gereba, cantor e violonista

“EU CURTO DEMAIS O PROGRAMA SÃO PAULO CAPITAL NORDESTE, DO MEU AMIGO ASSIS ÂNGELO”.
Carmélia Alves, cantora

“EU FICO MUITO CONTENTE QUANDO OUÇO O PROGRAMA DO ASSIS, UM LÍDER DE AUDIÊNCIA QUE DIVULGA A VERDADEIRA CULTURA BRASILEIRA”.
Marinês, cantora

“ISSO É QUE É PROGRAMA. SÓ NO SÃO PAULO CAPITAL NORDESTE É QUE SE TOCA O NOSSO FOLINHO DE OITO BAIXOS”.
Negrinho dos Oito Baixos, sanfoneiro

“O PROGRAMA DO ASSIS VALE A PENA SER OUVIDO”.
José Hamilton Ribeiro, jornalista

“O PROGRAMA DO ASSIS ACRESCENTA MUITO À CULTURA BRASILEIRA”.
Luciene Weiland, cantora lírica

“ASSIS, EU QUERO CUMPRIMENTAR OS SEUS OUVINTES E DIZER DO GRANDE RESPEITO QUE TENHO POR VOCÊ, PELO SEU TRABALHO COMO PESQUISADOR DE ALTA QUALIDADE”.
Nora Ney, cantora

“MEU QUERIDO AMIGO ASSIS ÂNGELO, OBRIGADO POR TUDO QUE VOCÊ TEM FEITO PELA NOSSA MÚSICA NOS SEUS LIVROS E ATRAVÉS DO SEU SÃO PAULO CAPITAL NORDESTE, UM PROGRAMA DE MACHO”.
Benito de Paula, cantor e compositor

“ESSE NOSSO ASSIS É A VOZ, O CORAÇÃO E O CÉREBRO DO NOSSO SERTÃO”.
Targino Gondim, sanfoneiro, cantor e compositor

“ASSIS ÂNGELO APRESENTA/TODO SÁBADO SEU PROGRAMA/DO POVO DA NOSSA TERRA/DIVULGA O NOME E A FAMA/MUITO OBRIGADO A ASSIS/POR PREZAR TANTO A QUEM AMA”.
Sebastião da Silva, poeta repentista

“ASSIS ÂNGELO, SEU PROGRAMA/É GRANDE A DIVULGAÇÃO/PÕE O RÁDIO EM SINTONIA/SEMPRE PRESTANDO ATENÇÃO/UM LÍDER DE AUDIÊNCIA/COM AS MÚSICAS DO SERTÃO”.
Zé Cardoso, poeta repentista

“ASSIS, OBRIGADO PELO INCENTIVO QUE VOCÊ DÁ A GENTE QUE FAZ MÚSICA BRASILEIRA”.
Geraldo Azevedo, cantor e compositor


“ESSE PROGRAMA É REFERÊNCIA PARA A NOSSA CULTURA POPULAR”.
Pingo de Fortaleza, cantor e compositor

“O BRASIL PRECISA DE GENTE COMO ASSIS ÂNGELO”.
Oliveira de Panelas, poeta repentista

“O PROGRAMA DO ASSIS É O RETRATO DO NORDESTE”.
Gilles Lapouge, jornalista e escritor francês

Opiniões 

NOS JORNAIS E REVISTAS


“Assis Ângelo sempre soube emprestar aos seus enfoques culturais a agilidade do seu talento versátil”, artigo de Paulo Dantas, o suplemento cultural do Diário Oficial do Estado de São Paulo.

“Assis Ângelo é uma espécie de guerrilheiro da crítica musical brasileira”, José Nêumanne, jornalista. 

“Assis faz a simbiose da música popular nordestina integrada ao magma paulistano”, Lourenço Diaféria em crônica para o Diário Popular.

“Assis Ângelo, scrittore e giornalista, lotta per la preservazione della cultura e del patrimônio storico del Brasile”, reportagem de Lúcia Helena Oliveira e Eduardo T. Fiora para o jornal Il Corriere.

“Assis Ângelo: o líder que não aceita lixo”, artigo da Revista Imprensa.

“Assis Ângelo: Um porta-voz do Nordeste em São Paulo”, título de reportagem do Jornal da Paraíba.

“Assis Ângelo an authority on brazilian regional music”, Bill Hinchberger em antigo para a revista norte-americana Variety.

“A cultura popular não morrerá nunca”, Assis Ângelo em manchete do jornal Diário do Povo do Piauí.

“Assis Ângelo promove o encontro do Brasil com sua riqueza musical”, reportagem do jornal paulistano Hora do Povo. 
  

NOS DEPOIMENTOS DE ARTISTAS


“Assis Ângelo é um grande comunicador e poeta que exalta a nossa cultura, a nossa terra”, Raimundo Fagner, cantor e compositor.

“Acompanhar as crônicas de Assis Ângelo é quase como conversar com ele: conhecimento tranquilo, empatia discreta, amor incrível”, Paulo Vanzolini, cientista e compositor.

“Assis é a voz, o coração e o cérebro do nosso sertão”, Targino Gondim, sanfoneiro, cantor e compositor.

“Assis Ângelo domina a árdua tarefa da pesquisa”, maestro Eleazar de Carvalho.

“O compadre Assis é aquele soldado da palavra escrita e falada, que defende a Pátria-amada-gentil do jeito mais sublime. Que Deus sempre o ouça. E as pessoas também”, Rolando Boldrin, cantor e apresentador.

“Mais que estudioso do folclore e da música popular, Assis Ângelo revela-se, um grande contador de histórias do povo”, Carmélia Alves, cantora.

“Assis é uma das mais legítimas bandeiras alteadas em prol da música popular deste país. Eu continuo reverenciando o seu trabalho, desenvolvido com denodo e inteligência”, Luiz Vieira, cantor e compositor. 

INSTITUTO MEMÓRIA BRASIL, IMB

terça-feira, 12 de outubro de 2021

DIA DE SANTA E CRIANÇA

 

O paulistano Anderson Gonzaga é um dos cerca de 3 bilhões de católicos espalhados pelo mundo. 
Devoto da Padroeira do Brasil, Anderson fez uma promessa para o pai Luís curar-se de um mal. Deu certo, acredita. E aí contou à companheira Mari que, sensibilizada, jurou acompanhá-lo no pagamento da promessa indo a pé até o santuário de Nossa Senhora Aparecida. PANDEMIA AFASTA FIÉIS DAS PROCISSÕES
A Santa faz grandes e verdadeiros milagres, acreditam de mãos postas os católicos. A crença é tanta que escritores, compositores, cineastas já realizaram obras diversas, como Raimundo Grangeiro, Renato Teixeira, Ariano Suassuna. 
É muito bonita a canção que Grangeiro fez para o rei do baião, Luiz Gonzaga (acima).
O Dia de Aparecida é comemorado no dia 12 de outubro, dia também em que se comemora o Dia da Criança.
Capa do livro Carlotinha,
ilustrado pelo cartunista
Fausto

A maioria da população brasileira é formada por crianças e adolescentes.
Nossas crianças deverão enfrentar maiores problemas no futuro próximo. Ninguém precisa ser adivinhão pra chegar a essa conclusão. Basta observar o que ora ocorre no campo da educação e da saúde. E da cultura. Na verdade, estamos todos afunhenhados.
Houve tempos melhores, é certo. 
Fui criança e tive infância. TEMPOS DE CRIANÇA
Muita gente bonita já compôs e escreveu sobre criança. 
Chico Alves (1898-1952), chamado de O Rei da Voz, deixou uma pérola gravada no seu último disco: Canção da Criança, dele e de Rene Bittencourt. 
O cartunista Fausto, o Rei do Traço, teve enriquecida a sua carreira ao dar vida à molequinha Carlotinha. Linda que só! Fausto conta como criou essa personagem: 
"A personagem Carlotinha foi criada em 2013, em forma de tira diária e depois virou um álbum.
Trata-se de uma personagem infantil ( uma menina de 9 anos ) com seu gatinho Maio!
Ela mora na Praça do Sorriso e tem uma galerinha de queridos amigos. Adora a escola, os animais e a natureza.
A criação desse personagem foi uma forma de retratar um pouco de minha infância e homenagear todas
as crianças. A Praça do Sorriso aonde mora a Carlotinha, pode ser uma praça em todas as cidades do mundo, com
todas as belezas e os encantos: principalmente para os pequenos!"
 

domingo, 21 de fevereiro de 2021

TEMPOS DE FOLHA (2)

Comecei a trabalhar no grupo Folha em 1977, um ano depois de trocar a minha terra João Pessoa, por São Paulo.
O time era bom, formado por: Hely Vannini, Fernando Barros, Marcos Zanfra, Jorge Zappia, José Luís Lima, Roberto Moschela, Manoel Dorneles, Celso Sávio, Hipólito Oshiro, Valmir Salaro, Luciano Martins, Taís, Cris Medeiros, Leivinha, Scarpa, Nery; incluindo os fotógrafos Manoel Izidoro, Jair Malavazi, Luís Carlos Murauskas, Dirceu Lene, Gil Passarelli, Matuiti Mayezo, Angelo Pirozelli e Valdemar Cordeiro, “irmão de criação” de Audálio Dantas, lembra o amigo Jorge Araújo.
Jorge é o autor da famosa foto da pomba, como ficou conhecida (ao lado).
Cordeiro era o chefe dos fotógrafos.
Vannini cuidava da editoria de Polícia.
Só cobras.
Lembro também do Ricardo Kotscho, do Nelson Merlin, do Oswaldo Mendes, Tarso de Castro, Miguel Raide, Cláudio Abramo, Tavares de Miranda, Moacir Amâncio, Dirceu Soares, Paulo Nogueira, Fortuna, Angeli, Glauco, Laerte, Fausto, Petchó, Luís Gê, Jota (Jotinha), Paulo Francis, Emir Nogueira, Dora Kramer e Lu Fernandes, que viraria presidente do Sindicato dos Jornalistas no Estado de São Paulo.
E o Boris?
Boris Casoy foi editor da Folha por um determinado tempo. Chato, grosso e arrogante, uma vez encontrou-se comigo no Roda Viva, programa da TV Cultura, e sarcástico perguntou: “O que é que você está fazendo aqui?”.
Estirei-lhe a língua ou disse-lhe um palavrão, sei lá.
Daquele tempo eram também Luís Carlos Rocha Pinto, Trovão, Tupamaro, Adilson Laranjeira...
Nos quase 7 anos que lá permaneci, publiquei centenas e centenas de reportagens.
Na Folha, ou Folhão como chamávamos, publiquei matérias ruidosas como a que me levou a ser processado pelo governo paulista.
Clique na foto, para
melhor visualização

 Fui processado, mas absolvido pela Justiça.
A matéria, publicada no dia 13 de janeiro de 1982 com chamada na 1ª página (recortes ao lado), tratava de um duplo linchamento praticado por operários do município de Ribeirão Pires, cujas famílias eram violentadas por marginais sem que o Estado nada fizesse em sua defesa.
Ganhou repercussão internacional.
Participei de grandes coberturas como a campanha pelas Diretas Já e as greves no ABC paulista.
Lembro da intervenção ao sindicato do qual Lula era presidente. SAIBA MAIS: LULA DÁ NÓ EM PINGO D´ÁGUA
Lembro também da greve dos Jornalistas, desencadeada após assembleia no Tuquinha, da PUC, na noite de 22 de maio de 1979. O presidente do nosso Sindicato era Davi de Morais. A greve, que durou uma semana, foi um fracasso total. Ninguém morreu, mas muita gente perdeu o emprego.
Entrevistei muita gente boa e marginais famosos como Hiroito, Fininho, Ze Guarda, Correinha, João Acácio (o Bandido da Luz Vermelha) e figurões como o delegado Fleury, de triste memória.
Fui várias vezes à casa de detenção e ao Carandiru, para mostrar a vida em prisão. Feminina inclusive.
Cobri rebeliões na FEBEM e em presídios da Capital e do interior.
Uma vez Quinzinho, famoso personagem da chamada Boca do Lixo Paulistana disse-me numa entrevista: “Heróis são as pessoas que vivem de salário mínimo”.
Quinzinho morreu atropelado, na avenida São João.
O velho Frias, dono do grupo Folha, foi não foi mandava me chamar pra registrar a visita de nomes importantes das artes e literatura, a quem lhes oferecia almoços e jantares regados a bons vinhos e outras bebidas. Isso ocorria no restaurante que havia na cobertura da sede do jornal, na Barão de Limeira, 425.
Lembro que uma das vezes fui chamado para registrar a presença do escritor Antonio Callado. Uma grande figura.
O Frias chamou-me também algumas vezes para acompanhá-lo com empresários à rodoviária que ganhou de presente do Maluf, na primeira vez que foi prefeito da cidade. Meu papel era fazer o registros dessas visitas.
Numa terça ou quarta-feira qualquer do ano de 1978, fui ao apartamento do cantor e compositor paraibano Geraldo Vandré para entrevistá-lo. O fotógrafo Gilberto Nascimento fez o que tinha que fazer. Belas fotos. No sábado seguinte, voltei à casa do Vandré e ele me disse: "Ângelo, acho melhor você não publicar a nossa entrevista”. Olhei pra ele e ri e, para sua surpresa, dei-lhe um exemplar do Folhetim que já estava chegando às bancas com uma foto sua na capa.
O Folhetim era um suplemento dominical da Folha, de muito sucesso.
Essa entrevista levou a liberação da canção Pra Não Dizer que Não Falei de Flores, que estava proibida pelo governo desde 1968.
Também recordo a vez que Samuel Wainer, criador do jornal Última Hora, pediu-me para que fizesse uma entrevista com o cantor e compositor Renato Teixeira, que começava a fazer sucesso com Romaria na voz de Elis Regina. Anos depois Renato me disse que Samuel era um parente dele distante.
Matérias que por uma razão qualquer não eram publicadas no Folhão, eu publicava noutros jornais. No Pasquim, por exemplo. LEIA: ATÉ TU, JAGUAR?
No bar, sempre uma extensão da redação.
Impossibilitado pela cegueira de identificar
os retratados, Assis só lembra de
Lu Fernandes estar na foto
(abaixo dele, ao centro)
Eram tempos duros aqueles, em que andávamos ainda meio assustados, pois a ditadura militar ainda não acabara. Mas havia tempo para relaxamento (foto ao lado).
Quatro meses e quatro dias depois do lançamento do jornal Folha da Noite, um ataque do coração matou João Paulo Emílio Cristóvão dos Santos Coelho Barreto. Esse João, criador da reportagem no formato como tal conhecemos, entrou para a história da Imprensa como João do Rio.
Hoje a Folha, o Estadão, e o Globo são os principais jornais do País.
Em fins dos anos de 1970, pedi ao poeta cearense Patativa do Assaré que escrevesse qualquer coisa sobre a Folha. Fez essa quadra:

A Folha de S.Paulo é rica
Tem ela um grande mister
Mas a mesma não publica
Tudo o que a gente qué

sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

ROBERTO LUNA, VOZ DE PLUMA DOS ANOS 50

Até ontem, ele estava simplesmente na casa dos 90. Agora, já é dono dessa casa, andando pra lá e pra cá.
Refiro-me ao cantor Roberto Luna, voz de pluma dos anos de 1950.
Os anos de 1950 foram os anos de ouro de Roberto Luna, um paraibano de Serraria, nascido no dia 1º de dezembro de 1929.
Nessa década ele emplacou dois grandes sucessos: O Relógio, bolero de Roberto Cantoral e o samba-canção Molambo, de Jayme Florence e Augusto Mesquita.
O nome de batismo de Luna é Valdemar Farias. Casou, teve filhos e hoje vive num apartamento da região do Vale do Anhangabaú, onde recebe amigos para um café e conversas sobre música.
Sorriso fácil e cheio de onda, Roberto Luna talvez seja o artista com mais idade nos tempos de hoje, ao lado de Geraldo Vandré, Martinho da Vila, Paulinho da Viola, Roberto Carlos, Renato Teixeira, Erasmo Carlos, Milton Nascimento, Jorge Ben Jor, Ney Matogrosso, Edu Lobo, Caetano Veloso, Chico Buarque; Elza Soares, Dóris Monteiro, Claudette Soares, Nana Caymmi.

Leia mais: ROBERTO LUNA, O REI DO BOLERO

 

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