Anayde Beiriz e Alphonsus de Guimarães eram poetas excepcionais.
Pedro Nava era memorialista, talvez o maior que já tivemos. Anayde era paraibana.
Alphonsus e Pedro eram mineiros.
Anayde envenenou-se.
Alphonsus enforcou-se.
Pedro optou por um tiro.
E assim, aos poucos, o Brasil que sabe das coisas vai morrendo, desde sempre.
Anayde da Costa Beiriz tinha 25 anos de idade quando despediu-se da vida, depois de um tumultuado caso envolvendo seu nome na política paraibana. Ela matou-se 19 dias antes de Getúlio Vargas assumir o poder, derrubando o presidente Washington Luís e impedindo a posse de Júlio Prestes como presidente da República eleito pelo povo.
Getúlio também matou-se. Mas essa é outra história.
Alphonus, de batismo Afonso Henrique da Costa Guimarães, era muito novo quando apaixonou-se por uma prima. Essa prima morreu com 17 anos e ele, meio doido, findou por casar-se. Teve 14 filhos. Dois seguiram sua profissão.
E Pedro, hein?
Pedro da Silva Nava era natural de Juiz de Fora e em 1968 trocou os instrumentos da profissão de médico por uma máquina de escrever. E foi assim que tornou-se um dos mais aplaudidos memorialistas brasileiros.
Alguém há de estranhar o fato de eu trazer à tona esses nomes da nossa literatura. Faço isso pra lembrar que nós somos, uns mais outros menos, todos frágeis. Não é só no Brasil que a história registra o suicídio de intelectuais, de escritores, de poetas e inventores como Santos Dumont.
Anayde Beiriz foi o pivô feminino de Revolução de 30. Ela é mais lembrada pelo fato de ter sido a amante do assassino do governador da Paraíba, João Pessoa.
Alhonsus de Guimarães é lembrado pelo poema Ismália. Um obra prima, claro.
Pedro deixou meia-dúzia de livros fundamentais pra quem quiser conhecer o Brasil. No livro Chão de Ferro ele conta o que lembrava da Pandemia que dizimou milhares e milhares de brasileiros, em 1918.
Esses três autores fazem parte da nossa história, embora não tenham escrito tanto quanto o paulistano Ryoki Inoue (entrevista, acima). Ryoki, como Pedro trocou a profissão de médico pela profissão de escritor. Ele já publicou cerca de 1200 livros. Ele está no Guinnes.
O que faz um escritor importante: a quantidade ou a qualidade de livros escritos?
Hoje é o Dia do Escritor.
Esse dia foi criado em 1960, por iniciativa dos escritores Peregrino Júnior e Jorge Amado.
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sábado, 25 de julho de 2020
UM PASSEIO DE MOTO
Ler é coisa muito boa. Boa mesmo.
Um amigo telefona pra dizer que o Capeta saiu da toca.
Não entendi e ele repetiu: "o Capeta saiu da toca".
E ele foi dizendo que o Capeta saiu da toca, que deu uma risada dos infernos. O ambiente segundo amigo encheu-se de pó, poeira, fumaça e de um odor forte que conhecemos como Enxofre. Virgem, nossa!
Estrondos romperam o ar, na Capital federal.
De repente, não mais do que de repente, um sujeito de capacete enfiado na cabeça saiu em disparada numa moto louca.
Aí foi que dêi-me conta, que o Capeta referido, era, nada mais nada mesmo, do que o Presidente Cloroquina.
O telefone não para de tocar.
Agora é o bom baiano Darlan Zurc que liga pra lembrar que hoje é o Dia do Escritor.
Enquanto o Capeta voava na moto, na toca alguém o esperava.
Quem esperava o Capeta na toca?
Um amigo telefona pra dizer que o Capeta saiu da toca.
Não entendi e ele repetiu: "o Capeta saiu da toca".
E ele foi dizendo que o Capeta saiu da toca, que deu uma risada dos infernos. O ambiente segundo amigo encheu-se de pó, poeira, fumaça e de um odor forte que conhecemos como Enxofre. Virgem, nossa!
Estrondos romperam o ar, na Capital federal.
De repente, não mais do que de repente, um sujeito de capacete enfiado na cabeça saiu em disparada numa moto louca.
Aí foi que dêi-me conta, que o Capeta referido, era, nada mais nada mesmo, do que o Presidente Cloroquina.
O telefone não para de tocar.
Agora é o bom baiano Darlan Zurc que liga pra lembrar que hoje é o Dia do Escritor.
Enquanto o Capeta voava na moto, na toca alguém o esperava.
Quem esperava o Capeta na toca?
sexta-feira, 24 de julho de 2020
COMETAS E LUA BRILHAM NO CÉU. E O HOMEM?
Mais um cometinha metido a besta parece querer desbancar a beleza do Halley.
O Halley, que apareceu pela primeira vez aos olhos humanos há
240 a.C, mede a besteirinha de 11 quilômetros.
Eu nunca ouvi falar nesse tal de Neowise, que há dois ou
três dias, começou a dar a cara no céu da Paraíba. No céu paulista está desde
ontem 23.
Bonito que só, o Halley tem cabeleira e cauda. Seu brilho é
incrível. Vaidoso, o Halley apareceu duas vezes no século passado. A primeira
em 1910, e a segunda, em 1986.
Meninos, eu vi!
O Neowise eu não vi nem verei, até porque já não tenho luz
nos olhos.
E a lua, hein?
No começo da tarde do dia 24 de julho de 1969, três homens
desceram do céu numa geringonça e caíram nas águas do Pacífico. Minutos depois,
soldados da marinha norte americana acorreram ao local e resgataram os três
homens: Armstrong, Aldrin e Collins.
Esses homens foram os primeiros a chegar à lua. Armstrong, o
primeiro a pisar no solo lunar, à 0h24min. O segundo, Aldrin, cerca de 20 minutos
depois.
Armstrong e Aldrin permaneceram explorando o solo do nosso
único e belo satélite durante quase 22 horas. Enquanto um colhia fragmentos
lunares, o outro fincava a bandeira dos EUA no coração da Lua.
Nesse ínterim, Collins girava com sua geringonça entorno da
lua. Foi ele o responsável pelo resgate de Armstrong e Aldrin.
Essa foi a primeira e mais importante missão espacial
realizada pelos norte-americanos. Isso quer dizer que os americanos do Norte
ganharam a corrida espacial travada contra os soviéticos, que ficaram fulos da
vida.
Entre 1959, apogeu da Bossa Nova, e 1973 os EUA investiram
pouco mais de 130 bilhões de dólares, em custos atuais.
A ida do homem à lua foi dolorosa para os poetas românticos.
Muitas músicas sobre a lua foram compostas e gravadas por
artistas do mundo inteiro. Algumas muito engraçadas como Eu Vou pra Lua, do
belenense Ary Lobo (1930-80). Ouça:
Pouco antes de o homem pisar na lua, Helena dos Santos
compôs para Roberto Carlos gravar, Na Lua não Há, uma bobagem jovem guardista.
Ouça: https://www.youtube.com/watch?v=H-uN2_kjYVA
Até eu e Téo Azevedo compusemos uma pequena joia sobre a lua,
dedicada à minha caçula, Clarissa. Essa música, gravada pela cantora mineira
Fatel, integrou a trilha sonora do filme franco-brasileiro, Saudade do Futuro.
Ouça:
Revistas e jornais do mundo inteiro registraram essa grande façanha. Pois é, parece que foi ontem.
Armstrong, Aldrin e Collins deixaram a terra rumo à lua na
manhã de 16 de julho de 1969. Quatro dias depois, eles já estavam lá.
Os três partiram na fase da lua Nova e voltaram na lua
Crescente.
Ora estamos em lua Nova.
Curiosidade: Armstrong, Aldrin e Collins nasceram no ano de
1930.
Armstrong morreu no mês do folclore, em 2012.
Aldrin ficou meio doido, lelé da cuca, e de tanto encher a
cara, viciou-se no álcool.
Ah sim: o Halley, com sua beleza resplandecente, deixar-se-á
ver a olho nu em 2061.
Quanto ao Neowise, posso dizer o seguinte: quem o viu, viu.
Metido a besta como eu disse lá em cima só voltara a se amostrar daqui a 6800
anos. Ô bicho besta!
No acervo do Instituto Memória Brasil, IMB, há uma
quantidade enorme de jornais, revistas (foto ao lado), livros, folhetos de
cordel e músicas, muitas músicas, que tratam da lua e de outros corpos celestes.
O Halley inspirou o sambista Benito de Paula a compor a joinha
aí abaixo:
quinta-feira, 23 de julho de 2020
BRASIL MAIS POBRE SEM SÉRGIO RICARDO
O nosso país tão querido, tão espoliado, continua vivendo quando não na
unha de políticos, na unha do destino.
Foi isso o que ocorreu, mais uma vez, no campo da nossa música popular.
Estou triste.
Hoje cedo, fiquei sabendo do passamento involuntário e irreversível do
cantor, compositor, pianista, violinista, escritor, pintor, cineasta brasileiro
Sérgio Ricardo.
Sérgio era paulista de Marília, da safra de 1932.
Bom de papo, bom de copo, Sérgio deixou marca própria e definitiva do
melhor que há na Música Popular Brasileira.
Sempre mantive bom contato com Sérgio.
Eu gostava do papo do Sérgio, da música do Sérgio.
Há uns anos eu o levei pra contar sua história em público, num projeto
que tive aprovado numa instituição do Ceará. Comigo foram o jornalista José
Hamilton Ribeiro, o compositor violinista Théo de Barros e ele, Sérgio, pra
falar sobre os tumultuados anos de 1960.
É como eu disse, escrevi muito a respeito do
Sérgio. Clique: https://www.yumpu.com/pt/document/view/12995388/especial-cultura-popular-jornalistas-cia
UM CIDADÃO DO MUNDO
![]() |
| Pela ordem, Bill, Assis e Paulo Vanzolini, em São Paulo |
Mais de 15 milhões de pessoas já foram contaminadas pelo novo vírus.
Só nos EUA, os mortos já passam de 140 mil. No Brasil, mais de 84 mil.
Cientistas de todo canto procuram desesperadamente antidoto que acabe com a Covid-19, gerada pelo vírus.
A pandemia parece ter parado o mundo.
Tudo está mudando. Parece não, parou.
Profissionais atendem demandas a partir no lugar onde moram. Fazem o que chamam de Home Office. Jornalistas, inclusive.
Bill Hinchberger é um norte americano nascido em Los Angeles.
Formado em Ciências Políticas pela Universidade de Berkeley, California, mas logo cedo ganhou o mundo escrevendo para jornais e revistas, sem esquentar assento. Já esteve em mais de 50 países, sempre levantando dados para as suas reportagens.
A primeira vez que Bill Hinchberger esteve no Brasil foi em 1986. Por aqui, ficou mais do que o tempo desejado. Entrevistou Lula, Fernando Henrique e outros grandes políticos e economistas brasileiros.
É dele uma das mais bonitas entrevistas cedidas pelo escritor baiano Jorge Amado (1912-2001).
Seus textos já foram publicados em jornais de várias partes do mundo.
![]() |
| Jorge Amado e Bill, na Bahia |
Antes da pandemia que ora o mundo vive, Bill Hinchberger estava formando turmas de jornalistas investigativos na África do Sul e de outros países do Continente africano. Antes disso, ele ministrou cursos de extensão em Jornalismo, na Sorbonne.
Bom de conversa, Bill ouve, fala e escreve em inglês, francês, espanhol e português.
Alto, fora do esquadro considerado normal entre as pessoas de estatura mediana, Bill Hinchberger é informal, e fácil, fácil, faz amizade com todo mundo.
Cultura popular é uma das coisas que mais Bill gosta. "A música brasileira é muito rica, é muito bonita", diz ele.
Fez amizade com o cientista e compositor Paulo Vanzolini (1925-2013), Téo Azevedo, Ibys Maceioh, Bráulio Tavares, Tom Zé, Ze Kéti (1921-99), Sebastião Marinho, Andorinha, Oliveira de Panelas, Mocinha de Passira, Luzivan Ferreira, Inês Tavares e tantos outros.
Viva Bill!
Quer saber mais um pouco? Clique:
No próximo dia 29, às 20:30, Bill participará do programa Em Quarentena, ao vivo, de Carlos Sílvio.
INSTITUTO MEMÓRIA BRASIL, IMB.
Clique:https://institutomemoriabrasil.com.br/
quarta-feira, 22 de julho de 2020
MAIS UM SANFONEIRO NO CÉU
![]() |
| Pinto do Acordeon e o seu biografo, Onaldo Queiroga |
O poeta do acordeon, Pinto, morreu no começo da madrugada de ontem 21. O fato se deu numa enfermaria do hospital Beneficência Portuguesa, cá em sampa.
Seu corpo foi velado em João Pessoa e sepultado em Patos, no sertão paraibano.
Pinto do Acordeon, de batismo, Francisco Ferreira Lima, nasceu em fevereiro de 1948. O lugar onde isso se deu foi Conceição, cidade do Vale do Piancó. Tinha, pois, 72 anos de idade quando um câncer o levou para reencontro com Luiz Gonzaga, Sivuca, Dominguinhos e outros e outros sanfoneiros que já há anos fazem festa no Céu (https://assisangelo.blogspot.com/2013/05/pinto-do-acordeon-no-programa-do-jo.html)
Em 2015, o juiz de direito e apreciador da música popular, Onaldo Queiroga, publicou o livro Por Amor ao Forró. O livro começa com uma bela entrevista de Onaldo com Pinto.
Há vários depoimentos de artistas sobre o famoso sanfoneiro.
Sobre Pinto do Acordeon, Onaldo Queiroga inseriu um texto meu no seu livro.
Na noite de 2013, o ator e ex apresentador de televisão Jô Soares recebeu no seu extinto programa, na Globo, Pinto para uma entrevista. Acompanhe:
FLORESTAN FERNANDES: 100 ANOS
O sociólogo paulistano Florestan Fernandes nasceu há exatamente 100 anos, isto é: no dia 22 de julho de 1920. De origem humilde, Florestan nem chegou a conhecer o pai. Filho único, comeu pão que o diabo amassou. Foi engraxate, garçom e tal. Formou-se na USP. Deixou uma obra fascinante e seis filhos. Com um deles, Florestan Fernandes Junior, cheguei a trabalhar na Tv Manchete, O Globo. O velho Florestan é até hoje um orgulho para o Brasil.
segunda-feira, 20 de julho de 2020
BRASIL TRISTE E FEIO QUE NOS FAZ CHORAR
No começo da tarde do dia 20 de julho de 1969, Apollo 11 já tinha tomado impulso e ganhado o espaço profundo em direção à lua.
Pois é, 51 anos depois de o homem por os pés no solo lunar, o solo terrestre continua minado, sendo destruído pelos pés e mãos humanos.
Na Amazônia é fogo só, só.
Até o ano de 2050, quando o homem já estiver em marte, a terra estará com quase dez bilhões de pessoas sofrendo, passando fome, se desgraçando. Claro, se não explodir antes.
O futuro não promete coisa boa para nós, terráqueos.
Os cabeções da Economia dizem que a pandemia pode levar o número de miseráveis a casa do bilhão. No momento, esse número já passa de 850 milhões.
Em pleno terceiro milênio, o Brasil mostra ao mundo que tem no seu quadrado cerca de 100 milhões de pessoas sofrendo por não ter o básico, além do alimento: tratamento de esgoto.
Até luz elétrica ainda falta nos grotões do Brasil.
Dados do IBGE indicam que mais de 30 milhões de pessoas também não tem água limpa pra beber.
Essas e outras chagas estão sendo escancaradas pela pandemia.
O Brasil está atrasado em tudo, tecnologicamente, cientificamente, educacionalmente.
Meu amigo, minha amiga, você sabia que há mais de 40 milhões de brasileiros e brasileiras vivendo do que recolhe nos lixões espalhados País afora? Pois, é.
São quase três mil lixões em quase três mil cidade brasileiras.
Em 1974, eu era repórter do jornal O Norte, da Paraíba. Neste jornal, que virou portal na internet, publiquei uma reportagem contando as agruras do povo que vive do lixo (chamada de 1º página, ao lado).
O Brasil não é só um Brasil.
O Brasil são vários Brasis, cheios de desigualdade e irracionalidade.
O poeta popular Patativa do Assaré (1909-2002) escreveu um poema a que deu o título de Brasí de cima, Brasí de baxo.
A cantora Elza Soares nos alerta quando canta o samba estilizado Brasis, de Seu Jorge, Gabriel Moura e Jovi Joviniano (acima, ouça).
No dia 27 de dezembro de 1947, o poeta, professor, tradutor e crítico de arte pernambucano, Manuel Bandeira (1886-1968), escreveu um poema intitulado O Bicho, cuja leitura dói profundamente na nossa alma. Leia:
O Bicho
Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem.
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem.
domingo, 19 de julho de 2020
EDUCAÇÃO EM PRIMEIRO LUGAR
O Brasil é um País muito novo.
Do ventre do Brasil mulher surgiram brasileiros incríveis, depois que D. João VI deixou a sua terra pela nossa, corrido de Napoleão.
Nas suas memórias, Napoleão Bonaparte (1769-1821) disse que D. João VI (1767-1826) foi o único cara que lhe passou a perna. Disse isso baseado no fato de que D. João o enrolava enquanto ganhava tempo para a fuga que planejava ao Brasil.
Nesta nossa Terras Brasilis nasceram Machado de Assis. E antes dele muitos outros, como José Hipólito.
Hipólito foi o fundador do primeiro jornal que trás o Brasil como tema de tudo.
Impresso em terras britânicas, o Correiro Braziliense foi o primeiro jornal brasileiro. Esse arrodeio todo que faço, tem uma razão: na cabeça do brasileiro houve sempre a vontade de ser grande como o próprio Brasil.
Leiam, além de Machado, José de Alencar, Alphonso Guimarães, Lima Barreto.
Barreto foi incrível. Um doido incrível, como Guimarães.
Faz-se importante ler o que deixou o baiano Rui Barbosa.
Rui foi político, Rui deixou pecado, Rui disputou a Presidência da República e perdeu para o Marechal Hermes.
Procurem saber dessa história.
O tempo rapidamente passou. Passou com Hermes, passou com Epitácio e chegou até Getúlio.
Getúlio, diga-se o que disser, foi o cara que criou o Ministério da Educação.
O Ministério da Educação, MEC, respira por instrumentos.
Tomara que o novo ministro, o quarto do Governo em andamento, corresponda às expectativas de todos nós.
Uma coisinha só: uma vez perguntei ao mestre Paulo Vanzolini, professor Harvard, como andava o Brasil no campo da educação. E ele respondeu: mal.
Do ventre do Brasil mulher surgiram brasileiros incríveis, depois que D. João VI deixou a sua terra pela nossa, corrido de Napoleão.
Nas suas memórias, Napoleão Bonaparte (1769-1821) disse que D. João VI (1767-1826) foi o único cara que lhe passou a perna. Disse isso baseado no fato de que D. João o enrolava enquanto ganhava tempo para a fuga que planejava ao Brasil.
Nesta nossa Terras Brasilis nasceram Machado de Assis. E antes dele muitos outros, como José Hipólito.
Hipólito foi o fundador do primeiro jornal que trás o Brasil como tema de tudo.
Impresso em terras britânicas, o Correiro Braziliense foi o primeiro jornal brasileiro. Esse arrodeio todo que faço, tem uma razão: na cabeça do brasileiro houve sempre a vontade de ser grande como o próprio Brasil.
Leiam, além de Machado, José de Alencar, Alphonso Guimarães, Lima Barreto.
Barreto foi incrível. Um doido incrível, como Guimarães.
Faz-se importante ler o que deixou o baiano Rui Barbosa.
Rui foi político, Rui deixou pecado, Rui disputou a Presidência da República e perdeu para o Marechal Hermes.
Procurem saber dessa história.
O tempo rapidamente passou. Passou com Hermes, passou com Epitácio e chegou até Getúlio.
Getúlio, diga-se o que disser, foi o cara que criou o Ministério da Educação.
O Ministério da Educação, MEC, respira por instrumentos.
Tomara que o novo ministro, o quarto do Governo em andamento, corresponda às expectativas de todos nós.
Uma coisinha só: uma vez perguntei ao mestre Paulo Vanzolini, professor Harvard, como andava o Brasil no campo da educação. E ele respondeu: mal.
sábado, 18 de julho de 2020
DE NOVO, A VELHA QUARENTENA
Tenho ouvido muitas palavras novas. Também palavras de uso passado, como pandemia e quarentena.
No dicionário da língua portuguesa há cerca 400 mil palavras. Talvez mais.
A primeira vez que ouvi a palavra "quarentena" foi ali pelo dia 25 de julho de 1969. Dias antes eu vira na TV, ainda em p&b, transmissão da chegada do homem a Lua. Na ocasião, eu passava férias em Timbaúba dos Mocós, PE.
Além de Pandemia, quando se classifica uma desgraça que a todos nos atinge, como o Novo Coronavírus, outras palavras e expressões chegam até a nos irritar pela repetição exaustiva. Exemplos: impactado, distanciamento, novo normal, isolamento social, média móvel, aplicativo, cada qual faz sua parte, furar a quarentena, cloroquina, platô, achatamento da curva, novas regras, ninguém sabe o que será depois da pandemia, lockdown, drive-thru, drivin, delivery, live, coach, home office... E os ensinamentos: lavar as mãos com água e sabão, usar álcool em gel, usar máscara de pano e/ou papel, não sair de casa, etc.
O mundo já registra mais de meio milhão de mortos.
No Brasil, estamos chegando à casa de 80 mil mortos. O número de contaminados pelo danado do vírus no mundo, já passa de 14 milhões.
No começo dos anos de 1970, o Governo Militar escondeu a Pandemia da Meningite. Foi uma desgraça!
Em 1918, a Gripe Espanhola matou mais de 35 mil brasileiros em menos de 3 meses. Um horror!
No mundo, essa gripe matou milhões.
A quarentena foi aplicada pela primeira vez na Itália, quando lá chegou a Peste Negra.
Essa palavra eu só viria a conhecer em julho de 69. Naquele ano, escutei à exaustão repórteres de rádio e televisão dizerem que Collins, Armstrong e Aldrin iriam ficar em quarentena antes de se comunicar com amigos, familiares e Imprensa.
Os astronautas ficaram 21 dias trancados, em quarentena.
Nas origens, quarentena significa 40 dias. Não se sabe, porém, se a palavra tem a ver com a Quaresma, os 40 dias que Cristo ficou no deserto ou o pós parto em que as mulheres ficam em resguardo.
Depois que a mulher dá à luz diz-se, no Nordeste, que ela descansou, que está em descanso. Depois disso, ela fica descansada e pronta pra começar tudo de novo.
Ah! Ia-me esquecendo: outra palavrinha que está enchendo o saco é B-o-l-s-o-n-a-r-o.
EXEMPLO DE EDUCAÇÃO
Nesses tempos bicudos de Pandemia, de agressão, desrespeito, roubo, em que muitos passam a perna nos outros, chega a ser louvável a notícia que dá conta de um prefeito do Interior puxar as orelhas de um filho adolescente que pisou na bola ao inscrever-se no programa Auxílio Emergencial, patrocinado pelo Governo Federal. O prefeito, Luís Cássio de Souza Andrade, Nova Soure, BA, chamou o filho para uma conversa e...
E mais do que falar, prefiro que vocês assistam o vídeo:
No dicionário da língua portuguesa há cerca 400 mil palavras. Talvez mais.
A primeira vez que ouvi a palavra "quarentena" foi ali pelo dia 25 de julho de 1969. Dias antes eu vira na TV, ainda em p&b, transmissão da chegada do homem a Lua. Na ocasião, eu passava férias em Timbaúba dos Mocós, PE.
Além de Pandemia, quando se classifica uma desgraça que a todos nos atinge, como o Novo Coronavírus, outras palavras e expressões chegam até a nos irritar pela repetição exaustiva. Exemplos: impactado, distanciamento, novo normal, isolamento social, média móvel, aplicativo, cada qual faz sua parte, furar a quarentena, cloroquina, platô, achatamento da curva, novas regras, ninguém sabe o que será depois da pandemia, lockdown, drive-thru, drivin, delivery, live, coach, home office... E os ensinamentos: lavar as mãos com água e sabão, usar álcool em gel, usar máscara de pano e/ou papel, não sair de casa, etc.
O mundo já registra mais de meio milhão de mortos.
No Brasil, estamos chegando à casa de 80 mil mortos. O número de contaminados pelo danado do vírus no mundo, já passa de 14 milhões.
No começo dos anos de 1970, o Governo Militar escondeu a Pandemia da Meningite. Foi uma desgraça!
Em 1918, a Gripe Espanhola matou mais de 35 mil brasileiros em menos de 3 meses. Um horror!
No mundo, essa gripe matou milhões.
A quarentena foi aplicada pela primeira vez na Itália, quando lá chegou a Peste Negra.
Essa palavra eu só viria a conhecer em julho de 69. Naquele ano, escutei à exaustão repórteres de rádio e televisão dizerem que Collins, Armstrong e Aldrin iriam ficar em quarentena antes de se comunicar com amigos, familiares e Imprensa.
Os astronautas ficaram 21 dias trancados, em quarentena.
Nas origens, quarentena significa 40 dias. Não se sabe, porém, se a palavra tem a ver com a Quaresma, os 40 dias que Cristo ficou no deserto ou o pós parto em que as mulheres ficam em resguardo.
Depois que a mulher dá à luz diz-se, no Nordeste, que ela descansou, que está em descanso. Depois disso, ela fica descansada e pronta pra começar tudo de novo.
Ah! Ia-me esquecendo: outra palavrinha que está enchendo o saco é B-o-l-s-o-n-a-r-o.
EXEMPLO DE EDUCAÇÃO
E mais do que falar, prefiro que vocês assistam o vídeo:
sexta-feira, 17 de julho de 2020
O BRASIL SABE O QUE QUER, ACHO
A manhã do dia 17 de julho de 1934 chegou trazendo alvíssaras: nova
Constituição, pauta reivindicatória do povo paulista. Leia-se: Revolução
Constitucionalista de 1932.
A nova Constituição garantia, como havia de garantir, liberdade e o bem
do povo.
No dia 10 de novembro de 1937, o presidente que deveria garantir o que
garantia a Constituição, Vargas, mandou prender, torturar e matar pessoas
nascidas no nosso solo.
Eram tempos dos Estado Novo.
Muita gente se lascou, no tempo de Vargas.
Entre as pessoas que se lascaram, não podemos nunca esquecer do escritor
alagoano Graciliano Ramos (1892-1953).
Graciliano é o autor da obra-prima Vidas Secas (1938), livro que narra a
triste história de uma família castigada pelas intempéries.
A diferença da Constituição de 1934 para a Constituição de 1988, a que
ora nos rege, é que o Brasil cresceu, sabe o que quer e não vai deixar que lhe
engalobem.
Nunca o Brasil teve um presidente tão mau como o atual, Bolsonaro.
Bolsonaro é um genocida, um sujeito que parece sentir prazer com a
desgraça do povo.
Mais de dois milhões de brasileiros já estão contaminados pelo novo
Coronavírus. Ele, inclusive. Coisa de “gripezinha”.
Quase 80 mil brasileiros já morreram vitimados pela Covid-19. E muito
mais ainda, infelizmente, morrerão até o fim dessa nova praga.
Bolsonaro está humilhando o Exército. Nosso brioso Exército.
Bolsonaro tem feito tudo que quer: admite, demite e quem o demitirá?
Entre os constituintes de 1934, se achava o paraibano José Pereira Lira
(1899-1985).
Lira, que foi deputado duas vezes e homem forte do governo Dutra, foi
quem motivou o baião Paraíba. Ouça acima e leia abaixo: http://assisangelo.blogspot.com/2017/03/a-revolucao-de-30-e-o-baiao-paraiba.html
ZÉ PAULO DE ANDRADE
Mais um jornalista, mais um brasileiro, é vitimado pelo tempo da
Covid-19. Tinha ele 78 anos de idade, mais de 50 dos quais dedicados à Rede
Bandeirantes de Rádio. Deixou saudades, muitas.
Outro dia, pra minha alegria ouvir na Internet o Carlos Sílvio entrevistando no seu programa Paiaiá na Conectados, o jornalista Claudio Junqueira falando sobre o livro que acabara de escrever contando a história, rica em todos os sentidos do ás do Jornalismo brasileiro: José Paulo de Andrade.
O livro do Claudio, Esse Gato Ninguém Segura - O Pulo do Gato(Ed. Letras do Pensamento; 2019, 218 págs), trás para o leitor a história incrível do mestre do Rádio José Paulo de Andrade. Recomendo a leitura.
Uma historinha: um dia o querido Manézinho Araújo, rei da embolada, pediu-me para entregar ao Zé uma medalha de ouro que ganhara do jogador de futebol Leônidas da Silva, o Diamante Negro. Isso foi feito. Manézinho era amigo de Leônidas, que era amigo de Zé Paulo de Andrade.
Outro dia, pra minha alegria ouvir na Internet o Carlos Sílvio entrevistando no seu programa Paiaiá na Conectados, o jornalista Claudio Junqueira falando sobre o livro que acabara de escrever contando a história, rica em todos os sentidos do ás do Jornalismo brasileiro: José Paulo de Andrade.
O livro do Claudio, Esse Gato Ninguém Segura - O Pulo do Gato(Ed. Letras do Pensamento; 2019, 218 págs), trás para o leitor a história incrível do mestre do Rádio José Paulo de Andrade. Recomendo a leitura.
Uma historinha: um dia o querido Manézinho Araújo, rei da embolada, pediu-me para entregar ao Zé uma medalha de ouro que ganhara do jogador de futebol Leônidas da Silva, o Diamante Negro. Isso foi feito. Manézinho era amigo de Leônidas, que era amigo de Zé Paulo de Andrade.
Lá em cima, a festa está boa com esses três cabras.
quinta-feira, 16 de julho de 2020
DE METEORISTOS A CHATÔ: UMA HISTÓRIA
Eu olho pra cima, para o céu e não vejo nada. Mas amigos e amigas olham
pra cima e veem as tantas e tantas belezas que o céu oferta.
São uns privilegiados, os meus amigos.
Ontem 15, à noite, fragmentos de um meteorito iluminaram o céu da
Paraíba, Pernambuco, Ceará e Bahia.
Fiquei morrendo de inveja só de ouvir o relato.
Lembrei-me das chuvas de meteorito, das estrelas cadente alumiando a
minha infância.
Já que não vejo com os olhos, ouço:
O rádio me dá notícia de que o Reino Unido, os EUA e o Canadá estão
acusando a Rússia de usar seu exército de hackers para subtrair dos
computadores de Oxford, e de outras universidades, apontamentos de pesquisas
que deverão levar à descoberta de uma vacina que ponha fim ao pandemônio
provocado pela pandemia gerada pelo novo Coronavírus.
Esse vale tudo é o fim do mundo.
Ouvi ontem 15, com agrado, notícia dando conta de que a rainha Elizabeth
II, da Inglaterra, encontrara-se com militares do seu Exército. Quisera ela
saber como eles estão enfrentando o vírus, que já provocou a morte de mais de
meio milhão de pessoas mundo afora.
Hoje 16 o Brasil deve cravar a triste marca de 76 mil mortos em 4 meses,
provocadas pela Covid-19.
A primeira morte provocada pela Covid no Brasil ocorreu no dia 16 de
março, em São Paulo.
Hoje 16 o Brasil deve bater a marca de dois milhões de brasileiros
contaminados pelo novo Coronavírus.
Enquanto isso, o presidente Cramunhão procura fazer de conta que está
tudo normal. Tanto que o Ministério da Saúde continua sem ministro há mais de
dois meses.
Mas ele, Bolsonaro, pegou a “gripezinha” que alardeu o tempo todo.
Sabem o que acho?
A rainha Elizabeth foi coroada em abril de 1953. Entre os convidados, o
paraibano (primeiro e único imperador da imprensa do Brasil) Assis
Chateaubriand, na intimidade chamado de Chatô. Mas ele não teve a oportunidade
de apertar a mão da rainha, na ocasião. Mas essa é outra história.
O que o céu nordestino mostrou ontem fez-me lembrar a história do
Bendegó.
Bendegó foi assim chamado o meteorito que despencou do céu atingindo um
pedaço do sertão da Bahia, em 1784. Peso: 5,3 toneladas de ferro etc. Essa
“pedrinha” ainda se acha nas dependências do quase recuperado Museu Nacional,
que pegou fogo em setembro de 2018.
A Bahia quer de volta o Bendegó.
Sobre Bolsonaro, eu acho o seguinte:
PUXINANÃ E RECIFE
Puxinanã é um município paraibano localizado a pouco mais de 150 km da
capital, João Pessoa. Hoje é dia da padroeira dessa cidade: Nossa Senhora do
Carmo. Essa santa, um dos muitos nomes de Maria mãe de Jesus, também é
padroeira do município de Recife, PE. A Capital pernambucana tem uma das mais
belas praias do Nordeste: Boa Viagem, que está sendo engolida pela erosão
política. Hoje é feriado nessas duas cidades.
ELIZETH CARDOSO, 100 ANOS
Tinha dez anos de idade, quando se viu obrigada a abandonar
os estudos para ajudar a família, constituída de pai, mãe e mais cinco irmãos.
Elizeth Moreira Cardoso nasceu no dia 16 de julho de 1920,
no Rio de Janeiro.
O pai, Jaime, era violonista e adorava levar a filha para
cantar nas festas.
Aos 16, 17 anos Elizeth saiu de casa por não suportar mais
brigar com o pai. Nessa época namorava o jogador de futebol Leônidas da Silva (1913-2004),
que entraria para a história como o Diamante Negro.
Leônidas foi o jogador mais importante da copa de 1938, mas
o pai de Elizeth não gostava disso nem dele. Por isso ela saiu de casa.
A vida dessa artista foi muito atribulada, enfrentou muitos
preconceitos.
Iniciou a carreira artística pelas mãos de Jacob do Bandolim
(1918-1969), na antiga Rádio Guanabara.
Era ainda muito jovem quando encontrou à sua porta um bebê
dentro de um cesto. Era uma menina. Não pensou duas vezes e a adotou.
Na discografia de Elizeth, a Divina, constam uns 20 discos
de 78 rpm e 40 LPs, entre os quais o intitulado Canção do Amor Demais (1958).
Esse disco, é considerado um marco da Bossa Nova.
Elizeth apresentou-se na França e gravou discos em Japão,
Portugal e Venezuela.
Um causo: ela namorava, em 1966, o sambista Ciro Monteiro.
Briga vai, briga vem entre eles, Elis Regina achou de dar pitaco. Ela retrucou:
“Se você não gosta de mim como cantora, não se intrometa na minha vida”. Consta
que Elis nutria um certo ciúme da Divina.
Elizeth Cardoso Moreira morreu em 7 de maio de 1990, de
câncer.
O acervo do Instituto Memória Brasil (IMB) abriga quase
todos os discos que Elizeth Cardoso gravou.
quarta-feira, 15 de julho de 2020
E SE BOLSONARO PEDISSE PRA SER PRESO, HEIN?
Em 1986, poucos dias depois de publicar um texto na revista Veja falando
que ganhava pouco, o capitão Jair Messias Bolsonaro era repreendido e obrigado
a puxar 15 dias de cana numa cela do exército. Na ocasião, ele servia no 8º
Grupo de Campanha Paraquedista.
Bolsonaro aposentou-se com 33 anos de idade, recebendo um soldo de 10
mil reais. À essa grana somaram-se mais 27 mil, que recebia como deputado
federal. Como presidente, a grana que embolsa passa dos 30 mil reais.
No correr das diversas fases da República, sete dos 37 ex-presidentes
foram presos. Outros quatro renunciaram ao mandato, incluindo o primeiro
(Marechal Deodoro da Fonseca; 1827-92).
Outros quatro foram depostos: Washington Luís, Getúlio Vargas, Carlos
Luz e Jango.
Ocuparam a cadeira presidencial 4 marechais: Deodoro, Floriano Peixoto,
Hermes da Fonseca e Eurico Gaspar Dutra.
Entre 1964 e 1985, vários generais aboletaram-se na disputada cadeira.
O primeiro ex-presidente preso foi Hermes Rodrigues da Fonseca
(1855-1923), o segundo Washington Luís (1869-1957), Artur Bernardes (1875), o
quarto Café Filho (1899-1970), Juscelino Kubitschek (1902-1976), Luiz Inácio
Lula da Silva (1945-) e Michel Miguel Elias Temer Lulia (1940-).
Lula e Temer foram acusados de corrupção. JK também, mas nada se provou
contra ele. Esse, aliás, foi o pretexto que os militares dos anos de chumbo
encontraram para tirá-lo de circulação.
Sobre as costas de Bolsonaro, pesam várias acusações.
No Superior Tribunal de Justiça, STJ, há processos de cassação da chapa
Bolsonaro-Mourão.
O presidente poderia renunciar ou pedir pra ser preso, até porque de
cadeia ele já entende.
Enquanto isso, no Planalto, o vice-presidente declara que vai suspender
por 120 dias as queimadas legais na Amazônia.
PRÊMIO GRÃO DE MÚSICA GANHA A INTERNET
Televisão foi uma das grandes invenções do século XX.
As primeiras experiências que levaram a invenção dessa caixinha de fazer doido, como dizia Stanislaw Ponte Preta (Sérgio Porto; 1923-1968), foram feitas por um engenheiro escocês, em 1920. Mas somente em 1923, acho que na Rússia, a TV passou a ganhar alguma forma.
A TV chegou ao Brasil pelas mãos do paraibano Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Mello (1862-1968).
Voltarei a esse assunto.
A internet como tal a conhecemos existe há vinte e cinco anos, completados hoje.
A internet é um mundo a parte neste mundo louco em que vivemos. E nestes tempos de pandemia, tem sido o caminho de grandes descobertas.
Meu amigo, minha amiga, você sabe o que é live?
Pois bem, live uma palavra de origem inglesa que significa "vivo", quer dizer, entrada ao vivo na internet ou televisão.
Todo mundo, ou quase todo mundo, faz live. Principalmente, artistas famosos e não famosos.
Roberto Carlos, Milton Nascimento, Alceu Valença, Geraldo Azevedo, Toquinho. Brasileiros e estrangeiros como Andrea Bocelli, Stevie Wonder, Lady Gaga.
É preciso fazer coisas para ocupar o tempo ocioso.
O editor José Cortez telefona pra dizer que acaba de concluir um livro sobre a sua história.
A cantora, compositora e instrumentista paraibana Socorro Lira por telefone me diz que está se tornando viciada em live.
Um dia sim, outro também, fácil, fácil, é encontrável na internet, cantando e tocando.
Socorro acaba de inaugurar na Internet o projeto Grão de Música, envolvendo dezenas de artistas Brasil afora. Da Paraíba à Tocantins, do Rio Grande do Sul ao Espírito Santo, da Bahia ao Amazonas. E assim, segundo ela, o Brasil continua vendo e aplaudindo a nossa boa música popular. Quer saber mais? Clique: https://www.youtube.com/user/graodemusica/featured
RODAS GONZAGUEANAS
Socorro Lira é uma das mais importantes e afinadas cantoras brasileiras. Veio do sertão da Paraíba para brilhar no coração da gente. Conheço Socorro desde sempre. Em 2013, eu a levei ao Rio de Janeiro como participante do projeto Rodas Gonzagueanas. Depois disso ainda tive tempo de produzir um Cd junto com o arranjador e instrumentista Jorge Ribbas, intitulado o Samba do Rei do Baião. Depois da pandemia provocada pelo novo corona vírus, a artista promete voltar a se apresentar em tudo quanto for lugar. Sem deixar as lives, claro.
As primeiras experiências que levaram a invenção dessa caixinha de fazer doido, como dizia Stanislaw Ponte Preta (Sérgio Porto; 1923-1968), foram feitas por um engenheiro escocês, em 1920. Mas somente em 1923, acho que na Rússia, a TV passou a ganhar alguma forma.
A TV chegou ao Brasil pelas mãos do paraibano Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Mello (1862-1968).
Voltarei a esse assunto.
A internet como tal a conhecemos existe há vinte e cinco anos, completados hoje.
A internet é um mundo a parte neste mundo louco em que vivemos. E nestes tempos de pandemia, tem sido o caminho de grandes descobertas.
Meu amigo, minha amiga, você sabe o que é live?
Pois bem, live uma palavra de origem inglesa que significa "vivo", quer dizer, entrada ao vivo na internet ou televisão.
Todo mundo, ou quase todo mundo, faz live. Principalmente, artistas famosos e não famosos.
Roberto Carlos, Milton Nascimento, Alceu Valença, Geraldo Azevedo, Toquinho. Brasileiros e estrangeiros como Andrea Bocelli, Stevie Wonder, Lady Gaga.
É preciso fazer coisas para ocupar o tempo ocioso.
O editor José Cortez telefona pra dizer que acaba de concluir um livro sobre a sua história.
A cantora, compositora e instrumentista paraibana Socorro Lira por telefone me diz que está se tornando viciada em live.
Um dia sim, outro também, fácil, fácil, é encontrável na internet, cantando e tocando.
Socorro acaba de inaugurar na Internet o projeto Grão de Música, envolvendo dezenas de artistas Brasil afora. Da Paraíba à Tocantins, do Rio Grande do Sul ao Espírito Santo, da Bahia ao Amazonas. E assim, segundo ela, o Brasil continua vendo e aplaudindo a nossa boa música popular. Quer saber mais? Clique: https://www.youtube.com/user/graodemusica/featured
RODAS GONZAGUEANAS
Socorro Lira é uma das mais importantes e afinadas cantoras brasileiras. Veio do sertão da Paraíba para brilhar no coração da gente. Conheço Socorro desde sempre. Em 2013, eu a levei ao Rio de Janeiro como participante do projeto Rodas Gonzagueanas. Depois disso ainda tive tempo de produzir um Cd junto com o arranjador e instrumentista Jorge Ribbas, intitulado o Samba do Rei do Baião. Depois da pandemia provocada pelo novo corona vírus, a artista promete voltar a se apresentar em tudo quanto for lugar. Sem deixar as lives, claro.
terça-feira, 14 de julho de 2020
AMOR EM TEMPOS DE PANDEMIA
Fala-se de pandemia no mundo inteiro, de todas as formas.
Mas o manual escrito pelo indiano, não traz só a indicação do prazer em
posições diversas entre uma pessoa e outra. Tem ensinamento, nisso tudo. Tem
sabedoria, conhecimento, ou tentativa de conhecimento entre pessoas. Filosofia.
A pandemia desperta atenções e perigos.
Recomendam-se tudo sobre a pandemia gerada pelo novo Coronavírus.
Diz-se: faça isso, faça aquilo. Tome cuidado. Precavenha-se.
Tudo é dito a favor de todos, sobre a peste pandêmica provocada pelo
novo Coronavírus.
O homem dorme, o homem acorda.
A mulher dorme, a mulher acorda.
Todos dormimos e acordamos, imaginando que estaremos sempre no amanhã.
O amanhã é sorrir, e chorar, é tossir, é ter dor de barriga. É também
planejar, imaginar um futuro positivo pra si, pra nós, pra todos.
O homem e a mulher vivem, de preferência em paz um com o outro.
Rádio e televisão orientam as pessoas a se comportarem bem diante da
loucura epidêmica que todos nós vivemos, hoje.
Fala do negro, fala do branco, que bom.
Que bom que falássemos de igual pra igual, que entendêssemos o branco e
o negro como pessoas iguais a nós: negros e brancos, brancos e negros. Ricos e
pobres, também.
É tabu falar da urgência humana, em/ou/sobre determinados pontos.
Trezentos anos depois de Cristo, um indiano incrível cujo o nome não me
lembro, escreveu uma espécie de manual que hoje conhecemos como Kama Sutra.
Esse manual traz mais de 500 posições sexuais, praticadas por um homem e
uma mulher.
Consegui, eu, exercitar 4 ou 5 só do que consta desse manual. Papai e
mamãe etc.
Mas o manual escrito pelo indiano, não traz só a indicação do prazer em
posições diversas entre uma pessoa e outra. Tem ensinamento, nisso tudo. Tem
sabedoria, conhecimento, ou tentativa de conhecimento entre pessoas. Filosofia.
Pergunto, neste tempo terrível de pandemia provocada pelo novo
Coronavírus: por que a imprensa e intelectuais e especialistas não falam, não
dão orientação, sobre a questão mais simples do mundo. Um homem e uma mulher se
amando, procriando com prazer. Tão simples.
Por que não se fala de sexo, neste tempo duro de pandemia, em que poucos visitam poucos?
Tabu é tabu e como tabu não é bom, isso precisa ser quebrado.
O tabu precisa ser quebrado, inclusive no tocante sexo.
Em abril de 1980, a TV Globo inaugurou o programa Tv Mulher. Nesse programa, a paulistana Marta Suplicy apresentava um quadro em que falava sobre sexo, educação sexual, para todos. É por ai.
Outro dia o novo ministro da Educação, Milton Ribeiro, meteu o pau numa universidade do Rio de Janeiro. Ele fez crer que a universidade era uma espécie de Sadoma e Gomorra. Ai, ai, ai, pelo jeito estamos lascados.
Em abril de 1980, a TV Globo inaugurou o programa Tv Mulher. Nesse programa, a paulistana Marta Suplicy apresentava um quadro em que falava sobre sexo, educação sexual, para todos. É por ai.
Outro dia o novo ministro da Educação, Milton Ribeiro, meteu o pau numa universidade do Rio de Janeiro. Ele fez crer que a universidade era uma espécie de Sadoma e Gomorra. Ai, ai, ai, pelo jeito estamos lascados.
MÁRIO SOUTO MAIOR, 100 ANOS
Estudiosos da cultura popular brasileira são, podemos dizer, uma raça em extinção.
O pernambucano de Bom Jardim Mário Souto Maior foi uma espécie de Câmara Cascudo. Levava a sério tudo o que fazia, principalmente no que se referia às coisas do cotidiano popular.
Deixou mais de meia centena de livros publicados, entre os quais Dicionário do palavrão e termos afins. Proibido pela ditadura militar, esse livro só chegaria às mãos dos leitores no começo dos anos 1980.
O dicionário do palavrão tem cerca de 3.500 verbetes. Similares da França e da Alemanha registram mais ou menos 9.000 termos de baixo calão. Mas foi um começo. Quem sabe um dia teremos um livro mais completo reunindo a baixaria popular.
Tive a alegria de ter um dos meus livros prefaciados por Mário. Esse livro, Dicionário Catrumano (1966), eu escrevi em parceria com o violeiro cantador Téo Azevedo. É um livro que reúne cerca de 3.000 palavras até então não dicionarizadas.
Dois anos depois foi a minha vez de prefaciar um livro de Mário: Orações que o povo reza (Ibraza, 1998). Mário Souto Maior nasceu em 14 de julho de 1920. Há cem anos, portanto; e morreu em 25 de novembro de 2001, em Olinda (PE).
O acervo do Instituto Memória Brasil (IMB) tem quase todos os livros dele.
CORNÉLIO PIRES E POLÍTICA
Eu já disse e repito: Cornélio Pires foi um brasileiro muito importante.
De família humilde, e numerosa, Cornélio deixou sua terra natal (Tietê, Sp) pra tentar a faculdade de Farmácia em São Paulo, Capital. Foi reprovado e encontrou o caminho profissional pra se fazer presente na vida.
Poeta, contista, humorista, tinha uma visão muito clara do Brasil, mesmo depois que se fosse, o que ocorreu em 1958.
Em 1910, Cornélio trabalhou na campanha do baiano Rui Barbosa (1849-1923) à presidência da República.
Rui teve formando a sua chapa o então governador de São Paulo, Albuquerque Lins (1852-1926). Perdeu para o marechal gaúcho Hermes da Fonseca (1855-1923).
A campanha da presidência da República de 1910 foi braba.
Cornélio Pires exerceu também a profissão de jornalista em Folha de S.Paulo, Cidade de Santos, O Movimento (São Manuel, Sp), O comércio (Sp), e revistas, O Pirralho, O Saci e o Maio, essa última do Rio de Janeiro.
O Maio foi fundado em 1902 e durou até 1954, coincidentemente, o ano da morte do segundo presidente gaúcho, Getúlio Vargas.
Há quem me pergunte por que falo tanto de política neste Blog. Simples, a vida é arte e arte é política.
Curiosidade: Hermes da Fonseca, o terceiro marechal presidente, foi o primeiro ex-presidente a ser preso. Depois dele, mais sete. O último, Temer.
Voltarei ao assunto.
Cornélio Pires deicou como legado dois filmes: Brasil Pitoresco (1923) e Vamos Passear (1934). Fora isso, 23 livros e 52 discos de 78 RPM produzidos de modo independente entre 1929 e 1931.
A obra de Cornélio se acha no Instituto Memória Brasil (IMB).
.
De família humilde, e numerosa, Cornélio deixou sua terra natal (Tietê, Sp) pra tentar a faculdade de Farmácia em São Paulo, Capital. Foi reprovado e encontrou o caminho profissional pra se fazer presente na vida.
Poeta, contista, humorista, tinha uma visão muito clara do Brasil, mesmo depois que se fosse, o que ocorreu em 1958.
Em 1910, Cornélio trabalhou na campanha do baiano Rui Barbosa (1849-1923) à presidência da República.
Rui teve formando a sua chapa o então governador de São Paulo, Albuquerque Lins (1852-1926). Perdeu para o marechal gaúcho Hermes da Fonseca (1855-1923).
A campanha da presidência da República de 1910 foi braba.
Cornélio Pires exerceu também a profissão de jornalista em Folha de S.Paulo, Cidade de Santos, O Movimento (São Manuel, Sp), O comércio (Sp), e revistas, O Pirralho, O Saci e o Maio, essa última do Rio de Janeiro.
O Maio foi fundado em 1902 e durou até 1954, coincidentemente, o ano da morte do segundo presidente gaúcho, Getúlio Vargas.
Há quem me pergunte por que falo tanto de política neste Blog. Simples, a vida é arte e arte é política.
Curiosidade: Hermes da Fonseca, o terceiro marechal presidente, foi o primeiro ex-presidente a ser preso. Depois dele, mais sete. O último, Temer.
Voltarei ao assunto.
Cornélio Pires deicou como legado dois filmes: Brasil Pitoresco (1923) e Vamos Passear (1934). Fora isso, 23 livros e 52 discos de 78 RPM produzidos de modo independente entre 1929 e 1931.
A obra de Cornélio se acha no Instituto Memória Brasil (IMB).
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segunda-feira, 13 de julho de 2020
HOJE É DIA DE CORNÉLIO PIRES
Bolsonaro tá quietinho, por que será?
Acabo de ouvir no jornal da TV, notícia dando conta de que o acusado de
matar a vereadora Marielle Franco acaba de ser indiciado, formalmente, pelo
crime. O cara, Ronnie Lessa, também é acusado de trafico internacional de
armas. Pesadas.
O repórter conta que o Brasil está batendo recordes de tráfico de
armamento. Por que será, hein?
Na Bahia, acaba de ser reconstituído o assassinato do miliciano Adriano
de Nóbrega. Queima de arquivo?
Já se encontra em casa, no Rio, o badalado Queiroz. Ele está com
tornozeleira por deferência do presidente do STJ, Otávio de Noronha. Esse
Otávio também foi uma mãe para a mulher do Queiroz, Márcia. Ela está cuidando
do maridão, no seu lar doce lar.
E o Bolsonaro, hein?
Bolsonaro sempre estimulou a população a se armar até os dentes. E, pelo
jeito, o estímulo está surtindo efeito.
Ontem 12, uma menina de 14 anos foi morta por uma amiga a tiros. Isso
aconteceu em Mato Grosso. Por acaso.
A menina que matou a amiga, usou uma das sete armas de vários calibres, que o pai guardava em casa. Que tal?
A menina que matou a amiga, usou uma das sete armas de vários calibres, que o pai guardava em casa. Que tal?
O Brasil vive um momento terrível, de pandemia, de mata pegando fogo e de presidente sem
noção.
O Brasil já chegou a mais da metade do número de mortos registrados por
Covid-19 nos EUA. Placar atual: 72 mil Br a 137 mil Eua.
Quem foi pego pelo vírus e dele escapou do hospital, tem muita história
pra contar. Ouço isso todos os dias, no rádio e TV. Depoimentos que arrepiam.
Agora mesmo, acabo de receber um telefonema de um amigo querido, o juiz de direito Onaldo Queiroga, dizendo
ter renascido no dia 10 deste mês. Foi uma experiência única. Ele aproveita pra dizer, melhor, recomendar,
que as pessoas se cuidem, tomem juízo. “A Covid não é brincadeira, não.
Cuidem-se!”.
Em 1918, houve pandemia provocada pela gripe espanhola. E nesses três
meses, pelo menos 35 mil pessoas morreram no país.
O paulista Cornélio Pires escapou daquela pandemia.
Cornélio foi um dos artistas mais importantes do Brasil. Foi ele o primeiro produtor musical e criador de uma série de discos que leva o seu nome.
Cornélio foi um dos artistas mais importantes do Brasil. Foi ele o primeiro produtor musical e criador de uma série de discos que leva o seu nome.
Ele era um homem simples, da paz, nunca andou armado. Não casou, não
teve filhos, mas acreditou profundamente num Brasil melhor.
Cornélio nasceu no dia 13 de julho de 1884. Leia
mais: https://assisangelo.blogspot.com/2019/12/os-90-anos-da-moda-de-viola-passam-em.html
domingo, 12 de julho de 2020
EDUCAÇÃO NA MARRA
Terça 7 ouvir o guru do Bolsonaro, um tal Olavo não sei do quê, dizendo ser preciso acabar com o Ministério da Educação. Segundo ele, "só dá prejuízo".
Quinta 9 ouvir o próprio Bolsonaro dizer, na sua live semanal, que "educação é um simbolismo".
Sábado 11 e hoje ouvir no rádio notícia dando conta de que o novo Ministro da Educação, Milton Ribeiro, é a favor da educação pela dor.
Essa metodologia, o conhecimento pela dor, eu conheci num passado já remoto.
Eu era estudante de colégio interno, em João Pessoas, PB. Qualquer coisa fora do esquadro, eu era castigado pela palmatória e por milhos sobre os quais professores obrigavam a me ajoelhar. De braços abertos, diante de uma classe passiva. Doía como o Diabo.
Jamais vou me esquecer disso e tomara que isso jamais volte às salas de aula.
O Ministério da Educação foi criado em novembro de 1930, pelo gaúcho Getúlio Vargas.
O mineiro Francisco Luís da Silva Campos (1891-1968) foi o primeiro titular dessa pasta. O segundo foi Gustavo Capanema (1900-85), que convidou outro mineiro que para lhe auxiliar: Carlos Drummond de Andrade, que todo mundo conhece e já deveria ter lido. Ele foi o Chefe de Gabinete de Gustavo.
A ideia desse Ministério era educar, formar pessoas nos mais diversos ramos da vida.
O tempo passa e Bolsonaro surgiu no meio da vida como a pedra do famoso poema de Drummond, que começa assim:
No meio do caminho tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meio do caminho
Tinha uma pedra
No meio do caminho tinha uma pedra
Nunca me esquecerei desse acontecimento
Atualmente, há, no Brasil, mais de 50 milhões de estudantes.
Nunca tantos estudantes sofreram tanto no País, como agora.
Meu amigo, minha amiga, você sabia que há pelo menos 11,3 milhões de brasileiros completamente analfabetos?
Você, meu amigo, minha amiga, sabia também que atualmente há quase 40 milhões de brasileiros formados funcionais?
Tudo bem que Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro e Zé Limeira entre tantos e tantos artistas da nossa terra, não frequentaram bancos escolares. Mas essa é outra história...
Aliás, pouca gente sabe, mas os versos "ano passado eu morri, mas esse ano eu não morro", que Belchior usou na música Sujeito de Sorte, são de autoria do velho Zé Limeira.
Quinta 9 ouvir o próprio Bolsonaro dizer, na sua live semanal, que "educação é um simbolismo".
Sábado 11 e hoje ouvir no rádio notícia dando conta de que o novo Ministro da Educação, Milton Ribeiro, é a favor da educação pela dor.
Essa metodologia, o conhecimento pela dor, eu conheci num passado já remoto.
Eu era estudante de colégio interno, em João Pessoas, PB. Qualquer coisa fora do esquadro, eu era castigado pela palmatória e por milhos sobre os quais professores obrigavam a me ajoelhar. De braços abertos, diante de uma classe passiva. Doía como o Diabo.
Jamais vou me esquecer disso e tomara que isso jamais volte às salas de aula.
O Ministério da Educação foi criado em novembro de 1930, pelo gaúcho Getúlio Vargas.
O mineiro Francisco Luís da Silva Campos (1891-1968) foi o primeiro titular dessa pasta. O segundo foi Gustavo Capanema (1900-85), que convidou outro mineiro que para lhe auxiliar: Carlos Drummond de Andrade, que todo mundo conhece e já deveria ter lido. Ele foi o Chefe de Gabinete de Gustavo.
A ideia desse Ministério era educar, formar pessoas nos mais diversos ramos da vida.
O tempo passa e Bolsonaro surgiu no meio da vida como a pedra do famoso poema de Drummond, que começa assim:
No meio do caminho tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meio do caminho
Tinha uma pedra
No meio do caminho tinha uma pedra
Nunca me esquecerei desse acontecimento
Atualmente, há, no Brasil, mais de 50 milhões de estudantes.
Nunca tantos estudantes sofreram tanto no País, como agora.
Meu amigo, minha amiga, você sabia que há pelo menos 11,3 milhões de brasileiros completamente analfabetos?
Você, meu amigo, minha amiga, sabia também que atualmente há quase 40 milhões de brasileiros formados funcionais?
Tudo bem que Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro e Zé Limeira entre tantos e tantos artistas da nossa terra, não frequentaram bancos escolares. Mas essa é outra história...
Aliás, pouca gente sabe, mas os versos "ano passado eu morri, mas esse ano eu não morro", que Belchior usou na música Sujeito de Sorte, são de autoria do velho Zé Limeira.
sábado, 11 de julho de 2020
ZÉ LIMEIRA DO BRASIL
Foi poeta, foi o diacho. Até compositor de boa música, ele foi.
Era crítico da vida cotidiana, do comportamento , da nossa gente, do nosso povo, do Governo, Duvida?
Ouça, acima música para lavar a alma.
Nasceu em Campina, PB, viveu em Recife, PE, trabalhou em Brasília, BR, e morreu em João Pessoa, capital da Paraíba.
Escreveu em tudo quanto foi jornal.
Esse cara foi incrível. Foi, como se diz, um amigo de graça, daqueles que chegam de repente e ficam.
Estou falando do jornalista, advogado, poeta, tomador de café e admirador e respeitador de mulher Orlando Tejo.
Orlando morreu aos 83 anos, mas é como se não tivesse crescido: foi menino o tempo todo. Casou, teve 3 filhos.
Ele morreu no dia 1° de julho de 2018.
O mundo escureceu, quando ele morreu. Foi de madrugada.
Se dependesse de mim gente boa, bonita e inteligente não morreria nunca.
Conheci Orlando Tejo no tempo do jornal O Norte, de João Pessoa. Foi nesse jornal, aliás, que eu comecei a abrir os olhos para o mundo.
Quantas vezes eu, Orlando, Evandro Nóbrega e Gonzaga Rodrigues, meu professor de vida e arte, sentávamos nos bancos dos bares pra tomar café e falar de coisas que eu nem direito sabia.
Há uns oito, nove anos, encontrei-me por acaso com o Gonzaga, descendo a ladeira de onde havia a majestosa Rádio Tabajara, ali onde fica o Tribunal de Justiça de João Pessoa. Mas essa é outra história.
Orlando estava sempre com uma pasta debaixo do braço, ali pelos anos 1971,72. Nessa pasta se achavam os originais do livro Zé Limeira, O Poeta do Absurdo, que seria publicado pela gráfica de O Norte.
Meu nome se acha entre os citados nessa edição. E das outras.
Numa edição do semanário O Movimento, SP, escrevi matéria de página inteira sobre Limeira, o mais fantástico repentista de que se tem notícia na história da Cantoria do mundo. Personagem do Orlando.
Clique: https://pt.calameo.com/read/001893073d3434bca0876
Quer saber mais, clique:
sexta-feira, 10 de julho de 2020
VAI DAR EM PIZZA A RACHADINHA BOLSONARO?
Todo calendário que se preze, traz datas comemorativas.
O calendário de datas
comemorativas do Brasil nos lembra que hoje é o Dia Nacional da Pizza.
Não assino embaixo, mas há
muita gente que se diz pesquisador e passa adiante a informação de que a pizza
surgiu, pela primeira vez, no Egito, na Grécia, e até mesmo na China do sorvete
e do novo Corona vírus. E dos chineses, claro.
Não dá pra contar, mas é
possível que milhões de pizzas sejam assadas e consumidas todos os dias por sei
lá quantos milhares ou milhões de pessoas em São Paulo e noutros lugares Brasil
afora.
A informação mais próxima da
verdade é que a pizza chegou ao nosso País na virada do século XIX para o
século XX.
Os italianos, que devem ter
trazido essa coisinha tão gostosa de comer, foram os primeiros estrangeiros
convocados pra morar e trabalhar em São Paulo.
Há pizza de todos os sabores.
Eu prefiro todos.
Será que já há pizza de
rapadura, flor e cachaça levemente apimentada?
Pizza anda na boca de todo
mundo, inclusive de políticos.
Será que vai dar em pizza a rachadinha do filho do Bolsonaro?
Será que vai darem pizza a cassação da chapa Bolsonaro-Mourão?
Será que vai dar em pizza a CPI das Fake News?
Não foi do Bixiga, mas no bairro do Brás que surgiu o primeiro
estabelecimento de venda e consumo de pizza na Capital paulista. Foi no
Gasômetro, em 1910 (Ler o livro: Brás: Sotaques e Desmemórias, de Lourenço
Diaféria, e veja a entrevista acima).
Em 1910 nasceram dois grandes
artistas da nossa música popular: Noel Rosa, que morreu em 1937; e Adoniram
Barbosa, que morreu em 1982.
Adoniram começou a carreira
artística imitando Noel, no rádio.
Adoniram era um gozador, um
cara cheio de onda. Em 1979, ele compôs a joia Um Samba no Bixiga. Desse samba,
tem pizza e brachola voando pra todo lado. Ouça:
O ministro das Comunicações, Flávio Faria, acaba de dar entrevista em que diz que "87% da floresta amazônica é formada pela Mata Atlântica". Pois é, dá nisso não estudar.
Teremos hoje novo ministro da Educação, como prometido ontem 9 pelo presidente Bolsonaro?
quinta-feira, 9 de julho de 2020
BOLSONARO, CARNAVAL E CINZAS
Um dos maiores sucessos musicais do Carnaval de 1944 foi a marcha Eu
Brinco, do paulista Pedro Caetano (1901-92) e do mineiro Claudionor Cruz
(1910-95). Essa marcha começava assim:
Com pandeiro ou sem pandeiro
Eh eh eh eh, eu brinco
Com dinheiro ou sem dinheiro
Eh eh eh eh eu brinco...
Eh eh eh eh, eu brinco
Com dinheiro ou sem dinheiro
Eh eh eh eh eu brinco...
O Carnaval de 2021 tem data marcada: 16 de fevereiro, uma terça-feira.
Escolas de samba de vários pontos do país estão se movimentando em busca
dos seus enredos.
Não precisa ser bidu nem ter nas mãos bola de cristal pra descobrir que
o tema principal serão dois: a pandemia provocada pelo novo Coronavírus e o
vírus que é Bolsonaro.
Meu amigo, minha amiga, você saberia dizer porque o Presidente está tão
quietinho?
Chovem processos contra ele e seus pimpolhos maleducados, que são loucos
por mentira. Agora mesmo, por exemplo, o Facebook encerrou 35 contas e detonou
14 páginas ligadas ao chamado Gabinete do Ódio.
Dou um doce a quem souber da ligação da história desse gabinete, como
surgiu, quem a ele está ligado etc.
Não à toa, o Presidente anda tão quietinho.
No coração Bolsonaro mora o Gabinete do Ódio.
O titular do Ministério da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça,
está querendo o enquadramento do jornalista Hélio Schwartsman na Lei de
Segurança Nacional, LSN, só porque escreveu um artigo publicado na Folha
dizendo que queria Bolsonaro morto. Ora, ora...
Ocasião houve que Bolsonaro defendeu, em público, a tortura e o
fuzilamento do ex-presidente Fernando Henrique.
Houve também ocasião em que o mesmo Bolsonaro praguejou contra Dilma,
torcendo por sua morte na forma de infarte, também publicamente.
E agora mesmo, desrespeitando tudo e todos, o presidente ignora a
pandemia e diz que todos vão simplesmente morrer. Ele, pelo jeito, quer a morte
de todos de quem não gosta.
Se o Hélio pode ser enquadrado na LSN, porque Bolsonaro não pode ser
expelido da cadeira que ocupa?
A marcha Eu Brinco foi composta para animar os foliões do carnaval que
nada prometia, além de tristeza. Viviam-se os finais da Segunda Grande Guerra.
Em 1918, a Gripe Espanhola provocou uma pandemia dos infernos. Em menos
de três meses, morreram cerca de 35 mil brasileiros. Mesmo assim, houve um
baita carnaval nas ruas do Rio de Janeiro.
Inspirado nessa loucura, o baiano Assis Valente (1911-58) compôs esta
jóia:
REVOLUÇÃO E MINISTÉRIO SEM MINISTRO
Na manhã de 9 de julho de 1932 estourou a revolução contra o governo varguista e a favor de uma nova Constituição, que viria em 1934.
A Revolução Constitucionalista, também chamada de Guerra dos Paulistas, foi liderada pelo general Izidoro Dias Lopes (1865-1949).
Mais ou menos 200 mil paulistas e paulistanos participaram dessa Revolução.
Entre os "guerreiros", foram à luta, pelo menos 72 mil mulheres, incluindo adolescentes de ambos os sexos.
Fontes oficiais registraram 934 mortos, na Capital e em diversos municípios.
Extraoficialmente, falam-se em mais de 2200 mortos.
No livro, 1932 - Imagens de uma Revolução (2008; Imprensa Oficial Sp, 200 pags), capa ao lado, o autor, Marco Antonio Villa, diz que o número de mortos na revolução foi de 634.
Fontes norte-americanas garantem que morreram 1050 pessoas na revolução eclodida no dia 9 de julho de 1932, em São Paulo.
Essa guerra durou menos de 3 meses.
Várias músicas foram feitas sobre a revolução, que até um hino ganhou. Ouça acima.
Várias músicas foram feitas sobre a revolução, que até um hino ganhou. Ouça acima.
Getúlio Vargas (1881-1954) foi o cara que mais tempo ficou à frente da presidência da República, de 1930 à 1945, continuamente. Quer dizer: 14 anos, 11 meses, três semanas e cinco dias.
Muita coisa boa o Getúlio fez, mas não foi brinquedo não.
Ele criou os ministérios da Educação, do Trabalho, a Petrobrás...
O ministério da educação, que originalmente chamou-se ministério da Educação e da Saúde Pública, foram um dos primeiros atos do presidente que perdeu a eleição popular em 1930.
O primeiro ministro da Educação foi o mineiro Francisco Campos (1891-1968), substituído, em 1934, por Gustavo Capanema (1900-85). Curiosidade: o chefe de Gabinete de Capanema foi o poeta Carlos Drummond de Andrade (1902-87).
Capanema e Drummond permaneceram no cargo até 1945.
Faz tempo que o Brasil anda sem ministro da Educação. Pois é, né?
MEIO AMBIENTE
O vice presidente da República, General Hamilton Mourão, e a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, participaram esta manhã de uma reunião à distancia com investidores estrangeiros. A pauta principal, a destruição da Amazônia. É isso, né? Ouça:
quarta-feira, 8 de julho de 2020
HÁ 18 ANOS DESAPARECIA PATATIVA
O poeta cearense Antônio Gonçalves da Silva, famoso como Patativa do
Assaré, morreu no dia 8 de julho de 2002. O triste fato se deu na casa onde
morava, numa rua pacata ao lado da igrejinha do município onde nasceu: Assaré.
Assaré é um dos 184 municípios do Ceará, localizado no Cariri. Cariri há
2: um na Paraíba, outro n Ceará.
O topônimo assaré é de origem tupi-guarani e significa estaca ou algo que
o valhia.
Patativa, denominação de um pássaro miudinho da região, nasceu no dia 5
de março 1909. desde que ele morreu, passaram-se 18 anos exatos. Em detalhes:
passaram se 6.570 dias.
É muito bonita e extensa a obra poética do poeta assareense.
O primeiro livro de Patativa, Inspiração Nordestina, foi publicado de
modo independente em 1956. nesse livro se acha um dos seus poemas clássicos: A
Triste Partida, que Luiz Gonzaga gravou num LP em 1964. Ouça, acima.
Eu conheci Patativa do Assaré na segunda parte dos anos de 1978, quando
ele estava lançando o LP A Terra é Naturá. Esse disco, que saiu por um selo da
extinta CBS, foi produzido pelo cantor e compositor Raimundo Fagner.
Em 1999, eu publiquei o livro O Poeta do Povo - Vida e Obra de Patativa
do Assaré (Reprodução da capa, ao lado).
Anos depois Klévisson Viana, Gereba e eu compusemos uma música em sua
homenagem. Ouçam:
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