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sábado, 27 de março de 2021

ADEMILDE FONSECA, A MAIOR DO CHORO


A potiguar Ademilde Fonseca tinha 21 anos de idade em 1942 quando gravou o 1º disco de sua carreira. O disco, um 78 RPM da Columbia, trazia duas músicas: Tico Tico no Fubá, de Zequinha de Abreu; e Volte pro Morro, da dupla Benedito Lacerda e Darci de Oliveira.
Nascida no dia 4 de março de 1921 em São Gonçalo do Amarante, RN, Ademilde rapidamente tornou-se a cantora mais admirada e aplaudida com os chorinhos que interpretava, do Brasil.
Cantora nenhuma, antes dela, foi tão original ao interpretar choros.
Não dava para imitá-la. Na verdade era impossível imitá-la.
Ela cantava com a rapidez e o brilho de um raio.
Choro é um gênero musical surgido no Rio de Janeiro.
O primeiro chorão, como até hoje é chamado quem toca e canta choro, foi o funcionário público Joaquim Antônio da Silva Callado Jr. (1848-1880).
Além de dar o pontapé inicial nesse novo gênero, Callado foi também quem definiu os principais instrumentos para dar forma ao ritmo: flauta, violão e cavaquinho.
Alfredo Vianna da Rocha Filho, que todos conhecem pelo apelido de Pixinguinha, foi o músico que deu forma definitiva ao choro.
Desnecessário dizer, mas digo: Pixinguinha foi um gênio e como se não bastasse deixou como legado mais de um milhar de músicas em partitura.
É extensa a discografia de Ademilde.
A gravação mais bonita de Brasileirinho é dela, escrita por Waldir Azevedo, gravada em 1950.
Em 1952, a gravação de Brasileirinho por Ademilde foi lançada em vários países. Na França pela Decca, por exemplo.
A Decca é uma gravadora prestigiada, de origem inglesa.
Além de choro ela cantou samba, baião e até forró.
Curiosidade: Em 1950 Ademilde gravou o baião Molengo, de autoria do paraibano Severino Araújo e Aldo Cabral.
Aldo, nascido no Rio de Janeiro, era de profissão ator e jornalista. E como jornalista foi o primeiro a publicar uma reportagem sobre o futuro rei do baião, Luiz Gonzaga.
Ademilde Fonseca Delfino, esse o seu nome completo, morreu no Rio de Janeiro, no dia 27 de março de 2012.
Seu nome deveria estar no Panteão dos Heróis da Música Popular Brasileira.
Viva Ademilde!


sexta-feira, 26 de março de 2021

VACINA SIM, JÁ, IMEDIATAMENTE! (8)

A cantora e compositora pernambucana Anastácia acaba de telefonar toda feliz da vida. "Já recebi a segunda dose", disse.
Como Anastácia, famosos brasileiros continuam esticando o braço para a sempre esperada picadinha.
É isso aí, gente! 
Só os crentes de pedra e loucos sem salvação é que acham desnecessário tomar vacina. Então, tá!
Muitos jornalistas já receberam, pelo menos, a primeira dose, como Juca Kfouri, Carlos Alberto Sardenberg e tantos outros. 
Muitos artistas continuam produzindo maravilhas, mesmo diante dessa maldita pandemia. Téo Azevedo é exemplo. E Anastácia, também. 
O novo CD de Anastácia trará a participação especial de Gilberto Gil e Alceu Valença.    

VAN GOGH, UM DEPRESSIVO GENIAL

Depois de 100 anos longe dos olhos do público, um quadro do pintor holandês, Vincent Van Gogh (1853-1890), foi leiloado ontem 25 pela Sotheby's. 
O quadro pertencia a uma família francesa e alcançou a bagatela de 13 milhões de euros, equivalente a quase 100 milhões de reais. 
Van Gogh morreu muito cedo, aos 37 anos. 
Às vésperas do natal de 1889, vítima de um surto psicótico, Van Gogh decepou uma de suas orelhas. 
Todos os biógrafos de Van Gogh dizem que ele morreu pobre e sem a glória que hoje seu nome desfruta. 
É grande o número de pessoas depressivas.
No Brasil, segundo o IBGE, as vítimas de depressão chegam a 5,8 milhões de pessoas. 
No ranking, o Brasil só perde para o EUA, 5,9 milhões. 
No mundo, de acordo com a OMS, os depressivos somam 4,4.
Levando em conta que no planeta há 7,5 bilhões de pessoas... Façam as contas. 
Depressão é uma desgraça, não é brinquedo não. 
A depressão matou Van Gogh e muito mais gente de importância no mundo, incluindo músicos... 
Se o quadro Cena de Rua em Montmartre alcançou 100 milhões de reais, quanto alcançaria o quadro do fantástico, maravilhoso, genial, Di Angelus?

quinta-feira, 25 de março de 2021

JÁ SÃO 300 MIL OS MORTOS PELA COVID

Em poucos dias, em 76 dias, é como se acordássemos com a notícia de que a população inteira da segunda maior cidade do Rio Grande do Norte, Mossoró, não houvesse mais nenhum habitante. Assim, de repente.
Mossoró fica a 273 km de Natal. 
É como se todos os habitantes de Maringá amanhecessem mortos. 
Maringá fica a 349 km de Curitiba. 
A população de Mossoró e Maringá é de 300 mil habitantes, de acordo com dados do IBGE. 
Todas cidades brasileiras, como Suzano, SP, também apresentam números de habitantes idênticos a Mossoró e Maringá. 
Mossoró foi a única cidade que Lampião (1897 -1938) tentou invadir, mas não conseguiu. A população não deixou, recebendo o bandoleiro a bala. 
Maringá é uma jóia, cujo o nome foi inspirado na belíssima canção do compositor mineiro Joubert de Carvalho (1900 - 1977).
Pois é, hoje eu amanheci com uma tristeza. 
A razão da minha tristeza foram os números de mortos pela Covid-19, no Brasil: 300 mil.
Essa tragédia, claramente anunciada, para o celerado presidente da República é nada.
Pessoas para o presidente nada significam. 
Pena. 
Bolsonaro é um idiota perigoso. 
Quando o número de mortes pela Covid chegaram a 100 mil, em agosto de 2020, escrevi e gravei o poema este: 

   


Quando o número de mortes pela Covid alcançaram a casa dos 200 mil, em janeiro, no Brasil, eu também compus e gravei o poema este:

 


E agora, quando os mortos por essa peste chegam a 300 mil...

A tragédia se espalha
Apocalipticamente
Devastando nosso mundo
O nosso mundo presente
Tal tragédia só não vê 
Quem é burro ou demente
 
O Brasil está morrendo 
Morrendo sem respirar 
Hospitais estão lotados 
O que dizer, o que falar 
Os mortos se multiplicam 
Toda hora, sem parar 

E os políticos blábláblá 
Falando fala diferente 
Enrolando todo mundo 
Como faz o presidente 
Um sujeito sem vergonha 
Mentiroso, prepotente 

A pandemia já matou 
Milhares de brasileiros 
Milhares de inocentes 
Entre os quais alguns guerreiros 
Até alma penada 
Já tem pena dos coveiros

O novo coronavírus 
Já ceifou 300 mil 
Já levou gente bonita 
Gente boa, gente vil 
Mas um dia essa peste
Vai pra longe do Brasil

Leia mais:

https://assisangelo.blogspot.com/2021/01/covid-19-mata-200-mil-no-brasil.html

quarta-feira, 24 de março de 2021

NOVENTA ANOS DE PAPO PRO Á

Em tempos passados, embaixadores brasileiros eram pessoas de grandes conhecimentos históricos e até poéticos. Caso do pernambucano de Recife Oligário Mariano, autor de muitos livros e músicas.
Mariano foi Embaixador do Brasil em vários países, entre os quais Portugal.
O legado cultural desse pernambucano é inestimável.
Dentre outras músicas, é de sua autoria o clássico De Papo pro Á.
A primeira gravação da canção De Papo pro Á (ao lado) foi feita em 1931, quer dizer à 90 anos, pelo paulista de Guaratinguetá Gastão Formenti (1894-1974).
Em 1971, há exatos 50 anos, foi a vez de conjunto musical Titulares do Ritmo gravar De Papo pro Á (abaixo).
Os Titulares do Ritmo era um grupo formado por artistas portadores de deficiência visual: Francisco, Geraldo, Domingos, João, Joaquim e Sóter. 
Olegário Mariano Carneiro da Cunha, que era primo do poeta Manuel Bandeira (1886-1968), nasceu no dia 24 de março de 1889 e morreu no dia 28 de novembro de 1958, no Rio de Janeiro, RJ.

terça-feira, 23 de março de 2021

O QUE DIZER? VIVA A EDUCAÇÃO

Sexta 19, dia de São José, alunos e professoras da Escola Municipal Sobral Pinto viveram momentos grotescos, terríveis, de vida e morte. Um horror.
Os momentos de horror que ouvi no rádio tinham a ver com um tiroteio parecido com um bombardeiro. Tiro pra todo lado. E uma professora, ciente da sua missão, orientava seus alunos de 4 a 7 anos a se defenderem das balas, dos tiros, que poderiam pegá-los.
A professora da Escola Sobral Pinto, emocionou-me. A mim e à muita gente, certamente.
A tarefa de um professor, de uma professora, sempre foi de fundamental importância na nossa formação. Foi, é e sempre será.
Emocionei-me, eu disse.
A professora Lindalva Cavalcante da Hora, paranaense, sentiu completamente a importância de ser o que é: professora.
"Emocionei-me, Assis". 
Os bandidos, grosso modo falando, precisam parar com os tiroteios. Mas para parar, precisam estar trancados em algum lugar. Talvez na casa do presidente.
Aprender para ensinar, para melhor viver.
A tarefa de um professor, de uma professora, é fundamental na vida de qualquer cidadão.

O BRASIL JOVEM IGNORA O BRASIL

 

O Brasil da juventude não conhece o Brasil. Pena. 
O Brasil da juventude não conhece o Brasil vítima da ditadura militar.
Grosso modo, o Brasil jovem é ignorante.
O Brasil jovem, grosso modo, é ignorante porque a preguiça impede o acesso ao conhecimento.
Quem lê mais, sabe mais.
O paulista Monteiro Lobato (1882-1948), autor de grande conhecimento, dizia que "Um país se faz com homens e livros".
Quando ele fala de homens, entenda-se: nós, homens e mulheres, humanos.
A ignorância mata o ignorante e quem está próximo a ele.
Em 1981, o diretor de cinema João Batista de Andrade, dirigiu o filme O Homem que Virou Suco.
Desse filme, participam de forma extraordinária o ator José Drumont e o músico Vital Farias.
É filme premiado mundo afora.
Em 1972, o cantor e compositor Gonzaguinha lançou à praça a canção Comportamento Geral (ao lado).
O filme de João Batista e a música de Gonzaguinha têm tudo a ver.
No filme, o personagem fica feliz por ganhar o prêmio de "operário padrão".
A música de Gonzaguinha diz a mesma coisa. É atualíssima.
Muita gente bonita já gravou essa música, incluindo as cantoras Elza Soares (acima), Liniker, Maria Rita, Vanessa da Mata, Hananza e Mirianês Zabot. Ouça:

 

SER BRASILEIRO NÃO É FÁCIL

O mundo está se acabando. E Deus não tem nada a ver com isso.
A desgraceira novo coroniana está sufocando o mundo, de tabela o mundo matando sufocada a população de todos os quadrantes.
O Brasil, com o incentivo do Presidente Carrapato, já superou o número de mortes/dias em relação aos EUA.
Pena, pena.
É muito triste o que presenciamos, nós brasileiros.
Todos os dias, madrugadas adentro, jovens desvairados apaixonados pelo Presidente Carrapato participam de baladas e voltam pra casa para contaminar pais, avós etc.
Triste, muito triste.
A pandemia que ora grassa no mundo, não é novidade.
Pandemia o mundo já enfrentou várias vezes. E nós, habitantes deste planetinha, nada aprendemos.
Morrer é natural, mas morrer por cretinice e indução é burrice incomparável. Homérica.
Em novembro de 1978, um ditadorzinho igualzinho a Bolsonaro levou seus seguidores, centenas, a se suicidar. 
Foi em Jonestown, EUA, que isso ocorreu.
O nome desse sujeito, assassino, genocida? Jim Jones.
Jim Jones matou-se depois de induzir seus seguidores à morte.
E Bolsonaro, hein?

APENAS UMA QUESTÃO DE CEGUEIRA. E AI?

Na vida, em tudo, há sempre dois lados: o de cima e o de baixo, o preto e o branco, o gordo e o magro, o feio e o bonito...
A esquerda e a direita, como sabemos, viraram sinais de trânsito.
Na vida também tem o cego e o vidente. Pergunto: quem é o cego, eu que perdi a visão dos olhos ou Bolsonaro que perdeu a vergonha na cara?

segunda-feira, 22 de março de 2021

VACINA SIM, JÁ, IMEDIATAMENTE! (7)



Personalidades brasileiras continuam esticando o braço pra receber vacina contra o novo coronavírus.
Na nova leva de personalidades que receberam picada no braço estão: Renata Sorrah, Rita Lee, Dilma, Serginho Groisman, Leci Brandão, Gal Costa, Roberto Luna, Dedé Santana, Ivan Lins.


PRESIDENTE CARRAPATO

Antes de mais nada, quero dizer o seguinte: presidente, me respeite. Eu sou mais velho do que você.
Dito isso, digo mais: você, presidente, levou o Brasil à beira do abismo. 
Mais: nunca, em nenhum momento da história, o Brasil viveu situação tão grave, gravíssima, como essa que hoje vive. Vivemos.  
Todos os brasileiros de bem estão de olho em você, presidente. 
O Brasil está totalmente desgovernado, e não à toa. 
Em algum momento da sua vida, presidente, você haverá de responder criminalmente sobre as mortes provocadas pela Covid-19. 
Os brasileiros de bem, fique sabendo, não são comunistas. 
O comunismo, presidente, acabou com a queda do muro de Berlim no ano de 1989. 
Eu sou católico e acredito em Deus. 
Não existe comunista católico, sabia disso, presidente?
E essa história de ter na mão o exército e o "povo" é pura balela, no fundo você sabe disso.
Quando eu era moleque, costumava passar férias no município de Alagoinha, PB. Achava legal. 
Naquele tempo, e eu sou mais velho do que você, aprendi muita coisa com a natureza. A natureza se vinga, não se iluda. 
A minha finada vó Alcina matava piolho à unha. 
Você sabe o que é carrapato, presidente?
Carrapato é um parasita que sobrevive grudado na pele do boi, sugando seu sangue. Dali só sai morto, espremido, com querosene. 
Por que você, presidente, é tão carrapatamente apegado ao poder? 
Um presidente da República pode muito, mas não pode tudo. A constituição não deixa.
O Exército é patrimônio do Estado, e não de uma pessoa. 


domingo, 21 de março de 2021

BOLSONARO APELA A DEUS



O mês de março na história brasileira é um mês trágico, politicamente falando.
Foi em março de 64 que poderosos empresários apoiaram o movimento Militar que tirou do poder o presidente Goulart, eleito democraticamente pelas urnas, três anos antes.
O Golpe Militar de 64 consolidou-se no Dia da Mentira, 1° de abril.
Muita coisa ruim aconteceu nos 21 anos seguintes.
Muita gente foi presa, torturada e morta.
Políticos tiveram seus mandatos cassados e foram exilados, como Arraes e Brizola.
É de 1968 o Ato mais violento daquele período de castração política. Leia:
http://assisangelo.blogspot.com/2018/12/ai-5-nunca-mais.html
Bolsonaro, como calango numa frigideira quente, está sentindo nos fundilhos as consequências do seu desgoverno. Sua popularidade está desabando.
Desesperado o presidente diz que está com o Exército na mão. E pelo "povo" fará tudo. Disse há pouco, à saída do Alvorada, que ninguém o tirará da cadeira de presidente. "Só Deus".
Será que Bolsonaro esqueceu que 2022 é ano de eleição ou ele vai decretar estado de Sítio e pôr o Exército na rua, antes disso?
É preciso respeitar a Constituição. E um cidadão pra ser respeitado, precisa respeitar o outro.
Quando eu era moleque e ficava irritado com algum coleguinha dizia: "vai chupar prego, cara!"
Os foliões do carnaval de 1949 se divertiram com a marchinha de Paquito e Romeo Gentil.
Leia mais:

http://assisangelo.blogspot.com/2021/02/democracia-em-perigo.html

http://assisangelo.blogspot.com/2017/03/o-golpe-militar-de-1-de-abril.html

Ouça:

sábado, 20 de março de 2021

SERAINE É CULTURA DO PIAUÍ

O mês de março foi um dos meses mais importantes na vida do pernambucano Luiz Gonzaga. Talvez o mais importante.
No dia 14 de março de 1941, Gonzaga gravou dois discos de 78 RPM. Pela Victor.
Era o começo de sua carreira artística, profissional.
Foi também em março, dia 3, que o futuro Rei do Baião lançou ao mundo a toada Asa Branca, assinada por ele e pelo cearense Humberto Teixeira.
Asa Branca é um tema do Folclore pernambucano. Leia: ASA BRANCA, 70 ANOSAINDA ASA BRANCA, 70 ANOS
Sobre a vida e obra de Gonzaga existem quase uma centena de livros e mais de 300 folhetos de cordel.
O primeiro folheto de cordel sobre Luiz Gonzaga, lançado em formato de livro, foi feito pelo poeta paraibano Zé Praxédi.
Admiradores da obra Gonzaguiana se multiplicam pelo Brasil. Um dos mais férteis é o piauiense de Teresina Wilson Seraine.
Seraine, nascido em abril de 1966, formou-se em Física pela Universidade Federal do Piauí e fez Mestrado em Matemática e Ciências pela Universidade Luterana do Brasil, RS. Vai vendo...
Eu costumo dizer que Wilson Seraine é um professor perigoso, bombástico. Até porque está em vias de fazer mestrado em Energia Nuclear pela USP.
O cabra é cabeção, parece doido; meio doido.
É assim que é o meu Nordeste, cheia de gente sabida, curiosa, pretensiosa, por que não?
São mais de 400 músicas compostas e gravadas em homenagem a Luiz Gonzaga.
Até o nosso Chico, de Construção, enalteceu Gonzaga.
Luiz Gonzaga há muito faz parte do Folclore brasileiro, a partir do Nordeste.
O Folclore é a Ciência que identifica e esclarece a importância da cultura popular.
Além de admirador e estudioso da obra do Rei do Baião, o professor Wilson Seraine não esconde a preocupação que tem pela preservação da nossa cultura popular.
Entre fins do ano que passou e começo deste 2021, Seraine já levou à praça dois livros: A Radioatividade da Literatura de Cordel e Leriado Piauiense (foto ao lado).
Leriado é fala pra pegar bobo, na gíria piauiense.
Antes disso, ele produziu um CD muito bonito com um religioso cantando músicas de Luiz Gonzaga na língua alemã. A história desta gravação é contada aqui:

 


Ciência e Folclore tem tudo a ver com Wilson Seraine.
Ia-me esquecendo: Seraine é o criador da Procissão das Sanfonas, em homenagem ao Rei do Baião. Confira: 10 ANOS DA PROCISSÃO DAS SANFONAS

sexta-feira, 19 de março de 2021

COISA RUIM VAI PRO LIXO

Um dia alguém perguntou a Almodóvar por que nunca fez referência nominal ao ditador Franco, da Espanha. E ele respondeu mais ou menos assim: Pra não ficar com ele na cabeça.
O nome Bolsonaro escrevo para que nunca ninguém se esqueça da horrorosa pessoa que ele é. É ruim.
O Brasil teve dois reis e doze presidentes antes Segunda República, inaugurada em 1930.
O primeiro presidente, Deodoro, derrubou o Império e depois fechou o Congresso, antes de renunciar.
O segundo presidente, Floriano, foi ao todo o segundo golpe de Estado, ao se recusar a convocar eleições para substituir Deodoro, que era Marechal que nem Floriano.
O terceiro presidente, o civil Prudente de Morais, botou pra quebrar. Isto é, mandou o exército acabar com o povo de Canudos. Não ficou pedra sobre pedra.
E assim foi, e assim vamos.
Foi não foi, Bolsonaro fala em Estado de Sítio.
Esse é um Estado extremoso.
Nove dos 12 presidentes da Primeira República fizeram uso deste instrumento.
O Estado de Sítio é uma porta para a ditadura. E disso se aproveitou Getúlio Vargas (1930-45).
Negacionista até a medula, contraditório nas suas contradições, Bolsonaro acaba de entrar com ação no STF contra os governadores da Bahia, Rio Grande do Sul e Distrito Federal.
Bolsonaro acha que a sua autoridade de presidente está sendo minada pelos governadores.
O que dizer desse cidadão?
A lata de lixo da história o espera.
Almodóvar, Pedro Almodóvar, é um dos mais importantes atores, diretores e roteiristas do cinema mundial.

RESPEITAR PRA SER RESPEITADO

Muito cedo aprendemos na escola ser necessário respeitar o próximo para sermos respeitados.
Isso é básico.
Muito cedo aprendemos também que é importante respeitarmos os mais velhos. Nessa linha, vale respeitar as autoridades. Religiosas, inclusive. 
Quando eu era menino, além de chamar os meus país e avós de senhor e senhora, aprendi não ser mal pedir a benção a padres. Pois é. 
Na escala administrativa de um país, o presidente ocupa o topo.
E o que fazer quando um presidente não respeita o seu povo, as pessoas? 
Bolsonaro foi eleito pelas urnas para cuidar dos interesses do país e da nação. Mas ele não faz isso. O que ele faz é política para proveito pessoal e dos seus filhotes, camumbembes.
O atual presidente da República pratica o péssimo exercício de fazer mal à nação. 
No mínimo é um xarope, e amarguento. Daqueles que nos fazem por as tripas pra fora. Afe!

Deve ter meio legal 
Pra tirar o presidente
No lugar onde foi posto
Há pouco, recentemente
Bolsonaro bicho feio 
É atraso permanente
 
Ontem 18, na sua live semanal, disse que está entrando com processo contra governadores que, segundo ele, estão decretando estado de sítio. "Isso só quem pode fazer sou eu". 
Bolsonaro sonha fazer do Brasil um grande quartel.

...No Inferno tem Capeta
No espaço, pandemia
Muita gente já morreu
De dor, de agonia
Bolsonaro tira sarro
Do seu povo todo dia

Diante da pandemia
O Presidente debochou
Dizendo ser gripezinha
Sim, foi isso o que falou
Que diachos há com ele
Perdeu a cela, endoidou?

A Covid-19
No mundo é pandemia
No Brasil é quase nad
É somente gritaria
Segundo Bolsonaro
É conversa, fantasia

Os mortos se multiplicam
No colo do Capitão
Que o tempo todo só fez
Engendrar complicação
Deixando o povo tonto
Sem luz, na escuridão

Um tanto tonto o Brasil
Ferido geme no chão
Enquanto o criminoso,
Um filho do Cramunhão,
Alucinado gargalha
Com um tridente na mão

O Brasil está perplexo
Assim meio lascado
Já nem sabe o que fazer
É coice pra todo lado
Tem cavalo doido correndo
Correndo solto no prado...

(Trecho do cordel Serpente Quer por Ovo No Brasil, Assis Ângelo) 


quinta-feira, 18 de março de 2021

VINTE ANOS SEM ANTENÓGENES

Antenógenes Silva foi um dos mais importantes acordeonistas que o Brasil já teve. Nasceu em Minas, que trocou por Ribeirão Preto, SP.
Atuou em emissoras de rádios no Rio de Janeiro e gravou muitos discos.
Na Alemanha, em 1957, Antenógenes sagrou-se como o maior sanfoneiro do mundo.
Eu conheci Antenógenes num ano qualquer da década de 90. Cheguei a entrevistá-lo para o programa Gente e Coisas do Nordeste, que produzi e apresentei na extinta rádio Atual, SP.
Antenógenes me falou muita coisa da sua vida. Contou, inclusive, passagens da sua vida que o público brasileiro desconhecia como as apresentações que fez ao lado do criado do tango, o argentino Carlos Gardel. 
Uma de suas músicas mais conhecidas é Saudade de Matão, uma valsa de 1938 gravada por muitos intérpretes, incluindo Luiz Gonzaga (abaixo). À propósito, Antenógenes foi afinador de sanfona de Gonzaga. 
Antenógenes Honório da Silva nasceu no dia 30 de outubro de 1906 e morreu no dia 9 de março de 2001, em Guarulhos, SP.


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UM LOUCO DE PEDRA

Com base num dito popular, um deputado disse em Brasília que não adianta trocar as rodas da carroça quando o problema está no burro que a puxa.
O deputado falou isso para criticar a mudança de titular no cargo do Ministério da Saúde. 
De fato, não adianta trocar Pazzuello por Queiroga, se a política de suicídio definida por Bolsonaro continua a mesma. Caso, aliás, de dizer, "é trocar seis por meia dúzia".
Os números de internação e mortos são assustadores, avassaladores, terríveis. 
O mundo todo está perplexo com o comportamento de criminoso do presidente Bolsonaro.
O número de mortes no Brasil pela Covid-19 já se aproxima dos 300 mil. 
O País está em choque, colapsado, e Bolsonaro dando de ombros a essa tragédia assustadora.
Alguém precisa dar cabo desse irresponsável, para dizer o mínimo. 
Quando uma pessoa de idade avançada ou portadora de lesões mentais graves fica impossibilitada de agir por conta própria, a família a interdita, para o bem próprio e da sociedade. 
Bolsonaro é um louco de pedra, um perigo absoluto para a sociedade.

CORDEL

Em agosto de 2020, quando o número de mortos pela covid-19 no nosso país chegava a 100 mil, eu compus e gravei o poema abaixo: 

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