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domingo, 6 de outubro de 2019

LUIZ GONZAGA: NA ETERNIDADE DOS 30



É impressionante como ainda há brasileiros e brasileiras que não sabem o tamanho do Brasil, novos e de ontem.
O Brasil é do tamanho dos melhores pensamentos, das melhores ideias.
Não há um Brasil fora do Brasil, tão grande quanto este em que vivemos. O Brasil é especial.
Foi no Brasil que nasceu o maior compositor de todas as Américas: Antônio Carlos Gomes (1836-1896).
Amar o Brasil, é amar quem mais a gente ama: pessoas iguais a nós, de todos os sexos.
No campo da cultura popular, o Brasil não tem igual dentre quase 200 nações catalogadas pela Organização das Nações Unidas, ONU.
Eu andei por aí, procurando Luiz Gonzaga em tudo quanto é lugar. E eu achei o Brasil em todo canto.
O Brasil é único, nos seus mais de 8,5 milhões km².
Os capitães idiotas passam, e o Brasil fica.
Tudo isso, até aqui dito, tem uma razão: Luiz Gonzaga (1912-1989).
O brasileiro Luiz Gonzaga do Nascimento corneteiro 122 do Exército brasileiro transformou-se no Rei do Baião, do Xote, do Xaxado, da Marchinha Junina e do Forró.
Luiz Gonzaga e o seu conterrâneo José  Dantas , o Zé Dantas (1921-1962) inventaram o forró. Isso aconteceu, historicamente, no dia 10 de novembro de 1949.
O Forró, como gênero musical, está completando, pois, 70 anos de vida.
No próximo dia 8, estarei junto com o Brasil contando a história do forró no Centro Cultural Santo Amaro. O endereço é este: Av. João Dias, 822, Santo Amaro.
É coisa bonita o que ocorrerá nesse 8 de outubro, a partir das 19h. Lá estaremos com a fabulosíssima Laia, cantora por todos os astros a nós enviada e o menino-mestre Marquinhos Mendonça (do violão, incrível).
Nessa noite de 8 de outubro de 2019 estarão comigo, além de Laya e Marquinhos, o caboco forte das Alagoas Ibys Maceioh.
Isso tudo tem a ver com Luiz Gonzaga: Na Eternidade dos 30.
É muita história.
Ou a gente redescobre o Brasil e o ama ou estaremos perdidos.

Atenção: A visitação pública a essa exposição ocorrerá a partir de quarta feira 9, até o dia 7 de novembro.

https://soundcloud.com/user-779693455/radio-usp-programa-vira-e-mexe-assis-angelo-5-10-2019

https://tvuol.uol.com.br/video/bem-da-terra-homenagem-aos-30-anos-de-morte-de-luiz-gonzaga-04024E19316CC0B96326


segunda-feira, 30 de setembro de 2019

SETEMBRO MÊS DOS REIS CHICO MANÉ...







No dia, mês e ano em que o cantor Francisco de Morais Alves, o Chico Alves, também conhecido como o Rei da Voz, partia em direção ao céu depois de um a cidade automobilístico na via Dutra, região de Taubaté e Pindamonhangaba, eu desembarcava neste-mundinho-de-meus-Deus-do-céu também, para poucos, conhecido como inferno. E cá estou eu chiando, mas vivo desde a madrugada do dia 27 de setembro de 1952.
Chico Alves morreu aos 54 anos, uma semana e um dia de idade, deixando 983 músicas gravadas em disco de 78 RPM, nos mais diversos ritmos.
Em 1919, Chico gravou em Disco Popular a primeira música (ai ao lado) do seu amplo repertório: O pé de anjo, marcha carnavalesca de Sinhô (José Barbosa da Silva;1888-1930).
Sem dúvida, Chico é uma lenda. Até porque diziam ser ele um grande “comprositor”. Mas essa é outra história.
Chico partiu para a Eternidade no dia em que também nascia Manuel Pereira de Araújo (ai comigo, na foto), pernambucano da cidade de Cabo de Santo Agostinho e que o tempo o transformaria no Rei da Embolada. Mané nasceu no ano de 1910 e foi-se dia 23 de maio de 1993, deixando aqui a gente chorando por ele. Para amenizar a dor eu chamei uma semana depois Teo Azevedo, Rolando Boldrin e outros amigos para um canto de roda naquela igrejinha que há ali por perto da rua Frei Caneca, bairro paulistano de Cerqueira Cesar.
Mané começou a gravar discos em 1933. Ele era admirador quase fanático de Minona Carneiro (1902-1936). Minona era um embolador arretado!
Quem descobriu Manezinho para a música foi o violonista Josué de Barros (1888-1959), também descobridor da portuguesinha Carmem Miranda (1909-1955).
Eu guardo com muito carinho, na memória, a imagem e a voz do Rei da Embolada. Eu costumava frequentar a sua casa na rua Augusta, cá em Sampa. Muitas vezes o querido colega de profissão e amigo Audálio Dantas (1929-2018) ia comigo abraçar o Mané. Quanta história!


67 ANOS, UMA ETERNIDADE...

Até aqui, pelas minhas contas, eu já vivi 804 meses, 3500 semanas, 25 mil dias e pelo menos 580 mil horas. É tempo, não é? Pra comemorar esse tempo, a minha filha Ana e a santa Ivone resolveram chamar amigos para eu comer e beber com eles. Foi sábado, 28. Tem um registro ai, que abre este texto. 
Agradeço a Deus por ter me dado pessoas tão queridas como essas que ai estão, na foto. 

segunda-feira, 23 de setembro de 2019

A TRAGÉDIA BRASILEIRA EM REVISTA



Para lembrar:

Comédias e tragédias da política nacional se acham registradas em fotos e charges desde o Império. O pioneiro do traço satírico Angelo Agostini (1843-1910) deitou e rolou fazendo graça e irritando os poderosos do seu tempo.
No final de 1897, o presidente civil Prudente de Morais (1841-1902) foi atacado por um soldado do Exército, que errou o alvo e matou o Marechal Carlos Machado Bittecourt, ministro da Guerra.
Esses dois casos ganharam grande repercussão na imprensa, como repercussão também ganhou o assassinato do super senador gaúcho Pinheiro Machado, que segundo os observadores da época era quem mandava no presidente Hermes da Fonseca (1855-1923). Machado foi apunhalado pelas costas por um padeiro no hall do chiquérrimo Hotel dos Estrangeiros, no Rio.
Tivemos muitas revistas semanais de crônica e crítica à política, importantíssimas.
O Malho, surgida em 1902 e finda em 1954, deixou nas suas páginas um legado incrível sobre o comportamento e vida dos bambambans que mandavas e desmandavam no Congresso, como ainda hoje.
Em 1929, o deputado federal Idelfonso Simões Lopes (1866-1943) matou com dois tiros o seu colega de Câmara, Souza Filho.
Em 1928, surge no Rio de Janeiro a revista de maior tiragem da época: O Cruzeiro, que também deixou um material de extrema importância para o estudo da História. Essa revista durou 47 anos ininterruptos. A Manchete, outra revista também importante, surgiu em 1952 e ficou nas bancas durante 48 anos.
Em 1954, depois de duramente atacado por Carlos Lacerda, o presidente Getúlio Vargas decidiu encerrar seus dias com um tiro no próprio peito. A consternação foi geral.
Em 1963 o senador Arnon de Melo (1911-1983), pai do ex-presidente Fernando Collor, sacou o revólver e disparou vários tiros contra um desafeto. Isso no Senado. Os tiros atingiram o suplente de senador José Kairala, do Acre, que morreu na hora.
A revista semanal de maior duração é, hoje, Veja (11 de setembro de 1968).
Curiosidade: o assassino do Marechal Carlos Machado Bittencurt tinha Bispo no nome (Marcelino Bispo de Melo), como o cara (Adelíno Bispo de Oliveira) que partiu armado de faca pra matar o candidato militar reformado Jair Bolsonaro.
No acervo do Instituto Memória Brasil, IMB, há centenas de títulos de revistas brasileiras, incluindo Fon-Fon, Cena Muda, Vida doméstica etc.

PROVOCAÇÕES


José Hamilton Ribeiro, jornalista dos bons, estará amanhã 24 no programa Provocações, apresentado pelo provocador Marcelo Tas. Esse Zé tem muito o que dizer. E ele vai dizer muita coisa ao Tas ali pelos começos das 22h. Fiquem ligados. O Tas que se cuide, pois o Zé é bom de papo.


PROGRAMA PAIAIÁ

O jornalista e biógrafo de Geraldo Vandré, Vitor Nuzzi participou nesse fim de semana do programa Paiaiá, apresentado pelo craque baiano Carlos Silvio. Foi uma conversa muito gostosa. Confiram:



sexta-feira, 20 de setembro de 2019

O SEPARATISMO NO BRASIL



O dia 20 de Setembro marca o início da mais duradoura revolução brasileira. Foi no Rio Grande do Sul, notadamente em Porto Alegre e Santa Catarina, que a coisa eclodiu. Duas centenas de homens armados declararam guerra contra o Império. Queriam a separação do Rio Grande, sua independência. Tudo começou quando o imperador passou a cobrar altos impostos dos produtores gaúchos, privilegiando os produtores argentinos e uruguaios. Mas o que isso tem a ver com música brasileira?
No começo do século passado, surgiu no Rio Grande a 2a. mais importante fábrica de discos do País: A Elétrica.
No correr do tempo, os gaúchos registraram parte de sua história musical nos discos de A Elétrica, através do selo Gaúcho. Mas foi na já extinta gravadora Continental que os artistas do Rio Grande encontraram guarida para dar prosseguimento a sua história musical.
São do Rio Grande do Sul o conjunto Farroupilha, surgido em 1948 e extinto no início dos anos de 1970. Fez história.  E fizeram história também muitos outros grupos musicais. É dessa região também Paixão Côrtes, Teixeirinha (Coração de Luto), Gildo de Freitas, Gaúcho da Fronteira e tantos e tantos mais.
A revolução Farroupilha também chamada de Guerra dos Farrapos  começou em 1835 e terminou em  Março de 1845. Dez anos, portanto. Morreram 3.400 pessoas, mais ou menos.
Foram muitos os movimentos separatistas no Brasil. Muitos desses movimentos continuam em Brasília, São Paulo, Rio Grande do Sul e até na Paraíba.Voltarei ao assunto. Ah! ia-me esquecendo: a expressão Farroupilha surgiu no Rio de Janeiro, nos anos 20 do século 19.


No acervo do Instituto Memória Brasil, IMB, se acha uma grande quantidade de discos registrando a musicalidade da terra de Bento Gonçalves, que nasceu no dia 23 de Setembro de 1788  e morreu, como herói, em 18 de julho de 1847. Ele foi presidente da República Farroupilha. Essa República contou com brasão, hino e bandeira. A bandeira do RGS tem as cores verde, vermelha e amarela representando, respectivamente, as florestas, as revoluções e as riquezas minerais. Além disso, exibe a data: 20 de setembro de 1835.

SEMANA FARROUPILHA

Terminou hoje a Semana Farroupilha, que existe desde o início da segunda metade dos anos de 1940. A semana conta, tradicionalmente, com uma ampla programação e lembra os grandes personagens da Revolução. Detalhe: o personagem de destaque dessa semana foi o folclorista Paixão Côrtes (1927-2018). Côrtes deixou muitos livros sobre a cultura do RGS. Foi ele um dos criadores do CTGs. De sua autoria, deixou o hino do Rio Grande do Sul. Há uns sete anos eu o entrevistei para um programa de rádio em São Paulo. Ouça:








segunda-feira, 16 de setembro de 2019

J.K., PRESIDENTE E CANTOR


Em 1919, Juscelino Kubitschek de Oliveira tinha de idade 17 anos. Á época ele concorreu a uma vaga de telegrafista no município onde nasceu, Diamantina, MG. Mas não seguiu carreira, pois queria mesmo era ser médico. Virou médico. Mas de mansinho, como todo o bom mineiro, Juscelino foi embrenhando-se no mundo da política. Antes de virar presidente do Brasil, em 1955, foi prefeito de Belo Horizonte. Quem o conheceu de perto lembra que JK era uma pessoa muito simples, afável, comunicativa. Arranhava o violão e da garganta extraia notas de modinha. Foi um seresteiro nato.
Um dia a cantora Inezita Barroso contou-me da beleza que era estar com Juscelino.
Certa vez JK já presidente mandou um avião pra levar Inezita de São Paulo à Brasília. Ela não acreditou que era ele quem estava do outro lado da linha. Depois de duas tentativas de falar com Inezita, JK conseguiu convence-la de que a voz que a convidava era, mesmo, do presidente. “Ai foi o máximo, adorei. E cantamos muito, juntos”.
No final de 1969, Juscelino foi convidado para participar de um LP que chamou-se J.K. em Serenata. Ele topou cantar e ser gravado. O LP referido é esse ai que se acha nas minhas mãos.
A direção artística do disco coube a Yonne Lopes e Crisantino Dionísio Gomes; e a coordenação geral a Serafim de Melo Jardim. Três violões, um cavaquinho, uma clarineta e uma flauta, mais o grupo de seresta de Diamantina acompanharam JK na empreitada que resultou no LP lançado em 1970 pelo extinto selo Beverly.
Já não se faz presidente como se fazia há bem pouco tempo.
Ah! Juscelino Kubistchek de Oliveira nasceu no dia 12 de setembro de 1902, e morreu no dia 22 de agosto de 1976.



segunda-feira, 2 de setembro de 2019

A HISTÓRIA NUM RELÂMPAGO: REPÓRTER FOTOGRÁFICO EM AÇÃO


O 02 de setembro é o dia do repórter fotográfico.
O que é um repórter fotográfico?
O repórter fotográfico é o profissional que gera fotografias que dizem tudo de um momento.
Os momentos na foto jornalismo foram, são e serão sempre de importância fundamental na história de qualquer país.
A fotografia nasceu nos começos do século 19, na França.
A fotografia como foto jornalismo começou a ganhar força e importância no Brasil a partir da terceira década do século passado.
Falar da foto jornalismo no Brasil e no mundo é lembrar uma história que movimentou a vida Nacional.
O jornal O Estado de S. Paulo mostrou, a partir do começo dos anos 1930, que a fotografia instantânea seria um marco fundamental para se compreender historicamente a realidade do mundo.
No começo de 1950, no Rio de Janeiro, Samuel Wainer criou o jornal Última Hora. Esse jornal foi o jornal que apostou fundamentalmente na fotografia como registro da história.
Em 1966, o jornal da Tarde fez o que fez a Última Hora.

Entre a Última Hora e o Jornal A Tarde, o jornal do Brasil também mostrou a importância da foto jornalismo.
Grandes repórteres fotográficos integram e fazem parte dessa história, da história da foto jornalismo. De bate pronto, lembro de Gil Passarelli, José Pinto (O Cruzeiro) e Jorge Araújo. O Jorge, que conhece mundo e meio, fez história com fotos históricas.
É dele a foto aí embaixo:





JORNALISTAS E CIA
Esta semana o NewsLatter Jornalista e Cia publicará um caderno especial sobre o fotógrafo José Pinto.

ROSIL E JACKSON DO PANDEIRO, MESTRES DA BOA MÚSICA!




Jackson do Pandeiro, de batismo José Gomes Filho (1919-1982) foi um grande ritmista nascido na cidade paraibana de Alagoa Grande. Desde cedo interessou-se pela música. Comparecia com frequência aos encontros de violeiros, na sua terra. A mãe tirava coco no pandeiro, de que ele muito gostava. Apresentou-se em várias emissoras de rádio, antes de alcançar o estrelato. A primeira emissora que contou com a sua graça especial no palco, auditório, foi a Tabajara, que João Pessoa. Em Campina Grande, conheceu o pernambucano Rosil Cavalcanti. Em outubro de 1953, Jackson lançou a primeira música, um coco de Rosil: Sebastiana, pela extinta gravadora paulistana Copacabana. Esse foi o seu primeiro sucesso nacional. Jackson ficou conhecido como o Rei do Ritmo e Rei do Rojão. Luís Gonzaga inventou o baião a partir de uma célula musical extraída da viola dos cantadores repentistas. Jackson fez o mesmo com o rojão, que também é uma batida peculiar dos violeiros. O primeiro disco de Jackson do Pandeiro, um 78 rpm (foto acima), se acha no acervo do Instituto Memória Brasil, IMB.
 Quem quiser conhecer mais a fundo a história de Rosil Cavalcanti e Jackson do Pandeiro, sugiro a imediata leitura dos livros "Pra Dançar e Xaxar na Paraíba" de Rômulo Nóbrega e José Batista Alves; e Jackson do Pandeiro O Rei do Ritmo de Fernando Moura e Antônio Vicente.
Eu e o músico Jorge Ribbas acabamos de compor uma música em homenagem a Rosil e Jackson. Título: Viva Rosil Cavalcanti e Jackson do Pandeiro. Clic e diga o que achou:







segunda-feira, 26 de agosto de 2019

TEO AZEVEDO E JOELMA NO RÁDIO



Villa-Lobos (1887-1959) tocava instrumentos de corda e sopro e foi o compositor e maestro de altíssimo nível que o mundo conheceu.
Deixou mais de mil composições, entre elas The Forest of Amazon.
Luiz Gonzaga (1912-1989), o Rei do Baião, deixou mais de 600 músicas gravadas nos ritmos e gêneros os mais diversos. Ele cantou o Nordeste em todos os sentidos, e o Brasil. Em 1989 ele deixou uma obra prima chamada Xote Ecológico.
Téo Azevedo já compôs e gravou mais de 2 mil músicas nos gêneros os mais diversos. Já falou sobre tudo, inclusive sobre pássaros e bichos diversos. No inicio deste ano ele compôs "Floresta em coma quase sem oxigênio" em parceria com Gonzaga Neto, o texto é este:

O REI DO RÍTMO ( O MESTRE DA DIVISÃO)
Téo Azevedo

No ano de dezenove
Era trinta e um de agosto
Nascia em Lagoa grande
Um astro de fino gosto
O filho de José Gomes
E dona Ana Mourão
Quando tinha sete anos

Com dez anos de idade
Adorava ver cinema
Assistir um faroeste
Na vida foi seu esquema
Já tocava com a mãe
Pagodeira, grande artista
Sendo muito conhecida
Como cantora conquista

Os filmes de bangue-bangue
Sua maior diversão
E o ator Jack Perin
Sua grande inspiração
Arranjou um novo nome
De Zé Jack,  escolheu
Depois, Jackson do Pandeiro
Ficou sendo o nome seu

Era um mestre do ritmo
E excelente cantor
Sua fama foi crescendo
Nesse estilo, um doutor
De Campinas a Recife
Até o Rio de Janeiro
Começou a lançar discos
Por este Brasil inteiro

E falando em sucessos
Do seu belo repertório
Tem “A Mulher do Anibal”
Falo do “Cabo Tenório”
E também “Um a Um”
Lembro de “Sebastiana”
E a “Cantiga de Cego”
E “Chiclete  com Banana”

Lembro a “Falsa Patroa”
Junto ao “Falso Toureiro”
“Moxotó” e “Ele Disse”
É “Forró e Limoeiro”
“Forró em Caruaru”
Com “Maria do Angá”
A “Cantiga da Perua”
“Sapo” e “Velho e Gagá”

Já na “Base da Chinela”
Dezessete na Corrente”
O “Xote em Copacabana”
 “Canto da Ema”, oxente
E virgem, Como Tem Zé”
Nas bandas da “Paraíba”
“Vou Gargalhar” com Zé
Zé de Baixo e Zé de Riba

Dia dez aconteceu
Foi Julho ele partiu
Ano de oitenta e dois
Do Brasil se despediu
Chora Almira e Severo
E o Rossil Cavalcante
Edgar Ferreira disse
O homem foi um gigante

O grande mestre Coquista
É o rei do simcopado
Sua forma de cantar
No mundo tá registrado
Canta Caju e Castanha
O Jackson é o enredo
A sincera  homenagem
Do nosso Téo Azevedo

Seu estilo de cantar
Nunca apareceu igual
Brincava com os compassos
De maneira sem igual
O centenário  do Mestre
Nos todos vamos saudar
E pode passar  mil anos
Não tem outro em seu lugar

Salve o nosso Jackson
Do Ritmo, o Campeão
É o maior desse Brasil
Nosso rei da divisão



A FLORESRA EM COMA QUASE SEM OXIGÉNIO

Gonzaga Neto/ Teo Azevedo

A floresta tá em chama
Por idéias   dos irônicos
Com pensamentos crônicos
Não vê que a flora clama
Na UTI  sentindo drama
Seu pulmão  cada milênio
Ausência de hidrogênio
E seu  trauma só Deus soma
Amazônia está em coma
Quase sem oxigênio

Corpo da Amazônia pede
SOS para o mundo
Prá o  pulmão cada segundo
Num estrago que  Deus mede
E se a justiça não impede
A  flora sem nitrogênio
Falta a idéia de gênio
Pois  justiça só embroma.       
Amazônia está em coma
Quase sem oxigênio


Grileiros e fazendeiros
O pulmão verde ameaça
Com mata morta  e fumaça
Com ações de desordeiros
E matam índio os primeiros
Produzindo fosfogenio
E haja promessa e convênio
E o câncer amazônia toma
Amazônia está em coma
Quase sem oxigênio

Teo Azevedo é um artista de grande dimenssão.


Sábado passado eu, ele e a cantora Joelma (abaixo) estivemos no programa do cantor e compositor do Rio Grande do Norte Germanno Jr. Foi uma delícia. Teo, na ocasião, lançou mais um disco de choro (acima)



domingo, 25 de agosto de 2019

ARTISTAS DEFENDEM AMAZÔNIA

Nós todos crescemos ouvindo na escola o professor de geografia dizer que a área territorial brasileira é de 8,5 milhoes de Km2. Levantamentos recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, mostra que a essa área acrescentaram-se quase  900 Km2. Quer dizer, o Brasil tem na realidade 8.515.767,049 km². que Muita coisa , não é? Estamos atrás apenas da Rússia, Canadá, China e Estados Unidos.Dentre todas as regiões que formam o nosso país,  a maior é onde se acha a Amazônia, que o desmatamento e o fogo estão destruindo. Essa região, representa 67%  do nosso  território.
O Brasil é grande em todos os sentidos e direções.
A Amazônia representa, como aprendemos na escola, o pulmão do Brasil e do mundo.
Desde sempre os artistas brasileiros tem mostrado preocupação com a preservação da região amazônica. E não vou aqui me estender em citações. Ouçam Luiz Gonzaga interpretando a maravilha Xote Ecológico (Gonzaga, parceria com Aguinaldo Batista 1989). Ouça, clicando:


sábado, 24 de agosto de 2019

FLORESTA EM CHAMAS




Acabo de escrever o poema abaixo. Apreciem-no.



Grotesco, prepotente
Pelo mundo odiado
No Chile, China e Japão
Deixou o solo manchado
Com o verbo da violência
Por ele mesmo ditado

O Brasil está perdido
O Brasil está ferrado
A mata pegando fogo
O povo desempregado
E um sujeito maluco
Fazendo tudo errado

Ele brinca com fogo
Que mata bicho, queimado
Que mata mata mata tudo
Que se bole no Cerrado
O Brasil está perdido
Sem rumo, desgovernado

Como se fosse um trem
Sem trilhos,  descarrilhado
O Brasil agora chora
Num canto, desconsolado
Pedindo perdão a Deus
Rezando sem ter pecado

O pecado desse povo
Desse povo acuado
Foi um dia ter
Um país mais respeitado
Por isso foi às urnas
Votou, mas deu errado!






SAGA DA AMAZÔNIA, 40 ANOS




O paraibano de Taperoá Vital Farias é um dos mais importantes artistas da música popular brasileira. Em quantidade, sua obra é pequena. Em qualidade, sua obra é imensa. Não grava discos há muitos anos.
Em 1979 o cantor, compositor e instrumentista Vital Farias começou a compor a clássica Saga da Amazônia, uma pérola, um grito, declaração de amor a região norte do Brasil, especialmente a floresta mais importante do mundo.
Lembro disso tudo em tempo necessário, urgente: podemos morrer sem ar, embora pense o contrário o presidente que aí está.
Saga da Amazônia e o seu autor deveriam ser tombados e eternamente lembrados desde já nas escolas do Brasil.
Todos os discos que Vital gravou até hoje se acham no acervo Assis Ângelo no Instituto Memória Brasil, IMB.
 Há! Não custa dizer: Vital farias é um mestre da arte da música, como Elomar Figueira Mello a quem lhe apresentei há muitos anos. Vital foi parceiro de outros grande da nossa música, como Livardo Alves(1935-2002) esquecido hoje como tantos.
Ouça s
Saga da Amazônia:



terça-feira, 20 de agosto de 2019

LUIZ WILSON NA IMPRENSA TAMBÉM AOS SÁBADOS


 O Rádio Brasileiro, musicalmente falando, continua numa pobreza dos infernos.
As ditas Emissoras comerciais só tocam músicas se lhes pagar. E quem paga tem todo direito de tocar o que quiser, de entrevistar quem quiser, etc.
O Pernambucano de Sertânia LUIZ WILSON é um cabra corajoso. Há quase 12 anos ele produz e apresenta, na Rádio Imprensa FM 102.5,  o Programa PINTANDO O SETE. O cabra tem fôlego de sete gatos. Mais até, pelas minha contas. No seu Programa, ele toca, canta, pinta e borda. Muita gente bonita tem passado por lá e só não leva mais gente pra entrevistar porque não quer, pois talento e crédito tem pra isso.
O artista Luiz Wilson começou a carreira compondo e cantando. O Primeiro disco foi um Compacto duplo com as Músicas: SÔNIA, O ENCONTRO, O EX PRESIDIÁRIO E UM CARA FRACASSADO (Independente, Sêlo Gaivota), em 1986. Em 1988 lançou mais um Compacto PARENTE ACOMODADO e em 1990 o LP-SINAL VERMELHO. Sua História já reúne 15 CDS , fora  participação em Discos de amigos.

O PROGRAMA PINTANDO O SETE estreou no dia 09 de setembro de 2007 e  vai ao ar todos os domingos entre as 10 e 13 hs. E como se não bastasse, LUIZ passa a ocupar a partir do próximo Sábado 24 o horário das 9 às 10 horas. Sempre ao vivo, claro. E pra não esquecer, o dial da Rádio Imprensa é 102.5. O Programa terá o Apoio da ELASTOBOR- O Shopping da Manutenção.

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

ARI LOBO MORREU NO DIA DO FOLCLORE



Ari Lobo com “i” ou com “y” (ai ao lado) foi o nortista mais nordestino que já houve na música popular brasileira.
Ele nasceu no dia 14 de agosto de 1930 e um enfarto o levou à Eternidade quando tinha 50 anos de idade, no dia internacional do folclore: 22 de agosto. Era de Belém do Pará e de batismo Gabriel Eusébio dos Santos Lobo. Foi compositor e intérprete de suas músicas e de músicas de outros autores. Seu primeiro grande sucesso foi o rojão Eu Vou Pra Lua, dele e de Luiz de França, gravada nos estúdios da RCA Victor no dia 28 de junho de 1960. Deixou uma obra expressiva e a sua voz em vários discos de 78 RPM e LPs. Iniciou a carreira profissional num programa de calouros de rádio da sua terra. Ao lado do amigo baiano Gordurinha (Waldeck Artur de Macedo), emplacou músicas que ficaram para sempre na história: Prece para um homem sem Deus, Súplica Cearense, Vendedor de Caranguejo, Pedido a Padre Cícero. Entre os seus parceiros se acham Edgar Ferreira, Rosil Cavalcanti e João Silva e outros craques do Nordeste. As duas primeiras músicas que gravou no dia 7 de outubro de 1958 trazia Sentinela do Mar (Alventino Cavalcanti/ Hilton Simões) e Forró do cabo Gato (Barbosa da Silva/ José Pereira)
No Acervo do Instituto Memória Brasil, IMB, se acha boa parte da obra de Ari Lobo.

VIVA VANIRA!

A sabedoria popular nos ensina que à retaguarda de um grande homem sempre há uma grande mulher. Prova disso é Vanira, que viveu com Audálio Dantas até o ultimo momento que Deus permitiu. Audálio foi um grande jornalista, um grande cidadão brasileiro nascido nas quenturas das Alagoas. Vanira é uma grande brasileira cheia de graça e talento. Ela aniversariou ontem e, linda, está aos poucos adentrando à casa dos sessentinha. Eu já estou saindo dessa casa. Mês que vem completarei meia sete. Essa casa é boa, mas essa é outra história.
Vanira Kunc convocou familiares e amigos e amigas para um bora fora a pretesto de mais um ano na sua vida. Foi sábado 17, num ambiente maravilhoso fincado logo ali no bairro da Lapa paulistana. Batendo palmas efusivamente lá estavam Edu Ribeiro, Woile Guimarães, Zé Hamilton Ribeiro e as meninas Mariana e sua mana Juliana, entre tantas e tantas outras pessoas maravilhosas (olha o registro ai, gente!). Há! Ia-me esquecendo: Além de cachacinhas da boa, cerveja, etc, boa música saída dos violões de Chico Neto e Ibis Maceioh ouviu-se no correr de toda a tarde. Tarde que varou a noite.
Vanira vê se aniversaria mais vezes este ano pra que se repitam festas como a de sábado.

HUMOR DE PIRACICABA


Inaugurado no último dia 10, o 46º Salão Internacional de Humor (Piracicaba-SP) está, como sempre, fazendo o maior sucesso do mundo. A propósito: este ano o Salão recebeu cerca de 2700 trabalhos de artistas do traço bem humorado. Foram selecionados 450 desses trabalhos. O Oriente Médio foi a região que mandou mais representantes. Irã, Iraque e Turquia, além da Síria, mandaram excepcionais representantes. Trump e o presidente brasileiro foram muito caricaturados.  O chargista paulista Fausto diz que a tarefa de seleção das obras foi duríssima. Fausto, além de um dos selecionadores desse salão, é também um dos grandes homenageados. Nas mostras paralelas, destaque para o Irã e a Argentina. O grande nome lembrado foi o Mestre Sábat, que morreu no dia 2 de outubro de 2018. Os 50 anos de surgimento de O Pasquim também foram lembrado.  Confira o 46º Salão de Humor  nas fotos ai.


segunda-feira, 12 de agosto de 2019

CULTURA POPULAR EM REVISTA

Em julho de 2016 participei de um encontro internacional reunindo estudiosos da cultura popular, no Centro Cultural São Paulo. Há pouco o CCSP publicou, em três revistas, textos especiais dos palestrantes. Entre as páginas 42 e da revista nº 3, há um texto por mim assinado. Para acessá-lo e lê-lo basta clicar no link abaixo.

https://drive.google.com/file/d/1ui24KQzc5ynX_m-T8yrK3s9Ws1FWDnb5/view


JOSÉ HAMILTON RIBEIRO

Zé Hamilton foi o único reporter brasileiro a cobrir a guerra no Vietnã, em 1968. Sábado passado 10, Zé concedeu excelente entrevista ao excelente Carlos Silvio, A entrevista, ao vivo, foi feita em tempo real. Confira abaixo:



Zé completará 84 anos de idade no próximo dia 29. Ele é paulista de Santa Rita de Viterbo. Parabéns Zé, parabéns Silvio. Viva José Hamilton Ribeiro!

domingo, 11 de agosto de 2019

ELZA SOARES, UMA MULHER SEM IDADE


Ontem 10 à  noite saí correndo com minha companheira para assistir a um espetáculo a que não punha fé. Fui por ir. Pertinho, ali no bixiga, teatro Sérgio Cardoso. Gente saindo  por todos os cantos. Entramos e encantei-me.
ELZA é um espetáculo sensacional. É um musical narrativo. Conta a história de uma mulher nascida em um favela do Rio de Janeiro em 1930 ou 1937.A personagem diz, no final, que não tem idade. Tem 3 mil anos, tem 30, tem 1. É fantástico!
Idade, pois, não tem tempo. Idade é inteligência, sensibilidade, respeito, carinho, amor, etc.
Pobre, negra, estuprada ainda quando era criança e mãe aos 13 anos de idade. Seu nome: Elza Gomes da Conceição Soares. Com quinze anos perdeu o primeiro filho. Aos 21, ficou viúva.
Essa história , terrivelmente triste, é muito bem contada por Vinícius Calderoni.
ELZA é texto que trata de uma mulher que viveu todos os tempos piores de uma vida. Superou-se. Grandona.Mas até lá, comeu o pão que o Diabo amassou.
ELZA é  espetáculo que enche os nossos olhos de alegria e tristeza, de tristeza e alegria. E de esperança, também. Podemos até perguntar: como essa pessoa conseguiu chegar onde chegou?.
ELZA é um espetáculo incrível. Fala do pobre, fala do gay, fala do bêbado, fala de amor, fala de alegria e prazer.Fala de gente comum.
Fala da vida, fala da morte. Das minorias e maiorias indecisas. Essa ELZA superou-se: negra, pobre, mulher em todos os sentidos que se possa imaginar. Ser humano que entende e respeita o próximo.
ELZA é um espetáculo imperdível, seja qual tempo em que for apresentado.
Em ELZA as artistas que a representam atuam beirando a perfeição. Aquelas sete mulheres no palco....aquele grupo musical formado só por mulheres....alma não tem cor.
Em ELZA há cenas impagáveis, como aquela em que o seu amor maior (Garrincha) lhe desfere um tapa no rosto, como aquela em que ela, ELZA, pede pelo amor de Deus para ele não mais tocar numa garrafa de conhaque, como aquela em que Elza e o seu amor deslizam num trem, ela mostrando para ele a importância da janela do trem.......
ELZA para onde for será imperdível.
Um dia Elza ligou pra mim perguntando se eu poderia escrever um livro sobre ela. À época eu trabalhava na TV globo e a minha vida era uma loucura. Não deu. E a história continua, como a que vi ontem 10.


JOSÉ HAMILTON RIBEIRO/PAIAIÁ
Fiquei feliz que nem uma criança chupando pirulito ao ouvir José Hamilton Ribeiro contar coisas da sua vida ao baiano de Paiaiá, Carlos Sílvio. Grandeza de ambas as partes, falando sobre vida e tudo o mais. BEleeeezzzaaaaaa!
Confiram o que estou a dizer, clicando:
https://www.youtube.com/watch?v=VPhFmJrWBVE

sábado, 10 de agosto de 2019

CURIOSIDADES NA HISTÓRIA DA MPB



Na noite de 9 de agosto de 1940, o maestro Leopold Stokowski (1882-1977) reunia grupos da música popular para gravar num estúdio improvisado do navio Uruguay, aportado no Rio de Janeiro. A gravação contou com Pixinguinha, Donga, João da Baiana, Cartola, Jararaca e Ratinho, entre outros. A gravação estendeu-se noite a dentro. Já de madrugada, Cartola gravava sua primeira música: Quem Me Vê Sorrir. Muitas curiosidades foram registradas, como Pixinguinha cantando em disco pela primeira vez. A música, um maracatu, intitulou-se Zé Barbino. As gravações saíram em dois álbuns intitulados Native Brazilian Music (acima) reunindo oito discos de 78 RPM, quatro em cada álbum. Esses discos, com selo da Columbia Records, nunca foram oficialmente lançados no Brasil. O que saiu foi um LP em poucas cópias com o aval do Museu Villa Lobos (MVL), em 1987 ao lado. Ai ao lado também pode-se ver os únicos LPs gravados pelo baiano de Salvador Waldeck Artur de Macedo, que assinava suas músicas com o apelido Gordurinha. Ele nasceu no dia 10 de agosto de 1922 e morreu no dia 16 de janeiro de 1969, há 50 anos portanto.
Todos esses discos que acham no acervo do Instituto Memória Brasil, IMB.

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

AGOSTO DE ADONIRAN BARBOSA



O mais conhecido cronista musical da cidade de São Paulo, Adoniran Barbosa, nasceu em agosto de 1910 e morreu em novembro de 1982. Ele iniciou a carreira imitando o carioca Noel Rosa (1910-1937) em programas de auditório. O primeiro disco, gravado em 78 rpm, ele o lançou no início da primeira metade dos anos de 1930. A sua obra se destaca pela forma e interpretação de seus admiradores, como o grupo Demônios da Garoa. O Demônios, o mais antigo conjunto musical ainda em atividade no mundo, tornou-se conhecido nacionalmente através da obra de Adoniran. Entre os sucessos de Adoniran se acham Saudosa Maloca, Samba do Arnesto e Trem das Onze. O trem chegou a ser gravado até na Itália sob o título Figlio Mio. Dentre todas as cantoras, Marlene (1922-2014) foi a única a gravar Saudosa Maloca, ainda nos tempos de discos feitos em 78 rpm. A primeira gravação dessa música é do próprio autor detalhe: Adoniran, cujo nome de batismo era João Rubinato. Ele nasceu em Valinho, um dos 20 municípios da chamada Grande Campinas, SP. No acervo no Instituto Memória Brasil IMB se acha toda a obra de Adoniran incluindo os quase 40 títulos gravados pelo grupo Demônios da Garoa.


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