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sábado, 20 de junho de 2020

O FIM DO MUNDO É AMANHÃ

O Inverno chegará daqui a pouco, às 18h44min.
Amanhã 21, domingo, estaremos todos apreciando o primeiro dia do inverno. Será?
Outro dia ouvir dizer que um maluco Norteamericano refez as contas do calendário Maia e descobriu uma defasagem. Esse erro encontrado pode render o fim do mundo. Ou seja, nossas vidas.
Pelas contas do moço das terras do Tio San estaremos todos mortos, amanhã.
Desde que o mundo é mundo ouço dizer que o mundo vai se acabar.
A minha vó Alcina, que já está no ceu, dizia com uma firmeza absurda de que o "fim está próximo".
Eu morria de medo quando ela, dirigindo-se a mim, dizia isso. E dizia mais: o mundo vai se acabar numa bola de fogo, descendo ladeira a baixo.
Desde sempre, profetas de todas as tendências anunciam o fim do mundo. Na maior cara dura.
Às vezes matuto eu com meus pobres botões: o mundo finda com quem morre ou morre com quem finda?
Já falei em textos anteriores sobre mortes em massa, em guerra, em Pandemia como a que ora vivemos.
A verdade é o seguinte: o mundo morre pra quem morre, mas não estou preparado ainda pra morrer.
O Inverno de 2020 termina às 10h31min do dia 22 de Setembro.
Artistas de todas as áreas têm falado sobre o fim do mundo etc, Zé Ramalho e Oliveira de Panelas, por exemplo.

Ouça:


O mundo está perdido
Perdidinho, já sem fim
De cima a chuva cai
Trazendo só coisas ruim...

https://assisangelo.blogspot.com/2012/10/fim-do-mundo-hahaha.html

sexta-feira, 19 de junho de 2020

HOJE É DIA DO CINEMA

Sem sequer um pingo de sangue derramado na rua, concluiu-se o golpe militar que emplacou a Republica no nosso país. Isso ocorreu na manhã de quinze de novembro de 1889 na Praça da Aclamação, no Rio de Janeiro. Essa história é conhecida: Dom Pedro, sua família e servidores mais próximos foram exilados, muitos deles morreram na França.
O golpe assinado por Deodoro resultou no que vemos hoje: um ex-capitãozinho...
A maldade continua enraizada na República.
Não temos Ministros da Saúde e da Educação.
A Covid-19, que gerou a pandemia que enluta o mundo, já matou 50 mil brasileiros e mais de um milhão já pegaram essa peste. Em três meses.
A Covid-19 mata homem, mulher e menino, sem distinguir credos, etnias e posições sociais. Aspas: mas foi não foi, pergunto-me porque o vírus tão badalado não mata vereador, deputado, prefeito, senador, governador... e o Presidente, hein?
Os pobres, incluindo negros e índios, sempre pagam o pato que não comem.
A propósito: o recém renunciante ministro da Educação, Abrarran não sei o que, antes de deixar o cargo, anulou Portaria suspendendo o direito de negros, índios e deficientes de assumirem cotas para pós graduação nas federais em andamento, inclusive.
Essa portaria estava em vigor desde o dia 11 de maio 2016. O ministro era Mercadante, da Dilma.
Há muita tranqueira no ar, em direção à cabeça do povo.
Muitos raios matam gente. Daqui a pouco é o céu todo que desabará sobre nós! Cuidemo-nos!
Uma perguntinha: vocês já notaram o quanto mentem Bolsonaro, filhos e agrupados?
O ministro Abrarran trocou o cargo por outro. Da educação vai pra o Banco Mundial, faturando em dólar algo em torno de R$100 mil reais/mês.
Estamos também sem Ministério da Cultura desde o começo desse governo.
Hoje é dia do Cinema Brasileiro.
Esse dia foi criado para homenagear o nosso cinema e o cineasta ítalo-brasileiro Affonso Segretto, que em 1898 gravou um filmete na Baía da Guanabara.
E já que estamos aqui, falando de cinema... Clique:


OS POETAS ESTÃO MORRENDO

"O mundo do repente está ficando cada vez mais reduzido", lamenta o poeta paraibano fundador da União dos Cordelistas, Repentistas e Apologistas do Nordeste (UCRAN) Sebastião Marinho.
A semana está findando com o desaparecimento dos poetas repentistas Manoel Soares e Dejacir Ferreira.
Manoel era um dos mais antigos e admirados artistas do mundo da cantoria. Morreu aos 98 anos de idade. 
Os irmãos de Manoel, Genésio e Otília, também poetas do repente, faleceram anos atrás.
O falecimento de Manoel Soares ocorreu na cidade pernambucana de Tabira, administrada hoje pelo repentista paraibano Sebastião Dias.
Há poucos dias morreram no Ceará os poetas Arievaldo Vianna e Luiz Eduardo Serra Azul. Este ano também morreu o poeta repentista Waldir Teles, aos 64 anos de idade. Leiam mais:


quinta-feira, 18 de junho de 2020

BRASIL SEM RUMO


Dormi pouco e chorei muito.
Não paro de pensar no meu País.
O Brasil começou a chorar desde a chagada dos primeiros invasores, a partir dos finais do século 15. Passou a piorar, a partir do começo do século seguinte.
Índios e negros são assassinados brutalmente desde sempre.
O Brasil foi tomado por muita gente de fora. Os primeiros foram os portugueses e depois todo mundo.
Os Estados Unidos da América, EUA, sempre fizeram conosco o que bem quiseram. Bem?
Os estados Unidos da América nunca fizeram bem ao Brasil.
É triste ver brasileiros eleitos por brasileiros destruindo o Brasil.
Morro de vergonha quando ouço notícia de Bolsonaro dengoso nos braços do Trump.
Tinha ele 28 anos de idade quando exibia a patente de tenente, no Exército.
Relatório do exército datado dos anos 80, dá conta da vida do então militar. Lá pras tantas é dito que ele era uma espécie de lunático, sem juízo, sem lógica e garimpeiro nas horas vagas. Segundo o relatório, o então tenente tinha “reflexos de imaturidade e exteriorização de ambições pessoais, baseadas em irrealidades, aspirações distanciadas do alcance daqueles que pretendem progredir na carreira pelo trabalho e dedicação”.
Diante disso, dá pra entender sua total irresponsabilidade na atuação da preservação das terras indígenas.


O que Bolsonaro e Trump têm feito sem que nós, pobres mortais, sabemos?
O Bolsonaro mentiu, hoje sabemos, para ganhar o voto dos unidos brasileiros. E continua mentindo. Essa é a sua prática mais comum. Dele e dos filhos. E dos seguidores perdidos, que não veem além dos olhos.
Nunca o Brasil esteve tão desgovernado, com um presidente ocupado o tempo todo em defender-se da Justiça pelos crimes cometidos.
Triste Brasil.
Ouço notícia no rádio e na TV dando conta do assassinato de um garoto negro de 14 anos numa favela do rio, há poucos dias. Tiro nas costas. E na sociedade.
Negros, índios e pobres são mortos pela força bruta da canalhas que vive do Poder.
Meu Deus, quando isso tudo vai acabar?
A manhã do dia 15 de novembro de 1889, o jornalista negro Zé do Patrocínio, cabeção brilhante, estava na Praça da Aclamação, no Campo de Santana, já sabendo do golpe que inauguraria a República.
Deodoro e seus pares derrubaram o imperador Pedro II.
O golpe foi patrocinado pelos poderosos da época, civis inclusive. Igualzinho como aconteceria em 1930 e em 1964.
No romance Esaú e Jacó (1904), de Machado de Assis, o leitor terá ideia do que aconteceu naquele dia pela boca do personagem Ayres.
Antes da República grandes homens negros apostaram na vida, entre os quais o próprio Machado, um discreto observador daqueles tempos.
Não podemos jamais esquecer de José do Patrocínio, Joaquim Nabuco, Luiz Gama, Cruz e Souza e tantos outros baluartes do cotidiano negro do século 19.
É claro que também não podemos esquecer do poeta baiano Castro Alves (1847-1871), autor da obra prima O Navio Negreiro (1880).
À época da Proclamação da República, cerca de 70% da população era de analfabetos.
Manipular essa população desse tipo é, certamente, a coisa mais fácil do mundo.
Temos um ministro da Educação com diploma não sei de quê, mais analfabeto nas questões humanas.
Há mais de mês o Brasil está sem ministro da Saúde.
O que dizer de um país que não dá bola à Educação e a Cultura?
O Ministério da Cultura foi extinto e no seu lugar ficou uma Secretaria, sem representante até agora.
As questões políticas, as questões econômicas e as questões sanitárias, todos os problemas te altíssimo grau, se sobrepõe a tudo, inclusive à pandemia provocado pelo Coronavírus que está desequilibrando o planeta.
Desde março estamos sendo vítimas de um inimigo invisível chamado Coronavírus. O Corona matou, até agora, 47 mil brasileiros e brasileiras de todas as idades e condições sociais.
Enquanto isso, o que faz o presidente Bolsonaro?
Do meu restrito entender, Bolsonaro é um vírus tão grave e violento quanto o Novo Coronavírus.
Que Deus tenha piedade de nós.

CASTELINHO: 100 ANOS

Ó o time: Machado de Assis (1839-1908), João do Rio (1881-1921) e Carlos Castelo Branco (1920-93).
Os três craques aí citados tinham em comum a inteligência, a sabedoria, respeito pelo próximo, a literatura e o Jornalismo.
Machado e João do Rio, de batismo João Paulo Emílio Cristóvão dos Santos Coelho Barreto, eram negros. Além de negro, Rio era um homossexual assumido. Queria seguir a carreira de embaixador, mas o preconceito do chefe do Itamarati à época (barão do Rio Branco) não permitiu.
Joaquim Maria Machado de Assis nasceu no Rio de Janeiro, como João do Rio. Logo cedo, aos 14 anos, Machado identificou-se com as letras e publicou o primeiro poema (Ela), na revista Marmota Fluminense. Enquanto seguia os estudos, tornou-se tipógrafo de jornal, e aos 21 anos iniciou a carreira de jornalista cobrindo o que sucedia no Senado. Podemos assim dizer, que ele foi o primeiro jornalista Parlamentar do País. Noutras palavras: colunista político.
Um século depois, em 1961, o jornalista piauiense de Teresina Carlos Castelo Branco, o Castelinho, virava assessor de imprensa do presidente mato-grossense Jânio da Silva Quadros. Sua passagem por esse setor, foi meteórica.
Castelinho deixou sua cidade em 1937 para cursar Direito em Minas Gerais. Ele mesmo bancou seus estudos, trabalhando como repórter do jornal O Estado de Minas. 1943 concluiu o curso e foi aventurar-se no Rio de Janeiro.
Se Machado de Assis foi o primeiro colunista político de jornal no País, João do rio foi o criador da figura do repórter.
João do Rio começou a carreira no jornal O Tribunal, em 1899. Nesse mesmo ano, a título de curiosidade, a maestrina Francisca Edwiges Neves Gonzaga (1847-1935), a Chiquinha Gonzaga, inaugurava na música o gênero Marcha Carnavalesca (Ó, Abre Alas).
No livro a alma encantadora das ruas, publicado em 1907, João do Rio mergulha no mundo dos pobres desvalidos, marginais, bandidos e no society. Descreve noitadas da elite, rodas de batuque etc.
Naqueles inícios de século, do Rio descreve a figura por todos apreciada do palhaço, poeta, cantor, compositor negro Eduardo das Neves (1874-1919), que gravara com Bahiano (Manuel Pedro dos Santos; 1870-1944) a marcha de Chiquinha.
Dados biográficos à parte, os nomes aqui referidos foram de grande valia para o engrandecimento do Jornalismo.
Do século 20, Castelinho foi o colunista político mais respeitado entre colegas, leitores do Brasil. Sua famosa coluna (Coluna do Castello) surgiu nas páginas da tribuna de imprensa e migrou para o JB, onde foi publicada durante 31 anos.
Até os donos do Poder gostavam dele. Isso, porém, não impediu que fosse preso logo após a decretação do AI-5, em dezembro de 1968.
Machado e João do Rio nunca foram preso.
Além de jornalistas e escritores, Machado, João do Rio e Castelinho tinham em comum o fato de assumirem assentos na Academia Brasileira de Letras, ABL.
A ABL foi fundada por Machado de Assis, no dia 20 de julho de 1897.
Os três deixaram uma obra monumental.
Em 1989, a ABL publicou o livro “O Velho Senado”. Esse livro teve a apreciação de uma dezena de jornalistas e escritores analisando o pensamento político de Machado. Entre esses analistas, Castelinho.
Curiosidade: Machado de Assis nasceu no dia 21 de junho.
João do Rio morreu no dia 23 de junho.
Castelinho nasceu no dia 25 de junho e morreu aos 72 anos, no dia da Imprensa, 1º de junho.

quarta-feira, 17 de junho de 2020

IMB É TEMA DE MATÉRIA NO JORNAL A UNIÃO


O Instituto Memória Brasil é uma instituição perfil particular, que reúne cerca de 150 mil itens. 
Criado em 2011, o Instituto tem no seu acervo milhares de fotografias de artistas, jornais, revistas, centenários, partituras, livros e discos nos formatos de 76/78 RPM, compacto simples e duplo de 45/35 RPM, LP's etc. 
Há muitas raridades no acervo, adquiridas no território nacional e no estrangeiro.
O Instituto tem no seu quadro estagiários de jornalismo e artes visuais, como os paulistanos Vito Antico e Anna Daora. 
O Vito está no último ano de jornalismo, na PUC. Segundo ele, o curso que está terminando "é uma atividade fundamental para a preservação da democracia", que permite ao profissional estar sempre ligado e atualizado às questões de todo tipo no correr do cotidiano.
A Anna se acha no terceiro ano de artes visuais, mas de olho no Jornalismo. "Estou cercada de jornalistas, respirando jornalismo, quem sabe se um dia não entro nessa história?". 
O programador Rafael, o radialista Carlos Sílvio, o historiador Darlan Zurc e a jornalista Cilene Soares também prestam inestimáveis colaborações ao IMB, atualizando o site, inserindo postagens, áudios e imagens nas diversas mídias sociais do Instituto. 
Domingo 14 o repórter o terceiro jornal mais antigo do Brasil, A União, publicou entrevista feita por telefone com o presidente do Instituto Memória Brasil, IMB. Leia: 


EROSÃO ESTÁ ENGOLINDO A TERRA




Dia disso e daquilo servem para reflexão. Exemplo?

Em 2006 ou sete convenci a deputada conterrânea Luiza Erundina a apresentar à Câmara um projeto para instituir o Dia Nacional do Forró. Foi aprovado. Esse dia, 13 de dezembro, serve para todos nós lembrarmos da importância do gênero musical criado por Gonzaga e Zé Dantas, em 1949.

Hoje é o dia nacional de combate à desertificação.

Esse dia foi criado pela Organização das Nações Unidas (ONU).

O mundo está ficando deserto, ao contrário da população que se multiplica rapidamente.

Cerca de sete bilhões de pessoas habitam esse planetinha eternamente judiado pela maldade humana.

A Terra existe há cerca de 4,6 bilhões de anos. Mais um tempinho, daqui há um bilhão e meio, tudo vai pra o espaço.

Os mares avançam, engolindo praias e terras em volta.

A desertificação, a erosão, é visivelmente devastadora no Ceará, Rio Grande do Norte, Piauí, Pernambuco e Paraíba.

Em fins dos anos 80 o Rei do Baião gravou (Som da Gente, 1981) a pérola na forma de alerta composta por Walter Santos e Tereza Souza (Ouça, acima).

Meu amigo, minha amiga, você sabe onde se acha o ponto mais oriental das Américas?

Esse ponto, se acha há 14 quilômetros do centro da Capital Paraibana.

É nesse ponto do nosso Continente que o sol nasce primeiro. Pois é: é um privilégio ou não é?

Agora, atenção! O lugar, comumente chamado de Ponta do Seixas, está sofrendo com o avanço rápido das águas do mar. O cenário é triste. Veja:




 


terça-feira, 16 de junho de 2020

ACORDA BRASIL


Os ataques irracionais dos bolsonaristas contra a Democracia me lembraram do dia 8 de dezembro de 1980, quando radicais de direita atiraram contra a sede da Agência Brasileira de Reportagens, ABR, no bairro paulistano de Perdizes. Eu e uma dúzia de colegas integrávamos essa agência. Ninguém ficou ferido, só a Democracia.

O atentado em Brasília fez-me lembrar, também, de reportagem que publiquei na Folha, denunciando a ausência do Estado na periferia do município paulista de Ribeirão Pires. O Estado me processou, em 1983, mas fui absolvido.

Estamos vivendo momentos perigosos e de angústia.

Essa onda de violência provocada pela direita radical faz com que fiquemos todos em estado de alerta.

O atual ministro da justiça e e segurança, André Mendonça, acaba de invocar a lei de segurança nacional contra o jornalista Ricardo Noblat e Aroeira, autor de uma charge que associa Bolsonaro ao Nazismo.

Os cidadãos de bem e as entidades democráticas não podem se descuidar do que ora ocorre em Brasília.

Quem não lembra dos ataques incendiários às bancas de revistas, entre 1979 e 1980?

E da bomba que explodiu na Sede da OAB, em 1980?

E do atentado ao Rio Centro em 1981?

E do atentado contra o Estadão em 1983?

Não podemos nos esquecer disso nem das outras barbáries cometidas contra a democracia no tempo da ditadura militar (1964-85).

O Brasil não pode ser tomado pelas forças irracionais do obscurantismo.

Não custa lembrar: em 1983, a Lei de Imprensa, foi aplicada pela última vez, acho, contra mim. À época o governador de São Paulo era o biônico José Maria Marim, em última instância o cara que levou o jornalista Vladimir Herzog (1937-75) à morte, nos porões do DOI-Codi.

 

No Brasil o presidente

Torce por ditadura

Gosta de quem não presta

E de quem presta ele tortura

Que bicho tem na cabeça?

Um vírus doido, sem cura!

 

Aparece na tevê

Com pinta do Grande Irmão

Aquele do George Orwell

Sujeito sem coração!

Bolsonaro quer o povo

Comendo na sua mão

 

Pandemia da burrice

Ataca bolsonaristas

Que aos berros vão às ruas

Detonando jornalistas

Como nos velhos tempos

Faziam os nazi-fascistas

 

Os bobos dançam de quatro

Como pede o presidente

É uma dança esquisita

Uma dança diferente

Como diria Gonzaga

No seu cantar inocente...

 

Leia mais acessando: https://institutomemoriabrasil.com.br/


segunda-feira, 15 de junho de 2020

BRASIL, POBRE BRASIL. QUE VERGONHA!

Os estampidos de rojão, aos milhares, ouvidos na noite de sábado 13 em Brasília, não foram pró Antônio Santo Casamenteiro, mas contra o estado democrático de direito. 
Os tiros foram disparados por seguidores fanáticos do Bolsonaro.
Um horror!
O atentado, essa é a palavra, foi transmitido ao vivo pela redes sociais.
O que querem os seguidores de Bolsonaro?
O que quer Bolsonaro ao incentivar os seus seguidores a agredir a democracia, de forma tão violenta e covarde?
Quem provoca terror é terrorista. 
Os fiéis filhotes e viuvinhas da Redentora (1964-85) destilam ódio pedindo intervenção militar e o fechamento puro e simples do Congresso e do STF. 
O Congresso foi criado em 1826, e o STF, em 1891.
O Senado, como o STF, acolheu grandes representantes do povo brasileiro desde que foi criado.
Mas voltemos: o que diabo querem os bolsonaristas ao insistirem no fechamento dos poderes Legislativo e Judiciário?
Ditadura, mané, ditadura.  
No STF há processos que podem levar Bolsonaro à casa do chapéu. 
No Supremo Tribunal Eleitoral, STE, há oito ações que pedem a cassação da chapa Bolsonaro/Mourão. 
Na Câmara há 42 pedidos de impeachment, por enquanto. 
O paulista Jair Messias Bolsonaro é o 38º presidente da Republica Federativa do Brasil, mas está procurando sarna pra se coçar.  

Bolsonaro faz buraco 
Pra ele mesmo cair 
Cava aqui, cava acolá 
Ele assim vai conseguir 
Mas simplesmente poderia 
Pegar o boné e sumir 

Representante do mal 
Da dor e da maldade 
Inimigo do bem comum 
Avesso à fraternidade 
Bolsonaro prende muito 
Mas não prende a liberdade...

(JORNALISMO E LIBERDADE NOS TEMPOS DE PANDEMIA)

Quer ler o que escrevi sobre esse assunto em versos de cordel? Clique: 

  

domingo, 14 de junho de 2020

O NEGRO NA HISTÓRIA (1)

No mundo há pessoas mais iguais do que outras. É o que parece.
A onda de protestos contra negros assassinados pela polícia nos EUA tem despertados a auto estima de pessoas negras ou descendentes.
No Brasil essa onda parece não ter chegado. 
No Brasil a Polícia mata mais negros do que brancos, por que?
Ouço no rádio que o atual presidente da República mandou subordinados enxugarem a estatística que dá conta de crimes praticados pela polícia contra negros.
Deus do ceu!
A escravidão no Brasil existe desde o século XVI.
O Brasil foi o último país a, aspas, a abolir a escravidão. Oficialmente, diga-se.
No dia 14 de dezembro de 1890 o Secretário da Fazenda, Rui Barbosa, oficializou Despacho determinando que até aquela data todos os documentos referentes à escravidão no País fossem queimados, destruídos. 
Dentre todos os Estados, apenas deputados e senadores de São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul protestaram. O Deputado Francisco Badaró, mineiro, disse em Plenário ser uma vergonha o que estava fazendo o Ministro Rui Barbosa.
Nunca, o Brasil elegeu um presidente negro. Nilo Peçanha foi vice de Alfonso Pena.
Jesus Cristo era negro.
Que fique bem claro: Democracia tem que ser para todos, e não para "os mais iguais".
Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, gravou uma pérola que trata da presença do negro no mundo.
Ouça:

ESTOU FELIZ. VOLTEI A FAZER CAFÉ

Acordei com o dia cheio de frio. Quase tirintei. Acordei cedo, como sempre, mas a preguiça deteve-me na cama.
Nem olhei o termômetro, até porque se olhasse não o veria.
Ali pelas dez tomei coragem e enfrentei o chuveiro. Recomposto, com roupa pesada, voltei à cama e deitado liguei o rádio. Ouvir uma entrevista legal do Zico, na CBN. Ele falou, falou e falou sobre o Maracanã.
O Maracanã, inaugurado no dia 16 de junho de 1950, já é um setentão.
O telefone tocou e aí tomei coragem e saí da cama. Fui à cozinha e lá preparei, eu mesmo, o primeiro café depois de quase sete anos sem luz nos olhos. Que tal?
Foi o melhor café que já fiz na minha vida. Tomei-o saboreando o passado, quando até bacalhau eu fazia ao forno. 
Estou feliz e orgulhoso pelo café que eu mesmo fiz. Sim, não foi fácil achar chaleira, o pó pretinho, o coador, depois o açúcar e a xícara. Repito: estou feliz com o gosto do café que fiz, ainda na boca.
Num ano qualquer da década de 50, o compositor Victor Simon (1916-2005) fez uma música muito bonita falando de café. 
Todo mundo sabe que o café foi, junto com algodão, o principal produto de exportação do Brasil. Simon chegou a ser recebido por Mao Tsé-Tung (1893-1976), na China.
Ouça:

sábado, 13 de junho de 2020

SEM BALÃO NO CEU

Mesmo nestes tempos louquíssimos de Pandemia e presidente sem noção, há coisas boas acontecendo na telinha do celular ou do PC, no caso dos internautas mais antigos.
Estou falando dos festejos juninos que foram suspensos ou cancelados neste inesquecível 2020.
O amigo Carlos Sílvio conta que artistas nordestinos, como ele, estão se apresentando no Arraiar Virtual. Entre os nomes famosos do forró, da cachaça e da fogueira, têm comparecido à internet, em sessões lives, Adelmario Coelho, Elba Ramalho, Flávio José, Targino Gondin, Alceu Valença.
Em maio passado, Sílvio entrevistou Adelmario. Confira: https://www.youtube.com/watch?v=FXlGrhg9k8E
A cantora Anastácia, chamada de Rainha do Forró sequer sabe o que é live. Está na dela. A propósito, ontem 12 à noite ela ligou feliz da vida pra dizer que nas plataformas tipo Spotify já podem ser ouvidas 5 músicas novas de sua autoria que sairão em discos brevemente, após a Pandemia.
E viva Santo Antônio! E viva São João! E viva São Pedro! E que ninguém encha o ceu e balões!
Curiosidade: uma em nove cidades brasileiras trás o nome de Santo da Igreja Católica. Isso quer dizer que há cerca de 650 cidades que atendem, Brasil a fora, pelo nome de um santo. São José dá nome a 60 cidades brasileiras, seguidos de São João (54), Santo Antônio (38), e São Francisco (27).
O nome completo de Paiaiá, povoado baiano há 225 km de Salvador é São José do Paiaiá, cuja população anda na casa de 600 pessoas. "Mas com a minha saída, é possível que a população tenha diminuído", diz o engraçadinho Sílvio, que logo mais (às 19h; Intagram @cspaiaia) entrevistará Jorge Rivers, cantor e compositor angolano, autor de We Are Together.  Essa música fala da Pandemia dos tempos nervorsos que ora vivemos, é interpretada em 5 línguas. Ouço:

https://www.youtube.com/watch?v=9Dh30asiqas


Téo Azevedo e eu compusemos uma marchinha junina para o amigo Emídio Santana gravar.
Letra: Assis Ângelo Música: Téo Azevedo Interpretação: Emidio Santana
Para ouvir é só clicar:

É TEMPO DE FESTA JUNINA (1)



São João está chegando; antes dele, Santo Antônio.
Os festejos juninos datam da Antiguidade, isto é, de antes de Cristo.
No começo de tudo, junho era o mês em que os pagãos enchiam a cara, dançavam, faziam estripulias. A razão disso era a chegada do verão. Esperançoso e pululante, o povão apostava na fertilidade da terra e de tudo mais de bom que lhe viesse.
Incomodada com isso, a santíssima Igreja Católica pôs as unhinhas pra fora e deu um basta. Doravante, já d.C., junho seria também comemorado pelos cristãos. As festas juninas passaram, então, ao calendário católico.
Os festejos aos três Santos (Antônio, João e Pedro) chegaram ao Brasil com a família real e súditos.
Integrante dos festejos, a quadrilha deu um colorido à parte.
A fogueira já existia, desde os pagãos da Antiguidade.
Os fogos de artifício vieram da China, como colaboração pagã.
A culinária, esta muito especial, foi em boa parte extraída do hábito alimentar dos índios.
E depois enriquecida com ingredientes de outros brasileiros. E a música? A música que passou a animar os festejos veio (vejam só!) da França e de mais alguns países da Europa. Estou falando de valsa, polca...
E aí, muito tempo depois, veio o bom baiano Assis Valente (1911-1958), compondo pérolas que se eternizaram na voz de Carmem e Aurora Miranda, e de Chico Alves, que passaria à História como “o rei da voz”.
Quem criou a marchinha junina foi o baiano Valente.
Dada a “deixa”, entrou em cena o pernambucano Luiz Gonzaga (1912-1989). Gonzaga, depois de estilizar o baião, estilizou a marchinha junina.
Essa história de festas juninas eu conto no programa Raízes do Brasil, que seria inaugurado no dia 23 de junho 2019 na rádio Cultura AM/FM, de São Paulo. Quer ouvir? Clique:


O acervo do Instituto Memória Brasil (IMB) tem farto material sobre festas juninas, entre discos, livros e partituras.

sexta-feira, 12 de junho de 2020

NAMORO SEM CANJICA


Pela primeira vez os festejos juninos são suspensos no país inteiro. Motivo? O coronavírus.
Não faz sentido nenhum fazer São João fora de época.
Hoje 12 é o Dia dos Namorados.
No São João tradicional, celebrado no dias 13, 24 e 29, tem quadrilha, fogueira, pamonha, canjica e muita música.
Amanhã é o dia de Santo Antonio, que entrou na cabeça do povo como o Santo Casamenteiro.
Santo Antonio nasceu em Lisboa e morreu em Pádua, antes de completar 30 anos de idade, solteirinho da silva.
Quer saber mais? Clique:

https://assisangelo.blogspot.com/2014/06/hoje-e-dia-de-santo-antonio.html

As festas juninas tem história, no Brasil e no mundo. Confira:


DIA DOS NAMORADOS

O Dia dos Namorados, no Brasil, foi criado pelo pai do governador Dória. Ele fez isso para movimentar o mercado, os consumidores de tudo quanto é tranqueira.
Em 1964, o paraibano Geraldo Vandré gravou a pérola Samba em Preludio. Essa música é de autoria de Vinicius e Baden Powell, de Ana Lúcia e Vandré. Clique:


O CRIMINOSO BOLSONARO

Estou triste, muito triste.
Acho que o povo todo também está triste.
Nunca um presidente brasileiro fez tanto mal em tão pouco tempo a seu povo, como Bolsonaro.
Bolsonaro governa o país praticando vários tipos de crime, o último foi a recomendação que fez aos seus seguidores, para que invadissem hospitais e mostrassem leitos vazios. Bolsonaro continua achando, como se vê, que o coronavírus não passa de uma “gripezinha”.
O que ele tem na cabeça, hein?
É muita maldade o que esse ex integrante do Exército tem feito à nação.
A covid-19 já matou mais de quarenta mil pessoas no Brasil. No mundo todo, mais de 420 mil. Contaminados, o número já está chegando à casa dos oito milhões.
Meu amigo, minha amiga, você sabe quantos miseráveis o Exército matou em Canudos, no sertão da Bahia, entre 1896 e 1897?
Pelo menos 20 mil pessoas do povo tombaram pelas armas dos militares. Quer dizer, a metade do que a covid já matou.
Em dois meses e poucos dias, a gripe espanhola matou em São Paulo cerca de 5,3 mil brasileiros e no País, 35 mil. Isso, em 1918. A covid em São Paulo já matou o dobro.
Mais uma coisinha: entre 1864 e 1870, cerca de 50 mil brasileiros perderam a vida na chamada Guerra do Paraguai. Dessa guerra participaram, além do Brasil, a Argentina e o Uruguai. Além de perderem a Guerra, o Paraguai perdeu mais ou menos 40% do seu território para o Brasil e a Argentina.
A guerra que o mundo trava contra o coronavírus é terrível. Só Bolsonaro não vê.
Na Câmara, já foram encaminhados 42 pedidos de impeachment. No Tribunal Superior Eleitoral, TSE, há oito processos com pedido da cassação da chapa Bolsonaro/Mourão.
Pra ele, Jorge Ribbas e eu, compusemos a música que você pode ouvir agora. É só clicar:



quinta-feira, 11 de junho de 2020

O BRASIL, SEGUNDO TOM


Como disse certa vez Tom Jobim:
— O Brasil não é para principiantes.
No mundo todo, o tempo todo, acontece de um tudo. É gente matando, é gente morrendo, é o mundo pegando fogo.
No Brasil tem muita coisa que não presta, inclusive gente que parece ser gente, mas não é. Um exemplo disso anda instalado em palácio no Planalto.
Apaixonado por Trump, Bolsonaro estende seu amor ao pessoal guloso do Centrão. Agora mesmo, ele é todo graça pro lado do potiguá Fábio Faria (PSD), que acaba de ganhar um Ministério todinho só pra si: o das Comunicações.
Faria é um camaleão que já está no quarto mandato de deputado federal. Foi petista e votou a favor do impeachment contra Dilma.
E a vida segue.
Ouvi há pouco Bolsonaro estranhando o fato de os ministros do STF levarem a sério o pedido de volta do AI-5 e outras tranqueiras da época. Chegou a dizer que dar importância a certas falas dos seus apoiadores é como acreditar no Boitatá, no Bicho Papão ou na Mula sem Cabeça.
Será que o Bolsonaro está lendo esse blog?
Se sim, tomara que aprenda algo muito além das tranqueiras que sabe.
O número de mortes por Covid-19 no Brasil chegou, hoje, aos quarenta e poucos mil.
Será que o nosso presidente ainda acha que o novo Coronavírus é uma “gripezinha”?
Nos últimos dois meses, Trump aceitou três ligações do Bolsonaro. Claro que disse estar insatisfeito pela forma de como esse novo vírus está sendo enfrentado no nosso país. E como ele é um sujeito legal, acaba de enviar ao Brasil dois milhões de doses de Cloroquina e 1.000 respiradores. Meu deus! A que ponto chegamos...
No rádio ouvi notícia dando conta da exoneração de Regina Duarte, da Secretaria de Cultura. Coitada!
A propósito: ouvi também no rádio notícia dando conta do interesse de Bolsonaro fechar as portas da Cinemateca. Poxa, ele bem que poderia dar o acervo da cinemateca ao seu amigo Trump.
Pois é, o Brasil não é mesmo para principiantes. A propósito, é sempre bom ouvir Elis:




quarta-feira, 10 de junho de 2020

A DEMOCRACIA CORRE RISCO


O Brasil volta a viver momentos de grande apreensão.
Não à toa, o governo Bolsonaro continua militarizando o Ministério da Saúde e outros ministérios. São cerca de três mil o número de militares da ativa e da reserva atuando no governo. Muitos deles, em postos chave.
As lamentáveis e perigosas ações que o Presidente tem efetivado são inadmissíveis ao posto que ocupa. Igualmente perigosos e lamentáveis são seus seguidores. A democracia corre risco. É preciso que todos estejamos atentos.
Há poucos dias a sociedade civil está se organizando em movimentos como o que traz a assinatura do ex-presidente FHC, Ciro Gomes, Marina Silva, Fernando Haddad, Luiza Erundina, Sepúlveda
Pertence, ex presidente do STF, Tabata Amaral, Luciano Huck, Marcelo Freixo, Cristovão Buarque e outros cientes da gravidade Institucional que o país vive.
Lula recusou-se a assinar esse manifesto, que tem por título, Estamos Juntos.
Justificando o fato de não endossar esse manifesto, Lula disse que não assinaria papel algum em que se achasse pessoas ou personalidades que apoiaram "o golpe contra Dilma".
Ciro, por sua vez, no seu jeito "pega pra capá" de ser, disse que quem não assinasse documento público contra Bolsonaro é "traidor".
O ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva sempre foi um político de pensamentos e ações radicais. Ele mesmo disse há sete anos, que se o seu projeto de Constituição tivesse sido aprovado pelo Congresso Constituinte, "o país ficaria ingovernável". À época (1988) o PT era representado por apenas dezesseis deputados federais. 
Em 1988 eu respondia pela Chefia de Editoria de Política do jornal O Estado de S.Paulo. E semanalmente publicava debates que eu mediava no Estadão. De um desses debates participaram, Lula, Sepúlveda Pertence, José Serra... (registro acima).
Os brasileiros de bem têm que se juntar contra o governo Bolsonaro, pelas loucuras que tem anunciado e cometido.

WILSON SERAINE
O amigo pesquisador de cultura popular Wilson Seraine telefona de sua terra, Piauí, pra dizer que lá está chovendo. Lembrou que a crise sanitária piorada pelo Coronavírus está um horror, fazendo mal a todo mundo. Tomara que isso tudo logo acabe. Seraine concluiu dizendo que tem sentido saudade das rodas de viola. Do Piauí, pra mim, estão chegando doce de buriti, rapadura, cordel e livros. O que tenho a dizer? Obrigado, Seraine.


terça-feira, 9 de junho de 2020

BOLSONARO VIRA LENDA URBANA



Folclore é o conjunto de causos, cousas, lendas, mitos, histórias fantásticas, piadas etc.
Folclore: folk, povo; lore, ciência.
Folclore é ma expressão anglo-saxônica surgida no século 19, na Inglaterra.
O folclore reúne, além de tudo, histórias do tempo antigo que tem a ver com o real transformado em surreal.
Tudo que é relacionado ao folclore, como tal entendemos, tem relação com o que ocorre no período de, pelo menos, 100 anos.
Recentemente, porém, sugiram o que se convencionou chamar de “lendas urbanas”.
Meu amigo, minha amiga, você tem aí um exemplo de lenda urbana?
Pois é, você já ouviu falar da Loira do Metrô?
A Loira do Metrô é “uma” lenda surgida numa estação de metrô em São Paulo.
Tem também a Loira do Banheiro.
Tem, também, o caso do ET de Varginha.
Tem, também, o caso da Pisadeira.
A Pisadeira é um ser fantástico por hábito de invadir a casa através de uma janela aberta. E aí, ela sem pensar duas vezes, mata o sujeito ou a sujeita que esteja dormindo de barriga pra arriba.
E a Maria Sangrenta, hein?
A Anna da Hora conta, que essa Maria mora nos espelhos. O sujeito ou a sujeita que chamar seu nome três vezes, se lasca: a tal Maria surge e engole a tal sujeita ou sujeito que a chamou.
E o Bebê Diabo, você já ouviu falar?
E do ET Bilu?
O Bebê Diabo surgiu numa série de reportagem no extinto jornal paulistano noticias populares.
E sobre o ET Bilu, você tem alguma referência? Você já ouviu falar?
Esse Bilu surgiu num programa da Record.
Segundo a lenda, o Bilu veio de um lugar qualquer do espaço para transmitir conhecimentos. Cascata.
Na linha do Bilu, tem outro ET que está ficando muito badalado.
Certo dia, Maria professora perguntou à uma de suas estudantes de 11 anos, um exemplo de lenda urbana. A menina respondeu:
— Bolsonaro!
Maria professora perguntou por que, a aluna explicou:
— Ele é feio, é esquisito, fala palavrão, meu Deus!! Esse veio de um lugar que eu não sei da onde. Talvez do inferno. É terrível!
É possível, não há provas, que o ET de Varginha seja o mesmo que hoje ocupa a presidência do Brasil.



segunda-feira, 8 de junho de 2020

O TERRÍVEL MALAMÉM...



Criança tem medo de tudo.
Eu também já fui criança e também tinha medo de tudo: de Saci-Perere, de Cabra Cabriola, da Cuca, do Cururupira, do Quibungo...
Essa quem me contou foi o querido Klévisson.
Um dia a professora brincando com seus alunos, pergunta a Mariquinha, de que bicho ela tem mais medo.
A menina, ali na pureza dos seus seis anos, diz que tem medo do Lobisomem.
A professora concorda que o bicho é feio e que também dele tem muito medo. A professora faz a mesma pergunta a Aninha.
Aninha, com voz tremula, responde:
— Professora, professora, eu tenho medo é do Papa-Figo.
A professora concorda que o papa figo é um bicho horripilante.
Quieto, mas observando atentamente as perguntas da professora, Zézinho de repente diz alto e bom som:
— Professora, eu tenho muito medo é do Malamém.
A professora surpresa, pergunta que bicho é esse de que tanto tem medo. Reposta:
— Malamém, professora! Quem conhece muito é minha irmãzinha Maria. Toda noite antes de dormir ela reza um monte de reza e no fim diz: “Malamém”.
Malamém na verdade, é a junção das palavras mal e amém que são ditas ao fim do pai nosso.

domingo, 7 de junho de 2020

SE ESSA MODA PEGA...



Um ser desce do céu...
Um ser sobe num cavalo...
O simbolismo, muitas das vezes, é marcante.
Bolsonaro desceu de um helicóptero pago pelo bolso brasileiro.
O mesmo Bolsonaro, contrariando todas as normas de saúde, sobe num cavalo.
A imagem que fica é, para mim, o apocalipse montado num cavalo.
Quando ouvi no rádio e na TV essa história, lembrei-me de Calígula.
Ele foi o terceiro imperador romano, entre 37 e 41 da Era Cristã.
Calígula foi no seu tempo um governante o mais violento possível. Matou, mandou matar, estuprou e, assim, satisfez-se em todas as orgias.
Tudo pelo poder.
Tempos passaram e o Bonaparte virou inspiração de Hitler, que viu em Mussolini o seu complemento.
Não podemos esquecer: Nero se matou, Hitler se matou.
Na América Latina também houve napoleônicos e hitleristas, mussolinistas etc.. Exemplos? Stroessner, Videla, Pinochet, Chavez, Fidel...
E por cá já tivemos Getulio, Medici, Geisel...
Mussolini, Hitler...
O que estamos vendo hoje no Brasil é um perigo dos infernos.
O juiz decano do STF Celso de Mello disse o que disse no WhatsApp de caso pensado.
Com isso, falou fora dos autos que Brasil, América Latina e o mundo correm perigo.
Tudo pensado, como, aliás, Bolsonaro e seus milicianos o fazem.
O treinamento militar de milicianos está sendo feito nos subterrâneos da internet (deep web).
O ser descendo do céu, que meus olhos cegos viram, parece cena apocalíptica...
O mesmo ser, montado num cavalo, enquanto 30 mil mortos se estendem no chão...
Esse ser, simbolicamente, pode ser Calígula ou Napoleão, faltando-lhe apenas uma espada.
O acervo do Instituto Memória Brasil (IMB) tem discos com discursos, entre outros, de Hitler Mussolini, Geisel, Medici...

JORNALISTAS & CIA DISCUTE FUTURO DO JORNALISMO

A mais recente edição especial do Jornalistas & Cia, A Imprensa Constrói o seu Amanhã (n° 1.258), traz cerca de 130 depoimentos de profissionais do Jornalismo de quase todo o País, incluindo estados do Norte e Nordeste. Entre os profissionais que expuseram opinião sobre a imprensa pós Pandemia (o tema central da edição) estão Miriam Leitão, Carlos Sardenberg, Maria Cristina Fernandes, Luciano Martins, Maurício de Souza, Fernando Coelho, Neide Duarte, Luis Carlos Ramos, Sílvio Lancellotti, Moacir Assunção, Pedro Cafardo, Ignácio de Loyola Brandão e Cremilda Medina; e os cartunistas Jal e Paulo Caruso. Incríveis. O texto de Paulo, especialmente, é brilhante, pois crítico e cheio de graça.
Os depoimentos indicam a natural preocupação de todos nós temos sobre o futuro que invade nossa porta, com fúria.
A crise política, econômica e sanitária que desabou sobre o mundo vai deixar marcas profundas, indeléveis.
Desgraça de todos os tipos marcaram o mundo desde o dilúvio.
A literatura mostra pandemias como as provocadas pela peste negra e espanhola. No Brasil, inclusive.
A peste Negra, ou bubônica, matou um mar de gente nas três vezes que mostrou sua cara, nos séculos XIV, XVII e XIX.
Em 1918, a gripe Espanhola matou pelo menos 350 mil pessoas no Brasil. Isso em menos de 3 meses. Um horror. Ler Chão de Ferro, de Pedro Nava; e as memórias de Nelson Rodrigues. 
A Imprensa não apendeu muito com essas desgraças, até porque ainda engatinhava.
As pessoas nada ou muito pouco aprenderam com isso tudo que passou. Pena, fazer o que?
Essa edição especial deve ser lida, relida, espalhada e depois arquivada com carinho por todos aqueles que fazem Jornalismo e encontram no Jornalismo a via básica para a consolidação da Democracia, ora tão massacrada pelos poderosos de plantão.
A newsletter Jornalistas & Cia tem demostrado no correr dos últimos 25 anos sua importância para formandos e formados em Jornalismo. É o que eu acho. E acho também que haverá grandes adaptações na prática do Jornalismo. As redações, por exemplo, se multiplicarão nas moradias dos profissionais, que redigirão colunas e tal. Darão entradas ao vivo no Rádio e TV etc. Mas a figura do repórter continuará tão importante quanto hoje, pois dela dependerá a notícia que estará sempre na rua. 
Com essa edição especial de Jornalistas & Cia, o Diretor Eduardo Ribeiro fez mais um gol de placa.
Ah! Sim, ia-me esquecendo: a edição aqui referida finda com o cordel Jornalismo e Liberdade nos Tempos de Pandemia (capa Fausto, acima). De minha autoria, modéstia à parte.
Confira:

http://emkt.jornalistasecia.com.br/emkt/tracer/?2,6262003,55599147,bf0b,1


Em momentos diferentes, o radialista Carlos Sílvio, levou ao seu programa os jornalista Edu Ribeiro, Ignácio de Loyola Brandão, Sílvio Lancellotti, Paulo Caruso, e José Hamilton Ribeiro.
Confira, clicando:

https://www.youtube.com/watch?v=kYS5RhoNPz0&t=281s

https://www.youtube.com/watch?v=VPhFmJrWBVE&t=404s

https://www.youtube.com/watch?v=ugfb8PuCN1Q&t=767s

https://www.youtube.com/watch?v=q5MaashLQ8M&t=1262s

https://www.youtube.com/watch?v=fwZf5d38T20&t=6s

COVID-19 CARREGA REPENTISTA

Até agora, segundo noticiário internacional cerca de 130 jornalistas já morreram vitimados pela Covid-19. Um terço desse total, na América Latina.
A Covid-19 continua matando gente atuante em todas as áreas, no mundo todo.
Nos últimos 3 meses a Pandemia que caiu em todos os recantos da Terra matou músicos, poetas, médicos, enfermeiros etc. No Brasil, inclusive.
Edivaldo da Silva foi o primeiro poeta repentista que a Covid levou ao túmulo. Era cego. Tinha 48 anos e seu berço foi o município paraibano de Monteiro, a 300 km da capital João Pessoa.
O repentista morreu quinta 4, na capital paulista. Deixou vários discos gravados.
Um dia depois da morte de Edivaldo da Silva, foi a vez de nos deixar o poeta cordelista Arievaldo Vianna. No diz seguinte 6, partiu para a Eternidade outro cordelista: Luiz Eduardo Serra Azul.

O paraibano Edivaldo da Silva, que conheci há uns 10 anos, num mês qualquer de 2016 ou 2017 foi trazido a minha casa pelo cordelista Moreira de Acopiara. E conversamos muito. Nessas conversas, Edivaldo lembrou que o repentismo surgiu muito cedo na sua vida. E cedo também assumiu a profissão de repentista. Como repentista, Edivaldo atuou ao lado de grandes nomes da cantoria, como Sebastião da Silva. Para lembrar clique:

DÉBORA GARCIA
A poeta Paulistana Débora Garcia idealizadora do Sarau das Prestas é a convidada especial do apresentador Carlos Sílvio. Ela vai estar falando sobre questões raciais, sempre em pautan no programa Em Quarentena.
Para acompanhar o Instagram: @cspaiaia

sábado, 6 de junho de 2020

ARIEVALDO É ESTRELA NO CEU


Ontem 5 sexta fez uma semana que o Brasil perdeu um dos mais importantes poetas da cultura popular: Arievaldo Vianna.
Ari, como as pessoas das suas proximidades o chamavam, deixou uma trintena de livros e mais de uma centena de folhetos de cordel publicados. "Juntando o que ele e eu publicamos chega à casa dos 300", diz o irmão de Ari, Klévisson Vianna.
Conheci de perto o Arievaldo.
Ele era um cara bonachão e cheio de graça. Tinha uma agilidade mental das mais brilhantes. Era bom de verso, traço, copo e piada.
Ari era um artista completo, daqueles que cativam de bate pronto.
Depois de ler pra mim o cordel que escreveu em homenagem ao irmão, Klévisson contou-me que hoje o Ceará perdeu o cordelista Luiz Eduardo Serra Azul.
Luiz Eduardo partiu antes do tempo, como Ari. "Os dois tinham um medo danado de médico", lembra Klévisson.
Leim:



O encantamento de
Arievaldo Vianna
e sua chegada no Céu

Autor: Klévisson Viana
Que a Divina Providência
Inspire esses versos meus,
Traga a verdade e a doçura
De Jesus, Rei dos Judeus
E o sopro incontestável
Da influência de Deus.

Arievaldo Vianna
Foi poeta brasileiro,
Cordelista de renome,
Bom irmão, bom companheiro;
Tudo que fez tinha o brilho
De um talento verdadeiro.

Aqui no plano terrestre
Só semeou a bondade,
Ajudou o semelhante,
Nunca perdeu a humildade,
Foi um artista dotado
De grande simplicidade.

Tinha verve de humorista
A qualquer hora do dia
E, quando contava um causo,
Botava encanto e magia
E, por onde ele passava,
Brotava um pé de alegria.

Encantador de plateia,
Com voz bonita e possante,
Culto, suave e profundo,
Com sua prosa instigante,
Da cultura popular
Era devoto e amante.

Viveu 52 anos,
Porém produziu por dez
Artistas mais dedicados.
Cumpriu bem os seus papéis
E teve destaque como
Um dos grandes menestréis.

Deixou mais de 30 livros,
Folhetos bem mais de 100.
Com imensa facilidade,
Escrevia muito bem
E, em matéria de humor,
Não tinha para ninguém!

‘O Baú da Gaiatice’
Foi o seu livro de estreia,
Sua prosa e o seu verso
Tinha o dulçor da colmeia
Do mel silvestre extraído
Pra o deleite da plateia.

Escreveu pra São Francisco
Um livro bem pesquisado
Com tudo que era folheto
Sobre o tema registrado.
Com paciência, anotou
Depois deixou publicado.

Com o “Acorda Cordel”
Alçou voos nacionais
E teve oportunidade
De produzir muito mais
Junto com Jô Oliveira,
Artista muito capaz!!!

E, para Leandro Gomes
De Barros, fez com valia
Um livro muito importante
Contendo a biografia
Do mestre lá de Pombal
Que foi rei da poesia.

Vários livros publicados
De sua verve tão fina...
Fez “Sertão em Desencanto”,
“No Tempo da Lamparina”.
Cada obra que escrevia
Era única, genuína.

Na família era estimado
Por pais, irmãos e por filhos.
Pra ajudar quem precisava
Nunca botava empecilhos,
Pois seu vagão de bondade
Nunca saía dos trilhos

Deixou centenas de amigos
Que choram sua partida
Prematura, na verdade,
Sem direito a despedida.
Todos lembram de Ari
Nos bons momentos da vida.

Dizem que os bons morrem cedo,
Ari cumpriu a missão!
E o bom Deus o levou
Pra residir na Mansão
Celeste onde a poesia
É linda igual oração.

Marcos Aurélio chorou,
Autemar tá descontente,
Chora Itamar e Vandinha
Sua presença inda sente,
E Klévisson Viana luta
Pra tocar o barco em frente.

Sua mãe, dona Hatiane,
Seu paizinho Evaldo Lima
Rezam para o filho amado
Por quem nutrem grande estima.
Ari fez da vida um verso
Com oração, métrica e rima.

O seu filho Daniel,
Sua filha Mariana,
O Yuri e o João Miguel
E a esposa Juliana
Lamentam a partida súbita
De Arievaldo Vianna.

Contudo, o bom Deus achou
Por bem chamar o poeta,
Pois viu que sua jornada
Já estaria completa.
Como Deus tinha outros planos
Traçou pra ele outra meta.

Quando o corpo de Ari
Sucumbiu à bactéria
E o espírito do poeta
Se desprendeu da matéria,
Os anjos levaram Ari
Dessa terra deletéria.

Chegou no Céu Arizinho
Com uma mala de cordel.
No portão logo avistou
Alzirinha e Seu Manoel,
Os seus avós estimados
Que abraçaram o menestrel.

E Ari, não mais sentindo
Dores, fraqueza e cansaço,
Vendo seus avós queridos,
Os envolveu num abraço
E confirmou que a família
É incontestável laço.

Após descansar um pouco,
São Pedro, bem sorridente,
Cumprimentou o poeta,
Que já estava contente,
E não sentiu mais tristeza
Daquele instante pra frente.

Num belo jardim que havia
Perto da Santa Mansão
Estava Alberto Porfírio
Improvisando em quadrão
E junto a ele encontrou
João Firmino e Azulão.

João disse a Arievaldo:
— Que bom lhe ver por aqui!
Se achegue, ande pra cá
E venha olhar de per si
A festa que hoje faremos
Pra lhe receber, Ari.

E chegou Ribamar Lopes
Escrevendo num caderno.
Quando viu que era Ari,
Deu-lhe um abraço fraterno
E disse: — Ari, lhe esperava
Na morada do Eterno!

Ariano Suassuna
Cumprimentou o poeta,
Chegou Gonzaga Vieira
Andando de bicicleta
E logo foi se formando
Uma plateia seleta.

Chegou ali Santo Antônio
(Seu santo de devoção)
Ao lado de São Francisco,
Veio apertar sua mão.
Ari segurou as lágrimas
De alegria e emoção.

A Santa Virgem Maria
Lhe mandou carta lacrada.
Quando Ari abriu e leu,
Disse a Santa Imaculada:
“Fique calmo, sua mãezinha
Por mim será confortada.

A seu pai, Evaldo Lima,
Já mandei uma mensagem.
Ele é maduro e entende
Que a vida é uma passagem
E as riquezas terrenas
Não passam de uma miragem”.

João Firmino se achegou,
Perguntou: — Arievaldo,
Como vai Klévisson Viana,
Meu amigo de respaldo,
Rouxinol do Rinaré
E Evaristo Geraldo?

Ari disse: — Eles estão
Com medo da pandemia,
Mas, mesmo em tempos difíceis,
Nunca perdem a alegria
E não abandonam o front
Em defesa da poesia.

Ari disse: — Também tem
O Pedro Paulo Paulino,
Marco Haurélio e Eduardo
Macedo, poeta fino!!!
E o nosso Jota Batista
Que é um cabra malino!

Tem Paiva e Paulo de Tarso
Poeta e declamador,
O pessoal da AESTROFE
Digno de todo valor
Os vates do CECORDEL
E a Casa do Cantador.

Depois chegou Valdir Teles
Com a viola afinada
Junto a João Paraibano,
Vate de mente afiada,
Cantaram pra Arievaldo
Uma bonita toada.

Chamaram então o poeta
Patativa do Assaré
E Paulo Nunes Batista,
Com inspiração e fé,
Deu vivas ao bom poeta
Que viveu em Canindé.

Ari olhou para um lado
Onde se avistavam uns jarros
Chegou uma comitiva
E estacionou uns carros
Trazendo o grande poeta
Leandro Gomes de Barros.

Leandro deu-lhe um abraço
Com efusiva alegria,
Lhe cobriu de elogios,
Recitou uma poesia
E agradeceu Ari
Por sua biografia.

Ari louvou a Leandro
(Aquele espírito de luz),
Quando o foi chamar de mestre
Disse Leandro: — Jesus,
Só ele é quem é o Mestre
Que morreu por nós na cruz!

Foi uma festa bonita
Que durou mais de um dia
O jardim celestial
Se encheu de alegria
E em toda parte nasceram
Muitas flores de poesia.

FIM

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