Seguir o blog

quinta-feira, 16 de novembro de 2023

VAMOS FALAR DE BOA MÚSICA?

Assis Ângelo e Manezinho Araújo 
Sempre bom falar do que é bom, principalmente do Brasil. Somos ricos em música, literatura, cinema, dança, teatro, do popular ao erudito e tudo o mais.
É grande o número de cantoras e cantores e recomendo uma visita à obra de Manezinho Araújo, Carmem Costa, Maria Bethânia e por aí!
Manezinho Araújo, com quem tive a alegria de partilhar a amizade, deixou uma obra musical muito significativa. Neste ano de 2023 completam-se 90 anos da primeira gravação de de Manezinho em disco de 78rpm..
Além de emboladas, Manezinho gravou sambas, toadas, canções e outros ritmos.
Carmen Costa foi uma cantora muito importante para a nossa música. Cantava com alegria, extraíndo da garganta a beleza da sua alma. Nasceu em 1920. Eu a entrevistei. Perguntei sobre Luiz Gonzaga, Rei do Baião. 
A primeira cantora a gravar Luiz Gonzaga foi Carmen Costa. Dele gravou dois chorinhos.
E Bethânia? 
A filha de dona Canô é irmã de Caetano, recebeu na pia batismal o nome de Maria Bethânia por causa de uma canção de mesmo nome composta pelo pernambucano Capiba.
É bela e rica a cultura musical popular do Brasil.
É isso. Acesse:

terça-feira, 14 de novembro de 2023

BAMBAS NEGROS DO BRASIL. VIVA!

Os negros no Brasil tem uma história própria, além do período terrível de escravidão que viveram no Brasil até recentemente. Claro, antes de 1888 a situação era muito pior. Mas ainda sim problemas graves ainda atingem a vida dos brasileiros e brasileiras negros.
A maior parte da população brasileira é constituída de negros e pardos. 
O cantor pioneiro da nossa música popular, Manuel Pedro dos Santos, era negro. Sua primeira gravação em disco ocorreu em 1902. A música era um lundu intitulada Isto é Bom. O autor dessa música, também ator e autor de teatro, era negro e tinha por nome Xisto Bahia. Esses dois artistas nasceram em Santo Amaro da Purificação, mesmo berço de Caetano e tal.
Na mesma leva de intérpretes pioneiros da nossa música também se acha Cândido das Neves. Antes de cantor, Neves era palhaço de circo. Negrão, alto e dono de dentes alvíssimos. A história conta que esse Neves era cheio de onda, engraçado, admirado e desejado pela mulherada.
Cândido das Neves, carioca, é um dos personagens do jornalista João do Rio. Passeia no livro A Alma Encantadora das Ruas.
João do Rio, pioneiro no jornalismo, era baixo, fofinho e negro. Foi o mais novo integrante da Academia Brasileira de Letras, ABL.
Tudo que João do Rio escreveu e deixou em livro, principalmente, vale a pena ler.
Sou, confessadamente, um apaixonado por João Paulo Emílio Cristóvão dos Santos Coelho Barreto. Em sua homenagem, perdi a vergonha e compus Embolada pra João do Rio. A gravação é da dupla Cajú e Castanha. Ouça:

ESTÃO NO CÉU

Eu não disse, mas digo agora: o craque da graça e da música Cândido das Neves nasceu no dia 24 de julho 1899, mesmo ano em que a maestrina Francisca Edwiges Neves, mais conhecida como Chiquinha Gonzaga, compunha a primeira marchinha de Carnaval, a famosa Ó Abre Alas. E morreu num dia como hoje em 1934.
E Zé Kéti, você sabe quem foi Zé Kéti?
Zé Kéti (acima, com Assis) foi um dos mais importantes compositores de música de Carnaval do nosso País. Nasceu em 1923, no Rio e morreu em 1999. Agora façam as contas: se Cândido das Neves nasceu em 1899, quantos anos passariam para que o bamba Zé, também morresse?
Viva os bambas!

domingo, 12 de novembro de 2023

LICENCIOSIDADE NA CULTURA POPULAR (52)

Diário Carioca
José Ramos Tinhorão era um jornalista dono de uma bagagem intelectual invejável. Era um erudito, podemos dizer. Saia-se bem em espanhol, italiano, inglês e francês, que conseguia falar sem sotaque e escrever sem erros gramaticais. Deixou publicados 29 livros, todos tratando a fundo sobre música popular, o primeiro (Música Popular - Um Tema em Debate) lançado em 1966.
Era propósito de Tinhorão fechar o ciclo de pesquisas que iniciou em fins dos anos de 1940 com um livro sobre licenciosidade ou "putaria", como dizia fazendo graça aos amigos mais próximos. 
Ele achava um barato e como tal respeitava os cordelistas, também chamados de "poetas de bancada". 
De fato, os cordelistas são grosso modo bastante inspirados.
A literatura de cordel é classificada por ciclos temáticos: religião, cangaço, guerra, política, personalidades, esporte, erotismo, feitiçaria, gracejo e tal.
Dentre o material "garimpado" para fechar seu próprio ciclo como pesquisador ou historiador como preferia ser chamado e não como crítico musical, Tinhorão começou a reunir folhetos de cordel e livros nacionais e estrangeiros que tratassem de putaria. Foi assim que caíram em suas mãos Manoel Monteiro, Franklin Maxado, Klévisson Viana, Bastinha Job, Dalinha Catunda e outros.
No folheto de oito páginas Um Jumento e Duas Doidas as autoras, em peleja, se desafiam numa quase agressão. Começa assim:

DALINHA CATUNDA 

Eu sou nordestina
Da cabeça chata
Raiva não me mata
E nem me alucina
Olhando sua crina
Pensei em montar 
Se me derrubar 
Não tem nem talvez
Até lhe amansar


BASTINHA JOB

Também sei montar
Cedinho aprendi
Jamais esqueci
Achei bom trepar
Melhor é gozar
De tanto prazer
Corpo e alma gemer
Sentir alegria
Que até contagia
Quem meu verso ler!...


O paraibano Manoel Monteiro sustentou a família publicando e vendendo folhetos Nordeste afora. Era chegado a gracejos e até explícito nas suas incursões que fazia no campo erótico. Em Mulher Gosta de Ouvir, por exemplo, indicava já na capa ser "impróprio para menores de 90 anos". Veja:

Qual a mulher que não gosta
De ter o homem que ama
Com o corpo nu sobre o seu
No vai e vem duma cama
Ofegante e meio torpo 
Com as mãos a roçar-lhe o corpo 
E a boca a sugar-lhe a mama?...

(CONTINUA…)

Foto e reproduções de Flor Maria e Anna da Hora

O SEDUTOR CASANOVA

É provável que você já tenha ouvido falar em Casanova, Giacomo Casanova.
É provável que você nunca tenha ouvido falar em Aretino, Pietro Aretino.
Casanova e Aretino amavam amar mulheres e escrever tudo que sentiam e viam ao derredor. Os dois tinham em comum, além disso, o fato de serem italianos. Viveram, porém, em tempos diferentes. 
Casanova nasceu em 1725 e morreu em 1798. Seu livro mais conhecido é A História de Minha Vida, em quase 4 mil páginas manuscritas.
Aretino morreu em 1556, aos 64 anos de idade. Seu livro mais conhecido é Sonetos Luxuriosos. 
Casanova tinha um ídolo: Pietro Aretino.
Para Casanova, acabo de gerar o poeminha abaixo:

Comecei lendo livros
Lendo livros me formei
Certa vez eu quis ser padre 
Mas a tempo recuei 
Foi numa biblioteca 
Que finalmente me achei

Pra mim foi tudo fácil 
Fácil tudo se acabou 
Amei muitas mulheres 
Mas nenhuma me amou 
Foi assim que descobri 
Que pra mim a luz pifou 

Ora pois eu sei que fui

Bom aluno e professor 

Na escola aprendi

Os segredos do amor

Desde então eu parti

Pra viver com destemor


Eu sou o personagem

Das histórias de amor

Muitos mentem sobre mim

Comigo fazem terror

Eu não sou o que dizem

Tampouco sou sedutor!


Era veneziano 

O mais famoso sedutor 

Nascido para ser padre

Desistiu foi professor 

Pra com calma ensinar

Os caminhos do amor


Foi um aventureiro

Diferente dos demais

Não pensava duas vezes

Pra quebrar regras legais

Pra ele certas coisas

Eram muito naturais


A mãe era uma atriz

E o pai um bom ator

O casal teve seis filhos

Entre eles um pintor

Que fixou em tela

O mano galanteador


Era um cara simples

Bonito e elegante 

Andava bem vestido

Com firmeza, confiante

Chamava a atenção 

Por ser também galante


Varão, forte e viril

— E bem dotado também!

Andou por todo canto

Num eterno vai e vem 

Verdade seja dita

Nunca dormiu sem ninguém 


Casanova era fã

De Pietro Aretino 

Um poeta sem vergonha 

Devasso e cretino

Diziam inimigos 

Do ousado libertino


Mas ele não ligava

Pois tempo não perdia

Gostava de bom vinho

De mulher e putaria 

Quando queria chamava

O Deus Baco pra orgia


Por um rabo de saia

Tudo fazia num piscar 

Leão caçava a pau

E onça fazia miar

Do céu tirava o sol

Somente pra se mostrar


Casanova foi um cara

Que gostava de pecar

E pecava todo dia

Sem poder se controlar

Sua fama ele fez

Pra na história ficar


No seu tempo fez de tudo

Com beleza, alegria

Seu prazer era o prazer

Que dava e recebia

Casanova fez de tudo 

Com mulher o que queria 


Um amante completo

No rigor da perfeição 

Casanova sempre foi

Um mestre da sedução 

Pra ele toda mulher

Era benção da Criação 


Esse cara tudo fez

Inda mais até faria

Pra um dia ser lembrado

Pelas coisas que sabia

No seu mundo aprendeu

A viver com ousadia


Casanova nunca teve

Nem limite nem noção 

Por uma mulher gostosa

Agarrava até o cão 

o Inferno todos sabem

É o mundo da perdição 


Pode ser pode não ser 

Verdade o que contou 

Mas ele contava bem 

As batalhas que travou

Sua luta era na cama 

Com as mulheres que amou 


Nesse mundo ele passou 

Amando e sendo amado 

Pra onde quer que fosse 

Era sempre desejado 

As mulheres viam nele 

Um macho apaixonado 


Casanova não fumava 

Casanova não bebia

Casanova tinha medo 

De brochar em plena orgia 

Por isso se cuidava 

Pra fazer o que fazia 


O cara no entanto

Não era brinquedo, não

Estava sempre pronto

Para entrar em ação 

Mulher ele chamava

Para chamegar no chão


Viver é coisa boa

Mas é bom ter cuidado

Quem anda sem destino

Pode pegar trem errado

Um trem de pés pra cima

É um trem descarrilado


Pacato de bom papo

Detestava confusão 

De briga ele fugia

Sem nem topar discussão

Porém um dia foi preso 

E atirado na prisão 


Fora vítima de quem

E qual a acusação?

Quem seria seu carrasco

Alguém da inquisição?

Ou um maluco qualquer

Sem rumo, sem direção?


Agora o que fazer

Ali encarcerado

Que nem um preso qualquer

Depois de condenado?

Fugir, tinha de fugir

Pra não ser crucificado 


Pra isso fez um plano

Pra lá de bem bolado:

Furar uma parede

Subir lá no telhado

E pronto! Estava livre

Que nem um ser alado


Muita coisa ele fez

Até mesmo por compulsão 

Estudou e aprendeu 

A arte da tradução 

Não à toa encantou-se

Com Homero e com Platão


Teve tempo pra ouvir

Muito tempo para ler

Escutando aprendeu

A cultura do saber

Seguindo essa trilha

Completou-se no prazer


Traduziu Elíada

Para italianos

Livro trata da guerra

Entre gregos e troianos

Que começou com um rapto

E durou mais de dez anos


Aprendeu tudo que quis

No belo campo da cultura

Leu Dante, Camões e Sade

Mestres da literatura

Porém ele aprendeu

A viver com pica dura 


Tinha sorte no amor

E no jogo tinha azar

Não sabendo o que fazer

Ajoelhou-se pra rezar

Seu destino era perder

Muitíssimo antes de ganhar.


Morreu longe de casa

Esquecido sem ninguém 

Distante das mulheres

E dos seus filhos também 

No jogo perdeu tudo

Um por um cada vintém 


sábado, 11 de novembro de 2023

LICENCIOSIDADE NA CULTURA POPULAR (51)

Franklin Maxado
Como expressão artística, a licenciosidade se acha em tudo quanto é língua no vasto campo da cultura popular e erudita. Seja na música, na dança, na poesia, no romance e em todo canto mais.

A poesia popular é a poesia feita por pessoas não letradas, sem nenhuma ou pouca frequência nos bancos escolares; ao contrário do que podemos classificar de erudito ou erudita.

Olavo Bilac, Manuel Bandeira, Drummond eram eruditos, por exemplo. 

A licenciosidade como tal conhecemos e chamamos se acha nas culturas espontâneas ou fabricadas desde os tempos de tresontonte, também conhecido como tempo em que galinha tinha dente e voava que nem águia.
Até hoje o Brasil gerou centenas de ótimos poetas populares como Leandro Gomes de Barros, Zé da Luz, Patativa do Assaré, Manoel Monteiro,  Franklin Maxado, Klévisson Viana, Marco Haurélio.

Populares aí falei de homens, mas não são poucas as mulheres que se aventuram nesse campo. Entre essas Dalinha Catunda (Maria de Lourdes Aragão Catunda), Bastinha Job (Sebastiana Gomes de Almeida Job), Nevinha (Maria das Neves), que entrou para a história da cultura popular ao publicar o primeiro folheto intitulado O Violino do Diabo ou o Preço da Honestidade. Ela usava o pseudônimo do marido. Mas essa é outra história.

sexta-feira, 10 de novembro de 2023

EU E MEUS BOTÕES (74)

Confesso que achei meio esquisito, pois ainda não me acostumei a certas coisas. Digo isso porque nem bem cheguei à casa e logo fui cercado pelos amigos que atropeladamente perguntavam o que havia ocorrido comigo. Pedi calma. Contei que fizera uma viagem de última hora à Grécia. Deu tudo certo, não fosse a irresponsabilidade que me levou a esticar as pernas até Israel. Eu jurara a mim mesmo que na primeira oportunidade iria pagar pecados de amigos no Muro das Lamentações. Eu nem acabara de dizer isso, justificando minha ausência na casa, os amigos caíram na risada.

"Desculpa, chefe", disse se levantando o brutamontes Lampa, acrescentando: "Desculpa de novo, mas eu não consigo imaginar o chefe ajoelhado rezando num muro e pedindo a Deus que apague os pecados dos amigos!".

Dessa vez fui eu que não aguentei e caí na gargalhada. Outros me acompanharam. 

Zilidoro pediu a palavra e antes mesmo que todos cedessem o aparte pedido, foi logo dizendo que Lampa estava enganado. Explicou: "Lá no Muro pecador não se ajoelha pra rezar". 

"Lampa é uma besta!", falou em voz alta Barrica. Bil, seu irmão, disse que Lampa é uma besta mesmo. E nem acabara de dizer isso, Lampa deu um pulo do tamborete ameaçando: "Se repetir eu te sangro!".

Barrica repetiu.

Lampa, suando e babando feito um bicho, partiu pra cima dos irmãos Barrica e Biu. 

Tumulto feito, Lampa foi imediatamente imobilizado. E desarmado. 

A turma do chega disso, que somos todos nós, evitou que algo grave pudesse acontecer.

Ânimos acalmados, pedi que Barrica e Biu se desculpassem apertando a mão de Lampa. 

Com cara de poucos amigos, Lampa apertou a mão dos irmãos cuspindo de lado. E resmungando disse: "Na próxima não vou apertar a mão de feladaputa nenhum".

Bom pessoal, recomecei. Faltei a várias reuniões porque fiquei preso em Israel. 

Zoião, Zé, Jão e Mané se levantaram e curiosos perguntaram em uníssono: "Seu Assis, o Sr. viu a guerra?".

Não só vi, eu disse, escapei dela no primeiro avião que pude.

E todos bateram palmas.

Encerrando, Zilidoro abriu a boca pra dizer que "Estamos no fim do mundo!".

quinta-feira, 9 de novembro de 2023

OLHO POR OLHO, DENTE POR DENTE

Não pude ficar indiferente à fala de uma mulher que eu saberia em seguida ser de origem palestina. Rosto antigo de quem sofre muito, machucado. Voz trêmula, balbuciante, disse: "Mas consegui salvar uma tartarugazinha e quatro passarinhos, estes aqui".
Chorar não chorei, mas o talo do gogó deu-me um nó que tocou fundo na minha alma. Fiquei com cara de paisagem, tentando entender o que ocorria no íntimo daquela mulher que tinha uns 80 anos de idade. Eu a ouvi num canal de TV.
O canal de TV onde falou essa mulher mostrava, além dela um amontoado imenso de destruição. Prédios no chão, caídos e corpos espalhados ao Deus dará. Um horror! A cena lembrou-me Dante e o Inferno que criou.
Enquanto a mulher falava, ao fundo ouviam-se estouros de bombas e pipocar ensurdecedor de balas de metralhadora.
Zapeando, encontrei outros canais. Em um deles aparecia o primeiro-ministro de Israel, Netanyahu, dizendo que o Hamas vai aniquilar-se por completo. O Hamas, por sua vez, tem jurado e espalhado aos quatro ventos que nem cinzas restarão de Israel.
Pois é, está na Bíblia: olho por olho, dente por dente.
Enquanto isso, as guerras continuam engolindo inocentes.
Ah! Sim: não sei se a mulher da tartaruga e dos passarinhos sobreviveu após a entrevista à TV.


O IVO DA IVA

Menino novo que sou e memória boa que tenho lembro como se fosse hoje das primeiras lições de Bê-á-bá que a dona Margarida me deu já no primeiro dia de aula, em Alagoinha, PB. Dizia: um b com a...
Dias depois, avançando nos estudos, a professora pedia pra repetir: Ivo viu a uva...
Pois bem, essas histórias continuam ilustrandi as paredes da minha memória.
Ontem 8 acompanhei a aprovação da Reforma Tributária no Senado. No placar: 53 × 24. Foi quando me lembrei do Ivo.
Vamos fazer de conta de que Ivo é Iva e Ivo é Ivo mesmo.
Ivo representa o governo que temos e Iva é o povo que ganha nada ou muito pouco.
Na reforma em pauta IVA é a sigla Imposto sobre Valor Agregado. Esse imposto reunirá IPI, PIS e tal. Ouça:

quarta-feira, 8 de novembro de 2023

HÁ 31 ANOS MORRIA PENSAMENTO

Você sabe quem foi o cantor e compositor Pensamento da Silva?
Esse artista, paulistano, nasceu no dia 8 de novembro de 1945. E quando morreu tinha 46 anos de idade.
Esse Silva começou a carreira de cantor cantando em programa de calouros. Seu primeiro disco foi um compacto simples com as músicas A partida e Quero te dar meu Coração. Saiu pela extinta RCA. Nesse disco, o artista foi acompanhado musicalmente pelo grupo Os Iguais. Não vendeu horrores, mas deu para o gasto.
A essa altura o público começava a conhecer o jovem Antônio Marcos.
Conheci de perto Antônio Marcos. Era um cara bom, tranquilo, em paz com a vida. Estava sempre com a língua molhada de álcool. Mas era bom de papo, conversador. Eu o definiria como uma pessoa ótima. Foi casado com  a cantora Vanusa, com quem teve 2 filhos.
Antônio Marcos deixou vários sucessos, um desses entrou para a história da música romântica. Título: Como Vai Você, lançada por Roberto Carlos em 1972.
Você lembra da música Oração de um Jovem Triste?


terça-feira, 7 de novembro de 2023

VIVA A PREGUIÇA!

O cantor e compositor baiano Dorival Caymmi, um dos nossos grandes cidadãos, adorava não fazer nada. Mas o nada que ele fazia, nunca ninguém fez. Exemplo?
Caymmi, que tive o prazer de entrevistar para o programa que eu apresentava na Rádio Capital, partiu para a Eternidade deixando uma obra pequena em tamanho e densa na qualidade... E aí perguntei ao mestre sobre o seu esporte predileto, o de não fazer nada. E ele, rindo uma risadinha sacana, disse apenas: "Pois é, Assis, ninguém me chama pra nada".
Hoje é o Dia da Preguiça, que a Bíblia condena.
Hoje é também o Dia do Radialista.
Meu amigo, minha amiga, se ainda não teve o prazer de ouvir ouça O Samba do Rádio que compus com o amigo Jarbas Mariz: 


GUERRA É COISA DO CAPETA!



Não era para tal, mas até hoje me surpreendo com notícias sobre guerras. 
Pra mim, guerra é coisa do Capeta.
Grandes escritores brasileiros, como Joel Silveira e Zé Hamilton Ribeiro, cobriram guerras. Joel, que era empregado de Assis Chateaubriand, cobriu parte da Segunda Guerra Mundial. Zé Hamilton, repórter da Realidade, foi enviado ao Vietnã. 
No momento há várias guerras rolando mundo afora. Umas lá pelos lados africanos, outras na Europa e Oriente Médio. A mais recente foi deflagrada há um mês. 
No dia 7 de outubro deste quase findo 2023, os incendiários do ultra-violento e radical grupo Hamas invadiram a parte sul de Israel provocando a morte de pelo menos 1,5 mil homens, mulheres e crianças. A resposta israelense foi imediata. 
Formalmente declarada, o sangrento conflito já gerou pelo menos 10.000 mortos. Ou 11.000? Ou 12.000...
Verdade é que oficialmente ninguém sabe quantos mortos essa maldita guerra já gerou.
Israel, pedaço de terra que fica ali nas proximidades de Canaã, vive em sangue há milhões de anos.
Nessa terra Jesus, Maria e José puseram os seus santos pés. 
Antes de crescer, o filho famoso de Maria e José foi levado em fuga ao Egito governado tempos atrás pela majestosa Cleópatra, filha de Ptolomeu XII.
Como rainha do Egito, Cleópatra desposou o ditador Júlio César e depois o General Marco Antônio, com quem teve pelo menos três filhos. Mas essa é outra história. 
Jesus, depois de batizado por João no Rio Jordão, saiu por lá pregando pela paz. Mas não deu certo, como se vê...
Mexendo nos arquivos do Instituto Memória Brasil encontrei um exemplar da extinta Realidade, revista que marcou época. Durou
10 anos, de 1966 a 1976. O exemplar achado, de n° 33 de dezembro de 1966, traz na capa o rosto do revolucionário Luis Carlos Prestes (1898-1990). E uma chamada à leitura de uma bela reportagem escrita pelo saudoso Eurico de Andrade (1940-2005), ex-diretor de jornalismo da Globo de São Paulo e Rio de Janeiro.
A reportagem em pauta tratava da história de Israel, Estado fundado em 1948.
Junto com Israel, era também pra ser criado o Estado da Palestina. Não foi e o resultado é bomba pra lá e pra cá e gente inocente morrendo à toa.
O título da reportagem de Eurico é Israel: Paz e Guerra no Kibutz. Começa assim:
Eles abandonaram seus cursos, deixaram seus países, mudaram seus valores, adotaram uma nova língua. Vieram construir o lar nacional judeu. Em Bror Chail — fazenda coletiva israelense —, nosso repórter Eurico Andrade presenciou o resultado da fusão do jeitinho brasileiro com os ideais socialistas e a mística da Terra Prometida. Em Israel, esse pequeno país encravado entre o mar, o deserto e a morte, 85 mil pessoas vivem na fazenda

GUERRA E PAZ NO KIBUTZ
Centenas de brasileiros já foram repatriados. Outros, deverão voltar ao Brasil ainda nesta semana.
Enquanto isso o presidente da Ucrânia lamenta o fato de a guerra declarada por Israel ao Hamas venha desviando a atenção da guerra da Rússia contra o seu país. Ele disse: “É claro que está claro que a guerra no Médio Oriente, este conflito, está tirando o foco”.
Isso tudo me faz lembrar a definição de guerra feita pelo filósofo francês Charles Voltaire (1694-1778): "A guerra é o pior dos crimes, mas não existe agressor que não disfarce seu crime com pretexto de justiça".

domingo, 5 de novembro de 2023

VIVA A LÍNGUA PORTUGUESA!

O dia 5 de novembro, hoje, foi escolhido para refletirmos sobre a língua que falamos.
A língua portuguesa é língua antiga. Surgiu na Península Ibérica, durante a ocupação dos mouros. É resultado do latim vulgar, que também gerou o galego.
Todo mundo diz que a língua portuguesa é uma língua difícil. E é. Era a língua de Camões.
A propósito, sobre Camões proferi palestra na Biblioteca Mário de Andrade. Foi legal. Veja e ouça:

sábado, 4 de novembro de 2023

LICENCIOSIDADE NA CULTURA POPULAR (50)

Como expressão artística, a licenciosidade se acha em tudo quanto é língua no vasto campo da cultura popular e erudita. Seja na música, na dança, na poesia, no romance e em todo canto mais.
A poesia popular é a poesia feita por pessoas não letradas, sem nenhuma ou pouca frequência nos bancos escolares; ao contrário do que podemos classificar de erudito ou erudita.
Olavo Bilac, Manuel Bandeira, Drummond eram eruditos, por exemplo. 
A licenciosidade como tal conhecemos e chamamos se acha nas culturas espontâneas ou fabricadas desde os
tempos de tresontonte, também conhecido como tempo em que galinha tinha dente e voava que nem águia. 
Até hoje o Brasil gerou centenas de ótimos poetas populares como Leandro Gomes de Barros, Zé da Luz, Patativa do Assaré, Manoel Monteiro,  Franklin Maxado, Klévisson Viana, Marco Haurélio.
Populares aí falei de homens, mas não são poucas as mulheres que se aventuram nesse campo. Entre essas Dalinha Catunda (Maria de Lourdes Aragão Catunda), Bastinha Job (Sebastiana Gomes de Almeida Job), Nevinha (Maria das Neves), que entrou para a história da cultura popular ao publicar o primeiro folheto intitulado O Violino do Diabo ou o Preço da Honestidade. Ela usava o pseudônimo do marido. Mas essa é outra história. 
José Ramos Tinhorão era um jornalista dono de uma bagagem intelectual invejável. Era um erudito, podemos dizer. Saia-se bem em espanhol, italiano, inglês e francês, que conseguia falar sem sotaque e escrever sem erros gramaticais. Deixou publicados 29 livros, todos tratando a fundo sobre música popular, o primeiro (Música Popular - Um Tema em Debate) lançado em 1966.
Era propósito de Tinhorão fechar o ciclo de pesquisas que iniciou em fins dos anos de 1940 com um livro sobre licenciosidade ou "putaria", como dizia fazendo graça aos amigos mais próximos. 
Ele achava um barato e como tal respeitava os cordelistas, também chamados de "poetas de bancada". 
De fato, os cordelistas são grosso modo bastante inspirados.
A literatura de cordel é classificada por ciclos temáticos: religião, cangaço, guerra, política,
personalidades, esporte, erotismo, feitiçaria, gracejo e tal.
Dentre o material "garimpado" para fechar seu próprio ciclo como pesquisador ou historiador como preferia ser chamado e não como crítico musical, Tinhorão começou a reunir folhetos de cordel e livros nacionais e estrangeiros que tratassem de putaria. Foi assim que caíram em suas mãos Manoel Monteiro, Franklin Maxado, Klévisson Viana, Bastinha Job, Dalinha Catunda e outros.
No folheto de oito páginas Um Jumento e Duas Doidas as autoras, em peleja, se desafiam numa quase agressão. Começa assim:

DALINHA CATUNDA 

Eu sou nordestina
Da cabeça chata
Raiva não me mata
E nem me alucina
Olhando sua crina
Pensei em montar 
Se me derrubar 
Não tem nem talvez
Até lhe amansar


BASTINHA JOB

Também sei montar
Cedinho aprendi
Jamais esqueci
Achei bom trepar
Melhor é gozar
De tanto prazer
Corpo e alma gemer
Sentir alegria
Que até contagia
Quem meu verso ler!...


O paraibano Manoel Monteiro sustentou a família publicando e vendendo folhetos Nordeste afora. Era chegado a gracejos e até explícito nas suas incursões que fazia no campo erótico. Em Mulher Gosta de Ouvir, por exemplo, indicava já na capa ser "impróprio para menores de 90 anos". Veja:

Qual a mulher que não gosta
De ter o homem que ama
Com o corpo nu sobre o seu
No vai e vem duma cama
Ofegante e meio torpo 
Com as mãos a roçar-lhe o corpo 
E a boca a sugar-lhe a mama?...


(CONTINUA…)

Foto e reproduções de Flor Maria e Anna da Hora

sexta-feira, 3 de novembro de 2023

PAPO BOM COM WOILE E REGINA

Regina, Woile e Assis

Você sabe quem é Woile Guimarães?
Pois bem, Woile Guimarães é um cidadão paulista de Glycério. Glycerense. Essa cidade fica a quase 500km da Capital paulistana.
Em 1975, ano do assassinato do jornalista Vladimir Herzog, Woile tinha uns 30 e poucos anos e trabalhava na TV Globo. Ficou nessa TV durante década e meia. Chegou a ser editor do JN. Tem muita história pra contar.
É casado com a jornalista Regina que conheceu em 1977 nos seus tempos de TV Plim Plim.
Regina e Woile estiveram ontem 2 enchendo de alegria minha casa.
Woile deixou marca indelével na histórica revista Realidade, da hoje falida Abril. Ele lembra:
"Essa revista foi muito importante. Inovou no jornalismo com pautas ousadas e textos desenvolvidos muitas vezes na primeira pessoa. Provocou polêmicas ao discutir o aborto, por exemplo".
Nesse momento, lembrei do saudoso amigo Antonio Severo que um dia me disse ter pulado de um avião para, com emoção, escrever uma reportagem sobre paraquedismo. 
Ainda nesse momento lembrei que Audálio Dantas contando como fizera uma reportagem com o compositor Adoniran Barbosa, levando-o a "passear" nos subterrâneos da estação Sé do metrô.
Essa reportagem de Audálio foi uma das últimas da revista Realidade. 
Enquanto conversávamos sobre jornalismo, a coleguinha Regina mexia nas prateleiras do nosso acervo à procura de exemplares da revista. De repente, radiante anunciou ter achado números com o nome de Woile no expediente. Woile riu, orgulhoso. Disse: 
"O primeiro número dessa revista, trouxe na capa o rei Pelé. Muita coisa legal foi feita lá. Para tristeza de todos nós a Realidade mostrou em capa o repórter Zé Hamilton todo ensanguentado ao ser ferido no Vietnã".
O encerramento das atividades da revista Realidade, em 1976, deixou os leitores aflitos sem saber a razão de tal decisão.
No lugar da Realidade se acha até hoje a Veja, que foi às bancas pela primeira vez no dia 11 de setembro de 1968.
Nascido no dia 15 de dezembro de 1938, Woile muito cedo trocou a cidade de origem por Marília (SP), berço do cantor, compositor e instrumentista Sérgio Ricardo. Sim, isso mesmo: Sérgio foi aquele camarada que irritado com a platéia que o vaiava num Festival de Música quebrou o violão numa pancada e meia.
Sérgio Ricardo foi uma figura maravilhosa, marcante.
A última vez que me encontrei com Woile foi a vez em que saímos juntos com o saudoso Audálio Dantas e sua mulher Vanira, mãe da bela Mariana e da coleguinha jornalista Juliana.
Ontem falamos, falamos, falamos e até declamar, declamei. Declamei poesia de cego que compus como Poema dos Olhos.
Atualizada em questões diversas, Regina falou com tristeza até sobre os ataques do Hamas a Israel. Lá pras tantas, na base da conversa que vai e vem, Woile contou histórias que têm gosto de causo. 
Entre as histórias uma que tem o ex-todo poderoso da Globo, Boni: o telefone toca, alguém atende e chama Woile. É o Boni. Antes de concluir a frase "como vai, tudo bem...?" do outro lado uma voz enrolada dizia "Tudo bem porra nenhuma, seu filho disso e daquilo!". Woile tascou na mesma moeda: "Seu filho disso e daquilo é você  e sua raça toda!" e bateu o telefone.
Ao bater o telefone, Woile imediatamente ligou para o seu chefe mais próximo: Armando Nogueira. Disse que certamente seria demitido por ter feito o que fez.
Era Carnaval e por ser Carnaval Woile meteu na telinha uma insinuante e colorida bunda feminina. Boni não gostou.
Woile não foi demitido nem nada.
Como sempre fazemos os jornalistas da Velha Guarda quando nos encontramos, criticamos uns aos outros pelos erros gramaticais muitas vezes gritantes ditos no Rádio e TV. E como já não há mais a categoria de revisores nos jornais, os erros impressos grassam. Sem falar no notório despreparo de muitos coleguinhas, cuja maioria sabidamente não gosta de ler livros. É como se para eles não houvesse curiosidade. Ora! Sem curiosidade não há conhecimento e  sem conhecimento não se vai decentemente a lugar nenhum. 
Há pouco o que ver e ouvir hoje no rádio e TV.
O rádio continua sendo um veículo muito dinâmico. Ao contrário da TV. A Internet veio pra pôr ordem e desordem na coisa. Ordem no sentido de chamar a atenção do rádio e da TV para que primem pelos programas e profissionais que apresentam.
Na TV faltam bons programas. E por falar em bons programas, acaba de se findar o Podcast Foro de Teresina. Programaço! Durou 5 anos e meio e o motivo foi a demissão da jornalista Thais Bilenky e o pedido de demissão do jornalista José Roberto de Toledo. Ouça:


Você sabe quando surgiu o rádio no Brasil?
Faz 100 anos que o Rádio mostrou a que veio. É uma história longa.
O curioso disso tudo é que até há pouquíssimo tempo não havia um hino enaltecendo esse veículo. Pensando nisso, Jarbas Mariz e eu compusemos O Samba do Rádio. 
Ah! Sim: Woile deu amor à Regina que lhe deu filhos que lhes deram netos... O homem é ou não é feliz?
Agora meu amigo, minha amiga, ouça o sambinha que fizemos:

LEMBRANDO CARMÉLIA ALVES

O que passa rápido, nós ou o tempo?
Não sou filósofo, não sou nada, mas acho que o tempo não passa; nós é que passamos. 
Passei quase todo o meu tempo ouvindo dizer que o tempo não espera, que o tempo passa rápido e tal. E a máxima: o tempo é o Senhor de tudo.
Pois bem, num pano rápido, posso dizer que parece que foi ontem que morreu Carmélia Alves. 
Hoje 3 completam-se 11 anos do encantamento definitivo da cantora que entrou para a história da nossa música popular como a Rainha do Baião. 
Eu gostava muito de Carmélia. Era carioca filha de nordestinos. Sua voz era muito bonita, muito afinada. Interpretava tudo que quisesse: samba, marchinha de carnaval, frevo, toada, forró e baião. E até bossa-nova. Nesse rítmo e gênero chegou a gravar, em 1964, um LP inteirinho. No repertório do disco incluiu até uma música de Geraldo Vandré: Quem quiser encontrar o amor.
A Rainha do Baião morreu esquecida, viúva e sem ninguém, no Retiro dos Artistas, RJ.
No último 14 de fevereiro ela teria completado 100 anos de idade.

quinta-feira, 2 de novembro de 2023

REGINÓPOLIS EM BOAS MÃOS

Seja qual for a sua área de atuação, o artista pertence a uma categoria de pessoas sempre inspiradas e prontas, naturalmente, a inspirar outras pessoas.
Cantor, compositor, bailarino, ator, cineasta e até assoprador de apito, me entusiasmam.
E o que dizer de desenhista, pintor, escultor e cartunista?
O cartunista Fausto Bergocce é um dos mais sensíveis e criativos artistas do traço que conheço. 
Fausto está sempre com uma ideia nova nos fazendo pensar e rir.
Ele leva tudo ou quase tudo na brincadeira, mas sempre com olhar arguto, crítico. "Estou deixando um pouco de lado o cartum. Não é por nada, não. É que estou chegando neste mês de novembro aos 71 anos de idade. Quero relaxar mais", ele diz.
Fausto e eu acabamos de levar à praça o livro Histórias de Esquina. O prefácio é assinado pelo craque da batuta Julio Medaglia.
E como quem não quer nada, rindo, Fausto conta que acaba de gerar mais uma exposição com suas ideias e quer espaço para mostrá-la.. Trata-se de Reginópolis em Boas Mãos.
Já pelo título, posso afirmar que essa exposição dará muito o que falar. Não à toa, os 41 personagens nela enfocados são parte da nossa história recente. São eles: Rivelino, Oswaldo Mendes, Inácio de Loyola Brandão, Maurício de Souza, Júlio Medaglia, Paulo Carneiro, Lázaro Ramos, Vitor Nuzzi, José Augusto Lisboa, Assis Ângelo, Rubens Chiri, Alexandre de Paula e Caio Miranda, Trio Gato com Fome, Custodio Rosa, Santiago, Zélio Alves Pinto, Ridaut Dias Jr, Eulália Pinheiro, Odair Batista, Jose Ramos Tinhorão, Nani, José Maria Mayrink, Antonio Moura Reis, Hermano Henning, Oswaldinho da Cuíca, Xavier de Lima, Jorge Nagao, Carlos Alberto Barbosa, Dilené Barreto, Cris Tomaz, Anastácia, Fátima de Morais, Célia e Celma, Kydelmir Dantas, Ziraldo, Henrique Perazzi de Aquino, Edson Mauro, Levi Ramiro, Paulo Vitale, Valdek de Garanhuns, Fausto Bergocce, Solenne Deringound, Rômulo Nóbrega.
Todo o conteúdo da exposição Reginópolis em Boas Mãos, integrará o acervo Escola Municipal Regina Olinda Martins Ferro. "Nessa escola eu estudei e fiz boas amizades no meu tempo, digamos, de juventude. O mínimo que posso fazer é deixar essa exposição para que os novos alunos conheçam um pouquinho de São Paulo e do Brasil através dos seus personagens", finaliza Fausto.
Cá pra nós, essa exposição tem tudo para circular Brasil afora. É isso aí!
O município paulista de Reginópolis fica a cerca de 400km da Capital paulista.











POSTAGENS MAIS VISTAS