Seguir o blog

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

CURURU E MODA DE VIOLA EM TIETÊ

De sexta até ontem fiquei em Tietê, uma cidadezinha muito bonita administrada pelo prefeito Manoel David e localizada a cerca de 120 quilômetros da Capital.
Eu já a conheço há bons anos.
Pertencente à mesorregião de Piracicaba e à microrregião de Sorocaba, Tietê surgiu à beira do rio que leva o seu nome, por iniciativa dos desbravadores bandeirantes do século 18.
Tietê é berço de boa gente e do mais puro folclore paulista.
Foi lá que em julho de 1884 nasceu quem hoje podemos chamar de pai da cultura caipira, Cornélio Pires.
Também em Tietê nasceram Ariowaldo Pires, o Capital Furtado; Fernando Lobo, que assinava suas obras musicais como Marcello Tupinambá e XYZ, entre outros pseudônimos.
O maestro Camargo Guarnieri, o cantor e compositor Itamar Assumpção e o versionista Fred Jorge também nasceram lá.
Cornélio foi o primeiro produtor de discos independentes do Brasil.
Ele nos legou meia centena de discos de 78 RPM, com gravações de cateretês, cururus, danças folclóricas da região onde nasceu etc.
Foi de sua iniciativa a primeira gravação em disco de uma moda de viola: Jorginho do Sertão, em 1929.
Cornélio foi cantor bissexto; e também compositor, escritor e humorista dos melhores.
Partiu para a eternidade em fevereiro de 1958.    
Há mais de 50 anos é comemorada a Semana Cornélio Pires, e há pouco também a Semana Capitão Furtado.
Uma fundação em memória de Camargo Guarnieri está sendo construída em Tietê.
Fui àquela cidade a convite da Prefeitura para participar, como palestrante, das comemorações em torno de Cornélio e do Capitão.
O domingo findou com rodas de prosas e de violas.
À frente da sede do Museu Cornélio Pires (acima), no Parque Ecológico da cidade, houve apresentação de duplas de violeiros cantando e tocando modas de viola; e, depois, de cururu com o mais expressivo nome desse gênero, o legendário Luizinho Rosa (abaixo, ao meu lado), de 85 anos, lúcido, bem-humorado e inspirado como poucos, entre tantos que, já vi.
Viva Tietê, o seu povo, seus artistas!
Aí na foto o secretário da Cultura Edilberto Paludeto e um dos seus assistentes Ronaldinho (de boné), 
no Parque Ecológico de Tietê.
Aí na foto, na comissão de frente, a professora de dança Anabete, a produtora cultural Andrea Lago, o prefeito Manoel David e o ex-prefeito, Clóvis Pasquali E, de cima pra baixo, a secretária de Turismo,
Lyria Pontes (Lirita); o secretário de Cultura, Edilberto; este escrevinhador,
o Sr. Waldomiro e a ex-vereadora Wanda.

domingo, 25 de agosto de 2013

A RENÚNCIA DE JÂNIO

A noite de 25 de agosto de 1961 findou com os brasileiros tontos com a renúncia de Jânio Quadros, ao cargo de 22º presidente da República.
Eu tinha nove anos de idade e não sabia o que isso significava para o País.
Fiquei sabendo pouco tempo depois, com a tomada do poder pelos militares.
Jânio governou o Brasil por exatos seis meses e 27 dias.
Mas ele não foi o presidente que menos tempo ficou no poder.
Essa façanha coube ao presidente da Câmara dos Deputados Carlos Luz, que assumiu o governo no dia 8 de novembro de 1955, após um enfarto sofrido por Café Filho, vice de Vargas.
A permanência de Luz no cargo durou apenas três dias.
O segundo cidadão a ocupar de modo breve a presidência da República foi o também presidente da Câmara, Ranieri Mazzili. Seu tempo: 13 dias, a partir do golpe que derrubou Jango, vice de Jânio, e levou o marechal Castelo Branco a iniciar o ciclo de governo militar que se estendeu por 21 longos anos.
Detalhe: Mazzili esteve nesse cargo por duas vezes.
A primeira durou 14 dias, em substituição a Jânio.
Café Filho tentou voltar ao poder, mas o Senado impediu. O seu presidente, Nereu Ramos, esquentou a cadeira de chefe do País por dois meses e 21 dias, até passar o bastão ao presidente eleito pelas urnas, Juscelino Kubitschek, no dia 31 de janeiro de 1956. 
Uma vez, como chefe de reportagem do jornal O Estado de S.Paulo, entrevistei Jânio (acima) no seu gabinete de prefeito, no Ibirapuera. Lá pras tantas, perguntei a razão da sua renúncia à Presidência. 
Como resposta, ele deu uma estrepitosa gargalhada. 
Fica o registro.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

MISSA EM MEMÓRIA DE DOMINGUINHOS

Depois de quase sete meses de sofrimento e internação nos hospitais Santa Júlia, em Recife, e Sírio-Libanês, na capital paulista, Dominguinhos virou saudade. Hoje, 23, faz um mês que isso aconteceu. Em sua memória algumas missas serão celebradas país afora, como em São Paulo, na Igreja de Santa Cecília, às 19 horas, por iniciativa de sua antiga companheira e parceira musical, Anastácia.
Enquanto isso se arrasta na Justiça o processo que visa atender o último pedido do famoso cantor, compositor e sanfoneiro que há dois anos externou, numa entrevista à Rádio Jornal da capital de Pernambuco, a vontade de ter os restos sepultados na cidade onde nasceu - Garanhuns.
Ontem foi feito um debate em torno do assunto na Rádio Jornal, com a presença da filha Liv e da mãe, Guadalupe.
O prefeito Izaías Régis, de Garanhuns, também participou do debate e acredita que até setembro se cumprirá o desejo de Dominguinhos serão transladados para a sua cidade.
Clique:

Há alguns anos, eu e Gereba compusemos uma espécie de hino para o Centro Educacional Unificado, CEU (acima), para Dominguinhos gravar; o que foi feito, embora a gravação continue inédita em disco. 

CORNÉLIO PIRES E CAPITÃO FURTADO
Hoje participarei da abertura da 53ª Semana Cornélio Pires, em Tietê, SP.
Amanhã falarei sobre música rural e também sobre o Capitão Furtado.
Cornélio e o Capitão eram parentes.
Cornélio foi pioneiro na produção e gravação de discos independentes no Brasil.
Aí em baixo, reprodução do folder com a programação.  
JORGE PAULO E O FOLCLORE
Em 1974 o radialista Jorge Paulo era vereador e fez aprovar na Câmara paulistana um projeto que instituía no município a Semana do Folclore Brasileiro. Isso, no dia 27 de setembro daquele ano. Oficialmente, porém, até hoje essa semana está por existir.
Quem sabe o ano que vem, hein?
Já deputado federal, o mesmo radialista apresentou na Câmara
federal um projeto criando o Museu Nacional do Folclore.
O projeto não foi aprovado.
Que coisa, hein?
Fica o registro.
KATYA TEIXEIRA
A Rosa Também se Muda é música que dá título ao primeiro clip de Katya Teixeira.
A voz dessa cantora é tão forte e bonita que nem precisa de palavras ou versos para encantar. Confira, clicando:

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

HOJE É O DIA DO FOLCLORE

Pipocam em vários Estados brasileiros, como Rio Grande do Sul e Goiás, e também em municípios da chamada Grande São Paulo, entre os quais os que formam a região do ABCD (André, Bernardo, Caetano e Diadema), eventos que lembram e valorizam o Dia do Folclore. 
O ABCD sediará, a partir de sábado 24 e até o final do mês, o 12º Festival Internacional de Folclore, com representantes de Chile, Venezuela, Indonésia, Portugal e mais cinco países.
Na capital paulista mesmo, nada.
No Brasil, o Dia Nacional do Folclore foi criado por decreto em 1965.
Já houve muitos estudiosos dedicados ao assunto, como Sílvio Romero, Amadeu Amaral, Renato Almeida, José Calasans, Mello Morais Filho e Luís da Câmara Cascudo, como registra o Dicionário de Folcloristas Brasileiros, de Mário Souto Maior (Editora Kelps, GO, 2000).
O tema folclore passou a ganhar destaque como importante em 1913, depois que o jornalista sergipano, filólogo e folclorista João Batista Ribeiro de Andrade Fernandes (1860-1934) proferiu uma série de palestras – que virou curso - na Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro.
Essas falas foram registradas nos anais da Biblioteca e seis anos depois ganharam o formato de livro sob o título O Folclore, hoje raríssimo.
João Ribeiro usou vários pseudônimos, entre os quais Xico-Late, Rhizophoro, Y., Nereu e N.
A sua primeira obra impressa intitulou-se Dicionário Gramatical, em 1889; a segunda História do Brasil, em 1901. 
Em 1998, eu publiquei o opúsculo - há muito esgotado - cuja capa, de Ionaldo Cavalcanti, ilustra este texto.
Quer saber um pouco mais a respeito do assunto?
Então, clique:

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

JUNTA MILITAR E GUERRA FRIA

Você sabe o que é Junta Militar?
Depois da derrubada do general vice de Anwar Sadat, Hosni Mubarak, em fevereiro de 2011, o Egito viveu sob uma Junta Militar chamada de Conselho Superior das Forças Armadas. O objetivo era arrumar a casa para um governo democrático, o que foi feito. 
Eleito em abril de 2011 em segundo turno, o ativista civil islâmico Mohamed Morsi, representante do Partido da Liberdade e da Justiça, criado pela Irmandade Mulçumana, foi forçado pelos militares a deixar o poder. 
Contrária ao secularismo da Turquia, Líbano e Marrocos, o lema da Irmandade é: Deus é o único objetivo, Maomé o único líder, o Corão a única lei, a Jihad o único caminho. Morrer pela Jihad é a esperança. 
Foram membros da Jihad que assassinaram Sadat, em 1981.
A Irmandade é cega e representa o que há de mais velho no mundo. 
Na prática, a Irmandade é contra tudo e todos que se lhe oponham. 
Sim, no Egito e redondezas a vida anda duríssima.   
Entre 1967 e 1974, a Grécia comeu - e continua comendo - o pão que o Diabo amassou; àquela ocasião, sob a ditadura de um grupo de coronéis.
Era a Junta, lá, deles.
De exemplo de democracia desde a antiguidade, a Grécia...
Também em Portugal uma Junta assumiu o poder depois da destituição do ditador Salazar.
Salazar, uma espécie de Getúlio, criador do Estado Novo português, mandou e desmandou durante 40 anos em Portugal, até cair.
O Brasil viveu sob juntas militares em várias momentos.
O primeiro em 1930, quando Getúlio perdeu o trem e chegou atrasado para assumir a Presidência que tomara com a chamada Revolução de 30; em 1961, com a renúncia de Jânio; em 1964... e, finalmente, em 1969, quando, após uma trombose do presidente-general Costa e Silva, no dia 21 de agosto, os chefes das Forças Armadas brasileiras passaram a dar ordens em conjunto até “presidenciarem” o general Garrastazu Médici (outubro 1969/março 1974).
Pois é, é isso. 
E também num dia como o de hoje, só que em 1968, findava a Primavera de Praga, com a entrada dos tanques do Pacto de Varsóvia na velha Tchecoslováquia. 
Eram tempos da Guerra Fria, entre os Estados Unidos e a extinta União Soviética. 

MEMÓRIA BRASIL
Você conhece o Instituto Memória Brasil?
Em entrevista ao jornal O Estado do Maranhão, edição de domingo 9 de junho passado (clique sobre a imagem), o cantor, compositor e multi-instrumentista Papete, que está lançando o belíssimo álbum duplo Sr. José... fala a respeito do Instituto e de suas pesquisas no Instituto.
Quer saber mais?
Então, clique aí na linha azul.   

terça-feira, 20 de agosto de 2013

HOLOCAUSTO NO EGITO

A CNN e a BBC têm dado versões próprias aos acontecimentos que ora ocorrem no Egito. 
A TV Globo e outras tevês seguem o noticiário da mídia comprometida. 
Falam de massacres, mostram fotos terríveis, mas não revelam a verdade de quem está morrendo ou matando e nem o que está em jogo por lá. 
A mídia não entra no âmago dessa questão.
O desabafo é do engenheiro Peter Alouche, um egípcio naturalizado há muitos anos vivendo no Brasil.
Segundo ele, o que está em jogo no Egito é um conjuntos de coisas, entre as quais a luta por liberdades de pensamento e religiosa, pelos direitos da mulher, pela individualidade e diversidade, além do respeito à historia e suas riquezas. O que está ocorrendo por lá, através da guerra santa, "é o esmagamento das liberdades, a escravidão da mulher, a imposição da Sharia ou Xariá islâmica, que é o código ou conjunto de leis dos árabes".
“No Egito está se travando uma luta sangrenta, terrível, perigosa e decisiva para o mundo civilizado e não somente para o Oriente Médio”, acrescenta Peter, que diz que chegou a essa conclusão após ouvir declarações de bispos e patriarcas de igrejas cristãs, maronitas, siriaues, coptas e armênias em canais franceses e libaneses. 
Para ele, o holocausto já começou.
Os Estados Unidos, a Grã-Bretanha e a França, apoiados por Israel e Alemanha, estão envolvidos nisso. 
E a pergunta que fica, é: por que a mídia internacional não denuncia ou sequer explica isso com clareza?
Atualmente, há várias guerras em andamento no mundo.
Enquanto isso, o líder máximo da Irmandade Muçulmana, Mohammed Badie, é preso por agentes das forças que derrubaram e também prenderam em local ainda desconhecido o presidente islamita Mohamed Morsi. O general Abdel Fatah al-Sisi, que subiu ao poder pela violência, suspendeu a Constituição do país e mandou descer o pau no povo.  
São muitas as mortes no Egito.
DOMINGUINHOS
Sexta próxima fará um mês do desaparecimento do cantor, compositor e sanfoneiro Dominguinhos, 
principal seguidor de Luiz Gonzaga, o rei do baião. Nesse dia, em sua memória, será celebrada uma missa na Igreja de Santa Cecília, no bairro paulistano de mesmo nome. A cerimônia começará às 19 horas. 
Anastácia, sua fiel companheira por 11 anos (aí na foto, em despedida silenciosa no velório na Assembleia Legislativa), está convocando os amigos... 
Está com saudade? Quer ouvir Dominguinhos? Pois então, clique:

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

VIVA CHICO ALVES E ARACY DE ALMEIDA!

Hoje faz 99 anos que nasceu no subúrbio carioca de Encantado a mais completa sambista brasileira, Aracy de Almeida (aí ao lado, no traço de Augusto Rodrigues), que encontrou no conterrâneo Noel Rosa a sua alma gêmea.
Os dois se conheceram em 1933.
Em 1934, Aracy estreava em disco com o samba Riso de Criança, de Noel, acompanhada pela Orquestra Columbia, regida por Pixinguinha; e desde então ela se transformou na sua mais respeitável intérprete musical.
Também num dia como o de hoje, 19 de agosto, só que em 1898, nascia na cidade do Rio de Janeiro o cantor Francisco Alves, chamado de Rei da Voz por sua firmeza e potência vocais.
Chico estreou em disco antes de Aracy, em 1920, gravando para o selo Disco Popular com o Grupo dos Africanos a marcha carnavalesca O Pé de Anjo (abaixo, na linha azul), de João Batista da Silva, o Sinhô, que dizia que “música é que nem passarinho, é do primeiro que pegar”.
Sinhô nasceu em setembro de 1888 e morreu em agosto de 1930, o mesmo ano em que Noel compôs Riso de Criança.
Aracy de Almeida morreu no dia 20 de junho de 1988, aos 74 anos de idade.
Vítima de um acidente de automóvel na região de Pindamonhagaba, SP, Chico Alves morreu na madrugada de 27 de setembro de 1952 (aí no registro de jornal).
Como Chico, Aracy deixou uma discografia enorme.
Chico gravou 983 músicas em ritmos e gêneros diversos, como sambas (383), marchas (166), valsas (124), canções (96), maxixes (16), modinhas (11), cateretês (6), além de algumas embolas, cocos e frevos-canção e 137 músicas estrangeiras vertidas para o português.
Até uma toada-baião de sua autoria e do jornalista paulista David Nasser ele gravou no dia 1º de novembro de 1951 com o título Que Saudade, talvez em homenagem a Luiz Gonzaga.
Fica o registro.
http://www.youtube.com/watch?v=DyDlGpH8kNA
Clique aí abaixo para ouvir também a gravação original de Riso de Criança, por Aracy:
http://www.youtube.com/watch?v=TtizWnKWn4A

domingo, 18 de agosto de 2013

TUDO EM COMUM: NINJA, EIXO E BLACK BLOCS?

Os principais jornais de São Paulo, Folha e Estadão, trazem hoje notícias sobre as origens do grupo autodenominado Mídia Ninja, formado por jovens armados de smartphones que cobrem de modo “independente” a ação incendiária dos “black blocs” país a fora; e do chamado coletivo Fora do Eixo criado em 2005 e só agora, para o bem ou para o mal, ganhando páginas e páginas da mídia tradicional de todo o País.
As principais revistas semanais deste domingo, IstoÉ e Veja, também trazem amplo noticiário a respeito dos referidos grupo e coletivo, ambos com QG na capital paulista.
Sexta última, a revista Carta Capital, trouxe detalhada matéria sobre o Fora do Eixo, que irritou sobremaneira o pessoal do Eixo e simpatizantes.
Antes, na segunda, o principal representante do Eixo, Pablo Capilé, esteve no programa Roda Viva, da TV Cultura, junto com o principal representante do Ninja, Bruno Torturra.
A entrevista de ambos chamou a atenção de meio mundo.
Descobriu-se então que os ninjas são “patrocinados” pelo pessoal do Eixo, que, segundo a Folha, deixou “um rastro de calote em Cuiabá” bastante visível, depois de criar uma “moeda fictícia” chamada Cubo Cards (acima).
O que acho disso?
Hummmm...
Essa história, que promete muitos capítulos, está só começando. 
Aguardem surpresas e emoções.
O mundo gira e de novo mostra que tudo é política, e que ingênuos e santos estão todos no céu, longe do frio e das pragas do frio deste mês aziago de agosto.
E ainda insisto: os jornais nanicos dos anos 1960 e 70 foram muito importantes para a democracia, principalmente porque eram feitos por profissionais do ramo. Escrevi em muitos deles, como Pasquim, Movimento, Coorjornal, O Furo etc.
Os ninjas são qualquer um.

Entre os dias 6 e 8 de setembro, o Memorial da América Latina, no seu auditório Simon Bolivar, sediará o II Salão Nacional do Jornalista Escritor, com curadoria de Audálio Dantas. Participarão do Salão dezenas dos mais expressivos profissionais da imprensa, entre os quais Alberto Dines, Juca Kfouri, Mino Carta, Quartim de Moraes, Ricardo Kotscho, Caco Barcellos, Fernando Emediato, Sérgio Gomes e Miriam Leitão. O Salão será constituído por 11 mesas. A 10ª contará comigo, entrevistando Audálio e Carlos Moraes. A última, a cargo de Fernando Coelho, entrevistando Caco e Ivan Marsiglia. A abertura oficial ocorrerá às 10 horas do dia 6, com um coquetel e inauguração de uma exposição sobre a trajetória da União Brasileira dos Escritores, UBE. Espera-se a presença de pelo menos 15 mil pessoas. Entrada franca.

SP CAPITAL NORDESTE
Em 2011, eu já havia deixado de apresentar o programa São Paulo Capital Nordeste, pelos 1.040 AM da Rádio Capital, mas nesse ano a Escola de Samba Acadêmicos do Tucuruvi levava ao sambódromo o enredo título do meu programa. Na ocasião, a escola foi muito criticada por racistas. Lembro isso porque acabei de assistir um quadro bonito e comovente do programa Fantástico, da TV Globo, abordando a questão discriminação. Somos todos iguais, não é mesmo? Está na Constituição e também deve estar na nossa mente e coração.
Clique:
http://www.youtube.com/watch?v=73D2ONmVwoA

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

BRINCANDO COM FOGO

Enfim, o que querem os mídia ninja e os black blocs, inventar o fogo e a roda? 
Os chamados mídia ninja são uma bobagem. 
Os black blocs, uma onda internacional. 
E aí?
Ano que vem marcará meio século do golpe militar que culminou com 21 anos de escuridão, ferimentos na democracia e tortura e morte de muita gente que sonhava por um mundo melhor; no caso, um Brasil melhor.
Em 1964, as circunstâncias eram diferentes das circunstâncias de hoje.
Na dúvida, uma consulta à história fará bem...
Lá atrás, as questões giravam em torno de vida e morte, e de modo radical, mas íamos às ruas sem máscaras, sem capuz, de cara limpa, gritando palavras de ordem e respeitando o bem público, ao contrário de hoje. E fugíamos da polícia, porque simplesmente não dava para enfrentar a polícia, porque polícia é polícia, como forças armadas, é claro, são forças armadas, treinadas para pôr ordem na casa e pronto.
Hoje há democracia no Brasil, mas há também um desenfreado vandalismo em óbvio descumprimento ao estabelecido na Constituição de 1988; aliás, a mais completa desde a de 1946.
É perigoso fazer o que se está fazendo nas ruas do País.
Será que o que se procura é motivo para uma ação do Exército?
A chamada Primavera árabe deu no que está dando.
Será que é isso o que se quer por aqui?
Como se malabaristas fôssemos, brincamos com fogo.
Claro que há insatisfações por todo canto.
Claro que nas planícies e planaltos há corrupção e cabras precisando de peia, que o nível de desemprego é alto, que a saúde e a educação foram abandonadas, e que, enfim, etc., etc.
Não será pela via da força bruta, da violência, da anarquia, que o ruim ficará bom de um minuto para outro.
Ah, sim! Naquele tempo, os jornais nanicos, como eram chamados os jornais alternativos, independentes, eram de fato importantes.
E não nos esqueçamos da revolução cultural da China, iniciada dois anos depois do golpe militar no Brasil.

AUDÁLIO DANTAS - esse sabe de tudo e mais um pouco, tanto de coisas e fatos de ontem, quanto de coisas e fatos de hoje. Aliás, amanhã, a partir das 11 horas, ele estará se colocando totalmente à vontade para responder as perguntas lhe fizerem na FNAC, em Pinheiros. O tema será o seu novo livro, As Duas Guerras de Vlado Herzog (Ed. Civilização Brasileira). Vamos?

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

LP DE TAIGUARA VIRA CD

Um dos mais belos e originais repertórios do uruguaio naturalizado Taiguara – Chalar da Silva, de batismo – se acham no raríssimo LP Imyra, Tayra, Ipy (ao lado, reprodução da capa) posto no mercado brasileiro em 1976, pela gravadora EMI/Odeon, e recolhido 72 horas depois por agentes da ditadura militar, representada pelo general Ernesto Geisel (1974-79).
Agora, 35 anos depois, Imyra ganha o formato de CD e é relançado com a chancela do selo Kuarup.
Esta é uma boa nova.
Outra seria se os demais discos do compositor e cantor nascido em Montevidéu fossem relançados, e não do outro lado do mundo, o Japão, como indica leitura ao lado.
Inyra, Tayra, Ipy reúne 14 faixas com arranjos e orquestrações feitos por de Hermeto Pascoal e pelo próprio Taiguara, que além de cantar, toca piano, sintetizador e flauta.
Todas as músicas são dele, menos uma: Três Pontas, de Milton Nascimento e Ronaldo Bastos.
Além de Hermeto, participam do disco - com regência de Wagner Tiso – o pai de Taiguara, Ubirajara Silva; Nivaldo Ornellas, Toninho Horta e Novelli, entre outros.
Em tupi-guarani, Imyra significa árvore, madeira; Tayra, filho; e Ipy, cabeça de geração, princípio, origem.
Eu gostava do Taiguara, da sua voz, do seu jeito de menino abusado que no dizer de Sérgio Bittencourt, autor de Modinha, “tinha o dom de complicar a vida e simplificar as canções”. 
Quer saber mais um pouco sobre Taiguara?
Então clique aí na linha azul, para ler um ótimo texto do jornalista Flávio Tiné.
http://flaviotine.blogspot.com.br/2008/08/taiguara.html

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

VIVA PÉRICLES!

Há 89 anos completando-se hoje, nascia o cartunista pernambucano Péricles de Andrade Maranhão, famoso pelo nome e pelo personagem Amigo da Onça (aí ao lado) criado em 1943, no Rio de Janeiro, diretamente para as páginas da revista O Cruzeiro, dos Diários Associados.
O Amigo, explicaria depois Péricles, surgiu da conversa entre dois caçadores, esta:
- O que você faria se estivesse agora na selva e uma onça aparecesse na sua frente?
- Ora, eu dava um tiro nela.
- Mas se você não tivesse nenhuma arma de fogo, hein?
- Bom, então eu matava a onça com o meu facão.
- E se você não tivesse facão?
- Eu apanhava um pedaço de pau bateria nela até mata-la.
- E se você não tivesse nenhum pedaço de pau à mão?
- Ora, eu subiria numa árvore para me proteger.
- E se não tivesse árvore por perto?
- Eu sairia correndo, fugiria.
- E se o medo te paralisasse?
- Ora, porra, você é meu amigo ou amigo da onça?
Como o compositor piauiense Torquato Neto, Péricles suicidou-se depois de trancar-se no seu apartamento e abrir o gás do fogão, isso na noite de 31 de dezembro de 1961.
Com Péricles, morreu também o Amigo da Onça.
Clique:
DESIGN
O agitador cultural da Praça Benedito Calixto, Edson Lima, telefona para informar que o Instituto Europeo di Design (rua Maranhão, 617, Higienópolis) realiza a partir de amanhã, e até o próximo dia 18, o I Festival do Livro de Design e do Design do Livro, com feira e programação especiais. Representantes das editoras Cosac Naify, Gustavo Gili (Espanha), Blucher, Bookman (Grupo A), Senac, Senai, Sesi, Martins Fontes, Perspectiva, entre outras, participarão do evento. 

terça-feira, 13 de agosto de 2013

DOMINGUINHOS VAI PRA GARANHUNS

Até o final desta semana e o início da outra os restos mortais do sanfoneiro compositor e cantor Dominguinhos serão trasladados do Cemitério da Paz, em Paulista, Recife, para o Cemitério São Miguel, em Garanhuns, PE.
A decisão deve-se a um acordo entre o filho de Dominguinhos, Mauro de Moraes, e a sua meia-irmã Liv, da união com Guadalupe.
Era da vontade do famoso artista ser sepultado no município em que nasceu e não na capital pernambucana como aconteceu há 15 dias, por decisão de Liv e Guadalupe.
Essa vontade Dominguinhos expressou numa entrevista em 2011 dada ao radialista Geraldo Freire, da Rádio Comércio, de Recife.
Em processo conjunto com a Prefeitura de Garanhuns, Mauro entrara na Justiça exigindo que a vontade do seu pai fosse cumprida.
Uma estátua de corpo inteiro será construída e erguida à entrada de Garanhuns.
Em 1992, Dominguinhos lançou um LP cujo título era Garanhuns, música de Zezum.
Quer ouvir?
Clique:
30º DIA
A cantora e compositora Anastácia informa que no próximo dia 23, às 19 horas, será celebrada uma missa em memória de Dominguinhos, na Igreja Santa Cecília, localizada no bairro de mesmo nome, cá em Sampa.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

FIM DO FUNK E DO SERTANOJO?

Matéria que ocupou hoje página e meia do caderno Ilustrada, da Folha, sobre música popular brasileira e estrangeira, não acrescentou nada a seus leitores.
Sequer um ranking atualizado das músicas atualmente mais tocadas nas emissoras de rádio e televisão foi apresentado.
Que Aquarela do Brasil, Carinhoso, Garota de Ipanema, Asa Branca e outras mais são muito cantadas e assobiadas por aí a fora, todo mundo sabe.
A reportagem é superficial.
Quanto à entrevista que gerou a manchete “MPB virou som de ‘barzinho’, diz Miranda”, é esquisita e oca como a cabeça dos fanqueiros. 
A impressão que se tem é que se está falando de outro país, e não do Brasil.
Segundo o entrevistado, o hip-hop “não é mais representativo”.
E foi um dia?
Ainda segundo ele, o “funk está tomando o lugar do hip-hop”, porque “música de mano hoje é funk ostentação, que está desbancando tudo”.
O entrevistado da Folha constata que “o funk do Rio, que continua firme”, por não concorrer com o de São Paulo, “juntos vão acabar com o sertanejo e o hip-hop”.
Essa é uma boa e a pergunta a ser feita é: e quem vai acabar com o funk?
Esse modo musical desenvolvido num só acorde surgiu na metade dos turbulentos anos de 1960, nos EUA, tendo como um dos seus representantes James Brown.
Mas o funk daqui, nem de longe lembra o funk de lá.
E pensar na enorme variedade de ritmos e gêneros musicais que temos...

CLARA NUNES
Clara Francisca Gonçalves Pinheiro nasceu em Paraopeba, MG, num dia como o de hoje: 12 de agosto, em 1942. Ao lado de Dalva de Oliveira e Elis Regina, Clara Nunes enriqueceu a nossa música popular. 
Era uma intérprete e tanto! 
Fica o registro.
A foto aí de cima, de Maria da Conceição, foi feita entre fins dos anos de 1970 ou começos dos 80, cá em Sampa.  

domingo, 11 de agosto de 2013

NINGUÉM CRITICA, NINGUÉM OPINA...

O cidadão norte-americano Jeff Bezos, empresário classificado como um dos homens mais ricos do mundo, na 19ª posição da revista Forbes, norte-americana, comprou, há uma semana, um dos mais respeitados jornais do mundo, o Washington Post. E pouco ou nada até aqui foi escrito e publicado em jornais e revistas, além de notícias em prejuízo de análises sobre a razão ou importância dessa transação, sem dúvida incomum.
O Gaspari, cabeça ítalo-brasileira atuante nas páginas do paulistano 1º caderno da Folha, disse algo óbvio domingo passado, como se ele (Jeff) fizer (no Post) o que tem feito à frente da Amazon, muito dele (Jeff) poderá se esperar.
Blá, blá, blá.
Num tempo em que o fim dos jornais e livros em papel por meio mundo é previsto, um cara riquíssimo, de nem 50 anos, tira do próprio bolso 250 milhões de dólares e compra um jornal da importância histórica do Post...
Por que, hein?
Levando em conta que esse cara é um bamba, no tocante à internet e seus instrumentos.  
O resumo é simples: o jornal em papel sobreviverá aos trancos de outras mídias ainda por muito tempo.

PAPETE
Numa boa?
Não canso de ouvir o novo álbum musical do nordestino, do Maranhão, que todo mundo conhece por Papete, de batismo José de Ribamar Viana, que andou mundo a fora - por mais de 20 anos - ao lado de Toquinho e Vinicius, e que é considerado um dos três maiores percussionistas do mundo (Airto Moreira e Naná Vasconcelos, são os outros).
O álbum é duplo; e totalmente bom, do começo ao fim.
Por que os jornalões Estadão e a Folha não escrevem sobre esse álbum e não entrevistam o seu autor; autor, aliás, de belas músicas não incluídas nesse álbum? Mas eu, de cara, respondo: 
- Porque artistas brasileiros, principalmente músicos, não interessam a esses jornais. 
Pena, não é? 
E se esse álbum está dez, melhor outro esperamos desse grande artista que o mundo aplaude e o Brasil nem, nem, como diria Luiz Gonzaga. 
Viva Papete, a sua música e o Maranhão, principalmente a cidadezinha onde nasceu, Bacabal.

sábado, 10 de agosto de 2013

LEIAM IMPRENSA

A nova edição da revista Imprensa, nas bancas desde o começo do mês, está imperdível, até por trazer excelente entrevista com o jornalista nova-iorquino Glenn Greenwald, um dos responsáveis por infernizar a vida do presidente Barack Obama com as denúncias do ex-funcionário da CIA Edward Snowden, sobre programa de espionagem contra cidadãos do mundo todo, do Brasil inclusive.
Foi Greenwald, colunista do jornal londrino The Guardian, quem deu voz e vida às denúncias de Snowden, hoje provisoriamente exilado na Rússia.
A entrevista à Imprensa é bastante reveladora, como revelador foi o que o entrevistado disse aos congressistas em Brasília.
Morador do Rio de Janeiro, onde quer continuar, Greenwald teme ser preso se voltar aos Estados Unidos onde, aliás, foi escolhido como um dos dez mais influentes jornalistas políticos do seu país, em 2012.
O governo brasileiro pretende dar proteção a Glenn Greenwald.

SERASA
Enquanto isso, o Tribunal Superior Eleitoral, TSE, através da presidente Carmen Lúcia, decide anular trato firmado com a Serasa, que visava o repasse de dados pessoais de todos os eleitores brasileiros, algo em torno de 140 milhões.
Serasa é o que popularmente se conhece por SPC. 
Ah, sim! Dez entre dez brasileiros detestam a Serasa.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

TÚMULO DO SAMBA?

Em 1933, portanto há exatos 80 anos, o poeta Vinicius de Moraes estreava na literatura poética com o livro O Caminho Para a Distância. Nesse mesmo ano, ele tinha gravadas por João Petra de Barros, em duo com Joaquim Medina, o fox-canção Dor de Uma Saudade, além de O Beijo Que Você Não Quis Dar e Canção da Noite, essas duas, também no ritmo de fox-canção, com os Irmãos Tapajós.    
Um ano antes, em 1932, ele estreara na música através dos mesmos Irmãos Tapajós, com quem compôs Loura ou Morena e Doce Ilusão, gravadas por ambos na extinta Columbia.
Em 1963, ele lançava à praça um compacto com Samba da Benção e Deixa, pelo extinto selo musical Elenco, de Aloisio de Oliveira.
No próximo dia 18 de outubro o Poetinha faria 100 anos.
Ah, sim! Mas um dia, dizem, ele caiu na besteira de dizer que em São Paulo era o túmulo do samba. CLIQUE:
www.jornalistasecia.com.br/edicoes/culturapopular16.pdf
ASSALTO E SAMBA
No ano que Vinicius de Moraes lançava Samba da Bênção, 16 bandidos assaltavam um trem e levavam uma montanha de dinheiro. Cinco eles conseguiram escapar das garras da lei, incluindo Ronald Biggs com 84 anos desde ontem - dia em que o assalto completou 50 anos - e hoje morando num asilo na Inglaterra após cumprir oito anos da pena a que foi condenado.
No Brasil, onde viveu durante 30 anos, Biggs foi tema até de uma escola de samba carioca, a Porto da Pedra, que levou à avenida o enredo Samba no pé e Mãos ao Alto.
O filho brasileiro do assaltante, Mike, integrou o grupo musical infantil Balão Mágico.
Fica o registro.   

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

PONTOS DE CULTURA EM DISCUSSÃO

Hoje, no começo da noite, há encontro marcado da TEIA na Praça das Artes - cá em Sampa - para se discutir e avaliar os mais de 700 pontos de cultura espalhados pelo Estado.
Há informação de que esses pontos beneficiam diretamente cerca de 400 mil pessoas e, indiretamente, mais de dois milhões, em São Paulo.
É pouco.
Sabe-se que de todas as formas a cultura se acha entranhada no cotidiano de todos nós, mas num Estado com mais de 40 milhões de habitantes como São Paulo, o mais populoso e importante do País, esses números pouco representam.
É como um tiro n´água, de bucha, e efeito quase invisível.
Para que isso mude, é preciso que os meios de comunicação, todos, se envolvam na divulgação desses pontos, mostrando quem é quem e o que fazem em torno das artes e cultura.
Numa espécie de mutirão, campanhas e programas especiais, o Brasil das artes poderá vir à tona; e não sem tempo, não é mesmo?
As emissoras de rádio e TV são uma concessão do Estado, não são? Apois...
O Estado precisa investir na formação de seus cidadãos.
Para saber mais, inclusive sobre a TEIA, clique:

MÚSICA NAS ESCOLAS
Em 2006, eu fui convidado para proferir palestra de encerramento de um seminário no Congresso Nacional, em Brasília. Eu fui e, dentre outros assuntos, falei da necessidade premente de o ensino da música brasileira ser retomado às escolas, pois desde 1970 ele havia sido abolido pelos militares de plantão, que viam nisso, talvez, um risco à segurança nacional. Que risco? Não sei. Dois anos depois, mais precisamente no dia 18 de agosto de 2008, o então presidente Luís Inácio Lula da Silva sancionou a lei nº 11.769 que determina, exatamente, o retorno da música como matéria curricular obrigatória. A matéria entrou em pauta, mas não entrou nas escolas cinco anos após a lei ser aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente. E sabem por que isso ainda não aconteceu? Porque não há profissionais especializados para levar a matéria à prática. É o que se diz, como justificativa. Triste, não é? É meio como ocorre na área de saúde...
CLIQUE:
SARAU
Sábado que vem tem sarau Bodega Brasil no projeto Espaço Cultural Periferia no Centro. O convite é do músico Júbilo Jacobino, mas extensivo a todo mundo. Vão estar lá, no auditório da Ação Educativa, nomes da cultura popular como o próprio Júbilo, Eduardo, Costa Sena, Cacau Lopes, Marco Haurélio e quem mais souber cantar, tocar, declamar, contar piadas etc. Eu vou. O auditório da Ação Cultural fica ali na Rua General Jardim, 660, Vila Buarque, pertinho das estações República e Santa Cecília do metrô. É só chegar e ir se enturmando... 
CLIQUE:

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

SÃO PAULO TEM SAMBA SIM, SINHÔ

Muitos sabem que sou nordestino de origem e paulistano por adoção e graça dos vereadores de São Paulo que me premiaram com um título de Cidadão em agosto de 1988, o que muito me honra, aliás.
Pois bem, a mistura de gêneros, todos os gêneros – musicais, inclusive – sempre me chamou a atenção e me levou a trilhas desconhecidas da história em busca de saberes e esclarecimentos para tantas interrogações que me incomodam.
Por isso, até aqui, já foram muitas as reportagens e artigos que publiquei como resultado de pesquisas.
Há duas décadas, um dos temas mais interessantes que escolhi para seguir trilhas tem a ver com a origem do samba como gênero musical.
O ponto de partida foi o maxixe sambado ou o samba amaxixado Pelo Telefone, uma criação coletiva assinada por Ernesto Joaquim Maria dos Santos, o Donga, compositor, e Mauro de Almeida, jornalista, que iam cantar e batucar - e beber e traçar feijoada - nos fins de semana na casa da baiana, filha de Oxum, Hilária Batista de Almeida (1854-1924), a Tia Ciata.
Donga e Mauro eram cariocas. Isso, no Rio. E em São Paulo há samba? Quem já não ouviu por aí aquela história de Vinicius de Moraes de que São Paulo é o túmulo do samba, hein? Até um texto poético escrevi e gravei na forma de declamação com o 1º Cidadão Samba, Osvaldinho da Cuíca, me acompanhando com seus instrumentos de percussão (clique na linha azul lá de cima).  
Quer saber mais? 
Então clique na linha azul aí embaixo, leia e opine, porque opinar é importante:

POSTAGENS MAIS VISTAS