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segunda-feira, 23 de abril de 2018

MACHISMO NO SAMBA E NO CORDEL

Hoje faz uma semana que a cantora e compositora Ivone Lara morreu. Ela foi uma das mais autênticas representantes do samba carioca. Nasceu em 1921, num dia 13 e num dia 13 foi internada. Morreu no hospital, 3 dias depois da internação. Essa história todo mundo já sabe.
Como toda ou quase toda mulher, Dona Ivone Lara casou e teve filhos. Mas enquanto casada comeu o pão que o diabo amassou, pois o maridão não aceitava que seu nome caí se na boca do povo, nem como grande artista que foi. Começou a compor ali pelos anos de 1940, mas com medo do marido entregava as composições para outras pessoas gravarem sem seu nome.
O caso de Dona Ivone me remete à história da paraibana Maria das Neves, a Nevinha, filha do cordelista Francisco das Chagas Batista (1882-1930). Aliás, neste ano de 2018 completam-se 80 anos do lançamento do primeiro folheto de Nevinha: O Violino do Diabo ou O Preço da Honestidade, que saiu com o nome (pseudônimo) de Altino Alagoano. Altino, diga-se de passagem, era como se chamava seu marido. Êta, machismo da gota serena! Clique:

http://assisangelo.blogspot.com.br/2017/03/a-mulher-na-literatura-de-cordel.html

Dona Inove Lara recebeu todas as glorias, em vida. Um dos seus sambas mais conhecidos é Sonho Meu, que recebeu diversas interpretações. Aqui com Maria Bethânia e Gal Costa:




 TOM ZÉ

Atenção meus amigos, atenção minhas amigas, quem não foi ainda é hora de ir apreciar a exposição multimídia do querido baiano de Irara Tom Zé, ali nas dependências do prédio onde que foi sede da Caixa Econômica Federal, na Praça da Sé ao lado da estação. Tom Zé é um cabra danado, cheio de onda, que trafega pelo mundo das vanguardas. A exposição será encerrada dia 20 de maio. Nesse dia, não custa dizer: o bom Renato Teixeira faz aniversário de vida: 73 anos. Viva Tom Zé!

sexta-feira, 20 de abril de 2018

CORRENDO PELA VIDA


Do mesmo modo que digo que já não preciso de olhos para ver a realidade gritante que no dia a dia surge a nossa frente, digo também que não faço ginástica prá ficar forte e bonito. Era só o que faltava! Faço ginástica prá economizar idas e vindas ao médico e gastos com  farmácia. Ginástica é saúde.
Sinto-me revigorado desde quando voltei à tona depois de longa invernada, submerso no poço da solidão e da tristeza. Claro: perder a luz dos olhos dói, e muito. Mas estou vivo, sinto-me bem. A propósito Sinto-me Bem é o título da primeira música, um samba, gravado por aquele que entraria na história da MPB como o Seresteiro estou falando do gaúcho Nelson Gonçalves. Ouçam-no:



Há um ano a se completar no próximo dia quatro, recomecei a atividade física. Dessa vez na academia de ginástica Cia Life. É natural que quem faz ginástica tenha o seu treinador pessoal, seu orientador. No meu caso tenho dois, três: Beto, Brito e Anderson.
Sobre Beto e Anderson já andei falando por aqui.
Brito, Vani Brito, (foto acima, de pé), é um mineiro de Lavra do Cruzeiro, distrito de São José de Safira, que fica a não sei quantos quilômetros da capital Belo Horizonte. Mora em São Paulo há um bocado de tempo. Tem 33 anos. Na escala decrescente, ele é o segundo de oito irmãos. Talvez seja de todos o mais doido, o mais aventureiro, o que não teve medo de meter as caras no mundo, um cara destemido. Por caminhos tortuosos chegou aos Stêites. Pois bem, Brito é um cara legal, cheio de onda, como também os são Beto e Anderson. A mãe de Brito, dona Sebastiana, adora música do sertão, do campo. Um dos seus ídolos, são dois: Tião Carreiro e Pardinho. Ela adora essa música:



VAI SER O BENEDITO.

Na cena política nacional há 28 partidos com assento no Congresso Nacional e mais uns dez esperando a vez para mostrar suas garras. No rigor, em qualquer língua, há apenas uma ideologia fragmentada em três ou quatro pedaços, no mais, sei lá!
Até aqui, todos os partidos com assento no Congresso Nacional querem ter um presidente para chamar de seu. E aí vão et cetera et cetera et cetera.
Claro, o PT não terá Lula, talvez Ciro...
O Solidariedade sai com o ex PCB Aldo Rebelo, que embora muito bom não irá longe, e ele sabe disso.
O PSOL tem Boulos e não tem nada.
Temer...o futuro dele é cadeia.
O Meireles, como Temer também não tem futuro como candidato à Presidência.
Pelo PSC, Paulo Rabelo de Castro é quem para o quê?
O PSDB, ai ai ai, Alckmin, sai a campo queimado com denúncias que pesam contra ele por recebimento de grana de modo indevido. O jogo é complicado, sempre foi, mas no momento é o mais complicado de todos os tempos. Até porque nunca tivemos tantos partidos disputando o voto do povo.
A esquerda nunca se entendeu, principalmente no Brasil.
Mais de uma dezena de partidos ditos de esquerda não são, grosso modo de esquerda, mas a vida vai.
A direita é direita. Sempre foi. A propósito, ouvi do coronel de triste memória Erasmo Dias (1924-2010) a frase que nunca esqueci: "Vocês, de esquerda, só lêem vocês mesmos. E não se entendem. Nós , que vocês chamam de direita, direitona, lemos tudo, essa é a diferença entre nós e vocês".
A direita, direitona, se apresenta nas eleições deste ano com o deputado Jair Bolsonaro.
Agora anotem aí: Joaquim Barbosa, ex presidente do STF, irá ao segundo turno com Bolsonaro.
Joaquim Benedito Barbosa Gomes será o novo presidente do Brasil.
Joaquim, mesmo com todas as reticências, filiou-se a pouco ao Partido Socialista Brasileiro, PSB.
O PSB foi fundado no dia 6 de agosto de 1947, pelo baiano de Salvador João Mangabeira (1880-1964). Sempre foi um partido combativo, brigou com Getúlio etc. Miguel Arraes, aliás um dos seus primeiros integrantes, ganhou a governança de Pernambuco, pela última vez, pelo PSB. Esse partido foi cassado pelo Ato Institucional nº 2 em 1965. É de esquerda. O Socialista da sigla tem a ver com Marx e Engels. Mas é preciso entender o que é Socialismo. Não confundir com Comunismo.
Não temos certeza ainda, mas acho que a Marina integrará a chapa de Joaquim. Se não for ela, será um desconhecido de peso, profissionalmente falando.
As eleições de 2018 serão as mais violentas de todos os tempos.

segunda-feira, 16 de abril de 2018

PRA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DE PUTAS

Deu o que falar a declaração do cantor e compositor Geraldo Vandré, segundo a qual continua sendo "a puta mais cara do Brasil".
Essa declaração foi feita no correr de uma entrevista coletiva que o artista concedeu à imprensa pessoense, um dia antes da apresentação que faria, e fez, no espaço cultural José Lins do Rego. O que acho disso?
Geraldo Vandré, paraibano de João Pessoa, sempre foi um artista pra lá de polêmico. 
Também quiseram saber sobre a sua posição política. E respondeu: "Na mão esquerda trago uma certeza, na mão direita uma garantia. Mas atenção! As vezes troco de mão".
As declarações de Vandré à imprensa sempre despertaram atenção do público, de qualquer público. 
Há anos, por exemplo, ele disse que suas composições eram composições de amor. Essa coisa de música de protesto "é pra quem não tem poder".
Em 1968, pouco antes de tomar conhecimento da classificação de Pra não dizer que não falei de flores (Caminhando) no Festival Internacional da Canção, Geraldo Vandré se achava na antiga Iugoslávia. E lá, cercado de autoridades do governo comunista, ele enfezou-se com um bam-bam-bam de lá que o chamou em discurso como "um dos nossos representantes no Brasil". Isso foi o suficiente para o artista virar a mesa, obrigando o tradutor a traduzir ipis literis o que estava falando. Ou seja: que não era comunista nem representante de comunista em canto nenhum. O resultado disso foi o imediato cancelamento da excursão artística de Geraldo em países da chamada "Cortina de Ferro". Quem me contou isso foi um dos integrantes do extinto conjunto musical Trio Marayá, Behring Leiros (1935-2016).
Geraldo Vandré não é bolinho, não.
Mais de uma vez ele me disse que sempre foi o artista mais bem pago do Brasil, mais até do que o tal rei Roberto Carlos. Aliás, os dois nunca se bicaram.
A personalidade de Geraldo Vandré, de batismo Geraldo Pedrosa de Araújo Dias, é fortíssima. Portanto não é de se estranhar a fala dele segundo a qual continua sendo "a puta mais cara do Brasil". Simples, assim.
É claro que essa declaração não contém, e longe de conter, qualquer teor pejorativo contra às "eternas damas da calçada", título de uma reportagem de 2 páginas que publiquei no dia 3 de dezembro de 1978 às páginas 6 e 7 do extinto suplemento cultural Follhetim, do paulistano Folha de S.Paulo. Confira.
É incrível a história de Geraldo Vandré. Ele nasceu no dia 12 de setembro de 1935. Chegou ao Rio de Janeiro com 17 anos de idade, em 1971 concluiu o curso de Direito. Em 1962, cria o "personagem" Vandré. Esse personagem "nasceu" na capital paulista. Leia o especial sobre ele que publiquei no Newsletter Jornalistas e Cia. Confira, clicando sobre o link abaixo: 


domingo, 15 de abril de 2018

HÁ 54 ANOS VANDRÉ LANÇAVA PRIMEIRO LP

Assis Ângelo entrevista Joan Baez ao lado de Vandré

No acervo do Instituto Memória Brasil, IMB, se acha toda a obra do artista paraibano Geraldo Vandré. Toda, entenda-se, lançada em discos desde 1962. Em 78 Rpm, Vandré gravou e lançou dois discos, raríssimos hoje. Dois anos depois, ele lançou o seu primeiro LP: Geraldo Vandré, com músicas autorais e de outros artistas, entre os quais Baden Powell e Vinícius de Moraes. Entre os músicos que o acompanham nesse disco estavam o já referido Baden e Walter Wanderley (foto abaixo).
O LP Geraldo Vandré foi lançado em abril de 1964, um mês depois de os militares tomarem o poder.
O derradeiro LP de Vandré, gravado em Paris, recebeu o título de Terras de Benvirá. Anos antes, ele compusera sua última trilha para um filme A Hora e Vez de Augusto Matraga, baseado em conto homônimo do mineiro João Guimarães Rosa (1908-1967).
Após voltar do exílio, Geraldo Vandré abandonou a carreira artística. Virou um emblema. Nunca mais cantou profissionalmente em público, mas foi não foi, assistia a um show ou a um concerto, eu o acompanhei várias vezes e lembro muito bem da sua amizade com o maestro cearense Eleazar de Carvalho (1912-1996), que foi por muitos anos titular da orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo.
Geraldo Vandré sempre foi um artista de grande sensibilidade e refinamento cultural. A mim ele sempre mostrou interesse em enveredar pelo campo da música erudita. E essa sua vontade ele também compartilhou com o maestro Eleazar a quem chegara a sugerir parceria. Mas Eleazar desconversou. Eu também gostava muito de Eleazar, mas essa é outra história.
Num ano qualquer da década de 80, Vandré participou de Breve Concerto no Teatro da Biblioteca Mário de Andrade. Foi bonito. Parte curiosa foi quando ele regeu a Platéia, que cantou o hino Nacional Brasileiro. Depois disso ele também subiu ao Palco do Auditório Simón Bolivar com cadetes da Aeronáutica que interpretaram uma de suas músicas até aqui inéditas: Fabiana. Por fim ele deu o ar de sua graça num palco onde se achava Joan Baez. Clique:


Nos dias 22 e 23 de março passados, Geraldo voltou a João Pessoa, sua terra e se fez acompanhar pela Orquestra Sinfônica do Estado da Paraíba. Antes, no dia 21, em entrevista a jornalistas que desejavam saber da sua posição política, ele respondeu: "na mão esquerda trago uma certeza, na mão direita uma garantia" e riu. Essa fala um tanto poética, é uma adaptação de um longo poema seu que termina assim:
"Na mão esquerda trago laço e chicote, na outra marcos do chão"...
Essa temática ilustraria algumas de suas canções como Aroeira:








MIA COUTO e LENNA BAHULE

Nestes tempos bicudos de discriminação e preconceito, de falta de diálogo, de guerras, de loucuras é bom estar ao lado de quem acredita na importância da vida e dos seres em geral. O escritor moçambicano Mia Couto é dessas pessoas. Ele e a cantora Lenna Bahule, que também é de Moçambique.Os dois estarão no evento Noite de Estréia, programado pela Companhia das Letras para acontecer no Teatro Porto Seguro (Alameda Barão de Piracicaba, 740), às 19 hs. Mia, além de conversar com seus admiradores vai autografar o livro O Bebedor de Horizontes, último da trilogia As Areias do Imperador. Lenna fará um Pocket Show. Mia é um dos mais importantes escritores da atualidade. Vamos lá?





sábado, 14 de abril de 2018

CANTOS INTERMEDIÁRIOS DO VANDRÉ


Na próxima sexta-feira, deverá sair a público a segunda edição do livro Cantos Intermediários de Benvirá,que reúne poesias do autor Geraldo Vandré. Esse livro foi publicado, originalmente, no Chile de 1973. Nele se acham curiosidades como a primeira versão da letra de Disparada, enorme, diga-se de passagem. Essa edição é patrocinada pelo governo do estado da Paraíba e será distribuída gratuitamente.

Depois de muitos anos, Geraldo Vandré apresentou-se num palco da Paraíba. Isso ocorreu nos dias 22 e 23 de março passado. O público, de todas as idades, o recebeu de coração e braços abertos. Foi uma troca de emoções, tanto do artista como da plateia. E ele cantou Caminhando, acompanhado por todas as vozes presentes, algo em torno de 600 em cada dia.

Geraldo fez-se acompanhar da Orquestra Sinfônica do Estado da Paraíba, regida pelo maestro Luiz Carlos Durier, e pelo Coral Sinfônico. As composições apresentadas, em tom sinfônica, foram Canta Maotina, À Minha Pátria (Pátria Amada, Idolatrada, Salve, Salve, que venceu o Festival de Água Dulce, no Peru, em 1972) e Fabiana, além de peças para piano interpretadas por Beatriz Malnic.  Os arranjos dessas obras foram feitos pelo músico Jorge Ribbas, que há muitos anos dirige um conservatório musical em Campina Grande.

Eu não estive presente ao concerto de Vandré em João Pessoa, pois tudo ocorreu em João Pessoa. Mas o colega jornalista Vitor Nuzzi esteve e narrou-me o que viu e o que sentiu. Nas suas palavras: "Realizei um sonho, bater palmas para Vandré em um palco. Eu e alguns amigos testemunhamos um momento que entrará para a história da música e da cultura no Brasil".

Sonho igual ao do Vitor certamente alguns milhões de brasileiros também gostariam de realizar.

Vitor Nuzzi é o autor do livro Geraldo Vandré - uma canção interrompida, lançado primeiramente de modo independente (100 exemplares) e depois pelo selo Kuarup. Vandré leu e disse, depois, não ter apreciado muito a leitura.

Porém – na vida há sempre um porém, como dizia o autor e ator Plínio Marcos –, em João Pessoa, depois do concerto, em conversa pessoal, disse, segundo Nuzzi, que das biografias até agora publicadas era a "razoavelmente mais honesta".

Geraldo Vandré continua sendo o que sempre foi: um grande artista da música. Um autor que jamais negou suas origens, sua arte. E a pensar: por que Chico Buarque, Caetano Veloso, Milton Nascimento e Sérgio Ricardo nunca gravaram nada dele, Vandré? Gil até que chegou a gravar, mas a única composição que ambos fizeram juntos, com Torquato (Rancho da Rosa Encarnada).

Os brasileiros que amam o Brasil amam Vandré. Isso é fato.

A segunda edição do livro Cantos Intermediários de Benvirá já está sendo disputada a pau.

Ah!, ia me esquecendo. O colega e jornalista Vitor Nuzzi escreveu um belo texto sobre o que viu e ouviu em 22 e 23 de março. Leia: http://www.redebrasilatual.com.br/revistas/138/geraldo-vandre-reencontro-e-desencontro-com-a-arte-e-seu-pais-1

PAIXÃO SEGUNDO CRISTINO

No dia 12 deste mês, completaram-se 50 anos da primeira apresentação pública da Paixão segundo Cristino, composta por Vandré a pedido dos dominicanos. O tempo era brabo: 1968. Leia também: https://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=2019424485045126&id=100009327822194






quinta-feira, 12 de abril de 2018

LULA NA LITERATURA DE CORDEL

Dentre todos os presidentes e ex presidentes da República do Brasil, Getúlio e Lula foram os que mais chamaram  a atenção dos cordelistas, inspirando-os a escrever e publicar  dezenas e dezenas, centenas de folhetos.
Poucas horas depois de anunciada a morte , por suicídio de Getúlio Vargas, folhetos eram publicados e vendidos de mão em mão no Rio de Janeiro e em algumas regiões do Nordeste.
Mas, muito mais, já se publicou sobre Luís Ignácio Lula da Silva, principalmente no período em que ele esteve à frente do poder.
Há dez anos a se completar em agosto (Getúlio morreu no dia 24 de agosto de 1954), o poeta potiguar Crispiniano Neto reuniu pouco mais de cem folhetos sobre Lula no livro Lula e a Literatura de Cordel. São folhetos de louvor ao criador da sigla PT.
Noutros tempos, tempos anteriores a Getúlio, cordelistas nordestinos já teriam feito publicar folhetos narrando a desdita em que caiu Luís Ignácio. Aliás, uma pulguinha incômoda faz me barulho na orelha, perguntando, por que ainda não se escreveu cordel sobre a prisão de Lula?

ESQUERDA X DIREITA

O ex prefeito Dória quer ser governador e presidente da República. A mosca azul o picou. Hoje ele desceu a lenha no vice de Alckmin que virou governador, Márcio França. Dória é direitista, como se sabe. E dos mais narcisistas, mentirosos, enrolões, ambiciosos, que não medem distância nem primam pelo bom caratismo. O Alckmin é da m,esma lavra de Dória, só que mais discreto e cautelosos nos métodos. Enfim, ouvi o Dória hoje rogar praga e ameaçar França, que ele chama de Cuba. Márcio França é do PSB. 

DE NOVO GILMAR

Gilmar endoidou de vez. No plenário do STF mais uma vez hoje ele esculhambou Deus e o diabo, esculhambou com os juizes, os promotores, com a justiça, da qual aparentemente faz parte. Disse que Moro é torturador e que está torturando Palocci. Um horror a fala desse homem! Na mesma linha de Gilmar foi o incompreensível Marco Aurélio, com sua voz arrastada e cheia de falhas (ele não consegue pronunciar por inteiro qualquer palavra que termine em nal, Nacional, por exemplo). Lewandowski e Toffoli também deram nó na língua e disseram besteira. Desse grupo da pesada e a favor dos poderosos pulou fora o Celso de Mello, resultado da destrambelhada sessão de hoje no STF: 7x4 contra a soltura do ex ministro Antônio Palocci que, assim, continua entre chaves em Curitiba.

quarta-feira, 11 de abril de 2018

A VIDA É FESTA, FÉ E ESPERANÇA.


Na vida tem muita coisa boa, não tem mesmo?
A gente vai vivendo e conquistando momentos bonitos, pessoas bonitas, desbravando caminhos, novos caminhos, e levando sempre a bandeira da alegria, da fé e da esperança.
No último dia 06, a minha filha Ana Maria levou mais um ano a sua idade. E aí brindamos ao lado do querido amigo Peter e da companheirinha Lúcia. Aproveitei a data para gerar os versos que se seguem:

POEMA PRA ANA MARIA
Assis Ângelo

Teu brilho é muito forte
Teu brilho tem luz divina
Teu brilho é Lua Cheia
O teu brilho, menina,
Tem a graça e a leveza
De uma estrela bailarina

Mas como explicar isso?
E a noite sem o dia?
E o dia sem o céu?
E o céu sem luz,
Como seria?
Esses são mistérios que só Deus explicaria

Mas Deus está na dele
Ele está muito ocupado
Cuidando do seu rebanho,
Que anda desgarrado
Pulando de cerca certa
Pra ficar em cerca errada

Teu brilho é muito forte
É repleto de poesia
Tem a força de mil sóis
E a tudo alumia...
Esse brilho tem um nome
O seu nome é Ana Maria!

São Paulo, 25 de janeiro de 2016.













LULA, LEITURA E CULTURA.

Ouvi em algum lugar, ontem ou ante ontem, alguém dizer que Lula estava lendo um livro onde se acha preso em Curitiba. Um livro de cunho político, cujo título não lembro. Quem disse isso foi um de seus advogados, cujo nome também não lembro. Achei curiosa a informação do advogado. Curiosa e engraçada, se levarmos em consideração que Lula nunca gostou de ler. Aliás, ele sempre se vangloriou dizendo que ler é bobagem, besteira, perda de tempo até, e que chegou aonde chegou, isto é, a presidência da República, sem precisar ler nada.
Lula, como todos nós sabemos, é nordestino de Pernambuco.
O paulista de Taubaté Monteiro Lobato dizia que "Quem Lê Mais sabe Mais". E dizia também : "Um paós se faz com homens e livros".
Uma ou duas vezes eu lembrei ao ex ministro Juca Ferreira, da Cultura, que o alagoano Color de Mello, foi não foi, saía por aí com um livro debaixo do braço. Cheguei ao ponto de lohe dizer que sugerisse ao Lula que fizesse o mesmo, mesmo não gostando de ler. E cheguei até a sugerir que ele dissesse a Lula que saísse com um ou outro livro do potiguar estudioso da cultura popular, o mais importante até hoje deste país, Luís da Câmara Cascudo. A verdade é que eu nunca vi o Lula fotografado com um livro na mão. Uma pena, não é?
Luís Ignácio Lula da Silva é, dentre todos os ex presidentes da República, o mais abordado como personagem da nossa literatura de Cordel. Voltarei ao assunto.

GILMAR MENDES

E o Gilmar Mendes, Hein? Gilmar continua empobrecendo o Supremo Tribunal Federal, STF. Agora Há pouco, ele voltou a atacar a imprensa, nominando a Tevê Globo e o Jornal Folha de S.Paulo. Uma pena, não é? Em qualquer lugar do mundo a imprensa é importante. Gilmar recebeu nos últimos meses uma dúzia de pedidos de impeachment, pedidos pela sociedade civil. O último foi do Mestre Cavalhosa. Não está na hora de o Senado atender o clamor social? Sei lá, são quase 250 deputados e senadores na mira da operação LavaJato. E por falar na LavaJato, Gilmar acaba de detonar mais uma vez o juiz Sérgio Moro. Gilmar é um horror, é do tamanho de uma coisinha de nada.


segunda-feira, 9 de abril de 2018

E AGORA?



Cristovam Buarque, senador, ex-ministro de Lula e ex-reitor na UNB: "Não fui eu que mudei, foi a esquerda que envelheceu..."

Como repórter da Folha, eu cobri várias greves. No ABC, inclusive. Foi lá que conheci o Lula. Eu, Lula e o colega jornalista Ricardo Kotscho varamos a madrugada que resultou na chegada de um interventor ao Sindicato dos Metalúrgicos. Naquela época eu fumava muito, o Lula o o Kotscho também, não havia um nervosismo propriamente dito. Era uma situação esquisita, estranha, forte, lamentável que o Governo toma as rédias de uma entidade de trabalhadores. Neste blog já escrevi a respeito daquela madrugada http://assisangelo.blogspot.com.br/2012/01/lula-da-no-em-pingo-dagua.html
Como todo mundo sabe, eu sou nordestino da Paraíba.
Como todo mundo sabe, Lula é nordestino de Pernambuco.
Fazer e discutir política é importante em qualquer lugar do mundo, pois o analfabetismo político é uma desgraça já dizia Brecht (1898-1956).
Lula nunca foi brinquedo, não.
Num de seus livros, o jornalista José Nêumanne conta que Lula passou a perna "até m Golbery" que vou ministro do governo militar. Essa passagem, aliás, me faz lembrar o que escreveu em sua autobiografia Napoleão Bonaparte:  D. João VI foi a única pessoa que passou a perna em mim, mais ou menos isso.
O Brasil é um país incrível! Lula é preso e o Corinthians, seu time de coração, ganha o Campeonato Paulista enquanto parte da torcida palmerense bota pra quebrar, literalmente, na estação Barra Funda de São Paulo. E agora?



domingo, 8 de abril de 2018

LULA PT SAUDAÇÕES

O ex-presidente do sindicato dos metalúrgicos e da República vg Lula vg foi preso ontem 7 em São Paulo e hoje já cumpre pena numa cadeia do Paraná pt
Era desse modo, usando vg (vírgula) e pt (ponto) que mandávamos e recebíamos telegramas através da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (EBCT).
Lula, quando surgiu no cenário nacional, incendiou o Brasil prometendo aos brasileiros mais simples uma vida melhor. Lula foi fundador  e o primeiro presidente do partido dos trabalhadores PT.
O PT foi fundado num dos bairros mais chiques de São Paulo, Higienópolis.
Lula prometeu mundos e fundos e plantou fundo a esperança no coração do povo. Mas aos poucos o partido foi tomando rumo diferente do que prometia o seu presidente. E transformou-se no que se vê hoje: um partido igual a tantos outros.
No Brasil, hoje, há 35 partidos legalmente criados e aceitos como tal pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A semana que terminou ontem 7, deixa surpresas e ensinamentos. E uma incógnita: Lula e o PT acabaram?
Viva o Brasil!

quinta-feira, 5 de abril de 2018

O JOGO CONTINUA

A sessão histórica do STF iniciada ontem 4, pouco depois das 14 horas e finda no começo da madrugada de hoje, eu acompanhei passo a passo. Nos primeiros 20 minutos do voto de Rosa Weber eu já sabia que o seu resultado seria contra o pedido de habeas corpus a favor de Lula.
No post anterior eu disse que o brasileiro está mais afinado com a política do que com o futebol; que para o povo é mais fácil identificar o nome dos 11 juízes do que os nomes dos 11 jogadores da Seleção do Tite. E aqui me vem a imagem de uma partida em disputa com os titulares do STF. A sessão-jogo de ontem poderia ser narrada dessa forma:
O técnico, uma mulher (Carmem Lúcia) faz preleção e dá início ao jogo, cujo campo é o plenário do Tribunal. A bola fica com o capitão do time, Fachin, que depois de bons dribles termina perdendo para Gilmar, que entra de sola e comete um monte de falhas, impedimentos etc. Num lance rápido, Moraes toma a bola, faz algumas firulas, mata no peito e passa prá o seu colega Barroso. Barroso brinca com a bola, faz embaixadinhas, mata no peito, a torcida vibra e com a firmeza de um Pelé passa a pelota para Rosa. Rosa cabeceia, brinca com a bola, faz que vai mas não vai e por fim, num chute inesperado, objetivo e bonito, marca um admirável gol. A surpresa é geral. A torcida do time 1 entra em delírio. Os craques do time 2 fazem gols seguidos, empatando com o time 1. Pelas regras do jogo, o técnico fica com a bola em ponto de pênalti e chuta certeiro. Resultado no Placar: 6 a 5.
Tudo está indo muito rápido, tanto que há poucas horas, Lula (troféu do jogo) tem a prisão decretada pelo juiz de Curitiba, Sérgio Moro. 
O jogo continua.




GILMAR MENDES

Eu gostaria de saber as razões que tem levado o juiz Gilmar Mendes com tanta frequência a Portugal. Ele está sempre lá. Outro dia ele chamou um brasileiro de palhaço ao ser por ele fotografado nas ruas de Lisboa em outra ocasião mandou um repórter enfiar na bunda a pergunta que lhe fizera sobre quem estava pagando suas despesas na Terra de Camões. Gilmar é uma vergonha brasileira. De 2016  para cá ele já foi alvo de 8 pedidos de impeachment, mas o Senado não deu bola a esses pedidos.

quarta-feira, 4 de abril de 2018

POVO TROCA FUTEBOL POR POLÍTICA

Ouço por aí que o Brasil tá lascado, que para ele não tem futuro, que tudo continua na mesma e só há a violência, a fome e o desespero.
Na verdade há uma onda de pessimismo tomando conta do país, ou de parte do país.
O Brasil estás mudando sim. Um monte de bandidos do colarinho branco está a contra gosto trocando suas mansões por prisões e devolvendo à força da justiça pelo menos parte do que subtraíram do erário público e tem muito, muito mais ainda a cair nas garras da Lei. E nem vou citá-los, pois os jornais do dia a dia já o fazem.
Nas cadeias do Brasil inteiro há quase 800 mil homens e mulheres presos, 41% deles sem acusação formal.
Juízes do STF estão decidindo se aceitam ou não o pedido de Habeas Corpus para o ex presidente Lula esperar em liberdade até a última instância; ele já foi condenado em duas e corre o risco, agora, de ter seus movimentos tolhidos pela justiça.
O Tribunal iniciou a sessão pouco depois das 14 horas. Cinco juízes já votaram: Fachin, Gilmar que antecipou seu voto e voltou voando a Portugal para cumprir agenda pessoal, Moraes, que deu voto técnico tinindo; Barroso, que falou uma linguagem bem próxima à compreensão comum, popular e Rosa Weber, que contrariou alguns de seus pares, como Marco Aurélio, por votar contra o pedido a favor de Lula.
O Brasil está mudando, sim.
Hoje é mais fácil os brasileiros saberem de cor os nomes dos juízes do STF do que dos jogadores que integram a seleção de Tite.
Estamos a pouco mais de dois mneses do início da Copa do Mundo na Rússia e não se fala disso nos botecos, nos restaurantes, nas praças como costumava-se falar, e isso é um bom sinal. É salutar, sim, trocar a discussão em torno de futebol pela política.
O teatrólogo pernambucano Nelson Rodrigues dizia que Futebol é o ópio do povo. Essa máxima pode ser trocada, e para melhor: política é prato para ser digerido cada vez mais. Aliás, o teatrólogo alemão, Bertold Brecht,  dizia que analfabeto político é todo aquele que rejeita a discussão sobre o cotidiano.

REI DOS FUROS

O amigo jornalista José Antonio Severo, gaúcho dos bons, veio tomar uma cerveja comigo no último fim de semana. Severo tem deixado marcas na imprensa, ele foi repórter da extinta Revista Realidade e um dos editores do extinto diário Gazeta Mercantil. Foi também o criador do Jornal da Globo e hoje e participa de um Portal na Internet e foi não foi está dando furo. Há poucos dias todo mundo tomou conhecimento da pretensão de Temer candidatar-se à presidência, furo do Severo, autor de vários livros. Seu mais novo livro, Senhores da Guerra, em dois volumes, inspirou o cineasta Tabajara Ruas. O filme foi lançado ano passado. É um épico.



segunda-feira, 2 de abril de 2018

O QUÊ TEM A VER CARINHO COM TERREMOTO?

Pessoas extremamente sensíveis anunciam que sentiram abalos sísmicos em São Paulo, Brasilia, Minas, Paraná, Rio Grande do Sul e não sei mais aonde. Meio cético, fiquei na minha. Mas não é que nesse meio tempo em que se mostra aguçado o meu ceticismo o telefone toca e na linha ouço o economista Rômulo Nóbrega, autor do belíssimo livro sobre o compositor Rosil Cavalcanti, a perguntar se eu estou bem? Ora, ora, estou bem, sim. Na verdade eu pensei que esse abalo tinha sido provocado antecipadamente pela tropa petista e figuras incendiárias do congresso nacional. Bom, meu coração continua batendo no ritmo do samba. Bim, bão, carinhosamente a dizer que estou bem. 



LULA LÁ

E por falar na tropa petista, acabo de lembrar de uma coisinha. Essa coisinha é o slogan "Lula la", de autoria de uma das pessoas mais bonitas que eu já conheci, Carlito Maia. Esse slogan chegou às mãos do potiguar meu amigo Hilton Acioli ali pelos começos de 1989 e virou um clássico popular, por que não? Pois é, Hilton gerou uma hora prima com o slogan de Maia que era publicitário. O arranjo é do mineiro Wagner Tizzo, Hilton recebeu uma merrequinha de nada pelo que fez. Hilton não é petista e é o mais frequente parceiro do paraibano Geraldo Vandré. Detalhe: no dia 3 de junho de 1989 o jornal Folha de SP, na coluna Painel, dizia que Hilton era o autor de Disparada junto com Vandré. Mentira o co-autor dessa música é o carioca Théo de Barros. 

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sábado, 31 de março de 2018

VIVA A DEMOCRACIA! (2)

Os livros escolares diziam que no Brasil houve uma revolução em 1964. Diziam  que a revolução foi deflagrada pelos militares. O motivo dessa revolução teria sido provocado pelos comunistas. Diziam também que comunistas comiam criancinhas. Avé! Por aquele tempo comunistas e maconheiros eram uma raça que provocava temor nos "cidadãos de bem". Um pai que se prezasse poderia querer tudo que não presta na vida, menos um comunista ou um maconheiro como genro. 
Os livros de História de um certo tempo no Brasil pareciam livros de ficção. A mistura da realidade com o irreal gerava mera ficção, história prá boi dormir. História prá boi dormir é uma história do mundo fantástico. Folclore, cultura popular.
O dia 1º de abril de 1964 chegou com tanques e baionetas assustando a madrugada e a gente simples do Brasil. Foi um pandemônio. Muita gente foi presa, muita gente foi assassinada, muitos sonhos interrompidos, cortados, castrados.
Aquele tempo ainda dói na memória.
Jango foi deposto e os militares, com a ajuda e apoio dos civis graduados, graúdos, de muita grana no bolso, mergulharam o Brasil na escuridão por longos 21 anos.
Muita água passou por debaixo da ponte até chegarmos aonde chegamos: num tempo livre, democrático, em que todos podem dizer tudo, se expressando de todas as maneiras. É um tempo bonito, não fosse a fome dos corruptos.
A corrupção se acha em todo canto, nas ruas etc.
Um outro tipo de revolução parece estar ganhando forma no País. São passos curtos, ainda vagarosos, mas que indicam uma luz alumiando o túnel. 
A sociedade civil está atenta.
As instituições estão funcionando, mas é lamentável e até inconcebível o país conviver em paz num mar de lama. E é triste tomarmos conhecimento de denúncias gravíssimas contra os três últimos presidentes da república. O paulista de Tietê Michel Temer deverá responder nos tribunais pelas ações que andou fazendo às caladas da noite, no submundo onde tudo de ruim acontece.
A lei é para todos.
"Temos de ficar atentos ao ministro Gilmar Mendes", ouvi de um amigo. A esse pensamento acrescento: fiquemos atentos a tudo o que fazem.

VIVA A VIDA!

O carioca Euclides da Cunha dizia que o sertanejo é antes de tudo um forte. Essa belíssima frase, fortíssima, se acha no livro Os Sertões. Um obra prima, que todos deveriam ler. Os nordestinos comem o pão que o diabo amassa todos os dias. Essa gana, essa força, parece não ter fim. Os nordestinos parecem rir da própria desgraça, das intempéries. O nordeste é marcado por grandes revoluções, como a de 1817, em Pernambuco. Os nordestinos construíram o Rio de Janeiro e São Paulo. E estamos aí, não é mesmo? Em 1910 houve a Revolta da Chibata, que teve como seu líder o alagoano João Cândido. Em 1964 houve o levante dos marinheiros, no Rio de Janeiro. Desse levante participaram muitos nordestinos, entre os quais o potiguar José Xavier Cortez. Cortez foo "dispensado" pela marinha, mas mesmo assim deu a volta por cima e tornou-se um dos mais sensíveis e completos cidadãos deste país. Cortez é um incansável incentivador da leitura. É dele a editora que leva o seu nome e por onde publiquei os livros A Menina Inezita Barroso (2011) e Lua, Estrela, Baião, a História de um Rei (2013), dirigidos ao público infanto juvenil.




sexta-feira, 30 de março de 2018

NOTÍCIAS DO BALACOBACO

Desde que perdi a luz dos meus olhos que passei a ouvir mais, cada vez mais o noticiário de rádio. Agora mesmo, por exemplo, ouvi na CBN, repetida na Pan e Band, a notícia que dá conta do aumento de pessoas desempregadas no Brasil, atualmente. O número já chega de novo à casa dos 13 milhões. Deus do céu! Isso sim é que é inferno.
Como viver sem comer?
O desemprego é algo catastrófico. Enquanto isso, os larápios de colarinho branco, continuam fazendo o que melhor sabem fazer: tirar dos pobres para eles mesmos. A propósito, ouçam a Dança do Desempregado, de Gabriel Pensador:




TIROS NA DEMOCRACIA

O noticiário da imprensa foi muito agitado no correr desta semana. Muita coisa deu o que falar: alta de desemprego, previsão de queda no PIB, Temer candidato, Maluf liberado prá viver em casa, prisão dos amigos de Temer, o exército sendo desmoralizado no Rio pela bandidagem de grosso calibre, o assassinato da vereadora ainda completamente impune, a pressão popular dos funcionários da prefeitura paulistana que resultou na suspensão do projeto oficial da Previdência, a caravana de Lula por terras sulistas.. Aliás, os tiros que atingiram a lataria do ônibus da caravana Lulista podem sair pela culatra. Deus do Céu!  A jovem Democracia Brasileira continua sendo ferida de todas as formas, não é mesmo? Não sou muito chegado ao lixo musical que aparece por aí sob o título de funk, por exemplo. Mas tem uma coisinha aí que dá prá rir e cabe aqui, ouçam, um horror:






O PAPA, ANJOS E DIABOS: NÃO HÁ INFERNO

Ontem, 29, foi o fim da Quaresma. Hoje, sexta, inicia-se a Páscoa.
A Páscoa é um período de grande reflexão para todos nós.
Há dois mil e dezoito anos, segundo a Bíblia, um homem de supostos 33 anos de idade foi abandonado pela Justiça e condenado pelo povo judeu. É isso, não é?
Diz-se que Jesus começou a cair em desgraça no momento em que pôs prá correr negociantes de todo tipo e coisas de Jerusalém. Membros da elite judaica determinaram a sua prisão e o mandaram para os poderosos romanos decidirem a sua sina. Resultado: Jesus caiu nas mãos de Pilatos, literalmente. Pilatos lavou as mãos e Jesus acabou, como todos sabem, pregado numa cruz ao lado de dois ladrões. 
Jesus conheceu o inferno antes mesmo de ser crucificado. Essa é a história.
E por falar em inferno, ouvi notícia dando conta de que o Papa Francisco teria dito a um famoso jornalista do diário italiano La Republica que, de fato, "o inferno não existe".
Eu, pessoalmente, sempre achei que o inferno não existe. Aliás, sempre achei que o inferno é aqui. Eu e milhões e milhões e milhões de pessoas também acham. O tema já rendeu belos livros de autores clássicos como Dante. Também já rendeu folhetos de Cordel, músicas etc. Ouça:



Na música brasileira houve e há bons conjuntos musicais que trouxeram ou trazem no título o inferno, diabo etc

Você já ouviu falar na Orquestra Diabos do céu, que tinha Pixinguinha como seu grande arranjador? Surgiu em 1934, no Rio.
Você já ouviu falar no grupo musical Anjos do Inferno? Surgiu até pela metade dos anos de 1930 e alcançou grande sucesso na metade dos anos de 1940, também no Rio.
Você aí, meu amigo, minha amiga, já ouviu falar no Demônios da Garoa, certo ? É de São Paulo e alcançou grande sucesso com músicas do paulista Adoniran Barbosa (1910-1982). 
O que é que deverão estar pensando da fala do Papa os políticos que meteram a mão no dinheiro do povo, hein?



terça-feira, 27 de março de 2018

TÉO AZEVEDO É DESCOBERTO NA ALEMANHA



O mineiro de Alto Belo, Téo Azevedo, é um dos mais importantes artistas da música popular brasileira. Nasceu no dia 02/07/1943. Comeu o pão que o diabo amassou. Por não ter nascido em berço de ouro, passou fome, passou frio. Mas fez o que o diabo não fez: música e folhetos de cordel da melhor qualidade.
Téo Azevedo tem mais de cinquenta anos de carreira artística e centenas e centenas e centenas de músicas por ele mesmo e parceiros compostas e gravadas ; em diversas línguas, inclusive.
Até o Norte-Americano Charlie Musselwhite, com sua gaitinha de boca mágica.

Téo é tão grande quanto um raio riscando o céu.
Téo ja teve muitas e muitas de suas composições gravadas por alguns dos mais importantes representantes do canto brasileiro como Jair Rodrigues, Luiz Gonzaga, Zé Coco do Riachão
(que ele descobriu), Zé Ramalho, Zeca Pagodinho e Sérgio Reis; sem falar em duplas musicais como Pena branca e Xavantinho, Milionário e José Rico e Cascatinha e Inhana.
Téo Azevedo é também um dos mais férteis produtores musicais do Brasil, com um número absurdo de obras musicais. hum mil? dois mil? três mil? sei lá, nem ele sabe.
A compositora e maestrina carioca Chiquinha Gonzaga (1847-1935), autora da primeira marchinha carnavalesca (Ó, Abre Alas;1899), deixou mais de hum milhar de obras de sua autoria gravadas antes e depois de morrer.
Pois bem, Téo Azevedo ainda não morreu. E quando isso acontecer certamente transformar-se-á num imortal da nossa música popular.
Em julho de 1974, esse mineiro Téo lançou um LP a que intitulou Grito Selvagem. Uma produção independente. Era um disco muito louco, de letras muito loucas, de sons incomuns nos discos lançados à época. Houve três tiragens, cada uma de hum mil exemplares. Resumo da Ópera: Grito Selvagem acaba de sair na Alemanha e em outros países europeus. eu já tenho um exemplar dessa tiragem europeia nas minhas mãos. Foto acima de mais uma de suas criações, a menina Ana Claudia.
Você meu amigo, minha amiga, quer saber como adquirir um exemplar de Grito Selvagem com o carimbo Alemão? comece por aqui: ALTERCAT RECORDS, Sergi Roig, Lenbachstr.8 , 10245 Berlin-Germany  http://alter.cat
Quer saber mais sobre Téo Azevedo e o LP Grito Selvagem?


MESSIAS HOLANDA


O Cearense Messias Holanda morreu ontem 26, de manhã e a tarde o seu corpo foi enterrado no cemitério São João Batista de Fortaleza, CE. Messias foi-se embora com 76 anos de idade, e deixou uma obra musical pequena, mas importante. Ele foi descoberto por Luiz Gonzaga, o rei do baião. O paraibano biógrafo de Rosil Cavalcante, Rômulo Nóbrega o entrevistou algumas vezes para o livro:
Fiz entrevistas com Messias em 2007 e a última em Novembro de 2015.

MILLÔR

Hoje 27 de março completam-se seis anos do encantamento do filósofo multitudo Millôr Fernandes. Um gênio da raça, sem ele estamos mais pobres.

segunda-feira, 26 de março de 2018

MARÇO, VANDRÉ E ELIFAS ANDREATO

Sábado, 24, estive trocando papo com o apresentador do programa Paiaia, Carlos Silvio. É programa que está completando 5 anos, e que recomento, na rádio Conectados, que fica ali no Ipiranga onde D. Pedro deu seu grito de gerra pedindo paz: "independência ou morte" em 1822. Mas como todos sabemos ainda não somos um povo livre, independente, que cresce cada vez mais e mais com o vírus da alienação contaminando a quem está mais aberto à contaminação. Confiram clicando ai...

https://www.facebook.com/carlossilvio107/videos/1631828463598981/


O mês de março é um dos meses mais lembrados pela violência como foi encerrado em 1964. Em-ble-má-ti-co. Esse mês trouxe, a época, uma movimentação enorme no Brasil, a partir do Rio. Só para lembrar, o dia 25 desse mês antecedeu em uma semana a deflagração do golpe civil-militar que levou o Brasil à escuridão por seguidos 21 anos. Uma triste maior idade.
Os militares já estavam por aqui com João Goulart, o Jango. Para piorar a situação havia no entremeio a Associação de Marinheiros e Fuzileiros Navais do Brasil não reconhecida oficialmente. Foi quando surgiu a figura de José Anselmo, que entraria para a história pela porta dos fundos, como delator e pessoa intima da repressão que levou muita gente à prisão e à morte. Ontem no Hotel Tambaú, João Pessoa PB, remanescentes dessa associação se reuniram, como fazem todos os anos, para lembrar a data. Na reunião se achava o agitador cultural, e ex-marinheiro, José Xavier Cortez. Quanta história pra conta!


O paraibano Geraldo Vandré, de batismo Geraldo Pedrosa de Araujo Dias, depois de muitos e muitos anos voltou a cantar num palco de teatro da capital paraibana. Dessa vez acompanhado pela Orquestra Sinfônica da Paraíba.
Geraldo deixou a cidade onde nasceu, João Pessoa, quando tinha 17 anos de idade. Ele é de 1935. Foi na sua cidade que ele deu os primeiros passos rumo ao estrelato como cantor, compositor e violonista. Muita gente foi aplaudi-lo e muita gente ficou sem aplaudi-lo, ao vivo, por que não houve espaço suficiente no Espaço Cultural José Lins do Rego, onde tudo aconteceu com a Orquestra etc. Nota adicionante: um pequeno grupo de pessoas tentou embolar o espetáculo exibindo uma faixa em protesto pela morte da vereadora Marielle Franco, mas não conseguiu. O próprio Vandré se incumbiu de tirar os manifestante do local, irritado. Aliás, o ambiente não era próprio para esse tipo de manifestação. Tampouco para um "fora Temer". Temer é passageiro, dos piores passageiros que o trem Brasil já carregou.  
Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Viva o brasileiro Gerando Vandré! Ah! Vandré emocionou e emocionou-se. Na ocasião todos cantaram com ele sua música mais conhecida: Pra não Dizer que não Falei de Flores (Caminhando). Vejam:






Termina no próximo dia 29 na Estação Cultura (Rua Mauá, 51, Luz) uma exposição que trata do negro no Brasil e pode ser vista entre 10h e 17h. A iniciativa é com artista plastico Elifas Andreato, vale a pena conferir. Recomendadíssima!

sábado, 24 de março de 2018

E LULA, HEIM?

No começo deste mês de março o STJ, Superior Tribunal de Justiça, negou por unanimidade (5X0) o Habeas Corpus impetrado a favor do ex-presidente Lula.Passo seguinte a osso, os advogados de Lula repetiram o encaminhamento do Habeas Corpus ao Tribunal Superior Eleitoral, que adiou o julgamento para o próximo dia 4 de abril. Antes disso, porém, o Tribunal de Porto Alegre julgará os últimos recursos pendentes no processo que levou Lula à segunda instância. Mas ele não poderá ser preso, mesmo se o juiz Moro assim  determinar. Motivo: os juízes do STF garantiram um conduto ao Lula.
Bom, os juízes do STF ficaram a tarde toda de anteontem 22 decidindo se julgariam ou não julgariam o habeas corpus preventivo a favor de ula que lhes caiu a mão. Depois de muito lalala a decisão ficou para ser tomada no próximo 4 de abril. Os juízes falaram e falaram sobre a importância de um Habeas Corpus.
Habeas Corpus, expressão do latim significa algo como  apresente o corpo,  é uma instituição jurídica instituída  por volta do seculo 19. Mas data do século 17, na  Inglaterra iniciativas que visavam garantir o ir e vir do cidadão, ficar ou não, permanecer onde está ou ir onde quiser. Isso foi no começo, coisa de poderosos barões, de gente rica,  insatisfeita com  atitudes de João sem Terra, que reinou na Inglaterra entre 1199 e 1216, quando morreu de desinteria. Ninguém gostava dele, por cobrar altíssimos impostos.
Sem dúvida alguma é importantíssima a instituição do Habeas Corpus, mas há quem abuse demais dessa instituição. É isso não é?

sexta-feira, 23 de março de 2018

VANDRÉ PRA PRESIDENTE DA REPÚBLICA DO BRASIL!

Conheço poucos brasileiros,  pouquíssimos, que defendam tanto e tão bem o Brasil quanto Geraldo Vandré, nome artístico do  paraibano de João Pessoa, Geraldo Pedrosa de Araújo Dias.
Além de grande brasileiro,  cidadão exemplar, Geraldo Vandré é um dos nomes mais completos e criativos de nossa música popular.Sua obra conhecida, gravada  originalmente em discos de vinil, beira a casa dos cem. Algumas de suas composições mais famosas, clássicas, são Disparada (1966) e Pra Não Dizer Que Não Falei de Flores ou Caminhando (1968).
A propósito, Caminhando está completando meio século  da sua primeira gravação.
Tomo conhecimento, através das mídias,  que Vandré emocionou-se e emocionou uma platéia constituída de 500 pessoas ontem 22,  no Teatro Maestro José Siqueira, do Espaço Cultural José Lins do Rego. Zé Lins era paraibano como Siqueira e autor do livro  Fogo Morto.
Como o seu alter ego Vandré, Geraldo Pedrosa de Araújo Dias, advogado de formação, é um cidadão plenamente consciente de sua presença no País, na vida brasileira, espécie de bicho político. Porisso e tudo mais eu votaria nele para presidente da República do Brasil. Pois então: Vandré para Presidente!
Duvido que o Brasil não retomasse os eixos perdidos há já tanto tempo.



quarta-feira, 21 de março de 2018

BRASIL DE BELEZAS E TRAGÉDIAS

O primeiro dia deste Outono chegou ontem, no começo da tarde, trazendo um mar de chuva, lama e tragédias. Uma criança e dois adultos morreram na Capital paulista. 
Quem arcará com os prejuízos provocados pela chuva? O prefeito? a prefeitura?
E ontem comemorou-se o Dia Internacional da Felicidade, meu Deus!
Os países nórdicos como Noruega, Finlândia, Dinamarca e outros encabeçam a lista que relaciona mais de 150 países. O Brasil ocupa a posição número 28, à frente da Argentina, no ranking dos países mais felizes do mundo.



Os servidores públicos do município de São Paulo estão por aqui com o prefeito Dória, que domingo assumiu ser candidato ao governo do Estado.
Dória é um mentiroso. Elegeu-se dizendo que cumpriria o mandato por completo, ou seja, por 4 anos, que iria "prefeitar" etc. A mosca azul o picou.
As tragédias continuam a acontecer em todos os recantos do País.
No Brasil, segundo o IBGE, há um milhão e tanto de pessoas que não enxergam pelos olhos absolutamente nada. Segundo a ONU, a cada 5 segundos uma pessoa fica cega no mundo, é tragédia ou não é? O assunto é sério, mas são sérios também os problemas que o poder público não resolve.
E o arranca rabo ocorrido hoje a tarde no STF, hein? Como sempre o Gilmar partiu prá cima do seu colega Barroso. Um horror! A presidente Carmem Lúcia viu-se obrigada a cancelar rapidamente a sessão que julgaria o habeas corpus a favor do ex presidente Lula. Ficou para amanhã. Dependendo do julgamento, Lula poderá ter a prisão decretada na tarde de segunda feira. Lula tem ótimos advogados, ao contrário da imensa maioria dos brasileiros. O mais novo advogado contratado para defender Lula é o ex presidente do Supremo, Sepúlveda Pertence. 
Ah! Ia me esquecendo: hoje faz uma semana que a vereadora Marielle foi covardemente assassinado, no Rio. Cá prá nós: eu não acredito na prisão dos assassinos de Marielle e se isso acontecer ainda vai demorar. O exército no Rio pode sair dessa história desmoralizado. Ai de nós!

LUTA DOS SERVIDORES

Anotem aí: amanhã todas as bibliotecas do Centro Cultural São Paulo estarão fechadas, incluindo a dedicada aos cegos. Os servidores sairão novamente às ruas, iniciando a caminhada na frente da prefeitura e buscando depois a "Casa do Povo". Eles seguem na luta justa para não perder dinheiro e nem pagar a conta da roubalheira que sempre aconteceu no IPREM, Instituto de Previdência do Município. A proposta indecorosa quer oferecer a contribuição líquida e certa de cerca de 135.000 servidores ativos e aposentados à iniciativa privada e, meu amigo, minha amiga, você deve se lembrar o histórico do que aconteceu com várias previdências privadas, a última o Postalis, dos carteiros, que hoje pagam 25% dos seu salários para arcar com perdas de dinheiro no fundo. E deve lembrar também da tragédia que estão sofrendo os pensionistas da Petrobrás que pagam quase 40% do que recebem como aposentados. O prefeito paulistano quer aumentar os descontos no salário dos servidores de 11 para até 19 %, ora, somando-se isso com o desconto do IR tem-se quase metade do salário confiscado pelo governo. São trabalhadores que sustentam as políticas públicas na cidade, Educação, Saúde, Cultura e não merecem esse rebaixamento salarial travestido de reforma da previdência. Tão justa essa luta que tem recebido apoio popular e nem a mídia tem coragem de escamotear ou não noticiar, são mais de 100.000 servidores no movimento, e amanhã será maior, quer apostar? As balas de borracha e bombas do dia 14 funcionaram como fermento.

segunda-feira, 19 de março de 2018

FAZER GINÁSTICA É COISA BOA


Dados fornecidos pela Global Report 2015 indicam que o Brasil ocupa o segundo lugar no ranking dos países que investem em academia de ginastica. No Brasil, há cerca de 8 milhões de pessoas fazendo ginástica regularmente. O faturamento desse movimento gira em torno de 2,5 bilhões de dólares. Nada mal, não é?
Fazer ginastica é uma coisa muito boa. É bom pro corpo e  para o espírito. Corpo são mente sã. Mas eu só fui saber disso agora, depois que a luz fugiu dos meus olhos.
Acho que todo mundo deveria praticar exercícios numa academia. A propósito, há 33.157 academias de ginástica espalhadas Brasil, segundo a Associação Brasileira de Academias.
Se eu fosse você meu amigo, minha amiga, iria imediatamente procurar uma academia para perder excesso de peso e ganhar massa corpórea. Isso é muito bom, tanto para o homem, quanto para a mulher. Viver bem faz bem.
Eu ando suando na CIA LIFE. Fotos a cima, aliás se você for lá e procurar o Beto ou o Anderson é provável um bom desconto se disser que leu esse texto, hahaha.

ENTREVISTA

Sábado que vem, a partir do meio-dia, estarei falando sobre cultura popular no programa do bom baiano Carlos Silvio. 



domingo, 18 de março de 2018

MARIELLE MORRE NO DIA DA MORTE DE ISMAEL

Ismael Silva, cantor, compositor e instrumentista, nasceu em Niterói e morreu aos 72 anos de idade.
Marielle Franco, nasceu no Rio, fez faculdade com mestrado e morreu com 38 anos de idade.
O que há em comum entre Ismael e Marielle?
Ismael era negro, pobre e bissexual. Tinha 31 anos de idade quando gerou uma menina. 
Marielle era negra, pobre, bissexual e aos 18 anos também gerou uma menina.
Ismael sofreu muito com sua condição de vida, como também deve ter sofrido Marielle, só que Marielle berrava, gritava e dizia para o mundo todo a sua condição de mulher de raça, que não desistia diante dos obstáculos.
Covardes detonaram 4 tiros na sua cabeça. Dela sobrou a história.
Ismael, que perdeu o pai quando tinha 3 anos de idade, surpreendendo muita gente, apresentou-se numa escola do bairro em que morava, já no Rio, dizendo que queria estudar, aprender a ler prá virar gente. Não chegou à Universidade, mas virou um dos maiores sambistas do Brasil. Aliás, foi ele e amigos que criaram a primeira escola de samba do País: Deixa Falar, em 1928. No mesmo bairro em que tombou Marielle.
Marielle não compôs samba algum, mas gostava profundamente da negritude. O samba é negro. Ela morreu no dia da morte de Ismael, 14 de março...
Ismael deixou obras primas, como Se Você Jurar, ouça:


ENCONTRO UM

Sexta passada estiveram comigo os amigos Tinhorão, Tiné, Mayrink e Bráu Mendonça Neto, cantor, compositor e exímio violonista. Bráu não trouxe o violão, mas trouxe sua história. Conversamos, conversamos, conversamos. Mayrink, jornalista dos bons, trabalhou com Tinhorão no Jornal do Brasil e na Revista Veja, vejam só! Mayrink é mineiro, Tinhorão é santista, Tiné de Pernambuco e Bráu, paulistano. O Bráu é o tipo do artista que encanta pessoas com facilidade. Tiné, que andou levando porrada da ditadura dos 60, por muitos naos trabalhou para a Editora Abril, de Veja e durante duas décadas foi o assessor de imprensa do complexo Hospital das Clínicas: tudo liga tudo.

Mayrink, Tiné, Assis e Tinhorão, fotografados pelo Bráu



ENCONTRO DOIS

Sábado passado, isto é, ontem, estiveram comigo o compositor cantador mineiro Téo Azevedo e seu parceiro Tone Agreste. Os dois acabam de gravar um cedê mostrando um pouco da história do repentismo no norte de Minas. O disco está saindo da fábrica. Além disso, os consumidores da boa música podem se alegrar com o terceiro dos quatro discos só com composições de Téo. Detalhe: essa nova leva de composições tem a marca do choro. Pois é: Téo compondo chorinho! Voltarei ao assunto.

quarta-feira, 14 de março de 2018

HOJE É DIA DE LUIZ GONZAGA. E VIVA ANTENÓGENES!

O Brasil é um país rico em tudo, e sobre todos os aspectos.
O Brasil é um país cheio de contradições e belezas.
Meu amigo, minha amiga, no último dia do mês de março de 1964, nos pregaram uma peça, gravíssima: o 1º de abril. Com isso o Brasil entrou num processo profundo de escuridão com muita gente morta e de-sa-pa-re-ci-da.
Antes deste ano profano, o Brasil apresentou uma coisa bem bonita: o sanfoneiro Luiz Gonzaga, que viraria Rei do baião, do Forró, do xaxado, do xote e etecetera e tal.
Na tarde do dia 14 de março de 1941 um jovem recém saído do Exército, corneteiro 122, identificado como Luiz Gonzaga do Nascimento, pernambucano de Exu, abria, rasgava a sanfona que carregava no peito e botava prá quebrar...Nesse dia, Luiz Gonzaga discretamente começava a aparecer ao Brasil, e depois ao mundo, como o maior sanfoneiro do País.
Nunca houve no Brasil dois Luiz Gonzaga. E também nunca houve no nosso País dois Antenógenes Silva.
Gonzaga foiu discípulo de Antenógenes Silva. Disse-me Antenógenes chegou a ser afinador de sanfona de Luiz Gonzaga. A propósito tenho uma gravação do Antenógenes dizendo prá mim exatamente isso. E ele dizia com firmeza: Luiz Gonzaga foi melhor do que eu na sanfona. Antenógenes Silva, ídolo de Luiz Gonzaga foi o único artista da América do Sul a acompanhar à sanfona o criador do tango, Carlos Gardel. E isso, desse jeito dito e gravado em fita cassete, que se acha no Instituto Memória Brasil, IMB. Entrevista que fiz com ele, Antenógenes. E essa é a história, e tudo segue.
No dia 14 de março de 1941, Luiz Gonzaga gravou de uma só vez nesse dia 4 músicas, uma delas foi Vira e Mexe, ouçam:




VERGONHA MUNICIPAL

Hoje 14 os brasileiros moradores de São Paulo, Capital, viveram um dia de 64,65,66,67, 68... O povo pedindo ordem e justiça e a polícia, comandada pelo prefeito Dória, à moda do governador Alkmim, seu padrinho,  mandando bala na forma de bomba de gás de pimenta e gás lacrimogênio. Isso tudo à tarde, diante da Câmara Municipal de vereadores, ali junto do viaduto Jacareí. Um horror! Mas é a velha história: o poder lascando o povo. Até quando?? Vamos pensar para escolhermos melhor os nossos governantes, certo?

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