Seguir o blog
quarta-feira, 29 de maio de 2024
ATENÇÃO: RADIOCÊNICA NO AR!
terça-feira, 28 de maio de 2024
VISITA COM BOM PAPO CULTURAL
![]() |
| Batendo um rango: Alfredinho, Edson, Dantas do Forró, Fatel e Assis |
![]() |
| Assis Angelo, Alfredinho e Fatel Barbosa |
LEIA MAIS
domingo, 26 de maio de 2024
A CARREIRA DE BOCELLI É UMA FESTA
Sampa 25 maio.
A noite fria encobria a cidade, fazendo tirintar passantes incautos. Outros mais prevenidos caminhavam enfiados em roupas quentes.
Uma garoinha atrevida punha suas unhinhas pra fora. Uma graça.
O auto de aplicativo parou a poucos metros do portão C do gigante Allianz Parque, ali junto do centenário Parque da Água Branca. Descemos.
Um cartaz anunciava a presença do tenor italiano Andrea Bocelli. Hora marcada: 21.
Pessoas de simpatia contagiante, escaladas para atender o público, nos atenderam.
"Vocês vão assistir a uma apresentação fantástica", disse-nos com sorriso largo uma das pessoas da equipe da estrela italiana.
Uns 30 minutos depois de nos acomodarmos, apareceu no palco um "artista convidado" cantando na língua de Caruso. Nome: Davide Carbone. Palmas, palmas e palmas.
O público presente soltou-se.
Logo depois o mesmo Davide pegou o microfone pra dizer que Bocelli, 64 anos, já estava pronto. Em seguida disse que o show era dedicado ao povo do Rio Grande do Sul, vitimado pelas enxurradas provocadas pelas chuvas intermitentes despachadas pelo céu.
Da Orquestra Jovem do Estado de São Paulo, especialmente convidada para brilhar na noite, saíram notas do nosso caudaloso Hino Nacional. Emocionei-me. Mais: surpreendi-me pela dicção clara e voz segura, quase familiar, de Davide.
Não tardou e o nome mais esperado da noite adentrou ao palco interpretando com sua possante voz a ária La Donna è Mobile da ópera Rigoletto, de Verdi.
Andrea Bocelli, cuja carreira de 30 anos está comemorando agora, trouxe consigo a soprano Cristina Pasaroiu e a violinista Caroline Campbell. Lindas.
Além das duas beldades, talentosíssimas, Bocelli trouxe o seu bambino Matteo, 26 anos. Voz possante.
A principal estrela da noite foi e veio ao microfone umas cinco ou seis vezes, dando desse modo espaço e vez aos seus convidados, incluindo aí um casal de bailarinos que parecia voar.
A surpresa da noite foi a cantora paulistana Sandi que cantou numa língua que não consegui identificar.
Foi uma noite bonita, mas não posso deixar aqui de contar uma gracinha. Ao entrar no carro de volta pra casa, ouvi alguém fazer a seguinte observação: "Cara, o cara canta prá caralho. E é cego!"
Baixa o pano.
COMBATE À CEGUEIRA
Hoje 26 de maio é o Dia Nacional de Combate ao Glaucoma.
O glaucoma é um dos muitíssimos males que atacam, sem dó nem piedade, os olhos humanos. Surge com mais frequência já nos primeiros meses de vida do menino ou da menina. Não tem cura, mas se for identificado logo o sofrimento da vítima será menor.
Fica o registro.
LICENCIOSIDADE NA CULTURA POPULAR (101)
Como observadora da vida cotidiana, Irene escreveu muita coisa na forma de poesia e prosa abordando a temática erótica.
No começo dos anos 1960, ela andou publicando livros de poesia falando do prazer sexual da mulher, negado pelo machismo. Exemplo:
Quero um homem
forte e viril
cobrindo meu corpo todo
penetrando-o num impulso
másculo e voluptuoso
eu quero
não só um beijo
quero muitos de uma vez
pelo meu corpo sedento
torturado e infeliz
pode morder
que importa?
num prelúdio embriagador
eu quero morrer de beijos
eu quero morrer do amor
por que tantos graus de febre
podendo me aliviar?
por que a febre queimando?
e o corpo se maltratar?
porque nesta ocasião
suspirando por amar
viver só alucinada
reclinada em leito frio
sempre desagasalhada
nesse leito tão sombrio
eu quero um homem
quero um homem
não suporto mais sofrer
quero um homem
quero um homem
quero de amor viver...
Um dos romances mais provocativos de Irene é O Amor do Reverendo (2009). O reverendo no caso é um padre de nome Abraão, que conhece Maria Luísa durante um acidente. Ele a pega nos braços ferida e ambos se apaixonam. Simples assim.
Na sua dissertação de Pós-Graduação para a Universidade Estadual da Paraíba, a estudante Juliana Karol de Oliveira Falcão escreveu, em 2022:
Os romances de Irene Dias Cavalcanti fazem parte de um período ou de um lugar de revolução não apenas sexual, como também social e cultural ao reivindicar lugares e igualdade entre o homem e a mulher. Destacam-se as suas obras literárias não somente como um discurso de empoderamento sexual, como também um manifesto contra diversas injustiças sociais pelas quais passam grupos desfavorecidos que partem de camadas abastadas contra camadas desfavorecidas, que partem de brancos contra negros, de homens contra mulheres, de igreja contra fiéis, de coronéis contra agricultores, entre outros.
O Amor do Reverendo é prefaciado pelo padre Waldemir Cavalcante Santana.
Irene Dias Cavalcanti, nascida em 1927, passou a infância no município de Campina Grande. É considerada um símbolo da luta feminina contra o machismo imperante até os dias de hoje.
Foto e reproduções de Flor Maria e Anna da Hora
sábado, 25 de maio de 2024
LICENCIOSIDADE NA CULTURA POPULAR (100)
No conto A Língua do P, ela conta a história de uma jovem que por pouco, muito pouco, não foi estuprada por dois canalhas que se achavam num vagão de trem noturno. Era uma professora mineira indo dar aulas para viver, no Rio de Janeiro. Ela percebe que os dois estão falando a língua do P, combinando a hora de atacá-la. Mas o conto não termina aí e mais não digo.
Noutro conto, Ruído de Passos, Clarice cria uma situação pra lá de bonita com uma personagem de 81 anos de idade. Começa assim:
Fora linda na juventude. E tinha vertigem quando cheirava profundamente uma rosa.
Pois foi com dona Cândida Raposo que o desejo de prazer não passava.
Teve enfim a grande coragem de ir a um ginecologista. E perguntou-lhe envergonhada, de cabeça baixa:
– Quando é que passa?
– Passa o quê, minha senhora?
– A coisa.
– Que coisa?
– A coisa, repetiu. O desejo de prazer, disse enfim.
– Minha senhora, lamento lhe dizer que não passa nunca. Olhou-o espantada.
– Mas eu tenho oitenta e um anos de idade!
– Não importa, minha senhora. É até morrer.
– Mas isso é o inferno!
– É a vida, senhora Raposo.
A vida era isso, então? essa falta de vergonha?
– E o que é que eu faço? ninguém me quer mais… O médico olhou-a com piedade.
– Não há remédio, minha senhora.
– E se eu pagasse?
– Não ia adiantar de nada. A senhora tem que se lembrar que tem oitenta e um anos de idade.
– E… e se eu me arranjasse sozinha? o senhor entende o que eu quero dizer?
– É, disse o médico. Pode ser um remédio…
Assim, a velha senhora acabou alcançando o Nirvana por meios próprios. Quer dizer: acariciando o próprio corpo como insinuou no palco a cantora estadunidense Madonna em show realizado em abril de 2024, no Rio de Janeiro. À propósito o maestro Júlio Medaglia publicou artigo na Folha de S.Paulo, edição de 9 de maio, em que classifica a apresentação da artista como “um show pornográfico”. Mais: “Pessoas do mesmo sexo se chupando, se esfregando; Madonna de joelhos tendo Pabllo Vittar atrás de si beijando seu traseiro; selvagerias gerais etc”.
sexta-feira, 24 de maio de 2024
ASSOCIAÇÃO PARA VICIADOS EM LIVROS
quarta-feira, 22 de maio de 2024
O BAIÃO SUMIU. POR QUÊ, HEIN?
O dia 22 de maio de 1946 caiu numa quarta, como hoje. Naquele dia o grupo musical Quatro Ases e um Goringa entrou em estúdio e gravou para a extinta RCA Victor o primeiro baião de toda a historiografia discográfica. Título: Baião, de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira.
O lançamento de baião como ritmo e gênero musical provocou espanto crescente entre produtores e consumidores de discos de 78 RPM, que era o que se tinha pra rodar num fonógrafo e tal.
À medida que o tempo ia passando, multiplicavam-se as gravações do ritmo criado por Gonzaga e Teixeira. Até no exterior o interesse foi indubitável.
Baião foi gravado em diversas línguas, japonesa inclusive.
A curiosidade é que nos dias de hoje o baião já não desperta tanto interesse dos artistas e consumidores de música. Por quê, hein?
Sobre esse assunto já escrevi muito. Não custa averiguar o que digo sapiando nesse blog.
terça-feira, 21 de maio de 2024
TODO DIA É DIA DA NOSSA LÍNGUA
segunda-feira, 20 de maio de 2024
AMIGOS SE DESPEDEM DE TÉO
À Missa do 7º dia em memória do cantor, compositor e violeiro mineiro Téo Azevedo compareceram amigos de longa data como Moisés da Rocha, Caju e Castanha; Cacá Lopes, Costa Senna, Raimundo José, Dantas do Forró e muito mais gente ciceroneada pela cantora e produtora musical Fatel. Foi sexta-feira às 18h na igreja de Santa Cecília, na Capital paulista.
RÁDIO ATUAL FM
domingo, 19 de maio de 2024
LICENCIOSIDADE NA CULTURA POPULAR (99)
![]() |
| James Joyce |
James Joyce, autor do clássico Ulysses, apreciava os puns da mulher, mostrando assim ser um ser normal como outro qualquer. Ele: “É maravilhoso comer uma mulher peidorreira, quando cada estocada arranca um peido de dentro dela. Acho que eu reconheceria um peido da Nora em qualquer lugar. Eu acho que eu saberia qual é o dela numa sala cheia de mulheres peidando. É um barulhinho bem feminino, nem um pouco parecido com o peidão molhado que eu espero das esposas gordas. É súbito e seco e sujo como o que uma garota ousada soltaria por diversão, de noite, no dormitório de uma escola. Eu espero que Nora não se prive de peidar na minha cara, para que eu também possa conhecê-los pelo cheiro”. E ainda foi mais longe na mesma carta: “Nora, minha doce putinha, eu fiz como você mandou, sua garotinha safada, e bati duas punhetas enquanto lia a sua carta”.
A Nora aí citada era a futura esposa do escritor e pra ela, noutra carta, ele mandou ver: “... Nora, minha querida e adorada, minha colegial de doces olhos e boca suja, seja minha puta, minha senhora, tanto quanto você quiser (minha pequena e fodida senhora! Minha maldita putinha!) você é sempre minha, minha bela flor selvagem das sebes, minha flor azul escura, encharcada de chuva”.
Será demais dizer que o amor tem segredos claros?
Ao contrário de James Joyce, Ernest Hemingway (1899-1961) teve uma vida pessoal um tanto
atribulada. Pra começar a mãe, Grace, o criou como gêmea da irmã Marcelline até os seis ou sete anos de idade. Cresceu traumatizado, mas publicamente exibia um perfil másculo. Teve quatro esposas e com elas dois meninos e uma menina.A menina, Glória, era trans.
Num dos seus livros, O Jardim do Éden (1986), romance que deixou inacabado, Ernest cria um personagem identificado por muitos como seu alter ego: David. Numa noite de amor pede à mulher que corte seu cabelo a moda feminina e o sodomize sem dó nem piedade.
Ernest Hemingway era, no fundo, uma pessoa melancólica, depressiva.
Detalhe lamentável: o pai de Ernest se suicidou, o irmão e a irmã também se suicidaram; e suicidou-se também a neta de Ernest, depois de ele mesmo tirar a própria vida com um tiro no peito. Isso depois de receber alta de um manicômio.
Foto e reproduções de Flor Maria e Anna da Hora
sábado, 18 de maio de 2024
LICENCIOSIDADE NA CULTURA POPULAR (98)
Antes de dedicar-se à literatura, Hugo foi deputado e senador na França. Era um democrata que não perdoava corruptos e criminosos de quaisquer tipos. Chegou a ser exilado, mas voltou à sua terra quando o povo aspirava os ares da liberdade.
Quando morreu, o corpo do escritor foi acompanhado por cerca de dois milhões de pessoas.
Um dos livros mais conhecidos de Hugo, O Corcunda de Notre-Dame, foi escrito em poucos meses por pressão do editor. A primeira edição é de 1831, que foi à praça com três capítulos a menos. Esses três capítulos seriam acrescentados a partir da 8ª edição.
A história criada por Hugo se passa na França do século 15. Na história, o bem e o mal se misturam, como o belo e o feio.
![]() |
| Victor Hugo |
Mas pra piorar a situação de Quasímodo surge o avaro e ciumento cônego Claude. Esse personagem ameaça Esmeralda o tempo todo, de morte inclusive. Quer possuí-la, porém não obtém sucesso. E mais não digo.
Francês também foi o escritor Honoré de Balzac (1799-1850). Deixou pérolas, entre as quais A Mulher de Trinta Anos. Esse romance deixou marcas indeléveis na memória popular.
A personagem principal nesse livro de Balzac é Jolie, uma jovem muito bonita que vai com o pai assistir um desfile cívico do Exército napoleônico. Lá ela vê o seu amado e jura que com ele vai se casar. O pai desaprova, mas mesmo assim ela se casa e ao fim e ao cabo, dá tudo errado.
A expressão “balzaquiana” foi criada a partir da trama do seu famoso livro, publicado em 1842.
![]() |
| Honoré de Balzac |
Honoré de Balzac publicou o primeiro livro quando tinha 30 anos de idade. Nos 20 anos seguintes, ele construiu uma obra formada por mais de uma centena de títulos. O grosso dessa obra se acha em vários volumes da Comédia Humana.
Na obra de Balzac se acham amor, traição, o escambau.
Curiosidade: o autor de Estudo de Mulher era viciado em café. Tomada dezenas de xícaras diariamente.
sexta-feira, 17 de maio de 2024
VOLTA POR CIMA
Cenas terríveis.
Ainda dá pra ver animais imobilizados sobre telhados.
Milhares de homens, mulheres e crianças continuam passando dificuldades de todo tipo. Mas é espantosa a movimentação solidária que se registra Brasil afora.
Ouço no rádio notícia dando conta de campanhas de solidariedade. São campanhas até nominadas.
De Brasília um repórter diz que foi dado o nome de um dos sambas mais bonitos de autoria do paulistano Paulo Vanzolini: Volta por Cima, gravado pela primeira vez pelo cantor e violonista mineiro Noite Ilustrada. A gravação data do ano de 1962.
Pois é, é bom que se diga o seguinte: todo fim pode ter um bom recomeço.
A cheia gigantesca provocada pelas chuvas no RS faz-me lembrar a grande cheia que pôs de cabeça pra baixo o Nordeste, em 1985. Na ocasião o Brasil mobilizou-se para ajudar os milhares e milhares de flagelados. Até um disco foi gravado reunindo 155 artistas da nossa música popular. Entre esses Luiz Gonzaga, Chico Buarque, Fagner, Belchior, Roberto Carlos e até o poeta cearense Patativa do Assaré autor famoso de A Triste Partida.
Voltarei ao assunto.
Agora vou assistir a missa de 7° dia em memória do cantador mineiro Téo Azevedo, a quem em 2023 homenageei num poema depois musicado por Cacá Lopes e Luiz Wilson. Título: O Cantador de Alto Belo.
quarta-feira, 15 de maio de 2024
E A FALA DO GOVERNADOR GAÚCHO, HEIN?
segunda-feira, 13 de maio de 2024
VAMOS PENSAR?
domingo, 12 de maio de 2024
LICENCIOSIDADE NA CULTURA POPULAR (97)
No Brasil também há histórias incríveis envolvendo homens, mulheres e todos os sexos.
Dom João VI foi quem foi, com amantes.
O filho de Dom João, Pedro I, foi além do pai, sexualmente falando. Casou-se e teve sei lá quantas amantes!
Historiadores dão conta de que Pedro I sofria de priapismo, coitado! Terrível.
O priapismo e a safadeza que herdou do pai o levaram a pular cerca igual um bode. Dizem seus biógrafos que pôs no mundo 50 rebentos no mínimo.
O filho do primeiro Pedro, o Segundo, também não se satisfazia com uma mulher só. Sua mulher, Teresa, foi arranjada por correspondência e quando a viu, desesperou-se.
Teresa Cristina de Bourbon-Duas Sicílias não era plasticamente uma mulher bonita. Ele esperneou quando a puseram no colo, dizendo que fora traído.
E a história segue por aí.
Mas voltemos a Dumas.
Machado de Assis escreveu texto crítico sobre a bela história de Dumas publicado na revista O Espelho, RJ, edição de 8 de janeiro de 1860:
A Dama das Camélias é o drama realmente filosófico, verdadeiramente piedoso; resolve uma questão social, ao mesmo passo que se revela uma magnífica obra d'arte. É tocante aquela figura de Margarida, purificada como Eva, pelo arrependimento, cheia de amor e de piedade, martirizada pela doença, prostrada aos pés da sociedade, como Madalena aos pés do Cristo, mas que a sociedade repele e condena.
Não custa lembrar que o pai de Alexandre Dumas foi também um grande escritor, autor dos clássicos juvenis Os Três Mosqueteiros e o Conde de Monte Cristo.
Também é bom que se lembre que foi Alexandre pai quem inaugurou o dito romance de folhetim no Brasil, em 1838, sob o título Capitão Paulo. Mas há controvérsias.
O jornalista e historiador José Ramos Tinhorão, no seu livro Os Romances em Folhetins no Brasil, à pág. 36, diz que antes de 1838, em Recife, PE, já se publicava esse gênero literário: “...começaria a ser publicado a 29 de junho de 1837 o periódico Relator de Novelas, publicação de pequeno formato destinada ‘ao entretenimento de todas aquelas pessoas apaixonadas por ler novelas, com especialidade o belo sexo, de quem espera toda a proteção’”.
Os textos publicados nesse periódico não traziam identificação de autor.
Foto e reproduções de Flor Maria e Anna da Hora
sábado, 11 de maio de 2024
A CULTURA PERDE TÉO AZEVEDO
LICENCIOSIDADE NA CULTURA POPULAR (96)
Dirceu, no caso, é o poeta Tomás Antônio Gonzaga (1744-1810).
Marília era Maria, uma jovem de 17 anos que viu em Antônio o seu amor eterno. E vice-versa.
O poeta, que tinha 40 anos de idade na época, participou da Inconfidência Mineira.
Entre uma reunião e outra com seus colegas de trama, Gonzaga escrevia uma pérola poética como declaração de amor a sua Maria. É um poema enorme. Nesse poema entram deuses e deusas como Vênus e o seu filho Cupido, que apronta como aprontou na Ilha dos Amores (Os Lusíadas).
Essa obra foi publicada em muitos idiomas entre os quais grego, francês, alemão, russo.
A primeira edição saiu em Portugal em 1792, apenas com as iniciais do autor, T.A.G.
Uma das partes mais bonitas de Marília de Dirceu se acha logo nos primeiros versos do poema:
…Os seus compridos cabelos,
Que sobre as costas ondeiam,
São que os de Apolo mais belos;
Mas de loura cor não são.
Têm a cor da negra noite;
E com o branco do rosto
Fazem, Marília, um composto
Da mais formosa união.
Tem redonda, e lisa testa,
Arqueadas sobrancelhas;
A voz meiga, a vista honesta,
E seus olhos são uns sóis.
Aqui vence Amor ao Céu,
Que no dia luminoso
O Céu tem um Sol formoso,
E o travesso Amor tem dois.
Na sua face mimosa,
Marília, estão misturadas
Purpúreas folhas de rosa,
Brancas folhas de jasmim.
Dos rubins mais preciosos
Os seus beiços são formados;
Os seus dentes delicados
São pedaços de marfim…
O poeta morreu na África em 1844 depois de se casar e ter dois filhos com a filha de um rico comerciante de escravos.
Quanto à Maria, cujo o nome completo era Maria Doroteia Joaquina de Seixas, há várias contradições. Casou-se ou não? Teve filhos ou não? Findou num convento de freiras?
O famoso poema de Gonzaga é formado por 71 liras e 14 sonetos.
Liras são pequenos poemas e não apenas o nome de um antigo instrumento de origem grega.
sexta-feira, 10 de maio de 2024
SEMPRE É TEMPO DE PENSAR
| Cadu, Assis e Arthur |
domingo, 5 de maio de 2024
LICENCIOSIDADE NA CULTURA POPULAR (95)
Esse Jefferson foi o 3º presidente norte-americano. Encantou-se com uma mulher, Martha, e com ela se casou. E como era dono de pelo menos 600 escravos e escravas usou e abusou de muitas delas. Até hoje não se sabe quantos filhos ilegítimos ele teve.
Pra se ver: esse presidente foi o mesmo que assinou a Declaração da Independência do seu país, em 1776.
Como da Vinci, o escritor Alexandre Dumas, filho, também nasceu fora do casamento. A mãe, Marie-Laure-Catherine Labay, era negra e o pai, Alexandre Dumas, general de Napoleão.
Em 1848, Alexandre escreveu o romance A Dama das Camélias, em cuja história se acham prostitutas de vários níveis. A protagonista, Marguerite Gautier, é pobre, mas culta e desejada por tudo quanto é macho. Seu trabalho é dar carinho e tudo mais. Certo dia um estudante de família rica, Armand Duval, apaixona-se por ela doidamente, mas o pai não queria mistura de níveis sociais. Ele endoida e ela morre de tuberculose.
Uma beleza, pois não à toa encanta quem leu o livro, assiste a ópera ou a versão para teatro.
Nesse campo operístico, Richard Wagner (1813-1883) fez coisas boas. Uma delas foi a adaptação de Tristão e Isolda.
Tristão e Isolda são personagens da Alta Idade Média.
Isolda era mulher-rainha do rei Marcos da Cornualha, tio de Tristão.
Ela e ele, Isolda e Tristão, beberam algo mágico e endoidaram entre si, pra desespero do rei.
Tristão era cavaleiro respeitado no seu tempo. E mais não digo.
Daquele tempo e proximidades também era o rei Arthur.
A mulher-rainha do rei Arthur, Guinevere, apaixonou-se perdidamente pelo melhor amigo do marido: Lancelot.
A história do rei Arthur finda com rebu. E pronto.
Caçadores de absurdos caíram em campo à cata da espada do mitológico rei Arthur. As buscas começaram na Cornualha. Deve render filme, livro e o escambau.
POSTAGENS MAIS VISTAS
-
Coisas da vida. Zica Bergami, autora da valsinha Lampião de Gás partiu. Tinha 97 anos completados em agosto. O caso se deu ontem por volta d...
-
http://www.youtube.com/watch?v=XlfAgl7PcM0 O pernambucano de Olho da Agua, João Leocádio da Silva, um dos mais inspirados compositores...
-
Cegos e demais pessoas portadoras de deficiência, seja ela qual for, come o pão que o diabo amassou. Diariamente. SER CEGO É UMA MERDA! Nã...
-
Este ano terrível de 2020 está chegando ao fim, sem deixar saudade. Saudade é coisa que machuca, que dói. É uma coisa que Deus botou no mund...
-
Escondidinho de carne seca e caldinho de feijão antecederam o tirinete poético travado ao som de violas repentistas ontem à noite, na casa ...
-
Intriga, suspense, confusão, mentira, emoção atentado contra a ordem e a lei e otras cositas mas . O cantor, compositor e instrumentista To...







.jpeg)









.jpeg)



