Seguir o blog
quarta-feira, 9 de dezembro de 2020
FORRÓ PRA TODO MUNDO
terça-feira, 8 de dezembro de 2020
BOLSONARO PODIA RENUNCIAR, HEIN?
Sonho ou pesadelo?
Sonho seria se isso fosse fato.
Pesadelo é o que vivemos.
O Brasil sofre desde sempre, com presidentes militares e civis.
Brasil se resume na grandeza que é.
E pra esse País em que vivo e sonho, escrevo:
O Brasí é um barquinho
Deslizano pelo má
Levano, trazeno gente
Daqui pralí, dali pracá
Nesse eterno vai-vem
Muita gente cai no má
Muita gente vai pro céu
Sem saber que trem tem lá
Desse jeito o Brasí vai
Se balançano no má
Pareceno u’a donzela
Convidano pra dançá
Esse barco já levô
Muita gente além do má
Já levô Audáio Dantá
Valdi Tele e Jão Bá
Barquero desse barco
Castro Alve foi pro má
Levano o bão Bandeira
Pra um dedo prosiá
Gente de todo tipo
Nesse barco foi pro má
Quereno sabe untudo
Querendo sábi ficá
Há muito ele nasceu
Num belo berço do má
Andô, correu pirigo
Mas sempre sôbe lutá
Lá vai ele
Leve e livre no má
Garboso, sinhô de si
Com o céu a li guardá
Viva o Brasí barquinho
Na sua missão no má
Levano, trazeno gente
Daqui pralí, dali prac
STF SALVA A CONSTITUIÇÃO
O STF tem se mostrado, nos últimos anos, um balcão de atendimento dos presidentes da República. Na madrugada de domingo pra segunda, esse Tribunal salvou-se e salvou a Constituição de 88. Em discussão estava a proposta de os atuais presidentes do Senado e da Câmara serem reeleitos. No Art. 57, a Constituição dizia com todas as letras, no seu parágrafo 4º, ser impossível a concretização da proposta em votação. Em suma: a Constituição foi salva na hora H.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2020
BRIGA DE CACHORRO GRANDE
Não foi uma nem duas vezes que imaginei estar morando na Lua ou em Marte, pois o que vivo aqui parece ser noutro planeta, ou astro, sei lá!
O presidente diz que o novo Coronavírus é uma gripezinha, não passa de uma gripezinha.
Essa gripezinha, porém, já matou entre nós quase 200 mil irmãos e irmãs.
Já faz nove meses que o maldito vírus anda matando aqui e alhures.
Só lá nos EUA, o vírus que se transforma em Covid-19 já levou para o Além quase 300 mil norte-americanos.
Como o presidente dos EUA, o presidente do Brasil acha que tudo isso é besteira. "Todos vamos morrer!".
Cientistas trabalham o tempo todo em busca da vacina que dê cabo ao vírus, à doença.
O presidente destas terras tropicais é uma besta quadrada, isso os que ainda não morreram e que são lúcidos sabem.
O Bolsonaro dava pancada o tempo todo no Lula, enquanto o considerava seu inimigo. Lula morreu, acha o boçal. Mas o boçal Bolsonaro precisa de um inimigo.
O novo inimigo do boçal Bolsonaro é o governador de São Paulo, Dória.
Se depender de Bolsonaro, não haverá vacina contra a Covid-19. Tanto que já desautorizou o seu Ministro da Saúde, um general civil, a suspender compra da vacina, de origem chinesa, que está sendo produzida pelo centenário Instituto Butantã.Hoje 7 o Dória apresentou à Imprensa programa de vacinação contra a Covid-19, que começará no dia 25 de janeiro de 2021 (abaixo).
Dória diz que o Estado que comanda bancará a vacina (CoronaVac) que o Butantã está produzindo. E disse mais: que atenderá os Estados que o procurarem, disponibilizando até 4 milhões de doses.
Bolsonaro está subindo parede...
Estou gostando dessa briga, pois o beneficiário será o povo.
O programa de vacinação em São Paulo, é o seguinte:
domingo, 6 de dezembro de 2020
...VIVER NÃO É PRECISO
Outro dia eu andei provocando vocês, enquanto fazia ginástica numa esteiria.
Faço sempre isso na esteira ou bicicleta ergométrica. O propósito natural é levar as pessoas com algum tipo de deficiência, física ou visual, no meu caso visual, a sair dos cantos das paredes e dizerem pra si e para o mundo que existem.
Muita gente pensa que foi o poeta português Fernando Pessoa quem soltou a expressão poética "Navegar é preciso/viver não é preciso".
Não, não foi Pessoa.
Pessoa, que se multiplicava nos seus personagens, disse e escreveu muita coisa bonita, mas a referida expressão não é dele. Clique: RICARDO REIS, SARAMAGO E SAÚDE!
O General Romano Pompeo foi figura idolatrada no seu tempo. Foi ele quem travou incríveis batalhas e ganhou todas, ou quase todas. Viveu no tempo em que Cristo ainda não existia. Tinha 57 anos quando morreu.
Por esse mesmo tempo, dava dor de cabeça aos poderoso de Roma o Gladiador Spartaco.
Plutarco era grego e louco por Matemática e Filosofia. Gostava também imensamente de história. À ele aliás se deve muita coisa ou quase tudo que se sabe nos dias atuais sobre a antiguidade, que nasceu em 45/46 da Era Cristã e morreu quando tinha 74 anos.
Você meu amigo, minha amiga, já ouviu falar em Francesco Petrarca?
Petrarca foi o cara que deu forma definitiva ao Soneto tal e qual hoje o conhecemos. Isso foi feito no correr do século 14, na Itália ou França, pois embora tenha nascido na Itália, Petrarca passou bom tempo habitando o solo Francês.
Soneto é uma modalidade poética constituída por dois quartetos e dois tercetos decassilábicos. No total, 14 versos. Shakespeare já fazia isso, mas de modo diferente. Esse é assunto pra outro papo, caramba!
E Fernando Pessoa, hein?
A valentia, objetividade e estratégias militares de Pompeo o fizeram tão respeitado que do governo recebeu carta branca pra fazer o que quisesse. A época (70 a.C), a Pompeo foi dado comando de milhares e milhares de soldados e marinheiros. Roma sofria com grandes perdas e o povo passava fome. E ainda tinha as revoltas dos escravos... E Spartaco como uma grande pedra no sapato dos romanos.
Incumbido de levar víveres à Roma, da Cecília e de outras regiões, Pompeo sentindo seus comandados esmorecidos teria dito, alto e bom som, no idioma lá deles latim: "Navigare necesse; vivere non est necesse".
Isso serviu de incentivo à marujada, que findou por obedecer ao comando de Pompeo.
Essa história é contada na biografia de Pompeo escrita por Plutarco.
Séculos depois, aparece Petrarca traduzindo a expressão de Pompeo em italiano.
E a frase continuou ganhando espaço em todas as partes do mundo.
Em Portugal, na virada do século 19, Fernando Pessoa recapitula a história dos grandes navegadores da sua terra num texto incluído no Livro do Desassossego (capa ao lado) sem, porém, indicar ser a famosa frase de sua autoria. Os leitores que atribuíram a autoria a Pessoa.
O General Pompeo morreu esfaqueado por egípcios depois que foi vencido por Júlio César. Degolado, o corpo foi queimado e as cinzas entregues à família. Ele foi traído, como traído também seria César.
Traído aquele tempo também foi Spartaco, o líder da maior revolta de escravos da velha Roma. O corpo do guerreiro jamais foi encontrado.
O mundo vivia em guerra, igualzinho como hoje. Só um detalhe difere aquele tempo deste atual: a televisão, o sexo com camisinha, a vacina e a Fórmula 1.
Ah! Sim, ia-me esquecendo: em 1969 o baiano Caetano Veloso compôs e lançou, ele mesmo, o Fado, os Argonautas. Uma belezoca! Ouça:
sábado, 5 de dezembro de 2020
PAPO COM PETER
Acabei de falar com o intelectual egípcio/francês/brasileiro Peter Ludwig Alouche, meu amigo.
Peter é engenheiro fundador da Cia do Metropolitano de São Paulo -Metrô e professor fora das lides, do Mackenzie e da FAAP.
A matéria que o Peter ensinava no Mackenzie e na FAAP era Eletricidade. Pela lógica, Peter sempre foi um cara "elétrico".
Peter fala umas duzentas línguas, entre vivas e mortas.
Pois bem conversa vai, conversa vem, falamos das culturas antigas do Egito, da Grécia. Também da França. Até falamos da antiga Roma, de Spartaco.
Spartaco foi talvez o maior Gladiador do seu tempo e líder da maior revolta de escravos contra Roma dos imperadores.
Spartaco, diz a história liderou mais de 120 mil escravos...
Falamos também dos poetas franceses, sua paixão.
Peter adora Victor Hugo, Flaubert, Balzac, Baudelaire (1821-1867).
Napoleão Bonaparte é, para Peter, o guerreiro dos guerreiros (1769-1821).
O Bonaparte, e isso foi conversa hoje 5, disse em autobiografia que D. João VI foi o único sujeito que lhe passou a perna. Mas essa é outra história...
A conversa de hoje com o Peter nos levou a Kafka.
Vocês lembram do Kafka?
Franz Kafka nasceu na República Tcheca e morreu quando tinha 40 anos de idade, em 1924.
Eu já andei falando do Kafka aqui neste espaço.
Esse cara, era incrível. Mais: fantástico, absurdo, surreal... Surrealista que nem Dalí.
E aí o Peter diz a mim que Kafka não surreal, é realista.
Pois é, né?
Leiam:
Eu não sei se o Carlos Sílvio sabe, mas o Peter é poeta de grande categoria. Um dos seus poemas, São Paulo de Todos Nós, ganhou melodia do músico mineiro Téo Azevedo. Ouça:
sexta-feira, 4 de dezembro de 2020
HÁ 35 ANOS MORRIA TEIXEIRINHA
![]() |
| Gildo de Freitas e Teixeirinha deixaram marcas na música do Rio Grande do Sul |
Há exatos 35 anos a morte de Vitor Mateus Teixeira, o Teixeirinha, cobriu de luto o Brasil e, particularmente, o Estado onde nasceu: Rio Grande do Sul.
Teixeirinha nasceu em 1927 e morreu de um ataque cardíaco na casa em que morava, na Capital gaúcha. Isso, no dia 4 de dezembro de 1985. O seu primeiro grande sucesso musical foi Coração de Luto (abaixo).
Exatos três anos antes, morria também Gildo de Freitas.
Teixeirinha, que um dia entrevistei para o Pasquim, era amigo e parceiro de cantoria de Gildo, chamado de o Rei dos Trovadores.
Leia mais:
VOCÊ JÁ VIU O FILME SAUDADE DO FUTURO?
No fim dos anos 90, os cineastas César Paes e Marie-Clémence realizaram um belíssimo longa metragem enfocando a presença dos nordestinos em São Paulo. O filme (Saudade do Futuro) teve por base um dos livros meus: A Presença dos Cordelistas e Cantadores Repentistas em São Paulo. Gostei. Até tenho uma pequena participação, como o leitor desse Blog pode ver nos posts acima e abaixo.
Esse filme ganhou muitos prêmios mundo afora, mas nunca chegou às telas brasileiras. No entanto, participou (sem concorrer) da 1ª Edição do Festival É Tudo Verdade.
Saudade do Futuro é um filmaço! E é fácil assisti-lo, até porque foi lançado um DVD com legendas em 4/5 idiomas.
Conheça outras produções da Laterit Productions: http://laterit.fr/
HOJE TEM LIVE COM MOCINHA E MINERVINHA, EM BRASÍLIA
Mulheres formam a maioria no Brasil, mas ainda não ocupam todos os cargos que desejam.
Sim, somos uma sociedade machista.
Há médicas, motoristas, advogadas, cantoras, repentistas...
O mundo do Repente, ou do Repentismo, é "habitado" por poucas, mas talentosíssimas mulheres. Entre essas mulheres, Maria Soledade, Luzivan Matias, Mocinha de Passira e Minervina Ferreira.
Mocinha carrega no nome a cidade onde nasceu, no interior de Pernambuco.
Minervina recebeu de batismo o nome de Minervina da Silva Costa.
A profissão de Mocinha até hoje é de repentista, de poeta repentista. Nunca fez outra coisa na vida, senão cantar. "Faço isso com a maior alegria do mundo", ela diz.
Minervina, "Na vida real, é professora na cidade onde nasceu: Cuité, PB".
Essas duas profissionais, sempre muito inspiradas, vão se apresentar logo mais às 20h. O local é a Casa do Cantador, de Brasília. Será ao vivo.
Mocinha e Minervina farão uma amostra das muitas modalidades que tem o Repentismo. (No livro ao lado, eu conto a história das modalidades e regras que norteiam a Cantoria)
Pra acompanhar a apresentação dessas duas mulheres basta entrar no site da Casa do Cantador da Capital Federal.
Confira a programação no site: http://campeoesdorepente.com.br/generosegeracoes/
ROBERTO LUNA, VOZ DE PLUMA DOS ANOS 50
Refiro-me ao cantor Roberto Luna, voz de pluma dos anos de 1950.
Os anos de 1950 foram os anos de ouro de Roberto Luna, um paraibano de Serraria, nascido no dia 1º de dezembro de 1929.
Nessa década ele emplacou dois grandes sucessos: O Relógio, bolero de Roberto Cantoral e o samba-canção Molambo, de Jayme Florence e Augusto Mesquita.
O nome de batismo de Luna é Valdemar Farias. Casou, teve filhos e hoje vive num apartamento da região do Vale do Anhangabaú, onde recebe amigos para um café e conversas sobre música.
Sorriso fácil e cheio de onda, Roberto Luna talvez seja o artista com mais idade nos tempos de hoje, ao lado de Geraldo Vandré, Martinho da Vila, Paulinho da Viola, Roberto Carlos, Renato Teixeira, Erasmo Carlos, Milton Nascimento, Jorge Ben Jor, Ney Matogrosso, Edu Lobo, Caetano Veloso, Chico Buarque; Elza Soares, Dóris Monteiro, Claudette Soares, Nana Caymmi.
Leia mais: ROBERTO LUNA, O REI DO BOLERO





