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quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

FORRÓ PRA TODO MUNDO


Atenção amigos e amigas! 
O mais representativo artista da música popular do Nordeste, o pernambucano Luiz Gonzaga, é tema de uma ampla programação musical que começará às 13h da próxima sexta-feira 11, que se estenderá até domingo 13, em São Paulo.
A programação começa com DJ Douglas Mota e segue de hora em hora: às 14h, Trio Barrabufado, às 15h Trio Amizade, Trio Flor Mussambé, Bill Ramos, Cacá Lopes, Trio Sabiá, findando às 20h com Enok Virgulino.
A programação de sábado 12: DJ Douglas Mota, Trio Raça de Pajeú, Trio Borogodó, Fabinho Zabumbão, Trio Beijo de Moça, Banda Sarrabulho, Diana do Sertão e Bernadete França.
E domingo 13, finalmente, a programação começa com Trio da Lua, Krakatoa Trio, Trio Kabeça Fria, Quarteto Refungá, Banda da Jacá, Bando de Régia e 2 Dobrado. Fechando com Trio Dona Zefa.
Tudo gente boa, artistas de grande quilate. 
Essa programação integra o evento Dia Nacional do Forró, idealizado e patrocinado pela Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo. A coordenação e idealização é do produtor artístico Zé da Lua.
Todos os artistas e grupos musicais que irão participar desse evento, que tem por objetivo comemorar o dia do nascimento de Luiz Gonzaga, gravaram o repertório em estúdio. A maioria deles reside na Capital paulista, como Enok Virgulino e Cacá Lopes.
Enok foi criador do Trio Virgulino e Cacá Lopes é quem todo mundo conhece: um cara arretado!
Cacá ainda não fez, mas se quisesse faria até um poste dançar.
Luiz gonzaga gravou mais de 600 músicas, 51 das quais só com o nome dele. 
Dentre todas as músicas que o Rei do Baião gravou, o grande destaque continua sendo Asa Branca, originalmente gravada em 1947.
Há gravações de Asa Branca em vários ritmos e idiomas como inglês e coreano. Clique: ASA BRANCA, 70 ANOS
São Paulo é a cidade que acolhe, historicamente, o maior número de nordestinos e descendentes de nordestinos: cerca de 4 milhões.
Pra acompanhar as apresentações do evento Dia Nacional do Forró, basta acessar gratuitamente a página do SP Forró, no Facebook.
"O SP Forró atua na cidade de São Paulo desde 2017, é composto por mais de 50 grupos (foto acima), entre mestres de cultura, professores de dança, artistas, trios, músicos, produtores e amantes do forró. Temos como objetivos fortalecer e unir os artistas que promovem a cultura nordestina e de trazer aos moradores da capital o resgate das raízes históricas dos migrantes nordestinos que fizeram e ainda fazem parte do desenvolvimento social e econômico da maior cidade nordestina do Brasil, São Paulo", segundo a Assessora de Imprensa Kelly Marques.
Luiz Gonzaga morreu no dia 2 de agosto de 1989, num hospital de Recife. 
Em 2019, o Centro Cultural Santo Amaro, SP, apresentou ao público paulistano uma instalação retrospectiva da vida e obra do Rei do Baião. Para lembrar, clique: 
Foi uma ideia surgida no programa São Paulo Capital Nordeste. Dica do Paulo Rosa. Esse programa era produzido e apresentado por mim e durou mais de 6 anos. Sempre ao vivo, na Rádio Capital, AM 1040. Uma noite convidei a deputada federal Luiza Erundina e conversa vai, conversa vem, sugeri que ela apresentasse um projeto à Câmara criando esse dia para lembrar a importância de Luiz Gonzaga na música nordestina. Gonzaga nasceu no dia 13 de dezembro, dia de Santa Luzia. Minuta feita, o projeto foi apresentado. Durou mais de dois anos até que fosse aprovado e sancionado pelo presidente da República, à época Luiz Inácio Lula da Silva. A primeira comemoração do Dia realizamos no Brincante, no centro cultural criado e dirigido por Antônio Nóbrega. Na ocasião convidei para cantar Carmélia Alves (Rainha do Baião), Anastácia (Rainha do Forró), Socorro Lira, Oswaldinho do Acordeon, Gereba e muitos outros artistas. Para lembrar, clique:
 

terça-feira, 8 de dezembro de 2020

BOLSONARO PODIA RENUNCIAR, HEIN?

Ouvi há pouco alguém dizer que Bolsonaro teria pedido demissão do desgoverno que representa nesta República.
Poxa...
Sonho ou pesadelo?
Sonho seria se isso fosse fato.
Pesadelo é o que vivemos.
O Brasil sofre desde sempre, com presidentes militares e civis.
Brasil se resume na grandeza que é.
E pra esse País em que vivo e sonho, escrevo:

O Brasí é um barquinho
Deslizano pelo má
Levano, trazeno gente
Daqui pralí, dali pracá

Nesse eterno vai-vem
Muita gente cai no má
Muita gente vai pro céu
Sem saber que trem tem lá

Desse jeito o Brasí vai
Se balançano no má
Pareceno u’a donzela
Convidano pra dançá

Esse barco já levô
Muita gente além do má
Já levô Audáio Dantá
Valdi Tele e Jão Bá

Barquero desse barco
Castro Alve foi pro má
Levano o bão Bandeira
Pra um dedo prosiá

Gente de todo tipo
Nesse barco foi pro má
Quereno sabe untudo
Querendo sábi ficá

Há muito ele nasceu
Num belo berço do má
Andô, correu pirigo
Mas sempre sôbe lutá

Lá vai ele
Leve e livre no má
Garboso, sinhô de si
Com o céu a li guardá

Viva o Brasí barquinho
Na sua missão no má
Levano, trazeno gente
Daqui pralí, dali prac

STF SALVA A CONSTITUIÇÃO

O STF tem se mostrado, nos últimos anos, um balcão de atendimento dos presidentes da República. Na madrugada de domingo pra segunda, esse Tribunal salvou-se e salvou a Constituição de 88. Em discussão estava a proposta de os atuais presidentes do Senado e da Câmara serem reeleitos. No Art. 57, a Constituição dizia com todas as letras, no seu parágrafo 4º, ser impossível a concretização da proposta em votação. Em suma: a Constituição foi salva na hora H.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

BRIGA DE CACHORRO GRANDE

Não foi uma nem duas vezes que imaginei estar morando na Lua ou em Marte, pois o que vivo aqui parece ser noutro planeta, ou astro, sei lá!
O presidente diz que o novo Coronavírus é uma gripezinha, não passa de uma gripezinha.
Essa gripezinha, porém, já matou entre nós quase 200 mil irmãos e irmãs.
Já faz nove meses que o maldito vírus anda matando aqui e alhures.
Só lá nos EUA, o vírus que se transforma em Covid-19 já levou para o Além quase 300 mil norte-americanos.
Como o presidente dos EUA, o presidente do Brasil acha que tudo isso é besteira. "Todos vamos morrer!".
Cientistas trabalham o tempo todo em busca da vacina que dê cabo ao vírus, à doença.
O presidente destas terras tropicais é uma besta quadrada, isso os que ainda não morreram e que são lúcidos sabem.
O Bolsonaro dava pancada o tempo todo no Lula, enquanto o considerava seu inimigo. Lula morreu, acha o boçal. Mas o boçal Bolsonaro precisa de um inimigo.
O novo inimigo do boçal Bolsonaro é o governador de São Paulo, Dória.
Se depender de Bolsonaro, não haverá vacina contra a Covid-19. Tanto que já desautorizou o seu Ministro da Saúde, um general civil, a suspender compra da vacina, de origem chinesa, que está sendo produzida pelo centenário Instituto Butantã.Hoje 7 o Dória apresentou à Imprensa programa de vacinação contra a Covid-19, que começará no dia 25 de janeiro de 2021 (abaixo).
Dória diz que o Estado que comanda bancará a vacina (CoronaVac) que o Butantã está produzindo. E disse mais: que atenderá os Estados que o procurarem, disponibilizando até 4 milhões de doses.
Bolsonaro está subindo parede...
Estou gostando dessa briga, pois o beneficiário será o povo.
O programa de vacinação em São Paulo, é o seguinte:


domingo, 6 de dezembro de 2020

...VIVER NÃO É PRECISO


Outro dia eu andei provocando vocês, enquanto fazia ginástica numa esteiria.
Faço sempre isso na esteira ou bicicleta ergométrica. O propósito natural é levar as pessoas com algum tipo de deficiência, física ou visual, no meu caso visual, a sair dos cantos das paredes e dizerem pra si e para o mundo que existem.
Muita gente pensa que foi o poeta português Fernando Pessoa quem soltou a expressão poética "Navegar é preciso/viver não é preciso".
Não, não foi Pessoa.
Pessoa, que se multiplicava nos seus personagens, disse e escreveu muita coisa bonita, mas a referida expressão não é dele. Clique: RICARDO REIS, SARAMAGO E SAÚDE!
O General Romano Pompeo foi figura idolatrada no seu tempo. Foi ele quem travou incríveis batalhas e ganhou todas, ou quase todas. Viveu no tempo em que Cristo ainda não existia. Tinha 57 anos quando morreu.
Por esse mesmo tempo, dava dor de cabeça aos poderoso de Roma o Gladiador Spartaco.
Plutarco era grego e louco por Matemática e Filosofia. Gostava também imensamente de história. À ele aliás se deve muita coisa ou quase tudo que se sabe nos dias atuais sobre a antiguidade, que nasceu em 45/46 da Era Cristã e morreu quando tinha 74 anos.
Você meu amigo, minha amiga, já ouviu falar em Francesco Petrarca?
Petrarca foi o cara que deu forma definitiva ao Soneto tal e qual hoje o conhecemos. Isso foi feito no correr do século 14, na Itália ou França, pois embora tenha nascido na Itália, Petrarca passou bom tempo habitando o solo Francês.
Soneto é uma modalidade poética constituída por dois quartetos e dois tercetos decassilábicos. No total, 14 versos. Shakespeare já fazia isso, mas de modo diferente. Esse é assunto pra outro papo, caramba!
E Fernando Pessoa, hein?
A valentia, objetividade e estratégias militares de Pompeo o fizeram tão respeitado que do governo recebeu carta branca pra fazer o que quisesse. A época (70 a.C), a Pompeo foi dado comando de milhares e milhares de soldados e marinheiros. Roma sofria com grandes perdas e o povo passava fome. E ainda tinha as revoltas dos escravos... E Spartaco como uma grande pedra no sapato dos romanos.
Incumbido de levar víveres à Roma, da Cecília e de outras regiões, Pompeo sentindo seus comandados esmorecidos teria dito, alto e bom som, no idioma lá deles latim: "Navigare necesse; vivere non est necesse".
Isso serviu de incentivo à marujada, que findou por obedecer ao comando de Pompeo.
Essa história é contada na biografia de Pompeo escrita por Plutarco.
Séculos depois, aparece Petrarca traduzindo a expressão de Pompeo em italiano.
E a frase continuou ganhando espaço em todas as partes do mundo.

Em Portugal, na virada do século 19, Fernando Pessoa recapitula a história dos grandes navegadores da sua terra num texto incluído no Livro do Desassossego (capa ao lado) sem, porém, indicar ser a famosa frase de sua autoria. Os leitores que atribuíram a autoria a Pessoa.
O General Pompeo morreu esfaqueado por egípcios depois que foi vencido por Júlio César. Degolado, o corpo foi queimado e as cinzas entregues à família. Ele foi traído, como traído também seria César.
Traído aquele tempo também foi Spartaco, o líder da maior revolta de escravos da velha Roma. O corpo do guerreiro jamais foi encontrado.
O mundo vivia em guerra, igualzinho como hoje. Só um detalhe difere aquele tempo deste atual: a televisão, o sexo com camisinha, a vacina e a Fórmula 1.
Ah! Sim, ia-me esquecendo: em 1969 o baiano Caetano Veloso compôs e lançou, ele mesmo, o Fado, os Argonautas. Uma belezoca! Ouça:

 

sábado, 5 de dezembro de 2020

PAPO COM PETER

Esta tarde de 5 de dezembro está sendo uma boa tarde.
Acabei de falar com o intelectual egípcio/francês/brasileiro Peter Ludwig Alouche, meu amigo.
Peter é engenheiro fundador da Cia do Metropolitano de São Paulo -Metrô e professor fora das lides, do Mackenzie e da FAAP.
A matéria que o Peter ensinava no Mackenzie e na FAAP era Eletricidade. Pela lógica, Peter sempre foi um cara "elétrico".
Peter fala umas duzentas línguas, entre vivas e mortas.
Pois bem conversa vai, conversa vem, falamos das culturas antigas do Egito, da Grécia. Também da França. Até falamos da antiga Roma, de Spartaco.
Spartaco foi talvez o maior Gladiador do seu tempo e líder da maior revolta de escravos contra Roma dos imperadores.
Spartaco, diz a história liderou mais de 120 mil escravos...
Falamos também dos poetas franceses, sua paixão.
Peter adora Victor Hugo, Flaubert, Balzac, Baudelaire (1821-1867).
Napoleão Bonaparte é, para Peter, o guerreiro dos guerreiros (1769-1821).
O Bonaparte, e isso foi conversa hoje 5, disse em autobiografia que D. João VI foi o único sujeito que lhe passou a perna. Mas essa é outra história...
A conversa de hoje com o Peter nos levou a Kafka.
Vocês lembram do Kafka?
Franz Kafka nasceu na República Tcheca e morreu quando tinha 40 anos de idade, em 1924.
Eu já andei falando do Kafka aqui neste espaço.
Esse cara, era incrível. Mais: fantástico, absurdo, surreal... Surrealista que nem Dalí.
E aí o Peter diz a mim que Kafka não surreal, é realista.
Pois é, né?
Leiam:

Eu não sei se o Carlos Sílvio sabe, mas o Peter é poeta de grande categoria. Um dos seus poemas, São Paulo de Todos Nós, ganhou melodia do músico mineiro Téo Azevedo. Ouça:

sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

HÁ 35 ANOS MORRIA TEIXEIRINHA

Gildo de Freitas e Teixeirinha deixaram marcas
na música do Rio Grande do Sul


Há exatos 35 anos a morte de Vitor Mateus Teixeira, o Teixeirinha, cobriu de luto o Brasil e, particularmente, o Estado onde nasceu: Rio Grande do Sul.
Teixeirinha nasceu em 1927 e morreu de um ataque cardíaco na casa em que morava, na Capital gaúcha. Isso, no dia 4 de dezembro de 1985. O seu primeiro grande sucesso musical foi Coração de Luto (abaixo).
Exatos três anos antes, morria também Gildo de Freitas.
Teixeirinha, que um dia entrevistei para o Pasquim, era amigo e parceiro de cantoria de Gildo, chamado de o Rei dos Trovadores.


Leia mais: 

HÁ 100 ANOS NASCIA O TROVADOR GILDO DE FREITAS...

VOCÊ JÁ VIU O FILME SAUDADE DO FUTURO?

 

No fim dos anos 90, os cineastas César Paes e Marie-Clémence realizaram um belíssimo longa metragem enfocando a presença dos nordestinos em São Paulo. O filme (Saudade do Futuro) teve por base um dos livros meus: A Presença dos Cordelistas e Cantadores Repentistas em São Paulo. Gostei. Até tenho uma pequena participação, como o leitor desse Blog pode ver nos posts acima e abaixo.
Esse filme ganhou muitos prêmios mundo afora, mas nunca chegou às telas brasileiras. No entanto, participou (sem concorrer) da 1ª Edição do Festival É Tudo Verdade.
Saudade do Futuro é um filmaço! E é fácil assisti-lo, até porque foi lançado um DVD com legendas em 4/5 idiomas.

Conheça outras produções da Laterit Productions: http://laterit.fr/

HOJE TEM LIVE COM MOCINHA E MINERVINHA, EM BRASÍLIA

 

Mulheres formam a maioria no Brasil, mas ainda não ocupam todos os cargos que desejam.
Sim, somos uma sociedade machista.
Há médicas, motoristas, advogadas, cantoras, repentistas...
O mundo do Repente, ou do Repentismo, é "habitado" por poucas, mas talentosíssimas mulheres. Entre essas mulheres, Maria Soledade, Luzivan Matias, Mocinha de Passira e Minervina Ferreira.
Mocinha carrega no nome a cidade onde nasceu, no interior de Pernambuco.
Minervina recebeu de batismo o nome de Minervina da Silva Costa.

Mocinha e Minervinha são fantásticas, incríveis mesmo.
A profissão de Mocinha até hoje é de repentista, de poeta repentista. Nunca fez outra coisa na vida, senão cantar. "Faço isso com a maior alegria do mundo", ela diz.
Minervina, "Na vida real, é professora na cidade onde nasceu: Cuité, PB".
Essas duas profissionais, sempre muito inspiradas, vão se apresentar logo mais às 20h. O local é a Casa do Cantador, de Brasília. Será ao vivo.
Mocinha e Minervina farão uma amostra das muitas modalidades que tem o Repentismo. (No livro ao lado, eu conto a história das modalidades e regras que norteiam a Cantoria)
Pra acompanhar a apresentação dessas duas mulheres basta entrar no site da Casa do Cantador da Capital Federal.

Confira a programação no site: http://campeoesdorepente.com.br/generosegeracoes/

 
 

ROBERTO LUNA, VOZ DE PLUMA DOS ANOS 50

Até ontem, ele estava simplesmente na casa dos 90. Agora, já é dono dessa casa, andando pra lá e pra cá.
Refiro-me ao cantor Roberto Luna, voz de pluma dos anos de 1950.
Os anos de 1950 foram os anos de ouro de Roberto Luna, um paraibano de Serraria, nascido no dia 1º de dezembro de 1929.
Nessa década ele emplacou dois grandes sucessos: O Relógio, bolero de Roberto Cantoral e o samba-canção Molambo, de Jayme Florence e Augusto Mesquita.
O nome de batismo de Luna é Valdemar Farias. Casou, teve filhos e hoje vive num apartamento da região do Vale do Anhangabaú, onde recebe amigos para um café e conversas sobre música.
Sorriso fácil e cheio de onda, Roberto Luna talvez seja o artista com mais idade nos tempos de hoje, ao lado de Geraldo Vandré, Martinho da Vila, Paulinho da Viola, Roberto Carlos, Renato Teixeira, Erasmo Carlos, Milton Nascimento, Jorge Ben Jor, Ney Matogrosso, Edu Lobo, Caetano Veloso, Chico Buarque; Elza Soares, Dóris Monteiro, Claudette Soares, Nana Caymmi.

Leia mais: ROBERTO LUNA, O REI DO BOLERO

 

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