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terça-feira, 13 de abril de 2021

VOCÊ JÁ BEIJOU ALGUÉM HOJE?

Meu amigo, minha amiga: você sabe que hoje é o dia do beijo?
O beijo tem do bom e tem do ruim. 
São muitos e muitos os tipos de beijos. 
Tem beijo na cara, na testa, na mão, no pescoço, na boca... Ô coisa boa!
Você sabe que um beijo na boca, daqueles bem dados, transmite pelo menos 80 milhões de bactérias.
Esse dado faz parte de uma pesquisa desenvolvida pelo biólogo Remco Kort da Micropia e TNO, da Holanda. Isso, em 2016. 
Esse dia 13 de abril marca também uma coisa importante: o nascimento de Yvone Lara da Costa.
Yvone que ganhou o "i" normal e o prenome "Dona". Em 1970 marcou época no samba.
Ela nasceu em 1922, dois meses depois da realização da semana de Arte Moderna, em São Paulo. 
Dona Ivone Lara deixou um patrimônio musical estimado em 100 composições. Entre os clássicos, Sonho Meu.
Um beijo de saudade é o que mando para Dona Ivone, mas também tem beijo de traição, como aquele dado por Judas em Jesus. 
À propósito, na Bíblia, muitos personagens dão-se beijos. 
Dona Ivone morreu no dia 16 de abril de 2018.

sexta-feira, 9 de abril de 2021

JORNALISTAS&CIA FAZ EDIÇÃO HISTÓRICA

Neste mundo torto de homens de dinheiro, "poderosos", que se acham maiores do que Deus, faz-se importante divulgar cada vez mais gestos e ações de pessoas brilhantes e comuns como o do goleiro Wagner do Campinense, PB, que num gesto espontâneo de grandeza dobrou-se ao próprio tamanho para uma entrevista ao repórter Rogério Roque, de João Pessoa, PB.
Foi tudo muito natural. E bonito. 
Essa naturalidade foi vista por gente do mundo todo, em 2019.
A última edição do newsletter Jornalistas&Cia é dedicada aos jornalistas portadores de algum tipo de deficiência física, visual e tal. É nessa edição que se acha o belíssimo e tocante depoimento do repórter Rogério sobre o cidadão Wagner.
O que o newsletter Jornalistas&Cia fez foi algo histórico, pois até hoje nenhum órgão da Imprensa jogou o olhar e luzes a esse mundo habitado por profissionais portadores de "defeito de fábrica" ou "defeitos" adquiridos no decorrer do tempo como eu, aliás.
Brilhante essa edição. Leia-a, na íntegra: ESPECIAL J&CIA: Dia do Jornalista

VIVA O NORDESTE EM SAMPA!

São Paulo é uma terra gigante, de gigantes.
São Paulo é uma Babel, de gigantes nordestinos. Homens e mulheres, lembremos. Pretos e brancos, altos e baixos, todos.
Pelo menos 3,5 milhões de nordestinos habitam o território paulistano. 
Eu, Tom Zé, Jarbas Mariz, Cacá Lopes, Costa Sena, Darlan Zurc, Carlos Silvio, José Cortez, José Nêumanne, Luiza Erundina, Zeca Baleiro, Luiz Wilson, Gereba, Chico César, Anastácia e uma "galera do barulho", como diz Anninha da Hora.
Eu sou de lá, e por ser de lá como lembrava o compadre Dominguinhos em gravação "reincidente" de Zé Ramalho, cá estou em Sampa desde 1976.
Ô cidade boa.
Aqui desenvolvi a carreira de jornalista iniciada em João Pessoa, PB.
Aqui encontrei e reencontrei muitos conterrâneos, Vandré, Hermeto, Roberto Luna e tantos e tantos.
O professor e amigo Anderson telefona pra dizer que seu pai Luiz Gonzaga Sobrinho está completando 60 anos de idade. Já passei por isso.
Seu Luiz Gonzaga, homônimo do Rei do Baião, nasceu no município potiguar de Bom Jesus. Chegou em São Paulo em 1974 e cinco anos depois casou-se com sua conterrânea Elza, com quem gerou três filhos: Emerson, Anderson e Robson.
Seu Luiz, pai desses meninos aí, é o nordestino que honra o torrão paulistano.
E assim do nada, de repente, Anna da Hora que ora me escuta pergunta: "E a Tia Ciata do samba, era nordestina?".
Pois é, que pergunta!
Hilária Batista de Almeida (1854-1924), por todos chamada por Tia Ciata, nasceu na Bahia e viveu a vida toda no Rio de Janeiro. Foi na sua casa famosa que o samba deu os primeiros passos, ainda agarrado às pernas do maxixe: Pelo Telefone.
Ouça na voz do primeiro cantor profissional do Brasil, Bahiano: 

 

MEU CARO AMIGO

Amigo Juca, senti saudade e cá estou a escrever o que se passa por aqui.
Eu ia mandar esta carta pelo Correio, mas o Correio esta cada vez pior. 
Pois bem, a coisa não tá mole. Parece que tá todo mundo doido. 
O povo reclama do governo e o governo reclama do povo. Pode?
A doidura é geral. 
O motivo disso é a pandemia da Covid.
Já não dá nem pra sair, porque o medo é grande. Óbvio. 
A molecada sem ter o que fazer, tá enchendo a cara nas baladas da vida.
Quanta irresponsabilidade.
E aí em Portugal, é a mesma coisa?
As "meninas da vida", veja você, manifestaram há pouco em Minas o temor apavorante que tem do vírus. Estão certas. Rogam as autoridades sanitárias que as incluam na programação onde se acham as pessoas na linha de risco.
Estão falando sério, viu, ameaçam greve. É sério. Esse negócio de prazer pode dar lucro, mas o risco é danado.
A situação por essas plagas é assustadora. 
Veja só, meu amigo, os botecos estão fechados, as praças estão fechadas, os parques estão fechados, quase tudo está fechado, menos a bocarra do presidente Bolsonaro. 
Da boca de Bolsonaro, você já sabe, só sai porcaria, acusação contra inocentes e tal.
Agora mesmo ele voltou a sua ira contra o ministro Barroso, do STF. 
Por que fez isso? 
Ontem 8 no começo da noite, o Barroso atendeu ação de senadores para que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, desse por aberta a CPI da Covid-19. A ideia é atender a responsabilidade de quem não agiu nem age contra esse maldito vírus transformado em pandemia. Claro, todo mundo sabe que o Bolsonaro é o culpado disso tudo, pois não tomou as providências cabíveis contra a pandemia.
O que acho disso?  
Acho que o presidente é o principal culpado pelas mortes de brasileiros desassistidos por ele.
E acho também que ele deve pagar por isso.
Eu sinto muito pelos outros e por mim também, mais pelos outros. 
Eu já não vejo com os meus olhos, por isso não poderia sair sozinho, nem a pau. 
Nesse tempo pandêmico aproveito para ouvir livros, ouvir rádio e ora ou outra o noticiário da TV.
Só se fala em pandemia, em pobreza, gente passando fome, perdendo emprego e a esperança. 
Agora tão brigando por futebol. Pois é, futebol.
Ah, eu ia me esquecendo, o Maracanã não trará mais o nome de Pelé.
Um abraço. 
Os meninos mandam lembranças.

quinta-feira, 8 de abril de 2021

ATENÇÃO, GOVERNO QUER TRIBUTAR LIVRO

Marco Zanfra é um amigo querido, jornalista e ficcionista policial.
O romance policial não é uma tradição brasileira.
Eu conheci de perto Torrieri Guimarães, jornalista, crítico literário, tradutor e autor de romance policial. 
Marco Zanfra, agora às vésperas de concluir seu quarto romance, está se revelando como boa marca desse gênero literário.
Marco Zanfra escreve com originalidade, o que não é fácil nem comum seja lá em que língua for. E é brasileiro, de São Paulo. 
Zanfra é sinônimo de bom jornalismo e de literatura.
Agora é o seguinte: o governo tranqueira que aí se apresenta como defensor da cloroquina e da morte, está se preparando pra uma reforma tributária. Necessária, claro. Mas não nos moldes pretendidos por quem ou o que a quem me refiro. 
O governo tranqueira está se preparando para tributar o livro. Não quer muito, quer 12%. 
Doze por cento significam, no mínimo, dois por cento a mais do que as editoras pagam aos seus autores.
A justificativa do ministro da Economia do governo tranqueira, Paulo Guedes, é que só lê livro no Brasil quem tem dinheiro. 
Esse é ou não é um pensamento mixuruca, raso, idiota. 
É preciso estar em permanente vigilância aos movimentos desses pobres diabos que formam o governo tranqueira. 

SOBRE ZANFRA, LEIA MAIS: https://assisangelo.blogspot.com/2011/01/uma-historia-pronta-para-o-cinema.html

quarta-feira, 7 de abril de 2021

COVID MATA RADIALISTAS

No seu estilo rápido e contundente de matar gente de tudo quanto é idade e sexo, a Covid já matou 169 jornalistas.
Os radialistas também são alvos da Covid. Só no Ceará, até agora foram levados à morte 39 radialistas, segundo sindicato da categoria.
Os dois últimos radialistas mortos pela Covid no Ceará foram Will Nogueira, de 69 anos; e Pedro Alan, de 28.
"Will era uma pessoa fantástica. Toda vez que eu ia à Fortaleza eu ia também ao seu programa de rádio", conta o cantor, compositor e instrumentista piauiense Jorge Mello.

JORNALISTAS GANHAM TROFÉU AUDÁLIO DANTAS

Jamil Chade, Luis Nassif e Maria Régia di Perna receberão logo mais às 19h o troféu Audálio Dantas - Indignação, Coragem, Esperança.
O troféu foi criado em 2016, mas com a morte de Audálio Dantas no dia 30 de maio de 2018, passou a ter seu nome.
O troféu foi confeccionado pelo artista Roger Mátua, que teve por base um desenho da cartunista Laerte. A iniciativa foi da OBORÉ, Agência Sindical e do Centro de Estudos de Mídia Alternativa Barão de Itararé. 
Segundo a jornalista Vanira Kunc, viúva de Audálio, os nomes de Jamil Chade, Luís Nassif e Maria Régia são resultado de pesquisa junto à categoria.
O primeiro profissional a receber o troféu foi a jornalista Patrícia Campos Mello, da Folha.
Como da vez anterior, a premiação transcorrerá em ambiente virtual e será transmitida pelo canal da OBORÉ.

BOLSONARO CONTINUA AGREDINDO A IMPRENSA

O negacionista brucutu Jair Bolsonaro continua culpando a imprensa pela tragédia humanitária provocada pelo novo Coronavírus.
Disse que para acabar com o vírus bastaria pagar o que antes era pago à Globo, Folha, Estadão. 
Ele disse tudo isso um dia antes do dia do jornalista. É uma besta. 
Os números de ontem, apresentados pelo Consórcio da Imprensa não são bolinhos: 4211, num só dia. 
O presidente do Conselho Nacional de Secretários da Saúde (CONASS), Carlos Lula, disse hoje 7 que vivemos uma calamidade pública e pode haver daqui a pouco um "apagão", por falta de vacina contra a Covid-19. 
Enquanto isso, Bolsonaro desdenha do povo e da vacina.
A história mostra que o fim dos trogloditas não é dos melhores.

HOJE É O DIA DO JORNALISTA

"No Brasil não deveria vegetar a planta do nepotismo", escreveu o jornalista Líbero Badaró na primeira edição do seu jornal paulistano Observador Constitucional, em outubro de 1929. 
Badaró, rigoroso crítico do imperador obscurantista Pedro I, poucas horas antes de morrer teria dito: "Morre um liberal, mas não morre a liberdade". 
O italiano naturalizado brasileiro Giovanni Battista Libero Badar nasceu cem anos antes da primeira repórter do País, a mineira de Juiz de Fora, Eugênia Brandão (1898-1944). O primeiro jornal impresso no Brasil foi a Gazeta do Rio de Janeiro, cujo responsável era o baiano de Salvador, Manuel Ferreira de Araújo Guimarães. 
Ferreira Guimarães foi também responsável pelo jornal O Patriota, fundado em janeiro ou fevereiro de 1813 e extinto em dezembro do ano seguinte. 
Era um jornal dinâmico, com notícias da atualidade e artigos científicos e de arte.
Os jornais eram publicados com periodicidades diferentes Brasil afora. Todos de pequena tiragem, até porque à época era baixíssimo o nível de pessoas alfabetizadas. Algo em torno de 3% da população. Mas pra ganhar leitores, tudo era tentado. 
Tinha jornal de gracejo, jornal político, jornal econômico. De tudo. 
Em 1836, o escritor francês Honoré Balzac (1799 - 1850) tornava-se pioneiro na imprensa de seu país ao publicar o que ficaria conhecido como "romance de folhetim". 
Em 1838, ano da morte de Manuel Ferreira de Araújo Guimarães, Alexandre Dumas (1802 -1870) lançava quase simultaneamente na França e no Brasil o folhetim O Capitão Paulo. 
O Jornal do Commércio foi o escolhido para publicar o romance de Dumas. 
Folhetim era o espaço ocupado num jornal por histórias inventadas, criada por autores, como os já referidos Balzac e Dumas. 
O curioso nisso tudo, e para gáudio dos editores, é que o folhetim "pegou".
O primeiro autor brasileiro a publicar "romance de folhetim" foi Joaquim Manuel de Macedo, em 1844. 
O sucesso desses romances crescia à medida que os escritores tornavam-se também redatores, presença fixa nas redações.
José de Alencar, Machado de Assis e tantos e tantos escritores nacionais começaram a carreira como "folhetinistas".
Parte dessa história é contada num dos livros do jornalista e historiador José Ramos Tinhorão, Os Romances em Folhetins no Brasil (Livraria Duas Cidades, 1994). 
Somente ali pelo fim do século é que os jornais começaram a virar empresas e apostar no talento de profissionais que iam às ruas em busca de notícia. O pioneiro nessa nova fase dos jornais foi o carioca João Paulo Emílio Cristóvão dos Santos Coelho Barreto, ou João do Rio.
João do Rio foi, a rigor, o primeiro repórter da Imprensa brasileira. E a repórter, Eugênia Brandão.
Eugênia começou na imprensa carioca em 1914. 
Rapidamente ficou conhecida pelas reportagens que publicava no jornal A Rua. Entusiasmado, o editor Viriato Correia, tentou cunhar expressão "reportisa", em homenagem à repórter. Não "pegou".
A vida de Eugênia era atribulada e mais ainda depois que casou-se com o poeta Álvaro Moreyra (1888 - 1964). Sua casa era frequentada por Carlos Drummond, Manuel Bandeira, Vinícius de Moraes e até Luís Carlos Prestes. 
Levada ao comunismo por Carlos Lacerda, a repórter chegou a ser presa por agentes do governo Vargas, e ter como companheira de grade, Olga Benário. Mulher de Prestes. 
Além de Eugênia, outras mulheres ganharam destaque ao fundar pequenos jornais e mantê-los com conteúdo de poemas e textos variados. 
Narcisa Amália e Maria Firmina dos Reis foram algumas dessas mulheres. 
Narcisa inventou o quinzenal "O Gazetinha", no Rio. 
No Maranhão, Maria Firmina dos Reis foi a primeira mulher a publicar um romance e a ter textos publicados nos jornais locais. Morreu cega aos 95 anos, em 1917. 
Num anos qualquer dos 70 publiquei no jornal Correio da Paraíba, do qual fui editor de Local, o folhetim Obsessão de um Rapaz de Olhos Míopes, citado no livro de tinhorão. Mas essa é outra história.
Libero Badaró morreu depois de receber um tiro de um pistoleiro de aluguel. 
Biógrafos dizem que a morte de badaró foi encomendada pelo imperador Pedro I.
No dia 7 de abril de 1931, exatos 100 anos depois da abdicação do Imperador, a Associação Brasileira de Imprensa, ABI, tomou a iniciativa de criar o dia do jornalista em homenagem ao italiano naturalizado Giovanni Battista Libero Badaró.

terça-feira, 6 de abril de 2021

VIVA O COMPOSITOR CÍCERO NUNES

Pra ver como são as coisas: num tempo não muito distante, nascia-se num lugar qualquer do Brasil e corria-se em direção ao Rio de Janeiro para ganhar uma vida melhor.
Mas o contrário também acontecia, discretamente.
Cícero Nunes (foto ao lado) nasceu no Rio de Janeiro e muito pequeno foi levado pela família à Paraíba. 
Cícero cresceu e virou artistas, violonista e compositor.
Chegou a compor com o cearense Humberto Teixeira, o baião Quixabeira.
Teve músicas gravadas por Carmem Miranda, Aracy de Almeida e Isaurinha Garcia, entre outros intérpretes brasileiros.
Cícero Nunes nasceu no dia 6 de abril de 1912 e morreu no dia 3 de fevereiro de 1993.

O SANGUE NEGRO NA HISTÓRIA

O amigo Vito Antico conta que acompanhou ontem uma palestra promovida pela TV A Comuna, canal do youtube.
O tema abordado foi a Erotização no Paraíso Tropical, que teve a participação dos pesquisadores Varlei Couto, Gabriela Trevisan e Carol Ramkrapes. 
A mediação foi do professor Urbano Nojosa.
Aproveitei para ouvir o Vito.
A fala dos participantes deixou claro que o tempo escondeu e esconde muitas coisas que raramente vem à tona com a fidelidade necessária. Exemplo: a relação dos senhores de escravos com as mulheres escravizadas, muitas vezes submetidas à violência sexual. 
Leia mais: https://assisangelo.blogspot.com/2020/11/o-brasil-escrito-com-sangue-negro.html
E confira:

O PAPEL DA OPOSIÇÃO É FAZER OPOSIÇÃO À POSIÇÃO

Em outubro de 2019 um dos filhotes de Bolsonaro, Eduardo, ameaçou a oposição com "um novo AI-5". 
Ora, o papel da oposição é fazer oposição à posição.
A oposição, no caso, são as esquerdas políticas que atuam legitimamente em oposição às posições do governo. 
A declaração de Eduardo, deputado federal, rendeu abertura de investigação na Comissão de Ética da Câmara. 
Ontem 5 o deputado voltou à carga dizendo que "sou o menos interessado em ter qualquer tipo de ditadura, porque o poder já está em nossas mãos".
O cara está se achando. Mas não custa lembrar a frase do ex-presidente norte americano Thomas Jeferson: "O preço da liberdade é a eterna vigilância". 

domingo, 4 de abril de 2021

SALADA AMARGA DE MÚSICA E POLÍTICA

 Engraçado, quando um cantor morre todo mundo passa a cantar o que ele cantava. Caso de Timóteo, por exemplo.

Agnaldo Timóteo gravou o primeiro disco em 1964, ano em que as Forças Armadas tomavam o poder. No Brasil.

As duas primeiras músicas gravadas por Agnaldo foram Sábado no Morro(lado A) de Mário Russo e Sebastião Nunes; e Cruel Solidão (lado B) de Renato Gaetani.

O gosto pela música Timóteo adquiriu nos seus tempos de menino. 

Já adolescente , passou a fazer apresentações nos circos que apareciam na cidade de Caratinga,MG, e redondezas.

Muita gente diz que foi a Ângela Maria que levou Timóteo a gravar o primeiro disco. Não foi.

Agnaldo Timóteo foi musicalmente descoberto por Anísio Silva, que o ouviu numa rádio em Belo Horizonte.


O cantor de Caratinga deixou centenas de música gravadas, a grande maioria versões feitas por Fred Jorge, Júlio Nagib, Nazareno de Brito e Geraldo Figueiredo.

O primeiro grande sucesso de Timóteo foi O Grito, da dupla Roberto/Erasmo, em 1968.

Nesse ano, sobre a cabeça dos brasileiros despencava o AI-5.

Agnaldo Timóteo misturou música com política, o resultado foi amargo.

Foi o gaúcho Leonel Brizola (1922-2004), do PDT quem convidou Timóteo pra disputar uma cadeira na Câmara Federal pelo Rio de Janeiro. Ganhou. Isso, em 1982.

Em 1984, Timóteo votou pela Emenda Dante de Oliveira que propunha a volta das eleições diretas. Não deu.

Em 1985, Timóteo como deputado votou a favor de Paulo Maluf que concorria, indiretamente, contra Tranquedo Neves. 

Tranquedo ganhou e Brizola perdeu as estribeiras com Timóteo, que foi para o PDS.

Em 2011, o artista gravou um CD que dedicou à presidente Dilma Roussef.

Em 2020, estimulado por Lula, filiou-se ao PT.

Agnaldo Timótheo Pereira, assim batizado com "th" e tudo, nasceu numa sexta-feira (16 de outubro de 1936) e morreu no sábado 3 de abril de 2021.



LEIA MAIS


No dia 05 de março de 2011 Agnaldo Timóteo compareceu ao lançamento do livro Lua Estrela Baião A História de um Rei, que eu lançava ao lado de Inezita Barroso na livraria Cortez, no bairro paulistano de Perdizes.

http://assisangelo.blogspot.com/2011/03/foi-bonita-festa-pa.html 


Paiaiá em Quarentena

O prefeito de Nova Soure, Luis Cássio de Souza Andrade, do PDS, é o entrevista de Carlos Sílvio no programa Paiaiá em Quarentena. Ele falará sobre a Pandemia, que já matou 14 pessoas e sobre o Consórsio Regional de Saúde criado na região nordeste da Bahia, em parceria com pelo Governo do Estado.

A entrevista, ao vivo, ocorrerá amanhã, às 20h30, no Instagram @cspaiaia.

Nova Soure é um município localizado a 235 km de Salvador, BA.


sábado, 3 de abril de 2021

COVID-19 LEVA PROSTITUTAS À GREVE

 Ouço notícia dando conta de que cerca de 2 mil prostitutas de Minas Gerais estão em pé de guerra.

As prostitutas de Minas fazem protesto organizado pelo sindicato da categoria (Aprosmig)contra o descaso das autoridades sanitárias por não incluí-las entre as pessoas que devem ser vacinadas na "categoria de risco".

Estou com elas.

O trabalho das "meninas" mineiras é um trabalho perigoso, de risco, de prazer discutível.

Essa notícia  lembrou-me outra: em 1968 prostitutas de São Paulo protestavam contra a violência dos agentes da Ditadura. 

Esse protesto rendeu um clássico da música popular brasileira: São São Paulo, do baiano Tom Zé.

Ouça:



NOTÍCIA BOA NÃO VENDE

 O Sílvio tem umas tiradas engraçadas, curiosas. 

Não é que o cabra telefonou só pra dizer que já não está ouvindo rádio e tv por causa do noticiário que destaca a tragédia diária que é a Pandemia provocada pela COVID-19?

Disse isso e deu uma risada. E perguntou: você entende porque a imprensa destaca tanto as mortes do povo pela COVID?

Opa!


Agora é comigo: é papel da Imprensa noticiar tudo que acontece no Brasil e no  mundo, destacando as notícias mais tocantes. No caso, as piores.

Sempre foi assim.

A Imprensa começou no Brasil no dia 10 setembro 1808, com a fundação do jornal A Gazeta, do Rio de Janeiro. Era do Governo, representado por D. João VI.

Foi nesse jornal que nasceu a profissão de jornalista.

O primeiro jornalista brasileiro era professor de matemática e militar. Nome: Manuel Ferreira de Araújo Guimarães (1777-1838).Mas essa é outra história.

Está provado por A + B que notícia boa não vende jornal nem dar audiência no rádio e televisão. É da vida.

Não podemos esquecer que jornal, revista, rádio e televisão são empresas e como tais carente de faturamento.

Não podemos esquecer também que a empresa Imprensa tem compromisso com a verdade.

O compromisso com a verdade é perceptível no dia a dia. Com a verdade e com a ética.

Eu disse isso e o Sílvio, atento, concordou antes de lembrar o caso de um programa da Bandeirantes que tinha como foco notícias boas, de bom astral, "pra cima". O programa que se refere Sílvio, estreou no 10 de setembro de 2001, no dia seguinte foram abaixou as Torres Gêmeas... 

sexta-feira, 2 de abril de 2021

IGNORÂNCIA MATA

No dia 30 de maio de 2006, convidado pelo PT proferi palestra sobre cultura popular na Câmara, em Brasília.
Plateia bonita, atenta.
Entre o público o deputado Chico Alencar, Gabriel Pensador, Ivan Lins... Gente de boa Cepa. E aí falei o que tinha que falar.
Chico Alencar é um cara incrível.
Muita gente me perguntou sobre um monte de coisa, na ocasião. Ditadura etc.
Dentre todos os compositores perseguidos pelos trogloditas da ditadura (1964-85), Vandré foi o único que atirou-se ao ostracismo, numa tentativa quase desesperada de voltar ao anonimato. A ser alguém comum.
O autor de Pra Não Dizer que Não Falei de Flores continua compondo, mas sem participar da vida pública.
Compõe por compor, por necessidade única e individual.
A história é história.
A história ninguém apaga, a história continua. Clique:

A FOME É PRAGA QUE MATA

Ouvi ontem 1 no rádio (Band News FM) Lula dizer que a sua briga, como governo, não era contra o Capitalismo.
O capitalismo é sistema dominante no mundo moderno.
A briga dos capitalistas é pelo acúmulo de coisas e poder.
Hoje o Comunismo é gato pingado.
Lula dizia na entrevista ontem 1 à Band News que seu desejo é juntar o comunismo ao idealismo de esquerda. Citou exemplo: privatizar empresas com a participação de capitalistas, investidores de capital.
O Capitalismo não tem alma, igualzinho à Bolsonaro. É feio como Bolsonaro.
Já andei falando a respeito neste blog.
O Capitalismo mata.
O futuro de uma sociedade desinformada é afogar-se no mar capitalista.
A fome existe no mundo porque não há interesse do sistema capitalista em acabar com ela.
O Capitalismo precisa da fome, de famintos, de pobres, pra se sustentar.
Essa é que é a verdade.
No Brasil muita gente ainda morre de fome, todos os dias.

LEIA MAIS: 
E LEIA TAMBÉM: 

VACINA SIM, JÁ, IMEDIATAMENTE (9)

Personalidades brasileiras continuam esticando o braço para receber uma picada que as imune do vírus pandêmico, que já matou mais de 320 pessoas, no território nacional. 
Entre os artistas que acabam de ser contemplados com uma picada estão: Ary Fontoura, Regina Casé, Ana Maria Braga, Vera Fischer, Palmirinha, Sidney Magal e Faustão.
A vacinação continua lenta no Brasil, mas enquanto houver esperança haverá vacina. 

quinta-feira, 1 de abril de 2021

ÓBVIO, DITADURA NUNCA MAIS

O poeta pernambucano Carlos Pena Filho não viveu 64 nem os anos de chumbo subsequentes, mas seu conterrâneo Gregório Bezerra viveu.
Naquele mesmo ano, Zé Keti, João do Vale, Boal, Ruth Escobar e tantos e tantos outros artistas não ficaram de braços cruzados.
O ano de 1964 começou em 1961, mais precisamente no dia 25 de agosto quando o mato-grossense Jânio Quadros (1917-92) renunciou à presidência da República.
No lugar de Jânio, entrou Jango.
João Goulart (1919-76), o Jango, era um católico do Rio Grande do Sul. Mas suas ideias de igualdade preocupavam as Forças Armadas. Boa praça.
Não sei porque os militares têm tanto medo dos comunistas.
Jango não era comunista. Era fazendeiro, capitalista.
O comunismo nunca teve forte influência em governo nenhum, no Brasil.
A madrugada de 31 de março de 1964 pegou fogo nos quartéis. E o dia seguinte chegou com blindados e baionetas nas ruas do Rio de Janeiro. ECOS DA DITADURA
O golpe que recebeu apoio da classe dominante duraria 21 longos anos. Intermináveis anos.
Mesmo depois da 1ª eleição (indireta) que confirmou o nome do mineiro Tancredo Neves (1910-1985) como presidente, que não assumiu, o fantasma dos anos de chumbo continuava a assustar os brasileiros comuns.
A Censura não acabou quando acabou a ditadura militar.
A Censura sob qualquer aspecto, é uma praga.
Muita gente foi presa, muita gente foi torturada, muita gente foi morta no decorrer daqueles tristes tempos.
Ainda há desaparecidos, brasileiros contrários à força bruta dos militares.
O governo militar editou 17 Atos Institucionais. O mais violento deles foi o AI-5, que além liberar porrada pra todo lado, liberou também a Censura indiscriminada. Esse foi o pior de todos. AI-5 NUNCA MAIS
Poetas, escritores, atores, compositores, artistas de todas as áreas acusaram o golpe e partiram para o ataque.
Em 1964, foi levada à cena a peça Opinião, com João do Vale, Zé Keti e Nara Leão, no Rio. LIBERDADE EM TEMPO DE CAPITÃO
No Rio, os agentes da ditadura tacavam fogo na Sede da União Nacional dos Estudantes, UNI.
No Rio, a Associação Brasileira de Imprensa, ABI, não se calava diante das ameaças dos trogloditas fardados ou camuflados de civis, promovendo debates sobre a censura e direitos do povo.
A atriz e produtora cultural Ruth Escobar, uma antena ligadíssima a todos os acontecimentos daquele tempo, estava lá presente.
Ruth, portuguesa de origem, nasceu no dia 31 de março de 1936 e chegou ao Brasil 3 anos antes de Getúlio se matar (1954). A propósito, recomendo a leitura do livro Metade é Verdade, de Álvaro Machado.
A ditadura continuava a mostrar a sua cara feia, assustando a Democracia.
No dia 28 de março de 1968, a polícia apontou a arma e matou o estudante secundarista Edson Luís.
Edson tinha apenas 16 anos de idade.
No dia 26 de junho de 1968, Ruth Escobar e centenas de artistas engrossaram a Passeata dos Cem Mil.
Essa história eu conto num encarte do CD Nação Nordestina, de Zé Ramalho.
E os artistas sempre com o povo, defendendo o direito de viver em paz.
Muitas peças de teatro foram censuradas.
Muitas músicas foram censuradas.
Aqui, uma dúzia delas:

Apesar de Você, Chico Buarque
Cálice, com Chico
Calabouço, com Sérgio Ricardo
Comportamento Geral, Gonzaguinha
É Proibido Proibir, Caetano Veloso
Jorge Maravilha, Chico
O Bêbado e o Equilibrista, Elis Regina
Opinião, Zé Keti
Pra Não Dizer que Não Falei de Flores, Geraldo Vandré
Que as Crianças Cantem Livres, com Taiguara
Sinal Fechado, Paulinho da Viola
Uma Vida Só (Pare de Tomar a Pílula), com Odair José


Gregório Bezerra, humilde pernambucano de Panelas, foi preso pelos militares e por eles torturado. Acusação: comunista.
Indefeso, Bezerra foi amarrado na traseira de um jipe do Exército e arrastado por bairros, por ruas populares de Recife, em 1964.
Bezerra, que nasceu no dia 13 de março de 1900, morreu na Capital paulista no dia 21 de outubro de 1983. Nesse dia e ano conheci e entrevistei Luís Carlos Prestes (1898-1990), para a Folha.
Carlos Pena Filho, que nasceu em 1929 e morreu em 1960, foi amigo de Manuel Bandeira, João Cabral de Melo Neto, Jorge Amado e tantos.
Pena era incrível. Um gênio nascido fora do tempo. É dele um poema épico sobre Lampião e Solibar, esse musicado por Alceu Valença. Ouça:


PASSEATA DOS CEM MIL INSPIROU VANDRÉ

Até os coleguinhas jornalistas não cravam o primeiro de abril como a data do Golpe Militar de 1964, no Brasil.
Por que, hein?
Das duas, uma: ou não sabem, ou não querem saber.
Preguicite é uma praga.
Uma vez Vandré me disse que a canção Pra Não Dizer que Não Falei de Flores, ele compôs praticamente numa tacada só. 
Lembrou que na ocasião achava-se ao alto de um edifício observando um intenso movimento da histórica passeata dos 100 mil, no Rio. 
A passeata dos 100 mil ocorreu no dia 26 de junho de 1964.
Essa lembrança eu registro no encarte que escrevi para o álbum duplo, Nação Nordestina, de Zé Ramalho (Reprodução ao lado).
Na madrugada de 1 de abri de 1964, um comandante de quartel do Exército, no Rio Grande do Sul, dirigiu-se aos comandados perguntando aos gritos: "Quem quer matar um comunista, levante a baioneta!".
Pois é, né?
E pensar que jovens ignorantes e velhotes sem caráter pedem de volta a repressão verde oliva nas ruas, dói.

quarta-feira, 31 de março de 2021

RUTH ESCOBAR, 85. UMA GUERREIRA

O 31 de março é um dia no calendário gregoriano.
O dia 31 de março de 1964, foi tranqueira, no Brasil.
O dia 31 de março, aquele, fez os quartéis verde-oliva, de botinas e baionetas, entrarem em estado de ebulição.
Naquele dia, 31 de março, os quartéis pareciam formigueiro.
Findo o 31, o dia 1º de abril amanheceu salpicado de blindados nas ruas do Rio de Janeiro.
No decorrer daquele dia, o Brasil foi violentado por trogloditas do sistema militar que se empunha batendo, prendendo, matando, perseguindo...
No dia 31 de março de 1935, nascia em Portugal alguém que se chamaria Maria Ruth dos Santos.
Essa Maria cresceu num ambiente pobre, difícil, lá no Porto.
Essa Maria comeu o pão pisado pelos cascos do Demo. Ela e a mãe, Marília.
Abandonada pelo marido, Marília não sabia o que fazer e a filha diz: Brasil. E as duas pegaram um navio e, em 1951, desembarcaram no porto de Santos.
A história de Maria Ruth dos Santos é uma história simplesmente fantástica.
Essa Maria deu nó em pingo d'água, lutou contra todas as correntes e transformou-se na mais ousada e vencedora mulher do teatro brasileiro.
Ela foi tudo na vida, profissionalmente falando.
Muito nova ainda, entrevistou os ditadores Salazar (Portugal) e Násser (Egito).
As entrevistas que fez com esses personagens levaram seu nome ao mundo.
Essa Maria se casaria com um filósofo, de quem herdaria o sobrenome Escobar.
Ruth Escobar andou com Deus e o Diabo no Brasil.
Ruth participou de todos os momentos importantes para a classe artística, nos momentos mais duros da ditadura militar.
Ela defendeu pretos e brancos, lésbicas, gays, pessoas no geral.
Ruth como atriz, agitadora cultural e empresária, criadora do teatro que leva seu nome no bairro paulistano da Boa Vista, foi além do limite comum. Ampliou fronteiras, desafiou-se e desafiou os poderosos de plantão no seu tempo.
O livro Metade é Verdade (SESC; 2021), de Álvaro Machado, conta um monte de coisas sobre essa mulher guerreira.
Como leitura excepcional, recomendo esse livro.

Ruth Escobar morreu no dia 5 de outubro de 2017, em São Paulo. De Alzheimer.

No dia 20 outubro de 2015, Ruth Escobar foi personagem do programa Persona em Foco. Da TV Cultura. Veja:

Em nome da liberdade, ditadura nunca mais.
Que Bolsonaro vá de volta para o fundo dos Infernos.

PRESIDENTE PÉ DE BARRO

Todo mundo sabe que o Centrão acaba de enfiar um dos seus integrantes no gabinete civil da presidência da República, em substituição ao general Braga Neto. 
A substituta de Braga Neto é a deputada Flávia, mulher do ex-governador José Roberto de Arruda. 
Esse José, acusado de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e o escambal, já chegou a ser preso e tal. 
A troca de personagem do gabinete civil ocorreu ontem 30, quando o lambisgoia Bolsonaro demitiu o Ministro da Defesa, Fernando Azevedo, e de uma tacada só, os comandantes das três Forças, Pujol (Exército), Barbosa (Marinha) e Bermudez (Aeronáutica).
Além do ministro da defesa, outros cinco foram demitidos. 
O presidente fez isso pra não parecer estar sob a tutela do Centrão, que na mesma ocasião exigia a cabeça de Ernesto Araújo (Exterior) e de Ricardo Salles (Meio Ambiente). 
O Salles escapou fedendo, por optar em ficar na moita, ao contrário do seu colega Araújo, que meteu bala no Senado, atingindo especialmente a senadora Kátia Abreu, que o chamou de marginal e tal. 
Pois bem, Bolsonaro, com isso, deu um tiro no próprio pé. Pé de barro, diga-se de passagem.
Ao demitir os comandantes militares, Bolsonaro chamou para si a atenção de todo mundo que pensa e age a favor da Democracia. 
Hoje 31 ele voltou à cena atirando contra governadores e prefeitos, acusando-os de praticarem Estado de Sítio. 
O negacionismo desse sujeito não tem limites, tanto que continua insistindo em desaconselhar a população aderir ao isolamento social, pôr máscara etc.
À propósito, sítio é uma palavra que não sai mais da cabeça do presidente. 
Ele está doido para fechar o Congresso e tudo o mais. 
Ao contrário de 1964, não há clima algum para ele matar a democracia. 
O novo ministro da defesa, General Braga Neto, soltou uma ordem do dia exaltando o golpe militar de 1964, que ele chama de "movimento".
O Golpe ocorreu na manhã de 1 de abril, dia da mentira.
É isso, os Brasil está atento às manobras de Bolsonaro.

...O Brasil é muito forte
Forte completamente
É forte com o seu braço
É forte com sua mente
Mexer com nosso povo
É mexer com nossa gente

É o caso de perguntar
Tranquilo, sem ofender
O Capitão é maluco?
Se for posso entender
Se não for, meu Deus do céu!
Que diabo ele quer ser?

Tem farsa no Planalto
Tem farsa permanente
Estrelada por um cara
Com faixa de Presidente
A mentir pra todo mundo
Ah! Mas pra Deus ele não mente

O caso de perguntar
Tranquilo, sem ofender
Esse cara é maluco?
Se for posso entender
Se não for, meu Deus do céu!
Que diabo ele quer ser?

O que dizer de quem diz
De modo tão prepotente
Eu sou a Constituição!
Eu sou o Presidente!
Ora, só falta dizer
Eu sou Deus Onipotente!...

(Trecho do cordel Serpente Quer Por Ovo Brasil, Assis Ângelo)


terça-feira, 30 de março de 2021

BOLSONARO ESTÁ NO COLO DO CENTRÃO

O ministério das Relações Exteriores tem origem, no Brasil, no tempo de D. Pedro I.
Começou como secretaria dos negócios estrangeiros, ou algo assim.
Barão do Rio Branco, de batismo José Maria da Silva Paranhos Junior, foi o primeiro ministro dessa pasta a por ordem na casa. Inteligentíssimo.
Esse Barão sabia das necessidades do Brasil, da importância do Brasil.
Grandes homens passaram pelo ministério do exterior, grandes chanceleres, grandes embaixadores. Foram embaixadores do Brasil mundo afora Oswaldo Aranha, João Guimarães Rosa, João Cabral de Melo Neto, Vinícius de Moraes, Olegário Mariano...
E assim foi a nossa história através dos tempos, até chegar mais um lambisgoia: Jair Bolsonaro.
Não é de hoje que o Brasil tem um alinhamento de subserviência com o EUA. Mas tudo tem limite.
O chanceler que acaba de receber um chute na bunda, um tal de Ernesto, passou o tempo todo em que esteve no cargo lambendo as partes pudendas de Trump, um ser de baixíssimo nível, e que a história se incumbirá de preservá-lo na sua lata de lixo. 
O Centrão tem a ver com o desmoronamento do lambedor de botas Ernesto não sei o quê. 
Pra mostrar que sua caneta tem força, o presidente fez um remanejo com outros 5 ministros. 
No rigor, o remanejo dos ministros mostra apenas que Bolsonaro está na mão do Centrão.
E sem o Centrão, ele sabe, cai. 
Fiquemos atentos: Bolsonaro está mexendo pauzinhos pra virar um Pinochet. Tanto que tem chamado o Exército brasileiro de "meu".
Eu já disse e repito, o Exército é um patrimônio do Estado.  
  

segunda-feira, 29 de março de 2021

NOVA RAÇA: "UZUMANO"


Cuidado, eles estão chegando!
Até chegar a onde chegou, os humanos passaram por inúmeras mutações. Centenas, milhares.
Antes de serem o que são foram larvas de outros bichos, e de galho em galho, num ponto qualquer da África, viraram bípedes. E cá estamos. 
Mais de 7,5 bilhões de humanos, semelhantes ou assemelhados, disputam espaço e alimento a qualquer custo. 
Matam-se à toa. 
Matamo-nos à toa.
Isso, pelo menos, há 50 mil anos. 
Em algum momento, os humanos assemelhados recomeçaram o processo de mudança, tanto de corpo, quanto de alma. 
Essa nova mutação, digamos assim, é até fácil de identificar. 
Muitos desse espécimes estão a nos rodear. São assim: tem cabeça, olhos, nariz, boca, braços, pernas... Parecem gente, mas não são. Também não são lunáticos nem marcianos.
São terráqueos. Sim, terráqueos!
A mutação que ora ocorre com a espécie surgida há 350, 400 mil anos, deverá transformar completamente a existência do ser pensante nesse lugar chamado Terra. 
Essa espécie está sendo identificada pelo cientistas como "uizumanos".
Os primeiros sinais da presença dessa nova raça no planeta começou com Getúlio Vargas. Baixinho, gordinho, metido etc. Ele mesmo notou que estava em processo de mutação. E aí tentou evitar. Essa tentativa durou 15 anos. Quando ele viu ser impossível escapar da automutação, deu um tiro no peito e morreu.
Os presidentes dos ciclo militar, de 64 à 85, perceberam também algo diferente em si, no comportamento, e foram morrendo. 
O último filhote daquele ciclo militar, virou presidente. 

domingo, 28 de março de 2021

O BURRINHO DA HISTÓRIA

O Domingo de Ramos, data importantíssima para cristãos e ortodoxos, me lembra o burrinho pedrez da novela homônima do mineiro Guimarães Rosa, inserida no livro Sagarana (1946).
A história bíblica refere-se ao Domingo de Ramos como o dia da entrada triunfal de Jesus a Jerusalém. ler Mateus, Lucas e Marcos. Jesus entrou na cidade sob clima de festa dias antes de ser presos, torturado e pregado numa cruz, na qual morreu.
Não custa lembrar que Jesus estava montado num burrinho, enquanto as pessoas gritavam seu nome, eufóricas.
O burrinho do autor mineiro tinha por nome Sete-de-Ouros. Era velho e enxergava pouco. Pra sua má sorte, o dono da fazenda onde ele vivia, major Saulo, descobrio escondendo-se numa moita e tal.
Essa história é uma história tocante,como tocante é a história do Domingo de Ramos.
Esse domingo marca o início da Semana Santa, que finda no Domingo de Páscoa.
Na história de Rosa, o Sete-de-Ouros integra um grupo de vaqueiros que tange uma boiada de 460 cabeças.
Várias histórias permeiam essa história do mestre de Minas. Depois de muitos empecílios, de chuvas torrenciais e cheias, os vaqueiros que tange a boiada morrem afogados, menos Francolin e Badu.
Frankolin salva-se por estar montado no burrinho e Badu por estar agarrado no rabo do burrinho. Ao fim, fica a simbologia: o burrinho, com toda a idade que tinha carregava experiência e o mundo nas costas.
Sete-de-Ouros é tali-quá o titan grego Átilas. E Jesus, símbolo de esperança, continua ocupando o imaginário de cristãos e ortodoxos. 

LEIA MAIS: É TEMPO DE COMER PEIXE E REZAR. ALELUIA!

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