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quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

LUA E RENATO TEIXEIRA

Menina 23 chegando noite maravilha sampa São Paulo e não sei que  não sei que lá não sei que lá não sei que lá...., linda bela.
O sol é novo todos os dias.
O sol não tem tempo. E a lua nasce todos os dias, e pra se mostrar sorrir nas fases que quer: nascente, crescente, cheia e minguante.
Lua, lua, feminina.
Menina lua chegando no colo da lua mãe.Quem?
L de lua, a de amor, m de mar, a de não sei que lá não sei que lá não sei que lá....
A vida é sol, é mar...
A lua se esparrama no mar.
Vocês conhecem um poema Ismália, do poeta simbolista Alphonsus de Guimaraens? pois sim ou não, que beleza!

Faz bem pouquinho tempo que falei quase uma hora com meu querido Renato Teixeira, cantor e compositor,  amigo de muito tempo, que conheci através do fundador do jornal Última Hora,  Samuel Wainer.
Um dia Samuel diz que gostava dos textos que eu escrevia na Folha Ilustrada, no folhetim. E não pediu, mandou: eu quero que você faça uma entrevista com Renato Teixeira.
E eu nem sabia quem era Renato Teixeira, mas pela necessidade momentânea, fiquei sabendo que Renato tivera recentemente uma música gravada por uma tal de Pimentinha, chamada Elis Regina.
Título: Romaria. Ouçam:

Renato Teixeira é-me muito importante.Tá, sei que o Brasil também acha isso.
Neste momento ele se acha em Olinda, Recife e depois do dia 20 que vem, estará de volta à cidade que me adotou, São Paulo. Estaremos juntos, certamente.
Renato tem muita história com Vandré. Terei tempo de contar isso em outro momento.
Renato tem muita história de lua. Renato é um sonhador, meio besta assim que nem eu.

quinta-feira, 7 de junho de 2018

CÉLIA E CELMA, 50.VIVA!

O ecletismo musical das cantoras  Ceia e Celma é bonito e forte.
Não sei quantos anos têm  Celia e Celma, irmãs gêmeas, mas o espetáculo Duas Vidas Pela Arte, dá conta de que as duas estão completando 50 anos de carreira. Carreira brilhante, diga-se de passagem.
Celia e Celma nasceram num ano qualquer do século passado na pequena cidade do grande compositor Ary Barroso, Ubá.
No começo dos anos de 1960 no Rio de Janeiro, Celia e Celma foram "adotadas"pelo cantor Moacir Franco, depois pelo esculhambador geral da cultura popular,  Carlos Imperial. O espetáculo Duas Vidas Pela Arte transcorre em 2 horas, mais precisamente em 1h55. Assisti-o ontem 6 à noite, no Teatro Itália.
O espetáculo começa com a exibição de trechos de  filmes ainda em preto e branco, em que as duas irmãs aparecem no tempo em que eram crianças, seguido de "takes" com ambas cantando ao lado do já citado Imperial e outros personagens midiáticos de anos passados.
O grupo de músicos que acompanham Célia e Celma é pequeno, mas competente. Aluízio Pontes é um deles. Aluízio é um nome bastante conhecido na noite paulistana. Engraçado e competentíssimo pianista, todo cheio de graça e isso ajuda a moldar o texto interpretado por Celia e Celma. E as duas vão chamando, pouco a pouco, seus convidados: As Galvão, Renato Teixeira, Altemar Dutra Jr., Simoninha, Claudete Soares.
As Galvão, Claudete Soares e Renato Teixeira arrasaram. Esses 3 são um show à parte.
Aos 73 anos de idade, Renato Teixeira já completou 50 anos de carreira há algum tempo.https://assisangelo.blogspot.com/search?q=renato+teixeira

Celia e Celma justificam em as Duas Vidas Pela Arte porque são importantes no panorama da música brasileira. Ah! é sempre bom ouví-las cantar.




domingo, 20 de maio de 2018

HOJE É DIA DE RENATO TEIXEIRA



Renato Teixeira é um dos mais férteis compositores da boa música brasileira, inserido na raia da chamada música caipira. É dele a belíssima Romaria, que a gauchinha Elis Regina (1945-1982) gravou em 1976 ou 1977. Um clássico do gênero. No começo de julho de 1978, há 40 anos portanto, eu o entrevistei para a Folha de S. Paulo (acima). Até então ele era um talento em ascensão, mas ainda desconhecido. Romaria já foi gravada de modo diferente por pelo menos duas centenas de cantores e cantoras. No acervo do Instituto Memória Brasil, IMB, se acha toda a obra de Renato gravada em compactos, LPs e CDs, sendo o mais recente o que ele gravou com a Orquestra de Mato Grosso, sob a regência de Leandro Carvalho. Curiosidade: a primeira vez que Renato entrou num estúdio para gravar foi com a baiana Gal Costa. A música, que concorria num festival da Record, chamou-se Dadá Maria.A obra de Renato já se acha enriquecendo filmes e novelas. A primeira novela que conta com uma música sua na trilha, foi Mulheres de Areia, em 1973/1974. 
Renato Teixeira nasceu no dia 20 de maio de 1945, em Santos SP. Passou parte da infância em Taubaté, que trocou pela Capital paulista. Hoje ele se divide entre Mato Grosso, Santos e São Paulo. 



sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

LEMBRANDO PESSOAS QUERIDAS


Ainda guardo no peito, com carinho, pessoas que de algum modo me mostraram caminhos desconhecidos e que há muito com elas não falava. 
Esta semana andei falando com Renato Teixeira,  Júlio Medaglia e Fagner. Foram falas muito agradáveis, de lembranças idem.
Eu conheci Renato ali pelos 80, quando Elis lançava Romaria. E foi curioso o nosso primeiro encontro que surgiu a pedido de Samuel Wainer. Como muita gente deve saber, Samuel foi um dos braços fortes do gaúcho presidente Getúlio Vargas (1882-1954) e fundador do ainda lembrado vespertino, Última Hora.
Esse título fora incorporado à empresa Folha da Manhã e Samuel, um dos nomes da própria Folha. 
Na segunda parte dos anos de 1970,criou-se o suplemento dominical Folhetim. Fui um dos seus colaboradores. Por essa ocasião entrevistei o Renato. Entre umas boas bicadas de Wyborowa, saboreamos um coelho a não sei o que, prato de primeiríssima, isso num restaurante já extinto que ficava ali por perto da Brigadeiro, quase Bixiga.
Foi uma entrevista legal, que ocupou uma página do jornal.
Na conversa desta semana lembramos esse encontro e rimos. E rimos. E eu lhe disse que acabara de ouvir o seu novo cedê que está chegando à praça com a chancela da Kuarup. É um disco muito bonito, com repertório escolhido a dedo e interpretado com acompanhamento de orquestra e tudo o mais.
O papo com o maestro Medaglia foi também muito saboroso e lembramos o Vandré, que a mim disse mais de uma vez da vontade de ouvir sua obra, ou parte dela, no formato sinfônico assinado por Medaglia. Há poucos dias o maestro esteve regendo orquestra em João Pessoa PB, onde ora se acha o autor de Disparada e Prá Não Dizer que não Falei de Flores (Caminhando). A propósito: Em outubro completam-se 50 anos  que essa música chegou aos ouvidos do grande público. Será que a efeméride vai passar em brancas nuvens?
Fagner continua sendo uma pessoa muito agradável. A última vez que o vi foi no Leblon, ao lado do produtor musical José Milton e do forrozeiro Chico Salles (1951-2017).
A obra de Fagner é extensa, recheada de pérolas. São inesquecíveis seus encontros com grandes nomes da Música Brasileira e de países de língua espanhola. Entre os grandes nomes com os quais se juntou, em disco, não dá para esquecer Luiz Gonzaga (1912-1989).Com o rei do baião ele gravou dois LPs. Prá lembrar:

sábado, 11 de setembro de 2010

AGENDE-SE: COSTA SENNA LANÇA NOVO CD

Hoje é aniversário da derrubada das torres gêmeas.
Não custa lembrar que foi na manhã de 11 de setembro de 2001 que o demolidor Bin Laden enviou kamikazes da rede Al Qaeda à Manhattan, numa missão de tudo ou nada.
O tudo era a demolição do colossal Trade Center de Nova Iorque.
O nada era o seu insucesso.
Desde então, os Estados Unidos nunca mais foram os mesmos.
Há quem ainda ache que tudo não passou de uma fraude a descida do homem em solo lunar, no histórico 20 de julho de 1969.
Há também quem ainda duvide que Bin Laden exista ou nunca existiu.
Também uma fraude norte-americana para fazer dos EUA uma vítima perante o mundo?
O fato, porém, é que Bin Laden se tornou a maior dor de cabeça dos norte-americanos, com o presidente Obama dizendo que o quer vivo ou morto, para o bem da humanidade.
A caça continua.
Sugiro: contratar a polícia civil do Rio Grande do Sul, que acaba de prender o mais perigoso ladrão de caminhões do Estado.
.....................
ESPETÁCULO 1
Cante Esse Refrão Por Aí!
Esse é o título do novo CD do cantor e compositor Costa Senna, que será lançado em clima de festa, naturalmente, na tarde do próximo sábado 18.
O bonito acontecimento terá lugar no auditório da Ação Educativa, à Rua Gal. Jardim, 600, Vila Buarque, nas proximidades da Biblioteca Monteiro Lobato.
Senna, um cearense da capital há 30 anos na estrada da cantoria, é da raça dos artistas que acreditam sinceramente que a arte tem participação direta na melhoria das pessoas e da sociedade. Tanto, que a sua obra é toda permeada de mensagens que têm por alvo atingir professores e gente em formação. Ele sabe das dificuldades de realizar o que prega, por isso, violão às costas, segue sem enfado periferia adentro, e de escola em escola, contando e cantando a vontade de ver um País melhor.
Viva Costa Senna!
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ESPETÁCULO 2
O cantor baiano Xangai, nascido Eugênio Avelino, se apresentará daqui a pouco no Galpão Busca Vida, em Bragança Paulista, com um repertório de pérolas assinadas por Renato Teixeira, Hélio Contreiras, Ivanildo Vila Nova, Juraildes da Cruz e, claro, Elomar Figueira Melo, de quem é o maior intérprete. Estarei lá.
.........................
POESIA POPULAR 1
Acabo de receber de José Walter Pires um poema louvando a Academia Brasileira de Literatura de Cordel e poetas populares. Destaco esta estrofe:

Chico Salles, bom poeta
Cantador e forrozeiro
Que vive fazendo festa
Lá no Rio de Janeiro
Com eventos o ano inteiro
Vai mostrando seu valor
Como artista e produtor
Da cultura que domina
Paraíba masculina
Mulher Macho, sim senhor!

POESIA POPULAR 2
Acabo de receber também, do poeta Allan Sales, que conheci há pouco em Porto de Galinhas, PE, esta estrofe:

Muitos são criminosos no ambiente
Desmatando o Brasil sem ter limite
Usam serra demais e sem convite
Mas com serra não vão nos por pra frente
Pois com serra mostrar ser um demente
E fazer só as coisas bestiais
Se com serra Brasil não pode mais
Mando serra pra puta que pariu
É POR CAUSA DE SERRA QUE O BRASIL
VAI PERDENDO AS BELEZAS FLORESTAIS
.............................
ANOTE AÍ:
- Se houver segundo turno em São Paulo, Geraldo Alckimin corre o risco de perder para Mercadante.


PS – A foto que ilustra este texto foi feita no dia 3 de março de 2007, quando promovi um grande evento na Praça da Sé, cá em Sampa, para lembrar os 60 anos da primeira gravação da toada baião Asa Branca, de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira. Abrilhantaram a festa dezenas de artistas populares, entre os quais os poetas repentistas Sebastião Marinho e Luzivan Matias; Anastácia, Nininho de Uauá, Valdeck de Garanhuns, Janaina Pereira e Roberto Melo; Banda de Pífanos de Caruaru, Banda Fulô de Mandacaru, Trio Sabiá, Trio Virgulino, Trio Juriti e Lino de França.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

HADDAD, PETER E PETER



Amanhã, 23, completam-se dois anos da transferência do sanfoneiro Dominguinhos, da terra para o infinito. Pernambucano de Garanhuns, o primeiro e principal discípulo de Luiz Gonzaga, o rei do baião, foi uma pessoa de grande compreensão entre os homens. Era sensível, discreto e tinha gosto de ajudar quem o procurava. Mais ou menos como Gonzaga, com quem aprendeu todos os segredos e mistérios da sanfona. Ele levava muito a sério a máxima franciscana que diz “é dando que se recebe”. Gonzaga o ajudou em tudo. E numa situação mais difícil, Fagner também. E assim foi até que Deus o levou.
Dia desses, aqui em casa, seu colega de muitos baixos, Oswaldinho do Acordeon me disse que ele sofreu muito nos meses que antecederam sua morte. “Dominguinhos, com voz muito cansada, contou-me da sua tristeza de ter sido esquecido ainda em vida porque poucos foram os amigos que o visitaram. Ele me disse isso com profunda tristeza”.
Eu conheço essa história, a história do esquecimento em vida; o luto em vida.
Pois é, eu conheço essa história.
Mas não era de Dominguinhos que eu ia falar. Eu ia falar do presente de grego que o prefeito paulistano Fernando Haddad inventou de dar ao Papa Francisco, no Vaticano: o disco "Sobrevivendo no Inferno", dos Racionais MC's. Podia ter dado um CD de Dominguinhos ou de Gonzaga ou de Katya Teixeira ou de Renato Teixeira ou de Consuelo de Paula ou de Celia e Celma (acima), que, aliás, cantaram para ele na primeira vez que nos visitou, em Aparecida do Norte; ou, ainda, uma coletânea de músicas dos quatro cantos do Brasil e por que não o disco A paixão segundo Cristino, de autoria do paraibano Geraldo Vandré que conta a história da vida difícil do trabalhador brasileiro? Podia também ter dado o folheto de cordel Encontro no Metrô, de Pedro Nordestino/Peter Alouche (abaixo). Nesse folheto, o autor conta uma história muito bonita que tem Cristo como personagem. Mas, não, o prefeito paulistano decidiu dar de presente ao papa Francisco, um CD de rap, recheado de cabeludos palavrões etc.
Tomara que vocês que me leem não entendam que esteja eu, com estas palavras, mostrando qualquer tipo de discriminação musical, social, racial, religiosa, até porque já fui alvo desse tipo de coisa. E eu sei, dói. Portanto, longe de mim qualquer tipo de discriminação. Acho apenas que presente a um papa tem que ser de altíssimo nível, que mostre pelo menos parte da nossa tão rica e abrangente cultura. Particularmente, eu gosto dos Racionais.
Aliás, não é de hoje que o papa recebe presentes esquisitos e até grotescos, como o que o Presidente da Bolívia, Evo Morales lhe deu há poucos dias: um crucifixo com foice e martelo, o símbolo do Comunismo.
Eu li Marx e sabe o que eu acho dessa história da foice do martelo para o papa? O Marx do Capital não iria gostar desse chafurdo.

Você já imaginou o papa dançando rap?


quarta-feira, 23 de setembro de 2020

JORGE ARAÚJO, MESTRE DA FOTOGRAFIA

O telefone toca:
— Seu Assis! 
— Fala, Zeca.
— O sinhô viu o Jornal Hoje?
— Zeca, eu não vi. Ouvi. Terminou agora, às 15 horas. Neste momento.
— Desculpe, às vezes esqueço que o sinhô é cego. Eu quero saber se o sinhô ouviu a notícia sobre as grandes personalidades do mundo na revista Time, que acaba de ser publicada. 
— Sim, Zeca. O presidente aparece como uma das grandes personalidades do mundo, estranho não é?
— Sim, seu Assis. Mas o bacana, o bacana mesmo, foi a inclusão do Felipe Neto. O Felipe aparece como o mais importante influenciador do mundo, pela internet. 
— Pois é, me-re-ci-da-men-te. 
— Quando vi a notícia sobre o Felipe, lembrei imediatamente do Jorge Araújo. O Jorge é seu amigo, não é?
— Sim, Zeca. Trabalhei com o Jorge na Folha. Ele é um dos maiores fotógrafos do mundo. Assim considerado. Eu, da minha parte, o considero o maior do mundo. O segundo é também amigo meu de nome Salgado Maranhão, mineiro. Das Altaneiras. Mora na França, há muitos anos.
— Poxa, seu Assis. eu não sabia disso, da sua relação com o salgado. O salgado é meu ídolo. Na fotografia. Em tudo. Esse cara é nota mil, como diria o poeta Peter Alouche. 
— Zeca, o Jorge caiu na vida do jornalismo fotográfico quando tinha apenas 14 anos de idade. A primeira foto dele publicada foi numa coluna do jornal, já extinto, Última Hora. Esse jornal já foi criado bem no começo dos anos de 1950. Seu criador foi um cara que conheci muito bem e que também a mim me conheceu, Samuel Wainer (1910-1980). Aliás, Zeca, um dia o Samuel pediu que eu entrevistasse o cantor até então iniciante Renato Teixeira. Isso em 1978, 79. Entrevistei o Renato. Essa entrevista, de página inteira, foi publicada no suplemento dominical da Folha, Folhetim.
— Poxa, seu Assis. O sinhô é o cara!
— Menos, menos, Zeca. Mas estávamos falando de quem mesmo?
— Do Jorge!
— Zeca, o Jorge tem histórias incríveis. Ele é incrível. Foi ele o autor daquela incrível foto das Diretas Já, na Sé, SP, na qual aparece uma pomba.
— Essa foto é muito bonita, eu não sabia que era do Jorge.
— O Jorge foi o cara que acompanhou o Ricardo Kotscho na série de reportagens sobre a exploração do ouro em Serra Pelada, publicado pela Folha.
— Caraca!
— O Jorge, Zeca, carrega consigo histórias incríveis. Trabalhei com ele e o admiro até hoje. É mais velho do que eu três anos e quuatro meses. Nasceu em maio de 1949. Aliás, ontem ele me ligou pra dizer coisas bonitas que só os amigos dizem. Falou do seu menino de 8 anos e da sua mulher, médica. Disse ela pegou o diacho desse vírus que anda circulando no ar, chamado novo Coronavírus. Mas ele e ela e o filho, estão bem. Graças a Deus, não é?
— É, seu Assis, o diacho desse vírus tá pegando meio mundo. Meio mundo e meio.
— É, esse vírus tá pegando todo mundo. Uma gripezinha. não é? Quase 140.000 mortos até agora, no Brasil. Até o querido juiz paraibano Onaldo Queiroga pegou essa peste. Mas ele também está bem. Deus existe.
— Seu Assis, o sinhô está dizendo tanta coisa que eu não sabia sobre o Jorge. Posso lhe fazer uma pergunta?
— Claro, Zeca.
— Eu gostaria que o sinhô respondesse numa palavra quem é Jorge Araújo.
— Gênio!

Saiba mais sobre o Jorge Araújo: VIVA JORGE ARAÚJO!

segunda-feira, 25 de maio de 2020

CÉLIA E CELMA: UM BEIJINHO DOCE...



O tempo tem sido complacente com Célia e Celma.
Aos 77 e 50 de carreira, as duas irmãs mineirinhas de Ubá, continuam trinando feito passarinhos.
A memória das duas, permanecem em ponto dinâmico.
O repertório do disco que celebra os 50 anos de música de Célia e Celma traz, à lembrança, clássicos da nossa música. Entre esses Casinha Branca, Beijinho Doce, Meu Primeiro Amor, Pé de Ipê e No Rancho Fundo.
Meu Primeiro Amor, uma versão paraguaia de José Fortuna, ficou bem legal na voz das duas.
O novo disco de Célia e Celma traz à tona um retrospecto de carreira.
Para o futuro, ficam a voz das Galvão e do Renato Teixeira.
O Renato, com sua voz pequena, mostra que continuará grande por muito tempo.
Célia e Celma 50 anos trás 14 faixas. A melhor delas, pra mim, é Meu Primeiro Amor. Não sei porque, mas essa guarânia na voz das duas irmãs me tocou fundo. Gosto também, de Beijinho Doce...
O disco traz a chancela da Kuarup.



quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

CHICO LOBO É PRESENTE DE NATAL

Se não tivesse rádio nem televisão, eu diria, meu amigo e minha amiga, venham cá: venham ouvir violeiros tocar e cantar.

Como há rádio e TV, eu diria: ouvir violeiro tocar e cantar é pra lá de bom.

Poxa vida, como há no nosso país bons e maravilhosos violeiros tocando e cantando, as nossas coisas, as coisas do nosso país.

Um exemplo?

Tião Carreiro & Pardinho já partiram. Tonico & Tinoco, que nasceram antes do Tião e do Pardinho, já partiram também. E antes desses, teve o Cornélio Pires, quando o Brasil andava em formação.

E aí tem Inezita Barroso e Rolando Boldrin....

E tivemos Raul Torres, João Pacífico, Serrinha, Zilo & ZaloPoxa e tantos outros.

O Brasil é tão grande, tão grande que por ignorância o desconhecemos.

Agora tem Renato Teixeira, Renato Braz, Roberto Corrêa, Saulo Laranjeira, Téo Azevedo e Chico Lobo.

Você sabe quem é o Chico Lobo?

O Chico é o seguinte: é um cara de São João Del Rey, MG, a viola nasceu no peito dele. E como se não bastasse, as tradições brasileiras.

E ele toca e toca, canta e canta, e encanta...

Ó, ele está lançando um disco incrível chamado Folias de Um Natal Brasileiro, pela Kuarup.

É um disco que traz 12 faixas, uma melhor que a outra.

Chico Lobo não é uma invenção do Brasil.


Chico Lobo é Brasil.

domingo, 21 de fevereiro de 2021

TEMPOS DE FOLHA (2)

Comecei a trabalhar no grupo Folha em 1977, um ano depois de trocar a minha terra João Pessoa, por São Paulo.
O time era bom, formado por: Hely Vannini, Fernando Barros, Marcos Zanfra, Jorge Zappia, José Luís Lima, Roberto Moschela, Manoel Dorneles, Celso Sávio, Hipólito Oshiro, Valmir Salaro, Luciano Martins, Taís, Cris Medeiros, Leivinha, Scarpa, Nery; incluindo os fotógrafos Manoel Izidoro, Jair Malavazi, Luís Carlos Murauskas, Dirceu Lene, Gil Passarelli, Matuiti Mayezo, Angelo Pirozelli e Valdemar Cordeiro, “irmão de criação” de Audálio Dantas, lembra o amigo Jorge Araújo.
Jorge é o autor da famosa foto da pomba, como ficou conhecida (ao lado).
Cordeiro era o chefe dos fotógrafos.
Vannini cuidava da editoria de Polícia.
Só cobras.
Lembro também do Ricardo Kotscho, do Nelson Merlin, do Oswaldo Mendes, Tarso de Castro, Miguel Raide, Cláudio Abramo, Tavares de Miranda, Moacir Amâncio, Dirceu Soares, Paulo Nogueira, Fortuna, Angeli, Glauco, Laerte, Fausto, Petchó, Luís Gê, Jota (Jotinha), Paulo Francis, Emir Nogueira, Dora Kramer e Lu Fernandes, que viraria presidente do Sindicato dos Jornalistas no Estado de São Paulo.
E o Boris?
Boris Casoy foi editor da Folha por um determinado tempo. Chato, grosso e arrogante, uma vez encontrou-se comigo no Roda Viva, programa da TV Cultura, e sarcástico perguntou: “O que é que você está fazendo aqui?”.
Estirei-lhe a língua ou disse-lhe um palavrão, sei lá.
Daquele tempo eram também Luís Carlos Rocha Pinto, Trovão, Tupamaro, Adilson Laranjeira...
Nos quase 7 anos que lá permaneci, publiquei centenas e centenas de reportagens.
Na Folha, ou Folhão como chamávamos, publiquei matérias ruidosas como a que me levou a ser processado pelo governo paulista.
Clique na foto, para
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 Fui processado, mas absolvido pela Justiça.
A matéria, publicada no dia 13 de janeiro de 1982 com chamada na 1ª página (recortes ao lado), tratava de um duplo linchamento praticado por operários do município de Ribeirão Pires, cujas famílias eram violentadas por marginais sem que o Estado nada fizesse em sua defesa.
Ganhou repercussão internacional.
Participei de grandes coberturas como a campanha pelas Diretas Já e as greves no ABC paulista.
Lembro da intervenção ao sindicato do qual Lula era presidente. SAIBA MAIS: LULA DÁ NÓ EM PINGO D´ÁGUA
Lembro também da greve dos Jornalistas, desencadeada após assembleia no Tuquinha, da PUC, na noite de 22 de maio de 1979. O presidente do nosso Sindicato era Davi de Morais. A greve, que durou uma semana, foi um fracasso total. Ninguém morreu, mas muita gente perdeu o emprego.
Entrevistei muita gente boa e marginais famosos como Hiroito, Fininho, Ze Guarda, Correinha, João Acácio (o Bandido da Luz Vermelha) e figurões como o delegado Fleury, de triste memória.
Fui várias vezes à casa de detenção e ao Carandiru, para mostrar a vida em prisão. Feminina inclusive.
Cobri rebeliões na FEBEM e em presídios da Capital e do interior.
Uma vez Quinzinho, famoso personagem da chamada Boca do Lixo Paulistana disse-me numa entrevista: “Heróis são as pessoas que vivem de salário mínimo”.
Quinzinho morreu atropelado, na avenida São João.
O velho Frias, dono do grupo Folha, foi não foi mandava me chamar pra registrar a visita de nomes importantes das artes e literatura, a quem lhes oferecia almoços e jantares regados a bons vinhos e outras bebidas. Isso ocorria no restaurante que havia na cobertura da sede do jornal, na Barão de Limeira, 425.
Lembro que uma das vezes fui chamado para registrar a presença do escritor Antonio Callado. Uma grande figura.
O Frias chamou-me também algumas vezes para acompanhá-lo com empresários à rodoviária que ganhou de presente do Maluf, na primeira vez que foi prefeito da cidade. Meu papel era fazer o registros dessas visitas.
Numa terça ou quarta-feira qualquer do ano de 1978, fui ao apartamento do cantor e compositor paraibano Geraldo Vandré para entrevistá-lo. O fotógrafo Gilberto Nascimento fez o que tinha que fazer. Belas fotos. No sábado seguinte, voltei à casa do Vandré e ele me disse: "Ângelo, acho melhor você não publicar a nossa entrevista”. Olhei pra ele e ri e, para sua surpresa, dei-lhe um exemplar do Folhetim que já estava chegando às bancas com uma foto sua na capa.
O Folhetim era um suplemento dominical da Folha, de muito sucesso.
Essa entrevista levou a liberação da canção Pra Não Dizer que Não Falei de Flores, que estava proibida pelo governo desde 1968.
Também recordo a vez que Samuel Wainer, criador do jornal Última Hora, pediu-me para que fizesse uma entrevista com o cantor e compositor Renato Teixeira, que começava a fazer sucesso com Romaria na voz de Elis Regina. Anos depois Renato me disse que Samuel era um parente dele distante.
Matérias que por uma razão qualquer não eram publicadas no Folhão, eu publicava noutros jornais. No Pasquim, por exemplo. LEIA: ATÉ TU, JAGUAR?
No bar, sempre uma extensão da redação.
Impossibilitado pela cegueira de identificar
os retratados, Assis só lembra de
Lu Fernandes estar na foto
(abaixo dele, ao centro)
Eram tempos duros aqueles, em que andávamos ainda meio assustados, pois a ditadura militar ainda não acabara. Mas havia tempo para relaxamento (foto ao lado).
Quatro meses e quatro dias depois do lançamento do jornal Folha da Noite, um ataque do coração matou João Paulo Emílio Cristóvão dos Santos Coelho Barreto. Esse João, criador da reportagem no formato como tal conhecemos, entrou para a história da Imprensa como João do Rio.
Hoje a Folha, o Estadão, e o Globo são os principais jornais do País.
Em fins dos anos de 1970, pedi ao poeta cearense Patativa do Assaré que escrevesse qualquer coisa sobre a Folha. Fez essa quadra:

A Folha de S.Paulo é rica
Tem ela um grande mister
Mas a mesma não publica
Tudo o que a gente qué

terça-feira, 1 de agosto de 2017

A PROPAGANDA ESTÁ DE LUTO, MORREU MESSINA

"A propaganda é a alma do negócio". Eu cresci ouvindo isso na escola, no trabalho, nas reuniões, em todo canto.
A propaganda começou sabe-se lá quando! Mas, certamente, desde Adão e Eva e antes até. 
Diógenes entrou para a história como o grego maluco que enchia o saco dos poderosos e procurava com uma lanterna acesa um homem que fosse honesto. Não consta que achou.
A maçã ficou famosa como fruta no mundo todo a partir do momento em que a Igreja Católica anunciou que Adão fora tentado a comer o que não deveria comer...
Hitler criou a Suástica e através dela e da sua loucura assassina entrou para a história, depois de assassinar milhões e milhões de inocentes.
A propaganda, em disco, chegou ao Brasil em 1935. 
A primeira gravação de uma propaganda em disco de 78 Rpm, foi feita pelo artista que ficaria famosos como o Cantor das Multidões: Orlando Silva (1915-1978).
O jingle gravado: Chopp da Brahma.
Em 1935 fazia dois anos que o pernambucano Manezinho Araújo (1910-1993), o Rei da Embolada, estreara na Indústria Fonográfica. Mané, para os amigos, foi o segundo artista da nossa música popular a fazer propaganda comercial. No caso, o sabonete lifeboy e o óleo de peróba.
O chopp da Brahma, letra e música, trazia as assinaturas de Ary Barroso e Bastos Tigre.
Em 1933, estréia do Manezinho em disco, nascia o carioca Archimedes Messina, um dos mais inspirados autores de jingles no Brasil. Se não foi o maior, está entre os três ou quatro maiores. São dele clássicos para a Varig e para o Café Seleto, incluindo a música de abertura que marcou para a história o programa do também carioca Sílvio Santos: Sílvio Santos vem aí...



Uma historinha: Messina inspirou-se numa lenda japonesa para criar um dos muitos jingles que fez para a Varig. Conta-se que um velho pescador japonês salvou da morte uma tartaruga. Salva, a tartaruga o levou a conhecer as profundezas do mar. Esse jingle foi gravado pela nissei Rosa Miyake, que em 1969 gravou "Prá Não Dizer que Não Falei de Flores", do paraibano Vandré.
Fazer ou gravar jingle é, sem dúvida, algo um tanto interessante. Uma vez eu gravei um jingle para um banco que não existe mais. Fica o registro:



De 1935 até os dia atuais, centenas e centenas de artistas da MPB compuseram e gravaram mensagens comerciais e políticas, como Luiz Gonzaga, Simonal, Chico Buarque, Caetano, Renato Teixeira e Roberto Carlos que induziu muita gente a comer carne da Friboi. A propósito, de tão ridículo, RC foi tirado do ar.
Archimedes Messina morreu ontem, aos 85 anos de idade. Meus pêsames à família pelo desaparecimento de Messina, pessoa simples, natural, espontânea, amiga dos amigos, que tive o prazer de entrevistar no programa Tão Brasil, que, por um ano e pouco apresentei na All TV.
Para lembrar mestre Messina, clique:









BRINCANDO COM A HISTÓRIA (43)




sábado, 17 de setembro de 2011

MAIS UMA VEZ, O CANTADOR XANGAI DÁ O BOM RECADO

O cantador Xangai (na foto comigo e o produtor cultural Darlan Ferreira) não fez feio ontem à noite no paulistano Auditório Ibirapuera, onde se apresentou pela primeira vez.
Sozinho ao violão, ele começou saudando o público e lembrando alguns de seus grandes parceiros de vida e arte, como Jatobá, Jacinto Silva, Jessier Quirino, Maciel Melo e Hélio Contreiras, além do paulista Renato Teixeira, que acaba de lhe confiar para gravação a inédita Pequenina, canção de letra bonita e tocante.
Hélio, eu não sabia, deixou este nosso louco planeta num dia do primeiro trimestre deste ano.
Pena.
Mas o causo é que Xangai começou encantando a sua fiel e tradicional platéia de admiradores com Água, dele e Jatobá; Em Nome do Sol, dele e Jacinto; e Espiral do Tempo de Geraldo Azevedo e Carlos Fernando, frevista de mão cheia nascido na terra de mestre Capiba, autor de tantas e tantas belas músicas, como Madeira Qe Cupim Não Rói, que a rainha do baião, Carmélia Alves, gravou num antigo compacto.
Ino no Cangaço, resultado de parceria de Xangai com o poeta improvisador pernambucano Ivanildo Vila Nova, é uma pérola de destaque no repertório apresentado ontem no Ibirapuera, como Bolero de Isabel, do poeta paraibano Jessier Quirino.
Xangai fez bonito, sim.
Cantou o que só ele sabe cantar.
Meus Tempos de Criança, or exemplo, do velho Ataulfo, emocionou.
Após a embolada do Gago Grego, de Jacinto, que era da terra do grande estudioso das coisas do povo Luís da Câmara Cascudo, o Rio Grande do Norte, Xangai apresentou com categoria a bonita Dispenar, de Juraildes Cruz, e João e Duvê, uma cantiga de Maciel Melo que fala dos dois filhos do intérprete e na casa dele composta numa dessas visitas que se faz à toa aos amigos.
Forró em Caruaru, de Zé Dantas, foi m prazer à parte.
Aliás, de Dantas Xangai musicou uma inédita, que certamente será novidade no seu novo disco.
E por aí foi Xangai ontem no Ibirapuera, cantando e encantando seus admiradores.
Hoje tem mais.
Sugiro que não percam.
O cabra e dos bons, e sem peixeira na cinta.

ARTES PLÁSTICAS
Hoje 17, às 19 horas, Claudia Colagrande e Marco Mendes, que estiveram ontem batendo palmas para o cantador Xangai, participam de exposição coletiva na Galeria de Arte e Fotografia Solange Viana, na Rua São João, 246, Granja Viana, cá em Sampa. Além de Claudia e Marco, a expo será enriquecida por Ana Sefair Mitre, Lígia Vargas, Luiz Ross, Raphael Armando, Marcelo Salum e Fonthor. Claro, estarei lá dando prazer aos olhos e alma e degustando vinho, que nã sou de ferro. 

sexta-feira, 9 de agosto de 2024

FICÇÃO REAL

Ditaduras não prestam, sejam de direita ou de esquerda.
Ditaduras perseguem, prendem, torturam e matam pessoas...
Atualmente há muitas guerras mundo afora.
Atualmente grassam ditaduras aparentemente civis e militares.
Os ditadores, do alto da sua arrogância e perversidade, incentivam de todos os modos as pessoas a denunciarem outras.
O ditador Maduro, da Venezuela, tem feito isso. Ou seja, incentivado os venezuelanos a dedurarem venezuelanos. Vizinhos inclusive.
Isso é real, lamentavelmente real e criminoso.
No livro 1984 o autor George Orwell (1903-1950) "cria" vizinhos denunciando vizinhos, filhos denunciando pais. À página 54, lê-se:

Quase todas as crianças de hoje em dia eram horríveis. O pior de tudo era que por meio de organizações como os Espiões eles eram sistematicamente transformados em pequenos selvagens ingovernáveis, e nem mesmo isso produzia neles alguma tendência a se rebelar contra a disciplina do Partido. Pelo contrário, eles adoravam o Partido e tudo o que estava ligado a ele. As canções, as procissões, as bandeiras, as caminhadas, os exercícios com armas de mentirinha, a repetição dos slogans em gritos, o culto ao Grande Irmão – tudo isso era uma espécie de jogo glorioso para eles. Toda a ferocidade deles era voltada para fora, contra os inimigos do Estado, contra os estrangeiros, traidores, sabotadores, criminosos do pensamento. Era quase normal que as pessoas com mais de trinta anos tivessem medo de seus próprios filhos. E com razão, já que não passava uma semana sem que o jornal The Times publicasse um parágrafo descrevendo como um bisbilhoteiro – a frase que normalmente se usava era “herói mirim” – tinha ouvido alguma observação comprometedora e denunciado seus pais à Polícia do Pensamento...

À página 100, segue o autor escrevendo:

Aos três anos de idade, o camarada Ogilvy havia recusado todos os brinquedos, exceto um tambor, uma submetralhadora e um modelo de helicóptero. Aos seis anos – um ano antes, por conta de relaxamento especial das regras – ele havia se juntado aos espiões, aos nove anos ele havia sido líder de uma tropa. Aos onze anos, ele havia denunciado seu tio à Polícia do Pensamento após ter ouvido uma conversa que lhe pareceu ter tendências criminosas...

O ditador Maduro, de ação e pensamentos podres, deseja como seus iguais perpetuar-se no poder. Seja de que modo for, para tanto não mede esforços.
Praticamente todos os países dessa região cá do Equador, e de além mar, não tem reconhecido a eleição que o ditador diz ter sufragado há poucos dias.
Está ou não está na hora do nosso Lula mandar o Maduro se catar?



PODCAST DIRETO AO ASSUNTO

Bom papo esse aí com Nêumanne, Miguel de Almeida e Renato Teixeira. Confira:

domingo, 4 de março de 2012

NASCEU ANTONIO, VIVA ANTONIO!

Hoje, pouco antes de o sol nascer às 6h06 por estas plagas, mais uma vez o milagre da vida se concretiza num leito da Maternidade São Luiz, na capital paulista: a menina Dri deu à luz o menino Antonio (foto), que chegou forte e saudável pesando 2,97 kg, para a alegria do pai Alê, de primeira viagem, familiares e amigos.
O casal era só alegria após o nascimento de Antonio, ocorrido de parto normal e pontualmente às 5h39.
Antonio veio num dia de sol, com os termômetros girando em torno dos 20 graus e sob os bons fluídos da Lua Crescente.
A título de curiosidade: num dia como este, no distante ano de 1924, foi publicado pela primeira vez nos Estados Unidos a letra e a partitura da canção mais cantada no mundo.
A canção todos a conhecem: Happy Birthday to You.
E a sua publicação se deu num livro do norte-americano Robert Caleman.
Em 1942, essa canção ganhou versão assinada por Bertha Celeste Homem de Mello, paulista de Pindamonhangaba concorrente de um concurso musical promovido pelo cantor e radialista carioca Almirante, de batismo Henrique Foréis Domingues.
Desse concurso, levado a efeito pela Rádio Tupi do Rio de Janeiro, participaram centenas de compositores de todo o País.
A canção, desenvolvida em quadrinhas, começa assim:

Parabéns pra você
Nesta data querida
Muita felicidade
E muitos anos de vida...

Entre médicos e enfermeiras, houve quem dissesse que Antonio não chorou ao pôr os olhos por cá. Ao contrário, sorriu e cantou.
Um bom sinal.
Seja bem-vindo ao nosso planeta, Antonio.

INEZITA BARROSO
A cantora paulistana Inezita Barroso vira hoje mais uma folhinha do calendário. Ela, toda feliz, anuncia: 87 anos! "Agora tem muita gente que nega a idade. Eu, hein! Estou é muito feliz". E por mais uma razão: o livro que escrevi a seu respeito, A Menina Inezita Barroso (Cortez Editora), acaba de ser escolhido, entre milhares no Brasil, para participar da feira de livros infantojuvenis da Bolonha, Itália, considerada, no gênero, a maior do mundo. Detalhe: essa feira não é aberta ao chamado grande público, mas a livreiros, editores, cineastas etc. agora só falta A Menina Inezita Barroso ser lido em línguas estrangeiras!

CORINTHIANS X SANTOS
Está começando Corinthians x Santos na Vila Belmiro, com querbra-pau nas proximidades do estádio. De um lado no gramado Neymar, do outro Adriano. O duelo pode ser dos bons. Independentemente do resultado, Alê dedica o clássico ao filho Antonio. A torcida pela vitória do Timão é enorme.

XANGAI
Logo após o jogão Corinthians x Santos, entra em campo, noutro campo - o do Sesc Belenzinho - o baiano Xangai interpretando um repertório recheado de músicas suas e parceiros, entre os quais Capinam, Renato Teixeira e Juraildes Cruz. Claro, ele não deixará de lado obras do seu amigo Elomar Figueira Mello. A partir das 18 horas.

domingo, 28 de maio de 2017

TROPICÁLIA, 50 ANOS

Assis exibe raríssimo exemplar do livro Tropicália 20 Anos
O Movimento Tropicalista está completando meio século.Dito assim, de chofre, não parece meio século. Parece séculos. 
Foi em Outubro de 1967, no Rio de Janeiro e na Paraíba, que o movimento foi anunciado ao mundo. Na Paraíba, precisamente em João Pessoa, os agitadores culturais Carlos Aranha e Raul Córdula, jornalista e pintor respectivamente, encamparam a onda.
No Rio, o jornalista Nelson Mota e o pintor Helio Oiticica levantaram a bandeira do movimento que tinha por objetivo quebrar dogmas em nome da liberdade, na Praça Duque de Caxias.
O movimento Tropicalista teve como principais artífices os baianos Caetano, Gil, Gal, Tom Zé e alguns outros, periféricos, como Mutantes, Zé Celso, Torquato Neto e o já referido Oiticica.
O legado tropicalista reúne apenas meia dúzia de LPs e findou em consequência da prisão de Gil e Caetano, em Dezembro de 1968, mesmo mês e ano em que seguiu para o exílio o paraibano Geraldo Vandré, após empatar seu hino Caminhando (Prá Não Dizer Que Não Falei de Flores) com a obra prima Sabiá, de Chico e Tom Jobim. Essa música, a propósito, foi baseada no poema Canção do Exílio, do maranhense Gonçalves Dias (1823-1864).
Em 1987, fui convidado para integrar um time que refletiu sobre os primeiros vinte anos do tropicalismo. Entre os convidados estavam: Zé Celso, Tárik de Souza, Maurício Kubrusly, Ismail Xavier, Hélio Oiticica, Tom Zé, Renato Teixeira, Júlio Medaglia, Zuza Homem de Mello e Augusto de Campos. 
Os textos gerados por esse time foram inseridos no livro Tropicália 20 Anos, publicado pelo SESC, com apresentação de Danilo Santos de Miranda.
Os anos de 1960 foram anos agitadíssimos.
Em 1964, o presidente da República João Goulart foi deposto pelos militares que assumiram o poder.
O mundo fervia.
Na França os estudantes botavam prá quebrar. Nos Estados Unidos, Joan Baez encabeçava as passeatas com Luther King, contra os absurdos da guerra do Vietnã. Esses absurdos, aliás, foram em parte cobertos pelo jornalista paulista José Hamilton Ribeiro, mas essa é outra história. 
Na parede do Instituto Memória Brasil, IMB, pode se ver uma foto em que aparece Geraldo Vandré ao lado de Joan Baez (acima, no detalhe).
E para matar a saudade, ouçam:
  

 

terça-feira, 27 de setembro de 2011

DAS IRMÃS CELIA E CELMA À MINISTRA ANA DE HOLLANDA

Movimentei-me bastante nos últimos dias, por estas plagas de meu-Deus-do-céu. E nessas andanças me peguei entusiasmado batendo palmas para a dupla gêmea de artistas Ubá, Minas, Célia/Celma no lançamento oficial do novo disco de ambas: Lembrai-vos das Procissões e Devoções de Minas, ocorrido na igreja do Calvário, ali em Pinheiros, com a presença sagrada de gente que de fato representa a vida, como Deus.
É um disco muito bonito, esse que digo.
Dizer que é muito bonito é pouco.
É incrível, pois nos enleva.
Lembrei dos meus tempos de coroinha, em João Pessoa.
E as duas estão ótimas, por que não dizer?
Principalmente no tocante à voz e à postura em palco.
A primeira voz (Celma) se soma com a qualidade da segunda (Célia).
Depois, fui jantar com as duas no Consulado Mineiro, ali na pracinha da Benedito Calixto, junto com José Severo.
Severo, companheiro da Célia, está prestes a mostrar ao Brasil - e ao mundo -, na grande tela, uma das últimas e significativas (redundância,né?) revoluções do Rio Grande do Sul, através do filme baseado num seu livro em duas partes, Senhores da Guerra.
Severo é uma espécie de relíquia da historiografia brasileira; jornalista de formação, homem de grandes méritos que merece com espontaneidade total respeito e referência da parte de todos nós.
Bom, tomei umas com ele e elas ainda depois na mesma mesa em que estávamos com o craque de olho e mente afiadíssimos, Paulo Caruso.
Amigo dos tempos de ontem.
E fui dormir.
A primavera, pois, me pegou assim, meio besta; dormindo.
Quando me dei conta, já estava me preparando, ao lado de Andrea e filhos, para uma esticada a São Luiz do Paraitinga, a uns cento e tantos quilômetros da capital de Sampa.
É uma cidade fantástica Paraitinga, habitada por uma gente pra lá de bonita, receptiva e briosa, que acaba de sair de uma tormenta com altivez.
Quem não se lembra de São Luiz de Paraitiga totalmente afogada, no último dia de 2010?
Almoçamos eu, Andrea e os menino no gostosíssimo restaurante Sol Nascente, da descendente japonesa Alice. 
Recomendo.
Em Paraitingfa me encontrei, por acaso, com a ministra Ana de Hollanda.
Ana, cuja fala e ideias levei outro dia ao programa O Brasil tá na Moda, acaba de sair de um temporal e continua serelepe, como São Luiz de Paraitinga.
Encontrei também, lá, um cara que há muto não via, desde o século passado: Luiz Egypto, velho companheiro das páginas do extinto Folhetim, encarte dominical disputado à época da Folha de S.Paulo.
E ele, Egypto. ligado, ligadíssimo, à cultura popular.
Fiquei maravilhado.
Ele a ver com o compositor e maestro Elpídio dos Santos, nome que deveria ser mais lembrado.
Levá-lo às escolas é uma obrigação do governo, acho.
Elpídio nasceu em 1909 e partiu para a eternidade no dia 3 de setembro de 1970.
Ele deixou uma obra extensa e bonita, gravada por intérpretes de qualidade, como Cascatinha & Inhana; e, ultimamente, por Renato Teixeira, Fafá de Belém e Almir Sater.
Em São Luiz de Paraitinga há um instituto com o seu nome.
Ainda é pouco...
Depois, hoje, folheando para catalogação revistas aqui no meu acervo, aos meus olhos pulou a foto que ilustra este texto, extraído da extinta revista O Cruzeiro, do paraibano Assis Chateaubriand.
Desafio vocês a identificar quem nela se acham.


segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

A GRAÇA DE DEZEMBRO, AGOSTINI

Dezembro, Janeiro, todos os dias, todas as horas, tempo de dizer oi.
Nesse tempo de dizer oi, amigos queridos  a mim vieram brincar no espaço que vivo todos os dias. Papo vem , papo vai, uma viola, um violão, uma cuíca, um dizer sim, um dizer não. Isso é dezembro, é janeiro novo, vivendo oi, dizendo sim e janeiro chegando.
Falar como falei agora há pouco, com Renato Teixeira, aquele da Romaria, dizendo oi dizendo sim, estou aí já já. Fevereiro chegarei para conversar.
Por telefone ouvir tantos amigos como Fausto, o cartunista;  Rômulo, Expedito Jorge Leite, da Ibrasa; Vital Farias....
E chegando cá em casa, Tinhorão para dizer oi e tomar um vinho, junto com Kadu, do trio Gato com Fome.  E minha namorada, Lúcia,  batendo tintim com copo de vinho, vindo das bandas de Taubaté. E veja você: Lúcia é ramo filial do Angelo Agostini, aquele dos traços pioneiros , que deram graça ao dia a dia do Pedro imperial.
Bonito, não é?

terça-feira, 12 de outubro de 2021

DIA DE SANTA E CRIANÇA

 

O paulistano Anderson Gonzaga é um dos cerca de 3 bilhões de católicos espalhados pelo mundo. 
Devoto da Padroeira do Brasil, Anderson fez uma promessa para o pai Luís curar-se de um mal. Deu certo, acredita. E aí contou à companheira Mari que, sensibilizada, jurou acompanhá-lo no pagamento da promessa indo a pé até o santuário de Nossa Senhora Aparecida. PANDEMIA AFASTA FIÉIS DAS PROCISSÕES
A Santa faz grandes e verdadeiros milagres, acreditam de mãos postas os católicos. A crença é tanta que escritores, compositores, cineastas já realizaram obras diversas, como Raimundo Grangeiro, Renato Teixeira, Ariano Suassuna. 
É muito bonita a canção que Grangeiro fez para o rei do baião, Luiz Gonzaga (acima).
O Dia de Aparecida é comemorado no dia 12 de outubro, dia também em que se comemora o Dia da Criança.
Capa do livro Carlotinha,
ilustrado pelo cartunista
Fausto

A maioria da população brasileira é formada por crianças e adolescentes.
Nossas crianças deverão enfrentar maiores problemas no futuro próximo. Ninguém precisa ser adivinhão pra chegar a essa conclusão. Basta observar o que ora ocorre no campo da educação e da saúde. E da cultura. Na verdade, estamos todos afunhenhados.
Houve tempos melhores, é certo. 
Fui criança e tive infância. TEMPOS DE CRIANÇA
Muita gente bonita já compôs e escreveu sobre criança. 
Chico Alves (1898-1952), chamado de O Rei da Voz, deixou uma pérola gravada no seu último disco: Canção da Criança, dele e de Rene Bittencourt. 
O cartunista Fausto, o Rei do Traço, teve enriquecida a sua carreira ao dar vida à molequinha Carlotinha. Linda que só! Fausto conta como criou essa personagem: 
"A personagem Carlotinha foi criada em 2013, em forma de tira diária e depois virou um álbum.
Trata-se de uma personagem infantil ( uma menina de 9 anos ) com seu gatinho Maio!
Ela mora na Praça do Sorriso e tem uma galerinha de queridos amigos. Adora a escola, os animais e a natureza.
A criação desse personagem foi uma forma de retratar um pouco de minha infância e homenagear todas
as crianças. A Praça do Sorriso aonde mora a Carlotinha, pode ser uma praça em todas as cidades do mundo, com
todas as belezas e os encantos: principalmente para os pequenos!"
 

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

NO GOGÓ DE MARCELO: SS, PELÉ, LULA E MALUF

O amigo jornalista Marcelo Cunha é personagem real da vida brasileira com ligeira atuação no campo da ficção, pois por um breve tempo atendeu pelo aumentativo de seu sobrenome, o que provocava riso e festa por parte dos amigos ursos.
Com seu sobrenome o paulistano Marcelo fez sucesso nas páginas do livro O Coronel e a Borboleta e Outras Histórias Nordestinas, de minha autoria, com capa – bela capa a conferir ao lado – assinada por mestre Fortuna e ilustrações especiais de Aldemir Martins, Nássara, Ionaldo Cavalcanti e Carlos Jacchieri; Fausto, Luiz Gê, Alcy e Jaguar.
Esses continuam conosco, em convivência e prosa.
Os outros, incluindo Fortuna, infelizmente não; fato que nos empobrece e empobrece também este mundinho besta de meu Deus do céu.
Ele também fez marcante presença como imitador do animador SS, do jogador Pelé e dos políticos Maluf e Lula no São Paulo Capital Nordeste, programa de rádio de duas horas e tanto, que por anos seguidos apresentei, ao vivo, nas infindáveis noites de sábado, através do dial AM 1.040.
Nessas noites, naquelas noites bonitas do SPCN, lado a lado se achavam grupos musicais como Demônios da Garoa, Mestre Ambrosio e Banda de Pífanos de Caruaru, trios Sabiá, Virgulino e Juazeiro; duplas João Mulato e Cassiano e Célia e Celma, sanfoneiros Dominguinhos, Flávio José, Waldonys, Mário Zan, Negrinho dos 8 Baixos, Cezar e Oswaldinho do Acordeon; atores, cantores, compositores e instrumentistas diversos como Izaias do Bandolim, João do Pífano, Bily Blanco, Rolando Boldrin, Antônio Nóbrega, Tom Zé, Jarbas Mariz, Téo Azevedo, Roberto Luna, Carlos Poyares, Belchior, Renato Teixeira, Paulinho Nogueira, Geraldo Azevedo, Genival Lacerda, Jackson Antunes, Osvaldinho da Cuíca, Germano Mathias, Pery Ribeiro, Fagner, João Carlos Martins, Inezita Barroso, Carmélia Alves, Anastácia, Cláudia, Maria da Paz, Cris Aflalo e tantos e tantas, sem falar nos desenhistas e cartunistas Jô Oliveira, Fortuna, Paulo Caruso, Fausto, Quino, argentino criador da Mafalda; poetas, romancistas, estudiosos e jornalistas Audálio Dantas, Roniwalter Jatobá, José Nêumanne, Mário Chamie, Tinhorão e Gilles Lapouge, francês correspondente do Estadão há meio século.
Boas noites aquelas de festa em que bons ventos traziam também ao nosso programa o canto cordelista e repentista dos grandes Klévisson Viana, Maxado Nordestino, Pedro Costa, Zé Francisco, Bule-Bule, Oliveira de Panelas, Fenelon Dantas, Antônio Maracajá, Valdir Teles, Andorinha, Sebastião Marinho, Sebastião da Silva, Ivanildo Vila Nova, Ismael Pereira, Diniz Vitorino, Minervina Pereira e Mocinha de Passira, além de tiradores de coco Caju e Castanha.
Epa! Estou fugindo do tema.
Marcelo como imitador dos personagens linhas acima citado é irrepreensível.
Certa vez eu quis fazer um BBBqualquer imaginário no rádio e convoquei o seu talento e ele veio com a garganta afinada, trazendo SS, Lula, Maluf e Pelé.
Tranquei os quatro imaginariamente num quarto e o pau cantou, durante sábados.
Foi hilariante.
Lembrei de falar de Marcelo Cunha após assistir numa estação de metrô de São Paulo o filme-documento Alô, Alô, Terezinha, de Nelson Hoineff.
Por que a lembrança?
Primeiro porque cheguei a entrevistar o personagem do filme. Depois porque, antes disso, o folclorista Luís da Câmara Cascudo uma vez me falou muito bem dele: que era o melhor e mais autêntico animador da televisão brasileira etc. Depois de novo porque Marcelo Cunha foi dar uns dós de peito no programa que o velho guerreiro apresentava na TV Bandeirantes, isso em novembro de 1981. Ou seja: há 28 anos! Detalhe: Marcelo não foi buzinado, embora tivesse algo para ser, a música escolhida: Agonia, de Oswaldo Montenegro.
Pessoalmente, porém, prefiro ver Marcelo imitando figurinhas carimbadas.
E tibiritiba Brasil!

domingo, 17 de novembro de 2019

DOMINGO NO PARQUE


Sem dúvida, é muito bom passear. Acabo de passear. Fui ao Parque da Água Branca ali na Matarazzo, perto de onde moro cá em Sampa. Fui ouvir grupos folclóricos do interior de São Paulo. Gostei do Fandango de Tamanco de Itaoca, cidadezinha que se localiza a duzentos e tantos quilômetros da capital paulista. 
Mais de 300 atrações constaram da programação do projeto Revelando SP, agora na sua 23 ª edição, que começou no dia 13 e termina hoje às 20 horas, com espetáculo musical do paulista Renato Teixeira, autor da impagável Romaria.
Tirante a muvuca do ambiente e a comida, no geral, sem gosto foi legal estar por lá.
Ah! Não custa dizer: senti falta de pessoas da organização do evento capacitadas para atender a cegos como eu, deficientes em geral e idosos também carentes de atendimento especial.
E viva a vida!


NO CHILE, POLÍCIA CEGA O POVO
I-n-a-c-r-e-d-i-t-á-v-e-l!
Ouço no rádio que a polícia chilena atirou para cegar e cegou cerca de 250 pessoas em passeata nas ruas do Chile. A ordem foi essa: cegar!
A que ponto chega a crueldade humana. Tiros com balas de borracha nos olhos dos outros e o que, hein?



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